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EHROS TOMASINI 1
VICIADA EM SEXO2
EHROS TOMASINI 3
EM DOMICÍLIO – Parte 01
Tudo começou de forma inusitada: minha namorada ti-
nha uma irmã que, depois de sofrer um AVC, estava se-
miparalisada encima de uma cama. Com a doença, o muco
da vagina começou a ficar ressecado. A pobre vivia cheia de
feridas na parte interna da genitália. Cremes vaginais, os
mais variados, foram utilizados para lubrificar o sexo dela,
mas sem resultados aparentes. Um dia, uma médica sugeriu
que se tentasse uma relação sexual casual, para ver se resol-
via o problema. Foi quando eu e minha namorada tivemos o
seguinte diálogo:
- Você pode quebrar esse galho, amor? Basta transar
umas duas vezes com ela, não mais que isso...
- Está oferecendo tua irmã enferma para que eu transe
com ela, Karla?
- São ordens médicas, amor. A coitada está sofrendo
com a mucosa vaginal em carne viva. Tenho pena dela.
VICIADA EM SEXO4
- Mas ela tinha um namorado, antes de sofrer o AVC.
- Sim, sim. Mas aquele puto deixou de vir aqui, depois
que foi morar na casa de uma amiga dele. Depois, ouvi dizer
que está com um amante. O cara virou puto e Carminha não
irá mais querer saber de conversa com ele.
- Você me deixa numa situação difícil. Ela ainda reco-
nhece as pessoas?
- Às vezes. Outras, parece um vegetal. Não fala nada,
nem escuta quando falamos com ela.
- Vou ter que usar camisinha? Você sabe que eu detesto.
- Você não poderá usar, pois é arriscado à peça de bor-
racha colar na pele da vagina e causar mais danos.
- Não posso untar com uma quantidade maior de cre-
me?
- Melhor não. Qual o problema? Tem nojo de transar
com ela porque a pobre está toda esfolada por dentro?
Eu me calei. É que eu tinha mesmo uma certa repul-
sa de transar com alguém cuja vagina estava em carne viva.
Também temia pegar alguma doença sexual transmitida por
ela. Ou, até, transmitir-lhe alguma enfermidade, sei lá. O fato
era que eu não me sentia à vontade. Mas concordei:
- Está bem. Quando devo transar com ela?
Karla atirou-se em meus braços e me deu um longo
beijo. Depois, disse:
- Quando minha outra mana chegar, eu peço ajuda a
ela para dar um banho demorado em Carminha. Faremos o
asseio e depois a devolvemos à cama. Não vou dizer à minha
irmã o que combinamos, pois tenho certeza de que ela não
concordaria. Betânia é muito puritana. Então, quando ela es-
tiver dormindo, ligo para você e você vem de madrugada.
Transa com Carminha e depois vai embora, está bem?
Já passava da meia-noite e eu tomava umas cervejas
num bar próximo à casa de minha namorada. Ainda não
EHROS TOMASINI 5
estava totalmente convencido de que deveria transar com a
enferma. Na verdade, eu a havia conhecido antes de conhecer
Karla. Só que, na época, ela já tinha esse namorado que se
escafedeu, depois que ela ficou doente. Eu a encontrei, certa
vez, numa boate. Ela estava com Karla, mas era muito mais
boazuda do que minha atual namorada. Eu havia me senta-
do numa mesa próxima às duas e tentava atrair a atenção de
Carminha, que era a mais jovem e bonita das duas. Quando
começou a tocar uma música internacional bem romântica,
tomei coragem e fui chamá-la para dançar. Ela, simplesmen-
te, entronchou a cara e nem me deu atenção. Então, Karla
disse:
- Minha irmã está esperando o namorado. Mas eu es-
tou disponível. Vamos dançar?
Eu fui. E fiz questão de demonstrar meus dons de dan-
çarino, querendo impressionar Carminha. Mas, como a mú-
sica era lenta, só me restou dançar “enfiado” com Karla. Ela
adorou. Agarrou-se mais a mim e não me deixou sair quando
a melodia acabou. Também não soltou a minha mão, quando
disse:
- Vamos para a minha mesa?
Fui. Chegando lá, Carminha estava brigando com o
namorado, que chegara atrasado. Karla fez as apresentações,
mas ela não deu a mínima para mim. O namorado dela, no
entanto, era um cara bem simpático. Apertou minha mão
com entusiasmo e pediu uma cerveja para mim, pois todos
estavam tomando da boca da garrafa. Veio atender-nos uma
morena muito bonita e de corpo sarado. Parecia malhar ao
menos duas vezes ao dia. O cara apresentou:
- Essa é minha prima, Dorinha. Tem virado noites tra-
balhando em bares e boates, pois está para casar. Quer juntar
uns trocados para comprar a mobília.
Apertei a mão da morena e dei-lhe os parabéns. Ela ti-
nha uma expressão envergonhada no rosto. Baixou o olhar e
evitou nos encarar. Depois, saiu de perto da gente e foi aten-
VICIADA EM SEXO6
der outros clientes. O cara perguntou:
- Gostou da minha prima?
- Ela é muito simpática – Respondi.
- Pois eu estava brincando: ela não está para casar. Está
passando uma má fase e, por isso, tem trabalhado à noite.
Quer que eu a ajeite pra tu?
Antes que eu dissesse qualquer coisa, Karla adiantou-se
e me surpreendeu:
- Ele está comigo, Duda. E não precisa que você seja
seu cafetão.
O tal Duda deu uma gargalhada. Pediu-lhe desculpas
e disse que estava brincando. Carminha agarrou-se a ele e o
beijou. Karla fez o mesmo comigo. Eu fiquei surpreso, mas
correspondi ao beijo. Pouco depois, parecíamos um casal que
já se conhecia havia tempos. Beijamo-nos várias vezes e eu
deixei de estar olhando furtivamente para as grossas pernas
da irmã dela. Aí, Duda chamou novamente a prima, para pe-
dir-lhe quatro cervejas de uma vez.
Quando a morena trouxe as garrafas numa bandeja, fez
questão de ficar entre mim e Karla. Cada vez que destampava
uma cerveja (ela fazia questão de abri-las em câmera lenta),
encostava a enorme buceta em meu ombro e fazia pressão.
Parecia até que estava esfregando a tabaca em mim de pro-
pósito. Eu me afastei um pouco, querendo disfarçar a ousadia
dela. Ela voltou a pressionar a xoxota em mim outras vezes.
O tal Duda percebeu. Piscou-me um olho. Fiz-lhe o mesmo.
A partir de então, todas as vezes que pedíamos cerve-
jas, Dorinha repetia a safadeza. E eu gostando. Aí, depois de
estar aos cochichos com o namorado, Carminha se levantou
e chamou a irmã para irem à toalete. Quando sumiram de
vistas, o cara me perguntou:
- Quer que eu fale com minha prima para vocês dormi-
rem juntos? Vi que ela gostou de você.
EHROS TOMASINI 7
- E o que eu faço para me livrar da Karla? Não, não.
Basta que você passe o número do meu telefone para tua pri-
ma. Peça para ela me ligar amanhã.
- Não, caralho. Eu limpo tua barra com as meninas –
Prometeu ele. - Aproveita que elas foram ao sanitário e vá
embora. Eu invento uma desculpa qualquer quando volta-
rem.
- Sair sem nem falar com tua prima? Trocar o certo
pelo duvidoso? Dá não, cara.
- Okay, me dá teu número. Você fuma?
- Sim, mas não sou viciado.
- Vá comprar uma carteira de cigarros para a gente. E
fique atento ao celular. Depois, quando voltar dos cigarros,
você me diz se fica ou se vai embora, tá?
Saí da boate e não demorei a achar um fiteiro. Acendi
um branquinho e dei um tempo. Meu celular tocou.
- Alô?
- Oi, sou Dorinha, a garçonete. Meu primo disse que
você queria falar comigo...
- Oi, Dorinha. É verdade. Fiquei doido para te dar uns
amassos, depois que você ficou se encostando em meu om-
bro. Ainda tenho o cheiro da tua buceta impregnado nele.
Está afim de sair comigo?
- Eu só largo quando terminar a festa na boate. Lá por
volta das três da madrugada. Vai me esperar? Eu moro sozi-
nha. A gente pode ir lá pra casa.
- Tem algum bar por perto onde eu possa te aguardar?
Não quero voltar para a boate.
- Tem como anotar um endereço? É o da minha casa.
Fica perto. Você me espera lá. Irá encontrar a chave debaixo
do tapete da porta dos fundos.
Pouco depois, eu estava dentro de uma casa modesta,
localizada nas redondezas. A morena era organizada e man-
VICIADA EM SEXO8
tinha a mobília limpa. Vi um quadro na sala onde uma meni-
na de uns dez anos posava graciosamente para a foto. Devia
ser filha dela. Curioso, vistoriei todos os cômodos e até abri
o guarda-roupa. Não havia vestes infantis, dentro. Também
abri a geladeira à procura do que beber. Só havia umas gar-
rafas de água e algumas poucas frutas. Naquele momento,
apurei os ouvidos e escutei um som de música brega vindo
de longe. Saí à procura da origem do som. Achei um bar bem
esculhambado, com muita gente bebendo na frente, cantan-
do ou remexendo o esqueleto por causa das músicas que to-
cavam. Comprei um pacote de latões de cervejas e voltei para
a casa de Dorinha.
Quando ela chegou, eu já estava na terceira lata. Ela
tinha a fisionomia de quem estava cansada. Disse-me:
- Olha, eu me arrependi de ter te convidado para cá.
Estou muito esgotada, cara. Doida para tomar um banho e
cair na cama. Você ficaria chateado se eu te mandasse em-
bora?
Claro que fiquei. Mas não sou muito de insistir. Pedi
desculpas por a estar incomodando tão tarde da noite e fui-
-me embora, sem aceitar um beijinho que quis me dar. Eu
estava arrependido de ter comprado as cervejas, mais ainda
por ter deixado a maioria lá. Mas ainda tinha algum dinheiro
no bolso. Voltaria ao bar brega onde o ambiente era carre-
gado, com a maioria das mulheres com cara de vigarista. Os
machos eram mais mal-encarados ainda. Pareciam assaltan-
tes ou viciados em maconha e drogas baratas. Acomodei-me
a uma das mesas e uma negra visivelmente bêbada veio até
mim:
- Paga uma bebida pra mim, peixe?
- Eu nem pedi a minha, ainda.
- Então, pede duas: uma pra mim outra pra tu. E me dá
um beijo.
Olhei para a negra. Definitivamente, não fazia meu
EHROS TOMASINI 9
tipo. Não por ser negra, mas por estar com um fedor nause-
abundo de cachaça pura. Declinei das duas coisas: do beijo e
de pagar-lhe a cerveja. Uma coroa veio me atender. Parecia a
dona da bodega. Perguntou:
- Vai querer alguma coisa? Mas tem que ser rápido no
consumo pois estou fechando.
- Então, não vou querer nada, senhora. Detesto beber
apressado e sendo enxotado do estabelecimento. Deixe para
outro dia. Obrigado.
Aí, meu celular tocou. Reconheci o número. Era Dori-
nha. Perguntou-me:
- Ainda está por perto? Perdi o sono. Fiquei afim de
uma trepada.
Claro que voltei para a casa dela. Ela me atendeu à por-
ta, já toda nua. Bebia uma cerveja. Perguntou se eu também
queria. Eu disse que sim. Ela derramou o líquido gelado na
minha cabeça. Mesmo com a roupa molhada, aproximei-me
dela e a beijei com volúpia, enquanto esfregava o dedo em
sua racha. Ela soltou a lata de cerveja que segurava no chão,
derramando-a um bocado, e abriu mais as pernas. Estava an-
siosa para gozar. Pediu-me que eu apressasse a masturbação:
- Vai. Esfrega minha buça. Mais rápido! Mais rápido,
porra. Quero gozar nesse dedo....
As pernas dela tremeram. Puxou-me em direção a uma
parede encostou-se nela. Aproveitei para lamber um dedo da
outra mão e enfiar em seu cuzinho, sem parar de masturbá-la
com velocidade e força. Ela gemeu mais alto. Pediu meu dedo
molhado de seu mel em sua boca. Disse que precisava sentir
seu próprio sabor. Fiz o que queria. Ela lambeu meus dedos
com gula, depois pegou no meu cacete, mesmo eu ainda es-
tando vestido. Masturbou-me seguindo o mesmo ritmo da
siririca que eu lhe tocava. Abriu meu fecho e virou-se de cos-
tas. Abracei-a por trás. Ela retirou meu cacete duríssimo com
as duas mãos e o apontou para o cuzinho, enquanto eu lhe
VICIADA EM SEXO10
beijava o cangote. Continuei friccionando o dedo em sua ra-
cha. Esguichou em meu dedo, enquanto encaixava o ânus em
minha glande. As pernas lhe tremeram novamente e ela qua-
se cai de joelhos, enquanto meu membro escapava de suas
pregas. Aí, agachou-se entre minhas pernas e colocou meu
caralho na boca. Disse que ele era enorme e tinha gosto bom.
Engoliu-o quase que totalmente, até engasgar. Havia tocado
com meus pentelhos nos lábios, numa garganta-profunda.
Depois ficou me masturbando apenas com a boca, introdu-
zindo meu king size goela adentro. Sua garganta era quente e
eu logo tive vontade de gozar. Quando meu pau inchou mais,
ela implorou:
- Goza, bem. Goza gostoso. Me inunda de porra.
FIM DA PRIMEIRA PARTE.
EHROS TOMASINI 11
EM DOMICÍLIO – Parte 02
Quando terminamos de foder, ela bem dizer correu
para o banheiro. Tomou um banho urgente, como se
estivesse com nojo da minha gala. Colocou um dedo na
garganta e forçou o vômito. Fiquei encostado no umbral
do banheiro, vendo sua agonia. Quando ela terminou de
botar meu esperma para fora, perguntei:
- O que houve? Tem repulsa a porra?
Ela ficou respirando com dificuldades depois lavou a
boca. Finalmente, disse:
- Não, amor. Tenho alergia a sêmen. Se não botar
para fora, passo uns dias com infecção intestinal.
- Vôte! Nunca vi isso.
- Desde pequena, sou assim.
- E, por acaso, você chupa desde pequena, para dizer
isso?
- Chupo, sim. Eu tenho cinco irmãos, todos homens.
VICIADA EM SEXO12
Sou a caçula. Por isso, abusavam de mim, quando eu era
pequena. Mas logo me acostumei. Então, passei a exigir a
porra deles todos os dias. Um deles era muito rapariguei-
ro, trepava com mulheres diferentes e bem putas, diaria-
mente. Acho que me transmitiu alguma doença venérea.
- Nunca procurou um médico?
- Cadê grana para isso? Ainda fui a um, mas o merda
exigiu que eu lhe chupasse, quando lhe contei meu proble-
ma. Desde então, evito esses pulhas.
Ela saiu do banheiro e caminhou nua até sua bolsa,
que estava sobre o sofá. Abriu-a, retirou uma carteira de
dentro e pegou um dinheiro. Aí, me perguntou:
- Quanto te devo?
Estranhei a pergunta. Respondi com outra:
- Como assim?
Ela demorou um pouco a responder, penteando os
cabelos:
- Duda me disse que você faz programas. Achei que
iria me cobrar.
Olhei para ela mais espantado ainda. Fiquei alterado:
- Que história é essa? Ele devia estar brincando,
quando te disse isso. Eu nem conheço aquele cara. Ele é
um mentiroso, isso sim.
- Não vai querer a grana?
- Claro que não!
Ela voltou a guardar o dinheiro. Ficou um tempo
pensativa. Depois, perguntou:
- Também não conhece aquelas duas?
- A primeira vez que as vi foi hoje. Por quê?
Ela não respondeu. Continuou pensativa. Acendeu
um cigarro, tirado da bolsa feminina. Depois, sentou-se
no sofá de pernas cruzadas. Finalmente, falou:
- Olha, por hoje, chega. Gostaria que fosse embo-
ra. Não costumo trazer machos em casa. Fi-lo por causa
EHROS TOMASINI 13
do meu primo. Obrigada pela trepada gratuita. Eu estava
mesmo precisando.
Pela segunda vez, naquela noite, eu havia sido dis-
pensado por ela. Mesmo assim, ainda insisti:
- Achei que iria ficar por aqui, até minhas roupas
sujas de cerveja derramada enxugasse.
Ela levantou-se do sofá e entrou no quarto. Voltou
com uma parelha de roupas novas. Entregou-me-as. Disse:
- Eram de meu marido. Não precisa devolvê-las. En-
coste a porta, quando sair, por favor.
Já fora da casa dela, olhei para o relógio de pulso.
Já ia dar quatro da madrugada. Resolvi-me a ir para casa.
Andei pelas ruas desertas torcendo para que viesse um
táxi, pois não havia Uber naqueles tempos. Depois de uma
caminhada de mais de meia hora, quando já estava perto
do meu endereço, uma viatura parou a alguns metros de
mim. Dela, desceram dois policiais e barraram meu cami-
nho. Um deles perguntou:
- O que faz na rua a esta hora, rapaz?
- Não encontrei condução.
- Mostre os documentos, por gentileza.
Enquanto eu procurava a minha carteira de identi-
dade, solta num dos bolsos, desceu da viatura uma negra
atlética. Tomou o documento das mãos de um policial que
tinha me ajudado a encontra-lo, apalpando meus bolsos
por fora das calças. Ela deu uma olhada e leu em voz alta:
- Felipe Bastos, 31 anos de idade, sem pai conhecido.
Trabalha, jovem?
- Sim, senhora – Eu disse, encarando a sargento,
uma negra bonita e musculosa que devia ter uns quarenta
e poucos anos. – Sou web designer.
- Muito bem. Eu sempre quis entender mais de dese-
nho, mas não tive chances de me aprofundar na arte. Mora
por perto?
VICIADA EM SEXO14
- Na próxima quadra, senhora.
- Mora sozinho?
- Isso importa, senhora?
- Depende da resposta.
Titubeei um pouco, antes de responder:
- Moro sozinho desde o falecimento de minha mãe.
Como deve ter visto nos meus documentos, não tive pai.
- Tua mãe deve ter sido uma mulher de bem. Você
tem uma boa profissão. Está liberado – disse-me ela, me
entregando minha carteira de identidade e outros perten-
ces que tirei dos bolsos.
Agradeci, recoloquei minhas coisas de volta de onde
as tinha tirado e já ia saindo, quando ela perguntou:
- Não se lembra de mim, rapaz?
Parei e olhei em sua direção. Nunca a tinha visto na
minha vida, tinha certeza disso. Balancei negativamente a
cabeça. Ela fez um gesto com a mão, indicando que eu se-
guisse meu caminho. Mas aquela pergunta dela me deixou
encucado. Eu costumo ter boa memória. Não esqueceria
um rosto tão fácil.
Cheguei em casa – um pequeno apartamento num
bairro popular do Recife – e tomei um banho. A more-
na Dorinha não me saía da cabeça. Mas não me mastur-
bei. Liguei a tevê e assisti um pouco. Não estava passando
nada que me interessasse. Então, finalmente caí na cama.
Era um sábado e eu não trabalhava naquele dia. Acho que
dormi por duas horas. Acordei com o toque alto da minha
campainha. Levantei-me ressacado, vesti uma bermuda e
fui atender. Eu costumava dormir só de cueca, por conta
do calor. Deparei-me com a sargento, à paisana, na minha
porta. Estranhei sua presença:
- Ao que devo o prazer da visita?
- Posso entrar?
Mesmo cismado, deixei que entrasse. Ela sentou-se
EHROS TOMASINI 15
em uma de minhas velhas poltronas e perguntou:
- Não se lembra mesmo de mim, jovem?
Estive avaliando-a novamente: negra de tez quase
azulada, dentes alvíssimos, cabelos curtos e de corte reto
no topo, bustos firmes, cintura fina e ancas largas. Não, eu
nunca a tinha visto. Disse isso a ela. Ela aquiesceu:
- Tudo bem. Vejo que sou mesmo discreta e isso é
bom para a minha profissão. Mas estive bem perto de você
naquela boate, ontem à noite. Estava acompanhada de um
coroa gordo, de óculos escuros.
Agora, sim, eu me lembrei dela. Muito mais por cau-
sa da figura que estava consigo, de óculos escuros em plena
noite. Como não sou de azarar mulheres acompanhadas,
não havia lhe dado muita atenção. Confirmei que a tinha
visto. Ela sorriu, satisfeita. Depois, tentou me tranquilizar:
- Não se preocupe, não estou atrás de você e sim de
uma dupla que age naquela espelunca. Andei te seguindo.
Vi que esteve no puteiro e depois na casa da garçonete.
Quem mais estava com vocês?
Demorei a responder. Estava muito cismado com a
policial. Enchi o peito de ar e quis saber:
- Estou sendo investigado?
- Não, não. Mas preciso de você para resolver um
caso intricado. Então, peço humildemente a tua colabo-
ração.
- Do que se trata?
- Tráfico de drogas pesadas, coisa nova no merca-
do. Venho investigando a garçonete e o que se diz primo
dela. Da mulher, ainda não temos evidências. Do tal Duda,
conseguimos provas do envolvimento dele com uns trafi-
cantes da pesada.
- Não curto drogas. Mas também não vou me envol-
ver com essa tua investigação. Parece ser coisa perigosa e
tenho amor à minha vida.
- É justo. Mas só quero saber se viu algo suspeito na
VICIADA EM SEXO16
casa da garçonete. Do marmanjo, cuidamos nós.
- Mesmo se eu tivesse visto, te dizer seria me envol-
ver com essa turma barra pesada. Não, obrigado. Não te-
nho porque te ajudar. E mais: o que ganho com isso?
- Nada. Absolutamente nada. Só a certeza de dormir
com a consciência tranquila.
- Ah, eu já faço isso todos os dias, dona. Não tenho
nem preocupações financeiras, graças a Deus. Desculpe,
mas não vai me convencer dessa forma. E sinto muito, mas
gostaria de continuar meu sono.
Ela levantou-se imediatamente. Disse:
- Errei em te contatar. Porém, te dou um conselho: –
disse ela, olhando fixamente para mim – Afaste-se daquela
dupla. Não poderei te proteger, se continuar tendo contato
com eles.
Agradeci-lhe a preocupação e fui leva-la até a fren-
te do prédio de três andares onde eu morava. Ela tinha
seu carro particular estacionado na rua. Despedimo-nos
e, quando ela abriu a porta para entrar no veículo, um ou-
tro parou do outro lado da rua. Havia dois sujeitos dentro
dele. Percebi que o motorista apontava um revólver para
as costas dela. Gritei:
- Cuidado, senhora!
A policial se atirou no chão sem nem mesmo olhar
em direção ao cara armado. Enquanto caía, sacou uma
arma de sob as roupas. Já se chocou com o chão atirando.
O motorista levou um balaço na têmpora. Antes de arriar
sobre o volante, no entanto, atirou a ermo. Eu fui atingido
no flanco por um balaço. Gritei de dor. Ouvi mais dois
tiros e pneus cantando. Perdi a consciência. Caí de joelhos
no chão. Ainda vi a policial correndo em minha direção.
Depois, não vi mais nada.
Quando despertei, estava com o tórax enfaixado.
EHROS TOMASINI 17
Abri lentamente os olhos e vislumbrei alguém sentado à
beira da cama. As vistas ainda estavam turvas, mas reco-
nheci a policial. Ela cochilava, sentada à borda do leito.
Mas percebeu que eu havia me mexido. Despertou e sau-
dou-me:
- Boa noite, belo adormecido. Finalmente, desper-
tou.
- Onde estou?
- Numa clínica de repouso, não se preocupe.
- Não tenho plano de saúde.
- Sim, andei procurando um em tuas coisas. Não
esquente. Eu pago teu tratamento. Afinal, te devo minha
vida.
- É, e por pouco eu não te devo minha morte. Isso
não teria acontecido, se não houvesse me procurado.
- Tem razão, desculpe-me. Mas os tiros eram diri-
gidos a mim, e não a você. Nem sabiam da tua existência.
- Como pode ter certeza disso?
- Interroguei um dos agressores. Ele não quis falar,
com medo de ser silenciado. Mas disse que não pretendia
te ferir.
- Mas, agora, estou envolvido. O que pretende fazer
para me proteger?
- No momento, não devemos ser vistos juntos. Você
vai continuar a agir normalmente, como se tivesse sido
vítima de uma bala perdida. Vou colocar alguém para te
vigiar dia e noite. Alguém da minha confiança.
- Quem?
- A minha própria filha.
A filha da policial era belíssima, apesar de parecer
muito machona para o meu gosto. Depois que tive alta do
hospital, apareceu na minha casa com dois revólveres na
cintura e me dando ordens: não queria que eu recebesse
visitas, exigia que eu tivesse um treinamento militar inten-
VICIADA EM SEXO18
sivo mesmo estando ferido, e que eu deveria estar sempre
vestido. Só depois é que eu soube que o tamanho do meu
pau a incomodava. Ela quase não olhava em direção a ele,
mandando-me cobrir o bicho, sempre que estava por per-
to. A essa ordem, não atendi. Fazia questão de estar com
ele à mostra, toda vez que eu via que ela se sentia incomo-
dada.
Mirtes era tão negra quanto a mãe. Bem mais magra,
tinha o corpo dentro dos padrões de beleza atuais: nem
gorda, nem esquelética. Não gostou de mim. Fez questão
de dizer, desde o primeiro dia de acompanhamento, que
estava ali só a pedido da mãe. Não me estendi sobre o as-
sunto, até porque ela cuidava de mim muito bem. Dava-
-me até comida na boquinha. Quase não dormia, atenta
a tudo em volta. Ficava olhando por uma fresta da janela
do apartamento, talvez esperando que alguém fosse nos
atacar.
Dois dias depois, a mãe chegou e pediu que ela fosse
descansar em casa. Ela preferiu dormir no meu sofá. Pe-
gou no sono, imediatamente. Aí, a coroa se aproximou de
mim, examinando minhas ataduras. Disse:
- O ferimento está quase sarado. Sequinho e fechado
que é uma beleza. Chegou a transar com minha filha?
- Como é que é?
- Mirtes é tarada. Não iria ficar esses dias sem tran-
sar. Trepou com ela?
- Claro que não! Também não tivemos nenhuma ati-
tude libertina, se é o que quer saber. Ela fez questão de me
dizer que estava aqui obrigada, apesar de me tratar bem.
A policial sorriu. Balançou a cabeça em tom de con-
cordância, antes de dizer:
- É assim que ela age quando gosta de alguém.
Tentei estender a conversa, mas a negrona fugiu
dela. Depois, disse que ia à cozinha, preparar alguma coi-
sa. Estava vestida com o fardamento da Polícia e parecia
EHROS TOMASINI 19
estar com calor. Ficou conversando comigo, lá da cozinha,
fazendo-me preguntas triviais sobre minha profissão, grau
de estudos, essas coisas. Do quarto, nem sempre eu en-
tendia o que ela perguntava. Pedia para que repetisse. Foi
quando coloquei um calção de tecido fino e resolvi ir mais
para perto dela. Para minha surpresa, ela mexia um cal-
deirão de sopa nuazinha, sem uma peça de roupa sequer.
Quando me viu, colocou uma mão cobrindo os seios e,
com a outra, tapava o sexo. Parecia envergonhada do pró-
prio corpo. Eu disse:
- Relaxe. Agora, eu já vi. E desculpe-me, mas eu não
sabia que estava pelada.
Ela tratou de pegar suas roupas, jogadas sobre uma
cadeira da cozinha, deixando-me ver sua bundona re-
donda. As peças caíram no chão. Quando ela se inclinou
para apanhá-las, empinou aquele bundão para o meu lado.
Pude ver suas pregas. Agora, sim, meu caralho deu um
pulo. Ficou forçando o calção de tecido fino e dava-se
perfeitamente para ver minha ereção. Então, ela desistiu
de pegar as roupas. Virou-se de frente para mim e já não
cobria suas partes pudicas. Seus olhos procuraram meu
volume dentro do calção. Sorriu e disse-me:
- Mexa um pouco a sopa, senão gruda no fundo da
panela.
Fiz o que ela disse, enquanto ela se aproximava de
mim. Acercou-se por trás e meteu a mão dentro do meu
calção, fungando meu cangote. Eu me arrepiei todo. O pau
deu um pulo em sua mão. Ela foi baixando a boca, me
beijando as costas, até que tocou um pouco acima da re-
gada de minha bunda. Soltou meu caralho e baixou meu
calção com as duas mãos. Abriu bem minhas nádegas e
lambeu meu buraquinho. Gemi de prazer, pois ninguém
nunca havia feito aquilo comigo. Ela levou uma mão ao
botão do fogão e apagou o fogo. Depois, me virou de fren-
te para ela, após se livrar do meu calção, jogando-o sobre
VICIADA EM SEXO20
as roupas dela, que estavam no chão. Só então, abocanhou
o meu falo.
A coroa era muito sensual. Chupava, lambia, me
masturbava com ambas as mãos e ainda a goela. Minhas
pernas tremeram, pois eu ainda estava fraco da perda de
sangue. Chamei-a para a cama, mas ela pareceu não ouvir.
Pouco depois, eu sentia o orgasmo aflorando meu âmago.
Ela dizia, mesmo com o pau na boca:
- Goze, meu anjo. Quero sentir teu gozo na minha
goela. Eu adoro engolir porra de macho. Fode minha gar-
ganta, fode, fode, fode, fodeeeeeeeeeeee...
Eu gozei. Foi uma gozada cavalar. Senti as vistas es-
curecerem e tentei me apoiar na mesa da cozinha. Fui ao
chão, levando algumas cadeiras junto.
FIM DA SEGUNDA PARTE
EHROS TOMASINI 21
EM DOMICÍLIO – Parte 03
Mirtes acordou assustada. Correu para a cozinha e nos
viu totalmente despidos. Ralhou:
- O que está acontecendo, mainha? Não me diga que já
se aproveitou do rapaz!?
- E daí? Você teve sua chance. Apenas fui mais objetiva.
E não adianta ficar com essa cara amuada: venha me ajudar a
carrega-lo para a cama.
- Mesmo a contragosto, a negrinha veio ajudar a mãe.
Ainda zonzo, senti-me ser transportado e deitado na cama.
A cabeça girava e eu não conseguia reagir. Meu curativo do
flanco foi arrancado às pressas. A jovem reclamou:
- Olha praí, mainha, o ferimento reabriu. A senhora
não devia ter feito isso com ele.
- Ele gostou, pode acreditar. Mas não vamos chamar
ninguém para fechar esse corte. Eu mesma vou suturar isso.
- Ele ainda está consciente. Precisamos aplicar-lhe uma
VICIADA EM SEXO22
anestesia.
- Pois fique aqui com ele. Vou à farmácia, comprar ga-
zes e ataduras, além de álcool e uma agulha de sutura. Apro-
veito e vejo se tem anestesia. Se não encontrar, vou ter que
costurá-lo a cru.
Então, não vi mais nada. Acho que desmaiei de fraque-
za. O ferimento não doía. Ainda senti a negra Mirtes pegar
em meu cacete, mas não sei o que ela fez com ele. O fato é
que acordei já de noite, com o curativo renovado. Percebi que
as duas ainda estavam dentro da casa. A policial disse para a
filha:
- Ele acordou. Traga-lhe um prato de sopa.
Mirtes correu até a cozinha. Ouvi o barulho do motor
do micro-ondas sendo ligado e ela voltou com a sopa quen-
tinha. Como sempre fazia, deu-me a comida na boca. A po-
licial disse:
- Isso, cuide bem dele. Vou-me embora pois preciso
trabalhar. Fique atenta. Ainda não passou o perigo.
Tomei o prato de sopa agradecendo o cuidado que a
negra estava tendo comigo. Ela disse, meio envergonhada:
- Depois, quero ser recompensada.
Eu não estendi essa conversa. Achei que sabia ao que
ela se referia. Ela limpou minha boca com um pano limpo
e depois correu para a janela. Tinha uma pistola na mão e
olhava atenta para fora do apartamento, que era no segun-
do andar. Voltei a dormir. Mas, aí, meu celular tocou. Era a
garçonete da boate, perguntando porque eu havia sumido.
Mirtes tinha um bom ouvido e me alertou: eu não deveria di-
zer que estava convalescente. Por isso, inventei uma desculpa
qualquer. Quando desliguei, a negra perguntou:
- Quem era, tua namorada?
- Não. A garçonete que tua mãe me pediu que eu vi-
giasse.
- Ah, tá. – E virou-se para vigiar a janela, novamente.
******************
EHROS TOMASINI 23
Uma semana depois, voltei à boate. Encontrei Duda e
as duas irmãs, lá. Karla virou o rosto, sem querer falar comi-
go. Carminha fez o mesmo. Mas o bonitão, namorado dela,
se levantou e veio falar comigo. Perguntou-me o motivo do
meu sumiço. Menti:
- Naquele dia, quando saí da casa da tua prima, fui as-
saltado. Atiraram em mim – Eu disse, levantando a camisa e
mostrando o curativo que ainda trazia sob as vestes.
O cara me olhou, preocupado. Perguntou:
- Conhece quem te fez isso?
- Não. Nem deu tempo olhar para a cara deles. Parecia
que já estavam me esperando – Continuei mentindo. Na ver-
dade, eu começava a minha investigação, como tinha prome-
tido à policial. Duda prometeu:
- Vamos pegar quem te fez isso. Confie em mim. Minha
prima sentiu tua falta. Vamos lá para minha mesa e eu a cha-
mo para atender à gente.
- Não, melhor não. Tua namorada e a irmã dela estão
chateadas comigo. Eu não devia ter ido embora, naquele dia.
- Conversa. Mostre esse curativo para elas e diga que
foi assaltado quando retornava de comprar cigarros.
- Não, não tenho mais interesse. Prefiro tua prima.
- Bem, quem sabe é você. Abanque-se numa mesa
qualquer e eu peço para Dorinha te atender.
Pouco depois, a morena se acercou de mim. Me deu
um selinho nos lábios e perguntou:
- O que vai ser?
- Cervejas. Não gosto de uísque.
- Mas eu gosto. Pague uma dose pra mim e eu virei
bebê-la aos poucos na tua mesa. Se você quiser, quando eu
largar a gente vai lá pra casa.
Estive indeciso, depois resolvi continuar com o jogo:
- Olha, não vai dar. Não sei se teu primo te disse, mas
naquele dia fui assaltado a caminho de casa e atiraram em
VICIADA EM SEXO24
mim.
Ela fez cara de espanto. Depois, pediu-me para eu mos-
trar o ferimento. Levantei a camisa e ela só viu o curativo.
Sem me pedir licença, levou a mão ao meu flanco e removeu
a gaze. Viu a ferida quase sarada. Fechou a cara e perguntou:
- Quantos te fizeram isso?
- Dois. Mas só um atirou.
- Você os reconheceria, se os visse novamente?
- Não sei. Eu estava meio bicado. E foi tudo muito rá-
pido.
- Pois eu acho que sei quem foram os putos. Tem cora-
gem de encará-los e pedir tua grana roubada de volta?
Agora, quem se espantou fui eu. Gaguejei, quando dis-
se:
- Oh, não levaram muito. Não valeria a pena o risco de
voltar a encarar os sujeitos.
- Você tem medo?
- Muito. Não chego a ser um covarde, mas não me meto
em encrencas por besteira.
Ela esteve pensativa, depois saiu de perto de mim. Con-
versou algo ao ouvido de Duda e, em seguida, foi atender ou-
tros clientes. Vi quando o rapaz bonitão pegou o celular e fez
uma ligação. Karla olhava em minha direção, mas, quando
a encarei, voltou a virar o rosto. Não lhe dei atenção. Fiquei
bebericando minha cerveja, olhando para algumas mulheres
que estavam na boate. Então, sem eu nem esperar, um cara
sentou-se na minha mesa. Olhei cismado para ele, pois tinha
cara de mau. O sujeito sorveu um grande gole da dose de
Dorinha e me perguntou:
- E aí, o que quer comigo?
- Eu? Nem te conheço, cara.
- Pois eu te conheço. Eu estava naquele carro que o mo-
torista atirou na policial, mas te acertou. Estive detido, mas
fui liberado hoje. Então, o que quer comigo?
Fiquei empulhado e com um medo danado. Vi Duda
EHROS TOMASINI 25
se levantar da mesa e vir em nossa direção. O cara também o
viu. Duda sentou-se à mesa e falou:
- Eu te liguei para esclarecer esse assunto. Por que ati-
raram no meu amigo?
- Não atiramos nele e sim na policial que estava com
ele.
O jovem olhou para mim, cismado. Perguntou, com
um pouco de raiva na voz:
- Por que me mentiu, caralho? Você é tira?
- Não. Deus me livre.
- Quem é a policial que estava contigo?
- Não a conheço – Menti novamente. – Eu a conheci
num puteiro que tem lá perto da casa da tua prima. Ela estava
de carro e me deu uma carona até em casa. Conversávamos
em frente ao meu prédio, quando esse cara e mais outro ati-
raram contra a gente.
- Ela matou Totonho.
- Eu soube. Mas não sabia que esse meu amigo aí estava
metido.
- Ele é teu amigo? – Perguntou o mal-encarado.
- Sim, sim. É namorado de Dorinha, minha prima.
Aquela puta preta, com certeza, o estava investigando. Cadê
ela?
- Não sei, cara. Levei um tiro e apaguei. Acordei numa
clínica. Disseram que uma policial havia me levado lá, mas
não sabia que tinha sido ela – Menti mais uma vez.
- Okay, Felipe. Essa situação se esclarecerá em breve.
Porém, se a puta negra te procurar novamente, me avisa, tá?
Mas seja discreto. Ela não pode saber que tivemos esta con-
versa.
- Por que não?
- Vou deixar para Dorinha te explicar. Vá pra casa dela
e espere ela largar. Toma aqui a cópia da chave. Saia agora e vá
para lá. Eu vou pedir que ela abra o jogo contigo.
Terminei de tomar minha cerveja e me despedi dos
VICIADA EM SEXO26
dois. Primeiro, pensei em ir direto para a casa da garçonete
da boate. Mas mudei de ideia. Como sabia que ela ainda ia
demorar, resolvi ir para o puteiro perto da casa dela. O bar
estava mais lotado do que da primeira vez que estive lá. A que
parecia a dona veio me atender, assim que me viu sentado a
uma das mesas.
- Voltou, nego? Achei que havia ficado chateado, na-
quele dia. Andou sumido...
- Ainda se lembra de mim?
- Claro. Tu és carne nova, aqui. Está à procura de algu-
ma nega?
- Oh, não. Daquela vez, não tive tempo de conhecer o
lugar. Vim dar uma olhada mais cedo, antes que fechasse.
- Hoje vamos até mais tarde. Ontem foi final de mês e
está todo mundo de bolsos cheios. Vai querer o quê?
- Cerveja. Sempre cerveja.
- Tu queres a mais barata ou a mais cara? Temos puro-
-malte.
- Prefiro. Traga-me uma, por favor.
- Vai querer uma quenga para estar contigo? Conheço
uma que é limpeza, pode confiar em mim.
Declinei da ideia. Não conhecia a coroa e ela estava
muito solícita para o meu gosto. No entanto, quando ela me
trouxe a cerveja, veio acompanhada de uma mulata alta, bo-
nitona e rabuda. Devia ter a minha idade. Estava meio enver-
gonhada. A coroa apresentou:
- Esta é Dayse, minha sobrinha. Está sozinha e doida
para tomar uma cerveja. Prefiro que fique contigo a ser in-
comodada por esses merdas que frequentam o bar. Ela pode
ficar na tua mesa?
Eu ia dizer que não, mas a mulata era muito bonita e
gostosa. Também não tinha cara de puta, como as outras mu-
lheres que estavam no local. Pedi que se abancasse e ofereci-
-lhe um copo. Ainda envergonhada, ela aceitou. Quando a
coroa foi buscar um copo limpo, ela perguntou:
EHROS TOMASINI 27
- Qual é a tua graça?
- Felipe, Dayse. Você é carioca?
- Não. Sou pernambucana. Mas morei muito tempo no
Rio de Janeiro. Como descobriu que estive fora?
- Teu sotaque. E por ter perguntado qual a minha gra-
ça, e não meu nome.
- Ah, tá. Peguei, mesmo, o linguajar de lá. Obrigada por
me aceitar na tua mesa. Eu estava chateada de estar sozinha
aqui. Muitos caras dando encima de mim. Cada um pior do
que o outro. Você parece ser diferente. Vem sempre aqui?
- Segunda vez. Estava numa boate perto daqui mas dis-
cuti com alguém, lá. Ouvi o som brega do bar e vim dar uma
olhada.
- Eu queria ir para lá, mas minha tia não deixou. Dis-
se que queria me apresentar a alguém, mas a tal pessoa não
apareceu ainda.
- Um futuro namorado?
Ela esteve indecisa, depois perguntou:
- Podemos sair daqui? Minha tia disse que você é carne
nova, como eu. Vamos para outro lugar e a gente conversa
melhor.
- Quer ir para a boate?
- Melhor não. Qualquer barzinho que não seja nas re-
dondezas.
- Podemos pegar um táxi. Deixe-me pagar, primeiro, o
consumo aqui.
- Não, não é preciso. Depois eu me acerto com tia.
Pouco depois, o táxi nos deixava num barzinho sim-
pático, na orla de Olinda. Eu já conhecia o ambiente, bebera
ali algumas vezes, antes de descobrir a boate, mais perto de
minha casa. Ela adorou o ambiente. Sentamo-nos, pedimos
uma cerveja e, depois de servidos, ela começou:
- Olha, não vou te enganar: eu era puta lá no Rio. Quis
deixar a profissão, mas meu cafetão me ameaçou de morte.
VICIADA EM SEXO28
Consegui entrar em contato com minha tia e fugi para cá.
Mas ela quer que eu caia na mesma vida. Ficou de me apre-
sentar hoje ao chefe do tráfico daqui e eu não quero mais ser
quenga, entende?
- Você tem filhos?
- Não. Nunca quis. Abortei dois. Vim pedir emprego à
minha tia, mas me decepcionei com o ambiente de trabalho
dela. O traficante é dono daquele bar e, a maioria das pessoas
que você viu ali, trabalham como “aviões” da droga, para ele.
- Não sabia. Estava ali inocente.
- Eu sei. Minha tia disse. Pediu para que eu ficasse em
tua mesa porque, se o cara chegasse, ia perceber que você é
um “otário” e não iria mexer contigo. Mas eu não quero mais
minha vida de antes, tá? Não quero outro cafetão na minha
cola. Se eu quiser foder, que seja com quem me agrade, não
com quem me pague por isso.
- Como você, solteira e sem filhos, caiu nessa vida,
Dayse?
Ela demorou a responder:
- Eu... sou ninfomaníaca. Não passo um dia sequer sem
foder. Estou aqui me contendo para não te chamar para um
motel.
Com aquelas palavras, meu pau ficou duro como pedra.
Claro que eu já tinha fantasiado fodendo aquele rabão dela.
Encostei-lhe a mão numa de suas coxas grossas e confessei:
- Também fiquei afim, assim que te vi. A gente pode
terminar essa cerveja e ir para um motel...
A mulata Dayse era quente. Parecia estar um tempão
sem foder. Exigiu camisinha. Elogiou meu caralho enorme.
Chupou-o por cima do preservativo. Lambeu-me o corpo in-
teiro, até o dedão do meu pé. Parecia ansiosa para me fazer
gozar. Quando, finalmente, se despiu, vi sua enorme tabaca.
Era a maior que eu já tinha vislumbrado. Jogou-me sobre a
cama e veio por cima. Enfiou-se no meu caralho com urgên-
EHROS TOMASINI 29
cia. Sua racha era muito apertada. Doeu-me a pica. Mesmo
assim, ela continuou se enfiando nela. Dayse gemia arrasta-
do, cavalgando o meu membro latejante e dolorido. Apressou
os movimentos da foda e eu senti sua buceta pingar em mim.
Peguei-a pelo bundão e enfiei mais a rola. Ela quase deu um
berro. Depois, começou a ter espasmos de gozo. Sua vulva
continuou pingando em meu púbis. Um líquido viscoso e es-
pesso. Aí, senti o cheiro acre de sangue. Fiquei incomodado.
Ela revirava os olhos, cavalgando minha peia.
Finalmente, ela gozou e caiu de lado. Ficou arfando,
tentando recuperar a respiração. Foi quando vi a grande poça
de sangue sobre o lençol da cama.
FIM DA TERCEIRA PARTE.
VICIADA EM SEXO30
EM DOMICÍLIO – Parte 04
Eu fiquei aperreado. Nunca havia visto tanto sangue de-
pois de uma trepada. Estava muito pálida. Perguntei-lhe:
- O que você tem? Por que esse sangue todo sobre a
cama?
- Eu... acho que estou doente. Mas o sangue é porque...
eu era virgem.
- Como é que é?
- Eu fiz um acordo com o meu gigolô: treparia com
quem ele quisesse, contanto que permanecesse cabaço. É que
eu ainda queria casar, sabe? E homens dão um valor exage-
rado ao hímen. Então, como você tem me tratado bem, eu
quis te presentear com a minha virgindade. Mas estou me
sentindo muito fraca.
- Nossa, guria. É muito sangue. Você deve ser hemofí-
lica. Já procurou algum médico?
- Não. É a primeira vez que isso me acontece, já que
EHROS TOMASINI 31
nunca me entreguei a alguém. Eu sempre chupava ou dava
meu cuzinho. Eu nunca...
A mulata Dayse não completou a frase. Desmaiou. Li-
guei para a recepção e perguntei se havia alguém no motel
que soubesse cuidar de uma hemorragia. Uma voz feminina
atendeu. Disse que mandaria alguém ao meu quarto. Pou-
co depois, uma coroa apareceu com uma valise médica. Deu
uma rápida olhada na minha acompanhante e disse:
- Se você não tiver sangue compatível ao dela, terei que
removê-la para um hospital. A hemorragia está muito inten-
sa. São namorados?
- Nós nos conhecemos hoje.
- E já estão se divertindo num motel?
- É uma longa história, e temo não termos tempo para
eu conta-la. A senhora tem carro?
- Tenho, sim. Mas estou neste motel acompanhada. Te-
rei que falar com meu companheiro.
- Eu agradeceria. Não vim motorizado.
- Espere aqui. Volto logo.
Quando ela voltou, eu já havia me vestido totalmente,
pois a recebi apenas de calça comprida, e tinha vestido uma
saída de banho em Dayse, achada entre as roupas de cama. A
médica, no entanto, disse:
- Deveria ter usado os lençóis para fazer um tampão no
sexo dela e diminuir a hemorragia. Mas tudo bem. Eu cuido
disso.
Pouco depois, estávamos a caminho de um hospital. Eu
perguntei:
- Cadê teu companheiro? Não quis vir?
- Até quis, mas está muito bêbado. Só iria atrapalhar.
- É teu namorado?
- A bem da verdade, é meu amante. Eu sou casada.
- Uau. Teu marido sabe que é corno?
Ela demorou a me responder:
- Meu marido é médico, como eu. É mais jovem, tam-
VICIADA EM SEXO32
bém. Deve ter a tua idade. Eu pensei que, casando-me com
alguém mais novo, iria ser feliz sexualmente. Ledo engano.
Ele chega do plantão mais cansado que eu e nossos horários
também não combinam. Então, preciso transar com alguém,
para diminuir o estresse.
- Portanto, esse teu amante dá conta do recado, é isso?
- Quem dera. Ele é mais jovem do que eu, mas adora
beber. Além de ficar embriagado muito rápido, dá uma ra-
pidinha e logo dorme. Mas é melhor do que nada, entende?
- Entendo. Mas desculpe a pergunta: não seria melhor
achar outro amante?
- Muitas vezes, dou dois plantões seguidos, somando
trinta e seis horas de expediente. Como poderia conhecer al-
guém nessa rotina quase diária?
- Do mesmo modo que encontrou esse?
- Ah, esse é um garoto de programas que conheci por
acaso. O cara não trabalha, mas gasta todo o dinheiro que
ganha em bebidas. Muitas vezes, é muito inconveniente. Mas,
enquanto eu não arranjar outro, não posso descarta-lo. Não
quer se candidatar ao lugar dele?
Olhei para a médica. Ela devia ser uns quinze anos mais
velha que eu. Não era bonita, mas também não era de se jogar
fora. Vestia-se mal e era um tanto fofinha, mas nada que um
trato não desse jeito. Como demorei a responder, ela falou:
- Estou brincando, claro. Você não iria querer uma ve-
lha gorda como eu.
- Não dou muito valor à lataria. Eu foderia a senhora,
sim, mas confesso que prefiro mulheres mais esbeltas.
- Gostei da sinceridade. Quem sabe eu não perco uns
quilinhos, se fizer um regime sério? Sempre quis começar
um, mas vou protelando a decisão. Quantos quilos você acha
que devo perder?
- Não entendo de dietas, mas acho que uma quantidade
que te deixe satisfeita com o próprio corpo.
- Vamos fazer um trato? Eu salvo tua namorada e inicio
EHROS TOMASINI 33
um regime. Daqui a quinze dias, a gente se encontra de novo
e você avalia o resultado, está bem?
- Fechado. Mas não precisa exagerar e morrer de inani-
ção. Eu transaria contigo mesmo do jeito que está.
- Você é um amor. Estamos chegando ao hospital onde
trabalho. Enquanto estaciono, você consegue uma maca para
transportá-la, tá?
Pouco depois, dávamos entrada na emergência com a
mulata ainda desacordada. Respondi algumas perguntas na
portaria, enquanto uns enfermeiros levavam Dayse para um
pronto-atendimento. A doutora, que eu nem havia pergunta-
do o nome, entrou com ela. Disse que eu aguardasse na sala
de espera. Logo, viria me dar notícias. Mas não foi possível
espera-la. É que recebi um telefonema de Dorinha. Pergun-
tava onde eu estava.
- Oi, teu primo me entregou uma cópia da chave, mas,
como achei que você não iria querer estar comigo até de ma-
drugada, como ontem, resolvi ir para minha casa.
- O problema é que estou sem minha chave. E meu pri-
mo sabia disso pois eu já tinha pedido a cópia dele empres-
tada.
- Achei estranho ele ter uma duplicata, já que vocês são
apenas primos. Ou tem algo que eu não estou sabendo?
- Tem, sim. Traga a minha chave e a gente conversa.
Fui de má vontade. Ainda estava chateado por ela ter
me dispensado na noite que nos conhecemos. Quando eu
cheguei lá, ela já estava impaciente. Tinha dois pacotes de
latões de cerveja encostados à parede. Deu-me um beijinho
de leve na boca e disse:
- Vamos entrar, pois acho que as cervejas já estão quen-
tes.
Entramos quando eu havia perguntado:
- Dois pacotes não é muito para bebermos hoje? Da ou-
VICIADA EM SEXO34
tra vez, não conseguimos nem dar conta de um único pacote.
- É verdade. Mas hoje não vou trabalhar à noite, então
teremos o dia inteiro para encher a cara. Você vai poder ficar
comigo?
- Depende da nossa conversa. Duda disse-me que você
iria esclarecer alguns pontos que não entendo.
- O que você quer saber primeiro? – Perguntou-me, en-
quanto colocava as cervejas para gelar.
- Por exemplo: quem é a menina da foto, na sala?
Ela ficou triste, de repente. Vi duas lágrimas rolarem de
suas faces. Limpou o rosto e soltou a bomba:
- É minha filha. Duda é o pai. Mas ela morreu faz quase
um ano.
- Morreu de quê?
- Foi assassinada. Deram-lhe uma overdose.
- Quem fez isso? Por que não o denunciaram?
- Quem a matou foi o filho do dono daquela boate. Ele
é traficante de drogas e tem vários outros pontos de venda, a
maioria camuflada de bar.
- Como tua filha se envolveu com o seu assassino?
- Estudavam na mesma escola. Tinham a mesma ida-
de. Eram namoradinhos. Ele lhe aplicou a droga nas veias,
aquele puto.
- Qual a idade dele?
- Agora, deve ter doze anos, como ela teria, se estivesse
viva.
- Puta que pariu. Deram queixa à Polícia?
- Claro que não! A polícia é cúmplice do tráfico. Muitos
policiais comem da mão do dono da boate. Inclusive a nego-
na que quase foi morta perto da tua casa.
- Mesmo? Como é o nome dela?
- Não sabe? Ela, de vez em quando, está com o cara do
tráfico, lá na boate.
- Um gordo, de óculos escuros, mesmo à noite?
- Esse mesmo. Ela é uma de suas amantes. Ele tem vá-
EHROS TOMASINI 35
rias. Ela se chama Niedja e tem uma filha dele, chamada Mir-
tes.
- Filha dele? Mas o cara é branquelo e ela é negra.
- E daí? Pode significar que ela lhe botou um belo par
de chifres ou ele tem alguém negro na família, não?
- Faz sentido. Mas porque você ainda trabalha na boate
do pai do cara que matou tua filha, Dorinha?
- Eu quero vingança. Jurei matar o filho marginal dele.
Só não o fiz ainda porque ele está sempre com os capangas do
pai, mesmo quando vai pra escola.
- Você teria coragem de matar uma criança?
- Claro. Ele matou minha filha. Meu primo, que me
deixou depois que passei uns tempos enlouquecida com cri-
ses de nervos, jurou matar o gordo traficante. Por outro lado,
tem um grupo, que já levou revezes do pulha, que está nos
ajudando. Pretendem matar a negrona policial. Por isso, ati-
raram nela.
- História interessante. De que mais eu preciso saber?
- Eu e Duda gostaríamos que você entrasse para o nos-
so grupo. O chefão não te conhece, achamos que te daria o
lugar do cara morto pela policial.
- Se são aliados, por que a policial foi alvejada?
- Porque, naquele dia, estava sem escolta. Ela deixou
o traficante lá na boate e foi atrás de você, sozinha. Era uma
ótima oportunidade para eu e Duda, junto com nossos com-
panheiros, a pegarmos.
- E eu melei a operação de vocês, né?
- Sim, mas você parece estar inocente nessa história...
- Pode acreditar. Porém, o que posso fazer para me re-
dimir com vocês?
- Vigie as duas que andam com Duda. Nós achamos
que são espiãs do merda do traficante. Acreditamos que estão
ali para vigiar meu primo.
- Você quer dizer teu marido?
- Ex marido. Desde o assassinato de nossa filha que não
VICIADA EM SEXO36
estamos mais juntos. Ele me culpou pela morte dela pois eu
via o filho do chefão a trazer aqui em casa, mas tinha medo
de confrontá-lo e, com isso, perder meu emprego na boate.
Mas a vingança me alimenta a alma. Mesmo que eu perca
a vida, matarei o fedelho. Isso já está definido. Mas vamos
mudar de assunto? Eu estou com uma vontade enorme de te
chupar.
Não foi preciso que ela dissesse mais nada. Livrei mi-
nha pica através da braguilha e dei para que a mamasse. Mais
uma vez ela me surpreendeu com uma gostosa mamada. Re-
petiu toda a foda da noite anterior, mas eu gozei mesmo as-
sim. Gozei muito. Três vezes. Quando caí de lado, exausto,
recebi um telefonema: era a médica querendo me dar notí-
cias da mulata Dayse. Enquanto isso, Dorinha correu para o
banheiro para vomitar.
FIM DA QUARTA PARTE.
EHROS TOMASINI 37
EM DOMICILIO – Parte 05
Amédica me disse que o problema de Dayse era mesmo
hemofilia. A doença não tinha cura. Lamentei, mas não
podia fazer nada para aliviar a dor da puta. A mulata iria pas-
sar mais uns dias no hospital. Desculpei-me com a doutora
por não haver nem perguntado seu nome. Ela disse que se
chamava Graça. Graça Maria. Coincidentemente, o mesmo
nome da minha mãe. Marcamos para nos encontrar de novo
em quinze dias. Ela queria me mostrar o resultado do seu
regime.
Depois da foda dada com a policial, não a vi mais. Tam-
bém não vi sua filha Mirtes. Trabalhei toda a segunda-feira
e depois fui para casa. Não costumo beber nos inícios de se-
mana. Mas, ao chegar ao meu apartamento, a policial negra
Niedja me esperava sentada à escada. Perguntou:
- Por onde andou?
- Estava trabalhando, claro.
VICIADA EM SEXO38
- Eu digo, ontem. Estive aqui e não te encontrei.
- Fui tomar umas por aí.
- Soube que esteve lá na boate. Sentado na mesa de um
cara que estava com o que te alvejou.
- Está bem informada. É verdade: o cara estava na bo-
ate e me disse que você é ex-mulher do dono, e que Mirtes é
filha dele. Vai querer entrar? Mas aviso logo que não estou
afim de ouvir mentiras.
A negra relutou um pouco, mas aceitou meu convite.
Sentou-se no sofá da sala e esteve em silêncio por quase dois
minutos. Depois, falou:
- Sim, eu tive um relacionamento de anos com aquele
calhorda traficante. Pari, inclusive, uma bebê dele. Mas isso
foi logo assim que entrei para a Polícia. Ele moveu os pauzi-
nhos para que eu galgasse patentes, pois se dizia apaixona-
do por mim. Eu acreditei. Mas, depois, descobri que ele era
cheio de raparigas. O cara comia tudo quanto era mulher.
Flagrei-o mais de uma vez, enquanto estava grávida. Quan-
do o confrontei, deu-me uma surra que perdi a criança. Foi
quando conheci um negrão que não tinha medo de enfrenta-
-lo. Passamos uns tempos juntos e engravidei do cara. Mirtes
é filha dele. O traficante o matou e ela ficou revoltada. Quer
matar o cara a qualquer custo. E eu também, para evitar que
ele mate minha filha.
- O traficante sabe que ela é filha de outro?
- Sim, claro. Mas, no início, fechava os olhos para a mi-
nha traição por ter me feito perder a outra bebê. Por outro
lado, já planejava matar meu negrão.
- Ele era policial?
- Não, não. Era um simples pedreiro. Mas era um cara
inteligente e muito corajoso. Foi pego à traição. Aí, Wilson
exigiu que eu voltasse para ele.
- Wilson é o traficante? Por que a Polícia não o prende?
- O cara já foi policial. Tem vários amigos de infância
na corporação. Todos gostam dele pois é generoso com gra-
EHROS TOMASINI 39
na. Cada um ganhou um ponto de comércio, a maioria tam-
bém usado para venda de drogas. Quem foi beneficiado por
ele, decerto o protegeria com a própria vida.
- Entendo. As duas amigas do cara que você mandou
que eu ficasse de olho também foram beneficiadas pelo tal
Wilson?
- Aquelas duas? Que nada. São duas putinhas que tran-
sam com o bonitão ao mesmo tempo.
- Mesmo?
- Sim. Naquela madrugada que te abordei, ele deve ter
te oferecido a prima para vocês transarem, né? Pois, assim
que você saiu, eles foram embora. Com certeza, para algum
motel. Foi quando eu te segui e vi que entrou na casa da gar-
çonete. Vi-la chegar e vi você sair, pouco depois. Então, resol-
vi te investigar.
- Se sabe tudo isso, por que pediu que eu investigasse
o casal?
- Tenho observado os dois, mas disfarçam quando es-
tou presente. Acho que estão tramando algo. O filho de Wil-
son matou, por overdose, a filha do casal, sabia?
- Não. – Menti – Como foi isso?
- O filho de Wilson é um marginal. É tão ruim quanto o
pai. Quando percebeu que o pai estava se engraçando da gar-
çonete, achou que a amiguinha de escola iria tomar seu lugar
ao lado calhorda. Matou a menina para não ter concorrência.
Acho que o casal quer assassiná-lo. Se isso acontecer, per-
co de prender Wilson. E de acabar com a gangue dele pelos
meios legais. Estou trabalhando para uns agentes federais e
muito em breve estaremos prendendo Wilson. Se eu conse-
guir, terei uma ótima promoção, entende?
- Então, você é uma espiã da Polícia Federal, infiltrada
entre os traficantes?
- Sim. Fiz umas merdas como policial militar e acabaria
sendo presa. Por isso, fiz um acordo com um agente da PF,
um homenina chamado Cassandra.
VICIADA EM SEXO40
- Homenina?
- Sim. O cara tem corpo delicado de mulher, mas um
caralho entre as pernas capaz de causar terror às mulheres.
E aos homens, também, pois adora foder um cu de macho.
Você iria gostar de conhecê-lo.
- Não iria, não. Não sou chegado a travestis.
- Tudo bem. Mas vim te avisar: você corre perigo de
morte.
- Por quê?
- Wilson está cismado contigo. Está estranhando a tua
aproximação com o gigolô Duda. Não duvido nada que man-
de alguém te matar. Seria melhor você sumir por uns tempos,
até pegarmos o safado.
- Não dá. Além da minha vida, prezo meu emprego. E,
agora, já estou mesmo envolvido. Então, irei até o fim.
- Certo. Mas prepare-se que aí vem chumbo grosso.
Com certeza, ele irá mandar uns capangas para te darem uns
apertos. E eu não poderei fazer nada, senão serei pega, tam-
bém.
- Pode me conseguir uma arma?
- Pra quê? Pra ele te matar com ela? Não. Você vai ter
que usar a inteligência para vencê-lo. E a desfaçatez, também.
- Como, a desfaçatez?
- Finja-se garoto de programa, por exemplo. Você tem
um caralho enorme. E isso justificaria a tua aproximação do
gigolô Duda.
Eu estive pensando. Não entendia nada desse tipo de
vida. Mas ela deu a ideia:
- Conheço um bocado de mulheres que frequentam a
boate em busca de garotos de programa. Posso, discretamen-
te, te apresentar algumas. Mas você terá que ser mais atrevido
que o macho que estiver com elas. Mulheres adoram ser obje-
to de brigas entre seus homens. Você sabe brigar?
- Não, claro que não. Sou da paz.
- Assim, vai ser mais difícil. Mas vamos tentar, mesmo
EHROS TOMASINI 41
que dê errado. Quando estiver na boate, fique atento ao celu-
lar. Eu te enviarei uma foto daquela que você deve se aproxi-
mar e roubá-la do macho da vez. Com inteligência, não com
violência, entende?
- Acho que sim. Não custa nada tentar.
À noite, na próxima sexta-feira, dia de festa na boate,
lá estava eu. Evitei falar com Duda, que estava com as duas
irmãs. Karla olhou para mim, admirada da minha elegância.
Eu tinha vestido a minha melhor roupa para ir à luta. Cortei
as madeixas, que estavam grandes, com um bom cabelereiro
e ele fez milagres com a minha aparência. Não que eu seja
feio. Mas sempre fui desleixado, como todo bom web-desig-
ner. Não dei atenção à Karla, apesar de tê-la visto cochichan-
do com a irmã, assim que me viu entrar. A outra me olhou
com desdém.
Procurei uma mesa desocupada, longe do trio, e pedi
uma cerveja a Dorinha. Ela elogiou minha nova aparência.
Peguei-a de surpresa e dei-lhe um beijo na boca. Ela ficou
espantada. Perguntou:
- Já está bêbado a esta hora?
- Nada. Mas hoje vou passar por meu batismo de fogo.
Preciso que você não me dê muita atenção. Depois te explico,
lá na tua casa. Pode ser?
- Claro, amor. Quero saber o que está rolando.
- Depois. Agora, procure só se aproximar de mim
quando eu te chamar, okay?
- Certo. Me dá outro beijo...
Levantei-me e a beijei novamente. Para a minha sur-
presa, ela me deu um tapa forte no rosto. Fiquei espantado
com essa sua reação. Mas, quando olhei em volta, o poderoso
chefão olhava em minha direção, por trás dos óculos escu-
ros. Tinha o braço por cima do ombro da policial Niedja, que
também estava muito bonita naquela noite. Acho que estava
de folga da Polícia. Ela fez que não me viu. Mas o tal Wilson
VICIADA EM SEXO42
parecia bem ligado em mim. Vi quando a negra falou algo
em seu ouvido e levantou-se. Estava com uma minissaia cur-
tíssima, mostrando as belas pernas, e um casaco jeans sobre
a blusa que deixava ver sua barriguinha batida. Observei que
ela tirou um celular do casaco e se aproximou de um grupo
de três mulheres. Sentou-se à mesa delas e as fotografou com
o aparelho, como se fosse uma selfie. Pouco depois, eu rece-
bia uma mensagem sua com as fotos das três. Todas eram
muito bonitas e tinham jeito de patricinhas. Então, a negra
dirigiu-se à toalete. Eu entendi o recado.
Mas, cadê ideia para abordar as três? Para mim era difí-
cil. Não sou tímido, mas também não sou um primor de cara
despachado. Travei. As três olharam para mim várias vezes,
mas fingi não notar. Aí, um cara sentou-se perto delas e elas
fizeram uma festa. Analisei o sujeito: não me pareceu mui-
to inteligente. E eu ainda não tinha a menor ideia de como
abordá-las, mais agora que estavam acompanhadas. Olhei
em volta e o poderoso chefão continuava me observando.
Então, finalmente, tomei coragem. Peguei minha garrafa de
cerveja e caminhei resoluto em direção ao quarteto. O cara
havia se sentado ao lado da mais bonita, que estava na ponta.
Na passagem por uma mesa vazia, peguei uma cadeira. Eu
me aproximei com ela da mesa onde estavam as mulheres e
meti a cadeira entre duas delas, depois de descansar a garrafa
quase cheia sobre o tampo. Antes de me sentar, cumprimen-
tei:
- Oi, boa noite a todas. Posso me sentar com vocês?
– Eu disse isso já me abancando entre a mais bonita e sua
amiga. O cara da ponta reagiu:
- Ei, que afoiteza é essa? Não está vendo que estou com
as mulheres?
- Estou, sim. Mas você está com três e eu estava sozinho
naquela mesa. Percebi que tua acompanhante estava de olho
em mim, bem antes de você chegar.
A mais bonita olhou para mim, sorrindo, acho que se
EHROS TOMASINI 43
admirando a minha cara de pau. As outras também não me
rechaçaram. Então, eu complementei:
- As mulheres estão todas de copo vazios e você só dan-
do atenção a uma delas, rapaz. Então, vim aqui para resolver
esse problema. Todas bebem cervejas? Ou alguma prefere
outra bebida?
A mais bonita foi a primeira a me responder:
- Eu bebo o que você me oferecer. E quanto maior a
garrafa, melhor. – Achei que empregou malícia na frase.
- Para nós, também. Mas costumamos beber muito. Vai
encarar? – Disse a outra. A terceira, mais afastada de mim,
apenas riu.
A mais bonita me dirigiu a palavra novamente:
- Ele pode permanecer conosco? – Referia-se ao cara
sentado na mesa. Este olhava para mim, ainda irado.
- Tudo bem, se puder dividir a conta comigo. Não pago
bebidas para macho.
A mais afastada de mim, chamou:
- Venha para cá, Natinho. Eu pago o teu consumo. Mas
vai ter que me beijar muito.
O cara se levantou meio a contragosto, de cara feia, e
foi para perto da que o chamara. Abracei-me com as duas ao
meu lado e perguntei:
- Pronto, resolvida a pendenga. Agora, qual das duas
também vai me beijar muito?
Ambas riram. Ganhei um beijinho em cada face. Cha-
mei a garçonete que ia passando na hora. Pedi três cervejas
de uma vez. A mais bonita reclamou:
- Por que três? Não é melhor pedir de uma em uma? A
sua ainda está quase cheia e Michelle paga a do macho dela.
- Vocês verão para que quero as três.
Quando as cervejas chegaram, dei uma garrafa a cada
uma das duas e fiquei com a minha. Propus um brinde ao
nosso encontro, depois disse:
- Quem acabar de virar a cerveja primeiro, fica comigo.
VICIADA EM SEXO44
Se eu terminar antes, fico com as duas. Fechado?
As duas mulheres se entreolharam, rindo, depois se
apressaram a beber do gargalo. Mas não tinham tanta experi-
ência em sorver de uma vez como eu. Quando terminei a mi-
nha, ainda estavam na metade das delas. Ambas me beijaram
na boca, em seguida. A amiga delas, que estava com o cara,
também me beijou por último. O sujeito que estava com ela
levantou-se, arrastando a cadeira. Estava cada vez mais irado.
Não lhe dei atenção. Mas fiquei atento, para não ser pego de
surpresa, à traição. Vi quando ele se sentou perto do chefe
do tráfico e esteve conversando com ele. O cara gordo balan-
çou a cabeça em sinal de negativa mais de uma vez. O sujeito
sorveu um grande gole de cerveja e ficou me encarando de
longe. A negrona policial tinha um sorriso nos lábios. A mais
bonita das mulheres que estavam comigo perguntou:
- Bem, agora somos três. Tua garrafa vai dar de beber
a todas?
- Ela é grande. Acho até que dá para mais uma.
A gargalhada foi geral. Eu estava feliz. Tinha vencido
o desafio imposto a mim mesmo. Nos apresentamos. A mais
bela se chamava Camila. A do meu lado esquerdo disse que
seu nome era Janice. A que o cara deixara na mesa respondia
por Michelle. A noite correu sem problemas. Bebemos e con-
versamos. Estavam encantadas com meu bom humor. Menti
muito, querendo me mostrar um macho Alfa. Dei atenção
às três, igualmente. As horas passaram tão rápido que logo
estavam anunciando o fim da festa. Elas ficaram frustradas.
A mais bonita me perguntou:
- E agora, gatão? Acha que dá mesmo conta das três?
- No meu apartamento ou no de vocês?
- Não moramos juntas –, disse Janice – mas, se você
quiser, levamos Michelle na casa dela e depois vamos para
algum lugar tranquilo.
- Minha mãe tem uma casa de praia em Olinda. Mas
terão que me levar com vocês, se não, terão que procurar um
EHROS TOMASINI 45
motel.
- Fala daquela que fomos com aqueles caras há uns dois
meses atrás? – Preguntou Camila.
- Aquela mesma. Que tal?
- Você mora onde, gato? Olinda dá para você, ou prefe-
re um motelzinho mais perto?
- Tanto faz. Mas não estou de carro. Alguém dirige?
- Chamaremos um táxi.
Quando pedi a conta a Dorinha, ela disse meio chate-
ada:
- Já está paga. O dono da boate pediu que não te co-
brasse.
- Uau, você parece popular aqui. Como nunca te vi?
– Perguntou Camila. Janice também se abraçou comigo. Mi-
chelle nos acompanhou até fora da boate. Mas, enquanto es-
perávamos o táxi, me beijou nos lábios várias vezes. As outras
não demonstraram ciúmes. Perguntei:
- Costumam foder juntas?
- Sim – respondeu Janice. – E escolhemos o sortudo da
hora. Mas parece que dessa vez fomos escolhidas. Se você for
bom de foda, nos terá como cliente para sempre.
- Cliente?
- Sim. Todas nós temos namorados. Camila é noiva. De
um cara que tem dinheiro. Mas o coitado vai levar muitos
chifres, se casar-se com ela: ela adora não pertencer a nin-
guém. Eu também. Só quem é a mais fiel é Michelle, coitada.
Leva uma galha!!!
Beijei Camila, depois Michele e, finalmente, Janice. O
táxi chegou.
Bem, leitores e leitoras, dessa vez não vou me estender
muito sobre a foda grupal que demos. Foi uma experiência
maravilhosa para mim. Eu nunca havia transado com duas
de uma vez, imagina com três. A mais dedicada foi justamen-
te a mais bela. Chupava um caralho como ninguém. Elogia-
ram o tamanho do meu pau. Brincaram muito com ele. Só
VICIADA EM SEXO46
Michelle, no entanto, o aguentou todo no cu. As outras só
me ajudaram a arromba-la. Enquanto uma lambia seu ânus, a
outra salivava minha rola, para facilitar a introdução. Quase
não houve tempo para que eu descansasse entre uma trepada
e outra. Mas, no final, todos estávamos satisfeitos.
FIM DA QUINTA PARTE.
EHROS TOMASINI 47
EM DOMICÍLIO – Parte 06
Marcamos para nos encontrar, os quatro, na próxima noi-
tada na boate, depois elas pegaram um táxi e eu outro. Já
passava das sete da manhã e eu precisava trabalhar. Camila foi
a única que pediu meu telefone. Parecia ter mesmo gostado de
mim. Beijei todas na boca e fui-me embora. Queria passar em
casa, antes de ir para a empresa de web designers. Mais uma vez,
encontrei a policial me esperando sentada na porta do meu apê.
Ela disse:
- Parece que a madrugada foi divertida, hein? Faz um
tempão que estou aqui te esperando.
- Havia essa necessidade?
- Posso entrar?
- Estou apressado. Ainda vou trabalhar.
- É coisa rápida. Prometo não te atacar.
Quando fechei a porta, no entanto, ela se atirou em meus
braços. Beijou-me e falou:
VICIADA EM SEXO48
- Está de parabéns. O safado gostou de você. Vi quando
ele deu ordem à garçonete para não te cobrar.
- Achei que você o tinha convencido disso.
- Nem foi preciso. Ele estava de olho em você, desde que
você entrou na boate. O desacerto que você deu no gigolozinho
mixuruca tirou de vez a desconfiança que ele te tinha.
- Folgo em saber. Mas deixe-me tomar um banho. A água
de onde eu estava era salobra e estou todo me coçando.
- Tadinho. Quer que eu te dê um banho?
- Melhor, não. Estou, realmente, apressado. Deixemos a
putaria para outra hora. Cadê tua filha?
- Anda meio borocoxô. Mas acho que está impaciente
para vingar o pai. Andou me pedindo para que eu a deixasse
ficar comigo, quando fosse me encontrar com o calhorda, mas
temo que ela não se contenha perto dele e queira mata-lo na
frente dos capangas. E as mulheres? Gostou de alguma?
- Todas as três são simpáticas, embora metidas a ricas.
Mas gostei mais da Camila. É verdade que é noiva?
- Sim, e o cara é rico. Mas é um babaca. Filho único e mi-
litar. Porém, cuidado com ele: tem fama de ser violento.
- Certo. Eu me lembrarei disso. Obrigado.
- Quer que eu venha te fazer companhia hoje à noite?
- Desculpa, mas tenho um compromisso. Acho que vou
passar a noite fora de casa.
- Vai, de novo, pra casa delas?
- Não, não. Uma amiga minha está muito doente. Estou
pensando em visita-la.
- Tudo bem. Vou baixar meu fogo. Quando nos veremos
de novo?
Dayseaindanãotinhasaídodohospital.Tambémnãoen-
contrei a doutora. Perguntei por ela e disseram que não era dia
do seu plantão. Também fiquei sabendo seu nome: chamava-se
doutora Lúcia Frazão e era muito bem-conceituada no hospital.
Nessa noite, também conheci o marido dela. O cara devia ter
EHROS TOMASINI 49
a minha idade, mas era desses sujeitos desligados. Apresenta-
ram-me a ele e não recebi a mínima atenção de sua parte. Falou
comigo sem nem olhar para mim, analisando suas papeletas.
Conversei um pouco com Dayse, escutei as suas lamentações e
fui-me embora. Percebi que, sabe-la puta, tinha me feito perder
o interesse pela sobrinha da dona do bar.
Eu ia saindo do hospital, quando tive uma grata surpresa:
encontrei Carminha de jaleco branco, fumando do lado de fora
junto com mais duas médicas. Primeiro, ela fez que não me viu.
Depois, deve ter-lhe batido a curiosidade de saber o que eu esta-
va fazendo no hospital. Chamou-me:
- Ei, garoto, o que está fazendo por aqui?
- Aproximei-me sorridente. Ela me apresentou às duas
médicas que também fumavam. Apertei-lhes a mão, antes de
responder:
- Vim procurar a doutora Lúcia, mas hoje não é dia do seu
plantão.
- Posso ajudar? – Perguntou-me a irmã de Karla.
- Oh, agradeço mas tenho um assunto particular com ela.
Nesse momento, as duas que a acompanhavam no ato de
fumar se despediram de mim. Disseram que iam entrar, talvez
querendodeixar-nossozinhos.Quandoseafastaram,Carminha
baixou a voz para me perguntar:
- Você também fornece muambas? Ou só teu amigo
Duda? Estou doida para dar um “pega”.
Aí, entendi tudo: ela pensava que eu era “avião” do trafi-
cante, como o primo de Dorinha. Eu neguei:
- Não curto drogas. E detesto-as. – Eu dei-lhe as costas e já
me afastava. Ela me chamou:
- Eu estou muito afim. Fale com teu amigo e peça para ele
trazer pra mim.
- Por que não pede a Karla? Ela não o conhece?
- Sim. Mas minha irmã não sabe que sou viciada. Quebra
esse galho para mim?
Relutei um pouco. Depois, disse:
VICIADA EM SEXO50
- Tem o telefone dele? Por que não liga?
- Liguei, várias vezes. Ele não atende. Brigamos, ontem,
e ele foi-se embora com raiva, antes de me fornecer a muamba,
entende?
- Eu não sei onde ele mora.
- Mas ele disse que você tem seu telefone. Por favor, cara.
Quebra esse galho pra mim. Se for você a ligar, talvez ele atenda.
- Okay, dê-me o número do teu telefone. Ligo para ele e
peço para entrar em contato contigo.
No entanto, depois de várias tentativas, o celular de Duda
só dava desligado ou fora de área. Ela aperreou-se. Pediu para eu
ir à casa dele. Deu-me o endereço. Eu alertei:
- Vou apenas dar-lhe o recado de que você o está procu-
rando. Não vou trazer drogas para ti, fui claro?
Mas eu não fui ao endereço que Carminha havia me
dado. Achei que Dorinha, sua prima, também pegava drogas e
fui para lá. Tive outra surpresa: encontrei Duda na casa da pri-
ma e ambos estavam nus e drogados. Eu devo ter interrompido
a foda deles. Quando ela abriu a porta, espantou-se em me ver.
Ele gritou lá do quarto. Reconheci sua voz:
- Quem é, amor, a essa hora da noite?
- É Felipe. Deve ter acontecido alguma coisa. Vem cá.
O cara veio nu. Deu-me u abraço e quase me encostou o
pau melecado. Estavam visivelmente chapados. Falei-lhe da mé-
dica Carminha. Dorinha não quis deixa-lo sair para atender a
irmã de Karla. Aí, ele me pediu:
- Faça-me um favor, companheiro: leve o bagulho para
ela. Mas tem que cobrar. Depois, pego a grana contigo.
Peguei um táxi e rumei de volta para o hospital. Liguei
para Carminha e ela veio me atender do lado de fora. Inespera-
damente, me deu um longo beijo quando viu a quantidade que
eu havia levado. Perguntou quanto me devia. Acrescentei o di-
nheiro que havia gasto de táxi, indo e vindo. Ela me entregou
uma chave. Afirmou:
-Nãotenhoessagranatodacomigo.Tomeminhaschaves.
EHROS TOMASINI 51
Espere-me em casa. Vou inventar uma desculpa e logo estarei lá.
Ela não demorou. Eu tinha levado a droga para o endere-
ço que ela tinha me dado. Era um apartamento muito pequeno.
Parecia mais uma quitinete. Dentro, havia apenas três colchões,
um televisor, uma geladeira e um micro-ondas, além de vários
cinzeiros espalhados pelo chão. Era fácil ver que se tratava de
um lugar alugado só para consumir drogas. Ela me beijou nova-
mente, mas percebia-se que estava ali movida pelo vício. Tirou
toda a roupa, mostrando um corpo escultural. Cheirou cocaína
com uma desenvoltura impressionante. Quando já estava cha-
pada, disse-me:
- Tira a roupa, nego. Vem para perto de mim. Gosto de
foder, quando estou doidona. Vem...
- Tirei minhas roupas e ela começou me mamando o ca-
ralho. Depois, disse que estava vendo dois deles e queria um
na frente e outro atrás. Arrombei seu cuzinho com meu cipó
enorme. Ela não reclamou da dor. Parecia estar gostando do so-
frimento que o estupro lhe infligia. Passiva, ficava em qualquer
posição que eu ordenasse. Pedia para que eu lhe metesse no cu
sem pena. Parecia uma vadia e não uma profissional da Medi-
cina. Quando eu me preparei para foder a sua xoxota pingando
gozo, ela mandou-me esperar. Tirou de uma gaveta uma serin-
ga, preparou-a com alguma droga injetável que eu não conhecia
(aliás, conheço poucas) e aplicou-se dentro do muco da vagina.
Só depois, pediu que lhe fodesse a xana. Fi-lo de forma violenta,
querendo causar-lhe dor. Mas ela estava adorando. Gozou várias
vezes no meu cacete.
FIM DA SEXTA PARTE.
VICIADA EM SEXO52
EM DOMICÍLIO – Parte 07
Mais uma vez, dormi fora de casa. Depois da foda, Car-
minha caiu num sono profundo. Ainda pensei em ir
embora, mas deu-me preguiça. Ainda fodi seu rabo mais uma
vez e ela nem se mexeu. Parecia morta, mas ainda respirava.
Quando começou a amanhecer, acordei assustado. Pareceu-
-me ouvir um barulho na porta de entrada. Esta abriu-se, de
repente. Entraram duas mulheres ainda de jaleco. Reconhe-
ci-as como as duas que fumavam com Carminha. Apontaram
na porta do quarto e viram que eu estava acordado. A mais
simpática, perguntou:
- Oi, bom dia. Foi você que nos conseguiu a muamba?
Ainda sobrou pra gente?
- Sim, ela usou algumas, mas eu trouxe bastante. Estou
esperando ela se acordar, para cobrar o que me deve.
- Nós podemos te pagar. A droga pertence a nós três.
Mas gostaríamos que você ficasse. Também queremos nos
EHROS TOMASINI 53
divertir.
- Sinto muito, mas não dá. Estou esgotado e ainda te-
nho que ir trabalhar.
- Trabalha distribuindo drogas?
- Não, não. Sou web-designer. E não curto drogar-me.
A que estava mais perto de mim examinou minhas pál-
pebras. Disse para a outra:
- É verdade, ele não consome drogas. Não quer mesmo
ficar um pouco? Depois que fumarmos o primeiro baseado,
pode ir-se.
Olhei melhor para as duas, que já se livravam das rou-
pas de médicas. Ambas eram jovens, mas apenas uma valia a
pena dar uma trepada. A outra tinha cara de puta, das bem
safadas. E Carminha era a mais gostosona de corpo das três.
Declinei de ficar com elas. Insisti em ir-me embora. A mais
bonita disse:
- Pode me dar teu telefone? Sempre compramos uns
bagulhos, mas hoje deu trabalho contatar o fornecedor de
Carminha. – Afirmou ela, entregando-me um envelope la-
crado.
- O que é isso?
- Acorda, menino. Claro que é o pagamento acertado.
Se quiser, pode contar. Carminha já nos havia dado o valor,
apenas passamos por um caixa-eletrônico e trouxemos a gra-
na.
Eu nem contei. Deixaria isso para Duda fazer. Coloquei
o envelope cheio no bolso e me despedi delas. A mais safada
pegou no meu pau e apertou. Disse, contente:
- Uau! Ele tem um cacetão. Vou querer te encontrar ou-
tra vez, meu lindo. E espero que não fuja de mim.
Dei-lhes meu número do celular, sorri e fui embora.
Esperei uns vinte minutos, antes de passar um táxi. Cheguei
em casa com o dia já claro. Desta vez, não havia ninguém me
esperando. Tomei um banho demorado e caí na cama. Antes
de pegar no sono, pensei um pouco em Camila. Eu estaria
VICIADA EM SEXO54
gostando dela?
Acabei passando da hora de ir trabalhar. Tomei um
banho apressado e, quando ia saindo de casa, encontrei-me
com Duda. Tive que voltar para pegar o seu dinheiro. Ele
contou com cuidado, depois disse que estava tudo certo e me
agradeceu o favor. Em seguida, perguntou:
- Não quer ser meu ajudante? Tenho uma boa clientela
e pago bem.
- Não, obrigado. Não comungo com drogas. Não sabia
que Dorinha também era viciada, como você.
- Ela não é. Já foi, quando mataram a nossa filha. Mas
abandonou as drogas. Voltou agora porque eu insisti em dor-
mir na sua casa e levei uns bagulhos pra lá.
- Não devia ter feito isso.
- Agora é tarde, já fiz. Eu não consigo largar o vício,
cara. Minhas clientes exigem que eu transe com elas chapado.
Dizem que é para ter certeza da qualidade da muamba, mas
no final tudo é sexo por sexo.
- Karla também é viciada?
- Aquela abestalhada? Que nada. Mas adora sexo. No
entanto, tenho que deixa-la em casa primeiro, quando quero
foder-lhe a irmã. Já tentei várias vezes ficar com as duas, mas
ela resiste. Acho que está afim de você.
- Ela tem se feito de difícil, comigo. Perdi o interesse.
Prefiro a tua prima.
- Eu te vi com as três patricinhas esta semana, na boate.
A Camila é muito bonita e gostosa, mas tem um namorado,
brother.
- Tem um noivo. Mas concordo contigo: das três, é
a mais bela. Mas vou indo. Já estou atrasado. A propósito:
como achou onde moro?
- Fácil. O cara que estava com o que atirou em tu me
deu as coordenadas.
A semana correu, mais uma vez, sem novidades. Ape-
EHROS TOMASINI 55
nas Camila me ligou na quinta, perguntando se eu iria para a
boate. Confirmei. Ela me disse que no dia seguinte era o ani-
versário do noivo e não ia poder se encontrar comigo. Então,
arrisquei convidá-la para a minha casa, ao invés da gente se
encontrar na boate. Ela riu e topou logo. Anotou meu ende-
reço e disse que estaria lá sem falta.
Mas chegou no meu apê menstruada. Ainda quis fo-
dê-la, mesmo assim, mas ela disse que não se sentia confor-
tável. Eu havia comprado duas caixas de cervejas e tomamos
todas, assistindo uns filmes de aventuras. Ela adorava e eu
também. Aí, o noivo ligou para ela. Eu tirei o som da tevê e
ela o atendeu. Estava na casa dela e tinha ido chama-la para
uma pequena farra. Ela falou que estava menstruada e men-
tiu, dizendo estar na casa de umas amigas. Deu trabalho ela
se livrar do cara, que queria porque queria apanhá-la, onde
quer que ela estivesse. Por fim, ela concordou. Marcaram de
se encontrar numa lanchonete, perto da casa dele. Quando
desligou, ela me perguntou:
- Dá para você me levar lá, amor? Não precisa me dei-
xar na frente. Basta que seja perto.
- Eu preferia passar o resto da noite contigo.
Ela me beijou longamente e com carinho. Eu estava de
bermuda, sentado no sofá ao seu lado. Ela ajoelhou-se dian-
te de mim, entre as minhas pernas, e me livrou da roupa.
Meu enorme caralho ainda estava mole, pois eu não esperava
aquela atitude dela. Colocou-o na boca e empenhou-se em
mamá-lo com uma eficiência antes nunca demonstrada por
uma mulher ao me chupar. A cada abocanhada na glande ou
lambida na extensão do membro, eu ia à loucura. Ela exigiu:
- Quero uma gozada bem demorada e suculenta na mi-
nha goela. Não se prenda, por favor.
Mas eu me prendi. Queria protelar a sua ida ao encon-
tro do noivo. Porém, quando ela começou a me masturbar
também, quase não consigo me prender. Ela percebeu minha
rola inchar e incentivou:
VICIADA EM SEXO56
- Agora, amorzinho. Sei que já não se aguenta de tanto
prazer. Vou engoli-lo todo, aí você goza bem lá no fundo da
minha goela, tá?
E ela se esforçou para engolir até tocar com meus pen-
telhos em seus lábios, sem se engasgar. Com o caralho to-
talmente metido em sua garganta, estirou a língua. Ficou
lambendo minhas bolas, causando-me uma maravilhosa
sensação. Não me aguentei mais: jorrei tudo que tinha na sua
goela. Ela tossiu um pouco, derramou lágrimas, mas não pa-
rou de me mamar. Peguei em sua cabeça com as duas mãos
e me enfiei mais em seu túnel. Seu celular tocou novamente.
Em seguida, ela recebeu uma mensagem do cara: ele já a es-
perava na lanchonete.
Enquanto ela tomava um banho e escovava os den-
tes com uma escova nova que lhe dei, eu chamava um tele
táxi. Descemos, ela ainda de cabelos molhados e cheirando
ao xampu que eu usava, e fomos embora. Paramos nas ime-
diações da lanchonete e ela me deu um demorado beijo nos
lábios. Ficamos, eu e o motorista, observando-a se afastar.
Camila rebolava que era uma beleza. O taxista perguntou:
- E agora, cavalheiro?
- Leve-me para uma boate perto de onde viemos.
Quando entrei, a primeira cara que eu vi foi a do tra-
ficante. Ao invés da negra Niedja, ele estava abraçado com a
filha da policial. Esta disfarçou e até abaixou a cabeça, quan-
do me viu. O traficante olhava para mim, com um sorriso
simpático no rosto. Estava de óculos escuros, como sempre.
Não vi Duda. A garçonete Dorinha veio até mim. Levou-me
a uma mesa desocupada. Perguntei-lhe pelo primo. Ela res-
pondeu:
- Está de “bode”, lá em casa. Não houve jeito de eu tra-
zê-lo pra cá. Disfarça, mas o poderoso chefão está de olho em
você.
- Já vi. Traga-me uma cerveja. O que ele bebe?
Ela se espantou com a minha pergunta. Mas disse:
EHROS TOMASINI 57
- Só uísque caro, de mais de 12 anos de fabricação.
- Pois traga-me uma dose do predileto dele. Mas deixe
na minha mesa, não lá.
Disfarcei, olhando o ambiente. Procurei não olhar em
direção ao cara. Não vi as duas amigas de Camila. Mas o cara
que eu tinha roubado as mulheres dele estava sentado na
mesma mesa onde estive na semana anterior com elas. Dori-
nha chegou com o meu pedido. Cochichou:
- Cuidado com o que vai fazer. – E saiu de perto de
mim.
Tomei um gole demorado da cerveja, do próprio gar-
galo, depois peguei a dose de uísque. Caminhei, resoluto, em
direção do casal. O traficante parou de rir. Fez um discreto
sinal para dois lacaios, posicionados perto, dentro da boate.
Não me intimidei. Parei diante dele e falei, procurando não
tremer a voz:
- Seu uísque predileto. Troco a dose por uma dança
com tua bela acompanhante.
Os dois caras que vieram para perto levaram a mão em
direção ao coldre escondido dentro do paletó, mas o trafican-
te fez um gesto, acalmando-os. Perguntou-me:
- O que pretende fazer com ela?
- Dançar, já disse. Tenho-te observado: você nunca
dança. Ela é jovem. Deve estar afim de se divertir um pouco.
Mirtes olhava para mim, com os olhos arregalados.
Não esperava que eu tivesse a coragem de peitar o cara. Ele
perguntou para a negra:
- Você quer dançar com ele, filha?
Ela balançou a cabeça rapidamente, muito nervosa. O
traficante sorriu e disse:
- Então, eu aceito a dose. Mas não demorem muito.
Quando peguei a filha da policial pelo braço e cami-
nhei com ela até o meio do salão, ela se tremia toda. Disse,
nervosa:
- Está doido? Ela vai mandar te matar, por isso.
VICIADA EM SEXO58
- Você iria ao meu enterro? – Brinquei.
- Isso não é coisa para brincadeiras.
- Relaxe. Peguei a manha do cara. Ele não vai nos fazer
mal.
Dançamos umas três músicas seguidas. Justamente
quando começou uma mais lenta, um marmanjo de pale-
tó roto veio até nós. Pegou Mirtes pelo braço e afastou-a de
mim. Não fiz questão. Ela se desvencilhou do cara e eu ia
voltando para a minha mesa quando o outro sujeito veio em
minha direção. Plantou-se à minha frente e abriu o paletó,
mostrando-me uma arma escondida. Fui afoito e disse:
- Posso agora te mostrar a minha?
Ele fez um sinal positivo com a cabeça.
Devagar, levei uma das mãos às costas e retirei-a com
um gesto obsceno. Dei dedo para o cara. Ele se zangou, mas
eu lhe dei as costas, sentando-me na cadeira. Havia deixado
minha garrafa meia de cerveja na mesa do traficante. Locali-
zei a garçonete com as vistas e fiz sinal para que me trouxesse
outra. O cara finalmente falou:
- O senhor Wilson te quer na mesa dele. Não me faça
te levar à força.
Eu ia responder à altura, mas pensei melhor e cheguei
à conclusão de que não era bom abusar da sorte. Agradeci e
me levantei para ir à mesa do traficante, quando uma more-
na belíssima entrou na boate. Caminhava de forma sensual,
com um charme nunca visto por mim. Fiquei abobalhado. O
traficante também a viu e lhe ficou admirando. Cheguei à sua
mesa. Deixei que ele voltasse a sua atenção para mim, para
lhe perguntar:
- Mandou-me chamar?
- Sim. Sente-se aqui, ao meu lado.
Sentei-me. Ele continuou olhando para a morena de
cabelos grandes e negros, recém-chegada. Quando ela se aco-
modou, ele finalmente me dirigiu a palavra:
- Sabe quem eu sou?
EHROS TOMASINI 59
- Pelo que sei, o dono desta espelunca.
- Espelunca?
- Se eu tivesse dinheiro, deixava isso aqui nos trinques.
E cheio de mulheres lindíssimas, como a morena que acabou
de entrar.
- Conhece-a?
- Quem me dera. Bonita pra caralho. E parece muito
inteligente, também.
Ele me encarou, antes de dizer:
- Pois bem: se conseguir conquista-la, como conquis-
tou aquelas três de uma vez, na semana passada, te dou a ge-
rência desta espelunca para você fazer dela o que quiser.
Olhei para Mirtes. Ela estava espantada com o meu su-
cesso junto ao poderoso chefão. Eu disse para ele:
- Aceito o desafio. Mas a negra aí está como testemu-
nha do que acabou de me prometer.
- Eu ainda não terminei. Faço-o agora: mas, se não ti-
ver sucesso, te mato aqui dentro hoje mesmo.
Eu também o encarei. Ela não parecia estar brincando.
Os dois asseclas dele tinham um risinho irritante nos rostos.
Relaxei e respondi:
- Não é um bom negócio para mim. Se não conseguir,
não vou poder gastar a grana que ganhar de você. Portanto,
estou fora. – Disse isso e me levantei.
O cara deu uma sonora gargalhada, seguido dos seus
compinchas. Mirtes estava visivelmente nervosa. O coroa
disse:
- Senta aí. Ainda não terminei.
- Mas eu, sim. Não vai me convencer a arriscar minha
vida por uma coisa que é do teu interesse. Posso muito bem
continuar sendo apenas cliente desta espelunca, do jeito que
ela é.
- Senta aí, caralho. Eu estava brincando. Mas estive de
olho em você. Parece ser desinibido e mais inteligente do que
meus colaboradores. Quero você trabalhando para mim.
VICIADA EM SEXO60
- E qual seria a minha função?
- Curte drogas?
- Não. Não curto. Aliás, detesto-as.
- Melhor. Não corre o risco de se viciar, como o teu
amigo Duda. Ele é um dos meus distribuidores, sabia?
- Soube hoje. Ele está de “bode” e não pode vir.
- Quem te disse isso?
- A prima dele, claro. Perguntei por ele a Dorinha.
O que Dorinha é tua?
- Fodi-lhe a tabaca algumas vezes. Mas não me interes-
sa. Muito ruim de cama.
Mirtes me olhava de soslaio, mas eu fingia que não me
incomodava com o que ela ouvisse de mim. Naquele mo-
mento, Niedja entrou na boate. Olhou em volta, mas cami-
nhou direto para a mesa onde estávamos. Percebi a morena
lindíssima olhar para ela, mas só por um breve momento. A
policial perguntou à filha:
- O que faz aqui?
- Relaxe. Eu a mandei buscar em casa – respondeu o
mafioso.
Ela olhou para mim, mas fez que não me conhecia.
Sentou-se entre a filha e o cara, depois de pegar uma cadeira.
Chamou a garçonete. O traficante me disse:
- Volte para a sua mesa, mas depois quero continuar a
nossa conversa.
Sentei-me onde estive abancado. Dorinha veio me tra-
zer uma cerveja mofada, depois de atender a policial. Apro-
veitei para perguntar-lhe:
- Quem é aquela morena lindíssima, que chegou quase
ainda agora?
- Não sei. Nunca a vi. Mas vou já, já perguntar o que ela
deseja. Então, tento puxar assunto com ela.
- Não. Traga-me um cardápio e eu mesmo a atendo.
Quero conversar com ela.
- Ficou afim?
EHROS TOMASINI 61
- Não. Quero ganhar uma aposta.
Pouco depois, eu me sentava com um cardápio ao lado
da morena. Ela me deu um sorriso encantador. Eu cumpri-
mentei:
- Oi. Boa noite. Vi que demoraram a te atender, então
vim saber o que vai querer tomar ou comer.
Ela me deu um beijinho no rosto e falou, ainda com um
belo sorriso no rosto:
- O que você sugere?
Arrisquei:
- Você pergunta o que sugiro antes ou depois que a
gente sair daqui?
Ela me deu outro beijinho. Reclamou, mas com tato:
- Está sendo muito apressado. Mas gostei de você. Por-
tanto, comporte-se e decido se teremos uma noitada ou não.
Olhei em direção à mesa do traficante. Ele tinha os
olhos fixos em mim. Fiquei numa posição que ele não pudes-
se ler meus lábios e falei para a morena:
- Tá vendo aquele cara ali, de óculos escuros, com duas
negras?
- Estou. Mas ele não me interessa. No entanto, você sim.
- Presta atenção, por favor: o cara é traficante de drogas
e isso aqui é um antro de marginais. Não creio que é ambien-
te para você. A menos que queira ganhar uma grana fácil,
antes de sair daqui.
- E o que eu teria que fazer?
- Pouca coisa. Ele apostou comigo que eu não conse-
guiria te conquistar. Você me dá um beijo demorado e depois
saímos juntos daqui, fingindo que vamos conversar lá fora.
Aí eu te pago 100 paus e depois cobro a ele.
Ela deu uma sonora gargalhada. Seu riso era gracioso.
Depois, me beijou os lábios. Em seguida, disse:
- Você é muito engenhoso nas cantadas, mas já ouvi
essa da tal aposta.
VICIADA EM SEXO62
- Não estou mentindo – Afirmei, sério.
Ela também olhou para mim muito séria. Perguntou:
- Se aqui é um lugar perigoso, o que você faz nesta bo-
ate?
- Estou participando de uma investigação – Não sei o
que me levou a ser tão sincero com ela. A morena olhou bem
dentro dos meus olhos. Perguntou:
- Como é teu nome?
- O que isso tem a haver?
- Diga-me, por favor.
- Felipe. Felipe Bastos. Tá vendo aquela mulher ali, com
o cara de óculos? Ela é uma policial. Estamos fechando o cer-
co para pegar o cara. Portanto, pode haver confusão aqui.
Melhor que vá embora.
Ela me deu um beijo demorado e seu hálito era de fram-
boesa. Fiquei de pau duro. Ela cochichou ao meu ouvido:
- Está bem, Felipe Bastos. Vou dar uma saída, mas volto
já. Não saia daqui. Não demoro.
- Eu vou contigo.
- Não. Fique aqui. Prometo voltar. Só vou pegar meu
isqueiro no carro. Não sei ficar sem ele.
- Mas...
Ela levantou-se e caminhou resolutamente para fora da
boate. Foi seguida por todos os olhares masculinos, inclusive
do traficante. Ele me fez um sinal, como se perguntasse o que
tinha acontecido para ela ir embora. Devolvi-lhe a mímica,
afirmando que ela iria voltar. Ele riu. Não acreditava nisso.
Mas, uns dez minutos depois, a morena voltou poderosa,
atraindo todos os olhares. Sentou-se ao meu lado, sorrindo.
Aproximou o rosto de mim e, quando eu ia beijá-la, lhe escu-
tei a voz máscula:
- Tente me beijar e leva um murro.
Quase dou um pulo da cadeira, tanto que foi o meu es-
panto. O traficante continuava de olho e deve ter estranhado
a minha atitude. Mas a morena me acalmou:
EHROS TOMASINI 63
- Senta aí e finge sorrir, Felipe. Falei com Niedja, antes
dela entrar: ela me disse que você nos está ajudando. Quero
pegar esse merda hoje mesmo. E vou precisar da tua ajuda.
- Porra, o que aconteceu com a tua voz?
Ele me deu um sorriso maravilhoso. Falou:
Eu sou Cassandra. A que está contigo até agora é mi-
nha irmã gêmea. Ela está lá fora, neste momento. Chame a
garçonete, finja ter esquecido algo lá fora e saia. Fique lá com
minha irmã e os policiais federais que vieram conosco. Antes,
porém, peça uma cerveja estupidamente gelada à atendente.
Tem alguém que queira tirar daqui?
- Vai haver tiroteio?
- Espero que não. Vamos remover apenas o traficante.
Mas não garanto que a merda não vire boné, entendeu?
- Então, não preciso tirar ninguém daqui. Deixa eu pe-
dir tuas cervejas.
Quando a garçonete veio com a bebida, no entanto, eu
cochichei ao seu ouvido:
- Fique atenta, pois vão prender o traficante hoje. Afas-
te-se, se houver tiroteio. Eu estarei lá fora.
Quando eu ia saindo, no entanto, um dos lacaios do
poderoso chefão me parou. Disse:
- O patrão está te chamando.
- De novo?
- De novo. Não me crie problemas, por favor.
Eu fui até a mesa do tal Wilson. Ele apertou minha mão
e falou:
- Parabéns, ganhou a aposta. Quem é ela?
- Uma prostituta de luxo. Quer comprar bagulho. Vou
pegar lá fora.
- Você também vende?
- Não. Mas Duda me deu uma pequena quantidade, já
que não vinha hoje. Deixei entocado numas moitas, lá fora.
- Chame a morena para minha mesa. Gostei dela. E
não precisa ir pegar o bagulho. Tenho em estoque, aqui de-
VICIADA EM SEXO64
baixo da mesa.
Gelei. Não esperava por aquilo. Sem querer, eu havia
melado a ação da Polícia Federal. Olhei para a policial. Ela
me piscou um olho. Então, percebi que ela já sabia da opera-
ção. Então, relaxei. Disse ao chefão:
- Vou chama-la para cá. Mas não garanto que ela ve-
nha. Disse-me que precisa urgente da droga, pois tem umas
amigas esperando-a.
O traficante concordou que eu me afastasse e voltei
para perto do homenina. Mas percebi uma movimentação
estranha dos capangas de Wilson. Pareciam querer cercar o
irmão da linda morena, que parecia incrivelmente com esta:
cabelos longos e negros e a roupa igualzinha à que ela usava.
Movimentava-se igual e até os seios eram do mesmo tama-
nho.
O homenina também tinha percebido a movimentação
dos asseclas do traficante. Olhou para mim, desconfiado. De-
pois, vi quando sacou uma pistola pequenina, sabe-se lá de
onde. Eu me espantei quando ele apontou a arma para mim.
No entanto, antes que ele disparasse, um tiro foi ouvido. De-
pois outro. E mais outro.
Instalou-se um pandemônio dentro da boate. Era gente
correndo e gritando para tudo que era lado. Algumas pessoas
entraram atirando. Percebi que era os federais. Aí, levei um
tiro no ombro, dado pelo homenina. Ele tinha o rosto cris-
pado de ódio. Eu não estava entendendo nada. Ainda ouvi
outros disparos de armas diferentes, antes de perder os sen-
tidos.
Acordei com uma dor terrível no ombro esquerdo. Abri
os olhos com dificuldades, com o rosto inchado. Vislumbrei
alguém perto de mim. Ouvi:
- Pronto. Ele acordou.
Reconheci a voz de Mirtes. Forcei a vista, que estava
embaçada. Consegui ver, também, a negra Niedja. Ela me
EHROS TOMASINI 65
beijou os lábios, antes de dizer:
Bem-vindo de volta à vida. Estávamos preocupadas,
mas graças a Deus você está bem.
O que aconteceu? – Perguntei.
- Não se lembra?
- Pouca coisa. Só que o tal homenina atirou em mim.
- Ele pede desculpas, garoto. Foi um erro – ouvi outra
voz feminina conhecida. Virei o rosto em sua direção. Era a
morena lindíssima. Estava fumando perto da janela.
- Por que o puto atirou em mim?
- Ei, ei, nunca o chame assim na sua frente. Ele se irrita
de verdade. Mas deixa eu te contar:
Ela jogou o cigarro fora e se aproximou de mim. Ex-
plicou:
- Você foi à mesa do chefão e estiveram conversando.
Cassandra, então, viu os homens do traficante se movimen-
tando dentro da boate, ocupando lugares estratégicos. Então,
achou que você o tinha traído e quis te abater primeiro.
- Puta que pariu! Eu querendo ajudar e terminei me
fodendo. Mas quem atirou primeiro? Ouvi disparos, antes de
ser alvejado pelo puto.
- Mirtes estava armada – continuou a explicação a poli-
cial negra. – Ela sabia do ataque da PF. Escondeu uma pistola
pequena entre as pernas. Quando dançou contigo, já estava
com ela, afixada por esparadrapos. Não sabemos como, o tra-
ficante pressentiu a armadilha.
- Acho que foi quando eu me espantei com a voz grossa
de Cassandra. Quase dou um pulo da cadeira.
- Pois bem –, continuou a negra – quando você deu
as costas, ele ordenou que os capangas pegassem o irmão da
morena. Eu não estava armada, mas minha filha, sim. Ela sa-
cou a arma de entre as pernas e atirou três vezes contra a
cabeça do escroto. Os asseclas do traficante não sabiam se ati-
ravam no homenina ou em Mirtes. Por sorte, agentes da Po-
lícia Federal ouviram os tiros e invadiram a boate. Foi muita
VICIADA EM SEXO66
bala. Vimos a garçonete sair correndo por uma porta lateral
e achamos que ela iria buscar reforços. Tanto que, não demo-
rou muito e apareceram vários capangas de Wilson, vindos
de pontos de drogas das redondezas. Mas ela tinha outras in-
tenções...
- Quais?
- Correu para a casa do traficante para avisar do tiro-
teio e, quando todos saíram armados, ela aproveitou para
matar o filho de Wilson, o que tinha assassinado com uma
overdose a sua filha.
- Puta que pariu. Caramba, que confusão. Perdi tudo
isso?
- Infelizmente, quando te socorremos, você havia sido
muito pisoteado pelas pessoas que fugiam – Disse a bela irmã
de Cassandra.
- É, ele percebeu que tinha cometido um terrível enga-
no contigo, mas já era tarde.
- Cadê ele?
- Deve estar chegando, para te pedir desculpas pessoal-
mente – falou a policial militar.
- Pois deixe ele vir. Estou com uma raiva do caralho
dele.
- Se eu fosse você, deixava quieto – aconselhou a more-
na, irmã de Cassandra.
- Cadê Dorinha? – Perguntei, mudando de assunto.
- Está presa. Infanticídio é crime grave. E ela nem tra-
tou de livrar o flagrante. Está difícil livrar a cara dela. Duda
escafedeu-se, então não podemos contar com ele para nada.
A Polícia estourou todas as bocas de fumo pertencentes a
Wilson. Muita gente foi presa, outras ainda serão.
- Desde quando estou aqui?
A sargento sentou-se na cama, depois de tirar a arma
do coldre e deixar sobre uma mesinha, perto de mim. Beijou-
-me os lábios carinhosamente e falou:
- Você esteve desacordado quase uma semana, amor.
EHROS TOMASINI 67
Perdeu muito sangue. Mas, agora, está fora de perigo. Está
internado num hospital de gabarito, com um trio de médicos
cuidando muito bem de você.
- Quem são os tais médicos?
- A doutora Graça e seu marido, além da doutora Car-
minha, que também trabalha neste hospital. Carminha, você
já conhece: era frequentadora assídua da boate. O casal, você
vai conhecer amanhã, ainda. Mas são muito simpáticos. Prin-
cipalmente, ela.
Eu não quis dizer, mas sabia de quem ela estava falan-
do: da médica que atendeu a puta hemofílica no motel. Neste
momento, o homenina entrou no quarto. Estava vestido de
maneira totalmente diferente e tinha cabelos curtos e aparên-
cia masculina. Mas a sua voz era inconfundível:
- Boa tarde a todos e todas. Está melhor, rapaz?
Eu estava com ódio dele, por ter atirado em mim. Es-
correguei a mão lentamente em direção à arma que a sargen-
to tinha pousado perto, na mesinha. Mas ele alertou:
- Antes de fazer a merda que está pensando, quero te
pedir desculpas, tá? Eu errei. Mas se tocar nessa arma, juro
que te dou outro tiro.
A morena se aproximou de mim e ficou entre nós dois.
Disse:
- Se perdoá-lo, ofereço-te a melhor foda que você já
deu na vida. Não duvide.
Foi Mirtes, no entanto, quem retirou corajosamente a
arma da minha mão. Disse:
- Relaxe. Não quero perde-lo antes que a gente faça
amor bem gostoso. Só nos dois.
Relaxei. Na verdade, eu só estava dando uma de ma-
chão. Nunca teria coragem de atirar num policial federal. To-
dos suspiraram aliviados, quando devolvi a arma da sargento.
FIM DA SÉTIMA PARTE
VICIADA EM SEXO68
EM DOMICÍLIO – Parte 08
Eu deveria ficar, ao menos dois dias, internado no hospital,
para avaliação. Quando acabou o horário de visitas, to-
dos foram embora ao mesmo tempo. Quando pensei que iria
ficar sozinho, eis que Karla aparece. Deu-me um beijo nos
lábios e disse sorrindo:
- Hoje sou eu que vou ficar contigo. Cheguei um pouco
atrasada porque tive que cuidar de Carminha, que está tendo
uns ataques de nervos estranhos, desde que o Duda a deixou.
Você está bem?
- Estou, sim, bem melhor. Não sabia que estava cuidan-
do de mim.
- Nós nos revezamos: cada dia, dorme uma contigo.
- Mesmo? Quem tem feito isso?
- A sargento, ex-mulher do traficante; A filha dela; Car-
minha, quando não estava de plantão; uma tal de Camila e,
agora, eu. A doutora Graça também nos disse que ficaria con-
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Transação sexual para tratar infecção vaginal

  • 3. EHROS TOMASINI 3 EM DOMICÍLIO – Parte 01 Tudo começou de forma inusitada: minha namorada ti- nha uma irmã que, depois de sofrer um AVC, estava se- miparalisada encima de uma cama. Com a doença, o muco da vagina começou a ficar ressecado. A pobre vivia cheia de feridas na parte interna da genitália. Cremes vaginais, os mais variados, foram utilizados para lubrificar o sexo dela, mas sem resultados aparentes. Um dia, uma médica sugeriu que se tentasse uma relação sexual casual, para ver se resol- via o problema. Foi quando eu e minha namorada tivemos o seguinte diálogo: - Você pode quebrar esse galho, amor? Basta transar umas duas vezes com ela, não mais que isso... - Está oferecendo tua irmã enferma para que eu transe com ela, Karla? - São ordens médicas, amor. A coitada está sofrendo com a mucosa vaginal em carne viva. Tenho pena dela.
  • 4. VICIADA EM SEXO4 - Mas ela tinha um namorado, antes de sofrer o AVC. - Sim, sim. Mas aquele puto deixou de vir aqui, depois que foi morar na casa de uma amiga dele. Depois, ouvi dizer que está com um amante. O cara virou puto e Carminha não irá mais querer saber de conversa com ele. - Você me deixa numa situação difícil. Ela ainda reco- nhece as pessoas? - Às vezes. Outras, parece um vegetal. Não fala nada, nem escuta quando falamos com ela. - Vou ter que usar camisinha? Você sabe que eu detesto. - Você não poderá usar, pois é arriscado à peça de bor- racha colar na pele da vagina e causar mais danos. - Não posso untar com uma quantidade maior de cre- me? - Melhor não. Qual o problema? Tem nojo de transar com ela porque a pobre está toda esfolada por dentro? Eu me calei. É que eu tinha mesmo uma certa repul- sa de transar com alguém cuja vagina estava em carne viva. Também temia pegar alguma doença sexual transmitida por ela. Ou, até, transmitir-lhe alguma enfermidade, sei lá. O fato era que eu não me sentia à vontade. Mas concordei: - Está bem. Quando devo transar com ela? Karla atirou-se em meus braços e me deu um longo beijo. Depois, disse: - Quando minha outra mana chegar, eu peço ajuda a ela para dar um banho demorado em Carminha. Faremos o asseio e depois a devolvemos à cama. Não vou dizer à minha irmã o que combinamos, pois tenho certeza de que ela não concordaria. Betânia é muito puritana. Então, quando ela es- tiver dormindo, ligo para você e você vem de madrugada. Transa com Carminha e depois vai embora, está bem? Já passava da meia-noite e eu tomava umas cervejas num bar próximo à casa de minha namorada. Ainda não
  • 5. EHROS TOMASINI 5 estava totalmente convencido de que deveria transar com a enferma. Na verdade, eu a havia conhecido antes de conhecer Karla. Só que, na época, ela já tinha esse namorado que se escafedeu, depois que ela ficou doente. Eu a encontrei, certa vez, numa boate. Ela estava com Karla, mas era muito mais boazuda do que minha atual namorada. Eu havia me senta- do numa mesa próxima às duas e tentava atrair a atenção de Carminha, que era a mais jovem e bonita das duas. Quando começou a tocar uma música internacional bem romântica, tomei coragem e fui chamá-la para dançar. Ela, simplesmen- te, entronchou a cara e nem me deu atenção. Então, Karla disse: - Minha irmã está esperando o namorado. Mas eu es- tou disponível. Vamos dançar? Eu fui. E fiz questão de demonstrar meus dons de dan- çarino, querendo impressionar Carminha. Mas, como a mú- sica era lenta, só me restou dançar “enfiado” com Karla. Ela adorou. Agarrou-se mais a mim e não me deixou sair quando a melodia acabou. Também não soltou a minha mão, quando disse: - Vamos para a minha mesa? Fui. Chegando lá, Carminha estava brigando com o namorado, que chegara atrasado. Karla fez as apresentações, mas ela não deu a mínima para mim. O namorado dela, no entanto, era um cara bem simpático. Apertou minha mão com entusiasmo e pediu uma cerveja para mim, pois todos estavam tomando da boca da garrafa. Veio atender-nos uma morena muito bonita e de corpo sarado. Parecia malhar ao menos duas vezes ao dia. O cara apresentou: - Essa é minha prima, Dorinha. Tem virado noites tra- balhando em bares e boates, pois está para casar. Quer juntar uns trocados para comprar a mobília. Apertei a mão da morena e dei-lhe os parabéns. Ela ti- nha uma expressão envergonhada no rosto. Baixou o olhar e evitou nos encarar. Depois, saiu de perto da gente e foi aten-
  • 6. VICIADA EM SEXO6 der outros clientes. O cara perguntou: - Gostou da minha prima? - Ela é muito simpática – Respondi. - Pois eu estava brincando: ela não está para casar. Está passando uma má fase e, por isso, tem trabalhado à noite. Quer que eu a ajeite pra tu? Antes que eu dissesse qualquer coisa, Karla adiantou-se e me surpreendeu: - Ele está comigo, Duda. E não precisa que você seja seu cafetão. O tal Duda deu uma gargalhada. Pediu-lhe desculpas e disse que estava brincando. Carminha agarrou-se a ele e o beijou. Karla fez o mesmo comigo. Eu fiquei surpreso, mas correspondi ao beijo. Pouco depois, parecíamos um casal que já se conhecia havia tempos. Beijamo-nos várias vezes e eu deixei de estar olhando furtivamente para as grossas pernas da irmã dela. Aí, Duda chamou novamente a prima, para pe- dir-lhe quatro cervejas de uma vez. Quando a morena trouxe as garrafas numa bandeja, fez questão de ficar entre mim e Karla. Cada vez que destampava uma cerveja (ela fazia questão de abri-las em câmera lenta), encostava a enorme buceta em meu ombro e fazia pressão. Parecia até que estava esfregando a tabaca em mim de pro- pósito. Eu me afastei um pouco, querendo disfarçar a ousadia dela. Ela voltou a pressionar a xoxota em mim outras vezes. O tal Duda percebeu. Piscou-me um olho. Fiz-lhe o mesmo. A partir de então, todas as vezes que pedíamos cerve- jas, Dorinha repetia a safadeza. E eu gostando. Aí, depois de estar aos cochichos com o namorado, Carminha se levantou e chamou a irmã para irem à toalete. Quando sumiram de vistas, o cara me perguntou: - Quer que eu fale com minha prima para vocês dormi- rem juntos? Vi que ela gostou de você.
  • 7. EHROS TOMASINI 7 - E o que eu faço para me livrar da Karla? Não, não. Basta que você passe o número do meu telefone para tua pri- ma. Peça para ela me ligar amanhã. - Não, caralho. Eu limpo tua barra com as meninas – Prometeu ele. - Aproveita que elas foram ao sanitário e vá embora. Eu invento uma desculpa qualquer quando volta- rem. - Sair sem nem falar com tua prima? Trocar o certo pelo duvidoso? Dá não, cara. - Okay, me dá teu número. Você fuma? - Sim, mas não sou viciado. - Vá comprar uma carteira de cigarros para a gente. E fique atento ao celular. Depois, quando voltar dos cigarros, você me diz se fica ou se vai embora, tá? Saí da boate e não demorei a achar um fiteiro. Acendi um branquinho e dei um tempo. Meu celular tocou. - Alô? - Oi, sou Dorinha, a garçonete. Meu primo disse que você queria falar comigo... - Oi, Dorinha. É verdade. Fiquei doido para te dar uns amassos, depois que você ficou se encostando em meu om- bro. Ainda tenho o cheiro da tua buceta impregnado nele. Está afim de sair comigo? - Eu só largo quando terminar a festa na boate. Lá por volta das três da madrugada. Vai me esperar? Eu moro sozi- nha. A gente pode ir lá pra casa. - Tem algum bar por perto onde eu possa te aguardar? Não quero voltar para a boate. - Tem como anotar um endereço? É o da minha casa. Fica perto. Você me espera lá. Irá encontrar a chave debaixo do tapete da porta dos fundos. Pouco depois, eu estava dentro de uma casa modesta, localizada nas redondezas. A morena era organizada e man-
  • 8. VICIADA EM SEXO8 tinha a mobília limpa. Vi um quadro na sala onde uma meni- na de uns dez anos posava graciosamente para a foto. Devia ser filha dela. Curioso, vistoriei todos os cômodos e até abri o guarda-roupa. Não havia vestes infantis, dentro. Também abri a geladeira à procura do que beber. Só havia umas gar- rafas de água e algumas poucas frutas. Naquele momento, apurei os ouvidos e escutei um som de música brega vindo de longe. Saí à procura da origem do som. Achei um bar bem esculhambado, com muita gente bebendo na frente, cantan- do ou remexendo o esqueleto por causa das músicas que to- cavam. Comprei um pacote de latões de cervejas e voltei para a casa de Dorinha. Quando ela chegou, eu já estava na terceira lata. Ela tinha a fisionomia de quem estava cansada. Disse-me: - Olha, eu me arrependi de ter te convidado para cá. Estou muito esgotada, cara. Doida para tomar um banho e cair na cama. Você ficaria chateado se eu te mandasse em- bora? Claro que fiquei. Mas não sou muito de insistir. Pedi desculpas por a estar incomodando tão tarde da noite e fui- -me embora, sem aceitar um beijinho que quis me dar. Eu estava arrependido de ter comprado as cervejas, mais ainda por ter deixado a maioria lá. Mas ainda tinha algum dinheiro no bolso. Voltaria ao bar brega onde o ambiente era carre- gado, com a maioria das mulheres com cara de vigarista. Os machos eram mais mal-encarados ainda. Pareciam assaltan- tes ou viciados em maconha e drogas baratas. Acomodei-me a uma das mesas e uma negra visivelmente bêbada veio até mim: - Paga uma bebida pra mim, peixe? - Eu nem pedi a minha, ainda. - Então, pede duas: uma pra mim outra pra tu. E me dá um beijo. Olhei para a negra. Definitivamente, não fazia meu
  • 9. EHROS TOMASINI 9 tipo. Não por ser negra, mas por estar com um fedor nause- abundo de cachaça pura. Declinei das duas coisas: do beijo e de pagar-lhe a cerveja. Uma coroa veio me atender. Parecia a dona da bodega. Perguntou: - Vai querer alguma coisa? Mas tem que ser rápido no consumo pois estou fechando. - Então, não vou querer nada, senhora. Detesto beber apressado e sendo enxotado do estabelecimento. Deixe para outro dia. Obrigado. Aí, meu celular tocou. Reconheci o número. Era Dori- nha. Perguntou-me: - Ainda está por perto? Perdi o sono. Fiquei afim de uma trepada. Claro que voltei para a casa dela. Ela me atendeu à por- ta, já toda nua. Bebia uma cerveja. Perguntou se eu também queria. Eu disse que sim. Ela derramou o líquido gelado na minha cabeça. Mesmo com a roupa molhada, aproximei-me dela e a beijei com volúpia, enquanto esfregava o dedo em sua racha. Ela soltou a lata de cerveja que segurava no chão, derramando-a um bocado, e abriu mais as pernas. Estava an- siosa para gozar. Pediu-me que eu apressasse a masturbação: - Vai. Esfrega minha buça. Mais rápido! Mais rápido, porra. Quero gozar nesse dedo.... As pernas dela tremeram. Puxou-me em direção a uma parede encostou-se nela. Aproveitei para lamber um dedo da outra mão e enfiar em seu cuzinho, sem parar de masturbá-la com velocidade e força. Ela gemeu mais alto. Pediu meu dedo molhado de seu mel em sua boca. Disse que precisava sentir seu próprio sabor. Fiz o que queria. Ela lambeu meus dedos com gula, depois pegou no meu cacete, mesmo eu ainda es- tando vestido. Masturbou-me seguindo o mesmo ritmo da siririca que eu lhe tocava. Abriu meu fecho e virou-se de cos- tas. Abracei-a por trás. Ela retirou meu cacete duríssimo com as duas mãos e o apontou para o cuzinho, enquanto eu lhe
  • 10. VICIADA EM SEXO10 beijava o cangote. Continuei friccionando o dedo em sua ra- cha. Esguichou em meu dedo, enquanto encaixava o ânus em minha glande. As pernas lhe tremeram novamente e ela qua- se cai de joelhos, enquanto meu membro escapava de suas pregas. Aí, agachou-se entre minhas pernas e colocou meu caralho na boca. Disse que ele era enorme e tinha gosto bom. Engoliu-o quase que totalmente, até engasgar. Havia tocado com meus pentelhos nos lábios, numa garganta-profunda. Depois ficou me masturbando apenas com a boca, introdu- zindo meu king size goela adentro. Sua garganta era quente e eu logo tive vontade de gozar. Quando meu pau inchou mais, ela implorou: - Goza, bem. Goza gostoso. Me inunda de porra. FIM DA PRIMEIRA PARTE.
  • 11. EHROS TOMASINI 11 EM DOMICÍLIO – Parte 02 Quando terminamos de foder, ela bem dizer correu para o banheiro. Tomou um banho urgente, como se estivesse com nojo da minha gala. Colocou um dedo na garganta e forçou o vômito. Fiquei encostado no umbral do banheiro, vendo sua agonia. Quando ela terminou de botar meu esperma para fora, perguntei: - O que houve? Tem repulsa a porra? Ela ficou respirando com dificuldades depois lavou a boca. Finalmente, disse: - Não, amor. Tenho alergia a sêmen. Se não botar para fora, passo uns dias com infecção intestinal. - Vôte! Nunca vi isso. - Desde pequena, sou assim. - E, por acaso, você chupa desde pequena, para dizer isso? - Chupo, sim. Eu tenho cinco irmãos, todos homens.
  • 12. VICIADA EM SEXO12 Sou a caçula. Por isso, abusavam de mim, quando eu era pequena. Mas logo me acostumei. Então, passei a exigir a porra deles todos os dias. Um deles era muito rapariguei- ro, trepava com mulheres diferentes e bem putas, diaria- mente. Acho que me transmitiu alguma doença venérea. - Nunca procurou um médico? - Cadê grana para isso? Ainda fui a um, mas o merda exigiu que eu lhe chupasse, quando lhe contei meu proble- ma. Desde então, evito esses pulhas. Ela saiu do banheiro e caminhou nua até sua bolsa, que estava sobre o sofá. Abriu-a, retirou uma carteira de dentro e pegou um dinheiro. Aí, me perguntou: - Quanto te devo? Estranhei a pergunta. Respondi com outra: - Como assim? Ela demorou um pouco a responder, penteando os cabelos: - Duda me disse que você faz programas. Achei que iria me cobrar. Olhei para ela mais espantado ainda. Fiquei alterado: - Que história é essa? Ele devia estar brincando, quando te disse isso. Eu nem conheço aquele cara. Ele é um mentiroso, isso sim. - Não vai querer a grana? - Claro que não! Ela voltou a guardar o dinheiro. Ficou um tempo pensativa. Depois, perguntou: - Também não conhece aquelas duas? - A primeira vez que as vi foi hoje. Por quê? Ela não respondeu. Continuou pensativa. Acendeu um cigarro, tirado da bolsa feminina. Depois, sentou-se no sofá de pernas cruzadas. Finalmente, falou: - Olha, por hoje, chega. Gostaria que fosse embo- ra. Não costumo trazer machos em casa. Fi-lo por causa
  • 13. EHROS TOMASINI 13 do meu primo. Obrigada pela trepada gratuita. Eu estava mesmo precisando. Pela segunda vez, naquela noite, eu havia sido dis- pensado por ela. Mesmo assim, ainda insisti: - Achei que iria ficar por aqui, até minhas roupas sujas de cerveja derramada enxugasse. Ela levantou-se do sofá e entrou no quarto. Voltou com uma parelha de roupas novas. Entregou-me-as. Disse: - Eram de meu marido. Não precisa devolvê-las. En- coste a porta, quando sair, por favor. Já fora da casa dela, olhei para o relógio de pulso. Já ia dar quatro da madrugada. Resolvi-me a ir para casa. Andei pelas ruas desertas torcendo para que viesse um táxi, pois não havia Uber naqueles tempos. Depois de uma caminhada de mais de meia hora, quando já estava perto do meu endereço, uma viatura parou a alguns metros de mim. Dela, desceram dois policiais e barraram meu cami- nho. Um deles perguntou: - O que faz na rua a esta hora, rapaz? - Não encontrei condução. - Mostre os documentos, por gentileza. Enquanto eu procurava a minha carteira de identi- dade, solta num dos bolsos, desceu da viatura uma negra atlética. Tomou o documento das mãos de um policial que tinha me ajudado a encontra-lo, apalpando meus bolsos por fora das calças. Ela deu uma olhada e leu em voz alta: - Felipe Bastos, 31 anos de idade, sem pai conhecido. Trabalha, jovem? - Sim, senhora – Eu disse, encarando a sargento, uma negra bonita e musculosa que devia ter uns quarenta e poucos anos. – Sou web designer. - Muito bem. Eu sempre quis entender mais de dese- nho, mas não tive chances de me aprofundar na arte. Mora por perto?
  • 14. VICIADA EM SEXO14 - Na próxima quadra, senhora. - Mora sozinho? - Isso importa, senhora? - Depende da resposta. Titubeei um pouco, antes de responder: - Moro sozinho desde o falecimento de minha mãe. Como deve ter visto nos meus documentos, não tive pai. - Tua mãe deve ter sido uma mulher de bem. Você tem uma boa profissão. Está liberado – disse-me ela, me entregando minha carteira de identidade e outros perten- ces que tirei dos bolsos. Agradeci, recoloquei minhas coisas de volta de onde as tinha tirado e já ia saindo, quando ela perguntou: - Não se lembra de mim, rapaz? Parei e olhei em sua direção. Nunca a tinha visto na minha vida, tinha certeza disso. Balancei negativamente a cabeça. Ela fez um gesto com a mão, indicando que eu se- guisse meu caminho. Mas aquela pergunta dela me deixou encucado. Eu costumo ter boa memória. Não esqueceria um rosto tão fácil. Cheguei em casa – um pequeno apartamento num bairro popular do Recife – e tomei um banho. A more- na Dorinha não me saía da cabeça. Mas não me mastur- bei. Liguei a tevê e assisti um pouco. Não estava passando nada que me interessasse. Então, finalmente caí na cama. Era um sábado e eu não trabalhava naquele dia. Acho que dormi por duas horas. Acordei com o toque alto da minha campainha. Levantei-me ressacado, vesti uma bermuda e fui atender. Eu costumava dormir só de cueca, por conta do calor. Deparei-me com a sargento, à paisana, na minha porta. Estranhei sua presença: - Ao que devo o prazer da visita? - Posso entrar? Mesmo cismado, deixei que entrasse. Ela sentou-se
  • 15. EHROS TOMASINI 15 em uma de minhas velhas poltronas e perguntou: - Não se lembra mesmo de mim, jovem? Estive avaliando-a novamente: negra de tez quase azulada, dentes alvíssimos, cabelos curtos e de corte reto no topo, bustos firmes, cintura fina e ancas largas. Não, eu nunca a tinha visto. Disse isso a ela. Ela aquiesceu: - Tudo bem. Vejo que sou mesmo discreta e isso é bom para a minha profissão. Mas estive bem perto de você naquela boate, ontem à noite. Estava acompanhada de um coroa gordo, de óculos escuros. Agora, sim, eu me lembrei dela. Muito mais por cau- sa da figura que estava consigo, de óculos escuros em plena noite. Como não sou de azarar mulheres acompanhadas, não havia lhe dado muita atenção. Confirmei que a tinha visto. Ela sorriu, satisfeita. Depois, tentou me tranquilizar: - Não se preocupe, não estou atrás de você e sim de uma dupla que age naquela espelunca. Andei te seguindo. Vi que esteve no puteiro e depois na casa da garçonete. Quem mais estava com vocês? Demorei a responder. Estava muito cismado com a policial. Enchi o peito de ar e quis saber: - Estou sendo investigado? - Não, não. Mas preciso de você para resolver um caso intricado. Então, peço humildemente a tua colabo- ração. - Do que se trata? - Tráfico de drogas pesadas, coisa nova no merca- do. Venho investigando a garçonete e o que se diz primo dela. Da mulher, ainda não temos evidências. Do tal Duda, conseguimos provas do envolvimento dele com uns trafi- cantes da pesada. - Não curto drogas. Mas também não vou me envol- ver com essa tua investigação. Parece ser coisa perigosa e tenho amor à minha vida. - É justo. Mas só quero saber se viu algo suspeito na
  • 16. VICIADA EM SEXO16 casa da garçonete. Do marmanjo, cuidamos nós. - Mesmo se eu tivesse visto, te dizer seria me envol- ver com essa turma barra pesada. Não, obrigado. Não te- nho porque te ajudar. E mais: o que ganho com isso? - Nada. Absolutamente nada. Só a certeza de dormir com a consciência tranquila. - Ah, eu já faço isso todos os dias, dona. Não tenho nem preocupações financeiras, graças a Deus. Desculpe, mas não vai me convencer dessa forma. E sinto muito, mas gostaria de continuar meu sono. Ela levantou-se imediatamente. Disse: - Errei em te contatar. Porém, te dou um conselho: – disse ela, olhando fixamente para mim – Afaste-se daquela dupla. Não poderei te proteger, se continuar tendo contato com eles. Agradeci-lhe a preocupação e fui leva-la até a fren- te do prédio de três andares onde eu morava. Ela tinha seu carro particular estacionado na rua. Despedimo-nos e, quando ela abriu a porta para entrar no veículo, um ou- tro parou do outro lado da rua. Havia dois sujeitos dentro dele. Percebi que o motorista apontava um revólver para as costas dela. Gritei: - Cuidado, senhora! A policial se atirou no chão sem nem mesmo olhar em direção ao cara armado. Enquanto caía, sacou uma arma de sob as roupas. Já se chocou com o chão atirando. O motorista levou um balaço na têmpora. Antes de arriar sobre o volante, no entanto, atirou a ermo. Eu fui atingido no flanco por um balaço. Gritei de dor. Ouvi mais dois tiros e pneus cantando. Perdi a consciência. Caí de joelhos no chão. Ainda vi a policial correndo em minha direção. Depois, não vi mais nada. Quando despertei, estava com o tórax enfaixado.
  • 17. EHROS TOMASINI 17 Abri lentamente os olhos e vislumbrei alguém sentado à beira da cama. As vistas ainda estavam turvas, mas reco- nheci a policial. Ela cochilava, sentada à borda do leito. Mas percebeu que eu havia me mexido. Despertou e sau- dou-me: - Boa noite, belo adormecido. Finalmente, desper- tou. - Onde estou? - Numa clínica de repouso, não se preocupe. - Não tenho plano de saúde. - Sim, andei procurando um em tuas coisas. Não esquente. Eu pago teu tratamento. Afinal, te devo minha vida. - É, e por pouco eu não te devo minha morte. Isso não teria acontecido, se não houvesse me procurado. - Tem razão, desculpe-me. Mas os tiros eram diri- gidos a mim, e não a você. Nem sabiam da tua existência. - Como pode ter certeza disso? - Interroguei um dos agressores. Ele não quis falar, com medo de ser silenciado. Mas disse que não pretendia te ferir. - Mas, agora, estou envolvido. O que pretende fazer para me proteger? - No momento, não devemos ser vistos juntos. Você vai continuar a agir normalmente, como se tivesse sido vítima de uma bala perdida. Vou colocar alguém para te vigiar dia e noite. Alguém da minha confiança. - Quem? - A minha própria filha. A filha da policial era belíssima, apesar de parecer muito machona para o meu gosto. Depois que tive alta do hospital, apareceu na minha casa com dois revólveres na cintura e me dando ordens: não queria que eu recebesse visitas, exigia que eu tivesse um treinamento militar inten-
  • 18. VICIADA EM SEXO18 sivo mesmo estando ferido, e que eu deveria estar sempre vestido. Só depois é que eu soube que o tamanho do meu pau a incomodava. Ela quase não olhava em direção a ele, mandando-me cobrir o bicho, sempre que estava por per- to. A essa ordem, não atendi. Fazia questão de estar com ele à mostra, toda vez que eu via que ela se sentia incomo- dada. Mirtes era tão negra quanto a mãe. Bem mais magra, tinha o corpo dentro dos padrões de beleza atuais: nem gorda, nem esquelética. Não gostou de mim. Fez questão de dizer, desde o primeiro dia de acompanhamento, que estava ali só a pedido da mãe. Não me estendi sobre o as- sunto, até porque ela cuidava de mim muito bem. Dava- -me até comida na boquinha. Quase não dormia, atenta a tudo em volta. Ficava olhando por uma fresta da janela do apartamento, talvez esperando que alguém fosse nos atacar. Dois dias depois, a mãe chegou e pediu que ela fosse descansar em casa. Ela preferiu dormir no meu sofá. Pe- gou no sono, imediatamente. Aí, a coroa se aproximou de mim, examinando minhas ataduras. Disse: - O ferimento está quase sarado. Sequinho e fechado que é uma beleza. Chegou a transar com minha filha? - Como é que é? - Mirtes é tarada. Não iria ficar esses dias sem tran- sar. Trepou com ela? - Claro que não! Também não tivemos nenhuma ati- tude libertina, se é o que quer saber. Ela fez questão de me dizer que estava aqui obrigada, apesar de me tratar bem. A policial sorriu. Balançou a cabeça em tom de con- cordância, antes de dizer: - É assim que ela age quando gosta de alguém. Tentei estender a conversa, mas a negrona fugiu dela. Depois, disse que ia à cozinha, preparar alguma coi- sa. Estava vestida com o fardamento da Polícia e parecia
  • 19. EHROS TOMASINI 19 estar com calor. Ficou conversando comigo, lá da cozinha, fazendo-me preguntas triviais sobre minha profissão, grau de estudos, essas coisas. Do quarto, nem sempre eu en- tendia o que ela perguntava. Pedia para que repetisse. Foi quando coloquei um calção de tecido fino e resolvi ir mais para perto dela. Para minha surpresa, ela mexia um cal- deirão de sopa nuazinha, sem uma peça de roupa sequer. Quando me viu, colocou uma mão cobrindo os seios e, com a outra, tapava o sexo. Parecia envergonhada do pró- prio corpo. Eu disse: - Relaxe. Agora, eu já vi. E desculpe-me, mas eu não sabia que estava pelada. Ela tratou de pegar suas roupas, jogadas sobre uma cadeira da cozinha, deixando-me ver sua bundona re- donda. As peças caíram no chão. Quando ela se inclinou para apanhá-las, empinou aquele bundão para o meu lado. Pude ver suas pregas. Agora, sim, meu caralho deu um pulo. Ficou forçando o calção de tecido fino e dava-se perfeitamente para ver minha ereção. Então, ela desistiu de pegar as roupas. Virou-se de frente para mim e já não cobria suas partes pudicas. Seus olhos procuraram meu volume dentro do calção. Sorriu e disse-me: - Mexa um pouco a sopa, senão gruda no fundo da panela. Fiz o que ela disse, enquanto ela se aproximava de mim. Acercou-se por trás e meteu a mão dentro do meu calção, fungando meu cangote. Eu me arrepiei todo. O pau deu um pulo em sua mão. Ela foi baixando a boca, me beijando as costas, até que tocou um pouco acima da re- gada de minha bunda. Soltou meu caralho e baixou meu calção com as duas mãos. Abriu bem minhas nádegas e lambeu meu buraquinho. Gemi de prazer, pois ninguém nunca havia feito aquilo comigo. Ela levou uma mão ao botão do fogão e apagou o fogo. Depois, me virou de fren- te para ela, após se livrar do meu calção, jogando-o sobre
  • 20. VICIADA EM SEXO20 as roupas dela, que estavam no chão. Só então, abocanhou o meu falo. A coroa era muito sensual. Chupava, lambia, me masturbava com ambas as mãos e ainda a goela. Minhas pernas tremeram, pois eu ainda estava fraco da perda de sangue. Chamei-a para a cama, mas ela pareceu não ouvir. Pouco depois, eu sentia o orgasmo aflorando meu âmago. Ela dizia, mesmo com o pau na boca: - Goze, meu anjo. Quero sentir teu gozo na minha goela. Eu adoro engolir porra de macho. Fode minha gar- ganta, fode, fode, fode, fodeeeeeeeeeeee... Eu gozei. Foi uma gozada cavalar. Senti as vistas es- curecerem e tentei me apoiar na mesa da cozinha. Fui ao chão, levando algumas cadeiras junto. FIM DA SEGUNDA PARTE
  • 21. EHROS TOMASINI 21 EM DOMICÍLIO – Parte 03 Mirtes acordou assustada. Correu para a cozinha e nos viu totalmente despidos. Ralhou: - O que está acontecendo, mainha? Não me diga que já se aproveitou do rapaz!? - E daí? Você teve sua chance. Apenas fui mais objetiva. E não adianta ficar com essa cara amuada: venha me ajudar a carrega-lo para a cama. - Mesmo a contragosto, a negrinha veio ajudar a mãe. Ainda zonzo, senti-me ser transportado e deitado na cama. A cabeça girava e eu não conseguia reagir. Meu curativo do flanco foi arrancado às pressas. A jovem reclamou: - Olha praí, mainha, o ferimento reabriu. A senhora não devia ter feito isso com ele. - Ele gostou, pode acreditar. Mas não vamos chamar ninguém para fechar esse corte. Eu mesma vou suturar isso. - Ele ainda está consciente. Precisamos aplicar-lhe uma
  • 22. VICIADA EM SEXO22 anestesia. - Pois fique aqui com ele. Vou à farmácia, comprar ga- zes e ataduras, além de álcool e uma agulha de sutura. Apro- veito e vejo se tem anestesia. Se não encontrar, vou ter que costurá-lo a cru. Então, não vi mais nada. Acho que desmaiei de fraque- za. O ferimento não doía. Ainda senti a negra Mirtes pegar em meu cacete, mas não sei o que ela fez com ele. O fato é que acordei já de noite, com o curativo renovado. Percebi que as duas ainda estavam dentro da casa. A policial disse para a filha: - Ele acordou. Traga-lhe um prato de sopa. Mirtes correu até a cozinha. Ouvi o barulho do motor do micro-ondas sendo ligado e ela voltou com a sopa quen- tinha. Como sempre fazia, deu-me a comida na boca. A po- licial disse: - Isso, cuide bem dele. Vou-me embora pois preciso trabalhar. Fique atenta. Ainda não passou o perigo. Tomei o prato de sopa agradecendo o cuidado que a negra estava tendo comigo. Ela disse, meio envergonhada: - Depois, quero ser recompensada. Eu não estendi essa conversa. Achei que sabia ao que ela se referia. Ela limpou minha boca com um pano limpo e depois correu para a janela. Tinha uma pistola na mão e olhava atenta para fora do apartamento, que era no segun- do andar. Voltei a dormir. Mas, aí, meu celular tocou. Era a garçonete da boate, perguntando porque eu havia sumido. Mirtes tinha um bom ouvido e me alertou: eu não deveria di- zer que estava convalescente. Por isso, inventei uma desculpa qualquer. Quando desliguei, a negra perguntou: - Quem era, tua namorada? - Não. A garçonete que tua mãe me pediu que eu vi- giasse. - Ah, tá. – E virou-se para vigiar a janela, novamente. ******************
  • 23. EHROS TOMASINI 23 Uma semana depois, voltei à boate. Encontrei Duda e as duas irmãs, lá. Karla virou o rosto, sem querer falar comi- go. Carminha fez o mesmo. Mas o bonitão, namorado dela, se levantou e veio falar comigo. Perguntou-me o motivo do meu sumiço. Menti: - Naquele dia, quando saí da casa da tua prima, fui as- saltado. Atiraram em mim – Eu disse, levantando a camisa e mostrando o curativo que ainda trazia sob as vestes. O cara me olhou, preocupado. Perguntou: - Conhece quem te fez isso? - Não. Nem deu tempo olhar para a cara deles. Parecia que já estavam me esperando – Continuei mentindo. Na ver- dade, eu começava a minha investigação, como tinha prome- tido à policial. Duda prometeu: - Vamos pegar quem te fez isso. Confie em mim. Minha prima sentiu tua falta. Vamos lá para minha mesa e eu a cha- mo para atender à gente. - Não, melhor não. Tua namorada e a irmã dela estão chateadas comigo. Eu não devia ter ido embora, naquele dia. - Conversa. Mostre esse curativo para elas e diga que foi assaltado quando retornava de comprar cigarros. - Não, não tenho mais interesse. Prefiro tua prima. - Bem, quem sabe é você. Abanque-se numa mesa qualquer e eu peço para Dorinha te atender. Pouco depois, a morena se acercou de mim. Me deu um selinho nos lábios e perguntou: - O que vai ser? - Cervejas. Não gosto de uísque. - Mas eu gosto. Pague uma dose pra mim e eu virei bebê-la aos poucos na tua mesa. Se você quiser, quando eu largar a gente vai lá pra casa. Estive indeciso, depois resolvi continuar com o jogo: - Olha, não vai dar. Não sei se teu primo te disse, mas naquele dia fui assaltado a caminho de casa e atiraram em
  • 24. VICIADA EM SEXO24 mim. Ela fez cara de espanto. Depois, pediu-me para eu mos- trar o ferimento. Levantei a camisa e ela só viu o curativo. Sem me pedir licença, levou a mão ao meu flanco e removeu a gaze. Viu a ferida quase sarada. Fechou a cara e perguntou: - Quantos te fizeram isso? - Dois. Mas só um atirou. - Você os reconheceria, se os visse novamente? - Não sei. Eu estava meio bicado. E foi tudo muito rá- pido. - Pois eu acho que sei quem foram os putos. Tem cora- gem de encará-los e pedir tua grana roubada de volta? Agora, quem se espantou fui eu. Gaguejei, quando dis- se: - Oh, não levaram muito. Não valeria a pena o risco de voltar a encarar os sujeitos. - Você tem medo? - Muito. Não chego a ser um covarde, mas não me meto em encrencas por besteira. Ela esteve pensativa, depois saiu de perto de mim. Con- versou algo ao ouvido de Duda e, em seguida, foi atender ou- tros clientes. Vi quando o rapaz bonitão pegou o celular e fez uma ligação. Karla olhava em minha direção, mas, quando a encarei, voltou a virar o rosto. Não lhe dei atenção. Fiquei bebericando minha cerveja, olhando para algumas mulheres que estavam na boate. Então, sem eu nem esperar, um cara sentou-se na minha mesa. Olhei cismado para ele, pois tinha cara de mau. O sujeito sorveu um grande gole da dose de Dorinha e me perguntou: - E aí, o que quer comigo? - Eu? Nem te conheço, cara. - Pois eu te conheço. Eu estava naquele carro que o mo- torista atirou na policial, mas te acertou. Estive detido, mas fui liberado hoje. Então, o que quer comigo? Fiquei empulhado e com um medo danado. Vi Duda
  • 25. EHROS TOMASINI 25 se levantar da mesa e vir em nossa direção. O cara também o viu. Duda sentou-se à mesa e falou: - Eu te liguei para esclarecer esse assunto. Por que ati- raram no meu amigo? - Não atiramos nele e sim na policial que estava com ele. O jovem olhou para mim, cismado. Perguntou, com um pouco de raiva na voz: - Por que me mentiu, caralho? Você é tira? - Não. Deus me livre. - Quem é a policial que estava contigo? - Não a conheço – Menti novamente. – Eu a conheci num puteiro que tem lá perto da casa da tua prima. Ela estava de carro e me deu uma carona até em casa. Conversávamos em frente ao meu prédio, quando esse cara e mais outro ati- raram contra a gente. - Ela matou Totonho. - Eu soube. Mas não sabia que esse meu amigo aí estava metido. - Ele é teu amigo? – Perguntou o mal-encarado. - Sim, sim. É namorado de Dorinha, minha prima. Aquela puta preta, com certeza, o estava investigando. Cadê ela? - Não sei, cara. Levei um tiro e apaguei. Acordei numa clínica. Disseram que uma policial havia me levado lá, mas não sabia que tinha sido ela – Menti mais uma vez. - Okay, Felipe. Essa situação se esclarecerá em breve. Porém, se a puta negra te procurar novamente, me avisa, tá? Mas seja discreto. Ela não pode saber que tivemos esta con- versa. - Por que não? - Vou deixar para Dorinha te explicar. Vá pra casa dela e espere ela largar. Toma aqui a cópia da chave. Saia agora e vá para lá. Eu vou pedir que ela abra o jogo contigo. Terminei de tomar minha cerveja e me despedi dos
  • 26. VICIADA EM SEXO26 dois. Primeiro, pensei em ir direto para a casa da garçonete da boate. Mas mudei de ideia. Como sabia que ela ainda ia demorar, resolvi ir para o puteiro perto da casa dela. O bar estava mais lotado do que da primeira vez que estive lá. A que parecia a dona veio me atender, assim que me viu sentado a uma das mesas. - Voltou, nego? Achei que havia ficado chateado, na- quele dia. Andou sumido... - Ainda se lembra de mim? - Claro. Tu és carne nova, aqui. Está à procura de algu- ma nega? - Oh, não. Daquela vez, não tive tempo de conhecer o lugar. Vim dar uma olhada mais cedo, antes que fechasse. - Hoje vamos até mais tarde. Ontem foi final de mês e está todo mundo de bolsos cheios. Vai querer o quê? - Cerveja. Sempre cerveja. - Tu queres a mais barata ou a mais cara? Temos puro- -malte. - Prefiro. Traga-me uma, por favor. - Vai querer uma quenga para estar contigo? Conheço uma que é limpeza, pode confiar em mim. Declinei da ideia. Não conhecia a coroa e ela estava muito solícita para o meu gosto. No entanto, quando ela me trouxe a cerveja, veio acompanhada de uma mulata alta, bo- nitona e rabuda. Devia ter a minha idade. Estava meio enver- gonhada. A coroa apresentou: - Esta é Dayse, minha sobrinha. Está sozinha e doida para tomar uma cerveja. Prefiro que fique contigo a ser in- comodada por esses merdas que frequentam o bar. Ela pode ficar na tua mesa? Eu ia dizer que não, mas a mulata era muito bonita e gostosa. Também não tinha cara de puta, como as outras mu- lheres que estavam no local. Pedi que se abancasse e ofereci- -lhe um copo. Ainda envergonhada, ela aceitou. Quando a coroa foi buscar um copo limpo, ela perguntou:
  • 27. EHROS TOMASINI 27 - Qual é a tua graça? - Felipe, Dayse. Você é carioca? - Não. Sou pernambucana. Mas morei muito tempo no Rio de Janeiro. Como descobriu que estive fora? - Teu sotaque. E por ter perguntado qual a minha gra- ça, e não meu nome. - Ah, tá. Peguei, mesmo, o linguajar de lá. Obrigada por me aceitar na tua mesa. Eu estava chateada de estar sozinha aqui. Muitos caras dando encima de mim. Cada um pior do que o outro. Você parece ser diferente. Vem sempre aqui? - Segunda vez. Estava numa boate perto daqui mas dis- cuti com alguém, lá. Ouvi o som brega do bar e vim dar uma olhada. - Eu queria ir para lá, mas minha tia não deixou. Dis- se que queria me apresentar a alguém, mas a tal pessoa não apareceu ainda. - Um futuro namorado? Ela esteve indecisa, depois perguntou: - Podemos sair daqui? Minha tia disse que você é carne nova, como eu. Vamos para outro lugar e a gente conversa melhor. - Quer ir para a boate? - Melhor não. Qualquer barzinho que não seja nas re- dondezas. - Podemos pegar um táxi. Deixe-me pagar, primeiro, o consumo aqui. - Não, não é preciso. Depois eu me acerto com tia. Pouco depois, o táxi nos deixava num barzinho sim- pático, na orla de Olinda. Eu já conhecia o ambiente, bebera ali algumas vezes, antes de descobrir a boate, mais perto de minha casa. Ela adorou o ambiente. Sentamo-nos, pedimos uma cerveja e, depois de servidos, ela começou: - Olha, não vou te enganar: eu era puta lá no Rio. Quis deixar a profissão, mas meu cafetão me ameaçou de morte.
  • 28. VICIADA EM SEXO28 Consegui entrar em contato com minha tia e fugi para cá. Mas ela quer que eu caia na mesma vida. Ficou de me apre- sentar hoje ao chefe do tráfico daqui e eu não quero mais ser quenga, entende? - Você tem filhos? - Não. Nunca quis. Abortei dois. Vim pedir emprego à minha tia, mas me decepcionei com o ambiente de trabalho dela. O traficante é dono daquele bar e, a maioria das pessoas que você viu ali, trabalham como “aviões” da droga, para ele. - Não sabia. Estava ali inocente. - Eu sei. Minha tia disse. Pediu para que eu ficasse em tua mesa porque, se o cara chegasse, ia perceber que você é um “otário” e não iria mexer contigo. Mas eu não quero mais minha vida de antes, tá? Não quero outro cafetão na minha cola. Se eu quiser foder, que seja com quem me agrade, não com quem me pague por isso. - Como você, solteira e sem filhos, caiu nessa vida, Dayse? Ela demorou a responder: - Eu... sou ninfomaníaca. Não passo um dia sequer sem foder. Estou aqui me contendo para não te chamar para um motel. Com aquelas palavras, meu pau ficou duro como pedra. Claro que eu já tinha fantasiado fodendo aquele rabão dela. Encostei-lhe a mão numa de suas coxas grossas e confessei: - Também fiquei afim, assim que te vi. A gente pode terminar essa cerveja e ir para um motel... A mulata Dayse era quente. Parecia estar um tempão sem foder. Exigiu camisinha. Elogiou meu caralho enorme. Chupou-o por cima do preservativo. Lambeu-me o corpo in- teiro, até o dedão do meu pé. Parecia ansiosa para me fazer gozar. Quando, finalmente, se despiu, vi sua enorme tabaca. Era a maior que eu já tinha vislumbrado. Jogou-me sobre a cama e veio por cima. Enfiou-se no meu caralho com urgên-
  • 29. EHROS TOMASINI 29 cia. Sua racha era muito apertada. Doeu-me a pica. Mesmo assim, ela continuou se enfiando nela. Dayse gemia arrasta- do, cavalgando o meu membro latejante e dolorido. Apressou os movimentos da foda e eu senti sua buceta pingar em mim. Peguei-a pelo bundão e enfiei mais a rola. Ela quase deu um berro. Depois, começou a ter espasmos de gozo. Sua vulva continuou pingando em meu púbis. Um líquido viscoso e es- pesso. Aí, senti o cheiro acre de sangue. Fiquei incomodado. Ela revirava os olhos, cavalgando minha peia. Finalmente, ela gozou e caiu de lado. Ficou arfando, tentando recuperar a respiração. Foi quando vi a grande poça de sangue sobre o lençol da cama. FIM DA TERCEIRA PARTE.
  • 30. VICIADA EM SEXO30 EM DOMICÍLIO – Parte 04 Eu fiquei aperreado. Nunca havia visto tanto sangue de- pois de uma trepada. Estava muito pálida. Perguntei-lhe: - O que você tem? Por que esse sangue todo sobre a cama? - Eu... acho que estou doente. Mas o sangue é porque... eu era virgem. - Como é que é? - Eu fiz um acordo com o meu gigolô: treparia com quem ele quisesse, contanto que permanecesse cabaço. É que eu ainda queria casar, sabe? E homens dão um valor exage- rado ao hímen. Então, como você tem me tratado bem, eu quis te presentear com a minha virgindade. Mas estou me sentindo muito fraca. - Nossa, guria. É muito sangue. Você deve ser hemofí- lica. Já procurou algum médico? - Não. É a primeira vez que isso me acontece, já que
  • 31. EHROS TOMASINI 31 nunca me entreguei a alguém. Eu sempre chupava ou dava meu cuzinho. Eu nunca... A mulata Dayse não completou a frase. Desmaiou. Li- guei para a recepção e perguntei se havia alguém no motel que soubesse cuidar de uma hemorragia. Uma voz feminina atendeu. Disse que mandaria alguém ao meu quarto. Pou- co depois, uma coroa apareceu com uma valise médica. Deu uma rápida olhada na minha acompanhante e disse: - Se você não tiver sangue compatível ao dela, terei que removê-la para um hospital. A hemorragia está muito inten- sa. São namorados? - Nós nos conhecemos hoje. - E já estão se divertindo num motel? - É uma longa história, e temo não termos tempo para eu conta-la. A senhora tem carro? - Tenho, sim. Mas estou neste motel acompanhada. Te- rei que falar com meu companheiro. - Eu agradeceria. Não vim motorizado. - Espere aqui. Volto logo. Quando ela voltou, eu já havia me vestido totalmente, pois a recebi apenas de calça comprida, e tinha vestido uma saída de banho em Dayse, achada entre as roupas de cama. A médica, no entanto, disse: - Deveria ter usado os lençóis para fazer um tampão no sexo dela e diminuir a hemorragia. Mas tudo bem. Eu cuido disso. Pouco depois, estávamos a caminho de um hospital. Eu perguntei: - Cadê teu companheiro? Não quis vir? - Até quis, mas está muito bêbado. Só iria atrapalhar. - É teu namorado? - A bem da verdade, é meu amante. Eu sou casada. - Uau. Teu marido sabe que é corno? Ela demorou a me responder: - Meu marido é médico, como eu. É mais jovem, tam-
  • 32. VICIADA EM SEXO32 bém. Deve ter a tua idade. Eu pensei que, casando-me com alguém mais novo, iria ser feliz sexualmente. Ledo engano. Ele chega do plantão mais cansado que eu e nossos horários também não combinam. Então, preciso transar com alguém, para diminuir o estresse. - Portanto, esse teu amante dá conta do recado, é isso? - Quem dera. Ele é mais jovem do que eu, mas adora beber. Além de ficar embriagado muito rápido, dá uma ra- pidinha e logo dorme. Mas é melhor do que nada, entende? - Entendo. Mas desculpe a pergunta: não seria melhor achar outro amante? - Muitas vezes, dou dois plantões seguidos, somando trinta e seis horas de expediente. Como poderia conhecer al- guém nessa rotina quase diária? - Do mesmo modo que encontrou esse? - Ah, esse é um garoto de programas que conheci por acaso. O cara não trabalha, mas gasta todo o dinheiro que ganha em bebidas. Muitas vezes, é muito inconveniente. Mas, enquanto eu não arranjar outro, não posso descarta-lo. Não quer se candidatar ao lugar dele? Olhei para a médica. Ela devia ser uns quinze anos mais velha que eu. Não era bonita, mas também não era de se jogar fora. Vestia-se mal e era um tanto fofinha, mas nada que um trato não desse jeito. Como demorei a responder, ela falou: - Estou brincando, claro. Você não iria querer uma ve- lha gorda como eu. - Não dou muito valor à lataria. Eu foderia a senhora, sim, mas confesso que prefiro mulheres mais esbeltas. - Gostei da sinceridade. Quem sabe eu não perco uns quilinhos, se fizer um regime sério? Sempre quis começar um, mas vou protelando a decisão. Quantos quilos você acha que devo perder? - Não entendo de dietas, mas acho que uma quantidade que te deixe satisfeita com o próprio corpo. - Vamos fazer um trato? Eu salvo tua namorada e inicio
  • 33. EHROS TOMASINI 33 um regime. Daqui a quinze dias, a gente se encontra de novo e você avalia o resultado, está bem? - Fechado. Mas não precisa exagerar e morrer de inani- ção. Eu transaria contigo mesmo do jeito que está. - Você é um amor. Estamos chegando ao hospital onde trabalho. Enquanto estaciono, você consegue uma maca para transportá-la, tá? Pouco depois, dávamos entrada na emergência com a mulata ainda desacordada. Respondi algumas perguntas na portaria, enquanto uns enfermeiros levavam Dayse para um pronto-atendimento. A doutora, que eu nem havia pergunta- do o nome, entrou com ela. Disse que eu aguardasse na sala de espera. Logo, viria me dar notícias. Mas não foi possível espera-la. É que recebi um telefonema de Dorinha. Pergun- tava onde eu estava. - Oi, teu primo me entregou uma cópia da chave, mas, como achei que você não iria querer estar comigo até de ma- drugada, como ontem, resolvi ir para minha casa. - O problema é que estou sem minha chave. E meu pri- mo sabia disso pois eu já tinha pedido a cópia dele empres- tada. - Achei estranho ele ter uma duplicata, já que vocês são apenas primos. Ou tem algo que eu não estou sabendo? - Tem, sim. Traga a minha chave e a gente conversa. Fui de má vontade. Ainda estava chateado por ela ter me dispensado na noite que nos conhecemos. Quando eu cheguei lá, ela já estava impaciente. Tinha dois pacotes de latões de cerveja encostados à parede. Deu-me um beijinho de leve na boca e disse: - Vamos entrar, pois acho que as cervejas já estão quen- tes. Entramos quando eu havia perguntado: - Dois pacotes não é muito para bebermos hoje? Da ou-
  • 34. VICIADA EM SEXO34 tra vez, não conseguimos nem dar conta de um único pacote. - É verdade. Mas hoje não vou trabalhar à noite, então teremos o dia inteiro para encher a cara. Você vai poder ficar comigo? - Depende da nossa conversa. Duda disse-me que você iria esclarecer alguns pontos que não entendo. - O que você quer saber primeiro? – Perguntou-me, en- quanto colocava as cervejas para gelar. - Por exemplo: quem é a menina da foto, na sala? Ela ficou triste, de repente. Vi duas lágrimas rolarem de suas faces. Limpou o rosto e soltou a bomba: - É minha filha. Duda é o pai. Mas ela morreu faz quase um ano. - Morreu de quê? - Foi assassinada. Deram-lhe uma overdose. - Quem fez isso? Por que não o denunciaram? - Quem a matou foi o filho do dono daquela boate. Ele é traficante de drogas e tem vários outros pontos de venda, a maioria camuflada de bar. - Como tua filha se envolveu com o seu assassino? - Estudavam na mesma escola. Tinham a mesma ida- de. Eram namoradinhos. Ele lhe aplicou a droga nas veias, aquele puto. - Qual a idade dele? - Agora, deve ter doze anos, como ela teria, se estivesse viva. - Puta que pariu. Deram queixa à Polícia? - Claro que não! A polícia é cúmplice do tráfico. Muitos policiais comem da mão do dono da boate. Inclusive a nego- na que quase foi morta perto da tua casa. - Mesmo? Como é o nome dela? - Não sabe? Ela, de vez em quando, está com o cara do tráfico, lá na boate. - Um gordo, de óculos escuros, mesmo à noite? - Esse mesmo. Ela é uma de suas amantes. Ele tem vá-
  • 35. EHROS TOMASINI 35 rias. Ela se chama Niedja e tem uma filha dele, chamada Mir- tes. - Filha dele? Mas o cara é branquelo e ela é negra. - E daí? Pode significar que ela lhe botou um belo par de chifres ou ele tem alguém negro na família, não? - Faz sentido. Mas porque você ainda trabalha na boate do pai do cara que matou tua filha, Dorinha? - Eu quero vingança. Jurei matar o filho marginal dele. Só não o fiz ainda porque ele está sempre com os capangas do pai, mesmo quando vai pra escola. - Você teria coragem de matar uma criança? - Claro. Ele matou minha filha. Meu primo, que me deixou depois que passei uns tempos enlouquecida com cri- ses de nervos, jurou matar o gordo traficante. Por outro lado, tem um grupo, que já levou revezes do pulha, que está nos ajudando. Pretendem matar a negrona policial. Por isso, ati- raram nela. - História interessante. De que mais eu preciso saber? - Eu e Duda gostaríamos que você entrasse para o nos- so grupo. O chefão não te conhece, achamos que te daria o lugar do cara morto pela policial. - Se são aliados, por que a policial foi alvejada? - Porque, naquele dia, estava sem escolta. Ela deixou o traficante lá na boate e foi atrás de você, sozinha. Era uma ótima oportunidade para eu e Duda, junto com nossos com- panheiros, a pegarmos. - E eu melei a operação de vocês, né? - Sim, mas você parece estar inocente nessa história... - Pode acreditar. Porém, o que posso fazer para me re- dimir com vocês? - Vigie as duas que andam com Duda. Nós achamos que são espiãs do merda do traficante. Acreditamos que estão ali para vigiar meu primo. - Você quer dizer teu marido? - Ex marido. Desde o assassinato de nossa filha que não
  • 36. VICIADA EM SEXO36 estamos mais juntos. Ele me culpou pela morte dela pois eu via o filho do chefão a trazer aqui em casa, mas tinha medo de confrontá-lo e, com isso, perder meu emprego na boate. Mas a vingança me alimenta a alma. Mesmo que eu perca a vida, matarei o fedelho. Isso já está definido. Mas vamos mudar de assunto? Eu estou com uma vontade enorme de te chupar. Não foi preciso que ela dissesse mais nada. Livrei mi- nha pica através da braguilha e dei para que a mamasse. Mais uma vez ela me surpreendeu com uma gostosa mamada. Re- petiu toda a foda da noite anterior, mas eu gozei mesmo as- sim. Gozei muito. Três vezes. Quando caí de lado, exausto, recebi um telefonema: era a médica querendo me dar notí- cias da mulata Dayse. Enquanto isso, Dorinha correu para o banheiro para vomitar. FIM DA QUARTA PARTE.
  • 37. EHROS TOMASINI 37 EM DOMICILIO – Parte 05 Amédica me disse que o problema de Dayse era mesmo hemofilia. A doença não tinha cura. Lamentei, mas não podia fazer nada para aliviar a dor da puta. A mulata iria pas- sar mais uns dias no hospital. Desculpei-me com a doutora por não haver nem perguntado seu nome. Ela disse que se chamava Graça. Graça Maria. Coincidentemente, o mesmo nome da minha mãe. Marcamos para nos encontrar de novo em quinze dias. Ela queria me mostrar o resultado do seu regime. Depois da foda dada com a policial, não a vi mais. Tam- bém não vi sua filha Mirtes. Trabalhei toda a segunda-feira e depois fui para casa. Não costumo beber nos inícios de se- mana. Mas, ao chegar ao meu apartamento, a policial negra Niedja me esperava sentada à escada. Perguntou: - Por onde andou? - Estava trabalhando, claro.
  • 38. VICIADA EM SEXO38 - Eu digo, ontem. Estive aqui e não te encontrei. - Fui tomar umas por aí. - Soube que esteve lá na boate. Sentado na mesa de um cara que estava com o que te alvejou. - Está bem informada. É verdade: o cara estava na bo- ate e me disse que você é ex-mulher do dono, e que Mirtes é filha dele. Vai querer entrar? Mas aviso logo que não estou afim de ouvir mentiras. A negra relutou um pouco, mas aceitou meu convite. Sentou-se no sofá da sala e esteve em silêncio por quase dois minutos. Depois, falou: - Sim, eu tive um relacionamento de anos com aquele calhorda traficante. Pari, inclusive, uma bebê dele. Mas isso foi logo assim que entrei para a Polícia. Ele moveu os pauzi- nhos para que eu galgasse patentes, pois se dizia apaixona- do por mim. Eu acreditei. Mas, depois, descobri que ele era cheio de raparigas. O cara comia tudo quanto era mulher. Flagrei-o mais de uma vez, enquanto estava grávida. Quan- do o confrontei, deu-me uma surra que perdi a criança. Foi quando conheci um negrão que não tinha medo de enfrenta- -lo. Passamos uns tempos juntos e engravidei do cara. Mirtes é filha dele. O traficante o matou e ela ficou revoltada. Quer matar o cara a qualquer custo. E eu também, para evitar que ele mate minha filha. - O traficante sabe que ela é filha de outro? - Sim, claro. Mas, no início, fechava os olhos para a mi- nha traição por ter me feito perder a outra bebê. Por outro lado, já planejava matar meu negrão. - Ele era policial? - Não, não. Era um simples pedreiro. Mas era um cara inteligente e muito corajoso. Foi pego à traição. Aí, Wilson exigiu que eu voltasse para ele. - Wilson é o traficante? Por que a Polícia não o prende? - O cara já foi policial. Tem vários amigos de infância na corporação. Todos gostam dele pois é generoso com gra-
  • 39. EHROS TOMASINI 39 na. Cada um ganhou um ponto de comércio, a maioria tam- bém usado para venda de drogas. Quem foi beneficiado por ele, decerto o protegeria com a própria vida. - Entendo. As duas amigas do cara que você mandou que eu ficasse de olho também foram beneficiadas pelo tal Wilson? - Aquelas duas? Que nada. São duas putinhas que tran- sam com o bonitão ao mesmo tempo. - Mesmo? - Sim. Naquela madrugada que te abordei, ele deve ter te oferecido a prima para vocês transarem, né? Pois, assim que você saiu, eles foram embora. Com certeza, para algum motel. Foi quando eu te segui e vi que entrou na casa da gar- çonete. Vi-la chegar e vi você sair, pouco depois. Então, resol- vi te investigar. - Se sabe tudo isso, por que pediu que eu investigasse o casal? - Tenho observado os dois, mas disfarçam quando es- tou presente. Acho que estão tramando algo. O filho de Wil- son matou, por overdose, a filha do casal, sabia? - Não. – Menti – Como foi isso? - O filho de Wilson é um marginal. É tão ruim quanto o pai. Quando percebeu que o pai estava se engraçando da gar- çonete, achou que a amiguinha de escola iria tomar seu lugar ao lado calhorda. Matou a menina para não ter concorrência. Acho que o casal quer assassiná-lo. Se isso acontecer, per- co de prender Wilson. E de acabar com a gangue dele pelos meios legais. Estou trabalhando para uns agentes federais e muito em breve estaremos prendendo Wilson. Se eu conse- guir, terei uma ótima promoção, entende? - Então, você é uma espiã da Polícia Federal, infiltrada entre os traficantes? - Sim. Fiz umas merdas como policial militar e acabaria sendo presa. Por isso, fiz um acordo com um agente da PF, um homenina chamado Cassandra.
  • 40. VICIADA EM SEXO40 - Homenina? - Sim. O cara tem corpo delicado de mulher, mas um caralho entre as pernas capaz de causar terror às mulheres. E aos homens, também, pois adora foder um cu de macho. Você iria gostar de conhecê-lo. - Não iria, não. Não sou chegado a travestis. - Tudo bem. Mas vim te avisar: você corre perigo de morte. - Por quê? - Wilson está cismado contigo. Está estranhando a tua aproximação com o gigolô Duda. Não duvido nada que man- de alguém te matar. Seria melhor você sumir por uns tempos, até pegarmos o safado. - Não dá. Além da minha vida, prezo meu emprego. E, agora, já estou mesmo envolvido. Então, irei até o fim. - Certo. Mas prepare-se que aí vem chumbo grosso. Com certeza, ele irá mandar uns capangas para te darem uns apertos. E eu não poderei fazer nada, senão serei pega, tam- bém. - Pode me conseguir uma arma? - Pra quê? Pra ele te matar com ela? Não. Você vai ter que usar a inteligência para vencê-lo. E a desfaçatez, também. - Como, a desfaçatez? - Finja-se garoto de programa, por exemplo. Você tem um caralho enorme. E isso justificaria a tua aproximação do gigolô Duda. Eu estive pensando. Não entendia nada desse tipo de vida. Mas ela deu a ideia: - Conheço um bocado de mulheres que frequentam a boate em busca de garotos de programa. Posso, discretamen- te, te apresentar algumas. Mas você terá que ser mais atrevido que o macho que estiver com elas. Mulheres adoram ser obje- to de brigas entre seus homens. Você sabe brigar? - Não, claro que não. Sou da paz. - Assim, vai ser mais difícil. Mas vamos tentar, mesmo
  • 41. EHROS TOMASINI 41 que dê errado. Quando estiver na boate, fique atento ao celu- lar. Eu te enviarei uma foto daquela que você deve se aproxi- mar e roubá-la do macho da vez. Com inteligência, não com violência, entende? - Acho que sim. Não custa nada tentar. À noite, na próxima sexta-feira, dia de festa na boate, lá estava eu. Evitei falar com Duda, que estava com as duas irmãs. Karla olhou para mim, admirada da minha elegância. Eu tinha vestido a minha melhor roupa para ir à luta. Cortei as madeixas, que estavam grandes, com um bom cabelereiro e ele fez milagres com a minha aparência. Não que eu seja feio. Mas sempre fui desleixado, como todo bom web-desig- ner. Não dei atenção à Karla, apesar de tê-la visto cochichan- do com a irmã, assim que me viu entrar. A outra me olhou com desdém. Procurei uma mesa desocupada, longe do trio, e pedi uma cerveja a Dorinha. Ela elogiou minha nova aparência. Peguei-a de surpresa e dei-lhe um beijo na boca. Ela ficou espantada. Perguntou: - Já está bêbado a esta hora? - Nada. Mas hoje vou passar por meu batismo de fogo. Preciso que você não me dê muita atenção. Depois te explico, lá na tua casa. Pode ser? - Claro, amor. Quero saber o que está rolando. - Depois. Agora, procure só se aproximar de mim quando eu te chamar, okay? - Certo. Me dá outro beijo... Levantei-me e a beijei novamente. Para a minha sur- presa, ela me deu um tapa forte no rosto. Fiquei espantado com essa sua reação. Mas, quando olhei em volta, o poderoso chefão olhava em minha direção, por trás dos óculos escu- ros. Tinha o braço por cima do ombro da policial Niedja, que também estava muito bonita naquela noite. Acho que estava de folga da Polícia. Ela fez que não me viu. Mas o tal Wilson
  • 42. VICIADA EM SEXO42 parecia bem ligado em mim. Vi quando a negra falou algo em seu ouvido e levantou-se. Estava com uma minissaia cur- tíssima, mostrando as belas pernas, e um casaco jeans sobre a blusa que deixava ver sua barriguinha batida. Observei que ela tirou um celular do casaco e se aproximou de um grupo de três mulheres. Sentou-se à mesa delas e as fotografou com o aparelho, como se fosse uma selfie. Pouco depois, eu rece- bia uma mensagem sua com as fotos das três. Todas eram muito bonitas e tinham jeito de patricinhas. Então, a negra dirigiu-se à toalete. Eu entendi o recado. Mas, cadê ideia para abordar as três? Para mim era difí- cil. Não sou tímido, mas também não sou um primor de cara despachado. Travei. As três olharam para mim várias vezes, mas fingi não notar. Aí, um cara sentou-se perto delas e elas fizeram uma festa. Analisei o sujeito: não me pareceu mui- to inteligente. E eu ainda não tinha a menor ideia de como abordá-las, mais agora que estavam acompanhadas. Olhei em volta e o poderoso chefão continuava me observando. Então, finalmente, tomei coragem. Peguei minha garrafa de cerveja e caminhei resoluto em direção ao quarteto. O cara havia se sentado ao lado da mais bonita, que estava na ponta. Na passagem por uma mesa vazia, peguei uma cadeira. Eu me aproximei com ela da mesa onde estavam as mulheres e meti a cadeira entre duas delas, depois de descansar a garrafa quase cheia sobre o tampo. Antes de me sentar, cumprimen- tei: - Oi, boa noite a todas. Posso me sentar com vocês? – Eu disse isso já me abancando entre a mais bonita e sua amiga. O cara da ponta reagiu: - Ei, que afoiteza é essa? Não está vendo que estou com as mulheres? - Estou, sim. Mas você está com três e eu estava sozinho naquela mesa. Percebi que tua acompanhante estava de olho em mim, bem antes de você chegar. A mais bonita olhou para mim, sorrindo, acho que se
  • 43. EHROS TOMASINI 43 admirando a minha cara de pau. As outras também não me rechaçaram. Então, eu complementei: - As mulheres estão todas de copo vazios e você só dan- do atenção a uma delas, rapaz. Então, vim aqui para resolver esse problema. Todas bebem cervejas? Ou alguma prefere outra bebida? A mais bonita foi a primeira a me responder: - Eu bebo o que você me oferecer. E quanto maior a garrafa, melhor. – Achei que empregou malícia na frase. - Para nós, também. Mas costumamos beber muito. Vai encarar? – Disse a outra. A terceira, mais afastada de mim, apenas riu. A mais bonita me dirigiu a palavra novamente: - Ele pode permanecer conosco? – Referia-se ao cara sentado na mesa. Este olhava para mim, ainda irado. - Tudo bem, se puder dividir a conta comigo. Não pago bebidas para macho. A mais afastada de mim, chamou: - Venha para cá, Natinho. Eu pago o teu consumo. Mas vai ter que me beijar muito. O cara se levantou meio a contragosto, de cara feia, e foi para perto da que o chamara. Abracei-me com as duas ao meu lado e perguntei: - Pronto, resolvida a pendenga. Agora, qual das duas também vai me beijar muito? Ambas riram. Ganhei um beijinho em cada face. Cha- mei a garçonete que ia passando na hora. Pedi três cervejas de uma vez. A mais bonita reclamou: - Por que três? Não é melhor pedir de uma em uma? A sua ainda está quase cheia e Michelle paga a do macho dela. - Vocês verão para que quero as três. Quando as cervejas chegaram, dei uma garrafa a cada uma das duas e fiquei com a minha. Propus um brinde ao nosso encontro, depois disse: - Quem acabar de virar a cerveja primeiro, fica comigo.
  • 44. VICIADA EM SEXO44 Se eu terminar antes, fico com as duas. Fechado? As duas mulheres se entreolharam, rindo, depois se apressaram a beber do gargalo. Mas não tinham tanta experi- ência em sorver de uma vez como eu. Quando terminei a mi- nha, ainda estavam na metade das delas. Ambas me beijaram na boca, em seguida. A amiga delas, que estava com o cara, também me beijou por último. O sujeito que estava com ela levantou-se, arrastando a cadeira. Estava cada vez mais irado. Não lhe dei atenção. Mas fiquei atento, para não ser pego de surpresa, à traição. Vi quando ele se sentou perto do chefe do tráfico e esteve conversando com ele. O cara gordo balan- çou a cabeça em sinal de negativa mais de uma vez. O sujeito sorveu um grande gole de cerveja e ficou me encarando de longe. A negrona policial tinha um sorriso nos lábios. A mais bonita das mulheres que estavam comigo perguntou: - Bem, agora somos três. Tua garrafa vai dar de beber a todas? - Ela é grande. Acho até que dá para mais uma. A gargalhada foi geral. Eu estava feliz. Tinha vencido o desafio imposto a mim mesmo. Nos apresentamos. A mais bela se chamava Camila. A do meu lado esquerdo disse que seu nome era Janice. A que o cara deixara na mesa respondia por Michelle. A noite correu sem problemas. Bebemos e con- versamos. Estavam encantadas com meu bom humor. Menti muito, querendo me mostrar um macho Alfa. Dei atenção às três, igualmente. As horas passaram tão rápido que logo estavam anunciando o fim da festa. Elas ficaram frustradas. A mais bonita me perguntou: - E agora, gatão? Acha que dá mesmo conta das três? - No meu apartamento ou no de vocês? - Não moramos juntas –, disse Janice – mas, se você quiser, levamos Michelle na casa dela e depois vamos para algum lugar tranquilo. - Minha mãe tem uma casa de praia em Olinda. Mas terão que me levar com vocês, se não, terão que procurar um
  • 45. EHROS TOMASINI 45 motel. - Fala daquela que fomos com aqueles caras há uns dois meses atrás? – Preguntou Camila. - Aquela mesma. Que tal? - Você mora onde, gato? Olinda dá para você, ou prefe- re um motelzinho mais perto? - Tanto faz. Mas não estou de carro. Alguém dirige? - Chamaremos um táxi. Quando pedi a conta a Dorinha, ela disse meio chate- ada: - Já está paga. O dono da boate pediu que não te co- brasse. - Uau, você parece popular aqui. Como nunca te vi? – Perguntou Camila. Janice também se abraçou comigo. Mi- chelle nos acompanhou até fora da boate. Mas, enquanto es- perávamos o táxi, me beijou nos lábios várias vezes. As outras não demonstraram ciúmes. Perguntei: - Costumam foder juntas? - Sim – respondeu Janice. – E escolhemos o sortudo da hora. Mas parece que dessa vez fomos escolhidas. Se você for bom de foda, nos terá como cliente para sempre. - Cliente? - Sim. Todas nós temos namorados. Camila é noiva. De um cara que tem dinheiro. Mas o coitado vai levar muitos chifres, se casar-se com ela: ela adora não pertencer a nin- guém. Eu também. Só quem é a mais fiel é Michelle, coitada. Leva uma galha!!! Beijei Camila, depois Michele e, finalmente, Janice. O táxi chegou. Bem, leitores e leitoras, dessa vez não vou me estender muito sobre a foda grupal que demos. Foi uma experiência maravilhosa para mim. Eu nunca havia transado com duas de uma vez, imagina com três. A mais dedicada foi justamen- te a mais bela. Chupava um caralho como ninguém. Elogia- ram o tamanho do meu pau. Brincaram muito com ele. Só
  • 46. VICIADA EM SEXO46 Michelle, no entanto, o aguentou todo no cu. As outras só me ajudaram a arromba-la. Enquanto uma lambia seu ânus, a outra salivava minha rola, para facilitar a introdução. Quase não houve tempo para que eu descansasse entre uma trepada e outra. Mas, no final, todos estávamos satisfeitos. FIM DA QUINTA PARTE.
  • 47. EHROS TOMASINI 47 EM DOMICÍLIO – Parte 06 Marcamos para nos encontrar, os quatro, na próxima noi- tada na boate, depois elas pegaram um táxi e eu outro. Já passava das sete da manhã e eu precisava trabalhar. Camila foi a única que pediu meu telefone. Parecia ter mesmo gostado de mim. Beijei todas na boca e fui-me embora. Queria passar em casa, antes de ir para a empresa de web designers. Mais uma vez, encontrei a policial me esperando sentada na porta do meu apê. Ela disse: - Parece que a madrugada foi divertida, hein? Faz um tempão que estou aqui te esperando. - Havia essa necessidade? - Posso entrar? - Estou apressado. Ainda vou trabalhar. - É coisa rápida. Prometo não te atacar. Quando fechei a porta, no entanto, ela se atirou em meus braços. Beijou-me e falou:
  • 48. VICIADA EM SEXO48 - Está de parabéns. O safado gostou de você. Vi quando ele deu ordem à garçonete para não te cobrar. - Achei que você o tinha convencido disso. - Nem foi preciso. Ele estava de olho em você, desde que você entrou na boate. O desacerto que você deu no gigolozinho mixuruca tirou de vez a desconfiança que ele te tinha. - Folgo em saber. Mas deixe-me tomar um banho. A água de onde eu estava era salobra e estou todo me coçando. - Tadinho. Quer que eu te dê um banho? - Melhor, não. Estou, realmente, apressado. Deixemos a putaria para outra hora. Cadê tua filha? - Anda meio borocoxô. Mas acho que está impaciente para vingar o pai. Andou me pedindo para que eu a deixasse ficar comigo, quando fosse me encontrar com o calhorda, mas temo que ela não se contenha perto dele e queira mata-lo na frente dos capangas. E as mulheres? Gostou de alguma? - Todas as três são simpáticas, embora metidas a ricas. Mas gostei mais da Camila. É verdade que é noiva? - Sim, e o cara é rico. Mas é um babaca. Filho único e mi- litar. Porém, cuidado com ele: tem fama de ser violento. - Certo. Eu me lembrarei disso. Obrigado. - Quer que eu venha te fazer companhia hoje à noite? - Desculpa, mas tenho um compromisso. Acho que vou passar a noite fora de casa. - Vai, de novo, pra casa delas? - Não, não. Uma amiga minha está muito doente. Estou pensando em visita-la. - Tudo bem. Vou baixar meu fogo. Quando nos veremos de novo? Dayseaindanãotinhasaídodohospital.Tambémnãoen- contrei a doutora. Perguntei por ela e disseram que não era dia do seu plantão. Também fiquei sabendo seu nome: chamava-se doutora Lúcia Frazão e era muito bem-conceituada no hospital. Nessa noite, também conheci o marido dela. O cara devia ter
  • 49. EHROS TOMASINI 49 a minha idade, mas era desses sujeitos desligados. Apresenta- ram-me a ele e não recebi a mínima atenção de sua parte. Falou comigo sem nem olhar para mim, analisando suas papeletas. Conversei um pouco com Dayse, escutei as suas lamentações e fui-me embora. Percebi que, sabe-la puta, tinha me feito perder o interesse pela sobrinha da dona do bar. Eu ia saindo do hospital, quando tive uma grata surpresa: encontrei Carminha de jaleco branco, fumando do lado de fora junto com mais duas médicas. Primeiro, ela fez que não me viu. Depois, deve ter-lhe batido a curiosidade de saber o que eu esta- va fazendo no hospital. Chamou-me: - Ei, garoto, o que está fazendo por aqui? - Aproximei-me sorridente. Ela me apresentou às duas médicas que também fumavam. Apertei-lhes a mão, antes de responder: - Vim procurar a doutora Lúcia, mas hoje não é dia do seu plantão. - Posso ajudar? – Perguntou-me a irmã de Karla. - Oh, agradeço mas tenho um assunto particular com ela. Nesse momento, as duas que a acompanhavam no ato de fumar se despediram de mim. Disseram que iam entrar, talvez querendodeixar-nossozinhos.Quandoseafastaram,Carminha baixou a voz para me perguntar: - Você também fornece muambas? Ou só teu amigo Duda? Estou doida para dar um “pega”. Aí, entendi tudo: ela pensava que eu era “avião” do trafi- cante, como o primo de Dorinha. Eu neguei: - Não curto drogas. E detesto-as. – Eu dei-lhe as costas e já me afastava. Ela me chamou: - Eu estou muito afim. Fale com teu amigo e peça para ele trazer pra mim. - Por que não pede a Karla? Ela não o conhece? - Sim. Mas minha irmã não sabe que sou viciada. Quebra esse galho para mim? Relutei um pouco. Depois, disse:
  • 50. VICIADA EM SEXO50 - Tem o telefone dele? Por que não liga? - Liguei, várias vezes. Ele não atende. Brigamos, ontem, e ele foi-se embora com raiva, antes de me fornecer a muamba, entende? - Eu não sei onde ele mora. - Mas ele disse que você tem seu telefone. Por favor, cara. Quebra esse galho pra mim. Se for você a ligar, talvez ele atenda. - Okay, dê-me o número do teu telefone. Ligo para ele e peço para entrar em contato contigo. No entanto, depois de várias tentativas, o celular de Duda só dava desligado ou fora de área. Ela aperreou-se. Pediu para eu ir à casa dele. Deu-me o endereço. Eu alertei: - Vou apenas dar-lhe o recado de que você o está procu- rando. Não vou trazer drogas para ti, fui claro? Mas eu não fui ao endereço que Carminha havia me dado. Achei que Dorinha, sua prima, também pegava drogas e fui para lá. Tive outra surpresa: encontrei Duda na casa da pri- ma e ambos estavam nus e drogados. Eu devo ter interrompido a foda deles. Quando ela abriu a porta, espantou-se em me ver. Ele gritou lá do quarto. Reconheci sua voz: - Quem é, amor, a essa hora da noite? - É Felipe. Deve ter acontecido alguma coisa. Vem cá. O cara veio nu. Deu-me u abraço e quase me encostou o pau melecado. Estavam visivelmente chapados. Falei-lhe da mé- dica Carminha. Dorinha não quis deixa-lo sair para atender a irmã de Karla. Aí, ele me pediu: - Faça-me um favor, companheiro: leve o bagulho para ela. Mas tem que cobrar. Depois, pego a grana contigo. Peguei um táxi e rumei de volta para o hospital. Liguei para Carminha e ela veio me atender do lado de fora. Inespera- damente, me deu um longo beijo quando viu a quantidade que eu havia levado. Perguntou quanto me devia. Acrescentei o di- nheiro que havia gasto de táxi, indo e vindo. Ela me entregou uma chave. Afirmou: -Nãotenhoessagranatodacomigo.Tomeminhaschaves.
  • 51. EHROS TOMASINI 51 Espere-me em casa. Vou inventar uma desculpa e logo estarei lá. Ela não demorou. Eu tinha levado a droga para o endere- ço que ela tinha me dado. Era um apartamento muito pequeno. Parecia mais uma quitinete. Dentro, havia apenas três colchões, um televisor, uma geladeira e um micro-ondas, além de vários cinzeiros espalhados pelo chão. Era fácil ver que se tratava de um lugar alugado só para consumir drogas. Ela me beijou nova- mente, mas percebia-se que estava ali movida pelo vício. Tirou toda a roupa, mostrando um corpo escultural. Cheirou cocaína com uma desenvoltura impressionante. Quando já estava cha- pada, disse-me: - Tira a roupa, nego. Vem para perto de mim. Gosto de foder, quando estou doidona. Vem... - Tirei minhas roupas e ela começou me mamando o ca- ralho. Depois, disse que estava vendo dois deles e queria um na frente e outro atrás. Arrombei seu cuzinho com meu cipó enorme. Ela não reclamou da dor. Parecia estar gostando do so- frimento que o estupro lhe infligia. Passiva, ficava em qualquer posição que eu ordenasse. Pedia para que eu lhe metesse no cu sem pena. Parecia uma vadia e não uma profissional da Medi- cina. Quando eu me preparei para foder a sua xoxota pingando gozo, ela mandou-me esperar. Tirou de uma gaveta uma serin- ga, preparou-a com alguma droga injetável que eu não conhecia (aliás, conheço poucas) e aplicou-se dentro do muco da vagina. Só depois, pediu que lhe fodesse a xana. Fi-lo de forma violenta, querendo causar-lhe dor. Mas ela estava adorando. Gozou várias vezes no meu cacete. FIM DA SEXTA PARTE.
  • 52. VICIADA EM SEXO52 EM DOMICÍLIO – Parte 07 Mais uma vez, dormi fora de casa. Depois da foda, Car- minha caiu num sono profundo. Ainda pensei em ir embora, mas deu-me preguiça. Ainda fodi seu rabo mais uma vez e ela nem se mexeu. Parecia morta, mas ainda respirava. Quando começou a amanhecer, acordei assustado. Pareceu- -me ouvir um barulho na porta de entrada. Esta abriu-se, de repente. Entraram duas mulheres ainda de jaleco. Reconhe- ci-as como as duas que fumavam com Carminha. Apontaram na porta do quarto e viram que eu estava acordado. A mais simpática, perguntou: - Oi, bom dia. Foi você que nos conseguiu a muamba? Ainda sobrou pra gente? - Sim, ela usou algumas, mas eu trouxe bastante. Estou esperando ela se acordar, para cobrar o que me deve. - Nós podemos te pagar. A droga pertence a nós três. Mas gostaríamos que você ficasse. Também queremos nos
  • 53. EHROS TOMASINI 53 divertir. - Sinto muito, mas não dá. Estou esgotado e ainda te- nho que ir trabalhar. - Trabalha distribuindo drogas? - Não, não. Sou web-designer. E não curto drogar-me. A que estava mais perto de mim examinou minhas pál- pebras. Disse para a outra: - É verdade, ele não consome drogas. Não quer mesmo ficar um pouco? Depois que fumarmos o primeiro baseado, pode ir-se. Olhei melhor para as duas, que já se livravam das rou- pas de médicas. Ambas eram jovens, mas apenas uma valia a pena dar uma trepada. A outra tinha cara de puta, das bem safadas. E Carminha era a mais gostosona de corpo das três. Declinei de ficar com elas. Insisti em ir-me embora. A mais bonita disse: - Pode me dar teu telefone? Sempre compramos uns bagulhos, mas hoje deu trabalho contatar o fornecedor de Carminha. – Afirmou ela, entregando-me um envelope la- crado. - O que é isso? - Acorda, menino. Claro que é o pagamento acertado. Se quiser, pode contar. Carminha já nos havia dado o valor, apenas passamos por um caixa-eletrônico e trouxemos a gra- na. Eu nem contei. Deixaria isso para Duda fazer. Coloquei o envelope cheio no bolso e me despedi delas. A mais safada pegou no meu pau e apertou. Disse, contente: - Uau! Ele tem um cacetão. Vou querer te encontrar ou- tra vez, meu lindo. E espero que não fuja de mim. Dei-lhes meu número do celular, sorri e fui embora. Esperei uns vinte minutos, antes de passar um táxi. Cheguei em casa com o dia já claro. Desta vez, não havia ninguém me esperando. Tomei um banho demorado e caí na cama. Antes de pegar no sono, pensei um pouco em Camila. Eu estaria
  • 54. VICIADA EM SEXO54 gostando dela? Acabei passando da hora de ir trabalhar. Tomei um banho apressado e, quando ia saindo de casa, encontrei-me com Duda. Tive que voltar para pegar o seu dinheiro. Ele contou com cuidado, depois disse que estava tudo certo e me agradeceu o favor. Em seguida, perguntou: - Não quer ser meu ajudante? Tenho uma boa clientela e pago bem. - Não, obrigado. Não comungo com drogas. Não sabia que Dorinha também era viciada, como você. - Ela não é. Já foi, quando mataram a nossa filha. Mas abandonou as drogas. Voltou agora porque eu insisti em dor- mir na sua casa e levei uns bagulhos pra lá. - Não devia ter feito isso. - Agora é tarde, já fiz. Eu não consigo largar o vício, cara. Minhas clientes exigem que eu transe com elas chapado. Dizem que é para ter certeza da qualidade da muamba, mas no final tudo é sexo por sexo. - Karla também é viciada? - Aquela abestalhada? Que nada. Mas adora sexo. No entanto, tenho que deixa-la em casa primeiro, quando quero foder-lhe a irmã. Já tentei várias vezes ficar com as duas, mas ela resiste. Acho que está afim de você. - Ela tem se feito de difícil, comigo. Perdi o interesse. Prefiro a tua prima. - Eu te vi com as três patricinhas esta semana, na boate. A Camila é muito bonita e gostosa, mas tem um namorado, brother. - Tem um noivo. Mas concordo contigo: das três, é a mais bela. Mas vou indo. Já estou atrasado. A propósito: como achou onde moro? - Fácil. O cara que estava com o que atirou em tu me deu as coordenadas. A semana correu, mais uma vez, sem novidades. Ape-
  • 55. EHROS TOMASINI 55 nas Camila me ligou na quinta, perguntando se eu iria para a boate. Confirmei. Ela me disse que no dia seguinte era o ani- versário do noivo e não ia poder se encontrar comigo. Então, arrisquei convidá-la para a minha casa, ao invés da gente se encontrar na boate. Ela riu e topou logo. Anotou meu ende- reço e disse que estaria lá sem falta. Mas chegou no meu apê menstruada. Ainda quis fo- dê-la, mesmo assim, mas ela disse que não se sentia confor- tável. Eu havia comprado duas caixas de cervejas e tomamos todas, assistindo uns filmes de aventuras. Ela adorava e eu também. Aí, o noivo ligou para ela. Eu tirei o som da tevê e ela o atendeu. Estava na casa dela e tinha ido chama-la para uma pequena farra. Ela falou que estava menstruada e men- tiu, dizendo estar na casa de umas amigas. Deu trabalho ela se livrar do cara, que queria porque queria apanhá-la, onde quer que ela estivesse. Por fim, ela concordou. Marcaram de se encontrar numa lanchonete, perto da casa dele. Quando desligou, ela me perguntou: - Dá para você me levar lá, amor? Não precisa me dei- xar na frente. Basta que seja perto. - Eu preferia passar o resto da noite contigo. Ela me beijou longamente e com carinho. Eu estava de bermuda, sentado no sofá ao seu lado. Ela ajoelhou-se dian- te de mim, entre as minhas pernas, e me livrou da roupa. Meu enorme caralho ainda estava mole, pois eu não esperava aquela atitude dela. Colocou-o na boca e empenhou-se em mamá-lo com uma eficiência antes nunca demonstrada por uma mulher ao me chupar. A cada abocanhada na glande ou lambida na extensão do membro, eu ia à loucura. Ela exigiu: - Quero uma gozada bem demorada e suculenta na mi- nha goela. Não se prenda, por favor. Mas eu me prendi. Queria protelar a sua ida ao encon- tro do noivo. Porém, quando ela começou a me masturbar também, quase não consigo me prender. Ela percebeu minha rola inchar e incentivou:
  • 56. VICIADA EM SEXO56 - Agora, amorzinho. Sei que já não se aguenta de tanto prazer. Vou engoli-lo todo, aí você goza bem lá no fundo da minha goela, tá? E ela se esforçou para engolir até tocar com meus pen- telhos em seus lábios, sem se engasgar. Com o caralho to- talmente metido em sua garganta, estirou a língua. Ficou lambendo minhas bolas, causando-me uma maravilhosa sensação. Não me aguentei mais: jorrei tudo que tinha na sua goela. Ela tossiu um pouco, derramou lágrimas, mas não pa- rou de me mamar. Peguei em sua cabeça com as duas mãos e me enfiei mais em seu túnel. Seu celular tocou novamente. Em seguida, ela recebeu uma mensagem do cara: ele já a es- perava na lanchonete. Enquanto ela tomava um banho e escovava os den- tes com uma escova nova que lhe dei, eu chamava um tele táxi. Descemos, ela ainda de cabelos molhados e cheirando ao xampu que eu usava, e fomos embora. Paramos nas ime- diações da lanchonete e ela me deu um demorado beijo nos lábios. Ficamos, eu e o motorista, observando-a se afastar. Camila rebolava que era uma beleza. O taxista perguntou: - E agora, cavalheiro? - Leve-me para uma boate perto de onde viemos. Quando entrei, a primeira cara que eu vi foi a do tra- ficante. Ao invés da negra Niedja, ele estava abraçado com a filha da policial. Esta disfarçou e até abaixou a cabeça, quan- do me viu. O traficante olhava para mim, com um sorriso simpático no rosto. Estava de óculos escuros, como sempre. Não vi Duda. A garçonete Dorinha veio até mim. Levou-me a uma mesa desocupada. Perguntei-lhe pelo primo. Ela res- pondeu: - Está de “bode”, lá em casa. Não houve jeito de eu tra- zê-lo pra cá. Disfarça, mas o poderoso chefão está de olho em você. - Já vi. Traga-me uma cerveja. O que ele bebe? Ela se espantou com a minha pergunta. Mas disse:
  • 57. EHROS TOMASINI 57 - Só uísque caro, de mais de 12 anos de fabricação. - Pois traga-me uma dose do predileto dele. Mas deixe na minha mesa, não lá. Disfarcei, olhando o ambiente. Procurei não olhar em direção ao cara. Não vi as duas amigas de Camila. Mas o cara que eu tinha roubado as mulheres dele estava sentado na mesma mesa onde estive na semana anterior com elas. Dori- nha chegou com o meu pedido. Cochichou: - Cuidado com o que vai fazer. – E saiu de perto de mim. Tomei um gole demorado da cerveja, do próprio gar- galo, depois peguei a dose de uísque. Caminhei, resoluto, em direção do casal. O traficante parou de rir. Fez um discreto sinal para dois lacaios, posicionados perto, dentro da boate. Não me intimidei. Parei diante dele e falei, procurando não tremer a voz: - Seu uísque predileto. Troco a dose por uma dança com tua bela acompanhante. Os dois caras que vieram para perto levaram a mão em direção ao coldre escondido dentro do paletó, mas o trafican- te fez um gesto, acalmando-os. Perguntou-me: - O que pretende fazer com ela? - Dançar, já disse. Tenho-te observado: você nunca dança. Ela é jovem. Deve estar afim de se divertir um pouco. Mirtes olhava para mim, com os olhos arregalados. Não esperava que eu tivesse a coragem de peitar o cara. Ele perguntou para a negra: - Você quer dançar com ele, filha? Ela balançou a cabeça rapidamente, muito nervosa. O traficante sorriu e disse: - Então, eu aceito a dose. Mas não demorem muito. Quando peguei a filha da policial pelo braço e cami- nhei com ela até o meio do salão, ela se tremia toda. Disse, nervosa: - Está doido? Ela vai mandar te matar, por isso.
  • 58. VICIADA EM SEXO58 - Você iria ao meu enterro? – Brinquei. - Isso não é coisa para brincadeiras. - Relaxe. Peguei a manha do cara. Ele não vai nos fazer mal. Dançamos umas três músicas seguidas. Justamente quando começou uma mais lenta, um marmanjo de pale- tó roto veio até nós. Pegou Mirtes pelo braço e afastou-a de mim. Não fiz questão. Ela se desvencilhou do cara e eu ia voltando para a minha mesa quando o outro sujeito veio em minha direção. Plantou-se à minha frente e abriu o paletó, mostrando-me uma arma escondida. Fui afoito e disse: - Posso agora te mostrar a minha? Ele fez um sinal positivo com a cabeça. Devagar, levei uma das mãos às costas e retirei-a com um gesto obsceno. Dei dedo para o cara. Ele se zangou, mas eu lhe dei as costas, sentando-me na cadeira. Havia deixado minha garrafa meia de cerveja na mesa do traficante. Locali- zei a garçonete com as vistas e fiz sinal para que me trouxesse outra. O cara finalmente falou: - O senhor Wilson te quer na mesa dele. Não me faça te levar à força. Eu ia responder à altura, mas pensei melhor e cheguei à conclusão de que não era bom abusar da sorte. Agradeci e me levantei para ir à mesa do traficante, quando uma more- na belíssima entrou na boate. Caminhava de forma sensual, com um charme nunca visto por mim. Fiquei abobalhado. O traficante também a viu e lhe ficou admirando. Cheguei à sua mesa. Deixei que ele voltasse a sua atenção para mim, para lhe perguntar: - Mandou-me chamar? - Sim. Sente-se aqui, ao meu lado. Sentei-me. Ele continuou olhando para a morena de cabelos grandes e negros, recém-chegada. Quando ela se aco- modou, ele finalmente me dirigiu a palavra: - Sabe quem eu sou?
  • 59. EHROS TOMASINI 59 - Pelo que sei, o dono desta espelunca. - Espelunca? - Se eu tivesse dinheiro, deixava isso aqui nos trinques. E cheio de mulheres lindíssimas, como a morena que acabou de entrar. - Conhece-a? - Quem me dera. Bonita pra caralho. E parece muito inteligente, também. Ele me encarou, antes de dizer: - Pois bem: se conseguir conquista-la, como conquis- tou aquelas três de uma vez, na semana passada, te dou a ge- rência desta espelunca para você fazer dela o que quiser. Olhei para Mirtes. Ela estava espantada com o meu su- cesso junto ao poderoso chefão. Eu disse para ele: - Aceito o desafio. Mas a negra aí está como testemu- nha do que acabou de me prometer. - Eu ainda não terminei. Faço-o agora: mas, se não ti- ver sucesso, te mato aqui dentro hoje mesmo. Eu também o encarei. Ela não parecia estar brincando. Os dois asseclas dele tinham um risinho irritante nos rostos. Relaxei e respondi: - Não é um bom negócio para mim. Se não conseguir, não vou poder gastar a grana que ganhar de você. Portanto, estou fora. – Disse isso e me levantei. O cara deu uma sonora gargalhada, seguido dos seus compinchas. Mirtes estava visivelmente nervosa. O coroa disse: - Senta aí. Ainda não terminei. - Mas eu, sim. Não vai me convencer a arriscar minha vida por uma coisa que é do teu interesse. Posso muito bem continuar sendo apenas cliente desta espelunca, do jeito que ela é. - Senta aí, caralho. Eu estava brincando. Mas estive de olho em você. Parece ser desinibido e mais inteligente do que meus colaboradores. Quero você trabalhando para mim.
  • 60. VICIADA EM SEXO60 - E qual seria a minha função? - Curte drogas? - Não. Não curto. Aliás, detesto-as. - Melhor. Não corre o risco de se viciar, como o teu amigo Duda. Ele é um dos meus distribuidores, sabia? - Soube hoje. Ele está de “bode” e não pode vir. - Quem te disse isso? - A prima dele, claro. Perguntei por ele a Dorinha. O que Dorinha é tua? - Fodi-lhe a tabaca algumas vezes. Mas não me interes- sa. Muito ruim de cama. Mirtes me olhava de soslaio, mas eu fingia que não me incomodava com o que ela ouvisse de mim. Naquele mo- mento, Niedja entrou na boate. Olhou em volta, mas cami- nhou direto para a mesa onde estávamos. Percebi a morena lindíssima olhar para ela, mas só por um breve momento. A policial perguntou à filha: - O que faz aqui? - Relaxe. Eu a mandei buscar em casa – respondeu o mafioso. Ela olhou para mim, mas fez que não me conhecia. Sentou-se entre a filha e o cara, depois de pegar uma cadeira. Chamou a garçonete. O traficante me disse: - Volte para a sua mesa, mas depois quero continuar a nossa conversa. Sentei-me onde estive abancado. Dorinha veio me tra- zer uma cerveja mofada, depois de atender a policial. Apro- veitei para perguntar-lhe: - Quem é aquela morena lindíssima, que chegou quase ainda agora? - Não sei. Nunca a vi. Mas vou já, já perguntar o que ela deseja. Então, tento puxar assunto com ela. - Não. Traga-me um cardápio e eu mesmo a atendo. Quero conversar com ela. - Ficou afim?
  • 61. EHROS TOMASINI 61 - Não. Quero ganhar uma aposta. Pouco depois, eu me sentava com um cardápio ao lado da morena. Ela me deu um sorriso encantador. Eu cumpri- mentei: - Oi. Boa noite. Vi que demoraram a te atender, então vim saber o que vai querer tomar ou comer. Ela me deu um beijinho no rosto e falou, ainda com um belo sorriso no rosto: - O que você sugere? Arrisquei: - Você pergunta o que sugiro antes ou depois que a gente sair daqui? Ela me deu outro beijinho. Reclamou, mas com tato: - Está sendo muito apressado. Mas gostei de você. Por- tanto, comporte-se e decido se teremos uma noitada ou não. Olhei em direção à mesa do traficante. Ele tinha os olhos fixos em mim. Fiquei numa posição que ele não pudes- se ler meus lábios e falei para a morena: - Tá vendo aquele cara ali, de óculos escuros, com duas negras? - Estou. Mas ele não me interessa. No entanto, você sim. - Presta atenção, por favor: o cara é traficante de drogas e isso aqui é um antro de marginais. Não creio que é ambien- te para você. A menos que queira ganhar uma grana fácil, antes de sair daqui. - E o que eu teria que fazer? - Pouca coisa. Ele apostou comigo que eu não conse- guiria te conquistar. Você me dá um beijo demorado e depois saímos juntos daqui, fingindo que vamos conversar lá fora. Aí eu te pago 100 paus e depois cobro a ele. Ela deu uma sonora gargalhada. Seu riso era gracioso. Depois, me beijou os lábios. Em seguida, disse: - Você é muito engenhoso nas cantadas, mas já ouvi essa da tal aposta.
  • 62. VICIADA EM SEXO62 - Não estou mentindo – Afirmei, sério. Ela também olhou para mim muito séria. Perguntou: - Se aqui é um lugar perigoso, o que você faz nesta bo- ate? - Estou participando de uma investigação – Não sei o que me levou a ser tão sincero com ela. A morena olhou bem dentro dos meus olhos. Perguntou: - Como é teu nome? - O que isso tem a haver? - Diga-me, por favor. - Felipe. Felipe Bastos. Tá vendo aquela mulher ali, com o cara de óculos? Ela é uma policial. Estamos fechando o cer- co para pegar o cara. Portanto, pode haver confusão aqui. Melhor que vá embora. Ela me deu um beijo demorado e seu hálito era de fram- boesa. Fiquei de pau duro. Ela cochichou ao meu ouvido: - Está bem, Felipe Bastos. Vou dar uma saída, mas volto já. Não saia daqui. Não demoro. - Eu vou contigo. - Não. Fique aqui. Prometo voltar. Só vou pegar meu isqueiro no carro. Não sei ficar sem ele. - Mas... Ela levantou-se e caminhou resolutamente para fora da boate. Foi seguida por todos os olhares masculinos, inclusive do traficante. Ele me fez um sinal, como se perguntasse o que tinha acontecido para ela ir embora. Devolvi-lhe a mímica, afirmando que ela iria voltar. Ele riu. Não acreditava nisso. Mas, uns dez minutos depois, a morena voltou poderosa, atraindo todos os olhares. Sentou-se ao meu lado, sorrindo. Aproximou o rosto de mim e, quando eu ia beijá-la, lhe escu- tei a voz máscula: - Tente me beijar e leva um murro. Quase dou um pulo da cadeira, tanto que foi o meu es- panto. O traficante continuava de olho e deve ter estranhado a minha atitude. Mas a morena me acalmou:
  • 63. EHROS TOMASINI 63 - Senta aí e finge sorrir, Felipe. Falei com Niedja, antes dela entrar: ela me disse que você nos está ajudando. Quero pegar esse merda hoje mesmo. E vou precisar da tua ajuda. - Porra, o que aconteceu com a tua voz? Ele me deu um sorriso maravilhoso. Falou: Eu sou Cassandra. A que está contigo até agora é mi- nha irmã gêmea. Ela está lá fora, neste momento. Chame a garçonete, finja ter esquecido algo lá fora e saia. Fique lá com minha irmã e os policiais federais que vieram conosco. Antes, porém, peça uma cerveja estupidamente gelada à atendente. Tem alguém que queira tirar daqui? - Vai haver tiroteio? - Espero que não. Vamos remover apenas o traficante. Mas não garanto que a merda não vire boné, entendeu? - Então, não preciso tirar ninguém daqui. Deixa eu pe- dir tuas cervejas. Quando a garçonete veio com a bebida, no entanto, eu cochichei ao seu ouvido: - Fique atenta, pois vão prender o traficante hoje. Afas- te-se, se houver tiroteio. Eu estarei lá fora. Quando eu ia saindo, no entanto, um dos lacaios do poderoso chefão me parou. Disse: - O patrão está te chamando. - De novo? - De novo. Não me crie problemas, por favor. Eu fui até a mesa do tal Wilson. Ele apertou minha mão e falou: - Parabéns, ganhou a aposta. Quem é ela? - Uma prostituta de luxo. Quer comprar bagulho. Vou pegar lá fora. - Você também vende? - Não. Mas Duda me deu uma pequena quantidade, já que não vinha hoje. Deixei entocado numas moitas, lá fora. - Chame a morena para minha mesa. Gostei dela. E não precisa ir pegar o bagulho. Tenho em estoque, aqui de-
  • 64. VICIADA EM SEXO64 baixo da mesa. Gelei. Não esperava por aquilo. Sem querer, eu havia melado a ação da Polícia Federal. Olhei para a policial. Ela me piscou um olho. Então, percebi que ela já sabia da opera- ção. Então, relaxei. Disse ao chefão: - Vou chama-la para cá. Mas não garanto que ela ve- nha. Disse-me que precisa urgente da droga, pois tem umas amigas esperando-a. O traficante concordou que eu me afastasse e voltei para perto do homenina. Mas percebi uma movimentação estranha dos capangas de Wilson. Pareciam querer cercar o irmão da linda morena, que parecia incrivelmente com esta: cabelos longos e negros e a roupa igualzinha à que ela usava. Movimentava-se igual e até os seios eram do mesmo tama- nho. O homenina também tinha percebido a movimentação dos asseclas do traficante. Olhou para mim, desconfiado. De- pois, vi quando sacou uma pistola pequenina, sabe-se lá de onde. Eu me espantei quando ele apontou a arma para mim. No entanto, antes que ele disparasse, um tiro foi ouvido. De- pois outro. E mais outro. Instalou-se um pandemônio dentro da boate. Era gente correndo e gritando para tudo que era lado. Algumas pessoas entraram atirando. Percebi que era os federais. Aí, levei um tiro no ombro, dado pelo homenina. Ele tinha o rosto cris- pado de ódio. Eu não estava entendendo nada. Ainda ouvi outros disparos de armas diferentes, antes de perder os sen- tidos. Acordei com uma dor terrível no ombro esquerdo. Abri os olhos com dificuldades, com o rosto inchado. Vislumbrei alguém perto de mim. Ouvi: - Pronto. Ele acordou. Reconheci a voz de Mirtes. Forcei a vista, que estava embaçada. Consegui ver, também, a negra Niedja. Ela me
  • 65. EHROS TOMASINI 65 beijou os lábios, antes de dizer: Bem-vindo de volta à vida. Estávamos preocupadas, mas graças a Deus você está bem. O que aconteceu? – Perguntei. - Não se lembra? - Pouca coisa. Só que o tal homenina atirou em mim. - Ele pede desculpas, garoto. Foi um erro – ouvi outra voz feminina conhecida. Virei o rosto em sua direção. Era a morena lindíssima. Estava fumando perto da janela. - Por que o puto atirou em mim? - Ei, ei, nunca o chame assim na sua frente. Ele se irrita de verdade. Mas deixa eu te contar: Ela jogou o cigarro fora e se aproximou de mim. Ex- plicou: - Você foi à mesa do chefão e estiveram conversando. Cassandra, então, viu os homens do traficante se movimen- tando dentro da boate, ocupando lugares estratégicos. Então, achou que você o tinha traído e quis te abater primeiro. - Puta que pariu! Eu querendo ajudar e terminei me fodendo. Mas quem atirou primeiro? Ouvi disparos, antes de ser alvejado pelo puto. - Mirtes estava armada – continuou a explicação a poli- cial negra. – Ela sabia do ataque da PF. Escondeu uma pistola pequena entre as pernas. Quando dançou contigo, já estava com ela, afixada por esparadrapos. Não sabemos como, o tra- ficante pressentiu a armadilha. - Acho que foi quando eu me espantei com a voz grossa de Cassandra. Quase dou um pulo da cadeira. - Pois bem –, continuou a negra – quando você deu as costas, ele ordenou que os capangas pegassem o irmão da morena. Eu não estava armada, mas minha filha, sim. Ela sa- cou a arma de entre as pernas e atirou três vezes contra a cabeça do escroto. Os asseclas do traficante não sabiam se ati- ravam no homenina ou em Mirtes. Por sorte, agentes da Po- lícia Federal ouviram os tiros e invadiram a boate. Foi muita
  • 66. VICIADA EM SEXO66 bala. Vimos a garçonete sair correndo por uma porta lateral e achamos que ela iria buscar reforços. Tanto que, não demo- rou muito e apareceram vários capangas de Wilson, vindos de pontos de drogas das redondezas. Mas ela tinha outras in- tenções... - Quais? - Correu para a casa do traficante para avisar do tiro- teio e, quando todos saíram armados, ela aproveitou para matar o filho de Wilson, o que tinha assassinado com uma overdose a sua filha. - Puta que pariu. Caramba, que confusão. Perdi tudo isso? - Infelizmente, quando te socorremos, você havia sido muito pisoteado pelas pessoas que fugiam – Disse a bela irmã de Cassandra. - É, ele percebeu que tinha cometido um terrível enga- no contigo, mas já era tarde. - Cadê ele? - Deve estar chegando, para te pedir desculpas pessoal- mente – falou a policial militar. - Pois deixe ele vir. Estou com uma raiva do caralho dele. - Se eu fosse você, deixava quieto – aconselhou a more- na, irmã de Cassandra. - Cadê Dorinha? – Perguntei, mudando de assunto. - Está presa. Infanticídio é crime grave. E ela nem tra- tou de livrar o flagrante. Está difícil livrar a cara dela. Duda escafedeu-se, então não podemos contar com ele para nada. A Polícia estourou todas as bocas de fumo pertencentes a Wilson. Muita gente foi presa, outras ainda serão. - Desde quando estou aqui? A sargento sentou-se na cama, depois de tirar a arma do coldre e deixar sobre uma mesinha, perto de mim. Beijou- -me os lábios carinhosamente e falou: - Você esteve desacordado quase uma semana, amor.
  • 67. EHROS TOMASINI 67 Perdeu muito sangue. Mas, agora, está fora de perigo. Está internado num hospital de gabarito, com um trio de médicos cuidando muito bem de você. - Quem são os tais médicos? - A doutora Graça e seu marido, além da doutora Car- minha, que também trabalha neste hospital. Carminha, você já conhece: era frequentadora assídua da boate. O casal, você vai conhecer amanhã, ainda. Mas são muito simpáticos. Prin- cipalmente, ela. Eu não quis dizer, mas sabia de quem ela estava falan- do: da médica que atendeu a puta hemofílica no motel. Neste momento, o homenina entrou no quarto. Estava vestido de maneira totalmente diferente e tinha cabelos curtos e aparên- cia masculina. Mas a sua voz era inconfundível: - Boa tarde a todos e todas. Está melhor, rapaz? Eu estava com ódio dele, por ter atirado em mim. Es- correguei a mão lentamente em direção à arma que a sargen- to tinha pousado perto, na mesinha. Mas ele alertou: - Antes de fazer a merda que está pensando, quero te pedir desculpas, tá? Eu errei. Mas se tocar nessa arma, juro que te dou outro tiro. A morena se aproximou de mim e ficou entre nós dois. Disse: - Se perdoá-lo, ofereço-te a melhor foda que você já deu na vida. Não duvide. Foi Mirtes, no entanto, quem retirou corajosamente a arma da minha mão. Disse: - Relaxe. Não quero perde-lo antes que a gente faça amor bem gostoso. Só nos dois. Relaxei. Na verdade, eu só estava dando uma de ma- chão. Nunca teria coragem de atirar num policial federal. To- dos suspiraram aliviados, quando devolvi a arma da sargento. FIM DA SÉTIMA PARTE
  • 68. VICIADA EM SEXO68 EM DOMICÍLIO – Parte 08 Eu deveria ficar, ao menos dois dias, internado no hospital, para avaliação. Quando acabou o horário de visitas, to- dos foram embora ao mesmo tempo. Quando pensei que iria ficar sozinho, eis que Karla aparece. Deu-me um beijo nos lábios e disse sorrindo: - Hoje sou eu que vou ficar contigo. Cheguei um pouco atrasada porque tive que cuidar de Carminha, que está tendo uns ataques de nervos estranhos, desde que o Duda a deixou. Você está bem? - Estou, sim, bem melhor. Não sabia que estava cuidan- do de mim. - Nós nos revezamos: cada dia, dorme uma contigo. - Mesmo? Quem tem feito isso? - A sargento, ex-mulher do traficante; A filha dela; Car- minha, quando não estava de plantão; uma tal de Camila e, agora, eu. A doutora Graça também nos disse que ficaria con-