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Psicóloga Juliana Calixto
O HOMEM É
    UM SER DE
     CUIDADO.


  Cuidar e ser cuidado são
constituintes do ser humano e
        indissociáveis.
•   Garantir a vida, ajudar a viver
    todo aquele que temporária
    ou definitivamente necessita de
    ajuda   para   garantir     suas
    necessidades              vitais;


•   Cuidar é mais que realizar uma
    tarefa técnica. Envolve fatores
    como    atenção,     respeito,
    empatia, dentre outros.
•   A qualidade de nossas vidas depende do cuidado que dispensamos
    a ela. Se estivermos nos sentindo bem, de forma integral, temos
    condições para acolher e cuidar do outro.


•   Ações que realizamos a nós mesmos, desde que adquirimos
    autonomia.


•   Autocuidado.
Aquele que atua na área de saúde é por essência um cuidador. Cuida dos outros como escolha
profissional, mais que isso, uma opção de vida.


Em pesquisa sobre a procura de atendimento psicoterápico pelo profissional da
saúde, realizada com 57 funcionários de um hospital (Bonato, 1994), levantou-se que:
36,8% da população pesquisada expressou queixas relacionadas ao
trabalho, dentre elas:
•   Estresse - 51,7%
•   Desmotivação -48%


Manifestam-se na forma de:
•   Ansiedade na relação com as chefias,
•   Irritação, nervosismo, falta de ânimo para o trabalho,
•   Desejo de transferência,
•   Dificuldade na relação com os colegas.
•   Vivência cotidiana de situações limite (doenças, morte), que geram
    constante stress.


Diversas pesquisas estudaram a morbidade psicológica e psiquiátrica na
população médica, com patologias como:


•   Comportamento aditivos (uso abusivo de álcool e drogas);
•   Sofrimento nas relações interpessoais;
•   Comportamentos psicopatológicos (transtornos de
    ansiedade, depressão);
•   Disfunções profissionais (Carvalho,2003).
Assim, percebemos que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao
 estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato
  esporádico mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados,
sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracassos e decepções. Sentimo-
nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se
                                 enfraquece.
CUIDANDO DE SI...


•   Dirigir o olhar para sua própria vida;


•   Estar   atento    às   suas   próprias    necessidades,      desejos,
    comportamentos, emoções e sentimentos, e ainda às maneiras de
    expressá-los;


•   Integração de seus desejos às exigências de seu papel profissional.
“O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de serem
também cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como
as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes sentem necessidade do
cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus
filhos e filhas.
Cria-se então o que o renomado          pediatra    R. Winnicott chamava de
“holding”, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que
reforçam o estímulo para continuarem no cuidado para com pacientes.
Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e
de mútua cooperação, se superam os constrangimentos, nascidos da necessidade
de ser cuidado.Feliz é o hospital e mais felizes são ainda aqueles pacientes que
podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá “prescrevedores” de
receitas e aplicadores de fórmulas mas “cuidadores” de vidas enfermas que
buscam saúde. A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.”



Leonardo Boff
BOFF,    L.       Quem    cuida    do    cuidador?,    Jornal   do   Brasil.     Diponível
em:<http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/04/30/quem-cuida-do-
cuidador>.                     Acesso                   em                     15/05/2012.


BONATO. VL. Procura de atendimento psicoterápico pelo trabalhador da saúde.
São Paulo (SP), 1994. Dissertação de Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia
Universidade                  Católica            de             São                Paulo.


CARVALHO, VA de. Cuidados com o cuidador. Rev O mundo da saúde, ano 27, v.
27,           n          1,         p.         138-146,          jan-mar            2003.
Quem sou eu?

Juliana Calixto Soares

Psicóloga com MBA em Gestão de Recursos Humanos. Sólida atuação na área de
Psicologia Organizacional e Desenvolvimento Humano, incluindo vivência
internacional na África, em Angola. Atualmente, Psicóloga Clínica e Organizacional
em Salvador – BA.




                                                                          Contato:
                                                  E-mail: juliana_cs@hotmail.com

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Quem cuida do cuidador?

  • 2. O HOMEM É UM SER DE CUIDADO. Cuidar e ser cuidado são constituintes do ser humano e indissociáveis.
  • 3. Garantir a vida, ajudar a viver todo aquele que temporária ou definitivamente necessita de ajuda para garantir suas necessidades vitais; • Cuidar é mais que realizar uma tarefa técnica. Envolve fatores como atenção, respeito, empatia, dentre outros.
  • 4. A qualidade de nossas vidas depende do cuidado que dispensamos a ela. Se estivermos nos sentindo bem, de forma integral, temos condições para acolher e cuidar do outro. • Ações que realizamos a nós mesmos, desde que adquirimos autonomia. • Autocuidado.
  • 5. Aquele que atua na área de saúde é por essência um cuidador. Cuida dos outros como escolha profissional, mais que isso, uma opção de vida. Em pesquisa sobre a procura de atendimento psicoterápico pelo profissional da saúde, realizada com 57 funcionários de um hospital (Bonato, 1994), levantou-se que: 36,8% da população pesquisada expressou queixas relacionadas ao trabalho, dentre elas: • Estresse - 51,7% • Desmotivação -48% Manifestam-se na forma de: • Ansiedade na relação com as chefias, • Irritação, nervosismo, falta de ânimo para o trabalho, • Desejo de transferência, • Dificuldade na relação com os colegas.
  • 6. Vivência cotidiana de situações limite (doenças, morte), que geram constante stress. Diversas pesquisas estudaram a morbidade psicológica e psiquiátrica na população médica, com patologias como: • Comportamento aditivos (uso abusivo de álcool e drogas); • Sofrimento nas relações interpessoais; • Comportamentos psicopatológicos (transtornos de ansiedade, depressão); • Disfunções profissionais (Carvalho,2003).
  • 7. Assim, percebemos que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato esporádico mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados, sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracassos e decepções. Sentimo- nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se enfraquece.
  • 8. CUIDANDO DE SI... • Dirigir o olhar para sua própria vida; • Estar atento às suas próprias necessidades, desejos, comportamentos, emoções e sentimentos, e ainda às maneiras de expressá-los; • Integração de seus desejos às exigências de seu papel profissional.
  • 9. “O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de serem também cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes sentem necessidade do cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus filhos e filhas. Cria-se então o que o renomado pediatra R. Winnicott chamava de “holding”, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que reforçam o estímulo para continuarem no cuidado para com pacientes. Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e de mútua cooperação, se superam os constrangimentos, nascidos da necessidade de ser cuidado.Feliz é o hospital e mais felizes são ainda aqueles pacientes que podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá “prescrevedores” de receitas e aplicadores de fórmulas mas “cuidadores” de vidas enfermas que buscam saúde. A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.” Leonardo Boff
  • 10. BOFF, L. Quem cuida do cuidador?, Jornal do Brasil. Diponível em:<http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/04/30/quem-cuida-do- cuidador>. Acesso em 15/05/2012. BONATO. VL. Procura de atendimento psicoterápico pelo trabalhador da saúde. São Paulo (SP), 1994. Dissertação de Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. CARVALHO, VA de. Cuidados com o cuidador. Rev O mundo da saúde, ano 27, v. 27, n 1, p. 138-146, jan-mar 2003.
  • 11. Quem sou eu? Juliana Calixto Soares 
Psicóloga com MBA em Gestão de Recursos Humanos. Sólida atuação na área de Psicologia Organizacional e Desenvolvimento Humano, incluindo vivência internacional na África, em Angola. Atualmente, Psicóloga Clínica e Organizacional em Salvador – BA. Contato: E-mail: juliana_cs@hotmail.com

Notas do Editor

  1. This template can be used as a starter file to give updates for project milestones.SectionsSections can help to organize your slides or facilitate collaboration between multiple authors. On the Home tab, under Slides, click Section, and then click Add Section.NotesUse the Notes pane for delivery notes or to provide additional details for the audience. You can see these notes in Presenter View during your presentation. Keep in mind the font size (important for accessibility, visibility, videotaping, and online production)Coordinated colors Pay particular attention to the graphs, charts, and text boxes. Consider that attendees will print in black and white or grayscale. Run a test print to make sure your colors work when printed in pure black and white and grayscale.Graphics, tables, and graphsKeep it simple: If possible, use consistent, non-distracting styles and colors.Label all graphs and tables.
  2. What is the project about?Define the goal of this projectIs it similar to projects in the past or is it a new effort?Define the scope of this projectIs it an independent project or is it related to other projects?* Note that this slide is not necessary for weekly status meetings
  3. * If any of these issues caused a schedule delay or need to be discussed further, include details in next slide.
  4. Duplicate this slide as necessary if there is more than one issue.This and related slides can be moved to the appendix or hidden if necessary.
  5. Duplicate this slide as necessary if there is more than one issue.This and related slides can be moved to the appendix or hidden if necessary.
  6. Prepare slides for the appendix in the event that more details or supplemental slides are needed. The appendix is also useful if the presentation is distributed later.
  7. Duplicate this slide as necessary if there is more than one issue.This and related slides can be moved to the appendix or hidden if necessary.