Pneumocistose

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Pneumocystis jiroveci

“Ocorrência de pneumocistose pulmonar em indivíduos com infecção pelo HIV-1/aids em uso ou não de terapia antirretroviral combinada e potente”

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Pneumocistose

  1. 1. Dr. Alexandre Naime Barbosa MD, PhD Infectologista Assistente  barbosa.an@ymail.com SAE/Hospital Dia "Domingos Alves Meira" Medicina Unesp - Botucatu
  2. 2. Eventos Científicos: Abbott, Bristol-Myers Squibb, Boehringer Ingelheim , Glaxo Smith Kline, MSD, Pfizer, Roche, Schering Plough, United MedicalPatrocínio de Eventos Boehringer Ingelheim, Jansen e MerckApoio à Pesquisa: Abbott, CNPq, Fapesp, RochePalestrante: Abbott, Boehringer Ingelheim , Bristol-Myers- Squibb, Glaxo Smith KlineTextos: Bristol-Myers-Squibb, RocheVínculos: HC Unesp, Roche Pharma - Virologia, SAE/HD DAM - FMB UnespBolsa Pesquisa: CNPq - DTI - Upeclin - FMB Unesp, Fundep DN DST/Aids e Hepatites Virais Barbosa AN, 2011
  3. 3. Impacto da Terapia Antirretroviral (TARV) Global Diminuição da Mortalidade WHO, 2009 Barbosa AN, 2011
  4. 4. Morbi-Mortalidade na Era HAART 100% 90% 80% 70% Distúrbios Mentais 60% Causas Externas 50% Doenças Cardíacas 40% Neoplasias Doenças Hepáticas 30% Infecções Oportunistas 20% 10% 0% 1997 1998 1999 2000 2005 CCO, 2006 Barbosa AN, 2011
  5. 5. Morbi-Mortalidade na Era HAART n = 41.843 OIs = 22.025 Barbosa AN, 2011
  6. 6. Morbi-Mortalidade na Era HAART Barbosa AN, 2011
  7. 7. Ocorrência de pneumocistose e a interferência da TARV Barbosa AN, 2011
  8. 8. Objetivo Relacionar a ocorrência de pneumocistose pulmonar com a contagem de linfócitos T CD4 e o uso ou não de TARV em pacientes com aidsCasuística Pacientes com HIV/aids atendidos na área de Doenças Tropicais da FMB - Unesp entre 1992 – 2002 (n = 820) Seleção ao acaso de pacientes (n = 376) Análise retrospectiva dos prontuários durante todo o período Barbosa AN, 2011
  9. 9. Grupos de Estudo G1 – Pacientes virgens de ARVs ou uso de mono ou duplo terapia. (n = 171) G2 – Uso de terapia anti-retroviral combinada e potente, ou seja, esquemas com dois ITRN e um ITRNN, ou dois ITRN e um IP, ou ainda esquemas com mais de três drogas. (n = 205)Critérios de Inclusão a - Diagnóstico de infecção pelo HIV, confirmado sorologicamente. b - Primeiro atendimento e seguimento clínico entre jan/1992 e dez/2002. c - Idade maior que 12 anos no primeiro atendimento Barbosa AN, 2011
  10. 10. Coleta de dados - sexo, idade, ano de início acompanhamento, cor da pele e procedência. - fator de risco sexual, uso de drogas ilícitas. - classificação nos grupos de ARVs, episódio de PCP, ano e PCP como 1ª IO. - contagem de linfócitos T CD4+Estatística - estudos de tabelas de contingência para cruzamentos de dados classificatórios (estatísticas χ2 e Odds- Ratio) - comparação entre grupos utilizando-se de análise de variância, cálculo das estatísticas F e p. (software SPSS® 13.0 for Windows®.) Barbosa AN, 2011
  11. 11. Resultados Barbosa AN, 2011
  12. 12. Resultados Barbosa AN, 2011
  13. 13. Resultados Barbosa AN, 2011
  14. 14. Resultados Barbosa AN, 2011
  15. 15. Discussão Estudos Retrospectivos Limitações - falta de informações no prontuário; - dúvidas quanto a uniformidade dos dados; - coleta primária feita na ausência de um instrumento padronizado Vantagens - baixo custo, facilidade de execução vs estudos prospectivos multicêntricos Barbosa AN, 2011
  16. 16. Discussão Caracterização da Casuística - homogeneidade entre G1 e G2: sexo, idade, cor da pele, procedência, risco sexual e uso de drogas. - idade: média (32,22 anos) - gênero: 1,6H/M Concordância com os dados oficiais - risco sexual: heterossexual no período - drogas: uso em 27,6% PNDSTAIDS. Bol Epidemiol AIDS 2002 Barbosa AN, 2011
  17. 17. Discussão Ocorrência de PCP - G1 > G2 (69% vs 31%, p < 0,001) - Odds Ratio = 2,66: sugere que o uso de terapia anti-retroviral combinada e potente associa-se como fator protetor a PCP - dados concordantes com ASD e EuroSIDA. - dados concordantes estudos brasileiros. Guimarães MD. Cad Saúde Pública 2000 - PCP em G2: falta de aderência e/ou falha terapêutica Barbosa AN, 2011
  18. 18. Discussão Ocorrência de PCP como 1ª IO - G1 > G2 (75% vs 25%, p< 0,001) - concordância com estudos internacionais ASD.2004; Palella FJ, et al. N Engl J Med 1998 - países sem ARVs, alta incidência (~70%) Fisk DT, et al. Clin Infect Dis 2003 - PCP mantém-se como IO mais freqüente, apesar da queda Barbosa AN, 2011
  19. 19. Discussão Contagem de linfócitos T CD4+ - PCP + < PCP - (117,6 vs 325,5, p = 0,001) - explica, em parte, PCP > G1/G2 - maior fator de risco para PCP: CD4+ < 200 Phair J, et al. N Engl J Med 1990 Barbosa AN, 2011
  20. 20. Discussão Redução temporal de PCP após 1996 - tendência de redução linear entre 1992-2002. - concordância com estudos nacionais e internacionais Guimarães MD. Cad Saúde Pública 2000; EuroSIDA 2000; ASD 2004 - uso da terapia anti-retroviral combinada e potente - busca de atendimento mais precocemente - aumento no uso de esquemas profiláticos Barbosa AN, 2011
  21. 21. Considerações Finais - Uso da terapia anti-retroviral combinada e potente relacionou-se com queda na ocorrência de PCP - A ocorrência de PCP relacionou-se com dosagens menores de linfócitos T CD4+ - Houve redução temporal da ocorrência de PCP no período estudado. Barbosa AN, 2011
  22. 22. SAE/Hospital Dia "Domingos Alves Meira" Medicina Unesp - Botucatu

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