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Saúde do Idoso
Pacto pela Vida

O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS
em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a
situação de saúde da população brasileira (MS, 2006) . O pacto
foi renovado em 2011.

Os estados/regiões/municípios devem pactuar as ações
necessárias para o alcance das metas e dos objetivos
propostos.
Saúde do Idoso
São seis as prioridades pactuadas:
 Saúde do Idoso;
 Controle do câncer do colo do útero e da
  mama;
 Redução da mortalidade infantil e materna;
 Fortalecimento da capacidade de resposta às
  doenças emergentes e endemias, com ênfase
  na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e
  influenza;
 Promoção a Saúde
 Fortalecimento da Atenção Básica.
Saúde do Idoso
Ações estratégicas:
 Caderneta de saúde da Pessoa Idosa - instrumento de
  cidadania com informações relevantes sobre a saúde
  da pessoa idosa, possibilitando um melhor
  acompanhamento por parte dos profissionais de
  saúde.

 Manual de Atenção Básica à Saúde da Pessoa Idosa –
 para indução de ações de saúde, tendo por preferência
 as diretrizes contidas na Política Nacional de Saúde da
 Pessoa Idosa.
Saúde do Idoso
Em 25 anos seremos a 6ª maior população de idosos do
mundo.
Até 2050 anos – 63 milhões de idosos.
Hoje aproximadamente 17,6 milhões.

Mortalidade hoje (DataSUS 2008)
Doenças cardiovasculares 37%
Neoplasias 16,7%
Doenças respiratórias 13%
Doenças metabólicas 7,5%
Causa externa / acidentes 3% (fraturas)
Saúde do Idoso
Objetivos Principais
 Promover o envelhecimento ativo e saudável – bem-
    sucedido.
   Estruturar a atenção integral e integrada à saúde da pessoa
    idosa.
   Fortalecer a participação social.
   Monitorar o processo de envelhecimento.
   Identificar os fatores de risco de doenças e agravos.
   Envolver a família e a comunidade no processo do cuidado.
   Promover a formação e a educação permanente para os
    profissionais de saúde que trabalham com idosos no SUS.
   Identificar e promover os fatores de proteção e recuperação
    da saúde.
Saúde do Idoso
Avaliação de Saúde do Idoso
O conceito de saúde nessa faixa populacional é abrangente e não se
restringe à presença ou ausência de doença ou agravo e é estimada
pelo nível de independência e autonomia. A avaliação deve ser
multidimensional,     levando-se    em    conta    o    bem-estar
biopsicossocial e a necessidade de ações integradas da equipe
multidisciplinar.

Senescência X Senilidade
É de suma importância para os profissionais de saúde que lidam
com pacientes idosos conhecer e distinguir as alterações
fisiológicas do envelhecimento, denominadas senescência,
daquelas do envelhecimento patológico ou senilidade.
Saúde do Idoso
Mobilidade

Capacidade de um indivíduo se mover em um dado ambiente, função
básica para a execução de tarefas, realizar atividades de vida diária – AVDs e
manter sua independência.

Independência

Capacidade de autocuidar e realizar as atividades da vida diária – AVDs sem
auxílio de outra pessoa.

Dependência

Incapacidade de realizar uma ou mais atividade da vida diária – AVDs, sem
auxílio. É definida em graus, moderada e avançada.
Saúde do Idoso
Autonomia
Capacidade e direito do indivíduo de poder eleger, por si próprio, as regras
de conduta, a orientação de seus atos e os riscos que está disposto a correr
durante sua vida. Conceito amplo: inclui poder decisório (integridade
cognitiva).


Capacidade Funcional
Define-se como a manutenção plena das habilidades físicas e mentais
desenvolvidas ao longo da vida, necessárias e suficientes para uma vida
com independência e autonomia.
É o grau de preservação da capacidade de realizar as Atividades Básicas de
Vida Diária – AVDs ou autocuidado e o grau de capacidade para
desempenhar Atividades Instrumentais de Vida Diária - AIVDs. Relação
estreita com a avaliação funcional (Neri, 2001).
Saúde do Idoso
O envelhecimento não é uniforme, portanto não é possível escolher
um indicador único, pode-se dizer que é o conjunto das alterações
estruturais e funcionais do organismo que se acumulam
progressiva e especificamente com a idade.


A avaliação do idoso        deve contemplar todas as
dimensões envolvidas no processo saúde-doença. Deve
ser, portanto, multidimensional. Apresenta como
principal objetivo a definição do diagnóstico funcional
global e etiológico (disfunções/doenças) e elaboração
do Plano de Cuidados (Moraes EM, 2006).
Comunicação
 Use frases curtas e objetivas.
 Chame-o pelo próprio nome ou da forma como ele preferir.
 Evite infantilizá-lo utilizando termos inapropriados como “vovô”,
    “querido”, ou ainda, utilizando termos diminutivos desnecessários
   Pergunte se entendeu bem a explicação, se houve alguma dúvida.
   Repita a informação, quando essa for erroneamente interpretada,
    utilizando palavras diferentes e, de preferência, uma linguagem mais
    apropriada à sua compreensão.
   Fale de frente, sem cobrir sua boca e, não se vire ou se afaste enquanto
    fala.
   Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda,
    pois, a pessoa idosa pode necessitar de um tempo maior para
    responder.
   Não interrompa a pessoa idosa no meio de sua fala, demonstrando
    pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu
    próprio pensamento.
Práticas corporais
 Melhor funcionamento corporal, diminuindo as perdas
  funcionais,    favorecendo      a   preservação  da
  independência
 Redução no risco de morte por doenças
  cardiovasculares
 Melhora do controle da pressão arterial
 Manutenção da densidade mineral óssea, com ossos e
  articulações mais saudáveis
 Melhora a postura e o equilíbrio
 Melhor controle do peso corporal
 Melhora o perfil lipídico
 Melhor utilização da glicose
Práticas corporais
 Melhora a enfermidade venosa periférica
 Melhora a função intestinal
 Melhora de quadros álgicos
 Melhora a resposta imunológica
 Melhora a qualidade do sono
 Ampliação do contato social
 Correlações favoráveis com redução do tabagismo e
  abuso de álcool e drogas
 Diminuição da ansiedade, do estresse, melhora do
  estado de humor e da autoestima
   EXCELENTE PÚBLICO PARA O TRABALHO EM
                         GRUPOS
Avaliação Global do Idoso
Avaliação Global do Idoso
Gigantes da geriatria
 Incapacidade cognitiva
 Instabilidade postural
 Imobilidade
 Incontinência esfincteriana
 Iatrogenia
 Incapacidade comunicativa
 Insuficiência familiar
Áreas de atuação
 Demência, depressão, diabetes mellitus, hipertensão
  arterial sistêmica, doença arterial coronariana,
  insuficiência cardíaca (ICC), acidente vascular
  encefálico/fibrilação atrial, subnutrição, osteoartrite,
  osteoporose, pneumonia/influenza, ulcera por
  pressão, quedas e instabilidade postural, incontinência
  urinária,déficit visual, déficit auditivo, dor crônica,
  continuidade do cuidado, estratégias de prevenção,
  manejo de medicamentos, cuidado hospitalar e
  cuidado paliativo, DPOC, câncer colorretal, câncer de
  mama, distúrbios do sono e hiperplasia prostática
  benigna.
Efeito cascata
 uma pessoa idosa portadora de doença pulmonar obstrutiva
  crônica (DPOC) pode, após um quadro gripal, desenvolver
  insuficiência respiratória;
 uma pessoa idosa, normalmente muito comunicativa, de
  repente passa a ficar mais quieta, conversando menos e,
  após algum tempo, começa a apresentar períodos de
  confusão mental. Nesse caso, é importante avaliar a
  presença de infecções;
 um idoso com osteoartrose que apresente dor, tende a
  reduzir sua participação em atividades externas à sua
  residência. Isso pode ocasionar um maior isolamento que,
  com o passar do tempo, pode levá-lo a desenvolver um
  quadro depressivo.
Sempre investigar e descartar
 1. afecções cardiovasculares, em especial doença
    hipertensiva;
   2. diabetes e suas complicações;
   3. déficits sensoriais (auditivo e visual);
   4. afecções osteoarticulares;
   5. déficits cognitivos.

    Especial atenção a interação medicamentos. Perguntar sobre
    todos os sistemas e incluir questões que abordem mudanças no
    estado funcional no último ano, alterações de peso não
    intencionais, fadiga, mal estar inespecífico, quedas, transtornos
    do sono, alterações cardiovasculares, alterações miccionais ou
    intestinais, presença de incontinência, afecções osteoarticulares,
    dor e problemas sexuais. USAR A CADERNETA SEMPRE!
Alimentação e nutrição
 IMC       - limites 22 e 27
   Perda da autonomia para comprar os alimentos, inclusive financeira;
    Perda da capacidade/autonomia para preparar os alimentos e para
    alimentar-se;
    Perda de apetite e diminuição da sensação de sede e da percepção da
    temperatura dos alimento;
    Perda parcial ou total da visão que dificulte a seleção, preparo e
    consumo dos alimentos;
    Perda ou redução da capacidade olfativa, interferindo no seu apetite;
    Algum motivo que a faça restringir determinados tipos de alimentos,
    como dietas para perda de peso, diabetes, hipertensão,
    hipercolesterolemia;
    Alterações de peso recentes;
    Dificuldade de mastigação por lesão oral, uso de prótese dentária ou
    problemas digestivos.
Acuidade visual
 O processo natural de envelhecimento associa-se à
  uma redução da acuidade visual devido às alterações
  fisiológicas das lentes oculares, déficit de campo visual
  e doenças de retina. Cerca de 90% das pessoas idosas
  necessitam do uso de lentes corretivas para enxergar
  adequadamente. Ao avaliar essa função, pergunte à
  pessoa idosa se ela sente dificuldade ao ler, assistir
  televisão, dirigir ou para executar qualquer outra
  atividade da vida cotidiana. Aqueles que responderem
  afirmativamente devem ser avaliados com o uso do
  Cartão de Jaeger
JAEGER
O cartão é colocado a
uma distância de 35
cm da pessoa idosa
que se possuir óculos
deve        mantê-los
durante o exame. A
visão deve ser testada
em      cada      olho
separado e depois em
conjunto. Os olhos
devem ser vendados
com as mãos em
forma de concha.
                         Avaliações dos resultados: as pessoas que
                         lerem até o nível 20/40 serão consideradas
                         sem disfunção.
Acuidade auditiva
 Cerca de um terço das pessoas idosas referem
 algum grau de declínio na acuidade auditiva. A
 presbiacusia - perda progressiva da capacidade de
 diferenciar os sons de alta freqüência – é uma das
 causa mais comuns relacionadas a essa queixa.
 Muitas vezes, o idoso pode não perceber essa perda
 e, por essa razão, não referi-la. Para auxiliar nessa
 verificação pode-se utilizar o “teste do sussurro”,
TESTE DO SUSSURRO: O examinador deve ficar fora do campo
visual da pessoa idosa, a uma distância de aproximadamente 33cm
e “sussurrar”, em cada ouvido, uma questão breve e simples como,
por exemplo, “qual o seu nome?”
  Compreende a fala em situações sociais?
  Consegue entender o que ouve no rádio ou televisão?
  Tem necessidade que as pessoas repitam o que lhe é
   falado?
  Sente zumbido ou algum tipo de barulho no ouvido
   ou cabeça?
  Fala alto demais?
  Evita conversar? Prefere ficar só?
Incontinência Urinária
 Muitas das causas são reversíveis – transtornos
  mentais, restrição de mobilidade, retenção urinária,
  infecção e efeito medicamentoso - e devem ser
  investigadas. Perguntar diretamente se a pessoa idosa
  perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é
  uma forma rápida de verificar o problema.
 Agudas: endócrinas ( vaginite atrófica), psicológicas,
  farmacológicas, infecciosas (ITU), neurológicas,
  excesso de débito urinário, constipação intestinal
 “perda de urina em quantidade e freqüência suficientes
  para causar um problema social ou higiênico”
ÇO       em pequenas quantidades) com aumentos da assoalho pélvico,que provoca
         pressão intra-abdominal (p.ex., tosse, risos ou hipermobilidade     da    base
         exercício)                                      vesical e da uretra proximal.
                                                         Debilidade do esfícnter uretral
                                                         ou da saída da bexiga, quase
                                                         sempre por cirurgia ou
                                                         traumatismo.
URGÊN-   Extravasamento de urina (quase sempre             Hiperatividade do detrusor,
CIA      volumes grandes, ainda que seja variável) pela    isolada    ou   associada     a:
         incapacidade para retardar a micção após          Condições locais como uretrite,
         perceber a sensação de plenitude vesical.         cistite,    tumores,    litíase,
                                                           diverticulose. Alterações do
                                                           SNC como AVC, demência,
                                                           parkinsonismo, lesão espinhal.
SOBRE-   Escape de urina (quase sempre em pequenas         Obstrução anatômica: pela
FLUXO    quantidades) secundária a esforço mecânico        próstata ou por uma cistocele
         sobre a bexiga distendida ou por outros efeitos   grande. Bexiga hipocontratil
         da retenção urinária e a função esfincteriana.    associada a diabetes mellitus
                                                           ou lesão medular.
FUNCIO   Escape de urina relacionado com a                 • Demência grave.
NAL      incapacidade para usar o vaso sanitário por       • Imobilidade.
         dano da função cognitiva ou física, falta de      • Ataduras.
         disposição psicológica ou barreiras no            • Depressão.
         ambiente.
Ações terapêuticas
TIPO                TRATAMENTO

Delírio             Não utilize sondas vesicais, pois podem causar ou exacerbar o delirium. Busque e
                    trate a causa.

Vaginite atrófica   Tratamento local baseado em aplicações locais de estrógenos com creme vaginal,
                    preferencialmente a base de estriol, 2cc, 1 a 2 x por semana.

Infecção            Antibioticoterapia. Se ao término do tratamento a incontinência não se resolver,
                    buscar outras causas e não repetir tratamento a menos que haja documentação de
                    resistência bacteriana.

Fármacos            Se possível, retirar todos os fármacos que possam causar incontinência. Em caso
                    de antihipertensivo mude para outra classe. Em caso de antidepressivos
                    tricíclicos, mude para inibidores de recaptação de serotonina.

Psicológicas        Limitar a ingestão de líquidos a 1,5 litros/dia e orientar a não tomá-los após as 20
                    horas.Outras causas, encaminhar ao especialista.

Endocrinológicas    Em caso de diabetes mellitus, dê tratamento específico. Nos outros casos,
                    encaminhe ao especialista

Restrição de        Fisioterapia e modificações no domicílio tendem a facilitar o deslocamento da
                    pessoa. Ouso de papagaios ou comadres pode auxiliar.
mobilidade
Impactação fecal    Tratar a obstipação e remover fecaloma quando existente.
Kegel
 podem ser realizados em qualquer lugar, sentada, em pé ou deitada.
  Primeiro, a pessoa deve identificar onde se localizam os seus músculos
  pélvicos. Uma maneira de fazê-lo é começar a urinar e então tentar
  prender a urina. Se conseguir pelo menos diminuir o jato de urina, é
  porque está usando os músculos corretos. A pessoa não deve contrair os
  músculos das nádegas ou os músculos abdominais. Para um
  treinamento de força eficaz, recomenda-se de 8 a12 contrações lentas e
  próximas da força máxima, com período de manutenção da contração
  de pelo menos 6 segundos, em três séries, 3 a 4 vezes por semana.

 TREINAMENTO VESICAL para melhorar a urgência
 FISIOTERAPIA
Drogas envolvidas com a incontinência
 Antagonistas alfa-adrenérgicos      - Diminuição da resistência uretral
   Opióides - Constipação intestinal
   Anticonvulsivantes - Confusão mental / Ataxia
   Antihipertensivos - Hipotensão arterial – mobilidade diminuída
   Antiparkinsonianos -        Confusão mental / Hipotensão postural
   Antagonistas H2 -       Confusão mental
   Diuréticos potentes de alça -       Aumento da freqüência / Urgência
    miccional
   Sedativos / Hipnóticos -       Sedação excessiva
   Anestésicos, raquianestesia, peridural -       Paralisia detrusora
   Antagonistas dos canais de cálcio - Constipação intestinal / retenção
    urinária
   Relaxantes musculares - Constipação intestinal / retenção urinária
   Inibidores da enzima conversora - Tosse – Incontinência urinária de
    estresse
   Álcool / Cafeína Poliúria – aumento da freqüência e urgência
Medicamentos
 Oxibutinina     e Tolterodina:       redução das
  contrações involuntárias do detrusor, por
  mediação      dos     receptores      muscarínicos.
  Aumentam a capacidade da bexiga. Baixa
  tolerância pelos efeitos colaterais:
 Retenção aguda de urina.
 Constipação.
 Deterioração da cognição.
 Xerostomia (redução da saliva)
 Terazocina: Hipotensão
Sexualidade
 A grande maioria mantém vida sexual ativa!
 Muitas das alterações sexuais que ocorrem com o
  avançar da idade podem ser resolvidas com orientação
  e educação. Alguns problemas comuns também
  podem afetar o desempenho sexual: artrites, diabetes,
  fadiga, medo de infarto, efeitos colaterais de fármacos
  e álcool.
 Desconforto feminino – atrofia de mucosa vaginal
 Disfunção erétil masculina
Vacinação
 Influenza sazonal– anual
 Pneumocócica 23 valente - 1 dose após os 60 anos.
  Institucionalizados - 1 reforço com 5 anos
 DT – a cada 10 anos
 Febre Amarela – a cada 10 anos
 Hepatite B – 3 doses


 Registrar na caderneta de vacina
Avaliação cognitiva
 Mini exame do estado mental
 Desenho do relógio
 Teste de fluência verbal
 QPAF – questionário Pfeffer de avaliação
  funcional – ao cuidador
Mini-mental
Mini-mental
Desenho do relógio
Teste de fluência verbal
 TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL POR CATEGORIAS SEMÂNTICAS
 Consiste em solicitar à pessoa idosa que diga o maior número possível
  de animais em 1(um) minuto.
 Objetivo : verificar declínio cognitivo.
 Avaliações dos resultados: É importante verificar como a pessoa idosa
  utilizou o tempo disponível para a execução da tarefa. Pacientes com
  demência, além de produzirem escores baixos, tendem a interromper a
  geração de palavras após 20 segundos do teste. Pacientes deprimidos
  podem apresentar escores baixos, mas tendem a gerar palavras durante
  todo o minuto. O escore esperado é de 14 ou 15 animais citados.
 Providências com os achados/resultados: escores muito baixos
  associados aos outros testes de função cognitiva sugerem
  encaminhamento para avaliação neuropsicológica específica.
Questionário de Pfeffer
 Escala de 11 questões aplicada ao acompanhante ou cuidador da pessoa
  idosa discorrendo sobre a capacidade desse em desempenhar
  determinadas funções. As respostas seguem um padrão: sim é capaz
  (0); nunca o fez, mas poderia fazer agora(0); com alguma dificuldade,
  mas faz (1); nunca fez e teria dificuldade agora (1); necessita de ajuda
  (2); não é capaz (3). A pontuação de seis ou mais sugere maior
  dependência.A pontuação máxima é igual a 33 pontos.
 Objetivo: Verificar a presença e a severidade de declínio cognitivo por
  meio da avaliação da funcionalidade e consequentemente da
  assistência requerida.A combinação do MEEM com o Questionário de
  Pfeffer indica uma maior especificidade para a medida de declínio
  cognitivo mais grave. Ainda considerando o viés produzido pela baixa
 escolaridade nos resultados do MEEM parece ser adequada a
  associação do QPAF para se obter a confirmação do declínio cognitivo
  acompanhado de limitações funcionais sugerindo a presença de
  demência ou outros transtornos associados. Escores ≥ 6 associados aos
  outros testes de função cognitiva alterados sugerem encaminhamento
  para avaliação neuropsicológica específica.
Depressão
 Mulheres.       Institucionalizados.
   Antecedentes depressivos prévios.
    Doença incapacitante, sobretudo se há deterioração
    funcional implicando numamudança brusca e rápida.
    Doença dolorosa (neoplasia, doença osteoarticular
    deformante).
    Morte de cônjuge, familiar ou amigo próximo.
    Uso de medicamentos como os benzodiazepínicos,
    betabloqueadores, metildopa, reserpina, clonidina,
    cinarizina, flunarizina, digoxina e esteróides.
   ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA
Mobilidade
 Instabilidade postural
 Alteração da marcha
 Poliartroses
 Obesidade
 Sequelas de AVC


 Escala de Avaliação do Equilíbrio e da Marcha - Tinnet
  ou POMA Brasil
Quedas
 Presença de tapetes pequenos e capachos em superfícies
    lisas.
   Carpetes soltos ou com dobras.
   Bordas de tapetes, principalmente, dobradas.
   Pisos escorregadios (encerados, por exemplo).
   Cordas, cordões e fios no chão (elétricos ou não).
   Ambientes desorganizados com móveis fora do lugar,
    móveis baixos ou objetos deixados no chão (sapatos,
    roupas, brinquedos, etc).
   Móveis instáveis ou deslizantes.
   Degraus da escada com altura ou largura irregulares.
   Degraus sem sinalização de término.
   Escadas com piso muito desenhado (dificultando a
    visualização de cada degrau).
Quedas
 Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal
  ajustados ou com solado escorregadio.
 Roupas compridas, arrastando pelo chão.
 Má iluminação.
 Cadeira, camas e vasos sanitários muito baixos;
 Cadeiras sem braços;
 Animais, entulhos e lixo em locais inapropriados.
 Objetos estocados em lugares de difícil acesso (sobe-se
  numa cadeira ou banco para alcançá-los).
 Escadas com iluminação frontal.
Avaliação Funcional
 Atividades de Vida Diária (AVDs)
 Alimentar-se
 Banhar-se
 Vestir-se
 Mobilizar-se
 Deambular
 Ir ao banheiro
 Manter controle sobre suas necessidades fisiológicas.
Avaliação Funcional
 Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD) que
  são as relacionadas à participação do idoso em seu
  entorno social e indicam a capacidade de um indivíduo
  em levar uma vida independente dentro da
  comunidade.
 Utilizar meios de transporte
 Manipular medicamentos
 Realizar compras
 Realizar tarefas domésticas leves e pesadas
 Utilizar o telefone
 Preparar refeições
 Cuidar das próprias finanças
Escalas de avaliação AVD
 Escala de Katz - AVD
 Lawton –AIVD
 Medida de Independência Funcional
Avaliação da funcionalidade
            familiar
 Abordagem sistêmica
 APGAR familiar
 GENOGRAMA
 ECOMAPA
Avaliação do estresse do
             cuidador
 O ato de cuidar é voluntário e complexo, tomado por
  sentimentos diversos e contraditórios como raiva,
  culpa, medo, angústia, confusão, cansaço, estresse,
 tristeza, nervosismo, irritação e choro. Esses
  sentimentos podem ser simultâneos e devem ser
  compreendidos, fazendo parte da relação entre o
  cuidador e a pessoa cuidada. É importante avaliar a
  presença de estresse entre os cuidadores.
 Instrumento de avaliação - ZARIT
Violência
 Estrutural
 Interpessoal – comunitária
 Trabalho
 Institucional
 Intrafamiliar
 Lei nº 10.741/2003, art. 19, está previsto que os casos de
  suspeita ou confirmação de maus tratos contra idoso
  são de notificação obrigatória ao Conselho Municipal
  ou Estadual dos Direitos do Idoso, Delegacias de
  Polícia e Ministério Público.
Violência
 Física
 Psicológica
 Sexual
 Econômica, financeira ou patrimonial
 Institucional
 Negligência ou abandono
 Auto-negligência
AVALIAÇÃO MULTIFUNCIONAL
         INICIAL
ÁREA       AVALIAÇÃO BREVE                               ENCAMINHAMENTOS
AVALIADA
Nutrição   O/A Sr/a perdeu mais de 4 kg no último        Refere perda de peso ou
           ano, sem razão específica? _____              apresenta IMC alterado nos
           Peso atual: ____ kg Altura: _____ cm          extremos (desnutrição ou
           IMC = ______                                  obesidade). Encaminhar ao
                                                         nutricionista    para    a
                                                         avaliação      nutricional
                                                         detalhada
Visão      O/a Sr/a tem dificuldade para dirigir, ver    Se houver incapacidade de
           TV ou fazer qualquer outra atividade de       ler alem de
           vida diária devido a problemas visuais?Se     20/40 no cartão de Jaeger,
           sim, aplicar o cartão de Jaeger:Olho          encaminhar
           Direito: ______ Olho Esquerdo:________        ao oftalmologista

Audição    Aplicar o teste do sussurro. A pessoa idosa   Na ausência de cerume e
           responde a pergunta feita?                    caso a pessoa
           Ouvido Direito: __ Ouvido Esquerdo:           idosa não responda ao
           _____Se não, verificar a presença de          teste,
           cerumen. OD: _____ OE: _____                  encaminhar ao
                                                         otorrinolaringologista
ÁREA          AVALIAÇÃO BREVE                            ENCAMINHAMENTOS
AVALIADA
Incontinênci O/A Sr/a, às vezes, perde urina ou fica     Pesquisar a causas.
a            molhado/a?                                  Referenciar s/n
             Se sim, pergunte: Quantas vezes? ___ Isso
             provoca algum incomodo ou embaraço?
             ___ Definir quantidade e freqüência.

Atividade     O/A Sr/a tem algum problemas na            Se       sim,       fornecer
sexual        capacidade de desfrutar                    informações        essenciais
              do prazer nas relações sexuais?            sobre as alterações da
                                                         sexualidade.      Identificar
                                                         problemas fisiológicos e/ou
                                                         psicológicos relacionados.

Humor/depr O/A Sr/a se sente triste ou desanimado/a      Se sim, Aplicar a Escala de
essão      frequentemente?                               Depressão Geriátrica .
                                                         Referenciar se episódios
                                                         frequentes e graves.
ÁREA         AVALIAÇÃO BREVE                              ENCAMINHAMENTOS
AVALIADA
Cognição e   Solicitar à pessoa idosa que repita o nome   Se for incapaz de repetir os 3
memória      dos objetos: Mesa Maça Dinheiro              nomes,aplique o MEEM.
             Após 3 minutos pedir que os repita.          Complementando esse,
                                                          pode ser aplicado o teste do
                                                          Relógio, Teste de Fluência
                                                          verbal e o Questionário de
                                                          Pfeffer. Alterados: neuro
Função dos   Proximal: Ver se a pessoa idosa é capaz de   Incapacidade de realizar o
MMSS         tocar a nuca com ambas as mãos. Distal:      teste – fazer exame completo
             Ver se a pessoa idosa é capaz de apanhar     dos MMSS. Atenção para dor,
             um lápis sobre a mesa com cada uma das       fraqueza muscular e limitação
             mãos e colocá-lo de volta.                   de movimentos. Considerar
                                                          possibilidade de fisioterapia

Função dos   Ver se a pessoa idosa é capaz de:            Incapacidade de realizar o
MMII         Levantar da cadeira: ___ Caminhar 3,5m:      teste – fazer exame completo
             ___ Voltar e sentar: ___                     dos MMII. Atenção parador,
             Atenção para dor, amplitude de               fraqueza muscular e limitação
             movimentos, equilíbrio e avaliação da        de    movimentos.     Aplicar
             marcha.                                      escala da marcha de Tinneti e
                                                          MIF.Fisioterapia s/n.
ÁREA         AVALIAÇÃO BREVE                               ENCAMINHAMENTOS
AVALIADA
Atividades   Sem auxílio, o/a Sr/a é capaz de:             Na presença de limitações,
diárias      Sair da cama? ___ Vestir-se? ___ Preparar     instituir intervenções de
             suas refeições? ___ Fazer compras? ___        saúde, sociais e ambientais
             Se não, Determinar as razões da               apropriadas. Aplicar escala
             incapacidade(comparar limitação física com    de avaliação de MIF,de Katz
             motivação), solicitar informações junto aos   e escala de Lawton .
             familiares.
Domicílio    Na sua casa há: Escadas? ____ Tapetes         Sim para escada ou tapete e
             soltos? ____Corrimão no banheiro? ____        Não para corrimão – Avaliar
                                                           a segurança domiciliar e
                                                           instituir adaptações
                                                           necessárias.
Quedas       Quantas vezes? ____                           Orientar prevenção)

Suporte      Alguém poderia ajudá-lo/a caso fique          Identificar, com o agente
social       doente ou incapacitado? ___                   comunitário de saúde ou em
             Quem poderia ajudá-lo/a? ____                 visita domiciliar, a
             Quem seria capaz de tomar decisões de         família/rede de pessoas que
             saúde pelo/a Sr/acaso não seja capaz de       possam apoiá-lo/a. Realizar
             fazê-lo? ___                                  APGAR de família e
                                                           ECOMAPA.
Fragilidade
 síndrome multidimensional envolvendo uma interação
  complexa dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no
  curso de vida individual, que culmina com um estado de
  maior vulnerabilidade, associado ao maior risco de
  ocorrência de desfechos clínicos adversos- declínio
  funcional, quedas, hospitalização, institucionalização e
  morte.
a) nem todas as pessoas com declínio funcional são frágeis;
b) nem todas as pessoas frágeis apresentam declínio
  funcional;
c) medidas preventivas parecem interferir na instalação dessa
  síndrome.
Causas primárias
Alteração na expressão dos
          genes
 Dano oxidativo do DNA
Encurtamento do telômero                            FRAGILIDADE

                               Desregulação
                             neuroendócrina
                                Alterações
                             neuromusculares
                                sarcopenia
                             Disfunção imune
   Causas secundárias                              Perda de peso
        Depressão                                      Fadiga
        Neoplasias                                 Menor força de
     Infecção crônica                          preensão, velocidade
  Insuficiência cardíaca                            da marcha e
        congestiva                             atividade física – pelo
                                                   menos 3 desses
Fragilidade
 1. perda de peso não intencional: = 4,5 kg ou = 5% do peso
  corporal no último ano;
 2. fadiga auto referida utilizando duas questões: com que
  freqüência na última semana o(a)sr(a) sentiu que tudo que
  fez exigiu um grande esforço ou que não pode fazer nada;
 3. diminuição da força de preensão
 4. baixo nível de atividade física medido pelo dispêndio
  semanal de energia em kcal(com base no auto relato das
  atividades e exercícios físicos realizados) e ajustado
  segundo o gênero;
 5. diminuição da velocidade da marcha em segundos:
  distância de 4,5m ajustada para gênero e altura.
Osteoporose
 No Brasil, somente uma a cada três pessoas com
  osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma
  em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, com
  uma taxa anual de aproximadamente 100 mil fraturas
  de quadril. Cerca de 10 milhões de brasileiros (as)
  sofrem com osteoporose e 24 milhões de pessoas terão
  fraturas a cada ano, sendo que 200 mil indivíduos
  morrerão como conseqüência direta de suas fraturas.
Osteoporose – fatores de risco
 fratura anterior causada por pequeno trauma;
 sexo feminino;
 baixa massa óssea;
 raça branca ou asiática;
 idade avançada em ambos os sexos;
 história familiar de osteoporose ou fratura
 do colo do fêmur;
 menopausa precoce (antes dos 40 anos)
 não tratada;
 uso de corticóides
Osteoporose
 doenças que induzam à perda de massa óssea;
 amenorréia primária ou secundária;
 menarca tardia, nuliparidade;
 hipogonadismo primário ou secundário;
 baixa estatura e peso (IMC <19kg/m²);
 perda importante de peso após os 25 anos;
 baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio;
 alta ingestão de proteína animal;
 pouca exposição ao sol, imobilização prolongada, quedas freqüentes;
 sedentarismo, tabagismo e alcoolismo;
 medicamentos (como heparina, ciclosporina, hormônios tireoidianos,
 anticonvulsivantes e lítio);
 alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto).
Protocolo SUS
 a - Densitometria óssea recente
  (realizada há, no máximo, 01 ano);
 b - Calcemia;
 c - Calciúria de 24 horas
Indicações densitometria
 Mulheres acima de 65 anos
 Mulheres com deficiência estrogênica com menos de 45 anos
 Mulheres peri e pós-menopausa com fatores de risco (um maior ou dois
    menores, conforme quadro II)
   Mulheres com amenorréia secundária prolongada (por mais de 1 ano)
   Todos indivíduos que tenham apresentado fratura por trauma mínimo ou
    atraumática
   Indivíduos com evidência radiológica de osteopenia ou fraturas vertebrais
   Homens acima de 70 anos
   Indivíduos que apresentem perda de estatura (maior do que 2,5cm) ou
    hipercifose torácica
   Indivíduos em uso de corticosteróides por três meses ou mais (doses superiores
    ao equivalente de 5 mg de prednisona)
   Mulheres com índice de massa corporal abaixo de 19kg/m2
   Portadores de doenças ou uso de medicações associadas à perda de massa óssea
   Monitoramento de tratamento do osteoporose
   ABAIXO DE – 2.5 DP
Problemas crônicos
 HAS
 DM – filtração renal, raramente desenvolvem
  cetoacidose, mas podem entrar em estado de
  hiperosmolaridade e fazer sua apresentação inicial
  com confusão, coma ou sinais neurológicos focais.
  Podem ainda apresentar queixas inespecíficas como:
  fraqueza, fadiga, perda da vitalidade ou infecções
  menos importantes da pele e tecidos moles, como a
  monilíase vulvo-vaginal. Como regra, na presença de
  prurido vulvar pense em monilíase; na presença de
  monilíase, pense em diabetes. Cuidar a hipoglicemia
  e a desnutrição
Demência
TIPOS                      CARACTERÍSTICAS

ALZHEIMER                  Início insidioso, perda de memória e declínio
                           cognitivo lento e progressivo. No início,
                           a pessoa apresenta dificuldade para lembrar-se de
                           fatos recentes e para aprender coisas novas, e
                           lembra-se de coisas de ocorreram num passado mais
                           distante.

DEMÊNCIA VASCULAR          Início abrupto, geralmente, após um episódio
                           vascular, com deterioração em degraus (alguma
                           recuperação depois da piora) e flutuação do déficit
                           cognitivo (dias de melhor e pior performance).
                           Apresenta sinais focais, de acordo com a
                           região cerebral acometida.

DEMÊNCIA DOS CORPÚSCULOS   Flutuação na cognição, alucinações visuais
DE LEWY                    recorrentes bem formadas (p.ex., a descrição de
                           uma pessoa, produto da alucinação, com detalhes) e
                           parkinsonismo precoce (rigidez, acinesia e fácies
                           amímica)
Causas reversíveis - demência
 Uso de medicamentos (psicotrópicos e analgésicos narcóticos).
 Metabólica (distúrbio hidroeletrolítco, desidratação, insuficiência renal
    ou hepática e hipoxemia).
   Neurológica (hidrocefalia de pressão normal, tumor e hematoma
    subdural crônico).
   Infecciosas (Meningite crônica, AIDS, neurossífilis).
   Colágeno-Vascular (lúpus eritematoso sistêmico, arterite temporal,
    vasculitereumatóide, sarcoidose e púrpura trombocitopênica
    trombótica).
   Endócrinas (doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da
    adrenal edoença da pituitária).
   Nutricionais (deficiência de vitamina B12, ácido fólico, tiamina e
    niacina).
   Alcoolismo crônico.
   Outras (DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apnéia do sono).
Portaria nº 843 que aprovou o Protocolo Clínico e
   DiretrizesTerapêuticas – Demência por doença de
                       Alzheimer.
 TSH
 B12
 Ácido Fólico
 Sorologia para sífilis
 Hemograma
 Creatinina
 Sódio
 Potássio
 Neuro-imagem:Tomografia Computadorizada
 Ressonância Magnética
Drogas - Alzheimer
Anamnese : Avaliação da Saúde bucal do Idoso
                Aplicar o questionário

                  Nos últimos 3 meses o(a) senhor(a)
1    Diminuiu a quantidade de alimentos ou mudou o tipo de alimentação
     por causa dos seus dentes?
2    Teve problemas para mastigar os alimentos?
3    Teve dou ou desconforto para engolir os alimentos?
4    Mudou o jeito de falar por causa dos problemas de sua boca?
5    Teve algum desconforto ao comer algum alimento?
6    Evitou encontrar com outras pessoas por causa de sua boca?
7    Sentiu-se insatisfeito(a) com a aparência de sua boca?
8    Tomou remédio para dor ou desconforto de sua boca?
9    Algum problema bucal o deixou preocupado(a)?
10   Chegou a se sentir nervoso(a) por problemas na sua boca?
11   Evitou comer com outras pessoas por problemas bucais?
12   Teve dentes ou gengivas sensíveis a alimentos ou líquidos?
Saúde do Idoso
Sinais de Alerta em Saúde Bucal

 Dor
 Hemorragia
 Abscesso
 Traumatismo
 Lesão de tecidos moles
 Necessidade de intervenção – cirurgião dentista ou reparo
  protética.
Estudar
Páginas 30 a 70 – Manual 19 –
 Envelhecimento e saúde da
 pessoa idosa

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Saúde do Idoso no SUS

  • 1. Saúde do Idoso Pacto pela Vida O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira (MS, 2006) . O pacto foi renovado em 2011. Os estados/regiões/municípios devem pactuar as ações necessárias para o alcance das metas e dos objetivos propostos.
  • 2. Saúde do Idoso São seis as prioridades pactuadas:  Saúde do Idoso;  Controle do câncer do colo do útero e da mama;  Redução da mortalidade infantil e materna;  Fortalecimento da capacidade de resposta às doenças emergentes e endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza;  Promoção a Saúde  Fortalecimento da Atenção Básica.
  • 3. Saúde do Idoso Ações estratégicas:  Caderneta de saúde da Pessoa Idosa - instrumento de cidadania com informações relevantes sobre a saúde da pessoa idosa, possibilitando um melhor acompanhamento por parte dos profissionais de saúde.  Manual de Atenção Básica à Saúde da Pessoa Idosa – para indução de ações de saúde, tendo por preferência as diretrizes contidas na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.
  • 4. Saúde do Idoso Em 25 anos seremos a 6ª maior população de idosos do mundo. Até 2050 anos – 63 milhões de idosos. Hoje aproximadamente 17,6 milhões. Mortalidade hoje (DataSUS 2008) Doenças cardiovasculares 37% Neoplasias 16,7% Doenças respiratórias 13% Doenças metabólicas 7,5% Causa externa / acidentes 3% (fraturas)
  • 5. Saúde do Idoso Objetivos Principais  Promover o envelhecimento ativo e saudável – bem- sucedido.  Estruturar a atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa.  Fortalecer a participação social.  Monitorar o processo de envelhecimento.  Identificar os fatores de risco de doenças e agravos.  Envolver a família e a comunidade no processo do cuidado.  Promover a formação e a educação permanente para os profissionais de saúde que trabalham com idosos no SUS.  Identificar e promover os fatores de proteção e recuperação da saúde.
  • 6. Saúde do Idoso Avaliação de Saúde do Idoso O conceito de saúde nessa faixa populacional é abrangente e não se restringe à presença ou ausência de doença ou agravo e é estimada pelo nível de independência e autonomia. A avaliação deve ser multidimensional, levando-se em conta o bem-estar biopsicossocial e a necessidade de ações integradas da equipe multidisciplinar. Senescência X Senilidade É de suma importância para os profissionais de saúde que lidam com pacientes idosos conhecer e distinguir as alterações fisiológicas do envelhecimento, denominadas senescência, daquelas do envelhecimento patológico ou senilidade.
  • 7. Saúde do Idoso Mobilidade Capacidade de um indivíduo se mover em um dado ambiente, função básica para a execução de tarefas, realizar atividades de vida diária – AVDs e manter sua independência. Independência Capacidade de autocuidar e realizar as atividades da vida diária – AVDs sem auxílio de outra pessoa. Dependência Incapacidade de realizar uma ou mais atividade da vida diária – AVDs, sem auxílio. É definida em graus, moderada e avançada.
  • 8. Saúde do Idoso Autonomia Capacidade e direito do indivíduo de poder eleger, por si próprio, as regras de conduta, a orientação de seus atos e os riscos que está disposto a correr durante sua vida. Conceito amplo: inclui poder decisório (integridade cognitiva). Capacidade Funcional Define-se como a manutenção plena das habilidades físicas e mentais desenvolvidas ao longo da vida, necessárias e suficientes para uma vida com independência e autonomia. É o grau de preservação da capacidade de realizar as Atividades Básicas de Vida Diária – AVDs ou autocuidado e o grau de capacidade para desempenhar Atividades Instrumentais de Vida Diária - AIVDs. Relação estreita com a avaliação funcional (Neri, 2001).
  • 9. Saúde do Idoso O envelhecimento não é uniforme, portanto não é possível escolher um indicador único, pode-se dizer que é o conjunto das alterações estruturais e funcionais do organismo que se acumulam progressiva e especificamente com a idade. A avaliação do idoso deve contemplar todas as dimensões envolvidas no processo saúde-doença. Deve ser, portanto, multidimensional. Apresenta como principal objetivo a definição do diagnóstico funcional global e etiológico (disfunções/doenças) e elaboração do Plano de Cuidados (Moraes EM, 2006).
  • 10. Comunicação  Use frases curtas e objetivas.  Chame-o pelo próprio nome ou da forma como ele preferir.  Evite infantilizá-lo utilizando termos inapropriados como “vovô”, “querido”, ou ainda, utilizando termos diminutivos desnecessários  Pergunte se entendeu bem a explicação, se houve alguma dúvida.  Repita a informação, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes e, de preferência, uma linguagem mais apropriada à sua compreensão.  Fale de frente, sem cobrir sua boca e, não se vire ou se afaste enquanto fala.  Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois, a pessoa idosa pode necessitar de um tempo maior para responder.  Não interrompa a pessoa idosa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
  • 11. Práticas corporais  Melhor funcionamento corporal, diminuindo as perdas funcionais, favorecendo a preservação da independência  Redução no risco de morte por doenças cardiovasculares  Melhora do controle da pressão arterial  Manutenção da densidade mineral óssea, com ossos e articulações mais saudáveis  Melhora a postura e o equilíbrio  Melhor controle do peso corporal  Melhora o perfil lipídico  Melhor utilização da glicose
  • 12. Práticas corporais  Melhora a enfermidade venosa periférica  Melhora a função intestinal  Melhora de quadros álgicos  Melhora a resposta imunológica  Melhora a qualidade do sono  Ampliação do contato social  Correlações favoráveis com redução do tabagismo e abuso de álcool e drogas  Diminuição da ansiedade, do estresse, melhora do estado de humor e da autoestima  EXCELENTE PÚBLICO PARA O TRABALHO EM GRUPOS
  • 15. Gigantes da geriatria  Incapacidade cognitiva  Instabilidade postural  Imobilidade  Incontinência esfincteriana  Iatrogenia  Incapacidade comunicativa  Insuficiência familiar
  • 16. Áreas de atuação  Demência, depressão, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca (ICC), acidente vascular encefálico/fibrilação atrial, subnutrição, osteoartrite, osteoporose, pneumonia/influenza, ulcera por pressão, quedas e instabilidade postural, incontinência urinária,déficit visual, déficit auditivo, dor crônica, continuidade do cuidado, estratégias de prevenção, manejo de medicamentos, cuidado hospitalar e cuidado paliativo, DPOC, câncer colorretal, câncer de mama, distúrbios do sono e hiperplasia prostática benigna.
  • 17. Efeito cascata  uma pessoa idosa portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) pode, após um quadro gripal, desenvolver insuficiência respiratória;  uma pessoa idosa, normalmente muito comunicativa, de repente passa a ficar mais quieta, conversando menos e, após algum tempo, começa a apresentar períodos de confusão mental. Nesse caso, é importante avaliar a presença de infecções;  um idoso com osteoartrose que apresente dor, tende a reduzir sua participação em atividades externas à sua residência. Isso pode ocasionar um maior isolamento que, com o passar do tempo, pode levá-lo a desenvolver um quadro depressivo.
  • 18. Sempre investigar e descartar  1. afecções cardiovasculares, em especial doença hipertensiva;  2. diabetes e suas complicações;  3. déficits sensoriais (auditivo e visual);  4. afecções osteoarticulares;  5. déficits cognitivos. Especial atenção a interação medicamentos. Perguntar sobre todos os sistemas e incluir questões que abordem mudanças no estado funcional no último ano, alterações de peso não intencionais, fadiga, mal estar inespecífico, quedas, transtornos do sono, alterações cardiovasculares, alterações miccionais ou intestinais, presença de incontinência, afecções osteoarticulares, dor e problemas sexuais. USAR A CADERNETA SEMPRE!
  • 19. Alimentação e nutrição  IMC - limites 22 e 27  Perda da autonomia para comprar os alimentos, inclusive financeira;  Perda da capacidade/autonomia para preparar os alimentos e para alimentar-se;  Perda de apetite e diminuição da sensação de sede e da percepção da temperatura dos alimento;  Perda parcial ou total da visão que dificulte a seleção, preparo e consumo dos alimentos;  Perda ou redução da capacidade olfativa, interferindo no seu apetite;  Algum motivo que a faça restringir determinados tipos de alimentos, como dietas para perda de peso, diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia;  Alterações de peso recentes;  Dificuldade de mastigação por lesão oral, uso de prótese dentária ou problemas digestivos.
  • 20. Acuidade visual  O processo natural de envelhecimento associa-se à uma redução da acuidade visual devido às alterações fisiológicas das lentes oculares, déficit de campo visual e doenças de retina. Cerca de 90% das pessoas idosas necessitam do uso de lentes corretivas para enxergar adequadamente. Ao avaliar essa função, pergunte à pessoa idosa se ela sente dificuldade ao ler, assistir televisão, dirigir ou para executar qualquer outra atividade da vida cotidiana. Aqueles que responderem afirmativamente devem ser avaliados com o uso do Cartão de Jaeger
  • 21. JAEGER O cartão é colocado a uma distância de 35 cm da pessoa idosa que se possuir óculos deve mantê-los durante o exame. A visão deve ser testada em cada olho separado e depois em conjunto. Os olhos devem ser vendados com as mãos em forma de concha. Avaliações dos resultados: as pessoas que lerem até o nível 20/40 serão consideradas sem disfunção.
  • 22. Acuidade auditiva  Cerca de um terço das pessoas idosas referem algum grau de declínio na acuidade auditiva. A presbiacusia - perda progressiva da capacidade de diferenciar os sons de alta freqüência – é uma das causa mais comuns relacionadas a essa queixa. Muitas vezes, o idoso pode não perceber essa perda e, por essa razão, não referi-la. Para auxiliar nessa verificação pode-se utilizar o “teste do sussurro”,
  • 23. TESTE DO SUSSURRO: O examinador deve ficar fora do campo visual da pessoa idosa, a uma distância de aproximadamente 33cm e “sussurrar”, em cada ouvido, uma questão breve e simples como, por exemplo, “qual o seu nome?”  Compreende a fala em situações sociais?  Consegue entender o que ouve no rádio ou televisão?  Tem necessidade que as pessoas repitam o que lhe é falado?  Sente zumbido ou algum tipo de barulho no ouvido ou cabeça?  Fala alto demais?  Evita conversar? Prefere ficar só?
  • 24. Incontinência Urinária  Muitas das causas são reversíveis – transtornos mentais, restrição de mobilidade, retenção urinária, infecção e efeito medicamentoso - e devem ser investigadas. Perguntar diretamente se a pessoa idosa perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é uma forma rápida de verificar o problema.  Agudas: endócrinas ( vaginite atrófica), psicológicas, farmacológicas, infecciosas (ITU), neurológicas, excesso de débito urinário, constipação intestinal  “perda de urina em quantidade e freqüência suficientes para causar um problema social ou higiênico”
  • 25. ÇO em pequenas quantidades) com aumentos da assoalho pélvico,que provoca pressão intra-abdominal (p.ex., tosse, risos ou hipermobilidade da base exercício) vesical e da uretra proximal. Debilidade do esfícnter uretral ou da saída da bexiga, quase sempre por cirurgia ou traumatismo. URGÊN- Extravasamento de urina (quase sempre Hiperatividade do detrusor, CIA volumes grandes, ainda que seja variável) pela isolada ou associada a: incapacidade para retardar a micção após Condições locais como uretrite, perceber a sensação de plenitude vesical. cistite, tumores, litíase, diverticulose. Alterações do SNC como AVC, demência, parkinsonismo, lesão espinhal. SOBRE- Escape de urina (quase sempre em pequenas Obstrução anatômica: pela FLUXO quantidades) secundária a esforço mecânico próstata ou por uma cistocele sobre a bexiga distendida ou por outros efeitos grande. Bexiga hipocontratil da retenção urinária e a função esfincteriana. associada a diabetes mellitus ou lesão medular. FUNCIO Escape de urina relacionado com a • Demência grave. NAL incapacidade para usar o vaso sanitário por • Imobilidade. dano da função cognitiva ou física, falta de • Ataduras. disposição psicológica ou barreiras no • Depressão. ambiente.
  • 26. Ações terapêuticas TIPO TRATAMENTO Delírio Não utilize sondas vesicais, pois podem causar ou exacerbar o delirium. Busque e trate a causa. Vaginite atrófica Tratamento local baseado em aplicações locais de estrógenos com creme vaginal, preferencialmente a base de estriol, 2cc, 1 a 2 x por semana. Infecção Antibioticoterapia. Se ao término do tratamento a incontinência não se resolver, buscar outras causas e não repetir tratamento a menos que haja documentação de resistência bacteriana. Fármacos Se possível, retirar todos os fármacos que possam causar incontinência. Em caso de antihipertensivo mude para outra classe. Em caso de antidepressivos tricíclicos, mude para inibidores de recaptação de serotonina. Psicológicas Limitar a ingestão de líquidos a 1,5 litros/dia e orientar a não tomá-los após as 20 horas.Outras causas, encaminhar ao especialista. Endocrinológicas Em caso de diabetes mellitus, dê tratamento específico. Nos outros casos, encaminhe ao especialista Restrição de Fisioterapia e modificações no domicílio tendem a facilitar o deslocamento da pessoa. Ouso de papagaios ou comadres pode auxiliar. mobilidade Impactação fecal Tratar a obstipação e remover fecaloma quando existente.
  • 27. Kegel  podem ser realizados em qualquer lugar, sentada, em pé ou deitada. Primeiro, a pessoa deve identificar onde se localizam os seus músculos pélvicos. Uma maneira de fazê-lo é começar a urinar e então tentar prender a urina. Se conseguir pelo menos diminuir o jato de urina, é porque está usando os músculos corretos. A pessoa não deve contrair os músculos das nádegas ou os músculos abdominais. Para um treinamento de força eficaz, recomenda-se de 8 a12 contrações lentas e próximas da força máxima, com período de manutenção da contração de pelo menos 6 segundos, em três séries, 3 a 4 vezes por semana.  TREINAMENTO VESICAL para melhorar a urgência  FISIOTERAPIA
  • 28. Drogas envolvidas com a incontinência  Antagonistas alfa-adrenérgicos - Diminuição da resistência uretral  Opióides - Constipação intestinal  Anticonvulsivantes - Confusão mental / Ataxia  Antihipertensivos - Hipotensão arterial – mobilidade diminuída  Antiparkinsonianos - Confusão mental / Hipotensão postural  Antagonistas H2 - Confusão mental  Diuréticos potentes de alça - Aumento da freqüência / Urgência miccional  Sedativos / Hipnóticos - Sedação excessiva  Anestésicos, raquianestesia, peridural - Paralisia detrusora  Antagonistas dos canais de cálcio - Constipação intestinal / retenção urinária  Relaxantes musculares - Constipação intestinal / retenção urinária  Inibidores da enzima conversora - Tosse – Incontinência urinária de estresse  Álcool / Cafeína Poliúria – aumento da freqüência e urgência
  • 29. Medicamentos  Oxibutinina e Tolterodina: redução das contrações involuntárias do detrusor, por mediação dos receptores muscarínicos. Aumentam a capacidade da bexiga. Baixa tolerância pelos efeitos colaterais:  Retenção aguda de urina.  Constipação.  Deterioração da cognição.  Xerostomia (redução da saliva)  Terazocina: Hipotensão
  • 30. Sexualidade  A grande maioria mantém vida sexual ativa!  Muitas das alterações sexuais que ocorrem com o avançar da idade podem ser resolvidas com orientação e educação. Alguns problemas comuns também podem afetar o desempenho sexual: artrites, diabetes, fadiga, medo de infarto, efeitos colaterais de fármacos e álcool.  Desconforto feminino – atrofia de mucosa vaginal  Disfunção erétil masculina
  • 31. Vacinação  Influenza sazonal– anual  Pneumocócica 23 valente - 1 dose após os 60 anos. Institucionalizados - 1 reforço com 5 anos  DT – a cada 10 anos  Febre Amarela – a cada 10 anos  Hepatite B – 3 doses  Registrar na caderneta de vacina
  • 32. Avaliação cognitiva  Mini exame do estado mental  Desenho do relógio  Teste de fluência verbal  QPAF – questionário Pfeffer de avaliação funcional – ao cuidador
  • 36. Teste de fluência verbal  TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL POR CATEGORIAS SEMÂNTICAS  Consiste em solicitar à pessoa idosa que diga o maior número possível de animais em 1(um) minuto.  Objetivo : verificar declínio cognitivo.  Avaliações dos resultados: É importante verificar como a pessoa idosa utilizou o tempo disponível para a execução da tarefa. Pacientes com demência, além de produzirem escores baixos, tendem a interromper a geração de palavras após 20 segundos do teste. Pacientes deprimidos podem apresentar escores baixos, mas tendem a gerar palavras durante todo o minuto. O escore esperado é de 14 ou 15 animais citados.  Providências com os achados/resultados: escores muito baixos associados aos outros testes de função cognitiva sugerem encaminhamento para avaliação neuropsicológica específica.
  • 37. Questionário de Pfeffer  Escala de 11 questões aplicada ao acompanhante ou cuidador da pessoa idosa discorrendo sobre a capacidade desse em desempenhar determinadas funções. As respostas seguem um padrão: sim é capaz (0); nunca o fez, mas poderia fazer agora(0); com alguma dificuldade, mas faz (1); nunca fez e teria dificuldade agora (1); necessita de ajuda (2); não é capaz (3). A pontuação de seis ou mais sugere maior dependência.A pontuação máxima é igual a 33 pontos.  Objetivo: Verificar a presença e a severidade de declínio cognitivo por meio da avaliação da funcionalidade e consequentemente da assistência requerida.A combinação do MEEM com o Questionário de Pfeffer indica uma maior especificidade para a medida de declínio cognitivo mais grave. Ainda considerando o viés produzido pela baixa  escolaridade nos resultados do MEEM parece ser adequada a associação do QPAF para se obter a confirmação do declínio cognitivo acompanhado de limitações funcionais sugerindo a presença de demência ou outros transtornos associados. Escores ≥ 6 associados aos outros testes de função cognitiva alterados sugerem encaminhamento para avaliação neuropsicológica específica.
  • 38. Depressão  Mulheres. Institucionalizados.  Antecedentes depressivos prévios.  Doença incapacitante, sobretudo se há deterioração funcional implicando numamudança brusca e rápida.  Doença dolorosa (neoplasia, doença osteoarticular deformante).  Morte de cônjuge, familiar ou amigo próximo.  Uso de medicamentos como os benzodiazepínicos, betabloqueadores, metildopa, reserpina, clonidina, cinarizina, flunarizina, digoxina e esteróides.  ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA
  • 39. Mobilidade  Instabilidade postural  Alteração da marcha  Poliartroses  Obesidade  Sequelas de AVC  Escala de Avaliação do Equilíbrio e da Marcha - Tinnet ou POMA Brasil
  • 40. Quedas  Presença de tapetes pequenos e capachos em superfícies lisas.  Carpetes soltos ou com dobras.  Bordas de tapetes, principalmente, dobradas.  Pisos escorregadios (encerados, por exemplo).  Cordas, cordões e fios no chão (elétricos ou não).  Ambientes desorganizados com móveis fora do lugar, móveis baixos ou objetos deixados no chão (sapatos, roupas, brinquedos, etc).  Móveis instáveis ou deslizantes.  Degraus da escada com altura ou largura irregulares.  Degraus sem sinalização de término.  Escadas com piso muito desenhado (dificultando a visualização de cada degrau).
  • 41. Quedas  Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal ajustados ou com solado escorregadio.  Roupas compridas, arrastando pelo chão.  Má iluminação.  Cadeira, camas e vasos sanitários muito baixos;  Cadeiras sem braços;  Animais, entulhos e lixo em locais inapropriados.  Objetos estocados em lugares de difícil acesso (sobe-se numa cadeira ou banco para alcançá-los).  Escadas com iluminação frontal.
  • 42. Avaliação Funcional  Atividades de Vida Diária (AVDs)  Alimentar-se  Banhar-se  Vestir-se  Mobilizar-se  Deambular  Ir ao banheiro  Manter controle sobre suas necessidades fisiológicas.
  • 43. Avaliação Funcional Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD) que são as relacionadas à participação do idoso em seu entorno social e indicam a capacidade de um indivíduo em levar uma vida independente dentro da comunidade.  Utilizar meios de transporte  Manipular medicamentos  Realizar compras  Realizar tarefas domésticas leves e pesadas  Utilizar o telefone  Preparar refeições  Cuidar das próprias finanças
  • 44. Escalas de avaliação AVD  Escala de Katz - AVD  Lawton –AIVD  Medida de Independência Funcional
  • 45. Avaliação da funcionalidade familiar  Abordagem sistêmica  APGAR familiar  GENOGRAMA  ECOMAPA
  • 46. Avaliação do estresse do cuidador  O ato de cuidar é voluntário e complexo, tomado por sentimentos diversos e contraditórios como raiva, culpa, medo, angústia, confusão, cansaço, estresse,  tristeza, nervosismo, irritação e choro. Esses sentimentos podem ser simultâneos e devem ser compreendidos, fazendo parte da relação entre o cuidador e a pessoa cuidada. É importante avaliar a presença de estresse entre os cuidadores.  Instrumento de avaliação - ZARIT
  • 47. Violência  Estrutural  Interpessoal – comunitária  Trabalho  Institucional  Intrafamiliar  Lei nº 10.741/2003, art. 19, está previsto que os casos de suspeita ou confirmação de maus tratos contra idoso são de notificação obrigatória ao Conselho Municipal ou Estadual dos Direitos do Idoso, Delegacias de Polícia e Ministério Público.
  • 48. Violência  Física  Psicológica  Sexual  Econômica, financeira ou patrimonial  Institucional  Negligência ou abandono  Auto-negligência
  • 50. ÁREA AVALIAÇÃO BREVE ENCAMINHAMENTOS AVALIADA Nutrição O/A Sr/a perdeu mais de 4 kg no último Refere perda de peso ou ano, sem razão específica? _____ apresenta IMC alterado nos Peso atual: ____ kg Altura: _____ cm extremos (desnutrição ou IMC = ______ obesidade). Encaminhar ao nutricionista para a avaliação nutricional detalhada Visão O/a Sr/a tem dificuldade para dirigir, ver Se houver incapacidade de TV ou fazer qualquer outra atividade de ler alem de vida diária devido a problemas visuais?Se 20/40 no cartão de Jaeger, sim, aplicar o cartão de Jaeger:Olho encaminhar Direito: ______ Olho Esquerdo:________ ao oftalmologista Audição Aplicar o teste do sussurro. A pessoa idosa Na ausência de cerume e responde a pergunta feita? caso a pessoa Ouvido Direito: __ Ouvido Esquerdo: idosa não responda ao _____Se não, verificar a presença de teste, cerumen. OD: _____ OE: _____ encaminhar ao otorrinolaringologista
  • 51. ÁREA AVALIAÇÃO BREVE ENCAMINHAMENTOS AVALIADA Incontinênci O/A Sr/a, às vezes, perde urina ou fica Pesquisar a causas. a molhado/a? Referenciar s/n Se sim, pergunte: Quantas vezes? ___ Isso provoca algum incomodo ou embaraço? ___ Definir quantidade e freqüência. Atividade O/A Sr/a tem algum problemas na Se sim, fornecer sexual capacidade de desfrutar informações essenciais do prazer nas relações sexuais? sobre as alterações da sexualidade. Identificar problemas fisiológicos e/ou psicológicos relacionados. Humor/depr O/A Sr/a se sente triste ou desanimado/a Se sim, Aplicar a Escala de essão frequentemente? Depressão Geriátrica . Referenciar se episódios frequentes e graves.
  • 52. ÁREA AVALIAÇÃO BREVE ENCAMINHAMENTOS AVALIADA Cognição e Solicitar à pessoa idosa que repita o nome Se for incapaz de repetir os 3 memória dos objetos: Mesa Maça Dinheiro nomes,aplique o MEEM. Após 3 minutos pedir que os repita. Complementando esse, pode ser aplicado o teste do Relógio, Teste de Fluência verbal e o Questionário de Pfeffer. Alterados: neuro Função dos Proximal: Ver se a pessoa idosa é capaz de Incapacidade de realizar o MMSS tocar a nuca com ambas as mãos. Distal: teste – fazer exame completo Ver se a pessoa idosa é capaz de apanhar dos MMSS. Atenção para dor, um lápis sobre a mesa com cada uma das fraqueza muscular e limitação mãos e colocá-lo de volta. de movimentos. Considerar possibilidade de fisioterapia Função dos Ver se a pessoa idosa é capaz de: Incapacidade de realizar o MMII Levantar da cadeira: ___ Caminhar 3,5m: teste – fazer exame completo ___ Voltar e sentar: ___ dos MMII. Atenção parador, Atenção para dor, amplitude de fraqueza muscular e limitação movimentos, equilíbrio e avaliação da de movimentos. Aplicar marcha. escala da marcha de Tinneti e MIF.Fisioterapia s/n.
  • 53. ÁREA AVALIAÇÃO BREVE ENCAMINHAMENTOS AVALIADA Atividades Sem auxílio, o/a Sr/a é capaz de: Na presença de limitações, diárias Sair da cama? ___ Vestir-se? ___ Preparar instituir intervenções de suas refeições? ___ Fazer compras? ___ saúde, sociais e ambientais Se não, Determinar as razões da apropriadas. Aplicar escala incapacidade(comparar limitação física com de avaliação de MIF,de Katz motivação), solicitar informações junto aos e escala de Lawton . familiares. Domicílio Na sua casa há: Escadas? ____ Tapetes Sim para escada ou tapete e soltos? ____Corrimão no banheiro? ____ Não para corrimão – Avaliar a segurança domiciliar e instituir adaptações necessárias. Quedas Quantas vezes? ____ Orientar prevenção) Suporte Alguém poderia ajudá-lo/a caso fique Identificar, com o agente social doente ou incapacitado? ___ comunitário de saúde ou em Quem poderia ajudá-lo/a? ____ visita domiciliar, a Quem seria capaz de tomar decisões de família/rede de pessoas que saúde pelo/a Sr/acaso não seja capaz de possam apoiá-lo/a. Realizar fazê-lo? ___ APGAR de família e ECOMAPA.
  • 54. Fragilidade  síndrome multidimensional envolvendo uma interação complexa dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no curso de vida individual, que culmina com um estado de maior vulnerabilidade, associado ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos adversos- declínio funcional, quedas, hospitalização, institucionalização e morte. a) nem todas as pessoas com declínio funcional são frágeis; b) nem todas as pessoas frágeis apresentam declínio funcional; c) medidas preventivas parecem interferir na instalação dessa síndrome.
  • 55. Causas primárias Alteração na expressão dos genes Dano oxidativo do DNA Encurtamento do telômero FRAGILIDADE Desregulação neuroendócrina Alterações neuromusculares sarcopenia Disfunção imune Causas secundárias Perda de peso Depressão Fadiga Neoplasias Menor força de Infecção crônica preensão, velocidade Insuficiência cardíaca da marcha e congestiva atividade física – pelo menos 3 desses
  • 56. Fragilidade  1. perda de peso não intencional: = 4,5 kg ou = 5% do peso corporal no último ano;  2. fadiga auto referida utilizando duas questões: com que freqüência na última semana o(a)sr(a) sentiu que tudo que fez exigiu um grande esforço ou que não pode fazer nada;  3. diminuição da força de preensão  4. baixo nível de atividade física medido pelo dispêndio semanal de energia em kcal(com base no auto relato das atividades e exercícios físicos realizados) e ajustado segundo o gênero;  5. diminuição da velocidade da marcha em segundos: distância de 4,5m ajustada para gênero e altura.
  • 57. Osteoporose  No Brasil, somente uma a cada três pessoas com osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, com uma taxa anual de aproximadamente 100 mil fraturas de quadril. Cerca de 10 milhões de brasileiros (as) sofrem com osteoporose e 24 milhões de pessoas terão fraturas a cada ano, sendo que 200 mil indivíduos morrerão como conseqüência direta de suas fraturas.
  • 58. Osteoporose – fatores de risco  fratura anterior causada por pequeno trauma;  sexo feminino;  baixa massa óssea;  raça branca ou asiática;  idade avançada em ambos os sexos;  história familiar de osteoporose ou fratura  do colo do fêmur;  menopausa precoce (antes dos 40 anos)  não tratada;  uso de corticóides
  • 59. Osteoporose  doenças que induzam à perda de massa óssea;  amenorréia primária ou secundária;  menarca tardia, nuliparidade;  hipogonadismo primário ou secundário;  baixa estatura e peso (IMC <19kg/m²);  perda importante de peso após os 25 anos;  baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio;  alta ingestão de proteína animal;  pouca exposição ao sol, imobilização prolongada, quedas freqüentes;  sedentarismo, tabagismo e alcoolismo;  medicamentos (como heparina, ciclosporina, hormônios tireoidianos,  anticonvulsivantes e lítio);  alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto).
  • 60. Protocolo SUS  a - Densitometria óssea recente (realizada há, no máximo, 01 ano);  b - Calcemia;  c - Calciúria de 24 horas
  • 61. Indicações densitometria  Mulheres acima de 65 anos  Mulheres com deficiência estrogênica com menos de 45 anos  Mulheres peri e pós-menopausa com fatores de risco (um maior ou dois menores, conforme quadro II)  Mulheres com amenorréia secundária prolongada (por mais de 1 ano)  Todos indivíduos que tenham apresentado fratura por trauma mínimo ou atraumática  Indivíduos com evidência radiológica de osteopenia ou fraturas vertebrais  Homens acima de 70 anos  Indivíduos que apresentem perda de estatura (maior do que 2,5cm) ou hipercifose torácica  Indivíduos em uso de corticosteróides por três meses ou mais (doses superiores ao equivalente de 5 mg de prednisona)  Mulheres com índice de massa corporal abaixo de 19kg/m2  Portadores de doenças ou uso de medicações associadas à perda de massa óssea  Monitoramento de tratamento do osteoporose  ABAIXO DE – 2.5 DP
  • 62. Problemas crônicos  HAS  DM – filtração renal, raramente desenvolvem cetoacidose, mas podem entrar em estado de hiperosmolaridade e fazer sua apresentação inicial com confusão, coma ou sinais neurológicos focais. Podem ainda apresentar queixas inespecíficas como: fraqueza, fadiga, perda da vitalidade ou infecções menos importantes da pele e tecidos moles, como a monilíase vulvo-vaginal. Como regra, na presença de prurido vulvar pense em monilíase; na presença de monilíase, pense em diabetes. Cuidar a hipoglicemia e a desnutrição
  • 63. Demência TIPOS CARACTERÍSTICAS ALZHEIMER Início insidioso, perda de memória e declínio cognitivo lento e progressivo. No início, a pessoa apresenta dificuldade para lembrar-se de fatos recentes e para aprender coisas novas, e lembra-se de coisas de ocorreram num passado mais distante. DEMÊNCIA VASCULAR Início abrupto, geralmente, após um episódio vascular, com deterioração em degraus (alguma recuperação depois da piora) e flutuação do déficit cognitivo (dias de melhor e pior performance). Apresenta sinais focais, de acordo com a região cerebral acometida. DEMÊNCIA DOS CORPÚSCULOS Flutuação na cognição, alucinações visuais DE LEWY recorrentes bem formadas (p.ex., a descrição de uma pessoa, produto da alucinação, com detalhes) e parkinsonismo precoce (rigidez, acinesia e fácies amímica)
  • 64. Causas reversíveis - demência  Uso de medicamentos (psicotrópicos e analgésicos narcóticos).  Metabólica (distúrbio hidroeletrolítco, desidratação, insuficiência renal ou hepática e hipoxemia).  Neurológica (hidrocefalia de pressão normal, tumor e hematoma subdural crônico).  Infecciosas (Meningite crônica, AIDS, neurossífilis).  Colágeno-Vascular (lúpus eritematoso sistêmico, arterite temporal, vasculitereumatóide, sarcoidose e púrpura trombocitopênica trombótica).  Endócrinas (doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da adrenal edoença da pituitária).  Nutricionais (deficiência de vitamina B12, ácido fólico, tiamina e niacina).  Alcoolismo crônico.  Outras (DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apnéia do sono).
  • 65. Portaria nº 843 que aprovou o Protocolo Clínico e DiretrizesTerapêuticas – Demência por doença de Alzheimer.  TSH  B12  Ácido Fólico  Sorologia para sífilis  Hemograma  Creatinina  Sódio  Potássio  Neuro-imagem:Tomografia Computadorizada  Ressonância Magnética
  • 67. Anamnese : Avaliação da Saúde bucal do Idoso Aplicar o questionário Nos últimos 3 meses o(a) senhor(a) 1 Diminuiu a quantidade de alimentos ou mudou o tipo de alimentação por causa dos seus dentes? 2 Teve problemas para mastigar os alimentos? 3 Teve dou ou desconforto para engolir os alimentos? 4 Mudou o jeito de falar por causa dos problemas de sua boca? 5 Teve algum desconforto ao comer algum alimento? 6 Evitou encontrar com outras pessoas por causa de sua boca? 7 Sentiu-se insatisfeito(a) com a aparência de sua boca? 8 Tomou remédio para dor ou desconforto de sua boca? 9 Algum problema bucal o deixou preocupado(a)? 10 Chegou a se sentir nervoso(a) por problemas na sua boca? 11 Evitou comer com outras pessoas por problemas bucais? 12 Teve dentes ou gengivas sensíveis a alimentos ou líquidos?
  • 68. Saúde do Idoso Sinais de Alerta em Saúde Bucal  Dor  Hemorragia  Abscesso  Traumatismo  Lesão de tecidos moles  Necessidade de intervenção – cirurgião dentista ou reparo protética.
  • 69. Estudar Páginas 30 a 70 – Manual 19 – Envelhecimento e saúde da pessoa idosa