Joana_Abordagem_nutricional_HAS

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  • Faltou orientar o acréscimo de temperos e especiarias para substituir o sal!
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Joana_Abordagem_nutricional_HAS

  1. 1. Abordagem Nutricional na Hipertensão Arterial
  2. 2. • Redução de peso e manutenção de peso ideal • Redução da ingestão de sódio • Maior ingestão de potássio, magnésio e cálcio (de acordo com o paciente); • Redução do consumo de bebida alcoólica; • Exercícios físicos regulares; • Abandono do tabagismo; Metas para a orientação do paciente com hipertensão
  3. 3. O excesso contribui para a ocorrência de HA; A relação aumento da PA x avanço da idade é maior em populações com maior ingestão de sal. V DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO, 2007 HIPERTENSÃO x CONSUMO DE SAL
  4. 4. 1 g de sal de cozinha possui 400mg de sódio Saudável: Ingerir até 6g de sal/dia (2,4g de Na) = 4 colheres de café rasas (4g) + 2g de sal presente naturalmente nos alimentos QUAL O CONSUMO SAUDÁVEL DE SAL?
  5. 5. A dieta habitual contém de 10 a 12g de sal/dia  75% de sal de adição  15% provêm de alimentos processados  10% intrínseco aos alimentos ENTRETANTO ...
  6. 6. Dieta DASH • O terno DASH surgiu da sigla do estudo Dietary Approaches to Stop Hypertension, cujo objeitvo era testar os efeitos da alimentação sobre os valores da pressão arterial (PA). • Além dos benefícios no controle da PA, a dieta DASH mostrou redução significativa do risco de doença coronariana e acidente vascular encefálico, inclusive em usuários fazendo uso de anti-hipertensivos. A dieta DASH enfatiza o consumo de frutas, verduras, cereais integrais, leites desnatados e derivados com menor teor de gordura, redução da quantidade de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio associada à redução de sódio, com perfil de micro e macronutrientes favorável.
  7. 7. DIETA DASH Obesidade Resistência Insulínica Ativação SNS Hiperinsulinemia Leptina Ácidos Graxos Livres Retenção de Na Natriurética Retenção Na HAS Age no controle de peso (Obesidade) e na redução da resistência à insulina.
  8. 8. Como recomendar uma dieta ao estilo DASH?  Escolher alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo: carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequena quantidade.  Comer muitas frutas e hortaliças, aproximadamente de oito a dez porções por dia.  Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia.  Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral.  Comer oleaginosas (castanhas), sementes e grãos, de quatro a cinco porções por semana.  Reduzir a adição de gorduras. Utilizar óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).  Evitar a adição de sal aos alimentos. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados.  Diminuir ou evitar a o consumo de doces e bebidas com açúcar.
  9. 9. Dieta DASH A dieta DASH tem sido considerada como o paradigma da dieta saudável para prevenir hipertensão arterial e potencializar o tratamento das pessoas. Entretanto, a comprovação de seu benefício deu-se em condições experimentais estritas, com fornecimento de refeições aos participantes. Quando estudada em condições mais próximas do mundo real, seu benefício foi consideravelmente menor, devido à dificuldade de adesão ao longo do tempo. Importante! A mudança do padrão alimentar não é uma tarefa fácil. Pactue metas factíveis com o usuário.
  10. 10. SENSIBILIDADE AO SÓDIO Existem pessoas com perfis diferentes de sensibilidade ao efeito do sódio na Pressão Arterial. Não Sensíveis IngestãoExcreção Ingestão Excreção Sensíveis
  11. 11. • Indivíduos com maior sensibilidade ao sódio: – Negros – Mais velhos – Pessoas com excesso de peso – Mulheres SENSIBILIDADE AO SÓDIO (Weinberger, 1996)
  12. 12. SÓDIO: RESTRINGIR OU NÃO?
  13. 13. SÓDIO: RESTRINGIR OU NÃO? RECOMENDA MÁXIMO DE 5g DE SAL/DIA  2g Na BRASILEIRO CONSOME O DOBRO DESSA RECOMENDAÇÃO WHO
  14. 14. Ingestão adequada: 1,2 a 1,5g Na/dia Ingestão máxima: 2,3g Na/dia SÓDIO: RESTRINGIR OU NÃO? ORIENTAR A RESTRIÇÃO COM O INTUITO DE ATINGIR NÍVEIS ADEQUADOS DE CONSUMO
  15. 15.  Utilizar pouco sal no preparo dos alimentos;  Temperar saladas com vinagre, azeite de oliva, limão;  Substituir o sal por condimentos naturais: alho, cebola, óregano, pimenta, hortelã, manjericão, louro entre outros; Orientações para redução do uso do sal
  16. 16.  Presunto;  Mortadela e salames;  Bacon;  Linguiça;  Queijos; Alimentos com alto teor de sódio  Temperos prontos e caldos de carne;  Sopas desidratadas;  Enlatados;  Catchup e molho de tomate;  Molho de soja  Evitar:
  17. 17. ALIMENTO (100g) SÓDIO (mg) Margarina com sal 1080 Salsicha 950 Presunto (magro) 1375 Lingüiça calabresa 1235 Queijo mussarela 370 Azeitona 2020 Caldo de carne 16980 Macarrão Instantâneo 3201 ALIMENTOS PROCESSADOS COM ALTO TEOR DE SÓDIO
  18. 18. SÓDIO INTRÍNSECO NOS ALIMENTOS ALIMENTO (100g) SÓDIO (mg) Carne bovina 132 Carne de frango 131 Peixe 192 Feijão 150 Soja 210 Leite 114 Couve 15
  19. 19. Recomendação de sódio para o hipertenso 4 gramas de sal de adição (1600g de sódio) + Sódio intrínseco (700g)  2300g de sódio/dia AHA, 2007
  20. 20. FATORES DE RISCO • Ingestão de Álcool – Relação dose dependente – Sem impacto do tipo de bebida – Maior risco quando consumo não é associado à alimentação (Stranges et al., 2004)
  21. 21. Bebida alcoólica • Relação direta entre o consumo de álcool e a pressão arterial; • A ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30g álcool/dia:  600 ml de cerveja (5% de álcool)  250 ml de vinho (12% de álcool)  60ml de destilados (whisky, vodka, aguardente - 50% de álcool) • Este limite deve ser reduzido à metade para:  Homens de baixo peso,  Mulheres,  Indivíduos com sobrepeso e/ou triglicérides elevados.
  22. 22. Potássio; Magnésio; Cálcio OUTROS MINERAIS
  23. 23. Em sociedades com alta ingestão de potássio, tanto PA quanto prevalência de HA tendem a ser mais baixas que na sociedade com baixas ingestões de potássio. Efeito natriurético; inibição da liberação de renina; antagonismo da resposta pressora a angiotensina II; vasodilatação direta; aumento da vasodilatação endotélio- dependente Fontes: abacate, banana, laranja, melão, maracujá, beterraba, cenoura, quiabo, vagem, couve, chicórea, espinafre, repolho, feijão, soja, grão de bico, aveia. Potássio
  24. 24. Substituto de Sal Cloreto de K Cuidado nos casos de K elevado, uso de diuréticos poupadores de K e de inibidores da ECA Potássio
  25. 25. A capacidade do magnésio de reduzir a pressão arterial parece ser maior em hipertensos que são hipomagnesêmicos; Magnésio • Diminui o tônus e a contratilidade vasculares; • Estimula a produção de prostaglandinas.
  26. 26. • Uma baixa ingestão de cálcio pode amplificar os efeitos de uma dieta com alto teor de sódio sobre a pressão arterial. • O cálcio tem efeito natriurético; Cálcio
  27. 27. Referências Bibliográficas • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_37.pdf • World Health Organization. Global status report on noncommunicable diseases 2010. 176p. 2011. [acesso em 27 de fevereiro] Disponível em: http://www.who.int/nmh/publications/ncd_report2010/en/ • Berne, RM; Levy, MN. Sistema Arterial. In: Fisiologia. Ed. Guanabara Koogan, 4ª edição. 1998. p. 393-405. • Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51. Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2006 Fev: 1–48. • Vasan, RS; Larson MG; Leip, EP; Kanne,l WB; Levy, D. Assessment of frequency of progression to hypertension in non-hypertensive participants in the Framingham Heart Study: a cohort study. The Lancet, 358(Issue 9294): 1682 - 1686, 2001. • Lopes, HF. Hipertensão e inflamação: papel da obesidade. Rev Bras Hipertens,14(4): 239-244, 2007. • Kotchen,TA & Kotchen, JM. Nutrição, dieta e hipertensão. In: Shils, ME, Olson, JÁ, Shike, M & Ross, AC. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. Vol. 2. Manole, 2003. • Rezende, FAC, Rosado, LEFPL, Ribeiro, RCL, Vidigal, FC, Vasques, ACJ, Bonard, IS & Carvalho, CR. Índice de Massa Corporal e Circunferência Abdominal: Associação com Fatores de Risco Cardiovascular. Arq Bras Cardiol 2006; 87(6) : 728-734.
  28. 28. • Stranges S; Wu T; Dorn, JM; Freudenheim, JL; Muti, P; Farinaro, E; Russell, M; Nochajski, TH; Trevisan, M. Relationship of Alcohol Drinking Pattern to Risk of Hypertension : A Population-Based Study. Hypertension, 2004, 44:813-819 • Ard, JD; Grawbow SC; Liu, D; Slentz, CA; Kraus, WE; Svetkey, LP. The Effect of the PREMIER Interventions on Insulin Sensitivity. Diabetes Care, 27:340–347, 2004. • Fagot-Campagna, A ; Balkau, B ; Simon, D ; Warnet, JM ; Claude, JR ; Ducimetiere, P ; Eschwege, E. High free fatty acid concentration: an independent risk factor for hypertension in the Paris Prospective Study. International Journal of Epidemwbgy, 1998; 27:808-813 • Cowley AW. Genetic and nongenetic determinants of salt sensibility and blood pressure. Am J Clin Nutr 1997;6(Suppl):587S-93S. • Weinberger MH. Salt sensibility of blood pressure in humans. Hypertension 1996;27:481-90. • Moreira, EAM; Chiarello, PG. Atenção Nutricional: abordagem dietoterápica em adultos. Guanabara Koogan, 2008. (Nutrição e Metabolismo). 330p. • Philippi, ST. Tabela de Composição de Alimentos. 2. ed., São Paulo: Coronário, 2002. • Carneiro G et al. Influência da distribuição de gordura corporal sobre a prevalência de hipertensão arterial e outros fatores de risco cardiovascular em indivíduos obesos. Rev. Assoc. Med. Bras., 49(3):306-11, 2003. REFERÊNCIAS
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