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Reprodução Artificial de Peixes
(Visita Técnica a Estação de
Piscicultura da CODEVASF)
Bruno Djvan
Henrique Bernardino
Norislania Lopes
Rodrigo Moura
Peixes
• Todos os peixes são animais dependentes do
meio aquático, locomovem-se batendo a
cauda e respiram por meio de brânquia (órgão
através do qual respira).
• São classificados em três grandes grupos:
Peixes sem mandíbula (lampréias)
Peixes cartilaginosos (tubarões e
raias)
Peixes ósseos (lambari, tilápia,
dourado, salmão, enguia, pescada,
peixe-palhaço, kingyo, etc).
Várias espécies são de interesse da:
• Aquacultura (que visa a produção de carne)
• Aquariofilia (criação ornamental).
Reprodução de Peixes
Do ponto de vista da reprodução, por
causa da variação na forma de
nascimento dos filhotes os peixes são
classificados em:
• Ovíparos
• Vivíparos
• ovovivíparos
• Ovíparos: os filhotes se desenvolvem fora do
corpo da mãe, dentro do ovo que contem os
nutrientes necessários. Mais de 90% dos
peixes pertencem a essa categoria.
• Vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro
do corpo da mãe recebendo diretamente dela
os nutrientes necessários. por exemplo, os
Platis, Lebistes, molinésias entre outros.
• Ovovivíparos: ocorre uma combinação das
duas formas, isto é, os filhotes se
desenvolvem dentro do ovo e dentro do corpo
da mãe. Na hora do nascimento, os filhotes
saem do ovo já aptos para comer pequenos
alimentos, peixes desta categoria: Caracídeos,
alguns Ciclideos, Acarás, etc.
A fertilização do óvulo pode ser
externa ou interna
• A maioria dos peixes ósseos apresenta
fecundação externa: a fêmea e o macho
liberam seus gametas na água. Após a
fecundação do óvulo por um espermatozóide,
forma-se o zigoto. Em muitas espécies de
peixes ósseos, o desenvolvimento é indireto,
com larvas chamadas alevinos.
• Nos peixes cartilaginosos, a fecundação é
geralmente interna: o macho introduz seus
espermatozóides no corpo da fêmea, onde os
óvulos são fecundados.
• O desenvolvimento é direto: os ovos dão
origem a filhotes que já nascem com o
aspecto geral de um adulto, apenas menores.
Como ocorre a transformação de ovo
em outro peixe?
• Com a fertilização, temos uma nova célula
chamada ovo ou zigoto possuindo a metade
das informações vindas do pai e outra
metade, da mãe.
• O zigoto começa, então a se dividir e dividir
até formar o embrião que continuará o seu
desenvolvimento até o nascimento. O
desenvolvimento embrionário requer muita
energia o que é providenciado pelo vitelo,
alimento previamente armazenado dentro do
óvulo.
• Nos peixes, o embrião transforma-se em larva
e, finalmente, nasce.
• A fase de desenvolvimento do ovo até a forma
de larva (peixe jovem que nada e procura de
comida) chama-se incubação. Esse período é
muito delicado e arriscado para a
sobrevivência das larvas.
As fotos mostram a seqüencia de
desenvolvimento embrionário de uma
tainha (Mugil cephalus).
A) Um ovo, 4 horas após a fertilização; B) 24 horas depois; C) Antes
do nascimento; D) larva recém-nascida com o saco vitelínico
Afinal, quem são os machos e fêmeas
de uma espécie?
• Os cientistas chamam de fêmeas os indivíduos
que possuem ovários (produtores de óvulos) e
de machos os que possuem testículos
(produtores de espermatozóides).
• Quando o espermatozóide encontra o óvulo,
ambos se juntam ocorrendo a fertilização,
momento muito especial da atividade
reprodutiva.
• Numa espécie em que machos e fêmeas são
indivíduos distintos, ambos precisam se
encontrar para que a fertilização ocorra.
O peixe que muda de sexo. Hã?
• É isso mesmo!
• Entre os peixes há várias espécies que mudam
de sexo. Entre eles está o peixe-
palhaço(Amphiprion ocellaris) que se tornou
uma celebridade por causa do desenho
animado "A procura de Nemo".
• O peixe-palhaço vive associado à anêmona-
do-mar, um animal que é invertebrado mas
lembra uma flor.
• As anêmonas capturam as suas presas usando
um potente veneno para atordoá-las mas os
peixes-palhaços são imunes a ele. Quando
chega a época de acasalamento, o casal de
peixe-palhaço reproduz-se na lua cheia.
• A desova ocorre sobre uma rocha, bem
pertinho de uma anêmona e, quem cuida dos
ovos e dos peixinhos que nascerem, é o pai.
Acontece que toda prole é masculina!
Hã? Não nascem fêmeas?
• Calma, os machos transformam-se em fêmeas
mais tarde.
• O peixe palhaço nasce macho e, se não houver
fêmeas por perto, um deles transforma-se em
numa fêmea para que a reprodução possa
continuar!
• Os indivíduos que possuem os dois sexos são
chamados de hermafroditas. Isso pode
acontecer ao mesmo tempo (como nas
minhocas) ou um depois do outro, como no
peixe-palhaço.
Reprodução Artificial de Peixes
“Piscicultura”
Piscicultura
• A piscicultura trata do cultivo de
peixes .O cultivo envolve instalações
naturais ou artificiais, alimentação e
manejo com vistas a aumentar a
produção de peixes.
• As primeiras informações sobre criação de
peixes ocorreram na China cerca de 2000 aC.
• No final do século XX aumentaram muito as
informações sobre a criação de peixes,
particularmente no que se refere à
reprodução e alimentação para se obter
crescimento eficiente.
• Nos sistemas de cultivo atuais, em várias
partes do mundo, tem-se o domínio em nível
genético e controle total do ambiente de
confinamento dos peixes.
• No Brasil ainda estar iniciando o processo de
melhoramento genético para algumas
espécies, mas ainda vai demorar um pouco
para atingirmos o controle desejado
• Para que uma espécie possa ser utilizada em
cultivo, elas devem apresentar algumas
características básicas, como por exemplo:
• Adaptação ao clima dos locais de cultivo;
• Crescimento rápido;
• Hábitos alimentares de preferência onívoros
(se alimentam de tudo);
• Resistência a elevadas densidades de cultivo;
• Aceitação pelo mercado consumidor.
FASES DA PISCICULTURA
• As fases de vida dos peixes podem ser
divididas basicamente assim: ovo, larva, pós-
larva, alevino, juvenil, matriz ou reprodutor.
• Como a diferença de tamanho e
comportamento entre tais fases é bastante
grande, torna-se necessário adequar o trato,
bem como as unidades de produção,
instrumentos e utensílios, naquilo que
chamamos fases da piscicultura.
Por exemplo, podemos separar as
fases da piscicultura em quatro:
• 1 - Fase de reprodução: manejo de matrizes e
reprodutores nos viveiros externos, em
tanques-redes temporários no rio ou nos
tanques de reprodução do laboratório;
• 2 - Fase de incubação: manejo de ovos e larvas
em incubadoras especiais;
• 3 - Fase de alevinagem: formação de alevinos
(até cerca de 5 cm) em tanques internos,
viveiros-berçários externos ou viveiros-
barragens;
• 4- Fase de engorda: produção de peixes
juvenis para o abate (até cerca de 25 cm) em
viveiros-barragens familiares.
Ciclo de produção de alimentos
naturais
• Um viveiro de piscicultura é um ambiente que
serve de habitat para vários organismos
aquáticos. Dependendo da parte (superfície,
meio, fundo) da massa líquida onde esses
organismos habitam, são classificados como:
• Macrófitas: são os vegetais superiores, que
vivem submersos ou flutuando na água, como
por exemplo, os aguapés e as aeloidias;
• Neustons: refere-se a organismos, como
pequenos insetos, que se movimentam sobre
a superfície da água;
• Bentos: é a denominação dada aos vermes e
a formas jovens de insetos que habitam o
fundo dos viveiros e que se alimentam
principalmente de matéria orgânica;
• Néctons: são aqueles organismos que nadam
ativamente na massa d’água;
• Plânctons: são organismos muito pequenos, que
habitam a parte superior da massa d’água, vivendo à
deriva.
Sistemas de produção
Sistema extensivo
Consiste em colocar os peixes juvenis em lagos ou
represas,onde permanecerão até o momento de
serem capturados. Apresenta as principais
características:
• Não há fornecimento de ração aos peixes;
• Não há adoção de um manejo adequado;
• Apresenta baixa produtividade, geralmente, em
torno de dois a três mil quilos por hectare de
área alagada por ano;
• Utiliza a técnica do policultivo, geralmente,
permitindo que várias espécies sejam cultivadas
ao mesmo tempo, como por exemplo:
• Tilápias; surubim; carpas; pacu ; tambaqui;
tambacu; matrinchã; curimbatá; e piau.
Sistema semi-intensivo
• É um sistema praticado em lagos ou represas e
apresenta as seguintes características:
• Há fornecimento de alimento para os peixes,
sendo parte desse alimento constituído por
rações e parte por restos de alimentos ou dejetos
de animais, como de suínos, desde a fase juvenil
até alcançarem o ponto de comercialização;
• É um sistema utilizado como atividade secundária
da fazenda;
• Apresenta produtividade em torno de cinco mil
quilos por hectare de área alagada por ano;
• É um sistema adequado para o produtor que
pretende fazer o policultivo, com o objetivo de
fornecer peixes aos pesque-pagues ou para o
comércio de peixes abatidos em menor escala.
Sistema intensivo
• A finalidade desse sistema é obter alta
produtividade e, por isso, deve ser feito em
viveiros, podendo ser adotado como uma das
principais atividades da propriedade.
• Aqui, as fases de recria e de engorda são bem
definidas, as quais poderão ser realizadas em
conjunto na própria piscicultura.
• As pisciculturas que adotam esse sistema têm como
principal objetivo atender a mercados consumidores
de peixes abatidos.
• Por essa razão, o sistema intensivo é recomendado
para o monocultivo, ou seja, o cultivo de uma só
espécie em cada viveiro.
• Nesse sistema, utilizam-se espécies que permitem
ser cultivadas com maiores densidades de peixes,
sendo as tilápias, vermelhas ou tailandesas.
Sistema superintensivo
• Trata-se de um sistema que possui as mesmas
características do intensivo, porém permite que se
utilize densidade de povoamento ainda maiores.
• Viveiros circulares;
• Tanques-rede;
• Raceway’s (se baseia no princípio da alta troca
de água dos tanques);
• Canais de concreto, construídos para conduzir
água de irrigação.
• Comparado com os demais sistemas de produção,
o superintensivo apresenta maior custo de
implantação, porém permite obter produtividades
bem maiores.
• Aqui, a exemplo do que é feito no sistema
intensivo, é muito importante fazer
um acompanhamento adequado da alimentação
dos peixes e da qualidade da água para evitar
queda de produtividade.
Reprodução Induzida em Peixes -
Hipofisação
• A técnica da reprodução induzida, conhecida
como hipofisação, que consiste na injeção de
extrato de hipófise para induzir a desova, foi
elaborada em 1934, por Rodolpho Von
Ihering.
• Aplicando extrato de hipófise de outros peixes
no curimatã (Prochilodus argenteus) (SALLUN,
2002), este zoólogo e biólogo brasileiro é
considerado o pai da piscicultura no Brasil.
• É denominada uma técnica usada na reprodução
artificial de peixes que visa a otimização da
produção de peixes em escala comercial.
• Além disso, a técnica garante uma maior taxa de
sobrevivência, quando comparadas com as
condições naturais na qual os peixes se
reproduzem.
• A técnica é baseada na desova por indução em
peixes migradores, a partir da aplicação de
hormônios naturais presentes na hipófise de
peixes maduros.
• Fatores ambientais estimulam o hipotálamo a
secretar hormônio liberador de gonadotrofina,
o qual estimula a hipófise a secretar hormônios
gonadotrópicos que atuarão nas gônadas, de
modo a secretarem os hormônios sexuais e,
assim, provocarem a maturação final e a
liberação dos gametas.
• Na fase final da gametogênese masculina, o
espermatozoide flagelado é liberado no ducto
espermático e ocorre a hidratação dos
testículos e consequente espermiação no
período reprodutivo por ação dos hormônios
sexuais.
• Quando esses animais estão em condições de
cativeiro, não ocorre a migração e, muitas
vezes, as condições ambientais não são
favoráveis à reprodução.
• Portanto, a ação da indução hormonal da
reprodução ocorre na fase final da
gametogênese nos machos e nas fêmeas,
quando os animais já têm formado os
gametas, sem, entretanto, haver estímulos
naturais para a liberação.
Hormônios utilizados na reprodução
artificial de peixes no Brasil
• Atualmente, na maioria dos laboratórios de
reprodução de espécies migradoras, utiliza-se
como protocolo padrão a aplicação de EBHC.
• O EBHC atua diretamente nas gônadas por
meio das gonadotropinas, induzindo a
maturação final de ovócitos e a liberação dos
espermatozoides, sem qualquer influência na
produção inicial desses gametas.
• Nas fêmeas, o EBHC induz a maturação final
dos ovócitos, fazendo com que a vesícula
germinativa ou núcleo migre para a periferia
do ovócito até a desintegração total (Vazzoler,
1996).
• Nos machos, o EBHC aumenta o plasma
seminal mediante a hidratação testicular,
facilitando a extrusão dos espermatozoides.
• Tratar de um produto que atua diretamente e
de forma eficiente nas gônadas, suprindo a
quantidade de gonadotropina ausente pelas
condições de cativeiro, é ainda o mais
indicado para a reprodução de peixes
migradores.
Vantagens
• Fatores ambientais externos não influenciam
na criação;
• Possibilidade de padronização do estro
• Aumenta a capacidade fertilização de um
ejaculato;
• Aumento da taxa de sobrevivência dos
alevinos;
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Limitações
• Necessita pessoas capacitadas;
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Reprodução Artificial de Peixes

  • 1. Reprodução Artificial de Peixes (Visita Técnica a Estação de Piscicultura da CODEVASF) Bruno Djvan Henrique Bernardino Norislania Lopes Rodrigo Moura
  • 3. • Todos os peixes são animais dependentes do meio aquático, locomovem-se batendo a cauda e respiram por meio de brânquia (órgão através do qual respira). • São classificados em três grandes grupos:
  • 4. Peixes sem mandíbula (lampréias)
  • 6. Peixes ósseos (lambari, tilápia, dourado, salmão, enguia, pescada, peixe-palhaço, kingyo, etc).
  • 7. Várias espécies são de interesse da: • Aquacultura (que visa a produção de carne) • Aquariofilia (criação ornamental).
  • 9. Do ponto de vista da reprodução, por causa da variação na forma de nascimento dos filhotes os peixes são classificados em: • Ovíparos • Vivíparos • ovovivíparos
  • 10. • Ovíparos: os filhotes se desenvolvem fora do corpo da mãe, dentro do ovo que contem os nutrientes necessários. Mais de 90% dos peixes pertencem a essa categoria.
  • 11. • Vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe recebendo diretamente dela os nutrientes necessários. por exemplo, os Platis, Lebistes, molinésias entre outros.
  • 12. • Ovovivíparos: ocorre uma combinação das duas formas, isto é, os filhotes se desenvolvem dentro do ovo e dentro do corpo da mãe. Na hora do nascimento, os filhotes saem do ovo já aptos para comer pequenos alimentos, peixes desta categoria: Caracídeos, alguns Ciclideos, Acarás, etc.
  • 13. A fertilização do óvulo pode ser externa ou interna • A maioria dos peixes ósseos apresenta fecundação externa: a fêmea e o macho liberam seus gametas na água. Após a fecundação do óvulo por um espermatozóide, forma-se o zigoto. Em muitas espécies de peixes ósseos, o desenvolvimento é indireto, com larvas chamadas alevinos.
  • 14. • Nos peixes cartilaginosos, a fecundação é geralmente interna: o macho introduz seus espermatozóides no corpo da fêmea, onde os óvulos são fecundados. • O desenvolvimento é direto: os ovos dão origem a filhotes que já nascem com o aspecto geral de um adulto, apenas menores.
  • 15. Como ocorre a transformação de ovo em outro peixe?
  • 16. • Com a fertilização, temos uma nova célula chamada ovo ou zigoto possuindo a metade das informações vindas do pai e outra metade, da mãe.
  • 17. • O zigoto começa, então a se dividir e dividir até formar o embrião que continuará o seu desenvolvimento até o nascimento. O desenvolvimento embrionário requer muita energia o que é providenciado pelo vitelo, alimento previamente armazenado dentro do óvulo.
  • 18. • Nos peixes, o embrião transforma-se em larva e, finalmente, nasce. • A fase de desenvolvimento do ovo até a forma de larva (peixe jovem que nada e procura de comida) chama-se incubação. Esse período é muito delicado e arriscado para a sobrevivência das larvas.
  • 19. As fotos mostram a seqüencia de desenvolvimento embrionário de uma tainha (Mugil cephalus). A) Um ovo, 4 horas após a fertilização; B) 24 horas depois; C) Antes do nascimento; D) larva recém-nascida com o saco vitelínico
  • 20. Afinal, quem são os machos e fêmeas de uma espécie? • Os cientistas chamam de fêmeas os indivíduos que possuem ovários (produtores de óvulos) e de machos os que possuem testículos (produtores de espermatozóides).
  • 21. • Quando o espermatozóide encontra o óvulo, ambos se juntam ocorrendo a fertilização, momento muito especial da atividade reprodutiva. • Numa espécie em que machos e fêmeas são indivíduos distintos, ambos precisam se encontrar para que a fertilização ocorra.
  • 22. O peixe que muda de sexo. Hã?
  • 23. • É isso mesmo! • Entre os peixes há várias espécies que mudam de sexo. Entre eles está o peixe- palhaço(Amphiprion ocellaris) que se tornou uma celebridade por causa do desenho animado "A procura de Nemo".
  • 24. • O peixe-palhaço vive associado à anêmona- do-mar, um animal que é invertebrado mas lembra uma flor. • As anêmonas capturam as suas presas usando um potente veneno para atordoá-las mas os peixes-palhaços são imunes a ele. Quando chega a época de acasalamento, o casal de peixe-palhaço reproduz-se na lua cheia.
  • 25. • A desova ocorre sobre uma rocha, bem pertinho de uma anêmona e, quem cuida dos ovos e dos peixinhos que nascerem, é o pai.
  • 26. Acontece que toda prole é masculina! Hã? Não nascem fêmeas?
  • 27. • Calma, os machos transformam-se em fêmeas mais tarde. • O peixe palhaço nasce macho e, se não houver fêmeas por perto, um deles transforma-se em numa fêmea para que a reprodução possa continuar!
  • 28. • Os indivíduos que possuem os dois sexos são chamados de hermafroditas. Isso pode acontecer ao mesmo tempo (como nas minhocas) ou um depois do outro, como no peixe-palhaço.
  • 29. Reprodução Artificial de Peixes “Piscicultura”
  • 30. Piscicultura • A piscicultura trata do cultivo de peixes .O cultivo envolve instalações naturais ou artificiais, alimentação e manejo com vistas a aumentar a produção de peixes.
  • 31. • As primeiras informações sobre criação de peixes ocorreram na China cerca de 2000 aC. • No final do século XX aumentaram muito as informações sobre a criação de peixes, particularmente no que se refere à reprodução e alimentação para se obter crescimento eficiente.
  • 32. • Nos sistemas de cultivo atuais, em várias partes do mundo, tem-se o domínio em nível genético e controle total do ambiente de confinamento dos peixes.
  • 33. • No Brasil ainda estar iniciando o processo de melhoramento genético para algumas espécies, mas ainda vai demorar um pouco para atingirmos o controle desejado
  • 34. • Para que uma espécie possa ser utilizada em cultivo, elas devem apresentar algumas características básicas, como por exemplo:
  • 35. • Adaptação ao clima dos locais de cultivo; • Crescimento rápido; • Hábitos alimentares de preferência onívoros (se alimentam de tudo); • Resistência a elevadas densidades de cultivo; • Aceitação pelo mercado consumidor.
  • 36. FASES DA PISCICULTURA • As fases de vida dos peixes podem ser divididas basicamente assim: ovo, larva, pós- larva, alevino, juvenil, matriz ou reprodutor. • Como a diferença de tamanho e comportamento entre tais fases é bastante grande, torna-se necessário adequar o trato, bem como as unidades de produção, instrumentos e utensílios, naquilo que chamamos fases da piscicultura.
  • 37. Por exemplo, podemos separar as fases da piscicultura em quatro: • 1 - Fase de reprodução: manejo de matrizes e reprodutores nos viveiros externos, em tanques-redes temporários no rio ou nos tanques de reprodução do laboratório; • 2 - Fase de incubação: manejo de ovos e larvas em incubadoras especiais;
  • 38. • 3 - Fase de alevinagem: formação de alevinos (até cerca de 5 cm) em tanques internos, viveiros-berçários externos ou viveiros- barragens; • 4- Fase de engorda: produção de peixes juvenis para o abate (até cerca de 25 cm) em viveiros-barragens familiares.
  • 39. Ciclo de produção de alimentos naturais
  • 40. • Um viveiro de piscicultura é um ambiente que serve de habitat para vários organismos aquáticos. Dependendo da parte (superfície, meio, fundo) da massa líquida onde esses organismos habitam, são classificados como:
  • 41. • Macrófitas: são os vegetais superiores, que vivem submersos ou flutuando na água, como por exemplo, os aguapés e as aeloidias; • Neustons: refere-se a organismos, como pequenos insetos, que se movimentam sobre a superfície da água; • Bentos: é a denominação dada aos vermes e a formas jovens de insetos que habitam o fundo dos viveiros e que se alimentam principalmente de matéria orgânica;
  • 42. • Néctons: são aqueles organismos que nadam ativamente na massa d’água; • Plânctons: são organismos muito pequenos, que habitam a parte superior da massa d’água, vivendo à deriva.
  • 44. Sistema extensivo Consiste em colocar os peixes juvenis em lagos ou represas,onde permanecerão até o momento de serem capturados. Apresenta as principais características: • Não há fornecimento de ração aos peixes; • Não há adoção de um manejo adequado;
  • 45. • Apresenta baixa produtividade, geralmente, em torno de dois a três mil quilos por hectare de área alagada por ano; • Utiliza a técnica do policultivo, geralmente, permitindo que várias espécies sejam cultivadas ao mesmo tempo, como por exemplo: • Tilápias; surubim; carpas; pacu ; tambaqui; tambacu; matrinchã; curimbatá; e piau.
  • 46. Sistema semi-intensivo • É um sistema praticado em lagos ou represas e apresenta as seguintes características: • Há fornecimento de alimento para os peixes, sendo parte desse alimento constituído por rações e parte por restos de alimentos ou dejetos de animais, como de suínos, desde a fase juvenil até alcançarem o ponto de comercialização;
  • 47. • É um sistema utilizado como atividade secundária da fazenda; • Apresenta produtividade em torno de cinco mil quilos por hectare de área alagada por ano; • É um sistema adequado para o produtor que pretende fazer o policultivo, com o objetivo de fornecer peixes aos pesque-pagues ou para o comércio de peixes abatidos em menor escala.
  • 48. Sistema intensivo • A finalidade desse sistema é obter alta produtividade e, por isso, deve ser feito em viveiros, podendo ser adotado como uma das principais atividades da propriedade. • Aqui, as fases de recria e de engorda são bem definidas, as quais poderão ser realizadas em conjunto na própria piscicultura.
  • 49. • As pisciculturas que adotam esse sistema têm como principal objetivo atender a mercados consumidores de peixes abatidos. • Por essa razão, o sistema intensivo é recomendado para o monocultivo, ou seja, o cultivo de uma só espécie em cada viveiro. • Nesse sistema, utilizam-se espécies que permitem ser cultivadas com maiores densidades de peixes, sendo as tilápias, vermelhas ou tailandesas.
  • 50. Sistema superintensivo • Trata-se de um sistema que possui as mesmas características do intensivo, porém permite que se utilize densidade de povoamento ainda maiores.
  • 51. • Viveiros circulares; • Tanques-rede; • Raceway’s (se baseia no princípio da alta troca de água dos tanques); • Canais de concreto, construídos para conduzir água de irrigação.
  • 52. • Comparado com os demais sistemas de produção, o superintensivo apresenta maior custo de implantação, porém permite obter produtividades bem maiores. • Aqui, a exemplo do que é feito no sistema intensivo, é muito importante fazer um acompanhamento adequado da alimentação dos peixes e da qualidade da água para evitar queda de produtividade.
  • 53. Reprodução Induzida em Peixes - Hipofisação
  • 54. • A técnica da reprodução induzida, conhecida como hipofisação, que consiste na injeção de extrato de hipófise para induzir a desova, foi elaborada em 1934, por Rodolpho Von Ihering. • Aplicando extrato de hipófise de outros peixes no curimatã (Prochilodus argenteus) (SALLUN, 2002), este zoólogo e biólogo brasileiro é considerado o pai da piscicultura no Brasil.
  • 55. • É denominada uma técnica usada na reprodução artificial de peixes que visa a otimização da produção de peixes em escala comercial. • Além disso, a técnica garante uma maior taxa de sobrevivência, quando comparadas com as condições naturais na qual os peixes se reproduzem. • A técnica é baseada na desova por indução em peixes migradores, a partir da aplicação de hormônios naturais presentes na hipófise de peixes maduros.
  • 56. • Fatores ambientais estimulam o hipotálamo a secretar hormônio liberador de gonadotrofina, o qual estimula a hipófise a secretar hormônios gonadotrópicos que atuarão nas gônadas, de modo a secretarem os hormônios sexuais e, assim, provocarem a maturação final e a liberação dos gametas.
  • 57. • Na fase final da gametogênese masculina, o espermatozoide flagelado é liberado no ducto espermático e ocorre a hidratação dos testículos e consequente espermiação no período reprodutivo por ação dos hormônios sexuais.
  • 58. • Quando esses animais estão em condições de cativeiro, não ocorre a migração e, muitas vezes, as condições ambientais não são favoráveis à reprodução. • Portanto, a ação da indução hormonal da reprodução ocorre na fase final da gametogênese nos machos e nas fêmeas, quando os animais já têm formado os gametas, sem, entretanto, haver estímulos naturais para a liberação.
  • 59. Hormônios utilizados na reprodução artificial de peixes no Brasil
  • 60. • Atualmente, na maioria dos laboratórios de reprodução de espécies migradoras, utiliza-se como protocolo padrão a aplicação de EBHC. • O EBHC atua diretamente nas gônadas por meio das gonadotropinas, induzindo a maturação final de ovócitos e a liberação dos espermatozoides, sem qualquer influência na produção inicial desses gametas.
  • 61. • Nas fêmeas, o EBHC induz a maturação final dos ovócitos, fazendo com que a vesícula germinativa ou núcleo migre para a periferia do ovócito até a desintegração total (Vazzoler, 1996). • Nos machos, o EBHC aumenta o plasma seminal mediante a hidratação testicular, facilitando a extrusão dos espermatozoides.
  • 62. • Tratar de um produto que atua diretamente e de forma eficiente nas gônadas, suprindo a quantidade de gonadotropina ausente pelas condições de cativeiro, é ainda o mais indicado para a reprodução de peixes migradores.
  • 63. Vantagens • Fatores ambientais externos não influenciam na criação; • Possibilidade de padronização do estro • Aumenta a capacidade fertilização de um ejaculato; • Aumento da taxa de sobrevivência dos alevinos; • Possibilita a reprodução o ano inteiro.
  • 64. Limitações • Necessita pessoas capacitadas; • Maior investimento, maior custo operacional e risco econômico.