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EHROS TOMASINI 1
EHROS
TOMASINI
VIUVINHA
VIUVINHA2
EHROS TOMASINI 3
Viuvinha - Parte 01
Ninguém diria que ele tinha apenas trinta e cinco anos
de idade. Sua figura denotava bem mais que isso. Era
alto, de longas barbas e cabelos desgrenhados, com as rou-
pas imundas. Fedia. Poder-se-ia acreditar que sua tez era
mulata, se não estivesse tão suja. Também teria um andar
elegante, se não estivesse tão bêbado.
Era seguido a uma certa distância por um trio de
pessoas bem vestidas. Dois homens de paletós pretos e de
óculos escuros acompanhavam uma mulher loira de rosto
belíssimo, sentada numa cadeira de rodas. Era uma cadei-
ra moderna, denotando que sua proprietária tinha muito
dinheiro pra gastar. Mesmo assim, o suposto mulato cam-
baleava sem se importar com ela. Estava com sede e seguia
para o primeiro bar que encontrasse aberto naquela aveni-
da de bairro nobre do Recife.
VIUVINHA4
Ainda não eram seis da noite, mas os bares já esta-
vam cheios de fregueses naquela sexta-feira. O mulato pa-
rou na frente de um boteco e olhou em volta. Pareceu não
encontrar ninguém conhecido. Um garçom aproximou-se
dele pedindo para que saísse do estabelecimento pois não
era permitido pedintes ali. O sujeito imundo fez que não
ouviu o que o cara lhe dizia. Ia caminhar até o balcão mas
o barman colocou o pé na sua frente. O bêbado desequili-
brou-se e foi ao chão. Fez uma cara de impaciência e ten-
tou se levantar com esforço visível. Um dos homens de
paletó e óculos escuros lhe ofereceu a mão para que se
erguesse. O bêbado olhou cismado para ele. No entanto,
depois de ficar de pé ajudado pelo desconhecido, pergun-
tou o que este queria.
- É o senhor Bafo de Onça? - Perguntou o sujeito de
óculos escuros.
- Quem quer saber?
- A senhorita Bárbara Sampaio quer falar com você.
Conhece?
- A aleijada que estava com você? Nunca a vi mais
gorda.
- Venha comigo. Depois, te pagamos um trago.
- Assim é que se fala, companheiro - disse o sujeito
imundo, abrindo um sorriso franco.
Pouco depois, estava diante da jovem loira de rosto
belíssimo que esperava a uma certa distância do bar. Tom-
bou e por pouco não caiu por cima dela. Foi empurrado
com violência pelo outro cara de óculos que estava perto
da moça. Caiu sentado no chão. O sujeito que o levou até
ali ofereceu-lhe novamente a mão para que se levantasse.
Dessa vez, não foi preciso. Com incrível agilidade, o mula-
to projetou as pernas para a frente e ficou rapidamente em
pé. Ato contínuo, deu um murro no que o tinha empurra-
EHROS TOMASINI 5
do tão forte que o cara foi projetado a uns três metros de
distância e não mais se levantou. O casal pareceu não dar
nenhuma atenção ao fato. O mulato imundo perguntou:
- Vão dizer o que querem comigo? Estou com uma
sede do caralho.
- Comporte-se diante da senhorita, por favor - disse
o segurança que o tinha buscado no bar.
- Vai te foder, empacotado. Não gosto de gente da
laia de vocês. Fedem a problema.
- E você fede a sujeira. Por isso, vou dizer a que vie-
mos, de modo a me afastar de você o mais rápido possível
- disse a jovem, pondo a mão no nariz.
- Então, desembucha.
- Sabe ler? - Perguntou ela.
- Claro.
O sujeito de óculos escuros meteu a mão dentro do
bolso do paletó. O mulato ficou tenso, preparado para re-
agir se ele puxasse dali alguma arma. Mas o cara só tirou
um cartão de lá. Entregou-o ao mendigo. A mulher voltou
a falar:
- Tome um banho, ajeite-se e me procure neste ende-
reço. Tem dinheiro para comprar umas roupas decentes?
- Claro que não.
- Rogério, dê-lhe algum dinheiro. - Ordenou a loira.
O cara cochichou algo ao ouvido dela. Ela perguntou
pro mulato:
- Promete não usar o dinheiro para se embriagar?
- Não garanto. Mas prometo fazer todo o possível.
Porém, quero saber logo o que querem de mim. - Disse o
sujeito, contando o dinheiro recebido. Tinha mais de 300
reais ali.
- Queremos que mate alguém - disse sem nenhum
constrangimento a jovem paraplégica.
VIUVINHA6
O mulato esteve olhando fixamente para ela. A loira
não desviou o olhar. Ao cabo de alguns segundos, ele de-
volveu o dinheiro ao cara de óculos, tirando do maço de
cédulas uma nota de cinquenta reais. Disse:
- Estou fora. Obrigado pela grana. Te devolvo depois.
Dito isso, o sujeito botou a nota no bolso da camisa,
deu as costas ao casal e voltou para o bar. A paraplégica
viu quando ele se aproximou do garçom e mostrou-lhe a
nota. O cara o mandou se sentar numa cadeira afastada da
clientela. Ele fez o que o garçom pediu. Logo, recebia uma
cerveja geladíssima. A loira falou:
- Ele aceitou o serviço. Carregue teu companheiro
desacordado e vamos embora.
O mulato imundo esteve tomando duas cervejas.
Depois, remexeu os bolsos. Tirou de lá um celular. Discou
um número. Quando atenderam, ele disse simplesmente:
- Estou dentro. Mas só nos encontraremos amanhã.
Hoje, estou afim de beber - E desligou o aparelho.
Após alguns minutos, acionou de novo o celular e
fez nova ligação. Esteve falando com alguém. Desligou e
pediu mais uma cerveja. Cerca de vinte minutos depois,
acercou-se dele uma morena tão imunda quanto ele. O
mulato entregou-lhe a nota de cinquenta reais. Ela o bei-
jou no rosto e foi-se embora. Quando ela desapareceu de
vistas, ele pediu a conta ao garçom que havia colocado o
pé para ele cair. No entanto, assim que o cara foi buscar a
“dolorosa”, ele levantou-se e foi embora sem pagar.
No outro dia, antes das dez da manhã, a loira pa-
raplégica recebeu a visita de um mulato bonitão e bem
vestido, cheirando a perfume Azzaro. Tinha o cabelo bem
EHROS TOMASINI 7
cortado e estava sem nenhum vestígio de barba. O cara
tinha um charme natural e caminhava de forma felina. Es-
tava tão limpo e bem vestido que ninguém o reconheceria
como o sujeito bêbado e imundo do dia anterior. A jovem
loira o esperava no terraço de uma enorme mansão em
Boa Viagem, bairro nobre do Recife. Estava ladeada dos
dois guarda-costas de paletós negros e de óculos escuros.
Um deles tinha o rosto inchado. Disse para o mulato, se
armando para briga:
- Ontem você me pegou de surpresa, cão rabugento.
Quero ver se consegue me vencer de novo.
Mais uma vez o mulato agiu de forma rápida e sur-
preendente. Bloqueou o murro que o outro soltou em di-
reção ao seu rosto e, em seguida, torceu o braço do sujeito
e lhe deu um único golpe violento acima do cotovelo. Por
pouco o osso não pulou fora do paletó. Antes que o sujeito
gritasse de dor mais de uma vez, o mulato aplicou-lhe um
murro de lado do rosto que lhe destroçou a mandíbula.
O segurança caiu no chão, desacordado. Mais uma vez, o
casal não interveio. O mulato postou-se diante da mulher
na cadeira de rodas. Abriu as pernas e cruzou os braços
como se estivesse à espera de alguma reação dela. A jovem
apenas disse:
- Deixe-nos a sós, Rogério.
- Eu devo, senhora? - Perguntou o segurança moreno
e de corpo tão atlético quanto o do mulato.
- Deve, sim. Não se preocupe, ele não me fará mal.
- Respondeu ela - Você pode folgar o resto do dia. Antes,
porém, livre-se desse imbecil de braço quebrado e mandí-
bula destroçada.
- Obrigado, senhora. Eu o levarei a um hospital.
O segurança jogou o companheiro desacordado so-
bre o ombro e caminhou até um Palio estacionado perto.
VIUVINHA8
Depositou o cara no banco traseiro, entrou pela porta da
frente e deu partida no veículo. Logo, desaparecia além
dos portões da residência. A loira levantou-se da cadei-
ra de rodas e abraçou-se ao mulato. Em seguida, beijou-o
longamente nos lábios. Ele retribuiu o beijo com fervor.
Quando se separaram, ele perguntou:
- Faz quanto tempo que voltou a andar?
- Menos de uma semana, amor. Mas estava em São
Paulo, em tratamento. Só retornei para cá ontem. Está em
alguma missão?
- Sim, mas posso dar um tempo, se você tiver algo
mais importante.
- Tenho, sim. Quero dar uma foda daquelas que me
deixam satisfeita por dias. Só depois, conversaremos sobre
trabalho. Vamos entrar?
Nem bem entraram na sala luxuosa da mansão, ela
tirou toda a roupa rapidamente. Já estava sem calcinha.
Disse para ele:
- Sem preliminares. Você já sabe do que eu gosto.
Ele puxou uma cadeira da grande mesa que havia no
recinto e fez com que ela se sentasse. Em seguida, abriu o
fecho da calça e ela fez o resto: retirou da cueca o enorme
caralho dele e o levou à boca. Apesar de dizer que esta-
va louca para foder, ela não teve pressa: mamou o cacete
dele demoradamente, até que este ficou todo lambuzado
de saliva. Então, levantou-se da cadeira e segurou-se no
encosto desta com as duas mãos, apoiando o pé no assento
e ficando de costas para ele. O mulato parafusou o caralho
entre as pregas dela e empurrou com firmeza. Ela gemeu
de dor e prazer. Disse:
- Ai, parece que ele está maior e mais grosso, amor.
Mas não precisa me poupar da dor. Mete no meu rabo sem
pena, mete...
EHROS TOMASINI 9
Quando ele fincou a pica até o talo, ela começou a
movimentar o bumbum de forma frenética. Ele acompa-
nhou seu ritmo com movimentos de quadris, socando em
seu rabo com ligeireza. Não demorou a ela abrir muito a
boca e entrar em frenesi. Estava gozando pelo cu, como
sempre acontecia quando transava com ele. A loira agar-
rou-se mais ao encosto da cadeira e empinou a bunda. Ge-
mia:
- Vai... soca no meu cu... arromba ele com força... faz
um bebezinho de merda, seu escroto.
Ele aumentou o ritmo do coito. Ela gemeu mais alto.
Reclamou:
- Ainda estou fraca das pernas... Vou baixa-la...
Quando fez isso, ele a abraçou pela cintura, por
trás. Ela fechou bem as pernas e continuou os movimen-
tos de cópula, agarrada com uma das mãos na nuca dele.
Ele também movimentava os quadris, querendo enraba-la
cada vez mais profundo. Num dado momento, ela voltou
a se sentar na cadeira. Ficou lambendo o pau dele do talo
até a glande. A cada passada de língua na total extensão do
caralho grande dele, o mulato estremecia de prazer. De-
pois, ela ficou movimentando o punho com os dedos em
forma de anel, girando a mão enquanto chupava a glande.
Quando ele não esperava, ela correu até a mesa da sala e
deitou-se sobre o seu tampo de costas. Levantou as pernas
e as abraçou por trás dos joelhos, expondo o cu para ele.
O mulato, mais uma vez, parafusou a pica em suas pregas,
antes de enraba-la. Com um braço, ela abraçava as duas
pernas suspensas e dobradas. Com a outra mão, abria mais
a bunda. O cu exposto foi fodido magistralmente e ela
urrava de prazer. Finalmente, ele também urrou:
- Vou gozar, porra... vou gozar...
VIUVINHA10
Ela levantou-se rapidamente da mesa e se ajoelhou
entre as pernas dele. Implorou:
- Me dá todo o teu gozo. Lança o leitinho na minha
cara...
A gozada que ele deu em seu rosto foi cavalar e de-
morada. Ela se lambuzou toda de esperma. Depois, sugou
a pica com os lábios, até não restar nem um pingo de gala
nela.
FIM DA PRIMEIRA PARTE
EHROS TOMASINI 11
Viuvinha - Parte 02
Agora estavam deitados numa cama grande e confortável.
Ela apoiava a cabeça no peito dele. Ele fumava um cigar-
ro. Depois das últimas baforadas, o mulato apagou o bran-
quinho num cinzeiro que estava no chão. Só então, falou:
- Qual é a bronca, Viúva?
- Não me chame de Viúva. Sabe que eu não gosto.
- Também não gosto de ser chamado de Bafo de Onça
e você amestrou teus cães a me chamarem assim. Por falar
nisso, quem são eles?
- O que você mandou para o hospital é tão burro que
eu até lhe esqueci o nome. O outro, mais inteligente, chama-
-se Rogério. Ambos foram indicados pela Agência para me
assessorar. Mas são incapazes de cumprir a missão que quero
dar pra você.
- Que seria?...
- Matar meu noivo.
VIUVINHA12
O mulato esteve espantado por alguns segundos. De-
pois, disse:
- Puta merda. Você sabe que não posso fazer isso. A
Polícia iria logo desconfiar de mim. O cara é meu rival, gata.
E todo mundo sabe disso.
- Foi ele quem me deixou paraplégica, amor.
- É, ouvi dizer... só que nunca acreditei nisso. Você sabe
lutar Karatê e Kung Fu muito bem. Se brincar, até ganha pra
mim. Então, ele não conseguiria te machucar.
- É verdade. Por isso, pagou quatro asseclas dele para
me quebrarem de pau e me estuprarem. Os caras eram bons
de briga. Me venceram, quando cansei. Depois, fui currada
por eles. Fiquei uma semana de buceta e cu ardidos.
Ele esteve pensativo, depois argumentou;
- Por que não os denuncia à Polícia? Dessa forma, seria
mais rápido pegá-los.
- A Agência não quer que eu a exponha e é o que acon-
teceria se a Polícia entrasse na história. No entanto, me de-
ram carta branca para eu me vingar. Contanto que eu usasse
os dois paletós-pretos que me ofereceram. Eles limpariam
a minha bagunça, se fosse preciso, entende? Mas você viu
como são ineptos.
- Então, você usou o mais esquentadinho para me irri-
tar. Com ele no hospital, você pede à Agência para que seja
substituído por mim, é isso?
Ela o beijou nos lábios. Estava elogiando a sua inteli-
gência. O gesto era a confirmação das suas palavras. Mesmo
assim, ele continuou pensativo. Ela perguntou:
- Você não quer me vingar?
- Vou pensar nesse assunto com calma. Como te disse,
estou em meio a uma investigação.
- Coisa feia?
EHROS TOMASINI 13
- Aparentemente, sim. Ao ponto de um pool de farmá-
cias me contratar para descobrir se a denúncia procede.
- Quer dizer que não está trabalhando para a Agência?
- Desde que você me sacaneou, larguei deles. Não são
mais meus patrões.
- Eu não sabia. Desculpa. Por isso, esteve tão longe de
mim?
- Você estava noiva. E eu não queria me indispor mais
com a Agência.
Ela esteve calada por uns minutos, pensativa. Depois,
prometeu:
- Olha, amor. Eu sei que te sacaneei, mas estava fazen-
do o meu trabalho. Deixa eu te prometer uma coisa: se matar
meu noivo, ficaremos juntos para sempre. Prometo largar a
Agência e viver só pra você.
- Você sabe que não é tão fácil largar a Agência. Eles
fariam contigo o mesmo que quiseram fazer comigo.
- Sim, iriam tentar me matar. Mas você conseguiu de-
mover-lhes a ideia. Lembro que fiquei aflita quando passa-
ram a te perseguir. Mas você foi muito corajoso e inteligente.
Conseguiu um bom acordo.
- É, mas poderia ter sido morto.
Nisso, o telefone celular dele toca. O mulato reconhe-
ceu o zumbido, mesmo o aparelho estando a alguns metros
de distância. É que ele configurou o telefone para um toque
diferente para cada contato. Caminhou nu até a sala e pegou
o objeto. Atendeu a ligação. Disse, apenas:
- Está bem. Chego já aí pra gente conversar.
A loira belíssima apareceu nua na porta do quarto. Per-
guntou:
- Quem era, amor?
- Minha ajudante. Precisa falar comigo. Vou ao encon-
VIUVINHA14
tro dela.
- Vai me deixar por aquela fedorenta?
- Ela não fede o tempo todo. Aquilo é o disfarce que
estamos usando para a nossa investigação.
- Pois eu quase não te reconheci, de tão imundo, barbu-
do e cabeludo que estavas.
- Peruca e barba postiças. Mas a sujeira era real. Passo
dias sem me banhar, para dar mais veracidade ao disfarce.
- O que está rolando? - Perguntou ela.
Ele demorou a responder:
- Parece que estão sequestrando mendigos de Pernam-
buco para lhes drenar todo o sangue. Alguns apareceram
mortos, a maioria das vezes jogados nos rios. Dão a impres-
são de que morreram afogados, mas eu e minha parceira des-
confiamos de que os corpos inchados pela água camuflam a
falta de sangue neles.
- Puta merda. Isso é grave. Mas qual o interesse das in-
dústrias farmacêuticas nisso?
- Desconfiam que está sendo testada uma nova droga
capaz de limpar o sangue desses indivíduos, antes do líquido
vital ser coletado. Querem a fórmula, claro. Um composto
desses pode prevenir muitas doenças e isso não interessa às
indústrias farmacêuticas. Para elas, é melhor que a população
permaneça doente. É com isso que ganham dinheiro. Portan-
to, querem abortar qualquer projeto que venha de encontro
aos seus lucros. Este é o motivo pelo qual eu e minha assis-
tente estamos agindo disfarçados de mendigos.
- Você parece gostar dela, não é verdade?
- Devo a minha vida a ela. Sem a sua ajuda, eu não teria
conseguido me livrar da Agência - disse ele, já vestido e an-
dando em direção à porta - Mas deixe-me ir que parece que
minha assistente descobriu algo que requer minha presença
urgente.
EHROS TOMASINI 15
Assim que o mulato saiu, a loira recebeu um telefone-
ma. Era Rogério. Dizia-lhe que havia levado o colega de tra-
balho para uma clínica particular, mas haviam cobrado mui-
to caro. Perguntava se ela assumiria o tratamento do cara. A
jovem bonitona respondeu:
- Não vou assumir tratamento desse inútil, nem se fos-
se barato. Mate-o. Mas faça isso parecer decorrência da surra
que ele levou do mendigo.
********************************************
Pouco depois, o mulato estava sentado em um banco
de praça ao lado da morena imunda. Esta lhe informou:
- Parece que uma máfia ligada ao governador de Per-
nambuco está desviando recursos da Saúde para montar uma
rede de farmácias. Vendem remédios muito baratos porém
inócuos, como se fossem verdadeiros, à população. Com isso,
estão quebrando redes de farmácias que atuam no Estado.
Algumas já fecharam.
- Cacete! Então, teremos outro escândalo de lavagem
de dinheiro em pouco tempo, como aquele caso da transpor-
tadora que diziam pertencer ao já falecido governador que
sofreu um acidente aéreo difícil da gente engolir.
- Tomara. Se isso acontecer, eu me aposento com a gra-
na que vou ganhar do pool de farmácias. - Disse a morena.
- Continue investigando. Mas vou querer que faça uma
outra investigação paralela: preciso achar o noivo da Viúva.
A mendiga olhou para ele, espantada. Disse:
- Já não basta o que você passou por causa dela?
- O cara contratou quatro capangas para estuprá-la,
Marisa. Os sujeitos a deixaram paraplégica. Mas ela fez um
tratamento e voltou a andar, embora com alguma dificulda-
de.
- Que se foda. Não devia mais se envolver com ela. Por
VIUVINHA16
mais que você me diga que ela te fodeu a vida por estar numa
missão para a Agência, não confio nem gosto dela.
- Está com ciúmes?
- E daí, se estiver? Lembre-se que eu quase me fodo
pra salvar a tua vida. Depois disso, não quero que morra de
graça.
- Eu te serei eternamente grato. Mas sempre achei que
você você era apaixonada por mim.
- Eu fui, sim. Mas só no início. Porém, agora que conse-
guimos um bom entrosamento no nosso trabalho, dependo
de ti para me aposentar cedo.
- Está bem. Eu te pago uma grana apenas para encon-
trar os quatro caras que a estupraram. Com os testemunhos
deles, colocamos o noivo na cadeia, está bom assim?
- E o que vai fazer com os quatro caras?
- Mata-los, claro.
Ela esteve pensativa. Depois, disse:
- Eu me encarrego deles. Sem raiva dos putos, farei um
trabalho mais limpo que você. Quando eu te disser, trate de
conseguir um bom álibi.
- Ok. Agora eu vou tomar umas cervejas. Não quer me
acompanhar?
- Não posso. Tenho que ficar sóbria para o caso de de-
saparecer mais um mendigo. Mas deixe umas três long-necks
na tua geladeira. Quando eu largar, vou querer uns tragos.
- Ainda tem a chave do meu apê?
- Acha que preciso de chaves pra entrar em algum lu-
gar?
Quando ela se levantou do banco de cimento da pra-
ça e caminhou, ele ficou observando seu corpo. Ela tinha a
silhueta de uma falsa magra. Quando estava sem disfarce e
limpa, era capaz de chamar a atenção dos homens, por onde
passasse. Devia ser uns cinco anos mais velha que o mulato.
EHROS TOMASINI 17
A morena nunca falou da sua vida para ele. Mas demonstra-
va ter um ódio incontido de alguém. Era perigosíssima, pois
matava sem piedade. Lembrou-se de como a conheceu:
- Oi, pode me acender o cigarro?
Na época, ele estava embriagado, sentado a uma mesa
de bar. Tinha consciência de que tinha sido aliciado por uma
loira jovem e belíssima, que se dizia apaixonada por ele, para
matar um cara. Havia sido o primeiro trabalho do mulato
para a Agência, cujo chefe era um gorducho que pertencia à
máfia italiana. Recebera sua primeira arma do mafioso, para
assassinar um concorrente deste. Depois de matar o alvo, no
outro dia descobriu, através dos telejornais, que ele era, na
verdade, um delegado de Polícia que estava investigando os
crimes da Agência no Recife. Revoltou-se contra a Agência
e jurou denunciar seus membros à Polícia Federal. A loira o
demoveu da ideia. Pediu para fugirem juntos para algum lu-
gar distante dali. No entanto, logo na primeira noite de fuga,
ela aproveitou-se de que ele dormia após fazerem sexo e ati-
rou duas vezes contra seu peito. Por sorte, por estar chorando
e nervosa, ela errou o alvo. Só uma das balas lhe pegou de
raspão. O mulato a acertou com dois murros no estômago e
ela desmaiou. Ele, porém, não teve coragem de mata-la. Fu-
giu, deixando-a sangrando pela boca e pela vagina. Só de-
pois, descobriu que ela estava grávida do chefão mafioso e
perdera o bebê. O cara era casado, mas tinha várias amantes
além da loira. Sua esposa nunca conseguiu dar o filho que
o gorducho tanto queria. Por causa da morte do feto, o cara
passou a perseguir o mulato bonito.
Naquela noite, ele havia se decidido a não mais fugir.
Também, não queria morrer sóbrio. Bêbado, aceitaria me-
lhor a sua morte. Aí, aquela morena gostosa chegou perto
dele para que acendesse um cigarro.
- Não fumo, dona. Mas, se quiser beber, pode se sentar
VIUVINHA18
à mesa.
- Não gosto muito de cerveja. Prefiro uísque. - Disse
ela, se sentando.
- Então, peça um ao garçom. Eu pago.
Quando um jovem garçom trouxe a dose de uísque e
se afastou, o mulato sentiu uma pontada na coxa. A morena
disse:
- Eu vim te matar. A recompensa oferecida pela Agên-
cia por tua vida é muito alta. Estou com um punhal afiadís-
simo e uma pistola apontada pra ti, por baixo da mesa. Mas
não sou idiota de te matar aqui, em público. Portanto, chame
o garçom e reclame que o uísque que ele trouxe é falsificado.
Exija que ele me traga uma outra dose. Ele vai te expulsar da-
qui. Talvez até te bata. Você toma a minha pistola e atira nele.
É aí que eu vou te apunhalar, fingindo defender o garçom.
Entendeu?
- Okay. Me dê a pistola antes de eu reclamar do uísque.
Não pretendo apanhar antes de morrer, tá?
Ela lhe entregou uma pequena pistola por debaixo da
mesa. No entanto, ao invés dele chamar o garçom, o mula-
to apontou a arma para ela. Em seguida, pediu que ela lhe
entregasse o punhal. Ela levantou as duas mãos, uma com
o punhal, continuando sentada. Com um sorriso de vitória
no rosto, ele tomou a lâmina que ela levantou ao se render.
Muita gente no bar viu a cena e saiu correndo dali, prevendo
a confusão. Ele, acreditando que ela estava desarmada, ficou
lhe apontando a pistola e esperando que os fregueses saíssem
do bar. Levou uma furada no estômago. Ela tinha outro pu-
nhal que saía do bico do sapato que usava. Bastou um pon-
tapé por baixo da mesa para acertá-lo em cheio na barriga.
Em seguida, desarmou-o do punhal que ele lhe tomara. Acer-
tou-o mais duas vezes nos braços, sem se preocupar com a
pistola. Ele apertou o gatilho. Não saiu nenhum disparo. Só
EHROS TOMASINI 19
então, o mulato percebeu que era uma arma de brinquedo.
Jogou-a nela. Ela parou de apunhala-lo para se desviar do
objeto arremessado. Levou um murro na testa que lhe proje-
tou para trás.
Mesmo ferido, o mulato agachou-se perto dela e reco-
lheu o punhal. Tirou também seus dois sapatos, alijando-a
das lâminas neles. Alguns fregueses que não conseguiram se
evadir acreditavam que o cara iria feri-la com o punhal ou
atirar nela, sem saberem que a arma era de brinquedo. Ao in-
vés disso, ele chamou o garçom. Quando o cara se aproximou
temeroso, ele pediu:
- Chame uma ambulância para mim e para ela, por fa-
vor.
- O que foi isso que vimos aqui, senhor?
- Ela é minha namorada. E é muito ciumenta. Desco-
briu que tenho outra e resolveu me dar uma lição. - Mentiu
ele - Mas nós nos amamos. Tudo ficará bem...
Uma voz interrompeu as lembranças do mulato. Era a
morena imunda que havia voltado. Repetiu para ele:
- Pode me acender o cigarro? Desisti de voltar ao traba-
lho, por hoje. Vamos para a tua casa?
Ele comprou uma caixa de cervejas geladas e levaram
para o apê. O mulato deitou-se totalmente despido na cama e
ficou esperando que ela se banhasse. Mas a morena demorou
muito a tirar a sujeira do corpo. Quando voltou para perto
dele, descobriu que dormira. Ficou frustrada. Mesmo assim,
subiu na cama e manuseou o enorme cacete do cara. O pau
ficou rijo quase no mesmo instante. Ela o chupou com leveza,
para não acordá-lo. De vez em quando ele gemia ou se movia,
mas não abria os olhos. Ela continuou a chupada. Também
passou a masturba-lo suavemente, enquanto tinha seu cara-
lho na boca. Sentiu o membro inchar. Apressou a chupada
VIUVINHA20
e a punheta. O mulato gemeu mais alto. Quando ele abriu
os olhos surpreso, não conseguiu conter a ejaculação. Gozou
bem muito na boca dela.
FIM DA SEGUNDA PARTE
EHROS TOMASINI 21
Ela fumava, deitada na cama. Parecia pensativa. O mulato
também fumava, olhando para ela. A morena perguntou:
- O que foi?
- Acho você muito bonita.
- Obrigada.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Claro.
- Esta deve ter sido a quinta ou sexta vez que transa-
mos. No entanto, você me faz gozar e nunca permite que eu
te devolva o carinho. Por quê?
- Quer mesmo saber?
- Sim, claro.
- Eu sou aidética. Descobri isso há alguns meses. Nun-
ca se perguntou o porquê de eu sempre me meter em encren-
cas?
- Sim, mas você sempre fugiu das minhas perguntas.
Por que está me dizendo que é aidética agora?
- Você não poderia fazer nada por mim.
VIUVINHA22
- Poderia, sim. Te pagaria um tratamento mais eficaz,
sei lá...
- Não gosto que tenham pena de mim. Eu mesma pago
meu tratamento. Entrei nessa nova investigação porque a
grana é alta. Será meu último trabalho. Depois, passarei o
resto dos meus dias viajando, conhecendo o mundo.
- Eu sinto muito, Marisa. Nem de longe eu desconfiava.
Mas gostaria de fazer algo por ti.
- Você já fez. Obrigada.
- O que eu fiz?
- Nada. E esse papo já está ficando chato. Vou-me em-
bora.
- Okay. Não vou insistir para que você fique pois sei
que seria inútil. Mas um dia gostaria de saber o que te levou
a entrar nessa vida perigosa.
- Não. Você não gostaria. - Disse ela, jogando o toco de
cigarro fora e se levantando nua da cama.
A morena foi ao banheiro e tomou um demorado ba-
nho. Gritou de lá:
- Amanhã, vou tirar o dia de folga. Você deveria fazer
isso, também.
- Seria suspeito nós dois desaparecermos das ruas ao
mesmo tempo. Tire sua folga. Eu continuo de olho nos men-
digos.
Depois que ela saiu, ele deu um tempo fumando mais
um cigarro. Continuou recordando como a conheceu.
Quando a morena acordou, ele estava sentado numa
cadeira ao lado da sua cama. Ela percebeu suas ataduras no
braço e na barriga. Depois viu que ela mesma recebia uma
bolsa de sangue nas veias. Perguntou para ele:
- Por que me socorreu? Eu tentei te matar.
- É, mas eu simpatizei contigo. Não parece uma assas-
EHROS TOMASINI 23
sina a soldo. Foi atrás de mim por estar precisando de grana?
- E se foi por isso?
- Quanto te ofereceram pela minha morte?
- Isso não te interessa.
- Claro que sim! Ademais, posso cobrir a oferta. Pago-
-te em dobro se me ajudar a acabar com a vida do mafioso
que anda querendo me foder.
Ela esteve um tempo calada, antes de dizer:
- Feito. Mas nada de mata-lo. Daremos uma lição a ele
que o faça desistir de te pegar. Eu já tenho um plano. Só falto
amadurecer a ideia.
A ideia era simples: depois que saíssem do hospital, ela
telefonaria para o chefão da máfia italiana que agia no Recife
dizendo ter pego o mulato. A morena sabia que o cara gor-
do iria querer matar pessoalmente o sujeito. Com certeza, o
mafioso levaria os seus capangas para a armadilha armada
por ela que intencionava matar todos. Enquanto isso, para
dar-lhe vantagem, o mulato, agora seu aliado, faria a esposa
do cara de refém.
Mais uma vez as lembranças do mulato foram inter-
rompidas. Alguém batia à sua porta. Ele nem se vestiu: cor-
reu até onde estava pendurada sua pistola e foi até a porta.
Visualizou, através do olho-mágico, um rosto conhecido. Nu,
abriu a porta de arma na mão. O visitante se espantou mais
com o tamanho do seu caralho do que com a arma que lhe
era apontada. O mulato perguntou:
- Como me encontrou?
- A agência sempre soube do teu endereço. Estou pre-
cisando da tua ajuda.
- Para quê?
- Estou com meu amigo aí no carro, o que você mas-
sacrou. Nem a Agência, nem minha patroa loira quer cuidar
VIUVINHA24
dele. Não posso leva-lo para um hospital comum, pois seria
pego pela Polícia, e não tenho grana para pagar-lhes um tra-
tamento particular...
- E o que quer que eu faça?
- Primeiro, feche a porta. Segundo, vá vestir-se pois eu
estou incomodado com esse cacete enorme à vista. Por últi-
mo, que pague um tratamento para meu amigo.
- Puta que o pariu! O cara tentou me foder. Aí, você
quer que eu gaste com ele? - Irritou-se o mulato, puxando o
cara para dentro do apê e fechando a porta.
- Por favor. Ele é meio bronco, mas é o meu melhor
amigo.
- Não parece. Você deixou que eu o massacrasse sem
intervir.
- Eu errei. Pensei que ele te venceria fácil. E eu sou leal.
Não seria justo lutar contigo quando ele já fazia isso. Seria-
mos dois contra um.
- Pois eu teria ajudado um amigo, se este estivesse em
apuros. Mas de quanto você precisa para leva-lo a uma clíni-
ca particular?
Pouco depois, o mulato assinava um cheque para o la-
caio da loira. O sujeito agradeceu. Afirmou que poderia con-
tar consigo, se fosse preciso.
- Me ajudaria, mesmo ficando contra a Agência?
- Depende do tipo de ajuda que precisasse. Eu não fi-
caria contra a Agência por hipótese nenhuma. Não quero
morrer.
- Quem te deu meu endereço?
O cara de paletó negro demorou a responder:
- Dona Giselda. Ela me disse que o marido jamais pa-
garia um tratamento para um cara que falhasse numa missão
tão simples. Mas pediu que eu te procurasse.
- Pensei que ela tivesse ódio de mim.
EHROS TOMASINI 25
- Eu sei que você a manteve refém, há alguns anos atrás.
Ela também te mandou um recado: quer que você volte a tra-
balhar para a Agência.
- Sem chances.
- Fale, ao menos, com ela.
- O gorducho não deixaria que eu me aproximasse dela
novamente.
- Eu posso arranjar um encontro entre vocês.
- Peraí, cara... qual o teu interesse nisso?
Mais uma vez o cara demorou a responder:
- Ela me pediu que eu te dissesse isso: corre um zum-
-zum-zum que o marido está muito doente. Na verdade,
nunca mais o vimos. Ela pode ter planos pra tu, cara.
- Não me interessa mais trabalhar para a Agência, repi-
to. Mas posso ouvir a proposta que ela quer me fazer. Marque
com ela. Eu irei. Mas se for alguma armadilha, você e ela vão
me pagar caro.
- Ela está no carro. Tinha certeza de que você iria topar
o encontro. Posso pedir para que venha até aqui?
Pouco depois, o cara de preto e óculos escuros volta-
va ao apartamento com uma mulher. Dona Giselda era uma
coroa bonita e gostosona, de pele clara. Vestia-se muito bem,
sem parecer uma perua. Ela disse ao lacaio do marido:
- Vá levar seu amigo à clínica. Quero falar a sós com
ele.
- Mas senhora... Não acho que devo. Não posso deixa-
-la sozinha com ele.
- Isso é uma ordem. Na ausência do meu marido, man-
do eu. Depois, te ligo para que você venha me buscar aqui.
- Sim, senhora.
Quando o sujeito saiu, a mulher olhou fixamente para
o mulato. Inesperadamente, aproximou-se dele e lhe deu um
VIUVINHA26
longo beijo na boca. O mulato não reagiu, de tão espantado
que estava. Quando ela descolou, ele perguntou:
- O que significa isso?
Ela recuperou o fôlego antes de dizer:
- Desde que me manteve tua refém que eu pensei em
fazer isso. Ninguém nunca enfrentou o meu marido. Depois
daquele dia, por várias vezes ele tentou se vingar de você, mas
eu o demovi da ideia. Queria te preservar para ser meu sócio.
- Sócio em quê?
- Posso me sentar?
- Oh, claro. Perdão pela minha falta de educação.
Depois de se sentar graciosamente, a coroa disse:
- Meu marido está morrendo. Preciso de alguém forte
perto de mim senão perderei o domínio da Agência para os
rivais dele. Quero fazer um acordo contigo: você mata meu
marido e fingimos ser amantes. A máfia italiana te respeita.
Sabendo que você assumiu a Agência, não irão mexer conti-
go.
- Acabei de dizer pro teu lacaio que a Agência não me
interessa.
- E eu, não te interesso?
- Não duvide que sim. Mas o preço a pagar para estar
contigo é muito alto. Mesmo que a máfia me respeite, a Polí-
cia irá investigar. Lembre-se que matei um delegado.
- Meu marido já molhou a mão de alguns policiais cor-
ruptos, inclusive da polícia federal. Não irão te incomodar.
- Com a morte do teu marido, as coisas mudarão. Vão
querer fazer novos acordos. Podem fazer chantagens. Se não
cedermos, podem levar as investigações adiante.
- Você pensa em tudo. É o substituto perfeito para o
meu marido. Não vai querer avaliar a mercadoria?
Pouco depois, ela tinha o enorme caralho dele na boca.
EHROS TOMASINI 27
Estavam disposto num sessenta e nove e ele se posicionou
por cima. Ela chupava o seu pênis com gula enquanto ele
lambia a sua xoxota. Quando percebeu que a coroa estava
doida por rola, o mulato, ao invés de ceder-lhe, enfiou um
dedo no cuzinho dela. Ela foi à loucura e explodiu em gozo
na sua boca. Ele não parou de mexer o dedo dentro do anel
dela. Enfiou mais um dedo, depois outro no ânus da bran-
quela. Ela chorava:
- Ai, gostoso. Que foda da porra. Vou morrer de tanto
gozar. Fode minha tabaca, agora...
Ele saiu de cima dela e a virou de costas para si. Quan-
do ela percebeu as suas intenções, gemeu:
- Não. Por aí, não. Não sou acostumada. Sempre neguei
isso ao meu marido...
- Mas eu vou querer o anal todas as vezes que foder-
mos. Senão, não haverá acordo. É pegar ou largar.
- Ai, estou gozando antes mesmo de você meter no
meu cuzinho. Então, eu pego! Eu pego! Mas vá com calma...
Ele não teve calma. Apenas salivou a pica e parafusou
o trambolho no cu dela. Ela gritou de dor. Ele nem ligou. Na
verdade, queria que ela desistisse de ficar consigo. No entan-
to, ela movimentou o corpo e dobrou as pernas. Empinou
mais a bunda formosa, ficando na posição galetinho. Com as
duas mãos, arreganhou as próprias nádegas. A coroa estava
gostando!
O mulato não mais pensou em lhe infringir dor. Apon-
tou novamente a glande e foi enfiando devagar. Ela gemeu
arrastado e ele podia jurar que sentiu as pregas dela se rom-
pendo. Ela levou a mão à racha e começou a se masturbar
enquanto tomava no cu. Gozou mais de uma vez, lançando
esperma na cama. Ele apressou as fincadas. Ela se mijou toda,
gritando alto:
VIUVINHA28
- Ahhhhhhhhhhhhh, caralho... Me fode toda... Arrom-
ba meu rabo, vai... Eu... Adoreeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiii...
FIM DA TERCEIRA PARTE
EHROS TOMASINI 29
Viuvinha - Parte 04
A coroa Giselda estava se vestindo quando perguntou:
- E então, temos um acordo?
- Tenho que falar com a minha parceira, primeiro. Es-
tamos no meio de uma investigação.
- Ainda está com a morena Marisa? É ela a tua parceira?
- Sim, por quê?
- Nada. Achei que não estavam mais juntos. Ela te falou
que tem AIDS?
- Você já sabia disso?
- Sim. Sabia. Mas achei que ela já era rica o bastante
para querer estar nessa vida perigosa.
- Rica? Como assim?
- Ela nunca te contou?
- Contar o quê?
- Nada não. Se ela não te contou, não sou eu que irei
dizer alguma coisa. A menos que você aceite o que te propus.
VIUVINHA30
- Eu posso perguntar pra ela do que você está falando.
Ou perguntar à Bárbara. Ela também quer me contratar para
matar o noivo.
- Viuvinha quer te contratar? Para matar o noivo? Não
caia na onda daquela catraia.
- Por que não?
- Você sabe por que a chamam de Viúva?
- Tenho um palpite. Mas nunca procurei saber com
certeza.
- Meu marido a usava para sexo e para ganhar a con-
fiança de homens casados. Ela tem um corpo irresistível e um
charme especial. Logo, os homens ficavam loucos por aquela
puta. Ela fazia eles deixarem as esposas para se casarem com
ela. Meu marido os matava e ela recebia uma enorme quantia
em dinheiro do seguro que eles faziam em nome dela.
- Ouvi histórias a esse respeito.
- Ela já estava podre de rica quando se apaixonou por
ti, um pobretão. Meu marido quis afasta-la de você, mas ela
disse que te amava. Meu esposo pediu que ela fizesse um úl-
timo trabalho: seduzir o delegado de Polícia. Ele ficou doido
por ela, mas foi quando descobriu que tinha AIDS. Por sorte,
ela não havia tido relações sexuais com ele. O delegado já sa-
bia que estava doente e evitou isso. Ele sabia que iria morrer
logo. Então, aceitou o seguro que meu marido lhe ofereceu. O
sujeito não tinha coragem de dizer à esposa que tinha AIDS
mas queria deixar uma grana preta para ela, quando morres-
se.
- Como a Viúva entra nessa história?
- O delegado não queria definhar até a morte. E, para a
esposa ganhar o seguro, ele tinha que morrer de morte ma-
tada, entende?
- Ainda não.
- Entende, sim. A Viúva ficou encarregada de mata-lo.
Mas não teve coragem. Te contratou. Pagou um terço do que
ia ganhar para você fazer o serviço que cabia a ela. Ficou com
EHROS TOMASINI 31
a maior parte da grana oferecida por meu marido. Aí, você
fez a merda de dizer que iria denunciar tudo à Polícia. Meu
marido a culpou de te ter trazido para a Agência. Ela quis
sair. Ele não deixou. Foi quando eu descobri que ela estava
grávida do meu marido. E que você havia matado a criança
com socos na barriga dela.
- Disso, eu já sei. O que aconteceu depois?
- Meu marido quis te matar usando a desculpa de você
ter ameaçado alcaguetar a Agência. Mas o verdadeiro motivo
era que ele queria aquele filho dela e você a fez abortar.
- Tem lógica no que você me diz. Mas por quê eu não
posso confiar nela?
A coroa esteve calada por alguns segundos. Depois,
continuou:
- Para afasta-la do meu marido, exigi que ela se casasse
com um sobrinho meu. Senão, eu a mataria. Meu sobrinho
é boiola, não gosta nem um pouco de mulher. Foi a minha
forma de castiga-la. Ele, no entanto, ficou noivo de Bárbara
só porque eu pedi. Ele me devia um favor. Ela não tolerava
ele. Botou-lhe um monte de chifres, já que ele não fodia com
ela. Aí, aquela puta engravidou. Desconfiamos que pagou a
quatro caras para estuprá-la, querendo esconder a paterni-
dade do bebê. Meu sobrinho sabe que o filho não é dele. Ela,
no entanto, afirma que sim. Aí, meu sobrinho pediu que eu a
matasse. Ela soube dessa ordem e quer mata-lo antes, já que
não consegue chegar até mim. Você consegue entender?
- Sim, claro. Mas não acredito no que está me dizendo.
Ela esteve um tempo paralítica, porra.
- Coisa nenhuma! Ela está investindo numa parceria
com uma indústria de fabricação de cadeiras de rodas super-
modernas. Ela fingiu estar paraplégica para testar o produ-
to mais abertamente. Investigue e verá que eu tenho razão.
- Disse ela, terminando de se vestir.
VIUVINHA32
A coroa retocava o batom diante do espelho. Quando
terminou, disse para o mulato:
- Vou ligar para Rogério para ele vir me buscar. Pense
no que eu te disse. Continuo quererndo você ao meu lado,
mesmo que não sejamos amantes. Mas teremos que fingir
isso, ok?
- Qual a função de Rogério junto à Viuvinha?
- Vigia-la pra mim. Se ela chegar perto do meu sobri-
nho, pedi que ele a matasse. Não esperava que ela te pedisse
ajuda.
- Se sabe que ela é tão nociva, por que a mantém viva?
- Eu ia usa-la para matar meu marido. Mas ela parece
gostar mesmo dele. Então, vou usa-la como bode expiatório.
Você mata meu esposo e eu juro de pés juntos para a Polícia
que foi ela. - Disse a coroa, fazendo uma ligação. Pouco de-
pois, Rogério aparecia na porta. Ela se despediu do mulato
com um aperto de mão e pediu que o cara de paletó preto a
levasse embora.
Quando ela saiu, deixou o mulato pensativo. Tudo o
que ela dizia tinha lógica. Mas a história do delegado o tinha
deixado encucado. Pensou em ligar para Marisa, para falar
sobre isso, mas tinha certeza de que ela havia desligado o ce-
lular por estar de folga. Resolveu-se a tirar uma folga tam-
bém. Por isso, saiu de casa sem colocar o disfarce de mendi-
go. Já estava anoitecendo e ele pensou em ir a alguma boate.
Conhecia uma em Boa Viagem que costumava frequentar
quando não estava em alguma investigação. Pegou um táxi
para ir para lá. Como era muito cedo, a boate estava quase
vazia. Uma morena muito bonita, que bebia sozinha, lhe cha-
mou a atenção. Ela estava sentada ao balcão. Ele sentou-se ao
seu lado. Perguntou:
- Posso te pagar um drink?
Ela o olhou sem nenhum interesse. Disse com frieza
EHROS TOMASINI 33
na voz:
- Estou esperando alguém. Gostaria que me deixasse
em paz.
- Oh, desculpe. Não quis incomodar. Uma mulher tão
bonita deve mesmo já estar acompanhada.
O barman que ouvia a conversa, perguntou:
- Posso te ajudar, cavalheiro? Vai beber alguma coisa?
- Vou, sim. Por favor, me dê uma dose do que ela está
bebendo, só que com suco de laranja.
- Refere-se ao Campari, senhor?
- Sim. Mas vou levar para aquela mesa.
Quando recebeu a dose, ele deixou uma nota de vinte
reais sobre o balcão. Disse ao cara:
- Fique com o troco.
O mulato foi se sentar à mesa, sem dar mais atenção à
bela morena. Ficou bebericando sua dose como se estivesse
alheio ao ambiente. Tanto que nem percebeu quando uma
morena se sentou frente a ele. Ela perguntou:
- Pode me acender um cigarro?
Só então o mulato viu tratar-se de Marisa. A sua as-
sistente estava muito bonita e elegante. Quase irreconhecível
com uma peruca ruiva. Ele perguntou:
- O que está fazendo aqui?
- Curtindo minha folga, claro. Costumo vir aqui de vez
em quando. Foi aqui que conheci meu ex marido.
- Você nunca me falou dele. Onde ele está?
- Morreu de AIDS.
- Porra, sinto muito.
- Não sinta. Estou muito bem sem ele. Ele me traía.
- Quer me falar sobre isso?
- Não vale a pena. Mudando de pau pra cacete, vi que
VIUVINHA34
ficou interessado na morena do balcão.
- Ela está esperando alguém.
- Eu a conheço. Quer que eu te apresente?
- Ela é comprometida. Não gosto de me meter com
mulher que já tem dono.
- Okay, baby. Mas te garanto que iria gostar de conhe-
ce-la.
- Por que a insistência?
- Ela tem um irmão mendigo. O cara desapareceu faz
uns dois meses. Venho seguindo-a, já há algum tempo, para
o caso de ela o reencontrar por aí.
- Pensei que estivesse de folga.
- Estou. Encontrei-a aqui por acaso.
- Quando foi a última vez que conversou com ela?
- Ontem, depois que você me incumbiu de encontrar
os caras que estupraram a galega. Por coincidência, ela é irmã
de um deles.
- Uau, você é rápida e eficiente. Não me canso de te
admirar.
- Obrigada, amor. Quer conversar com ela? Talvez ela
desembuche contigo onde está o irmão. Não quis me dizer de
jeito nenhum.
Nisso, um cara entrou na boate e se dirigiu diretamente
ao balcão. Beijou a morena nos lábios. O mulato o reconhe-
ceu: tratava-se de Rogério, o cara de paletó preto que ele ti-
nha pago um tratamento clínico pro amigo. O sujeito estava
vestido com roupas esportivas mas mantinha os óculos escu-
ros no rosto. O mulato disse para a parceira:
- Aquele é um lacaio da Agência. Está vigiando a Bár-
bara. Muito suspeito ele conhecer a irmã de um dos caras que
estuprou a loira.
- Não está pensando que...
- Estou, sim -, admitiu o mulato - ele deve ser um dos
supostos agressores da Viúva.
EHROS TOMASINI 35
- Puta merda. Não pensei nisso. Pensei que ele estivesse
envolvido com o desaparecimento do irmão dela.
- Também pode ser. Fique aqui. Eu vou lá falar com ele.
Marisa pegou no braço do mulato. Disse baixinho:
- Agora, não. Eles estão discutindo. Acenda meu cigar-
ro e eu vou esperar o cara lá fora. Quero segui-lo. Talvez ele
me leve aos outros supostos estupradores.
- Okay. Mas tenha cuidado. O cara parece perigoso.
- Eu também sou.
De fato, pouco depois Rogério foi embora, deixando a
morena furiosa. Ela olhou em volta, até avistar o mulato na
mesa. Levantou-se e caminhou até ele. Perguntou:
- Pode me pagar um drink agora?
- Achei que estivesse esperando alguém - disse o mula-
to, sem querer demonstrar que a viu com um cara.
- Ele já se foi. Nós brigamos. Então, fiquei com sede.
Gostaria de experimentar o Campari com suco de laranja.
Sempre o bebo puro, apenas com gelo.
O mulato fez um aceno para o barman. Este mandou
um garçom à mesa. Ela pediu a bebida com suco e o cara
trouxe em seguida. O detetive perguntou:
- Posso saber por que brigaram?
- Ele prometeu encontrar meu irmão. Fiz sexo com
ele, mesmo sem querer, em troca desse favor. Ele fica me en-
rolando, sem me dar notícias, mas continua tendo relações
comigo. Cansei. Disse-lhe que só voltaríamos a foder se ele
encontrasse meu mano.
- Quando foi a última vez que o viu?
- Há uns dois meses. Ele ficou desempregado e come-
çou a beber muito. Perdeu o controle e bateu na esposa. Ela o
expulsou de casa. Foi pior para ele. Entregou-se mais à bebi-
da. Certa vez, me procurou dizendo que estava fazendo um
VIUVINHA36
tratamento para deixa-lo sóbrio. Desapareceu um dia depois
de me dizer isso.
- Como você conheceu o cara que saiu daqui quase ain-
da agora?
- Ele é amigo do meu irmão desaparecido e de um ou-
tro irmão que tenho que vive se metendo em encrencas. O
Rogério está sempre conseguindo biscates para ele, mas des-
confio que sejam trabalhos escusos.
O mulato demorou um pouco pensativo para dizer:
- Eu sou detetive. Posso te ajudar a encontrar teu irmão.
Ela olhou espantada para ele. Depois, baixou a cabeça.
Disse:
- Eu... não posso pagar por teu trabalho. Sou uma sim-
ples assalariada.
- Não precisa me pagar. Só quero que me dê umas in-
formações. Inclusive, sobre o teu namorado e teu irmão en-
crenqueiro.
- Por quê? Vai querer prendê-los?
- Não. Eles podem me levar a teu irmão desaparecido.
- E não vai me cobrar nada para achar meu irmão?
- Por que a pergunta?
- Todos me cobram sexo para fazer algo para mim.
Você seria o primeiro, se não me cobrasse.
- Não te cobrarei. Não se preocupe.
Ela esteve de cabeça baixa antes de dizer:
- Fiquei frustrada. Achei que me queria.
- Você é muito bonita e muito formosa. Mas tenho in-
teresse, realmente, em achar teu irmão. Depois que encon-
trar-lhe, se ainda estiver disposta, poderemos ter sexo.
Ela o beijou na boca. Seus lábios eram doces e macios.
O beijo foi suave, mas o deixou de pau duro. Ele disse:
EHROS TOMASINI 37
- Se continuar me beijando assim, iremos antes do pre-
visto pra cama.
Foram. A boate tinha quartos de aluguel. Se instalaram
num deles. Quando ela tirou a roupa, revelou um corpão.
Ele também lhe revelou o enorme cacete. Ela gostou do que
viu. Acariciou o membro dele antes de beija-lo novamente na
boca. O mulato também já estava totalmente nu. Quando ela
encostou o corpo no seu, a glande roçou a racha dela. A mo-
rena tinha a vulva molhada. Ele nem precisou apontar a rola.
A glande encontrou sozinha a entrada da buceta dela. Em
pé, ele a penetrou pela primeira vez. Ela mordeu seus lábios
quando sentiu dor. Ele empurrou mais o cacete. Ela levantou
uma das pernas e dobrou-a, facilitando a penetração. Quan-
do o caralho entrou por inteiro, ela sussurrou ao seu ouvido:
- Ahhhhhhhhhhhh, estou sentindo ele no meu ventre.
Eu não tenho mais útero, notou?
- Sim. Assim fica melhor de engolir minha peia toda
mais profundo.
- Não goze ainda. Vou quere-la no meu cuzinho. Gos-
ta?
- Adoro. Quer que eu o foda agora?
- Agora, não. Quero dar de comer à minha xaninha,
primeiro...
- Encoste na parede de costas para mim... Eu continuo
te fodendo a xana mas num faz-de-conta...
Ela virou-se imediatamente. Espalmou as mãos na pa-
rede. Quando o mulato roçou a glande na racha encharcada,
o seu celular tocou.
FIM DA QUARTA PARTE
VIUVINHA38
Viuvinha - Parte 05
Omulato não ia atender à ligação. A morena também não
queria que ele parasse a foda. Ele terminou de gozar na
buceta dela, antes de pegar o celular. Viu que era o número da
sua parceira. Atendeu:
- Oi, Marisa. O que manda?
- Eu... caí. Fui... emboscada. Me perdoa...
- Onde você está?
- Duas... esquinas... perto da boate...
- Chego já aí.
Quando ele chegou ao local indicado, ela se esvaía em
sangue. Ele chamou uma ambulância por telefone. Só então,
correu para perto da morena. Perguntou:
- O que aconteceu?
- O mendigo... emboscada. O guarda-costas de... Bár-
bara viu... mas... não me socorreu...
EHROS TOMASINI 39
- Filho de uma puta. Depois, me acerto com ele. No
momento, devo cuidar de ti. Já chamei uma ambulância.
- Ambulância... não. Hospital... não...
- Está bem. Te levo pra minha casa e depois chamo um
médico particular.
- Minha... irmã é... médica. Chame... ela.
O mulato procurou o primeiro carro estacionado per-
to. Quebrou sua janela com a coronha da pistola. Entrou no
veículo e fez ligação direta. Carregou a morena nos braços
e a deitou no banco de trás. Deu partida no carro. Ela havia
desmaiado antes de dar o telefone da irmã. Quando chegou
em seu apartamento, o cara a colocou na cama. Só então, pro-
curou nos bolsos dela. Achou o celular. Catou o número de
telefone da irmã dela. Por sorte, ela o tinha gravado como
Marisa-irmã. Ele fez a ligação do próprio telefone da parcei-
ra. A irmã atendeu depressa:
- Oi, mana. Resolveu dar o ar da graça?
O mulato explicou rapidamente o que estava aconte-
cendo. Ela disse que estava de plantão, mas que ia cuidar da
irmã. Pouco depois, ela chegou aflita na residência do cara.
Perguntou, assim que ele abriu a porta:
- Como ela está?
- Mal. Mas acho que vai sobreviver.
- Em que vocês estão metidos agora?
- Mendigos estão desaparecendo das ruas. Acredita-
mos que estejam sendo raptados. Um deles a esfaqueou. O
problema é que ela me disse ter AIDS. Temo que isso agrave
seu estado de saúde.
- AIDS? Que história é essa?
- Também fiquei sabendo ontem. Você não sabia que o
marido dela morreu com o HIV?
- Sim. Mas ela me procurou para fazer uns testes, logo
após a morte dele. Porém, os exames não detectaram o vírus.
VIUVINHA40
- Ela pode ter escondido isso de ti, depois de novos tes-
tes. Mas ainda preciso investigar essa história direitinho. Vai
precisar de mim para cuidar dela?
- Onde você vai?
- Pegar quem fez isso com a Marisa. Ele não vai escapar.
- Vai mata-lo? Soube que você é um assassino.
- Vou trazê-lo para cá. Se Marisa morrer, ele também
morre.
- Espere. Você sabe onde minha irmã mora?
- Ela nunca quis me dizer. Eu respeitei sua vontade.
- Tome a chave que ela me deu. Te dou o endereço. Pe-
gue algumas roupas dela e traga para cá. As que ela veste es-
tão muito sujas de sangue.
- Acha que ela sobrevive?
- Não deixarei minha irmã morrer.
Pouco depois, o mulato voltava ao local do atentado.
Mesmo as ruas sendo mal iluminadas, ele viu uma câmera
bem próximo onde encontrou a morena caída. Pertencia a
um condomínio de luxo. Ainda estava com o carro que fur-
tara para socorrer Marisa. Também tinha as roupas sujas do
sangue dela. Tirou a camisa e deixou-a sobre o assento do ve-
ículo. Depois, se encaminhou para o prédio grã fino. O por-
teiro, quando o viu nu da cintura para cima com uma pistola
na cintura, apertou um botão que havia embaixo do balcão.
O mulato disse:
- Acabei de socorrer uma amiga que foi esfaqueada
perto daqui. Vi que o condomínio tem câmeras viradas para
a rua. Quero assistir ao vídeo. Depois, te deixo em paz.
O cara olhou bem para ele. Não estava com medo. Dis-
se:
- Eu te vi socorrendo a moça. Mas não te reconheci
logo assim sem camisa. Já chamei a segurança. Dê-me sua
arma e deixo que veja a gravação.
EHROS TOMASINI 41
O mulato esteve indeciso. Depois, retirou a arma da
cintura e a deu para o cara. O porteiro, imediatamente, a
apontou para ele. O mulato não se alterou. Virou um note-
book que estava sobre o balcão de frente para si e manuseou
o aparelho. Logo, encontrou as imagens de duas câmeras de
rua. Voltou um pouco o vídeo até ver o ataque do mendi-
go à parceira. O sujeito a tinha pego de surpresa, por trás,
enquanto ela seguia o guarda-costas de Bárbara. Logo após
esfaquear a morena, o mendigo fez sinal com o dedo polegar
em riste. Um furgão parou perto dele. O pedinte entrou nele.
Em seguida, o furgão parou mais na frente, para Rogério en-
trar. O mulato congelou o vídeo. Perguntou:
- Tem uma caneta, para eu anotar a placa?
- PARADO!!! - Gritaram três seguranças de arma em
punho. O mulato não lhes deu atenção. Apenas falou:
- Passe-me a caneta e um pedaço de papel e eu te deixo
em paz.
- Eu tenho a arma apontada para você. Vamos chamar
a Polícia. Bote as mãos para cima, depressa! - Disse o cara
diante dele.
- Essa arma está descarregada. Tirei as balas dela antes
de vir para cá.
O porteiro fez um movimento rápido. Devia ter sido do
Exército pois, num instante, examinou a arma. Conferiu que
ela não tinha mesmo munição. Gritou para os outros:
- Ele está limpo. Podem baixar as armas.
Dito isso, o cara abriu uma gaveta e tirou de lá um
bloco de anotações com uma caneta. Entregou-os ao mula-
to. Este agradeceu. Anotou o número da placa do furgão e
guardou no bolso da calça. Os outros seguranças, no entanto,
não baixaram as armas. Se aproximaram do cara, os três ao
mesmo tempo, e um deles lhe encostou um revólver na fron-
VIUVINHA42
te. Levou um murro que o fez ser projetado longe. O mulato
disse com raiva:
- Estou com pressa. Se insistirem nessa palhaçada, pa-
garão caro, ouviram?
O porteiro voltou a dizer, entregando a arma vazia para
ele:
- O cara é limpeza, gente. Socorreu a mulher que foi
esfaqueada...
- Mas terá que esperar a Polícia chegar - insistiu um
dos seguranças. O que estava no chão não se levantou mais.
Estava desmaiado.
Num movimento rápido, o mulato retirou o pente va-
zio da pistola, deixando-o cair no chão. Já tinha outro pente
cheio na mão, retirado do bolso da calça sem que ninguém ti-
vesse visto. Aproveitou-se da surpresa dos vigilantes e atirou
duas vezes. Acertou ambos no ombro da mão armada. Em
seguida, apontou a pistola para o porteiro. Disse:
- Agradeço a sua ajuda, mas não posso perder mais
tempo. Mande esses três para alguma clínica particular. Eu
virei aqui amanhã e pagarei o tratamento deles. Mas agora
tenho que ir embora.
O cara saiu sem olhar para trás. Nem pegou de volta
o pente de balas que tinha deixado cair no chão. Nele, tinha
gravado o seu nome: Percival Mathias. O recepcionista do
prédio apanhou o objeto e leu o que estava escrito. Sorriu.
Não havia reconhecido o cara, mas servira ao Exército com
ele. O mulato chegara a tenente mas se entregara à cachaça e
foi expulso das Forças Armadas. Por seu hábito de beber cana
pura, foi apelidado de Bafo de Onça.
Percival entrou no carro furtado e se dirigiu ao endere-
ço dado pela irmã de Marisa. Sabia que ela possuía computa-
EHROS TOMASINI 43
dor em casa. Também devia ter Internet. Pesquisaria lá para
achar a quem pertencia o furgão. Aproveitaria para pegar
umas roupas para a parceira.
Marisa morava num apartamento modesto mas muito
bem mobiliado. A primeira coisa que ele viu na parede da
sala foi uma foto das duas irmãs juntas. Ambas estavam des-
contraídas e ele achou a médica mais bonita que sua parceira.
Numa outra foto que estava sobre um móvel, ele viu a irmã de
Marisa de biquini. A doutora tinha um corpo perfeito. Mas a
terceira fotografia que encontrou foi a que mais lhe chamou a
atenção: nela, a parceira estava abraçada a um cara. Um cara
que ele conheceu. Um cara que ele havia matado anos antes.
Por causa dessa imagem, Percival, então, ficou sabendo que
a morena era esposa do delegado que ele havia assassinado.
Num dos quartos da modesta residência, ele encontrou
uma verdadeira parafernália eletrônica: computadores de úl-
tima geração, seis monitores grandes de TV onde se podia
ver imagens de câmeras espalhadas por toda a cidade, além
de um arsenal em armas. Percival estava estupefato. Havia
até um site aberto onde se podia pesquisar placas do Detran.
Mas não era um site autorizado. Percebia-se que este havia
sido construído por hackers. Ele concentrou sua busca pelo
número da placa do furgão. Aí, teve a sua quinta surpresa da
noite, ali naquela residência: o carro estava em nome da loira
Bárbara Sampaio. Mas havia sido dada uma queixa de seu
roubo cerca de dois meses atrás. Não foi difícil para o mulato
adivinhar quem era o motorista que recolheu o mendigo cri-
minoso e o guarda-costas da Viuvinha.
Cerca de uma hora e meia depois, ele estava de volta ao
seu próprio apê com as roupas da parceira. Encontrou a mé-
dica adormecida ao lado da cama, perto da irmã, vestida só
VIUVINHA44
de sutiã e calcinha. Marisa dormia tranquila. Ele procurou na
área de serviço e encontrou as roupas da médica manchadas
de sangue. Colocou-as na máquina de lavar. Esperou o tempo
necessário para retirá-las do tanque e estendê-las para secar.
Quando voltou ao quarto, a médica havia acordado com o
barulho que a lavadora fez. Ele disse:
- Oi, acabei de lavar tuas roupas. Vão demorar a secar.
Algum problema, se ficar esse tempo semidespida?
- Para mim, não. Costumo ficar totalmente nua, quan-
do estou em casa. Mas lá, não tenho plateia. Você não vai me
tarar, vai?
- Só se você assim o desejar.
Ela sorriu. Depois, revelou:
- Minha irmã certa vez me disse que você tem um ca-
ralho enorme. Eu ainda sou virgem, apesar dos meus trinta
e cinco anos de idade. Minha profissão não me deixa tempo
para namorar. Por isso, tenho inveja de Marisa, que tem al-
guém ao seu lado, apesar de não concordar com a vida que
vocês levam.
- Ela quer parar. Este seria seu último trabalho.
- Que bom. Trouxe as roupas dela?
- Sim, estão numa sacola na sala.
- Ótimo. As vestes dela cabem em mim, também. Usa-
mos o mesmo número. Vou pegá-las.
- Deixe que eu as trago aqui. Se bem que eu te preferia
nua.
Ela sorriu. Quando ele voltou com a sacola, ela estava
totalmente despida. Perguntou:
- Assim está melhor?
- Oh, claro. Mas é bem capaz de eu não conseguir cum-
prir minha promessa de me comportar diante de ti.
- Venha cá. Você merece ser meu dono, por salvar a
vida de minha irmã. Mas não quero que ela saiba que tivemos
EHROS TOMASINI 45
um caso. Ela já me disse certa vez que gosta de ti. Não quero
deixá-la chateada. Com raiva, ela sempre foi perigosa.
- Tem medo dela?
- Não. Mas também não quero contraria-la. É a única
irmã que eu tenho. Não quero que fique zangada comigo. No
entanto, sempre quis saber como era uma foda. Mostra pra
mim?
- Está disposta a perder a virgindade comigo?
- Mmmmm... não. Mas podemos transar sem que eu
perca meu cabacinho, não?
- Sim. Mas sexo completo é mais gostoso.
- Ainda não estou preparada para perder meu hímen.
Mas sinto saudades de uma boa chupada. Eu e Marisa costu-
mávamos transar uma com a outra, quando adolescentes. Eu
adorava quando ela me lambia a xoxotinha...
- Posso fazer isso, também. Mas não tenho outra cama.
Vamos para o sofá da sala?
- Vamos, antes que ela desperte da anestesia geral que
lhe dei.
O sofá era amplo e a médica deitou-se nele. Tinha a
vulva muito peluda, como se nunca houvesse se depilado.
Ele afastou os pelos e aproximou o rosto da racha. Quando
lhe abriu os grandes e pequenos lábios vaginais, confirmou
que ela tinha ainda o hímem intacto. Lambeu-lhe a fenda.
Ela pareceu ter recebido um choque elétrico. Ele continuou
lambendo. Com pouco tempo, a médica estava encharcada.
No início, ela se afastava toda vez que ele encostava a
boca ali. Tinha muita sensibilidade naquela região. Depois,
acostumou-se ao seu toque. Gemia:
- Aiiiiiiii, que gostoso. Nem me lembrava mais como
era tão bom. Chupa meu grelinho com força, como minha
mana costumava fazer...
VIUVINHA46
Era uma chupada seguida de uma gozada. Ela esguiça-
va gozo na cara dele. Dez minutos minutos depois, a médica
estava destruída. Aí, gemeu para ele:
- Uhmmmmmmmm... Deixa eu recuperar o fôlego que
também quero te chupar...
Ele levantou-se. Ficou de pé diante dela. Roçou o enor-
me cacete em seu rosto. A médica estava toda mole, mas pe-
gou seu cacete com ambas as mãos. Ela mesma o roçou nos
biquinhos dos seios que estavam duríssimos. Depois, esfre-
gou o cacete dele entre os peitos, enquanto tocava com a lín-
gua no buraquinho de mijar. Quando ela se recuperou mais
da modorra que sentia, manipulou o caralho melhor. Levou-
-o à boca e mamou-o com gosto. Pediu que ele não gozasse
de vez. Queria tomar seu leitinho aos poucos.
No entanto, mais uma vez Percival teve a foda inter-
rompida naquela noite. Marisa despertou, chamando pela
irmã:
- Mana, você está aqui? Acho que sonhei contigo cui-
dando de mim...
FIM DA QUINTA PARTE
EHROS TOMASINI 47
Viuvinha - Parte 06
Percival disse baixinho para a irmã de Marisa:
- Entretenha tua mana, enquanto eu visto as roupas.
- Melhor que saia. Dê uma volta por aí. Ela não pode
saber que está aqui. - Falou ela no mesmo tom.
- Okay.
O mulato vestiu-se e saiu de casa sem fazer barulho. A
médica voltou para o quarto. Já era quase duas da madruga-
da. Ele não sabia onde ir àquela hora. Aí, lembrou-se do bar
onde tinha saído sem pagar ao garçom. Foi para lá.
O local ainda estava aberto, apesar de ter uns poucos
retardatários bebendo. O garçom não lhe reconheceu sem
barba e cabelos desgrenhados. Serviu ao mulato sem proble-
mas. Ele ainda estava de pau duro, pois não tinha gozado com
a irmã de Marisa. Olhou em volta e só tinha mulher acompa-
VIUVINHA48
nhada. Quando o atendente passou por perto, ele perguntou:
- Este bar não é frequentado por mulheres? Estou afim
de foder.
O cara lhe confidenciou:
- A maioria já foi embora. Mas conheço uma que vem
sempre aqui quando estamos pra fechar. Dê um tempo que
ela logo aparece.
Quando a mulher apareceu, cerca de dez minutos de-
pois, não despertou o interesse do mulato. Apesar de possuir
um corpo desejável, tinha o rosto de uma mulher vulgar. O
garçom a apontou discretamente. Ele declinou de convida-la
para a mesa. Ela, no entanto, o notou. Levantou-se da mesa
onde se sentara e caminhou até ele. Perguntou:
- Está sozinho ou espera alguém?
- Sozinho.
- Posso me sentar um pouco?
- À vontade. Mas se deseja um programa, não estou
interessado.
- É tão evidente assim que faço programas?
- Para mim, sim.
- Hoje não foi um bom dia para mim. Não descolei
nem um puto. Estou sem dinheiro. Paga-me uma cerveja?
- Ok. Peça ao garçom.
Ela pediu. Quando a bebida veio, ela perguntou:
- Não gosta de prostitutas?
- Não, não gosto. Detestaria pegar uma venérea.
- Eu sou limpinha. Vou ao médico ginecologista uma
vez por mês.
- Isso é bom. Mas não estou interessado.
- Não quer nem uma chupadinha? Sei fazer gostoso.
- Não, obrigado. Eu sou casado - Mentiu ele.
- Que pena. Gostei de você. Parece ser um cara legal.
EHROS TOMASINI 49
Eu te chuparia de graça. Não consigo passar um dia sequer
sem mamar num caralho.
- Cada um tem seu vício.
- Qual é o teu?
Ele demorou a responder:
- Foder cu. Adoro.
Ela olhou para ele espantada. Depois, disse;
- Não dou. Tenho hemorroidas e me doem terrivel-
mente. Fui estuprada, quando criança, e o cara era um rolu-
do. Estraçalhou meu pobre cuzinho.
- Entendo. Mas você não sabe o que está perdendo. De-
pois do estupro, não deu mais a bunda?
- Dei, sim, a um mendigo de rua. O cara tinha grana e
me ofereceu duzentos paus para foder meu cuzinho. Como
tinha rola pequena e fina, não tive problemas.
- Onde conheceu esse mendigo? - Perguntou o mulato,
interessado na resposta.
- Ele fazia ponto aqui perto. Mas parece que encontrou
trabalho, pois nunca mais o vi.
- Sabe o nome dele?
- Não. Mas sei que é irmão de uma puta que conheci
numa boate. Ele me pediu por tudo para eu não dizer a ela
que o tinha visto. O cara deve estar metido em encrencas.
Mas parece ter dinheiro. Muito dinheiro.
- Eu estou à procura desse cara.
- Você é policial?
- Não. Sou detetive particular. Fui contratado pela irmã
dele para encontra-lo. Se me der uma boa dica, te pago uma
grana.
- Estamos falando de quanto?
- Você é quem diz.
Ela esteve pensativa. Depois, disse:
- Mil paus. E o teu de lambuja para eu chupar hoje.
VIUVINHA50
- Sem acordo. Metade disso, sem chupadas. Não estou
afim.
- Aceito metade, mas com chupada. Estou carente de
um caralho na minha boca. Quanto maior, melhor.
- Mulher para me chupar tem que me dar o cuzinho. E
você não aguentaria meu caralho. É muito grande.
- Isso quem decide sou eu. Me mostra?
O garçom ia passando perto deles nessa hora. Advertiu:
- Você sabe que não toleramos safadezas aqui, Ângela.
Leve-o para tua casa. Sei que mora por perto.
- Está com ciúmes? - Ela perguntou.
- Sem essa. Deixo você permanecer por aqui porque
estamos quase fechando. Mas sabe muito bem que o dono
detesta putas.
- Tá, tá, tá... Vamos lá pra casa, moreno? Fica perto.
- Não. Só quando você me conseguir uma boa informa-
ção. Antes, não.
- Então, não te falo mais nada - disse a mulher, se le-
vantando da mesa. O mulato não se alterou. Deixou que ela
se fosse. Aí, o garçom se aproximou novamente dele:
- Não se interessou pela cadela?
- Não gosto desse tipo de animal. Arrisco perder a pica
por causa de doenças venéreas.
- Entendo. Essa é limpinha. Ninguém nunca reclamou.
Ouvi direito que você procura um mendigo?
- Sim. A irmã me pediu para acha-lo. O cara está desa-
parecido.
- Não vai acha-lo mais com vida.
- Mesmo? Por quê?
- Eu ouvi uma notícia de que um mendigo foi morto e
jogado no rio. Pode ser quem você procura.
- Onde ouviu isso?
- No rádio, quase ainda agora. Deve sair na reportagem
de amanhã.
EHROS TOMASINI 51
- Onde foi encontrado?
- No Rio Capibaribe, perto do Correio Central. Per-
gunte ao outro garçom. Ele conhecia o cara.
- Chame-o aqui. Se o que ele disser me convencer, vo-
cês dois ganham uma grana extra.
- Sério?
- Sim.
Pouco depois, o outro garçom se aproximou do mulato.
Explicou:
- Tavinho estava metido em coisa grande. Uns caras o
pegaram na rua e o fizeram participar de uma experiência.
Ele estava ganhando uma nota preta para se submeter a uma
transfusão de sangue por semana. Encontraram-no dentro
d’água, nas imediações de um furgão roubado. A Polícia o
encontrou boiando, não faz nem uma hora. O corpo ainda
deve estar lá, cercado de policiais.
Percival botou as mãos nos bolsos e retirou de lá duas
notas de cem reais. Deu uma a cada garçom. Os caras ficaram
muito contentes. Ele terminou seu último gole de cerveja, pa-
gou a conta, inclusive a da puta, e foi-se embora. Pegou um
táxi e se dirigiu ao local indicado pelos caras. Encontrou o
corpo à beira do rio, retirado da água. Havia vários curiosos
em volta do cadáver exangue. Ele pegou seu celular e foto-
grafou o defunto e o furgão. A placa batia com a do carro que
tinha dado carona ao mendigo e ao guarda-costas de Bárba-
ra. As fotos serviriam para mostrar a irmã do cara que ele o
tinha encontrado. Mas só iria até ela no outro dia. A cerveja
lhe dera sono e o que queria mais era dormir. Procurou um
hotel barato, para não voltar à sua residência. Num instante,
dormiu.
No dia seguinte, acordou por volta das dez da manhã.
Tomou um banho demorado, pagou o hotel e foi-se embora.
VIUVINHA52
Mas não foi logo para casa. Antes, passou pelo prédio perto
de onde Marisa tinha sido esfaqueada. Prometera uma grana
para o porteiro que lhe mostrou o vídeo, para que este so-
corresse os outros vigilantes, e foi saldar sua dívida. O cara
estava ainda lá, acompanhado de um sujeito bonitão. Assim
que o reconheceu, o recepcionista apontou-o para o sujeito.
Disse:
- Pronto, olha ele aí. Prometeu voltar e voltou.
Percival se aproximou dos dois. O bonitão mostrou-lhe
um distintivo da Polícia Federal. Perguntou:
- Tem porte de arma, negrão?
O mulato tirou da carteira um papel dobrado e o mos-
trou ao sujeito. Este deu uma rápida olhada e questionou:
- Por que atirou nos seguranças?
- Acho que o porteiro já contou a versão dele. Assino
embaixo.
- É policial?
- Não. Detetive particular.
- E por que voltou?
- Vim saldar uma dívida com o porteiro.
- Ele pediu que eu levasse os três seguranças para uma
clínica particular. Disse que me daria o dinheiro, mas eu não
confiei. Levei-os para um hospital comum. - Informou o
moço da portaria.
- O porteiro me disse que uma amiga tua foi esfaquea-
da perto daqui. Procede?
- Sim. Estive investigando. Acharam o corpo do cara
que a esfaqueou no rio. Perto de um furgão que o recolheu
após o atentado. Já viu o vídeo?
- Sim. O cara aí me mostrou. Qual é a bronca?
- Podemos ter uma conversa a sós?
- Sim, mas não tente me embromar. E se tentar fugir,
atiro em você.
EHROS TOMASINI 53
- Combinado. Deixe eu me acertar com ele e podemos
tomar umas para conversar.
- Não bebo em serviço. Mas te acompanho com um
refrigerante.
Depois de dar uma grana suficiente para o cara da por-
taria pagar o tratamento dos amigos, os dois foram ao primei-
ro bar que encontraram. Só então, o bonitão se apresentou:
- Meu nome é Cassandra, detetive. E não tenho ne-
nhum prazer em conhece-lo.
- Pois que se foda. Apesar da voz grossa, você me pare-
ce um boiola. Não sou chegado...
- Se disser isso mais uma vez, te dou um murro.
- Olha, vamos pular essas amabilidades que eu tenho
algo sério para te dizer.
- Ok. Desembuche.
O mulato demorou a falar:
- Tem alguém raptando mendigos das ruas e drenando
o sangue deles. Eu e a minha assistente, a que foi esfaqueada,
acreditamos que se trata de algum esquema de tráfico de san-
gue, ou alguma experiência clandestina.
- Acha que tem algo a haver com o atentado que tua
parceira sofreu?
- Talvez. Ela investigava o tal mendigo. Mas estávamos
numa investigação paralela. Quatro caras bateram muito e
estupraram uma amiga minha. Eles a deixaram paraplégica
por uns tempos. Eu acredito que o cara que dirigia o furgão
que você viu no vídeo era irmão do mendigo.
- Está me dizendo que o próprio irmão o matou?
- Não. Digo que deve aparecer outro corpo jogado nal-
gum lugar. O cara que os matou, acredito eu, estava sendo
seguido por minha parceira e depois pegou aquele veículo.
Deve ter matado os dois, mas jogou cada corpo num lugar,
abandonando depois o furgão.
VIUVINHA54
- Tem lógica. E o carro que você roubou da frente do
prédio para socorrer tua assistente?
- Está na rua, lá na frente de minha residência. A polí-
cia o achará e o devolverá ao dono.
- Posso te prender por agressão a mão armada e roubo
de carro...
- Acredito. Mas faça isso depois que eu acabar as mi-
nhas investigações, por favor. Tem muita grana envolvida.
Mas você pode ficar com os louros.
O bonitão sacou o celular do bolso e fez uma ligação.
Percival percebeu que o cara tinha seios, como uma mulher.
Mas a maneira de agir e o timbre retumbante de voz não dei-
xavam dúvidas da sua masculinidade. Cassandra disse:
- Estou num bar perto de onde aquela mulher foi es-
faqueada. Um detetive me contou uma história interessante.
Venha para cá. Você vai assumir as diligências.
Quando a morena lindíssima estacionou na frente do
bar, o mulato ficou encantado. Ela era a cópia fiel do homeni-
na. A diferença era que este tinha os cabelos curtos. Ela tinha
lindos e sedosos cabelos longos e negros. O andar da moça
era um arraso. O homenina a apresentou:
- Este é o detetive Percival. Ouça o que ele tem a dizer.
Esta é a minha irmã Cassandra, também agente federal. Não
se engane com a aparência frágil dela. É bem capaz de te der-
rubar com um único golpe.
- Tem namorado? - Perguntou o mulato.
Ela deu-lhe um sorriso delicioso. Em seguida, beijou-o
na boca, pegando-o de surpresa. O homenina levantou-se e
se despediu de ambos:
- Tenho o que fazer. Vou-me embora. E vou levar teu
carro, mana. Por falar nisso, depois prenda esse sujeito. Ele
roubou um carro ontem.
EHROS TOMASINI 55
- Foi por uma boa causa. - Disse Percival.
Quando o homenina foi embora, a morena perguntou:
- Tem caralho grande?
- Como é que é?
- Tem pinto grande? Se me agradar, não te prenderei.
- Algo perto de quarenta centímetros.
- Uau. Então, vamos para um motel. Conversaremos lá.
Chamaram um táxi e logo estavam nalgum motel. A
morena era malvada. A primeira coisa que fez depois que o
jogou na cama foi dar-lhe uma mordida no peito. Tirou san-
gue do mulato. A princípio, ele ficou irritado. Ela lhe deu um
tapa forte no rosto. Tirou sangue dos lábios do cara. Então,
ele revidou. Derrubou-a com violência sobre a cama e ati-
rou-se sobre ela. Esquivou-se de uma joelhada nos testículos.
Com raiva, acertou um murro no rosto dela. Levou outro de
volta. Virou-a de costas para si, sobre a cama, e quase arran-
cou sua saia. Conseguiu levantar o tecido, deixando-a com
a calcinha preta à mostra. Ela jogou o cotovelo, mas ele blo-
queou o golpe. Percival arrancou sua calcinha de um puxão,
deixando-a com a bunda nua. Deu-lhe uma gravata, imobi-
lizando-a finalmente. Ela sorria, antecipando o seu próximo
movimento. Quando ele tocou com a glande no anel dela, ela
empinou o rabo e enfiou-se de vez, até o talo, no caralho do
mulato. Gemeu:
- Se deixa-lo escorregar do meu cuzinho, eu juro que te
arranco o sexo fora, caralho...
FIM DA SEXTA PARTE
VIUVINHA56
Viuvinha - Parte 07
Foram três fodas quase seguidas com a morena bonita e
violenta. Depois da terceira, o mulato caiu exausto sobre
ela. Ela riu. Tirou-o de cima de si com carinho e depois acen-
deu um cigarro. Ele ficou deitado sobre a cama, destruído.
Ela pesquisou através da Internet do seu celular e achou um
vídeo onde retiravam o corpo do mendigo do rio. Assistiu a
filmagem duas vezes. Era uma reportagem onde um jornalis-
ta dizia que o carro havia sido roubado alguns dias atrás. A
dona havia prestado queixa do desaparecimento do veículo
mas, até então, a Polícia não o tinha encontrado. Porém, o
repórter não dizia a quem pertencia o carro. A agente federal
sacudiu o mulato, despertando-o:
- Acabou a mamata. Precisamos descobrir a quem per-
tence esse furgão.
- Não é preciso -, gemeu o cara - eu já investiguei isso.
- Ótimo. E quem é o mendigo?
EHROS TOMASINI 57
- Um tal de Tavinho. A irmã o estava procurando já há
algum tempo.
- Se já sabe tudo isso, por que meu irmão quis que eu te
prestasse ajuda com uma investigação?
- É que a coisa é fedorenta. Deve haver órgãos públicos
envolvidos.
- Ih, caralho. Me explica isso...
- Vou repetir o que eu disse para teu irmão: mendi-
gos estão desaparecendo e sendo encontrados mortos sem
nem uma gota de sangue. Acredito que uma quadrilha está
ganhando grana alta com o Hemope ou qualquer clínica que
trabalhe com transfusões por conta disso. Mais: um pool de
farmácias reclama que uma nova rede está vendendo remé-
dios baratos mas inócuos à população. Alguns concorrentes
já fecharam suas portas por não aguentarem a disputa des-
leal de preços. Contrataram a mim e à minha parceira para
descobrirmos se a informação procede. Minha assistente
foi esfaqueada por um mendigo. Agora, ele aparece morto e
exangue. Tem algo grande acontecendo - disse o cara, quase
sem força na voz.
- Eu e meu irmão estamos investigando um caso de
desvio de verbas de um programa popular de saúde gerido
pelo Estado - disse ela. - Parece que tem gente do governo
roubando dinheiro do Lafepe, o laboratório estadual, para
aplicar em outra coisa. Podem estar desviando grana para
essa tal nova rede de farmácias. Mas isso é uma operação fe-
deral, não vamos permitir civis envolvidos.
- Tudo bem, eu já esperava por isso. Se vocês vão assu-
mir as investigações, dou por terminado meu trabalho para
o pool de clientes. Recebo minha grana e vocês se viram para
continuar investigando.
- Mas não poderá dizer o que eu te informei sobre o
desvio de verbas. Senão, os ratos vão fugir da ratoeira.
- Olha, eu continuaria as diligências se não tivesse en-
VIUVINHA58
contrado vocês. Estou sendo pago para isso. Essa informação
é importante para os meus clientes e valiosa para mim. Posso
dizer-lhes que eles não façam alarde, por enquanto, mas vo-
cês terão de convencê-los de não usar essa informação. Para
evitar que eles saibam agora o que está se passando, você tem
duas opções: me prende ou trabalha junto comigo.
- Isso é chantagem?
- Não, porra. É logística. Eu podia te negar informação
e ceder a eles. Não vou fazer isso. Mas também não quero
perder a grana alta que tenho pra ganhar, e que vou dividir
com minha parceira. Esse é seu último trabalho. Ela vai se
aposentar.
- Vou ter que falar com meu irmão.
- Pode falar até com Deus, mas eu não abro mão dessa
investigação. Até porque tenho que vingar minha assistente.
Ela levou duas facadas e corre risco de morte.
- Ok. Entendi. Façamos um acordo: você procura quem
fodeu tua parceira e eu cuido do resto. Fecho os olhos para o
que você fará com o filho da puta que a machucou, contanto
que não o mate, fechado?
- Se ela morrer, ele morre. Isso, se já não estiver morto.
- Como assim?
- Pergunte a teu irmão. Ele viu o vídeo da tentativa de
assassinato da minha parceira. Ou fale com o porteiro e peça
o vídeo a ele. Verá que não estou exagerando.
- Muito bem. Farei isso. E você, o que vai fazer agora?
- Visitar minha parceira. Ver se ela está bem.
- Não vamos dar outra?
- O quê? Vai matar o cão!!! Estou todo cheio de hema-
tomas e de mordidas que você me deu, porra. Que mulher
violenta do caralho...
Ela riu. Um riso gostoso. Terminou de fumar e foi to-
mar banho. Ele foi com ela, mas não fizeram sexo no banhei-
ro. Pouco depois, ela dizia:
EHROS TOMASINI 59
- Vou-me embora. Mantenho contato. Pague o motel
e faça o que disse. Depois, nos encontramos de novo, ainda
hoje.
********************************************
A irmã de Marisa voltou para o quarto assim que o mu-
lato escapuliu. A médica ficou contente porque a mana pare-
cia melhor. Perguntou:
- Como você está?
- Onde estou?
- No apartamento do teu parceiro. Ele me telefonou
para que eu te socorresse e nos trouxe para cá.
- E onde está ele?
- Eu... acho que foi atrás do cara que te fez isso.
- Estou zonza e quase não me lembro do que aconte-
ceu. Fui atacada por trás. Meu amigo sabe quem foi?
- Acho que sim. Mas que história foi aquela de dizer
para ele que está aidética? Ou você andou me mentindo?
- Não... Eu fiz uma promessa diante da sepultura do
meu falecido marido de que iria respeita-lo até o fim dos
meus dias. Que não me casaria mais com ninguém. Mas des-
cobri que o puto me traía. E me apaixonei pelo homem que
o matou.
- Eu nunca entendi essa história direito, mana...
- Não é difícil. Meu marido contraiu AIDS. Quando
descobriu isso, não teve coragem de me dizer. Pediu para a
Agência mata-lo a tiros, como se tivesse morrido em servi-
ço. Por causa de sua morte violenta, me deixou um seguro
milionário. Passei uns tempos achando que também estava
infectada, fiz vários testes de HIV e não acusou o vírus em
mim. Mas eu queria castigar quem matou o amor da minha
vida. Por isso, inventei essa história para Percival.
- Cruz Credo, irmã. Você está se privando de ter um
amante maravilhoso.
VIUVINHA60
- Você gostou dele?
- Bem... eu... sim, claro - gaguejou a médica que não
queria que a irmã soubesse que também estava apaixonada
pelo mulato. - Ele é mesmo um assassino?
- Tanto quanto eu, mana. Nossa profissão não nos dá
muita escolha: ou matamos, ou morremos.
- Entendo. Vou refazer teus curativos. Pare de falar,
para não ficar cansada. Preciso te aplicar um sedativo nova-
mente, está bem? - Perguntou a doutora, intencionada em fa-
zer a irmã dormir e continuar a foda que dava com o detetive.
Mas o mulato não tinha nenhuma intenção de voltar
tão cedo pro apartamento. Queria saber do paradeiro do ir-
mão do mendigo assassinado. O guarda-costas Rogério po-
deria lhe tirar essa dúvida. Desconfiava que o cara de paletó
preto tivesse dado um fim aos dois irmãos. Mas... por qual
motivo? Pensou em encontra-lo na casa da loira que passara
uns tempos paraplégica. Acertou em cheio.
Rogério ia saindo da casa da loira Bárbara Sampaio.
Quando viu o mulato, parou o carro. Botou a cabeça para
fora do veículo para dizer:
- Se veio saber do meu amigo, ele está bem. Graças à
grana que você me deu.
- Não vim saber dele. Vim saber por que esfaqueou mi-
nha assistente.
- Tua... puta merda. Aquela morena que Tavinho furou
ontem era a tua assistente? Eu não sabia, cara.
- Você não me engana, seu porra. Deve tê-la percebido
te seguindo e ligou pra teu compincha.
- Não, não... juro que não tenho nada com isso. Tavi-
nho entrou no carro dizendo que pediram para ele se livrar
de uma mulher perigosa. Por isso, ele a atacou à traição.
- Quem dirigia o furgão?
- O irmão dele.
EHROS TOMASINI 61
- Você sabe que aquele carro foi roubado de Bárbara,
não sabe?
- Sim, claro. Foi dona Giselda que pagou aos irmãos
para rouba-lo. Iriam usar o automóvel para incriminar dona
Bárbara, caso ela matasse o sobrinho boiola da coroa.
- Faz sentido. Mas cadê o irmão do mendigo?
- Eu não sei, cara. Eles me deixaram num bar perto
da casa de dona Bárbara. Tomei umas cachaças por lá, pois
estava chateado com uma ex nega minha. Pode ir no bar e
perguntar por mim. Dirão que saí bêbado pra caralho de lá.
- Okay. Então, quero que faça um favor para mim: des-
cubra quem matou o mendigo e o paradeiro do irmão dele.
Pode ser?
- Por que quer saber isso?
- Porque estou desconfiado de que querem me envol-
ver numa parada diabólica. A Polícia Federal está na minha
cola por causa do atentado à minha parceira. Não vou poder
investigar. Pague o favor que me deve me esclarecendo essas
duas questões. Aí, estaremos quites.
Quando o mulato voltou, finalmente, para o seu apar-
tamento, a médica o esperava ansiosa. Marisa estava dormin-
do, após ser sedada, e ela não hesitou em se atirar em seus
braços. Ele, no entanto, disse para ela:
- Olha, sinto muito mas estou cansado pra cacete. Po-
demos deixar para amanhã?
- Poxa... eu sedei Marisa acreditando que continuaría-
mos de onde paramos...
- Vamos fazer isso, mas não agora, tá? Estou realmente
esgotado.
- Foi trepar com outra?
- Não, claro que não. - Mentiu - Fui atrás do cara que
quis foder tua irmã.
- Pegou ele?
- Não. Fui pego pela Polícia Federal.
VIUVINHA62
- Ai, meu Deus. Estava preso?
- Quase isso. Mas foi difícil me livrar deles. Por isso,
demorei tanto.
- Ah, tadinho. Então, deixe-me ao menos te dar um
banho, enquanto minha irmã dorme. Fiquei afim de ver teu
cacetão novamente.
- Tudo bem. Mas se você tiver algo que me deixe exci-
tado, a gente transa.
Ela se animou. Correu até a bolsa que havia levado pra
lá, tirou um talão e escreveu uma receita. Entregou o papel a
ele. Disse:
- Você encontra isso em qualquer farmácia. É uma es-
pécie de Viagra, mas tem fórmula natural. Nós, médicos, o
usamos quando estamos esgotados, depois de um turno lon-
go.
Quando ele voltou e engoliu as pílulas, ela nem lhe deu
um banho. Baixou suas calças e não demorou muito ao pau
do mulato ficar duro. Tá certo que ainda estava meio bambo.
Mas já dava para conseguir uma penetração. Ela o ajudou
chupando a glande com leveza. Beijou-o nos lábios com fer-
vor. Ele sentiu dor. Ela perguntou o que tinha sido aquele
machucão. Mais uma vez, ele mentiu:
- Os federais me esbofetearam na boca.
- Oh, meu pobre querido. Desculpa ter te magoado.
E a médica foi descendo com a boca pelo seu pescoço,
depois por seu peito. Aí, viu a mordida. Estava muito verme-
lha. Ela fechou a cara. Rosnou:
- Seu safado. Você estava com mulher. Não quero mais
saber de foder contigo!
- Mas logo agora, que você me deu algo para ficar de
pau duro?
- Foda-se. Bata uma punheta. Não boto mais minha
EHROS TOMASINI 63
boca aí. Deve estar fedendo a cu. Daqui já sinto o odor.
- Está bem. Eu confesso: saí daqui doido pra foder e fui
atrás de uma antiga namorada minha.
- Eu sabia! Assim que você saiu, eu pensei: vai descar-
regar o óleo por aí. Eu estava certa.
- Sinto muito, mas fiquei tarado em comer teu cuzinho.
Como fomos interrompidos, saí daqui doido. Sinto, mesmo.
Ela entronchou a cara. Não queria saber de desculpas.
Ele resignou-se a tomar um banho demorado para que pas-
sasse o efeito da droga que ingerira. Seu caralho, no entanto,
não amoleceu. Ele pegou um lençol e foi se deitar no sofá da
sala. Ela ficou emburrada ao lado da cama onde a irmã dor-
mia. Cansado, o mulato não demorou a adormecer.
Mas acordou sendo chupado pela doutora. Estava qua-
se gozando e ela aumentou o ritmo das chupadas. Também
masturbava seu enorme caralho. Percival passou a se prender
para não gozar logo. Mas ela sabia que ele não iria conseguir
se segurar por muito tempo. Apressou o ritmo da punheta.
Ele deixou escorrer um veio de porra. Ela o mamou com ur-
gência. Disse:
- Solta mais. É gostoso...
- Ele gemeu alto, pois fazia enorme esforço para não
gozar. Ela repetiu:
- Vai... Solta mais um pouco na minha boca...
- Se eu soltar, posso não me conter. Vou gozar de vez.
- Não... eu aperto teu pau... quando ver que está sain-
do... muita...
- Não dá. Não é como mijar...
- Então, goza... goza bem muito... em minha... boca...
Ele gozou. Mas a quantidade foi pequena para o que ela
esperava. Então, ela continuou masturbando-o, na esperança
de sair mais leitinho. A glande estava intocável de tão sen-
VIUVINHA64
sível, porém ela continuava a punheta. Aí, ele sentiu o gozo
aflorar de novo lá no seu âmago. A pica inchou. Ela percebeu
e ficou contente. Pouco depois, ele dava uma gozada cavalar.
Ela se lambuzou toda de porra.
FIM DA SÉTIMA PARTE.
EHROS TOMASINI 65
Viuvinha - Parte 08
Eram quase oito da noite quando Percival chegou à boate
onde tinha conhecido a irmã do mendigo. Encontrou-a
bebendo Campari com suco de laranja. Quando ela o viu,
teve uma crise de choro. Ele percebeu logo que ela já sabia
da morte do irmão. Aproximou-se da mesa dela e perguntou:
- Posso me sentar?
- Sim, claro amor.
- Já deve saber da morte do teu brother, não é?
- Sim. Vi a reportagem na TV. Mas agora, meu outro
irmão é quem está desaparecido. Recebi um telefonema dele
pedindo para que eu ligasse a televisão naquele instante. Foi
quando vi a notícia. Ele disse também estar sendo perseguido
e avisou que eu não o procurasse. Passaria um tempo arri-
bado. Mas eu fico sem saber se ele continua vivo ou se está
morto, como Tavinho...
- Certo. Eu prometi achar teu irmão mendigo e falhei.
VIUVINHA66
Dessa vez, prometo achar esse outro com vida.
- Continuará sem me cobrar pelo trabalho? Sabe que
não tenho grana.
- Não se preocupe.
Ela o beijou na boca. Depois, disse:
- Vou te dar meu endereço. Meu nome é Odete. E o teu?
- Percival.
- Diferente. Não quer ir lá pra casa? Assim, fica saben-
do onde é...
- Basta me dar o endereço e teu número do celular,
Odete. Estou esgotado. Andei trabalhando muito esses dias.
- Está bem. Eu também não estou muito disposta a
sexo hoje. Estou triste por ter perdido meu mano.
- Imagino. Anote-me o que pedi e vá pra casa. Quando
achar o outro, te aviso. Como é o nome dele?
- Todos temos nomes iniciados com a letra “O”. O que
morreu era Otaviano, eu sou Odete e o outro se chama Ole-
gário.
- Ah, tá. - Disse o mulato, recebendo um pedaço de
papel com o nome, endereço e telefone dela escritos. Ela per-
guntou, antes de ir:
- Pode pagar minha conta? Depois, te devolvo a grana.
Fazia algum tempo que ela tinha ido embora quando
ele viu entrar na boate a dona rabuda com cara de prostituta.
Quando o viu, ela veio diretamente para a sua mesa. Nem
perguntou, sentou-se logo. Só então, quis saber:
- Ainda está querendo informações sobre o mendigo?
- Não. Sei que foi assassinado. Esteve nos telejornais.
Por quê?
- Ele tinha um irmão e uma irmã. Eu a vi sair daqui
quase ainda agora, mas evitou falar comigo. Que se foda.
Também não lhe dei o recado que Olegário mandou dar para
ela - disse a puta, visivelmente bicada.
EHROS TOMASINI 67
- Sabe onde posso encontra-lo?
- Sim. Quanto está disposto a pagar pela dica?
- Menos do que da outra vez. Apenas duzentos paus.
Sem chupadinha.
- Já tenho quem me deixe dar chupadinhas. Passa pra
cá a grana...
- Só te dou depois de ter certeza de que não está me
enganando.
- Essa é fácil de ganhar, caralho: ele pediu para passar
uns tempos lá na minha casa. É ele quem eu chupo, agora.
Percival passou-lhe o dinheiro. Porém, queria que ela
o levasse ao cara. A puta pediu para tomar duas cervejas an-
tes. Depois, o levaria lá. Ele esperou. Até tomou mais uma
cerva com ela. Pouco depois, desciam de um táxi na frente
de uma casa modesta. Encontraram o cara dormindo. Ele as-
sustou-se, quando viu o mulato. Mas Percival o tranquilizou,
dizendo:
- Só quero conversar. Se me der algumas informações
úteis, ganha uma grana fácil.
- Pode se fiar nele, Olegário. O cara é de pagar promes-
sas. Já me deu uma grana pra trazer-lhe até aqui. - Asseverou
a prostituta.
- O que quer saber? - Perguntou o irmão de Odete, sen-
tando-se na cama.
- Primeiro, quem matou teu irmão?
- Foi uma mulher jovem, mas de cabelos totalmente
loiros, cara.
- Você a conhecia?
- Não. Mas meu irmão a conhecia. Ele estava fazendo
um trampo pra ela.
- Ela se chama Bárbara?
- A Viuvinha?
- Sim.
- Não, cara. Viuvinha é gente fina. Sabe que roubamos
VIUVINHA68
o carro dela, mas não fez nada contra a gente. É outra mulher.
Uma mais velha que ela. Parece ter uns quarenta anos.
- A mafiosa Giselda?
- Não, não, uma mais bonita que ela, se bem que dona
Giselda é mais gostosona.
- Então, de quem se trata?
- Essa tem negócios com as duas. Mas não sei o nome
dela. Ia matar nós dois, depois de deixarmos o lacaio de Bár-
bara em casa. Escapei fedendo, cara. Ela matou meu irmão na
minha frente. Vou foder aquela catraia, vou sim.
- Quem dirigia o furgão?
- Ela, cara. Apanhou meu irmão, assim que ele furou
uma putinha. Acho que o trabalho foi encomendado por ela.
Embora eu acredite que tem o dedo da mafiosa naquilo.
- Acha que dona Giselda encomendou a morte da mi-
nha parceira?
O cara olhou espantado para o mulato. Perguntou:
- A putinha era tua parceira?
- Ainda é. Não morreu.
- Caralho, cara. Então, tome cuidado. O próximo a ser
furado pode ser você.
- Por que diz isso?
- A loira perguntou para meu irmão, quando estáva-
mos a caminho do rio: cadê o parceiro dela? Meu irmão disse
que tinha recebido ordens apenas para matar tua amiga. A
loira disse que ele devia ter feito o serviço completo, antes
de lhe meter a faca duas vezes. Depois, quis me esfaquear
também. Mas tive a sorte de conseguir fugir. Agora me lem-
bro: ela tem um nome estrangeiro. Ouvi quando meu mano
a chamou de Hauer, Tauer, sei lá... Eu devia ter tirado uma
foto dela com o celular do mano. Mas, na fuga, o deixei cair
no banco traseiro.
- Teu irmão mendigo tinha celular?
- Tinha, sim. Recebeu-o dela pra fazer os contatos.
EHROS TOMASINI 69
- Ótimo. Vamos fazer uma visita ao necrotério. Os po-
liciais o podem ter pego no furgão abandonado. Devem tê-lo
levado para lá ou para a delegacia. Tentaremos primeiro na
morgue.
- Porra, cara. Eu não posso fazer isso. Não vou aguentar
ver meu mano morto...
- Okay. Eu vou sozinho. - Disse o mulato, botando a
mão do bolso. Tirou de lá uns trezentos paus em dinheiro
trocado. Nem contou, deu para o cara. Ele ficou muito con-
tente.
Pouco tempo depois, o detetive estava no necrotério.
Conhecia um funcionário de lá. Falou com o cara e ele o dei-
xou entrar. Encontrou o corpo nu, ainda à espera de ser pre-
parado para a autópsia. Perguntou ao funcionário da morgue:
- Cadê as roupas dele?
- O que procura?
- Um celular.
- Uma parente dele esteve aqui. Levou tudo e até pagou
para que o cremássemos. Foi buscar a autorização que pedi.
- Como era ela?
- Uma quarentona loira. Saiu daqui faz umas duas ho-
ras. Ah, nós sempre gravamos quem chega aqui procurando
parentes. Quer ver a fita?
- Quero, sim.
Pouco depois, o mulato via umas imagens. Não co-
nhecia a coroa, mas achou-a muito elegante e bonita. Porém,
seus cabelos não era loiros e sim totalmente brancos. Bran-
quíssimos. À noite, poderiam parecer loiros.
- Ela deixou um nome?
- Deixa eu ver... Não. Não deixou. Apenas disse que
voltaria com uns documentos para liberar a cremação.
- Posso ter uma cópia dessas imagens?
- Ok. Quanto irá me pagar por isso?
VIUVINHA70
Quando ele botou a mão no bolso, o cara perguntou:
- Costuma andar com dinheiro, o tempo todo, cara?
Sempre que tu vens aqui estás de bolsos cheios...
- Quase sempre. Detetive precisa “molhar” a mão de
alguém para conseguir informações, já percebeu?
Pouco depois, na saída do necrotério, Percival ligava
para o celular da agente Cassandra. Ela atendeu com sua voz
melodiosa. Ele disse:
- Tenho boas notícias. Onde e quando podemos nos
encontrar?
- No bar mais próximo de onde estiver. Mas tem que
ser coisa importante. Estou no meio de uma investigação.
- É coisa importante.
- Então, me dá as coordenadas de onde está.
Pouco depois, bebiam em um bar chique de Boa Via-
gem. Ela pediu uma dose de Perignon Safra 55, antes de dizer:
- Desembucha.
Ele sacou o telefone celular do bolso. O cara do necro-
tério havia conseguido transferir as imagens para o aparelho
através da Internet. Mostrou-as à linda morena. Ela estreitou
os olhos. Disse:
- Maria Bauer. Agora tudo se explica.
- Conhece?
- Se conheço? Eu e meu irmão estamos atrás dessa puta
há muito tempo. Com certeza, o padre Lázaro está com ela.
Ele deve ter matado o mendigo.
- Não. Recebi informações que ela mesma assassinou o
pedinte. Ia matar o irmão dele, se este não tivesse conseguido
fugir.
- Acha que o cara estaria disposto a depor para a Polí-
cia?
EHROS TOMASINI 71
- Posso convencê-lo.
- Você é dos meus. Precisamos pegar essa dupla o quan-
to antes. E, se for como eu penso, a madre superiora também
está com eles.
- Madre superiora? Quem é?
- O três fazem parte dos meus piores pesadelos. Cas-
sandra ficará contente por você ter reencontrado a pista deles.
- Afinal, quem é Cassandra? Tu ou teu irmão boiola?
- Nunca fale isso perto dele. Eu sou Cassandra, mas ele
me usurpou o nome. Porém, isso é uma longa história. Preci-
samos falar com meu irmão. Urgente.
Pouco depois, o homenina aparecia, vindo num táxi.
Desceu dele um cara jovem e bonitão, acompanhando-o. O
detetive perguntou ao irmão da morena:
- Teu macho?
O motorista do táxi se afastou um pouco, imediatamen-
te, quando ouviu essas palavras. O homenina, no entanto, pa-
receu não ligar pro que ouviu. Apenas disse, sem se alterar:
- Não vou te alertar novamente. Cadê as imagens?
Depois que deu uma olhada no vídeo, concordou:
- Sim, é aquela rapariga safada. Espero que dessa vez
possamos botar nossas mãos nela. O frango preto aí já sabe
da história?
- Contei a ele. - Disse a morena. - Mas sem detalhes,
claro.
- Quanto o pool de farmácias vai te pagar pela tua in-
vestigação? - O homenina perguntou ao mulato.
- Uma grana preta, pra boiola nenhum botar defeito.
O mulato nem soube o que o acertou no meio da testa.
Foi um único murro. Ele caiu para trás, desmaiado e derru-
bando a cadeira onde estava sentado. O taxista e a morena
VIUVINHA72
sorriram. O mulato não sabia com quem estava mexendo. O
homenina disse para a irmã:
- Veja quanto lhe devemos e pague a ele. Retire-o da
investigação. Depois, se junte a nós.
- Desculpa, mano, mas desta vez vou ficar com ele. O
cara é bom. E vai querer vingar a parceira. Vou ajudar-lhe. E
ele nos ajuda.
- Ficou afim dele?
- O cara aguenta meu rojão. Acho que vou ficar uns
tempos com ele, sim.
- Quem sabe é você. Mas não se abestalhe. E diga-lhe
para não me provocar de novo.
- Acho que ele aprendeu a lição.
Pouco depois, o mulato sacudia a cabeça. Estava ainda
zonzo por causa do “tijolaço” na testa. Os clientes do bar já
tinham sido apaziguados pela morena. Ela mentiu para eles,
dizendo-lhes que se tratara apenas uma refrega entre irmãos.
Voltaram aos seus lugares e não deram mais atenção ao mu-
lato caído. Este perguntou, quando se sentou no chão:
- O que me acertou?
- Tua teimosia, claro. Cassandra já tinha te avisado.
- Puta merda, nem vi a mão do puto se mover. Que
murro do caralho!
- Deixe por isso mesmo. Não convém irrita-lo mais.
- Quem era o outro?
- Santo, um amigo nosso e agente como a gente.
- Foi ele quem me acertou por trás?
A morena deu uma sonora gargalhada. O mulato en-
tendeu que o cara nem se meteu na briga. Ainda estava estu-
pefato. Nunca alguém lhe havia acertado assim, para derru-
ba-lo inconsciente. Ela disse:
- Esqueça o incidente. Vamos te pagar o que você acer-
tou com teus clientes. Te ajudo a pegar quem fodeu tua par-
EHROS TOMASINI 73
ceira e xau. Não nos encontraremos mais, apesar de eu ter
dito a meu irmão que tinha ficado afim de ti. Mas você já
demonstrou não acompanhar meu pique, nego.
- Eu faço amor e não a guerra. Tu faz sexo pra matar o
outro, caralho. Estou fora.
- Foi o que pensei. Por onde começamos?
- Como assim?
- Não vai querer pegar quem fodeu tua parceira?
- Claro que sim. Temos como chegar até essa... senhora
Bauer?
- Vai ser a nossa missão, minha e tua, enquanto meu
irmão e o motorista Santo investigam o paradeiro dos cúm-
plices dela. Então, pergunto de novo: por onde começamos?
- Procurando a mandante do quase assassinato de mi-
nha parceira. Acho que tem negócios com a tal... Bauer.
- É provável. Então, trata-se de uma outra mulher?
Sabe quem é?
- Desconfio. Mas para chegarmos até ela, tenho que ir
sozinho. A mulher tem uma porrada de capangas que guar-
dam a mansão que tem perto daqui.
- Então, vamos lá. Estou afim de dar uns tiros.
- Não será preciso. Basta me deixar ir sozinho.
- O que está querendo aprontar, caralho?
- Depois, te digo.
Pouco depois, ele estava perante a esposa do mafioso.
Giselda pediu para ficar sozinha com ele. Os lacaios sairam
da sala mas, cismados com o mulato, disseram que estariam
por perto. Quando desapareceram de vistas, a mulher per-
guntou:
- Você é doido? O que faz aqui? Se quisesse falar comi-
go, bastava mandar recado por Rogério.
- Sei que você mandou matar minha parceira. Não
minta para mim. Senão, não teremos mais nenhum acordo.
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  • 3. EHROS TOMASINI 3 Viuvinha - Parte 01 Ninguém diria que ele tinha apenas trinta e cinco anos de idade. Sua figura denotava bem mais que isso. Era alto, de longas barbas e cabelos desgrenhados, com as rou- pas imundas. Fedia. Poder-se-ia acreditar que sua tez era mulata, se não estivesse tão suja. Também teria um andar elegante, se não estivesse tão bêbado. Era seguido a uma certa distância por um trio de pessoas bem vestidas. Dois homens de paletós pretos e de óculos escuros acompanhavam uma mulher loira de rosto belíssimo, sentada numa cadeira de rodas. Era uma cadei- ra moderna, denotando que sua proprietária tinha muito dinheiro pra gastar. Mesmo assim, o suposto mulato cam- baleava sem se importar com ela. Estava com sede e seguia para o primeiro bar que encontrasse aberto naquela aveni- da de bairro nobre do Recife.
  • 4. VIUVINHA4 Ainda não eram seis da noite, mas os bares já esta- vam cheios de fregueses naquela sexta-feira. O mulato pa- rou na frente de um boteco e olhou em volta. Pareceu não encontrar ninguém conhecido. Um garçom aproximou-se dele pedindo para que saísse do estabelecimento pois não era permitido pedintes ali. O sujeito imundo fez que não ouviu o que o cara lhe dizia. Ia caminhar até o balcão mas o barman colocou o pé na sua frente. O bêbado desequili- brou-se e foi ao chão. Fez uma cara de impaciência e ten- tou se levantar com esforço visível. Um dos homens de paletó e óculos escuros lhe ofereceu a mão para que se erguesse. O bêbado olhou cismado para ele. No entanto, depois de ficar de pé ajudado pelo desconhecido, pergun- tou o que este queria. - É o senhor Bafo de Onça? - Perguntou o sujeito de óculos escuros. - Quem quer saber? - A senhorita Bárbara Sampaio quer falar com você. Conhece? - A aleijada que estava com você? Nunca a vi mais gorda. - Venha comigo. Depois, te pagamos um trago. - Assim é que se fala, companheiro - disse o sujeito imundo, abrindo um sorriso franco. Pouco depois, estava diante da jovem loira de rosto belíssimo que esperava a uma certa distância do bar. Tom- bou e por pouco não caiu por cima dela. Foi empurrado com violência pelo outro cara de óculos que estava perto da moça. Caiu sentado no chão. O sujeito que o levou até ali ofereceu-lhe novamente a mão para que se levantasse. Dessa vez, não foi preciso. Com incrível agilidade, o mula- to projetou as pernas para a frente e ficou rapidamente em pé. Ato contínuo, deu um murro no que o tinha empurra-
  • 5. EHROS TOMASINI 5 do tão forte que o cara foi projetado a uns três metros de distância e não mais se levantou. O casal pareceu não dar nenhuma atenção ao fato. O mulato imundo perguntou: - Vão dizer o que querem comigo? Estou com uma sede do caralho. - Comporte-se diante da senhorita, por favor - disse o segurança que o tinha buscado no bar. - Vai te foder, empacotado. Não gosto de gente da laia de vocês. Fedem a problema. - E você fede a sujeira. Por isso, vou dizer a que vie- mos, de modo a me afastar de você o mais rápido possível - disse a jovem, pondo a mão no nariz. - Então, desembucha. - Sabe ler? - Perguntou ela. - Claro. O sujeito de óculos escuros meteu a mão dentro do bolso do paletó. O mulato ficou tenso, preparado para re- agir se ele puxasse dali alguma arma. Mas o cara só tirou um cartão de lá. Entregou-o ao mendigo. A mulher voltou a falar: - Tome um banho, ajeite-se e me procure neste ende- reço. Tem dinheiro para comprar umas roupas decentes? - Claro que não. - Rogério, dê-lhe algum dinheiro. - Ordenou a loira. O cara cochichou algo ao ouvido dela. Ela perguntou pro mulato: - Promete não usar o dinheiro para se embriagar? - Não garanto. Mas prometo fazer todo o possível. Porém, quero saber logo o que querem de mim. - Disse o sujeito, contando o dinheiro recebido. Tinha mais de 300 reais ali. - Queremos que mate alguém - disse sem nenhum constrangimento a jovem paraplégica.
  • 6. VIUVINHA6 O mulato esteve olhando fixamente para ela. A loira não desviou o olhar. Ao cabo de alguns segundos, ele de- volveu o dinheiro ao cara de óculos, tirando do maço de cédulas uma nota de cinquenta reais. Disse: - Estou fora. Obrigado pela grana. Te devolvo depois. Dito isso, o sujeito botou a nota no bolso da camisa, deu as costas ao casal e voltou para o bar. A paraplégica viu quando ele se aproximou do garçom e mostrou-lhe a nota. O cara o mandou se sentar numa cadeira afastada da clientela. Ele fez o que o garçom pediu. Logo, recebia uma cerveja geladíssima. A loira falou: - Ele aceitou o serviço. Carregue teu companheiro desacordado e vamos embora. O mulato imundo esteve tomando duas cervejas. Depois, remexeu os bolsos. Tirou de lá um celular. Discou um número. Quando atenderam, ele disse simplesmente: - Estou dentro. Mas só nos encontraremos amanhã. Hoje, estou afim de beber - E desligou o aparelho. Após alguns minutos, acionou de novo o celular e fez nova ligação. Esteve falando com alguém. Desligou e pediu mais uma cerveja. Cerca de vinte minutos depois, acercou-se dele uma morena tão imunda quanto ele. O mulato entregou-lhe a nota de cinquenta reais. Ela o bei- jou no rosto e foi-se embora. Quando ela desapareceu de vistas, ele pediu a conta ao garçom que havia colocado o pé para ele cair. No entanto, assim que o cara foi buscar a “dolorosa”, ele levantou-se e foi embora sem pagar. No outro dia, antes das dez da manhã, a loira pa- raplégica recebeu a visita de um mulato bonitão e bem vestido, cheirando a perfume Azzaro. Tinha o cabelo bem
  • 7. EHROS TOMASINI 7 cortado e estava sem nenhum vestígio de barba. O cara tinha um charme natural e caminhava de forma felina. Es- tava tão limpo e bem vestido que ninguém o reconheceria como o sujeito bêbado e imundo do dia anterior. A jovem loira o esperava no terraço de uma enorme mansão em Boa Viagem, bairro nobre do Recife. Estava ladeada dos dois guarda-costas de paletós negros e de óculos escuros. Um deles tinha o rosto inchado. Disse para o mulato, se armando para briga: - Ontem você me pegou de surpresa, cão rabugento. Quero ver se consegue me vencer de novo. Mais uma vez o mulato agiu de forma rápida e sur- preendente. Bloqueou o murro que o outro soltou em di- reção ao seu rosto e, em seguida, torceu o braço do sujeito e lhe deu um único golpe violento acima do cotovelo. Por pouco o osso não pulou fora do paletó. Antes que o sujeito gritasse de dor mais de uma vez, o mulato aplicou-lhe um murro de lado do rosto que lhe destroçou a mandíbula. O segurança caiu no chão, desacordado. Mais uma vez, o casal não interveio. O mulato postou-se diante da mulher na cadeira de rodas. Abriu as pernas e cruzou os braços como se estivesse à espera de alguma reação dela. A jovem apenas disse: - Deixe-nos a sós, Rogério. - Eu devo, senhora? - Perguntou o segurança moreno e de corpo tão atlético quanto o do mulato. - Deve, sim. Não se preocupe, ele não me fará mal. - Respondeu ela - Você pode folgar o resto do dia. Antes, porém, livre-se desse imbecil de braço quebrado e mandí- bula destroçada. - Obrigado, senhora. Eu o levarei a um hospital. O segurança jogou o companheiro desacordado so- bre o ombro e caminhou até um Palio estacionado perto.
  • 8. VIUVINHA8 Depositou o cara no banco traseiro, entrou pela porta da frente e deu partida no veículo. Logo, desaparecia além dos portões da residência. A loira levantou-se da cadei- ra de rodas e abraçou-se ao mulato. Em seguida, beijou-o longamente nos lábios. Ele retribuiu o beijo com fervor. Quando se separaram, ele perguntou: - Faz quanto tempo que voltou a andar? - Menos de uma semana, amor. Mas estava em São Paulo, em tratamento. Só retornei para cá ontem. Está em alguma missão? - Sim, mas posso dar um tempo, se você tiver algo mais importante. - Tenho, sim. Quero dar uma foda daquelas que me deixam satisfeita por dias. Só depois, conversaremos sobre trabalho. Vamos entrar? Nem bem entraram na sala luxuosa da mansão, ela tirou toda a roupa rapidamente. Já estava sem calcinha. Disse para ele: - Sem preliminares. Você já sabe do que eu gosto. Ele puxou uma cadeira da grande mesa que havia no recinto e fez com que ela se sentasse. Em seguida, abriu o fecho da calça e ela fez o resto: retirou da cueca o enorme caralho dele e o levou à boca. Apesar de dizer que esta- va louca para foder, ela não teve pressa: mamou o cacete dele demoradamente, até que este ficou todo lambuzado de saliva. Então, levantou-se da cadeira e segurou-se no encosto desta com as duas mãos, apoiando o pé no assento e ficando de costas para ele. O mulato parafusou o caralho entre as pregas dela e empurrou com firmeza. Ela gemeu de dor e prazer. Disse: - Ai, parece que ele está maior e mais grosso, amor. Mas não precisa me poupar da dor. Mete no meu rabo sem pena, mete...
  • 9. EHROS TOMASINI 9 Quando ele fincou a pica até o talo, ela começou a movimentar o bumbum de forma frenética. Ele acompa- nhou seu ritmo com movimentos de quadris, socando em seu rabo com ligeireza. Não demorou a ela abrir muito a boca e entrar em frenesi. Estava gozando pelo cu, como sempre acontecia quando transava com ele. A loira agar- rou-se mais ao encosto da cadeira e empinou a bunda. Ge- mia: - Vai... soca no meu cu... arromba ele com força... faz um bebezinho de merda, seu escroto. Ele aumentou o ritmo do coito. Ela gemeu mais alto. Reclamou: - Ainda estou fraca das pernas... Vou baixa-la... Quando fez isso, ele a abraçou pela cintura, por trás. Ela fechou bem as pernas e continuou os movimen- tos de cópula, agarrada com uma das mãos na nuca dele. Ele também movimentava os quadris, querendo enraba-la cada vez mais profundo. Num dado momento, ela voltou a se sentar na cadeira. Ficou lambendo o pau dele do talo até a glande. A cada passada de língua na total extensão do caralho grande dele, o mulato estremecia de prazer. De- pois, ela ficou movimentando o punho com os dedos em forma de anel, girando a mão enquanto chupava a glande. Quando ele não esperava, ela correu até a mesa da sala e deitou-se sobre o seu tampo de costas. Levantou as pernas e as abraçou por trás dos joelhos, expondo o cu para ele. O mulato, mais uma vez, parafusou a pica em suas pregas, antes de enraba-la. Com um braço, ela abraçava as duas pernas suspensas e dobradas. Com a outra mão, abria mais a bunda. O cu exposto foi fodido magistralmente e ela urrava de prazer. Finalmente, ele também urrou: - Vou gozar, porra... vou gozar...
  • 10. VIUVINHA10 Ela levantou-se rapidamente da mesa e se ajoelhou entre as pernas dele. Implorou: - Me dá todo o teu gozo. Lança o leitinho na minha cara... A gozada que ele deu em seu rosto foi cavalar e de- morada. Ela se lambuzou toda de esperma. Depois, sugou a pica com os lábios, até não restar nem um pingo de gala nela. FIM DA PRIMEIRA PARTE
  • 11. EHROS TOMASINI 11 Viuvinha - Parte 02 Agora estavam deitados numa cama grande e confortável. Ela apoiava a cabeça no peito dele. Ele fumava um cigar- ro. Depois das últimas baforadas, o mulato apagou o bran- quinho num cinzeiro que estava no chão. Só então, falou: - Qual é a bronca, Viúva? - Não me chame de Viúva. Sabe que eu não gosto. - Também não gosto de ser chamado de Bafo de Onça e você amestrou teus cães a me chamarem assim. Por falar nisso, quem são eles? - O que você mandou para o hospital é tão burro que eu até lhe esqueci o nome. O outro, mais inteligente, chama- -se Rogério. Ambos foram indicados pela Agência para me assessorar. Mas são incapazes de cumprir a missão que quero dar pra você. - Que seria?... - Matar meu noivo.
  • 12. VIUVINHA12 O mulato esteve espantado por alguns segundos. De- pois, disse: - Puta merda. Você sabe que não posso fazer isso. A Polícia iria logo desconfiar de mim. O cara é meu rival, gata. E todo mundo sabe disso. - Foi ele quem me deixou paraplégica, amor. - É, ouvi dizer... só que nunca acreditei nisso. Você sabe lutar Karatê e Kung Fu muito bem. Se brincar, até ganha pra mim. Então, ele não conseguiria te machucar. - É verdade. Por isso, pagou quatro asseclas dele para me quebrarem de pau e me estuprarem. Os caras eram bons de briga. Me venceram, quando cansei. Depois, fui currada por eles. Fiquei uma semana de buceta e cu ardidos. Ele esteve pensativo, depois argumentou; - Por que não os denuncia à Polícia? Dessa forma, seria mais rápido pegá-los. - A Agência não quer que eu a exponha e é o que acon- teceria se a Polícia entrasse na história. No entanto, me de- ram carta branca para eu me vingar. Contanto que eu usasse os dois paletós-pretos que me ofereceram. Eles limpariam a minha bagunça, se fosse preciso, entende? Mas você viu como são ineptos. - Então, você usou o mais esquentadinho para me irri- tar. Com ele no hospital, você pede à Agência para que seja substituído por mim, é isso? Ela o beijou nos lábios. Estava elogiando a sua inteli- gência. O gesto era a confirmação das suas palavras. Mesmo assim, ele continuou pensativo. Ela perguntou: - Você não quer me vingar? - Vou pensar nesse assunto com calma. Como te disse, estou em meio a uma investigação. - Coisa feia?
  • 13. EHROS TOMASINI 13 - Aparentemente, sim. Ao ponto de um pool de farmá- cias me contratar para descobrir se a denúncia procede. - Quer dizer que não está trabalhando para a Agência? - Desde que você me sacaneou, larguei deles. Não são mais meus patrões. - Eu não sabia. Desculpa. Por isso, esteve tão longe de mim? - Você estava noiva. E eu não queria me indispor mais com a Agência. Ela esteve calada por uns minutos, pensativa. Depois, prometeu: - Olha, amor. Eu sei que te sacaneei, mas estava fazen- do o meu trabalho. Deixa eu te prometer uma coisa: se matar meu noivo, ficaremos juntos para sempre. Prometo largar a Agência e viver só pra você. - Você sabe que não é tão fácil largar a Agência. Eles fariam contigo o mesmo que quiseram fazer comigo. - Sim, iriam tentar me matar. Mas você conseguiu de- mover-lhes a ideia. Lembro que fiquei aflita quando passa- ram a te perseguir. Mas você foi muito corajoso e inteligente. Conseguiu um bom acordo. - É, mas poderia ter sido morto. Nisso, o telefone celular dele toca. O mulato reconhe- ceu o zumbido, mesmo o aparelho estando a alguns metros de distância. É que ele configurou o telefone para um toque diferente para cada contato. Caminhou nu até a sala e pegou o objeto. Atendeu a ligação. Disse, apenas: - Está bem. Chego já aí pra gente conversar. A loira belíssima apareceu nua na porta do quarto. Per- guntou: - Quem era, amor? - Minha ajudante. Precisa falar comigo. Vou ao encon-
  • 14. VIUVINHA14 tro dela. - Vai me deixar por aquela fedorenta? - Ela não fede o tempo todo. Aquilo é o disfarce que estamos usando para a nossa investigação. - Pois eu quase não te reconheci, de tão imundo, barbu- do e cabeludo que estavas. - Peruca e barba postiças. Mas a sujeira era real. Passo dias sem me banhar, para dar mais veracidade ao disfarce. - O que está rolando? - Perguntou ela. Ele demorou a responder: - Parece que estão sequestrando mendigos de Pernam- buco para lhes drenar todo o sangue. Alguns apareceram mortos, a maioria das vezes jogados nos rios. Dão a impres- são de que morreram afogados, mas eu e minha parceira des- confiamos de que os corpos inchados pela água camuflam a falta de sangue neles. - Puta merda. Isso é grave. Mas qual o interesse das in- dústrias farmacêuticas nisso? - Desconfiam que está sendo testada uma nova droga capaz de limpar o sangue desses indivíduos, antes do líquido vital ser coletado. Querem a fórmula, claro. Um composto desses pode prevenir muitas doenças e isso não interessa às indústrias farmacêuticas. Para elas, é melhor que a população permaneça doente. É com isso que ganham dinheiro. Portan- to, querem abortar qualquer projeto que venha de encontro aos seus lucros. Este é o motivo pelo qual eu e minha assis- tente estamos agindo disfarçados de mendigos. - Você parece gostar dela, não é verdade? - Devo a minha vida a ela. Sem a sua ajuda, eu não teria conseguido me livrar da Agência - disse ele, já vestido e an- dando em direção à porta - Mas deixe-me ir que parece que minha assistente descobriu algo que requer minha presença urgente.
  • 15. EHROS TOMASINI 15 Assim que o mulato saiu, a loira recebeu um telefone- ma. Era Rogério. Dizia-lhe que havia levado o colega de tra- balho para uma clínica particular, mas haviam cobrado mui- to caro. Perguntava se ela assumiria o tratamento do cara. A jovem bonitona respondeu: - Não vou assumir tratamento desse inútil, nem se fos- se barato. Mate-o. Mas faça isso parecer decorrência da surra que ele levou do mendigo. ******************************************** Pouco depois, o mulato estava sentado em um banco de praça ao lado da morena imunda. Esta lhe informou: - Parece que uma máfia ligada ao governador de Per- nambuco está desviando recursos da Saúde para montar uma rede de farmácias. Vendem remédios muito baratos porém inócuos, como se fossem verdadeiros, à população. Com isso, estão quebrando redes de farmácias que atuam no Estado. Algumas já fecharam. - Cacete! Então, teremos outro escândalo de lavagem de dinheiro em pouco tempo, como aquele caso da transpor- tadora que diziam pertencer ao já falecido governador que sofreu um acidente aéreo difícil da gente engolir. - Tomara. Se isso acontecer, eu me aposento com a gra- na que vou ganhar do pool de farmácias. - Disse a morena. - Continue investigando. Mas vou querer que faça uma outra investigação paralela: preciso achar o noivo da Viúva. A mendiga olhou para ele, espantada. Disse: - Já não basta o que você passou por causa dela? - O cara contratou quatro capangas para estuprá-la, Marisa. Os sujeitos a deixaram paraplégica. Mas ela fez um tratamento e voltou a andar, embora com alguma dificulda- de. - Que se foda. Não devia mais se envolver com ela. Por
  • 16. VIUVINHA16 mais que você me diga que ela te fodeu a vida por estar numa missão para a Agência, não confio nem gosto dela. - Está com ciúmes? - E daí, se estiver? Lembre-se que eu quase me fodo pra salvar a tua vida. Depois disso, não quero que morra de graça. - Eu te serei eternamente grato. Mas sempre achei que você você era apaixonada por mim. - Eu fui, sim. Mas só no início. Porém, agora que conse- guimos um bom entrosamento no nosso trabalho, dependo de ti para me aposentar cedo. - Está bem. Eu te pago uma grana apenas para encon- trar os quatro caras que a estupraram. Com os testemunhos deles, colocamos o noivo na cadeia, está bom assim? - E o que vai fazer com os quatro caras? - Mata-los, claro. Ela esteve pensativa. Depois, disse: - Eu me encarrego deles. Sem raiva dos putos, farei um trabalho mais limpo que você. Quando eu te disser, trate de conseguir um bom álibi. - Ok. Agora eu vou tomar umas cervejas. Não quer me acompanhar? - Não posso. Tenho que ficar sóbria para o caso de de- saparecer mais um mendigo. Mas deixe umas três long-necks na tua geladeira. Quando eu largar, vou querer uns tragos. - Ainda tem a chave do meu apê? - Acha que preciso de chaves pra entrar em algum lu- gar? Quando ela se levantou do banco de cimento da pra- ça e caminhou, ele ficou observando seu corpo. Ela tinha a silhueta de uma falsa magra. Quando estava sem disfarce e limpa, era capaz de chamar a atenção dos homens, por onde passasse. Devia ser uns cinco anos mais velha que o mulato.
  • 17. EHROS TOMASINI 17 A morena nunca falou da sua vida para ele. Mas demonstra- va ter um ódio incontido de alguém. Era perigosíssima, pois matava sem piedade. Lembrou-se de como a conheceu: - Oi, pode me acender o cigarro? Na época, ele estava embriagado, sentado a uma mesa de bar. Tinha consciência de que tinha sido aliciado por uma loira jovem e belíssima, que se dizia apaixonada por ele, para matar um cara. Havia sido o primeiro trabalho do mulato para a Agência, cujo chefe era um gorducho que pertencia à máfia italiana. Recebera sua primeira arma do mafioso, para assassinar um concorrente deste. Depois de matar o alvo, no outro dia descobriu, através dos telejornais, que ele era, na verdade, um delegado de Polícia que estava investigando os crimes da Agência no Recife. Revoltou-se contra a Agência e jurou denunciar seus membros à Polícia Federal. A loira o demoveu da ideia. Pediu para fugirem juntos para algum lu- gar distante dali. No entanto, logo na primeira noite de fuga, ela aproveitou-se de que ele dormia após fazerem sexo e ati- rou duas vezes contra seu peito. Por sorte, por estar chorando e nervosa, ela errou o alvo. Só uma das balas lhe pegou de raspão. O mulato a acertou com dois murros no estômago e ela desmaiou. Ele, porém, não teve coragem de mata-la. Fu- giu, deixando-a sangrando pela boca e pela vagina. Só de- pois, descobriu que ela estava grávida do chefão mafioso e perdera o bebê. O cara era casado, mas tinha várias amantes além da loira. Sua esposa nunca conseguiu dar o filho que o gorducho tanto queria. Por causa da morte do feto, o cara passou a perseguir o mulato bonito. Naquela noite, ele havia se decidido a não mais fugir. Também, não queria morrer sóbrio. Bêbado, aceitaria me- lhor a sua morte. Aí, aquela morena gostosa chegou perto dele para que acendesse um cigarro. - Não fumo, dona. Mas, se quiser beber, pode se sentar
  • 18. VIUVINHA18 à mesa. - Não gosto muito de cerveja. Prefiro uísque. - Disse ela, se sentando. - Então, peça um ao garçom. Eu pago. Quando um jovem garçom trouxe a dose de uísque e se afastou, o mulato sentiu uma pontada na coxa. A morena disse: - Eu vim te matar. A recompensa oferecida pela Agên- cia por tua vida é muito alta. Estou com um punhal afiadís- simo e uma pistola apontada pra ti, por baixo da mesa. Mas não sou idiota de te matar aqui, em público. Portanto, chame o garçom e reclame que o uísque que ele trouxe é falsificado. Exija que ele me traga uma outra dose. Ele vai te expulsar da- qui. Talvez até te bata. Você toma a minha pistola e atira nele. É aí que eu vou te apunhalar, fingindo defender o garçom. Entendeu? - Okay. Me dê a pistola antes de eu reclamar do uísque. Não pretendo apanhar antes de morrer, tá? Ela lhe entregou uma pequena pistola por debaixo da mesa. No entanto, ao invés dele chamar o garçom, o mula- to apontou a arma para ela. Em seguida, pediu que ela lhe entregasse o punhal. Ela levantou as duas mãos, uma com o punhal, continuando sentada. Com um sorriso de vitória no rosto, ele tomou a lâmina que ela levantou ao se render. Muita gente no bar viu a cena e saiu correndo dali, prevendo a confusão. Ele, acreditando que ela estava desarmada, ficou lhe apontando a pistola e esperando que os fregueses saíssem do bar. Levou uma furada no estômago. Ela tinha outro pu- nhal que saía do bico do sapato que usava. Bastou um pon- tapé por baixo da mesa para acertá-lo em cheio na barriga. Em seguida, desarmou-o do punhal que ele lhe tomara. Acer- tou-o mais duas vezes nos braços, sem se preocupar com a pistola. Ele apertou o gatilho. Não saiu nenhum disparo. Só
  • 19. EHROS TOMASINI 19 então, o mulato percebeu que era uma arma de brinquedo. Jogou-a nela. Ela parou de apunhala-lo para se desviar do objeto arremessado. Levou um murro na testa que lhe proje- tou para trás. Mesmo ferido, o mulato agachou-se perto dela e reco- lheu o punhal. Tirou também seus dois sapatos, alijando-a das lâminas neles. Alguns fregueses que não conseguiram se evadir acreditavam que o cara iria feri-la com o punhal ou atirar nela, sem saberem que a arma era de brinquedo. Ao in- vés disso, ele chamou o garçom. Quando o cara se aproximou temeroso, ele pediu: - Chame uma ambulância para mim e para ela, por fa- vor. - O que foi isso que vimos aqui, senhor? - Ela é minha namorada. E é muito ciumenta. Desco- briu que tenho outra e resolveu me dar uma lição. - Mentiu ele - Mas nós nos amamos. Tudo ficará bem... Uma voz interrompeu as lembranças do mulato. Era a morena imunda que havia voltado. Repetiu para ele: - Pode me acender o cigarro? Desisti de voltar ao traba- lho, por hoje. Vamos para a tua casa? Ele comprou uma caixa de cervejas geladas e levaram para o apê. O mulato deitou-se totalmente despido na cama e ficou esperando que ela se banhasse. Mas a morena demorou muito a tirar a sujeira do corpo. Quando voltou para perto dele, descobriu que dormira. Ficou frustrada. Mesmo assim, subiu na cama e manuseou o enorme cacete do cara. O pau ficou rijo quase no mesmo instante. Ela o chupou com leveza, para não acordá-lo. De vez em quando ele gemia ou se movia, mas não abria os olhos. Ela continuou a chupada. Também passou a masturba-lo suavemente, enquanto tinha seu cara- lho na boca. Sentiu o membro inchar. Apressou a chupada
  • 20. VIUVINHA20 e a punheta. O mulato gemeu mais alto. Quando ele abriu os olhos surpreso, não conseguiu conter a ejaculação. Gozou bem muito na boca dela. FIM DA SEGUNDA PARTE
  • 21. EHROS TOMASINI 21 Ela fumava, deitada na cama. Parecia pensativa. O mulato também fumava, olhando para ela. A morena perguntou: - O que foi? - Acho você muito bonita. - Obrigada. - Posso te fazer uma pergunta? - Claro. - Esta deve ter sido a quinta ou sexta vez que transa- mos. No entanto, você me faz gozar e nunca permite que eu te devolva o carinho. Por quê? - Quer mesmo saber? - Sim, claro. - Eu sou aidética. Descobri isso há alguns meses. Nun- ca se perguntou o porquê de eu sempre me meter em encren- cas? - Sim, mas você sempre fugiu das minhas perguntas. Por que está me dizendo que é aidética agora? - Você não poderia fazer nada por mim.
  • 22. VIUVINHA22 - Poderia, sim. Te pagaria um tratamento mais eficaz, sei lá... - Não gosto que tenham pena de mim. Eu mesma pago meu tratamento. Entrei nessa nova investigação porque a grana é alta. Será meu último trabalho. Depois, passarei o resto dos meus dias viajando, conhecendo o mundo. - Eu sinto muito, Marisa. Nem de longe eu desconfiava. Mas gostaria de fazer algo por ti. - Você já fez. Obrigada. - O que eu fiz? - Nada. E esse papo já está ficando chato. Vou-me em- bora. - Okay. Não vou insistir para que você fique pois sei que seria inútil. Mas um dia gostaria de saber o que te levou a entrar nessa vida perigosa. - Não. Você não gostaria. - Disse ela, jogando o toco de cigarro fora e se levantando nua da cama. A morena foi ao banheiro e tomou um demorado ba- nho. Gritou de lá: - Amanhã, vou tirar o dia de folga. Você deveria fazer isso, também. - Seria suspeito nós dois desaparecermos das ruas ao mesmo tempo. Tire sua folga. Eu continuo de olho nos men- digos. Depois que ela saiu, ele deu um tempo fumando mais um cigarro. Continuou recordando como a conheceu. Quando a morena acordou, ele estava sentado numa cadeira ao lado da sua cama. Ela percebeu suas ataduras no braço e na barriga. Depois viu que ela mesma recebia uma bolsa de sangue nas veias. Perguntou para ele: - Por que me socorreu? Eu tentei te matar. - É, mas eu simpatizei contigo. Não parece uma assas-
  • 23. EHROS TOMASINI 23 sina a soldo. Foi atrás de mim por estar precisando de grana? - E se foi por isso? - Quanto te ofereceram pela minha morte? - Isso não te interessa. - Claro que sim! Ademais, posso cobrir a oferta. Pago- -te em dobro se me ajudar a acabar com a vida do mafioso que anda querendo me foder. Ela esteve um tempo calada, antes de dizer: - Feito. Mas nada de mata-lo. Daremos uma lição a ele que o faça desistir de te pegar. Eu já tenho um plano. Só falto amadurecer a ideia. A ideia era simples: depois que saíssem do hospital, ela telefonaria para o chefão da máfia italiana que agia no Recife dizendo ter pego o mulato. A morena sabia que o cara gor- do iria querer matar pessoalmente o sujeito. Com certeza, o mafioso levaria os seus capangas para a armadilha armada por ela que intencionava matar todos. Enquanto isso, para dar-lhe vantagem, o mulato, agora seu aliado, faria a esposa do cara de refém. Mais uma vez as lembranças do mulato foram inter- rompidas. Alguém batia à sua porta. Ele nem se vestiu: cor- reu até onde estava pendurada sua pistola e foi até a porta. Visualizou, através do olho-mágico, um rosto conhecido. Nu, abriu a porta de arma na mão. O visitante se espantou mais com o tamanho do seu caralho do que com a arma que lhe era apontada. O mulato perguntou: - Como me encontrou? - A agência sempre soube do teu endereço. Estou pre- cisando da tua ajuda. - Para quê? - Estou com meu amigo aí no carro, o que você mas- sacrou. Nem a Agência, nem minha patroa loira quer cuidar
  • 24. VIUVINHA24 dele. Não posso leva-lo para um hospital comum, pois seria pego pela Polícia, e não tenho grana para pagar-lhes um tra- tamento particular... - E o que quer que eu faça? - Primeiro, feche a porta. Segundo, vá vestir-se pois eu estou incomodado com esse cacete enorme à vista. Por últi- mo, que pague um tratamento para meu amigo. - Puta que o pariu! O cara tentou me foder. Aí, você quer que eu gaste com ele? - Irritou-se o mulato, puxando o cara para dentro do apê e fechando a porta. - Por favor. Ele é meio bronco, mas é o meu melhor amigo. - Não parece. Você deixou que eu o massacrasse sem intervir. - Eu errei. Pensei que ele te venceria fácil. E eu sou leal. Não seria justo lutar contigo quando ele já fazia isso. Seria- mos dois contra um. - Pois eu teria ajudado um amigo, se este estivesse em apuros. Mas de quanto você precisa para leva-lo a uma clíni- ca particular? Pouco depois, o mulato assinava um cheque para o la- caio da loira. O sujeito agradeceu. Afirmou que poderia con- tar consigo, se fosse preciso. - Me ajudaria, mesmo ficando contra a Agência? - Depende do tipo de ajuda que precisasse. Eu não fi- caria contra a Agência por hipótese nenhuma. Não quero morrer. - Quem te deu meu endereço? O cara de paletó negro demorou a responder: - Dona Giselda. Ela me disse que o marido jamais pa- garia um tratamento para um cara que falhasse numa missão tão simples. Mas pediu que eu te procurasse. - Pensei que ela tivesse ódio de mim.
  • 25. EHROS TOMASINI 25 - Eu sei que você a manteve refém, há alguns anos atrás. Ela também te mandou um recado: quer que você volte a tra- balhar para a Agência. - Sem chances. - Fale, ao menos, com ela. - O gorducho não deixaria que eu me aproximasse dela novamente. - Eu posso arranjar um encontro entre vocês. - Peraí, cara... qual o teu interesse nisso? Mais uma vez o cara demorou a responder: - Ela me pediu que eu te dissesse isso: corre um zum- -zum-zum que o marido está muito doente. Na verdade, nunca mais o vimos. Ela pode ter planos pra tu, cara. - Não me interessa mais trabalhar para a Agência, repi- to. Mas posso ouvir a proposta que ela quer me fazer. Marque com ela. Eu irei. Mas se for alguma armadilha, você e ela vão me pagar caro. - Ela está no carro. Tinha certeza de que você iria topar o encontro. Posso pedir para que venha até aqui? Pouco depois, o cara de preto e óculos escuros volta- va ao apartamento com uma mulher. Dona Giselda era uma coroa bonita e gostosona, de pele clara. Vestia-se muito bem, sem parecer uma perua. Ela disse ao lacaio do marido: - Vá levar seu amigo à clínica. Quero falar a sós com ele. - Mas senhora... Não acho que devo. Não posso deixa- -la sozinha com ele. - Isso é uma ordem. Na ausência do meu marido, man- do eu. Depois, te ligo para que você venha me buscar aqui. - Sim, senhora. Quando o sujeito saiu, a mulher olhou fixamente para o mulato. Inesperadamente, aproximou-se dele e lhe deu um
  • 26. VIUVINHA26 longo beijo na boca. O mulato não reagiu, de tão espantado que estava. Quando ela descolou, ele perguntou: - O que significa isso? Ela recuperou o fôlego antes de dizer: - Desde que me manteve tua refém que eu pensei em fazer isso. Ninguém nunca enfrentou o meu marido. Depois daquele dia, por várias vezes ele tentou se vingar de você, mas eu o demovi da ideia. Queria te preservar para ser meu sócio. - Sócio em quê? - Posso me sentar? - Oh, claro. Perdão pela minha falta de educação. Depois de se sentar graciosamente, a coroa disse: - Meu marido está morrendo. Preciso de alguém forte perto de mim senão perderei o domínio da Agência para os rivais dele. Quero fazer um acordo contigo: você mata meu marido e fingimos ser amantes. A máfia italiana te respeita. Sabendo que você assumiu a Agência, não irão mexer conti- go. - Acabei de dizer pro teu lacaio que a Agência não me interessa. - E eu, não te interesso? - Não duvide que sim. Mas o preço a pagar para estar contigo é muito alto. Mesmo que a máfia me respeite, a Polí- cia irá investigar. Lembre-se que matei um delegado. - Meu marido já molhou a mão de alguns policiais cor- ruptos, inclusive da polícia federal. Não irão te incomodar. - Com a morte do teu marido, as coisas mudarão. Vão querer fazer novos acordos. Podem fazer chantagens. Se não cedermos, podem levar as investigações adiante. - Você pensa em tudo. É o substituto perfeito para o meu marido. Não vai querer avaliar a mercadoria? Pouco depois, ela tinha o enorme caralho dele na boca.
  • 27. EHROS TOMASINI 27 Estavam disposto num sessenta e nove e ele se posicionou por cima. Ela chupava o seu pênis com gula enquanto ele lambia a sua xoxota. Quando percebeu que a coroa estava doida por rola, o mulato, ao invés de ceder-lhe, enfiou um dedo no cuzinho dela. Ela foi à loucura e explodiu em gozo na sua boca. Ele não parou de mexer o dedo dentro do anel dela. Enfiou mais um dedo, depois outro no ânus da bran- quela. Ela chorava: - Ai, gostoso. Que foda da porra. Vou morrer de tanto gozar. Fode minha tabaca, agora... Ele saiu de cima dela e a virou de costas para si. Quan- do ela percebeu as suas intenções, gemeu: - Não. Por aí, não. Não sou acostumada. Sempre neguei isso ao meu marido... - Mas eu vou querer o anal todas as vezes que foder- mos. Senão, não haverá acordo. É pegar ou largar. - Ai, estou gozando antes mesmo de você meter no meu cuzinho. Então, eu pego! Eu pego! Mas vá com calma... Ele não teve calma. Apenas salivou a pica e parafusou o trambolho no cu dela. Ela gritou de dor. Ele nem ligou. Na verdade, queria que ela desistisse de ficar consigo. No entan- to, ela movimentou o corpo e dobrou as pernas. Empinou mais a bunda formosa, ficando na posição galetinho. Com as duas mãos, arreganhou as próprias nádegas. A coroa estava gostando! O mulato não mais pensou em lhe infringir dor. Apon- tou novamente a glande e foi enfiando devagar. Ela gemeu arrastado e ele podia jurar que sentiu as pregas dela se rom- pendo. Ela levou a mão à racha e começou a se masturbar enquanto tomava no cu. Gozou mais de uma vez, lançando esperma na cama. Ele apressou as fincadas. Ela se mijou toda, gritando alto:
  • 28. VIUVINHA28 - Ahhhhhhhhhhhhh, caralho... Me fode toda... Arrom- ba meu rabo, vai... Eu... Adoreeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiii... FIM DA TERCEIRA PARTE
  • 29. EHROS TOMASINI 29 Viuvinha - Parte 04 A coroa Giselda estava se vestindo quando perguntou: - E então, temos um acordo? - Tenho que falar com a minha parceira, primeiro. Es- tamos no meio de uma investigação. - Ainda está com a morena Marisa? É ela a tua parceira? - Sim, por quê? - Nada. Achei que não estavam mais juntos. Ela te falou que tem AIDS? - Você já sabia disso? - Sim. Sabia. Mas achei que ela já era rica o bastante para querer estar nessa vida perigosa. - Rica? Como assim? - Ela nunca te contou? - Contar o quê? - Nada não. Se ela não te contou, não sou eu que irei dizer alguma coisa. A menos que você aceite o que te propus.
  • 30. VIUVINHA30 - Eu posso perguntar pra ela do que você está falando. Ou perguntar à Bárbara. Ela também quer me contratar para matar o noivo. - Viuvinha quer te contratar? Para matar o noivo? Não caia na onda daquela catraia. - Por que não? - Você sabe por que a chamam de Viúva? - Tenho um palpite. Mas nunca procurei saber com certeza. - Meu marido a usava para sexo e para ganhar a con- fiança de homens casados. Ela tem um corpo irresistível e um charme especial. Logo, os homens ficavam loucos por aquela puta. Ela fazia eles deixarem as esposas para se casarem com ela. Meu marido os matava e ela recebia uma enorme quantia em dinheiro do seguro que eles faziam em nome dela. - Ouvi histórias a esse respeito. - Ela já estava podre de rica quando se apaixonou por ti, um pobretão. Meu marido quis afasta-la de você, mas ela disse que te amava. Meu esposo pediu que ela fizesse um úl- timo trabalho: seduzir o delegado de Polícia. Ele ficou doido por ela, mas foi quando descobriu que tinha AIDS. Por sorte, ela não havia tido relações sexuais com ele. O delegado já sa- bia que estava doente e evitou isso. Ele sabia que iria morrer logo. Então, aceitou o seguro que meu marido lhe ofereceu. O sujeito não tinha coragem de dizer à esposa que tinha AIDS mas queria deixar uma grana preta para ela, quando morres- se. - Como a Viúva entra nessa história? - O delegado não queria definhar até a morte. E, para a esposa ganhar o seguro, ele tinha que morrer de morte ma- tada, entende? - Ainda não. - Entende, sim. A Viúva ficou encarregada de mata-lo. Mas não teve coragem. Te contratou. Pagou um terço do que ia ganhar para você fazer o serviço que cabia a ela. Ficou com
  • 31. EHROS TOMASINI 31 a maior parte da grana oferecida por meu marido. Aí, você fez a merda de dizer que iria denunciar tudo à Polícia. Meu marido a culpou de te ter trazido para a Agência. Ela quis sair. Ele não deixou. Foi quando eu descobri que ela estava grávida do meu marido. E que você havia matado a criança com socos na barriga dela. - Disso, eu já sei. O que aconteceu depois? - Meu marido quis te matar usando a desculpa de você ter ameaçado alcaguetar a Agência. Mas o verdadeiro motivo era que ele queria aquele filho dela e você a fez abortar. - Tem lógica no que você me diz. Mas por quê eu não posso confiar nela? A coroa esteve calada por alguns segundos. Depois, continuou: - Para afasta-la do meu marido, exigi que ela se casasse com um sobrinho meu. Senão, eu a mataria. Meu sobrinho é boiola, não gosta nem um pouco de mulher. Foi a minha forma de castiga-la. Ele, no entanto, ficou noivo de Bárbara só porque eu pedi. Ele me devia um favor. Ela não tolerava ele. Botou-lhe um monte de chifres, já que ele não fodia com ela. Aí, aquela puta engravidou. Desconfiamos que pagou a quatro caras para estuprá-la, querendo esconder a paterni- dade do bebê. Meu sobrinho sabe que o filho não é dele. Ela, no entanto, afirma que sim. Aí, meu sobrinho pediu que eu a matasse. Ela soube dessa ordem e quer mata-lo antes, já que não consegue chegar até mim. Você consegue entender? - Sim, claro. Mas não acredito no que está me dizendo. Ela esteve um tempo paralítica, porra. - Coisa nenhuma! Ela está investindo numa parceria com uma indústria de fabricação de cadeiras de rodas super- modernas. Ela fingiu estar paraplégica para testar o produ- to mais abertamente. Investigue e verá que eu tenho razão. - Disse ela, terminando de se vestir.
  • 32. VIUVINHA32 A coroa retocava o batom diante do espelho. Quando terminou, disse para o mulato: - Vou ligar para Rogério para ele vir me buscar. Pense no que eu te disse. Continuo quererndo você ao meu lado, mesmo que não sejamos amantes. Mas teremos que fingir isso, ok? - Qual a função de Rogério junto à Viuvinha? - Vigia-la pra mim. Se ela chegar perto do meu sobri- nho, pedi que ele a matasse. Não esperava que ela te pedisse ajuda. - Se sabe que ela é tão nociva, por que a mantém viva? - Eu ia usa-la para matar meu marido. Mas ela parece gostar mesmo dele. Então, vou usa-la como bode expiatório. Você mata meu esposo e eu juro de pés juntos para a Polícia que foi ela. - Disse a coroa, fazendo uma ligação. Pouco de- pois, Rogério aparecia na porta. Ela se despediu do mulato com um aperto de mão e pediu que o cara de paletó preto a levasse embora. Quando ela saiu, deixou o mulato pensativo. Tudo o que ela dizia tinha lógica. Mas a história do delegado o tinha deixado encucado. Pensou em ligar para Marisa, para falar sobre isso, mas tinha certeza de que ela havia desligado o ce- lular por estar de folga. Resolveu-se a tirar uma folga tam- bém. Por isso, saiu de casa sem colocar o disfarce de mendi- go. Já estava anoitecendo e ele pensou em ir a alguma boate. Conhecia uma em Boa Viagem que costumava frequentar quando não estava em alguma investigação. Pegou um táxi para ir para lá. Como era muito cedo, a boate estava quase vazia. Uma morena muito bonita, que bebia sozinha, lhe cha- mou a atenção. Ela estava sentada ao balcão. Ele sentou-se ao seu lado. Perguntou: - Posso te pagar um drink? Ela o olhou sem nenhum interesse. Disse com frieza
  • 33. EHROS TOMASINI 33 na voz: - Estou esperando alguém. Gostaria que me deixasse em paz. - Oh, desculpe. Não quis incomodar. Uma mulher tão bonita deve mesmo já estar acompanhada. O barman que ouvia a conversa, perguntou: - Posso te ajudar, cavalheiro? Vai beber alguma coisa? - Vou, sim. Por favor, me dê uma dose do que ela está bebendo, só que com suco de laranja. - Refere-se ao Campari, senhor? - Sim. Mas vou levar para aquela mesa. Quando recebeu a dose, ele deixou uma nota de vinte reais sobre o balcão. Disse ao cara: - Fique com o troco. O mulato foi se sentar à mesa, sem dar mais atenção à bela morena. Ficou bebericando sua dose como se estivesse alheio ao ambiente. Tanto que nem percebeu quando uma morena se sentou frente a ele. Ela perguntou: - Pode me acender um cigarro? Só então o mulato viu tratar-se de Marisa. A sua as- sistente estava muito bonita e elegante. Quase irreconhecível com uma peruca ruiva. Ele perguntou: - O que está fazendo aqui? - Curtindo minha folga, claro. Costumo vir aqui de vez em quando. Foi aqui que conheci meu ex marido. - Você nunca me falou dele. Onde ele está? - Morreu de AIDS. - Porra, sinto muito. - Não sinta. Estou muito bem sem ele. Ele me traía. - Quer me falar sobre isso? - Não vale a pena. Mudando de pau pra cacete, vi que
  • 34. VIUVINHA34 ficou interessado na morena do balcão. - Ela está esperando alguém. - Eu a conheço. Quer que eu te apresente? - Ela é comprometida. Não gosto de me meter com mulher que já tem dono. - Okay, baby. Mas te garanto que iria gostar de conhe- ce-la. - Por que a insistência? - Ela tem um irmão mendigo. O cara desapareceu faz uns dois meses. Venho seguindo-a, já há algum tempo, para o caso de ela o reencontrar por aí. - Pensei que estivesse de folga. - Estou. Encontrei-a aqui por acaso. - Quando foi a última vez que conversou com ela? - Ontem, depois que você me incumbiu de encontrar os caras que estupraram a galega. Por coincidência, ela é irmã de um deles. - Uau, você é rápida e eficiente. Não me canso de te admirar. - Obrigada, amor. Quer conversar com ela? Talvez ela desembuche contigo onde está o irmão. Não quis me dizer de jeito nenhum. Nisso, um cara entrou na boate e se dirigiu diretamente ao balcão. Beijou a morena nos lábios. O mulato o reconhe- ceu: tratava-se de Rogério, o cara de paletó preto que ele ti- nha pago um tratamento clínico pro amigo. O sujeito estava vestido com roupas esportivas mas mantinha os óculos escu- ros no rosto. O mulato disse para a parceira: - Aquele é um lacaio da Agência. Está vigiando a Bár- bara. Muito suspeito ele conhecer a irmã de um dos caras que estuprou a loira. - Não está pensando que... - Estou, sim -, admitiu o mulato - ele deve ser um dos supostos agressores da Viúva.
  • 35. EHROS TOMASINI 35 - Puta merda. Não pensei nisso. Pensei que ele estivesse envolvido com o desaparecimento do irmão dela. - Também pode ser. Fique aqui. Eu vou lá falar com ele. Marisa pegou no braço do mulato. Disse baixinho: - Agora, não. Eles estão discutindo. Acenda meu cigar- ro e eu vou esperar o cara lá fora. Quero segui-lo. Talvez ele me leve aos outros supostos estupradores. - Okay. Mas tenha cuidado. O cara parece perigoso. - Eu também sou. De fato, pouco depois Rogério foi embora, deixando a morena furiosa. Ela olhou em volta, até avistar o mulato na mesa. Levantou-se e caminhou até ele. Perguntou: - Pode me pagar um drink agora? - Achei que estivesse esperando alguém - disse o mula- to, sem querer demonstrar que a viu com um cara. - Ele já se foi. Nós brigamos. Então, fiquei com sede. Gostaria de experimentar o Campari com suco de laranja. Sempre o bebo puro, apenas com gelo. O mulato fez um aceno para o barman. Este mandou um garçom à mesa. Ela pediu a bebida com suco e o cara trouxe em seguida. O detetive perguntou: - Posso saber por que brigaram? - Ele prometeu encontrar meu irmão. Fiz sexo com ele, mesmo sem querer, em troca desse favor. Ele fica me en- rolando, sem me dar notícias, mas continua tendo relações comigo. Cansei. Disse-lhe que só voltaríamos a foder se ele encontrasse meu mano. - Quando foi a última vez que o viu? - Há uns dois meses. Ele ficou desempregado e come- çou a beber muito. Perdeu o controle e bateu na esposa. Ela o expulsou de casa. Foi pior para ele. Entregou-se mais à bebi- da. Certa vez, me procurou dizendo que estava fazendo um
  • 36. VIUVINHA36 tratamento para deixa-lo sóbrio. Desapareceu um dia depois de me dizer isso. - Como você conheceu o cara que saiu daqui quase ain- da agora? - Ele é amigo do meu irmão desaparecido e de um ou- tro irmão que tenho que vive se metendo em encrencas. O Rogério está sempre conseguindo biscates para ele, mas des- confio que sejam trabalhos escusos. O mulato demorou um pouco pensativo para dizer: - Eu sou detetive. Posso te ajudar a encontrar teu irmão. Ela olhou espantada para ele. Depois, baixou a cabeça. Disse: - Eu... não posso pagar por teu trabalho. Sou uma sim- ples assalariada. - Não precisa me pagar. Só quero que me dê umas in- formações. Inclusive, sobre o teu namorado e teu irmão en- crenqueiro. - Por quê? Vai querer prendê-los? - Não. Eles podem me levar a teu irmão desaparecido. - E não vai me cobrar nada para achar meu irmão? - Por que a pergunta? - Todos me cobram sexo para fazer algo para mim. Você seria o primeiro, se não me cobrasse. - Não te cobrarei. Não se preocupe. Ela esteve de cabeça baixa antes de dizer: - Fiquei frustrada. Achei que me queria. - Você é muito bonita e muito formosa. Mas tenho in- teresse, realmente, em achar teu irmão. Depois que encon- trar-lhe, se ainda estiver disposta, poderemos ter sexo. Ela o beijou na boca. Seus lábios eram doces e macios. O beijo foi suave, mas o deixou de pau duro. Ele disse:
  • 37. EHROS TOMASINI 37 - Se continuar me beijando assim, iremos antes do pre- visto pra cama. Foram. A boate tinha quartos de aluguel. Se instalaram num deles. Quando ela tirou a roupa, revelou um corpão. Ele também lhe revelou o enorme cacete. Ela gostou do que viu. Acariciou o membro dele antes de beija-lo novamente na boca. O mulato também já estava totalmente nu. Quando ela encostou o corpo no seu, a glande roçou a racha dela. A mo- rena tinha a vulva molhada. Ele nem precisou apontar a rola. A glande encontrou sozinha a entrada da buceta dela. Em pé, ele a penetrou pela primeira vez. Ela mordeu seus lábios quando sentiu dor. Ele empurrou mais o cacete. Ela levantou uma das pernas e dobrou-a, facilitando a penetração. Quan- do o caralho entrou por inteiro, ela sussurrou ao seu ouvido: - Ahhhhhhhhhhhh, estou sentindo ele no meu ventre. Eu não tenho mais útero, notou? - Sim. Assim fica melhor de engolir minha peia toda mais profundo. - Não goze ainda. Vou quere-la no meu cuzinho. Gos- ta? - Adoro. Quer que eu o foda agora? - Agora, não. Quero dar de comer à minha xaninha, primeiro... - Encoste na parede de costas para mim... Eu continuo te fodendo a xana mas num faz-de-conta... Ela virou-se imediatamente. Espalmou as mãos na pa- rede. Quando o mulato roçou a glande na racha encharcada, o seu celular tocou. FIM DA QUARTA PARTE
  • 38. VIUVINHA38 Viuvinha - Parte 05 Omulato não ia atender à ligação. A morena também não queria que ele parasse a foda. Ele terminou de gozar na buceta dela, antes de pegar o celular. Viu que era o número da sua parceira. Atendeu: - Oi, Marisa. O que manda? - Eu... caí. Fui... emboscada. Me perdoa... - Onde você está? - Duas... esquinas... perto da boate... - Chego já aí. Quando ele chegou ao local indicado, ela se esvaía em sangue. Ele chamou uma ambulância por telefone. Só então, correu para perto da morena. Perguntou: - O que aconteceu? - O mendigo... emboscada. O guarda-costas de... Bár- bara viu... mas... não me socorreu...
  • 39. EHROS TOMASINI 39 - Filho de uma puta. Depois, me acerto com ele. No momento, devo cuidar de ti. Já chamei uma ambulância. - Ambulância... não. Hospital... não... - Está bem. Te levo pra minha casa e depois chamo um médico particular. - Minha... irmã é... médica. Chame... ela. O mulato procurou o primeiro carro estacionado per- to. Quebrou sua janela com a coronha da pistola. Entrou no veículo e fez ligação direta. Carregou a morena nos braços e a deitou no banco de trás. Deu partida no carro. Ela havia desmaiado antes de dar o telefone da irmã. Quando chegou em seu apartamento, o cara a colocou na cama. Só então, pro- curou nos bolsos dela. Achou o celular. Catou o número de telefone da irmã dela. Por sorte, ela o tinha gravado como Marisa-irmã. Ele fez a ligação do próprio telefone da parcei- ra. A irmã atendeu depressa: - Oi, mana. Resolveu dar o ar da graça? O mulato explicou rapidamente o que estava aconte- cendo. Ela disse que estava de plantão, mas que ia cuidar da irmã. Pouco depois, ela chegou aflita na residência do cara. Perguntou, assim que ele abriu a porta: - Como ela está? - Mal. Mas acho que vai sobreviver. - Em que vocês estão metidos agora? - Mendigos estão desaparecendo das ruas. Acredita- mos que estejam sendo raptados. Um deles a esfaqueou. O problema é que ela me disse ter AIDS. Temo que isso agrave seu estado de saúde. - AIDS? Que história é essa? - Também fiquei sabendo ontem. Você não sabia que o marido dela morreu com o HIV? - Sim. Mas ela me procurou para fazer uns testes, logo após a morte dele. Porém, os exames não detectaram o vírus.
  • 40. VIUVINHA40 - Ela pode ter escondido isso de ti, depois de novos tes- tes. Mas ainda preciso investigar essa história direitinho. Vai precisar de mim para cuidar dela? - Onde você vai? - Pegar quem fez isso com a Marisa. Ele não vai escapar. - Vai mata-lo? Soube que você é um assassino. - Vou trazê-lo para cá. Se Marisa morrer, ele também morre. - Espere. Você sabe onde minha irmã mora? - Ela nunca quis me dizer. Eu respeitei sua vontade. - Tome a chave que ela me deu. Te dou o endereço. Pe- gue algumas roupas dela e traga para cá. As que ela veste es- tão muito sujas de sangue. - Acha que ela sobrevive? - Não deixarei minha irmã morrer. Pouco depois, o mulato voltava ao local do atentado. Mesmo as ruas sendo mal iluminadas, ele viu uma câmera bem próximo onde encontrou a morena caída. Pertencia a um condomínio de luxo. Ainda estava com o carro que fur- tara para socorrer Marisa. Também tinha as roupas sujas do sangue dela. Tirou a camisa e deixou-a sobre o assento do ve- ículo. Depois, se encaminhou para o prédio grã fino. O por- teiro, quando o viu nu da cintura para cima com uma pistola na cintura, apertou um botão que havia embaixo do balcão. O mulato disse: - Acabei de socorrer uma amiga que foi esfaqueada perto daqui. Vi que o condomínio tem câmeras viradas para a rua. Quero assistir ao vídeo. Depois, te deixo em paz. O cara olhou bem para ele. Não estava com medo. Dis- se: - Eu te vi socorrendo a moça. Mas não te reconheci logo assim sem camisa. Já chamei a segurança. Dê-me sua arma e deixo que veja a gravação.
  • 41. EHROS TOMASINI 41 O mulato esteve indeciso. Depois, retirou a arma da cintura e a deu para o cara. O porteiro, imediatamente, a apontou para ele. O mulato não se alterou. Virou um note- book que estava sobre o balcão de frente para si e manuseou o aparelho. Logo, encontrou as imagens de duas câmeras de rua. Voltou um pouco o vídeo até ver o ataque do mendi- go à parceira. O sujeito a tinha pego de surpresa, por trás, enquanto ela seguia o guarda-costas de Bárbara. Logo após esfaquear a morena, o mendigo fez sinal com o dedo polegar em riste. Um furgão parou perto dele. O pedinte entrou nele. Em seguida, o furgão parou mais na frente, para Rogério en- trar. O mulato congelou o vídeo. Perguntou: - Tem uma caneta, para eu anotar a placa? - PARADO!!! - Gritaram três seguranças de arma em punho. O mulato não lhes deu atenção. Apenas falou: - Passe-me a caneta e um pedaço de papel e eu te deixo em paz. - Eu tenho a arma apontada para você. Vamos chamar a Polícia. Bote as mãos para cima, depressa! - Disse o cara diante dele. - Essa arma está descarregada. Tirei as balas dela antes de vir para cá. O porteiro fez um movimento rápido. Devia ter sido do Exército pois, num instante, examinou a arma. Conferiu que ela não tinha mesmo munição. Gritou para os outros: - Ele está limpo. Podem baixar as armas. Dito isso, o cara abriu uma gaveta e tirou de lá um bloco de anotações com uma caneta. Entregou-os ao mula- to. Este agradeceu. Anotou o número da placa do furgão e guardou no bolso da calça. Os outros seguranças, no entanto, não baixaram as armas. Se aproximaram do cara, os três ao mesmo tempo, e um deles lhe encostou um revólver na fron-
  • 42. VIUVINHA42 te. Levou um murro que o fez ser projetado longe. O mulato disse com raiva: - Estou com pressa. Se insistirem nessa palhaçada, pa- garão caro, ouviram? O porteiro voltou a dizer, entregando a arma vazia para ele: - O cara é limpeza, gente. Socorreu a mulher que foi esfaqueada... - Mas terá que esperar a Polícia chegar - insistiu um dos seguranças. O que estava no chão não se levantou mais. Estava desmaiado. Num movimento rápido, o mulato retirou o pente va- zio da pistola, deixando-o cair no chão. Já tinha outro pente cheio na mão, retirado do bolso da calça sem que ninguém ti- vesse visto. Aproveitou-se da surpresa dos vigilantes e atirou duas vezes. Acertou ambos no ombro da mão armada. Em seguida, apontou a pistola para o porteiro. Disse: - Agradeço a sua ajuda, mas não posso perder mais tempo. Mande esses três para alguma clínica particular. Eu virei aqui amanhã e pagarei o tratamento deles. Mas agora tenho que ir embora. O cara saiu sem olhar para trás. Nem pegou de volta o pente de balas que tinha deixado cair no chão. Nele, tinha gravado o seu nome: Percival Mathias. O recepcionista do prédio apanhou o objeto e leu o que estava escrito. Sorriu. Não havia reconhecido o cara, mas servira ao Exército com ele. O mulato chegara a tenente mas se entregara à cachaça e foi expulso das Forças Armadas. Por seu hábito de beber cana pura, foi apelidado de Bafo de Onça. Percival entrou no carro furtado e se dirigiu ao endere- ço dado pela irmã de Marisa. Sabia que ela possuía computa-
  • 43. EHROS TOMASINI 43 dor em casa. Também devia ter Internet. Pesquisaria lá para achar a quem pertencia o furgão. Aproveitaria para pegar umas roupas para a parceira. Marisa morava num apartamento modesto mas muito bem mobiliado. A primeira coisa que ele viu na parede da sala foi uma foto das duas irmãs juntas. Ambas estavam des- contraídas e ele achou a médica mais bonita que sua parceira. Numa outra foto que estava sobre um móvel, ele viu a irmã de Marisa de biquini. A doutora tinha um corpo perfeito. Mas a terceira fotografia que encontrou foi a que mais lhe chamou a atenção: nela, a parceira estava abraçada a um cara. Um cara que ele conheceu. Um cara que ele havia matado anos antes. Por causa dessa imagem, Percival, então, ficou sabendo que a morena era esposa do delegado que ele havia assassinado. Num dos quartos da modesta residência, ele encontrou uma verdadeira parafernália eletrônica: computadores de úl- tima geração, seis monitores grandes de TV onde se podia ver imagens de câmeras espalhadas por toda a cidade, além de um arsenal em armas. Percival estava estupefato. Havia até um site aberto onde se podia pesquisar placas do Detran. Mas não era um site autorizado. Percebia-se que este havia sido construído por hackers. Ele concentrou sua busca pelo número da placa do furgão. Aí, teve a sua quinta surpresa da noite, ali naquela residência: o carro estava em nome da loira Bárbara Sampaio. Mas havia sido dada uma queixa de seu roubo cerca de dois meses atrás. Não foi difícil para o mulato adivinhar quem era o motorista que recolheu o mendigo cri- minoso e o guarda-costas da Viuvinha. Cerca de uma hora e meia depois, ele estava de volta ao seu próprio apê com as roupas da parceira. Encontrou a mé- dica adormecida ao lado da cama, perto da irmã, vestida só
  • 44. VIUVINHA44 de sutiã e calcinha. Marisa dormia tranquila. Ele procurou na área de serviço e encontrou as roupas da médica manchadas de sangue. Colocou-as na máquina de lavar. Esperou o tempo necessário para retirá-las do tanque e estendê-las para secar. Quando voltou ao quarto, a médica havia acordado com o barulho que a lavadora fez. Ele disse: - Oi, acabei de lavar tuas roupas. Vão demorar a secar. Algum problema, se ficar esse tempo semidespida? - Para mim, não. Costumo ficar totalmente nua, quan- do estou em casa. Mas lá, não tenho plateia. Você não vai me tarar, vai? - Só se você assim o desejar. Ela sorriu. Depois, revelou: - Minha irmã certa vez me disse que você tem um ca- ralho enorme. Eu ainda sou virgem, apesar dos meus trinta e cinco anos de idade. Minha profissão não me deixa tempo para namorar. Por isso, tenho inveja de Marisa, que tem al- guém ao seu lado, apesar de não concordar com a vida que vocês levam. - Ela quer parar. Este seria seu último trabalho. - Que bom. Trouxe as roupas dela? - Sim, estão numa sacola na sala. - Ótimo. As vestes dela cabem em mim, também. Usa- mos o mesmo número. Vou pegá-las. - Deixe que eu as trago aqui. Se bem que eu te preferia nua. Ela sorriu. Quando ele voltou com a sacola, ela estava totalmente despida. Perguntou: - Assim está melhor? - Oh, claro. Mas é bem capaz de eu não conseguir cum- prir minha promessa de me comportar diante de ti. - Venha cá. Você merece ser meu dono, por salvar a vida de minha irmã. Mas não quero que ela saiba que tivemos
  • 45. EHROS TOMASINI 45 um caso. Ela já me disse certa vez que gosta de ti. Não quero deixá-la chateada. Com raiva, ela sempre foi perigosa. - Tem medo dela? - Não. Mas também não quero contraria-la. É a única irmã que eu tenho. Não quero que fique zangada comigo. No entanto, sempre quis saber como era uma foda. Mostra pra mim? - Está disposta a perder a virgindade comigo? - Mmmmm... não. Mas podemos transar sem que eu perca meu cabacinho, não? - Sim. Mas sexo completo é mais gostoso. - Ainda não estou preparada para perder meu hímen. Mas sinto saudades de uma boa chupada. Eu e Marisa costu- mávamos transar uma com a outra, quando adolescentes. Eu adorava quando ela me lambia a xoxotinha... - Posso fazer isso, também. Mas não tenho outra cama. Vamos para o sofá da sala? - Vamos, antes que ela desperte da anestesia geral que lhe dei. O sofá era amplo e a médica deitou-se nele. Tinha a vulva muito peluda, como se nunca houvesse se depilado. Ele afastou os pelos e aproximou o rosto da racha. Quando lhe abriu os grandes e pequenos lábios vaginais, confirmou que ela tinha ainda o hímem intacto. Lambeu-lhe a fenda. Ela pareceu ter recebido um choque elétrico. Ele continuou lambendo. Com pouco tempo, a médica estava encharcada. No início, ela se afastava toda vez que ele encostava a boca ali. Tinha muita sensibilidade naquela região. Depois, acostumou-se ao seu toque. Gemia: - Aiiiiiiii, que gostoso. Nem me lembrava mais como era tão bom. Chupa meu grelinho com força, como minha mana costumava fazer...
  • 46. VIUVINHA46 Era uma chupada seguida de uma gozada. Ela esguiça- va gozo na cara dele. Dez minutos minutos depois, a médica estava destruída. Aí, gemeu para ele: - Uhmmmmmmmm... Deixa eu recuperar o fôlego que também quero te chupar... Ele levantou-se. Ficou de pé diante dela. Roçou o enor- me cacete em seu rosto. A médica estava toda mole, mas pe- gou seu cacete com ambas as mãos. Ela mesma o roçou nos biquinhos dos seios que estavam duríssimos. Depois, esfre- gou o cacete dele entre os peitos, enquanto tocava com a lín- gua no buraquinho de mijar. Quando ela se recuperou mais da modorra que sentia, manipulou o caralho melhor. Levou- -o à boca e mamou-o com gosto. Pediu que ele não gozasse de vez. Queria tomar seu leitinho aos poucos. No entanto, mais uma vez Percival teve a foda inter- rompida naquela noite. Marisa despertou, chamando pela irmã: - Mana, você está aqui? Acho que sonhei contigo cui- dando de mim... FIM DA QUINTA PARTE
  • 47. EHROS TOMASINI 47 Viuvinha - Parte 06 Percival disse baixinho para a irmã de Marisa: - Entretenha tua mana, enquanto eu visto as roupas. - Melhor que saia. Dê uma volta por aí. Ela não pode saber que está aqui. - Falou ela no mesmo tom. - Okay. O mulato vestiu-se e saiu de casa sem fazer barulho. A médica voltou para o quarto. Já era quase duas da madruga- da. Ele não sabia onde ir àquela hora. Aí, lembrou-se do bar onde tinha saído sem pagar ao garçom. Foi para lá. O local ainda estava aberto, apesar de ter uns poucos retardatários bebendo. O garçom não lhe reconheceu sem barba e cabelos desgrenhados. Serviu ao mulato sem proble- mas. Ele ainda estava de pau duro, pois não tinha gozado com a irmã de Marisa. Olhou em volta e só tinha mulher acompa-
  • 48. VIUVINHA48 nhada. Quando o atendente passou por perto, ele perguntou: - Este bar não é frequentado por mulheres? Estou afim de foder. O cara lhe confidenciou: - A maioria já foi embora. Mas conheço uma que vem sempre aqui quando estamos pra fechar. Dê um tempo que ela logo aparece. Quando a mulher apareceu, cerca de dez minutos de- pois, não despertou o interesse do mulato. Apesar de possuir um corpo desejável, tinha o rosto de uma mulher vulgar. O garçom a apontou discretamente. Ele declinou de convida-la para a mesa. Ela, no entanto, o notou. Levantou-se da mesa onde se sentara e caminhou até ele. Perguntou: - Está sozinho ou espera alguém? - Sozinho. - Posso me sentar um pouco? - À vontade. Mas se deseja um programa, não estou interessado. - É tão evidente assim que faço programas? - Para mim, sim. - Hoje não foi um bom dia para mim. Não descolei nem um puto. Estou sem dinheiro. Paga-me uma cerveja? - Ok. Peça ao garçom. Ela pediu. Quando a bebida veio, ela perguntou: - Não gosta de prostitutas? - Não, não gosto. Detestaria pegar uma venérea. - Eu sou limpinha. Vou ao médico ginecologista uma vez por mês. - Isso é bom. Mas não estou interessado. - Não quer nem uma chupadinha? Sei fazer gostoso. - Não, obrigado. Eu sou casado - Mentiu ele. - Que pena. Gostei de você. Parece ser um cara legal.
  • 49. EHROS TOMASINI 49 Eu te chuparia de graça. Não consigo passar um dia sequer sem mamar num caralho. - Cada um tem seu vício. - Qual é o teu? Ele demorou a responder: - Foder cu. Adoro. Ela olhou para ele espantada. Depois, disse; - Não dou. Tenho hemorroidas e me doem terrivel- mente. Fui estuprada, quando criança, e o cara era um rolu- do. Estraçalhou meu pobre cuzinho. - Entendo. Mas você não sabe o que está perdendo. De- pois do estupro, não deu mais a bunda? - Dei, sim, a um mendigo de rua. O cara tinha grana e me ofereceu duzentos paus para foder meu cuzinho. Como tinha rola pequena e fina, não tive problemas. - Onde conheceu esse mendigo? - Perguntou o mulato, interessado na resposta. - Ele fazia ponto aqui perto. Mas parece que encontrou trabalho, pois nunca mais o vi. - Sabe o nome dele? - Não. Mas sei que é irmão de uma puta que conheci numa boate. Ele me pediu por tudo para eu não dizer a ela que o tinha visto. O cara deve estar metido em encrencas. Mas parece ter dinheiro. Muito dinheiro. - Eu estou à procura desse cara. - Você é policial? - Não. Sou detetive particular. Fui contratado pela irmã dele para encontra-lo. Se me der uma boa dica, te pago uma grana. - Estamos falando de quanto? - Você é quem diz. Ela esteve pensativa. Depois, disse: - Mil paus. E o teu de lambuja para eu chupar hoje.
  • 50. VIUVINHA50 - Sem acordo. Metade disso, sem chupadas. Não estou afim. - Aceito metade, mas com chupada. Estou carente de um caralho na minha boca. Quanto maior, melhor. - Mulher para me chupar tem que me dar o cuzinho. E você não aguentaria meu caralho. É muito grande. - Isso quem decide sou eu. Me mostra? O garçom ia passando perto deles nessa hora. Advertiu: - Você sabe que não toleramos safadezas aqui, Ângela. Leve-o para tua casa. Sei que mora por perto. - Está com ciúmes? - Ela perguntou. - Sem essa. Deixo você permanecer por aqui porque estamos quase fechando. Mas sabe muito bem que o dono detesta putas. - Tá, tá, tá... Vamos lá pra casa, moreno? Fica perto. - Não. Só quando você me conseguir uma boa informa- ção. Antes, não. - Então, não te falo mais nada - disse a mulher, se le- vantando da mesa. O mulato não se alterou. Deixou que ela se fosse. Aí, o garçom se aproximou novamente dele: - Não se interessou pela cadela? - Não gosto desse tipo de animal. Arrisco perder a pica por causa de doenças venéreas. - Entendo. Essa é limpinha. Ninguém nunca reclamou. Ouvi direito que você procura um mendigo? - Sim. A irmã me pediu para acha-lo. O cara está desa- parecido. - Não vai acha-lo mais com vida. - Mesmo? Por quê? - Eu ouvi uma notícia de que um mendigo foi morto e jogado no rio. Pode ser quem você procura. - Onde ouviu isso? - No rádio, quase ainda agora. Deve sair na reportagem de amanhã.
  • 51. EHROS TOMASINI 51 - Onde foi encontrado? - No Rio Capibaribe, perto do Correio Central. Per- gunte ao outro garçom. Ele conhecia o cara. - Chame-o aqui. Se o que ele disser me convencer, vo- cês dois ganham uma grana extra. - Sério? - Sim. Pouco depois, o outro garçom se aproximou do mulato. Explicou: - Tavinho estava metido em coisa grande. Uns caras o pegaram na rua e o fizeram participar de uma experiência. Ele estava ganhando uma nota preta para se submeter a uma transfusão de sangue por semana. Encontraram-no dentro d’água, nas imediações de um furgão roubado. A Polícia o encontrou boiando, não faz nem uma hora. O corpo ainda deve estar lá, cercado de policiais. Percival botou as mãos nos bolsos e retirou de lá duas notas de cem reais. Deu uma a cada garçom. Os caras ficaram muito contentes. Ele terminou seu último gole de cerveja, pa- gou a conta, inclusive a da puta, e foi-se embora. Pegou um táxi e se dirigiu ao local indicado pelos caras. Encontrou o corpo à beira do rio, retirado da água. Havia vários curiosos em volta do cadáver exangue. Ele pegou seu celular e foto- grafou o defunto e o furgão. A placa batia com a do carro que tinha dado carona ao mendigo e ao guarda-costas de Bárba- ra. As fotos serviriam para mostrar a irmã do cara que ele o tinha encontrado. Mas só iria até ela no outro dia. A cerveja lhe dera sono e o que queria mais era dormir. Procurou um hotel barato, para não voltar à sua residência. Num instante, dormiu. No dia seguinte, acordou por volta das dez da manhã. Tomou um banho demorado, pagou o hotel e foi-se embora.
  • 52. VIUVINHA52 Mas não foi logo para casa. Antes, passou pelo prédio perto de onde Marisa tinha sido esfaqueada. Prometera uma grana para o porteiro que lhe mostrou o vídeo, para que este so- corresse os outros vigilantes, e foi saldar sua dívida. O cara estava ainda lá, acompanhado de um sujeito bonitão. Assim que o reconheceu, o recepcionista apontou-o para o sujeito. Disse: - Pronto, olha ele aí. Prometeu voltar e voltou. Percival se aproximou dos dois. O bonitão mostrou-lhe um distintivo da Polícia Federal. Perguntou: - Tem porte de arma, negrão? O mulato tirou da carteira um papel dobrado e o mos- trou ao sujeito. Este deu uma rápida olhada e questionou: - Por que atirou nos seguranças? - Acho que o porteiro já contou a versão dele. Assino embaixo. - É policial? - Não. Detetive particular. - E por que voltou? - Vim saldar uma dívida com o porteiro. - Ele pediu que eu levasse os três seguranças para uma clínica particular. Disse que me daria o dinheiro, mas eu não confiei. Levei-os para um hospital comum. - Informou o moço da portaria. - O porteiro me disse que uma amiga tua foi esfaquea- da perto daqui. Procede? - Sim. Estive investigando. Acharam o corpo do cara que a esfaqueou no rio. Perto de um furgão que o recolheu após o atentado. Já viu o vídeo? - Sim. O cara aí me mostrou. Qual é a bronca? - Podemos ter uma conversa a sós? - Sim, mas não tente me embromar. E se tentar fugir, atiro em você.
  • 53. EHROS TOMASINI 53 - Combinado. Deixe eu me acertar com ele e podemos tomar umas para conversar. - Não bebo em serviço. Mas te acompanho com um refrigerante. Depois de dar uma grana suficiente para o cara da por- taria pagar o tratamento dos amigos, os dois foram ao primei- ro bar que encontraram. Só então, o bonitão se apresentou: - Meu nome é Cassandra, detetive. E não tenho ne- nhum prazer em conhece-lo. - Pois que se foda. Apesar da voz grossa, você me pare- ce um boiola. Não sou chegado... - Se disser isso mais uma vez, te dou um murro. - Olha, vamos pular essas amabilidades que eu tenho algo sério para te dizer. - Ok. Desembuche. O mulato demorou a falar: - Tem alguém raptando mendigos das ruas e drenando o sangue deles. Eu e a minha assistente, a que foi esfaqueada, acreditamos que se trata de algum esquema de tráfico de san- gue, ou alguma experiência clandestina. - Acha que tem algo a haver com o atentado que tua parceira sofreu? - Talvez. Ela investigava o tal mendigo. Mas estávamos numa investigação paralela. Quatro caras bateram muito e estupraram uma amiga minha. Eles a deixaram paraplégica por uns tempos. Eu acredito que o cara que dirigia o furgão que você viu no vídeo era irmão do mendigo. - Está me dizendo que o próprio irmão o matou? - Não. Digo que deve aparecer outro corpo jogado nal- gum lugar. O cara que os matou, acredito eu, estava sendo seguido por minha parceira e depois pegou aquele veículo. Deve ter matado os dois, mas jogou cada corpo num lugar, abandonando depois o furgão.
  • 54. VIUVINHA54 - Tem lógica. E o carro que você roubou da frente do prédio para socorrer tua assistente? - Está na rua, lá na frente de minha residência. A polí- cia o achará e o devolverá ao dono. - Posso te prender por agressão a mão armada e roubo de carro... - Acredito. Mas faça isso depois que eu acabar as mi- nhas investigações, por favor. Tem muita grana envolvida. Mas você pode ficar com os louros. O bonitão sacou o celular do bolso e fez uma ligação. Percival percebeu que o cara tinha seios, como uma mulher. Mas a maneira de agir e o timbre retumbante de voz não dei- xavam dúvidas da sua masculinidade. Cassandra disse: - Estou num bar perto de onde aquela mulher foi es- faqueada. Um detetive me contou uma história interessante. Venha para cá. Você vai assumir as diligências. Quando a morena lindíssima estacionou na frente do bar, o mulato ficou encantado. Ela era a cópia fiel do homeni- na. A diferença era que este tinha os cabelos curtos. Ela tinha lindos e sedosos cabelos longos e negros. O andar da moça era um arraso. O homenina a apresentou: - Este é o detetive Percival. Ouça o que ele tem a dizer. Esta é a minha irmã Cassandra, também agente federal. Não se engane com a aparência frágil dela. É bem capaz de te der- rubar com um único golpe. - Tem namorado? - Perguntou o mulato. Ela deu-lhe um sorriso delicioso. Em seguida, beijou-o na boca, pegando-o de surpresa. O homenina levantou-se e se despediu de ambos: - Tenho o que fazer. Vou-me embora. E vou levar teu carro, mana. Por falar nisso, depois prenda esse sujeito. Ele roubou um carro ontem.
  • 55. EHROS TOMASINI 55 - Foi por uma boa causa. - Disse Percival. Quando o homenina foi embora, a morena perguntou: - Tem caralho grande? - Como é que é? - Tem pinto grande? Se me agradar, não te prenderei. - Algo perto de quarenta centímetros. - Uau. Então, vamos para um motel. Conversaremos lá. Chamaram um táxi e logo estavam nalgum motel. A morena era malvada. A primeira coisa que fez depois que o jogou na cama foi dar-lhe uma mordida no peito. Tirou san- gue do mulato. A princípio, ele ficou irritado. Ela lhe deu um tapa forte no rosto. Tirou sangue dos lábios do cara. Então, ele revidou. Derrubou-a com violência sobre a cama e ati- rou-se sobre ela. Esquivou-se de uma joelhada nos testículos. Com raiva, acertou um murro no rosto dela. Levou outro de volta. Virou-a de costas para si, sobre a cama, e quase arran- cou sua saia. Conseguiu levantar o tecido, deixando-a com a calcinha preta à mostra. Ela jogou o cotovelo, mas ele blo- queou o golpe. Percival arrancou sua calcinha de um puxão, deixando-a com a bunda nua. Deu-lhe uma gravata, imobi- lizando-a finalmente. Ela sorria, antecipando o seu próximo movimento. Quando ele tocou com a glande no anel dela, ela empinou o rabo e enfiou-se de vez, até o talo, no caralho do mulato. Gemeu: - Se deixa-lo escorregar do meu cuzinho, eu juro que te arranco o sexo fora, caralho... FIM DA SEXTA PARTE
  • 56. VIUVINHA56 Viuvinha - Parte 07 Foram três fodas quase seguidas com a morena bonita e violenta. Depois da terceira, o mulato caiu exausto sobre ela. Ela riu. Tirou-o de cima de si com carinho e depois acen- deu um cigarro. Ele ficou deitado sobre a cama, destruído. Ela pesquisou através da Internet do seu celular e achou um vídeo onde retiravam o corpo do mendigo do rio. Assistiu a filmagem duas vezes. Era uma reportagem onde um jornalis- ta dizia que o carro havia sido roubado alguns dias atrás. A dona havia prestado queixa do desaparecimento do veículo mas, até então, a Polícia não o tinha encontrado. Porém, o repórter não dizia a quem pertencia o carro. A agente federal sacudiu o mulato, despertando-o: - Acabou a mamata. Precisamos descobrir a quem per- tence esse furgão. - Não é preciso -, gemeu o cara - eu já investiguei isso. - Ótimo. E quem é o mendigo?
  • 57. EHROS TOMASINI 57 - Um tal de Tavinho. A irmã o estava procurando já há algum tempo. - Se já sabe tudo isso, por que meu irmão quis que eu te prestasse ajuda com uma investigação? - É que a coisa é fedorenta. Deve haver órgãos públicos envolvidos. - Ih, caralho. Me explica isso... - Vou repetir o que eu disse para teu irmão: mendi- gos estão desaparecendo e sendo encontrados mortos sem nem uma gota de sangue. Acredito que uma quadrilha está ganhando grana alta com o Hemope ou qualquer clínica que trabalhe com transfusões por conta disso. Mais: um pool de farmácias reclama que uma nova rede está vendendo remé- dios baratos mas inócuos à população. Alguns concorrentes já fecharam suas portas por não aguentarem a disputa des- leal de preços. Contrataram a mim e à minha parceira para descobrirmos se a informação procede. Minha assistente foi esfaqueada por um mendigo. Agora, ele aparece morto e exangue. Tem algo grande acontecendo - disse o cara, quase sem força na voz. - Eu e meu irmão estamos investigando um caso de desvio de verbas de um programa popular de saúde gerido pelo Estado - disse ela. - Parece que tem gente do governo roubando dinheiro do Lafepe, o laboratório estadual, para aplicar em outra coisa. Podem estar desviando grana para essa tal nova rede de farmácias. Mas isso é uma operação fe- deral, não vamos permitir civis envolvidos. - Tudo bem, eu já esperava por isso. Se vocês vão assu- mir as investigações, dou por terminado meu trabalho para o pool de clientes. Recebo minha grana e vocês se viram para continuar investigando. - Mas não poderá dizer o que eu te informei sobre o desvio de verbas. Senão, os ratos vão fugir da ratoeira. - Olha, eu continuaria as diligências se não tivesse en-
  • 58. VIUVINHA58 contrado vocês. Estou sendo pago para isso. Essa informação é importante para os meus clientes e valiosa para mim. Posso dizer-lhes que eles não façam alarde, por enquanto, mas vo- cês terão de convencê-los de não usar essa informação. Para evitar que eles saibam agora o que está se passando, você tem duas opções: me prende ou trabalha junto comigo. - Isso é chantagem? - Não, porra. É logística. Eu podia te negar informação e ceder a eles. Não vou fazer isso. Mas também não quero perder a grana alta que tenho pra ganhar, e que vou dividir com minha parceira. Esse é seu último trabalho. Ela vai se aposentar. - Vou ter que falar com meu irmão. - Pode falar até com Deus, mas eu não abro mão dessa investigação. Até porque tenho que vingar minha assistente. Ela levou duas facadas e corre risco de morte. - Ok. Entendi. Façamos um acordo: você procura quem fodeu tua parceira e eu cuido do resto. Fecho os olhos para o que você fará com o filho da puta que a machucou, contanto que não o mate, fechado? - Se ela morrer, ele morre. Isso, se já não estiver morto. - Como assim? - Pergunte a teu irmão. Ele viu o vídeo da tentativa de assassinato da minha parceira. Ou fale com o porteiro e peça o vídeo a ele. Verá que não estou exagerando. - Muito bem. Farei isso. E você, o que vai fazer agora? - Visitar minha parceira. Ver se ela está bem. - Não vamos dar outra? - O quê? Vai matar o cão!!! Estou todo cheio de hema- tomas e de mordidas que você me deu, porra. Que mulher violenta do caralho... Ela riu. Um riso gostoso. Terminou de fumar e foi to- mar banho. Ele foi com ela, mas não fizeram sexo no banhei- ro. Pouco depois, ela dizia:
  • 59. EHROS TOMASINI 59 - Vou-me embora. Mantenho contato. Pague o motel e faça o que disse. Depois, nos encontramos de novo, ainda hoje. ******************************************** A irmã de Marisa voltou para o quarto assim que o mu- lato escapuliu. A médica ficou contente porque a mana pare- cia melhor. Perguntou: - Como você está? - Onde estou? - No apartamento do teu parceiro. Ele me telefonou para que eu te socorresse e nos trouxe para cá. - E onde está ele? - Eu... acho que foi atrás do cara que te fez isso. - Estou zonza e quase não me lembro do que aconte- ceu. Fui atacada por trás. Meu amigo sabe quem foi? - Acho que sim. Mas que história foi aquela de dizer para ele que está aidética? Ou você andou me mentindo? - Não... Eu fiz uma promessa diante da sepultura do meu falecido marido de que iria respeita-lo até o fim dos meus dias. Que não me casaria mais com ninguém. Mas des- cobri que o puto me traía. E me apaixonei pelo homem que o matou. - Eu nunca entendi essa história direito, mana... - Não é difícil. Meu marido contraiu AIDS. Quando descobriu isso, não teve coragem de me dizer. Pediu para a Agência mata-lo a tiros, como se tivesse morrido em servi- ço. Por causa de sua morte violenta, me deixou um seguro milionário. Passei uns tempos achando que também estava infectada, fiz vários testes de HIV e não acusou o vírus em mim. Mas eu queria castigar quem matou o amor da minha vida. Por isso, inventei essa história para Percival. - Cruz Credo, irmã. Você está se privando de ter um amante maravilhoso.
  • 60. VIUVINHA60 - Você gostou dele? - Bem... eu... sim, claro - gaguejou a médica que não queria que a irmã soubesse que também estava apaixonada pelo mulato. - Ele é mesmo um assassino? - Tanto quanto eu, mana. Nossa profissão não nos dá muita escolha: ou matamos, ou morremos. - Entendo. Vou refazer teus curativos. Pare de falar, para não ficar cansada. Preciso te aplicar um sedativo nova- mente, está bem? - Perguntou a doutora, intencionada em fa- zer a irmã dormir e continuar a foda que dava com o detetive. Mas o mulato não tinha nenhuma intenção de voltar tão cedo pro apartamento. Queria saber do paradeiro do ir- mão do mendigo assassinado. O guarda-costas Rogério po- deria lhe tirar essa dúvida. Desconfiava que o cara de paletó preto tivesse dado um fim aos dois irmãos. Mas... por qual motivo? Pensou em encontra-lo na casa da loira que passara uns tempos paraplégica. Acertou em cheio. Rogério ia saindo da casa da loira Bárbara Sampaio. Quando viu o mulato, parou o carro. Botou a cabeça para fora do veículo para dizer: - Se veio saber do meu amigo, ele está bem. Graças à grana que você me deu. - Não vim saber dele. Vim saber por que esfaqueou mi- nha assistente. - Tua... puta merda. Aquela morena que Tavinho furou ontem era a tua assistente? Eu não sabia, cara. - Você não me engana, seu porra. Deve tê-la percebido te seguindo e ligou pra teu compincha. - Não, não... juro que não tenho nada com isso. Tavi- nho entrou no carro dizendo que pediram para ele se livrar de uma mulher perigosa. Por isso, ele a atacou à traição. - Quem dirigia o furgão? - O irmão dele.
  • 61. EHROS TOMASINI 61 - Você sabe que aquele carro foi roubado de Bárbara, não sabe? - Sim, claro. Foi dona Giselda que pagou aos irmãos para rouba-lo. Iriam usar o automóvel para incriminar dona Bárbara, caso ela matasse o sobrinho boiola da coroa. - Faz sentido. Mas cadê o irmão do mendigo? - Eu não sei, cara. Eles me deixaram num bar perto da casa de dona Bárbara. Tomei umas cachaças por lá, pois estava chateado com uma ex nega minha. Pode ir no bar e perguntar por mim. Dirão que saí bêbado pra caralho de lá. - Okay. Então, quero que faça um favor para mim: des- cubra quem matou o mendigo e o paradeiro do irmão dele. Pode ser? - Por que quer saber isso? - Porque estou desconfiado de que querem me envol- ver numa parada diabólica. A Polícia Federal está na minha cola por causa do atentado à minha parceira. Não vou poder investigar. Pague o favor que me deve me esclarecendo essas duas questões. Aí, estaremos quites. Quando o mulato voltou, finalmente, para o seu apar- tamento, a médica o esperava ansiosa. Marisa estava dormin- do, após ser sedada, e ela não hesitou em se atirar em seus braços. Ele, no entanto, disse para ela: - Olha, sinto muito mas estou cansado pra cacete. Po- demos deixar para amanhã? - Poxa... eu sedei Marisa acreditando que continuaría- mos de onde paramos... - Vamos fazer isso, mas não agora, tá? Estou realmente esgotado. - Foi trepar com outra? - Não, claro que não. - Mentiu - Fui atrás do cara que quis foder tua irmã. - Pegou ele? - Não. Fui pego pela Polícia Federal.
  • 62. VIUVINHA62 - Ai, meu Deus. Estava preso? - Quase isso. Mas foi difícil me livrar deles. Por isso, demorei tanto. - Ah, tadinho. Então, deixe-me ao menos te dar um banho, enquanto minha irmã dorme. Fiquei afim de ver teu cacetão novamente. - Tudo bem. Mas se você tiver algo que me deixe exci- tado, a gente transa. Ela se animou. Correu até a bolsa que havia levado pra lá, tirou um talão e escreveu uma receita. Entregou o papel a ele. Disse: - Você encontra isso em qualquer farmácia. É uma es- pécie de Viagra, mas tem fórmula natural. Nós, médicos, o usamos quando estamos esgotados, depois de um turno lon- go. Quando ele voltou e engoliu as pílulas, ela nem lhe deu um banho. Baixou suas calças e não demorou muito ao pau do mulato ficar duro. Tá certo que ainda estava meio bambo. Mas já dava para conseguir uma penetração. Ela o ajudou chupando a glande com leveza. Beijou-o nos lábios com fer- vor. Ele sentiu dor. Ela perguntou o que tinha sido aquele machucão. Mais uma vez, ele mentiu: - Os federais me esbofetearam na boca. - Oh, meu pobre querido. Desculpa ter te magoado. E a médica foi descendo com a boca pelo seu pescoço, depois por seu peito. Aí, viu a mordida. Estava muito verme- lha. Ela fechou a cara. Rosnou: - Seu safado. Você estava com mulher. Não quero mais saber de foder contigo! - Mas logo agora, que você me deu algo para ficar de pau duro? - Foda-se. Bata uma punheta. Não boto mais minha
  • 63. EHROS TOMASINI 63 boca aí. Deve estar fedendo a cu. Daqui já sinto o odor. - Está bem. Eu confesso: saí daqui doido pra foder e fui atrás de uma antiga namorada minha. - Eu sabia! Assim que você saiu, eu pensei: vai descar- regar o óleo por aí. Eu estava certa. - Sinto muito, mas fiquei tarado em comer teu cuzinho. Como fomos interrompidos, saí daqui doido. Sinto, mesmo. Ela entronchou a cara. Não queria saber de desculpas. Ele resignou-se a tomar um banho demorado para que pas- sasse o efeito da droga que ingerira. Seu caralho, no entanto, não amoleceu. Ele pegou um lençol e foi se deitar no sofá da sala. Ela ficou emburrada ao lado da cama onde a irmã dor- mia. Cansado, o mulato não demorou a adormecer. Mas acordou sendo chupado pela doutora. Estava qua- se gozando e ela aumentou o ritmo das chupadas. Também masturbava seu enorme caralho. Percival passou a se prender para não gozar logo. Mas ela sabia que ele não iria conseguir se segurar por muito tempo. Apressou o ritmo da punheta. Ele deixou escorrer um veio de porra. Ela o mamou com ur- gência. Disse: - Solta mais. É gostoso... - Ele gemeu alto, pois fazia enorme esforço para não gozar. Ela repetiu: - Vai... Solta mais um pouco na minha boca... - Se eu soltar, posso não me conter. Vou gozar de vez. - Não... eu aperto teu pau... quando ver que está sain- do... muita... - Não dá. Não é como mijar... - Então, goza... goza bem muito... em minha... boca... Ele gozou. Mas a quantidade foi pequena para o que ela esperava. Então, ela continuou masturbando-o, na esperança de sair mais leitinho. A glande estava intocável de tão sen-
  • 64. VIUVINHA64 sível, porém ela continuava a punheta. Aí, ele sentiu o gozo aflorar de novo lá no seu âmago. A pica inchou. Ela percebeu e ficou contente. Pouco depois, ele dava uma gozada cavalar. Ela se lambuzou toda de porra. FIM DA SÉTIMA PARTE.
  • 65. EHROS TOMASINI 65 Viuvinha - Parte 08 Eram quase oito da noite quando Percival chegou à boate onde tinha conhecido a irmã do mendigo. Encontrou-a bebendo Campari com suco de laranja. Quando ela o viu, teve uma crise de choro. Ele percebeu logo que ela já sabia da morte do irmão. Aproximou-se da mesa dela e perguntou: - Posso me sentar? - Sim, claro amor. - Já deve saber da morte do teu brother, não é? - Sim. Vi a reportagem na TV. Mas agora, meu outro irmão é quem está desaparecido. Recebi um telefonema dele pedindo para que eu ligasse a televisão naquele instante. Foi quando vi a notícia. Ele disse também estar sendo perseguido e avisou que eu não o procurasse. Passaria um tempo arri- bado. Mas eu fico sem saber se ele continua vivo ou se está morto, como Tavinho... - Certo. Eu prometi achar teu irmão mendigo e falhei.
  • 66. VIUVINHA66 Dessa vez, prometo achar esse outro com vida. - Continuará sem me cobrar pelo trabalho? Sabe que não tenho grana. - Não se preocupe. Ela o beijou na boca. Depois, disse: - Vou te dar meu endereço. Meu nome é Odete. E o teu? - Percival. - Diferente. Não quer ir lá pra casa? Assim, fica saben- do onde é... - Basta me dar o endereço e teu número do celular, Odete. Estou esgotado. Andei trabalhando muito esses dias. - Está bem. Eu também não estou muito disposta a sexo hoje. Estou triste por ter perdido meu mano. - Imagino. Anote-me o que pedi e vá pra casa. Quando achar o outro, te aviso. Como é o nome dele? - Todos temos nomes iniciados com a letra “O”. O que morreu era Otaviano, eu sou Odete e o outro se chama Ole- gário. - Ah, tá. - Disse o mulato, recebendo um pedaço de papel com o nome, endereço e telefone dela escritos. Ela per- guntou, antes de ir: - Pode pagar minha conta? Depois, te devolvo a grana. Fazia algum tempo que ela tinha ido embora quando ele viu entrar na boate a dona rabuda com cara de prostituta. Quando o viu, ela veio diretamente para a sua mesa. Nem perguntou, sentou-se logo. Só então, quis saber: - Ainda está querendo informações sobre o mendigo? - Não. Sei que foi assassinado. Esteve nos telejornais. Por quê? - Ele tinha um irmão e uma irmã. Eu a vi sair daqui quase ainda agora, mas evitou falar comigo. Que se foda. Também não lhe dei o recado que Olegário mandou dar para ela - disse a puta, visivelmente bicada.
  • 67. EHROS TOMASINI 67 - Sabe onde posso encontra-lo? - Sim. Quanto está disposto a pagar pela dica? - Menos do que da outra vez. Apenas duzentos paus. Sem chupadinha. - Já tenho quem me deixe dar chupadinhas. Passa pra cá a grana... - Só te dou depois de ter certeza de que não está me enganando. - Essa é fácil de ganhar, caralho: ele pediu para passar uns tempos lá na minha casa. É ele quem eu chupo, agora. Percival passou-lhe o dinheiro. Porém, queria que ela o levasse ao cara. A puta pediu para tomar duas cervejas an- tes. Depois, o levaria lá. Ele esperou. Até tomou mais uma cerva com ela. Pouco depois, desciam de um táxi na frente de uma casa modesta. Encontraram o cara dormindo. Ele as- sustou-se, quando viu o mulato. Mas Percival o tranquilizou, dizendo: - Só quero conversar. Se me der algumas informações úteis, ganha uma grana fácil. - Pode se fiar nele, Olegário. O cara é de pagar promes- sas. Já me deu uma grana pra trazer-lhe até aqui. - Asseverou a prostituta. - O que quer saber? - Perguntou o irmão de Odete, sen- tando-se na cama. - Primeiro, quem matou teu irmão? - Foi uma mulher jovem, mas de cabelos totalmente loiros, cara. - Você a conhecia? - Não. Mas meu irmão a conhecia. Ele estava fazendo um trampo pra ela. - Ela se chama Bárbara? - A Viuvinha? - Sim. - Não, cara. Viuvinha é gente fina. Sabe que roubamos
  • 68. VIUVINHA68 o carro dela, mas não fez nada contra a gente. É outra mulher. Uma mais velha que ela. Parece ter uns quarenta anos. - A mafiosa Giselda? - Não, não, uma mais bonita que ela, se bem que dona Giselda é mais gostosona. - Então, de quem se trata? - Essa tem negócios com as duas. Mas não sei o nome dela. Ia matar nós dois, depois de deixarmos o lacaio de Bár- bara em casa. Escapei fedendo, cara. Ela matou meu irmão na minha frente. Vou foder aquela catraia, vou sim. - Quem dirigia o furgão? - Ela, cara. Apanhou meu irmão, assim que ele furou uma putinha. Acho que o trabalho foi encomendado por ela. Embora eu acredite que tem o dedo da mafiosa naquilo. - Acha que dona Giselda encomendou a morte da mi- nha parceira? O cara olhou espantado para o mulato. Perguntou: - A putinha era tua parceira? - Ainda é. Não morreu. - Caralho, cara. Então, tome cuidado. O próximo a ser furado pode ser você. - Por que diz isso? - A loira perguntou para meu irmão, quando estáva- mos a caminho do rio: cadê o parceiro dela? Meu irmão disse que tinha recebido ordens apenas para matar tua amiga. A loira disse que ele devia ter feito o serviço completo, antes de lhe meter a faca duas vezes. Depois, quis me esfaquear também. Mas tive a sorte de conseguir fugir. Agora me lem- bro: ela tem um nome estrangeiro. Ouvi quando meu mano a chamou de Hauer, Tauer, sei lá... Eu devia ter tirado uma foto dela com o celular do mano. Mas, na fuga, o deixei cair no banco traseiro. - Teu irmão mendigo tinha celular? - Tinha, sim. Recebeu-o dela pra fazer os contatos.
  • 69. EHROS TOMASINI 69 - Ótimo. Vamos fazer uma visita ao necrotério. Os po- liciais o podem ter pego no furgão abandonado. Devem tê-lo levado para lá ou para a delegacia. Tentaremos primeiro na morgue. - Porra, cara. Eu não posso fazer isso. Não vou aguentar ver meu mano morto... - Okay. Eu vou sozinho. - Disse o mulato, botando a mão do bolso. Tirou de lá uns trezentos paus em dinheiro trocado. Nem contou, deu para o cara. Ele ficou muito con- tente. Pouco tempo depois, o detetive estava no necrotério. Conhecia um funcionário de lá. Falou com o cara e ele o dei- xou entrar. Encontrou o corpo nu, ainda à espera de ser pre- parado para a autópsia. Perguntou ao funcionário da morgue: - Cadê as roupas dele? - O que procura? - Um celular. - Uma parente dele esteve aqui. Levou tudo e até pagou para que o cremássemos. Foi buscar a autorização que pedi. - Como era ela? - Uma quarentona loira. Saiu daqui faz umas duas ho- ras. Ah, nós sempre gravamos quem chega aqui procurando parentes. Quer ver a fita? - Quero, sim. Pouco depois, o mulato via umas imagens. Não co- nhecia a coroa, mas achou-a muito elegante e bonita. Porém, seus cabelos não era loiros e sim totalmente brancos. Bran- quíssimos. À noite, poderiam parecer loiros. - Ela deixou um nome? - Deixa eu ver... Não. Não deixou. Apenas disse que voltaria com uns documentos para liberar a cremação. - Posso ter uma cópia dessas imagens? - Ok. Quanto irá me pagar por isso?
  • 70. VIUVINHA70 Quando ele botou a mão no bolso, o cara perguntou: - Costuma andar com dinheiro, o tempo todo, cara? Sempre que tu vens aqui estás de bolsos cheios... - Quase sempre. Detetive precisa “molhar” a mão de alguém para conseguir informações, já percebeu? Pouco depois, na saída do necrotério, Percival ligava para o celular da agente Cassandra. Ela atendeu com sua voz melodiosa. Ele disse: - Tenho boas notícias. Onde e quando podemos nos encontrar? - No bar mais próximo de onde estiver. Mas tem que ser coisa importante. Estou no meio de uma investigação. - É coisa importante. - Então, me dá as coordenadas de onde está. Pouco depois, bebiam em um bar chique de Boa Via- gem. Ela pediu uma dose de Perignon Safra 55, antes de dizer: - Desembucha. Ele sacou o telefone celular do bolso. O cara do necro- tério havia conseguido transferir as imagens para o aparelho através da Internet. Mostrou-as à linda morena. Ela estreitou os olhos. Disse: - Maria Bauer. Agora tudo se explica. - Conhece? - Se conheço? Eu e meu irmão estamos atrás dessa puta há muito tempo. Com certeza, o padre Lázaro está com ela. Ele deve ter matado o mendigo. - Não. Recebi informações que ela mesma assassinou o pedinte. Ia matar o irmão dele, se este não tivesse conseguido fugir. - Acha que o cara estaria disposto a depor para a Polí- cia?
  • 71. EHROS TOMASINI 71 - Posso convencê-lo. - Você é dos meus. Precisamos pegar essa dupla o quan- to antes. E, se for como eu penso, a madre superiora também está com eles. - Madre superiora? Quem é? - O três fazem parte dos meus piores pesadelos. Cas- sandra ficará contente por você ter reencontrado a pista deles. - Afinal, quem é Cassandra? Tu ou teu irmão boiola? - Nunca fale isso perto dele. Eu sou Cassandra, mas ele me usurpou o nome. Porém, isso é uma longa história. Preci- samos falar com meu irmão. Urgente. Pouco depois, o homenina aparecia, vindo num táxi. Desceu dele um cara jovem e bonitão, acompanhando-o. O detetive perguntou ao irmão da morena: - Teu macho? O motorista do táxi se afastou um pouco, imediatamen- te, quando ouviu essas palavras. O homenina, no entanto, pa- receu não ligar pro que ouviu. Apenas disse, sem se alterar: - Não vou te alertar novamente. Cadê as imagens? Depois que deu uma olhada no vídeo, concordou: - Sim, é aquela rapariga safada. Espero que dessa vez possamos botar nossas mãos nela. O frango preto aí já sabe da história? - Contei a ele. - Disse a morena. - Mas sem detalhes, claro. - Quanto o pool de farmácias vai te pagar pela tua in- vestigação? - O homenina perguntou ao mulato. - Uma grana preta, pra boiola nenhum botar defeito. O mulato nem soube o que o acertou no meio da testa. Foi um único murro. Ele caiu para trás, desmaiado e derru- bando a cadeira onde estava sentado. O taxista e a morena
  • 72. VIUVINHA72 sorriram. O mulato não sabia com quem estava mexendo. O homenina disse para a irmã: - Veja quanto lhe devemos e pague a ele. Retire-o da investigação. Depois, se junte a nós. - Desculpa, mano, mas desta vez vou ficar com ele. O cara é bom. E vai querer vingar a parceira. Vou ajudar-lhe. E ele nos ajuda. - Ficou afim dele? - O cara aguenta meu rojão. Acho que vou ficar uns tempos com ele, sim. - Quem sabe é você. Mas não se abestalhe. E diga-lhe para não me provocar de novo. - Acho que ele aprendeu a lição. Pouco depois, o mulato sacudia a cabeça. Estava ainda zonzo por causa do “tijolaço” na testa. Os clientes do bar já tinham sido apaziguados pela morena. Ela mentiu para eles, dizendo-lhes que se tratara apenas uma refrega entre irmãos. Voltaram aos seus lugares e não deram mais atenção ao mu- lato caído. Este perguntou, quando se sentou no chão: - O que me acertou? - Tua teimosia, claro. Cassandra já tinha te avisado. - Puta merda, nem vi a mão do puto se mover. Que murro do caralho! - Deixe por isso mesmo. Não convém irrita-lo mais. - Quem era o outro? - Santo, um amigo nosso e agente como a gente. - Foi ele quem me acertou por trás? A morena deu uma sonora gargalhada. O mulato en- tendeu que o cara nem se meteu na briga. Ainda estava estu- pefato. Nunca alguém lhe havia acertado assim, para derru- ba-lo inconsciente. Ela disse: - Esqueça o incidente. Vamos te pagar o que você acer- tou com teus clientes. Te ajudo a pegar quem fodeu tua par-
  • 73. EHROS TOMASINI 73 ceira e xau. Não nos encontraremos mais, apesar de eu ter dito a meu irmão que tinha ficado afim de ti. Mas você já demonstrou não acompanhar meu pique, nego. - Eu faço amor e não a guerra. Tu faz sexo pra matar o outro, caralho. Estou fora. - Foi o que pensei. Por onde começamos? - Como assim? - Não vai querer pegar quem fodeu tua parceira? - Claro que sim. Temos como chegar até essa... senhora Bauer? - Vai ser a nossa missão, minha e tua, enquanto meu irmão e o motorista Santo investigam o paradeiro dos cúm- plices dela. Então, pergunto de novo: por onde começamos? - Procurando a mandante do quase assassinato de mi- nha parceira. Acho que tem negócios com a tal... Bauer. - É provável. Então, trata-se de uma outra mulher? Sabe quem é? - Desconfio. Mas para chegarmos até ela, tenho que ir sozinho. A mulher tem uma porrada de capangas que guar- dam a mansão que tem perto daqui. - Então, vamos lá. Estou afim de dar uns tiros. - Não será preciso. Basta me deixar ir sozinho. - O que está querendo aprontar, caralho? - Depois, te digo. Pouco depois, ele estava perante a esposa do mafioso. Giselda pediu para ficar sozinha com ele. Os lacaios sairam da sala mas, cismados com o mulato, disseram que estariam por perto. Quando desapareceram de vistas, a mulher per- guntou: - Você é doido? O que faz aqui? Se quisesse falar comi- go, bastava mandar recado por Rogério. - Sei que você mandou matar minha parceira. Não minta para mim. Senão, não teremos mais nenhum acordo.