Prática pedagógica:a relação professor-aluno no ensino superior

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Abordagem pedagógica sobre a relação professor - aluno no ensino superior: quem é o professor universitário,? Quem é o aluno universitário? Como ele aprende ?

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Prática pedagógica:a relação professor-aluno no ensino superior

  1. 1. Prática pedagógica:a relação professor-aluno professorno ensino superior Ms Profª Heloisa Teixeira Argento
  2. 2. Quem é o professor universitário? Introduzindo a Questão... O profissional que atua como docente fi i l t d t na Educação Superior, no início deste século, necessita de uma articulação diferenciada dife enciada com os sabe es saberes pedagógicos, sociais e políticos ao assumir seu papel na Sociedade do Conhecimento. Conhecimento As mudanças educacionais não podem ignorar a construção da ciência no modelo cartesiano, que produziu uma educação conservadora, fragmentada e reprodutora. Esse paradigma não responde mais às demandas da sociedade atual.
  3. 3. Quem é o professor universitário? O ensino contribui para o p p processo de transformação social ç promovendo um movimento crítico-reflexivo. O papel do professor universitário vem se modificando para acompanhar o processo de transformação social. Esse novo olhar exige uma formação diferenciada e a preparação adequada para atuar como docente universitário Conceito de professor mediador, que promove a aprendizagem mediada. Professores e alunos são parceiros no processo de construção do conhecimento.
  4. 4. Quem é o professor universitário? As novas possibilidades e necessidades de atuar como docente na Educação Superior têm, hoje, um significado que está inserido nos cursos de pós-graduação, no que se refere às competências para ensinar. i Segundo a descrição de Perrenoud: Competência é a aptidão para enfrentar um conjunto de situações análogas, mobilizando de uma forma correta, rápida, pertinente e criativa, criativa múltiplos recursos cognitivos: saberes, capacidades saberes capacidades, microcompetências, informações, valores, atitudes, esquemas de percepção, de avaliação e de raciocínio” (Perrenoud e Thurler, 2002:19). 2002:19)
  5. 5. São competências básicas do professor universitário: Estar inserido no diálogo com diferentes fontes de saber e pesquisa; Ter uma atitude de compartilhamento dos saberes; Estabelecer novos pa âmet os Estabelece no os parâmetros na relação professor-alunoelação p ofesso al no conhecimento; Estar em permanente formação; Utilizar se Utilizar-se dos recursos tecnológicos para acessar e produzir conhecimento; Atuar de forma contextualizada aos movimentos políticoeducacionais; Estabelecer vínculos entre o ensino e o mundo do trabalho; Implementar um trabalho pedagógico interdisciplinar; Construir uma ação pedagógica investigativa por intermédio da p q pesquisa; ; Desenvolver ações pedagógicas que possibilitem o olhar críticoreflexivo, Contribuindo para a promoção social e política.
  6. 6. Alguns pontos relevantes da formação de um professor universitário. O que é considerado importante no processo de formação do professor universitário? -Ser competente em determinada área do conhecimento; Ser -Atualizar, constantemente, seus conhecimentos e suas práticas profissionais; -Ser pesquisador em sua área e socializar suas produções no Ser ambiente acadêmico por intermédio de publicações, simpósios, congressos, incorporando e promovendo reflexões a partir de suas idéias ao seu fazer pedagógico; -Ter domínio pedagógico; -Ter postura e compromisso ético e político diante do conhecimento e da ação de ensinar; ç ; -Dominar as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação
  7. 7. O professor pesquisador Um ensino estático e mecânico não se adéqua aos princípios pós-modernos de uma educação de qualidade. A função do professor reflexivo permite entender o papel da ação investigativa como foco principal da atividade docente. O professor pesquisador compreende o lócus de atuação pedagógica como espaço privilegiado de formação.
  8. 8. Quem é o aluno Universitário? Q l U i itá i ? Para inicio de conversa, podemos dizer que o aluno universitário é aquele que foi aprovado á f no vestibular e matriculou-se numa faculdade, logo é um acadêmico. Nesse sentido, poderíamos dizer ao invés de acadêmico, aquele que se arrisca num curso em uma faculdade poderia ser mais bem descrito como estudante. Vamos então, buscar algumas características então do estudante. E por que não relembrar a atitude de Sócrates, que caracteriza o estudante como aquele que andar pelas ruas e praças em busca dos saberes, aprendendo na gratuidade do puro gosto e sabor do saber.
  9. 9. Quem é o aluno Universitário? Mas, Mas não podemos nos esquecer que estamos em um novo século. E ele nos apresenta novas exigências. Daí que nos vem a questão: o que é ser estudante nos dias atuais? estudante, Vejamos algumas características do estudante de hoje hoje. Podemos afirmar que a primeira seja a atitude de quem é inconformado com o que está pronto; um inconformado em busca das novidades.E as novidades não nos procuram. Nós é que precisamos p q p procurar p elas; correr por ; atrás delas. Principalmente nos dias atuais em que as novidades tornam-se obsoletas muito rapidamente.
  10. 10. Quem é o aluno Universitário? Uma outra característica do estudante, são as atitudes que lhe estudante permitem transformar-se, diariamente, em alguém melhor. O estudante precisa ser alguém antenado no seu cotidiano e no mundo. Quem não está por dentro do que anda acontecendo, está fora. Não tem espaço no mundo social e nem no mercado de trabalho trabalho. Existem tantas outras características como a solidariedade, a persistência e perseverança... Mas como lidar com esse aluno? Como promover uma formação universitária que atenda às suas expectativas?
  11. 11. Quem é o aluno Universitário? O mercado de trabalho é um espaço aberto para quem tem além de capacidade racional, capacidade emocional. Os estudantes precisam desenvolver essas competências , embora o ambiente seja, na maioria das vezes, racional. Cabe ao professor, criar situações de aprendizagem, que favoreçam o desenvolvimentos dessas habilidades e competências, para que o estudante possa desenvolver suas capacidades emocionais. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”, dizia a raposa ao Pequeno Príncipe. olhos” Príncipe
  12. 12. Como o aluno universitário aprende ? •Diferentemente do modelo pedagógico ( ensino de crianças), os adultos são motivados a aprender quando possuem necessidades e interesses que a aprendizagem satisfará satisfará. •A orientação de adultos para a aprendizagem é centrada na vida; portanto, as unidades apropriadas para organizar a aprendizagem de adulto são as situações da vida, não os assuntos. •Experiência é o recurso mais rico para a aprendizagem de adultos, então a metodologia básica da educação de adultos é a análise da experiência. •As diferenças individuais entre as pessoas aumentam com a idade; portanto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, local e ritmo de aprendizagem.
  13. 13. Abordagem andragógica A palavra Andragogia deriva das palavras gregas andros (homem) + agein (conduzir) + logos (tratado ciência), referindo-se à (tratado, ciência) referindo se ciência da educação de adultos, em oposição à Pedagogia e foi originalmente formulada por um professor alemão Alexander Kapp alemão, Kapp, em 1833. Um caminho educacional que busca compreender o adulto desde todos os componentes humanos, e definir como um ente psicológico, biológico e social. Busca promover o aprendizado através da experiência, fazendo com experiência que a vivência estimule e transforme o conteúdo, impulsionando a assimilação. É o aprender através do fazer, o “aprender fazendo”.
  14. 14. Pressupostos CRITÉRIOS PEDADAGOGIA ANDRAGOGIA AUTOCONCEITO Dependência Autodireção crescente EXPERIÊNCIA De pouco valor. Aprendizes como fontes de aprendizagem. PRONTIDÃO PERSPECTIVA TEMPORAL ORIENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM Pressão social de desenvolvimento biológico Aplicação adiada Centrada na matéria Tarefas de desenvolvimento de papéis sociais Aplicação imediata Centrada nos problemas
  15. 15. Os estilos e aprendizagem Estilos de aprendizagem representam as competências pessoais dos aprendizes para processar informação em ambiente de aprendizado. Cada indivíduo tem sua própria capacidade p p p p para receber e p processar informação, que pode ser resultante de experiências prévias ou de outros fatores cognitivos. Os estilos de aprendizagem podem ser vistos como um meio pelo qual as pessoas: •Coletam i f C l t informação ã •Selecionam certas informações para posterior processamento •Usam significados, valores, habilidades e estratégias para solucionar problemas e criar novos significados (Mac Keracher)
  16. 16. Os estilos e aprendizagem O estilo de aprendizagem representa a maneira preferencial de um indivíduo aprender. A falta de alinhamento entre o estilo do facilitador e o dos aprendizes pode resultar em problemas no di processo d aprendizagem. de
  17. 17. Classificação dos estilos de aprendizagem Domínios de Aprendizagem ( g (Cognitivo, físico e emocional) , ) Cognitivos Delineador de Estilos, de A h d Anthony Gregorc G Instrumentos de Avaliação de Estilos, de David Kolb Transversais (físico e emocional) Inteligências Múltiplas de Howard Gardner
  18. 18. Domínio cognitivo (Anthony G D í i i i (A h Gregorc) ) Principais processos cognitivos abstrato aleatório concreto sequencial
  19. 19. Quatro estilos preferenciais Concreto - sequencial (CS) Abstrato - sequencial (AS) Concreto - aleatório (CR) Abstrato - aleatório (AR)
  20. 20. Aprendizes com o estilo Concreto – sequencial (CS) Características: •Precisam contar com uma abordagem estruturada para aprender •É necessário que sejam definidas expectativas claras de desempenho •Eles se sentirão mais confortáveis se os trabalhos forem conduzidos passo a passo, com um esquema de validação contínua ao longo de todo o processo e utilizando exemplos da vida real
  21. 21. Aprendizes com o estilo Abstrato A di til Ab t t sequencial (AS) Características: •Sentem-se extremamente confortáveis em ambientes acadêmicos e, normalmente, saem-se muito bem em seus estudos universitários. Seu lema é “conhecimento é conhecimento poder” •Trabalham melhor de modo independente e preferem materiais bem organizados • Gostam de abordagens escritas, verbais e visuais de aprendizagem. Não gostam de distrações •Só aceitam mudanças após muita discussão e deliberação
  22. 22. Aprendizes com o estilo Concreto - aleatório (CR) Características: •Podem trabalhar com mesmo desempenho tanto em grupos como individualmente •Dificilmente se sentem confortáveis em ambientes Difi il t t f tá i bi t acadêmicos, uma vez que sentem muita necessidade de experiências abertas e vivências de aprendizagem •São pensadores divergentes e implementadores de mudanças, com grande tendência à impulsividade
  23. 23. Aprendizes com o estilo Abstrato aleatório (AR) Características: •Os relacionamentos desempenham papel fundamental para uma aprendizagem eficaz, o que faz f d l d f f com que eles trabalhem melhor em grupo •Gostam de interagir com outros aprendizes e pessoas Gostam e, por isso, podem se sentir desconfortáveis com a modalidade de educação a distância • Aprendem melhor com o esclarecimento de seu pensamento por meio de discussões com outras pessoas •Trabalham com afinco para obter a aprovação de seus facilitadores
  24. 24. Domínio cognitivo (David A. Kolb) Principais processos cognitivos
  25. 25. Modos de Aprendizagem Quatro modos de aprendizagem Conceituação concreta ( CA): aprende pensando Experimentação ativa (EA) : aprende fazendo Experiência Concreta (EC): aprende sentindo Observação reflexiva (OR) aprende refletindo, observando e escutando
  26. 26. Quatro estilos preferenciais EC ACOMODADOR DIVERGENTE EA OR CONVERGENTE ASSIMILADOR 1- Divergente 2- Assimilador 3-C Convergente t 4- Acomodador CA
  27. 27. Aprendizes com estilo divergente Características: •Gostam de atividades imaginativas e inovadoras •Geram ampla gama de idéias e discussões •São sensíveis aos sentimentos das outras pessoas e aos seus próprios •Identificam problemas e coletam informações relevantes com facilitadores •Envolvem-se de maneira pessoal no processo de aprendizagem •Gostam de atividades e grupo
  28. 28. Habilidades -Sensibilidade quanto aos sentimentos das pessoas -Sensibilidades quanto aos valores -Capacidade d ouvir com a mente C id d de i t aberta -Coleta de informações ç
  29. 29. Aprendizes com estilo assimilador Características: •Gostam de ideias e conceitos abstratos Gostam •Criam modelos conceituais •Desenham experimentos p •Resolvem problemas, frequentemente considerados soluções alternativas •Gostam de ler, refletir e participar de atividades estruturadas •Analisam informações quantitativas
  30. 30. Habilidades H bilid d -Organização de informações -Construção de modelos conceituais -Teste de teorias e ideias -Análise de dados quantitativos
  31. 31. Aprendizes com estilo convergente Características: •Gostam de encontrar utilizações práticas e de p a ç p por ‘mão na massa’ •Avaliam consequências e selecionam soluções para os problemas •Gostam de receber objetivos claros e uma sequência lógica para a execução de atividades •Sentem-se confortáveis com abordagens tipo ‘tentativa e erro’ •Não apresentam bom desempenho – relacionamentos Nã t b d h l i t interpessoais
  32. 32. Habilidades H bilid d -Criação de novas formas de pensar e agir -Vivência d novas id i Vi ê i de ideias -Escolha de uma melhor solução p para um p problema -Definição de metas -Tomada de decisões
  33. 33. Aprendizes com estilo acomodador Características: •Gostam de experiências práticas •Tem uma postura propícia para a aprendizagem ativa •São implementadores de soluções •Assumem riscos •São flexíveis e compartilham informações •Não gostam de estrutura de autoridade •Trabalham bem com outras pessoas aba a be co out as • Destacam–se quando assumem posição de liderança
  34. 34. Habilidades H bilid d -Comprometimento pessoal com objetivos e metas -Busca de novas oportunidades Busca Influência e liderança sobre outras pessoas -Envolvimento pessoal -Interação com pessoas
  35. 35. Domínios transversais e integrados ( Haward Gardner) VerbalVerbal-lingüística Capacidade de manipular a linguagem LógicoLógico-matemática Capacidade d d t t padrões, d raciocinar forma ló i C id d de detectar d õ de i i f lógica VisualVisual-espacial Capacidade de manipular e criar imagens mentais CorporalCorporal-sinestésica Capacidade de coordenar seus próprios movimentos MusicalMusical-rítmica Competência para reconhecer e compor tons musicais Intrapessoal I t l Capacidade de entender os próprios sentimentos e motivações Interpessoal Capacidade de entender os sentimentos e as intenções dos outros p ç Avaliação da Aprendizagem por meio das Inteligências Múltiplas (Haward Gardner – 1980)
  36. 36. Considerações C id õ Para a aumentar a capacidade de aprendizagem, a melhor escolha seria incluir quantas inteligências diferentes forem possíveis, porém sem conturbar e/ou confundir o próprio processo de aprendizagem. REFLEXÃO Uma das coisas mais difíceis na vida de um aprendiz é mudar hábitos que já estejam profundamente á á f arraigados. A maioria de nós, não temos o hábito de planejar nem de reconhecer recursos que estão bem próximos e disponíveis para ajudar o processo de ó i di í i j d d aprendizagem. Será que conseguimos fazer isso em nossa própria vida?
  37. 37. Referências DE AQUINO, C. T. E, Como aprender: andragogia e as habilidades de aprendizagem São Paulo: Person Pretenci H ll 2007 P t i Hall, MASETTO, Marcos Tarciso. Competência Pedagógica do Professor Universitário. 4ª. Reimpressão; Editora á ã Sammus editorial; São Paulo, 2003. ARGENTO. H. Pedagoga , Mestre em Educação – UNESA (2004) , Especialista em Psicopedagogia Diferencial - PUC RJ (1998) e Especialista em Gestão de Educação a distância - UFJF (2003). Graduada em Pedagogia. Coordenadora de Informática na Educação - Colégio de São Bento Rio de Janeiro. Coordenadora Pedagógica do Centro Universitário Augusto Motta UNISUAM Supervisora Pedagógica de UNISUAM, EAD da UNISUAM Online. Out/2010

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