Docência no ensino superior

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Docência no ensino superior

  1. 1.
  2. 2. DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR<br />Prof. Orvandil Moreira Barbosa<br />B log: www.padreorvandil.blospot.com<br />domorvandil@gmail.com<br />Orkut: Prof. +Orvandil, Cartas e Reflexões Proféticas<br />Telefones: 62 – 9141 – 6655 e 8216 - 4922<br />
  3. 3.
  4. 4. PLANO DE AULAS<br />
  5. 5. EMENTA:<br />O Ensino Superior e suafunção social. Concepção de docência no ensino superior. Sociedadedainformação e do conhecimento e o trabalhodocenteenquantoprática social. <br />
  6. 6. Análise e reflexão das e sobre as práticaspedagógicasnadocência no ensino superior, inclusive osprocedimentos de avalição, permitindorepensar o fazerdocente, de forma crítica, valorizando a inovação e a criatividade.<br />
  7. 7.
  8. 8. OBJETIVOS:<br />Refletirsobreosprincípiosnorteadoresdaprática no ensino superior frente as exigênciasatuais;<br />Discutir a função do ensino superior contemporânea e conjunturalmente;<br />
  9. 9. Refletirsobreàspráticaspedagógicastradicionais, inclusive a avaliação no ensino superior;<br />Compreendera sala de aulacomoespaço e tempo de aprendeizagem e de troca de experiências;<br />
  10. 10. Discutir a função do ensino superior contemporânea e conjunturalmente;<br />Refletirsobreàspráticaspedagógicastradicionais, inclusive a avaliação no ensino superior;<br />Pensar as pessoas dos/as próprios/as docentes.<br />
  11. 11. 19/03 pelamanhã- sábado: Quem é o/a educador-pessoa?<br />Texto “Quemarcadeixarás?” 1.Qual a marca do prof. De ensinoreligioso e seusdesdobramentos no futurodoutor?<br />2. Qual é o significado de teunome e a história de tuapessoa? 3. Porquê a escolhadadocência? 4. Qualtuamarcaconstruídanasvidas de teus/tuasalunos/as? <br /><ul><li>Técnica A e B com relatos a todosbuscandopensarvidasquemovemdocentes. </li></li></ul><li>À tarde - sábado: Ensino superior, concepções de docência, função e práticasociais.<br />Organizargruposparaestudos e avaliação no domingo à tarde.<br />
  12. 12. 20/03 pelamanhã-domingo: Sociedade de informação, do conhecimentoenquantoideologia. Análisecrítica e relfexiva das práticaspedagócicas no ensino.<br /> 20/03 à tarde: organização dos estudos dos textosemgrupos, avaliação e apresentação. <br />
  13. 13.
  14. 14. ENSINO SUPERIOR<br />Concepações:<br />a)terceirograu: apósensinomédio com o objetivo de prepararpara a vida, para a sociedade e para o mercado;<br />
  15. 15. b)composto de alunos/as diferentes, de professores/as com curso de pós-graduação, de conteúdos, de pesquisas, de filosofias e objetivospedagógicos, dapressão social e política, conjunturalmente;<br />c)de instituiçõespúblicas e particulares, com propostasdiferenciadashistórica e economicamente;<br />d)com desafiosfilosóficos, científicos e ideológicos.<br />
  16. 16.
  17. 17. PARADÍGMAS<br />
  18. 18. a)Verticalista: define-se como imposição de informações de cima para baixo em forma de comunicado, de modo autoritário;<br />
  19. 19. b)Centralizador:o/a docente é centralizador do conhecimento e do ensino. Os/as alunos/as são ouvintes/espectadores. Ensinar predomina em relação ao aprender: ênfase nos métodos, nos recursos e no/a professor/a <br />PROFESSORES/AS<br />
  20. 20. c)democratista: o/a docente deixa correr “livre”, à deriva, sem orientar claramente o conteúdo e os/as alunos/as. Falsa concepeção de democracia, anarquia...;<br />d)democrático:superação da dicotomia ensino aprendizagem. O/a professor/a é orientador/a e organizador/a das situações de ensino – a aprendizagem é central.Selma Garrido Pimenta o denomina de ENSINAGEM.<br />
  21. 21. Características da ensinagem:<br />1. finalidade da docência: relação e diálogo com outros campos do conhecimento. Ensinar e aprender acontecem juntas. Compreende as dimensões política - como prática social transformadora; científica - como revelação das leis reais das condições concretas em que se manifestam e técnica – como orientações da prática em situações concretas específicas. <br />
  22. 22. Quatro tipos de conteúdos: 1. fatuais; 2. procedimentais; 3. atitudinais e 4. aprendizagem de conceitos e princípios.<br />Destaca-se na aprendizagem os papeis do/a professor/a e do/a aluno/a.<br />
  23. 23.
  24. 24. Do/a professor/a:<br />Organizar as atividades de ensino e as da aprendizagem, marcadas pela parceria e pela solidariedade.<br />
  25. 25. Do/a aluno/a:<br />Algumas categorias podem orientar sua atividade: 1.significação: vínculos, nexos do conteúdo a ser desenvolvido; 2.problematização: recuperação da origem do conhecimento como problema; 3. práxis:ação do sujeito sobre o objeto a ser conhecido; 4. criticidade: visão crítica da realidade; 5. continuidade – ruptura: síntese de conhecimento mais elaborado; 6. historicidade: história, contexto e superação pela humanidade; 7. totalidade: combinar síntese, análise, conhecimento e realidade, determinantes e nexos internos.<br />
  26. 26. 2.Professor/a e aluno/a: ciência, conhecimento e saber escolar<br />Superação da fragmentação do “especialismo”;<br />Superação do dualismo, assumindo todos os pressupostos implicados;<br />Superação do método único, mas dialogar com todas as ciências, métodos, com a razão e com o sensível.<br />
  27. 27. 3. Docência e ensino: ensinar a quem?<br />1. alunos/as que se evadem da escola;<br />2. centralização no professor/a;<br />3. aluno/a ouvinte;<br />4. faixa etária entre 18-19 com as seguintes características: falta de motivação; passividade e individualismo; falta de disciplina e hábitos de estudos insuficientes; problemas com a escolaridade anterior<br />
  28. 28. nível de conhecimento insuficiente para a graduação; dificuldades para interpretação; dificuldade de raciocínio e falta de criticidade; heterogeneidade nas classes e diversidade de maturidade; interesse na nota para passar de ano e obter diploma; falta de tempo para estudar, com pouco contato extra-classe; aluno/a trabalhador/a; ausência de clareza da área do conhecimento e da vida; falta de informações sobre o curso que quer fazer etc.<br />
  29. 29. PROFESSORES/AS E ALUNOS/AS<br />1. MEMBROS SOCIAIS: Os modelos de ensino provêem de sistemas políticos adotados pela sociedade ou por grupos dominantes:<br />a)ditadura militar: expansionismo bélico estadunidense;<br />b)neobiliberalismo: controle político e econômico pelo mercado= mais mercado menos estado;<br />c)democracia com desenvolvimento nacional: busca de autonomia nacional com investimentos sociais (destacar educação).<br />
  30. 30. MUDANÇAS NO ESNINO<br />1. no mundo do trabalho: passagem de uma sociedade de acúmulo econômico e político para a distribuição de renda e democracia política com justiça social;<br />2. transformação de Estado controlado pelo mercado para o de Estado desenvolvimentista regulador de investimentos e de direitos humanos dos professores/as e de alunos/as.<br />
  31. 31. Crise de identidade do/a professor/a<br />“Toda profissão afirma uma identidade e esta, por sua vez, “não é um dado adquirido, não é uma propriedade, não é um produto. A identidade é um lugar de lutas e de conflitos, é um espaço em construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Por isso, é mais adequado falar em processo identitário, realçando a mesma dinâmica que caracteriza a maneira como cada um se sente e se diz professor” (Nóvoa, 1996).<br />
  32. 32. “Crise de identidade do professor significa, portanto, uma crise da maneira de ser na profissão, isto é, uma crise no ato de professar e que implica em dificuldades na interação social; descontentamento na realização das suas atividades; descrença no seu papel social etc.” <br />
  33. 33. “As causas da crise de identidade são diversas: conflitos na instituição de trabalho; baixos salários; pouco reconhecimento social; sentimentos de incerteza ou insegurança. Por outro lado,deve-se considerar que tal crise não é alheia à distinção entre o eu pessoal e o eu profissional.”<br />
  34. 34. “...é difícil desmembrar um modo de ser pessoal – crenças, valores morais, posturas ou aspectos do caráter – de tudo aquilo que compõem o modo de ser professor – crenças a respeito da educação, valores pedagógicos e posturas didáticas. Por maior que seja a semelhança das trajetórias profissionais de professores e as suas origens de classe, cada um desenvolve uma forma própria (pessoal) de organizar as aulas, de movimentar-se em sala, de dirigir-se aos alunos, de abordar didaticamente um certo tema ou conteúdo e de reagir diante de conflitos” (http://espacoacademico.wordpress.com – Prof. PAULO MEKSENAS)<br />
  35. 35. Formaçãocontinuada dos/as professoprores/as protagonistas<br />“Estabelecendolaços entre inovação e formação é fundamental buscarformasalternativas de aperfeiçoamentodocente, colocandoemprática novas propostasteórico-pedagógicaspormeio das quaissejapossível, além de superar a distância das disciplinas dos cursos e dos professoresemrelação a realidade do Ensino... [emtodososníveis], aproximaralunos e professores e levá-los a construirtambém com o auxílio dos recursosdatecnologiaumaabordagem inter e multidisciplinarparaosproblemasdaprática social concreta”(Zainko, Maria AméliaSobbag – DesafiodaUniversidadeContemporânea, p. 187)<br />
  36. 36. Socialização<br />“Socialização ... pode ser definidacomo o processosociopsicológicoqueobjetiva a formaçãodapersonalidade individual atravésdainteração com outrosindivíduos e grupos. Quandoestasocializaçãoadquirecaráter de franca intencionalidade e se fazatravés de processosformais, socialmentesancionados, falamosemeducação” (MoemaToscano – Introdução à SociologiaEducacional . Vozes)<br />
  37. 37. Questõesculturais<br />Definição: o antropólogoinglês Edward B. Taylor define culturacomo “aqueletodocomplexoqueincluiconhecimento, crença, arte, moral, costumes e quaisqueroutrascapacidades e hábitosadquiridospelohomemenquantomembrodasociedade” (apud , ToscanoMoema, p. 39). É tudo o querecebeutransformaçãopelohomemcomofruto de seuesforçoparadominar a natureza a seuserviço.<br />
  38. 38. Colere: cultivo do solo intelectual e espiritual;<br />Modus vivendi: pessoas e grupossãoalteridadesculturais;<br />Modus operandi: todososrecursosintelectuais, científicos e tecnonológicos.<br />
  39. 39. Educação, política e desenvolvimento<br />O quevemprimeiro, a educaçãoou o desenvilvimento?<br />Os educadoresdevem ser políticos?<br />
  40. 40. Políticavem de polis – grego= cidade e cidadania.“O homemisoladoou é um deusouumabesta”, diziaAristóteles.<br />“...seriadesejávelqueosprofessores, enquantoresponsáveispelaherança cultural de suasociedade, tivessemcondições de plenaconscietização do processosociopolítico de quesão, a um tempo, sujeito e objeto” (Toscano, Moema, p. 123).<br />
  41. 41. “O desenvolvimento ...é um processo de transformação global. No processo de desenvolvimento, o aspectoeconômico é preponderante” e aconteceatravés do “crescimento do padrão de vidadapopulação no seiodaqualocorre o desenvolvimento”(Toscano, p. 166). No desenvolvimetoou no seucontrárioenvolvem-se osfatoreseconômico, político e social.<br />
  42. 42. 1. “Nenhumpaís do mundocontemporâneo se desenvolveu a partir do aperfeiçoamentopuro e simples de suasinstituiçõeseducacionais...”<br />2. ...não se sabe, atéhoje, de um paísouregiãoque, havendodeflagrado, de mododecidido e autônomo, seuprocesso de crescimento, tenhaconseguidomanter as velhasestruturaseducacionaisrígidasoucongeladas;<br />3. a educação é umacondiçãonecessária, masnãosufucientepara o desenvolvimento. Pensar o contrário é contribuirparacristalizarumaatitudeconservadora... A respeito das transformaçõessociais e das áreasprioritárias de ação e decisãopolíticas” (Toscano, p. 179).<br />
  43. 43.
  44. 44. POSSIBILIDADES<br />1. CONSTRUÇÃO DE SABERES DE ALUNOS/AS E DE PROFESSORES/AS<br />2. SOCIALIZAÇÃO CULTURAL<br />3. ENFRENTAR POLÍTICAS DOMINANTES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES/AS PARA CONSTRUIR SABERES DE DOCÊNCIA EMANCIPATÓRIA COM AS MARCAS DE POLÍTICA HORIZONTAL DA CIDADANIA, COMUNITARIEDADE COM AUTONOMIA E SOLIDARIEDADE. <br />
  45. 45.
  46. 46. Esclarecimentos<br />As notas serão construídas a partir das presenças, participações em aula, na entrega de relatórios e de trabalho escrito no penúltimo dia de aula. O tema fica a escolha de cada pessoa ou grupo.<br />
  47. 47. QUESTÕES IMPORTANTES REFERENTES A DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR<br />Enfrentaremos juntos, durante 4 encontros, algumas questões que nos preocupam no Ensino Superior. Verificar no Plano cada uma e todas...<br />
  48. 48. Proposta de trabalho para hoje:<br />1. Nos dois períodos iniciais integrar a turma a partir de micro-grupos: praticar esforço para sintetizar experiências docentes com o estudo e debate de cada item do texto “Do ensinar à ensinagem”, de Pimenta e Anastasiou: 1.1. Do ensinar à ensinagem – finalidades da docência (p. 204); 1.2. Professor e aluno: ciência, conhecimento e saber escolar (p. 218); 1.3. Docência e ensino: ensinar a quem? (p. 226)<br />
  49. 49. 2. Após o intervalo nos últimos períodos<br />Os micro-grupos relatam suas conclusões, geram esclarecimentos, debates e entregam relatórios para avaliação.<br />
  50. 50. A) Retomada das aulas anteriores:<br />a)Primeira aula:ensino e ensinagem: debate experimental com base na noção de ensinagem;<br />b)Segunda aula: questões em grupo:1.Do ensinar à ensinagem; 2. Professor e aluno: ciência, conhecimento e saber escolar; 3. Docência: ensinar a quem?<br />c)construção em grupos: possibilidades e dificuldades.<br />
  51. 51. B)Aula de hoje: MUDANÇAS A PARTIR DO MUNDO DO TRABALHO<br />Texto de Acácia Zeneide Kuenzer<br />“O QUE MUDA NO COTIDIANO DA SALA DE AULA UNIVERSITÁRIA COM AS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO?”<br />
  52. 52. Metodologia da aula de hoje<br />Técnica de dinâmica de grupo: grade progressiva.<br />QUESTÕES:<br />1. A que mudanças no mundo do trabalho o texto se refere)? (conceituar) (p. 15)<br />
  53. 53. Questões – continuação -<br />2)Quais são “as mudanças que ocorrem na sala de aula a partir das mudanças que vêm ocorrendo no mundo do trabalho?” (p. 16)<br />
  54. 54. QUESTÕES – continuação -<br />3)a)O que quer significar a frase “profissões de nível superior, com foco no mercado, eram rigorosamente delimitadas, para o que concorriam as corporações, por meio da regulamentação das atividades profissionais”?<br />
  55. 55. QUESTÕES – continuação -<br />3)b)O que é rigidez taylorista/fordista na educação, suas conseqüências curriculares e seu caráter ideológico? (p. 16 – 21)<br />
  56. 56. QUESTÕES – continuação -<br />4)Qual a contradição entre a flexibilização de conteúdos e a falta de investimentos num País que renunciou a sua soberania? (p. 20 – 23)<br />
  57. 57. QUESTÕES – continuação - <br />5)Definir o conceito de Estado e distinguir as noções de Estado regulador, de Estado controlado pelo mercado e as conseqüências de cada noção para a educação e os direitos dos alunos (p. 23 – 26)<br />
  58. 58. QUESTÕES – continuação -<br />6)O que se entende por superar os limites do conhecimento dos produtos a favor da retomada da dialética conteúdo – método na perspectiva do trabalho de destruição das condições de exploração e construção de outra sociedade, germinando a semente da transformação? (p. 26 – 28)<br />
  59. 59. Docência no Ensino Superior<br />Profª. Ms. Isabel Ana de Moraes<br />
  60. 60. PERSPECTIVAS ATUAIS PARA O ENSINO SUPERIOR<br />FUNÇÃO SOCIAL <br /><ul><li>A Universidade constitui-se em local de convivência entre educadores e educandos.
  61. 61. É o locuspor excelência da inter-relação, onde imperam os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos da sociedade como um todo.</li></li></ul><li>As perspectivas atuais para a universidade encontra-se numa encruzilhada:<br /><ul><li> divididas entre diretrizes para a reestruturação e revalorização do ensino superior público e força de mercado
  62. 62. uma força de mercado que tenta transformar o processo de ensino e aprendizagem, em mais uma mercadoria passível de valor de troca</li></li></ul><li>Atribuições do ensino superior como um processo de busca, de construção científica e de crítica ao conhecimento produzido:<br /><ul><li>propiciar um conjunto de conhecimentos, métodos e técnicas científicos, que assegurem o domínio científico e profissional do campo específico e devem ser ensinados criticamente;
  63. 63. Conduzir a uma progressiva autonomia do aluno na busca de conhecimentos;</li></li></ul><li><ul><li>Considerar o processo de ensinar/aprender como atividade integrada à investigação;
  64. 64. Desenvolver a capacidade de reflexão;
  65. 65. Substituir a simples transmissão de conteúdos por um processo de investigação do conhecimento;
  66. 66. Integrar, vertical e horizontalmente, a atividade de investigação à atividade de ensinar do professor, o que supõe trabalho em equipe;</li></li></ul><li><ul><li>Criar e recriar situações de aprendizagem;
  67. 67. Valorizar a avaliação diagnóstica e compreensiva da atividade mais do que a avaliação como controle;
  68. 68. Conhecer o universo cultural e de conhecimentos
  69. 69. Desenvolver, com base nos alunos, processos de ensino e aprendizagem interativos e participativos.</li></li></ul><li>CONCEPÇÃO DE DOCÊNCIA NO ENSINO SUPEIOR<br />A docência no ensino superior é entendida como:<br />Processo de relação entre professor/aluno e professor/professor e de formação contínua<br />Prestação de um serviço à sociedade mediante a profissão de professor <br />
  70. 70. Aspectos do mundo contemporâneo que impulsionam o desenvolvimento profissional do professor universitário:<br /> transformação da sociedade, de seus valores e de suas formas de organização de trabalho<br />O avanço exponencial da ciência nas últimas décadas; <br />A consideração progressiva de uma Ciência da Educação<br />
  71. 71. Configuração da docência como um campo de conhecimentos específicos:<br /><ul><li> conteúdo das diversas áreas do saber e do ensino (campo das ciências humanas e naturais, da cultura e das artes);
  72. 72. conteúdos didático-pedagógicos, diretamente relacionados ao campo da prática profissional;</li></li></ul><li><ul><li> conteúdos relacionados a saberes pedagógicos mais amplos do campo teórico da prática educacional;
  73. 73. conteúdos ligados à explicitação de sentido da existência humana individual, com sensibilidade pessoal e social.</li></ul> A identidade do professor é também profissional; ou seja, a docência constitui um campo específico de intervenção profissional na prática social<br />
  74. 74. ELEMNTOS CONSTITUTIVOS DA PRÁTICA DOCENTE<br /><ul><li>Formação acadêmica
  75. 75. Conceitos
  76. 76. Conteúdos específicos
  77. 77. Ideal
  78. 78. Objetivos
  79. 79. Regulamentação
  80. 80. Código de Ética</li></li></ul><li>A docência no ensino superior é profissão que tem por natureza constituir um processo mediador entre sujeitos essencialmente diferentes, professor e alunos, no confronto e na conquista do conhecimento.<br />Na construção da identidade da profissão docente, é essencial considerar a importância da criatividade na solução de cada nova situação vivenciada.<br />
  81. 81. CARACTERÍSTICAS DA PROFISSÃO DOCENTE<br />A singularidade<br />A incerteza<br />A novidade<br />O dilema<br />O conflito<br />A instabilidade<br />Imprevisibilidade<br />
  82. 82. DOCÊNCIA<br />Aspectos relativos aos sujeitos presentes no universo da docência:<br /><ul><li> o professor como pessoa e a pessoa do professor como profissional;
  83. 83. o aluno como sujeito do processo cognitivo;
  84. 84. processos cognitivos compartilhados entre os diferentes sujeitos.</li></li></ul><li>DOCÊNCIA<br /> Aspectos relativos aos determinantes do processo educativo:<br /><ul><li> Projeto político-pedagógico institucional e sua inserção no contexto social;
  85. 85. projeto dos cursos e os dados da realidade institucional;
  86. 86. Teoria didática praticada e a desejada na sala de aula;
  87. 87. a responsabilidade com a atuação técnica e social do profissional no mercado de trabalho.</li></li></ul><li>IDENTIDADE PROFISSIONAL DO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR<br />Dilemas da identidade profissional dos docentes do ensino superior:<br /><ul><li> tendência a construção da identidade e ao desenvolvimento do trabalho docente de forma individual, desintegrada, ou em grupos fechados – Individualismo/Coordenação.</li></li></ul><li><ul><li>Incidência da dialética pesquisa/docência no progresso pessoal e profissional dos docentes do ensino superior;
  88. 88. tendência à especialização dos estudos e dos perfis profissionais – Generalista/Especialista - alimentada pela compartimentalização dos conteúdos disciplinares, da formação ;
  89. 89. Ensino/Aprendizagem - O que faz um professor ser bom professor, ensinar bem ou formar bons alunos? Até onde chega o trabalho docente? Até onde chega a responsabilidade como docente e começa a responsabilidade dos estudantes? Como conseguir equilibrar o eixo disciplinar (explicar bem os conteúdos) com o eixo pessoal (ajudar os alunos para que aprendam o que lhes ensinam?)</li></li></ul><li>Segundo Ramsden (1992, p.89), o equilíbrio no desempenho da docência, o bom ensino universitário caracteriza-se por:<br /><ul><li> desejo de compartilhar com os estudantes seu amor pelos conteúdos da disciplina;
  90. 90. habilidade para fazer com que o material que deve ser ensinado seja estimulante e interessante;
  91. 91. facilidade de contato com os estudantes e busca de seu nível de compreensão;</li></li></ul><li><ul><li> capacidade de explicar o material de maneira clara;
  92. 92. compromisso de deixar absolutamente claro o que se aprendeu, em que nível e por quê;
  93. 93. demonstração de interesse e respeito pelos estudantes;
  94. 94. responsabilidade de estimular a autonomia dos estudantes;
  95. 95. capacidade de improvisar e de se adaptar às novas demandas;
  96. 96. uso de métodos de avaliação comparativo;</li></li></ul><li><ul><li>uso de métodos de ensino e tarefas acadêmicas que exijam dos estudantes o envolvimento ativo na aprendizagem, assumindo responsabilidades e trabalhando cooperativamente;
  97. 97. visão centrada nos conteúdos-chave dos temas e nos erros conceituais dos estudantes antes da tentativa de dominar, a todo custo, todos os temas do programa;</li></li></ul><li>AVALIAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO ENSINO SUPERIOR<br />Segundo Villas Boas (2004), as pesquisas constatam o que tem acontecido sobre a avaliação do trabalho pedagógico do docente do ensino superior:<br /><ul><li> nem sempre o professor elabora um plano de curso;
  98. 98. o plano existe somente para cumprir a finalidade burocrática, de atender às exigências do departamento;</li></li></ul><li><ul><li> os alunos não reivindicam maiores informações do e sobre o plano de ensino, contentam-se com as que recebem;
  99. 99. os planos omitem os critérios a serem utilizados na avaliação;
  100. 100. avaliação tratada de forma autoritária;
  101. 101. avaliação usada com mais freqüência para classificar e não para diagnosticar;
  102. 102. o trabalho começa com a perspectiva do fracasso e não com a do sucesso;
  103. 103. desarticulação entre a avaliação e o trabalho pedagógico (desvinculação entre a avaliação, os conteúdos, os objetivos)</li></li></ul><li>ALGUMAS POSSIBILIDADES DE CAMINHOS PARA A PRENDIZAGEM MAIS CRIATIVA<br />Para Wechsler (1996), as características que descrevem um professor criativo são, dentre muitas: <br /><ul><li> abertura a novas experiências;
  104. 104. ousadia e idealismo;
  105. 105. confiança em si mesmo e postura de facilitador;
  106. 106. curiosidade; humor; preferência por arriscar-se;
  107. 107. estar apaixonado por sua área de ensino;</li></li></ul><li><ul><li> encorajar os estudantes a realizar seus próprios projetos;
  108. 108. permitir que os alunos tenham idéias diferentes das do professor.</li></ul> A proposta de um ensino criativo, segundo alguns estudiosos e pesquisadores, depende da mudança de postura do professor, que deve sempre cuidar para que exista um clima criativo na sala de aula.<br />

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