OBJECTIVO Distingue fordismo de Taylorismo
A mecanização substitui a produção artesanal. Produz-se em série, em grandes quantidades e a baixos custos para mercados distantes, em fábricas de grandes dimensões. A máquina é o centro do processo produtivo. O operário, e já não o artesão tem um trabalho repetitivo.
 
Frederick Winslow Taylor Henry Ford A nova organização do trabalho imposta pela fábrica também contribuiu muito para o grande crescimento industrial que se fez sentir nos inícios do séc. XX. Aproveitamento racional do trabalho foi a fórmula encontrada pelos economistas do capitalismo. Por  trabalho racionalizado entende-se o conjunto de práticas que levam à máxima rentabilização do esforço humano.  Foi este um dos grandes objectivos da concentração dos trabalhadores nas unidades fabris.
… tempo é dinheiro…
Aumento produção Importância do trabalhador Aumento produção Importância do trabalhador
“ À gerência é atribuída ... a função de reunir os conhecimentos tradicionais que no passado possuíram os trabalhadores e então classificá-los, tabulá-los, reduzí-los a normas e leis ou fórmulas, grandemente úteis ao operário para execução do seu trabalho diário.” Taylor “ Procurar 10 a 15 operários que sejam particularmente hábeis na execução do trabalho a  realizar. Definir   a série exacta de movimentos  essenciais que cada um dos operários tem de executar para levar a cabo o trabalho em análise , assim como os utensílios e materiais a empregar. Determinar com um cronómetro o tempo preciso para realizar cada um destes movimentos essenciais e escolher o modo mais simples de execução. Eliminar todos os movimentos mal concebidos , inúteis ou lentos. Depois da supressão de todos os movimentos inúteis , reunir numa sequência  os movimentos mais rápidos e os que permitam utilizar os utensílios mais adequados.” Taylor
carga física ritmo de trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
carga física ritmo de trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
O taylorismo O grande teórico do trabalho racionalizado foi Frederic Taylor (1856-1915), que analisou e contabilizou o tempo gasto pelos trabalhadores a executar determinadas tarefas rotineiras  e, impondo tempos cada vez mais apertados para a sua execução, chegou à conclusão de que para cada tarefa podia determinar-se um tempo estandardizado. A estandardização dos tempos de trabalho seria ainda mais rentável se o operário fosse limitado à execução de pequenas tarefas que, com a sua repetição, acabaria por desempenhar automaticamente, e sendo a tarefa tão simples, o operário podia ser substituído por outro a qualquer momento, pois não era necessária uma grande aprendizagem do ofício,. Num trabalho assim organizado, o salário era também rigorosamente calculado em função da produtividade de cada operário. Era a adaptação do Homem à máquina na sua plenitude – taylorismo, uma organização científica do trabalho.
Henry Ford implementou nas suas fábricas de automóveis um sistema de produção ( fordismo ) baseado na divisão do trabalho em tarefas simples e rápidas, executadas repetidamente pelos mesmos operários, evitando-se perdas de tempo. Ford aproveitou o modelo de Taylor que procurava aumentar a produtividade através da melhoria da eficácia produtiva . Frederick Winslow Taylor 1856 - 1915
Modelo T 1 de Outubro de 1908
Na produção em série, os modelos são uniformizados –  estandartização .
Para aumentar a produtividade, atribuíam-se prémios de produção aos operários.
“ Para certa classe de homens , o trabalho repetido, ou a reprodução contínua de uma operação idêntica, por processos que não variam nunca, constitui um espetáculo horrível.  A mim me causa horror . Por preço algum do mundo poderia fazer todos os dias as mesmas coisas.  Entretanto, atrevo-me a dizer que para a maioria, a repetição nada tem de desagradável .Para certos temperamentos, a obrigação de pensar é uma verdadeira tortura, porque o ideal consiste em operações que de modo algum exijam instinto criador.”  (Ford)
“ Os trabalhos mais fáceis foram por sua vez classificados, para verificar quais deles exigiam o uso completo das faculdades; comprovou-se então que 670 trabalhos podiam ser confiados a homens sem ambas as pernas; 237 requeriam o uso de uma só perna; em dois casos podia-se prescindir dos dois braços; em 715 casos, de um braço e em 10 casos a operação podia ser feita por um cego.”  (Ford)
 
 
Charlie Chaplin  satiriza este modelo no filme de 1936,  Tempos Modernos.
Fordismo: -A pensar numa produção em massa para um consumo em massa, os métodos de Taylor foram bem acolhidos pelas empresas e coube a Henry Ford, já nos inícios do séc. XX, dar-lhes um novo alento através da concepção da linha de montagem e respectiva instalação nas suas fábricas de automóveis, conseguindo um produto final que revolucionou o mercado de veículos motorizados, o popular modelo  Ford T . Tratava-se da instalação de um tapete rolante através do qual as peças chegavam ao operário, deixando este de se deslocar e de desperdiçar tempo a procurá-las. A linha de montagem constituiu outro momento-chave na vinculação do operário ao processo produtivo. Agora já não é apenas um acessório da máquina, é um elo de um processo produtivo ao qual está plena e absolutamente vinculado, sob pena de, na sua ausência, esse processo cessar com a paragem da linha de montagem. Este era o processo de produção em massa, o fordismo, que levou ao consumo em massa, devido à sua capacidade de produzir em enormes quantidades e à de baixar radicalmente os preços, tanto do próprio produto, como dos custos de produção
Desvantagens da linha de montagem Doenças profissionais (provocadas pela grande pressão imposta sobre os trabalhadores – stress – e por tarefas excessivamente repetitivas – tendinites, etc.) Subordinação dos trabalhadores à máquina; Proibição dos sindicatos (numa 1ª fase); Consumismo/degradação ambiental/ ”materialismo” Consequência:   deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que levou ao desrespeito do trabalhador como pessoa humana (despedimentos, etc.)
Vantagens da linha de montagem Aumento da produtividade – discriminação dos preços – consumo em massa; Aumento dos salários, em parte, dependentes da produtividade (remuneração à peça); Consequência:   deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que permite que qualquer pessoa, mesmo não qualificada, possa arranjar um emprego com um salário bom muito (tendo em conta a situação da época).

Racionalização

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    A mecanização substituia produção artesanal. Produz-se em série, em grandes quantidades e a baixos custos para mercados distantes, em fábricas de grandes dimensões. A máquina é o centro do processo produtivo. O operário, e já não o artesão tem um trabalho repetitivo.
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    Frederick Winslow TaylorHenry Ford A nova organização do trabalho imposta pela fábrica também contribuiu muito para o grande crescimento industrial que se fez sentir nos inícios do séc. XX. Aproveitamento racional do trabalho foi a fórmula encontrada pelos economistas do capitalismo. Por trabalho racionalizado entende-se o conjunto de práticas que levam à máxima rentabilização do esforço humano. Foi este um dos grandes objectivos da concentração dos trabalhadores nas unidades fabris.
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    … tempo édinheiro…
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    Aumento produção Importânciado trabalhador Aumento produção Importância do trabalhador
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    “ À gerênciaé atribuída ... a função de reunir os conhecimentos tradicionais que no passado possuíram os trabalhadores e então classificá-los, tabulá-los, reduzí-los a normas e leis ou fórmulas, grandemente úteis ao operário para execução do seu trabalho diário.” Taylor “ Procurar 10 a 15 operários que sejam particularmente hábeis na execução do trabalho a realizar. Definir a série exacta de movimentos essenciais que cada um dos operários tem de executar para levar a cabo o trabalho em análise , assim como os utensílios e materiais a empregar. Determinar com um cronómetro o tempo preciso para realizar cada um destes movimentos essenciais e escolher o modo mais simples de execução. Eliminar todos os movimentos mal concebidos , inúteis ou lentos. Depois da supressão de todos os movimentos inúteis , reunir numa sequência os movimentos mais rápidos e os que permitam utilizar os utensílios mais adequados.” Taylor
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    carga física ritmode trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
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    carga física ritmode trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
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    O taylorismo Ogrande teórico do trabalho racionalizado foi Frederic Taylor (1856-1915), que analisou e contabilizou o tempo gasto pelos trabalhadores a executar determinadas tarefas rotineiras e, impondo tempos cada vez mais apertados para a sua execução, chegou à conclusão de que para cada tarefa podia determinar-se um tempo estandardizado. A estandardização dos tempos de trabalho seria ainda mais rentável se o operário fosse limitado à execução de pequenas tarefas que, com a sua repetição, acabaria por desempenhar automaticamente, e sendo a tarefa tão simples, o operário podia ser substituído por outro a qualquer momento, pois não era necessária uma grande aprendizagem do ofício,. Num trabalho assim organizado, o salário era também rigorosamente calculado em função da produtividade de cada operário. Era a adaptação do Homem à máquina na sua plenitude – taylorismo, uma organização científica do trabalho.
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    Henry Ford implementounas suas fábricas de automóveis um sistema de produção ( fordismo ) baseado na divisão do trabalho em tarefas simples e rápidas, executadas repetidamente pelos mesmos operários, evitando-se perdas de tempo. Ford aproveitou o modelo de Taylor que procurava aumentar a produtividade através da melhoria da eficácia produtiva . Frederick Winslow Taylor 1856 - 1915
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    Modelo T 1de Outubro de 1908
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    Na produção emsérie, os modelos são uniformizados – estandartização .
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    Para aumentar aprodutividade, atribuíam-se prémios de produção aos operários.
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    “ Para certaclasse de homens , o trabalho repetido, ou a reprodução contínua de uma operação idêntica, por processos que não variam nunca, constitui um espetáculo horrível. A mim me causa horror . Por preço algum do mundo poderia fazer todos os dias as mesmas coisas. Entretanto, atrevo-me a dizer que para a maioria, a repetição nada tem de desagradável .Para certos temperamentos, a obrigação de pensar é uma verdadeira tortura, porque o ideal consiste em operações que de modo algum exijam instinto criador.” (Ford)
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    “ Os trabalhosmais fáceis foram por sua vez classificados, para verificar quais deles exigiam o uso completo das faculdades; comprovou-se então que 670 trabalhos podiam ser confiados a homens sem ambas as pernas; 237 requeriam o uso de uma só perna; em dois casos podia-se prescindir dos dois braços; em 715 casos, de um braço e em 10 casos a operação podia ser feita por um cego.” (Ford)
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    Charlie Chaplin satiriza este modelo no filme de 1936, Tempos Modernos.
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    Fordismo: -A pensarnuma produção em massa para um consumo em massa, os métodos de Taylor foram bem acolhidos pelas empresas e coube a Henry Ford, já nos inícios do séc. XX, dar-lhes um novo alento através da concepção da linha de montagem e respectiva instalação nas suas fábricas de automóveis, conseguindo um produto final que revolucionou o mercado de veículos motorizados, o popular modelo Ford T . Tratava-se da instalação de um tapete rolante através do qual as peças chegavam ao operário, deixando este de se deslocar e de desperdiçar tempo a procurá-las. A linha de montagem constituiu outro momento-chave na vinculação do operário ao processo produtivo. Agora já não é apenas um acessório da máquina, é um elo de um processo produtivo ao qual está plena e absolutamente vinculado, sob pena de, na sua ausência, esse processo cessar com a paragem da linha de montagem. Este era o processo de produção em massa, o fordismo, que levou ao consumo em massa, devido à sua capacidade de produzir em enormes quantidades e à de baixar radicalmente os preços, tanto do próprio produto, como dos custos de produção
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    Desvantagens da linhade montagem Doenças profissionais (provocadas pela grande pressão imposta sobre os trabalhadores – stress – e por tarefas excessivamente repetitivas – tendinites, etc.) Subordinação dos trabalhadores à máquina; Proibição dos sindicatos (numa 1ª fase); Consumismo/degradação ambiental/ ”materialismo” Consequência: deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que levou ao desrespeito do trabalhador como pessoa humana (despedimentos, etc.)
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    Vantagens da linhade montagem Aumento da produtividade – discriminação dos preços – consumo em massa; Aumento dos salários, em parte, dependentes da produtividade (remuneração à peça); Consequência: deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que permite que qualquer pessoa, mesmo não qualificada, possa arranjar um emprego com um salário bom muito (tendo em conta a situação da época).

Notas do Editor