HENRI   WALLON Wallon: Psicogênise da Pessoa Completa A gênese da inteligência para Wallon é biológica e social, ou seja, o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura. Nesse sentido, a teoria do desenvolvimento cognitivo de Wallon é centrada na psicogênese da pessoa completa.
HENRI   WALLON É por meio da emoção que se estabelecem as relações entre o organismo e o meio. A teoria Walloniana postula que o componente orgânico depende do meio social para ser atendido em suas necessidades de sobrevivência. Para Wallon, a emoção é orgânica, significa que é a primeira manifestação do psiquismo, que vai realizar “a transição entre o estado orgânico do ser e a sua etapa cognitiva, racional, que só pode ser atingida através da mediação cultural, isto é social”
HENRI   WALLON Piaget traça a biografia da inteligência Wallon realiza uma psicogênese da pessoa Os dois utilizavam a análise genética para a compreensão dos processos psíquicos . Piaget analisa a gênese da lógica, ao passo que Wallon analisa a gênese do homem em suas relações iniciais com outros homens.
HENRI   WALLON Wallon foi contemporâneo de Sigmund Freud (18561939), de Jean Piaget (18961980) e de Lev Vygotsky (18961934). Para ele, o desenvolvimento infantil fazia parte de um contexto em que as relações interpessoais, históricas e culturais eram privilegiadas. Henri Wallon define o ser humano como uma pessoa geneticamente social, dizendo: “ Jamais pude dissociar o biológico do social, não porque os creia redutíveis entre si, mas porque, no homem, eles me parecem tão estreitamente complementares, desde o nascimento, que a vida psíquica só pode ser encarada tendo em vista suas relações recíprocas”. (WALLON, apud Werebe & NadelBrulfert, 1986, p.8)
HENRI   WALLON Biografia Nasceu em 1879 na França. Viveu toda sua vida em Paris. E morreu em 1962. Antes de chegar a Psicologia e à Educação, passou pela Filosofia e pela Medicina.
HENRI   WALLON Atuou como médico em instituições psiquiátricas até 1931, atendendo crianças com deficiências neurológicas e distúrbios de comportamento. Ele via e escola como um contexto privilegiado para o estudo da criança. Acreditava que a Pedagogia oferecia campos de observação à Psicologia e questões para investigação.
HENRI   WALLON O projeto teórico de Wallon, em sua vertente de psicólogo, é a psicogênese da pessoa, isto é, estudar a gênese dos processos que constituem o psiquismo humano . Por meio do estudo da criança, concentrou seus estudos nas fases iniciais da infância, a intenção é compreender como vai se embricando, articulando, a complexidade de campos e fatores que constitui o psiquismo humano, tendo ressalvado seu limite, que é estudar o campo da consciência.
HENRI   WALLON Considerava que a escola deveria perceber a criança como um ser total, concreto e ativo e de manter-se em contato com o meio social. Estágios do Desenvolvimento Mental 1º Estágio: impulsivo-emocional (1º ano de vida) Ocorre no 1° ano de vida. A predominância da afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas, as quais intermediam sua relação com o mundo físico;
HENRI   WALLON Impulsividade motora; Atividade monopolizada pelas necessidades fisiológicas; A impulsividade vai se transformando em expressividade e forma de comunicação com o outro; Estabelecimento de relações entre suas manifestações e as reações do meio humano; Emoção como instrumento de interação.
HENRI   WALLON 2º Estágio -Sensório-motor e projetivo : vai até os 3 anos.  A aquisição da marcha e da preensão dão à criança maior autonomia na manipulação de objetos e na exploração dos espaços. Ocorre o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. O termo projetivo refere-se ao fato da ação do pensamento precisar dos gestos para se exteriorizar. O ato mental "projeta-se" em atos motores.
HENRI   WALLON 3º Estágio - Personalismo : dos 3 aos 6 anos.  Desenvolve-se a construção da consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças pelas pessoas; Construção da consciência de si pela interação social (é a diferenciação psíquica da criança em relação ao outro); Necessidade de manifestação expressiva (espaço e permissão para a ação); A criança já se auto denomina “eu”, “mim”; Marcada por 3 fases: Oposição - A criança precisa se opor ao outro para demarcar seu espaço, em busca da afirmação de si. Sedução - criança sente necessidade de ser admirada Imitação - criança busca incorporar o outro imitando-o
HENRI   WALLON 4º Estágio - Categorial :  (6-11/12 anos) cognitivo – construção do real Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e conquista do mundo exterior; Pensamento pré-categorial até os 9-10 anos; Superação gradual do sincretismo do pensamento; Capacidade de autodisciplina mental (atenção); Inteligência discursica (pensamento por pares); A formação de categorias intelectuais possibilita à criança a identificação, a análise, a definição e a classificação dos objetos ou acontecimentos . Aquisição da capacidade conceitual.
HENRI   WALLON 5º Estágio - Predominância funcional :  Adolescência (11-12 anos) afetivo – construção de si Ocorrência de modificações fisiológicas impostas pelo amadurecimento sexual; Necessidade de reorganização do esquema corporal; Nova definição dos contornos da personalidade; Envolve questões pessoais, morais e existenciais.
HENRI   WALLON A Emoção na teoria de Wallon  A afetividade precede nitidamente o aparecimento das condutas cognitivas e as possibilita, daí a afirmação de que estimular a afetividade é nutrir a inteligência; A emoção, tipo particular de manifestação afetiva, é o primeiro recurso de que o ser humano dispõe para comunicar-se e interagir com o outro; As emoções são expressivas e contagiosas; As emoções são antagônicas às atividades reflexivas: “A razão nasce da emoção e sobrevive de sua morte”
HENRI   WALLON O Movimento na teoria de Wallon  As necessidades cinéticas, de movimento, e as necessidades posturais são imprescindíveis ao desenvolvimento infantil; “ Quem sustenta o pensamento no início é a motricidade, que será depois inibida por ele.” (DANTAS, 1990); A redução da motricidade exterior e o progressivo ajustamento do movimento ao mundo físico está ligada, também, à possibilidade de controle voluntário sobre o ato motor. O controle da criança sobre suas próprias ações, o que Wallon denominou de “autodisciplinas mentais”, é um processo lento e gradual que depende de fatores orgânicos e sociais.
HENRI   WALLON  Contribuições da teoria de Wallon na Educação   O meio, que inclui os objetos físicos e as relações humanas, é de extrema importância para o desenvolvimento da pessoa. Neste sentido, é de fundamental importância que o ambiente físico das instituições de Educação Infantil seja planejado e estruturado de acordo com as características e possibilidades das crianças; O papel do outro na construção do conhecimento é indiscutível. Dessa forma, as interações da criança com a professora e com as outras crianças tornam-se condição para a construção não só de conhecimentos, mas da sua personalidade como um todo.
HENRI   WALLON O professor deixa de ser o agente exclusivo de informação e formação das crianças, uma vez que a interação com as outras crianças também assume um papel fundamental no desenvolvimento e aprendizagem de cada uma delas. Seu papel, contudo, é de extrema importância já que é ele quem irá possibilitar e mediar as interações das crianças entre si e delas com os objetos de conhecimento; A prática pedagógica precisa ser pautada nas necessidades das crianças como um todo e promover o seu desenvolvimento em todos os aspectos: afetivo, cognitivo e motor.
HENRI   WALLON O movimento é imprescindível ao desenvolvimento da criança. Dessa forma, as  instituições de Educação Infantil devem prever espaços onde elas possam realizar movimentos amplos como correr, pular, rolar… e as professoras devem ser flexíveis em relação à disciplina motora não exigindo, por exemplo, que as crianças permaneçam muito tempo na mesma posição; A brincadeira também assume um lugar essencial no desenvolvimento da criança e, dessa forma,  as professoras precisam programar atividades em que elas possam usufruir desses espaços e prever  tempo suficiente para que as brincadeiras surjam, se desenvolvam e se encerrem;
HENRI   WALLON  A emoção ocupa um lugar privilegiado no desenvolvimento do sujeito, em especial da criança pequena e, portanto, verifica-se a necessidade de uma boa relação afetiva entre a professora e a criança no contexto da Educação Infantil; Os conflitos, crises e contradições são pontos fecundos para a compreensão da pessoa humana. Sabendo da importância e necessidade das condutas de oposição da criança em relação ao outro para o processo de construção de sua personalidade a professora pode atribuir um valor positivo ao conflito e procurar estratégias pedagógicas para contornar as situações que envolvem maior descontrole emocional.

Wallon - aula de psicologia

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    HENRI WALLON Wallon: Psicogênise da Pessoa Completa A gênese da inteligência para Wallon é biológica e social, ou seja, o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura. Nesse sentido, a teoria do desenvolvimento cognitivo de Wallon é centrada na psicogênese da pessoa completa.
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    HENRI WALLON É por meio da emoção que se estabelecem as relações entre o organismo e o meio. A teoria Walloniana postula que o componente orgânico depende do meio social para ser atendido em suas necessidades de sobrevivência. Para Wallon, a emoção é orgânica, significa que é a primeira manifestação do psiquismo, que vai realizar “a transição entre o estado orgânico do ser e a sua etapa cognitiva, racional, que só pode ser atingida através da mediação cultural, isto é social”
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    HENRI WALLON Piaget traça a biografia da inteligência Wallon realiza uma psicogênese da pessoa Os dois utilizavam a análise genética para a compreensão dos processos psíquicos . Piaget analisa a gênese da lógica, ao passo que Wallon analisa a gênese do homem em suas relações iniciais com outros homens.
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    HENRI WALLON Wallon foi contemporâneo de Sigmund Freud (18561939), de Jean Piaget (18961980) e de Lev Vygotsky (18961934). Para ele, o desenvolvimento infantil fazia parte de um contexto em que as relações interpessoais, históricas e culturais eram privilegiadas. Henri Wallon define o ser humano como uma pessoa geneticamente social, dizendo: “ Jamais pude dissociar o biológico do social, não porque os creia redutíveis entre si, mas porque, no homem, eles me parecem tão estreitamente complementares, desde o nascimento, que a vida psíquica só pode ser encarada tendo em vista suas relações recíprocas”. (WALLON, apud Werebe & NadelBrulfert, 1986, p.8)
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    HENRI WALLON Biografia Nasceu em 1879 na França. Viveu toda sua vida em Paris. E morreu em 1962. Antes de chegar a Psicologia e à Educação, passou pela Filosofia e pela Medicina.
  • 6.
    HENRI WALLON Atuou como médico em instituições psiquiátricas até 1931, atendendo crianças com deficiências neurológicas e distúrbios de comportamento. Ele via e escola como um contexto privilegiado para o estudo da criança. Acreditava que a Pedagogia oferecia campos de observação à Psicologia e questões para investigação.
  • 7.
    HENRI WALLON O projeto teórico de Wallon, em sua vertente de psicólogo, é a psicogênese da pessoa, isto é, estudar a gênese dos processos que constituem o psiquismo humano . Por meio do estudo da criança, concentrou seus estudos nas fases iniciais da infância, a intenção é compreender como vai se embricando, articulando, a complexidade de campos e fatores que constitui o psiquismo humano, tendo ressalvado seu limite, que é estudar o campo da consciência.
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    HENRI WALLON Considerava que a escola deveria perceber a criança como um ser total, concreto e ativo e de manter-se em contato com o meio social. Estágios do Desenvolvimento Mental 1º Estágio: impulsivo-emocional (1º ano de vida) Ocorre no 1° ano de vida. A predominância da afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas, as quais intermediam sua relação com o mundo físico;
  • 9.
    HENRI WALLON Impulsividade motora; Atividade monopolizada pelas necessidades fisiológicas; A impulsividade vai se transformando em expressividade e forma de comunicação com o outro; Estabelecimento de relações entre suas manifestações e as reações do meio humano; Emoção como instrumento de interação.
  • 10.
    HENRI WALLON 2º Estágio -Sensório-motor e projetivo : vai até os 3 anos. A aquisição da marcha e da preensão dão à criança maior autonomia na manipulação de objetos e na exploração dos espaços. Ocorre o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. O termo projetivo refere-se ao fato da ação do pensamento precisar dos gestos para se exteriorizar. O ato mental "projeta-se" em atos motores.
  • 11.
    HENRI WALLON 3º Estágio - Personalismo : dos 3 aos 6 anos. Desenvolve-se a construção da consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças pelas pessoas; Construção da consciência de si pela interação social (é a diferenciação psíquica da criança em relação ao outro); Necessidade de manifestação expressiva (espaço e permissão para a ação); A criança já se auto denomina “eu”, “mim”; Marcada por 3 fases: Oposição - A criança precisa se opor ao outro para demarcar seu espaço, em busca da afirmação de si. Sedução - criança sente necessidade de ser admirada Imitação - criança busca incorporar o outro imitando-o
  • 12.
    HENRI WALLON 4º Estágio - Categorial : (6-11/12 anos) cognitivo – construção do real Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e conquista do mundo exterior; Pensamento pré-categorial até os 9-10 anos; Superação gradual do sincretismo do pensamento; Capacidade de autodisciplina mental (atenção); Inteligência discursica (pensamento por pares); A formação de categorias intelectuais possibilita à criança a identificação, a análise, a definição e a classificação dos objetos ou acontecimentos . Aquisição da capacidade conceitual.
  • 13.
    HENRI WALLON 5º Estágio - Predominância funcional : Adolescência (11-12 anos) afetivo – construção de si Ocorrência de modificações fisiológicas impostas pelo amadurecimento sexual; Necessidade de reorganização do esquema corporal; Nova definição dos contornos da personalidade; Envolve questões pessoais, morais e existenciais.
  • 14.
    HENRI WALLON A Emoção na teoria de Wallon A afetividade precede nitidamente o aparecimento das condutas cognitivas e as possibilita, daí a afirmação de que estimular a afetividade é nutrir a inteligência; A emoção, tipo particular de manifestação afetiva, é o primeiro recurso de que o ser humano dispõe para comunicar-se e interagir com o outro; As emoções são expressivas e contagiosas; As emoções são antagônicas às atividades reflexivas: “A razão nasce da emoção e sobrevive de sua morte”
  • 15.
    HENRI WALLON O Movimento na teoria de Wallon As necessidades cinéticas, de movimento, e as necessidades posturais são imprescindíveis ao desenvolvimento infantil; “ Quem sustenta o pensamento no início é a motricidade, que será depois inibida por ele.” (DANTAS, 1990); A redução da motricidade exterior e o progressivo ajustamento do movimento ao mundo físico está ligada, também, à possibilidade de controle voluntário sobre o ato motor. O controle da criança sobre suas próprias ações, o que Wallon denominou de “autodisciplinas mentais”, é um processo lento e gradual que depende de fatores orgânicos e sociais.
  • 16.
    HENRI WALLON Contribuições da teoria de Wallon na Educação O meio, que inclui os objetos físicos e as relações humanas, é de extrema importância para o desenvolvimento da pessoa. Neste sentido, é de fundamental importância que o ambiente físico das instituições de Educação Infantil seja planejado e estruturado de acordo com as características e possibilidades das crianças; O papel do outro na construção do conhecimento é indiscutível. Dessa forma, as interações da criança com a professora e com as outras crianças tornam-se condição para a construção não só de conhecimentos, mas da sua personalidade como um todo.
  • 17.
    HENRI WALLON O professor deixa de ser o agente exclusivo de informação e formação das crianças, uma vez que a interação com as outras crianças também assume um papel fundamental no desenvolvimento e aprendizagem de cada uma delas. Seu papel, contudo, é de extrema importância já que é ele quem irá possibilitar e mediar as interações das crianças entre si e delas com os objetos de conhecimento; A prática pedagógica precisa ser pautada nas necessidades das crianças como um todo e promover o seu desenvolvimento em todos os aspectos: afetivo, cognitivo e motor.
  • 18.
    HENRI WALLON O movimento é imprescindível ao desenvolvimento da criança. Dessa forma, as instituições de Educação Infantil devem prever espaços onde elas possam realizar movimentos amplos como correr, pular, rolar… e as professoras devem ser flexíveis em relação à disciplina motora não exigindo, por exemplo, que as crianças permaneçam muito tempo na mesma posição; A brincadeira também assume um lugar essencial no desenvolvimento da criança e, dessa forma, as professoras precisam programar atividades em que elas possam usufruir desses espaços e prever tempo suficiente para que as brincadeiras surjam, se desenvolvam e se encerrem;
  • 19.
    HENRI WALLON A emoção ocupa um lugar privilegiado no desenvolvimento do sujeito, em especial da criança pequena e, portanto, verifica-se a necessidade de uma boa relação afetiva entre a professora e a criança no contexto da Educação Infantil; Os conflitos, crises e contradições são pontos fecundos para a compreensão da pessoa humana. Sabendo da importância e necessidade das condutas de oposição da criança em relação ao outro para o processo de construção de sua personalidade a professora pode atribuir um valor positivo ao conflito e procurar estratégias pedagógicas para contornar as situações que envolvem maior descontrole emocional.