Benefícios do Exercício Físico e da Reabilitação Cardíaca em Indivíduos Idosos

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SEGUNDA JORNADA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA - LAGG UFJF

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Benefícios do Exercício Físico e da Reabilitação Cardíaca em Indivíduos Idosos

  1. 1. Benefícios do Exercício Físico e da Reabilitação Cardíaca em Indivíduos Idosos Palestrante: Fst. Gabriela Alves Trevizani
  2. 2. INTRODUÇÃO <ul><li>Doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 30% de todas as causas de morte; </li></ul><ul><li>Envelhecimento, por si só, é o principal fator de risco para morbidade e mortalidade cardiovascular (DE MEERSMAN, 2007); </li></ul><ul><li>Crescimento da população idosa em países em industrializados e em desenvolvimento; </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>AUMENTO ALARMANTE DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES </li></ul>
  3. 3. MUDANÇAS DECORRENTES DO ENVELHECIMENTO <ul><li> massa, força, potência, resistência, velocidade de contração, função mitocondrial, e capacidade oxidativa muscular; </li></ul><ul><li> capacidade aeróbia, contratilidade cardíaca, FC máx., volume sistólico e débito cardíaco; </li></ul><ul><li>Prejuízo endotelial ; </li></ul><ul><li> variabilidade da frequência cardíaca; </li></ul><ul><li> complacência arterial; </li></ul><ul><li> PAS e PAD; </li></ul><ul><li>INATIVIDADE FÍSICA </li></ul>
  4. 4. MORTALIDADE x EXERCÍCIO WARBURT, D. E. R., NICOL, C. W. , BREIN. S. S. D., 2006, CMAJ , v. 174, n. 6, pp. 801-809
  5. 5. MORTALIDADE CARDIOVASCULAR X IMC X EXERCÍCIO MORTALIDADE CARDIOVASCULAR BAIXO MODERADO ALTO EXERCÍCIO IMC ADAPTADO DE FANG et al., 2003, Am J Prev Med , v. 25, n. 4, pp. 283-289
  6. 6. COMPLACÊNCIA ARTERIAL X EXERCÍCIO * P< 0,05 VERSUS JOVENS NO MESMO GRUPO DE ATIVIDADE, ‡ P< 0,05 VERSUS SEDENTÁRIO DO MESMO GRUPO DE IDADE § P< 0,05 VERSUS ATIVIDADE RECREACIONAL DO MESMO GRUPO DE IDADE TANAKA et al., 2000, circulation , v. 102, pp. 1270-12750
  7. 7. CAPACIDADE AERÓBIA X EXERCÍCIO KASCH et al., 1999, n. 28, pp. 531-536
  8. 8. FORÇA MUSCULAR X EXERCÍCIO Fundamentos do Treinamento de Força Muscular . 2ª. Edição Porto Alegre: ArtMed; 1999.
  9. 9. RESUMO BRAITH R. W., STEWART, K. J., 2006, Circulation, v. 113, pp. 2642-2650
  10. 10. ENVELHECIMENTO INATIVIDADE FÍSICA INATIVIDADE FÍSICA ANSIEDADE E DEPRESSÃO DESCONDICIONAMENTO FRAGILIDADE MÚSCULO-ESQUELÉTICA MENOR MOTIVAÇÃO MENOR AUTO-ESTIMA PERDA DO ESTILO DE VIDA INDEPENDENTE
  11. 11. REABILITAÇÃO CARDÍACA <ul><li>É o somatório das atividade necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva (OMS, 1964) </li></ul>
  12. 12. REABILITAÇÃO CARDÍACA FISIOTERAPÊUTA MÉDICO ASSISTENTE SOCIAL PSICÓLOGO AUXILIAR DE ENFERMAGEM ENFERMEIRO NUTRICIONISTA EDUCADOR FÍSICO
  13. 13. OBJETIVOS <ul><li>Melhorar o controle da doença; </li></ul><ul><li>Modificar fatores de risco; </li></ul><ul><li>Gerar independência funcional; </li></ul><ul><li>Retornar as atividades laborais; </li></ul><ul><li>Melhorar a auto-estima e auto-confiança. </li></ul>
  14. 14. INDICAÇÕES <ul><li>Portadores de: </li></ul><ul><li>Fatores de risco para doença arterial coronariana: tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, obesidade, sedentarismo entre outras; </li></ul><ul><li>Doença arterial coronariana: isquemia miocárdica, angina, pós-IAM; </li></ul><ul><li>Valvulopatias; </li></ul><ul><li>Cardiopatias; </li></ul><ul><li>Pacientes pós transplante cardíaco entre outros. </li></ul>
  15. 15. Avaliação pré- participação <ul><li>Anamnese; </li></ul><ul><li>Exame físico; </li></ul><ul><li>Teste ergométrico ou de esforço progressivo máximo: </li></ul><ul><li>Identificar o desencadeamento de isquemia miocárdica, disfunção ventricular, arritmias cardíacas e distúrbios de condução atrioventricular; </li></ul><ul><li>Determinação do VO 2 (capacidade aeróbia), FC, PAS e PAD, no pico do esforço. </li></ul><ul><li>Estratificação do risco cardiovascular. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Estratificação de risco para inclusão de pacientes em programas de reabilitação cardíaca: </li></ul>Sinais e sintomas de insuficiência cardíaca Ectopias ventriculares complexas Baixa capacidade funcional Diminuição au incapacidade de  da PAS durante esforço Alterações isquêmicas persistentes Angina recorrente Alto Ausência de queda de pressão arterial durante exercício Ausência de ectopias ventriculares complexas Presença de isquemia miocárdica Moderado Resposta adequada da pressão arterial ao esforço Ausência de ectopia ventricular significante Ausência de isquemia miocárdica Boa capacidade funcional Baixo Características Risco
  17. 17. CONTRA-INDICAÇÕES À PRÁTICA DE EXERCÍCIOS <ul><li>Angina instável; </li></ul><ul><li>Tromboflebite; </li></ul><ul><li>Embolia recente; </li></ul><ul><li>Infecção sistêmica; </li></ul><ul><li>Pericardite ou miocardite aguda; </li></ul><ul><li>Arritmia não controlada; </li></ul><ul><li>Insuficiência cardíaca descompensada; </li></ul><ul><li>Hipertensão arterial descontrolada (PAS ≥200 mmHg ou PAD ≥110 mmHg ); </li></ul><ul><li>Outros </li></ul>
  18. 18. PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS <ul><li>Exercícios aeróbios; </li></ul><ul><li>Exercícios de fortalecimento muscular; </li></ul><ul><li>Exercícios de alongamento e/ou flexibilidade; </li></ul><ul><li>Exercícios de coordenação e equilíbrio. </li></ul>
  19. 19. ESTRUTURA BÁSICA DA SESSÃO DE EXERCÍCIOS <ul><li>AQUECIMENTO </li></ul><ul><li>( ≈10 MIN ) </li></ul><ul><li>Alongamento </li></ul><ul><li>Calistênicos </li></ul><ul><li>Caminhada de baixa </li></ul><ul><li>intensidade </li></ul><ul><li>FASE PRINCIPAL </li></ul><ul><li>(40-60 MIN) </li></ul><ul><li>Exercícios aeróbios </li></ul><ul><li>Exercícios de </li></ul><ul><li>fortalecimento </li></ul><ul><li>muscular </li></ul><ul><li>Exercícios de equilíbrio e coordenação </li></ul><ul><li>DESACELERAÇÃO </li></ul><ul><li>(≈10 MIN) </li></ul><ul><li> ritmo </li></ul><ul><li>Desaquecimento </li></ul><ul><li>Recreação </li></ul>
  20. 20. FASE PRINCIPAL <ul><li>Exercícios aeróbios </li></ul><ul><li>Modalidades: caminhada, ciclismo, corrida, natação, hidroginástica; </li></ul><ul><li>Duração: 20-60 min; </li></ul><ul><li>Frequência: 2-7 sessões semanais; </li></ul><ul><li>Intensidade: leve – moderada – um pouco intensa. </li></ul>BAIXA: 40-50% FC max MODERADA: 55-65% FC max UM POUCO INTENSO: 65-75% FC max
  21. 21. FASE PRINCIPAL <ul><li>Exercícios de fortalecimento muscular </li></ul><ul><li>Grandes grupamentos musculares; </li></ul><ul><li>2-3 séries; </li></ul><ul><li>10-15 repetições; </li></ul><ul><li>1-3 min de repouso entre as séries; </li></ul><ul><li>Carga de treinamento: 1RM ou variações; </li></ul><ul><li>Intensidade: leve-moderada; </li></ul><ul><li>Frequência: 3-5 sessões semanais; </li></ul><ul><li>Duração: 20-50 min. </li></ul>
  22. 22. BENEFÍCIOS DA REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR
  23. 23. ISQUEMIA MIOCÁRDICA <ul><li>Melhora da angina em repouso; </li></ul><ul><li>Atenuação da gravidade da isquemia induzida pelo esforço; </li></ul><ul><li>Melhora da capacidade funcional; </li></ul><ul><li>Controle de fatores de risco para doença cardiovascular. </li></ul>
  24. 24. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA <ul><li>Melhora na relação ventilação-perfusão pulmonar; </li></ul><ul><li>Atenuação da hiperatividade de receptores musculares; </li></ul><ul><li>Melhora da função respiratória; </li></ul><ul><li>Ajuda a reverter a disfunção endotelial; </li></ul><ul><li>Aumenta a potência aeróbia; </li></ul><ul><li>Melhora da qualidade de vida e do prognóstico da doença. </li></ul>
  25. 25. ASPECTOS PSICOSSOCIAIS <ul><li>Redução do estado de ansiedade; </li></ul><ul><li>Redução do nível de depressão; </li></ul><ul><li>Redução da instabilidade emocional; </li></ul><ul><li>Redução nos sintomas de estresse: irritabilidade, hostilidade, tensão; </li></ul><ul><li>Retorno mais precoce ao trabalho, mantendo a mesma qualificação profissional. </li></ul>
  26. 26. OBRIGADA [email_address] [email_address]
  27. 27. ESCALA DE PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE BORG 20 19 Extremamente intenso 18 17 Muito intenso 16 15 Intenso 14 13 Um pouco intenso 12 11 Leve 10 9 Muito leve 8 7 Extremamente leve 6 Escala de Classificação (original)

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