Biologia do Envelhecimento ASSUERO LUIZ SALDANHA GERIATRA II Jornada de Geriatria e Gerontologia Liga Geriatria e Gerontologia UFJF 27-03-2009
Biologia do envelhecimento Velhice não é doença Não se dorme jovem e acorda-se velho porque fez 60 anos Há uma diminuição das reservas fisiológicas O processo  de envelhecimento não é um fenômeno de gatilho, ou seja, de repente tudo acontece.  É algo que ocorre durante 2/3 de nossa vida. Temos 1/3 para nos desenvolvermos e 2/3 para envelhecermos.
Biologia do envelhecimento Marcadores de envelhecimento Árvore Peixes Ovelhas Baleias Seres humanos? ( gênero, culturais, pessoais, fatores ambientais e genéticos)
Envelhecemos todos iguais ? 62 anos 91 anos
Idade cronológica X Idade Biológica 17a 31a Afeganistão, 1988 – 2002 .
Biologia do envelhecimento Bem Sucedido-   sem declínio físico, psíquico e social Usual  –  Declínio com pouca interferência na qualidade de vida Frágil  -  susceptibilidade Incapacidade funcional Catástrofe -  Vida vegetativa
 
Biologia do Envelhecimento Composição corporal A água intracelular diminui Idoso é uma pessoa com tendência a desidratação Aos 25 anos  aos 75 anos  42%  33%
Biologia do envelhecimento A gordura corporal aumenta, principalmente no abdômen e cintura pélvica: 25 anos  75 anos 15%  30% FARMACOCINÉTICA
Biologia do Envelhecimento Peso corporal:  ↑  aumenta na meia idade e ↓ na velhice Homem  atinge peso máximo entre 34 a 45 anos, mantém até os 65 anos e declina depois Mulher atinge peso máximo entre 45 e 64 anos e declina após.
Biologia do envelhecimento Órgãos dos sentidos  Presbiacusia ( ?) Presbiopia  ( ? ) Alteração do olfato  e da gustação
Biologia do Envelhecimento Pele e Fâneros  Pele- atrofia difusa progressiva Palidez ↓  extensibilidade ↓  elasticidade ↓  panículo adiposo ( face, nádegas, mãos e pés)  ↓  umidade e da gordura Pelos  são mais finos, rarefeitos, quebradiços e menos numerosos na cabeça, axilas, púbis e membros
Biologia do Envelhecimento Pele  e fâneros Embaixo da pele a gordura é menor, apesar de que, como já foi aqui descrito, globalmente se encontra aumentada. Diminuição de glândulas sudoríparas  ↓  HABILDADE DE TERMOREGULAÇÃO
Biologia do envelhecimento Aparelho Locomotor Musculatura – sarcopenia ↓  fibras rápidas  Ossos -  osteopenia  Articulações Conseqüência :  Mudança da Postura e Marcha Quedas
Biologia do Envelhecimento
Biologia do Envelhecimento Aparelho Cardiovascular Nível clínico Consumo de O2  ↓ Cap. Exercício ↓  Reflexo barorreceptor ↓  Calcificação do Anel da válvula mitral Esclerose da válvula aórtica  Fenômeno fisiológico  Débito Cardíaco  ↓  Frequencia cardíaca máxima ↓  resposta a catecolaminas  ↓ complacência cardíaca ↓
Biologia do envelhecimento Sistema arterial Nível Clínico Hipertensão sistólica Calcificações ao raio X  Barorreflexo  ↓  Hipotensão postural  Fenômeno Fisiológico Elasticidade das artérias  ↓  ( arteriosclerose) Elastina↓  Colágeno ↑  Espessamento da íntima  ( depósito cálcio e lípides aterosclerose) Reação a catecolaminas  ↓
Biologia do envelhecimento Aparelho respiratório Alvéolos e brônquios apresentam-se menos elásticos, aumentando ar residual As calcificações esterno- condral e condro-vertebral aumentam a rigidez da caixa torácica. A força dos músculos respiratórios está diminuída  ↓  capacidade respiratória vital ↑  secreção pulmonar
Biologia do Envelhecimento Aparelho genitourinário Diminuir número de Néfrons ↓  Filtração renal ↓  Reabsorção renal e eliminação  ↓  Tônus vesical  ↑ resíduo urinário ↓  Concentração urinária -  Poliúria compensatória ( nictúria)
Biologia do Envelhecimento Aparelho genitourinário Homens Próstata aumenta podendo trazer retenção urinária – infecção.
Biologia do Envelhecimento Aparelho genitourinário MULHERES Atrofia vaginal, facilitando infecções urinárias
Biologia do Envelhecimento Sistema Nervoso Central ( Adaptação cerebral)  ↓  Número de neurônios após 40 anos ( 50.000 a 100.000 por dia )  ↓  Diminuição dos reflexos – lentificação do aprendizado  Memória pode estar diminuída, mas não chega a alterar a rotina diária .
 
Biologia do Envelhecimento Inteligência Fluida Inteligência cristalizada
 
Biologia do envelhecimento  Sistema neuro endócrino Diminuição dos hormônios (  ↓ secreção insulina , ↓ secreção tireoide )  Diminuição dos neuro hormônios
Biologia do envelhecimento  Aparelho digestivo Aparelho mastigatório ↓  motilidade disgestiva  - atonia  - constipação intestinal  ↓  Acidez gástrica  ↓  Vitamina B12
´ Variáveis funcionais em idosos / relação encontrados em pessoas jovens Reserva cardíaca  50% Débito cardíaco em repouso  65%  Freqüência cardíaca máxima  76%  Freqüência  cardíaca em repouso  99%  Filtrado glomerular  60%  Fluxo sanguíneo renal  70% Fluxo sanguíneo cerebral  80% Temperatura corporal  100 %

Biologia Do Envelhecimento

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    Biologia do EnvelhecimentoASSUERO LUIZ SALDANHA GERIATRA II Jornada de Geriatria e Gerontologia Liga Geriatria e Gerontologia UFJF 27-03-2009
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    Biologia do envelhecimentoVelhice não é doença Não se dorme jovem e acorda-se velho porque fez 60 anos Há uma diminuição das reservas fisiológicas O processo de envelhecimento não é um fenômeno de gatilho, ou seja, de repente tudo acontece. É algo que ocorre durante 2/3 de nossa vida. Temos 1/3 para nos desenvolvermos e 2/3 para envelhecermos.
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    Biologia do envelhecimentoMarcadores de envelhecimento Árvore Peixes Ovelhas Baleias Seres humanos? ( gênero, culturais, pessoais, fatores ambientais e genéticos)
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    Envelhecemos todos iguais? 62 anos 91 anos
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    Idade cronológica XIdade Biológica 17a 31a Afeganistão, 1988 – 2002 .
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    Biologia do envelhecimentoBem Sucedido- sem declínio físico, psíquico e social Usual – Declínio com pouca interferência na qualidade de vida Frágil - susceptibilidade Incapacidade funcional Catástrofe - Vida vegetativa
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    Biologia do EnvelhecimentoComposição corporal A água intracelular diminui Idoso é uma pessoa com tendência a desidratação Aos 25 anos aos 75 anos 42% 33%
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    Biologia do envelhecimentoA gordura corporal aumenta, principalmente no abdômen e cintura pélvica: 25 anos 75 anos 15% 30% FARMACOCINÉTICA
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    Biologia do EnvelhecimentoPeso corporal: ↑ aumenta na meia idade e ↓ na velhice Homem atinge peso máximo entre 34 a 45 anos, mantém até os 65 anos e declina depois Mulher atinge peso máximo entre 45 e 64 anos e declina após.
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    Biologia do envelhecimentoÓrgãos dos sentidos Presbiacusia ( ?) Presbiopia ( ? ) Alteração do olfato e da gustação
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    Biologia do EnvelhecimentoPele e Fâneros Pele- atrofia difusa progressiva Palidez ↓ extensibilidade ↓ elasticidade ↓ panículo adiposo ( face, nádegas, mãos e pés) ↓ umidade e da gordura Pelos são mais finos, rarefeitos, quebradiços e menos numerosos na cabeça, axilas, púbis e membros
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    Biologia do EnvelhecimentoPele e fâneros Embaixo da pele a gordura é menor, apesar de que, como já foi aqui descrito, globalmente se encontra aumentada. Diminuição de glândulas sudoríparas ↓ HABILDADE DE TERMOREGULAÇÃO
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    Biologia do envelhecimentoAparelho Locomotor Musculatura – sarcopenia ↓ fibras rápidas Ossos - osteopenia Articulações Conseqüência : Mudança da Postura e Marcha Quedas
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    Biologia do EnvelhecimentoAparelho Cardiovascular Nível clínico Consumo de O2 ↓ Cap. Exercício ↓ Reflexo barorreceptor ↓ Calcificação do Anel da válvula mitral Esclerose da válvula aórtica Fenômeno fisiológico Débito Cardíaco ↓ Frequencia cardíaca máxima ↓ resposta a catecolaminas ↓ complacência cardíaca ↓
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    Biologia do envelhecimentoSistema arterial Nível Clínico Hipertensão sistólica Calcificações ao raio X Barorreflexo ↓ Hipotensão postural Fenômeno Fisiológico Elasticidade das artérias ↓ ( arteriosclerose) Elastina↓ Colágeno ↑ Espessamento da íntima ( depósito cálcio e lípides aterosclerose) Reação a catecolaminas ↓
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    Biologia do envelhecimentoAparelho respiratório Alvéolos e brônquios apresentam-se menos elásticos, aumentando ar residual As calcificações esterno- condral e condro-vertebral aumentam a rigidez da caixa torácica. A força dos músculos respiratórios está diminuída ↓ capacidade respiratória vital ↑ secreção pulmonar
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    Biologia do EnvelhecimentoAparelho genitourinário Diminuir número de Néfrons ↓ Filtração renal ↓ Reabsorção renal e eliminação ↓ Tônus vesical ↑ resíduo urinário ↓ Concentração urinária - Poliúria compensatória ( nictúria)
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    Biologia do EnvelhecimentoAparelho genitourinário Homens Próstata aumenta podendo trazer retenção urinária – infecção.
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    Biologia do EnvelhecimentoAparelho genitourinário MULHERES Atrofia vaginal, facilitando infecções urinárias
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    Biologia do EnvelhecimentoSistema Nervoso Central ( Adaptação cerebral) ↓ Número de neurônios após 40 anos ( 50.000 a 100.000 por dia ) ↓ Diminuição dos reflexos – lentificação do aprendizado Memória pode estar diminuída, mas não chega a alterar a rotina diária .
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    Biologia do EnvelhecimentoInteligência Fluida Inteligência cristalizada
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    Biologia do envelhecimento Sistema neuro endócrino Diminuição dos hormônios ( ↓ secreção insulina , ↓ secreção tireoide ) Diminuição dos neuro hormônios
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    Biologia do envelhecimento Aparelho digestivo Aparelho mastigatório ↓ motilidade disgestiva - atonia - constipação intestinal ↓ Acidez gástrica ↓ Vitamina B12
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    ´ Variáveis funcionaisem idosos / relação encontrados em pessoas jovens Reserva cardíaca 50% Débito cardíaco em repouso 65% Freqüência cardíaca máxima 76% Freqüência cardíaca em repouso 99% Filtrado glomerular 60% Fluxo sanguíneo renal 70% Fluxo sanguíneo cerebral 80% Temperatura corporal 100 %