Conceitos da MTC Aplicados às Práticas Corporais e Mentais

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Essa apresentação faz parte do curso introdutório em práticas corporais e mentais da MTC, ofertado gratuitamente pelo Ministério da Saúde na plataforma colaborativa Comunidade de Práticas.
Acesse https://cursos.atencaobasica.org.br/courses/16684

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Conceitos da MTC Aplicados às Práticas Corporais e Mentais

  1. 1.   Conceitos da MTC Aplicados às Práticas Corporais e Mentais     CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS  CORPORAIS E MENTAIS DA MTC
  2. 2. Observação e Analogia Os fundamentos teóricos da Medicina Tradicional Chinesa  (MTC) foram desenvolvidos ao longo de muito tempo e  formulados a partir da observação do ser humano e do  mundo à sua volta. A linguagem utilizada faz uso de  analogias entre o que é observado no ser humano  (microcosmo) e no universo (macrocosmo).
  3. 3. Assim,  fenômenos  naturais  como  a  chuva, o calor, a secura e o vento têm  seus  correspondentes  no  corpo  humano.  No  Brasil,  costumamos  dizer  que  “fulano  se  resfriou”,  estou  com  “queimação  no  estômago”.  Essa  é  também uma linguagem de analogias. Observação e Analogia Figura 4 Chuva (Fonte: Microsoft Office) Figura 3 Resfriado (Fonte: Microsoft Office) Figura 1 Queimação estômago (Fonte: Microsoft  Office) Figura 2 Fogo (Fonte: Microsoft Office)
  4. 4. Ao  longo  dos  milênios  de  desenvolvimento,  a  Medicina  Tradicional  Chinesa incorporou os conceitos e as estruturas teóricas do pensamento  chinês. Por um lado, o território é vasto e compartilhado por vários povos durante  a história. Por outro, o ideário de congregar todos em torno de um centro  sempre  teve  um  papel  preponderante.  Uma  das  acepções  do  nome  em  chinês para a China, “Zhongguo”, é “País Central”, referindo-se às regiões  primeiramente  unificadas,  em  oposição  às  regiões  periféricas  (https://en.wikipedia.org/wiki/Names_of_China). A fase final da Dinastia Zhou (1046 a.C. – 256 a.C.) presenciou o chamado  “Período  das  Cem  Escolas  de  Pensamento”.  Nesse  período  surgiram  inúmeras  elaborações  filosóficas,  como  o  Taoísmo,  de  Laozi;  o  Confucionismo,  de  Confúcio;  o  Legalismo,  de  Han  Feizi;  o  Moísmo,  de  Mozi; o Naturalismo, de Zou Yan (cuja importante contribuição foi a síntese  das teorias do Yin-Yang e dos Cinco Elementos), entre outras. O Papel da Filosofia - I
  5. 5. Os conceitos formulados no Período das Cem Escolas de Pensamento  foram  debatidos,  sincretizados  e  reinterpretados  por  gerações  de  filósofos.  É  importante  assinalar  que  somente  os  confucionistas  e  os  moístas  constituíam  escolas  de  pensamento  formalmente  organizadas,  com  mestres e discípulos designados. As demais, incluindo o Taoísmo e o  Naturalismo,  receberam  esses  nomes  muito  tempo  depois,  quando  textos da época foram agrupados por similaridade de ideias. Essa fase de efervescência cultural coincidiu com um longo período de  conflitos  bélicos  entre  os  vários  estados  independentes  existentes.  Durante  a  última  metade  da  Dinastia  Zhou,  as  dezenas  de  estados  independentes  se  reduziram  a  sete.  Os  conflitos  entre  esses  reinos  marcaram  esse  período  histórico,  denominado  “Período  dos  Reinos  Combatentes”,  Em 221 a.C., um dos reinos independentes, chamado Qin, conseguiu  finalmente conquistar os demais, unificando a China.  O Papel da Filosofia - II
  6. 6. O rei dos Qin declarou-se imperador de toda a China, com o nome  de  Qin  Shi  Huang  (“Primeiro  Imperador  Qin”).  A  escrita  foi  unificada,  abolindo-se  as  escrituras  dos  outros  antigos  reinos.  Livros foram queimados, o Legalismo foi adotado como doutrina de  Estado e os filósofos contrários foram perseguidos.  Qin Shi Huang morreu dez anos depois e, passados quatro anos, a  dinastia caiu, assumindo o poder a Dinastia Han (206 a.C – 220 d.  C.). Durante  os  quatrocentos  anos  da  Dinastia  Han,  os  antigos  conhecimentos e teorias filosóficas foram, na medida do possível,  recuperados  e  reabilitados,  durante  a  chamada  “Síntese  Han”.  A  “Síntese Han” foi um processo coletivo e prolongado, que procurou  sincretizar  as  diferentes  abordagens,  formando  os  conceitos  filosóficos que impregnam todas as expressões culturais chinesas,  incluindo a Medicina Tradicional Chinesa: O Yin – Yang e os Cinco  Elementos.  O Papel da Filosofia - III
  7. 7. Além  das  diferenças  na  linguagem  e  nos  conceitos,  os  termos  originais  da  MTC  foram  registrados  graficamente  através  de  um  sistema de escrita diferente. A  escrita  chinesa  não  é  alfabética.  Cada  caractere  escrito  não  representa um som, mas uma unidade de significado. A  maioria  dos  caracteres  chineses  é  formada  por  componentes  mais simples. Em boa parte dos caracteres, é possível aprofundar  no  seu  sentido  quando  analisamos  os  seus  componentes.  O  equivalente  a  esse  procedimento  para  as  línguas  ocidentais  é  o  estudo  da  etimologia  de  uma  palavra.  Assim,  sabemos  que  a  palavra biologia vem do grego, e seus componentes são “Bio”, que  significa “vida” e “logia”, que significa “estudo”. Ao  longo  da  apresentação  dos  conceitos  da  MTC,  faremos  uso  desse  recurso  para  entender  melhor  o  significado  original  de  determinados caracteres. Língua e Linguagem
  8. 8. Os Dois Lados da MontanhaOs antigos chineses, contemplando as mudanças que acontecem em uma montanha ao longo do dia, elaboraram um dos conceitos centrais de sua filosofia e da Medicina Tradicional Chinesa – a Teoria Yin - Yang Figura 5 – Yin e Yang designando lados opostos da mesma montanha (Fonte: o Autor)
  9. 9. Yin e Yang Figura 6 - analisando a estrutura dos caracteres para “Yang” e “Yin” (Fonte: o Autor)
  10. 10. Yin e Yang - I Associam-se ao Yang as ideias de luz, calor, energia, movimento, direção ascendente, atividade, ser masculino. Ao Yin, pertencem as ideias de sombra, frio, matéria, quietude, direção descendente, estrutura, ser feminino. Da mesma forma que a distribuição da luz e da sombra sobre a montanha não são fixos, Yin e Yang são conceitos relativos. Ser Yin ou Yang não é uma característica inerente a um ser ou a um objeto. O lado da montanha que é Yang pela manhã, passa a ser Yin à tarde. O homem é Yin em relação ao Céu, e Yang em relação à mulher. Trabalho e repouso, sono e vigília, mente e corpo, indivíduo e sociedade, estrutura e função, são pares Yin-Yang. Para a MTC, a saúde é o equilíbrio dinâmico entre esses dois aspectos.
  11. 11. Yin e Yang - II A conhecida representação gráfica do Yin – Yang, chamada “Tai Chi” (também grafado “Taiji”) simboliza a relação entre Yin e Yang, que nunca é estática. O equilíbrio mantido entre os dois depende de quatro interações que acontecem simultânea e continuamente: Figura 7 – Representação tradicional do Yin Yang (Fonte: Confucius Institute Online) (i) OPOSIÇÃO: Em qualquer manifestação, fenômeno ou objeto, existem dois aspectos contrários. Esses dois aspectos mantém um embate contínuo. Quando há domínio de um sobre o outro, há o desequilíbrio; ou, sob a visão médica, a doença.
  12. 12. Yin e Yang - II (ii) INTERDEPENDÊNCIA: Yin e Yang são tão intimamente ligados que um não pode existir sem o outro. “Acima” é Yang, “embaixo” é Yin. Se existe “acima”, implicitamente existe “embaixo”, e vice- versa. (iii) CONTROLE RECÍPROCO: Yin e Yang regulam um ao outro. “Água” é Yin, “Fogo” é Yang. A água pode apagar o fogo, o fogo pode evaporar a água. O controle recíproco mantém o equilíbrio dinâmico entre os extremos. .
  13. 13. Yin e Yang - II (iv) TRANSFORMAÇÃO MÚTUA: Em algumas situações, a manifestação, fenômeno ou objeto gradualmente se transforma no seu oposto. Conforme a Terra gira ao redor do Sol, vemos o astro “subindo” no céu, isto é, cada vez mais Yang. Quando ele se encontra no ponto mais alto (mais Yang), a semente do Yin já está presente, e a partir daí, ele vai “descendo” (ficando mais Yin).
  14. 14. Como Tudo se Transforma Os antigos chineses também chegaram à conclusão de que as transformações, a que todas as coisas estão sujeitas, não acontecem de maneira caótica, mas de acordo com padrões bem estabelecidos. Mais uma vez, observando a natureza e estabelecendo analogias, eles elaboraram a Teoria dos Cinco Elementos, ou Cinco Movimentos. Diferentemente dos Quatro Elementos da filosofia grega, os Cinco Elementos não são considerados os constituintes fundamentais da matéria. São, isso sim, os processos-chave da transformação que está sempre acontecendo na natureza.
  15. 15. Cinco Elementos - IA utilização da analogia também entra em cena na Teoria dos Cinco Elementos. Cada elemento está representando toda uma categoria de órgãos, funções orgânicas, sentimentos patológicos, cores, sons, sabores, e assim por diante. Tomando por exemplo, o Fogo. Ele representa o “Coração” (função circulatória/psíquica), a euforia, a coloração avermelhada, o sabor ácido, os medicamentos que aquecem, os pontos que tonificam o “Coração”. O conceito de “órgão interno” (“zang” e “fu”) na MTC também é algo diferente daquele utilizado na medicina convencional ocidental, ainda que na tradução utilizemos os termos “Coração”, “Baço”, “Fígado”, entre outros. Um órgão “Zang” se refere mais a um conjunto de funções e processos patológicos do que a uma estrutura anatômica determinada. A denominação dos órgãos “Fu” já é praticamente equivalente aos termos anatômicos ocidentais. Na tabela a seguir, as correlações ficam mais claras. Figura 8 Os Cinco Elementos (Fonte: o Autor)
  16. 16. Cinco Elementos - II METAL ÁGUA MADEIRA FOGO TERRA Zang / função Pulmão / Purificar e fazer descer o Qi Rim / Regular a água, conter o Qi constitucional Fígado / Regular o fluxo harmônico de Qi Coração / Circular o sangue, atividade mental Baço / Função digestiva, hematopoiétic a (“manter o sangue nos vasos”) Fu / função Intestino Grosso / excreção dos produtos da digestão Bexiga / excreção da água já utilizada Vesícula Biliar / armazenar bile Intestino Delgado / separar o “claro” do “turvo” Estômago / armazena alimento e inicia digestão Emoção Tristeza Medo Raiva Euforia Preocupação Fatores climáticos Secura Frio Vento Calor Umidade Tabela 1 – Relações dos Cinco Elementos (Fonte: o Autor)
  17. 17. Cinco Elementos - IIIOs cinco elementos se relacionam de maneira cíclica. Existem quatro ciclos possíveis, dois fisiológicos (saudáveis) e dois patológicos. - A Água gera a Madeira (a água é necessária para a germinação e crescimento das árvores) - A Madeira gera o Fogo (a madeira é combustível para a fogueira) (i) Ciclo de Geração: cada elemento, em sua transformação, gera o seguinte (relação Mãe- Filho). -O Fogo gera a Terra (o resultado da combustão são as cinzas); -A Terra gera o Metal (as jazidas de minérios estão no interior da terra) -O Metal gera a água (as fontes de água brotam das rochas) Figura 9 Ciclo fisiológico da Geração (Fonte: o Autor)
  18. 18. Cinco Elementos - IV (ii) Ciclo de Inibição: cada elemento, em sua transformação, inibe o seguinte. -O Fogo inibe o Metal (o fogo é capaz de derreter metais) -O Metal inibe a Madeira (as ferramentas que cortam a madeira são de metal) -A Madeira inibe a Terra (as raízes das árvores invadem a terra) -A Terra inibe a Água (a terra absorve a água que é derramada) -A Água inibe o Fogo (a água apaga o fogo) Essas relações são transpostas para os órgãos e funções orgânicas. Todos os órgãos internos se relacionam. Uma disfunção em um deles irá desencadear transtorno em outro ou outros. Figura 10 Ciclo fisiológico de Inibição (Fonte: o Autor)
  19. 19. Cinco Elementos - V (iii) Ciclo patológico de Agressão ou de Dominação: ocorre um excesso da ação de inibição. Tomando por exemplo a relação entre Água e Fogo, acontece quando uma disfunção dos rins (Água) provoca uma hipertensão arterial (Fogo), que, se não tratada, leva a um edema pulmonar (Metal). Figura 11 Ciclo patológico de Agressão (Fonte: o Autor)
  20. 20. Cinco Elementos - VI (iv) Ciclo patológico de Contradominação: acontece na direção contrária ao Ciclo de Dominação. O elemento “Neto” agride o elemento “Ávó”. Por isso, também é chamado de Ciclo de “Ultraje”. Um exemplo clínico seria a situação em que uma doença pulmonar obstrutiva crônica (Metal) acarreta hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca (Fogo). Figura 12 Ciclo patológico de Contradominação (Fonte: o Autor)
  21. 21. O Que Anima e Forma TudoComo outros povos antigos, os chineses também buscaram a essência constituinte de tudo o que existe. Ainda na Antiguidade, denominaram esse constituinte básico de Qi (também transcrito como Ch’i). O Qi constitui não só a matéria, mas também elementos mais sutis, como emoções e sentimentos, inteligência e vontade. Analisando o ideograma para Qi, depreendemos que os antigos entendiam esse conceito como algo semelhante ao cozimento do arroz. É necessário energia, existe aspecto concreto (representado pelos grãos de arroz) e existe aspecto sutil (representado pelo vapor que sobe da panela). Figura 13 Decompondo o ideograma “Qi” (Fonte: o Autor)
  22. 22. Qi - I De maneira simplificada, o Qi do nosso corpo é formado por três tipos de Qi: (i) O Qi constitucional: herdado dos nossos ancestrais. Representa a nossa constituição (se mais robustos ou franzinos), nossas tendências e fragilidades inatas. (i) O Qi dos alimentos: uma alimentação de conteúdo saudável e feita de modo regrado é essencial para a saúde. O Qi desses alimentos é de muito melhor qualidade. (i) O Qi do céu: é o Qi que entra em nosso corpo através da respiração. Daí a importância de práticas respiratórias e meditativas.
  23. 23. Qi - II No nosso corpo, o Qi desempenha diferentes funções: (i) Qi Correto: é o Qi próprio do nosso organismo, em oposição aos agentes causadores de doenças. (i) Qi Nutritivo: é o Qi que circula com o sangue, distribuindo os nutrientes por todo corpo. (i) Qi Defensivo: é o Qi que circula na superfície do corpo (pele e músculos), defendendo contra as agressões externas. (i) Qi dos órgãos: cada Zang e cada Fu recebe a sua parte do Qi Correto e a atividade de cada órgão é a manifestação externa desse Qi.
  24. 24. Os Caminhos do Qi O Qi circula pelo nosso corpo através de uma extensa e ramificada rede de Meridianos, animando, nutrindo e defendendo contra agressões externas. O conceito de Qi inclui, mas não se limita a células sanguíneas, linfa, nutrientes, oxigênio, líquido intra e extracelular, estímulos nervosos e hormônios circulantes. Os meridianos, utilizados na acupuntura, na moxabustão e na massagem são as vias superficiais desse sistema, que também tem ramos no interior do corpo. Figura 14 Antiga gravura ilustrando a rede de meridianos no corpo humano (Fonte: Banco de imagens do Baidu)
  25. 25. Nas Práticas Corporais e Mentais da MTC, áreas do corpo que não tem um suprimento adequado de Qi, ou tem o Qi estagnado, voltam a funcionar de maneira saudável. Os movimentos promovem a abertura dos meridianos e suas ramificações, enquanto a Intenção Dirigida (em chinês, “Yi”) direciona o Qi para onde é necessário. A Responsabilidade de Cada Um Em todas as práticas, o papel da Intenção Dirigida é absolutamente necessário. Assim, o paciente nunca tem um papel apenas passivo. Ele se torna agente e co-responsável de sua própria saúde. Se ele não se empenhar em fazer a sua parte, o resultado do tratamento será insuficiente. Figura 15 Decompondo o ideograma “Yi” (Fonte: o Autor)
  26. 26. REFERÊNCIAS DAS IMAGENS Créditos das imagens, fotos e tabelas Figura 1 a 4: banco de imagens Clip-art do Microsoft Office Word 2007 Figuras 5 e 6: o Autor Figura 7: http://www.chinese.cn/tcm/en/image/attachement/jpg/site3/20090824/0023ae99e01 50bfc423d0d.jpg, visualizado em 16 de julho de 2015 Figuras 8 a 13: o Autor Figura 14: http://p4.qhimg.com/t016fa9da2bf7df8b8a.jpg, visualizado em 16 de julho de 2015 Figura 15: o Autor Tabela 1: o Autor
  27. 27.  Bibliografia consultada AUTEROCHE, B. & NAVAILH, P. O Diagnóstico na Medicina Chinesa. Organização Andrei Editora Ltda. 2ª reimpressão. 1992. YU Youhua & LIN Qian, La Medicina Tradicional China. Ministerio de Cultura de la República Popular China. Sem data. JIAO Jian. História da China. China em Construção. 1ª edição. 1986. Sites consultados https://en.wikipedia.org/wiki/Hundred_Schools_of_Thought, visualizado em 16 de julho de 2015 https://en.wikipedia.org/wiki/Burning_of_books_and_burying_of_scholars, visualizado em 16 de julho de 2015 http://richard-hooker.com/sites/worldcultures/GLOSSARY/HANSYNTH.HTM, visualizado em 16 de julho de 2015
  28. 28. BIBLIOGRAFIA COSULTADA

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