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EHROS TOMASINI 1
O DETETIVE CEGO2
EHROS TOMASINI 3
O DETETIVE CEGO - Parte I
Acena era inusitada: um mulherão de tez morena, com
quase dois metros de altura, toda vestida de preto e com
uma coleira no pescoço. Segurando a corrente que pendia
dela, havia um jovem cego, negro, aparentando uns trinta e
cinco anos de idade. A morenaça parecia ter um pouco me-
nos. O cego era levado como se ela fosse um cão guia. Devia
ser quase duas horas da tarde e o casal causava espanto por
onde passava. Até pararem defronte a um edifício de aspecto
horrível, sem reboco nas paredes externas e com várias vidra-
ças de janelas quebradas. A mulher perguntou para um quar-
teto de homens que jogava dominó na entrada do prédio, à
sombra da construção:
- Boa tarde. Disseram-nos que há apartamentos para
alugar neste edifício. Alguém pode me informar?
- E como a cadelinha soube disso? - Perguntou um, o
mais gozador.
O DETETIVE CEGO4
- Pelo faro, querido. Assim como sinto que você não
toma banho faz um tempão.
A risadagem foi geral. Só o cego não manifestou seu
humor. Continuou aguardando a informação. Uma jovem
com todo o jeito de prostituta, que ouviu a conversa, pergun-
tou à morena:
- É você que quer alugar o apartamento, ou é o teu
dono?
- Ele não é meu dono. Apenas acho mais cômodo para
mim guia-lo pela coleira, se isso te interessa. Mas o aparta-
mento é para ele, sim.
- O apê para alugar fica vizinho ao meu. Mas é no déci-
mo segundo andar. E o elevador está quebrado.
- Sem problemas -, agora era o cego quem falava - pos-
so subir escadas.
Não era uma tarefa fácil, mas o cego subiu os mais de
120 degraus sem perder o fôlego, apoiado em sua bengala.
A morenaça teve que parar várias vezes para descansar. A
jovem com jeito de prostituta, já acostumada com a subida,
apenas suou um pouco, mas sua respiração estava controla-
da. Ela explicou:
- Normalmente, a gente subiria de elevador. Mas já faz
quase uma semana que ele quebrou e não foi consertado ain-
da.
- Tudo bem -, disse a morena - mas espero que o esfor-
ço não seja em vão. Tem certeza de que o apartamento ainda
está desocupado?
- Tenho, sim. Ninguém o quer pois, quem morar nele,
terá que limpá-lo antes.
- Muito empoeirado? - Perguntou a de coleira.
- Também. Mas foi assassinada uma jovem lá, na sala, e
ninguém limpou o sangue do chão.
- Cruz, credo. Não tem síndico neste prédio?
EHROS TOMASINI 5
- O quê? Neste pardieiro? Esse prédio foi invadido, mi-
nha senhora. Só mora bêbado, ladrão e prostituta, aqui. Gen-
te de bem não iria querer morar num puteiro desses.
Chegaram, finalmente, ao décimo segundo andar. A
porta do apartamento estava aberta. Dentro, só alguns mó-
veis em péssimo estado de conservação. A maioria, quebra-
do. Deviam ser móveis adquiridos já usados. O cego parou
no centro da sala, quase a pisar na grande marca de sangue
resseco no chão. Ficou lá, parado, como se estivesse concen-
trado em algo. Soltou a corrente da coleira e a morena aden-
trou o recinto, entrando na área que acreditava ser uma co-
zinha. A jovem com aspecto de prostituta pobre permaneceu
à soleira da porta, aguardando o casal. Quando a morenaça
voltou para a sala, o cego disse:
- Preciso ver se ela é testemunha.
Imediatamente, a morena aproximou-se da jovem que
aparentava ter uns dezoito anos e, inesperadamente, apertou
um nervo do pescoço dela. A prostituta desabou. Só não se
chocou contra o chão imundo porque a morena a amparou
nos braços, antes que caísse. Fechou a porta do apartamen-
to e o cego se aproximou da moça desmaiada. Quando ti-
rou os óculos escuros, deu para ver que não tinha olhos. Em
seu lugar havia duas horríveis cicatrizes, como se fossem de
queimaduras. Ele tocou com a ponta dos dedos na fronte da
prostituta. Depois de um tempo absorto, disse:
- Ela não viu o crime. Só soube dele quando a Polícia
esteve aqui para despachar o cadáver.
- O que faremos? Ainda pretende permanecer neste
apartamento?
- Sim. Vamos alugá-lo.
- Deus me livre de morar aqui. Você que fique. Eu volto
para a minha casinha.
- Vou precisar de você para me dar cobertura.
O DETETIVE CEGO6
- Ah, sem essa. Você não precisa de cobertura, porra
nenhuma.
- Olha a boca suja.
- Vai te foder. Vou-me embora. Acordo a puta?
- Não. Pode ir. Quando eu terminar de averiguar o
apartamento, desperto-a.
A morenaça deu-lhe um beijo demorado nos lábios e
depois agachou-se, retirando seu pau de dentro das calças.
Ele ficou parado, esperando que ela o chupasse. Primeiro, a
morenaça ficou brincando com o seu caralho, batendo com
ele no rosto, lambendo a chapeleta, mamando o cacete in-
teiro. Teve dificuldades em abocanhá-lo, pois o cacete era
grande e grosso. O negro voltou o rosto para cima. Mas per-
guntou:
- Por que está fazendo isso? Não precisa.
- Só por precaução. Você é tarado. Pode querer foder a
puta que está desacordada.
- Mas está atrapalhando minhas investigações. E quan-
to mais rápido eu investigar, mais depressa estarei com você.
- Não vou arriscar, meu querido. Você não é de con-
fiança. Prefiro deixá-lo satisfeito, antes de ir.
- Não vai querer que eu te foda a xereca?
- Neste lugar imundo? Nem pensar! Agora, cala a boca
que eu estou ocupada.
Pouco depois, o negrão gozava na boca dela. Mas foi
uma gozada seca, sem muito esperma. Ela reclamou da quan-
tidade, mas ele disse estar cansado.
- Vou fazer que acredito, viu? Você sabe dominar muito
bem a quantidade de porra expelida. Deve estar mal-inten-
cionado, seu porra.
- Vá na pia e limpe-se. Depois, tire essa peruca e essa
coleira e vá-se embora. Tenho muito a fazer, antes que a puta
acorde.
EHROS TOMASINI 7
- Ela é mesmo puta?
- Não é profissional, se é isso que quer dizer.
- Mas cobra pra trepar?
- Sim, pois passa fome, a coitada. Mas será minha par-
ceira, já que você não quer ficar aqui, comigo.
- Veja lá o que vai fazer, viu? Não quero pegar uma DST
dessa porra.
Pouco depois, a morena havia se transformado numa
belíssima ruiva de farmácia. Tinha tirado a peruca que pren-
dia seus longos cabelos. Virou o vestido negro ao avesso e
tornou-o vermelho. Botou um par de óculos escuros, deu um
rápido beijo nos lábios dele e foi-se embora. O cego voltou a
examinar todo o apartamento. Tocou com as pontas dos de-
dos no sangue seco do chão. Mas não conseguiu ter a respos-
ta que esperava. Ateve-se a tocar nos objetos abandonados do
apê, sem nenhum sucesso. Aí, a mocinha acordou. Estanhou
estar deitada no chão. Perguntou:
- O que aconteceu?
- Você teve um desmaio. A morena te impediu de se
esborrachar no chão. Não pude te socorrer. Ela foi chamar
alguém, mas ainda não voltou.
- Acho que já estou bem. Que estranho... eu não costu-
mo desmaiar.
O cego continuou tateando os objetos do apartamento,
sem dar atenção a ela. A prostituta perguntou:
-Vai ficar com o apê?
- Vou, sim. Com quem eu falo?
Aretusa estava dormindo, apesar do adiantado das ho-
ras. Passara a noite no clube, garimpando clientes para foder.
Era garota de programa, já fazia alguns anos. Tinha 35 anos
e já se sentia velha para a profissão. Caiu naquela vida por
O DETETIVE CEGO8
causa das drogas. Antes, era uma renomada professora de in-
glês, tradutora de livros e o escambau. Fora casada com um
homem que tinha quase o dobro de sua idade. Um capitão do
Exército, rígido no trato consigo que, aos primeiros sinais de
dependência de drogas dela, abandonou-a.
Tudo começou quando ela conheceu um editor de li-
vros que a contratou para umas traduções. O início foi as mil
maravilhas. Ela ganhou muito dinheiro traduzindo vários li-
vros para a editora do cara. Certo dia, porém, ele pediu que
ela levasse as cópias traduzidas para ele, em sua residência.
Quando Aretusa chegou lá, encontrou o cara acompanhado
de duas jovens viciadas. Os três estavam nus e ele parecia ter
acabado de meter nas duas, pois do seu cacete ainda escor-
ria uma baba viscosa. A primeira reação dela foi ir embora
dali, mas ele a chamou. Pegou as folhas de papel que ela tinha
nas mãos e deu uma lida, sem se preocupar que estava nu.
O membro do cara era bem maior do que o do marido e ela
ficou hipnotizada pelo caralho dele. As duas mulheres chapa-
das, percebendo seu interesse, passaram a chupar o cara. De-
pois, a chamaram para participar da felação. Pronto. Aretusa
viciou-se em chupar rolas.
O marido, oficial do Exército, não costumava fazer sexo
oral nem a deixava fazer nele. Parecia enojado com tal práti-
ca. Mas Aretusa sempre teve vontade de chupar um homem
até limpar totalmente a pica dele babando porra. Longe dos
olhos do marido, aquela era a sua chance. Agachou-se entre
as pernas do cara, que estava deitado numa espaçosa cama, e
meteu a boca. Aceitou um copo de bebida que uma das quen-
gas viciadas lhe ofereceu. Foi a sua ruína. Logo, sentiu-se do-
pada e perdeu a noção do tempo. Levou pica na boca, no cu
e na boceta. Chupou e foi chupada pelas mulheres. Cheirou
cocaína, fumou maconha e só não se picou porque o editor
a impediu. Ela tinha adorado a experiência e voltou lá outras
EHROS TOMASINI 9
vezes. Um dia, foi currada por quatro viciados que foram en-
tregar pó ao editor e o encontraram chapado. A professora
de inglês pagou com o cu e a boceta seu quinhão de cocaína.
Chegou em casa chapada e arrombada. Foi quando o mari-
do percebeu seu vício. Botou-a de casa pra fora naquele dia
mesmo. Ela passou a noite perambulando pelas ruas só com a
roupa do couro. Aí, lembrou-se de que uma das viciadas, que
conhecera na casa do editor, morava naquele prédio. Pediu-
-lhe ajuda e a outra lhe cedeu um apartamento em troca de
um aluguel simbólico. Sem emprego, Aretusa se perdeu no
mundo das drogas, usando clientes das duas mulheres para
pagar por moradia.
As batidas na porta a tiraram dos seus pensamentos.
Achou que era algum dos entregadores de drogas e foi aten-
der nua. Deparou-se com a puta do apartamento logo abaixo
do dela, acompanhada de um negro cego, de óculos escuros.
Esta lhe explicou que o cara queria alugar o apê desocupado.
Ela demorou a responder, achando o cara muito bonito. Per-
guntou:
- Ele é totalmente cego?
- Pergunte a ele, oras. Eu acabo de conhecê-lo.
- Não. Eu fiquei cego por causa de um acidente, senho-
ra.
- Senhora? Está vendo alguma senhora aqui?
- Não, pois ele não pode enxergar, Aretusa - disse a jo-
vem puta.
As duas caíram na gargalhada. O cego permaneceu im-
passível. Quando as duas pararam de rir, ele perguntou:
- O apartamento ainda está para alugar?
- Sim. Mas antes, precisa de uma limpeza severa. Hou-
ve um crime lá, sabia? O chão ainda está manchado de san-
gue. Acredito que, se você pudesse ver o estado do apê, não
iria querer alugá-lo.
O DETETIVE CEGO10
- Peciso de um lugar para morar. Urgente. Fui despeja-
do pelo meu senhorio. - Mentiu.
- Oh, que maldade. Mas você pode pagar o aluguel?
- Se não for muito caro...
- Farei um precinho camarada. A grana irá me ajudar a
comprar drogas. Você consome?
- Drogas?
- Sim, claro.
- Não curto. Mas não ignoro quem gosta.
- Você fode?
O cego esteve em silêncio. Depois, falou:
- Normalmente, me fodem. Não sou muito de escolher
a parceira, ela é quem me escolhe.
- Gostei de ouvir. O apartamento é teu. Tem quem dê
uma boa limpeza lá?
- Não, não tenho. Mas posso pagar.
- Eu o limparei, senhor - disse a putinha mais nova.
- Não. Eu dou um jeito nele, por hoje. A próxima faxina
é contigo, Mercinha.
- Combinado. Agora, preciso ir à luta. Não tenho nada
pra comer em casa. Vou precisar que alguém me pague um
rango. Nem almocei ainda - disse a puta chamada Mércia.
- Posso pagar um almoço para ambas, se me levarem a
um restaurante modesto. Não trouxe muito dinheiro.
Depois de comerem, enquanto ele apenas esperava que
fizessem a refeição pois dissera já ter almoçado, o cego meteu
a mão no bolso, depois de perguntar quanto era a conta. Uma
garçonete já coroa anunciou o valor. Ele contou o dinheiro
como se estivesse vendo-o e entregou a quantia exata à mu-
lher. As três ficaram espantadas com aquilo. Quando a garço-
nete se afastou, a ex-professora perguntou a ele:
- Como consegue fazer isso?
- Saber quanto tem? Eu sei pelo tamanho das notas. São
EHROS TOMASINI 11
diferentes, não sabiam?
- É verdade. São de tamanhos diferentes. Mas eu nunca
tinha atinado realmente para isso. - Disse a drogada. E com-
pletou:
- Pode me dar um adiantamento? Preciso comprar meu
barato.
- É viciada há muito tempo?
- Uns dois ou três anos.
- Ainda não é um caso perdido. Querem parar de se
drogar?
As duas se entreolharam. Não acreditavam que pode-
riam se livrar do vício facilmente, mas a mais nova pergun-
tou:
- Como poderia me ajudar? Eu quero parar de me cha-
par.
- É um método inusitado, mas funciona. Consiste em
chuparem meu pau duas vezes ao dia.
As duas gargalharam. Não acreditavam que o cego fos-
se tão safado ao ponto de tentar enganá-las desse jeito para
ganhar um boquete. Passada a crise de risos, no entanto, a
ex-professora disse:
- Está bem. Deve estar precisando de umas fodinhas,
não é? Eu te empresto a minha bucetinha, mas só por hoje,
entendeu? Se quiser me foder de novo, terá que me pagar.
- Foder-te a xana não funciona. Terá que me chupar.
- Mas é danado! Está de favor, mas ainda exige o jeito
que quer foder. Pois bem. Tem cinco minutos. Se não gozar
nesse tempo, eu paro de te chupar, estamos combinados?
- Estamos. É mais tempo do que o suficiente para que
eu goze.
- Pois então eu vou comprar drogas pra nós duas, Are-
tusa. Dê-me algum dinheiro, senhor.
O DETETIVE CEGO12
Ele esteve indeciso, depois retirou algumas cédulas do
bolso e entregou a ela. Mercinha saiu contente. A outra cha-
mou o cego ao banheiro do bar. Ele foi com ela. Quando ela
botou seu cacete para fora das calças, ficou maravilhada com
o tamanho e grossura dele. Nem bem fechou a porta do ga-
binete sanitário atrás de si, caiu de boca. Ainda se preparava
para as preliminares, punhetando-o e lambendo sua glande,
quando ele disse:
- Atenção: estou para gozar. Não deixe se perder nem
uma gota. Vou gozar aos poucos, para você não sufocar.
Porém, logo na primeira gozada, ela se engasgou. A
quantidade de porra era muito grande. Nem bem ela conse-
guiu recuperar o fôlego, ele ejaculou de novo quantidade de
esperma parecida. Mais uma vez. Mais outra. Aretusa perdeu
a primeira gozada, mas aproveitou as outras. Adorava ganhar
leitinho na boca.
FIM DA PRIMEIRA PARTE
EHROS TOMASINI 13
O DETETIVE CEGO - Parte II
Ocasal saiu do banheiro com a prostituta lambendo os
beiços. A coroa garçonete fez cara de quem não gos-
tou de sabe-los fodendo no cubículo, mas não disse nada.
Os dois caminharam até o prédio. O quarteto que jogava
dominó na frente passou a gritar algumas piadinhas para
o cego e, principalmente, para a puta. O mais gaiato falou:
- Aí, rapariga de cego. Aproveita que ele não vê tua
feiura e fode com ele.
- Lembre-me para eu te cobrar mais caro a foda, na
próxima vez, por me dizer isso. - Respondeu ela.
Todos riram, menos o ceguinho. Ele havia sentido
um sinal de alerta. Como não sentira isso da primeira vez?
Talvez porque houvesse alguém com o grupo que não es-
tava da primeira vez. E esse alguém emanava uma energia
muito negativa de si. Quando entraram no prédio, ele per-
O DETETIVE CEGO14
guntou à prostituta:
- Conhece os homens que estavam jogando dominó?
- São meus clientes. Menos um deles, o de roupas
brancas, parecendo um médico mendigo. Esse, já o vi aqui
algumas vezes, mas desaparece por um longo período de
tempo. Não está pretendendo se vingar dos meus clientes
por causa das piadinhas de mau gosto, né? Não vale a pena.
- Oh, não. É que não ouvi a voz dele, quando cheguei
mais cedo.
- Tem razão. Quando passamos para ir ao restauran-
te, ele não estava. Deve ter chegado depois. Está preparado
para subir os degraus?
Pouco depois, estavam no apartamento da prostituta
professora. Ele nem estava esbaforido. Ela, sim. Perguntou
se ele queria água. Ele aceitou. Ela lhe trouxe uma garrafa
de água natural. Pediu desculpas:
- Perdoe-me, mas não tenho geladeira. A menos que
espere que eu vá pegar com a vizinha.
- Não tem importância. Posso beber assim mesmo.
- Deixe-me descansar um pouco e já vou limpar o
apê. Você vai morar sozinho? Não tem ninguém por você?
- Agora, tenho vocês duas. Lembre-se de que ama-
nhã terá que tomar outra dose de porra.
Ela riu-se a valer. O cego tinha ficado viciado na sua
boca quente. Ficou contente, mas alertou:
- E você, lembre-se de que terá que me pagar pela
próxima chupada.
A jovem Mércia chegou logo depois, trazendo alguns
cigarros de maconha. Ofereceu um a Aretusa. Ela o acei-
tou. Acendeu o cigarro e deu um longo trago. Mas tossiu
em seguida, reclamando do gosto ruim na boca. O negro
afirmou:
EHROS TOMASINI 15
- É o meu esperma fazendo efeito. Logo, vai passar a
detestar todo e qualquer tipo de droga.
Ela olhou para o cigarro. Tentou dar outro trago, mas
achou o gosto pior ainda. Claro que não acreditava que a
gala do negro lhe causava aquele efeito. Decerto, estava
enjoada da maconha, ou o fumo era velho ou de péssima
qualidade. Deu seu cigarro para a puta Mércia. Ela não o
achou diferente. Aretusa, no entanto, não quis mais fumar.
Pegou uma vassoura e um pano de chão, além de dois bal-
des de água, e saiu. Deixou Mércia com o negro. Começou
jogando água no piso imundo, depois salpicou um resto de
sabão em pó, achado no apartamento. Enquanto limpava
o sangue resseco, lembrava-se da tarde que encontrara a
amiga com a cabeça estourada, como se alguém houvesse
dado um tiro de canhão nela. A Polícia veio, fez algumas
perguntas, mas não investigou o crime. Claro: no prédio
só morava gente que não pagava impostos, um bando de
pobretões!
Enquanto isso, Mércia acabava de fumar seu basea-
do. O cego esperava sentado dentro do apartamento, um
pouco afastado da jovem. Disse detestar o cheiro de maco-
nha. Ela não ligou. No entanto, quando jogou o goiá fora,
perguntou a ele:
- É verdade aquela história de que teu esperma faz
quem o engole parar de se drogar?
- Sim.
- Não está nos enganando, pra ganhar uma chupa-
dinha?
- Não.
- Pode provar isso?
- Daqui a alguns dias, tua amiga não conseguirá mais
nem sentir o cheiro da maconha.
- Você já pegou algum baseado?
O DETETIVE CEGO16
- Muitos. Fui viciado. Parei há anos.
Ela calou-se. Depois, perguntou:
- Ainda aguenta dar uma comigo? Quando consumo
drogas me dá vontade de foder.
- Só se me der a bundinha. Ainda não fodi uma hoje.
Ela demorou um pouco a se decidir. depois, arriou
o short surrado que vestia e virou-se de costas para ele.
Pediu:
- Mete com calma. Vi tua pica enorme. Eu aguento,
mas não precisa me martirizar estuprando-me.
Ele levantou-se do sofá onde estivera sentado e ca-
minhou ao encontro dela. Foi tirando a rola de dentro das
calças. Cuspiu na mão e lambuzou o cuzinho dela. Ela ge-
meu arrastado quando ele lhe invadiu o ânus com sua pica
enorme e grossa. Mas estava visivelmente chapada. Pare-
ceu nem sentir a invasão do seu reto. Ajoelhou-se sobre o
sofá e pediu que ele metesse sem pena. Aí, o cego apertou-
-lhe, novamente, um nervo do pescoço. Ela desabou sobre
o velho sofá. Ele a virou de frente para ele, sentou-a no
sofá e, de pé perante ela, lhe enfiou o caralho goela aden-
tro. Depois, ficou se masturbando, até que sentiu a aproxi-
mação do gozo. Pegou a nuca dela com as duas mãos e fez
com que engolisse mais seu cacete. Logo estava ejaculando
bem dentro da sua goela. Ela engasgou-se um pouco, tos-
siu várias vezes mas não despertou. Ele fechou sua boca
com as mãos, obrigando-a engolir toda a porra. Mais uma
vez, havia ejaculado em grande quantidade. Limpou a bi-
lola melecada no short dela, deitou-a no sofá com cuida-
do após vesti-la e depois voltou a se sentar no outro sofá.
Estava disposto a esperar por Aretusa. Ficou olhando em
direção a Mércia, que estava adormecida. Apesar de pobre,
ela seria um jovem bonita, se não fosse desleixada. Mas
EHROS TOMASINI 17
Aretusa lhe causava mais tesão.
Quando a puta, ex-professora de inglês, voltou para
o apartamento, ele parecia dormir. Ela fungou o ar e sentiu
o odor de sexo. Sorriu, dizendo a meia-voz:
- É foda. Eu me lascando de trabalhar na casa desse
puto e ele aqui fodendo com a minha amiga.
Ele moveu-se, como se estivesse acabado de desper-
tar. Perguntou o que ela havia dito. Ela falou:
- Eu disse que já acabei de limpar teu chiqueiro. Dei-
xe-o secar um pouco e depois pode ir para lá.
- Lembre-se que tem que tomar mais uma dose de
porra á noite.
- Eu passo. Essa rola deve estar toda babada. Assim
que entrei aqui, senti o cheiro de sexo. Vocês andaram fo-
dendo aqui dentro.
- É dessas putas ciumentas?
- E se eu for?
- Irá ficar fula comigo em vão. Eu não sou homem de
apenas uma mulher.
- Convencido. Mas lembre-se que terá de me pagar.
- Sem problemas - disse ele, se levantando. Obrigado
pelo trabalho que teve limpando meu apê. Não tenho mais
dinheiro comigo, mas prometo te dar uns trocados depois.
Ela não respondeu e ele saiu. Encontrou o aparta-
mento limpo e as chaves na fechadura da sala. Havia sido
apagado todo vestígio do crime acontecido ali. Aí, ele sen-
tiu novamente aquela sensação de perigo. Apurou os ouvi-
dos. Escutou a puta Aretusa perguntar em voz alta:
- O que é que você quer aqui? Ponha-se daqui para
fora. Você exala maldade, porra.
O cara sacou um punhal e perguntou:
O DETETIVE CEGO18
- Onde está o ceguinho?
- Acabou de descer as escadas, caralho - mentiu ela.
O cara apressou-se em descer as escadas, também,
de punhal na mão. Nem bem ele saiu, a puta trancou a
porta e correu para o apartamento de cima. O que acabara
de limpar. Encontrou o ceguinho tirando a roupa, dispos-
to a tomar banho. Pegou-o pelo braço e o obrigou a sair
dali com ela. Explicou:
- Tem um cara querendo te furar. Ao invés de descer,
subamos ao último andar. Lá, há um cubículo que usamos
para guardar tralhas. Tem uma porta resistente e chave na
fehadura. Venha comigo e trate de não tropeçar nos de-
graus.
Ao invés de sair, ele apertou um nervo no pescoço
dela. A morena desabou no chão antes que ele pudesse
ampará-la. Ele a deixou lá e recuperou sua bengala que
estava num canto. Trancou a puta dentro do seu aparta-
mento e levou a chave. Logo, descia as escadas correndo
e pulando de dois em dois degraus. Nesse momento, não
parecia um cego. Já estava no terceiro andar, quando ouviu
os passos do outro. Depois, ouviu barulho de luta. Apres-
sou a carreira. Encontrou o cara caído no chão e uma bela
ruiva de pé, junto a ele. Ela o saudou:
- De volta, amoreco. Me arrependi de te deixar sozi-
nho aqui. Voltei. Bem a tempo de encontrar esse cara de
punhal na mão, correndo para baixo. Achei que tivesse te
ferido. Ainda bem que você está bem.
- Ele achava que estava me perseguindo. Foi enga-
nado pela puta. Mas parece que estava disposto a me es-
faquear.
- Peguei-o de surpresa com uma cutelada na nuca.
Mato-o?
- Não. Claro que não. Vamos ver de quem se trata.
EHROS TOMASINI 19
Vamos interrogá-lo.
- Acha que ele irá colaborar?
Ele esteve pensando, depois concordou:
- Não. Acho que não. Usemos, então, meu método
tradicional. Leve-o para o meu apartamento. Tome as cha-
ves. Os vizinhos não podem perceber que eu não sou to-
talmente cego.
FIM DA SEGUNDA PARTE
O DETETIVE CEGO20
O DETETIVE CEGO - Parte III
Enquanto a ruiva botava o sujeito nos ombros quase sem
nenhum esforço e subia as escadas, o cego apanhou o
punhal que o cara tinha deixado cair e subia devagar, atrás
dela. Deixou um espaço entre eles, para o caso de haver ou-
tro assassino por perto. Mas chegaram ao apartamento dele
sem problemas. A ruiva ficou surpresa ao ver o lugar limpo e
cheirando a pinho. Perguntou:
- Foi você quem limpou?
- Não. Foi uma das minhas novas amigas.
- Amigas, né? Sei...
- Ajude-me a amarrar o cara. Mas não temos nenhum
tipo de corda aqui.
- Eu trouxe algemas.
- Você é um amor.
Ela abraçou-se a ele e o beijou nos lábios. Demoraram
EHROS TOMASINI 21
se beijando. Depois, ela algemou o cara com as mãos para
trás e o sentou num velho sofá. Disse:
- Pronto. Agora, pode interrogá-lo.
O cego aproximou-se do sujeito e tocou sua testa com
os dedos da mão direita. Esteve uns minutos parado, sem
mover nenhum músculo do corpo. Depois, deu um grito ar-
rastado e caiu no chão. A morenaça de cabelos ruivos acudiu:
- O que houve, amor?
- O cara é o mal personificado. Porra, doeu-me o corpo
todo lhe invadir a mente. - Disse o detetive, após se recuperar
da dor que estava sentindo.
- Mas... quem é esse filho de puta?
- É o tal padre Lázaro, cúmplice da médica que estamos
procurando.
- Vai querer ligar para Cassandra?
- Agora, ainda não. Precisamos saber o que ele está fa-
zendo aqui.
O padre demorou quase meia hora para se acordar.
Não fez alarde da sua condição de prisioneiro. Perguntou:
- O que vão fazer comigo?
- Vamos te soltar, claro - mentiu o cego -, mas antes
queremos te fazer algumas perguntas.
- Faça-as. Se eu quiser, respondo. Senão, fodam-se.
- Por que quis me matar?
- Não queria te matar, só colher um pouco do teu san-
gue.
- Conversa! Coleta de sangue se faz com uma seringa,
não um punhal - rosnou a ruiva.
O padre demorou a reagir. Depois, falou:
- Não tenho muita paciência para colher sangue de se-
ringa. Mesmo que perca alguma quantidade.
- Claro, o sangue não seria teu... - Disse com desdém a
O DETETIVE CEGO22
mulher.
- Para que queria meu sangue?
- Necessito dele. Minha esposa está morrendo. Precisa
de uma transfusão. Mas tem de ser de um tipo de sangue es-
pecial.
- Como sabe que o meu é compatível?
- A médica Maria Bauer me disse. Você foi um dos co-
baias das experiências dela. A ruiva, também, já que conse-
guiu me vencer tão facilmente.
Os dois policiais se entreolharam. O cara sabia das ex-
periências que tinham sofrido nas mãos da médica, quando
esta tinha uma clínica onde usava homens e mulheres para
fazer testes com um composto que fazia as pessoas ficarem
mais bonitas (ver a série Beleza Mortal, publicada por este
autor). O detetive e a ruiva foram resultados dessas experiên-
cias: ele ganhara dons psíquicos e ela uma espécie de super-
força. O cego disse:
- Quase morremos por conta da biomudança que nos-
sos corpos sofreram por causa dessa médica. Por que ajuda-
ríamos a tua esposa?
- Em breve sentirão as rebordosas, por conta da mu-
dança molecular no corpo de vocês. Vão precisar de Maria
Bauer, assim como eu preciso de vocês.
O cego esteve pensando. Depois, disse para a ruiva:
- Agora, já pode ligar para...
Antes que terminasse a frase, o sujeito vestido de bran-
co lançou-se do sofá onde estava sentado, investindo contra
a mulher, chocando-se contra ela. Depois, atravessou a sala
correndo e atirou-se contra a janela do apartamento onde era
prisioneiro. O cego tentou impedí-lo, mas o padre Lázaro foi
muito rápido. Lançou-se no ar, janela abaixo. A ruiva levan-
tou-se de um salto e correu até a janela. Quando olhou para
EHROS TOMASINI 23
baixo, o sujeito estava lá. Tinha se esborrachado no chão, de-
pois de uma queda de doze andares.
- Puta que pariu. O puto preferiu se suicidar. - Excla-
mou ela.
- Cassandra não irá gostar nem um pouco. Tivemos o
sujeito nas mãos...
- Deixa que eu falo com Cassandra. - Disse ela, pegan-
do um aparelho celular.
Enquanto ela ligava, o cego foi até a janela. Disse:
- Já tem um pequeno grupo de pessoas em volta do cor-
po.
- Como você... Ah, sempre esqueço que pode ver, mes-
mo sem olhos. Eu é que adoro dar uma de guia de cego. Rá
rá rá.
Mas logo alguém atendeu a ligação e ela falou:
- Cassandra, meu lindo, tenho boas e más notícias.
*****************
O policial federal Cassandra chegou acompanhado de
um jovem bonitão. Apresentou-o ao casal:
- Este é Santo, um agente tão especial quanto vocês. - E,
voltando-se para Santo - E estes são Jurema e Alaoh, apesar
de que eu acho que vocês já se conhecem.
- Sim, já tive a honra de conhece-los - afirmou Santo,
apertando a mão de ambos.
O casal contou o que havia acontecido, até o salto no
vazio do padre Lázaro. O homenina Cassandra não estava
chateado. Disse:
- Ainda vou enviar amostras do sangue do padre para
o laboratório, mas duvido que aquele seja o verdadeiro Láza-
ro. Deve ser um clone. Então, não se preocupem com isso.
O DETETIVE CEGO24
A missão de vocês ainda não está concluída. Vão ficar me
devendo achar o verdadeiro padre. E logo. Vou lá embaixo,
dar algumas ordens aos policiais que vieram comigo. Man-
tenham o apartamento. Acredito que o verdadeiro Lázaro irá
tentar de novo.
Quando Cassandra saiu do apê, Santo tranquilizou a
dupla:
- Não liguem. Cassandra é rígido, mas esquece que nós
mesmo sempre tivemos dificuldades em capturar o padre. Se
precisaem de ajuda, podem contar comigo.
- Ouvi dizer que temos poderes parecidos. - Disse
Alaoh.
- É verdade. Mas, cada dia mais, os meus dons vão se
aprimorando. Vocês ainda têm muito que aprender sobre os
dons de vocês.
- Okay, Santo. Se precisarmos, entraremos em contato.
Temos o teu telefone. O motorista Antônio nos deu.
Quando o jovem se despediu do casal e também saiu
do apê, Jurema disse:
- Sujeitinho convencido. Acha que é melhor que a gen-
te. Foda-se.
- Perscrutei a mente dele. Quis nos ajudar sem segun-
das intenções.
- Espera que eu peça desculpas a ele?
- Depois. Ele te ouviu. Mas não ficou chateado. Pode
crer.
- Não vou pedir desculpas ao puto. Temos mais o que
fazer: achar o filho da puta do padre.
O cego nem mais a ouvia. Tinha o punhal do clone nas
mãos. Estava concentrado a olhar para a arma. Aí, disse:
- O punhal é do verdadeiro Lázaro. Podemos localizá-
EHROS TOMASINI 25
-lo através da lâmina. Eu sinto que ele está por perto, rondan-
do o prédio.
- Então, nem precisaremos sair daqui. É só armar-lhe
uma arapuca.
- Bem pensado. Mas antes, preciso apagar as lembran-
ças mais recentes das mentes das minhas ex-ajudantes, já que
você voltou.
- Por que quer apagar-lhes a memória? Andou fazendo
algo com elas? - Perguntou a ruiva, cismada.
- Claro que não - mentiu ele - Mas não precisarei mais
delas.
Alaoh foi até o apê onde estavam as duas putas e tocou
na testa delas com as pontas dos dedos. Ainda estavam desa-
cordadas. Permaneceram assim. Quando voltou ao seu apar-
tamento, teve uma surpresa: o verdadeiro padre Lázaro havia
invadido o lugar, dominando a agente ruiva. Apontava-lhe
uma pistola para a fronte. Jurema gemeu:
- Desculpe, amor. Ele me surpreendeu...
- Passe-me o punhal que deve estar com você ou eu
a mato. Ela não me interessa. Você, sim. Saque-o devagar e
empurre-o com o pé para mim.
O negro fez o que o padre pediu sem muita pressa. Mas
não tentou nenhum truque.
- O que quer de mim?
- Meu clone já disse: quero uma amostra do teu sangue.
Portanto, aqui tem uma seringa. Colete você mesmo e me dê
o tubinho cheio. Tome a ampola. E entregue-me as chaves do
apartamento.
O detetive obedeceu, ainda sem pressa. Depois de pas-
sar as chaves para o padre, colheu uma ampola do próprio
sangue. Parecia concentrado em algo. Na verdade, tentava
se comunicar telepaticamente com Cassandra e Santo. Mas
O DETETIVE CEGO26
nunca houvera tentado fazer tal coisa. Portanto, não sabia se
ia dar certo. Antes que alguém aparecesse, no entanto, o pa-
dre deu uma coronhada com a pistola na nuca da mulher.
Com um movimento rápido, saiu e fechou a porta com a cha-
ve cedida pelo negro. Este correu para ver se a ruiva estava
bem. Ela gemia no chão. Não perdera a consciência com a
pancada. Pouco depois, alguém derrubava a porta com um
pontapé. Era o jovem Santo.
- Graças a Deus, você atendeu ao meu chamado.
- Demorei para ter certeza de que a voz que ouvia em
minha mente era real. Desculpe. Espero não ser muito tarde.
- O maldito a pegou de surpresa. E deve ter subido para
um andar acima quando te ouviu chegar correndo pelas es-
cadas.
- Então cuide dela que eu vou atrás dele.
Antes que o negro respondesse, o jovem saiu em dispa-
rada, mas voltou pouco tempo depois, frustradíssimo.
- O desgraçado conseguiu fugir mais uma vez. Desapa-
receu, como num encanto.
- Agora, ficamos sem o punhal que eu ia usar para lo-
calizá-lo.
- Por que não o impediu?
- O cara é rápido. E nos pegou de surpresa.
- Podia ter usado os teus poderes.
- Como assim?
- Não sabe usar a telecinésia?
- Eu? Não...
- Observe...
E o jovem tocou a fronte com dois dedos, olhando
concentrado para um velho jarro que tinha sobre uma velha
mesa. Menos de três segundos depois, o jarro explodiu no ar.
- Como conseguiu fazer isso? - Perguntou o negro.
- Treino. Treino diário. Demorei a descobrir essa mi-
EHROS TOMASINI 27
nha habilidade. Mas já posso te ensinar a usar a mente para
fazer isso.
- Você esquece que ele é cego - disse uma voz feminina.
- Cassandra me disse que você pode ver.
- Cassandra tem razão. E eu vou querer que me ensine
a fazer isso.
- Você também tem algo a me ensinar? - Perguntou a
ruiva.
- Cassandra não me falou sobre as tuas habilidades. Te-
remos que conversar sobre elas.
Pouco depois, Cassandra voltava ao apartamento. In-
teirou-se dos últimos acontecimentos. Demonstrou estar
preocupado:
- Agora, não faz mais sentido esperar o padre Lázaro
aqui. Ele já tem o que procurava. Voltem para a residência
de vocês. A missão está abortada. Eu e Santo continuaremos
atrás do merda, a partir de então.
- Okay, chefe. Desculpe-nos termos falhado mais uma
vez. - Disse o negro.
Pouco depois, ambos chegavam a uma residência luxu-
osa em Olinda. Ela viera dirigindo o carro que haviam dei-
xado nas redondezas do prédio invadido, lógico. Ele parecia
pensativo. Não dissera sequer uma palavra durante todo o
percurso. Ela peguntou:
- O que foi, amor? Parece chateado.
- E estou. Nós falhamos. Não gosto disso.
- A culpada fui eu, que me deixei surpreender.
- O padre é perigoso e muito rápido. Não somos páreos
para ele. Mas ainda não desisti de pegá-lo.
- Temos chance?
- Acho que sim. Só não sei como.
- Deixa comigo. Eu te ajudo a ter boas ideias.
O DETETIVE CEGO28
Alaoh sabia que quando ela dizia aquilo estava pensan-
do em sexo. Ele já tinha gozado por duas vezes naquele dia.
Sentia-se esgotado. Mas sabia o quando ela era sedenta de
sexo.
- Vamos tomar um banho?
Foram. Logo, estão se esgregando dentro do box do
banheiro. Quando ela voltou-lhe o bundão nu e escorrendo
água do chuveiro, ele a leambeu entre as nádegas. O pau es-
tava duríssimo. Levantou-se e encostou a cabeçorra da pica
nas pregas dela. Ela gemeu de prazer. Ele apalpou-lhe a racha
e ela abriu mais as pernas. Ele enfiou-lhe a pica no cu, deva-
gar e sempre. Ela gemeu mais alto. Depois disse, ronronando
como uma gata:
- Vai, amor. Mete bem dentro do meu cuzinho. Eu sei
que você o adora. E eu estou carente da tua porra. Não vá me
decepcionar.
FIM DA TERCEIRA PARTE
EHROS TOMASINI 29
O DETETIVE CEGO - Parte IV
Quando Jurema acordou-se, Alaoh havia colocado alguns
objetos de barro sobre uma mesa e praticava telecinese.
A morenaça perguntou:
- Não sabia que admirava peças de cerâmica. Pretende
também fazer algumas?
- Engraçadinha. Sabe que estou praticando fazer o
mesmo que Santo.
- O cara é foda. Vou querer umas aulas dele.
- Acho que deve procura-lo. O cara, realmente, tem
mais experiência do que nós. Pode mesmo nos ensinar algu-
ma coisa.
- Não ficaria com ciúmes?
- Confio em você.
Ela o beijou demoradamente. Quando ele voltou a trei-
nar, de primeira conseguiu explodir uma peça de cerâmica
O DETETIVE CEGO30
com a força da mente. Ambos se espantaram. Ela pediu para
que ele fizesse de novo, destruindo outra peça, mas ele não
conseguiu. Ela disse:
- Continue treinando, amor. Vou dar uma volta, talvez
pegar um sol na praia. Veja como o dia está lindo. Não quer
vir comigo?
- Depois. Vá para a praia e, quando eu cansar de prati-
car, te procuro.
Quando Jurema ia saindo da residência do casal, no
entanto, o jovem Santo encostou o carro perto dela. Buzi-
nou, mas ela não lhe deu atenção. Continuou andando. Mas
aí, quando ouviu sua voz chamando-a pelo nome, parou. O
rapaz bonitão desceu do carro e veio ao encontro dela. Ele
estava elegantíssimo, com uma calça marrom de linho e uma
camisa preta de malha. Ela assobiou. Achou-o muito lindo.
Ele perguntou:
- Cadê Alaoh? Falei com Cassandra e ele me mandou
treiná-lo.
- Alaoh não está em casa - mentiu ela - mas já o vi pra-
ticando sozinho. Estou indo à praia. Não quer vir comigo?
- Acha que ele vai demorar?
- Espero que sim - disse ela, piscando-lhe um olho.
Ele riu. Entrou no jogo dela. Perguntou:
- Nem eu nem você estamos de roupas de banho. Como
pretende fazer?
- Pensaremos em algo. - Disse ela, agarrando-se ao seu
braço.
A orla não ficava muito longe de onde estavam, na
praia de Casa Caiada, em Olinda. No entanto, apesar de ser
uma quarta-feira, havia muitos banhistas. Ela perguntou:
- Importa-se que eu fique de topless?
- Importo-me, sim. As pessoas ainda criticam essa prá-
EHROS TOMASINI 31
tica, que não é muito comum entre as banhistas do Recife.
Também porque não quero chamar a atenção para nós. So-
mos policiais federais, lembra-se? Seria um prato cheio para
a Imprensa, se nos flagrassem nus num local tão público.
- O que sugere, então? - Perguntou de novo ela.
Ele esteve pensativo. Depois, pegou seu aparelho celu-
lar do bolso e fez uma ligação. Falou com alguém e pediu
urgência. Deu sua localização.
- O que está aprontando? - Cismou ela.
- Logo vai ver.
Cerca de meia hora depois, enquanto conversavam no
carro, ele viu uma lancha enorme se aproximar da beira-mar.
O bonitão perguntou à morena:
- Você sabe nadar?
- Claro que sei. Não sabia antes, mas fiz um curso quan-
do ingressei na Polícia Federal.
- Ótimo. Nossa condução chegou.
Saíram do carro e o deixaram estacionado perto da
praia. Correram até a praia e se atiraram na água. Pouco de-
pois, subiam na lancha. Um coroa másculo veio ajudá-los a
subir na embarcação. Ele içou primeiro a bela ruiva. Não aju-
dou o jovem Santo, que subiu a bordo com um salto ágil. O
rapaz apresentou:
- Jurema, esse é Antônio, meu pai e melhor amigo.
Também é agente federal.
- Uau, que bela surpresa. Já o conhecia de nome, mas
não sabia que eram pai e filho.
- Agora, sabe - disse o coroa - e foi um prazer conhecê-
-la. Como vai teu esposo?
Jurema titubeou, antes de responder:
- Alaoh não é meu esposo. Mas devo muito a ele. Me
O DETETIVE CEGO32
tirou das ruas e das drogas. Desde então, não largo dele.
- Bem, dê lembranças a ele. Já nos encontramos, algu-
mas vezes. Mulato porreta. Quanto a mim, vou indo - disse
o coroa atlético, com jeito de pugilista, saltando do barco e
mergulhando na água. Depois de umas braçadas, gritou:
- Não precisa vir me buscar. Eu me viro.
Jurema ficou olhando o sujeito nadar em braçadas vi-
gorosas. Admirou-o. Ele não aparentava a idade que tinha.
Agia como alguém mais moço. Santo falou:
- Achei que vocês dois fossem casados. Foi o que Cas-
sandra me disse. Também disse que o cara é ciumento até
se dizer basta. Não teremos problemas com esse encontro às
escondidas?
- Só se você ou teu pai disserem a ele.
- Entendo. Mas posso saber tua intenção?
Ela esteve indecisa, depois disse de forma sincera:
- Ouvi dizer que você já foi garoto de programas para
madames ricas, isso é verdade?
- Já foi. Faz muito tempo. Depois que entrei para a PF,
não foi mais preciso me prostituir.
- Pois bem. Eu tenho um pedido para te fazer: me ajuda
a conquistar meu homem?
- Como assim?
- Eu sei que, por mais que eu tente, sou uma merda na
cama. Alaoh se ressente disso, mas não reclama. No entanto,
tem relações com outras mulheres. Eu finjo que não ligo, mas
fico pra morrer.
- Ainda não estou entendendo o que quer de mim. Seja
clara, por favor.
- Eu quero que você me ensine o que fazer com um
homem, na hora do sexo, para deixá-lo apaixonado por mim
e fazer amor só comigo. Pronto. Já disse.
EHROS TOMASINI 33
Ele esteve olhando para ela. Via-se que estava indeciso.
Mesmo assim, falou:
- Está bem. Te dou umas dicas.
Ela atirou-se nos braços dele. Deu-lhe um demorado e
voluptuoso beijo. Estava agradecida. Porém, falou, depois de
recuperar o fôlego:
- Mas isso deve ficar só entre nós, está bem? Ele é mes-
mo ciumento, e é bem capaz de te dar uma surra.
- Eu não o temo. Também sei brigar. Meu pai me dá
umas aulas de boxe. Só perco para ele.
- Convencido! Mas não convém arriscar.
- Me responde uma coisa: você também curte mulhe-
res?
- Eca! Tenho nojo. Meu negócio é homem, meu caro.
- Tudo bem. Não fique chateada pela pergunta. É que
eu acho que uma mulher te ensinaria putarias melhor do que
eu, só isso.
- E quem é melhor para saber o que agrada um homem
do que outro homem, bobinho? Será o nosso segredo.
- Okay. Mas não tenhamos pressa. Até porque não vai
dar pra te ensinar muito em um único dia. Teremos que nos
encontrar outras vezes. Acha que consegue despista-lo, para
se encontrar comigo?
- Deixa isso comigo. Agora, vamos tomar um belo ba-
nho de sol. Quero chegar em casa parecendo um galetinho...
- Boa ideia. Mas deixe-me levar a lancha para alto-mar.
Onde nenhum curioso nos possa ver de binóculos.
Alaoh já os tinha visto. Terminara seu treino ainda
frustrado por não conseguir estourar outra peça de barro e
viera ao encontro dela na praia. Chegara bem na hora em que
os dois nadavam em direção a lancha. Apesar dos olhos pos-
suírem horrendas cicatrizes, podia ver o casal no barco muito
O DETETIVE CEGO34
bem. Viu o beijo e quando ambos tiraram totalmente suas
roupas. E, enquanto ela se deitava na proa, Santo fez a volta
com o barco, seguindo em direção ao mar aberto. Admitiu
que estava com ciúmes. Ele já a traíra inúmeras vezes, mas
não tinha ciência de que ela já o havia traído também. Pri-
meiro, pensou em alugar um barco e flagra-los em alto-mar.
Mas, depois, desistiu. Aí, ouviu uma voz atrás de si:
- Não esquente. Meu filho não vai fazer nenhum mal
a ela.
Alaoh reconheceu Antônio. Mesmo assim, ainda esta-
va zangado:
- Estão ambos nus. Boa coisa não irão fazer.
- Nem sempre o que vemos corresponde à verdade.
Lembre-se que, antes de tudo, você é um cego, meu filho...
- Pois o pior cego é aquele que não quer ver.
- O que pensa fazer?
- Se fosse um qualquer, eu o mataria a porradas. Mas
ele é um de nós, um agente federal. Não quero ser punido
por bater num igual. Então, vou-me embora. Ela não me verá
mais. Pedirei, hoje mesmo, transferência para outro Estado.
- Não seja precipitado, filho. Relaxe. Eu conheço meu
filho. Ele sabe que vocês são casados. Não irá tentar nada
contra ela.
- Não estou com raiva dele. Tenho raiva dela. Não pen-
sei que pudesse me trair.
- Você já a traiu?
O jovem negro demorou a responder:
- Sim. Várias vezes. Mas nunca o fiz de maneira tão es-
cancarada.
- Façamos o seguinte: nunca mais fui a um puteiro. Va-
mos a uma boate. Enchemos a cara e pegamos umas negas.
Depois, veremos se você mudou de ideia quanto a reprimir
EHROS TOMASINI 35
tua mulher a fazer o mesmo que você...
*******************
A boate Andaluz permanecia aberta 24 horas por dia.
Ficava no décimo quinto andar de um prédio do Centro do
Recife e era conhecida apenas por gente de dinheiro. A entra-
da era cara. Antônio pagou o ingresso de ambos. Alaoh deu
uma olhada em volta. Havia o dobro de mulheres no recinto,
se fosse comparado à quantidade de homens que existia ali.
Uma bela morena logo chamou a atenção do negro. Olhava-o
o tempo todo e não tinha jeito de puta. Quando viu Antônio,
no entanto, sua atenção desviou-se imediatamente para ele.
Aproximou-se dos dois homens. Saudou o motorista:
- Oi, Antônio. Fazia um tempão que não te via. Quem
é o bonitão ao teu lado?
- Chama-se André - mentiu ele - e está afim de foder.
De preferência, com alguém que o deixe satisfeito.
- Eu sirvo?
Alaoh não tirava os olhos dela. Estava metida numa
calça preta apertada, fazendo-se destacar seu corpo sinuoso,
e com uma blusa de malha, da mesma cor, muito elegante.
Um colar de prata com um crucifixo enfeitado de pequenas
pedras preciosas completavam o seu visual.
- Como é teu nome? - Perguntou o negro.
- Régia. Será um prazer te deixar satisfeito, André, se
me escolher.
Ele beijou-lhe a mão de forma cavalheiresca e ela sorriu
deliciada. No entanto, o cego perguntou baixinho, ao ouvido
de Antônio:
- Ela é prostituta?
- Oh, não. Régia é médica. Já colaborou conosco várias
vezes. Na verdade, é uma de nossas agentes infiltradas. Tem a
O DETETIVE CEGO36
missão de localizar a doutora Maria Bauer. Ela foi vista aqui
dia desses. Quem sabe, não volta? - Disse Antônio em voz
alta, de modo que a bela morena pudesse ouvir.
- Eu sei ler lábios. “Ouvi” o que você perguntou a Antô-
nio. Não se preocupe. Não vou roubar teu dinheiro - disse ela
sorrindo. Não parecia chateada de ter sido confundida com
uma puta.
Sentaram-se os três em uma das mesas. Pediram doses
de bebidas e o negro preferiu tomar Campari. Ela o acom-
panhou no pedido. Aí, Antônio viu uma coroa sentada num
canto. Ela tinha cabelos totalmente brancos e ele a olhou por
alguns minutos. Quando ela olhou em sua direção, o moto-
rista pugilista soube que a conhecia. Disse:
- Continuem conversando, mas esteja atentos. É bem
capaz do padre Lázaro estar por perto.
- Como? - Perguntou Alaoh.
Antônio não respondeu. Levantou-se e caminhou em
direção à bela coroa. Ela não reclamou quando ele sentou-se
ao seu lado. Beijou-o rapidamente nos lábios. A morena Ré-
gia olhava em volta, concentrada. O negro perguntou:
- O que foi que ele disse?
- Disse que ficássemos atentos, pois o filho da puta do
padre Lázaro pode estar aqui. Mas não se preocupe. Eu te
protegerei - disse ela, achando que Alaoh era mesmo cego.
O negro ficou tenso. Também olhou em volta. Estava
de óculos escuros. A boate estava em quase total penumbra,
mesmo sendo pouco mais de nove da manhã. Não viu o pa-
dre assassino. Antônio aparentava discutir com a mulher,
mas sem alarde. Ela parecia se desculpar. Num dado momen-
to, o motorista se levantou e voltou para a mesa onde estavam
Alaoh e a morena. Disse a ambos:
- O padre capturou meu filho. Tua mulher foi ferida
por ele. O filho da puta me seguiu até a praia, onde deixei a
EHROS TOMASINI 37
lancha com Santo, e o capturou. Tua mulher reagiu, mas ele
atirou nela depois de nocautear meu filho com uma coronha-
da. Fique aqui e prenda aquela mulher de cabelos prateados.
Ela é a médica Maria Bauer. Leve-a até a sede da Polícia Fe-
deral e a entregue a Cassandra. Eu e Régia vamos resgatar tua
mulher e meu filho.
Antes que Alaoh pudesse dizer alguma coisa, o casal se
levantou depressa e quase correu em direção ao elevador. A
coroa de cabelos brancos parecia esperar tranquilamente que
o negro fosse até ela. Ele se levantou e foi à sua mesa. Disse:
- A senhora está presa. Faça o favor de me seguir.
- Sente-se um pouco, meu filho. Não pretendo fugir.
Assim que o jovem sentou-se, no entanto, sentiu uma
fisgada na coxa. A mulher havia aplicado uma injeção nele. E
ele não havia percebido o seu movimento. A dor foi tremen-
da. Havia algo que queimava, no líquido que lhe fora apli-
cado. Ele lembrou-se de quando foi capturado por ela, certa
vez, e transformado em cobaia. Ela alertou:
- Não tente usar seus poderes telepáticos contra mim.
Sou imune a eles. Mas não tema. Não vou te fazer mal.
- O que foi isso que aplicou em mim? Não consigo me
mover.
- É um paralisante. Também te faz perder teus pode-
res momentaneamente. Vai desmaiar. Não poderá fazer nada
contra isso.
************************
Alaoh despertou sentado numa cadeira, com duas
mulheres idênticas perto de si. Percebeu-se totalmente nu.
Estava fortemente atado por tiras de couro molhado, aper-
tando-lhe os tornozelos, os pulsos e os ombros. A médica de
cabelos brancos preparava uma seringa. Ele perguntou:
O DETETIVE CEGO38
- Onde estou?
- Num barco. O mesmo onde estavam tua mulher e o
filho do motorista. Mas o casal já foi removido. Tua mulher
levou um tiro, mas passa bem. Foi socorrida por meu ho-
mem.
- Está falando do padre Lázaro?
- Sim. Ele pegou uma amostra do teu sangue, mas pre-
ciso de mais. - Disse ela, terminando de preparar a seringa.
- Precisa de mais para quê?
Ela não respondeu. Aplicou um líquido esverdeado na
coxa direita dele. Ele deu um berro medonho. A dor era in-
suportável. Tentou se soltar das amarras, mas as duas gêmeas
o seguraram. A dor, no entanto, logo passou. Foi quando ele
sentiu o pau endurecer até ficar dolorido. A doutora disse:
- Sirvam-se primeiro. Depois, será a minha vez.
As duas jovens se ajoelharam entre as pernas do ne-
gro e, enquanto uma o punhetava, a outra lhe chupava o pau.
Dali a pouco, Alaoh se esforçava para não gozar. Mas a fela-
ção e a masturbação estavam muito prazerosas. Gozou a pri-
meira vez. Lançou uma grande quantidade de esperma, co-
lhido imediatamente pelas duas. Chuparam seu pau até ficar
sem nem um vestígio de porra. Continuaram a punheta. Ele
não conseguiu prender o segundo orgasmo. Mais uma vez, as
duas se deliciaram do seu esperma. Aí a doutora Bauer disse:
- Agora, deixem-no comigo. Eu preciso dele mais que
vocês.
FIM DA QUARTA PARTE
EHROS TOMASINI 39
O DETETIVE CEGO - Parte V
Quando Alaoh pensou que a médica Maria Bauer iria
também engolir o seu esperma, eis que ela apenas se ba-
nhou com ele. As duas gêmeas continuaram masturbando-o.
A doutora afastou-se, saindo da cabine onde o rapaz estava
amarrado. Quando novamente deu vontade do rapaz ejacu-
lar, as moças apontaram seu pau para um tubo de ensaio. O
negro ejaculou dentro. Já não saía do seu pau tanta gala. Uma
das moças apressou-se em guardar seu sêmen numa pequena
geladeira que havia na cabine. Foi quando entrou mais uma
no recinto, idêntica às duas gêmeas. Alaoh, incrédulo, per-
cebeu tratar-se da doutora Maria Bauer. Só que ela, agora,
aparentava a mesma idade das outras duas jovens. Ela disse:
- Surpreso? Agora, sabe por que preciso tanto do teu
esperma. Ele me rejuvenesce.
- Como consegue?
- Anos de pesquisa, garoto. Você é a minha mais perfei-
O DETETIVE CEGO40
ta obra. Teu esperma me fornece o dobro de chances de ficar
mais bela e mais jovem. Usei-te como cobaia para desenvol-
ver uma mistura do Sangue de Cristo com a fórmula da Be-
leza. O efeito é mais permanente. Não preciso mais engolir
esperma todos os dias, apesar de adorar essa prática. Mas o
líquido esverdeado, que denominei de Sangue de Cristo, está
perdendo seu poder. E isso deixa a nós todos em perigo.
- Como assim? - Perguntou o negro.
- Estamos morrendo. Eu, você, Lázaro e, principalmen-
te, a madre superiora da Ordem das Irmãs de Maria Mada-
lena.
- Ela ainda é viva? Soube que havia sido baleada na ca-
beça, meses atrás.
- Ela sobreviveu ao tiro, mas está tetraplégica. E mo-
ribunda. O esperma que consome não mais ajuda na sua
recuperação. Parece que seu corpo desenvolveu imunidade
contra o Sangue de Cristo. Por isso, precisamos de você. E
você da gente.
- Pergunto de novo: como assim?
- Você também está morrendo, garoto. Acho que só
não sucumbiu ainda porque te apliquei o Beleza Mortal. Ele
está fazendo teu corpo intensificar os efeitos do Sangue de
Cristo mas, ao mesmo tempo, está te matando. Porém, posso
reverter esse processo. Mas só se você colaborar conosco.
- Em troca de quê? De ter minha vida de drogado de
volta? Prefiro morrer.
- Não seja hipócrita. Você se acha um afortunado de
ter o poder que hoje tem. Antes, era só um reles cego, viciado
em maconha e cocaína. Eu te livrei do vício e te dei nova vida.
Devolvi-te a visão.
- Mas está tirando-me a vida.
- Acha que ainda estaria vivo, se continuasse um merda
viciado?
Ele calou-se. Sabia que ela tinha razão. Sua vida tinha
EHROS TOMASINI 41
ganho novo sentindo após conhecer Jurema e depois que en-
trou para a Polícia Federal.
- O que quer de mim?
- Já te disse: me ajude a desenvolver a fórmula e a sal-
var tua vida e a nossa. Prometi a Lázaro que salvaria a espo-
sa dele, a madre superiora. Fi-lo prometer que não atentaria
mais contra a vida da tua bela esposa. Até porque sou muito
orgulhosa de tê-la transformado na mulher que é hoje. Antes,
era feia de doer, lembra-se?
Ele se lembrava. Quando conheceu Jurema, ela era ma-
gra, desdentada, viciada em drogas e de uma feiura espetacu-
lar. Viu-a se transformando, dia após dia, depois de ter sido
inoculado nela o tal Beleza Mortal. O composto fê-la ganhar
estatura, deu-lhe um corpo escultural e ainda a deixou su-
perforte.
- Do que precisa?
- Do teu sangue. Quero desenvolver mais a fórmula.
Aumentar o poder de cura dela. Fazer com que ela deixe de
nos matar.
- Está bem. Mas com uma condição.
- Qual?
- Forje minha morte. Não quero que a Polícia Federal
saiba que colaborei com vocês.
- É justo. Mas... e a tua companheira?
- Ela andou me traindo com o bonitinho, o tal Santo.
Não a quero mais.
- Peço para Lázaro se livrar dela?
- Não. - Disse imediatamente o negro - Deixe-a viver.
Posso me arrepender e querê-la de volta.
- Muito bem. Melhor assim. Prometi a um amigo es-
critor que não voltaria a matar mais ninguém. Por isso, exigi
que Lázaro salvasse tua mulher.
- Já conversamos o que tínhamos de conversar. Ago-
ra, vamos começar o tratamento. Faça tudo o que quiser de
O DETETIVE CEGO42
mim, para melhorar a tal fórmula. Comece já.
- Aí, garoto. Gosto de ver assim. Já levou em conta que
terá de me fornecer esperma, talvez até tenha que trepar co-
migo e com minhas filhas?
- São só vocês três?
- Nós três e a esposa de Lázaro. E ele também vai pre-
cisar do teu esperma para continuar vivendo. Atualmente,
anda enfraquecido. A velha fórmula do líquido esverdeado, o
Sangue de Cristo, não está mais fazendo efeito nele. Ao con-
trário: o está matando.
- Cadê a esposa dele?
- Lázaro a está trazendo para cá.
Quando a mulher tetraplégica chegou, Alaoh já tinha
sido libertado das amarras. Viu uma pequena lancha se apro-
ximar da que ele estava. Logo, o padre embarcava com a ma-
dre superiora nos braços. Alaoh perguntou:
- E minha mulher?
- Viva. Já é muito, por tentar me atacar.
- Eu vou matar você.
O coroa esteve olhando com ódio para ele. Depois, deu
uma risada sarcástica. Mas não disse nada. Levou a esposa
para dentro da cabine onde o negro havia estado prisioneiro.
A médica ainda estava lá dentro, examinando umas amostras
do sangue dele. As duas assistentes estavam no convés, com o
negro. Mas o deixaram só, quando o padre entrou.
Alaoh permaneceu um tempo admirando o mar, de-
pois entrou também. Bem no momento em que o padre per-
guntava à doutora se ainda tinha algum estoque de esperma.
- Terá que pedir a Alaoh. - Disse ela.
- Pedir o quê? - Perguntou o negro.
- Um pouco do teu esperma. Preciso dele. - Respondeu
o padre.
EHROS TOMASINI 43
- Vai querer na boquinha ou no cu? - Agrediu o rapaz.
- Não tem graça. Evite esse tipo de piada. Posso muito
bem não te matar, mas te deixar tão tetraplégico quanto a
minha esposa.
- Entendi o recado. Então, como vai querer?
- Masturbe-se. As meninas irão colher a quantidade
necessária.
**********************
Jurema acordou num quarto desconhecido. Sentiu
cheiro de éter e adivinhou estar em alguma clínica ou hos-
pital. Gemeu por causa de uma dor no peito, ao tentar se
levantar. Só então, lembrou-se de ter sido baleada ali. Uma
enfermeira invadiu o quarto. Disse:
- Bom dia. Vejo que está melhor.
- Quanto tempo estive desacordada?
- Três dias.
- Alguém veio me procurar?
A enfermeira olhou consternada para ela. Pegou um
controle de TV e apontou para a tela de um aparelho de 55
polegadas que havia no quarto. A imagem de uma grande
lancha apareceu.
- Lembra-se dessa lancha?
- Sim. Estive nela, antes de ser baleada.
A lancha esplodiu na tela. Jurema levou um susto. Ou-
viu a enfermeira dizer:
- Sinto muito. Teu marido foi te salvar, mas a lancha
explodiu. Ele faleceu.
A morenaça começou a chorar. Chegou a soluçar. De-
pois, perguntou onde estava.
- A senhora está numa clínica particular, paga pelo se-
O DETETIVE CEGO44
nhor Lázaro.
- E o jovem que estava comigo?
- Não sei. Ele só trouxe a senhora.
- Você sabe meu nome?
- Ele me disse que se chama Jurema.
A morena calou-se. Seria fácil se libertar da clínica
usando a sua enorme força. Mas precisava saber mais de San-
to e do padre assassino. Se ele a levou àquele local, segnifica-
va que não a queria morta. Se aproveitaria desse detalhe. A
enfermeira, no entanto, veio aplicar-lhe uma injeção. Jurema
negou-se a dar-lhe o braço. A outra disse:
- É para o seu próprio bem. Trata-se do composto que
chamamos de Sangue de Cristo. Ele é capaz de salvar a tua
vida.
- O ferimento no peito foi tão grave assim?
- Não. É que teu corpo está se degenerando. Definhará
rapidamente e voltará a ser como era antes de você nos servir
de cobaia, se não for aplicado em ti o quanto antes.
Jurema lembrou-se de como se sentia feia, antes de fa-
zer o tratamento. Não queria voltar a ser o que era. Sentia-se
muito feliz em ser linda, maravilhosa, com aquele corpão de
causar tesão a qualquer homem. Por isso, quis saber:
- Estou naquela mesma clínica onde servi de cobaia?
- Tivemos que fechar aquele lugar, depois que foi des-
coberto pela Polícia. Esta clínica fica num local secreto, que
nem é mencionado no mapa de Pernambuco.
Jurema esteve pensativa. Depois, resolveu-se a agir o
quanto antes. Por isso, levantou-se rápido e acertou um único
golpe na enfermeira, antes que esta lhe furasse com a agulha.
A jovem desabou no chão. Jurema apanhou a seringa com
agulha do assoalho e saiu do quarto. Fez um longo percur-
so pelos corredores da clínica, sem encontrar ninguém. Aí,
EHROS TOMASINI 45
quando ultrapassou a porta de saída, tomou um susto: a clí-
nica ficava numa pequena ilha cercada de água do mar e de
tabuletas de aviso, indicando que o lugar era infestado de tu-
barões. A morena voltou para dentro da clínica. Continuou
procurando. Havia muitas enfermarias, mas todas desocu-
padas. Já ia desistindo de procurar mais, quando encontrou
uma escada que levava a um subsolo. Ainda com a seringa
preparada na mão, seguiu em frente. Deparou-se com uma
porta trancada. Não se intimidou. Usou toda a sua força para
arrancar a porta. Encontrou-se em mais uma enfermaria.
Mas tinha alguém nela.
- Santo? É você?
Ele abriu os olhos. Espantou-se de vê-la de pé. Pergun-
tou:
- Você não havia levado um tiro?
- Sim. Pensei que te tivessem matado. Por que não usou
teus poderes para escapar?
- Não pude. Aplicaram algo em mim que inibe as mi-
nhas habilidades. Como chegou até aqui, mesmo ferida?
- O padre me trouxe para cá. Pelo visto, trouxe você
também. O que está acontecendo?
- Não sei. mas vamos descobrir. Antes, estou precisan-
do do meu remédio. Espero que ele tenha trazido lá da lan-
cha.
Jurema voltou a chorar. Lembrava-se da explosão da
lancha. A tinham feito crer que o companheiro havia faleci-
do. Santo perguntou:
- O que houve? Por que o choro?
- Mataram Alaoh. Explodiram teu barco com ele den-
tro, quando ele foi nos resgatar.
- Puta que pariu. Deve ter sido o padre. Dessa vez, juro
que o mato!
O DETETIVE CEGO46
- Antes, precisamos sair daqui. Estamos prisioneiros
em uma ilha. Mas eu capturei uma de nossas carcereiras. Te-
mos que fazê-la falar. Vem comigo.
Pouco depois, a enfermeira voltava a si com os pulsos
amarrados para trás por luvas cirúrgicas atadas umas ás ou-
tras. Santo a despertou jogando-lhe um balde de água do mar
no rosto. Ela tossiu muito. Ele perguntou:
- Como fazemos para sair daqui?
- Só saio uma vez por mês, quando me mandam uma
substituta por helicóptero.
- E quando precisa de algo urgente, como faz?
A enfermeira demorou um pouco a responder. Depois
disse:
- Uso um rádio que temos escondido. Posso mostrá-lo,
se vocês me prometerem que serei libertada.
- Você virá conosco. Não se preocupe - prometeu a bela
ruiva.
- Antes, porém, tem que me dar uma porção do Sangue
de Cristo. Onde encontro? - Perguntou Santo.
- Não sei do que está falando.
A morena belíssima, no entanto, havia deixado a serin-
ga com o composto na enfermaria onde encontrou o jovem.
Disse:
- Ela está mentindo. Ia aplicar o composto em mim.
Não merece que a soltemos.
Antes que Santo pudesse impedi-la, Jurema deu um
murro tremendo na mulher. Ouviu-se um estalo e a cabeça
da enfermeira pendeu sobre o próprio peito. Havia partido o
pescoço. Estava morta.
- Sei que está com raiva, mas agora teremos dificulda-
des em chamar um helicóptero. Eu nunca precisei, por isso
EHROS TOMASINI 47
não sei o prefixo do rádio da PF.
- Não acredito que ela não tenha um celular. Se eu fi-
casse isolada assim, teria um para falar com um namorado,
uma amiga. Mesmo que tivesse de escondê-lo da direção da
clínica.
- Tem razão. Mas perderemos um tempão procuran-
do-o.
- Não seria mais fácil com ela viva. Senão, ela teria dito
primeiro que tinha um celular. Tentaria se passar por nossa
amiga e, quando estivéssemos distraídos, pediria ajuda do
rádio.
- Bem, vamos procurar.
Cerca de uma hora depois, acharam o aparelho dentro
de um pote de leite em pó. O carregador estava junto. Ha-
via um pouco de carga. Santo ligou para Antônio. Este ficou
contente em ouvir a sua voz. Explicou que Maria Bauer havia
dito que ele era prisioneiro e estava preocupado. Não sabia
do seu paradeiro. Santo pediu para ser resgatado da ilha. Que
seguissem o sinal do aparelho telefônico, já que ele não sabia
a localização do lugar. Antônio afirmou que poderia demo-
rar, já que seria difícil conseguir um helicóptero tão rápido.
Necessitava de autorização do comando da Polícia Federal.
Santo disse para a jovem, antes de desligar:
- Vamos ter que esperar. Acho que seria o caso de te dar
a primeira aula de sexo, enquanto isso, não?
- Não. Não vou pensar em sexo enquanto estiver viva a
memória de Alaoh.
- Não acredito que ele tenha morrido. Deve ter sido
uma encenação para fazer você colaborar.
- Acha?
- Sim. Quando papai chegar, iremos até o local onde
estava a lancha. Talvez encontremos lá uma pista indicando
para onde o tenham levado.
- Você me fez voltar a ter esperança de vê-lo novamente
O DETETIVE CEGO48
vivo. Já merece uma foda, por causa disso. Mas não quero ne-
nhuma aula hoje. Quero que você analise meu desempenho
sexual. Depois, oriente-me onde eu precisar melhorar.
Foi uma foda insossa, comparada às que Santo estava
acostumado. Ele não tomou nenhuma iniciativa. Deixou que
ela dominasse no coito. Ela o chupou com gula exagerada, al-
gumas vezes machucando a glande. Mas ele segurou-se para
não reclamar. Depois de chupá-lo por alguns minutos, ela
ofereceu a sua tabaca para ela a chupar também. No entanto,
nem bem o rapaz tocou sua vulva com a língua, antes mesmo
de tocar em seu grelo, ela gozou pela primeira vez. Jurema
apertou sua vulva contra os lábios dele, machucando-o. De-
pois, deitou-o de qualquer jeito, de costas, na areia da praia,
e subiu sobre ele. Mesmo antes da penetração, ela teve novo
orgasmo. Aí o rapaz, suavemente, virou-a de costas. Massa-
geou o ânus dela com a cabeçorra da pica, e o buraquinho
relaxou. Ele enfiou a trolha devagar, até que esta se escondeu
totalmente no rabo dela. Jurema gemia alucinada. Começou
a menear a bundona. Num instante, teve um orgasmo tão in-
tenso que lhe fez estremecer o corpo todo. Depois, deitou-se
de costas na areia, prostrada, deixando o jovem doido para
gozar.
FIM DA QUINTA PARTE
EHROS TOMASINI 49
O DETETIVE CEGO - Parte VI
Quando Antônio chegou com a médica Régia, Santo e Ju-
rema já haviam tomado banho e esperavam deitados,
cada um numa cama, em uma das enfermarias da clínica.
Depois das apresentações formais, Santo entregou a seringa
com o composto denominado de Sangue de Cristo à agente
médica. Esta já trouxe um recipiente com gelo para acondi-
cionar o líquido esverdeado. Perguntou se Santo já havia se
aplicado uma dose.
- Não. Ainda não precisei. Fale com Cassandra. Ele de-
verá mandar essa amostra para análise, de modo a sabermos
se tem a mesma composição do que eu tenho tomado.
- Para que serve isso, mesmo?
- Basicamente, para dar tesão. Mas para quem já tem a
fórmula injetada no corpo há muito tempo, como eu, tem a
vida salva.
- Não é nocivo ao corpo humano?
O DETETIVE CEGO50
- Só quando usado de forma diária e contínua. Nesse
caso, o corpo passa a sentir a falta do composto.
- Interessante. Gostaria de analisá-lo também.
- A senhora é química? - perguntou Antônio.
- Antes de me formar em Medicina, trabalhei como as-
sistente de pesquisas na UFPE. Foi quando conheci a doutro-
ra Maria Bauer. Acompanhei seu trabalho por anos. Foi ela
quem me convenceu a cursar Medicina. Na época, eu tinha
vinte e poucos anos.
- Agora que Santo e Jurema estão salvos, poderemos
prender a Dra. Bauer. Naquela hora em que fui falar com ela,
consegui colocar um transmissor minúsculo em sua roupa.
Podemos, neste momento, localizar onde está. - Disse o mo-
torista à linda morena toda vestida de preto.
- Ótimo, papai. - Disse Santo - Jurema me falou que
tinham explodido nosso barco com o namorado dela dentro.
Mas acredito que mostraram um vídeo só para tentar con-
vence-la de que o cara está morto.
- Cadê o vídeo?
Jurema chamou-os à sala onde estivera prisioneira.
Acionou o controle remoto e deu início ao trecho do vídeo.
Porém, não aguentou ficar na sala, quando viu o barco ex-
plodir. Saiu correndo e foi chorar lá fora. Antônio não se in-
comodou com o ato dela. Pediu para o filho repetir o vídeo.
Pouco depois, afirmava:
- Você está certo, filho. Esse trecho é uma montagem.
Quando a lancha explodiu, percebi ligeiramente que se tra-
tava de duas embarcações distintas. Ambas foram filmadas
em ângulos parecidos, para enganar o espectador. Mas é uma
sequência de imagens de barcos diferentes. Chame Jurema e
prove isso a ela. Ou leve o CD que está inserido no aparelho.
Analisaremos tudo com calma na sede da Polícia Federal. Va-
mos embora daqui.
EHROS TOMASINI 51
Pouco depois, Cassandra ouvia com atenção os rela-
tos dos agentes. Deu permissão para Régia analisar parte do
composto, capturado por Jurema na ilha escondida. Quando
viu o vídeo da explosão do barco, concordou com Antônio e
Santo. Jurema ficou contente. Tinha esperança de encontrar
o negro ainda vivo. Mas, intimamente, ainda desejava as au-
las prometidas por Santo. Cassandra disse:
- Vou pedir para que meus técnicos localizem o trans-
missor e vamos atrás do padre e sua gangue. Vocês todos,
porém, descansem. Posso precisar de alguns para uma emer-
gência.
- Estou dispensada, chefe? - Perguntou Régia.
- Sim. Você, Santo, Antônio e Jurema podem ir.
- Vou precisar de uma amostra do teu sangue, assim
que te for aplicado o composto. Pode ser? - A médica dirigia-
-se a Santo.
- Claro. Como quiser. Mas devo tomar minha dose do
líquido esverdeado imediatamente. Já me sinto fraco.
- Então, te acompanho ao laboratório.
Jurema também acompanhou o jovem bonito. Queria
ver o efeito da droga ao ser injetada no cara. Uma policial
científica acabara de reproduzir o composto com uma amos-
tra dada a ela por Santo. Depois de uns minutos observando
a fórmula num microscópio, declarou:
- Essa fórmula é muito mais poderosa do que a que
guardamos aqui. Deve ser alguma descoberta mais recente-
mente. Está pronto para o teste?
- Claro.
Santo sentou-se numa cadeira e a cientista aplicou-lhe
uma dose esverdeada na coxa. Ele gritou de dor. Rasgou a
calça de linho ainda fedendo a maresia que vestia, ficando
totalmente nu. Seu cacete cresceu imediatamente, atingindo
sua total extensão em segundos. As três mulheres olharam
O DETETIVE CEGO52
maravilhadas para o caralho duríssimo. Régia lambeu os lá-
bios de tesão. Então, num impulso, retirou a seringa que ti-
nha em mãos com um pouco do líquido esverdeado e aplicou
na própria coxa. Urrou de dor. Depois, ficou quase estática,
apenas piscando os olhos. De repente, tirou também toda a
roupa. Depois, aproximou-se do jovem e mamou seu enor-
me pau. A cientista também, demonstrando todo o seu tesão,
pediu para chupar um pouco o caralho dele. Jurema estava
tão incrédula que ficou sem reação. Mas só por um instante.
Depois, atracou-se também com o jovem, querendo seu qui-
nhão de esperma. Passada a terrível dor, Santo ficou de pé. As
mulheres se organizaram. Enquanto uma lhe chupava o pau,
outra lhe beijava a boca. Régia preferiu lhe lamber a regada
da bunda, finalizando no botão do cara.
Santo espirrou gozo em poucos minutos.
FIM DA SEXTA PARTE
EHROS TOMASINI 53
O DETETIVE CEGO - Parte VII
Amadre superiora estava magérrima, sentada numa ca-
deira de rodas. Também parecia não reconhecer nin-
guém, quando adentrou o quarto onde Alaoh estava. Havia
uma marca de bala bem no centro da sua testa, mas a ferida
já estava cicatrizada. A mulher se babava, como se tivesse di-
ficuldades em conter a saliva. Vinha tendo a cadeira empur-
rada por Lázaro, que a tratava com muito carinho. O negro
estava sentado numa cadeira confortável, enquanto a médica
lhe colocava vários eletrodos. As duas clones da doutora não
estavam presentes. O agente cego perguntou:
- Essa é a tua esposa?
- Consegue vê-la? - Perguntou o padre.
- Pouco -, mentiu ele, sem querer que conhecessem a
verdadeira extensão de seus poderes - mas posso ouvir muito
bem.
- Conversa! Senão, como consegue distinguir se carre-
O DETETIVE CEGO54
go um homem ou uma mulher?
- Intuição? O atrito contra o solo?
- Não importa. Está na hora de minha esposa se ali-
mentar. Ela gosta de fazer isso in loco. Portanto, vá tirando
esse cacete para fora das calças.
A própria Bauer abriu a braguilha da calça dele e aju-
dou o pau a se libertar do tecido. Depois, pediu que ele ficas-
se de pé. Lázaro aproximou a velha senhora tetraplégica do
jovem e esta mostrou-se ansiosa para chupar o cacete. Ele
botou-o na boca dela com as mãos trêmulas. A idosa olhava
para o negro como se quisesse se lembrar de quem era ele.
Depois, com muito esforço, começou a mamar no cacete do
cara. Alaoh ficou repugnado com aquela boca velha na sua
rola, mas não disse nada. O cacete demorou a subir. O padre
reclamou:
- Por acaso é boiola, filho da puta? O pau não sobe com
uma mulher chupando-o?
- Deixe, Lázaro. Eu o preparo para ela.
Dito isso, a médica, que agora aparentava ter uns trinta
e poucos anos, caiu de boca no pau do cego. No instante se-
guinte o caralho subiu. Ela, no entanto, continuou a felação.
O padre alertou:
- Melhor parar. Você sabe que ela mesma gosta de ex-
trair a seiva.
No entanto, nem bem a médica tirou a boca do falo,
este perdeu a ereção.
- Melhor eu aplicar-lhe o composto. Ele deve estar es-
gotado. - Disse a médica, sem querer admitir que o jovem
estava rejeitando a ela e a amiga.
- Que seja. Mas seja rápida, pois ela já está cansando.
Foram duas aplicações do líquido verde, uma em cada
EHROS TOMASINI 55
coxa. A dor foi lancinante. Parecia que o líquido rasgava tudo
por dentro. Os instrumentos ligados aos eletrodos chiaram.
Ficaram dançando na tela do computador ao qual estavam
plugados. Mas aí, o pau do negro deu sinais de vida. Quando
a enorme dor passou e Alaoh abriu os olhos, a velha estava
sorrindo. Voltou a mamar seu pau, agora duríssimo. Não de-
morou muito a receber a primeira golfada de porra na boca.
A médica agora era quem apontava o cacete do cara para os
lábios dela. Masturbava o rapaz bem devagar, com carinho.
Ele gozou novamente. A terceira gozada fez a velha engasgar,
de tanta porra que saiu de uma vez. É que o negro estivera se
prendendo, pra não gozar logo.
A velha demorou a engolir. Afastou-se do jovem. Maria
Bauer, no entanto, tinha uma expressão de tara no rosto. As-
sim que o padre Lázaro se afastou empurrando a cadeira de
rodas, ela tirou toda a roupa, mostrando um corpo enxuto.
Virou-se de costas e sentou-se no colo de Alaoh. Empalou-se
sem muita dificuldade em seu pau enorme e grosso. Então,
ele buscou, mais uma vez, toda a força do seu âmago para
não gozar. Queria cansá-la, antes de finalmente ceder. Mas
ela pareceu adivinhar-lhe os pensamentos: deu mais ênfase à
cavalgada, apressando seu ritmo. Olhava para trás, querendo
ver a agonia no rosto do jovem. Este fechou os olhos e tentou
tirar a mente dali. Por azar, pensou em Jurema. Em como ela
podia ser tão gostosa dando o cu quanto a médica. Aí, gozou
uma das suas mais demoradas ejaculações.
Para sua surpresa, quando abriu os olhos para ver a
doutora engolir sua porra com o cu, desejou ter o poder de
lhe fazer perder os sentidos apenas com a força da mente.
E não é que a mulher gemeu, levou as duas mãos á cabeça,
tentou se levantar mas tombou no chão? Estava sem sentidos.
Alaoh esteve por um momento espantado mas logo
O DETETIVE CEGO56
percebeu que o inibidor de seus poderes, aplicado nele pela
doutora, havia perdido o efeito. Depressa, levantou-se, vestiu
as calças e saiu do quarto. Iria atrás do padre assassino. Antes,
porém, quis ter certeza de que podia derrota-lo. Concentrou-
-se rapidamente nuns tubos de ensaios que estavam empilha-
dos numa estante e soltou uma descarga mental. Os vidros
explodiram imediatamente. Sorriu. Correu em direção ao
final do corredor, onde achava que estava o casal do mal. Foi
surpreendido por uma pancada na nuca, dada por Lázaro.
Este, que tinha bons ouvidos, havia escutado o gemido da
médica e o barulho dos tubos de vidro se quebrando. Entrou
na primeira sala do caminho e escondeu-se, armado de um
pedaço cilíndrico de aço, desses usados em tecnologia nucle-
ar. O negro, pego de surpresa, desmaiou com a pancada.
Lá fora, ouvia-se o barulho de um helicóptero. Era Cas-
sandra e sua equipe se aproximando do esconderijo.
FIM DA SÉTIMA PARTE
EHROS TOMASINI 57
O DETETIVE CEGO - Parte VIII
Ohelicóptero da Polícia Federal se aproximava da casa si-
tuada num trecho da praia deserta, sem localização no
mapa de Pernambuco. As duas clones de Maria Bauer já o ti-
nham visto, por isso apressaram-se a chamar o padre assassi-
no. Encontraram-no examinando o corpo inerte da médica.
O sujeito estava perplexo:
- Porra, como esse filho da puta nocauteou Maria, se
nem tocou nela? Não há nenhuma marca de contusão.
- Senhor Lázaro, a PF está vindo de helicóptero para
cá - disseram as duas jovens ao mesmo tempo.
- Okay, levem Maria e a minha esposa para o comparti-
mento secreto da casa. Fiquem com elas, lá. Vou matar o cão
negro e depois vou para lá também.
A médica, no entanto, despertou naquele momento.
Disse com voz débil, levando as mãos à cabeça:
O DETETIVE CEGO58
- Não o mate. Precisamos dele vivo. E você me prome-
teu... Ai minha cabeça.
- Ainda bem que está viva. Pensei que ele te houvesse
matado.
- Não, apenas me desmaiou com alguma rajada mental.
Senti claramente sua mente na minha.
- Sabia desse poder dele?
- Desconfiava. Por isso, preparei o inibidor. Mas não
tinha certeza.
- Então, precisamos injetar a droga nele novamente. O
cara é um perigo. Muito arisco.
- Não existe mais nenhum pingo do inibidor. Fiz pou-
co. Apliquei-o todo nele.
- Então, terei que matá-lo. - Disse o padre, sacando de
um punhal.
- Não. Se o matarmos, estaremos também mortos em
breve. Só o sangue dele poderá nos salvar. A mim, a você e à
tua esposa.
- A Polícia Federal está vindo. Não temos tempo para
tirar-lhe mais uma quantidade de sangue para pesquisas. De-
via ter feito isso antes.
- Estava fazendo isso quando ele me atacou.
- Mentira. Estava trepando com ele.
- Sabe que necessito disso para permanecer jovem.
- Pura vaidade, cadela no cio.
- Não é apenas vaidade. Sabe disso. Sem estar jovem,
minhas artrites e artroses não me deixariam trabalhar nas
minhas pesquisas.
- Está bem. Corra depressa para o esconderijo. Eu me
encarrego de levar o filho da puta. Mas, se ele me der traba-
lho novamente, juro que o mato.
Quando Cassandra e mais seis agentes desceram do
helicóptero, todos fortemente armados e com colete à prova
de balas, estranharam não encontrar resistência. Um dos po-
EHROS TOMASINI 59
liciais perguntou:
- Tem certeza de que viemos ao endereço certo, senhor?
- O rastreador indica que o transmissor colocado na
doutora por Antônio ainda está ativo. O sinal diz que o alvo
está a apenas uns dez metros de nós.
Os agentes olharam em volta. Estavam numa espécie
de galpão grande, mas vazio. Havia apenas uma porta, que
foi por onde invadiram a construção. Por ordem de Cassan-
dra, se espalharam pelos outros cômodos. Acharam tubos de
ensaios quebrados em uma sala. Mas não viram vivalma no
esconderijo.
- Nada, senhor. Acho que fomos enganados. - Disse um
agente.
- Ou então, eles nos viram e fugiram sem serem vistos.
- Falou outro.
Cassandra estava com um aparelho na mão: uma es-
pécie de receptor de sinais. O radar dele apontava para uma
parede vazia. Depois de pensar um pouco, o homenina falou:
- Bombardeiem essa parede. Parece-me ser falsa. Com
certeza, encontraremos algo interessante por detrás dela.
- Vamos pegar a bazuca que trouxemos, senhor. É só a
demora de ir e vir do helicópero.
Mas, quando botaram a parede abaixo com um tiro de
bazuca, os policiais não encontraram nada além de uma es-
cadaria que dava num túnel escavado no subsolo. A passa-
gem estava na penumbra. Deram uns tiros de metralhadora
em direção ao buraco. Cassandra mandou que parassem de
atirar.
- Podem acertar nosso agente, sem querer.
- Nas mãos do padre assassino, ainda acha que ele está
vivo, senhor?
O DETETIVE CEGO60
- Claro que sim. Se quisessem matá-lo, não teriam se
dado ao trabalho de simular aquela explosão do barco.
Naquele momento, Lázaro, Maria Bauer, a madre su-
periora e as duas clones pegavam um barco supersilencio-
so, apesar de ser a motor, e escapavam do esconderijo. Logo,
chegaram a um avião camuflado entre as folhagens, na beira
da praia. Entraram nele e decolaram, fazendo barulho. Os
agentes da PF correram para fora do galpão, prescrutando o
céu, pois ainda era cedo da tarde. Pouco depois, viam a aero-
nave se afastar dali, já ganhando velocidade e altura. Um dos
policiais gritou:
- Estavam escondido fora da casa. Vamos atrás deles!
- Não adianta. Nosso helicóptero é menos rápido. Nun-
ca o alcançaríamos. - Disse, frustrado, Cassandra.
- Ainda temos uma chance, senhor. Olhe. O aparelho
ainda indica que o transmissor está com eles. Vê como o sinal
se afasta rápido?
- Muito bem. Então, sigamos o sinal. Uma hora eles te-
rão que aterrissar, nem que seja para reabastecer o avião.
Alaoh despertou em pleno ar, sentindo o vento forte
no rosto. Tomou um susto, quando se percebeu em queda
livre. Tentou olhar em volta e seus olhos falharam. Estava to-
talmente cego. Aperreou-se. Aí, ouviu em seu capacete uma
voz metálica dizer:
- Espere mais três minutos e abra o paraquedas. Esta-
mos logo atrás de você.
- Era uma das clones de Maria Bauer quem falava. O
negro lhe reconheceu a voz. Fez o que ela disse. Logo, sen-
tia-se flutuar, levado pelo vento. Aos poucos, foi deixando a
afobação de lado. Mas estava aperreado por ter perdido seus
poderes. O que haviam feito com ele? Logo, sentiu seus pés
tocarem em algo. Escorregou e caiu com todo o corpo. Per-
EHROS TOMASINI 61
cebeu ser uma espécie de esteira inflada, dessas de salvamen-
to marítimo, como as usadas em grandes barcos da Marinha
para pouso de emergência de paraquedistas. Depois, sentiu
que duas pessoas tinham caído de paraquedas perto dele.
Ouviu uma das clones dizer:
- Parabéns. Conseguiu saltar e acertar o alvo, mesmo
estando cego.
- Onde estou?
- Não consegue mesmo ver? A doutora disse que teve
que te operar o nervo ótico, pois antes, apesar de não ter
olhos, você via.
- Filha da puta. Estou totalmente cego, porra. Vocês
vão me pagar por isso. Aquela puta vai me pagar mais ainda.
O negro sentiu as duas o pegarem pelo braço ao mes-
mo tempo. Uma delas falou:
- Vamos andando. Cuidado para não tropeçar. É difícil
caminhar nesse bote inflável. Mas, logo adiante, tem um bar-
co de pescadores. Nem tente escapar, pois estamos em pleno
alto-mar.
- Cadê o caralho do padre? E a filha da puta da doutora
Bauer?
- Logo, estarão conosco. Seguiram com o avião e vão
destruí-lo no ar, depois que saltarem de paraquedas. Em se-
guida, se reúnem conosco neste barco.
- Pra quê essa manobra toda?
- O padre descobriu um transmissor nas roupas da mé-
dica. Quis despistar a Polícia. Não devem demorar.
Alaoh pensou que aquele era o momento de escapar, já
que estava sozinho com as duas clones. No entanto, esperou
que elas alcançassem o barco e o ajudassem a subir nele. As-
sim que se sentiu equilibrado sobre o convés, levou as pontas
dos dedos à fronte. Concentrou-se em enviar uma descarga
mental. Tentou várias vezes, mas as clones continuavam con-
O DETETIVE CEGO62
versando, sem que ele ouvisse nenhuma delas se queixar de
dor ou cair. Então, desistiu. Uma delas perguntou:
- Ainda consegue ejacular, moço? Eu e minha irmã
precisamos de esperma. Estamos fracas, depois do esforço
que fizemos para carregá-lo e jogá-lo do avião embaixo.
- Ainda bem que despertei a tempo, senão teria me es-
borrachado no chão.
- Teria caido sobre o grande bote inflável, no mar. Não
teria se machucado. O perigo seria uma lufada de vento levá-
-lo para longe. Aí, poderia se afogar.
- E ainda querem que eu dê leitinho pra vocês? Vão se
foder!
- Nós precisamos, moço. E não é nossa culpa que so-
mos assim. Nossa sina talvez seja pior do que a sua: estar
sempre à beira da morte.
- Vocês não sabem o que é estar titalmente cego. Antes,
eu podia ver.
- Bem que dona Bauer nos disse.
- Que mais ela disse a vocês?
- Que iria acordar com vontade de trepar, pois ela te
aplicou mais uma dose grande do Sangue de Cristo e um ou-
tro composto em ti.
Realmente, Alaoh já começava a sentir vontade de fo-
der. O pau estava duro e ele ainda não havia percebido. Mas
estava apenas de cueca e o volume do cacete endurecido era
visível. Ele quis ganhar tempo para pensar uma saída. Por
isso, procurou dificultar o trabalho das meninas:
- Okay, deixo vocês foderem comigo. Mas uma vai ter
que me dar o cuzinho antes.
- Eu dou. Mas quando estiver para gozar, tire da minha
bunda e coloque o caralho na boca de minha irmã.
- Ela gosta de rola suja de merda?
- Se dela sair esperma, gostamos de qualquer jeito.
EHROS TOMASINI 63
Pouco depois, uma chupava o cacete do negro e o baba-
va todo, deixando-o mais escorregadio. Ela mesma roçava a
glande no cu da irmã, que estava afobada por ter a chance de
acoplar, pela primeira vez, uma jeba tão grande no cuzinho
apertado. O padre Lázaro nunca se preocupava em fazê-las
gozar. Apenas lhe cedia o pau para elas mamarem e retirar
dele o néctar vital. Quando ficavam excitadas, as duas irmãs
fodiam entre si. Nunca tiveram o direito de passar mais de
dois ou três dias fora daquela residência escondida do mun-
do. Mas, viam filmes de sacanagens, quando não estavam
fazendo nada. Por isso, quando o jovem a invadiu por trás,
ela aguentou a peia dele com dificuldades. Desistiu várias ve-
zes, mas a irmã a incentivou. Aos poucos, foi comportando a
monstruosidade no cu. Quando sentiu os pentelhos do cara
lhe roçarem o ânus, começou ela mesma os movimentos de
cópula.
- Tô gozando, irmãzinha... Ai, como é bom... Tô gozan-
do...
Ao ouvir essas palavras, Alaoh quis diminuir o ritmo
da foda mas a outra percebeu. Espalmou a mão na sua bunda
e ajudou nos movimentos de cópula. Então, ele desistiu de
martiriza-las. Estava prestes a gozar. Gemeu:
- Agora, porras... vou gozar...
A que tomava no cu pareceu nem ouvir. O negro ten-
tou tirar a peia do seu rabo mas ela gritou:
- Agora não. Deixa eu gozar primeiro, moço. Aiiiiiiiii-
iiiiiiiii...
- Não aguento mais... vou goz...
A que estava agachada perto dele pegou em seu pau,
puxou-o ao ponto de retirá-lo totalmente do cu da irmã e co-
locou-o na boca. A pica veio suja de sangue e merda. Mesmo
assim, ela chupou a chapeleta. A outra jogou-se para frente,
O DETETIVE CEGO64
caindo de joelhos, agoniada por interromper o coito. Alaoh
explodiu uma longa gozada na boca da jovem de cabelos
branquíssimos. A irmã ficou se contorcendo no convés. O
negro não podia vê-la. Ela estrebuchava do trauma causado
pela retirada brusca do enorme cacete do cu. A que engo-
lia a porra, no entanto, levou as duas mãos à cabeça e gritou
alto. Naquele instante, o negro jurou ter voltado a ver por um
breve instante. Depois, de novo, viu claramente a jovem cair
desmaiada. A outra continuava se debatendo no chão. A vista
apagou, mas não antes de Alaoh ver a cara suplicante dela.
Ela gemeu:
- Volte a botar no meu cu, por favoooooor...
O negro a suspendeu pelos quadris e deixou-a de qua-
tro novamente. Rápido, apontou-lhe a glande para as pregas
ensanguentadas e enfiou de uma vez, até bem profundo. Ela
estremeceu o corpo todo e começou a gozar novamente. Ele
teve paciência de deixa-la se deliciar até se fartar com a rola
na bunda. Ela esguichou um jato de esperma da vulva. Urra-
va de prazer, gozando pela frente e por trás. Nem percebeu
que a irmã estava caída, inerte, no convés do barco.
FIM DA OITAVA PARTE
EHROS TOMASINI 65
O DETETIVE CEGO - Última Parte
Alaoh ouviu o barulho de um barco a motor ao longe. De-
veria ser o assassino vindo resgatá-los. Era preciso agir
rápido. Por isso, nem bem a jovem de cabelos brancos termi-
nou de engolir a sua porra, deu-lhe um murro no rosto que
a derrubou desacordada. Ainda não conseguia “ver” direito.
As imagens ficavam piscando em lapsos cada vez menores de
tempo. As cavidades onde deveriam estar os olhos lhe doíam
terrivelmente. Sentiu um líquido viscoso lhe banhar o ros-
to, como se estivesse chorando. Passou a mão e cheirou. Era
sangue, e não lágrimas, como pensava. De repente, sentiu-se
zonzo. Lutou para não desmaiar. Olhou em direção ao barco
que se aproximava e ele já estava bem perto. Viu o padre com
um punhal na mão, acompanhado da médica Maria Bauer,
atracar ao lado da sua embarcação. Ouviu claramente o as-
sassino dizer:
- Agora, não tem mais perdão. O cachorro matou tuas
O DETETIVE CEGO66
duas últimas clones.
- Mas ele não consegue ver, ainda. Veja como seus olhos
sangram. - Rebateu a médica.
- Melhor. Cego, dessa vez vai morrer sem nem perceber
o que lhe atingiu.
Alaoh viu o sujeito subir ao convés do seu barco e bran-
dir a lâmina bem perto de si. Depois, não viu mais nada.
********************
- Bom dia, preguiçoso. Vejo que está acordado. Sou
médica, sei que, quando estamos dormindo, a respiração soa
diferente. Pare de fingir. Não está mais em perigo.
O negro movimentou a mão e percebeu seus olhos en-
faixados. Perguntou:
- O que houve? Por que as bandagens nos olhos?
- Tenho boas e más notícias. O que quer ouvir primei-
ro?
Reconhecia a voz da médica Maria Bauer. Ela parecia
contente. Ele perguntou:
- Cadê o padre assassino?
- Está encarcerado. Agora, é meu prisioneiro. Não se
preocupe com ele. Não te fará mais nenhum mal.
- Prisioneiro? Ele não era teu cúmplice?
- Era meu amante. Mas, depois que a esposa ficou na-
quele estado, só tem olhos e cuidados para ela. Passou a me
chantagear. Queria, porque queria, que eu salvasse sua espo-
sa. Senão, não financiaria mais as minhas pesquisas. Mas não
menti para você: estamos morrendo. O maldito sangue que
corre em nossas veias está se deteriorando, garoto. Porém,
encontrei em você a solução. Já testei a nova droga várias ve-
zes e posso te afirmar que ela deu certo! Teu sangue, junto
com um composto que retirei de uma criatura rara parecida
EHROS TOMASINI 67
com um peixe, que um amigo pescador capturou para mim
(ver a série O Homem que Matou Mona), tornou-se um antí-
doto para todos os nossos males.
- E a má notícia?
- Infelizmente, você perdeu os teus poderes. Agora, é
um ser humano como todos os outros.
- Um ser humano cego, você quer dizer...
- Não. Eu te operei. Transplantei-te dois lindos olhos
azuis. A cirurgia foi um sucesso. Você está enxergando per-
feitamente.
- Não vejo porra nenhuma.
- Claro. Teus olhos ainda estão vendados. Mas fiz um
trabalho de primeira. Desapareceu também aquela horrenda
cicatriz.
- Não acredito.
- Vai acreditar, assim que eu tirar essas bandagens. Mas
ainda tem que dar um tempo. Não é bom tirar a venda ainda.
Deixe teus olhos cicatrizarem bem.
- E a tal madre superiora?
- Deixei-a morrer. Nunca fomos amigas. Éramos ape-
nas clientes. Ela financiava minhas experiências e eu realiza-
va todos os seus desejos assassinos e de poder. Mas, agora,
está morta e enterrada.
- E o padre, o que acha disso?
- Não mais o temo.
- Por quê?
- Você prometeu mata-lo, lembra-se? Deixei-o vivo até
agora para que você cumpra com a tua promessa. Minhas
experiências foram bem sucedidas. Em breve, graças ao teu
sangue, poderei curar qualquer doença. Serei uma sumidade
mundial. Não precisarei mais do casal me financiando.
- Mas irá precisar de mim até o último dos meus dias,
não é isso?
- Não, garoto. Fiz uma transfusão total do teu sangue.
Todo aquele líquido milagroso que estava em você agora é
O DETETIVE CEGO68
meu. Você agora tem o sangue igual a um ser humano nor-
mal, como já tinha te dito. Só precisará de algumas hemodi-
álises. Por isso, te mantive aqui.
- Hemodiálises? Me tornei um dependente de hemodi-
álise, sua puta?
- Não, amor. Relaxe. Não deve se esforçar. Pelo menos,
por mais dois dias. Depois, poderá decidir se quer ir embora
ou se quer ficar comigo.
- Como assim?
- Você ficou parecido com um negro que foi meu na-
morado, na minha juventude. Esse era o propósito inicial das
minhas experiências com o “Beleza Mortal”. Transformar um
rosto feio em um bonito. Mas o objetivo principal era clonar
o meu namorado. Por isso, te tirei das ruas. Queria tornar
você o mais parecido com ele.
- E eu fiquei?
- Ficou melhor. Você está muito mais bonito, sabia?
Quem te viu, quem te vê.
- Agora, me deixou curioso para me ver no espelho.
- Amanhã. Prometo. Mas agora, descanse. Vou te apli-
car um sedativo, viu?
- E as duas mocinhas? Que fim levaram?
- Eram peças defeituosas. Eliminei-as.
- Matou-as?
- Sim. Ambas. Quero fazer uma cópia tão inteligente
quanto eu. Estou cada vez mais perto disso.
- Porra, você é uma assassina, tanto quanto o padre.
- É para o bem da Ciência, meu anjo. Eu as criei, eu as
destruí. Simples assim.
- Você é doida.
Aí o negro sentiu a fisgada no ombro. Pouco depois,
adormecia. Acabara de ser sedado. A mulher que lhe aplicara
a injeção, no entanto, assim que ele dormiu, perguntou:
- E então, o que a senhora achou da minha atuação?
EHROS TOMASINI 69
A médica Maria Bauer, que estivera em silêncio o tem-
po todo perto deles, respondeu:
- Muito boa. Quase perfeita. O composto alterou mes-
mo a tua inteligência e te deixou com a voz mais parecida
com a minha. E não há mais o risco de morte para você. Nem
precisará mais tomar porra para sobreviver. Pena que não
pude fazer isso por tua irmã. O sangue dela já estava muito
deteriorado.
- Tudo bem. Eu sinto por minha irmã. Mas a senhora
cumpriu sua palavra para comigo.
- Sim. Deixei-te o jovem negro vivo, como me pediu.
Apaixonou-se por ele?
- Sim. Eu o amo. Desde a primeira vez que o vi. É ver-
dade que se parece com o teu primeiro namorado, como me
disse?
A médica esteve pensativa. Depois, confessou:
- Não. Meu primeiro namorado foi Antônio, o moto-
rista do jovem Santo. Santo é nosso filho. Mas ele ainda não
sabe disso. No entanto, precisamos contar isso a ele, eu e o
pai dele.
- Que pretende fazer agora, mãe?
- Eu vou me entregar à Polícia Federal. Ficarei presa
por uns tempos, mas usarei os equipamentos deles para apri-
morar a fórmula. Faça o mesmo com o que te deixei. Você
tem inteligência suficiente para continuar meu trabalho. Por-
tanto, seja feliz com o homem que escolheu para viver. Mas
terá de conquista-lo. Ele era casado, antes. E com uma bela
mulher.
- Eu saberei fazê-lo esquecer-se dela. Pode deixar co-
migo.
- Boa sorte, então, garota. Estou indo. Já sabe o que fa-
zer com Lázaro, se o teu homem não tiver coragem.
- Se ele não tiver coragem, eu mesma mato o padre.
O DETETIVE CEGO70
Boa sorte, mãe.
- Não me chame mais de mãe. Agora, você sou eu, lem-
bra-se?
As duas se abraçaram. A mais jovem chorou. A outra
acariciou seus cabelos brancos, depois foi embora.
EPÍLOGO
Dois dias depois, Alaoh despertou. Foi presenteado por
um café na cama. Mas estava doido para tirar as bandagens
dos olhos. Ela deu-lhe comida na boquinha, antes de fazer o
que ele estava querendo. Depois, o guiou até uma enfermaria.
Quando lhe tirou a venda, o cara demorou um pouco a en-
xergar. Ainda estava cego. No entanto, aos poucos a sua visão
foi voltando. Viu o clone da médica radiante à sua frente. Ela
estava linda. E o beijou na boca. Ele a confundiu com a dou-
tora. Perguntou:
- Quer dizer que não vai envelhecer mais?
- Vou sim, amor, assim como você. Mas não precisarei
mais tomar meu “leitinho” diário para isso.
- É uma pena. Acordei com um tesão danado.
Ele ainda estava só de cuecas e ela olhou para o volume
do seu cacete. No entanto, disse:
- Aguente mais uns dias, para não forçar a cirurgia. Aí,
eu serei toda tua.
Ele olhou em volta. Estavam numa mansão enorme, ri-
camente mobiliada. Ele perguntou:
- Onde estamos?
- Itália. A casa é nossa. A doutora Bau... quero dizer: a
Ordem das Irmãs de Maria Madalena a deixou para nós.
- Uau, uma bela mansão. Estou vendo piscinas, um
enorme jardim...
- Tudo nosso. Viveremos bem aqui, só nós dois. - Disse
EHROS TOMASINI 71
ela, se chegando para ele.
- Você disse que... o padre...
- Sim. Venha comigo. Eu te mostrarei o quanto ele está
indefeso.
Pouco depois, estavam defronte da cela onde o padre
estava encarcerado e todo acorrentado. Este, ao ver a jovem,
rugiu:
- Maldita traidora. Me pegou de surpresa. Mas eu hei
de me vingar.
O negro deu um sorriso vitorioso. Disse para o assas-
sino:
- Você acaba de me lembrar da promessa que te fiz: a de
te matar, seu maldito assassino.
- Eu não temo mais a morte, cachorro. Essa filha da
puta matou minha esposa na minha frente. Degolou-a com
meu próprio punhal. E não aplicou em mim a fórmula que
me faria parar de morrer a cada dia. Então, pode me matar.
Eu não me importo.
- Dê-me o punhal. - Pediu o negro àquela que ele acre-
ditava ser Maria Bauer. Esta tirou da cintura a arma branca e
entregou a ele. O padre a olhava com ódio. Alaoh abriu a cela
e se aproximou dele. O cara não reagiu. Então, o negro disse:
- Eu poderia mata-lo facilmente, e cumpriria minha
promessa. Mas prefiro te entregar à Polícia Federal.
- Cassandra e a Polícia, além de tua mulher, acham que
você está morto, Alaoh. - Disse a “médica” - Nós fornecemos
provas concretas para eles. Eu mesma filmei você sendo em-
purrado do avião. Depois, Lázaro explodiu o avião no ar, logo
após saltarmos. Ainda estão à procura dos nossos corpos no
mar, perto dos destroços da aeronave. Mas não vão encontrar
nada, claro.
- Quer dizer que eu estou morto?
- Sim, nunca vão achar teus restos mortais, no entanto.
Um dia, se quiser voltar ao Brasil, pode recuperar tua identi-
O DETETIVE CEGO72
dade, por causa desse detalhe.
- Então, deixemos esse filho da puta vivo. Depois, o en-
tregamos a Cassandra.
- Como quiser, amor. - Disse a mulher de cabelos bran-
cos, tomando o punhal das mãos do negro.
- Você o chamou de... amor? - Perguntou Lázaro.
A jovem se viu descoberta. O padre havia percebido
que ela não era a verdadeira médica. Por isso, antes que ele
dissesse seu segredo ao negro, agiu rápido. Desferiu um golpe
de punhal que abriu a garganta do padre Lázaro. O sangue
jorrou longe. Ele ficou de olhos esbugalhados, olhando para
ela. Depois, desmoronou no chão. Alaoh ainda estava surpre-
so. Tomou-lhe o punhal das mãos e perguntou:
- Porra, por quê fez isso?
- Ódio. Tinha ódio dele. Você não sabe o que passei
com esse assassino.
- Você está se tremendo. Vai ter um treco...
- Foda-me.
- O quê?
- Foda-me. Depressa. Estou com vontade de gozar.
- Mas você disse...
- Não tem nada a ver com o composto, porra. Descobri
que fico excitada quando mato alguém. Preciso de rola.
- Você é doida.
- Doida por rola, caralho. Para de falar e me fode.
Alaoh estava de cacete duro. Despiu-a ali mesmo, den-
tro da cela. Enfiou seu cacete na xana dela de forma urgente.
Estranhou achar a vulva mais apertada do que quando fodeu
com a verdadeira médica, mas claro que não reclamou. Pen-
sou que ela devia ter feito algo para voltar a estar apertadi-
nha, de novo. Ela estava num cio louco. Jogou-o de cima de
si e montou nele. Cavalgou-o com fúria, como se fosse sua
última foda. O negro sentiu o sangue do padre Lázaro tocar
EHROS TOMASINI 73
em seu corpo deitado no chão, mas não ligou para isso. Con-
centrou-se na foda. Ela tirou seu enorme caralho da boceta
e colocou-o na bunda. Enfiou-se nele com pressa de gozar.
Deu um urro quando sentiu toda a trolha lhe penetrar bem
profundo. Aí, o cara não aguentou se prender mais. Gozou.
FIM DA SÉRIE.
O DETETIVE CEGO74
EHROS TOMASINI 75
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O DETETIVE CEGO - Livro erótico

  • 3. EHROS TOMASINI 3 O DETETIVE CEGO - Parte I Acena era inusitada: um mulherão de tez morena, com quase dois metros de altura, toda vestida de preto e com uma coleira no pescoço. Segurando a corrente que pendia dela, havia um jovem cego, negro, aparentando uns trinta e cinco anos de idade. A morenaça parecia ter um pouco me- nos. O cego era levado como se ela fosse um cão guia. Devia ser quase duas horas da tarde e o casal causava espanto por onde passava. Até pararem defronte a um edifício de aspecto horrível, sem reboco nas paredes externas e com várias vidra- ças de janelas quebradas. A mulher perguntou para um quar- teto de homens que jogava dominó na entrada do prédio, à sombra da construção: - Boa tarde. Disseram-nos que há apartamentos para alugar neste edifício. Alguém pode me informar? - E como a cadelinha soube disso? - Perguntou um, o mais gozador.
  • 4. O DETETIVE CEGO4 - Pelo faro, querido. Assim como sinto que você não toma banho faz um tempão. A risadagem foi geral. Só o cego não manifestou seu humor. Continuou aguardando a informação. Uma jovem com todo o jeito de prostituta, que ouviu a conversa, pergun- tou à morena: - É você que quer alugar o apartamento, ou é o teu dono? - Ele não é meu dono. Apenas acho mais cômodo para mim guia-lo pela coleira, se isso te interessa. Mas o aparta- mento é para ele, sim. - O apê para alugar fica vizinho ao meu. Mas é no déci- mo segundo andar. E o elevador está quebrado. - Sem problemas -, agora era o cego quem falava - pos- so subir escadas. Não era uma tarefa fácil, mas o cego subiu os mais de 120 degraus sem perder o fôlego, apoiado em sua bengala. A morenaça teve que parar várias vezes para descansar. A jovem com jeito de prostituta, já acostumada com a subida, apenas suou um pouco, mas sua respiração estava controla- da. Ela explicou: - Normalmente, a gente subiria de elevador. Mas já faz quase uma semana que ele quebrou e não foi consertado ain- da. - Tudo bem -, disse a morena - mas espero que o esfor- ço não seja em vão. Tem certeza de que o apartamento ainda está desocupado? - Tenho, sim. Ninguém o quer pois, quem morar nele, terá que limpá-lo antes. - Muito empoeirado? - Perguntou a de coleira. - Também. Mas foi assassinada uma jovem lá, na sala, e ninguém limpou o sangue do chão. - Cruz, credo. Não tem síndico neste prédio?
  • 5. EHROS TOMASINI 5 - O quê? Neste pardieiro? Esse prédio foi invadido, mi- nha senhora. Só mora bêbado, ladrão e prostituta, aqui. Gen- te de bem não iria querer morar num puteiro desses. Chegaram, finalmente, ao décimo segundo andar. A porta do apartamento estava aberta. Dentro, só alguns mó- veis em péssimo estado de conservação. A maioria, quebra- do. Deviam ser móveis adquiridos já usados. O cego parou no centro da sala, quase a pisar na grande marca de sangue resseco no chão. Ficou lá, parado, como se estivesse concen- trado em algo. Soltou a corrente da coleira e a morena aden- trou o recinto, entrando na área que acreditava ser uma co- zinha. A jovem com aspecto de prostituta pobre permaneceu à soleira da porta, aguardando o casal. Quando a morenaça voltou para a sala, o cego disse: - Preciso ver se ela é testemunha. Imediatamente, a morena aproximou-se da jovem que aparentava ter uns dezoito anos e, inesperadamente, apertou um nervo do pescoço dela. A prostituta desabou. Só não se chocou contra o chão imundo porque a morena a amparou nos braços, antes que caísse. Fechou a porta do apartamen- to e o cego se aproximou da moça desmaiada. Quando ti- rou os óculos escuros, deu para ver que não tinha olhos. Em seu lugar havia duas horríveis cicatrizes, como se fossem de queimaduras. Ele tocou com a ponta dos dedos na fronte da prostituta. Depois de um tempo absorto, disse: - Ela não viu o crime. Só soube dele quando a Polícia esteve aqui para despachar o cadáver. - O que faremos? Ainda pretende permanecer neste apartamento? - Sim. Vamos alugá-lo. - Deus me livre de morar aqui. Você que fique. Eu volto para a minha casinha. - Vou precisar de você para me dar cobertura.
  • 6. O DETETIVE CEGO6 - Ah, sem essa. Você não precisa de cobertura, porra nenhuma. - Olha a boca suja. - Vai te foder. Vou-me embora. Acordo a puta? - Não. Pode ir. Quando eu terminar de averiguar o apartamento, desperto-a. A morenaça deu-lhe um beijo demorado nos lábios e depois agachou-se, retirando seu pau de dentro das calças. Ele ficou parado, esperando que ela o chupasse. Primeiro, a morenaça ficou brincando com o seu caralho, batendo com ele no rosto, lambendo a chapeleta, mamando o cacete in- teiro. Teve dificuldades em abocanhá-lo, pois o cacete era grande e grosso. O negro voltou o rosto para cima. Mas per- guntou: - Por que está fazendo isso? Não precisa. - Só por precaução. Você é tarado. Pode querer foder a puta que está desacordada. - Mas está atrapalhando minhas investigações. E quan- to mais rápido eu investigar, mais depressa estarei com você. - Não vou arriscar, meu querido. Você não é de con- fiança. Prefiro deixá-lo satisfeito, antes de ir. - Não vai querer que eu te foda a xereca? - Neste lugar imundo? Nem pensar! Agora, cala a boca que eu estou ocupada. Pouco depois, o negrão gozava na boca dela. Mas foi uma gozada seca, sem muito esperma. Ela reclamou da quan- tidade, mas ele disse estar cansado. - Vou fazer que acredito, viu? Você sabe dominar muito bem a quantidade de porra expelida. Deve estar mal-inten- cionado, seu porra. - Vá na pia e limpe-se. Depois, tire essa peruca e essa coleira e vá-se embora. Tenho muito a fazer, antes que a puta acorde.
  • 7. EHROS TOMASINI 7 - Ela é mesmo puta? - Não é profissional, se é isso que quer dizer. - Mas cobra pra trepar? - Sim, pois passa fome, a coitada. Mas será minha par- ceira, já que você não quer ficar aqui, comigo. - Veja lá o que vai fazer, viu? Não quero pegar uma DST dessa porra. Pouco depois, a morena havia se transformado numa belíssima ruiva de farmácia. Tinha tirado a peruca que pren- dia seus longos cabelos. Virou o vestido negro ao avesso e tornou-o vermelho. Botou um par de óculos escuros, deu um rápido beijo nos lábios dele e foi-se embora. O cego voltou a examinar todo o apartamento. Tocou com as pontas dos de- dos no sangue seco do chão. Mas não conseguiu ter a respos- ta que esperava. Ateve-se a tocar nos objetos abandonados do apê, sem nenhum sucesso. Aí, a mocinha acordou. Estanhou estar deitada no chão. Perguntou: - O que aconteceu? - Você teve um desmaio. A morena te impediu de se esborrachar no chão. Não pude te socorrer. Ela foi chamar alguém, mas ainda não voltou. - Acho que já estou bem. Que estranho... eu não costu- mo desmaiar. O cego continuou tateando os objetos do apartamento, sem dar atenção a ela. A prostituta perguntou: -Vai ficar com o apê? - Vou, sim. Com quem eu falo? Aretusa estava dormindo, apesar do adiantado das ho- ras. Passara a noite no clube, garimpando clientes para foder. Era garota de programa, já fazia alguns anos. Tinha 35 anos e já se sentia velha para a profissão. Caiu naquela vida por
  • 8. O DETETIVE CEGO8 causa das drogas. Antes, era uma renomada professora de in- glês, tradutora de livros e o escambau. Fora casada com um homem que tinha quase o dobro de sua idade. Um capitão do Exército, rígido no trato consigo que, aos primeiros sinais de dependência de drogas dela, abandonou-a. Tudo começou quando ela conheceu um editor de li- vros que a contratou para umas traduções. O início foi as mil maravilhas. Ela ganhou muito dinheiro traduzindo vários li- vros para a editora do cara. Certo dia, porém, ele pediu que ela levasse as cópias traduzidas para ele, em sua residência. Quando Aretusa chegou lá, encontrou o cara acompanhado de duas jovens viciadas. Os três estavam nus e ele parecia ter acabado de meter nas duas, pois do seu cacete ainda escor- ria uma baba viscosa. A primeira reação dela foi ir embora dali, mas ele a chamou. Pegou as folhas de papel que ela tinha nas mãos e deu uma lida, sem se preocupar que estava nu. O membro do cara era bem maior do que o do marido e ela ficou hipnotizada pelo caralho dele. As duas mulheres chapa- das, percebendo seu interesse, passaram a chupar o cara. De- pois, a chamaram para participar da felação. Pronto. Aretusa viciou-se em chupar rolas. O marido, oficial do Exército, não costumava fazer sexo oral nem a deixava fazer nele. Parecia enojado com tal práti- ca. Mas Aretusa sempre teve vontade de chupar um homem até limpar totalmente a pica dele babando porra. Longe dos olhos do marido, aquela era a sua chance. Agachou-se entre as pernas do cara, que estava deitado numa espaçosa cama, e meteu a boca. Aceitou um copo de bebida que uma das quen- gas viciadas lhe ofereceu. Foi a sua ruína. Logo, sentiu-se do- pada e perdeu a noção do tempo. Levou pica na boca, no cu e na boceta. Chupou e foi chupada pelas mulheres. Cheirou cocaína, fumou maconha e só não se picou porque o editor a impediu. Ela tinha adorado a experiência e voltou lá outras
  • 9. EHROS TOMASINI 9 vezes. Um dia, foi currada por quatro viciados que foram en- tregar pó ao editor e o encontraram chapado. A professora de inglês pagou com o cu e a boceta seu quinhão de cocaína. Chegou em casa chapada e arrombada. Foi quando o mari- do percebeu seu vício. Botou-a de casa pra fora naquele dia mesmo. Ela passou a noite perambulando pelas ruas só com a roupa do couro. Aí, lembrou-se de que uma das viciadas, que conhecera na casa do editor, morava naquele prédio. Pediu- -lhe ajuda e a outra lhe cedeu um apartamento em troca de um aluguel simbólico. Sem emprego, Aretusa se perdeu no mundo das drogas, usando clientes das duas mulheres para pagar por moradia. As batidas na porta a tiraram dos seus pensamentos. Achou que era algum dos entregadores de drogas e foi aten- der nua. Deparou-se com a puta do apartamento logo abaixo do dela, acompanhada de um negro cego, de óculos escuros. Esta lhe explicou que o cara queria alugar o apê desocupado. Ela demorou a responder, achando o cara muito bonito. Per- guntou: - Ele é totalmente cego? - Pergunte a ele, oras. Eu acabo de conhecê-lo. - Não. Eu fiquei cego por causa de um acidente, senho- ra. - Senhora? Está vendo alguma senhora aqui? - Não, pois ele não pode enxergar, Aretusa - disse a jo- vem puta. As duas caíram na gargalhada. O cego permaneceu im- passível. Quando as duas pararam de rir, ele perguntou: - O apartamento ainda está para alugar? - Sim. Mas antes, precisa de uma limpeza severa. Hou- ve um crime lá, sabia? O chão ainda está manchado de san- gue. Acredito que, se você pudesse ver o estado do apê, não iria querer alugá-lo.
  • 10. O DETETIVE CEGO10 - Peciso de um lugar para morar. Urgente. Fui despeja- do pelo meu senhorio. - Mentiu. - Oh, que maldade. Mas você pode pagar o aluguel? - Se não for muito caro... - Farei um precinho camarada. A grana irá me ajudar a comprar drogas. Você consome? - Drogas? - Sim, claro. - Não curto. Mas não ignoro quem gosta. - Você fode? O cego esteve em silêncio. Depois, falou: - Normalmente, me fodem. Não sou muito de escolher a parceira, ela é quem me escolhe. - Gostei de ouvir. O apartamento é teu. Tem quem dê uma boa limpeza lá? - Não, não tenho. Mas posso pagar. - Eu o limparei, senhor - disse a putinha mais nova. - Não. Eu dou um jeito nele, por hoje. A próxima faxina é contigo, Mercinha. - Combinado. Agora, preciso ir à luta. Não tenho nada pra comer em casa. Vou precisar que alguém me pague um rango. Nem almocei ainda - disse a puta chamada Mércia. - Posso pagar um almoço para ambas, se me levarem a um restaurante modesto. Não trouxe muito dinheiro. Depois de comerem, enquanto ele apenas esperava que fizessem a refeição pois dissera já ter almoçado, o cego meteu a mão no bolso, depois de perguntar quanto era a conta. Uma garçonete já coroa anunciou o valor. Ele contou o dinheiro como se estivesse vendo-o e entregou a quantia exata à mu- lher. As três ficaram espantadas com aquilo. Quando a garço- nete se afastou, a ex-professora perguntou a ele: - Como consegue fazer isso? - Saber quanto tem? Eu sei pelo tamanho das notas. São
  • 11. EHROS TOMASINI 11 diferentes, não sabiam? - É verdade. São de tamanhos diferentes. Mas eu nunca tinha atinado realmente para isso. - Disse a drogada. E com- pletou: - Pode me dar um adiantamento? Preciso comprar meu barato. - É viciada há muito tempo? - Uns dois ou três anos. - Ainda não é um caso perdido. Querem parar de se drogar? As duas se entreolharam. Não acreditavam que pode- riam se livrar do vício facilmente, mas a mais nova pergun- tou: - Como poderia me ajudar? Eu quero parar de me cha- par. - É um método inusitado, mas funciona. Consiste em chuparem meu pau duas vezes ao dia. As duas gargalharam. Não acreditavam que o cego fos- se tão safado ao ponto de tentar enganá-las desse jeito para ganhar um boquete. Passada a crise de risos, no entanto, a ex-professora disse: - Está bem. Deve estar precisando de umas fodinhas, não é? Eu te empresto a minha bucetinha, mas só por hoje, entendeu? Se quiser me foder de novo, terá que me pagar. - Foder-te a xana não funciona. Terá que me chupar. - Mas é danado! Está de favor, mas ainda exige o jeito que quer foder. Pois bem. Tem cinco minutos. Se não gozar nesse tempo, eu paro de te chupar, estamos combinados? - Estamos. É mais tempo do que o suficiente para que eu goze. - Pois então eu vou comprar drogas pra nós duas, Are- tusa. Dê-me algum dinheiro, senhor.
  • 12. O DETETIVE CEGO12 Ele esteve indeciso, depois retirou algumas cédulas do bolso e entregou a ela. Mercinha saiu contente. A outra cha- mou o cego ao banheiro do bar. Ele foi com ela. Quando ela botou seu cacete para fora das calças, ficou maravilhada com o tamanho e grossura dele. Nem bem fechou a porta do ga- binete sanitário atrás de si, caiu de boca. Ainda se preparava para as preliminares, punhetando-o e lambendo sua glande, quando ele disse: - Atenção: estou para gozar. Não deixe se perder nem uma gota. Vou gozar aos poucos, para você não sufocar. Porém, logo na primeira gozada, ela se engasgou. A quantidade de porra era muito grande. Nem bem ela conse- guiu recuperar o fôlego, ele ejaculou de novo quantidade de esperma parecida. Mais uma vez. Mais outra. Aretusa perdeu a primeira gozada, mas aproveitou as outras. Adorava ganhar leitinho na boca. FIM DA PRIMEIRA PARTE
  • 13. EHROS TOMASINI 13 O DETETIVE CEGO - Parte II Ocasal saiu do banheiro com a prostituta lambendo os beiços. A coroa garçonete fez cara de quem não gos- tou de sabe-los fodendo no cubículo, mas não disse nada. Os dois caminharam até o prédio. O quarteto que jogava dominó na frente passou a gritar algumas piadinhas para o cego e, principalmente, para a puta. O mais gaiato falou: - Aí, rapariga de cego. Aproveita que ele não vê tua feiura e fode com ele. - Lembre-me para eu te cobrar mais caro a foda, na próxima vez, por me dizer isso. - Respondeu ela. Todos riram, menos o ceguinho. Ele havia sentido um sinal de alerta. Como não sentira isso da primeira vez? Talvez porque houvesse alguém com o grupo que não es- tava da primeira vez. E esse alguém emanava uma energia muito negativa de si. Quando entraram no prédio, ele per-
  • 14. O DETETIVE CEGO14 guntou à prostituta: - Conhece os homens que estavam jogando dominó? - São meus clientes. Menos um deles, o de roupas brancas, parecendo um médico mendigo. Esse, já o vi aqui algumas vezes, mas desaparece por um longo período de tempo. Não está pretendendo se vingar dos meus clientes por causa das piadinhas de mau gosto, né? Não vale a pena. - Oh, não. É que não ouvi a voz dele, quando cheguei mais cedo. - Tem razão. Quando passamos para ir ao restauran- te, ele não estava. Deve ter chegado depois. Está preparado para subir os degraus? Pouco depois, estavam no apartamento da prostituta professora. Ele nem estava esbaforido. Ela, sim. Perguntou se ele queria água. Ele aceitou. Ela lhe trouxe uma garrafa de água natural. Pediu desculpas: - Perdoe-me, mas não tenho geladeira. A menos que espere que eu vá pegar com a vizinha. - Não tem importância. Posso beber assim mesmo. - Deixe-me descansar um pouco e já vou limpar o apê. Você vai morar sozinho? Não tem ninguém por você? - Agora, tenho vocês duas. Lembre-se de que ama- nhã terá que tomar outra dose de porra. Ela riu-se a valer. O cego tinha ficado viciado na sua boca quente. Ficou contente, mas alertou: - E você, lembre-se de que terá que me pagar pela próxima chupada. A jovem Mércia chegou logo depois, trazendo alguns cigarros de maconha. Ofereceu um a Aretusa. Ela o acei- tou. Acendeu o cigarro e deu um longo trago. Mas tossiu em seguida, reclamando do gosto ruim na boca. O negro afirmou:
  • 15. EHROS TOMASINI 15 - É o meu esperma fazendo efeito. Logo, vai passar a detestar todo e qualquer tipo de droga. Ela olhou para o cigarro. Tentou dar outro trago, mas achou o gosto pior ainda. Claro que não acreditava que a gala do negro lhe causava aquele efeito. Decerto, estava enjoada da maconha, ou o fumo era velho ou de péssima qualidade. Deu seu cigarro para a puta Mércia. Ela não o achou diferente. Aretusa, no entanto, não quis mais fumar. Pegou uma vassoura e um pano de chão, além de dois bal- des de água, e saiu. Deixou Mércia com o negro. Começou jogando água no piso imundo, depois salpicou um resto de sabão em pó, achado no apartamento. Enquanto limpava o sangue resseco, lembrava-se da tarde que encontrara a amiga com a cabeça estourada, como se alguém houvesse dado um tiro de canhão nela. A Polícia veio, fez algumas perguntas, mas não investigou o crime. Claro: no prédio só morava gente que não pagava impostos, um bando de pobretões! Enquanto isso, Mércia acabava de fumar seu basea- do. O cego esperava sentado dentro do apartamento, um pouco afastado da jovem. Disse detestar o cheiro de maco- nha. Ela não ligou. No entanto, quando jogou o goiá fora, perguntou a ele: - É verdade aquela história de que teu esperma faz quem o engole parar de se drogar? - Sim. - Não está nos enganando, pra ganhar uma chupa- dinha? - Não. - Pode provar isso? - Daqui a alguns dias, tua amiga não conseguirá mais nem sentir o cheiro da maconha. - Você já pegou algum baseado?
  • 16. O DETETIVE CEGO16 - Muitos. Fui viciado. Parei há anos. Ela calou-se. Depois, perguntou: - Ainda aguenta dar uma comigo? Quando consumo drogas me dá vontade de foder. - Só se me der a bundinha. Ainda não fodi uma hoje. Ela demorou um pouco a se decidir. depois, arriou o short surrado que vestia e virou-se de costas para ele. Pediu: - Mete com calma. Vi tua pica enorme. Eu aguento, mas não precisa me martirizar estuprando-me. Ele levantou-se do sofá onde estivera sentado e ca- minhou ao encontro dela. Foi tirando a rola de dentro das calças. Cuspiu na mão e lambuzou o cuzinho dela. Ela ge- meu arrastado quando ele lhe invadiu o ânus com sua pica enorme e grossa. Mas estava visivelmente chapada. Pare- ceu nem sentir a invasão do seu reto. Ajoelhou-se sobre o sofá e pediu que ele metesse sem pena. Aí, o cego apertou- -lhe, novamente, um nervo do pescoço. Ela desabou sobre o velho sofá. Ele a virou de frente para ele, sentou-a no sofá e, de pé perante ela, lhe enfiou o caralho goela aden- tro. Depois, ficou se masturbando, até que sentiu a aproxi- mação do gozo. Pegou a nuca dela com as duas mãos e fez com que engolisse mais seu cacete. Logo estava ejaculando bem dentro da sua goela. Ela engasgou-se um pouco, tos- siu várias vezes mas não despertou. Ele fechou sua boca com as mãos, obrigando-a engolir toda a porra. Mais uma vez, havia ejaculado em grande quantidade. Limpou a bi- lola melecada no short dela, deitou-a no sofá com cuida- do após vesti-la e depois voltou a se sentar no outro sofá. Estava disposto a esperar por Aretusa. Ficou olhando em direção a Mércia, que estava adormecida. Apesar de pobre, ela seria um jovem bonita, se não fosse desleixada. Mas
  • 17. EHROS TOMASINI 17 Aretusa lhe causava mais tesão. Quando a puta, ex-professora de inglês, voltou para o apartamento, ele parecia dormir. Ela fungou o ar e sentiu o odor de sexo. Sorriu, dizendo a meia-voz: - É foda. Eu me lascando de trabalhar na casa desse puto e ele aqui fodendo com a minha amiga. Ele moveu-se, como se estivesse acabado de desper- tar. Perguntou o que ela havia dito. Ela falou: - Eu disse que já acabei de limpar teu chiqueiro. Dei- xe-o secar um pouco e depois pode ir para lá. - Lembre-se que tem que tomar mais uma dose de porra á noite. - Eu passo. Essa rola deve estar toda babada. Assim que entrei aqui, senti o cheiro de sexo. Vocês andaram fo- dendo aqui dentro. - É dessas putas ciumentas? - E se eu for? - Irá ficar fula comigo em vão. Eu não sou homem de apenas uma mulher. - Convencido. Mas lembre-se que terá de me pagar. - Sem problemas - disse ele, se levantando. Obrigado pelo trabalho que teve limpando meu apê. Não tenho mais dinheiro comigo, mas prometo te dar uns trocados depois. Ela não respondeu e ele saiu. Encontrou o aparta- mento limpo e as chaves na fechadura da sala. Havia sido apagado todo vestígio do crime acontecido ali. Aí, ele sen- tiu novamente aquela sensação de perigo. Apurou os ouvi- dos. Escutou a puta Aretusa perguntar em voz alta: - O que é que você quer aqui? Ponha-se daqui para fora. Você exala maldade, porra. O cara sacou um punhal e perguntou:
  • 18. O DETETIVE CEGO18 - Onde está o ceguinho? - Acabou de descer as escadas, caralho - mentiu ela. O cara apressou-se em descer as escadas, também, de punhal na mão. Nem bem ele saiu, a puta trancou a porta e correu para o apartamento de cima. O que acabara de limpar. Encontrou o ceguinho tirando a roupa, dispos- to a tomar banho. Pegou-o pelo braço e o obrigou a sair dali com ela. Explicou: - Tem um cara querendo te furar. Ao invés de descer, subamos ao último andar. Lá, há um cubículo que usamos para guardar tralhas. Tem uma porta resistente e chave na fehadura. Venha comigo e trate de não tropeçar nos de- graus. Ao invés de sair, ele apertou um nervo no pescoço dela. A morena desabou no chão antes que ele pudesse ampará-la. Ele a deixou lá e recuperou sua bengala que estava num canto. Trancou a puta dentro do seu aparta- mento e levou a chave. Logo, descia as escadas correndo e pulando de dois em dois degraus. Nesse momento, não parecia um cego. Já estava no terceiro andar, quando ouviu os passos do outro. Depois, ouviu barulho de luta. Apres- sou a carreira. Encontrou o cara caído no chão e uma bela ruiva de pé, junto a ele. Ela o saudou: - De volta, amoreco. Me arrependi de te deixar sozi- nho aqui. Voltei. Bem a tempo de encontrar esse cara de punhal na mão, correndo para baixo. Achei que tivesse te ferido. Ainda bem que você está bem. - Ele achava que estava me perseguindo. Foi enga- nado pela puta. Mas parece que estava disposto a me es- faquear. - Peguei-o de surpresa com uma cutelada na nuca. Mato-o? - Não. Claro que não. Vamos ver de quem se trata.
  • 19. EHROS TOMASINI 19 Vamos interrogá-lo. - Acha que ele irá colaborar? Ele esteve pensando, depois concordou: - Não. Acho que não. Usemos, então, meu método tradicional. Leve-o para o meu apartamento. Tome as cha- ves. Os vizinhos não podem perceber que eu não sou to- talmente cego. FIM DA SEGUNDA PARTE
  • 20. O DETETIVE CEGO20 O DETETIVE CEGO - Parte III Enquanto a ruiva botava o sujeito nos ombros quase sem nenhum esforço e subia as escadas, o cego apanhou o punhal que o cara tinha deixado cair e subia devagar, atrás dela. Deixou um espaço entre eles, para o caso de haver ou- tro assassino por perto. Mas chegaram ao apartamento dele sem problemas. A ruiva ficou surpresa ao ver o lugar limpo e cheirando a pinho. Perguntou: - Foi você quem limpou? - Não. Foi uma das minhas novas amigas. - Amigas, né? Sei... - Ajude-me a amarrar o cara. Mas não temos nenhum tipo de corda aqui. - Eu trouxe algemas. - Você é um amor. Ela abraçou-se a ele e o beijou nos lábios. Demoraram
  • 21. EHROS TOMASINI 21 se beijando. Depois, ela algemou o cara com as mãos para trás e o sentou num velho sofá. Disse: - Pronto. Agora, pode interrogá-lo. O cego aproximou-se do sujeito e tocou sua testa com os dedos da mão direita. Esteve uns minutos parado, sem mover nenhum músculo do corpo. Depois, deu um grito ar- rastado e caiu no chão. A morenaça de cabelos ruivos acudiu: - O que houve, amor? - O cara é o mal personificado. Porra, doeu-me o corpo todo lhe invadir a mente. - Disse o detetive, após se recuperar da dor que estava sentindo. - Mas... quem é esse filho de puta? - É o tal padre Lázaro, cúmplice da médica que estamos procurando. - Vai querer ligar para Cassandra? - Agora, ainda não. Precisamos saber o que ele está fa- zendo aqui. O padre demorou quase meia hora para se acordar. Não fez alarde da sua condição de prisioneiro. Perguntou: - O que vão fazer comigo? - Vamos te soltar, claro - mentiu o cego -, mas antes queremos te fazer algumas perguntas. - Faça-as. Se eu quiser, respondo. Senão, fodam-se. - Por que quis me matar? - Não queria te matar, só colher um pouco do teu san- gue. - Conversa! Coleta de sangue se faz com uma seringa, não um punhal - rosnou a ruiva. O padre demorou a reagir. Depois, falou: - Não tenho muita paciência para colher sangue de se- ringa. Mesmo que perca alguma quantidade. - Claro, o sangue não seria teu... - Disse com desdém a
  • 22. O DETETIVE CEGO22 mulher. - Para que queria meu sangue? - Necessito dele. Minha esposa está morrendo. Precisa de uma transfusão. Mas tem de ser de um tipo de sangue es- pecial. - Como sabe que o meu é compatível? - A médica Maria Bauer me disse. Você foi um dos co- baias das experiências dela. A ruiva, também, já que conse- guiu me vencer tão facilmente. Os dois policiais se entreolharam. O cara sabia das ex- periências que tinham sofrido nas mãos da médica, quando esta tinha uma clínica onde usava homens e mulheres para fazer testes com um composto que fazia as pessoas ficarem mais bonitas (ver a série Beleza Mortal, publicada por este autor). O detetive e a ruiva foram resultados dessas experiên- cias: ele ganhara dons psíquicos e ela uma espécie de super- força. O cego disse: - Quase morremos por conta da biomudança que nos- sos corpos sofreram por causa dessa médica. Por que ajuda- ríamos a tua esposa? - Em breve sentirão as rebordosas, por conta da mu- dança molecular no corpo de vocês. Vão precisar de Maria Bauer, assim como eu preciso de vocês. O cego esteve pensando. Depois, disse para a ruiva: - Agora, já pode ligar para... Antes que terminasse a frase, o sujeito vestido de bran- co lançou-se do sofá onde estava sentado, investindo contra a mulher, chocando-se contra ela. Depois, atravessou a sala correndo e atirou-se contra a janela do apartamento onde era prisioneiro. O cego tentou impedí-lo, mas o padre Lázaro foi muito rápido. Lançou-se no ar, janela abaixo. A ruiva levan- tou-se de um salto e correu até a janela. Quando olhou para
  • 23. EHROS TOMASINI 23 baixo, o sujeito estava lá. Tinha se esborrachado no chão, de- pois de uma queda de doze andares. - Puta que pariu. O puto preferiu se suicidar. - Excla- mou ela. - Cassandra não irá gostar nem um pouco. Tivemos o sujeito nas mãos... - Deixa que eu falo com Cassandra. - Disse ela, pegan- do um aparelho celular. Enquanto ela ligava, o cego foi até a janela. Disse: - Já tem um pequeno grupo de pessoas em volta do cor- po. - Como você... Ah, sempre esqueço que pode ver, mes- mo sem olhos. Eu é que adoro dar uma de guia de cego. Rá rá rá. Mas logo alguém atendeu a ligação e ela falou: - Cassandra, meu lindo, tenho boas e más notícias. ***************** O policial federal Cassandra chegou acompanhado de um jovem bonitão. Apresentou-o ao casal: - Este é Santo, um agente tão especial quanto vocês. - E, voltando-se para Santo - E estes são Jurema e Alaoh, apesar de que eu acho que vocês já se conhecem. - Sim, já tive a honra de conhece-los - afirmou Santo, apertando a mão de ambos. O casal contou o que havia acontecido, até o salto no vazio do padre Lázaro. O homenina Cassandra não estava chateado. Disse: - Ainda vou enviar amostras do sangue do padre para o laboratório, mas duvido que aquele seja o verdadeiro Láza- ro. Deve ser um clone. Então, não se preocupem com isso.
  • 24. O DETETIVE CEGO24 A missão de vocês ainda não está concluída. Vão ficar me devendo achar o verdadeiro padre. E logo. Vou lá embaixo, dar algumas ordens aos policiais que vieram comigo. Man- tenham o apartamento. Acredito que o verdadeiro Lázaro irá tentar de novo. Quando Cassandra saiu do apê, Santo tranquilizou a dupla: - Não liguem. Cassandra é rígido, mas esquece que nós mesmo sempre tivemos dificuldades em capturar o padre. Se precisaem de ajuda, podem contar comigo. - Ouvi dizer que temos poderes parecidos. - Disse Alaoh. - É verdade. Mas, cada dia mais, os meus dons vão se aprimorando. Vocês ainda têm muito que aprender sobre os dons de vocês. - Okay, Santo. Se precisarmos, entraremos em contato. Temos o teu telefone. O motorista Antônio nos deu. Quando o jovem se despediu do casal e também saiu do apê, Jurema disse: - Sujeitinho convencido. Acha que é melhor que a gen- te. Foda-se. - Perscrutei a mente dele. Quis nos ajudar sem segun- das intenções. - Espera que eu peça desculpas a ele? - Depois. Ele te ouviu. Mas não ficou chateado. Pode crer. - Não vou pedir desculpas ao puto. Temos mais o que fazer: achar o filho da puta do padre. O cego nem mais a ouvia. Tinha o punhal do clone nas mãos. Estava concentrado a olhar para a arma. Aí, disse: - O punhal é do verdadeiro Lázaro. Podemos localizá-
  • 25. EHROS TOMASINI 25 -lo através da lâmina. Eu sinto que ele está por perto, rondan- do o prédio. - Então, nem precisaremos sair daqui. É só armar-lhe uma arapuca. - Bem pensado. Mas antes, preciso apagar as lembran- ças mais recentes das mentes das minhas ex-ajudantes, já que você voltou. - Por que quer apagar-lhes a memória? Andou fazendo algo com elas? - Perguntou a ruiva, cismada. - Claro que não - mentiu ele - Mas não precisarei mais delas. Alaoh foi até o apê onde estavam as duas putas e tocou na testa delas com as pontas dos dedos. Ainda estavam desa- cordadas. Permaneceram assim. Quando voltou ao seu apar- tamento, teve uma surpresa: o verdadeiro padre Lázaro havia invadido o lugar, dominando a agente ruiva. Apontava-lhe uma pistola para a fronte. Jurema gemeu: - Desculpe, amor. Ele me surpreendeu... - Passe-me o punhal que deve estar com você ou eu a mato. Ela não me interessa. Você, sim. Saque-o devagar e empurre-o com o pé para mim. O negro fez o que o padre pediu sem muita pressa. Mas não tentou nenhum truque. - O que quer de mim? - Meu clone já disse: quero uma amostra do teu sangue. Portanto, aqui tem uma seringa. Colete você mesmo e me dê o tubinho cheio. Tome a ampola. E entregue-me as chaves do apartamento. O detetive obedeceu, ainda sem pressa. Depois de pas- sar as chaves para o padre, colheu uma ampola do próprio sangue. Parecia concentrado em algo. Na verdade, tentava se comunicar telepaticamente com Cassandra e Santo. Mas
  • 26. O DETETIVE CEGO26 nunca houvera tentado fazer tal coisa. Portanto, não sabia se ia dar certo. Antes que alguém aparecesse, no entanto, o pa- dre deu uma coronhada com a pistola na nuca da mulher. Com um movimento rápido, saiu e fechou a porta com a cha- ve cedida pelo negro. Este correu para ver se a ruiva estava bem. Ela gemia no chão. Não perdera a consciência com a pancada. Pouco depois, alguém derrubava a porta com um pontapé. Era o jovem Santo. - Graças a Deus, você atendeu ao meu chamado. - Demorei para ter certeza de que a voz que ouvia em minha mente era real. Desculpe. Espero não ser muito tarde. - O maldito a pegou de surpresa. E deve ter subido para um andar acima quando te ouviu chegar correndo pelas es- cadas. - Então cuide dela que eu vou atrás dele. Antes que o negro respondesse, o jovem saiu em dispa- rada, mas voltou pouco tempo depois, frustradíssimo. - O desgraçado conseguiu fugir mais uma vez. Desapa- receu, como num encanto. - Agora, ficamos sem o punhal que eu ia usar para lo- calizá-lo. - Por que não o impediu? - O cara é rápido. E nos pegou de surpresa. - Podia ter usado os teus poderes. - Como assim? - Não sabe usar a telecinésia? - Eu? Não... - Observe... E o jovem tocou a fronte com dois dedos, olhando concentrado para um velho jarro que tinha sobre uma velha mesa. Menos de três segundos depois, o jarro explodiu no ar. - Como conseguiu fazer isso? - Perguntou o negro. - Treino. Treino diário. Demorei a descobrir essa mi-
  • 27. EHROS TOMASINI 27 nha habilidade. Mas já posso te ensinar a usar a mente para fazer isso. - Você esquece que ele é cego - disse uma voz feminina. - Cassandra me disse que você pode ver. - Cassandra tem razão. E eu vou querer que me ensine a fazer isso. - Você também tem algo a me ensinar? - Perguntou a ruiva. - Cassandra não me falou sobre as tuas habilidades. Te- remos que conversar sobre elas. Pouco depois, Cassandra voltava ao apartamento. In- teirou-se dos últimos acontecimentos. Demonstrou estar preocupado: - Agora, não faz mais sentido esperar o padre Lázaro aqui. Ele já tem o que procurava. Voltem para a residência de vocês. A missão está abortada. Eu e Santo continuaremos atrás do merda, a partir de então. - Okay, chefe. Desculpe-nos termos falhado mais uma vez. - Disse o negro. Pouco depois, ambos chegavam a uma residência luxu- osa em Olinda. Ela viera dirigindo o carro que haviam dei- xado nas redondezas do prédio invadido, lógico. Ele parecia pensativo. Não dissera sequer uma palavra durante todo o percurso. Ela peguntou: - O que foi, amor? Parece chateado. - E estou. Nós falhamos. Não gosto disso. - A culpada fui eu, que me deixei surpreender. - O padre é perigoso e muito rápido. Não somos páreos para ele. Mas ainda não desisti de pegá-lo. - Temos chance? - Acho que sim. Só não sei como. - Deixa comigo. Eu te ajudo a ter boas ideias.
  • 28. O DETETIVE CEGO28 Alaoh sabia que quando ela dizia aquilo estava pensan- do em sexo. Ele já tinha gozado por duas vezes naquele dia. Sentia-se esgotado. Mas sabia o quando ela era sedenta de sexo. - Vamos tomar um banho? Foram. Logo, estão se esgregando dentro do box do banheiro. Quando ela voltou-lhe o bundão nu e escorrendo água do chuveiro, ele a leambeu entre as nádegas. O pau es- tava duríssimo. Levantou-se e encostou a cabeçorra da pica nas pregas dela. Ela gemeu de prazer. Ele apalpou-lhe a racha e ela abriu mais as pernas. Ele enfiou-lhe a pica no cu, deva- gar e sempre. Ela gemeu mais alto. Depois disse, ronronando como uma gata: - Vai, amor. Mete bem dentro do meu cuzinho. Eu sei que você o adora. E eu estou carente da tua porra. Não vá me decepcionar. FIM DA TERCEIRA PARTE
  • 29. EHROS TOMASINI 29 O DETETIVE CEGO - Parte IV Quando Jurema acordou-se, Alaoh havia colocado alguns objetos de barro sobre uma mesa e praticava telecinese. A morenaça perguntou: - Não sabia que admirava peças de cerâmica. Pretende também fazer algumas? - Engraçadinha. Sabe que estou praticando fazer o mesmo que Santo. - O cara é foda. Vou querer umas aulas dele. - Acho que deve procura-lo. O cara, realmente, tem mais experiência do que nós. Pode mesmo nos ensinar algu- ma coisa. - Não ficaria com ciúmes? - Confio em você. Ela o beijou demoradamente. Quando ele voltou a trei- nar, de primeira conseguiu explodir uma peça de cerâmica
  • 30. O DETETIVE CEGO30 com a força da mente. Ambos se espantaram. Ela pediu para que ele fizesse de novo, destruindo outra peça, mas ele não conseguiu. Ela disse: - Continue treinando, amor. Vou dar uma volta, talvez pegar um sol na praia. Veja como o dia está lindo. Não quer vir comigo? - Depois. Vá para a praia e, quando eu cansar de prati- car, te procuro. Quando Jurema ia saindo da residência do casal, no entanto, o jovem Santo encostou o carro perto dela. Buzi- nou, mas ela não lhe deu atenção. Continuou andando. Mas aí, quando ouviu sua voz chamando-a pelo nome, parou. O rapaz bonitão desceu do carro e veio ao encontro dela. Ele estava elegantíssimo, com uma calça marrom de linho e uma camisa preta de malha. Ela assobiou. Achou-o muito lindo. Ele perguntou: - Cadê Alaoh? Falei com Cassandra e ele me mandou treiná-lo. - Alaoh não está em casa - mentiu ela - mas já o vi pra- ticando sozinho. Estou indo à praia. Não quer vir comigo? - Acha que ele vai demorar? - Espero que sim - disse ela, piscando-lhe um olho. Ele riu. Entrou no jogo dela. Perguntou: - Nem eu nem você estamos de roupas de banho. Como pretende fazer? - Pensaremos em algo. - Disse ela, agarrando-se ao seu braço. A orla não ficava muito longe de onde estavam, na praia de Casa Caiada, em Olinda. No entanto, apesar de ser uma quarta-feira, havia muitos banhistas. Ela perguntou: - Importa-se que eu fique de topless? - Importo-me, sim. As pessoas ainda criticam essa prá-
  • 31. EHROS TOMASINI 31 tica, que não é muito comum entre as banhistas do Recife. Também porque não quero chamar a atenção para nós. So- mos policiais federais, lembra-se? Seria um prato cheio para a Imprensa, se nos flagrassem nus num local tão público. - O que sugere, então? - Perguntou de novo ela. Ele esteve pensativo. Depois, pegou seu aparelho celu- lar do bolso e fez uma ligação. Falou com alguém e pediu urgência. Deu sua localização. - O que está aprontando? - Cismou ela. - Logo vai ver. Cerca de meia hora depois, enquanto conversavam no carro, ele viu uma lancha enorme se aproximar da beira-mar. O bonitão perguntou à morena: - Você sabe nadar? - Claro que sei. Não sabia antes, mas fiz um curso quan- do ingressei na Polícia Federal. - Ótimo. Nossa condução chegou. Saíram do carro e o deixaram estacionado perto da praia. Correram até a praia e se atiraram na água. Pouco de- pois, subiam na lancha. Um coroa másculo veio ajudá-los a subir na embarcação. Ele içou primeiro a bela ruiva. Não aju- dou o jovem Santo, que subiu a bordo com um salto ágil. O rapaz apresentou: - Jurema, esse é Antônio, meu pai e melhor amigo. Também é agente federal. - Uau, que bela surpresa. Já o conhecia de nome, mas não sabia que eram pai e filho. - Agora, sabe - disse o coroa - e foi um prazer conhecê- -la. Como vai teu esposo? Jurema titubeou, antes de responder: - Alaoh não é meu esposo. Mas devo muito a ele. Me
  • 32. O DETETIVE CEGO32 tirou das ruas e das drogas. Desde então, não largo dele. - Bem, dê lembranças a ele. Já nos encontramos, algu- mas vezes. Mulato porreta. Quanto a mim, vou indo - disse o coroa atlético, com jeito de pugilista, saltando do barco e mergulhando na água. Depois de umas braçadas, gritou: - Não precisa vir me buscar. Eu me viro. Jurema ficou olhando o sujeito nadar em braçadas vi- gorosas. Admirou-o. Ele não aparentava a idade que tinha. Agia como alguém mais moço. Santo falou: - Achei que vocês dois fossem casados. Foi o que Cas- sandra me disse. Também disse que o cara é ciumento até se dizer basta. Não teremos problemas com esse encontro às escondidas? - Só se você ou teu pai disserem a ele. - Entendo. Mas posso saber tua intenção? Ela esteve indecisa, depois disse de forma sincera: - Ouvi dizer que você já foi garoto de programas para madames ricas, isso é verdade? - Já foi. Faz muito tempo. Depois que entrei para a PF, não foi mais preciso me prostituir. - Pois bem. Eu tenho um pedido para te fazer: me ajuda a conquistar meu homem? - Como assim? - Eu sei que, por mais que eu tente, sou uma merda na cama. Alaoh se ressente disso, mas não reclama. No entanto, tem relações com outras mulheres. Eu finjo que não ligo, mas fico pra morrer. - Ainda não estou entendendo o que quer de mim. Seja clara, por favor. - Eu quero que você me ensine o que fazer com um homem, na hora do sexo, para deixá-lo apaixonado por mim e fazer amor só comigo. Pronto. Já disse.
  • 33. EHROS TOMASINI 33 Ele esteve olhando para ela. Via-se que estava indeciso. Mesmo assim, falou: - Está bem. Te dou umas dicas. Ela atirou-se nos braços dele. Deu-lhe um demorado e voluptuoso beijo. Estava agradecida. Porém, falou, depois de recuperar o fôlego: - Mas isso deve ficar só entre nós, está bem? Ele é mes- mo ciumento, e é bem capaz de te dar uma surra. - Eu não o temo. Também sei brigar. Meu pai me dá umas aulas de boxe. Só perco para ele. - Convencido! Mas não convém arriscar. - Me responde uma coisa: você também curte mulhe- res? - Eca! Tenho nojo. Meu negócio é homem, meu caro. - Tudo bem. Não fique chateada pela pergunta. É que eu acho que uma mulher te ensinaria putarias melhor do que eu, só isso. - E quem é melhor para saber o que agrada um homem do que outro homem, bobinho? Será o nosso segredo. - Okay. Mas não tenhamos pressa. Até porque não vai dar pra te ensinar muito em um único dia. Teremos que nos encontrar outras vezes. Acha que consegue despista-lo, para se encontrar comigo? - Deixa isso comigo. Agora, vamos tomar um belo ba- nho de sol. Quero chegar em casa parecendo um galetinho... - Boa ideia. Mas deixe-me levar a lancha para alto-mar. Onde nenhum curioso nos possa ver de binóculos. Alaoh já os tinha visto. Terminara seu treino ainda frustrado por não conseguir estourar outra peça de barro e viera ao encontro dela na praia. Chegara bem na hora em que os dois nadavam em direção a lancha. Apesar dos olhos pos- suírem horrendas cicatrizes, podia ver o casal no barco muito
  • 34. O DETETIVE CEGO34 bem. Viu o beijo e quando ambos tiraram totalmente suas roupas. E, enquanto ela se deitava na proa, Santo fez a volta com o barco, seguindo em direção ao mar aberto. Admitiu que estava com ciúmes. Ele já a traíra inúmeras vezes, mas não tinha ciência de que ela já o havia traído também. Pri- meiro, pensou em alugar um barco e flagra-los em alto-mar. Mas, depois, desistiu. Aí, ouviu uma voz atrás de si: - Não esquente. Meu filho não vai fazer nenhum mal a ela. Alaoh reconheceu Antônio. Mesmo assim, ainda esta- va zangado: - Estão ambos nus. Boa coisa não irão fazer. - Nem sempre o que vemos corresponde à verdade. Lembre-se que, antes de tudo, você é um cego, meu filho... - Pois o pior cego é aquele que não quer ver. - O que pensa fazer? - Se fosse um qualquer, eu o mataria a porradas. Mas ele é um de nós, um agente federal. Não quero ser punido por bater num igual. Então, vou-me embora. Ela não me verá mais. Pedirei, hoje mesmo, transferência para outro Estado. - Não seja precipitado, filho. Relaxe. Eu conheço meu filho. Ele sabe que vocês são casados. Não irá tentar nada contra ela. - Não estou com raiva dele. Tenho raiva dela. Não pen- sei que pudesse me trair. - Você já a traiu? O jovem negro demorou a responder: - Sim. Várias vezes. Mas nunca o fiz de maneira tão es- cancarada. - Façamos o seguinte: nunca mais fui a um puteiro. Va- mos a uma boate. Enchemos a cara e pegamos umas negas. Depois, veremos se você mudou de ideia quanto a reprimir
  • 35. EHROS TOMASINI 35 tua mulher a fazer o mesmo que você... ******************* A boate Andaluz permanecia aberta 24 horas por dia. Ficava no décimo quinto andar de um prédio do Centro do Recife e era conhecida apenas por gente de dinheiro. A entra- da era cara. Antônio pagou o ingresso de ambos. Alaoh deu uma olhada em volta. Havia o dobro de mulheres no recinto, se fosse comparado à quantidade de homens que existia ali. Uma bela morena logo chamou a atenção do negro. Olhava-o o tempo todo e não tinha jeito de puta. Quando viu Antônio, no entanto, sua atenção desviou-se imediatamente para ele. Aproximou-se dos dois homens. Saudou o motorista: - Oi, Antônio. Fazia um tempão que não te via. Quem é o bonitão ao teu lado? - Chama-se André - mentiu ele - e está afim de foder. De preferência, com alguém que o deixe satisfeito. - Eu sirvo? Alaoh não tirava os olhos dela. Estava metida numa calça preta apertada, fazendo-se destacar seu corpo sinuoso, e com uma blusa de malha, da mesma cor, muito elegante. Um colar de prata com um crucifixo enfeitado de pequenas pedras preciosas completavam o seu visual. - Como é teu nome? - Perguntou o negro. - Régia. Será um prazer te deixar satisfeito, André, se me escolher. Ele beijou-lhe a mão de forma cavalheiresca e ela sorriu deliciada. No entanto, o cego perguntou baixinho, ao ouvido de Antônio: - Ela é prostituta? - Oh, não. Régia é médica. Já colaborou conosco várias vezes. Na verdade, é uma de nossas agentes infiltradas. Tem a
  • 36. O DETETIVE CEGO36 missão de localizar a doutora Maria Bauer. Ela foi vista aqui dia desses. Quem sabe, não volta? - Disse Antônio em voz alta, de modo que a bela morena pudesse ouvir. - Eu sei ler lábios. “Ouvi” o que você perguntou a Antô- nio. Não se preocupe. Não vou roubar teu dinheiro - disse ela sorrindo. Não parecia chateada de ter sido confundida com uma puta. Sentaram-se os três em uma das mesas. Pediram doses de bebidas e o negro preferiu tomar Campari. Ela o acom- panhou no pedido. Aí, Antônio viu uma coroa sentada num canto. Ela tinha cabelos totalmente brancos e ele a olhou por alguns minutos. Quando ela olhou em sua direção, o moto- rista pugilista soube que a conhecia. Disse: - Continuem conversando, mas esteja atentos. É bem capaz do padre Lázaro estar por perto. - Como? - Perguntou Alaoh. Antônio não respondeu. Levantou-se e caminhou em direção à bela coroa. Ela não reclamou quando ele sentou-se ao seu lado. Beijou-o rapidamente nos lábios. A morena Ré- gia olhava em volta, concentrada. O negro perguntou: - O que foi que ele disse? - Disse que ficássemos atentos, pois o filho da puta do padre Lázaro pode estar aqui. Mas não se preocupe. Eu te protegerei - disse ela, achando que Alaoh era mesmo cego. O negro ficou tenso. Também olhou em volta. Estava de óculos escuros. A boate estava em quase total penumbra, mesmo sendo pouco mais de nove da manhã. Não viu o pa- dre assassino. Antônio aparentava discutir com a mulher, mas sem alarde. Ela parecia se desculpar. Num dado momen- to, o motorista se levantou e voltou para a mesa onde estavam Alaoh e a morena. Disse a ambos: - O padre capturou meu filho. Tua mulher foi ferida por ele. O filho da puta me seguiu até a praia, onde deixei a
  • 37. EHROS TOMASINI 37 lancha com Santo, e o capturou. Tua mulher reagiu, mas ele atirou nela depois de nocautear meu filho com uma coronha- da. Fique aqui e prenda aquela mulher de cabelos prateados. Ela é a médica Maria Bauer. Leve-a até a sede da Polícia Fe- deral e a entregue a Cassandra. Eu e Régia vamos resgatar tua mulher e meu filho. Antes que Alaoh pudesse dizer alguma coisa, o casal se levantou depressa e quase correu em direção ao elevador. A coroa de cabelos brancos parecia esperar tranquilamente que o negro fosse até ela. Ele se levantou e foi à sua mesa. Disse: - A senhora está presa. Faça o favor de me seguir. - Sente-se um pouco, meu filho. Não pretendo fugir. Assim que o jovem sentou-se, no entanto, sentiu uma fisgada na coxa. A mulher havia aplicado uma injeção nele. E ele não havia percebido o seu movimento. A dor foi tremen- da. Havia algo que queimava, no líquido que lhe fora apli- cado. Ele lembrou-se de quando foi capturado por ela, certa vez, e transformado em cobaia. Ela alertou: - Não tente usar seus poderes telepáticos contra mim. Sou imune a eles. Mas não tema. Não vou te fazer mal. - O que foi isso que aplicou em mim? Não consigo me mover. - É um paralisante. Também te faz perder teus pode- res momentaneamente. Vai desmaiar. Não poderá fazer nada contra isso. ************************ Alaoh despertou sentado numa cadeira, com duas mulheres idênticas perto de si. Percebeu-se totalmente nu. Estava fortemente atado por tiras de couro molhado, aper- tando-lhe os tornozelos, os pulsos e os ombros. A médica de cabelos brancos preparava uma seringa. Ele perguntou:
  • 38. O DETETIVE CEGO38 - Onde estou? - Num barco. O mesmo onde estavam tua mulher e o filho do motorista. Mas o casal já foi removido. Tua mulher levou um tiro, mas passa bem. Foi socorrida por meu ho- mem. - Está falando do padre Lázaro? - Sim. Ele pegou uma amostra do teu sangue, mas pre- ciso de mais. - Disse ela, terminando de preparar a seringa. - Precisa de mais para quê? Ela não respondeu. Aplicou um líquido esverdeado na coxa direita dele. Ele deu um berro medonho. A dor era in- suportável. Tentou se soltar das amarras, mas as duas gêmeas o seguraram. A dor, no entanto, logo passou. Foi quando ele sentiu o pau endurecer até ficar dolorido. A doutora disse: - Sirvam-se primeiro. Depois, será a minha vez. As duas jovens se ajoelharam entre as pernas do ne- gro e, enquanto uma o punhetava, a outra lhe chupava o pau. Dali a pouco, Alaoh se esforçava para não gozar. Mas a fela- ção e a masturbação estavam muito prazerosas. Gozou a pri- meira vez. Lançou uma grande quantidade de esperma, co- lhido imediatamente pelas duas. Chuparam seu pau até ficar sem nem um vestígio de porra. Continuaram a punheta. Ele não conseguiu prender o segundo orgasmo. Mais uma vez, as duas se deliciaram do seu esperma. Aí a doutora Bauer disse: - Agora, deixem-no comigo. Eu preciso dele mais que vocês. FIM DA QUARTA PARTE
  • 39. EHROS TOMASINI 39 O DETETIVE CEGO - Parte V Quando Alaoh pensou que a médica Maria Bauer iria também engolir o seu esperma, eis que ela apenas se ba- nhou com ele. As duas gêmeas continuaram masturbando-o. A doutora afastou-se, saindo da cabine onde o rapaz estava amarrado. Quando novamente deu vontade do rapaz ejacu- lar, as moças apontaram seu pau para um tubo de ensaio. O negro ejaculou dentro. Já não saía do seu pau tanta gala. Uma das moças apressou-se em guardar seu sêmen numa pequena geladeira que havia na cabine. Foi quando entrou mais uma no recinto, idêntica às duas gêmeas. Alaoh, incrédulo, per- cebeu tratar-se da doutora Maria Bauer. Só que ela, agora, aparentava a mesma idade das outras duas jovens. Ela disse: - Surpreso? Agora, sabe por que preciso tanto do teu esperma. Ele me rejuvenesce. - Como consegue? - Anos de pesquisa, garoto. Você é a minha mais perfei-
  • 40. O DETETIVE CEGO40 ta obra. Teu esperma me fornece o dobro de chances de ficar mais bela e mais jovem. Usei-te como cobaia para desenvol- ver uma mistura do Sangue de Cristo com a fórmula da Be- leza. O efeito é mais permanente. Não preciso mais engolir esperma todos os dias, apesar de adorar essa prática. Mas o líquido esverdeado, que denominei de Sangue de Cristo, está perdendo seu poder. E isso deixa a nós todos em perigo. - Como assim? - Perguntou o negro. - Estamos morrendo. Eu, você, Lázaro e, principalmen- te, a madre superiora da Ordem das Irmãs de Maria Mada- lena. - Ela ainda é viva? Soube que havia sido baleada na ca- beça, meses atrás. - Ela sobreviveu ao tiro, mas está tetraplégica. E mo- ribunda. O esperma que consome não mais ajuda na sua recuperação. Parece que seu corpo desenvolveu imunidade contra o Sangue de Cristo. Por isso, precisamos de você. E você da gente. - Pergunto de novo: como assim? - Você também está morrendo, garoto. Acho que só não sucumbiu ainda porque te apliquei o Beleza Mortal. Ele está fazendo teu corpo intensificar os efeitos do Sangue de Cristo mas, ao mesmo tempo, está te matando. Porém, posso reverter esse processo. Mas só se você colaborar conosco. - Em troca de quê? De ter minha vida de drogado de volta? Prefiro morrer. - Não seja hipócrita. Você se acha um afortunado de ter o poder que hoje tem. Antes, era só um reles cego, viciado em maconha e cocaína. Eu te livrei do vício e te dei nova vida. Devolvi-te a visão. - Mas está tirando-me a vida. - Acha que ainda estaria vivo, se continuasse um merda viciado? Ele calou-se. Sabia que ela tinha razão. Sua vida tinha
  • 41. EHROS TOMASINI 41 ganho novo sentindo após conhecer Jurema e depois que en- trou para a Polícia Federal. - O que quer de mim? - Já te disse: me ajude a desenvolver a fórmula e a sal- var tua vida e a nossa. Prometi a Lázaro que salvaria a espo- sa dele, a madre superiora. Fi-lo prometer que não atentaria mais contra a vida da tua bela esposa. Até porque sou muito orgulhosa de tê-la transformado na mulher que é hoje. Antes, era feia de doer, lembra-se? Ele se lembrava. Quando conheceu Jurema, ela era ma- gra, desdentada, viciada em drogas e de uma feiura espetacu- lar. Viu-a se transformando, dia após dia, depois de ter sido inoculado nela o tal Beleza Mortal. O composto fê-la ganhar estatura, deu-lhe um corpo escultural e ainda a deixou su- perforte. - Do que precisa? - Do teu sangue. Quero desenvolver mais a fórmula. Aumentar o poder de cura dela. Fazer com que ela deixe de nos matar. - Está bem. Mas com uma condição. - Qual? - Forje minha morte. Não quero que a Polícia Federal saiba que colaborei com vocês. - É justo. Mas... e a tua companheira? - Ela andou me traindo com o bonitinho, o tal Santo. Não a quero mais. - Peço para Lázaro se livrar dela? - Não. - Disse imediatamente o negro - Deixe-a viver. Posso me arrepender e querê-la de volta. - Muito bem. Melhor assim. Prometi a um amigo es- critor que não voltaria a matar mais ninguém. Por isso, exigi que Lázaro salvasse tua mulher. - Já conversamos o que tínhamos de conversar. Ago- ra, vamos começar o tratamento. Faça tudo o que quiser de
  • 42. O DETETIVE CEGO42 mim, para melhorar a tal fórmula. Comece já. - Aí, garoto. Gosto de ver assim. Já levou em conta que terá de me fornecer esperma, talvez até tenha que trepar co- migo e com minhas filhas? - São só vocês três? - Nós três e a esposa de Lázaro. E ele também vai pre- cisar do teu esperma para continuar vivendo. Atualmente, anda enfraquecido. A velha fórmula do líquido esverdeado, o Sangue de Cristo, não está mais fazendo efeito nele. Ao con- trário: o está matando. - Cadê a esposa dele? - Lázaro a está trazendo para cá. Quando a mulher tetraplégica chegou, Alaoh já tinha sido libertado das amarras. Viu uma pequena lancha se apro- ximar da que ele estava. Logo, o padre embarcava com a ma- dre superiora nos braços. Alaoh perguntou: - E minha mulher? - Viva. Já é muito, por tentar me atacar. - Eu vou matar você. O coroa esteve olhando com ódio para ele. Depois, deu uma risada sarcástica. Mas não disse nada. Levou a esposa para dentro da cabine onde o negro havia estado prisioneiro. A médica ainda estava lá dentro, examinando umas amostras do sangue dele. As duas assistentes estavam no convés, com o negro. Mas o deixaram só, quando o padre entrou. Alaoh permaneceu um tempo admirando o mar, de- pois entrou também. Bem no momento em que o padre per- guntava à doutora se ainda tinha algum estoque de esperma. - Terá que pedir a Alaoh. - Disse ela. - Pedir o quê? - Perguntou o negro. - Um pouco do teu esperma. Preciso dele. - Respondeu o padre.
  • 43. EHROS TOMASINI 43 - Vai querer na boquinha ou no cu? - Agrediu o rapaz. - Não tem graça. Evite esse tipo de piada. Posso muito bem não te matar, mas te deixar tão tetraplégico quanto a minha esposa. - Entendi o recado. Então, como vai querer? - Masturbe-se. As meninas irão colher a quantidade necessária. ********************** Jurema acordou num quarto desconhecido. Sentiu cheiro de éter e adivinhou estar em alguma clínica ou hos- pital. Gemeu por causa de uma dor no peito, ao tentar se levantar. Só então, lembrou-se de ter sido baleada ali. Uma enfermeira invadiu o quarto. Disse: - Bom dia. Vejo que está melhor. - Quanto tempo estive desacordada? - Três dias. - Alguém veio me procurar? A enfermeira olhou consternada para ela. Pegou um controle de TV e apontou para a tela de um aparelho de 55 polegadas que havia no quarto. A imagem de uma grande lancha apareceu. - Lembra-se dessa lancha? - Sim. Estive nela, antes de ser baleada. A lancha esplodiu na tela. Jurema levou um susto. Ou- viu a enfermeira dizer: - Sinto muito. Teu marido foi te salvar, mas a lancha explodiu. Ele faleceu. A morenaça começou a chorar. Chegou a soluçar. De- pois, perguntou onde estava. - A senhora está numa clínica particular, paga pelo se-
  • 44. O DETETIVE CEGO44 nhor Lázaro. - E o jovem que estava comigo? - Não sei. Ele só trouxe a senhora. - Você sabe meu nome? - Ele me disse que se chama Jurema. A morena calou-se. Seria fácil se libertar da clínica usando a sua enorme força. Mas precisava saber mais de San- to e do padre assassino. Se ele a levou àquele local, segnifica- va que não a queria morta. Se aproveitaria desse detalhe. A enfermeira, no entanto, veio aplicar-lhe uma injeção. Jurema negou-se a dar-lhe o braço. A outra disse: - É para o seu próprio bem. Trata-se do composto que chamamos de Sangue de Cristo. Ele é capaz de salvar a tua vida. - O ferimento no peito foi tão grave assim? - Não. É que teu corpo está se degenerando. Definhará rapidamente e voltará a ser como era antes de você nos servir de cobaia, se não for aplicado em ti o quanto antes. Jurema lembrou-se de como se sentia feia, antes de fa- zer o tratamento. Não queria voltar a ser o que era. Sentia-se muito feliz em ser linda, maravilhosa, com aquele corpão de causar tesão a qualquer homem. Por isso, quis saber: - Estou naquela mesma clínica onde servi de cobaia? - Tivemos que fechar aquele lugar, depois que foi des- coberto pela Polícia. Esta clínica fica num local secreto, que nem é mencionado no mapa de Pernambuco. Jurema esteve pensativa. Depois, resolveu-se a agir o quanto antes. Por isso, levantou-se rápido e acertou um único golpe na enfermeira, antes que esta lhe furasse com a agulha. A jovem desabou no chão. Jurema apanhou a seringa com agulha do assoalho e saiu do quarto. Fez um longo percur- so pelos corredores da clínica, sem encontrar ninguém. Aí,
  • 45. EHROS TOMASINI 45 quando ultrapassou a porta de saída, tomou um susto: a clí- nica ficava numa pequena ilha cercada de água do mar e de tabuletas de aviso, indicando que o lugar era infestado de tu- barões. A morena voltou para dentro da clínica. Continuou procurando. Havia muitas enfermarias, mas todas desocu- padas. Já ia desistindo de procurar mais, quando encontrou uma escada que levava a um subsolo. Ainda com a seringa preparada na mão, seguiu em frente. Deparou-se com uma porta trancada. Não se intimidou. Usou toda a sua força para arrancar a porta. Encontrou-se em mais uma enfermaria. Mas tinha alguém nela. - Santo? É você? Ele abriu os olhos. Espantou-se de vê-la de pé. Pergun- tou: - Você não havia levado um tiro? - Sim. Pensei que te tivessem matado. Por que não usou teus poderes para escapar? - Não pude. Aplicaram algo em mim que inibe as mi- nhas habilidades. Como chegou até aqui, mesmo ferida? - O padre me trouxe para cá. Pelo visto, trouxe você também. O que está acontecendo? - Não sei. mas vamos descobrir. Antes, estou precisan- do do meu remédio. Espero que ele tenha trazido lá da lan- cha. Jurema voltou a chorar. Lembrava-se da explosão da lancha. A tinham feito crer que o companheiro havia faleci- do. Santo perguntou: - O que houve? Por que o choro? - Mataram Alaoh. Explodiram teu barco com ele den- tro, quando ele foi nos resgatar. - Puta que pariu. Deve ter sido o padre. Dessa vez, juro que o mato!
  • 46. O DETETIVE CEGO46 - Antes, precisamos sair daqui. Estamos prisioneiros em uma ilha. Mas eu capturei uma de nossas carcereiras. Te- mos que fazê-la falar. Vem comigo. Pouco depois, a enfermeira voltava a si com os pulsos amarrados para trás por luvas cirúrgicas atadas umas ás ou- tras. Santo a despertou jogando-lhe um balde de água do mar no rosto. Ela tossiu muito. Ele perguntou: - Como fazemos para sair daqui? - Só saio uma vez por mês, quando me mandam uma substituta por helicóptero. - E quando precisa de algo urgente, como faz? A enfermeira demorou um pouco a responder. Depois disse: - Uso um rádio que temos escondido. Posso mostrá-lo, se vocês me prometerem que serei libertada. - Você virá conosco. Não se preocupe - prometeu a bela ruiva. - Antes, porém, tem que me dar uma porção do Sangue de Cristo. Onde encontro? - Perguntou Santo. - Não sei do que está falando. A morena belíssima, no entanto, havia deixado a serin- ga com o composto na enfermaria onde encontrou o jovem. Disse: - Ela está mentindo. Ia aplicar o composto em mim. Não merece que a soltemos. Antes que Santo pudesse impedi-la, Jurema deu um murro tremendo na mulher. Ouviu-se um estalo e a cabeça da enfermeira pendeu sobre o próprio peito. Havia partido o pescoço. Estava morta. - Sei que está com raiva, mas agora teremos dificulda- des em chamar um helicóptero. Eu nunca precisei, por isso
  • 47. EHROS TOMASINI 47 não sei o prefixo do rádio da PF. - Não acredito que ela não tenha um celular. Se eu fi- casse isolada assim, teria um para falar com um namorado, uma amiga. Mesmo que tivesse de escondê-lo da direção da clínica. - Tem razão. Mas perderemos um tempão procuran- do-o. - Não seria mais fácil com ela viva. Senão, ela teria dito primeiro que tinha um celular. Tentaria se passar por nossa amiga e, quando estivéssemos distraídos, pediria ajuda do rádio. - Bem, vamos procurar. Cerca de uma hora depois, acharam o aparelho dentro de um pote de leite em pó. O carregador estava junto. Ha- via um pouco de carga. Santo ligou para Antônio. Este ficou contente em ouvir a sua voz. Explicou que Maria Bauer havia dito que ele era prisioneiro e estava preocupado. Não sabia do seu paradeiro. Santo pediu para ser resgatado da ilha. Que seguissem o sinal do aparelho telefônico, já que ele não sabia a localização do lugar. Antônio afirmou que poderia demo- rar, já que seria difícil conseguir um helicóptero tão rápido. Necessitava de autorização do comando da Polícia Federal. Santo disse para a jovem, antes de desligar: - Vamos ter que esperar. Acho que seria o caso de te dar a primeira aula de sexo, enquanto isso, não? - Não. Não vou pensar em sexo enquanto estiver viva a memória de Alaoh. - Não acredito que ele tenha morrido. Deve ter sido uma encenação para fazer você colaborar. - Acha? - Sim. Quando papai chegar, iremos até o local onde estava a lancha. Talvez encontremos lá uma pista indicando para onde o tenham levado. - Você me fez voltar a ter esperança de vê-lo novamente
  • 48. O DETETIVE CEGO48 vivo. Já merece uma foda, por causa disso. Mas não quero ne- nhuma aula hoje. Quero que você analise meu desempenho sexual. Depois, oriente-me onde eu precisar melhorar. Foi uma foda insossa, comparada às que Santo estava acostumado. Ele não tomou nenhuma iniciativa. Deixou que ela dominasse no coito. Ela o chupou com gula exagerada, al- gumas vezes machucando a glande. Mas ele segurou-se para não reclamar. Depois de chupá-lo por alguns minutos, ela ofereceu a sua tabaca para ela a chupar também. No entanto, nem bem o rapaz tocou sua vulva com a língua, antes mesmo de tocar em seu grelo, ela gozou pela primeira vez. Jurema apertou sua vulva contra os lábios dele, machucando-o. De- pois, deitou-o de qualquer jeito, de costas, na areia da praia, e subiu sobre ele. Mesmo antes da penetração, ela teve novo orgasmo. Aí o rapaz, suavemente, virou-a de costas. Massa- geou o ânus dela com a cabeçorra da pica, e o buraquinho relaxou. Ele enfiou a trolha devagar, até que esta se escondeu totalmente no rabo dela. Jurema gemia alucinada. Começou a menear a bundona. Num instante, teve um orgasmo tão in- tenso que lhe fez estremecer o corpo todo. Depois, deitou-se de costas na areia, prostrada, deixando o jovem doido para gozar. FIM DA QUINTA PARTE
  • 49. EHROS TOMASINI 49 O DETETIVE CEGO - Parte VI Quando Antônio chegou com a médica Régia, Santo e Ju- rema já haviam tomado banho e esperavam deitados, cada um numa cama, em uma das enfermarias da clínica. Depois das apresentações formais, Santo entregou a seringa com o composto denominado de Sangue de Cristo à agente médica. Esta já trouxe um recipiente com gelo para acondi- cionar o líquido esverdeado. Perguntou se Santo já havia se aplicado uma dose. - Não. Ainda não precisei. Fale com Cassandra. Ele de- verá mandar essa amostra para análise, de modo a sabermos se tem a mesma composição do que eu tenho tomado. - Para que serve isso, mesmo? - Basicamente, para dar tesão. Mas para quem já tem a fórmula injetada no corpo há muito tempo, como eu, tem a vida salva. - Não é nocivo ao corpo humano?
  • 50. O DETETIVE CEGO50 - Só quando usado de forma diária e contínua. Nesse caso, o corpo passa a sentir a falta do composto. - Interessante. Gostaria de analisá-lo também. - A senhora é química? - perguntou Antônio. - Antes de me formar em Medicina, trabalhei como as- sistente de pesquisas na UFPE. Foi quando conheci a doutro- ra Maria Bauer. Acompanhei seu trabalho por anos. Foi ela quem me convenceu a cursar Medicina. Na época, eu tinha vinte e poucos anos. - Agora que Santo e Jurema estão salvos, poderemos prender a Dra. Bauer. Naquela hora em que fui falar com ela, consegui colocar um transmissor minúsculo em sua roupa. Podemos, neste momento, localizar onde está. - Disse o mo- torista à linda morena toda vestida de preto. - Ótimo, papai. - Disse Santo - Jurema me falou que tinham explodido nosso barco com o namorado dela dentro. Mas acredito que mostraram um vídeo só para tentar con- vence-la de que o cara está morto. - Cadê o vídeo? Jurema chamou-os à sala onde estivera prisioneira. Acionou o controle remoto e deu início ao trecho do vídeo. Porém, não aguentou ficar na sala, quando viu o barco ex- plodir. Saiu correndo e foi chorar lá fora. Antônio não se in- comodou com o ato dela. Pediu para o filho repetir o vídeo. Pouco depois, afirmava: - Você está certo, filho. Esse trecho é uma montagem. Quando a lancha explodiu, percebi ligeiramente que se tra- tava de duas embarcações distintas. Ambas foram filmadas em ângulos parecidos, para enganar o espectador. Mas é uma sequência de imagens de barcos diferentes. Chame Jurema e prove isso a ela. Ou leve o CD que está inserido no aparelho. Analisaremos tudo com calma na sede da Polícia Federal. Va- mos embora daqui.
  • 51. EHROS TOMASINI 51 Pouco depois, Cassandra ouvia com atenção os rela- tos dos agentes. Deu permissão para Régia analisar parte do composto, capturado por Jurema na ilha escondida. Quando viu o vídeo da explosão do barco, concordou com Antônio e Santo. Jurema ficou contente. Tinha esperança de encontrar o negro ainda vivo. Mas, intimamente, ainda desejava as au- las prometidas por Santo. Cassandra disse: - Vou pedir para que meus técnicos localizem o trans- missor e vamos atrás do padre e sua gangue. Vocês todos, porém, descansem. Posso precisar de alguns para uma emer- gência. - Estou dispensada, chefe? - Perguntou Régia. - Sim. Você, Santo, Antônio e Jurema podem ir. - Vou precisar de uma amostra do teu sangue, assim que te for aplicado o composto. Pode ser? - A médica dirigia- -se a Santo. - Claro. Como quiser. Mas devo tomar minha dose do líquido esverdeado imediatamente. Já me sinto fraco. - Então, te acompanho ao laboratório. Jurema também acompanhou o jovem bonito. Queria ver o efeito da droga ao ser injetada no cara. Uma policial científica acabara de reproduzir o composto com uma amos- tra dada a ela por Santo. Depois de uns minutos observando a fórmula num microscópio, declarou: - Essa fórmula é muito mais poderosa do que a que guardamos aqui. Deve ser alguma descoberta mais recente- mente. Está pronto para o teste? - Claro. Santo sentou-se numa cadeira e a cientista aplicou-lhe uma dose esverdeada na coxa. Ele gritou de dor. Rasgou a calça de linho ainda fedendo a maresia que vestia, ficando totalmente nu. Seu cacete cresceu imediatamente, atingindo sua total extensão em segundos. As três mulheres olharam
  • 52. O DETETIVE CEGO52 maravilhadas para o caralho duríssimo. Régia lambeu os lá- bios de tesão. Então, num impulso, retirou a seringa que ti- nha em mãos com um pouco do líquido esverdeado e aplicou na própria coxa. Urrou de dor. Depois, ficou quase estática, apenas piscando os olhos. De repente, tirou também toda a roupa. Depois, aproximou-se do jovem e mamou seu enor- me pau. A cientista também, demonstrando todo o seu tesão, pediu para chupar um pouco o caralho dele. Jurema estava tão incrédula que ficou sem reação. Mas só por um instante. Depois, atracou-se também com o jovem, querendo seu qui- nhão de esperma. Passada a terrível dor, Santo ficou de pé. As mulheres se organizaram. Enquanto uma lhe chupava o pau, outra lhe beijava a boca. Régia preferiu lhe lamber a regada da bunda, finalizando no botão do cara. Santo espirrou gozo em poucos minutos. FIM DA SEXTA PARTE
  • 53. EHROS TOMASINI 53 O DETETIVE CEGO - Parte VII Amadre superiora estava magérrima, sentada numa ca- deira de rodas. Também parecia não reconhecer nin- guém, quando adentrou o quarto onde Alaoh estava. Havia uma marca de bala bem no centro da sua testa, mas a ferida já estava cicatrizada. A mulher se babava, como se tivesse di- ficuldades em conter a saliva. Vinha tendo a cadeira empur- rada por Lázaro, que a tratava com muito carinho. O negro estava sentado numa cadeira confortável, enquanto a médica lhe colocava vários eletrodos. As duas clones da doutora não estavam presentes. O agente cego perguntou: - Essa é a tua esposa? - Consegue vê-la? - Perguntou o padre. - Pouco -, mentiu ele, sem querer que conhecessem a verdadeira extensão de seus poderes - mas posso ouvir muito bem. - Conversa! Senão, como consegue distinguir se carre-
  • 54. O DETETIVE CEGO54 go um homem ou uma mulher? - Intuição? O atrito contra o solo? - Não importa. Está na hora de minha esposa se ali- mentar. Ela gosta de fazer isso in loco. Portanto, vá tirando esse cacete para fora das calças. A própria Bauer abriu a braguilha da calça dele e aju- dou o pau a se libertar do tecido. Depois, pediu que ele ficas- se de pé. Lázaro aproximou a velha senhora tetraplégica do jovem e esta mostrou-se ansiosa para chupar o cacete. Ele botou-o na boca dela com as mãos trêmulas. A idosa olhava para o negro como se quisesse se lembrar de quem era ele. Depois, com muito esforço, começou a mamar no cacete do cara. Alaoh ficou repugnado com aquela boca velha na sua rola, mas não disse nada. O cacete demorou a subir. O padre reclamou: - Por acaso é boiola, filho da puta? O pau não sobe com uma mulher chupando-o? - Deixe, Lázaro. Eu o preparo para ela. Dito isso, a médica, que agora aparentava ter uns trinta e poucos anos, caiu de boca no pau do cego. No instante se- guinte o caralho subiu. Ela, no entanto, continuou a felação. O padre alertou: - Melhor parar. Você sabe que ela mesma gosta de ex- trair a seiva. No entanto, nem bem a médica tirou a boca do falo, este perdeu a ereção. - Melhor eu aplicar-lhe o composto. Ele deve estar es- gotado. - Disse a médica, sem querer admitir que o jovem estava rejeitando a ela e a amiga. - Que seja. Mas seja rápida, pois ela já está cansando. Foram duas aplicações do líquido verde, uma em cada
  • 55. EHROS TOMASINI 55 coxa. A dor foi lancinante. Parecia que o líquido rasgava tudo por dentro. Os instrumentos ligados aos eletrodos chiaram. Ficaram dançando na tela do computador ao qual estavam plugados. Mas aí, o pau do negro deu sinais de vida. Quando a enorme dor passou e Alaoh abriu os olhos, a velha estava sorrindo. Voltou a mamar seu pau, agora duríssimo. Não de- morou muito a receber a primeira golfada de porra na boca. A médica agora era quem apontava o cacete do cara para os lábios dela. Masturbava o rapaz bem devagar, com carinho. Ele gozou novamente. A terceira gozada fez a velha engasgar, de tanta porra que saiu de uma vez. É que o negro estivera se prendendo, pra não gozar logo. A velha demorou a engolir. Afastou-se do jovem. Maria Bauer, no entanto, tinha uma expressão de tara no rosto. As- sim que o padre Lázaro se afastou empurrando a cadeira de rodas, ela tirou toda a roupa, mostrando um corpo enxuto. Virou-se de costas e sentou-se no colo de Alaoh. Empalou-se sem muita dificuldade em seu pau enorme e grosso. Então, ele buscou, mais uma vez, toda a força do seu âmago para não gozar. Queria cansá-la, antes de finalmente ceder. Mas ela pareceu adivinhar-lhe os pensamentos: deu mais ênfase à cavalgada, apressando seu ritmo. Olhava para trás, querendo ver a agonia no rosto do jovem. Este fechou os olhos e tentou tirar a mente dali. Por azar, pensou em Jurema. Em como ela podia ser tão gostosa dando o cu quanto a médica. Aí, gozou uma das suas mais demoradas ejaculações. Para sua surpresa, quando abriu os olhos para ver a doutora engolir sua porra com o cu, desejou ter o poder de lhe fazer perder os sentidos apenas com a força da mente. E não é que a mulher gemeu, levou as duas mãos á cabeça, tentou se levantar mas tombou no chão? Estava sem sentidos. Alaoh esteve por um momento espantado mas logo
  • 56. O DETETIVE CEGO56 percebeu que o inibidor de seus poderes, aplicado nele pela doutora, havia perdido o efeito. Depressa, levantou-se, vestiu as calças e saiu do quarto. Iria atrás do padre assassino. Antes, porém, quis ter certeza de que podia derrota-lo. Concentrou- -se rapidamente nuns tubos de ensaios que estavam empilha- dos numa estante e soltou uma descarga mental. Os vidros explodiram imediatamente. Sorriu. Correu em direção ao final do corredor, onde achava que estava o casal do mal. Foi surpreendido por uma pancada na nuca, dada por Lázaro. Este, que tinha bons ouvidos, havia escutado o gemido da médica e o barulho dos tubos de vidro se quebrando. Entrou na primeira sala do caminho e escondeu-se, armado de um pedaço cilíndrico de aço, desses usados em tecnologia nucle- ar. O negro, pego de surpresa, desmaiou com a pancada. Lá fora, ouvia-se o barulho de um helicóptero. Era Cas- sandra e sua equipe se aproximando do esconderijo. FIM DA SÉTIMA PARTE
  • 57. EHROS TOMASINI 57 O DETETIVE CEGO - Parte VIII Ohelicóptero da Polícia Federal se aproximava da casa si- tuada num trecho da praia deserta, sem localização no mapa de Pernambuco. As duas clones de Maria Bauer já o ti- nham visto, por isso apressaram-se a chamar o padre assassi- no. Encontraram-no examinando o corpo inerte da médica. O sujeito estava perplexo: - Porra, como esse filho da puta nocauteou Maria, se nem tocou nela? Não há nenhuma marca de contusão. - Senhor Lázaro, a PF está vindo de helicóptero para cá - disseram as duas jovens ao mesmo tempo. - Okay, levem Maria e a minha esposa para o comparti- mento secreto da casa. Fiquem com elas, lá. Vou matar o cão negro e depois vou para lá também. A médica, no entanto, despertou naquele momento. Disse com voz débil, levando as mãos à cabeça:
  • 58. O DETETIVE CEGO58 - Não o mate. Precisamos dele vivo. E você me prome- teu... Ai minha cabeça. - Ainda bem que está viva. Pensei que ele te houvesse matado. - Não, apenas me desmaiou com alguma rajada mental. Senti claramente sua mente na minha. - Sabia desse poder dele? - Desconfiava. Por isso, preparei o inibidor. Mas não tinha certeza. - Então, precisamos injetar a droga nele novamente. O cara é um perigo. Muito arisco. - Não existe mais nenhum pingo do inibidor. Fiz pou- co. Apliquei-o todo nele. - Então, terei que matá-lo. - Disse o padre, sacando de um punhal. - Não. Se o matarmos, estaremos também mortos em breve. Só o sangue dele poderá nos salvar. A mim, a você e à tua esposa. - A Polícia Federal está vindo. Não temos tempo para tirar-lhe mais uma quantidade de sangue para pesquisas. De- via ter feito isso antes. - Estava fazendo isso quando ele me atacou. - Mentira. Estava trepando com ele. - Sabe que necessito disso para permanecer jovem. - Pura vaidade, cadela no cio. - Não é apenas vaidade. Sabe disso. Sem estar jovem, minhas artrites e artroses não me deixariam trabalhar nas minhas pesquisas. - Está bem. Corra depressa para o esconderijo. Eu me encarrego de levar o filho da puta. Mas, se ele me der traba- lho novamente, juro que o mato. Quando Cassandra e mais seis agentes desceram do helicóptero, todos fortemente armados e com colete à prova de balas, estranharam não encontrar resistência. Um dos po-
  • 59. EHROS TOMASINI 59 liciais perguntou: - Tem certeza de que viemos ao endereço certo, senhor? - O rastreador indica que o transmissor colocado na doutora por Antônio ainda está ativo. O sinal diz que o alvo está a apenas uns dez metros de nós. Os agentes olharam em volta. Estavam numa espécie de galpão grande, mas vazio. Havia apenas uma porta, que foi por onde invadiram a construção. Por ordem de Cassan- dra, se espalharam pelos outros cômodos. Acharam tubos de ensaios quebrados em uma sala. Mas não viram vivalma no esconderijo. - Nada, senhor. Acho que fomos enganados. - Disse um agente. - Ou então, eles nos viram e fugiram sem serem vistos. - Falou outro. Cassandra estava com um aparelho na mão: uma es- pécie de receptor de sinais. O radar dele apontava para uma parede vazia. Depois de pensar um pouco, o homenina falou: - Bombardeiem essa parede. Parece-me ser falsa. Com certeza, encontraremos algo interessante por detrás dela. - Vamos pegar a bazuca que trouxemos, senhor. É só a demora de ir e vir do helicópero. Mas, quando botaram a parede abaixo com um tiro de bazuca, os policiais não encontraram nada além de uma es- cadaria que dava num túnel escavado no subsolo. A passa- gem estava na penumbra. Deram uns tiros de metralhadora em direção ao buraco. Cassandra mandou que parassem de atirar. - Podem acertar nosso agente, sem querer. - Nas mãos do padre assassino, ainda acha que ele está vivo, senhor?
  • 60. O DETETIVE CEGO60 - Claro que sim. Se quisessem matá-lo, não teriam se dado ao trabalho de simular aquela explosão do barco. Naquele momento, Lázaro, Maria Bauer, a madre su- periora e as duas clones pegavam um barco supersilencio- so, apesar de ser a motor, e escapavam do esconderijo. Logo, chegaram a um avião camuflado entre as folhagens, na beira da praia. Entraram nele e decolaram, fazendo barulho. Os agentes da PF correram para fora do galpão, prescrutando o céu, pois ainda era cedo da tarde. Pouco depois, viam a aero- nave se afastar dali, já ganhando velocidade e altura. Um dos policiais gritou: - Estavam escondido fora da casa. Vamos atrás deles! - Não adianta. Nosso helicóptero é menos rápido. Nun- ca o alcançaríamos. - Disse, frustrado, Cassandra. - Ainda temos uma chance, senhor. Olhe. O aparelho ainda indica que o transmissor está com eles. Vê como o sinal se afasta rápido? - Muito bem. Então, sigamos o sinal. Uma hora eles te- rão que aterrissar, nem que seja para reabastecer o avião. Alaoh despertou em pleno ar, sentindo o vento forte no rosto. Tomou um susto, quando se percebeu em queda livre. Tentou olhar em volta e seus olhos falharam. Estava to- talmente cego. Aperreou-se. Aí, ouviu em seu capacete uma voz metálica dizer: - Espere mais três minutos e abra o paraquedas. Esta- mos logo atrás de você. - Era uma das clones de Maria Bauer quem falava. O negro lhe reconheceu a voz. Fez o que ela disse. Logo, sen- tia-se flutuar, levado pelo vento. Aos poucos, foi deixando a afobação de lado. Mas estava aperreado por ter perdido seus poderes. O que haviam feito com ele? Logo, sentiu seus pés tocarem em algo. Escorregou e caiu com todo o corpo. Per-
  • 61. EHROS TOMASINI 61 cebeu ser uma espécie de esteira inflada, dessas de salvamen- to marítimo, como as usadas em grandes barcos da Marinha para pouso de emergência de paraquedistas. Depois, sentiu que duas pessoas tinham caído de paraquedas perto dele. Ouviu uma das clones dizer: - Parabéns. Conseguiu saltar e acertar o alvo, mesmo estando cego. - Onde estou? - Não consegue mesmo ver? A doutora disse que teve que te operar o nervo ótico, pois antes, apesar de não ter olhos, você via. - Filha da puta. Estou totalmente cego, porra. Vocês vão me pagar por isso. Aquela puta vai me pagar mais ainda. O negro sentiu as duas o pegarem pelo braço ao mes- mo tempo. Uma delas falou: - Vamos andando. Cuidado para não tropeçar. É difícil caminhar nesse bote inflável. Mas, logo adiante, tem um bar- co de pescadores. Nem tente escapar, pois estamos em pleno alto-mar. - Cadê o caralho do padre? E a filha da puta da doutora Bauer? - Logo, estarão conosco. Seguiram com o avião e vão destruí-lo no ar, depois que saltarem de paraquedas. Em se- guida, se reúnem conosco neste barco. - Pra quê essa manobra toda? - O padre descobriu um transmissor nas roupas da mé- dica. Quis despistar a Polícia. Não devem demorar. Alaoh pensou que aquele era o momento de escapar, já que estava sozinho com as duas clones. No entanto, esperou que elas alcançassem o barco e o ajudassem a subir nele. As- sim que se sentiu equilibrado sobre o convés, levou as pontas dos dedos à fronte. Concentrou-se em enviar uma descarga mental. Tentou várias vezes, mas as clones continuavam con-
  • 62. O DETETIVE CEGO62 versando, sem que ele ouvisse nenhuma delas se queixar de dor ou cair. Então, desistiu. Uma delas perguntou: - Ainda consegue ejacular, moço? Eu e minha irmã precisamos de esperma. Estamos fracas, depois do esforço que fizemos para carregá-lo e jogá-lo do avião embaixo. - Ainda bem que despertei a tempo, senão teria me es- borrachado no chão. - Teria caido sobre o grande bote inflável, no mar. Não teria se machucado. O perigo seria uma lufada de vento levá- -lo para longe. Aí, poderia se afogar. - E ainda querem que eu dê leitinho pra vocês? Vão se foder! - Nós precisamos, moço. E não é nossa culpa que so- mos assim. Nossa sina talvez seja pior do que a sua: estar sempre à beira da morte. - Vocês não sabem o que é estar titalmente cego. Antes, eu podia ver. - Bem que dona Bauer nos disse. - Que mais ela disse a vocês? - Que iria acordar com vontade de trepar, pois ela te aplicou mais uma dose grande do Sangue de Cristo e um ou- tro composto em ti. Realmente, Alaoh já começava a sentir vontade de fo- der. O pau estava duro e ele ainda não havia percebido. Mas estava apenas de cueca e o volume do cacete endurecido era visível. Ele quis ganhar tempo para pensar uma saída. Por isso, procurou dificultar o trabalho das meninas: - Okay, deixo vocês foderem comigo. Mas uma vai ter que me dar o cuzinho antes. - Eu dou. Mas quando estiver para gozar, tire da minha bunda e coloque o caralho na boca de minha irmã. - Ela gosta de rola suja de merda? - Se dela sair esperma, gostamos de qualquer jeito.
  • 63. EHROS TOMASINI 63 Pouco depois, uma chupava o cacete do negro e o baba- va todo, deixando-o mais escorregadio. Ela mesma roçava a glande no cu da irmã, que estava afobada por ter a chance de acoplar, pela primeira vez, uma jeba tão grande no cuzinho apertado. O padre Lázaro nunca se preocupava em fazê-las gozar. Apenas lhe cedia o pau para elas mamarem e retirar dele o néctar vital. Quando ficavam excitadas, as duas irmãs fodiam entre si. Nunca tiveram o direito de passar mais de dois ou três dias fora daquela residência escondida do mun- do. Mas, viam filmes de sacanagens, quando não estavam fazendo nada. Por isso, quando o jovem a invadiu por trás, ela aguentou a peia dele com dificuldades. Desistiu várias ve- zes, mas a irmã a incentivou. Aos poucos, foi comportando a monstruosidade no cu. Quando sentiu os pentelhos do cara lhe roçarem o ânus, começou ela mesma os movimentos de cópula. - Tô gozando, irmãzinha... Ai, como é bom... Tô gozan- do... Ao ouvir essas palavras, Alaoh quis diminuir o ritmo da foda mas a outra percebeu. Espalmou a mão na sua bunda e ajudou nos movimentos de cópula. Então, ele desistiu de martiriza-las. Estava prestes a gozar. Gemeu: - Agora, porras... vou gozar... A que tomava no cu pareceu nem ouvir. O negro ten- tou tirar a peia do seu rabo mas ela gritou: - Agora não. Deixa eu gozar primeiro, moço. Aiiiiiiiii- iiiiiiiii... - Não aguento mais... vou goz... A que estava agachada perto dele pegou em seu pau, puxou-o ao ponto de retirá-lo totalmente do cu da irmã e co- locou-o na boca. A pica veio suja de sangue e merda. Mesmo assim, ela chupou a chapeleta. A outra jogou-se para frente,
  • 64. O DETETIVE CEGO64 caindo de joelhos, agoniada por interromper o coito. Alaoh explodiu uma longa gozada na boca da jovem de cabelos branquíssimos. A irmã ficou se contorcendo no convés. O negro não podia vê-la. Ela estrebuchava do trauma causado pela retirada brusca do enorme cacete do cu. A que engo- lia a porra, no entanto, levou as duas mãos à cabeça e gritou alto. Naquele instante, o negro jurou ter voltado a ver por um breve instante. Depois, de novo, viu claramente a jovem cair desmaiada. A outra continuava se debatendo no chão. A vista apagou, mas não antes de Alaoh ver a cara suplicante dela. Ela gemeu: - Volte a botar no meu cu, por favoooooor... O negro a suspendeu pelos quadris e deixou-a de qua- tro novamente. Rápido, apontou-lhe a glande para as pregas ensanguentadas e enfiou de uma vez, até bem profundo. Ela estremeceu o corpo todo e começou a gozar novamente. Ele teve paciência de deixa-la se deliciar até se fartar com a rola na bunda. Ela esguichou um jato de esperma da vulva. Urra- va de prazer, gozando pela frente e por trás. Nem percebeu que a irmã estava caída, inerte, no convés do barco. FIM DA OITAVA PARTE
  • 65. EHROS TOMASINI 65 O DETETIVE CEGO - Última Parte Alaoh ouviu o barulho de um barco a motor ao longe. De- veria ser o assassino vindo resgatá-los. Era preciso agir rápido. Por isso, nem bem a jovem de cabelos brancos termi- nou de engolir a sua porra, deu-lhe um murro no rosto que a derrubou desacordada. Ainda não conseguia “ver” direito. As imagens ficavam piscando em lapsos cada vez menores de tempo. As cavidades onde deveriam estar os olhos lhe doíam terrivelmente. Sentiu um líquido viscoso lhe banhar o ros- to, como se estivesse chorando. Passou a mão e cheirou. Era sangue, e não lágrimas, como pensava. De repente, sentiu-se zonzo. Lutou para não desmaiar. Olhou em direção ao barco que se aproximava e ele já estava bem perto. Viu o padre com um punhal na mão, acompanhado da médica Maria Bauer, atracar ao lado da sua embarcação. Ouviu claramente o as- sassino dizer: - Agora, não tem mais perdão. O cachorro matou tuas
  • 66. O DETETIVE CEGO66 duas últimas clones. - Mas ele não consegue ver, ainda. Veja como seus olhos sangram. - Rebateu a médica. - Melhor. Cego, dessa vez vai morrer sem nem perceber o que lhe atingiu. Alaoh viu o sujeito subir ao convés do seu barco e bran- dir a lâmina bem perto de si. Depois, não viu mais nada. ******************** - Bom dia, preguiçoso. Vejo que está acordado. Sou médica, sei que, quando estamos dormindo, a respiração soa diferente. Pare de fingir. Não está mais em perigo. O negro movimentou a mão e percebeu seus olhos en- faixados. Perguntou: - O que houve? Por que as bandagens nos olhos? - Tenho boas e más notícias. O que quer ouvir primei- ro? Reconhecia a voz da médica Maria Bauer. Ela parecia contente. Ele perguntou: - Cadê o padre assassino? - Está encarcerado. Agora, é meu prisioneiro. Não se preocupe com ele. Não te fará mais nenhum mal. - Prisioneiro? Ele não era teu cúmplice? - Era meu amante. Mas, depois que a esposa ficou na- quele estado, só tem olhos e cuidados para ela. Passou a me chantagear. Queria, porque queria, que eu salvasse sua espo- sa. Senão, não financiaria mais as minhas pesquisas. Mas não menti para você: estamos morrendo. O maldito sangue que corre em nossas veias está se deteriorando, garoto. Porém, encontrei em você a solução. Já testei a nova droga várias ve- zes e posso te afirmar que ela deu certo! Teu sangue, junto com um composto que retirei de uma criatura rara parecida
  • 67. EHROS TOMASINI 67 com um peixe, que um amigo pescador capturou para mim (ver a série O Homem que Matou Mona), tornou-se um antí- doto para todos os nossos males. - E a má notícia? - Infelizmente, você perdeu os teus poderes. Agora, é um ser humano como todos os outros. - Um ser humano cego, você quer dizer... - Não. Eu te operei. Transplantei-te dois lindos olhos azuis. A cirurgia foi um sucesso. Você está enxergando per- feitamente. - Não vejo porra nenhuma. - Claro. Teus olhos ainda estão vendados. Mas fiz um trabalho de primeira. Desapareceu também aquela horrenda cicatriz. - Não acredito. - Vai acreditar, assim que eu tirar essas bandagens. Mas ainda tem que dar um tempo. Não é bom tirar a venda ainda. Deixe teus olhos cicatrizarem bem. - E a tal madre superiora? - Deixei-a morrer. Nunca fomos amigas. Éramos ape- nas clientes. Ela financiava minhas experiências e eu realiza- va todos os seus desejos assassinos e de poder. Mas, agora, está morta e enterrada. - E o padre, o que acha disso? - Não mais o temo. - Por quê? - Você prometeu mata-lo, lembra-se? Deixei-o vivo até agora para que você cumpra com a tua promessa. Minhas experiências foram bem sucedidas. Em breve, graças ao teu sangue, poderei curar qualquer doença. Serei uma sumidade mundial. Não precisarei mais do casal me financiando. - Mas irá precisar de mim até o último dos meus dias, não é isso? - Não, garoto. Fiz uma transfusão total do teu sangue. Todo aquele líquido milagroso que estava em você agora é
  • 68. O DETETIVE CEGO68 meu. Você agora tem o sangue igual a um ser humano nor- mal, como já tinha te dito. Só precisará de algumas hemodi- álises. Por isso, te mantive aqui. - Hemodiálises? Me tornei um dependente de hemodi- álise, sua puta? - Não, amor. Relaxe. Não deve se esforçar. Pelo menos, por mais dois dias. Depois, poderá decidir se quer ir embora ou se quer ficar comigo. - Como assim? - Você ficou parecido com um negro que foi meu na- morado, na minha juventude. Esse era o propósito inicial das minhas experiências com o “Beleza Mortal”. Transformar um rosto feio em um bonito. Mas o objetivo principal era clonar o meu namorado. Por isso, te tirei das ruas. Queria tornar você o mais parecido com ele. - E eu fiquei? - Ficou melhor. Você está muito mais bonito, sabia? Quem te viu, quem te vê. - Agora, me deixou curioso para me ver no espelho. - Amanhã. Prometo. Mas agora, descanse. Vou te apli- car um sedativo, viu? - E as duas mocinhas? Que fim levaram? - Eram peças defeituosas. Eliminei-as. - Matou-as? - Sim. Ambas. Quero fazer uma cópia tão inteligente quanto eu. Estou cada vez mais perto disso. - Porra, você é uma assassina, tanto quanto o padre. - É para o bem da Ciência, meu anjo. Eu as criei, eu as destruí. Simples assim. - Você é doida. Aí o negro sentiu a fisgada no ombro. Pouco depois, adormecia. Acabara de ser sedado. A mulher que lhe aplicara a injeção, no entanto, assim que ele dormiu, perguntou: - E então, o que a senhora achou da minha atuação?
  • 69. EHROS TOMASINI 69 A médica Maria Bauer, que estivera em silêncio o tem- po todo perto deles, respondeu: - Muito boa. Quase perfeita. O composto alterou mes- mo a tua inteligência e te deixou com a voz mais parecida com a minha. E não há mais o risco de morte para você. Nem precisará mais tomar porra para sobreviver. Pena que não pude fazer isso por tua irmã. O sangue dela já estava muito deteriorado. - Tudo bem. Eu sinto por minha irmã. Mas a senhora cumpriu sua palavra para comigo. - Sim. Deixei-te o jovem negro vivo, como me pediu. Apaixonou-se por ele? - Sim. Eu o amo. Desde a primeira vez que o vi. É ver- dade que se parece com o teu primeiro namorado, como me disse? A médica esteve pensativa. Depois, confessou: - Não. Meu primeiro namorado foi Antônio, o moto- rista do jovem Santo. Santo é nosso filho. Mas ele ainda não sabe disso. No entanto, precisamos contar isso a ele, eu e o pai dele. - Que pretende fazer agora, mãe? - Eu vou me entregar à Polícia Federal. Ficarei presa por uns tempos, mas usarei os equipamentos deles para apri- morar a fórmula. Faça o mesmo com o que te deixei. Você tem inteligência suficiente para continuar meu trabalho. Por- tanto, seja feliz com o homem que escolheu para viver. Mas terá de conquista-lo. Ele era casado, antes. E com uma bela mulher. - Eu saberei fazê-lo esquecer-se dela. Pode deixar co- migo. - Boa sorte, então, garota. Estou indo. Já sabe o que fa- zer com Lázaro, se o teu homem não tiver coragem. - Se ele não tiver coragem, eu mesma mato o padre.
  • 70. O DETETIVE CEGO70 Boa sorte, mãe. - Não me chame mais de mãe. Agora, você sou eu, lem- bra-se? As duas se abraçaram. A mais jovem chorou. A outra acariciou seus cabelos brancos, depois foi embora. EPÍLOGO Dois dias depois, Alaoh despertou. Foi presenteado por um café na cama. Mas estava doido para tirar as bandagens dos olhos. Ela deu-lhe comida na boquinha, antes de fazer o que ele estava querendo. Depois, o guiou até uma enfermaria. Quando lhe tirou a venda, o cara demorou um pouco a en- xergar. Ainda estava cego. No entanto, aos poucos a sua visão foi voltando. Viu o clone da médica radiante à sua frente. Ela estava linda. E o beijou na boca. Ele a confundiu com a dou- tora. Perguntou: - Quer dizer que não vai envelhecer mais? - Vou sim, amor, assim como você. Mas não precisarei mais tomar meu “leitinho” diário para isso. - É uma pena. Acordei com um tesão danado. Ele ainda estava só de cuecas e ela olhou para o volume do seu cacete. No entanto, disse: - Aguente mais uns dias, para não forçar a cirurgia. Aí, eu serei toda tua. Ele olhou em volta. Estavam numa mansão enorme, ri- camente mobiliada. Ele perguntou: - Onde estamos? - Itália. A casa é nossa. A doutora Bau... quero dizer: a Ordem das Irmãs de Maria Madalena a deixou para nós. - Uau, uma bela mansão. Estou vendo piscinas, um enorme jardim... - Tudo nosso. Viveremos bem aqui, só nós dois. - Disse
  • 71. EHROS TOMASINI 71 ela, se chegando para ele. - Você disse que... o padre... - Sim. Venha comigo. Eu te mostrarei o quanto ele está indefeso. Pouco depois, estavam defronte da cela onde o padre estava encarcerado e todo acorrentado. Este, ao ver a jovem, rugiu: - Maldita traidora. Me pegou de surpresa. Mas eu hei de me vingar. O negro deu um sorriso vitorioso. Disse para o assas- sino: - Você acaba de me lembrar da promessa que te fiz: a de te matar, seu maldito assassino. - Eu não temo mais a morte, cachorro. Essa filha da puta matou minha esposa na minha frente. Degolou-a com meu próprio punhal. E não aplicou em mim a fórmula que me faria parar de morrer a cada dia. Então, pode me matar. Eu não me importo. - Dê-me o punhal. - Pediu o negro àquela que ele acre- ditava ser Maria Bauer. Esta tirou da cintura a arma branca e entregou a ele. O padre a olhava com ódio. Alaoh abriu a cela e se aproximou dele. O cara não reagiu. Então, o negro disse: - Eu poderia mata-lo facilmente, e cumpriria minha promessa. Mas prefiro te entregar à Polícia Federal. - Cassandra e a Polícia, além de tua mulher, acham que você está morto, Alaoh. - Disse a “médica” - Nós fornecemos provas concretas para eles. Eu mesma filmei você sendo em- purrado do avião. Depois, Lázaro explodiu o avião no ar, logo após saltarmos. Ainda estão à procura dos nossos corpos no mar, perto dos destroços da aeronave. Mas não vão encontrar nada, claro. - Quer dizer que eu estou morto? - Sim, nunca vão achar teus restos mortais, no entanto. Um dia, se quiser voltar ao Brasil, pode recuperar tua identi-
  • 72. O DETETIVE CEGO72 dade, por causa desse detalhe. - Então, deixemos esse filho da puta vivo. Depois, o en- tregamos a Cassandra. - Como quiser, amor. - Disse a mulher de cabelos bran- cos, tomando o punhal das mãos do negro. - Você o chamou de... amor? - Perguntou Lázaro. A jovem se viu descoberta. O padre havia percebido que ela não era a verdadeira médica. Por isso, antes que ele dissesse seu segredo ao negro, agiu rápido. Desferiu um golpe de punhal que abriu a garganta do padre Lázaro. O sangue jorrou longe. Ele ficou de olhos esbugalhados, olhando para ela. Depois, desmoronou no chão. Alaoh ainda estava surpre- so. Tomou-lhe o punhal das mãos e perguntou: - Porra, por quê fez isso? - Ódio. Tinha ódio dele. Você não sabe o que passei com esse assassino. - Você está se tremendo. Vai ter um treco... - Foda-me. - O quê? - Foda-me. Depressa. Estou com vontade de gozar. - Mas você disse... - Não tem nada a ver com o composto, porra. Descobri que fico excitada quando mato alguém. Preciso de rola. - Você é doida. - Doida por rola, caralho. Para de falar e me fode. Alaoh estava de cacete duro. Despiu-a ali mesmo, den- tro da cela. Enfiou seu cacete na xana dela de forma urgente. Estranhou achar a vulva mais apertada do que quando fodeu com a verdadeira médica, mas claro que não reclamou. Pen- sou que ela devia ter feito algo para voltar a estar apertadi- nha, de novo. Ela estava num cio louco. Jogou-o de cima de si e montou nele. Cavalgou-o com fúria, como se fosse sua última foda. O negro sentiu o sangue do padre Lázaro tocar
  • 73. EHROS TOMASINI 73 em seu corpo deitado no chão, mas não ligou para isso. Con- centrou-se na foda. Ela tirou seu enorme caralho da boceta e colocou-o na bunda. Enfiou-se nele com pressa de gozar. Deu um urro quando sentiu toda a trolha lhe penetrar bem profundo. Aí, o cara não aguentou se prender mais. Gozou. FIM DA SÉRIE.