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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Capítulo 10 – Pág. 116
HISTÓRIA – 2º ANO
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
• A partir de meados do século XVIII, a Europa viveu
uma grande mudança no modo de produzir
ferramentas, armas, tecidos, calçados, utensílios
domésticos e tantos outros objetos que passaram a
ser fabricados em quantidades cada vez maiores.
• Desde então, transporte e o consumo de
mercadorias cresceram de modo acelerado,
modificando o modo de viver, de pensar e de agir de
milhões de pessoas em várias partes do mundo.
• Todas essas inovações são características da
Revolução Industrial: uma revolução que mudou o
modo de fazer produtos, e a forma de os homens se
relacionarem. Londres – Início do século XIX.
Etapas de evolução
da produção
industrial
• A história das
transformações de
matérias primas em
produtos acabados
pode ser dividida
em três etapas:
Maquinofatura
Manufatura
Artesanato
O artesanato
• Era uma forma de produção típica da
cidade medieval.
• No artesanato todas as atividades
necessárias à produção eram fitas pela
mesma pessoa: o artesão.
• O sapateiro, por exemplo, tinha de criar
modelos, curtir o couro, recortá-lo, colocar
fivela ou cadarço e dar o acabamento final
no sapato.
• Como se vê, o artesão tinha o
conhecimento do conjunto do processo
produtivo e era o dono dos meios de
produção (oficina, ferramentas e demais
utensílios do trabalho).
A manufatura
• Foi uma forma de produção que
predominou no Ocidente europeu entre os
séculos XV e XVIII.
• A significativa ampliação do consumo que se
verificou a partir do século XV, em
decorrência das Grandes Navegações, foi um
fator de estímulo ao surgimento da
manufatura.
• Esse aumento de consumo provocou no
comerciante um inusitado interesse pela
produção.
A manufatura
• O comerciante passou, então a fornecer
a matéria prima aos artesãos e a pagar-
lhe uma certa quantia pelo produto
acabado, que ele revendia.
• Os artesãos tornaram-se cada vez mais
dependentes do comerciante que os
contratava até perderem
completamente a autonomia.
• A partir daí, foram sendo reunidos em
grandes oficinas, sob a direção de um
chefe, trabalhando como assalariados.
• A essa forma de produção industrial dá-
se o nome de manufatura.
Maquinofatura
• É a forma mais elaborada da
produção industrial.
• Nessa etapa, as máquinas
substituem várias ferramentas,
bem como o trabalho de uma
grande quantidade de operários.
• A maquinofatura, ou produção
mecanizada, iniciou-se com a
Revolução Industrial.
Pioneirismo Inglês
• A Revolução Industrial começou na Inglaterra em meados do século XVIII.
• Há uma série de razões que explicam este pioneirismo, como se pode ver a seguir:
* Tinha grande reserva de capitais oriundos da exploração de sua colônia na América (atual Estados
Unidos) e da Índia, onde os britânicos haviam fundado várias feitorias após terem expulsado os
portugueses no finl do século XVII;
* Possuía um Estado afinado com os interesses do capitalismo inglês, responsável por criar uma
legislação favorável aos empreendimentos burgueses, principalmente após a Revolução Gloriosa de
1688;
* O cercamento dos campos (substituição da antiga produç feudal pela criação de ovelhas) foi
responsável pela formação de um mercado fornecedor de matéria prima têxtil (lã) e do primeiro grupo
de operários, composto por trabalhadores que, expulsos do campo, iam para as cidades em busca de
outros meios de sobrevivência.
* finalmente, possuía grandes reservas de carvão, um dos mais importantes combustíveis dos
primeiros tempos da industrialização.
ETAPAS: Primeira etapa (1760 – 1860)
EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Características :
Primeira etapa
(1760 – 1860)
Primeira
Revolução
Industrial
o O uso de mão de obra
desqualificada;
o O uso do carvão mineral como
principal fonte de energia (vapor);
o A indústria têxtil como sua indústria
de destaque.
A Revolução Industrial ficou limitada, basicamente, à Inglaterra;
o foco foi a renovação do sistema fabril ligado à produção de tecidos de
algodão.
Segunda etapa (1860 - 1900 )
EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
ETAPAS:
Características :
Segunda
Revolução
Industrial
Segunda etapa
(1860 - 1900)
o O uso de mão de obra
qualificada;
o O uso do petróleo como
principal fonte de energia
(eletricidade);
o A indústria automobilística como
sua indústria de destaque.
 A industrialização espalhou-se por diversas regiões da Europa, atingindo países como
França, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda.
 Em outros continentes, o processo de industrialização alcançou os Estados Unidos e o
Japão.
 Caracterizada pelo avanço da metalurgia, sobretudo da indústria do ferro, e pela
construção de ferrovias.
Impactos sociais da Revolução Industrial:
 O capitalismo consolidou-se nas
sociedades em que se instalou.
A indústria passou a disputar com o
comércio a condição de principal
setor de acumulação de riquezas.
Isso trouxe diversas transformações
nas condições de vida das pessoas e
nas relações de trabalho entre
determinados setores da sociedade.
TRABALHO E SOCIEDADE
Novas relações de trabalho:
Grande oferta
de mão de obra
Sistema produtivo em que os
trabalhadores não eram
proprietários de nenhum
instrumento de produção.
O trabalhador era dono de sua força de
trabalho, que ele “vendia”, sob condições
desfavoráveis, em troca de salário.
TRABALHO E SOCIEDADE
Condições de trabalho:
 Os operários recebiam, de modo geral,
salários baixos.
 Estes eram tão reduzidos que, com muita
frequência, toda a família era obrigada a
trabalhar nas fábricas, inclusive mulheres e
crianças.
 Em diversas indústrias, os operários
trabalhavam mais de 15 horas por dia.
 As precárias instalações das fábricas
prejudicavam a saúde do trabalhador.
 Surgiram várias doenças ligadas às péssimas
condições de trabalho e de moradia dos
operários nessa época.
TRABALHO E SOCIEDADE
País Expectativa
de vida
Horas
trabalhadas
Inglaterra por
volta de 1780
55 anos 125 mil
Atualmente
países
desenvolvidos
78 anos 69 mil
O trabalho feminino e infantil:
 A partir do século XVIII, a mão de obra feminina e infantil cumpria
uma disciplina severa, com horários controlados de forma rígida,
como acontecia com os demais operários homens e adultos.
Resistência operária:
LUDISMO - foi um movimento ocorrido na Inglaterra em 1811, que
protestava contra as máquinas trazidas pela Revolução Industrial.
- As reclamações se concentravam na substituição da mão de obra pelas
máquinas, que, por serem mais eficazes, acabavam com o emprego dos
trabalhadores.
CARTISMO - foi, ao mesmo tempo, um movimento de caráter nacional e
local.
- Esse movimento pode ser caracterizado, predominando a mobilização
em torno do Parlamento inglês, e foi, por isso, chamado legalista.
- Esses movimentos se farão presentes na segunda metade do século
XIX.
Aumentar a produtividade
Trabalho do operário subdividido em múltiplas operações
(Linhas de montagem).
Essa divisão do trabalho conduziu à especialização do
trabalhador e à perda da noção de conjunto do processo
produtivo que ele tinha antes, levando, muitas vezes, ao
que se denominou alienação.
ESPECIALIZAÇÃO, FRAGMENTAÇÃO E ALIENAÇÃO
O aumento da produção em série
também colaborou para igualar e
massificar o gosto dos compradores
de produtos industriais, pois
começaram a ser produzidas e
comercializadas grandes quantidades
de um mesmo artigo.
AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA
• A expansão industrial também impulsionou o processo de
urbanização, devido à concentração de
indústrias/trabalhadores.
EVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES E DA COMUNICAÇÃO
• A Revolução Industrial contribuiu diretamente
para o progresso dos meios de transporte e de
comunicação, sem os quais seria impossível
vender produtos industrializados no mercado.
• Algumas das invenções mais importantes nessas
áreas foram o navio a vapor, a locomotiva, o
telégrafo, o telefone e o automóvel.
TEORIAS SOCIAIS
• A Revolução Industrial ocasionou problemas sociais.
• Pensadores da época elaboraram teorias para
justificar a exploração do trabalho e a pobreza que
havia na sociedade industrial capitalista da época.
• Nessa ala de pensadores, encontramos os
seguidores do liberalismo econômico.
• Por outro lado, houve preocupação do ponto de
vista dos operários, e esses pensadores censuraram
de imediato o capitalismo e apresentaram uma nova
maneira de organizar a sociedade.
• Nessa ala, encontramos os socialistas e os
anarquistas.
LIBERALISMO ECONÔMICO
Tem por objetivo defender:
o livre comércio entre países;
a não intervenção do Estado na economia ;
e a livre concorrência.
Adam Smith
• Considerado o “pai do liberalismo econômico”;
• favorável à não-intervenção estatal na economia
nacional;
• Toda riqueza provinha do trabalho e não dos metais
preciosos ou da agricultura.
• Defendia a auto regulação da economia pela lei da oferta
e da demanda.
PRINCIPAIS DEFENSORES DO LIBERALISMO
Malthus
• Ensaio sobre os princípios da
população (1798);
• Tese de que a miséria dos
trabalhadores era
consequência de uma lei da
natureza, e não
responsabilidade da burguesia.
TEORIA MALTHUSIANA
SOLUÇÃO: restringir
a procriação humana!
PRINCIPAIS DEFENSORES DO LIBERALISMO
Ricardo
• afirmava que os salários tendem a ser equiparados ao
mínimo necessário à sobrevivência do operário, e
expressa essa visão claramente na obra Princípios de
Economia Política e Tributação.
• Seu principal problema na época era explicar a causa
do enorme aumento de preços pelo qual a Inglaterra
passava, ou seja, a inflação. E é nessa busca que ele
chega a duas teorias que se completam: A Teoria do
Valor do Produto e a Teoria da Repartição.
• Para ele, os salários baixos e pobreza são
consequências de uma lei natural conhecida como: a
lei da oferta e da procura, e não há como ir de
encontro a isso.
TEORIAS SOCIAIS: SOCIALISMO
• No primeiro momento, os socialistas foram conhecidos como UTÓPICOS, porque traziam soluções
criativas, mas difíceis de pôr em prática.
• Para Charles Fourier, a sociedade deveria ser organizada em falanstérios – que eram comunidades
com menos de 2 mil pessoas, nas quais cada uma trabalharia na ocupação com a qual mais se
identificasse, e o que se produzisse pertenceria a todos.
• Para o fornecimento, essas comunidades trocariam seus produtos entre si. Com isso, se implantaria o
socialismo em todo país.
Charles Fourier
TEÓRICOS DO SOCIALISMO UTÓPICO
Saint-Simon
(1760-1825)
Defendia a extinção das diferenças de classe e a
construção de uma sociedade em que cada um
ganhasse de acordo com o real valor de seu trabalho.
Pierre-Joseph
Proudhon
(1809-1865)
Pregava a igualdade e a liberdade para todos os
indivíduos, que viveriam numa sociedade
harmônica, sem a força do Estado.
Robert Owen
(1771-1858)
Acreditava na organização da sociedade em
comunidades cooperativas (trade unions) compostas
de operários, em que cada um receberia de acordo
com as suas horas de trabalho.
TEÓRICOS DO SOCIALISMO CIENTÍFICO
• Grandes colaboradores da teoria
socialista foram Marx e Engels. Eles
defendiam a ideia de que somente o
proletariado é uma classe
verdadeiramente revolucionária, e, por
essa razão, deveria tomar o poder
político das mãos da burguesia por meios
revolucionários e implantar a ditadura
do proletariado, até pôr fim às
desigualdades sociais.
• A mais importante obra de Marx foi O
Capital, em que critica o capitalismo e
destaca a ocorrência de crises periódicas
nesse sistema econômico.
Karl Marx E Friedrich Engels
Conceitos que influenciaram estudos das sociedades nos séc. XIX e XX:
Dialética
Modo de
produção
a natureza e a sociedade passam por processo permanente de
transformação.
move-se pela luta de forças contrárias.
Esse confronto = mudanças quantitativas/qualitativas na
realidade.
toda sociedade possui uma base material representada pelas
forças econômicas e pelas relações sociais de produção.
Condiciona, de maneira geral, a vida social, política e
intelectual.
Luta de
classes
em termos sociais “o motor da história”.
Só terminaria com a construção da sociedade comunista
perfeita.
Nela desapareceriam a exploração de classes e as injustiças
sociais.
TEORIAS SOCIAIS: SOCIALISMO CRISTÃO
• O religioso Robert Lamennais defendia a ideia da humanização do
capitalismo. Para isso, propunha a prática dos ensinamentos cristãos,
especialmente do amor, da cooperação e do respeito entre as pessoas,
como solução para os problemas sociais .
• Essa doutrina ganhou grande estímulo em 1891 com a publicação da
Encíclica Rerum Novarum elaborada pelo papa Leão XIII – na qual, ele se
declarou a favor:
Robert Lamennais
Da reforma agrária;
Das associações de operários;
De leis que assegurassem salários dignos;
De jornadas de trabalho dignas.
o Propõe sociedade sem classe, partidos e sem Estado;
o Representantes: Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Mikhail Alexandrovich Bakunin (1814-1876).
Proudhon
• Defendia a igualdade/liberdade para todas as pessoas.
• Sociedade harmônica= sem a existência do Estado, em que todos
cooperariam com o bem-estar coletivo.
Bakunin
• Abolição da propriedade privada;
• Tudo deveria pertencer à coletividade, formada por pessoas livres, que
produziriam o necessário para a sobrevivência de cada um de seus
membros.
• Bakunin criticava as ideias de Karl Marx.
TEORIAS SOCIAIS: ANARQUISMO
As ideias anarquistas chegaram ao Brasil por meio dos imigrantes europeus no início do século XX.
Vale ressaltar que as ideias anarquistas entusiasmaram o movimento operário brasileiro nas primeiras
décadas do séc. XX.
Capítulo 10 - pág. 117
• Pág. 120 :
- Compreendendo (1 a 4);
• Pág. 123:
- Compreendendo(1 e 2);
• Pág. 126:
- Compreendendo (1 a 6);
• Pág. 115:
- De olho na universidade:
** Questão 1.
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3 revolução industrial

  • 1. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Capítulo 10 – Pág. 116 HISTÓRIA – 2º ANO
  • 2. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL • A partir de meados do século XVIII, a Europa viveu uma grande mudança no modo de produzir ferramentas, armas, tecidos, calçados, utensílios domésticos e tantos outros objetos que passaram a ser fabricados em quantidades cada vez maiores. • Desde então, transporte e o consumo de mercadorias cresceram de modo acelerado, modificando o modo de viver, de pensar e de agir de milhões de pessoas em várias partes do mundo. • Todas essas inovações são características da Revolução Industrial: uma revolução que mudou o modo de fazer produtos, e a forma de os homens se relacionarem. Londres – Início do século XIX.
  • 3. Etapas de evolução da produção industrial • A história das transformações de matérias primas em produtos acabados pode ser dividida em três etapas: Maquinofatura Manufatura Artesanato
  • 4. O artesanato • Era uma forma de produção típica da cidade medieval. • No artesanato todas as atividades necessárias à produção eram fitas pela mesma pessoa: o artesão. • O sapateiro, por exemplo, tinha de criar modelos, curtir o couro, recortá-lo, colocar fivela ou cadarço e dar o acabamento final no sapato. • Como se vê, o artesão tinha o conhecimento do conjunto do processo produtivo e era o dono dos meios de produção (oficina, ferramentas e demais utensílios do trabalho).
  • 5. A manufatura • Foi uma forma de produção que predominou no Ocidente europeu entre os séculos XV e XVIII. • A significativa ampliação do consumo que se verificou a partir do século XV, em decorrência das Grandes Navegações, foi um fator de estímulo ao surgimento da manufatura. • Esse aumento de consumo provocou no comerciante um inusitado interesse pela produção.
  • 6. A manufatura • O comerciante passou, então a fornecer a matéria prima aos artesãos e a pagar- lhe uma certa quantia pelo produto acabado, que ele revendia. • Os artesãos tornaram-se cada vez mais dependentes do comerciante que os contratava até perderem completamente a autonomia. • A partir daí, foram sendo reunidos em grandes oficinas, sob a direção de um chefe, trabalhando como assalariados. • A essa forma de produção industrial dá- se o nome de manufatura.
  • 7. Maquinofatura • É a forma mais elaborada da produção industrial. • Nessa etapa, as máquinas substituem várias ferramentas, bem como o trabalho de uma grande quantidade de operários. • A maquinofatura, ou produção mecanizada, iniciou-se com a Revolução Industrial.
  • 8. Pioneirismo Inglês • A Revolução Industrial começou na Inglaterra em meados do século XVIII. • Há uma série de razões que explicam este pioneirismo, como se pode ver a seguir: * Tinha grande reserva de capitais oriundos da exploração de sua colônia na América (atual Estados Unidos) e da Índia, onde os britânicos haviam fundado várias feitorias após terem expulsado os portugueses no finl do século XVII; * Possuía um Estado afinado com os interesses do capitalismo inglês, responsável por criar uma legislação favorável aos empreendimentos burgueses, principalmente após a Revolução Gloriosa de 1688; * O cercamento dos campos (substituição da antiga produç feudal pela criação de ovelhas) foi responsável pela formação de um mercado fornecedor de matéria prima têxtil (lã) e do primeiro grupo de operários, composto por trabalhadores que, expulsos do campo, iam para as cidades em busca de outros meios de sobrevivência. * finalmente, possuía grandes reservas de carvão, um dos mais importantes combustíveis dos primeiros tempos da industrialização.
  • 9. ETAPAS: Primeira etapa (1760 – 1860) EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Características : Primeira etapa (1760 – 1860) Primeira Revolução Industrial o O uso de mão de obra desqualificada; o O uso do carvão mineral como principal fonte de energia (vapor); o A indústria têxtil como sua indústria de destaque. A Revolução Industrial ficou limitada, basicamente, à Inglaterra; o foco foi a renovação do sistema fabril ligado à produção de tecidos de algodão.
  • 10. Segunda etapa (1860 - 1900 ) EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ETAPAS: Características : Segunda Revolução Industrial Segunda etapa (1860 - 1900) o O uso de mão de obra qualificada; o O uso do petróleo como principal fonte de energia (eletricidade); o A indústria automobilística como sua indústria de destaque.  A industrialização espalhou-se por diversas regiões da Europa, atingindo países como França, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda.  Em outros continentes, o processo de industrialização alcançou os Estados Unidos e o Japão.  Caracterizada pelo avanço da metalurgia, sobretudo da indústria do ferro, e pela construção de ferrovias.
  • 11. Impactos sociais da Revolução Industrial:  O capitalismo consolidou-se nas sociedades em que se instalou. A indústria passou a disputar com o comércio a condição de principal setor de acumulação de riquezas. Isso trouxe diversas transformações nas condições de vida das pessoas e nas relações de trabalho entre determinados setores da sociedade. TRABALHO E SOCIEDADE
  • 12. Novas relações de trabalho: Grande oferta de mão de obra Sistema produtivo em que os trabalhadores não eram proprietários de nenhum instrumento de produção. O trabalhador era dono de sua força de trabalho, que ele “vendia”, sob condições desfavoráveis, em troca de salário. TRABALHO E SOCIEDADE
  • 13. Condições de trabalho:  Os operários recebiam, de modo geral, salários baixos.  Estes eram tão reduzidos que, com muita frequência, toda a família era obrigada a trabalhar nas fábricas, inclusive mulheres e crianças.  Em diversas indústrias, os operários trabalhavam mais de 15 horas por dia.  As precárias instalações das fábricas prejudicavam a saúde do trabalhador.  Surgiram várias doenças ligadas às péssimas condições de trabalho e de moradia dos operários nessa época. TRABALHO E SOCIEDADE País Expectativa de vida Horas trabalhadas Inglaterra por volta de 1780 55 anos 125 mil Atualmente países desenvolvidos 78 anos 69 mil
  • 14. O trabalho feminino e infantil:  A partir do século XVIII, a mão de obra feminina e infantil cumpria uma disciplina severa, com horários controlados de forma rígida, como acontecia com os demais operários homens e adultos. Resistência operária: LUDISMO - foi um movimento ocorrido na Inglaterra em 1811, que protestava contra as máquinas trazidas pela Revolução Industrial. - As reclamações se concentravam na substituição da mão de obra pelas máquinas, que, por serem mais eficazes, acabavam com o emprego dos trabalhadores. CARTISMO - foi, ao mesmo tempo, um movimento de caráter nacional e local. - Esse movimento pode ser caracterizado, predominando a mobilização em torno do Parlamento inglês, e foi, por isso, chamado legalista. - Esses movimentos se farão presentes na segunda metade do século XIX.
  • 15. Aumentar a produtividade Trabalho do operário subdividido em múltiplas operações (Linhas de montagem). Essa divisão do trabalho conduziu à especialização do trabalhador e à perda da noção de conjunto do processo produtivo que ele tinha antes, levando, muitas vezes, ao que se denominou alienação. ESPECIALIZAÇÃO, FRAGMENTAÇÃO E ALIENAÇÃO O aumento da produção em série também colaborou para igualar e massificar o gosto dos compradores de produtos industriais, pois começaram a ser produzidas e comercializadas grandes quantidades de um mesmo artigo.
  • 16. AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA • A expansão industrial também impulsionou o processo de urbanização, devido à concentração de indústrias/trabalhadores. EVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES E DA COMUNICAÇÃO • A Revolução Industrial contribuiu diretamente para o progresso dos meios de transporte e de comunicação, sem os quais seria impossível vender produtos industrializados no mercado. • Algumas das invenções mais importantes nessas áreas foram o navio a vapor, a locomotiva, o telégrafo, o telefone e o automóvel.
  • 17. TEORIAS SOCIAIS • A Revolução Industrial ocasionou problemas sociais. • Pensadores da época elaboraram teorias para justificar a exploração do trabalho e a pobreza que havia na sociedade industrial capitalista da época. • Nessa ala de pensadores, encontramos os seguidores do liberalismo econômico. • Por outro lado, houve preocupação do ponto de vista dos operários, e esses pensadores censuraram de imediato o capitalismo e apresentaram uma nova maneira de organizar a sociedade. • Nessa ala, encontramos os socialistas e os anarquistas.
  • 18. LIBERALISMO ECONÔMICO Tem por objetivo defender: o livre comércio entre países; a não intervenção do Estado na economia ; e a livre concorrência.
  • 19. Adam Smith • Considerado o “pai do liberalismo econômico”; • favorável à não-intervenção estatal na economia nacional; • Toda riqueza provinha do trabalho e não dos metais preciosos ou da agricultura. • Defendia a auto regulação da economia pela lei da oferta e da demanda. PRINCIPAIS DEFENSORES DO LIBERALISMO Malthus • Ensaio sobre os princípios da população (1798); • Tese de que a miséria dos trabalhadores era consequência de uma lei da natureza, e não responsabilidade da burguesia. TEORIA MALTHUSIANA SOLUÇÃO: restringir a procriação humana!
  • 20. PRINCIPAIS DEFENSORES DO LIBERALISMO Ricardo • afirmava que os salários tendem a ser equiparados ao mínimo necessário à sobrevivência do operário, e expressa essa visão claramente na obra Princípios de Economia Política e Tributação. • Seu principal problema na época era explicar a causa do enorme aumento de preços pelo qual a Inglaterra passava, ou seja, a inflação. E é nessa busca que ele chega a duas teorias que se completam: A Teoria do Valor do Produto e a Teoria da Repartição. • Para ele, os salários baixos e pobreza são consequências de uma lei natural conhecida como: a lei da oferta e da procura, e não há como ir de encontro a isso.
  • 21. TEORIAS SOCIAIS: SOCIALISMO • No primeiro momento, os socialistas foram conhecidos como UTÓPICOS, porque traziam soluções criativas, mas difíceis de pôr em prática. • Para Charles Fourier, a sociedade deveria ser organizada em falanstérios – que eram comunidades com menos de 2 mil pessoas, nas quais cada uma trabalharia na ocupação com a qual mais se identificasse, e o que se produzisse pertenceria a todos. • Para o fornecimento, essas comunidades trocariam seus produtos entre si. Com isso, se implantaria o socialismo em todo país. Charles Fourier
  • 22. TEÓRICOS DO SOCIALISMO UTÓPICO Saint-Simon (1760-1825) Defendia a extinção das diferenças de classe e a construção de uma sociedade em que cada um ganhasse de acordo com o real valor de seu trabalho. Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) Pregava a igualdade e a liberdade para todos os indivíduos, que viveriam numa sociedade harmônica, sem a força do Estado. Robert Owen (1771-1858) Acreditava na organização da sociedade em comunidades cooperativas (trade unions) compostas de operários, em que cada um receberia de acordo com as suas horas de trabalho.
  • 23. TEÓRICOS DO SOCIALISMO CIENTÍFICO • Grandes colaboradores da teoria socialista foram Marx e Engels. Eles defendiam a ideia de que somente o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária, e, por essa razão, deveria tomar o poder político das mãos da burguesia por meios revolucionários e implantar a ditadura do proletariado, até pôr fim às desigualdades sociais. • A mais importante obra de Marx foi O Capital, em que critica o capitalismo e destaca a ocorrência de crises periódicas nesse sistema econômico. Karl Marx E Friedrich Engels
  • 24. Conceitos que influenciaram estudos das sociedades nos séc. XIX e XX: Dialética Modo de produção a natureza e a sociedade passam por processo permanente de transformação. move-se pela luta de forças contrárias. Esse confronto = mudanças quantitativas/qualitativas na realidade. toda sociedade possui uma base material representada pelas forças econômicas e pelas relações sociais de produção. Condiciona, de maneira geral, a vida social, política e intelectual. Luta de classes em termos sociais “o motor da história”. Só terminaria com a construção da sociedade comunista perfeita. Nela desapareceriam a exploração de classes e as injustiças sociais.
  • 25. TEORIAS SOCIAIS: SOCIALISMO CRISTÃO • O religioso Robert Lamennais defendia a ideia da humanização do capitalismo. Para isso, propunha a prática dos ensinamentos cristãos, especialmente do amor, da cooperação e do respeito entre as pessoas, como solução para os problemas sociais . • Essa doutrina ganhou grande estímulo em 1891 com a publicação da Encíclica Rerum Novarum elaborada pelo papa Leão XIII – na qual, ele se declarou a favor: Robert Lamennais Da reforma agrária; Das associações de operários; De leis que assegurassem salários dignos; De jornadas de trabalho dignas.
  • 26. o Propõe sociedade sem classe, partidos e sem Estado; o Representantes: Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Mikhail Alexandrovich Bakunin (1814-1876). Proudhon • Defendia a igualdade/liberdade para todas as pessoas. • Sociedade harmônica= sem a existência do Estado, em que todos cooperariam com o bem-estar coletivo. Bakunin • Abolição da propriedade privada; • Tudo deveria pertencer à coletividade, formada por pessoas livres, que produziriam o necessário para a sobrevivência de cada um de seus membros. • Bakunin criticava as ideias de Karl Marx. TEORIAS SOCIAIS: ANARQUISMO As ideias anarquistas chegaram ao Brasil por meio dos imigrantes europeus no início do século XX. Vale ressaltar que as ideias anarquistas entusiasmaram o movimento operário brasileiro nas primeiras décadas do séc. XX.
  • 27. Capítulo 10 - pág. 117 • Pág. 120 : - Compreendendo (1 a 4); • Pág. 123: - Compreendendo(1 e 2); • Pág. 126: - Compreendendo (1 a 6); • Pág. 115: - De olho na universidade: ** Questão 1. PERGUNTAS E RESPOSTAS