Joana_Atenção_centrada_pessoa

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Joana_Atenção_centrada_pessoa

  1. 1. Atenção Centrada na Pessoa
  2. 2. • Sugere a mudança de um modelo centrado na doença para um modelo de atenção centrada na pessoa; • Essa abordagem demanda a ampliação do olhar sobre a saúde do indivíduo. • Devem ser considerados aspectos: O que é? Físicos Socioculturais Psíquicos Considera – se a como subjetividade da pessoa : suas idéias, desejos, valores sobre sua vida e sua experiência com a doença.
  3. 3. O que é necessário? • Mudança de paradigmas; • Paradigmas são formas de ver o Mundo ......
  4. 4. O que é necessário? A superação de paradigmas exige: Flexibilidade intelectual Mudança de comportamento Alteração do estado de consciência De quem? Trabalhadores do SUS e usuários
  5. 5. Observe o quadro abaixo: • Uma pessoa que tem o diagnóstico de uma doença, nem sempre passa pelo processo de adoecimento. Ou seja, nem sempre é afetada em seu projeto existencial ou modo de andar a vida (1°linha e 2° coluna). • Por outro lado, uma pessoa pode não ter nenhum diagnóstico fisiológico, mas passa pelo processo de adoecimento (2° linha e 1° coluna). Conhecer a doença e a relação da pessoa com essa doença , assim como perceber se existe ou não um processo de adoecimento associado muda nossa abordagem e faz com que ela seja única para cada pessoa. Observe o quadro abaixo: • Uma pessoa que tem o diagnóstico de uma doença, nem sempre passa pelo processo de adoecimento. Ou seja, nem sempre é afetada em seu projeto existencial ou modo de andar a vida (1°linha e 2° coluna). • Por outro lado, uma pessoa pode não ter nenhum diagnóstico fisiológico, mas passa pelo processo de adoecimento (2° linha e 1° coluna). Conhecer a doença e a relação da pessoa com essa doença , assim como perceber se existe ou não um processo de adoecimento associado muda nossa abordagem e faz com que ela seja única para cada pessoa. Quadro 1 Adoecimento Doença Sim Não Sim Infarto agudo do Miocárdio Hipertensão Arterial Assintomática Não Perda familiar recente Higidez
  6. 6. Então, qual a diferença das abordagens? Atenção centrada na doença Atenção centrada na Pessoa • Doença no Centro do processo; • Pouca atenção aos aspectos biopsicossociais; • Desconsidera aspectos culturais do adoecimento; •Pessoa não se apodera do cuidado de sua saúde. Não participa das decisões tomadas pelos profissionais. •Pessoa no centro do Processo; •Considera os aspectos biopsicossociais e o contexto de vida, família e comunidade onde está inserida; • Desenvolve postura pró- ativa da pessoa em relação aos problemas de saúde;
  7. 7. Novas perspectivas.... Doença Saúde Problema de saúde Acontecimento ou um fenômeno que, de alguma forma, vai interferir na vida da pessoa e no seu projeto existencial. Acontecimento ou um fenômeno que, de alguma forma, vai interferir na vida da pessoa e no seu projeto existencial. Está relacionada com o modo de andar a vida, ou seja, com a capacidade da pessoa de cuidar de si. Está relacionada com o modo de andar a vida, ou seja, com a capacidade da pessoa de cuidar de si. Algo que incomoda a pessoa. Ou seja, Algo que está na consciência da pessoa e que causa incômodo. Pode estar ou não associado a uma alteração física, ou seja, doença. Vejamos o esquema no próximo slide, exemplificando 4 situações diferentes. Algo que incomoda a pessoa. Ou seja, Algo que está na consciência da pessoa e que causa incômodo. Pode estar ou não associado a uma alteração física, ou seja, doença. Vejamos o esquema no próximo slide, exemplificando 4 situações diferentes.
  8. 8. Pessoa apresenta alguma doença?Pessoa apresenta alguma doença? A pessoa se reconhece com algum problema de Saúde (adoecimento)?A pessoa se reconhece com algum problema de Saúde (adoecimento)? SimSim NãoNão Pessoa apresenta alguma doença?Pessoa apresenta alguma doença? SimSim NãoNão SimSim NãoNão Nesse caso, há incômodo e há doença. É necessário observar o que traz o incômodo para a pessoa e qual a relação da mesma com a doença em questão. Nesse caso, há incômodo e há doença. É necessário observar o que traz o incômodo para a pessoa e qual a relação da mesma com a doença em questão. Nesse caso, há incômodo, mas não há doença. Precisamos considerar a causa do problema e apoiar a pessoa na resolução do mesmo (recursos na família, comunidade e outros setores) Nesse caso, há incômodo, mas não há doença. Precisamos considerar a causa do problema e apoiar a pessoa na resolução do mesmo (recursos na família, comunidade e outros setores) Nesse caso, não há incômodo, mas há doença. Podemos usar de estratégias de educação em saúde para alteração no estado de consciência da pessoa e incentivo do seu cuidado em saúde, respeitando seu momento. Nesse caso, não há incômodo, mas há doença. Podemos usar de estratégias de educação em saúde para alteração no estado de consciência da pessoa e incentivo do seu cuidado em saúde, respeitando seu momento. Nesse caso, não há incômodo, nem doença. Essa pessoa, se de acordo, pode ser acompanhada e incluída em estratégias de prevenção e promoção de saúde. Nesse caso, não há incômodo, nem doença. Essa pessoa, se de acordo, pode ser acompanhada e incluída em estratégias de prevenção e promoção de saúde.
  9. 9. Conceitos importantes nesse processo Pessoa: Indivíduo capaz de desejar, pensar e ter um projeto para sua vida. Problema de saúde: Acontecimento que interfere na vida e projeto existencial. Saúde: Modo de andar a vida
  10. 10. Resultados alcançados quando adotamos a abordagem centrada na pessoa .... • Maior satisfação das pessoas; • Melhora na adesão aos tratamentos; • Redução das preocupações; • Redução dos sintomas; • Diminuição na utilização dos serviços de saúde; • Diminuição das queixas por má prática; • Melhora na saúde Mental; • Melhora da situação fisiológica e na recuperação de problemas recorrentes;
  11. 11. Algumas Ferramentas usadas com essa abordagem ... • Método clínico Centrado na Pessoa; • Projeto terapêutico Singular; • Apoio Matricial. Esses dois tópicos serão trabalhados em outros casos.
  12. 12. Método Clínico Centrado na Pessoa • É a aplicação dos conceitos da abordagem centrada na pessoa na prática; • Propõe um conjunto claro de orientações sobre o que o profissional de saúde deve fazer para conseguir a abordagem centrada na pessoa. • Tem seis componentes que tem íntima ligação entre si, cabendo ao profissional habilidoso se mover entre eles, dependendo das demandas da pessoa e das pistas oferecidas por ela. • Veja a seguir esses seis componentes e os pontos principais a serem abordados em cada um:
  13. 13. Método Clínico Centrado na Pessoa Componentes Pontos principais a serem abordados Explorando a doença e experiência da pessoa com a doença Sentimentos Idéias Funcionalidade Expectativa Entendendo a pessoa como um todo •História de vida •Contexto próximo (Emprego, Família) •Contexto distante (comunidade, cultura) Elaborando um plano conjunto de manejo “ A cada encontro” •Problemas/prioridades; •Objetivos do tratamento e manejo; •Papéis da pessoa e do profissional;
  14. 14. Método Clínico Centrado na Pessoa Componentes Pontos principais Incorporando prevenção e promoção da saúde •Melhoria de saúde •Evitar riscos •Reduzir riscos •Reduzir complicações •Evitar intervencionismo excessivo Fortalecendo a relação profissional de saúde e paciente •Relação de poder •Empatia •Autoconhecimento •Transferência e contra transferência Sendo realista Tempo e Timing; Trabalhando em equipe; Uso adequado dos recursos;
  15. 15. Referências Bibliográficas • BRITTEN, N; STEVENSON, FA; BARRY, CA et al. Misunderstandings in prescribing decisions in general practice: qualitative study. BMJ, 320:484-8, 2000. • LANG, F; FLOYD, MR; BEINE, KL. Clues to patients‘ explanations and concerns about their illnesses. A call for active listening. Arch. Fam. Med., 9(3):222-7, 2000. • NORMAN, AH; TESSER, CD. Prevenção quaternária na atenção primária à saúde: uma necessidade no Sistema Único de Saúde. Cad. Saúde Pub., 25(9):2012-20, 2009. • STEWART, M; BROWN, JB; WESTON, WW et al. Medicina Centrada na Pessoa – Transformando o método clínico. 2ª Ed., Porto Alegre, Artmed, 2010. • WORLD HEALTH ORGANIZATION. Health promotion: concept and principles in action – a policy framework. WHO, London, 1986.
  16. 16. Este trabalho está licenciado sob uma licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-Compartilha Igual 4.0 Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/

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