A DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR Olhar é preciso!
O OFICIO DOCENTE: trajetória de uma profissão O início Ancorado em saberes teóricos e enciclopédicos. Centrado na formação dos quadros profissionais. Prática a partir de um currículo centrado em cátedras e disciplinas. Prática pedagógica entre a transmissão e o auto – didatismo. Especialização – base do magistério superior – racionalidade técnica.
O OFICIO DOCENTE: trajetória de uma profissão 2- As mudanças Formação centrada na  pesquisa como fundamento do trabalho. Discussão sobre a formação didática. A docência é política e situada historicamente. A docência é um campo de conhecimento: saber, saberes pedagógicos, saberes da experiência e saberes sociais. Ser docente significa trabalhar por competências.
A DOCÊNCIA SIGNIFICA: Uma profissão baseada nas experiências do que é ser professor. Domínio do campo específico de conhecimento. Processo contínuo de construção identitária. “  A profissão professor não pode ser exercida por quem não esteja preparado; o professor deve ter o conhecimento prévio da docência”.
MODELOS DOCENTES NA EDUCAÇÃO SUPERIOR Referencial tradicional ou artesanal:  ensino centrado no sujeito docente – vocação  e valores morais – formação propedêutica e enciclopedista. Referencial Especialista Técnico:  formação no saber específico e nas habilidades técnicas. Referencial Intelectual transformador:  formação política – conhecimento crítico, argumentativo e emancipador. Referencial Reflexivo:  pesquisador da sua prática. O conhecimento se faz no híbrido de relações pessoais, políticas, éticas, pedagógicas e científicas. “É preciso pesquisar o ensinar”.
DOCÊNCIA: na educação superior brasileira. Nos Tempos Coloniais e Imperiais Entre o enciclopedismo e liberalismo. Orientado pela vocação do ensinar, ao exemplar comportamento moral e profundo conhecimento enciclopédico. Centrado na disciplina metodológica e conceitual. Atividade através das preleções, exposições, argumentações e defesa pública. Saber profissional e de cultura geral. Caracterizado pelo auto-didatismo e centrado na cátedra.Não há investimento do Estado para sua formação.
DOCÊNCIA: na educação superior brasileira. Nos Tempos Da Primeira República a Era Vargas  O trabalho docente esteve entre o academicismo e o cientificismo. Atividade de ensino orientada pelo conhecimento de cultura geral e experimental. Permanência dos predicados morais, vocacionais e exigência da capacidade didática. Trabalho centrado nas práticas expositivas experimentais e debates .
DOCÊNCIA: na educação superior brasileira. Nos Tempos da Ditadura Militar O trabalho docente orientado pela teoria pragmatista cientificista. Tentativa de fazê-lo  a partir da crença na neutralidade científica e acadêmica. A docência assumiu seu potencial político. Desempenharam o papel de intelectuais a serviço e contra o poder instituído.
DOCÊNCIA: na educação superior brasileira. Nos Tempos da Nova República   O trabalho docente entre o tecnicismo e a concepção crítica. O professor é um educador e intelectual transformador. Postura crítica, argumentativa e política diante do conhecimento e da realidade. Papel comprometido com a feitura de relações democráticas e conhecimento emancipador.
DOCÊNCIA: na educação superior brasileira. Nos Tempos de Reforma do Estado década de 1990 O trabalho docente entre a racionalidade instrumental e racionalidade crítica e pós-crítica. Reorganizado pela diversidade institucional, contratos de trabalho e concepção de ciência. Configurado pelo conhecimento científico, conhecimento didático e outros saberes. Atividade de ensino interdisciplinar, coletiva  e problematizadora. O professor é um intelectual transformador e pesquisador.
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DA DOCÊNCIA ATUAIS O que significa ser docente? Clareza do seu papel. Conhecimento científico, conhecimento pedagógico,conhecimento da experiência e conhecimento social. Conhecimento dos fundamentos da docência:projeto institucional, projeto pedagógico, concepção de processo  aprendizagem, currículo, planejamento, metodologia e avaliação. Ter clareza do papel do conhecimento (relações: saber, poder, ciência, produção do conhecimento). Competência emocional. Vivenciar um currículo orientado por competências e problemas.
Atributos do docente na sua prática Ter conhecimento sólido e atualizado no seu campo de docência:  - Clareza e objetividade na transmissão de informações; Segurança, abertura a críticas e às propostas dos alunos, capacidade de diálogo; Iniciar as atividades explicando os seus objetivos, sua dinâmica e os mecanismos de avaliação; Relacionar a disciplina com a futura prática profissional; Estimular a participação e a discussão dos alunos acerca do que está sendo exposto; Coerência entre o discurso e a ação;
Atributos do docente na sua prática Chamar a atenção dos alunos para os aspectos mais importantes do que está sendo exposto; retomar aspectos importantes e fazer uma síntese, relacionando os diferentes aspectos, proporcionando uma visão integral dos assunto; Nas avaliações, procurar mecanismos que possibilitem o exercício do raciocínio e a organização do conteúdo ministrado, não se limitando a questões de memorização do que foi dito em classe; Demonstrar que valoriza a disciplina que leciona e o profissional que pretende formar; Orientar os alunos no processo de aprendizagem: utilizar estratégias que estimulem o aprender fazendo e a construção ativa do próprio conhecimento (aprender e aprender)
Atributos do docente na sua prática Estimular o interesse do aluno pela pesquisa, entendendo as bases do método científico como instrumentalização à futura atividade profissional; Demonstrar que gosta de ensinar e que valoriza seu trabalho docente, assumindo sua função de mediador no processo ensino-aprendizagem; Preocupa-se com a dimensão interpessoal do relacionamento professor – aluno. Ser autêntico e consciente do significado de sua atuação como referência ao futuro profissional; Propor desafios e reflexões; Relacionar a aprendizagem com a realidade social e questões éticas;
CRENÇAS QUE TRAZEM PROBLEMAS À DOCÊNCIA O saber científico é mais importante que os demais. A aprendizagem no ensino superior é apenas de conteúdo conceitual. Para ser professor basta o domínio da “minha especialidade”. O pesquisador  é o melhor docente. Formar o aluno autônomo significa deixá-lo sozinho.
DAQUILO QUE EU SEI DAQUILO QUE EU SEI NEM TUDO ME DEU CLAREZA, NEM TUDO FOI PERMITIDO, NEM TUDO ME DEU  CERTEZA... DAQUILO QUE EU SEI  NEM TUDO FOI PROIBIDO NEM TUDO ME FOI POSSÍVEL  NEM TUDO FOI CONCEBIDO...
DAQUILO QUE EU SEI NÃO FECHEI OS OLHOS, NÃO TAPEI OS OUVIDOS, CHEIREI, TOQUEI,  PROVEI AH, EU USEI TODOS OS SENTIDOS SÓ NÃO LAVEI AS MÃOS E É POR ISSO QUE EU ME SINTO CADA VEZ MAIS LIMPO CADA VEZ MAIS LIMPO IVAN LINS
O professor... ... é  o representante da sociedade, por ela encarregado de transmitir conhecimento e valores que esta acumulado ao longo dos séculos e no momento valoriza. Mas é também o co-construtor dessa mesma sociedade, ser pensante, crítico, interventor, co-responsável pela evolução da mesma e mobilizador de novos olhares perante as mutações em presença. O seu papel joga-se num presente com o passado e o futuro . Maria Roldão

Oficio Professor

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    A DOCÊNCIA NOENSINO SUPERIOR Olhar é preciso!
  • 2.
    O OFICIO DOCENTE:trajetória de uma profissão O início Ancorado em saberes teóricos e enciclopédicos. Centrado na formação dos quadros profissionais. Prática a partir de um currículo centrado em cátedras e disciplinas. Prática pedagógica entre a transmissão e o auto – didatismo. Especialização – base do magistério superior – racionalidade técnica.
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    O OFICIO DOCENTE:trajetória de uma profissão 2- As mudanças Formação centrada na pesquisa como fundamento do trabalho. Discussão sobre a formação didática. A docência é política e situada historicamente. A docência é um campo de conhecimento: saber, saberes pedagógicos, saberes da experiência e saberes sociais. Ser docente significa trabalhar por competências.
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    A DOCÊNCIA SIGNIFICA:Uma profissão baseada nas experiências do que é ser professor. Domínio do campo específico de conhecimento. Processo contínuo de construção identitária. “ A profissão professor não pode ser exercida por quem não esteja preparado; o professor deve ter o conhecimento prévio da docência”.
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    MODELOS DOCENTES NAEDUCAÇÃO SUPERIOR Referencial tradicional ou artesanal: ensino centrado no sujeito docente – vocação e valores morais – formação propedêutica e enciclopedista. Referencial Especialista Técnico: formação no saber específico e nas habilidades técnicas. Referencial Intelectual transformador: formação política – conhecimento crítico, argumentativo e emancipador. Referencial Reflexivo: pesquisador da sua prática. O conhecimento se faz no híbrido de relações pessoais, políticas, éticas, pedagógicas e científicas. “É preciso pesquisar o ensinar”.
  • 6.
    DOCÊNCIA: na educaçãosuperior brasileira. Nos Tempos Coloniais e Imperiais Entre o enciclopedismo e liberalismo. Orientado pela vocação do ensinar, ao exemplar comportamento moral e profundo conhecimento enciclopédico. Centrado na disciplina metodológica e conceitual. Atividade através das preleções, exposições, argumentações e defesa pública. Saber profissional e de cultura geral. Caracterizado pelo auto-didatismo e centrado na cátedra.Não há investimento do Estado para sua formação.
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    DOCÊNCIA: na educaçãosuperior brasileira. Nos Tempos Da Primeira República a Era Vargas O trabalho docente esteve entre o academicismo e o cientificismo. Atividade de ensino orientada pelo conhecimento de cultura geral e experimental. Permanência dos predicados morais, vocacionais e exigência da capacidade didática. Trabalho centrado nas práticas expositivas experimentais e debates .
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    DOCÊNCIA: na educaçãosuperior brasileira. Nos Tempos da Ditadura Militar O trabalho docente orientado pela teoria pragmatista cientificista. Tentativa de fazê-lo a partir da crença na neutralidade científica e acadêmica. A docência assumiu seu potencial político. Desempenharam o papel de intelectuais a serviço e contra o poder instituído.
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    DOCÊNCIA: na educaçãosuperior brasileira. Nos Tempos da Nova República O trabalho docente entre o tecnicismo e a concepção crítica. O professor é um educador e intelectual transformador. Postura crítica, argumentativa e política diante do conhecimento e da realidade. Papel comprometido com a feitura de relações democráticas e conhecimento emancipador.
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    DOCÊNCIA: na educaçãosuperior brasileira. Nos Tempos de Reforma do Estado década de 1990 O trabalho docente entre a racionalidade instrumental e racionalidade crítica e pós-crítica. Reorganizado pela diversidade institucional, contratos de trabalho e concepção de ciência. Configurado pelo conhecimento científico, conhecimento didático e outros saberes. Atividade de ensino interdisciplinar, coletiva e problematizadora. O professor é um intelectual transformador e pesquisador.
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    FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DADOCÊNCIA ATUAIS O que significa ser docente? Clareza do seu papel. Conhecimento científico, conhecimento pedagógico,conhecimento da experiência e conhecimento social. Conhecimento dos fundamentos da docência:projeto institucional, projeto pedagógico, concepção de processo aprendizagem, currículo, planejamento, metodologia e avaliação. Ter clareza do papel do conhecimento (relações: saber, poder, ciência, produção do conhecimento). Competência emocional. Vivenciar um currículo orientado por competências e problemas.
  • 12.
    Atributos do docentena sua prática Ter conhecimento sólido e atualizado no seu campo de docência: - Clareza e objetividade na transmissão de informações; Segurança, abertura a críticas e às propostas dos alunos, capacidade de diálogo; Iniciar as atividades explicando os seus objetivos, sua dinâmica e os mecanismos de avaliação; Relacionar a disciplina com a futura prática profissional; Estimular a participação e a discussão dos alunos acerca do que está sendo exposto; Coerência entre o discurso e a ação;
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    Atributos do docentena sua prática Chamar a atenção dos alunos para os aspectos mais importantes do que está sendo exposto; retomar aspectos importantes e fazer uma síntese, relacionando os diferentes aspectos, proporcionando uma visão integral dos assunto; Nas avaliações, procurar mecanismos que possibilitem o exercício do raciocínio e a organização do conteúdo ministrado, não se limitando a questões de memorização do que foi dito em classe; Demonstrar que valoriza a disciplina que leciona e o profissional que pretende formar; Orientar os alunos no processo de aprendizagem: utilizar estratégias que estimulem o aprender fazendo e a construção ativa do próprio conhecimento (aprender e aprender)
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    Atributos do docentena sua prática Estimular o interesse do aluno pela pesquisa, entendendo as bases do método científico como instrumentalização à futura atividade profissional; Demonstrar que gosta de ensinar e que valoriza seu trabalho docente, assumindo sua função de mediador no processo ensino-aprendizagem; Preocupa-se com a dimensão interpessoal do relacionamento professor – aluno. Ser autêntico e consciente do significado de sua atuação como referência ao futuro profissional; Propor desafios e reflexões; Relacionar a aprendizagem com a realidade social e questões éticas;
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    CRENÇAS QUE TRAZEMPROBLEMAS À DOCÊNCIA O saber científico é mais importante que os demais. A aprendizagem no ensino superior é apenas de conteúdo conceitual. Para ser professor basta o domínio da “minha especialidade”. O pesquisador é o melhor docente. Formar o aluno autônomo significa deixá-lo sozinho.
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    DAQUILO QUE EUSEI DAQUILO QUE EU SEI NEM TUDO ME DEU CLAREZA, NEM TUDO FOI PERMITIDO, NEM TUDO ME DEU CERTEZA... DAQUILO QUE EU SEI NEM TUDO FOI PROIBIDO NEM TUDO ME FOI POSSÍVEL NEM TUDO FOI CONCEBIDO...
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    DAQUILO QUE EUSEI NÃO FECHEI OS OLHOS, NÃO TAPEI OS OUVIDOS, CHEIREI, TOQUEI, PROVEI AH, EU USEI TODOS OS SENTIDOS SÓ NÃO LAVEI AS MÃOS E É POR ISSO QUE EU ME SINTO CADA VEZ MAIS LIMPO CADA VEZ MAIS LIMPO IVAN LINS
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    O professor... ...é o representante da sociedade, por ela encarregado de transmitir conhecimento e valores que esta acumulado ao longo dos séculos e no momento valoriza. Mas é também o co-construtor dessa mesma sociedade, ser pensante, crítico, interventor, co-responsável pela evolução da mesma e mobilizador de novos olhares perante as mutações em presença. O seu papel joga-se num presente com o passado e o futuro . Maria Roldão