O HOMEM QUE MATOU MONA 1
O HOMEM QUE MATOU MONA2
O HOMEM QUE MATOU MONA 3
1. As primeiras lembranças sexuais
Opequeno bar à beira da praia era barulhento. O ar fe-
dia a cigarros, bebida e pescados, além da maioria
dos clientes ter jeito de pescador. Numa mesa encostada
em uma das paredes, via-se um aquário. Dentro dele, uma
criatura disforme se movimentava, lembrando uma espé-
cie de polvo, mas com tentáculos finos, parecendo antenas
de lagosta. No entanto, esses eram numerosos e flexíveis.
A mocinha aparentando uns vinte e poucos anos havia
parado na entrada e agora olhava para todos os lados, como
se procurasse alguém. Pelo jeito, não encontrou quem que-
ria, pois dirigiu-se ao balcão, onde uma senhora cinquentona
passava um pano imundo sobre ele, sujando-o mais que pro-
movendo sua limpeza. A coroa perguntou, sem nem olhar
para a recém-chegada:
– Se quiser tomar alguma coisa, procure uma mesa
O HOMEM QUE MATOU MONA4
para se sentar. Não atendemos ninguém no balcão, mocinha.
– Obrigada, mas só quero uma informação...
– Desembuche. Mas advirto que aqui todo mundo cui-
da da própria vida.
- Estou procurando um tal de Angelo Tomasini. Disse-
ram que eu poderia encontrá-lo por aqui,
- Não conheço ninguém com esse nome. Mas muitos
aqui não usam seu nome verdadeiro. A maioria foge de al-
guém ou de alguma coisa. Portanto, se quiser esperá-lo den-
tro desta espelunca, abanque-se em alguma mesa. Já disse
que não servimos ninguém no balcão.
A mocinha novamente olhou em volta. Por fim, re-
signou-se a procurar uma mesa desocupada. Havia uma no
canto, bem perto da porta onde ficava a latrina. O cheiro era
nauseabundo. Mas estava disposta a esperar o tal Tomasini.
Carregava uma sacola, de onde retirou um laptop e um en-
velope amarelo. Colocou tudo sobre a mesa e abriu o enve-
lope. Tirou de dentro uma foto onde aparecia um negro de
sorriso simpático. No verso da fotografia, no entanto, havia
uma referência datada de seis anos atrás: “O escritor Angelo
Tomasini, autor do livro As Crônicas de Mona”. Era a única
foto que conseguira dele.
Chamava-se Badhia Lourenço e estava ali para entre-
vistar o escritor. Demorara quase um mês para encontrar
o seu paradeiro: aquela pequena colônia de pescadores, em
Pernambuco. A editora de Variedades do jornal onde traba-
lhava a incumbira da sua primeira missão. Mas não lhe dera
nenhuma informação de como queria a matéria. Isso seria
um teste para seu faro jornalístico. Deu-lhe algumas dicas de
como encontrar o escritor, mas ela não tivera sorte. Todas as
vezes que localizava um dos seus supostos endereços, ele já
havia se mudado com rumo desconhecido. Não conseguia
entender o interesse da sua editora pelo sujeito, já que esse
O HOMEM QUE MATOU MONA 5
não era considerado um escritor de sucesso. Escrevera três
únicos livros, se bem que de pouco sucesso entre os leitores.
Ela havia lido apenas o primeiro deles, As Crônicas de Mona,
que contava as aventuras de uma mulher que achara um livro
mágico, onde vivia com muito erotismo o que escrevia em
suas páginas em branco. Um enredo por demais fantasioso
para a jornalista, que gostava mais de romances policiais.
Portanto, ela não se interessou em ler outros livros do autor.
Pressentiu alguém se aproximar de sua mesa e pensou
ser a balconista, que viera para lhe atender, finalmente. Pre-
tendia pedir uma Coca-Cola gelada e espantou-se quando o
estranho se sentou à sua frente, oferecendo-lhe o refrigerante
geladíssimo, quase se congelando.
– Não, obrigada – recusou a bebida – estou esperando
alguém para me servir.
Ele deu de ombros. Despejou o líquido gelado no copo
e tomou um largo gole. Levou o punho frente a boca, como
se evitasse um arroto, e tornou a encher o copo. Dessa vez to-
mou o refrigerante com parcimônia, olhando em volta, sem
dar nenhuma atenção à mocinha. Ela se sentiu incomodada.
Pediu educadamente:
– Se o senhor não se importa, estou esperando uma
pessoa e não pretendo dividir minha mesa com quem não
conheço.
O homem de roupas quase esfarrapadas e aparência
descuidada, de barba e cabelos enormes e desalinhados,
olhou para ela. Parecia que só então havia dado pela sua pre-
sença. Esticou a mão imunda em sua direção, dizendo:
– Perdoe-me, dona, mas disseram que havia alguém
me procurando. Sou Angelo Tomasini, ao seu dispor.
Badhia estava surpresa. Não esperava tamanho deslei-
xo num sujeito que havia tido razoável sucesso na venda dos
seus livros. Imaginava encontrar-se com uma pessoa melhor
O HOMEM QUE MATOU MONA6
vestida e mais asseada. O cara fedia a sujeira e álcool. Ela teve
ânsias de vômito, mas se conteve com muito esforço. Negou-
se a sequer tocar naquela mão imunda que lhe era estendida.
– Desculpe, mas eu estava esperando uma pessoa com
melhor aparência, condizente com sua condição de escritor
mais ou menos famoso. Decerto, não esperava encontrar um
farrapo humano, se me perdoa a sinceridade. – Disse ela sem
conseguir esconder seu asco.
Uma tristeza profunda invadiu o semblante do homem.
Ele baixou o olhar e esteve por um momento de cabeça baixa.
Depois, levantou-se resoluto e levou consigo a garrafa vazia
de refrigerante e o copo onde tinha bebido. Caminhou até o
balcão, entregou os recipientes e saiu do bar sem pagar, de-
pois de agradecer à balconista pela bebida. Ela respondeu-lhe
de forma simpática. E ficou olhando em sua direção, até que
ele sumiu de seu raio de visão. Depois, voltou a passar o pano
imundo no balcão, como se não tivesse sido interrompida.
A moça ficou indecisa se ia atrás dele ou se desistia da
reportagem da qual fora incumbida. Resolveu seguir o sujei-
to. Quando ia sair, no entanto, a balconista gritou:
– Ei, está devendo um refrigerante, mocinha. Nem
pense em sair sem pagar.
– Não tomei nenhum refrigerante – rebateu a mocinha
surpresa.
– Não tomou porque não quis. Pedi que o moço o le-
vasse até sua mesa.
– E como saberia que eu desejava tomar um refrige-
rante, se não expressei meu pedido?
– E o que mais uma mocinha da cidade, ainda da sua
idade, tomaria numa espelunca dessas? Ah, me poupe! Mas,
se não quiser pagar, vá se foder. Não vou brigar por tão pou-
co.
O HOMEM QUE MATOU MONA 7
Badhia meteu a mão no bolso, puxou de lá uns troca-
dos e depositou-os sobre o balcão. Depois saiu apressada,
não querendo perder o escritor de vista. No entanto, ele já
havia sumido. Enveredou por várias ruelas onde predomina-
vam casebres de pescadores sem, no entanto, conseguir reen-
contrar o homem. Àquela hora da tarde, não havia ninguém
nas ruas a quem pudesse perguntar se havia visto para onde
teria ido o sujeito. Resignou-se a voltar para o bar. Sentou-se
à mesma mesa, sob o olhar atento da balconista. Dessa vez, a
própria aproximou-se com uma garrafa de refrigerante e um
copo.
– Sua bebida. Dessa vez, por conta da casa.
A jornalista ia dizer alguma coisa, mas arrependeu-se.
Ao invés disso, agradeceu e pegou o refrigerante, derramou
no copo e sorveu tudo de um grande gole. Tossiu, engasgada
com o gás liberado pelo líquido. Tomou outro gole para acal-
mar a garganta e se acalmar da decepção de não ter encon-
trado o escritor.
– Não se preocupe, ele vai voltar – disse a mulher, que
se sentara à mesa. Discutiram?
– Não, mas fiz a idiotice de tratá-lo mal. Eu não volta-
ria, se fosse ele.
A mulher sorriu. Levantou o dedo e uma mocinha que
estava sentada com um dos clientes acorreu em sua direção.
Ela fez um pedido e logo a mocinha chegou com uma cerveja
geladíssima e dois copos. Ofereceu um deles à jornalista. Esta
esteve indecisa, mas aceitou-o. Depois que tomou um gole do
líquido amarelo, a coroa disse:
– Relaxe. Ele vai voltar. Eu o conheço bem.
– Mas você disse que não o conhecia, quando falei seu
nome...
- E não menti. Todos aqui o conhecem por Vadinho.
Vadinho Pescador. É gente da melhor qualidade. Ajuda a to-
O HOMEM QUE MATOU MONA8
dos sem pedir nada em troca.
– Por isso ele não pagou o refrigerante que pediu para
mim?
– Ele não pediu. Fui eu que disse para trazê-lo até você.
Mas eu não admito que ele pague nada aqui. Já me ajudou
muito, financeiramente, quando eu estava numa pior.
– Como o conheceu? - Perguntou a mocinha.
– A primeira vez que esteve aqui, embebedou-se. Cho-
rava. Dizia que havia matado alguém, mas tinha se arrepen-
dido. Foi-se embora sem pagar a conta e eu fiquei furiosa.
No outro dia, voltou com uma quantidade enorme de peixes.
Pediu para que eu lhe preparasse apenas um. O resto, distri-
buiu com todos que estavam no bar. E me deu os maiores,
dizendo-me que era para saldar sua dívida comigo.
– Onde ele mora?
- Não sei, e não e interessa. Passa dias sem aparecer
mas, quando o faz, traz sempre algo para mim. Menos hoje.
Hoje ele não me trouxe nada. Mas eu não ligo. Nem pergun-
to. Espero sempre ser surpreendida por ele.
– Então, acha que ainda volta?
– Sim. É só a granfina ter paciência.
– Tem onde eu possa me hospedar, por aqui?
– Tem um hotelzinho bem simpático, à beira-mar. Se
não está se sentindo bem no meu bar, vá para lá. Eu mando
te avisar, se ele voltar.
Ela ia saindo, quando um negro bonito, muito bem-
vestido e asseado, além de cheiroso a perfume caro, entrou
no bar. Passou por ela sem cumprimentá-la. Ela voltou-se,
antes de ir embora procurar o tal hotel. Ele olhou para ela de
uma forma tão intensa que a jovem estremeceu. Jurava que
havia tido uma breve contração orgástica. Ficou empulhada
e foi-se embora. Mas ainda viu o negro se sentando à mesa
da dona do bar.
O HOMEM QUE MATOU MONA 9
Ela não demorou a encontrar o hotel. Era muito sim-
pático, como a coroa havia dito. Preencheu o cadastro e ins-
talou-se em um dos quartos. Tomou um banho, vestiu uma
roupa leve e voltou à recepção, para tomar um cafezinho. Era
viciada na bebida. Aí viu o negro bonito que estivera no bar.
Estava sentado em uma cadeira de vime, lendo um jornal.
Quando a viu, fez-lhe um sinal para que ela se aproximasse.
Ela fez que não o percebeu. Foi até uma cafeteira que vira
na recepção, antes de se instalar no quarto, e pegou um café.
Provou-o e aprovou. Só então, andando devagar, se dirigiu ao
negro bonito. Parou diante dele e perguntou o que ele queria.
Ele indicou-lhe uma cadeira de vime à sua frente. Ela sen-
tou-se e cruzou as belas pernas, de uma forma muito sensu-
al. Não sabia porque estava agindo assim. Era tímida. Nunca
nem houvera tido um namorado. Tinha certeza de que tinha
mostrado o fundo da calcinha. Ele, porém, parecia nem ter
percebido. O negro perguntou:
– Vamos recomeçar a nossa conversa?
– Deve estar me confundindo, cavalheiro. Nunca con-
versamos. Lembro-me de tê-lo visto, há pouco, naquele bar
de pescadores, mas não chegamos a nos falar.
– Olha, não vamos por este caminho, tá? Não me diga
que vim lá do bar até aqui em vão. Tenho mais o que fazer.
Então, vou ser curto e grosso: desembucha, antes que eu vá
embora.
Ela deu uma risada. Achou o sujeito muito convenci-
do. Claro que ficara interessada nele, porém ele estava agindo
como se pudesse conquistar todas as mulheres do mundo.
Sua boceta, no entanto, estava agitada. Mesmo assim, ela to-
mou tranquilamente seu café para dizer:
– Desembuche você. Veio aqui me cantar para ficar-
mos juntos? - sussurrou com uma voz bem insinuante.
Entrara no jogo do sujeito. Queria ver até aonde aqui-
lo chegaria. No mais, nunca havia sido cortejada. Ou, se foi,
O HOMEM QUE MATOU MONA10
nunca percebeu. Não dava muita atenção aos homens. Às
vezes, até, se achava desinteressada deles. Talvez gostasse de
mulher. Mas nunca havia tido um relacionamento lésbico.
Ele fez uma cara de impaciência, antes de responder:
Pare, mocinha. Você é bonitinha, admito. Mas não faz
o meu tipo. Mais ainda agora que parece estar se oferecendo
para mim.
- Está louco, é? - irritou-se ela – Se não faço teu tipo,
por que me chamou à mesa?
– Não me diga que não está me reconhecendo...
Ela olhou bem para ele. Sim, achava que já o tinha visto
em algum lugar, antes do bar. Aí, lembrou-se da única foto
que tinha do escritor.
- Porra, é mesmo você! Puta que pariu, está muito di-
ferente. Badhia Lourenço – disse ela, lhe estendendo a mão.
Ele não a apertou. Deixou o jornal de lado e fez um
gesto com a sua, apontando-lhe a boceta:
– Prazer. Angelo Tomasini, mas já deve saber. Feche
essas pernas e deixe da me mostrar o fundo da calcinha. A
menos que esteja querendo me seduzir.
– E se fosse assim?
Ele esteve um segundo encarando-a, depois se levan-
tou. Ela pensou que ele ia embora. Apressou-se em dizer:
– Não, por favor, eu estava brincando, desculpe-me.
Ele continuou andando. Ela se levantou, disposta a retê
-lo. Mas aí notou que ele se encaminhava para a cafeteira. Ela
suspirou, aliviada. Disse para ele:
– Se importa se gravarmos a entrevista, senhor?
– À vontade. Mas vou querer dar uma olhada nela, de-
pois de escrita. Costumam botar palavras na minha boca.
– Então, deixa eu ir buscar meu gravador.
O HOMEM QUE MATOU MONA 11
Quando a morena voltou, estava mais bonita. Havia
colocado um blusa curta, valorizando seus seios pequenos
e deixando a barriguinha de fora. A calça Jeans que vestia
era justa no corpo, deixando-o mais esguio. Dera uma espé-
cie de nó nos cabelos, deixando à mostra seu pescoço longo.
Sentou-se novamente frente a ele. O sujeito nem pareceu ter
notado sua transformação. Ela ficou frustrada. Esperava um
elogio. Explicou:
– Fui mandada por minha editora, para fazer uma en-
trevista contigo. Estive procurando-o, por mais de um mês.
Sempre que pensava te ter achado, você havia mudado de en-
dereço.
– Isso é importante para a entrevista? Se for, ao menos
ligue o gravador.
Ela apressou-se a ligar o aparelho. Ficou meio que em-
pulhada.
- Desculpe. É a minha primeira entrevista. Estou an-
siosa. Mas o que eu disse não tem importância, não vou usar
na matéria.
– Sobre o quê é a tal matéria?
– Sobre tudo que se refere a você: se está escrevendo
um novo livro, como vive agora, essas coisas...
– Pois faça a primeira pergunta. Ou quer beber algo?
– Está me convidando? Não tenho dinheiro.
Ele fez um sinal e o recepcionista se acercou muito so-
lícito:
– Pois não, senhor Vadinho?
– Traga-me o menu, na página de bebidas. A senhorita
vai querer beber algo.
– E o senhor?
– Traga-me o de sempre.
– Não precisa me trazer o cardápio. Não entendo de
bebidas. Não saberia escolher.
– Sugiro um coquetel especial que costumamos servir
O HOMEM QUE MATOU MONA12
uma única dose aos nossos hóspedes. Ouvi que disse não ter
dinheiro. A primeira dose é de graça.
– Pois então traga-a, por favor. - Disse sorridente, a
mocinha.
Pouco depois, ela aprovava o sabor. Estava geladíssimo,
com uma sombrinha artesanal, lembrando que Pernambuco
é a terra do Frevo.
– Beba com parcimônia. Isso pega que é uma beleza.
– Bem, vou te fazer a primeira pergunta. Li um dos
teus livros, e ele era bastante erótico. Lembra-se qual foi a
primeira situação picante que já passou na vida?
– Já adulto, ou quando criança?
- Vamos começar pela tua infância. Pode falar sem
freios. Por envolver crianças, editarei o que achar inconve-
niente aos leitores. Se bem que é um adulto contando suas
experiências de quando era garoto, então não creio que serei
censurada pelo texto...
Ele esteve pensativo. Deu um gole em sua dose de Cam-
pari, que o garçom havia trazido junto com o coquetel. Falou:
- Eu mamei até tarde, acho que aos oito anos de idade.
Adorava tanto leite do peito que não se alimentava de mais
nada. Minha mãe, uma senhora pobre, lavadeira de ganho,
não tinha, há muito, leite no peito. Mas ela conhecia várias
mulheres, ainda amamentando, que se dispunham a me dar
de mamar. Principalmente aquelas que queriam fazer o des-
mame, pois seus filhos não se interessavam mais de sugar-lhe
os peitos. Sentiam-se aliviada, quando eu não as rejeitava.
– Você nunca enjoava?
– As vezes, sim. Principalmente quando vinham aque-
las mulheres suadas e gordas, com peitos fedorentos. Minha
mãe me fazia mamá-las a pulso. Ou então, se a fila era enor-
me, cerca de dez ou onze mulheres. Quando chegava nas der-
radeiras, eu já estava farto. Então, começava a brincar com os
O HOMEM QUE MATOU MONA 13
seios delas, sem mamar.
– Como assim?
– Eu lambia, sugava, apertava-lhes as mamas, tremula-
va a língua ali, para saberem que eu não queria mais. Isso era
pior, pois aí é que demoravam comigo no colo.
– Não entendi.
– Elas gozavam, quando eu fazia isso. Ficavam excita-
das, e comentavam isso umas com as outras. Comecei a per-
ceber que algumas voltavam, mesmo eu já as tendo desma-
mado naquele dia.
– Tua mãe não percebia?
– A princípio, não, pois ficava lá atrás de casa, lavando
as roupas das suas patroas. Nem dava para nos ver, de onde
estava, no quintal. Só se aproximava quando me ouvia cho-
rando.
– E por que você chorava?
- Por que algumas me obrigavam a desmamá-la. Quan-
do eu não queria, me davam mutucões.
– Entendo. Mas quando isso passou a ser explicita-
mente sexual?
- Um dia, meu irmão adoeceu. Minha mãe teve que
sair cedo, para levá-lo a um hospital. Não queria me deixar
sozinho em casa. Pediu para uma vizinha levar-me para a
casa dela. Era uma bem jovem, que também tinha filho bebê.
Lembro-me que não tinha marido. Era mãe solteira. Nesse
dia, a maioria das mulheres desistiram de me dar o peito.
Não queriam estar na casa dela. Diziam que ela tarava seus
maridos.
– E isso era verdade?
– Talvez, sim. O fato é que apenas três estiveram lá.
Todas as três jovens. Quando eu me fartei de mamá-las, pe-
diram para eu fazer aquilo que costumava: brincar com os
seios delas.
– Nossa. Se aproveitaram de você?
- De certa forma. Eu era ingênuo. Não percebia que es-
O HOMEM QUE MATOU MONA14
tavam taradas. Só quando fecharam as portas e começaram
a tirar a roupa. Ficaram todas nuas. Enquanto uma ficava de
tocaia, na janela semiaberta, as outras me atacaram.
– Como assim?
– Uma sentou-se no chão, e se encostou na cama. A
outra se ajoelhou na borda da cama.
– E daí? - perguntou a repórter, visivelmente excitada.
– Aí, a que estava de joelhos aproximou a boceta do
meu rosto:
– Chupa, belo. Chupa do mesmo jeito que você lambe
nossos peitos.
“E eu chupei. E adorei a boceta dela, limpinha e cheiro-
sa. Então, a outra arregaçou meu pingolim e meteu a boca ali.
Ele já estava durinho. Ela elogiou-lhe o tamanho e chupou
com bastante cuspe na boca. Eu imitava seus gestos na boceta
que tinha na boca. A jovem que eu chupava começou a gozar.
Tanto que caiu para trás, depois de dar um grito demorado.
A que estava na janela correu para tomar o lugar dela. Logo,
estava gozando, também. Enquanto isso, a outra continuava
me chupando gostoso. Eu comecei a sentir uma coisa estra-
nha. Nunca havia gozado, e nem sabia como era.
– Você tinha quantos anos?
– Sei lá. Uns sete ou oito anos, não lembro.
– Continue.
– Aí, a que me chupava disse:
– Ele está quase gozando. Não quero ficar na vontade.
Alguém vai ter que me socorrer.
Eu achava que ela iria ser hospitalizada, como meu ir-
mão. Parei de chupar a que acabara de gozar, e ela me jogou
sobre a cama. A que me chupava ficou de quatro, e voltou a
me fazer a felação. Uma delas quis assumir a sua função, mas
ela disse, resoluta:
– Não. Quero ser eu a primeira a levar sua gozada em
O HOMEM QUE MATOU MONA 15
minha boca.
Aí, uma delas meteu-se entre as suas pernas e chupou
o grelo da safada. Logo, ela também estava gozando. Com
isso, apressou mais a chupada. Queria que eu gozasse junto
com ela. Não demorei muito, e a sensação tomou todo o meu
âmago. Eu estava de pé, sobre a cama. Minhas pernas come-
çaram a tremer. Eu me assustei. Nunca havia sentido aquilo.
Comecei a chorar. Mas ela não me largou. Passou a me mas-
turbar, também.
Então, eu gozei naquela boca gostosa.”
O HOMEM QUE MATOU MONA16
2. Meu pinto era curto para o tamanho
da bunda dela
– Nossa, senti teu gozo aqui, na minha xoxota. Mas,
qual foi a primeira sensação daquela gozada, para você?
– Eu estava apavorado. Achei que estavam judiando
de mim. Quando perceberam que eu havia gozado, as duas
se afastaram e caíram de boca no meu pingolim. Ele estava
muito sensível, e a dor foi enorme. Aí foi que eu chorei, di-
zendo que estava doendo. Mas não largaram da minha pica.
Por sorte, a que havia acabado de gozar, gritou:
– Parem! Ele está dolorido. Não façam ele ficar sem
querer nos foder de novo, suas insensíveis.
“ E ela expulsou as amigas de casa, me pegando no bra-
ço e me acalentando:
- Chore não, amor. Não vou deixar que judiem de você,
O HOMEM QUE MATOU MONA 17
aquelas chatas. Vou te dar um banho bem gostoso, de água
morna, viu pequeno? Vai ver que logo vai dormir e esquecer
essa dorzinha no piupiu, viu?
De fato, eu tomei um banho demorado, com ela me
lavando o corpo inteiro e até tirando meus grudes entra-
nhados, pois minha mãe não ligava muito para isso. Depois,
adormeci.”
A jornalista tomou o resto do coquetel de uma só vez.
Perguntou se podia pedir outro. O negro chamou novamente
o recepcionista e ele trouxe outro copo com o líquido. Ela
experimentou novamente. Perguntou ao cara:
– O que é isso?
– Uma receita do hotel, senhorita. Não sei de que é
feito. Posso perguntar à nossa cozinheira.
– Não precisa. Ela não vai querer dizer seu segredo.
– Não tome tão depressa. Isso embebeda. - Alertou o
negrão.
– Que seja. Depois, você me carrega nos braços até o
meu quarto. - Disse ela, já levemente embriagada. - Continue
a conversa.
– Bem, eu dormi o dia inteiro, se não me engano.
Quando minha mãe voltou do hospital, elogiou meu cheiro
de sabonete. Eu estava limpinho. Levou-me para casa, nos
braços, agradecendo à mulher.
– O que teu irmão tinha?
– Ele era doente dos nervos. Havia tido uma crise. Teve
que ficar internado, uns dias. Aí, a vizinha pediu para ficar
comigo, enquanto minha mãe estivesse com meu irmão, no
hospital.
– Poxa. E haja sacanagem, hein?
“ No dia dia seguinte, eu não quis saber das mulheres.
Estava assustado com o que fizeram comigo. Mas a vizinha
que cuidava de mim foi muito paciente. Estava atenta comi-
O HOMEM QUE MATOU MONA18
go e com a filha dela, bebezinho, com igual cuidado. Dava
comidinha na boca de nós dois, apesar de eu já ser crescido.
No outro dia, porém, perguntou se eu queria sorvete. Cla-
ro que eu queria. Ela esperou o sorveteiro passar e comprou
três bolas. Sorveu uma, me deu outra e reservou uma tercei-
ra. Quando eu terminei de comer a minha, ela perguntou se
queria mais. Eu disse que sim. Então, ela tirou toda a roupa
e deitou-se na cama, forrando uma toalha de plástico sobre
ela antes.”
– Toalha de plástico? Para quê?
“ Depois de despir-se, ela pegou a última bola de sorve-
te e derramou na barriga, abaixo do umbigo. Disse para mim
que eu lambesse o que escorresse pela boceta dela e eu fiz
aquilo. À medida em que eu lhe lambia o grelo, ela gritava de
prazer. Até chorava, de gozo. Com pena dela, eu quis parar.
Ela urrou:
– Não para, porra, senão não te dou mais sorvete.
Eu continuei, até que só sobrou um pouquinho. Então,
ela raspou a barriga com a mão e lambuzou meu pinto. Eu me
retraí, temendo que doesse novamente. Ela disse:
– Deixe, meu nego. Se doer, a tia para.
E eu deixei. O toque de suas mãos geladas no meu pin-
to era muito excitante. Logo, eu estava lançando um pouqui-
nho de esperma. Dessa vez, eu vi o líquido transparente e pe-
gajoso sair da minha pica. Ela pediu que eu o levasse à boca,
provando-o. Eu tive nojo, mas ela insistiu:
– Tem o mesmo sabor que a minha boceta sem sorvete.
Eu já me acostumara com sabor de boceta. Aparei o lí-
quido com a mão e levei-o à boca. Gostei. Ela lambeu minhas
mãozinhas, se deliciando do resto.”
– Mas nunca chegaram a transar mesmo?
– Com ela, não. Ela só gostava de chupar e ser chupa-
O HOMEM QUE MATOU MONA 19
da. Nunca percebi interesse em transar comigo. Mas as ami-
gas dela, sim.
– Uau. Todas as duas?
– Sim. Ambas tinham marido, mas dois dias depois
apareceram na casa dela. Perguntaram se eu estava bem, e eu
disse que sim. Já não tinha medo delas.
– Está disposto a brincar conosco, dessa vez?
“ Eu balancei a cabeça, afirmativamente. Uma delas le-
vantou a saia. Já estava nua por baixo. A outra precisou tirar
a calcinha. Fizeram par ou ímpar e a primeira ganhou. Ficou
de quatro sobre a cama, e a outra me pegou pelos sovacos, me
pondo atrás dela. A que eu estava na sua casa apenas assistia,
sentada numa cadeira de balanço, dessas trançadas com fios
plásticos. A que perdeu, lambeu o cu doa outra, enquanto
esta me lambia o piupiu. Já estava duro. Uma disse, enfiando
e retirando o dedo do cu lubrificado da outra:
– Olha, amor. Você vai fazer com o pingolim, o que
estou fazendo com o dedo no cu dela. É capaz?
Eu não entendi bem o que queriam, mas me posiciona-
ram atrás da nega. Apontaram minha pica pro cu dela. Para a
minha surpresa, o pingolim, que era mais grosso que o dedo
dela, entrou fácil, fácil. Então, uma ficou empurrando a mi-
nha bunda, me ensinando a fazer os movimentos de cópula.
Quando eu aprendi, e comecei a fazê-los por mim mesmo, a
outra se enfiou sob a que me dava a bunda e começou a chupá
-la. Teve uma hora em que a que eu fodia me apertou a bilola
com o cu, e eu temi ficar engatado, como os cães que eu via
foder na rua. Ela gemia alto e eu temia que estivesse doendo.
Na minha ingenuidade, prometi a mim mesmo nunca dar o
cu.”
A jornalista riu a valer. Já estava embriagada. O ne-
grão percebeu. Perguntou se ela não queria dar uma parada.
O HOMEM QUE MATOU MONA20
Terminariam a entrevista outro dia. Ela quis continuar, e até
pediu outra dose. Mas alertou que não tinha dinheiro para
pagar. Ele assentiu com a cabeça. Ela insistiu:
– Continua. Está muito boa, tua história.
“ Bem, acabei fodendo ambas desse jeito. Olhei para a
terceira, e esta se masturbava, sentada na cadeira. Para mim,
parecia também estar sofrendo, pois sua cara dava pena. Es-
tremeceu o corpo todo, quando gozou. Vi que lançou um
pouquinho de esperma. Pensei em fazer o mesmo e gozei na
bunda da que eu estava fodendo.”
– Muito bem. Ainda tem história com essas três?
– Várias, mas algumas não me lembro. Mas teve uma
que muito me marcou.
– Conta.
“Havia uma negra rabuda, mãe solteira, que acabara de
ter dado à luz a uma menina. Soube que eu desmamava, e
procurou a vizinha de minha mãe. Flagrou-nos na putaria.
Primeiro, deu um esporro nas três, dizendo que aquilo era
exploração sexual de menores. Disse que ia denunciar o caso
à Polícia. As mulheres imploraram para que ela guardasse se-
gredo. Depois de muita conversa, ela disse:
– Está bem. Mas não vou explorar essa pobre criança.
Quero que vocês três me fodam. Se eu gostar, fico na minha.
As três se entreolharam e tiraram a roupa dela. Lem-
bro que a negra tinha um corpão grandão, muito bonito.
Não tinha uma única mancha na pele. Dessa vez, eu fiquei
só olhando, enquanto a putaria rolava solta. As três fizeram a
negra ir à loucura, chupando-a e metendo o dedo em seu cu
e em sua vagina. Uma dela, disse-me:
– Vá, meu bebê. Não fique só olhando. Bata uma pu-
nheta, pra ver como é bom...
O HOMEM QUE MATOU MONA 21
Eu nunca havia me masturbado. Levei a mão ao pingo-
lim, tão duro que chegava a doer. Iniciei uma bronha, e não
demorei muto a gozar. A negrona, quando percebeu, desven-
cilhou-se das outras e correu para me chupar. Fiquei receo-
so que doesse, mas ela apenas lambeu minha bilola. Fê-lo de
forma tão gostosa que eu gozei duas vezes seguidas na cara
dela. As outras lhe lamberam o rosto, para retirar dele minha
porra. Depois, cada uma me pediu um beijo de língua, mas
eu não sabia o que era aquilo. Fui salvo por minha mãe, que
bateu na porta, me chamando.
Uma foi mais esperta e disse que estavam me dando
um banho. E correram para o banheiro, jogando água fria no
meu corpo. Detestei. Chorei com frio. Minha mãe pergun-
tou o que estavam fazendo comigo, pois não haviam aberto a
porta. Mas ficou satisfeita, quando saí banhado e cheiroso a
talco e perfume.
– Ele não queria tomar banho, por isso chorou. - Disse
a negrona.
Não desmenti. Minha mãe me chamou de Sugismun-
do(*) e, envergonhada, me levou para casa. Fiquei o resto do
dia de castigo, sem poder sair de casa para brincar com os
amigos.”
– Tadinho. Mas voltou a se encontrar com a negra?
– Sim. Ela passou a visitar-me, na casa da vizinha, to-
dos os dias. Levava a filha para o desmame e depois fodia com
as outras. Um dia, ela estava de bunda para cima, chupando
duas das mulheres, ao mesmo tempo. Revezava a boca, de
uma para a outra. Tinha aquela bunda enorme voltada para
meu lado. O cu piscava. Eu, que já estava safadinho só de
olhá-las na sacanagem, fiquei excitado com aquela visão. A
dona da casa percebeu e me incentivou a comer-lhe o cu. Foi
a minha perdição.
O HOMEM QUE MATOU MONA22
– Ué, por quê? Não gostou?
- Naquele dia, não. Fui para trás da negra, e tentei en-
fiar minha bilolinha no seu cu. Mas a bunda era enorme. Eu
não conseguiu alcançar o buraquinho. Mesmo ela se arrega-
nhando toda, minha glande só lhe roçava a porta do cu. Isso
me deixou muito frustrado. A ela, também. Então, ela tirou
da bolsa um estranho objeto e o acoplou em mim. Era um
enorme falo de borracha, que me amarrou na cintura. Com
ele, fodi-lhe a xana e a bunda. As outras também quiseram
experimentar. Foi uma festa.
– Caracas. Essa história está muito excitante. Vamos
parar por aqui, que já não aguento mais de tanto tesão. Me
leva até meu quarto? Estou muito bicada. Temo cair pelo ca-
minho.
O negro chamou o recepcionista. Pediu que o cara le-
vasse a mocinha, e ele a colocou nos braços. Ela parecia des-
maiada, de tanta cachaça. O negro recomendou:
– Dê-lhe um banho de água fria, mas não mexa com
ela. Não se aproveite do seu estado. Acha que pode fazer isso?
– Sim, senhor.
E o funcionário do hotel foi-se embora, carregando a
mulher nos braços.
(*) Sugismundo - Personagem criado para uma campa-
nha sobre lixos e que não gostava de tomar banho.
O HOMEM QUE MATOU MONA 23
3. Assediada pelos próprios irmãos
Quandoocaradohotelvoltou,onegroaindabebericavasua
dosedeCampari.Elesentou-sedefronteaoescritoredisse:
– Estive ouvindo a conversa de vocês dois. É verdade
tudo o que disse a ela?
– Por que duvida?
– Sei lá. Dizem que o senhor é pescador, e pescador
gosta de inventar histórias.
– Não tenho motivo para mentir.
- Tem razão. Mas juro que fiquei excitado. Por pouco
não fodi a mocinha. Ela também ficou afim, pois tentou me
agarrar lá no banheiro, enquanto lhe dava um banho.
– Entendo. Mas o importante é que conseguiu se con-
ter. Se quiser, posso te pagar uma trepada com alguma puta
daqui.
- Verdade? Faz tempos que não transo - Confessou o
rapaz, de cerca de vinte anos de idade.
O HOMEM QUE MATOU MONA24
– Quando você largar, me peça a grana. Estarei aqui,
bebendo, até altas horas da noite.
– Largo às dezoito em ponto. Ou seja: daqui a duas
horas, senhor. E ficarei muito agradecido se me der a grana.
Ganho pouco aqui, quase não dá para o sustento de minha
mãe viúva e de minha irmã de catorze anos.
– O negrão tirou algumas cédulas do bolso e entregou
ao cara. Ele ficou contentíssimo. Disse:
– Isso deve dar para uma longa noite de orgia, senhor.
E ainda sobra.
– Gaste com parcimônia. O que sobrar, leve para tua
família.
O rapaz saiu feliz e o negro continuou a beber. Quando
escureceu, ele levantou-se e foi embora, sem se despedir do
jovem. Caminhou até o casebre onde morava, a beira-mar.
Entrou e fechou a porta. Tirou toda a roupa e jogou-se na
cama. Um vulto se aproximou dele. Estava toda nua. Os ca-
belos eram enormes, chegando a encostar no chão. Ele per-
guntou:
– De novo, por aqui, Mona? Por que não me deixa em
paz?
– Você, realmente, quer isso?
- Não sei. Mas não suporto mais delirar contigo. Você
não é real.
– Claro que sou, amor. Você me fez real.
– Sim, e depois te matei.
– Não. Você não me matou. Quis fazer isso, mas desis-
tiu, não lembra?
– Eu atirei na tua cabeça.
– Sim, mas não me acertou.
– Eu rasguei teu livro. - Disse ele, chorando.
- Você tentou. Mas o livro está aqui. Veja...
Ele abriu os olhos, que até então estavam cerrados. Ela
estava ali, sentada à borda da cama. Entregou o livro a ele. Ele
O HOMEM QUE MATOU MONA 25
olhou a capa. Tinha escrito lá, em letras douradas: As Crô-
nicas de Mona. Jogou o livro com força, contra a parede do
casebre. Ela o beijou nas faces. Perguntou:
– Quer que te faça uma massagem? Você parece ten-
so...
– Quero, sim.
Ela pegou o pau dele, com suas mãos delicadas. Mas-
turbou-o com suavidade. O caralho cresceu em suas mãos.
Ela o levou à boca. Continuou chupando o amante, enquanto
o masturbava. Aos poucos, ele foi sentindo vontade de gozar.
Avisou a ela:
– Estou já gozando. Mas, desta vez, não quero que en-
gula minha porra. Deixe-me melecado. Eu estarei bem.
Nem bem terminou a frase, gozou de montão. Sua gala
foi arremessada longe, batendo na parede do quarto aperta-
do. Em seguida, ele adormeceu sorridente. Parecia estar feliz.
********************
– Viu o negrão que esteve comigo ontem?
– Desculpe, senhorita. Ontem foi o dia da minha folga.
Acho que está me confundindo com o outro recepcionista,
não?
– É bem provável. É que estou de ressaca. Ainda dá
para pegar o café da manhã?
- Infelizmente não, senhorita. Recolheram os pratos há
cerca de uma hora. Mas temos sanduíches, se quiser.
– Traga um americano.
Pouco depois, quando comia seu lanche, viu o negrão
se aproximar. Ele estava muito elegante, com calças folgadas
brancas e camisa de listras pretas e brancas. Quando a viu,
cumprimentou-a.
– Bom dia. Dormiu bem?
– Acho que sim. Não me lembro de ter acordado, de-
pois que saí daqui. Quem me levou para o quarto?
O HOMEM QUE MATOU MONA26
Ele esteve indeciso. Depois, disse:
– Ninguém. A senhorita foi sozinha.
– Noooosa. Não me lembro. Achei que tinha sido você.
Mas fiquei frustrada, sabia?
– Por quê?
– Achei que ia se aproveitar de mim. Me embebedei
para isso.
– Não sou de me aproveitar de ninguém. Muito menos
de alguém fora do seu juízo. Eu me sentiria péssimo.
– Já eu, me sentiria muito feliz.
– Por quê?
– Tenho vinte e poucos anos e nunca fodi. Se estou
sóbria, não consigo. Fujo de quem tenta me seduzir. Como
ainda sou virgem, achei que finalmente perderia meu caba-
cinho ontem.
– Um dia conhecerá alguém por quem se apaixone.
Com certeza, não serei eu.
– Você é incapaz de amar?
– Acho que sim. Mas não quero falar sobre isso.
Está bem. Deixa eu terminar meu lanche que continua-
remos a entrevista. Desta vez, estou com os apetrechos.
Pouco depois, ela perguntava:
– Como acabou o “love” com as quatro mulheres?
– De forma violenta.
– Mesmo? Me conta...
“Meu irmão havia voltado do hospital. Acabara seus
dias de internamento. Minha mãe estava contente. Mas o mé-
dico havia recomendado bastante repouso para ele. E jamais
poderia ter contrariedades, sob risco de ter uma recaída bra-
ba. O calhorda ficou sabendo disso e ficou um porre: chorava
por tudo e era cheio de gostos.
– Você não gostava dele?
- Odiava. Apanhei muito, por causa dele. Minha mãe
não podia bater-lhe, então extravasava toda a sua raiva em
O HOMEM QUE MATOU MONA 27
mim. Pior: quando meu pai chegava, e ela lhe fazia queixas,
eu apanhava de novo.
– Coitado. Mas o que aconteceu, para as mulheres não
mais foderem contigo?
– Havia um cara, mais velho que nós dois, que era ta-
rado em meninos. Vivia assediando o meu irmão. Dava-lhe
dinheiro, para que meu irmão batesse uma punheta nele. E
meu irmão, doido por dinheiro, fazia isso. Um dia, flagrei o
cara querendo foder meu irmão a pulso. Parti para cima do
sujeito, bem maior que eu, e dei-lhe uma surra. É certo que
o peguei distraído e o acertei com uma pedrada arremessada
com um estilingue antes, mas depois que o massacrei a chu-
tes e pontapés, ele não reagiu. Ao invés disso, disse que não
mais daria dinheiro ao meu irmão. A mãe do cara fez queixa
à minha mãe de que eu tinha acertado o merda covardemen-
te. O puto do meu irmão confirmou a versão dela. Então, le-
vei uma sova daquelas para nunca esquecer.
– Minha Nossa Senhora. E depois?
– Corri para a casa de minha avó. Ela me protegia,
sempre. Era negra, como eu. Já meu irmão, era branco e mi-
nha mãe gostava mais dele.
– Não creio que uma mãe prefira um filho a outro. -
Rejeitou a afirmação, a mocinha.
– Não deveria, mas isso acontece todo santo dia.
– Continue.
– Passei a morar na casa de minha vó. Ela inventou que
havia encontrado escola para mim, perto dela, e pediu para
minha mãe me deixar consigo.
– Entendi. Mudando-se de residência, você perdeu o
contato com as mulheres...
– É verdade. Mas aí, havia uma vizinha de minha avó
que tinha a minha idade. Aliás, era um ano mais velha que
eu. E era muito bonita, apesar de magrinha. Naquela épo-
ca, os banheiros ficavam atrás de casa, no quintal. Uma vala
tampada servia para evacuação dos excrementos, através de
O HOMEM QUE MATOU MONA28
manilhas de barro, que despejavam no buraco coberto. Eu
estava no banheiro, por volta das dez da noite, quando ouvi
barulho de vozes. Esgueirei-me por perto da cerca de madei-
ra e arbusto, que dividia os dois quintais, e vi a menina sendo
assediada pelos próprios irmãos. Eram os dois mais velhos
que ela. Ela não queria lhes dar a boceta, mas eles insistiam.
Um deles dizia baixinho:
– Você já dá pra gente faz bastante tempo. Não tem
mais cabaço. Então, deixe de frescuras e dê logo esse tabaco
arrombado.
Ela choramingava:
– Não. Tenho medo de engravidar. Se isso acontecer, o
que será de mim? Meu pai vai me botar de casa pra fora.
– A gente já trabalha. Alugamos um quarto e te bota-
mos dentro.
– Não. Eu não quero. Prefiro morar aqui...
“Um deles quis fodê-la a pulso. Ela se esperneou. Quis
gritar, mas disseram que a machucariam, se ela fizesse isso.
Então, intervi. Gritei pelos pais da garota e disse que estavam
querendo bater nela. Fui ingênuo. Iria denunciar a tentativa
de estupro, mas os próprios pais dela não acreditaram que
os irmãos pudessem fazer isso. Passei por mentiroso, pois
ela não enfrentou os caras. Temia que eles lhe batessem mais
tarde. E eu levei uma surra daquelas, dos meu pais, para não
inventar mais mentiras. Dessa vez, minha avó ficou contra
mim. Não me defendeu, achando que eu tinha levantado fal-
so testemunho.
Passei uns dias de castigo, mas a menina foi me visitar
em minha residência. Tivemos uma conversa a sós e ela me
agradeceu a intervenção. Disse que, quando eu pudesse sair
de casa, a procurasse na escola onde eu estudava, só que no
turno da tarde. Saiu do meu quarto depois de me dar um
beijo. Eu me apaixonei por ela. Como não me proibiram de
O HOMEM QUE MATOU MONA 29
ir à escola, esperei por ela, no outro dia, depois que larguei.
Ela ficou contente em me ver. Não entrou na escola. Pegou
em minha mão e caminhamos por um longo caminho, até
que enveredamos por uma estradinha no meio do mato. Eu
nunca tinha me aventurado a pegar um caminho diferente
para ir pra casa, como naquele dia. Entramos num matagal e
ela me beijou novamente. E foi logo tirando a roupa.
Fiz o mesmo. Logo, estávamos os dois nus, alisando o
corpo um do outro. Ela disse que meu caralho era grande,
para a minha idade. Eu disse que sua boceta era pequenina.
Na verdade, eu comparava o tamanho com outras, de mulhe-
res adultas que eu tinha visto. Aí, ela pediu-me:
– Vamos transar? Mas não quero pela frente. Tenho
medo de ter um bebê.
– Ué, mas bebês não são trazidos pela cegonha?
Ela riu. Depois afirmou:
- Não, seu bobo. Bebês são feitos botando esse pinto
nessa racha. Mas nunca vi mulher com barrigão nas costas.
Então, bebês não nascem pelo cu. Por isso, quero que foda o
meu.
Acho que foi uma das melhores fodas que dei. O cuzi-
nho dela era muito apertado, e eu quase não consegui en-
fiar meu pinto ali. Ela me ajudou. Foi a primeira vez que vi
uma menina passar cuspe no cu. Logo, eu enfiava todo o meu
pingolim nela. Ela agarrou-se numa árvore e eu meti pica.
Ela chorou de tanto gozar, e por isso eu quase desisto. Pensei
que estava lhe doendo. Mas depois, ela disse que gozara mui-
to. Mostrou-me a boceta pingando de gozo. Fodemos mais
umas três vezes, sempre ela me dando o cuzinho. Voltamos
para casa juntos, mas só no horário dela voltar.
Meus pais estavam doidos. Já tinham me procurado em
tudo quanto era lugar. Minha vó estava aflita. Mas aí, a me-
O HOMEM QUE MATOU MONA30
nina afirmou que havia me encontrado perdido na rua. Con-
firmei a história dela. Disse que havia pego um ônibus para
voltar para casa e passei direto da parada, indo para o termi-
nal da linha. Como não tinha dinheiro para voltar, fiquei sem
saber o que fazer. Encontrei-a por acaso, quando pedi a um
motorista para fazer a viagem de volta. Eu estava chorando e
ela me acolheu. Engoliram a mentira e escapamos da surra.
A partir de então, todos os dias nos encontrávamos na
escola e fugíamos para a mata. Um dia, conversando, sou-
be que quem a tinha estuprado primeiro foi seu próprio pai.
Com medo que ela engravidasse, disse aos irmãos dela que a
seviciassem também. Quando contou à mãe, esta não acre-
ditou. Se negava a crer que o cara era um crápula. Naquele
dia, resolvemos fazer uma armadilha contra o pai dela. Ela
o convidaria para uma foda, no quintal de casa, à noite, e eu
avisaria à mãe dela. Pegamos o cara em flagrante, tentando
fodê-la a pulso. A mãe e vários vizinhos viram o escândalo.
Com vergonha, a família se mudou. Depois eu soube que o
pai os havia abandonado, depois disso. Minha vó se viu obri-
gada a me pedir desculpas, e eu botei moral em casa.”
– Uau, que coisa. Não a viu mais?
– Só muito tempo depois. Ela havia casado e já tinha
dois filhos. Afastou-se de mim às pressas, talvez temendo que
eu fosse falar com ela. Queria, claro, salvaguardar a sua vida
pregressa.
– Entendo. Você conseguiu esquecê-la?
– Sim. Mas foi preciso encontrar novo amor.
– Posso pedir outra dose daquela?
– A essa hora do dia?
– E daí? Estou com vontade de beber. E a conversa tá
é boa.
– Okay, mas vamos sair daqui. Acredito que aquele re-
cepcionista está nos ouvindo...
O HOMEM QUE MATOU MONA 31
Ela nem disfarçou. Olhou para o cara. Percebeu que ele
fingia estar desinteressado da conversa, mas estava de ante-
nas ligadas.
- Vamos para o meu quarto. Aqui não é lugar para estar
conversando essas coisas. - Disse ela.
Pediram mais um coquetel e uma dose de Campari, e
foram para o quarto. Ela tirou a blusa que vestia, ficando com
os seios nus. Ele não se incomodou com a visão deles. Foi
preciso que ela perguntasse:
– Não gosta dos meus peitos?
- Para mim, é indiferente. Já te disse que não estou a
fim de você.
– E se eu disser que estou a fim de ti?
– Eu não acreditaria. Você está bêbada.
– Bêbada não tem direito de ficar excitada?
– Sim. Mas sempre se arrepende, depois.
Ela tirou o short apertado que usava e, junto com ele, a
calcinha preta. Ficou nua na frente do negrão. Depois, pro-
curou sua braguilha. Libertou o enorme caralho. Deu um as-
sobio.
– Fiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuu. Que coisa monstruosa.
Posso mamá-lo?
Ele ficou calado. Ela se ajoelhou e levou o pênis à boca.
Ele ainda estava mole. No entanto, menos de um minuto de-
pois, começou a crescer. Num instante, já não cabia mais na
boca da jovem. Ela disse:
– Sim, enorme. E eu nunca vi um tão de perto.
Engasgou-se, tentando colocá-lo todo na boca. Os
olhos lacrimejavam por conta do esforço. Tirou-o da boca e
esfregou ele nos seios e no rosto. O negrão estava de pé, à sua
frente. Alisava os cabelos da jovem. Ela pediu:
– Senta na cama. Quero ver se consigo me estrepar
O HOMEM QUE MATOU MONA32
nesse bicho.
Ele sentou-se. Ela olhou em volta, procurando algo. Ele
perguntou o que ela queria. Ela disse:
– Algo para lubrificar esse cacete enorme. Quero-o to-
dinho no cu. Ainda não estou disposta a perder minha vir-
gindade na boceta.
– Às vezes tem gel nas gavetas. - Disse ele.
Ela achou uma bisnaga. Ficou contente. Mas disse:
– Acho a quantidade pouca, para untar esse imenso
caralho, não concorda? Mas vou tentar assim mesmo...
Sentou-se no colo do negrão, assim que gastou a bisna-
ga toda no pau dele. Fez um esforço tremendo, se enfiando na
trolha. Quando chegou à metade, no entanto, desistiu:
– Tira, tira, tira... Está doendo pra caralho...
Em vez de tirar, ele forçou a anca dela de encontro ao
cacete. Ela deu um grito demorado, mas o negrão sentiu suas
pregas lhe tocarem o final do talo. Ela estava toda fincada em
sua pica.
O HOMEM QUE MATOU MONA 33
4. Uma foda rejuvenescedora
Quando a jornalista acordou, o negrão já não estava
lá. Ainda sentia as pregas ardendo, depois da trepada
com ele. Mas tinha sido bom. Iria querer outra. Aproveita-
ria bem enquanto ainda estava entrevistando o cara, antes de
voltar para o Recife. Olhou para o relógio. Tinha dormido
o bastante e estava com fome. Dessa vez, iria procurar um
restaurante para fazer uma refeição mais adequada. Nada
de sanduíches. Desceu à recepção e perguntou onde podia
encontrar um lugar para comer. Indicaram um bar de pesca-
dores, mais na frente. Era o mesmo onde ela tinha estado à
procura do negrão, no dia que chegara a vila de pescadores.
Foi para lá. Quando a coroa, dona do bar, veio atendê-la, ela
olhava curiosa para o aquário encima da mesa. Perguntou:
– Que bicho estranho é esse?
- Ninguém sabe. Foi capturado no mar por Vadinho,
logo que chegou aqui. Ignoramos de que se alimenta. Já bota-
O HOMEM QUE MATOU MONA34
mos de tudo e ele não comeu. Mas parece não precisar comer,
pois continua vivo e esbanjando saúde...
– Já eu, estou morta de fome. O que tem para comer?
– Carne ou peixe?
– Prefiro peixe.
– Temos saramonete, albacora, anchova, tainha...
– Não entendo nada de peixes. Asse-me o mais gosto-
so.
– Então, trate e asse este aqui. - Ouviram uma voz co-
nhecida.
Era o negrão que se aproximava, vestido com roupas
simples de pescador. Trazia um cesto debaixo do braço, cheio
de peixes, e um na mão. Parecia uma cavala. Já vira algumas
fotografias da espécie.
A dona do bar sorriu. Pegou o peixe e desapareceu por
uma das portas. Ele disse à mocinha:
– Deixe-me distribuir essa pescaria e logo voltarei
aqui. É o tempo do peixe que dei a Zefinha estar frito.
– Não vai me dar um beijo?
– Achei que não lembrava de que havíamos transado
ontem.
- Ontem? Caralho. Dormi esse tempo todinho??? - sur-
preendeu-se ela.
– É, eu não quis te acordar. Saí hoje no final da manhã,
para pescar.
– E conseguiu esses peixes todos em tão pouco tempo?
– Tive sorte.
Cerca de meia hora depois, a coroa do bar apareceu
procurando pelo negrão:
– Cadê ele?
– Disse que foi distribuir os peixes. Deve estar já vol-
tando.
– Ouvi você lhe pedir um beijo. Estão juntos?
O HOMEM QUE MATOU MONA 35
- Sei lá. Ele é resistente. Mas gostei dele.
– Todos gostam, eu já te disse.
- Até você? Vejo que olha para ele de um jeito muito
especial.
- Você notou? - Perguntou ela, encabulada – Mas quem
vai querer uma velha como eu, se existe gente da tua idade
com quem foder...
– Você é uma coroa bonita. Um pouco maltratada, é
verdade. Mas nada que um banho de loja e um bom cabelei-
reiro não dê jeito.
– Loja? Cabeleireiro? E quem disse que tem dessas coi-
sas aqui? Teria que ir até a cidade, mas sou sozinha e não
posso sair daqui. Teria que fechar o bar.
– O negrão não ficaria tomando de conta por um dia?
Eu iria contigo para o Recife. Se você tiver dinheiro, compra-
ríamos algumas coisas lá...
– Bem pensado. Vou falar com ele. Está vindo para cá.
Quando o negrão entrou de mãos limpas e roupas tro-
cadas, a senhora o chamou:
– Vadinho, vamos ali. Quero falar contigo.
Pouco depois, o cara voltava de dentro da cozinha. Sen-
tou-se à mesa onde estava a mocinha. Disse:
– Soube que você vai à cidade, com Zefinha. É um
enorme favor que está fazendo a ela. A pobre nunca sai da-
qui. Eu ficarei no bar. Não precisam ter pressa para voltar.
Acho que dou conta.
– Não vai ficar com saudades de mim?
– Quando voltar, te respondo.
Ela o beijou carinhosamente nos lábios. A coroa che-
gou com o peixe assado. Cheirava maravilha.
– Sente-se conosco. E chame quem quiser, também. O
peixe é grande e dá para todos.
– Não tenho quem chamar. Conheço todos daqui da
O HOMEM QUE MATOU MONA36
ilha, mas parece que ninguém me conhece. Às vezes saio para
fazer compras, falo com as pessoas, e até falam comigo, mas
parecem que não sabem de onde me conhecem.
– Que coisa. Mas isso acontece. Às vezes, nem perce-
bemos quem está ao nosso lado. - Disse a mocinha.
Aí, o recepcionista jovem, que havia ganho um dinhei-
ro do negrão para se divertir, entrou no bar. Veio direto para
a mesa.
– Disseram que haviam te visto vir para cá. Preciso
falar contigo.
– Senta aí.
– É particular.
O negrão pediu licença e se levantou. Saíram do bar e
estiveram conversando lá fora. Quando ele voltou, disse:
– Vamos comer e depois tenho de sair. Mas voltarei
logo, então vocês podem ir para o Recife.
********************
– Onde ela mora?
– Bem ali na frente. Fiquei impressionado, quando vi.
– Eu também, depois que me contou. Ela te pediu aju-
da?
– Sim. Não sabe mais o que fazer, coitada.
Chegaram a uma casa pobre, a última de uma rua da
vila. Por onde passavam, o povo cumprimentava o negrão.
Uma mulher, no entanto, perguntou ao jovem recepcionista:
– Já voltou? Não trabalha hoje, para estar na zona?
– Não é da tua conta, velha fofoqueira. - Respondeu o
jovem.
A porta da casa para onde se dirigiam estava escanca-
rada. à porta, tinha uma placa:
COBRO CINQUENTA REAIS PELA FODA, COM
DIREITO A TUDO.
O HOMEM QUE MATOU MONA 37
Uma jovem linda, mas maltrapilha, com uma criança
nos braços, veio atendê-los.
– Oi, Fábio. Conseguiu falar com o médico?
- Não. Mas trouxe quem pode dar uma olhada na tua
filha. Ele é estudado, pode te ajudar.
A jovem, de cerca de vinte e cinco anos, colocou a
criança de três ou quatro anos nos braços do negrão. A pe-
quena tinha quatro braços, perfeitamente formados. O ne-
grão perguntou:
– Ela já nasceu assim?
- Não, nasceu com uma mãozinha defeituosa. Aí, me-
ses atrás, começou a desenvolver os outros braços. E a mão
aleijada se tornou perfeita, como as outras. Mas agora está
apática. Parece morrer, minha pequena.
Ele esteve examinando a menininha. Depois, afirmou:
– Eu, infelizmente, não posso fazer nada. Fiz medici-
na, mas não completei meus estudos. Tive que largar o curso
no começo, por falta de grana. Mas conheço uma pessoa que
pode te ajudar: minha professora de medicina, que vive re-
clusa nesta ilha.
– Quem é ela? - Perguntou o rapaz.
– A médica Maria Bauer. Dia desses, entreguei-lhe uns
peixes. Está velhinha, mas ainda lúcida. Vamos até ela.
A médica Maria Bauer atendeu os três cismada. An-
tes de fechar a porta da casa de praia luxuosa onde morava,
olhou para todos os lados. Só então, percebeu a criança nos
braços da mulher. Ela estava enrolada numa manta de cro-
ché, por isso não mostrava sua deformidade. A garota retirou
o tecido, mostrando a menina. A médica sorriu maravilhada.
Mas disse:
– Ela está morrendo. Preciso socorrê-la depressa. Mas
só quero o negrão aqui, comigo. O resto, suma da minha
frente.
O HOMEM QUE MATOU MONA38
Tomasini olhou para o casal e fez um sinal. A prostituta
e o atendente do hotel foram embora, dizendo que voltariam
no outro dia.
– Diga a dona do bar que também só volto lá amanhã.
Não posso mais ir hoje. - Disse o escritor.
Assim que os dois saíram, a médica disse para o negrão:
– Você sabe do que preciso. Dê-me depressa, antes que
eu perca a criança.
O negrão tirou a calça. Ela nem o deixou se despir to-
talmente, aplicou-lhe um líquido verde na coxa. Ele deu um
grito arrastado, mas não desmoronou. Num instante, seu
cacete estava duríssimo. Ela o sentou com urgência numa
poltrona e se agachou com dificuldade entre as pernas dele.
Mamou-lhe o cacete com gula. Ele disse:
– Nunca mais havia precisado de mim. O que houve?
– Eu tinha um homem. Mas ele me deixou.
- Por que não me chamou? Sabe que eu te ajudaria...
– Eu não queria ajuda. Queria morrer. Mas não tive
coragem de tirar minha própria vida.
– Ama-o tanto assim?
- Não. Não é isso. É que estou cansada de usar os ou-
tros em prol de mim mesma. E não tenho mais dinheiro para
prosseguir com as minhas pesquisas. O padre Lázaro tam-
bém não. E sua esposa ainda está convalescente, não pode
nem andar. Isso, sem falar que ainda estamos sendo persegui-
dos pela Polícia Federal.
– Entendo...
O negrão gozou na boca da velha senhora uma vez. Em
seguida, gozou outras vezes, e ela não desperdiçava nem uma
gota do seu esperma. Então, demonstrando uma agilidade
incrível para a sua idade, levantou-se rápido e sentou-se no
colo dele. Apontou seu enorme caralho para a racha enruga-
da e pediu:
O HOMEM QUE MATOU MONA 39
– Agora, foda-me. Foda-me como nunca me fodeu
antes. Estou muito carente de rola, desde que perdi meu ho-
mem.
Ele levantou-se do sofá e a pôs ajoelhada sobre o móvel.
Ela apoiou-se no encosto e empinou a bunda enrugada para
ele. Ele teve que lhe abrir as nádegas, para avistar o cuzinho
dela. Apontou seu caralho e enfiou ali.
- Uhummmmmmmm, meu gostoso. Eu não queria por
aí, mas estava com saudades dessa pica enorme.
O pau chegava a doer, de tão rígido. O negrão nem lu-
brificou o mastro, foi enfiando devagar no rabo dela. Gozou
mais uma vez, mas continuou enrabando-a. Ela gemia gosto-
so, enquanto ele lhe fodia o cu. Quando ela começou a estre-
mecer de gozo, ele retirou-lhe o pau da bunda e o meteu na
xoxota. Ela gemeu:
– Aiiiiiiiiiiii, goza aí também...
Ele cuspiu esperma mais uma vez. Mas ainda conti-
nuava com o mesmo vigor da primeira metida. Apoiou-se
melhor nas nádegas dela e as sentiu mais durinhas. Pergun-
tou-lhe:
– Ainda falta muito?
– Mais um pouco. Não vai dar para matar a minha
vontade, porém preciso salvar a menina.
Ele gozou fartamente, mais duas vezes. Encheu-lhe a
tabaca de porra, tanto que ficou escorrendo sêmen. Ela parou
de foder e aparou a gala com a mão. Levou-a à boca. Quando
se voltou para ele, parecia uns vinte anos mais jovem.
– Não canso de admirar essa tua transformação. Está
linda.
– Obrigada, meu jovem. Sei que não é bem assim, mas
sinto-me rejuvenescida. Porém, não percamos tempo: deixe-
me tomar um banho e vamos ao trabalho. Não saia de perto
de mim. Posso precisar de mais porra.
O HOMEM QUE MATOU MONA40
5. Cu com vaselina
Quando a prostituta voltou à residência da médi-
ca, para buscar sua filha, a bebê brincava num ber-
ço. A jovem se agarrou com a menina, feliz da vida.
– Cadê o rapaz do hotel? - Perguntou-lhe o negrão.
– Ele disse que não podia vir, pois está trabalhando.
Vim sozinha. Vocês tinham um berço, para minha filhinha?
– Não. Foi o sr. Tomasini quem o comprou. Deve agra-
decer a ele. A mim, você deve explicações.
– O que a senhora quer saber?
– Em qual maternidade você descansou, por exemplo?
- Eu não fiz o pré-natal. Teria de sair daqui para a cida-
de mais próxima, pois a comunidade não tem dessas coisas.
Descansei sozinha, em casa.
– Não me admira que a Imprensa não fez alarde da
anomalia da tua filha. Temos que descobrir a origem disso,
para que eu a possa tratá-la com mais eficiência. Vá para casa
O HOMEM QUE MATOU MONA 41
e cuide da tua menina. Mas deixe teu endereço. Vou precisar
fazer uma série de exames em você e na menina. É só a de-
mora de eu trazer meus equipamentos do Recife.
- Está bem. Mas o Vadinho sabe onde me encontrar. É
só perguntar a ele. Não recebo cartas, logo não sei direito o
meu endereço.
– Ela é analfabeta, pelo que sei. Depois te levo até ela.
– Estou enganada, ou a senhora está bem mais jovem?
– Bondade sua, querida. Apenas, retoquei a maquia-
gem. - Mentiu a médica.
Pouco depois, o negrão e a prostituta se dirigiam de
volta à vila dos pescadores. Estavam juntos numa bicicleta e
ele a levava, com a filha, no bagageiro. Ela disse:
– Obrigada, seu Vadinho, por cuidar da minha filha.
Estou tão feliz! Posso retribuir, de alguma forma, ao senhor?
– Não precisa. Fico feliz por ter ajudado a salvar a me-
nina. Segundo a médica, se demorássemos mais um pouco, a
teríamos perdido.
– Já é a segunda vez que ela precisou ser socorrida. A
primeira vez, foi logo que nasceu.
– O que ela teve?
- Nasceu sem um dos braços, só o cotoquinho. E muito
doente, também. Vomitava direto. Aí, eu a levei para dona
Amara, a rezadeira da vila. Aquela mulher é uma bruxa.
Mas uma bruxa boa. Mandou eu pegar um pouco da água
do aquário daquele polvo, que dizem que o senhor pescou.
Misturou com umas ervas e deu de beber à menina. Ela ficou
boa quase na mesma hora, seu Vadinho. Por falar nisso, que
bicho é aquele?
– Não sei, Sandra. Já chamei algumas pessoas estudio-
sas para me ajudarem a descobrir, mas ninguém soube me
dizer. Talvez, a doutora saiba. Nunca perguntei a ela.
– Na vila, dizem que aquela doutora é má. - Que ela
não saiba que eu disse isso, pois agora devo a vida da minha
O HOMEM QUE MATOU MONA42
filha a ela. - Mas aquele macho dela parece ser bem mais mal-
vado do que ela.
– Quem, o padre Lázaro?
– Esse mesmo. Disseram que um dia ele matou um
cachorrinho de rua, com as próprias mãos, só porque o bi-
chinho latiu para ele.
– Soube dessa história. Mas achei que era folclore.
– O que é isso, esse tal folclore?
– Coisa do povo. Ou algo parecido. Mas não se preocu-
pe com isso. Tenho certeza que a doutora vai cuidar bem da
tua filha e descobrir que peixe é aquele.
– Eu preferia que o senhor achasse outra pessoa para
cuidar da minha pequena.
Fizeram o resto da viagem de volta à vila mudos. O es-
critor estava pensativo. Lembrou-se de que a jovem jornalista
queria dar uma passada em Recife. Pediria a ela para localizar
uma amiga, que trabalhava na Polícia Federal. Ela era cientis-
ta, e podia saber a origem do molusco. Sim, era o que faria.
Tomou conta do bar, enquanto a dona e a jornalista fa-
ziam compras na Capital. Quando voltaram, estavam acom-
panhadas de uma ruiva muito gostosa. Tomasini a conhecia.
Chamava-se Bruna e era química da Polícia Federal. Demo-
raram-se abraçados. Ela lhe deu um beijo de leve na boca.
Mas a novidade mesmo era a dona do bar. Estava irreco-
nhecível: de roupas joviais e um corte de cabelo que a dei-
xava mais bonita e mais jovem. Pela primeira vez, desde que
a conhecera, o negrão prestou atenção nela. Era uma coroa
muito bonita e gostosona. Só precisava de um trato. Agora,
estava nos trinques. O negrão elogiou-lhe a transformação.
Ela ficou acanhada, mas gostou dos galanteios dele. A jorna-
lista sorria satisfeita. Mas sentiu uma ponta de ciúme dele.
principalmente em ver o sorriso que a ruiva policial oferecia
para ele.
O HOMEM QUE MATOU MONA 43
– De onde a conhece? - Cochichou a repórter, quando
teve oportunidade de ficar a sós com o negrão.
- Já fomos amantes, mas faz muito tempo. Ela traba-
lhava num motel onde passei uns dias hospedado. Depois,
soube que era policial federal.
– Ela gosta de você. Percebi os olhares, principalmente
para o teu enorme caralho, pronunciado na calça.
- Não se preocupe. Não temos nada mais um com o
outro.
– Espero. Já estou com ciúmes. Ela é mais gostosona
do que eu.
– Uau, esse é o bicho que me disseram ter sido captu-
rado aqui? - Ouviu-se a voz da ruiva. Tomasini aproximou-
se dela. Confirmou. E perguntou se ela sabia que espécie era
aquela.
- Confesso que não sei. Terei de fazer umas pesquisas.
Vou ligar para o meu departamento e pedir uns dias de folga.
E que eles tragam meu equipamento científico, para que eu o
monte aqui. Acho que vai ser um trabalho demorado. - Disse
ela, piscando-lhe um olho.
Ele sabia que não escaparia de uma foda com ela. Mas
estava contente. A ruiva trepava muito bem e era uma con-
torcionista. Adorava sua performance na cama. Mas não po-
dia deixar a repórter perceber seu interesse. Só não notou que
a dona do bar olhava para ele, insistentemente. Fazia tem-
pos que ela era afim dele e, com aquele elogio do negro à sua
transformação, tinha esperanças de conquistá-lo. Só precisa-
va de uma oportunidade.
Tomasini levou a jornalista e a policial para o hotel
onde a primeira estava hospedada. A ruiva registrou-se com
um nome fictício, mas só o negrão percebeu. O jovem recep-
cionista estava lá. Perguntou ao escritor:
O HOMEM QUE MATOU MONA44
– E aí, como foi com a médica? Ela curou o bebê de
Sandra?
- Sim. Mas não vai poder cuidar da menina de ora por
diante. Então, chamei minha amiga, que também é medica,
para fazer isso. - Mentiu ele. - Mas ela tem outros trabalhos
a fazer aqui.
Quando o sujeito esteve no quarto da policial, com a
jornalista, a ruiva disse:
– E aí, pode me dar uns minutos? Estou querendo ter
uma conversa contigo.
– Agora, estarei ocupado. Tenho que completar uma
entrevista com a mocinha. - Disse ele piscando-lhe um olho.
- Mais tarde te procuro. Vou te deixar meu telefone.
– Não precisa. Eu ainda o tenho. Vá cuidar da tua vida.
Depois, te ligo.
Pouco depois, ele estava com a jornalista, no quarto
dela. Perguntou-lhe:
– Onde paramos?
Ela tirou a camisa dele, depois abriu-lhe o fecho da cal-
ça. Agachou-se perante ele. Disse:
– Paramos quando eu te dava uma chupada.
– Não. Está enganada. Paramos quando tu me davas o
cuzinho.
– Eu sei. Mas vou dar um tempo, amor. Estou ainda
toda ardida. Não sei se vou aguentar.
– Tentemos. Se você não conseguir, fazemos de outro
jeito.
– Está bem. Mas eu trouxe uns cremes mais eficientes,
da cidade. Vamos tentar com eles?
Ele pegou um dos cremes e lambuzou o ânus dela. Este
estava estufado e vermelho, mas não arrombado. Quando
passou a substância, ela sorriu aliviada:
O HOMEM QUE MATOU MONA 45
– Puxa, já não sinto mais a ardência. Esse creme é mi-
lagroso. Experimenta botar só a cabecinha, amor...
Ele untou toda a vara com o composto e depois tocou
as pregas dela com a glande. Ela se retraiu, mas logo relaxou.
Levou as mãos para trás e abriu mais a bunda. Seu cu ficou
exposto, ainda vermelhão. Ele lhe parafusou a pica no ânus,
e esta logo entrou.
– Uau. Estou já adaptada ao teu enorme caralho. Mas
vá botando devagarzinho e sempre.
Ele fez o que lhe era pedido. Logo, tinha mais da meta-
de do cacete dentro dela. A jornalista pediu que ele lhe copu-
lasse o cu. Ele rebateu:
– Agora, não. Toque uma siririca. Quando estiver go-
zando, eu te fodo o cu.
Não demorou muito a mulher gozar. Quando ele sentiu
que ela lhe arrochava a pica com as pregas, e gemia de prazer
na masturbação, começou os movimentos de cópula. Ela foi
à loucura:
- Vai. Não está doendo. Vai, cachorro, fode esse cu. Ai,
como é bom. Fode. Fode. Fode, fodeeeeeeeeeeeee...
O HOMEM QUE MATOU MONA46
6. Queria ser bem fodida
Badhia esteve descansando, deitada no colo de Tomasi-
ni, depois disse resoluta:
– Hora de voltar ao trabalho. Vamos ouvir as grava-
ções, para ver como estão, e depois você recomeça de onde
parou, está bem?
Ouviram com atenção. O negrão não quis reformular
nenhuma parte. Então, continuou:
“Como eu havia dito, para esquecer um amor, é neces-
sário se encontrar outro. E eu encontrei. Foi na escola onde
eu estudava. Logo no início do ano, chegou uma loirinha lin-
da, mas tão frágil que parecia que iria se quebrar a qualquer
momento. Ela sentou-se numa carteira ao meu lado e trocá-
vamos olhares a cada instante. Eu temia puxar assunto, pois a
achava muito bonita. Aquilo me tornava tímido. Até que um
dia, a professora colocou algumas palavras no quadro e pediu
O HOMEM QUE MATOU MONA 47
que as copiássemos.
Ela não trouxera lápis e eu tinha dois. Ela me pediu
um emprestado. A partir daquele dia, passei a levar dois ou
três lápis para a escola, para o caso de ela não ter nenhum. E
ela me devolvia o lápis todo final de aula, só para me pedir
de volta na aula seguinte. Abestalhado, uma vez eu disse que
ela não devia devolver. Que ficasse com o lápis. Foi a minha
sorte. Ela olhou para mim com aqueles olhinhos tristes e per-
guntou se eu ficava incomodado por ela estar me pedindo o
objeto emprestado. Eu afirmei que era um presente de ani-
versário. Ela falou:
– Mas eu não estou fazendo aniversário. Só em maio.
– É que eu estou te presenteando com antecedência.
Ela ficou feliz e perguntou se podia me dar um beijo.
Claro que aceitei. Mas foi um beijinho breve, no rosto. Aí, eu
peguei o rosto dela entre as mãos e tasquei-lhe um colado na
boca. Isso, dentro da sala de aula. Os garotos tiraram nosso
couro. As garotas bateram palmas. A professora nos expulsou
da sala.
Ela saiu chorando e eu a consolei. Contei uma piada
boba. Ela acabou sorrindo. Sugeri que fôssemos embora para
casa e ela disse que não podia. Tinha que esperar a mãe, que
a levava e a trazia todos os dias. Fomos para o quintal da es-
cola e trocamos vários beijos. Não havia ninguém por perto e
ficamos à vontade. O recreio ainda demoraria, e poderíamos
ficar tranquilos. Aí ela perguntou se eu sabia a diferença entre
o piupiu do homem e o da mulher. Fingi que não sabia, para
ver o que ela dizia. Ela me pediu para arriar o calção.
Baixou a calcinha, e mostrou-me a boceta peladinha.
Fingindo inocência, eu perguntei para que servia aquela ra-
cha. Ela disse que era para fazer nenê. Depois, pegou no meu
pinto e ficou brincando com ele. Eu pedi:
O HOMEM QUE MATOU MONA48
– Bota na boca. Lambe ele, que eu gosto.
– Eca, que nojento. Eu não faço isso, nem que me dê
beijos de montão.
– Pois eu faço contigo, quer ver?
Ela esteve indecisa, depois ficou de pé perante mim.
Baixou um pouco a calcinha e aproximou a bocetinha da mi-
nha boca. Eu abri mais suas pernas e lambi ali. No início,
ela apenas sentiu cócegas. Pediu que eu parasse. Continuei e
ela passou a sentir prazer. No entanto, quando eu tentei me-
ter-lhe rola, ela recuou. Saiu correndo, com vergonha. Pas-
sou dois dias sem aparecer. Quando voltou à escola, veio com
uma irmã mais velha. Mais velha, inclusive, do que eu. E era
tão bonita quanto ela. A irmã me chamou a um canto, e me
perguntou o que eu andava fazendo com ela. Fiquei apavo-
rado, achando que ela contaria à minha professora. Mas aí, a
loirinha disse para mim:
- Mente não, bobo. Eu contei o que fizemos. Ela quer
fazer também. Convencemos minha mãe que a partir de hoje
ela, como é a mais velha, fica me trazendo e levando para
casa. Podemos brincar, nós três, bem muito.”
– E você chegou a foder-lhe a irmã?
– Sim, claro. Já no primeiro dia que nos conhecemos.
Ela nos levou por um caminho que eu desconhecia e, quando
não viu ninguém por perto, atracou-se comigo. Deu-me um
beijo demorado, e eu retribuí. As duas tiraram minha roupa
e ela ficou impressionada com o tamanho do meu pinto. Co-
locou-o na boca, masturbou-me e só parou quando eu gozei.
Deu minha bilola para a irmã loira chupar. Ela o fez,
com nojo. Mas aí, a outra disse que ela me mamasse até ga-
nhar leitinho. A danada demorou me chupando até que der-
ramei-lhe uma gozada na boca. Engoliu tudo. A irmã disse
que era para ela ter cuspido fora.
O HOMEM QUE MATOU MONA 49
“No dia seguinte, a mais nova não apareceu. Fiquei an-
sioso para que chegasse o outro dia mas, quando larguei, a
irmã safadinha me esperava na frente da escola. Disse que a
irmã estava doente e que dificilmente voltaria a estudar lá. Fi-
quei triste. Mas a danada me disse que todos os dias me viria
buscar, pra gente brincar “daquilo”.
Começamos só nas chupadas mútuas, até que um dia
ela veio com um “catecismo” desenhado pelo Carlos Zéfiro.
Mostrou algumas ilustrações e disse que queria fazer aquilo.
Aquilo era colocar o pinto na bunda dela. Mas tivemos enor-
me dificuldade. O cuzinho dela era muito apertado, e eu não
conseguia enfiar-lhe a pica. Fomos embora para casa frus-
trados, pois não podíamos nos demorar muito. Tanto minha
mãe, como a mãe dela, reclamariam se chegássemos em casa
tarde.
No outro dia, ela me chegou com uma tal de poma-
da japonesa. Tinha roubado do pai. Nesse dia, gozei mais de
uma vez no cu dela, e ela chorou de tanto gozar. Fomos para
casa satisfeitos. Eu estava apaixonado. Não sabia eu que aque-
le seria o último dia que a veria. De volta para casa, ela foi
acidentada quando atravessava a rua. Eu só soube na outra
semana, quando ela já tinha sido enterrada.”
– Nossa Senhora! Que tragédia. Como você soube?
– A mãe dela foi avisar na escola que sua mais velha
havia falecido e que tiraria a filha loirinha da escola. Ela tinha
uma doença degenerativa e queriam tentar um tratamento
em Sampa. Foi quando eu soube que a mocinha falecida já
tinha dezessete anos, mas era bem nanica, aparentando me-
nos. A família se mudou para São Paulo, para o tratamento
da doença, e nunca mais vi a loirinha.
– Que pena. Acho que vocês ainda dariam boas fodas.
O HOMEM QUE MATOU MONA50
Vamos almoçar? Está na hora.
Pouco depois o negrão estava almoçando com a jor-
nalista, na cantina do hotel. A policial tinha ido buscar uns
equipamentos que chegaram de lancha e não foi vista naque-
la tarde. Depois de almoçar, Tomasini disse que descansaria
um pouco em casa e depois pescar. Precisava ganhar alguns
trocados. Prometeu voltar à noite, para se encontrar no hotel
com a jornalista.
Quando buscou seu barco de pesca, ancorado na frente
do seu humilde barraco, encontrou-se com a policial. Ela es-
tava acompanhada de uma jovem lindíssima, vestida de mi-
nissaia preta e botas de cano longo da mesma cor.
– Esta é a irmã de Cassandra, uma amiga. Veio me
ajudar a achar um lugar para descarregar o meu laboratório.
- Disse Bruna.
– E onde vai instalá-lo?
– Na tua casa. Não quero gente curiosa observando
meu trabalho.
– E aqui é afastado do povoado. Fica melhor de fazer
a vigilância. - Disse a bela morena que estava com a ruiva
Bruna.
– Tudo isso por causa de um peixe? Estão me escon-
dendo alguma coisa, não é?
As duas se entreolharam. A morena fez um sinal com a
cabeça. A ruiva explicou:
- Estive dando uma segunda olhada no teu “peixe”. Já
foi encontrado um semelhante nos EUA, e eles guardaram
segredo por vários anos, antes de publicar um artigo numa
revista científica. Vamos fazer o mesmo. Não queremos que
os americanos saibam desse achado, entende?
– Agora, sim. Mas isso significa que vou ficar sem ter
onde morar? Preciso pescar para viver.
O HOMEM QUE MATOU MONA 51
– Te daremos uma polpuda “ajuda de custos”, não pre-
cisa se preocupar em ganhar dinheiro. - Disse a morena, que
parecia ser a chefe da ruiva.
– Okay. Vou me hospedar no único hotel que existe na
ilha. Alguma de vocês vai par lá?
– Eu vou. - Disse a ruiva. - Mas não agora. Vai me es-
perar?
– Estarei te esperando naquele bar.
Ao sair, no entanto, a mulher de cabelos enormes, ar-
rastando no chão, o chamou atrás do barraco, onde ninguém
a via. Disse:
– Eu não confio nessa ruiva. Leve contigo o meu livro
de crônicas, por favor.
Ele esteve indeciso, depois voltou ao casebre. Pegou o
livro e saiu com ele. As duas mulheres estavam se decidindo
onde colocar os equipamentos de pesquisa e não lhe deram
atenção.
Pouco depois, o negrão estava no bar. A dona veio aten-
dê-lo, mais linda ainda. Alguns clientes lhe diziam alguns ga-
lanteios, mas ela apenas falava:
– Não sou pro bico de vocês. Quero coisa melhor.
– Traga o de sempre, lindona. - Disse o escritor.
Ela saiu quase que rebolando. Estava muito mais sen-
sual. O negrão a olhava por trás. Nunca lhe tinha prestado
atenção. Ela era muito boazuda. A dona pareceu ter percebi-
do os olhares dele pois, quando lhe trouxe a dose de Campa-
ri, insinuou-se:
– A viagem de hoje me cansou. Estou precisando de
um negrão pra me fazer umas massagens. Conhece algum?
Mais uma vez, ele a olhou de cima a baixo. Disse:
– Se não tivesse compromisso hoje à noite, eu me vo-
luntariava.
– Ninguém precisa saber. Vou dizer que estou cansada
O HOMEM QUE MATOU MONA52
e fecharei o bar cedo.
Ele esteve por uns segundo calado. Depois, ainda in-
crédulo de que ela se insinuava para ele, perguntou:
– Devo acreditar que quer dormir comigo hoje?
– Você não é burro, eu sei. Então, pare de dar uma de
idiota.
Ele sorriu. Ninguém prestava atenção à conversa dos
dois, pois já o haviam visto muitas vezes ali. Ela passou a mão
por baixo da mesa e entregou uma chave a ele. Disse, baixi-
nho, que era da porta de trás do bar. Ele pediu que ela guar-
dasse o livro que tinha nas mãos. Ela o folheou, mas estra-
nhou não haver nada escrito nele. Todas as páginas estavam
em branco. Mas não disse nada. Desapareceu na cozinha, de-
pois voltou sem nada nas mãos. O negrão acabou de tomar o
Campari, deixou uns trocados sobre a mesa e saiu.
Quando voltou, o bar já estava fechado. Arrodeou e en-
trou por trás, com a chave que ela lhe dera. A mulher já o es-
perava banhada, cheirosa e despida. Mandou-o apagar a luz.
– Sou tímida. Prefiro com a lâmpada apagada. Vem cá
que quero fazer coisas que há tempos não faço.
O HOMEM QUE MATOU MONA 53
7. Já aguentei maiores
Onegrão pediu para tomar um banho, antes. A dona do
bar indicou-lhe o banheiro. Ele não demorou muito se
banhando. No entanto, quando chegou perto da cama, a se-
nhora boazuda estava roncando. Ele sorriu. Ainda não se-
ria dessa vez que foderia a coroa. Não iria acordá-la. Devia
estar cansada das compras no Recife. Pegou seu livro, que
estava sobre um móvel, e foi-se embora. Pensou em voltar
em casa, para ver como estavam as coisas, mas desistiu. Ru-
mou para o hotel. Pensava em dar umas fodas com a jorna-
lista. Quando chegou lá, no entanto, encontrou a amiga da
policial Bruna. Ela estava no jardim do hotel, sentada em
um banco de pedra, fumando um cigarro e olhando a lua.
Disse, quando ele se aproximou:
- A lua está linda. Nunca havia visto tão brilhante.
- É por causa das poucas luzes do vilarejo. É a mesma
O HOMEM QUE MATOU MONA54
lua da cidade, mas lá ela concorre com um mundo de luzes
artificiais.
- É verdade. Posso perguntar onde estava?
- Estou sob juramento?
Ela sorriu. Um sorriso encantador. Depois levantou-se,
jogou a ponta de cigarro fora e deu um beijo na boca dele.
Um beijo prolongado e voluptuoso. Em seguida, separou-se
dele e caminhou em direção ao hotel. Disse:
- Bruna te mandou lembranças. Disse que eu te desse
um beijo. Missão cumprida. Agora, vou dormir, pois estou
cansada. Até amanhã.
- Espera. Como é teu nome?
- Lua.
- Sem brincadeira. Fiquei curioso para saber teu nome.
- Estou sob juramento?
Ele sorriu e ela entrou. Ele deu um tempo, observando
a lua, depois entrou também. O rapaz da recepção veio ao seu
encontro. Disse, apavorado.
- Senhor Vadinho. Ainda bem que o sernhor veio. Esti-
ve na casa de Sandra. Lá, só encontrei a menininha. Chorava
muito, mas a mãe não estava. Esperei um tempo, preparei
um mingau para ela e vim embora, pois precisava trabalhar.
Achei estranho não encontrar a puta lá. Ela não larga aquela
bebê por nada nesse mundo...
- Está bem. Vou lá, dar uma olhada. Entregue esse livro
para a jornalista. Diga que logo estarei de volta.
Quando chegou no casebre da mulher, percebeu um
vulto dentro. A garota não tinha luz elétrica em casa e o can-
deeiro estava aceso, recortando o vulto se mexendo. Foi pé
-ante-pé e olhou pela fresta da janela. Um homem acalentava
a criança. Estava todo vestido de preto e tinha um punhal
ensanguentado na mão. Pareceu ter pressentido a presença
do negrão. Olhou em sua direção, a janela do quarto da pros-
O HOMEM QUE MATOU MONA 55
tituta. Com um movimento rápido, apagou o candeeiro. A
casa ficou às escuras.
Angelo Tomasini gelou. Não tinha certeza, mas achava
que havia reconhecido o padre Lázaro. Sabia que o cara era
perigoso. A própria médica já havia pedido a ele para evitá
-lo. Estava desarmado, e nunca fora lá muito corajoso. Pre-
feriu fugir. Iria em busca de ajuda. Quando virou-se para ir
embora, no entanto, levou uma pancada na cabeça que o fez
perder a consciência.
Acordou com a prostituta perto de si. Ela tentava des-
pertá-lo.
- Seu Vadinho. Seu Vadinho. Acorda. Preciso do se-
nhor.
- O que houve? - Perguntou ele, levando a mão ao local
atingido pela pancada. Não estava ferido, mas tinha um galo
e doía muito.
- Não sei. O senhor que diga. Te encontrei aqui, deita-
do. Precisa vir comigo. Depressa.
Ele levantou-se e olhou para a janela onde estivera bre-
chando o padre. Perguntou para ela:
- Cadê tua filha?
- Está lá dentro. Não ouve seu choro?
Agora, ele ouvia. Suspirou aliviado. Temera que o pa-
dre tivesse levado a criança. Perguntou:
- Para que precisa de mim?
- Estive na casa da doutora. Ela me mandou um recado,
pedindo que eu fosse lá. Como não tinha com quem deixar,
a menina ficou só. A médica não está bem. Precisa de ajuda e
pediu para eu procurar o senhor...
- Cadê tua bicicleta?
- Está ali, atrás de casa.
- Fique aqui e tome de conta da tua fillha. Vou a casa da
médica. Volto já.
O HOMEM QUE MATOU MONA56
Pouco depois, o negrão chegou à casa da doutora. En-
trou afobado. A porta estava aberta. No entanto, estancou,
quando viu o padre sentado numa poltrona, com a médica
em seu colo. Ele tinha um corte no braço, e sangrava por ali.
Disse, quando viu Tomasini:
- Aproxime-se. Ela precisa de você.
O negrão acorreu depressa.
- O que ela tem?
- Está débil. Meu esperma já não lhe satisfaz. Ao con-
trário: parece que a deixa mais fraca ainda.
O negro botou o cacete para fora, mas lembrou-se que
precisava do líquido esverdeado aplicado na perna.
- Tome-a. Leve-a para a cama. Vou buscar o que você
precisa.- Disse o padre.
Pouco depois, ele chegava com uma seringa até a me-
tade do líquido verde. Aplicou na perna do negrão, que deu
um grito. Mas não demorou muito a se recompor. O caralho
ficou duro, imediatamente. Colocou-o na boca da médica,
que voltara a estar envelhecida.
- Tem que se masturbar e depois colocar a glande na
boca dela, quando estiver para ejacular. - Disse o padre.
Foi o que o escritor fez. Logo, esporrou uma vez na
boca dela. Pediu que ela engolisse e a velha senhora o fez com
dificuldade. Mas disse num fio de voz:
- Mais. Preciso de mais...
O negrão repetiu a bronha e gozou mais uma vez. Na
quarta gozada, a mulher parecia já estar bem. Levantou-se do
colo dele. Perguntou ao padre Lázaro:
- Fez o que eu pedi?
- Sim, ela está bem. Mas não sei porque você não reaje
mais à minha porra...
- Meu sangue deve ter gerado anticorpos. Teu esperma
já não me faz bem. O do meu amigo negrão, sim. Agradeça
O HOMEM QUE MATOU MONA 57
a ele.
- Não vou agradecer porra nenhuma. Ele é quem deve
me agradecer por eu ter-lhe dado só uma pancada.
- Por quê tinha um punhal na mão, quanto estava com
a menininha nos braços? - Perguntou o negrão.
Ele mostrou o braço cortado. Disse que precisou que a
criança lhe sugasse o sangue.
- Obrigado. - Agradeceu o negrão.
- Bem, vou-me embora. Qualquer coisa, pode me ligar.
- Obrigada, Lázaro. Acho que não vou mais precisar
de ti. Mas não suma totalmente. Apareça de vez em quando.
- Sabe que não posso fazer isso. Tenho que cuidar da
minha esposa.
- Melhor ficar à distância. Há policiais federais na ilha.
- Disse o negrão.
O padre estreitou os olhos. Perguntou:
- Você os trouxe?
- Sim. Mas não para caçar vocês. Não se preocupe.
- Assim espero. - Disse o homem, saindo da sala. Logo,
não se ouvia mais os seus passos.
- E agora?
- Agora, vou te dar um estoque do líquido esverdeado.
Mas aplique-o em doses menores, se for usá-lo para sexo. Teu
corpo não pode se viciar a ele. Não é bom. Porém, dê um
pouco de esperma à menininha, sempre pela manhã. Misture
ao mingau dela. Sem isso, ela não sobreviverá.
- Não vai continuar tratando-a? - Perguntou ele, sem
querer dizer que já trouxera alguém para fazer isso.
- Infelizmente, não vou poder, meu querido. Estou
também morrendo. E não tenho dinheiro nem forças para
pesquisar um novo tratamento para mim.
Ele ficou na dúvida se comentava sobre o “peixe” com
ela. Achou melhor esperar algum resultado da pesquisa da
O HOMEM QUE MATOU MONA58
policial. Despediu-se da senhora, pegou algumas ampolas
que ela lhe entregou e voltou para a casa da prostituta. Ela
ainda estava acordada, amamentando a criança. Quando o
viu, ficou contente.
- E não é que você voltou mesmo? Como foi com a mé-
dica?
- Ela está melhor. Mas deve ter o mesmo problema da
tua bebê.
- Que pena... e eu temo que essa doença não tenha cura.
- Você não tem geladeira?
- Ôxe, eu não tenho nem energia em casa, seu Vadi-
nho...
- É, tem razão. Veja se consegue uma usada. Eu compro
para você. Vai ser preciso, para salvar a vida da tua filha.
- Puxa, o senhor é mesmo um homem bom. Me dar
uma geladeira? Quem dera poder fazer algo pelo senhor...
- Olha, eu preciso dar algo para tua filha. Você vai es-
tranhar, mas são ordens da médica.
- Eu faço qualquer coisa, para salvar minha pequena. O
que o senhor vai fazer?
Ele botou o caralho para fora. Pediu uma mamadeira
a ela. Ela arregalou os olhos, quando viu o membro enorme.
Mas correu para pegar o objeto. Ele começou a punhetar o
caralho.
- Deixa que eu faço isso para você.
Ela entregou-lhe a mamadeira. Postou-se entre as per-
nas do negrão e chupou seu caralho, punhetando-o de vez
em quando. Tinha uma técnica apurada, e logo o negrão es-
tava gozando. Mas a quantidade de esperma lançado não deu
para encher a mamadeira. Ele pediu que ela continuasse. Já
tinha gozado várias vezes com a médica. O efeito do líquido
verde já estava esmaecendo em suas veias. Porém, não arris-
cava tomar nova dose. Ela se empenhava em chupá-lo. Ele
O HOMEM QUE MATOU MONA 59
avisou que ia gozar de novo e ela ajudou-o a escorrer a porra
na mamadeira.
Ele pegou um pouco do líquido esverdeado e misturou
com as gozadas. Disse para ela:
- Tome. Dê para a tua filhinha. Ela deve tomar o máxi-
mo possível.
- Eu também vou querer. - Disse ela, com um olhar
pidão e demonstrando estar excitada. - O senhor ainda tem
leitinho para mim?
- Só se for no cu.
Ela largou a mamadeira num canto e levantou o vesti-
do simples que usava. Virou-se de costas para ele, e já estava
sem calcinha. Puxou uma cadeira velha, que estava ao lado, e
sentou-se nela, virada para o encosto. Pediu:
- Fode. Fode sem pena, que eu aguento.
Ele ainda estava de pau duro, sob efeito do líquido. O
sol já despontava, com seus raios cor de laranja. A menininha
dormia. Ele aproximou-se da mãe e lhe parafusou a pica no
rabo. Ela abriu-se mais, com as mãos, e relaxou o ânus. Ele
empurrou a cabeçorra, mas ela era muito apertadinha por ali.
Ele parou, achando que ela não iria aguentar.
- Vai, meu senhor. Fode sem medo. Já aguentei maiores.
Ele sabia que não era verdade. Nunca conhecera nin-
guém que tivesse um pau mais avantajado que e o dele. Por
isso, empurrou devagar. Mas não esperava que ela projetasse
o corpo para trás, se estrepando de uma vez na pica dele.
Seu movimento o pegou de surpresa. Ele gozou ime-
diatamente no cu dela.
O HOMEM QUE MATOU MONA60
8. A mulher-sanduba
Tomasini estava esgotado. Sentia as pernas bam-
bas. Preferiu ir-se embora. Outro dia, volta-
ria a foder a puta. Retornou ao hotel e quis alugar
um quarto. O jovem recepcionista falou baixinho:
- O senhor pode ficar num dos quartos mas não pre-
cisa pagar. Depois, eu dou um jeito. Eu soube que as moças
ocuparam teu barraco. Ouvi uma conversa da morena que
está hospedada aqui com a ruiva.
- A ruiva está aqui?
- Sim, chegou faz pouco tempo. Procurou pelo senhor.
Eu disse que não sabia do teu paradeiro.
O negrão pensou que não devia estar ali. Se a ruiva o
visse, decerto iria querer trepar com ele. Sentia-se mole das
várias gozadas dadas: com a médica e com a puta. Ia embora,
inventando uma desculpa qualquer, quando viu a jornalista.
O HOMEM QUE MATOU MONA 61
Ela se aproximou e deu-lhe um longo beijo. Pediu para que
ele fosse ao seu quarto. Ele disse:
- Se está querendo sexo, estou fora. Não me sinto mui-
to bem. Estou todo dolorido. Até parece que levei uma surra.
- Deve ser gripe. Venha, estava mesmo querendo uma
foda contigo, mas vamos cuidar desse vírus. Tenho alguns
remédios lá encima, que sempre carrego na bolsa para essas
necessidades.
Ele subiu com ela, mas não viu nenhuma das policiais.
Entraram no dormitório e ela pediu-lhe que tomasse um ba-
nho frio. Ele o fez e saiu do banheiro mais revigorado. Ela
perguntou:
- O que foi aquilo que pediu que o recepcionista me
entregasse? Um livro em branco?
- O livro é o segredo do meu sucesso, Badhia. Você
pode não acreditar, mas é um livro mágico.
- Verdade? E como pode me demonstrar isso?
- Não é tão fácil, mas vamos tentar: escreva um desejo
erótico em uma de suas páginas. Isso, quando estiver perto
de dormir. Saberá do que estou falando.
Ela esteve com o velho livro nas mãos, analisando-o.
Folheou suas páginas, comprovando que ele estava mesmo
em branco. Pegou uma caneta de dentro da bolsa e fez men-
ção de escrever algo.
- Melhor que seja alguma poesia. Costuma surtir um
efeito melhor.
- Poesia? E eu lá sou poetisa?
- Não importa. Escreva qualquer coisa. Pode ser algo
que você leu em algum lugar.
Ela escreveu:
“Quero ser fodida por esse negrão
Perder meu cabaço com ele agora
O HOMEM QUE MATOU MONA62
Fazer minha bocetinha feliz
Satisfazer esse imenso tesão
Badhia esteve esperando por uns segundos, depois
disse:
- Cadê? Não aconteceu nada?
- Eu já te disse: o efeito você só vai ver quando dormir.
- Pois eu vou me deitar agora. Estou curiosa. Pegue os
remédios na minha bolsa. Estão lá.
Ela deitou-se e o negrão tomou uns comprimidos para
febre. Sentia, realmente, o corpo quente. O local onde fora
aplicada a injeção voltara a doer. Isso nunca havia aconteci-
do antes. Só sentia dor no momento após a picada. Depois,
não. Será que o líquido esverdeado estava perdendo suas ca-
racterísticas milagrosas? Deitou-se na cama, ao lado da jo-
vem. Pouco depois, adormeceu.
A jornalista não demorou muito a dormir. Sentiu o
corpo leve, depois pegou no sono. Despertou com batidas na
porta do quarto. Olhou para o negrão, e este dormia ao seu
lado, de bruços. Ressonava. Ela foi abrir. Deparou-se com
dois gêmeos na porta do quarto. Eram idênticos ao pesca-
dor. Até o mesmo sorriso que o sujeito tinha.
- O que os senhores desejam?
Só então, percebeu que estava totalmente nua. Pediu
licença e ia fechar a porta, quando um deles disse:
- Não se dê ao trabalho de vestir uma roupa, para de-
pois nós a tirarmos de novo.
- Vocês são irmãos do negrão?
- Não. Imagina. Somos ele, não percebe?
- Isso é impossível. Devo estar sonhando. Como des-
cobriram que estávamos aqui?
- Você nos mandou um recado, não lembra?
O HOMEM QUE MATOU MONA 63
- Devem estar enganados. Eu não lhes mandei recado
nenhum. Nem sabia da existência de vocês...
- Não importa. Viemos te satisfazer um desejo. – Disse
um deles, já entrando no quarto.
- Se não saírem imediatamente, grito por socorro.
- Ninguém vai te ouvir. Pode fazer isso. Mas estaría-
mos perdendo tempo.
- Tempo para quê?
- Para te foder, é claro.
Ela gritou pelo negrão. Ele sequer se mexeu. Ela correu
até o quarto e lhe sacudiu o corpo. Ele parecia estar mor-
to. Sua pele estava pálida e seu corpo estava gelado. Ela se
aperreou. Empurrou os gêmeos da sua frente e desceu. Não
encontrou ninguém na portaria. Olhou para fora e não ha-
via movimento de pessoas, nem de carros. Tentou sair e a
porta de entrada estava trancada. Assustou-se quando ouviu
passos. Eram os negrões descendo as escadas. Um deles a
imobilizou por trás e o outro a beijou demoradamente. A
jovem sentiu um gostoso arrepio por todo o corpo. Rela-
xou, esperando que ele a beijasse novamente, mas foi o outro
quem o fez. Quando o cara a beijou de língua, todo o ser dela
estremeceu. Sentiu algo lhe escorrer pelas coxas e percebeu
ser seu gozo. Um deles lhe meteu a mão entre as pernas. Ela
relaxou. Ele disse:
- Ela já está pronta. Sua vulva está encharcada de tesão.
Soltaram-na. E começaram a se despir. Um tinha um
caralho enorme, maior até do que o do negrão. O outro ti-
nha um pau mais curto, mas bem mais grosso. Este deu-lhe
uma lambida na orelha que a fez novamente se estremecer.
Depois, pediu que ela ficasse de quatro. Ela não conseguiu
contrariar sua ordem. Parecia enfeitiçada. O de bilola grossa
passou cuspe na mão e se ajoelhou perante ela. O outro se
posicionou atrás dela. A moça já sabia o que ia acontecer.
O HOMEM QUE MATOU MONA64
Contraiu o ânus. Esperou ser espetada por ali, mas isso não
aconteceu. O que estava à sua frente lambuzou o cacete e a
periquita dela, depois parafusou a pica ali. Ela abriu muito
os olhos. Estava apavorada. Queria que sua primeira foda
pela frente fosse delicada, e não um estupro. Arriscou gritar,
para chamar a atenção de quem estivesse por perto. Os gê-
meos nem ligaram.
Aí, ela sentiu o sangue escorrer por suas pernas. Tam-
bém sentiu um ardor na boceta, indicando que havia perdi-
do o cabaço. Começou a chorar:
- Não. Assim, não. Não quero. Quero ser descabaçada
com delicadeza...
O sujeito fez que não tinha ouvido seu lamento. Ela
estava de joelhos e ele a abraçou. Sentiu o pênis grosso dele
entrar mais um pouco. Chorou para que ele parasse, mas
não houve jeito. Resolveu relaxar. Também se abraçou ao
cara e até ajudou nos movimentos de cópula. Então, teve seu
primeiro orgasmo vaginal.
O sujeito, que ainda não tinha enfiado todo o grosso
caralho, fê-lo, finalmente. Ela se sentiu arrombada, tal o di-
âmetro da pica. Gemeu mais uma vez, gozando. Aí, o outro,
que até então não se manifestara, tocou o ânus dela com o
pênis. Ela teve um sobressalto e jogou o corpo para frente,
se estrepando mais ainda no pau do que lhe fodia a xana.
Então, o que estava por trás pegou com as duas mãos na sua
cintura e pressionou-lhe o cu com a rola. Logo ela estava
empalada pela frente e por trás. Urrava gritando de dor e de
prazer. Gozou várias vezes seguidas. Quando já não aguen-
tava mais, quis sair dos dois. Viu o negrão apontar na escada.
Gritou por ele.
No entanto, quando achava que o pescador vinha lhe
O HOMEM QUE MATOU MONA 65
salvar, eis que este, já nu, meteu-lhe o caralho dentro da
boca.
- Chupa. Até tirar meu leitinho...
O HOMEM QUE MATOU MONA66
9. A contorcionista
Badhia deu um pulo da cama. Estava apavorada, suan-
do muito. Olhou para o lado e o negrão estava lá, dor-
mindo a sono solto. Sentiu a vulva molhada e levou a mão
ali. Encontrou-a ensopada. Olhou para a mão e se assus-
tou. Sangue. Depois, suspirou aliviada. Tinha menstruado.
Correu para o banheiro, deixando pingos rubros pelo
chão. Tomou um banho demorado, fazendo o asseio. Não
contava em menstruar tão cedo. Não tinha nenhum absor-
vente. Teve que rasgar uma blusa de malha para fazer de ta-
pume, para não ficar escorrendo sangue.
Estava ainda agitada. O sonho que teve havia sido mui-
to intenso, como se tudo aquilo estivesse acontecendo, mes-
mo. Aí, viu o livro recebido do negrão jogado num canto e
entendeu:
O HOMEM QUE MATOU MONA 67
- Porra, o negrão tinha razão. Esse livro é foda. Não me
admira que ele tenha escrito um romance tão erótico. Mas
quem seria a tal Mona? Amanhã, pergunto a ele.
Quando o escritor acordou, no entanto, ela estava dor-
mindo. Ele tomou novo banho e saiu. Como não encontrou
o amigo recepcionista, resolveu-se a fazer o desjejum no bar.
Pensava em comer um cuscuz com carne cozida, ou uma ma-
caxeira com charque. Quando chegou lá, no entanto, o bar
estava fechado. Estranhou. Como estava ainda com a chave
dada pela dona do estabelecimento, arrodeou e abriu a porta.
O que viu, o deixou estarrecido.
A dona do bar jazia sobre a cama, com a garganta cor-
tada de orelha a orelha. Os olhos mortos arregalados diziam
que ela havia sido morta de surpresa. Talvez não conhecesse
o seu assassino. Mas não reagira, já que os móveis do quarto
continuavam no mesmo lugar, sem sinais de luta no local.
Voltou para o hotel e tocou uma campainha sobre o balcão.
Seu amigo recepcionista apareceu, ainda sonolento:
- Desculpe não atender logo. Estava tirando uma sone-
ca. A esta hora, o povo ainda está dormindo.
- As duas federais estão aí?
- Sim, dormem em quartos separados. Por quê?
- Chame-as. Houve um crime.
********************
- Saberia dizer se sumiu alguma coisa dela? Ouvi dizer
que você costumava beber aqui, e que ficou tomando conta
do bar, quando tua amiga foi nos buscar no Recife.
Ele deu uma olhada em volta, no quarto. Depois se di-
rigiu ao salão do bar. Foi quando percebeu que o “peixe” já
não estava no aquário. Este estava vazio. Avisou a morena de
O HOMEM QUE MATOU MONA68
longos cabelos. Esta disse para a ruiva:
- Veja se colhe alguma impressão digital no vidro, Bru-
na.
Depois, voltando-se para o pescador, perguntou:
- Alguém sabia que viríamos dar uma olhada no que
estava no aquário?
- Só a defunta, a jornalista, um funcionário do hotel
e…
- E?…
- E mais ninguém. - Disse ele, sem querer acreditar que
a médica, ou a puta, pudesse ter assassinado a pobre dona do
bar. A prostituta Sandra sabia das propriedades curativas do
bicho, mas ele nunca tinha falado dele para a médica. Porém,
não duvidava nada que ela tivesse sabido por alguém da vila.
- Todos da vila conheciam a criatura dentro do aquá-
rio? - Perguntou a ruiva.
- Todos. Quando o pesquei, cada um que viesse dar
uma olhada. Mas, depois de matarem a curiosidade, perde-
ram o interesse.
- Suspeita de alguém? - Perguntou a morena.
- Não. - Mentiu ele.
- Acho que é melhor nós chamarmos Cassandra. Teu
irmão saberia desvendar esse mistério rapidinho. - Afirmou
Bruna.
- Cassandra está numa missão em São Paulo. Não po-
derá vir. Temos que, nós mesmas, resolvermos essa parada.
- Disse a outra.
- Têm ideia do motivo pelo qual a mataram? - pergun-
tou o negrão, se referindo à dona do bar.
- Para levar o “peixe”, lógico. - Respondeu a morena. - E
você, Bruna, ligue para os nossos homens que estão guardan-
do o barraco do nosso amigo escritor. Quero falar com eles.
- Sim senhora.
O HOMEM QUE MATOU MONA 69
Mas ninguém atendeu à ligação. Então a morena orde-
nou:
- Vocês dois vão dar uma olhada lá. Eu fico aqui, inves-
tigando e falando com os aldeãos, para descobrir se viram
algo suspeito neste bar, ontem.
Quando o casal chegou ao barraco do negrão, não en-
contraram ninguém.
- Tem certeza de que havia alguém vigiando? Não vejo
vivalma. - Falou o negrão.
- Sim, ontem só saímos daqui quando os dois agentes
da PF chegaram para nos dar apoio. Ficaram de pegar o “pei-
xe” no bar, hoje. Devem estar por perto.
A ruiva chamou os dois pelos nomes. Ninguém res-
pondeu. Então, o pescador percebeu marcas na areia branca
perto do barraco:
- Veja, parece que alguém foi arrastado daqui. - Disse,
apontando os rastros.
Seguiram os sulcos no chão, que ia em direção a uns
arbustos que rodeavam o barraco. Atrás do mato, viram os
corpos dos dois policiais. A ruiva ligou para a morena. Logo
depois de desligar, dizia:
- A irmã de Cassandra pediu-nos para esperar aqui.
Virá daqui a duas ou três horas.
- Como é mesmo o nome dela?
- Nunca soube. Gosta de ser chamada de Lua. Por quê?
- Simples curiosidade. Bem, você fica aqui. Eu tenho
muito o que fazer. - Disse ele, sem querer revelar que preten-
dia visitar a médica.
- Não senhor. Lua disse para ficarmos, nós dois. Não
queiramos contrariar aquela fera.
- Está bem. O que podemos fazer, enquanto ela não
O HOMEM QUE MATOU MONA70
chega?
- Isso é pergunta que se faça? - Estranhou a ruiva. - Nós
fodemos, claro.
- Confesso que estou meio esgotado. O dia de ontem
foi puxado, pra mim.
- Não se preocupe. Tenho um santo remédio para can-
saço.
Pouco depois, ela aplicava o líquido verde na coxa dele.
O negrão deu um longo grito e perguntou:
- Onde conseguiu isso?
- Pegamos de um inimigo nosso, um tal padre Lázaro
(*), num dos últimos confrontos que tivemos com ele. Passei
meses analisando esse composto e ele é uma maravilha sexu-
al. Pena que o cara sumiu, e meu estoque está quase acaban-
do. Mas vou gastá-lo por uma boa causa.
Deixaram os cadáveres onde encontraram e entraram
no barraco. Ela já foi tirando a roupa pelo caminho. Ajudou
-o a se despir, também. Ele jogou-a sobre a cama. Ela agar-
rou-se a uma escora do telhado, que tinha por trás da cama,
e arreganhou-se toda, pois era uma contorcionista. A boceta
e o cu ficaram expostos para o sujeito. A cabeça dela estava
bem projetada para frente e perto da sua boceta. É que ela ti-
nha dobrado o corpo pra gente, entre as pernas, ficando com
o queixo colado à testa da vulva. Estava posicionada na borda
da cama.
O negrão posicionou-se perto dela, de modo que a rui-
va pudesse ver bem de perto o seu pau entrar-lhe no cu ou na
xoxota. Ela ronronou:
- O cardápio é à sua escolha: cu ou boceta?
- Você sabe do que eu gosto.
Dito isso, o negrão, sem lubrificar, lhe enfiou a pica no
cu. Ela gemeu feliz. Quando o caralho se escondeu totalmen-
O HOMEM QUE MATOU MONA 71
te no ânus dela, ele o retirou e fincou em sua boceta. Ela ge-
meu mais demoradamente.
Ele ficou revezando, do cu para a vagina, até que ela
começou a gozar:
- Ui, ai, uuuuuiiiiiiiiii. Vai, puto roludo. Mete sem dó. Já
havia me esquecido do quanto é gostosa, essa pica.
Ele continuava revezando os orifícios. Mas não demo-
rou muito a anunciar a primeira gozada. Ela desfez a posição
incômoda e agarrou-se ao caralho dele. Mamou-o, até não
sobrar nenhum vestígio de porra. Depois, tornou a ficar na
mesma posição anterior, expondo os sexos. Ele mandou rola.
Logo, atingiu seu segundo orgasmo, seguido de mais dois,
cada um vertendo meio mundo de espermas. Enquanto ele
metia, ela murmurava:
- Xoca, xoca, xocaxocaxocaaaaaaaaaaaaaaaa…
Quando a morena chegou, acompanhada de um coroa
que se fazia xerife do local, quis ver os dois agentes mortos.
Tinham cortes, cada um, abrindo-lhe a garganta. O xerife só
fez atestar as mortes, depois foi embora. As duas policiais es-
tivera conversando, depois a tal Lua disse:
- Soube que você chegou aqui dizendo ter assassinado
alguém. Então, não minta para mim: quem você matou?
- Está desconfiando de mim? Acha que matei a dona do
bar e teus amigos?
- Faz parte do meu trabalho perguntar. Quem você ma-
tou?
O negrão esteve um tempo calado, depois disse:
- No dia que eu falei isso, estava terrivelmente bêbado.
Acho que me referia a uma personagem dos meus livros, que
resolvi matar, pois fiquei sem motivação para fazer-lhe novas
histórias. Depois, me arrependi, pois fiquei sem ideias para
escrever novos livros. Só pode ter sido por isso. Não seria
O HOMEM QUE MATOU MONA72
capaz de matar uma pessoa, por mais mal que ela tivesse me
feito.
- Conversa. Não acredito em você. Portanto, não saia
do povoado. Vou querer ficar de olho em você.
- Como queira. Então, não me interessa mais estar aju-
dando-as. Vou-me embora.
- Eu também vou querer falar de novo com você. - Dis-
se a ruiva, piscando-lhe um olho.
- Se eu tiver direito, gostaria de um favor teu. - Falou o
negrão, se dirigindo a ruiva.
- Diga.
- Tem uma jovem, uma putinha da comunidade, que
sabe algo sobre o peixe. Converse com ela. Foi para isso que
te chamei aqui.
- Onde ela mora?
- Pergunte a qualquer um. É a única puta do lugar.
A ruiva o beijou nos lábios, demoradamente. A more-
na não percebeu, pois estava examinando os cadáveres dos
agentes. Ele foi-se embora sem se despedir dela. Tinha ur-
gência de chegar à casa da médica. Temia que seu namora-
do fosse o autor dos assassinatos. Encontrou-a tranquila em
casa, tomando um chá quente.
- De volta? A garotinha piorou?
- Não, senhora. Mas aconteceu algo terrível na comu-
nidade: três pessoas foram assassinadas, inclusive uma amiga
minha. E todas as mortes têm as características do modo de
agir do teu amante.
- Acha que foi ele?
- Sim, acho. Só pode ter sido.
- E por que ele faria isso?
- Talvez para roubar a criatura que capturei há anos,
quando cheguei aqui, antes de vocês.
- Do que está falando?
O HOMEM QUE MATOU MONA 73
O escritor esteve falando por longo tempo sobre o seu
achado, e sobre a descoberta da jovem prostituta, que deu a
água do aquário para sua filha beber. A curiosidade demons-
trada pela velha médica dizia que ela nunca houvera ouvido
falar do tal “peixe”. Fez-lhe um monte de perguntas. Disse
que a criatura poderia ser a cura para a sua doença. Estava
animada em voltar às suas pesquisas. Mas não podia se en-
contrar com as federais. Mesmo assim, estava disposta a se
entregar, para participar das investigações, junto com as poli-
ciais. Tomasini pediu que ela tivesse paciência, pois iria son-
dar as agentes. Talvez, por cooperação, as mulheres abrissem
mão de prendê-la. Ficou de voltar lá para dar-lhe a resposta.
Enquanto isso, ela tratasse de saber o paradeiro do padre. Ele
teria que provar a sua inocência.
Quando saiu da casa da médica, ele voltou para o hotel
onde estava hospedado. Encontrou a jornalista ainda dor-
mindo. Ela parecia estar sonhando, pois sorria e meneava o
corpo sensualmente. Achou por bem não acordá-la. Aí, um
vulto aproximou-se dele. Estava totalmente nua e tinha lon-
gas madeixas, arrastando no chão. Entregou uma garrafinha
de uísque a ele.
- Você sabe que eu só bebo Campari. Quando muito,
uma cerveja.
Ela sorveu a garrafinha de um gole só. Depois, pegou
o livro de capa de couro que estava próximo à cama onde a
jornalista dormia e o folheou. Sorriu, ao ler o poema escrito:
- Ela escreve melhor do que eu. Tem futuro, a menina.
Vai deixar o livro com ela?
- Pretendo.
- Ela tem maturidade para usá-lo?
- Foi você quem pediu que eu o entregasse a ela. Deve
saber.
O HOMEM QUE MATOU MONA74
- Não lembro. Começo a misturar minha história com
a tua. Não sei mais qual é a de quem.
- Não me importa. O que quero é me livrar de você.
Aí o vulto sumiu, levando o resto do uísque que tinha
na garrafinha. Ele deitou-se perto da jornalista. Ela acordou.
(*) Ler a série BELEZA MORTAL, publicada por este
autor.
O HOMEM QUE MATOU MONA 75
10. Melhor do que Viagra
Ajornalista espreguiçou-se, depois deu um bei-
jo nos lábios do negrão, desejando-lhe um bom
dia. Ele lhe respondeu com carinho. Ela esteve toman-
do banho cantando uma melodia qualquer, que ele
não conhecia. Parecia feliz. Perguntou, lá do banheiro:
- Quem é Mona, amor? Você se baseou em alguém para
escrever teus livros sobre ela?
- Mona é uma advogada, que certa vez encontrei num
antiquário, num dia de chuva. Conhecê-la foi um momento
mágico.
- Chegaram a ficar juntos, namorar, essas coisas?
- Estivemos casados por uns tempos. Acho que foi
quando comecei a idealizar a personagem do livro. Já nem
me lembro…
- Cadê ela?
- Não sei. Depois que nos separamos, cada um seguiu
O HOMEM QUE MATOU MONA76
seu caminho.
- Mas por que se separaram?
- Ela tinha muito ciúmes de mim. Confundia cada per-
sonagem que eu criava com alguém que ela conhecia. Achava
que eu a havia traído várias vezes com amigas dela. Chegou
um tempo em que a nossa vida virou um inferno. Passamos a
brigar diariamente. Para a separação, foi um pulo.
- Entendo. Estive sonhando com uma mulher muito
sensual, de cabelos enormes. Ela era assim?
Ele demorou a responder. Achava estranho ela ter so-
nhado com alguém que não conhecia. Alguém que ele tinha
assassinado. Ou será que não?
- Não. Ela tinha cabelos curtos e sedosos. Era belíssima.
Ela esteve calada por uns tempos. Depois, disse:
- O livro parece, realmente, ser mágico. Tive sonhos
estranhos, que pareciam bem reais. Todos, sonhos eróticos.
Acordei excitada e quis te chamar, mas você estava dormindo
tão tranquilo…
- Agora estou acordado.
- Mas eu menstruei. Estou de “boi”, como dizemos em
Recife.
- E daí? Esse “boi” não tem cu, não?
- Oh, amor. Isso é piada velha. - Disse ela, saindo do ba-
nheiro, se enxugando. Aproximou-se dele e deu-lhe um beijo
demorado. Depois, falou:
- Melhor não. Não quero foder assim. Espere eu estar
melhor e transaremos. Até porque temo sujar os lençóis da
cama.
- Tenho algo para te dizer: houve três assassinatos on-
tem. E roubaram a criatura, lá do bar.
- Nossa, pra quê iriam querer um bicho feio daqueles?
- Uma das pessoas assassinadas era justamente a dona
do bar. Acho que a mataram para levar o “peixe”.
O HOMEM QUE MATOU MONA 77
- Jura? - espantou-se ela – mataram a minha amiga Ze-
finha?
- Sim. Lhe cortaram a garganta.
- Meu Deus. Tenho que investigar esse crime para o
matutino onde trabalho. Se eu conseguir o desvendar, pode
ser a minha porta de ingresso ao jornal.
- As duas policiais federais já o estão investigando.
Principalmente porque os dois agentes que vieram acompa-
nhá-las também foram assassinados.
- E o que é que você está esperando para me levar até
as agentes federais?
Pouco depois, estavam no casebre onde o negrão mo-
rava. As duas policiais estavam empenhadas em colher vestí-
gios dos possíveis assassinos. A jornalista esteve conversando
com ela e fazendo umas anotações num bloco. O negrão fi-
cou à distância, para não “contaminar” a cena do crime. Aí, o
recepcionista apareceu, sem seu uniforme de trabalho. Esta-
va de folga. Perguntou ao escritor:
- Já falou a ela da médica que cuidou de Sandra? Talvez
ela possa ajudar nas investigações…
- Falou de quem? - Perguntou a morena da PF, demons-
trando que escutava de longe.
- Nada não. - Gritou o negrão.
A morena se levantou, pois estava acocorada exami-
nando o chão, e veio até eles. Disse:
- Você está me escondendo informações. Desde o iní-
cio, percebi isso. Desembuche por bem, ou terá que fazê-lo
por mal… - Ela disse, entredentes, ao negrão.
Ele olhou atravessado para o recepcionista, depois
abriu o jogo:
- Há uma médica que mora aqui que andou cuidando
de uma amiga do rapaz. Ela sabe do “peixe”. Que ele tem po-
O HOMEM QUE MATOU MONA78
der milagroso. E tem um companheiro violento. A princípio,
pensei que ele tinha atacado a dona do bar para roubar o bi-
cho. Mas a médica me jurou de pés juntos que ele não está
mais no povoado.
- Como se chama essa médica? - Perguntou a ruiva Bru-
na, que também ouvira a conversa. Tinha vindo até o grupo.
- Maria. Não sei seu sobrenome.
- Ela é nova ou velha?
- Já tem os cabelos brancos. - Disse o negro.
- O companheiro dela é um cara magro, com cara de
mau?
- Esse mesmo.
As duas policiais se entreolharam. A morena disse:
- Leve-me imediatamente à casa dessa senhora. Com
certeza, ela ou o padre são os assassinos da dona do bar e dos
meus companheiros.
No entanto, quando chegaram na casa da médica, não
havia ninguém. A residência estava desarrumada, como se a
doutora tivesse fugido às pressas. A morena soltou um palav-
rão. Depois, fez uma ligação.
- Oi, Cassandra. Acho que localizamos a dupla do mal,
Maria Bauer e seu companheiro assassino. O que faremos?
Esperou alguém falar do outro lado da linha e disse:
- Não, não temos reforços. Ok. Vou te passando os in-
formes.
- Ele vem? - Quis saber a ruiva.
- Por enquanto, não. Está a ponto de findar sua missão.
Pediu que investigássemos, mas com cuidado, pois não te-
mos cobertura.
- Entendo. Aquela dupla é infernal. Não nos convém le-
var essa investigação adiante sozinhas. Não é melhor esperar
por teu irmão?
- Não. Arriscamos perder a dupla. Ainda devem estar
O HOMEM QUE MATOU MONA 79
por perto. Vamos deter o negrão. Talvez a médica venha atrás
dele.
- Não existe cadeia no povoado. - Afirmou o recepcio-
nista, que assistia a tudo calado.
- Então, o trancafiaremos no meu quarto!
A morena deixou Bruna continuando as diligências e
fez questão dela mesma voltar ao hotel. Veio com o recep-
cionista, que ficou responsável por trazer o “xerife” até ela, e
com o negrão. Quando ambos chegaram ao quarto, a morena
falou:
- Este quarto tem grades nas janelas. Você ficará tran-
cafiado aqui até resolvermos esse caso. Desconfio que o padre
Lázaro vai tentar te matar. Aqui dentro, será mais difícil dele
te alcançar. Eu mesma cuidarei da tua segurança.
- Acredita que eu tenha algo a ver com os crimes?
- Sinceramente, sim. Então, a partir de agora tua vida
corre perigo. O padre é perigoso. E muito inteligente.
- Ué, mas não fiz nada contra ele…
- Ele saberá que soubemos que a dupla está aqui através
de você, e vai querer se vingar.
- Entendo. Vai ficar o tempo todo comigo?
- Pretendo. - Disse ela tirando toda a roupa. - Mas vou
tomar um banho, antes. Tome essa arma e esteja atento.
- Não entendo nada de armas. Melhor que fique com
você.
Ela destravou a arma e ensinou-lhe rapidamente como
usá-la. Entregou novamente a pistola a ele. O negro falou:
- Não tem medo que eu te renda com esse brinquedo e
escape daqui?
- Tente. Não iria longe. E eu estou querendo te proteger.
Portanto, esteja atento.
Quando a morena entrou no banheiro e afastou a cor-
O HOMEM QUE MATOU MONA80
tina, levou um murro na testa. Foi projetada longe e caiu com
todo o corpo. O padre Lázaro avançou para cima dela, arma-
do de um afiadíssimo punhal. O negro gritou:
- Pare ou atiro. Deixe-a em paz e vá-se embora. Não
quero ter que matá-lo.
- O padre olhou bem dentro dos olhos dele:
- Não teria coragem de atirar.
O negro, no entanto, apertou o gatilho. O padre foi lan-
çado contra a parede do box, por causa do impacto da bala
no ombro. Mas levantou-se com espantosa habilidade, e par-
tiu para cima do escritor. Este demorou a voltar a engatilhar
a pistola. Teria sido rapidamente assassinado, se uma voz não
gritasse:
- Pare, Lázaro. Chega de mortes. Este jovem é meu
amigo. Não vou permitir que o mate.
- Ele atirou em mim.
- Eu o faria, novamente, se você tentar algo contra os
dois. - Disse ela, apontando uma pequena pistola para o ex
companheiro. - E você sabe que eu tenho coragem de ati-
rar. Portanto, vá para o nosso novo esconderijo. Rápido, pois
pode aparecer alguém alertado pelo estampido. Logo estarei
lá, para cuidar desse ferimento.
- Quer deixar a policial viva? Não entendo você…
- Já disse: chega de mortes. Vim dar meu recado, e não
matar alguém. Depressa. Vá-se embora.
O padre saiu sem olhar para trás. O negrão relaxou
da tensão. Viu a morte de perto, e ainda estava se tremendo.
Tentou socorrer a policial, mas a doutora disse:
- Ela está bem. Apenas desacordada. O murro pegou na
testa. O meu ex companheiro a queria viva.
- Por que mataram aquelas pessoas, principalmente a
dona do bar? Que mal ela lhes fez? Só para roubar um peixe?
- Não matamos ninguém. Nem roubamos a criatura.
O HOMEM QUE MATOU MONA 81
Acredite em mim.
- Como posso acreditar nisso? Bastou eu te dizer das
propriedades curativas da criatura, e logo acontece isso?
- Não fomos nós. Mas tenho interesse nesse animal.
Então, dê um recado a essa policial aí no chão: estou disposta
a me entregar, por quanto tempo durar as pesquisas que pre-
tendo fazer, em parceria com a PF. Quero fazer algo que este-
ja dentro da Lei. Até porque não tenho mais os equipamentos
necessários para pesquisar.
- Está oferecendo uma trégua?
- Sim. Mas, depois de terminada as pesquisas, quero a
minha liberdade de volta. Isso é inegociável. Meu ex compa-
nheiro também não entra no acordo. Estará livre, para o caso
dos policiais não cumprirem sua parte. Aí, não me culpem
pela retaliação.
- Acha que os Federais vão querer esse acordo?
- Tenho certeza.
- E se te prenderem?
- Eu morro. Mas morro feliz. Sei que Lázaro me vinga-
rá.
O negrão esteve pensativo, depois perguntou:
- Você tem ideia de quem matou essas pessoas?
- Eu tenho a certeza. Mas não vou te dizer. Não consigo
mais confiar em você. Provou que não consegue guardar se-
gredo, e que faz juízo errado de nós. Mas o recado está dado.
Vou-me embora. Deve ter alguém subindo, querendo saber
que barulho de tiro foi aquele.
- Como entro em contato contigo?
- Eu é que entro em contato com você. Mas, se quer fa-
cilitar, volte ao teu barraco por uns dias, sempre à meia-noite.
Quando a morena acordou, ele lhe deu o recado. Não
apareceu ninguém para saber o motivo do tiro. A policial viu
os pingos de sangue no chão e olhou assombrada para ele:
O HOMEM QUE MATOU MONA82
- Você enfrentou e feriu o padre?
- Sim.
- Uau, garoto. Merece uma foda por isso.
- E o acordo proposto pela médica?
- Deixa eu consultar meu irmão. Não quero essa res-
ponsabilidade sozinha. Ela disse que sabe quem é o assassi-
no?
- Sim. Parecia ter certeza.
- Estranho, essa porra querer nos ajudar, agora. Deve
ter algo por trás dessa decisão.
- Com certeza. Mas eu arriscaria o acordo. Não vai ligar
para o teu irmão?
- Depois. Estar viva me deixa eufórica. Jamais imaginei
sobreviver a um confronto com o padre assassino. Por isso,
fiquei a fim de foder.
- Assim, de repente?
- Está reclamando do quê? Você não está afim?
- Não é isso. É que estou impressionado com a sua dis-
posição. Quase ainda agora, estava querendo me prender.
- Para te proteger, já tinha te dito. Deixe de lamúrias. Se
não quiser me foder, procuro outro…
Num instante, estavam se beijando. Ela foi baixando a
boca pelo corpo dele, em direção ao seu enorme caralho. Aí,
viu as picadas de injeção em suas coxas. Perguntou:
- O que foi isso? Você se droga?
- Sim, mas de uma forma diferente. Conhece o “Sangue
de Cristo”?
- Como você conhece esse composto? - Perguntou ela,
cismada.
- A médica já mo aplicou diversas vezes. E, recente-
mente, tua amiga ruiva também o fez.
- Bruna? Mas isso é segredo da Polícia Federal. Não era
para ser usado tão vulgarmente.
- Sem ele, eu não poderia te foder condignamente. Es-
O HOMEM QUE MATOU MONA 83
tou esgotado. Já gozei várias vezes hoje.
- Não me diga que tem amostras daquela coisa…
- Tenho pouco, mas tenho. Se me deixar ir ao meu
quarto…
- Eu vou com você.
Quando ele lhe mostrou as ampolas, ela pegou uma.
Pediu-lhe uma seringa com agulha e ela mesma aplicou o lí-
quido esverdeado nele. O cara deu um berro, depois seu ca-
ralho endureceu imediatamente. Ela disse:
- Assim está mais interessante. Mete na minha xaninha,
mete.
- Eu prefiro te foder o cu.
- Só se me satisfazer a periquita. Aí, eu deixo.
Ela o empurrou sobre o sofá. Estavam ambos nus. Ela
subiu em seu colo, de frente para ele. Beijou-o de língua. Ele
apalpou seus seios e lhe lambeu os biquinhos. Ela estava se-
denta de sexo. Pegou uma das mãos dele e a colocou sobre a
tabaca. Ele continuou lambendo os biquinhos, enquanto en-
fiava-lhe o dedo na vulva. Ela gemeu alto. Rebolou no dedo
dele. Mas afirmou:
- Eu quero esse caralho enorme, e não dedo, porra. Me
dá.
Ela mesma apontou o rebolo para a boceta e se enfiou
nele. Estava taradona. Com algum esforço, estrepou-se até o
talo. Depois disse:
- Agora, fode. E só pare quando eu não aguentar mais...
O HOMEM QUE MATOU MONA84
11. Ela sabia tudo sobre sexo
Foram várias fodas, mas nenhuma por trás. Mas o efeito do
líquido verde já estava passando e o negrão se sentia esgo-
tado. Ela também. Foram tomar banho juntos. Ele perguntou:
- Não vai me dizer o teu nome?
Ela esteve pensativa, depois disse:
- Meu nome é Cassandra.
- Cassandra não é o nome do teu irmão?
- Não, mas essa é uma longa história.
- Temos bastante tempo. E eu gostaria de ouvi-la.
- Terminemos de tomar banho e voltemos para o meu
quarto. Lá, te conto.
Quando voltaram ao quarto onde estava hospedada,
ela pediu pelo interfone uma dose dupla de uísque. E um
Campari para ele. Então, começou a falar:
- Nasci Cassandra. Meu irmão tinha outro nome, que
O HOMEM QUE MATOU MONA 85
não posso te dizer. Mas, logo cedo, ele assumiu a minha iden-
tidade.
- Como assim?
- Ele era super protetor comigo. Nossa mãe vivia o tem-
po todo bêbada. Havia sido vendida, quando adolescente,
para uns gringos, que a escravizaram e a prostituíram. Le-
varam-na para os EUA e pintaram o sete com ela. Porém, ela
conseguiu fugir e voltar para o Brasil. Mas já estava grávida
de nós dois.
“Passou a beber e nos obrigava a pedir esmolas nas
ruas, para manter seu vício de bebidas e drogas. Quando eu
voltava e tinha trazido pouca grana, ela me batia. Meu irmão
sempre foi mais esperto e conseguia dinheiro. Então, para
que eu não apanhasse de minha mãe, vestia-se como eu. Le-
vava a surra por mim, pois somos tão parecidos que minha
mãe não conseguia distinguir um do outro. Depois, houve
um tempo em que ele só vivia vestido com minhas roupas.
Dessa forma, mamãe não conseguia saber quem era quem.
Aí, ela morreu de tanta cachaça e drogas.
Meu irmão prometeu vingá-la, e até hoje odeia grin-
gos.”
- É, Bruna me contou. Ele continua te protegendo?
- Sim. Cada vez mais. Principalmente, quando estamos
em alguma missão perigosa. - Disse ela, ingerindo quase a
metade da dose. O negrão bebia seu Campari com parcimô-
nia.
- Não vai ligar para ele, contando-lhe as novidades?
Ela demorou a responder. Depois, disse:
- Não. Pretendo me virar sozinha. É minha chance de
mostrar a ele que sou capaz.
- Entendo. Se precisar de ajuda, pode contar comigo.
Mas terá que me soltar desta prisão.
Ela sorriu. Depois, afirmou:
O HOMEM QUE MATOU MONA86
- Não há mais necessidade de você estar preso neste
quarto. Por pouco não fomos mortos. O padre é muito inte-
ligente, como te disse. Acharia outra forma de nos matar, se
continuarmos trancafiados aqui. Não. Quero lutar com ele
em campo aberto.
- Não acredito que ele vá reaparecer. A menos que não
permita a médica de trabalhar com vocês.
- Tem razão. Pode dar-lhe o recado que eu aceito a tré-
gua.
Perto da meia-noite, o negro estava em seu barraco,
abandonado pela PF depois que roubaram o “peixe”. Tinham
lhe dado um bom dinheiro, pelo tempo que passou sem po-
der pescar. A noite não tinha lua. Ficou sentado num banco
de madeira, na frente do barraco. Aí a médica apareceu do
nada:
- Então, o que decidiram?
Ela estava muito jovem. Sem rugas, aparentando ter
uns quarenta anos. Sentou-se ao lado dele.
- O acordo está aceito. E você está muito bonita.
- Obrigada. Infelizmente, tive que gastar quase todo o
estoque de Sangue de Cristo de Lázaro. Preciso do que te dei.
Ainda tem?
- Claro. Mas posso ficar com uma ampola para mim?
- Para que a quer? Para sexo?
- Não. Nunca te disse, mas achei um outro uso para o
composto. Quer ver?
- Claro.
Ele a levou até um barco de pesca. Pertencia a ele. A
médica estava cismada:
- Não me diga que pretende me levar a uma armadi-
lha…
- Por que acha isso?
O HOMEM QUE MATOU MONA 87
- Seria fácil me jogar ao mar e acabar com a minha
vida. E receber a recompensa da Polícia Federal.
- Esteja tranquila. Não pretendo te fazer mal.
Pouco depois, estavam em alto-mar. Ele parou o barco
e retirou do bolso uma ampola do líquido esverdeado. Pin-
gou um pouco na água.
- Observe…
E, quase que imediatamente, vários peixes se acerca-
ram da área onde ele havia derramado o composto. Ela ficou
admirada:
- Sacre Bleu. Os peixes correm para a rede, não é mes-
mo? Como descobriu isso?
- Por acaso. Quando não mais te vi, quis derramar o
conteúdo que me deu no mar. Ainda bem que só derramei
uma ampola, naquele dia. Foi quando capturei a criatura,
além de levar dezenas de peixes para a aldeia. Depois, desco-
bri que dois pingos bastam.
- Muito bem, garoto. Eu não sabia desse detalhe. Não
preciso mais me entregar aos federais. Vou explorar as be-
nesses desse líquido. Quem sabe, não capturo minha própria
criatura?
- Então, agora vai me dizer quem matou a minha ami-
ga, dona do bar?
- Isso é fácil: quem está com o “peixe”, matou os três.
- Mas, quem está com o peixe?
- Descubram por vocês mesmos. Já falei demais. Dê-
me as ampolas, que eu quero ir-me embora.
- Só dou se disser quem é o assassino, ou assassinos.
Ela olhou demoradamente para ele. Depois, sussurrou
um nome em seu ouvido.
- Não acredito. Você está me enrolando. Claro que não
foi essa pessoa.
- Quem mais teria interesse?
O HOMEM QUE MATOU MONA88
Ele entregou-lhe as ampolas. Mas não estava convenci-
do da identidade do assassino. Na verdade, não queria acre-
ditar. Levou-a de volta às areias de praia. Ela se foi. Ele esteve
pensativo. Aí, viu alguém se aproximar. Era o vulto feminino.
Continuava nua e seus longos cabelos eram movidos pelo
vento. Ela falou:
- A médica tem toda razão. Ela sabe, mesmo, quem ma-
tou aquelas pessoas. Creia nela.
- Como conseguiu ouvir nossa conversa, se estávamos
em mar aberto?
- Uma brisa me contou. E eu passei um tempo com vo-
cês.
- Mentira. Você não existe.
- Enquanto você existir, existo também.
Ele fechou os olhos, cansado de vê-la. Quando os abriu,
ela tinha sumido. Aí, viu se aproximar outro vulto feminino.
Era a prostituta Sandra.
- Oi, minha filhinha dorme e eu vim ver se você estava
acordado.
- Tão cedo, não vou dormir. Cadê o teu amante?
- Ele não mais me procurou. Me deu uma boa grana e
sumiu. Ceio que não gosta mais de mim.
- Talvez, não queira te dividir com outros.
- Se é por isso, não posso fazer nada. Preciso comer, e
aqui não tem trabalho.
- Sabe pescar?
- Vixe. Sei nada, seu Vadinho. Quem dera…
- Se eu te ensinar, você deixa essa vida de prostituição?
Ela arregalou os olhos, de contentamento. Disse, eufó-
rica:
- Deixo, sim. E só foderei com o senhor. Aliás, vim aqui
para isso…
O HOMEM QUE MATOU MONA 89
Foi dizendo e tentando abrir a braguilha dele. Libertou
seu enorme caralho. Ele estava mole.
- Não adianta, menina. Estou pregado. Não conseguiria
ter ereção.
- Disso, cuido eu. Relaxe, que eu faço teu pau subir.
Primeiro, ela ficou arrodeando a língua na cabeçorra
do caralho. Depois, engolia um terço dele, com suavidade, e
corria a boca até a glande, novamente. Quase não tocava com
a língua nem os dentes na pica dele. Tremulou a língua no
buraquinho da pica e sentiu seu pau aumentar de tamanho.
Sorriu e disse:
- Está gostando, meu nego? Quer que esta mocinha te
faça gozar, quer?
Depois, parou os movimentos da cabeça e ficou lhe pu-
nhetando a pica, fazendo a glande entrar e sair da sua boca.
De vez em quando, lambia o cu dele, mas logo voltava a ma-
mar-lhe o cacete. O caralho já tinha atingido sua extensão
total.
- Não goze agora, tá moço? Tem uma bilola muito gos-
tosa. Quero me demorar a tirar o leitinho dela…
Lambeu-lhe o saco, enquanto o masturbava lentamen-
te. Ele gemeu.
- Tá bom, não está? Essa menininha entende das coisas.
Vai ser uma pena ter que parar de fazer os homens gozarem
nessa minha mão e na minha boca…
Começou a fazer movimentos girando o punho, en-
quanto chupava devagar só a cabeçorra. A vontade de gozar
aflorou lá dentro dele. Mas não disse a ela. Só gemeu mais
alto. Ela fez um anel com os dedos e corria com ele toda a
extensão do membro, da glande para o talo. A sensação era
a de que uma xoxota se estrepada devagar no caralho dele.
O HOMEM QUE MATOU MONA90
Em seguida, bateu-lhe uma punheta apressada, enquanto
lhe massageava os testículos. Ele virou o rosto para cima, es-
perando a hora de gozar naquelas mãos macias. Continuou
com a massagem, apertando e afrouxando o punho no mem-
bro dele.
De repente, ela lhe engoliu quase todo o caralho, se en-
gasgando algumas vezes. Mas logo se acostumou e continuou
a felação, engolindo o enorme cacete até o talo. Movimentou
a cabeça, e ele sentiu a glande na goela apertada dela.
- Vou gozar. Estou já gozando, puta.
Ela não respondeu. Tirou todo o seu pau da goela e
ficou batendo com ele no rosto.
- Não, engole ele de novo. Estou para gozar, e quero
gozar na tua boca.
Ela o engoliu até o talo. Depois, ficou tirando e intro-
duzindo a pica na goela, e a sensação era a de que ele lhe
estivesse fodendo a xana, até bem profundo. A goela dela era
quente, e lhe dava um enorme prazer estar fodendo-a. Pegou
a cabeça dela com as duas mãos e se preparou para gozar.
Ele gozou, finalmente, mas ela não parou de lhe chupar.
Era uma agonia, para ele, por conta da glande muito sensível,
mas ele não pediu para que ela parasse. Então, ela apertou o
caralho dele com o punho e chupou com gula a cabeçorra, só
na pontinha dela. Lambia e chupava.
Menos de dois minutos depois, ele gozou demora-
damente, até que ela se sentiu satisfeita de engolir seu leite
quente.
O HOMEM QUE MATOU MONA 91
12. Quer casar comigo, gostosa?
Aprostituta Sandra voltava para casa, quan-
do encontrou o funcionário do ho-
tel. Ele perguntou, cismado, de onde ela vinha.
- Vim da casa do seu Vadinho. Fui ver se ele precisava
de alguma coisa.
- Eu dei uma fugida do hotel e vim dar uma rapidinha
contigo.
- Não. Eu prometi a seu Vadinho que não mais seria
puta. Ele vai me ensinar a pescar.
- Ora, eu te ensino…
- Você não sabe pescar. Se soubesse, não se sujeitaria a
trabalhar no hotel por uma mixaria.
- E onde eu encontraria outro trabalho aqui?
- Pescando, oras.
- Está bem. Não sei mesmo pescar. Posso te acompa-
nhar até em casa?
O HOMEM QUE MATOU MONA92
- Sim. Mas vamos rápido, pois é capaz de minha filhi-
nha ter acordado.
O casal não percebeu, mas estava sendo seguido de
perto por alguém todo vestido de preto. Essa pessoa já seguia
a prostituta desde o barraco do negrão. Escondeu-se, quando
os dois entraram na casa da jovem. Depois, esgueirou-se mais
para perto da janela. Viu quando a mocinha tirou do berço a
menina de quatro braços, que estava chorando. A mãe a ama-
mentou e ela calou-se. Também viu quando o recepcionista
tentou beijar a jovem a pulso. Ela se negava a transar com ele.
Dizia estar satisfeita de ter fodido bem muito com o negrão.
Aí, o rapaz, enciumado, bateu nela.
********************
Era quase oito horas da manhã, quando a morena bateu
no quarto onde dormia a ruiva, policial federal. Esta abriu a
porta ainda sonolenta. Perguntou:
- O que houve, chefe?
- Mais um crime. Uma mulher, conhecida como a fofo-
queira da aldeia, veio me dizer que haviam assassinado uma
jovem prostituta. E que a filha desta tinha sumido. É coisa do
maldito padre Lázaro, pois o crime tem as mesmas caracte-
rísticas dos outros três: ela foi degolada, quase decapitada.
- Minha nossa. Esse filho da puta ainda está matando o
povo? Precisamos impedi-lo.
- Falar é fácil. Vista-se e venha interrogar a velha fofo-
queira. Ela disse ter visto alguém rondando a casa da puta.
Talvez saiba de mais coisas.
Pouco depois, estavam diante da mulher. Ela disse logo:
- Foi aquele jovem que trabalha aqui, que a matou. Só
pode. Tanto que nem veio trabalhar hoje.
- Você o viu por perto da casa?
O HOMEM QUE MATOU MONA 93
- Sim, mas estava todo vestido de preto. Não tenho cer-
teza de que era ele.
- Lembra de mais algum detalhe?
- Não, senhora.
- Como soube que a jovem havia sido assassinada?
- A menina costuma chorar a noite toda. Como não
ouvi mais seu choro, fui olhar pela fresta da janela. Aí, vi a
putinha safada caída no chão. Como a porta estava aberta,
entrei querendo socorrê-la. Mas ela já estava morta. A filha
tinha desaparecido. Procurem na casa do jovem tarado. Ela
deve estar lá.
- Está bem. Vou procurá-lo. Mas, se lembrar de mais
alguma coisa, venha nos dizer.
Pouco depois, a dupla de policiais federais chegava à
casa do jovem. A irmã dele veio atendê-las. Disse que o rapaz
estava doente, gripado, por isso, não fora trabalhar. A more-
na insistiu para que ela o fizesse vir à sala. Quando o jovem
apareceu, demonstrando estar realmente doente, Cassandra
perguntou:
- Onde estava hoje de madrugada, por volta das duas
horas?
- Estava aqui dormindo. Por quê?
- Há uma testemunha que te viu rondando a casa da
prostituta assassinada.
- Como é que é? Do que vocês estão falando?
- Uma tal Sandra, prostituta, foi barbaramente assas-
sinada de madrugada, na própria casa. Nega ter estado com
ela?
- Porra, Sandrinha foi assassinada? E a filhinha dela?
- Diga você.
- Não sei de nada.
- Nega ter estado com ela?
- Não, eu estive com ela. Mas foi antes do horário que
você disse. Deixei-a em casa e vim embora, pois não estava
O HOMEM QUE MATOU MONA94
me sentindo muito bem. Tanto que cheguei aqui ardendo em
febre.
- Você está preso. Leve-o para o hotel e tranque-o no
meu quarto. Depois, veremos onde instalá-lo melhor.
Bruna levou o cara algemado. Só então, Cassandra se
dirigiu à casa da prostituta. Encontrou o cadáver lá. Exami-
nou-o. Ela tinha um dos punhos cerrados. Abriu-o e encon-
trou uma mecha de cabelos. Estreitou os olhos. Aí, ouviu pas-
sos. Era o sujeito que se passava por xerife, que havia entrado
na casinha. Cumprimentou a policial.
- Bom dia, senhor. Vou precisar de você. Reúna todas
as pessoas de cabelos desta cor, aqui na frente. Vou querer
falar com elas. Antes, chame a policial Bruna, e peça para ela
vir logo.
********************
O negrão havia dormido mais do que costumava, pois
acordou com batidas na porta. Armou-se com a pistola que
recebera da morena, caso precisasse salvar sua vida, e foi ver
quem era. Surpreendeu-se, ao ver a policial Bruna. Ela estava
sorridente.
- Bom dia, dorminhoco. Vim dar uma rapidinha, pois
estou em horário de trabalho.
- Só se trouxe o líquido esverdeado, pois estou pregado,
pregado.
- O que andou fazendo ontem?
- Nada demais. Por quê? – Perguntou ele, deixando a
arma sobre um móvel.
Ela pegou a arma e apontou para ele. Ele ficou descon-
fiado.
- Eu quero foder de qualquer jeito. Não trouxe o “Via-
gra”, mas quero trepar contigo. Trate logo de ficar de pau duro.
- Sem acordo. Já disse que estou esgotado.
O HOMEM QUE MATOU MONA 95
- Esteve com alguém, de madrugada? É por isso que
está cansado?
- E se eu estive?
- Você está preso pela morte da prostituta Sandra. - Ela
disse, ainda lhe apontando a arma.
- Que história é essa? Não matei ninguém.
- Mas você, sim, rapariga safada. Largue a arma ou ati-
ro. - Ouviu-se uma voz feminina.
A policial virou-se e disparou a arma. A morena esqui-
vou-se rápido, livrando-se de ser atingida. Atirou. A agente
Bruna dobrou-se sobre si mesma e caiu no chão. O negrão
ficou sem ação. Depois, perguntou:
- Como descobriu?
- Você já sabia?
- Sim. A médica me disse. Mas eu não acreditei. Ela não
tinha motivos para os crimes.
- Matou mais uma. A prostituta que você andou aju-
dando.
- Puta merda. Eu devia ter acreditado na doutora. Teria
salvo a vida da jovem. E a filhinha dela?
- Não sei. Mas ela vai dizer. - Falou Cassandra, abai-
xando-se perto da ruiva. Tinha ainda a mecha de cabelos na
mão. Comparou-a com as madeixas da policial. Esta ainda
estava viva. Perguntou para a chefe:
- Como descobriu?
- Você deve ter lutado com a pobre prostituta. Deixou
que ela te subtraísse um tufo de cabelos. Ruivos. Reuni o povo
do lugar e ninguém tinha cabeleira dessa cor. Agora, sou eu
quem pergunto, Bruna: por quê?
- Fiquei doida, quando vi a criatura. Depois, vi a crian-
ça com quatro braços. Eu queria pesquisar ambos. Para não
ser descoberta, matei nossos companheiros da mesma forma
como o padre assassina suas vítimas.
- Isso te traiu. O padre tem mais classe e não fazia um
O HOMEM QUE MATOU MONA96
corte muito profundo, quando usava a arma: um punhal, e
não um bisturi médico, como você usou. Mas, por que matou
a dona do bar?
- Para roubar o “peixe”, claro. Ela me viu. Tinha que
ser eliminada. A puta também, pois tinha me visto. E tinha
fodido com esse galinha aí. Fiquei com ciúmes. E ela ainda
disse que sabia do líquido esverdeado. Era preciso silenciá-la.
- Você foi longe demais.
- Mate-me. Não quero ser presa.
- Não vou fazer isso, te matar. E você vai me dizer onde
estão a menininha e a criatura.
De repente, o padre surgiu por trás da policial e a de-
sarmou com um golpe. Tinha uma pistola na mão e o braço
esquerdo estava enfaixado. Tomasini jogou-se, rápido, apa-
nhou a pistola do chão e atirou. O padre foi atingido na bar-
riga. Ele soltou a arma. A morena deu-lhe um pontapé, que o
pegou em cheio, no rosto. Um novo golpe, em forma de coi-
ce, acertou-lhe o ferimento na barriga. O cara desmoronou.
Quando ela tentou algemá-lo, o padre reagiu. Deu um murro
na policial, e ela soltou a arma. Ele pegou-a no ar e apontou-a
para o escritor. Atirou. Tomasini recebeu a bala no peito. Foi
jogado para trás. O padre voltou a arma para a ruiva e atirou
duas vezes. Ela morreu no ato. Então, ele encostou a pistola
no crânio da morena e falou:
- Não quero você. Quero teu irmão. Diga isso a ele.
Prometi à médica não te matar. Deve isso a ela. E o negro,
também. Salve-o.
- Cadê a menininha e a criatura?
- Agora, estão com Maria. Estive seguindo tua policial
e vi quando ela se dirigiu a uma casinha escondida, longe
daqui. Lá, encontrei a criatura. Também vi quando ela matou
a prostituta, com ciúmes. Levou a menina para essa mesma
casa. Vamos cuidar de ambos, não se preocupe. Mas você
precisa escolher agentes melhores.
O HOMEM QUE MATOU MONA 97
- Filho da puta. Eu vou…
Cassandra levou um murro no rosto que a fez perder os
sentidos. Quando acordou, o negrão agonizava. Ligou para
o “Xerife”. Pediu que ele trouxesse algo parecido com uma
ambulância. Depois, desmaiou novamente.
Quando acordou, o negrão estava deitado numa cama
confortável. Viu a jornalista, sentada perto dele. Perguntou-
lhe:
- Onde estou?
- Na casa da policial, em Olinda. Não se preocupe.
- Onde está ela?
- Trabalhando. O irmão chegou. Estão atrás do para-
deiro da doutora e do padre.
- Duvido que consigam achá-los. E você, como está?
- Maravilhosa. Fiz a cobertura do caso para o jornal e
conquistei o meu primeiro emprego.
- Vai continuar com a minha entrevista?
- Claro. Estou aqui para isso. Pode-me falar sobre a tua
primeira trepada, já adulto?
“ Não foi lá algo muito especial. Eu costumava ir a um
clube de bairro, no Recife, chamado Bandeirantes. Era uma
gafieira, na verdade. Eu acabara de completar 18 anos de ida-
de. Como nunca fui de muitos amigos, resolvi bebemorar a
data sozinho. Cheguei cedo e peguei uma mesa bem próxima
ao bar. Uma mulata gostosa aproximou-se de mim e ficou
encostada a uma pilastra, bem perto da minha mesa. Fiquei
esperando tocar uma música lenta para chamá-la para dan-
çar. Como demorei, ela veio até mim, pegou na minha mão
e convidou:
- Vamos?
Eu fui, claro. Dançamos enfiados umas três músicas,
e já estávamos suados quando a chamei para a minha mesa.
O HOMEM QUE MATOU MONA98
Nos apresentamos, mas não lembro mais o nome dela. Bebe-
mos muito, dançamos mais ainda. No final da festa, ela me
perguntou por que eu bebia tanto. Disse-lhe que era meu ani-
versário. Ela ficou contente:
- Mesmo? Pois, então, merece um presente. O que gos-
taria de ganhar?
Eu não pensei muito. Disse-lhe:
- Uma grande trepada.
Ela riu. Também já estava bêbada. Respondeu:
- Então, vamos providenciar. Quem das mulheres do
clube você escolhe? Se eu a conhecer, ajeito-a pra ti.
Olhei bem para ela e disse:
- Escolho você.
Ela esteve olhando para mim, depois baixou a cabeça.
Disse que era casada, e que nunca ia ao clube. Se o marido
soubesse que ela tinha estado ali, era bem capaz de matá-la
de cacete.
- E por que veio? - Perguntei.
- Estava a fim de dançar. Ele não gosta. Então, vim sozi-
nha. Mas tenho que voltar já para casa, pois está na hora dele
largar. É policial.
- Não podemos dar uma rapidinha?
Ela esteve pensativa. Depois me pegou pela mão.
- Vamos. Mas tem que ser o mais próximo de casa pos-
sível.
- Onde você mora?
- Perto daqui.
- Mas, por aqui não tem motel.
- Não gosto de motel. Vamos lá para casa.
- Está doida? E se teu marido aparecer?
- Levo uma surra. Tudo bem, já estou acostumada.
Fiquei cismado. Se o marido dela era policial, eu estava
fodido, se ele me flagrasse com ela.
- Vou andando na frente. Você me segue. Mas procure
O HOMEM QUE MATOU MONA 99
não dar “bandeira”.
Chegamos à casa dela, um barraco pobre, de taipa. Ela
entrou, viu se ele tinha chegado e logo me botou para den-
tro. Havia três crianças deitadas num colchão, no chão. Ela
as afastou, deixando um espaço apertado para nós. Disse, ao
meu ouvido:
- Não podemos fazer barulho, para não acordá-las. O
maior tem cinco anos e, se te ver, me denunciaria ao pai, en-
tende?
Tirou a roupa, botou um vestido leve e depois tirou a
calcinha. O ambiente era iluminado por um candeeiro. Nem
deu para lhe ver direito o corpo. Deitou-se, com cuidado, en-
tre as crianças, e me chamou. Fui já de pau duro. Não deixou
que eu tirasse a roupa, apenas abrisse o fecho e baixasse a
calça com a cueca. Deitei-me sobre ela e fodi-lhe a tabaca.
Era afolozada demais. Pedi-lhe a bundinha. Ela resistiu, mas
virou-se de costas. Fiquei feliz. Meti minha pica toda ali, sem
cuspe e sem nada, e ela gemeu chorosa. Uma das crianças,
justamente o mais velho, acordou. Olhou para mim, deu-me
um beijo no rosto e disse:
- A bênção, papai? - E virou-se para o outro lado.
Estávamos tensos, mas sorrimos, quase gargalhamos.
Voltei a foder-lhe o cu. Era muito apertado. Acho que, na-
quele dia, rompi meu cabresto. Ardeu muito. E, para piorar
a situação, ela não tinha feito a lavagem do reto. Enquanto
metia, eu sentia o cheiro ruim de fezes. Assim que gozei, doi-
do para me livrar daquela situação, ouvimos um barulho de
chave rodando na fechadura. Ela deu um pulo, abriu uma ja-
nela do quarto que dava para o quintal e me mandou sair por
ali. Bêbado e fraco das pernas, por causa da recente gozada,
quase não consegui.
Escondi-me rápido, por trás de umas tralhas que tinha
O HOMEM QUE MATOU MONA100
no quintal, e fiquei quietinho. Ouvi ele reclamar do cheiro de
merda na casa, de chamá-la de imunda e bater no rosto dela.
Dei um tempo e fugi. Quando cheguei em casa, corri para
tomar um banho. Havia bem meio quilo de bosta grudada ao
meu pau. Deu trabalho para mim, com nojo, limpar tudo ali.
Tive que jogar a cueca no lixo, pois estava podre. Fiquei com
o cheiro nauseabundo entranhado nas narinas. Por um longo
período, não consegui mais foder um cu.”
- Eca, até eu fiquei com asco agora. Ia te dar uma chu-
pada, pois ainda estou menstruada, mas desisto. Sinto muito.
Aí, bateram à porta do quarto transformado em hospi-
tal, onde ele estava. Uma morena belíssima entrou.
- Bom dia.
- É a minha editora de Variedades. Fez questão de te
conhecer.
O negrão estava embasbacado. A coroa tinha as feições
e o corpo do seu personagem do livro. E da mulher de cabe-
los compridíssimos que lhe vivia assombrando.
- Bom dia, Mona. Por onde andou? Está linda, com esse
cabelo cortado curto.
A mulher estranhou as suas palavras.
- Mas eu sempre o uso curto, senhor. Queria tanto co-
nhecê-lo. Li todos os seus livros.
Estendeu-lhe a mão e se apresentou:
- Sou Mona Tomasini, editora de Variedades do jornal
que te enviou a jornalista Badhia, para fazer uma entrevista
contigo. Ela me falou do livro em branco. Emprestou-me ele
por uns dias.
- Também se chama Tomasini? Quer dizer que somos
parentes?
- Quisera eu. Mas são apenas essas coincidências que
existem na vida. Talvez, por isso, tenha tanto me identificado
com a tua personagem.
O HOMEM QUE MATOU MONA 101
Ele esteve sorrindo, observando-a. A jovem jornalista
disse:
- Vou deixá-los a sós, pois devem ter muito o que con-
versar. Até mais tarde, amor…
Os dois nem perceberam a saída da repórter. Continua-
ram se mirando, embevecidos. O escritor quebrou o silêncio:
- Quer se casar comigo, Mona?
FIM DA SÉRIE

O homem que matou mona

  • 1.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 1
  • 2.
    O HOMEM QUEMATOU MONA2
  • 3.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 3 1. As primeiras lembranças sexuais Opequeno bar à beira da praia era barulhento. O ar fe- dia a cigarros, bebida e pescados, além da maioria dos clientes ter jeito de pescador. Numa mesa encostada em uma das paredes, via-se um aquário. Dentro dele, uma criatura disforme se movimentava, lembrando uma espé- cie de polvo, mas com tentáculos finos, parecendo antenas de lagosta. No entanto, esses eram numerosos e flexíveis. A mocinha aparentando uns vinte e poucos anos havia parado na entrada e agora olhava para todos os lados, como se procurasse alguém. Pelo jeito, não encontrou quem que- ria, pois dirigiu-se ao balcão, onde uma senhora cinquentona passava um pano imundo sobre ele, sujando-o mais que pro- movendo sua limpeza. A coroa perguntou, sem nem olhar para a recém-chegada: – Se quiser tomar alguma coisa, procure uma mesa
  • 4.
    O HOMEM QUEMATOU MONA4 para se sentar. Não atendemos ninguém no balcão, mocinha. – Obrigada, mas só quero uma informação... – Desembuche. Mas advirto que aqui todo mundo cui- da da própria vida. - Estou procurando um tal de Angelo Tomasini. Disse- ram que eu poderia encontrá-lo por aqui, - Não conheço ninguém com esse nome. Mas muitos aqui não usam seu nome verdadeiro. A maioria foge de al- guém ou de alguma coisa. Portanto, se quiser esperá-lo den- tro desta espelunca, abanque-se em alguma mesa. Já disse que não servimos ninguém no balcão. A mocinha novamente olhou em volta. Por fim, re- signou-se a procurar uma mesa desocupada. Havia uma no canto, bem perto da porta onde ficava a latrina. O cheiro era nauseabundo. Mas estava disposta a esperar o tal Tomasini. Carregava uma sacola, de onde retirou um laptop e um en- velope amarelo. Colocou tudo sobre a mesa e abriu o enve- lope. Tirou de dentro uma foto onde aparecia um negro de sorriso simpático. No verso da fotografia, no entanto, havia uma referência datada de seis anos atrás: “O escritor Angelo Tomasini, autor do livro As Crônicas de Mona”. Era a única foto que conseguira dele. Chamava-se Badhia Lourenço e estava ali para entre- vistar o escritor. Demorara quase um mês para encontrar o seu paradeiro: aquela pequena colônia de pescadores, em Pernambuco. A editora de Variedades do jornal onde traba- lhava a incumbira da sua primeira missão. Mas não lhe dera nenhuma informação de como queria a matéria. Isso seria um teste para seu faro jornalístico. Deu-lhe algumas dicas de como encontrar o escritor, mas ela não tivera sorte. Todas as vezes que localizava um dos seus supostos endereços, ele já havia se mudado com rumo desconhecido. Não conseguia entender o interesse da sua editora pelo sujeito, já que esse
  • 5.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 5 não era considerado um escritor de sucesso. Escrevera três únicos livros, se bem que de pouco sucesso entre os leitores. Ela havia lido apenas o primeiro deles, As Crônicas de Mona, que contava as aventuras de uma mulher que achara um livro mágico, onde vivia com muito erotismo o que escrevia em suas páginas em branco. Um enredo por demais fantasioso para a jornalista, que gostava mais de romances policiais. Portanto, ela não se interessou em ler outros livros do autor. Pressentiu alguém se aproximar de sua mesa e pensou ser a balconista, que viera para lhe atender, finalmente. Pre- tendia pedir uma Coca-Cola gelada e espantou-se quando o estranho se sentou à sua frente, oferecendo-lhe o refrigerante geladíssimo, quase se congelando. – Não, obrigada – recusou a bebida – estou esperando alguém para me servir. Ele deu de ombros. Despejou o líquido gelado no copo e tomou um largo gole. Levou o punho frente a boca, como se evitasse um arroto, e tornou a encher o copo. Dessa vez to- mou o refrigerante com parcimônia, olhando em volta, sem dar nenhuma atenção à mocinha. Ela se sentiu incomodada. Pediu educadamente: – Se o senhor não se importa, estou esperando uma pessoa e não pretendo dividir minha mesa com quem não conheço. O homem de roupas quase esfarrapadas e aparência descuidada, de barba e cabelos enormes e desalinhados, olhou para ela. Parecia que só então havia dado pela sua pre- sença. Esticou a mão imunda em sua direção, dizendo: – Perdoe-me, dona, mas disseram que havia alguém me procurando. Sou Angelo Tomasini, ao seu dispor. Badhia estava surpresa. Não esperava tamanho deslei- xo num sujeito que havia tido razoável sucesso na venda dos seus livros. Imaginava encontrar-se com uma pessoa melhor
  • 6.
    O HOMEM QUEMATOU MONA6 vestida e mais asseada. O cara fedia a sujeira e álcool. Ela teve ânsias de vômito, mas se conteve com muito esforço. Negou- se a sequer tocar naquela mão imunda que lhe era estendida. – Desculpe, mas eu estava esperando uma pessoa com melhor aparência, condizente com sua condição de escritor mais ou menos famoso. Decerto, não esperava encontrar um farrapo humano, se me perdoa a sinceridade. – Disse ela sem conseguir esconder seu asco. Uma tristeza profunda invadiu o semblante do homem. Ele baixou o olhar e esteve por um momento de cabeça baixa. Depois, levantou-se resoluto e levou consigo a garrafa vazia de refrigerante e o copo onde tinha bebido. Caminhou até o balcão, entregou os recipientes e saiu do bar sem pagar, de- pois de agradecer à balconista pela bebida. Ela respondeu-lhe de forma simpática. E ficou olhando em sua direção, até que ele sumiu de seu raio de visão. Depois, voltou a passar o pano imundo no balcão, como se não tivesse sido interrompida. A moça ficou indecisa se ia atrás dele ou se desistia da reportagem da qual fora incumbida. Resolveu seguir o sujei- to. Quando ia sair, no entanto, a balconista gritou: – Ei, está devendo um refrigerante, mocinha. Nem pense em sair sem pagar. – Não tomei nenhum refrigerante – rebateu a mocinha surpresa. – Não tomou porque não quis. Pedi que o moço o le- vasse até sua mesa. – E como saberia que eu desejava tomar um refrige- rante, se não expressei meu pedido? – E o que mais uma mocinha da cidade, ainda da sua idade, tomaria numa espelunca dessas? Ah, me poupe! Mas, se não quiser pagar, vá se foder. Não vou brigar por tão pou- co.
  • 7.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 7 Badhia meteu a mão no bolso, puxou de lá uns troca- dos e depositou-os sobre o balcão. Depois saiu apressada, não querendo perder o escritor de vista. No entanto, ele já havia sumido. Enveredou por várias ruelas onde predomina- vam casebres de pescadores sem, no entanto, conseguir reen- contrar o homem. Àquela hora da tarde, não havia ninguém nas ruas a quem pudesse perguntar se havia visto para onde teria ido o sujeito. Resignou-se a voltar para o bar. Sentou-se à mesma mesa, sob o olhar atento da balconista. Dessa vez, a própria aproximou-se com uma garrafa de refrigerante e um copo. – Sua bebida. Dessa vez, por conta da casa. A jornalista ia dizer alguma coisa, mas arrependeu-se. Ao invés disso, agradeceu e pegou o refrigerante, derramou no copo e sorveu tudo de um grande gole. Tossiu, engasgada com o gás liberado pelo líquido. Tomou outro gole para acal- mar a garganta e se acalmar da decepção de não ter encon- trado o escritor. – Não se preocupe, ele vai voltar – disse a mulher, que se sentara à mesa. Discutiram? – Não, mas fiz a idiotice de tratá-lo mal. Eu não volta- ria, se fosse ele. A mulher sorriu. Levantou o dedo e uma mocinha que estava sentada com um dos clientes acorreu em sua direção. Ela fez um pedido e logo a mocinha chegou com uma cerveja geladíssima e dois copos. Ofereceu um deles à jornalista. Esta esteve indecisa, mas aceitou-o. Depois que tomou um gole do líquido amarelo, a coroa disse: – Relaxe. Ele vai voltar. Eu o conheço bem. – Mas você disse que não o conhecia, quando falei seu nome... - E não menti. Todos aqui o conhecem por Vadinho. Vadinho Pescador. É gente da melhor qualidade. Ajuda a to-
  • 8.
    O HOMEM QUEMATOU MONA8 dos sem pedir nada em troca. – Por isso ele não pagou o refrigerante que pediu para mim? – Ele não pediu. Fui eu que disse para trazê-lo até você. Mas eu não admito que ele pague nada aqui. Já me ajudou muito, financeiramente, quando eu estava numa pior. – Como o conheceu? - Perguntou a mocinha. – A primeira vez que esteve aqui, embebedou-se. Cho- rava. Dizia que havia matado alguém, mas tinha se arrepen- dido. Foi-se embora sem pagar a conta e eu fiquei furiosa. No outro dia, voltou com uma quantidade enorme de peixes. Pediu para que eu lhe preparasse apenas um. O resto, distri- buiu com todos que estavam no bar. E me deu os maiores, dizendo-me que era para saldar sua dívida comigo. – Onde ele mora? - Não sei, e não e interessa. Passa dias sem aparecer mas, quando o faz, traz sempre algo para mim. Menos hoje. Hoje ele não me trouxe nada. Mas eu não ligo. Nem pergun- to. Espero sempre ser surpreendida por ele. – Então, acha que ainda volta? – Sim. É só a granfina ter paciência. – Tem onde eu possa me hospedar, por aqui? – Tem um hotelzinho bem simpático, à beira-mar. Se não está se sentindo bem no meu bar, vá para lá. Eu mando te avisar, se ele voltar. Ela ia saindo, quando um negro bonito, muito bem- vestido e asseado, além de cheiroso a perfume caro, entrou no bar. Passou por ela sem cumprimentá-la. Ela voltou-se, antes de ir embora procurar o tal hotel. Ele olhou para ela de uma forma tão intensa que a jovem estremeceu. Jurava que havia tido uma breve contração orgástica. Ficou empulhada e foi-se embora. Mas ainda viu o negro se sentando à mesa da dona do bar.
  • 9.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 9 Ela não demorou a encontrar o hotel. Era muito sim- pático, como a coroa havia dito. Preencheu o cadastro e ins- talou-se em um dos quartos. Tomou um banho, vestiu uma roupa leve e voltou à recepção, para tomar um cafezinho. Era viciada na bebida. Aí viu o negro bonito que estivera no bar. Estava sentado em uma cadeira de vime, lendo um jornal. Quando a viu, fez-lhe um sinal para que ela se aproximasse. Ela fez que não o percebeu. Foi até uma cafeteira que vira na recepção, antes de se instalar no quarto, e pegou um café. Provou-o e aprovou. Só então, andando devagar, se dirigiu ao negro bonito. Parou diante dele e perguntou o que ele queria. Ele indicou-lhe uma cadeira de vime à sua frente. Ela sen- tou-se e cruzou as belas pernas, de uma forma muito sensu- al. Não sabia porque estava agindo assim. Era tímida. Nunca nem houvera tido um namorado. Tinha certeza de que tinha mostrado o fundo da calcinha. Ele, porém, parecia nem ter percebido. O negro perguntou: – Vamos recomeçar a nossa conversa? – Deve estar me confundindo, cavalheiro. Nunca con- versamos. Lembro-me de tê-lo visto, há pouco, naquele bar de pescadores, mas não chegamos a nos falar. – Olha, não vamos por este caminho, tá? Não me diga que vim lá do bar até aqui em vão. Tenho mais o que fazer. Então, vou ser curto e grosso: desembucha, antes que eu vá embora. Ela deu uma risada. Achou o sujeito muito convenci- do. Claro que ficara interessada nele, porém ele estava agindo como se pudesse conquistar todas as mulheres do mundo. Sua boceta, no entanto, estava agitada. Mesmo assim, ela to- mou tranquilamente seu café para dizer: – Desembuche você. Veio aqui me cantar para ficar- mos juntos? - sussurrou com uma voz bem insinuante. Entrara no jogo do sujeito. Queria ver até aonde aqui- lo chegaria. No mais, nunca havia sido cortejada. Ou, se foi,
  • 10.
    O HOMEM QUEMATOU MONA10 nunca percebeu. Não dava muita atenção aos homens. Às vezes, até, se achava desinteressada deles. Talvez gostasse de mulher. Mas nunca havia tido um relacionamento lésbico. Ele fez uma cara de impaciência, antes de responder: Pare, mocinha. Você é bonitinha, admito. Mas não faz o meu tipo. Mais ainda agora que parece estar se oferecendo para mim. - Está louco, é? - irritou-se ela – Se não faço teu tipo, por que me chamou à mesa? – Não me diga que não está me reconhecendo... Ela olhou bem para ele. Sim, achava que já o tinha visto em algum lugar, antes do bar. Aí, lembrou-se da única foto que tinha do escritor. - Porra, é mesmo você! Puta que pariu, está muito di- ferente. Badhia Lourenço – disse ela, lhe estendendo a mão. Ele não a apertou. Deixou o jornal de lado e fez um gesto com a sua, apontando-lhe a boceta: – Prazer. Angelo Tomasini, mas já deve saber. Feche essas pernas e deixe da me mostrar o fundo da calcinha. A menos que esteja querendo me seduzir. – E se fosse assim? Ele esteve um segundo encarando-a, depois se levan- tou. Ela pensou que ele ia embora. Apressou-se em dizer: – Não, por favor, eu estava brincando, desculpe-me. Ele continuou andando. Ela se levantou, disposta a retê -lo. Mas aí notou que ele se encaminhava para a cafeteira. Ela suspirou, aliviada. Disse para ele: – Se importa se gravarmos a entrevista, senhor? – À vontade. Mas vou querer dar uma olhada nela, de- pois de escrita. Costumam botar palavras na minha boca. – Então, deixa eu ir buscar meu gravador.
  • 11.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 11 Quando a morena voltou, estava mais bonita. Havia colocado um blusa curta, valorizando seus seios pequenos e deixando a barriguinha de fora. A calça Jeans que vestia era justa no corpo, deixando-o mais esguio. Dera uma espé- cie de nó nos cabelos, deixando à mostra seu pescoço longo. Sentou-se novamente frente a ele. O sujeito nem pareceu ter notado sua transformação. Ela ficou frustrada. Esperava um elogio. Explicou: – Fui mandada por minha editora, para fazer uma en- trevista contigo. Estive procurando-o, por mais de um mês. Sempre que pensava te ter achado, você havia mudado de en- dereço. – Isso é importante para a entrevista? Se for, ao menos ligue o gravador. Ela apressou-se a ligar o aparelho. Ficou meio que em- pulhada. - Desculpe. É a minha primeira entrevista. Estou an- siosa. Mas o que eu disse não tem importância, não vou usar na matéria. – Sobre o quê é a tal matéria? – Sobre tudo que se refere a você: se está escrevendo um novo livro, como vive agora, essas coisas... – Pois faça a primeira pergunta. Ou quer beber algo? – Está me convidando? Não tenho dinheiro. Ele fez um sinal e o recepcionista se acercou muito so- lícito: – Pois não, senhor Vadinho? – Traga-me o menu, na página de bebidas. A senhorita vai querer beber algo. – E o senhor? – Traga-me o de sempre. – Não precisa me trazer o cardápio. Não entendo de bebidas. Não saberia escolher. – Sugiro um coquetel especial que costumamos servir
  • 12.
    O HOMEM QUEMATOU MONA12 uma única dose aos nossos hóspedes. Ouvi que disse não ter dinheiro. A primeira dose é de graça. – Pois então traga-a, por favor. - Disse sorridente, a mocinha. Pouco depois, ela aprovava o sabor. Estava geladíssimo, com uma sombrinha artesanal, lembrando que Pernambuco é a terra do Frevo. – Beba com parcimônia. Isso pega que é uma beleza. – Bem, vou te fazer a primeira pergunta. Li um dos teus livros, e ele era bastante erótico. Lembra-se qual foi a primeira situação picante que já passou na vida? – Já adulto, ou quando criança? - Vamos começar pela tua infância. Pode falar sem freios. Por envolver crianças, editarei o que achar inconve- niente aos leitores. Se bem que é um adulto contando suas experiências de quando era garoto, então não creio que serei censurada pelo texto... Ele esteve pensativo. Deu um gole em sua dose de Cam- pari, que o garçom havia trazido junto com o coquetel. Falou: - Eu mamei até tarde, acho que aos oito anos de idade. Adorava tanto leite do peito que não se alimentava de mais nada. Minha mãe, uma senhora pobre, lavadeira de ganho, não tinha, há muito, leite no peito. Mas ela conhecia várias mulheres, ainda amamentando, que se dispunham a me dar de mamar. Principalmente aquelas que queriam fazer o des- mame, pois seus filhos não se interessavam mais de sugar-lhe os peitos. Sentiam-se aliviada, quando eu não as rejeitava. – Você nunca enjoava? – As vezes, sim. Principalmente quando vinham aque- las mulheres suadas e gordas, com peitos fedorentos. Minha mãe me fazia mamá-las a pulso. Ou então, se a fila era enor- me, cerca de dez ou onze mulheres. Quando chegava nas der- radeiras, eu já estava farto. Então, começava a brincar com os
  • 13.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 13 seios delas, sem mamar. – Como assim? – Eu lambia, sugava, apertava-lhes as mamas, tremula- va a língua ali, para saberem que eu não queria mais. Isso era pior, pois aí é que demoravam comigo no colo. – Não entendi. – Elas gozavam, quando eu fazia isso. Ficavam excita- das, e comentavam isso umas com as outras. Comecei a per- ceber que algumas voltavam, mesmo eu já as tendo desma- mado naquele dia. – Tua mãe não percebia? – A princípio, não, pois ficava lá atrás de casa, lavando as roupas das suas patroas. Nem dava para nos ver, de onde estava, no quintal. Só se aproximava quando me ouvia cho- rando. – E por que você chorava? - Por que algumas me obrigavam a desmamá-la. Quan- do eu não queria, me davam mutucões. – Entendo. Mas quando isso passou a ser explicita- mente sexual? - Um dia, meu irmão adoeceu. Minha mãe teve que sair cedo, para levá-lo a um hospital. Não queria me deixar sozinho em casa. Pediu para uma vizinha levar-me para a casa dela. Era uma bem jovem, que também tinha filho bebê. Lembro-me que não tinha marido. Era mãe solteira. Nesse dia, a maioria das mulheres desistiram de me dar o peito. Não queriam estar na casa dela. Diziam que ela tarava seus maridos. – E isso era verdade? – Talvez, sim. O fato é que apenas três estiveram lá. Todas as três jovens. Quando eu me fartei de mamá-las, pe- diram para eu fazer aquilo que costumava: brincar com os seios delas. – Nossa. Se aproveitaram de você? - De certa forma. Eu era ingênuo. Não percebia que es-
  • 14.
    O HOMEM QUEMATOU MONA14 tavam taradas. Só quando fecharam as portas e começaram a tirar a roupa. Ficaram todas nuas. Enquanto uma ficava de tocaia, na janela semiaberta, as outras me atacaram. – Como assim? – Uma sentou-se no chão, e se encostou na cama. A outra se ajoelhou na borda da cama. – E daí? - perguntou a repórter, visivelmente excitada. – Aí, a que estava de joelhos aproximou a boceta do meu rosto: – Chupa, belo. Chupa do mesmo jeito que você lambe nossos peitos. “E eu chupei. E adorei a boceta dela, limpinha e cheiro- sa. Então, a outra arregaçou meu pingolim e meteu a boca ali. Ele já estava durinho. Ela elogiou-lhe o tamanho e chupou com bastante cuspe na boca. Eu imitava seus gestos na boceta que tinha na boca. A jovem que eu chupava começou a gozar. Tanto que caiu para trás, depois de dar um grito demorado. A que estava na janela correu para tomar o lugar dela. Logo, estava gozando, também. Enquanto isso, a outra continuava me chupando gostoso. Eu comecei a sentir uma coisa estra- nha. Nunca havia gozado, e nem sabia como era. – Você tinha quantos anos? – Sei lá. Uns sete ou oito anos, não lembro. – Continue. – Aí, a que me chupava disse: – Ele está quase gozando. Não quero ficar na vontade. Alguém vai ter que me socorrer. Eu achava que ela iria ser hospitalizada, como meu ir- mão. Parei de chupar a que acabara de gozar, e ela me jogou sobre a cama. A que me chupava ficou de quatro, e voltou a me fazer a felação. Uma delas quis assumir a sua função, mas ela disse, resoluta: – Não. Quero ser eu a primeira a levar sua gozada em
  • 15.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 15 minha boca. Aí, uma delas meteu-se entre as suas pernas e chupou o grelo da safada. Logo, ela também estava gozando. Com isso, apressou mais a chupada. Queria que eu gozasse junto com ela. Não demorei muito, e a sensação tomou todo o meu âmago. Eu estava de pé, sobre a cama. Minhas pernas come- çaram a tremer. Eu me assustei. Nunca havia sentido aquilo. Comecei a chorar. Mas ela não me largou. Passou a me mas- turbar, também. Então, eu gozei naquela boca gostosa.”
  • 16.
    O HOMEM QUEMATOU MONA16 2. Meu pinto era curto para o tamanho da bunda dela – Nossa, senti teu gozo aqui, na minha xoxota. Mas, qual foi a primeira sensação daquela gozada, para você? – Eu estava apavorado. Achei que estavam judiando de mim. Quando perceberam que eu havia gozado, as duas se afastaram e caíram de boca no meu pingolim. Ele estava muito sensível, e a dor foi enorme. Aí foi que eu chorei, di- zendo que estava doendo. Mas não largaram da minha pica. Por sorte, a que havia acabado de gozar, gritou: – Parem! Ele está dolorido. Não façam ele ficar sem querer nos foder de novo, suas insensíveis. “ E ela expulsou as amigas de casa, me pegando no bra- ço e me acalentando: - Chore não, amor. Não vou deixar que judiem de você,
  • 17.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 17 aquelas chatas. Vou te dar um banho bem gostoso, de água morna, viu pequeno? Vai ver que logo vai dormir e esquecer essa dorzinha no piupiu, viu? De fato, eu tomei um banho demorado, com ela me lavando o corpo inteiro e até tirando meus grudes entra- nhados, pois minha mãe não ligava muito para isso. Depois, adormeci.” A jornalista tomou o resto do coquetel de uma só vez. Perguntou se podia pedir outro. O negro chamou novamente o recepcionista e ele trouxe outro copo com o líquido. Ela experimentou novamente. Perguntou ao cara: – O que é isso? – Uma receita do hotel, senhorita. Não sei de que é feito. Posso perguntar à nossa cozinheira. – Não precisa. Ela não vai querer dizer seu segredo. – Não tome tão depressa. Isso embebeda. - Alertou o negrão. – Que seja. Depois, você me carrega nos braços até o meu quarto. - Disse ela, já levemente embriagada. - Continue a conversa. – Bem, eu dormi o dia inteiro, se não me engano. Quando minha mãe voltou do hospital, elogiou meu cheiro de sabonete. Eu estava limpinho. Levou-me para casa, nos braços, agradecendo à mulher. – O que teu irmão tinha? – Ele era doente dos nervos. Havia tido uma crise. Teve que ficar internado, uns dias. Aí, a vizinha pediu para ficar comigo, enquanto minha mãe estivesse com meu irmão, no hospital. – Poxa. E haja sacanagem, hein? “ No dia dia seguinte, eu não quis saber das mulheres. Estava assustado com o que fizeram comigo. Mas a vizinha que cuidava de mim foi muito paciente. Estava atenta comi-
  • 18.
    O HOMEM QUEMATOU MONA18 go e com a filha dela, bebezinho, com igual cuidado. Dava comidinha na boca de nós dois, apesar de eu já ser crescido. No outro dia, porém, perguntou se eu queria sorvete. Cla- ro que eu queria. Ela esperou o sorveteiro passar e comprou três bolas. Sorveu uma, me deu outra e reservou uma tercei- ra. Quando eu terminei de comer a minha, ela perguntou se queria mais. Eu disse que sim. Então, ela tirou toda a roupa e deitou-se na cama, forrando uma toalha de plástico sobre ela antes.” – Toalha de plástico? Para quê? “ Depois de despir-se, ela pegou a última bola de sorve- te e derramou na barriga, abaixo do umbigo. Disse para mim que eu lambesse o que escorresse pela boceta dela e eu fiz aquilo. À medida em que eu lhe lambia o grelo, ela gritava de prazer. Até chorava, de gozo. Com pena dela, eu quis parar. Ela urrou: – Não para, porra, senão não te dou mais sorvete. Eu continuei, até que só sobrou um pouquinho. Então, ela raspou a barriga com a mão e lambuzou meu pinto. Eu me retraí, temendo que doesse novamente. Ela disse: – Deixe, meu nego. Se doer, a tia para. E eu deixei. O toque de suas mãos geladas no meu pin- to era muito excitante. Logo, eu estava lançando um pouqui- nho de esperma. Dessa vez, eu vi o líquido transparente e pe- gajoso sair da minha pica. Ela pediu que eu o levasse à boca, provando-o. Eu tive nojo, mas ela insistiu: – Tem o mesmo sabor que a minha boceta sem sorvete. Eu já me acostumara com sabor de boceta. Aparei o lí- quido com a mão e levei-o à boca. Gostei. Ela lambeu minhas mãozinhas, se deliciando do resto.” – Mas nunca chegaram a transar mesmo? – Com ela, não. Ela só gostava de chupar e ser chupa-
  • 19.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 19 da. Nunca percebi interesse em transar comigo. Mas as ami- gas dela, sim. – Uau. Todas as duas? – Sim. Ambas tinham marido, mas dois dias depois apareceram na casa dela. Perguntaram se eu estava bem, e eu disse que sim. Já não tinha medo delas. – Está disposto a brincar conosco, dessa vez? “ Eu balancei a cabeça, afirmativamente. Uma delas le- vantou a saia. Já estava nua por baixo. A outra precisou tirar a calcinha. Fizeram par ou ímpar e a primeira ganhou. Ficou de quatro sobre a cama, e a outra me pegou pelos sovacos, me pondo atrás dela. A que eu estava na sua casa apenas assistia, sentada numa cadeira de balanço, dessas trançadas com fios plásticos. A que perdeu, lambeu o cu doa outra, enquanto esta me lambia o piupiu. Já estava duro. Uma disse, enfiando e retirando o dedo do cu lubrificado da outra: – Olha, amor. Você vai fazer com o pingolim, o que estou fazendo com o dedo no cu dela. É capaz? Eu não entendi bem o que queriam, mas me posiciona- ram atrás da nega. Apontaram minha pica pro cu dela. Para a minha surpresa, o pingolim, que era mais grosso que o dedo dela, entrou fácil, fácil. Então, uma ficou empurrando a mi- nha bunda, me ensinando a fazer os movimentos de cópula. Quando eu aprendi, e comecei a fazê-los por mim mesmo, a outra se enfiou sob a que me dava a bunda e começou a chupá -la. Teve uma hora em que a que eu fodia me apertou a bilola com o cu, e eu temi ficar engatado, como os cães que eu via foder na rua. Ela gemia alto e eu temia que estivesse doendo. Na minha ingenuidade, prometi a mim mesmo nunca dar o cu.” A jornalista riu a valer. Já estava embriagada. O ne- grão percebeu. Perguntou se ela não queria dar uma parada.
  • 20.
    O HOMEM QUEMATOU MONA20 Terminariam a entrevista outro dia. Ela quis continuar, e até pediu outra dose. Mas alertou que não tinha dinheiro para pagar. Ele assentiu com a cabeça. Ela insistiu: – Continua. Está muito boa, tua história. “ Bem, acabei fodendo ambas desse jeito. Olhei para a terceira, e esta se masturbava, sentada na cadeira. Para mim, parecia também estar sofrendo, pois sua cara dava pena. Es- tremeceu o corpo todo, quando gozou. Vi que lançou um pouquinho de esperma. Pensei em fazer o mesmo e gozei na bunda da que eu estava fodendo.” – Muito bem. Ainda tem história com essas três? – Várias, mas algumas não me lembro. Mas teve uma que muito me marcou. – Conta. “Havia uma negra rabuda, mãe solteira, que acabara de ter dado à luz a uma menina. Soube que eu desmamava, e procurou a vizinha de minha mãe. Flagrou-nos na putaria. Primeiro, deu um esporro nas três, dizendo que aquilo era exploração sexual de menores. Disse que ia denunciar o caso à Polícia. As mulheres imploraram para que ela guardasse se- gredo. Depois de muita conversa, ela disse: – Está bem. Mas não vou explorar essa pobre criança. Quero que vocês três me fodam. Se eu gostar, fico na minha. As três se entreolharam e tiraram a roupa dela. Lem- bro que a negra tinha um corpão grandão, muito bonito. Não tinha uma única mancha na pele. Dessa vez, eu fiquei só olhando, enquanto a putaria rolava solta. As três fizeram a negra ir à loucura, chupando-a e metendo o dedo em seu cu e em sua vagina. Uma dela, disse-me: – Vá, meu bebê. Não fique só olhando. Bata uma pu- nheta, pra ver como é bom...
  • 21.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 21 Eu nunca havia me masturbado. Levei a mão ao pingo- lim, tão duro que chegava a doer. Iniciei uma bronha, e não demorei muto a gozar. A negrona, quando percebeu, desven- cilhou-se das outras e correu para me chupar. Fiquei receo- so que doesse, mas ela apenas lambeu minha bilola. Fê-lo de forma tão gostosa que eu gozei duas vezes seguidas na cara dela. As outras lhe lamberam o rosto, para retirar dele minha porra. Depois, cada uma me pediu um beijo de língua, mas eu não sabia o que era aquilo. Fui salvo por minha mãe, que bateu na porta, me chamando. Uma foi mais esperta e disse que estavam me dando um banho. E correram para o banheiro, jogando água fria no meu corpo. Detestei. Chorei com frio. Minha mãe pergun- tou o que estavam fazendo comigo, pois não haviam aberto a porta. Mas ficou satisfeita, quando saí banhado e cheiroso a talco e perfume. – Ele não queria tomar banho, por isso chorou. - Disse a negrona. Não desmenti. Minha mãe me chamou de Sugismun- do(*) e, envergonhada, me levou para casa. Fiquei o resto do dia de castigo, sem poder sair de casa para brincar com os amigos.” – Tadinho. Mas voltou a se encontrar com a negra? – Sim. Ela passou a visitar-me, na casa da vizinha, to- dos os dias. Levava a filha para o desmame e depois fodia com as outras. Um dia, ela estava de bunda para cima, chupando duas das mulheres, ao mesmo tempo. Revezava a boca, de uma para a outra. Tinha aquela bunda enorme voltada para meu lado. O cu piscava. Eu, que já estava safadinho só de olhá-las na sacanagem, fiquei excitado com aquela visão. A dona da casa percebeu e me incentivou a comer-lhe o cu. Foi a minha perdição.
  • 22.
    O HOMEM QUEMATOU MONA22 – Ué, por quê? Não gostou? - Naquele dia, não. Fui para trás da negra, e tentei en- fiar minha bilolinha no seu cu. Mas a bunda era enorme. Eu não conseguiu alcançar o buraquinho. Mesmo ela se arrega- nhando toda, minha glande só lhe roçava a porta do cu. Isso me deixou muito frustrado. A ela, também. Então, ela tirou da bolsa um estranho objeto e o acoplou em mim. Era um enorme falo de borracha, que me amarrou na cintura. Com ele, fodi-lhe a xana e a bunda. As outras também quiseram experimentar. Foi uma festa. – Caracas. Essa história está muito excitante. Vamos parar por aqui, que já não aguento mais de tanto tesão. Me leva até meu quarto? Estou muito bicada. Temo cair pelo ca- minho. O negro chamou o recepcionista. Pediu que o cara le- vasse a mocinha, e ele a colocou nos braços. Ela parecia des- maiada, de tanta cachaça. O negro recomendou: – Dê-lhe um banho de água fria, mas não mexa com ela. Não se aproveite do seu estado. Acha que pode fazer isso? – Sim, senhor. E o funcionário do hotel foi-se embora, carregando a mulher nos braços. (*) Sugismundo - Personagem criado para uma campa- nha sobre lixos e que não gostava de tomar banho.
  • 23.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 23 3. Assediada pelos próprios irmãos Quandoocaradohotelvoltou,onegroaindabebericavasua dosedeCampari.Elesentou-sedefronteaoescritoredisse: – Estive ouvindo a conversa de vocês dois. É verdade tudo o que disse a ela? – Por que duvida? – Sei lá. Dizem que o senhor é pescador, e pescador gosta de inventar histórias. – Não tenho motivo para mentir. - Tem razão. Mas juro que fiquei excitado. Por pouco não fodi a mocinha. Ela também ficou afim, pois tentou me agarrar lá no banheiro, enquanto lhe dava um banho. – Entendo. Mas o importante é que conseguiu se con- ter. Se quiser, posso te pagar uma trepada com alguma puta daqui. - Verdade? Faz tempos que não transo - Confessou o rapaz, de cerca de vinte anos de idade.
  • 24.
    O HOMEM QUEMATOU MONA24 – Quando você largar, me peça a grana. Estarei aqui, bebendo, até altas horas da noite. – Largo às dezoito em ponto. Ou seja: daqui a duas horas, senhor. E ficarei muito agradecido se me der a grana. Ganho pouco aqui, quase não dá para o sustento de minha mãe viúva e de minha irmã de catorze anos. – O negrão tirou algumas cédulas do bolso e entregou ao cara. Ele ficou contentíssimo. Disse: – Isso deve dar para uma longa noite de orgia, senhor. E ainda sobra. – Gaste com parcimônia. O que sobrar, leve para tua família. O rapaz saiu feliz e o negro continuou a beber. Quando escureceu, ele levantou-se e foi embora, sem se despedir do jovem. Caminhou até o casebre onde morava, a beira-mar. Entrou e fechou a porta. Tirou toda a roupa e jogou-se na cama. Um vulto se aproximou dele. Estava toda nua. Os ca- belos eram enormes, chegando a encostar no chão. Ele per- guntou: – De novo, por aqui, Mona? Por que não me deixa em paz? – Você, realmente, quer isso? - Não sei. Mas não suporto mais delirar contigo. Você não é real. – Claro que sou, amor. Você me fez real. – Sim, e depois te matei. – Não. Você não me matou. Quis fazer isso, mas desis- tiu, não lembra? – Eu atirei na tua cabeça. – Sim, mas não me acertou. – Eu rasguei teu livro. - Disse ele, chorando. - Você tentou. Mas o livro está aqui. Veja... Ele abriu os olhos, que até então estavam cerrados. Ela estava ali, sentada à borda da cama. Entregou o livro a ele. Ele
  • 25.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 25 olhou a capa. Tinha escrito lá, em letras douradas: As Crô- nicas de Mona. Jogou o livro com força, contra a parede do casebre. Ela o beijou nas faces. Perguntou: – Quer que te faça uma massagem? Você parece ten- so... – Quero, sim. Ela pegou o pau dele, com suas mãos delicadas. Mas- turbou-o com suavidade. O caralho cresceu em suas mãos. Ela o levou à boca. Continuou chupando o amante, enquanto o masturbava. Aos poucos, ele foi sentindo vontade de gozar. Avisou a ela: – Estou já gozando. Mas, desta vez, não quero que en- gula minha porra. Deixe-me melecado. Eu estarei bem. Nem bem terminou a frase, gozou de montão. Sua gala foi arremessada longe, batendo na parede do quarto aperta- do. Em seguida, ele adormeceu sorridente. Parecia estar feliz. ******************** – Viu o negrão que esteve comigo ontem? – Desculpe, senhorita. Ontem foi o dia da minha folga. Acho que está me confundindo com o outro recepcionista, não? – É bem provável. É que estou de ressaca. Ainda dá para pegar o café da manhã? - Infelizmente não, senhorita. Recolheram os pratos há cerca de uma hora. Mas temos sanduíches, se quiser. – Traga um americano. Pouco depois, quando comia seu lanche, viu o negrão se aproximar. Ele estava muito elegante, com calças folgadas brancas e camisa de listras pretas e brancas. Quando a viu, cumprimentou-a. – Bom dia. Dormiu bem? – Acho que sim. Não me lembro de ter acordado, de- pois que saí daqui. Quem me levou para o quarto?
  • 26.
    O HOMEM QUEMATOU MONA26 Ele esteve indeciso. Depois, disse: – Ninguém. A senhorita foi sozinha. – Noooosa. Não me lembro. Achei que tinha sido você. Mas fiquei frustrada, sabia? – Por quê? – Achei que ia se aproveitar de mim. Me embebedei para isso. – Não sou de me aproveitar de ninguém. Muito menos de alguém fora do seu juízo. Eu me sentiria péssimo. – Já eu, me sentiria muito feliz. – Por quê? – Tenho vinte e poucos anos e nunca fodi. Se estou sóbria, não consigo. Fujo de quem tenta me seduzir. Como ainda sou virgem, achei que finalmente perderia meu caba- cinho ontem. – Um dia conhecerá alguém por quem se apaixone. Com certeza, não serei eu. – Você é incapaz de amar? – Acho que sim. Mas não quero falar sobre isso. Está bem. Deixa eu terminar meu lanche que continua- remos a entrevista. Desta vez, estou com os apetrechos. Pouco depois, ela perguntava: – Como acabou o “love” com as quatro mulheres? – De forma violenta. – Mesmo? Me conta... “Meu irmão havia voltado do hospital. Acabara seus dias de internamento. Minha mãe estava contente. Mas o mé- dico havia recomendado bastante repouso para ele. E jamais poderia ter contrariedades, sob risco de ter uma recaída bra- ba. O calhorda ficou sabendo disso e ficou um porre: chorava por tudo e era cheio de gostos. – Você não gostava dele? - Odiava. Apanhei muito, por causa dele. Minha mãe não podia bater-lhe, então extravasava toda a sua raiva em
  • 27.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 27 mim. Pior: quando meu pai chegava, e ela lhe fazia queixas, eu apanhava de novo. – Coitado. Mas o que aconteceu, para as mulheres não mais foderem contigo? – Havia um cara, mais velho que nós dois, que era ta- rado em meninos. Vivia assediando o meu irmão. Dava-lhe dinheiro, para que meu irmão batesse uma punheta nele. E meu irmão, doido por dinheiro, fazia isso. Um dia, flagrei o cara querendo foder meu irmão a pulso. Parti para cima do sujeito, bem maior que eu, e dei-lhe uma surra. É certo que o peguei distraído e o acertei com uma pedrada arremessada com um estilingue antes, mas depois que o massacrei a chu- tes e pontapés, ele não reagiu. Ao invés disso, disse que não mais daria dinheiro ao meu irmão. A mãe do cara fez queixa à minha mãe de que eu tinha acertado o merda covardemen- te. O puto do meu irmão confirmou a versão dela. Então, le- vei uma sova daquelas para nunca esquecer. – Minha Nossa Senhora. E depois? – Corri para a casa de minha avó. Ela me protegia, sempre. Era negra, como eu. Já meu irmão, era branco e mi- nha mãe gostava mais dele. – Não creio que uma mãe prefira um filho a outro. - Rejeitou a afirmação, a mocinha. – Não deveria, mas isso acontece todo santo dia. – Continue. – Passei a morar na casa de minha vó. Ela inventou que havia encontrado escola para mim, perto dela, e pediu para minha mãe me deixar consigo. – Entendi. Mudando-se de residência, você perdeu o contato com as mulheres... – É verdade. Mas aí, havia uma vizinha de minha avó que tinha a minha idade. Aliás, era um ano mais velha que eu. E era muito bonita, apesar de magrinha. Naquela épo- ca, os banheiros ficavam atrás de casa, no quintal. Uma vala tampada servia para evacuação dos excrementos, através de
  • 28.
    O HOMEM QUEMATOU MONA28 manilhas de barro, que despejavam no buraco coberto. Eu estava no banheiro, por volta das dez da noite, quando ouvi barulho de vozes. Esgueirei-me por perto da cerca de madei- ra e arbusto, que dividia os dois quintais, e vi a menina sendo assediada pelos próprios irmãos. Eram os dois mais velhos que ela. Ela não queria lhes dar a boceta, mas eles insistiam. Um deles dizia baixinho: – Você já dá pra gente faz bastante tempo. Não tem mais cabaço. Então, deixe de frescuras e dê logo esse tabaco arrombado. Ela choramingava: – Não. Tenho medo de engravidar. Se isso acontecer, o que será de mim? Meu pai vai me botar de casa pra fora. – A gente já trabalha. Alugamos um quarto e te bota- mos dentro. – Não. Eu não quero. Prefiro morar aqui... “Um deles quis fodê-la a pulso. Ela se esperneou. Quis gritar, mas disseram que a machucariam, se ela fizesse isso. Então, intervi. Gritei pelos pais da garota e disse que estavam querendo bater nela. Fui ingênuo. Iria denunciar a tentativa de estupro, mas os próprios pais dela não acreditaram que os irmãos pudessem fazer isso. Passei por mentiroso, pois ela não enfrentou os caras. Temia que eles lhe batessem mais tarde. E eu levei uma surra daquelas, dos meu pais, para não inventar mais mentiras. Dessa vez, minha avó ficou contra mim. Não me defendeu, achando que eu tinha levantado fal- so testemunho. Passei uns dias de castigo, mas a menina foi me visitar em minha residência. Tivemos uma conversa a sós e ela me agradeceu a intervenção. Disse que, quando eu pudesse sair de casa, a procurasse na escola onde eu estudava, só que no turno da tarde. Saiu do meu quarto depois de me dar um beijo. Eu me apaixonei por ela. Como não me proibiram de
  • 29.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 29 ir à escola, esperei por ela, no outro dia, depois que larguei. Ela ficou contente em me ver. Não entrou na escola. Pegou em minha mão e caminhamos por um longo caminho, até que enveredamos por uma estradinha no meio do mato. Eu nunca tinha me aventurado a pegar um caminho diferente para ir pra casa, como naquele dia. Entramos num matagal e ela me beijou novamente. E foi logo tirando a roupa. Fiz o mesmo. Logo, estávamos os dois nus, alisando o corpo um do outro. Ela disse que meu caralho era grande, para a minha idade. Eu disse que sua boceta era pequenina. Na verdade, eu comparava o tamanho com outras, de mulhe- res adultas que eu tinha visto. Aí, ela pediu-me: – Vamos transar? Mas não quero pela frente. Tenho medo de ter um bebê. – Ué, mas bebês não são trazidos pela cegonha? Ela riu. Depois afirmou: - Não, seu bobo. Bebês são feitos botando esse pinto nessa racha. Mas nunca vi mulher com barrigão nas costas. Então, bebês não nascem pelo cu. Por isso, quero que foda o meu. Acho que foi uma das melhores fodas que dei. O cuzi- nho dela era muito apertado, e eu quase não consegui en- fiar meu pinto ali. Ela me ajudou. Foi a primeira vez que vi uma menina passar cuspe no cu. Logo, eu enfiava todo o meu pingolim nela. Ela agarrou-se numa árvore e eu meti pica. Ela chorou de tanto gozar, e por isso eu quase desisto. Pensei que estava lhe doendo. Mas depois, ela disse que gozara mui- to. Mostrou-me a boceta pingando de gozo. Fodemos mais umas três vezes, sempre ela me dando o cuzinho. Voltamos para casa juntos, mas só no horário dela voltar. Meus pais estavam doidos. Já tinham me procurado em tudo quanto era lugar. Minha vó estava aflita. Mas aí, a me-
  • 30.
    O HOMEM QUEMATOU MONA30 nina afirmou que havia me encontrado perdido na rua. Con- firmei a história dela. Disse que havia pego um ônibus para voltar para casa e passei direto da parada, indo para o termi- nal da linha. Como não tinha dinheiro para voltar, fiquei sem saber o que fazer. Encontrei-a por acaso, quando pedi a um motorista para fazer a viagem de volta. Eu estava chorando e ela me acolheu. Engoliram a mentira e escapamos da surra. A partir de então, todos os dias nos encontrávamos na escola e fugíamos para a mata. Um dia, conversando, sou- be que quem a tinha estuprado primeiro foi seu próprio pai. Com medo que ela engravidasse, disse aos irmãos dela que a seviciassem também. Quando contou à mãe, esta não acre- ditou. Se negava a crer que o cara era um crápula. Naquele dia, resolvemos fazer uma armadilha contra o pai dela. Ela o convidaria para uma foda, no quintal de casa, à noite, e eu avisaria à mãe dela. Pegamos o cara em flagrante, tentando fodê-la a pulso. A mãe e vários vizinhos viram o escândalo. Com vergonha, a família se mudou. Depois eu soube que o pai os havia abandonado, depois disso. Minha vó se viu obri- gada a me pedir desculpas, e eu botei moral em casa.” – Uau, que coisa. Não a viu mais? – Só muito tempo depois. Ela havia casado e já tinha dois filhos. Afastou-se de mim às pressas, talvez temendo que eu fosse falar com ela. Queria, claro, salvaguardar a sua vida pregressa. – Entendo. Você conseguiu esquecê-la? – Sim. Mas foi preciso encontrar novo amor. – Posso pedir outra dose daquela? – A essa hora do dia? – E daí? Estou com vontade de beber. E a conversa tá é boa. – Okay, mas vamos sair daqui. Acredito que aquele re- cepcionista está nos ouvindo...
  • 31.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 31 Ela nem disfarçou. Olhou para o cara. Percebeu que ele fingia estar desinteressado da conversa, mas estava de ante- nas ligadas. - Vamos para o meu quarto. Aqui não é lugar para estar conversando essas coisas. - Disse ela. Pediram mais um coquetel e uma dose de Campari, e foram para o quarto. Ela tirou a blusa que vestia, ficando com os seios nus. Ele não se incomodou com a visão deles. Foi preciso que ela perguntasse: – Não gosta dos meus peitos? - Para mim, é indiferente. Já te disse que não estou a fim de você. – E se eu disser que estou a fim de ti? – Eu não acreditaria. Você está bêbada. – Bêbada não tem direito de ficar excitada? – Sim. Mas sempre se arrepende, depois. Ela tirou o short apertado que usava e, junto com ele, a calcinha preta. Ficou nua na frente do negrão. Depois, pro- curou sua braguilha. Libertou o enorme caralho. Deu um as- sobio. – Fiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuu. Que coisa monstruosa. Posso mamá-lo? Ele ficou calado. Ela se ajoelhou e levou o pênis à boca. Ele ainda estava mole. No entanto, menos de um minuto de- pois, começou a crescer. Num instante, já não cabia mais na boca da jovem. Ela disse: – Sim, enorme. E eu nunca vi um tão de perto. Engasgou-se, tentando colocá-lo todo na boca. Os olhos lacrimejavam por conta do esforço. Tirou-o da boca e esfregou ele nos seios e no rosto. O negrão estava de pé, à sua frente. Alisava os cabelos da jovem. Ela pediu: – Senta na cama. Quero ver se consigo me estrepar
  • 32.
    O HOMEM QUEMATOU MONA32 nesse bicho. Ele sentou-se. Ela olhou em volta, procurando algo. Ele perguntou o que ela queria. Ela disse: – Algo para lubrificar esse cacete enorme. Quero-o to- dinho no cu. Ainda não estou disposta a perder minha vir- gindade na boceta. – Às vezes tem gel nas gavetas. - Disse ele. Ela achou uma bisnaga. Ficou contente. Mas disse: – Acho a quantidade pouca, para untar esse imenso caralho, não concorda? Mas vou tentar assim mesmo... Sentou-se no colo do negrão, assim que gastou a bisna- ga toda no pau dele. Fez um esforço tremendo, se enfiando na trolha. Quando chegou à metade, no entanto, desistiu: – Tira, tira, tira... Está doendo pra caralho... Em vez de tirar, ele forçou a anca dela de encontro ao cacete. Ela deu um grito demorado, mas o negrão sentiu suas pregas lhe tocarem o final do talo. Ela estava toda fincada em sua pica.
  • 33.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 33 4. Uma foda rejuvenescedora Quando a jornalista acordou, o negrão já não estava lá. Ainda sentia as pregas ardendo, depois da trepada com ele. Mas tinha sido bom. Iria querer outra. Aproveita- ria bem enquanto ainda estava entrevistando o cara, antes de voltar para o Recife. Olhou para o relógio. Tinha dormido o bastante e estava com fome. Dessa vez, iria procurar um restaurante para fazer uma refeição mais adequada. Nada de sanduíches. Desceu à recepção e perguntou onde podia encontrar um lugar para comer. Indicaram um bar de pesca- dores, mais na frente. Era o mesmo onde ela tinha estado à procura do negrão, no dia que chegara a vila de pescadores. Foi para lá. Quando a coroa, dona do bar, veio atendê-la, ela olhava curiosa para o aquário encima da mesa. Perguntou: – Que bicho estranho é esse? - Ninguém sabe. Foi capturado no mar por Vadinho, logo que chegou aqui. Ignoramos de que se alimenta. Já bota-
  • 34.
    O HOMEM QUEMATOU MONA34 mos de tudo e ele não comeu. Mas parece não precisar comer, pois continua vivo e esbanjando saúde... – Já eu, estou morta de fome. O que tem para comer? – Carne ou peixe? – Prefiro peixe. – Temos saramonete, albacora, anchova, tainha... – Não entendo nada de peixes. Asse-me o mais gosto- so. – Então, trate e asse este aqui. - Ouviram uma voz co- nhecida. Era o negrão que se aproximava, vestido com roupas simples de pescador. Trazia um cesto debaixo do braço, cheio de peixes, e um na mão. Parecia uma cavala. Já vira algumas fotografias da espécie. A dona do bar sorriu. Pegou o peixe e desapareceu por uma das portas. Ele disse à mocinha: – Deixe-me distribuir essa pescaria e logo voltarei aqui. É o tempo do peixe que dei a Zefinha estar frito. – Não vai me dar um beijo? – Achei que não lembrava de que havíamos transado ontem. - Ontem? Caralho. Dormi esse tempo todinho??? - sur- preendeu-se ela. – É, eu não quis te acordar. Saí hoje no final da manhã, para pescar. – E conseguiu esses peixes todos em tão pouco tempo? – Tive sorte. Cerca de meia hora depois, a coroa do bar apareceu procurando pelo negrão: – Cadê ele? – Disse que foi distribuir os peixes. Deve estar já vol- tando. – Ouvi você lhe pedir um beijo. Estão juntos?
  • 35.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 35 - Sei lá. Ele é resistente. Mas gostei dele. – Todos gostam, eu já te disse. - Até você? Vejo que olha para ele de um jeito muito especial. - Você notou? - Perguntou ela, encabulada – Mas quem vai querer uma velha como eu, se existe gente da tua idade com quem foder... – Você é uma coroa bonita. Um pouco maltratada, é verdade. Mas nada que um banho de loja e um bom cabelei- reiro não dê jeito. – Loja? Cabeleireiro? E quem disse que tem dessas coi- sas aqui? Teria que ir até a cidade, mas sou sozinha e não posso sair daqui. Teria que fechar o bar. – O negrão não ficaria tomando de conta por um dia? Eu iria contigo para o Recife. Se você tiver dinheiro, compra- ríamos algumas coisas lá... – Bem pensado. Vou falar com ele. Está vindo para cá. Quando o negrão entrou de mãos limpas e roupas tro- cadas, a senhora o chamou: – Vadinho, vamos ali. Quero falar contigo. Pouco depois, o cara voltava de dentro da cozinha. Sen- tou-se à mesa onde estava a mocinha. Disse: – Soube que você vai à cidade, com Zefinha. É um enorme favor que está fazendo a ela. A pobre nunca sai da- qui. Eu ficarei no bar. Não precisam ter pressa para voltar. Acho que dou conta. – Não vai ficar com saudades de mim? – Quando voltar, te respondo. Ela o beijou carinhosamente nos lábios. A coroa che- gou com o peixe assado. Cheirava maravilha. – Sente-se conosco. E chame quem quiser, também. O peixe é grande e dá para todos. – Não tenho quem chamar. Conheço todos daqui da
  • 36.
    O HOMEM QUEMATOU MONA36 ilha, mas parece que ninguém me conhece. Às vezes saio para fazer compras, falo com as pessoas, e até falam comigo, mas parecem que não sabem de onde me conhecem. – Que coisa. Mas isso acontece. Às vezes, nem perce- bemos quem está ao nosso lado. - Disse a mocinha. Aí, o recepcionista jovem, que havia ganho um dinhei- ro do negrão para se divertir, entrou no bar. Veio direto para a mesa. – Disseram que haviam te visto vir para cá. Preciso falar contigo. – Senta aí. – É particular. O negrão pediu licença e se levantou. Saíram do bar e estiveram conversando lá fora. Quando ele voltou, disse: – Vamos comer e depois tenho de sair. Mas voltarei logo, então vocês podem ir para o Recife. ******************** – Onde ela mora? – Bem ali na frente. Fiquei impressionado, quando vi. – Eu também, depois que me contou. Ela te pediu aju- da? – Sim. Não sabe mais o que fazer, coitada. Chegaram a uma casa pobre, a última de uma rua da vila. Por onde passavam, o povo cumprimentava o negrão. Uma mulher, no entanto, perguntou ao jovem recepcionista: – Já voltou? Não trabalha hoje, para estar na zona? – Não é da tua conta, velha fofoqueira. - Respondeu o jovem. A porta da casa para onde se dirigiam estava escanca- rada. à porta, tinha uma placa: COBRO CINQUENTA REAIS PELA FODA, COM DIREITO A TUDO.
  • 37.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 37 Uma jovem linda, mas maltrapilha, com uma criança nos braços, veio atendê-los. – Oi, Fábio. Conseguiu falar com o médico? - Não. Mas trouxe quem pode dar uma olhada na tua filha. Ele é estudado, pode te ajudar. A jovem, de cerca de vinte e cinco anos, colocou a criança de três ou quatro anos nos braços do negrão. A pe- quena tinha quatro braços, perfeitamente formados. O ne- grão perguntou: – Ela já nasceu assim? - Não, nasceu com uma mãozinha defeituosa. Aí, me- ses atrás, começou a desenvolver os outros braços. E a mão aleijada se tornou perfeita, como as outras. Mas agora está apática. Parece morrer, minha pequena. Ele esteve examinando a menininha. Depois, afirmou: – Eu, infelizmente, não posso fazer nada. Fiz medici- na, mas não completei meus estudos. Tive que largar o curso no começo, por falta de grana. Mas conheço uma pessoa que pode te ajudar: minha professora de medicina, que vive re- clusa nesta ilha. – Quem é ela? - Perguntou o rapaz. – A médica Maria Bauer. Dia desses, entreguei-lhe uns peixes. Está velhinha, mas ainda lúcida. Vamos até ela. A médica Maria Bauer atendeu os três cismada. An- tes de fechar a porta da casa de praia luxuosa onde morava, olhou para todos os lados. Só então, percebeu a criança nos braços da mulher. Ela estava enrolada numa manta de cro- ché, por isso não mostrava sua deformidade. A garota retirou o tecido, mostrando a menina. A médica sorriu maravilhada. Mas disse: – Ela está morrendo. Preciso socorrê-la depressa. Mas só quero o negrão aqui, comigo. O resto, suma da minha frente.
  • 38.
    O HOMEM QUEMATOU MONA38 Tomasini olhou para o casal e fez um sinal. A prostituta e o atendente do hotel foram embora, dizendo que voltariam no outro dia. – Diga a dona do bar que também só volto lá amanhã. Não posso mais ir hoje. - Disse o escritor. Assim que os dois saíram, a médica disse para o negrão: – Você sabe do que preciso. Dê-me depressa, antes que eu perca a criança. O negrão tirou a calça. Ela nem o deixou se despir to- talmente, aplicou-lhe um líquido verde na coxa. Ele deu um grito arrastado, mas não desmoronou. Num instante, seu cacete estava duríssimo. Ela o sentou com urgência numa poltrona e se agachou com dificuldade entre as pernas dele. Mamou-lhe o cacete com gula. Ele disse: – Nunca mais havia precisado de mim. O que houve? – Eu tinha um homem. Mas ele me deixou. - Por que não me chamou? Sabe que eu te ajudaria... – Eu não queria ajuda. Queria morrer. Mas não tive coragem de tirar minha própria vida. – Ama-o tanto assim? - Não. Não é isso. É que estou cansada de usar os ou- tros em prol de mim mesma. E não tenho mais dinheiro para prosseguir com as minhas pesquisas. O padre Lázaro tam- bém não. E sua esposa ainda está convalescente, não pode nem andar. Isso, sem falar que ainda estamos sendo persegui- dos pela Polícia Federal. – Entendo... O negrão gozou na boca da velha senhora uma vez. Em seguida, gozou outras vezes, e ela não desperdiçava nem uma gota do seu esperma. Então, demonstrando uma agilidade incrível para a sua idade, levantou-se rápido e sentou-se no colo dele. Apontou seu enorme caralho para a racha enruga- da e pediu:
  • 39.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 39 – Agora, foda-me. Foda-me como nunca me fodeu antes. Estou muito carente de rola, desde que perdi meu ho- mem. Ele levantou-se do sofá e a pôs ajoelhada sobre o móvel. Ela apoiou-se no encosto e empinou a bunda enrugada para ele. Ele teve que lhe abrir as nádegas, para avistar o cuzinho dela. Apontou seu caralho e enfiou ali. - Uhummmmmmmm, meu gostoso. Eu não queria por aí, mas estava com saudades dessa pica enorme. O pau chegava a doer, de tão rígido. O negrão nem lu- brificou o mastro, foi enfiando devagar no rabo dela. Gozou mais uma vez, mas continuou enrabando-a. Ela gemia gosto- so, enquanto ele lhe fodia o cu. Quando ela começou a estre- mecer de gozo, ele retirou-lhe o pau da bunda e o meteu na xoxota. Ela gemeu: – Aiiiiiiiiiiii, goza aí também... Ele cuspiu esperma mais uma vez. Mas ainda conti- nuava com o mesmo vigor da primeira metida. Apoiou-se melhor nas nádegas dela e as sentiu mais durinhas. Pergun- tou-lhe: – Ainda falta muito? – Mais um pouco. Não vai dar para matar a minha vontade, porém preciso salvar a menina. Ele gozou fartamente, mais duas vezes. Encheu-lhe a tabaca de porra, tanto que ficou escorrendo sêmen. Ela parou de foder e aparou a gala com a mão. Levou-a à boca. Quando se voltou para ele, parecia uns vinte anos mais jovem. – Não canso de admirar essa tua transformação. Está linda. – Obrigada, meu jovem. Sei que não é bem assim, mas sinto-me rejuvenescida. Porém, não percamos tempo: deixe- me tomar um banho e vamos ao trabalho. Não saia de perto de mim. Posso precisar de mais porra.
  • 40.
    O HOMEM QUEMATOU MONA40 5. Cu com vaselina Quando a prostituta voltou à residência da médi- ca, para buscar sua filha, a bebê brincava num ber- ço. A jovem se agarrou com a menina, feliz da vida. – Cadê o rapaz do hotel? - Perguntou-lhe o negrão. – Ele disse que não podia vir, pois está trabalhando. Vim sozinha. Vocês tinham um berço, para minha filhinha? – Não. Foi o sr. Tomasini quem o comprou. Deve agra- decer a ele. A mim, você deve explicações. – O que a senhora quer saber? – Em qual maternidade você descansou, por exemplo? - Eu não fiz o pré-natal. Teria de sair daqui para a cida- de mais próxima, pois a comunidade não tem dessas coisas. Descansei sozinha, em casa. – Não me admira que a Imprensa não fez alarde da anomalia da tua filha. Temos que descobrir a origem disso, para que eu a possa tratá-la com mais eficiência. Vá para casa
  • 41.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 41 e cuide da tua menina. Mas deixe teu endereço. Vou precisar fazer uma série de exames em você e na menina. É só a de- mora de eu trazer meus equipamentos do Recife. - Está bem. Mas o Vadinho sabe onde me encontrar. É só perguntar a ele. Não recebo cartas, logo não sei direito o meu endereço. – Ela é analfabeta, pelo que sei. Depois te levo até ela. – Estou enganada, ou a senhora está bem mais jovem? – Bondade sua, querida. Apenas, retoquei a maquia- gem. - Mentiu a médica. Pouco depois, o negrão e a prostituta se dirigiam de volta à vila dos pescadores. Estavam juntos numa bicicleta e ele a levava, com a filha, no bagageiro. Ela disse: – Obrigada, seu Vadinho, por cuidar da minha filha. Estou tão feliz! Posso retribuir, de alguma forma, ao senhor? – Não precisa. Fico feliz por ter ajudado a salvar a me- nina. Segundo a médica, se demorássemos mais um pouco, a teríamos perdido. – Já é a segunda vez que ela precisou ser socorrida. A primeira vez, foi logo que nasceu. – O que ela teve? - Nasceu sem um dos braços, só o cotoquinho. E muito doente, também. Vomitava direto. Aí, eu a levei para dona Amara, a rezadeira da vila. Aquela mulher é uma bruxa. Mas uma bruxa boa. Mandou eu pegar um pouco da água do aquário daquele polvo, que dizem que o senhor pescou. Misturou com umas ervas e deu de beber à menina. Ela ficou boa quase na mesma hora, seu Vadinho. Por falar nisso, que bicho é aquele? – Não sei, Sandra. Já chamei algumas pessoas estudio- sas para me ajudarem a descobrir, mas ninguém soube me dizer. Talvez, a doutora saiba. Nunca perguntei a ela. – Na vila, dizem que aquela doutora é má. - Que ela não saiba que eu disse isso, pois agora devo a vida da minha
  • 42.
    O HOMEM QUEMATOU MONA42 filha a ela. - Mas aquele macho dela parece ser bem mais mal- vado do que ela. – Quem, o padre Lázaro? – Esse mesmo. Disseram que um dia ele matou um cachorrinho de rua, com as próprias mãos, só porque o bi- chinho latiu para ele. – Soube dessa história. Mas achei que era folclore. – O que é isso, esse tal folclore? – Coisa do povo. Ou algo parecido. Mas não se preocu- pe com isso. Tenho certeza que a doutora vai cuidar bem da tua filha e descobrir que peixe é aquele. – Eu preferia que o senhor achasse outra pessoa para cuidar da minha pequena. Fizeram o resto da viagem de volta à vila mudos. O es- critor estava pensativo. Lembrou-se de que a jovem jornalista queria dar uma passada em Recife. Pediria a ela para localizar uma amiga, que trabalhava na Polícia Federal. Ela era cientis- ta, e podia saber a origem do molusco. Sim, era o que faria. Tomou conta do bar, enquanto a dona e a jornalista fa- ziam compras na Capital. Quando voltaram, estavam acom- panhadas de uma ruiva muito gostosa. Tomasini a conhecia. Chamava-se Bruna e era química da Polícia Federal. Demo- raram-se abraçados. Ela lhe deu um beijo de leve na boca. Mas a novidade mesmo era a dona do bar. Estava irreco- nhecível: de roupas joviais e um corte de cabelo que a dei- xava mais bonita e mais jovem. Pela primeira vez, desde que a conhecera, o negrão prestou atenção nela. Era uma coroa muito bonita e gostosona. Só precisava de um trato. Agora, estava nos trinques. O negrão elogiou-lhe a transformação. Ela ficou acanhada, mas gostou dos galanteios dele. A jorna- lista sorria satisfeita. Mas sentiu uma ponta de ciúme dele. principalmente em ver o sorriso que a ruiva policial oferecia para ele.
  • 43.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 43 – De onde a conhece? - Cochichou a repórter, quando teve oportunidade de ficar a sós com o negrão. - Já fomos amantes, mas faz muito tempo. Ela traba- lhava num motel onde passei uns dias hospedado. Depois, soube que era policial federal. – Ela gosta de você. Percebi os olhares, principalmente para o teu enorme caralho, pronunciado na calça. - Não se preocupe. Não temos nada mais um com o outro. – Espero. Já estou com ciúmes. Ela é mais gostosona do que eu. – Uau, esse é o bicho que me disseram ter sido captu- rado aqui? - Ouviu-se a voz da ruiva. Tomasini aproximou- se dela. Confirmou. E perguntou se ela sabia que espécie era aquela. - Confesso que não sei. Terei de fazer umas pesquisas. Vou ligar para o meu departamento e pedir uns dias de folga. E que eles tragam meu equipamento científico, para que eu o monte aqui. Acho que vai ser um trabalho demorado. - Disse ela, piscando-lhe um olho. Ele sabia que não escaparia de uma foda com ela. Mas estava contente. A ruiva trepava muito bem e era uma con- torcionista. Adorava sua performance na cama. Mas não po- dia deixar a repórter perceber seu interesse. Só não notou que a dona do bar olhava para ele, insistentemente. Fazia tem- pos que ela era afim dele e, com aquele elogio do negro à sua transformação, tinha esperanças de conquistá-lo. Só precisa- va de uma oportunidade. Tomasini levou a jornalista e a policial para o hotel onde a primeira estava hospedada. A ruiva registrou-se com um nome fictício, mas só o negrão percebeu. O jovem recep- cionista estava lá. Perguntou ao escritor:
  • 44.
    O HOMEM QUEMATOU MONA44 – E aí, como foi com a médica? Ela curou o bebê de Sandra? - Sim. Mas não vai poder cuidar da menina de ora por diante. Então, chamei minha amiga, que também é medica, para fazer isso. - Mentiu ele. - Mas ela tem outros trabalhos a fazer aqui. Quando o sujeito esteve no quarto da policial, com a jornalista, a ruiva disse: – E aí, pode me dar uns minutos? Estou querendo ter uma conversa contigo. – Agora, estarei ocupado. Tenho que completar uma entrevista com a mocinha. - Disse ele piscando-lhe um olho. - Mais tarde te procuro. Vou te deixar meu telefone. – Não precisa. Eu ainda o tenho. Vá cuidar da tua vida. Depois, te ligo. Pouco depois, ele estava com a jornalista, no quarto dela. Perguntou-lhe: – Onde paramos? Ela tirou a camisa dele, depois abriu-lhe o fecho da cal- ça. Agachou-se perante ele. Disse: – Paramos quando eu te dava uma chupada. – Não. Está enganada. Paramos quando tu me davas o cuzinho. – Eu sei. Mas vou dar um tempo, amor. Estou ainda toda ardida. Não sei se vou aguentar. – Tentemos. Se você não conseguir, fazemos de outro jeito. – Está bem. Mas eu trouxe uns cremes mais eficientes, da cidade. Vamos tentar com eles? Ele pegou um dos cremes e lambuzou o ânus dela. Este estava estufado e vermelho, mas não arrombado. Quando passou a substância, ela sorriu aliviada:
  • 45.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 45 – Puxa, já não sinto mais a ardência. Esse creme é mi- lagroso. Experimenta botar só a cabecinha, amor... Ele untou toda a vara com o composto e depois tocou as pregas dela com a glande. Ela se retraiu, mas logo relaxou. Levou as mãos para trás e abriu mais a bunda. Seu cu ficou exposto, ainda vermelhão. Ele lhe parafusou a pica no ânus, e esta logo entrou. – Uau. Estou já adaptada ao teu enorme caralho. Mas vá botando devagarzinho e sempre. Ele fez o que lhe era pedido. Logo, tinha mais da meta- de do cacete dentro dela. A jornalista pediu que ele lhe copu- lasse o cu. Ele rebateu: – Agora, não. Toque uma siririca. Quando estiver go- zando, eu te fodo o cu. Não demorou muito a mulher gozar. Quando ele sentiu que ela lhe arrochava a pica com as pregas, e gemia de prazer na masturbação, começou os movimentos de cópula. Ela foi à loucura: - Vai. Não está doendo. Vai, cachorro, fode esse cu. Ai, como é bom. Fode. Fode. Fode, fodeeeeeeeeeeeee...
  • 46.
    O HOMEM QUEMATOU MONA46 6. Queria ser bem fodida Badhia esteve descansando, deitada no colo de Tomasi- ni, depois disse resoluta: – Hora de voltar ao trabalho. Vamos ouvir as grava- ções, para ver como estão, e depois você recomeça de onde parou, está bem? Ouviram com atenção. O negrão não quis reformular nenhuma parte. Então, continuou: “Como eu havia dito, para esquecer um amor, é neces- sário se encontrar outro. E eu encontrei. Foi na escola onde eu estudava. Logo no início do ano, chegou uma loirinha lin- da, mas tão frágil que parecia que iria se quebrar a qualquer momento. Ela sentou-se numa carteira ao meu lado e trocá- vamos olhares a cada instante. Eu temia puxar assunto, pois a achava muito bonita. Aquilo me tornava tímido. Até que um dia, a professora colocou algumas palavras no quadro e pediu
  • 47.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 47 que as copiássemos. Ela não trouxera lápis e eu tinha dois. Ela me pediu um emprestado. A partir daquele dia, passei a levar dois ou três lápis para a escola, para o caso de ela não ter nenhum. E ela me devolvia o lápis todo final de aula, só para me pedir de volta na aula seguinte. Abestalhado, uma vez eu disse que ela não devia devolver. Que ficasse com o lápis. Foi a minha sorte. Ela olhou para mim com aqueles olhinhos tristes e per- guntou se eu ficava incomodado por ela estar me pedindo o objeto emprestado. Eu afirmei que era um presente de ani- versário. Ela falou: – Mas eu não estou fazendo aniversário. Só em maio. – É que eu estou te presenteando com antecedência. Ela ficou feliz e perguntou se podia me dar um beijo. Claro que aceitei. Mas foi um beijinho breve, no rosto. Aí, eu peguei o rosto dela entre as mãos e tasquei-lhe um colado na boca. Isso, dentro da sala de aula. Os garotos tiraram nosso couro. As garotas bateram palmas. A professora nos expulsou da sala. Ela saiu chorando e eu a consolei. Contei uma piada boba. Ela acabou sorrindo. Sugeri que fôssemos embora para casa e ela disse que não podia. Tinha que esperar a mãe, que a levava e a trazia todos os dias. Fomos para o quintal da es- cola e trocamos vários beijos. Não havia ninguém por perto e ficamos à vontade. O recreio ainda demoraria, e poderíamos ficar tranquilos. Aí ela perguntou se eu sabia a diferença entre o piupiu do homem e o da mulher. Fingi que não sabia, para ver o que ela dizia. Ela me pediu para arriar o calção. Baixou a calcinha, e mostrou-me a boceta peladinha. Fingindo inocência, eu perguntei para que servia aquela ra- cha. Ela disse que era para fazer nenê. Depois, pegou no meu pinto e ficou brincando com ele. Eu pedi:
  • 48.
    O HOMEM QUEMATOU MONA48 – Bota na boca. Lambe ele, que eu gosto. – Eca, que nojento. Eu não faço isso, nem que me dê beijos de montão. – Pois eu faço contigo, quer ver? Ela esteve indecisa, depois ficou de pé perante mim. Baixou um pouco a calcinha e aproximou a bocetinha da mi- nha boca. Eu abri mais suas pernas e lambi ali. No início, ela apenas sentiu cócegas. Pediu que eu parasse. Continuei e ela passou a sentir prazer. No entanto, quando eu tentei me- ter-lhe rola, ela recuou. Saiu correndo, com vergonha. Pas- sou dois dias sem aparecer. Quando voltou à escola, veio com uma irmã mais velha. Mais velha, inclusive, do que eu. E era tão bonita quanto ela. A irmã me chamou a um canto, e me perguntou o que eu andava fazendo com ela. Fiquei apavo- rado, achando que ela contaria à minha professora. Mas aí, a loirinha disse para mim: - Mente não, bobo. Eu contei o que fizemos. Ela quer fazer também. Convencemos minha mãe que a partir de hoje ela, como é a mais velha, fica me trazendo e levando para casa. Podemos brincar, nós três, bem muito.” – E você chegou a foder-lhe a irmã? – Sim, claro. Já no primeiro dia que nos conhecemos. Ela nos levou por um caminho que eu desconhecia e, quando não viu ninguém por perto, atracou-se comigo. Deu-me um beijo demorado, e eu retribuí. As duas tiraram minha roupa e ela ficou impressionada com o tamanho do meu pinto. Co- locou-o na boca, masturbou-me e só parou quando eu gozei. Deu minha bilola para a irmã loira chupar. Ela o fez, com nojo. Mas aí, a outra disse que ela me mamasse até ga- nhar leitinho. A danada demorou me chupando até que der- ramei-lhe uma gozada na boca. Engoliu tudo. A irmã disse que era para ela ter cuspido fora.
  • 49.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 49 “No dia seguinte, a mais nova não apareceu. Fiquei an- sioso para que chegasse o outro dia mas, quando larguei, a irmã safadinha me esperava na frente da escola. Disse que a irmã estava doente e que dificilmente voltaria a estudar lá. Fi- quei triste. Mas a danada me disse que todos os dias me viria buscar, pra gente brincar “daquilo”. Começamos só nas chupadas mútuas, até que um dia ela veio com um “catecismo” desenhado pelo Carlos Zéfiro. Mostrou algumas ilustrações e disse que queria fazer aquilo. Aquilo era colocar o pinto na bunda dela. Mas tivemos enor- me dificuldade. O cuzinho dela era muito apertado, e eu não conseguia enfiar-lhe a pica. Fomos embora para casa frus- trados, pois não podíamos nos demorar muito. Tanto minha mãe, como a mãe dela, reclamariam se chegássemos em casa tarde. No outro dia, ela me chegou com uma tal de poma- da japonesa. Tinha roubado do pai. Nesse dia, gozei mais de uma vez no cu dela, e ela chorou de tanto gozar. Fomos para casa satisfeitos. Eu estava apaixonado. Não sabia eu que aque- le seria o último dia que a veria. De volta para casa, ela foi acidentada quando atravessava a rua. Eu só soube na outra semana, quando ela já tinha sido enterrada.” – Nossa Senhora! Que tragédia. Como você soube? – A mãe dela foi avisar na escola que sua mais velha havia falecido e que tiraria a filha loirinha da escola. Ela tinha uma doença degenerativa e queriam tentar um tratamento em Sampa. Foi quando eu soube que a mocinha falecida já tinha dezessete anos, mas era bem nanica, aparentando me- nos. A família se mudou para São Paulo, para o tratamento da doença, e nunca mais vi a loirinha. – Que pena. Acho que vocês ainda dariam boas fodas.
  • 50.
    O HOMEM QUEMATOU MONA50 Vamos almoçar? Está na hora. Pouco depois o negrão estava almoçando com a jor- nalista, na cantina do hotel. A policial tinha ido buscar uns equipamentos que chegaram de lancha e não foi vista naque- la tarde. Depois de almoçar, Tomasini disse que descansaria um pouco em casa e depois pescar. Precisava ganhar alguns trocados. Prometeu voltar à noite, para se encontrar no hotel com a jornalista. Quando buscou seu barco de pesca, ancorado na frente do seu humilde barraco, encontrou-se com a policial. Ela es- tava acompanhada de uma jovem lindíssima, vestida de mi- nissaia preta e botas de cano longo da mesma cor. – Esta é a irmã de Cassandra, uma amiga. Veio me ajudar a achar um lugar para descarregar o meu laboratório. - Disse Bruna. – E onde vai instalá-lo? – Na tua casa. Não quero gente curiosa observando meu trabalho. – E aqui é afastado do povoado. Fica melhor de fazer a vigilância. - Disse a bela morena que estava com a ruiva Bruna. – Tudo isso por causa de um peixe? Estão me escon- dendo alguma coisa, não é? As duas se entreolharam. A morena fez um sinal com a cabeça. A ruiva explicou: - Estive dando uma segunda olhada no teu “peixe”. Já foi encontrado um semelhante nos EUA, e eles guardaram segredo por vários anos, antes de publicar um artigo numa revista científica. Vamos fazer o mesmo. Não queremos que os americanos saibam desse achado, entende? – Agora, sim. Mas isso significa que vou ficar sem ter onde morar? Preciso pescar para viver.
  • 51.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 51 – Te daremos uma polpuda “ajuda de custos”, não pre- cisa se preocupar em ganhar dinheiro. - Disse a morena, que parecia ser a chefe da ruiva. – Okay. Vou me hospedar no único hotel que existe na ilha. Alguma de vocês vai par lá? – Eu vou. - Disse a ruiva. - Mas não agora. Vai me es- perar? – Estarei te esperando naquele bar. Ao sair, no entanto, a mulher de cabelos enormes, ar- rastando no chão, o chamou atrás do barraco, onde ninguém a via. Disse: – Eu não confio nessa ruiva. Leve contigo o meu livro de crônicas, por favor. Ele esteve indeciso, depois voltou ao casebre. Pegou o livro e saiu com ele. As duas mulheres estavam se decidindo onde colocar os equipamentos de pesquisa e não lhe deram atenção. Pouco depois, o negrão estava no bar. A dona veio aten- dê-lo, mais linda ainda. Alguns clientes lhe diziam alguns ga- lanteios, mas ela apenas falava: – Não sou pro bico de vocês. Quero coisa melhor. – Traga o de sempre, lindona. - Disse o escritor. Ela saiu quase que rebolando. Estava muito mais sen- sual. O negrão a olhava por trás. Nunca lhe tinha prestado atenção. Ela era muito boazuda. A dona pareceu ter percebi- do os olhares dele pois, quando lhe trouxe a dose de Campa- ri, insinuou-se: – A viagem de hoje me cansou. Estou precisando de um negrão pra me fazer umas massagens. Conhece algum? Mais uma vez, ele a olhou de cima a baixo. Disse: – Se não tivesse compromisso hoje à noite, eu me vo- luntariava. – Ninguém precisa saber. Vou dizer que estou cansada
  • 52.
    O HOMEM QUEMATOU MONA52 e fecharei o bar cedo. Ele esteve por uns segundo calado. Depois, ainda in- crédulo de que ela se insinuava para ele, perguntou: – Devo acreditar que quer dormir comigo hoje? – Você não é burro, eu sei. Então, pare de dar uma de idiota. Ele sorriu. Ninguém prestava atenção à conversa dos dois, pois já o haviam visto muitas vezes ali. Ela passou a mão por baixo da mesa e entregou uma chave a ele. Disse, baixi- nho, que era da porta de trás do bar. Ele pediu que ela guar- dasse o livro que tinha nas mãos. Ela o folheou, mas estra- nhou não haver nada escrito nele. Todas as páginas estavam em branco. Mas não disse nada. Desapareceu na cozinha, de- pois voltou sem nada nas mãos. O negrão acabou de tomar o Campari, deixou uns trocados sobre a mesa e saiu. Quando voltou, o bar já estava fechado. Arrodeou e en- trou por trás, com a chave que ela lhe dera. A mulher já o es- perava banhada, cheirosa e despida. Mandou-o apagar a luz. – Sou tímida. Prefiro com a lâmpada apagada. Vem cá que quero fazer coisas que há tempos não faço.
  • 53.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 53 7. Já aguentei maiores Onegrão pediu para tomar um banho, antes. A dona do bar indicou-lhe o banheiro. Ele não demorou muito se banhando. No entanto, quando chegou perto da cama, a se- nhora boazuda estava roncando. Ele sorriu. Ainda não se- ria dessa vez que foderia a coroa. Não iria acordá-la. Devia estar cansada das compras no Recife. Pegou seu livro, que estava sobre um móvel, e foi-se embora. Pensou em voltar em casa, para ver como estavam as coisas, mas desistiu. Ru- mou para o hotel. Pensava em dar umas fodas com a jorna- lista. Quando chegou lá, no entanto, encontrou a amiga da policial Bruna. Ela estava no jardim do hotel, sentada em um banco de pedra, fumando um cigarro e olhando a lua. Disse, quando ele se aproximou: - A lua está linda. Nunca havia visto tão brilhante. - É por causa das poucas luzes do vilarejo. É a mesma
  • 54.
    O HOMEM QUEMATOU MONA54 lua da cidade, mas lá ela concorre com um mundo de luzes artificiais. - É verdade. Posso perguntar onde estava? - Estou sob juramento? Ela sorriu. Um sorriso encantador. Depois levantou-se, jogou a ponta de cigarro fora e deu um beijo na boca dele. Um beijo prolongado e voluptuoso. Em seguida, separou-se dele e caminhou em direção ao hotel. Disse: - Bruna te mandou lembranças. Disse que eu te desse um beijo. Missão cumprida. Agora, vou dormir, pois estou cansada. Até amanhã. - Espera. Como é teu nome? - Lua. - Sem brincadeira. Fiquei curioso para saber teu nome. - Estou sob juramento? Ele sorriu e ela entrou. Ele deu um tempo, observando a lua, depois entrou também. O rapaz da recepção veio ao seu encontro. Disse, apavorado. - Senhor Vadinho. Ainda bem que o sernhor veio. Esti- ve na casa de Sandra. Lá, só encontrei a menininha. Chorava muito, mas a mãe não estava. Esperei um tempo, preparei um mingau para ela e vim embora, pois precisava trabalhar. Achei estranho não encontrar a puta lá. Ela não larga aquela bebê por nada nesse mundo... - Está bem. Vou lá, dar uma olhada. Entregue esse livro para a jornalista. Diga que logo estarei de volta. Quando chegou no casebre da mulher, percebeu um vulto dentro. A garota não tinha luz elétrica em casa e o can- deeiro estava aceso, recortando o vulto se mexendo. Foi pé -ante-pé e olhou pela fresta da janela. Um homem acalentava a criança. Estava todo vestido de preto e tinha um punhal ensanguentado na mão. Pareceu ter pressentido a presença do negrão. Olhou em sua direção, a janela do quarto da pros-
  • 55.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 55 tituta. Com um movimento rápido, apagou o candeeiro. A casa ficou às escuras. Angelo Tomasini gelou. Não tinha certeza, mas achava que havia reconhecido o padre Lázaro. Sabia que o cara era perigoso. A própria médica já havia pedido a ele para evitá -lo. Estava desarmado, e nunca fora lá muito corajoso. Pre- feriu fugir. Iria em busca de ajuda. Quando virou-se para ir embora, no entanto, levou uma pancada na cabeça que o fez perder a consciência. Acordou com a prostituta perto de si. Ela tentava des- pertá-lo. - Seu Vadinho. Seu Vadinho. Acorda. Preciso do se- nhor. - O que houve? - Perguntou ele, levando a mão ao local atingido pela pancada. Não estava ferido, mas tinha um galo e doía muito. - Não sei. O senhor que diga. Te encontrei aqui, deita- do. Precisa vir comigo. Depressa. Ele levantou-se e olhou para a janela onde estivera bre- chando o padre. Perguntou para ela: - Cadê tua filha? - Está lá dentro. Não ouve seu choro? Agora, ele ouvia. Suspirou aliviado. Temera que o pa- dre tivesse levado a criança. Perguntou: - Para que precisa de mim? - Estive na casa da doutora. Ela me mandou um recado, pedindo que eu fosse lá. Como não tinha com quem deixar, a menina ficou só. A médica não está bem. Precisa de ajuda e pediu para eu procurar o senhor... - Cadê tua bicicleta? - Está ali, atrás de casa. - Fique aqui e tome de conta da tua fillha. Vou a casa da médica. Volto já.
  • 56.
    O HOMEM QUEMATOU MONA56 Pouco depois, o negrão chegou à casa da doutora. En- trou afobado. A porta estava aberta. No entanto, estancou, quando viu o padre sentado numa poltrona, com a médica em seu colo. Ele tinha um corte no braço, e sangrava por ali. Disse, quando viu Tomasini: - Aproxime-se. Ela precisa de você. O negrão acorreu depressa. - O que ela tem? - Está débil. Meu esperma já não lhe satisfaz. Ao con- trário: parece que a deixa mais fraca ainda. O negro botou o cacete para fora, mas lembrou-se que precisava do líquido esverdeado aplicado na perna. - Tome-a. Leve-a para a cama. Vou buscar o que você precisa.- Disse o padre. Pouco depois, ele chegava com uma seringa até a me- tade do líquido verde. Aplicou na perna do negrão, que deu um grito. Mas não demorou muito a se recompor. O caralho ficou duro, imediatamente. Colocou-o na boca da médica, que voltara a estar envelhecida. - Tem que se masturbar e depois colocar a glande na boca dela, quando estiver para ejacular. - Disse o padre. Foi o que o escritor fez. Logo, esporrou uma vez na boca dela. Pediu que ela engolisse e a velha senhora o fez com dificuldade. Mas disse num fio de voz: - Mais. Preciso de mais... O negrão repetiu a bronha e gozou mais uma vez. Na quarta gozada, a mulher parecia já estar bem. Levantou-se do colo dele. Perguntou ao padre Lázaro: - Fez o que eu pedi? - Sim, ela está bem. Mas não sei porque você não reaje mais à minha porra... - Meu sangue deve ter gerado anticorpos. Teu esperma já não me faz bem. O do meu amigo negrão, sim. Agradeça
  • 57.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 57 a ele. - Não vou agradecer porra nenhuma. Ele é quem deve me agradecer por eu ter-lhe dado só uma pancada. - Por quê tinha um punhal na mão, quanto estava com a menininha nos braços? - Perguntou o negrão. Ele mostrou o braço cortado. Disse que precisou que a criança lhe sugasse o sangue. - Obrigado. - Agradeceu o negrão. - Bem, vou-me embora. Qualquer coisa, pode me ligar. - Obrigada, Lázaro. Acho que não vou mais precisar de ti. Mas não suma totalmente. Apareça de vez em quando. - Sabe que não posso fazer isso. Tenho que cuidar da minha esposa. - Melhor ficar à distância. Há policiais federais na ilha. - Disse o negrão. O padre estreitou os olhos. Perguntou: - Você os trouxe? - Sim. Mas não para caçar vocês. Não se preocupe. - Assim espero. - Disse o homem, saindo da sala. Logo, não se ouvia mais os seus passos. - E agora? - Agora, vou te dar um estoque do líquido esverdeado. Mas aplique-o em doses menores, se for usá-lo para sexo. Teu corpo não pode se viciar a ele. Não é bom. Porém, dê um pouco de esperma à menininha, sempre pela manhã. Misture ao mingau dela. Sem isso, ela não sobreviverá. - Não vai continuar tratando-a? - Perguntou ele, sem querer dizer que já trouxera alguém para fazer isso. - Infelizmente, não vou poder, meu querido. Estou também morrendo. E não tenho dinheiro nem forças para pesquisar um novo tratamento para mim. Ele ficou na dúvida se comentava sobre o “peixe” com ela. Achou melhor esperar algum resultado da pesquisa da
  • 58.
    O HOMEM QUEMATOU MONA58 policial. Despediu-se da senhora, pegou algumas ampolas que ela lhe entregou e voltou para a casa da prostituta. Ela ainda estava acordada, amamentando a criança. Quando o viu, ficou contente. - E não é que você voltou mesmo? Como foi com a mé- dica? - Ela está melhor. Mas deve ter o mesmo problema da tua bebê. - Que pena... e eu temo que essa doença não tenha cura. - Você não tem geladeira? - Ôxe, eu não tenho nem energia em casa, seu Vadi- nho... - É, tem razão. Veja se consegue uma usada. Eu compro para você. Vai ser preciso, para salvar a vida da tua filha. - Puxa, o senhor é mesmo um homem bom. Me dar uma geladeira? Quem dera poder fazer algo pelo senhor... - Olha, eu preciso dar algo para tua filha. Você vai es- tranhar, mas são ordens da médica. - Eu faço qualquer coisa, para salvar minha pequena. O que o senhor vai fazer? Ele botou o caralho para fora. Pediu uma mamadeira a ela. Ela arregalou os olhos, quando viu o membro enorme. Mas correu para pegar o objeto. Ele começou a punhetar o caralho. - Deixa que eu faço isso para você. Ela entregou-lhe a mamadeira. Postou-se entre as per- nas do negrão e chupou seu caralho, punhetando-o de vez em quando. Tinha uma técnica apurada, e logo o negrão es- tava gozando. Mas a quantidade de esperma lançado não deu para encher a mamadeira. Ele pediu que ela continuasse. Já tinha gozado várias vezes com a médica. O efeito do líquido verde já estava esmaecendo em suas veias. Porém, não arris- cava tomar nova dose. Ela se empenhava em chupá-lo. Ele
  • 59.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 59 avisou que ia gozar de novo e ela ajudou-o a escorrer a porra na mamadeira. Ele pegou um pouco do líquido esverdeado e misturou com as gozadas. Disse para ela: - Tome. Dê para a tua filhinha. Ela deve tomar o máxi- mo possível. - Eu também vou querer. - Disse ela, com um olhar pidão e demonstrando estar excitada. - O senhor ainda tem leitinho para mim? - Só se for no cu. Ela largou a mamadeira num canto e levantou o vesti- do simples que usava. Virou-se de costas para ele, e já estava sem calcinha. Puxou uma cadeira velha, que estava ao lado, e sentou-se nela, virada para o encosto. Pediu: - Fode. Fode sem pena, que eu aguento. Ele ainda estava de pau duro, sob efeito do líquido. O sol já despontava, com seus raios cor de laranja. A menininha dormia. Ele aproximou-se da mãe e lhe parafusou a pica no rabo. Ela abriu-se mais, com as mãos, e relaxou o ânus. Ele empurrou a cabeçorra, mas ela era muito apertadinha por ali. Ele parou, achando que ela não iria aguentar. - Vai, meu senhor. Fode sem medo. Já aguentei maiores. Ele sabia que não era verdade. Nunca conhecera nin- guém que tivesse um pau mais avantajado que e o dele. Por isso, empurrou devagar. Mas não esperava que ela projetasse o corpo para trás, se estrepando de uma vez na pica dele. Seu movimento o pegou de surpresa. Ele gozou ime- diatamente no cu dela.
  • 60.
    O HOMEM QUEMATOU MONA60 8. A mulher-sanduba Tomasini estava esgotado. Sentia as pernas bam- bas. Preferiu ir-se embora. Outro dia, volta- ria a foder a puta. Retornou ao hotel e quis alugar um quarto. O jovem recepcionista falou baixinho: - O senhor pode ficar num dos quartos mas não pre- cisa pagar. Depois, eu dou um jeito. Eu soube que as moças ocuparam teu barraco. Ouvi uma conversa da morena que está hospedada aqui com a ruiva. - A ruiva está aqui? - Sim, chegou faz pouco tempo. Procurou pelo senhor. Eu disse que não sabia do teu paradeiro. O negrão pensou que não devia estar ali. Se a ruiva o visse, decerto iria querer trepar com ele. Sentia-se mole das várias gozadas dadas: com a médica e com a puta. Ia embora, inventando uma desculpa qualquer, quando viu a jornalista.
  • 61.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 61 Ela se aproximou e deu-lhe um longo beijo. Pediu para que ele fosse ao seu quarto. Ele disse: - Se está querendo sexo, estou fora. Não me sinto mui- to bem. Estou todo dolorido. Até parece que levei uma surra. - Deve ser gripe. Venha, estava mesmo querendo uma foda contigo, mas vamos cuidar desse vírus. Tenho alguns remédios lá encima, que sempre carrego na bolsa para essas necessidades. Ele subiu com ela, mas não viu nenhuma das policiais. Entraram no dormitório e ela pediu-lhe que tomasse um ba- nho frio. Ele o fez e saiu do banheiro mais revigorado. Ela perguntou: - O que foi aquilo que pediu que o recepcionista me entregasse? Um livro em branco? - O livro é o segredo do meu sucesso, Badhia. Você pode não acreditar, mas é um livro mágico. - Verdade? E como pode me demonstrar isso? - Não é tão fácil, mas vamos tentar: escreva um desejo erótico em uma de suas páginas. Isso, quando estiver perto de dormir. Saberá do que estou falando. Ela esteve com o velho livro nas mãos, analisando-o. Folheou suas páginas, comprovando que ele estava mesmo em branco. Pegou uma caneta de dentro da bolsa e fez men- ção de escrever algo. - Melhor que seja alguma poesia. Costuma surtir um efeito melhor. - Poesia? E eu lá sou poetisa? - Não importa. Escreva qualquer coisa. Pode ser algo que você leu em algum lugar. Ela escreveu: “Quero ser fodida por esse negrão Perder meu cabaço com ele agora
  • 62.
    O HOMEM QUEMATOU MONA62 Fazer minha bocetinha feliz Satisfazer esse imenso tesão Badhia esteve esperando por uns segundos, depois disse: - Cadê? Não aconteceu nada? - Eu já te disse: o efeito você só vai ver quando dormir. - Pois eu vou me deitar agora. Estou curiosa. Pegue os remédios na minha bolsa. Estão lá. Ela deitou-se e o negrão tomou uns comprimidos para febre. Sentia, realmente, o corpo quente. O local onde fora aplicada a injeção voltara a doer. Isso nunca havia aconteci- do antes. Só sentia dor no momento após a picada. Depois, não. Será que o líquido esverdeado estava perdendo suas ca- racterísticas milagrosas? Deitou-se na cama, ao lado da jo- vem. Pouco depois, adormeceu. A jornalista não demorou muito a dormir. Sentiu o corpo leve, depois pegou no sono. Despertou com batidas na porta do quarto. Olhou para o negrão, e este dormia ao seu lado, de bruços. Ressonava. Ela foi abrir. Deparou-se com dois gêmeos na porta do quarto. Eram idênticos ao pesca- dor. Até o mesmo sorriso que o sujeito tinha. - O que os senhores desejam? Só então, percebeu que estava totalmente nua. Pediu licença e ia fechar a porta, quando um deles disse: - Não se dê ao trabalho de vestir uma roupa, para de- pois nós a tirarmos de novo. - Vocês são irmãos do negrão? - Não. Imagina. Somos ele, não percebe? - Isso é impossível. Devo estar sonhando. Como des- cobriram que estávamos aqui? - Você nos mandou um recado, não lembra?
  • 63.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 63 - Devem estar enganados. Eu não lhes mandei recado nenhum. Nem sabia da existência de vocês... - Não importa. Viemos te satisfazer um desejo. – Disse um deles, já entrando no quarto. - Se não saírem imediatamente, grito por socorro. - Ninguém vai te ouvir. Pode fazer isso. Mas estaría- mos perdendo tempo. - Tempo para quê? - Para te foder, é claro. Ela gritou pelo negrão. Ele sequer se mexeu. Ela correu até o quarto e lhe sacudiu o corpo. Ele parecia estar mor- to. Sua pele estava pálida e seu corpo estava gelado. Ela se aperreou. Empurrou os gêmeos da sua frente e desceu. Não encontrou ninguém na portaria. Olhou para fora e não ha- via movimento de pessoas, nem de carros. Tentou sair e a porta de entrada estava trancada. Assustou-se quando ouviu passos. Eram os negrões descendo as escadas. Um deles a imobilizou por trás e o outro a beijou demoradamente. A jovem sentiu um gostoso arrepio por todo o corpo. Rela- xou, esperando que ele a beijasse novamente, mas foi o outro quem o fez. Quando o cara a beijou de língua, todo o ser dela estremeceu. Sentiu algo lhe escorrer pelas coxas e percebeu ser seu gozo. Um deles lhe meteu a mão entre as pernas. Ela relaxou. Ele disse: - Ela já está pronta. Sua vulva está encharcada de tesão. Soltaram-na. E começaram a se despir. Um tinha um caralho enorme, maior até do que o do negrão. O outro ti- nha um pau mais curto, mas bem mais grosso. Este deu-lhe uma lambida na orelha que a fez novamente se estremecer. Depois, pediu que ela ficasse de quatro. Ela não conseguiu contrariar sua ordem. Parecia enfeitiçada. O de bilola grossa passou cuspe na mão e se ajoelhou perante ela. O outro se posicionou atrás dela. A moça já sabia o que ia acontecer.
  • 64.
    O HOMEM QUEMATOU MONA64 Contraiu o ânus. Esperou ser espetada por ali, mas isso não aconteceu. O que estava à sua frente lambuzou o cacete e a periquita dela, depois parafusou a pica ali. Ela abriu muito os olhos. Estava apavorada. Queria que sua primeira foda pela frente fosse delicada, e não um estupro. Arriscou gritar, para chamar a atenção de quem estivesse por perto. Os gê- meos nem ligaram. Aí, ela sentiu o sangue escorrer por suas pernas. Tam- bém sentiu um ardor na boceta, indicando que havia perdi- do o cabaço. Começou a chorar: - Não. Assim, não. Não quero. Quero ser descabaçada com delicadeza... O sujeito fez que não tinha ouvido seu lamento. Ela estava de joelhos e ele a abraçou. Sentiu o pênis grosso dele entrar mais um pouco. Chorou para que ele parasse, mas não houve jeito. Resolveu relaxar. Também se abraçou ao cara e até ajudou nos movimentos de cópula. Então, teve seu primeiro orgasmo vaginal. O sujeito, que ainda não tinha enfiado todo o grosso caralho, fê-lo, finalmente. Ela se sentiu arrombada, tal o di- âmetro da pica. Gemeu mais uma vez, gozando. Aí, o outro, que até então não se manifestara, tocou o ânus dela com o pênis. Ela teve um sobressalto e jogou o corpo para frente, se estrepando mais ainda no pau do que lhe fodia a xana. Então, o que estava por trás pegou com as duas mãos na sua cintura e pressionou-lhe o cu com a rola. Logo ela estava empalada pela frente e por trás. Urrava gritando de dor e de prazer. Gozou várias vezes seguidas. Quando já não aguen- tava mais, quis sair dos dois. Viu o negrão apontar na escada. Gritou por ele. No entanto, quando achava que o pescador vinha lhe
  • 65.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 65 salvar, eis que este, já nu, meteu-lhe o caralho dentro da boca. - Chupa. Até tirar meu leitinho...
  • 66.
    O HOMEM QUEMATOU MONA66 9. A contorcionista Badhia deu um pulo da cama. Estava apavorada, suan- do muito. Olhou para o lado e o negrão estava lá, dor- mindo a sono solto. Sentiu a vulva molhada e levou a mão ali. Encontrou-a ensopada. Olhou para a mão e se assus- tou. Sangue. Depois, suspirou aliviada. Tinha menstruado. Correu para o banheiro, deixando pingos rubros pelo chão. Tomou um banho demorado, fazendo o asseio. Não contava em menstruar tão cedo. Não tinha nenhum absor- vente. Teve que rasgar uma blusa de malha para fazer de ta- pume, para não ficar escorrendo sangue. Estava ainda agitada. O sonho que teve havia sido mui- to intenso, como se tudo aquilo estivesse acontecendo, mes- mo. Aí, viu o livro recebido do negrão jogado num canto e entendeu:
  • 67.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 67 - Porra, o negrão tinha razão. Esse livro é foda. Não me admira que ele tenha escrito um romance tão erótico. Mas quem seria a tal Mona? Amanhã, pergunto a ele. Quando o escritor acordou, no entanto, ela estava dor- mindo. Ele tomou novo banho e saiu. Como não encontrou o amigo recepcionista, resolveu-se a fazer o desjejum no bar. Pensava em comer um cuscuz com carne cozida, ou uma ma- caxeira com charque. Quando chegou lá, no entanto, o bar estava fechado. Estranhou. Como estava ainda com a chave dada pela dona do estabelecimento, arrodeou e abriu a porta. O que viu, o deixou estarrecido. A dona do bar jazia sobre a cama, com a garganta cor- tada de orelha a orelha. Os olhos mortos arregalados diziam que ela havia sido morta de surpresa. Talvez não conhecesse o seu assassino. Mas não reagira, já que os móveis do quarto continuavam no mesmo lugar, sem sinais de luta no local. Voltou para o hotel e tocou uma campainha sobre o balcão. Seu amigo recepcionista apareceu, ainda sonolento: - Desculpe não atender logo. Estava tirando uma sone- ca. A esta hora, o povo ainda está dormindo. - As duas federais estão aí? - Sim, dormem em quartos separados. Por quê? - Chame-as. Houve um crime. ******************** - Saberia dizer se sumiu alguma coisa dela? Ouvi dizer que você costumava beber aqui, e que ficou tomando conta do bar, quando tua amiga foi nos buscar no Recife. Ele deu uma olhada em volta, no quarto. Depois se di- rigiu ao salão do bar. Foi quando percebeu que o “peixe” já não estava no aquário. Este estava vazio. Avisou a morena de
  • 68.
    O HOMEM QUEMATOU MONA68 longos cabelos. Esta disse para a ruiva: - Veja se colhe alguma impressão digital no vidro, Bru- na. Depois, voltando-se para o pescador, perguntou: - Alguém sabia que viríamos dar uma olhada no que estava no aquário? - Só a defunta, a jornalista, um funcionário do hotel e… - E?… - E mais ninguém. - Disse ele, sem querer acreditar que a médica, ou a puta, pudesse ter assassinado a pobre dona do bar. A prostituta Sandra sabia das propriedades curativas do bicho, mas ele nunca tinha falado dele para a médica. Porém, não duvidava nada que ela tivesse sabido por alguém da vila. - Todos da vila conheciam a criatura dentro do aquá- rio? - Perguntou a ruiva. - Todos. Quando o pesquei, cada um que viesse dar uma olhada. Mas, depois de matarem a curiosidade, perde- ram o interesse. - Suspeita de alguém? - Perguntou a morena. - Não. - Mentiu ele. - Acho que é melhor nós chamarmos Cassandra. Teu irmão saberia desvendar esse mistério rapidinho. - Afirmou Bruna. - Cassandra está numa missão em São Paulo. Não po- derá vir. Temos que, nós mesmas, resolvermos essa parada. - Disse a outra. - Têm ideia do motivo pelo qual a mataram? - pergun- tou o negrão, se referindo à dona do bar. - Para levar o “peixe”, lógico. - Respondeu a morena. - E você, Bruna, ligue para os nossos homens que estão guardan- do o barraco do nosso amigo escritor. Quero falar com eles. - Sim senhora.
  • 69.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 69 Mas ninguém atendeu à ligação. Então a morena orde- nou: - Vocês dois vão dar uma olhada lá. Eu fico aqui, inves- tigando e falando com os aldeãos, para descobrir se viram algo suspeito neste bar, ontem. Quando o casal chegou ao barraco do negrão, não en- contraram ninguém. - Tem certeza de que havia alguém vigiando? Não vejo vivalma. - Falou o negrão. - Sim, ontem só saímos daqui quando os dois agentes da PF chegaram para nos dar apoio. Ficaram de pegar o “pei- xe” no bar, hoje. Devem estar por perto. A ruiva chamou os dois pelos nomes. Ninguém res- pondeu. Então, o pescador percebeu marcas na areia branca perto do barraco: - Veja, parece que alguém foi arrastado daqui. - Disse, apontando os rastros. Seguiram os sulcos no chão, que ia em direção a uns arbustos que rodeavam o barraco. Atrás do mato, viram os corpos dos dois policiais. A ruiva ligou para a morena. Logo depois de desligar, dizia: - A irmã de Cassandra pediu-nos para esperar aqui. Virá daqui a duas ou três horas. - Como é mesmo o nome dela? - Nunca soube. Gosta de ser chamada de Lua. Por quê? - Simples curiosidade. Bem, você fica aqui. Eu tenho muito o que fazer. - Disse ele, sem querer revelar que preten- dia visitar a médica. - Não senhor. Lua disse para ficarmos, nós dois. Não queiramos contrariar aquela fera. - Está bem. O que podemos fazer, enquanto ela não
  • 70.
    O HOMEM QUEMATOU MONA70 chega? - Isso é pergunta que se faça? - Estranhou a ruiva. - Nós fodemos, claro. - Confesso que estou meio esgotado. O dia de ontem foi puxado, pra mim. - Não se preocupe. Tenho um santo remédio para can- saço. Pouco depois, ela aplicava o líquido verde na coxa dele. O negrão deu um longo grito e perguntou: - Onde conseguiu isso? - Pegamos de um inimigo nosso, um tal padre Lázaro (*), num dos últimos confrontos que tivemos com ele. Passei meses analisando esse composto e ele é uma maravilha sexu- al. Pena que o cara sumiu, e meu estoque está quase acaban- do. Mas vou gastá-lo por uma boa causa. Deixaram os cadáveres onde encontraram e entraram no barraco. Ela já foi tirando a roupa pelo caminho. Ajudou -o a se despir, também. Ele jogou-a sobre a cama. Ela agar- rou-se a uma escora do telhado, que tinha por trás da cama, e arreganhou-se toda, pois era uma contorcionista. A boceta e o cu ficaram expostos para o sujeito. A cabeça dela estava bem projetada para frente e perto da sua boceta. É que ela ti- nha dobrado o corpo pra gente, entre as pernas, ficando com o queixo colado à testa da vulva. Estava posicionada na borda da cama. O negrão posicionou-se perto dela, de modo que a rui- va pudesse ver bem de perto o seu pau entrar-lhe no cu ou na xoxota. Ela ronronou: - O cardápio é à sua escolha: cu ou boceta? - Você sabe do que eu gosto. Dito isso, o negrão, sem lubrificar, lhe enfiou a pica no cu. Ela gemeu feliz. Quando o caralho se escondeu totalmen-
  • 71.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 71 te no ânus dela, ele o retirou e fincou em sua boceta. Ela ge- meu mais demoradamente. Ele ficou revezando, do cu para a vagina, até que ela começou a gozar: - Ui, ai, uuuuuiiiiiiiiii. Vai, puto roludo. Mete sem dó. Já havia me esquecido do quanto é gostosa, essa pica. Ele continuava revezando os orifícios. Mas não demo- rou muito a anunciar a primeira gozada. Ela desfez a posição incômoda e agarrou-se ao caralho dele. Mamou-o, até não sobrar nenhum vestígio de porra. Depois, tornou a ficar na mesma posição anterior, expondo os sexos. Ele mandou rola. Logo, atingiu seu segundo orgasmo, seguido de mais dois, cada um vertendo meio mundo de espermas. Enquanto ele metia, ela murmurava: - Xoca, xoca, xocaxocaxocaaaaaaaaaaaaaaaa… Quando a morena chegou, acompanhada de um coroa que se fazia xerife do local, quis ver os dois agentes mortos. Tinham cortes, cada um, abrindo-lhe a garganta. O xerife só fez atestar as mortes, depois foi embora. As duas policiais es- tivera conversando, depois a tal Lua disse: - Soube que você chegou aqui dizendo ter assassinado alguém. Então, não minta para mim: quem você matou? - Está desconfiando de mim? Acha que matei a dona do bar e teus amigos? - Faz parte do meu trabalho perguntar. Quem você ma- tou? O negrão esteve um tempo calado, depois disse: - No dia que eu falei isso, estava terrivelmente bêbado. Acho que me referia a uma personagem dos meus livros, que resolvi matar, pois fiquei sem motivação para fazer-lhe novas histórias. Depois, me arrependi, pois fiquei sem ideias para escrever novos livros. Só pode ter sido por isso. Não seria
  • 72.
    O HOMEM QUEMATOU MONA72 capaz de matar uma pessoa, por mais mal que ela tivesse me feito. - Conversa. Não acredito em você. Portanto, não saia do povoado. Vou querer ficar de olho em você. - Como queira. Então, não me interessa mais estar aju- dando-as. Vou-me embora. - Eu também vou querer falar de novo com você. - Dis- se a ruiva, piscando-lhe um olho. - Se eu tiver direito, gostaria de um favor teu. - Falou o negrão, se dirigindo a ruiva. - Diga. - Tem uma jovem, uma putinha da comunidade, que sabe algo sobre o peixe. Converse com ela. Foi para isso que te chamei aqui. - Onde ela mora? - Pergunte a qualquer um. É a única puta do lugar. A ruiva o beijou nos lábios, demoradamente. A more- na não percebeu, pois estava examinando os cadáveres dos agentes. Ele foi-se embora sem se despedir dela. Tinha ur- gência de chegar à casa da médica. Temia que seu namora- do fosse o autor dos assassinatos. Encontrou-a tranquila em casa, tomando um chá quente. - De volta? A garotinha piorou? - Não, senhora. Mas aconteceu algo terrível na comu- nidade: três pessoas foram assassinadas, inclusive uma amiga minha. E todas as mortes têm as características do modo de agir do teu amante. - Acha que foi ele? - Sim, acho. Só pode ter sido. - E por que ele faria isso? - Talvez para roubar a criatura que capturei há anos, quando cheguei aqui, antes de vocês. - Do que está falando?
  • 73.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 73 O escritor esteve falando por longo tempo sobre o seu achado, e sobre a descoberta da jovem prostituta, que deu a água do aquário para sua filha beber. A curiosidade demons- trada pela velha médica dizia que ela nunca houvera ouvido falar do tal “peixe”. Fez-lhe um monte de perguntas. Disse que a criatura poderia ser a cura para a sua doença. Estava animada em voltar às suas pesquisas. Mas não podia se en- contrar com as federais. Mesmo assim, estava disposta a se entregar, para participar das investigações, junto com as poli- ciais. Tomasini pediu que ela tivesse paciência, pois iria son- dar as agentes. Talvez, por cooperação, as mulheres abrissem mão de prendê-la. Ficou de voltar lá para dar-lhe a resposta. Enquanto isso, ela tratasse de saber o paradeiro do padre. Ele teria que provar a sua inocência. Quando saiu da casa da médica, ele voltou para o hotel onde estava hospedado. Encontrou a jornalista ainda dor- mindo. Ela parecia estar sonhando, pois sorria e meneava o corpo sensualmente. Achou por bem não acordá-la. Aí, um vulto aproximou-se dele. Estava totalmente nua e tinha lon- gas madeixas, arrastando no chão. Entregou uma garrafinha de uísque a ele. - Você sabe que eu só bebo Campari. Quando muito, uma cerveja. Ela sorveu a garrafinha de um gole só. Depois, pegou o livro de capa de couro que estava próximo à cama onde a jornalista dormia e o folheou. Sorriu, ao ler o poema escrito: - Ela escreve melhor do que eu. Tem futuro, a menina. Vai deixar o livro com ela? - Pretendo. - Ela tem maturidade para usá-lo? - Foi você quem pediu que eu o entregasse a ela. Deve saber.
  • 74.
    O HOMEM QUEMATOU MONA74 - Não lembro. Começo a misturar minha história com a tua. Não sei mais qual é a de quem. - Não me importa. O que quero é me livrar de você. Aí o vulto sumiu, levando o resto do uísque que tinha na garrafinha. Ele deitou-se perto da jornalista. Ela acordou. (*) Ler a série BELEZA MORTAL, publicada por este autor.
  • 75.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 75 10. Melhor do que Viagra Ajornalista espreguiçou-se, depois deu um bei- jo nos lábios do negrão, desejando-lhe um bom dia. Ele lhe respondeu com carinho. Ela esteve toman- do banho cantando uma melodia qualquer, que ele não conhecia. Parecia feliz. Perguntou, lá do banheiro: - Quem é Mona, amor? Você se baseou em alguém para escrever teus livros sobre ela? - Mona é uma advogada, que certa vez encontrei num antiquário, num dia de chuva. Conhecê-la foi um momento mágico. - Chegaram a ficar juntos, namorar, essas coisas? - Estivemos casados por uns tempos. Acho que foi quando comecei a idealizar a personagem do livro. Já nem me lembro… - Cadê ela? - Não sei. Depois que nos separamos, cada um seguiu
  • 76.
    O HOMEM QUEMATOU MONA76 seu caminho. - Mas por que se separaram? - Ela tinha muito ciúmes de mim. Confundia cada per- sonagem que eu criava com alguém que ela conhecia. Achava que eu a havia traído várias vezes com amigas dela. Chegou um tempo em que a nossa vida virou um inferno. Passamos a brigar diariamente. Para a separação, foi um pulo. - Entendo. Estive sonhando com uma mulher muito sensual, de cabelos enormes. Ela era assim? Ele demorou a responder. Achava estranho ela ter so- nhado com alguém que não conhecia. Alguém que ele tinha assassinado. Ou será que não? - Não. Ela tinha cabelos curtos e sedosos. Era belíssima. Ela esteve calada por uns tempos. Depois, disse: - O livro parece, realmente, ser mágico. Tive sonhos estranhos, que pareciam bem reais. Todos, sonhos eróticos. Acordei excitada e quis te chamar, mas você estava dormindo tão tranquilo… - Agora estou acordado. - Mas eu menstruei. Estou de “boi”, como dizemos em Recife. - E daí? Esse “boi” não tem cu, não? - Oh, amor. Isso é piada velha. - Disse ela, saindo do ba- nheiro, se enxugando. Aproximou-se dele e deu-lhe um beijo demorado. Depois, falou: - Melhor não. Não quero foder assim. Espere eu estar melhor e transaremos. Até porque temo sujar os lençóis da cama. - Tenho algo para te dizer: houve três assassinatos on- tem. E roubaram a criatura, lá do bar. - Nossa, pra quê iriam querer um bicho feio daqueles? - Uma das pessoas assassinadas era justamente a dona do bar. Acho que a mataram para levar o “peixe”.
  • 77.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 77 - Jura? - espantou-se ela – mataram a minha amiga Ze- finha? - Sim. Lhe cortaram a garganta. - Meu Deus. Tenho que investigar esse crime para o matutino onde trabalho. Se eu conseguir o desvendar, pode ser a minha porta de ingresso ao jornal. - As duas policiais federais já o estão investigando. Principalmente porque os dois agentes que vieram acompa- nhá-las também foram assassinados. - E o que é que você está esperando para me levar até as agentes federais? Pouco depois, estavam no casebre onde o negrão mo- rava. As duas policiais estavam empenhadas em colher vestí- gios dos possíveis assassinos. A jornalista esteve conversando com ela e fazendo umas anotações num bloco. O negrão fi- cou à distância, para não “contaminar” a cena do crime. Aí, o recepcionista apareceu, sem seu uniforme de trabalho. Esta- va de folga. Perguntou ao escritor: - Já falou a ela da médica que cuidou de Sandra? Talvez ela possa ajudar nas investigações… - Falou de quem? - Perguntou a morena da PF, demons- trando que escutava de longe. - Nada não. - Gritou o negrão. A morena se levantou, pois estava acocorada exami- nando o chão, e veio até eles. Disse: - Você está me escondendo informações. Desde o iní- cio, percebi isso. Desembuche por bem, ou terá que fazê-lo por mal… - Ela disse, entredentes, ao negrão. Ele olhou atravessado para o recepcionista, depois abriu o jogo: - Há uma médica que mora aqui que andou cuidando de uma amiga do rapaz. Ela sabe do “peixe”. Que ele tem po-
  • 78.
    O HOMEM QUEMATOU MONA78 der milagroso. E tem um companheiro violento. A princípio, pensei que ele tinha atacado a dona do bar para roubar o bi- cho. Mas a médica me jurou de pés juntos que ele não está mais no povoado. - Como se chama essa médica? - Perguntou a ruiva Bru- na, que também ouvira a conversa. Tinha vindo até o grupo. - Maria. Não sei seu sobrenome. - Ela é nova ou velha? - Já tem os cabelos brancos. - Disse o negro. - O companheiro dela é um cara magro, com cara de mau? - Esse mesmo. As duas policiais se entreolharam. A morena disse: - Leve-me imediatamente à casa dessa senhora. Com certeza, ela ou o padre são os assassinos da dona do bar e dos meus companheiros. No entanto, quando chegaram na casa da médica, não havia ninguém. A residência estava desarrumada, como se a doutora tivesse fugido às pressas. A morena soltou um palav- rão. Depois, fez uma ligação. - Oi, Cassandra. Acho que localizamos a dupla do mal, Maria Bauer e seu companheiro assassino. O que faremos? Esperou alguém falar do outro lado da linha e disse: - Não, não temos reforços. Ok. Vou te passando os in- formes. - Ele vem? - Quis saber a ruiva. - Por enquanto, não. Está a ponto de findar sua missão. Pediu que investigássemos, mas com cuidado, pois não te- mos cobertura. - Entendo. Aquela dupla é infernal. Não nos convém le- var essa investigação adiante sozinhas. Não é melhor esperar por teu irmão? - Não. Arriscamos perder a dupla. Ainda devem estar
  • 79.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 79 por perto. Vamos deter o negrão. Talvez a médica venha atrás dele. - Não existe cadeia no povoado. - Afirmou o recepcio- nista, que assistia a tudo calado. - Então, o trancafiaremos no meu quarto! A morena deixou Bruna continuando as diligências e fez questão dela mesma voltar ao hotel. Veio com o recep- cionista, que ficou responsável por trazer o “xerife” até ela, e com o negrão. Quando ambos chegaram ao quarto, a morena falou: - Este quarto tem grades nas janelas. Você ficará tran- cafiado aqui até resolvermos esse caso. Desconfio que o padre Lázaro vai tentar te matar. Aqui dentro, será mais difícil dele te alcançar. Eu mesma cuidarei da tua segurança. - Acredita que eu tenha algo a ver com os crimes? - Sinceramente, sim. Então, a partir de agora tua vida corre perigo. O padre é perigoso. E muito inteligente. - Ué, mas não fiz nada contra ele… - Ele saberá que soubemos que a dupla está aqui através de você, e vai querer se vingar. - Entendo. Vai ficar o tempo todo comigo? - Pretendo. - Disse ela tirando toda a roupa. - Mas vou tomar um banho, antes. Tome essa arma e esteja atento. - Não entendo nada de armas. Melhor que fique com você. Ela destravou a arma e ensinou-lhe rapidamente como usá-la. Entregou novamente a pistola a ele. O negro falou: - Não tem medo que eu te renda com esse brinquedo e escape daqui? - Tente. Não iria longe. E eu estou querendo te proteger. Portanto, esteja atento. Quando a morena entrou no banheiro e afastou a cor-
  • 80.
    O HOMEM QUEMATOU MONA80 tina, levou um murro na testa. Foi projetada longe e caiu com todo o corpo. O padre Lázaro avançou para cima dela, arma- do de um afiadíssimo punhal. O negro gritou: - Pare ou atiro. Deixe-a em paz e vá-se embora. Não quero ter que matá-lo. - O padre olhou bem dentro dos olhos dele: - Não teria coragem de atirar. O negro, no entanto, apertou o gatilho. O padre foi lan- çado contra a parede do box, por causa do impacto da bala no ombro. Mas levantou-se com espantosa habilidade, e par- tiu para cima do escritor. Este demorou a voltar a engatilhar a pistola. Teria sido rapidamente assassinado, se uma voz não gritasse: - Pare, Lázaro. Chega de mortes. Este jovem é meu amigo. Não vou permitir que o mate. - Ele atirou em mim. - Eu o faria, novamente, se você tentar algo contra os dois. - Disse ela, apontando uma pequena pistola para o ex companheiro. - E você sabe que eu tenho coragem de ati- rar. Portanto, vá para o nosso novo esconderijo. Rápido, pois pode aparecer alguém alertado pelo estampido. Logo estarei lá, para cuidar desse ferimento. - Quer deixar a policial viva? Não entendo você… - Já disse: chega de mortes. Vim dar meu recado, e não matar alguém. Depressa. Vá-se embora. O padre saiu sem olhar para trás. O negrão relaxou da tensão. Viu a morte de perto, e ainda estava se tremendo. Tentou socorrer a policial, mas a doutora disse: - Ela está bem. Apenas desacordada. O murro pegou na testa. O meu ex companheiro a queria viva. - Por que mataram aquelas pessoas, principalmente a dona do bar? Que mal ela lhes fez? Só para roubar um peixe? - Não matamos ninguém. Nem roubamos a criatura.
  • 81.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 81 Acredite em mim. - Como posso acreditar nisso? Bastou eu te dizer das propriedades curativas da criatura, e logo acontece isso? - Não fomos nós. Mas tenho interesse nesse animal. Então, dê um recado a essa policial aí no chão: estou disposta a me entregar, por quanto tempo durar as pesquisas que pre- tendo fazer, em parceria com a PF. Quero fazer algo que este- ja dentro da Lei. Até porque não tenho mais os equipamentos necessários para pesquisar. - Está oferecendo uma trégua? - Sim. Mas, depois de terminada as pesquisas, quero a minha liberdade de volta. Isso é inegociável. Meu ex compa- nheiro também não entra no acordo. Estará livre, para o caso dos policiais não cumprirem sua parte. Aí, não me culpem pela retaliação. - Acha que os Federais vão querer esse acordo? - Tenho certeza. - E se te prenderem? - Eu morro. Mas morro feliz. Sei que Lázaro me vinga- rá. O negrão esteve pensativo, depois perguntou: - Você tem ideia de quem matou essas pessoas? - Eu tenho a certeza. Mas não vou te dizer. Não consigo mais confiar em você. Provou que não consegue guardar se- gredo, e que faz juízo errado de nós. Mas o recado está dado. Vou-me embora. Deve ter alguém subindo, querendo saber que barulho de tiro foi aquele. - Como entro em contato contigo? - Eu é que entro em contato com você. Mas, se quer fa- cilitar, volte ao teu barraco por uns dias, sempre à meia-noite. Quando a morena acordou, ele lhe deu o recado. Não apareceu ninguém para saber o motivo do tiro. A policial viu os pingos de sangue no chão e olhou assombrada para ele:
  • 82.
    O HOMEM QUEMATOU MONA82 - Você enfrentou e feriu o padre? - Sim. - Uau, garoto. Merece uma foda por isso. - E o acordo proposto pela médica? - Deixa eu consultar meu irmão. Não quero essa res- ponsabilidade sozinha. Ela disse que sabe quem é o assassi- no? - Sim. Parecia ter certeza. - Estranho, essa porra querer nos ajudar, agora. Deve ter algo por trás dessa decisão. - Com certeza. Mas eu arriscaria o acordo. Não vai ligar para o teu irmão? - Depois. Estar viva me deixa eufórica. Jamais imaginei sobreviver a um confronto com o padre assassino. Por isso, fiquei a fim de foder. - Assim, de repente? - Está reclamando do quê? Você não está afim? - Não é isso. É que estou impressionado com a sua dis- posição. Quase ainda agora, estava querendo me prender. - Para te proteger, já tinha te dito. Deixe de lamúrias. Se não quiser me foder, procuro outro… Num instante, estavam se beijando. Ela foi baixando a boca pelo corpo dele, em direção ao seu enorme caralho. Aí, viu as picadas de injeção em suas coxas. Perguntou: - O que foi isso? Você se droga? - Sim, mas de uma forma diferente. Conhece o “Sangue de Cristo”? - Como você conhece esse composto? - Perguntou ela, cismada. - A médica já mo aplicou diversas vezes. E, recente- mente, tua amiga ruiva também o fez. - Bruna? Mas isso é segredo da Polícia Federal. Não era para ser usado tão vulgarmente. - Sem ele, eu não poderia te foder condignamente. Es-
  • 83.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 83 tou esgotado. Já gozei várias vezes hoje. - Não me diga que tem amostras daquela coisa… - Tenho pouco, mas tenho. Se me deixar ir ao meu quarto… - Eu vou com você. Quando ele lhe mostrou as ampolas, ela pegou uma. Pediu-lhe uma seringa com agulha e ela mesma aplicou o lí- quido esverdeado nele. O cara deu um berro, depois seu ca- ralho endureceu imediatamente. Ela disse: - Assim está mais interessante. Mete na minha xaninha, mete. - Eu prefiro te foder o cu. - Só se me satisfazer a periquita. Aí, eu deixo. Ela o empurrou sobre o sofá. Estavam ambos nus. Ela subiu em seu colo, de frente para ele. Beijou-o de língua. Ele apalpou seus seios e lhe lambeu os biquinhos. Ela estava se- denta de sexo. Pegou uma das mãos dele e a colocou sobre a tabaca. Ele continuou lambendo os biquinhos, enquanto en- fiava-lhe o dedo na vulva. Ela gemeu alto. Rebolou no dedo dele. Mas afirmou: - Eu quero esse caralho enorme, e não dedo, porra. Me dá. Ela mesma apontou o rebolo para a boceta e se enfiou nele. Estava taradona. Com algum esforço, estrepou-se até o talo. Depois disse: - Agora, fode. E só pare quando eu não aguentar mais...
  • 84.
    O HOMEM QUEMATOU MONA84 11. Ela sabia tudo sobre sexo Foram várias fodas, mas nenhuma por trás. Mas o efeito do líquido verde já estava passando e o negrão se sentia esgo- tado. Ela também. Foram tomar banho juntos. Ele perguntou: - Não vai me dizer o teu nome? Ela esteve pensativa, depois disse: - Meu nome é Cassandra. - Cassandra não é o nome do teu irmão? - Não, mas essa é uma longa história. - Temos bastante tempo. E eu gostaria de ouvi-la. - Terminemos de tomar banho e voltemos para o meu quarto. Lá, te conto. Quando voltaram ao quarto onde estava hospedada, ela pediu pelo interfone uma dose dupla de uísque. E um Campari para ele. Então, começou a falar: - Nasci Cassandra. Meu irmão tinha outro nome, que
  • 85.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 85 não posso te dizer. Mas, logo cedo, ele assumiu a minha iden- tidade. - Como assim? - Ele era super protetor comigo. Nossa mãe vivia o tem- po todo bêbada. Havia sido vendida, quando adolescente, para uns gringos, que a escravizaram e a prostituíram. Le- varam-na para os EUA e pintaram o sete com ela. Porém, ela conseguiu fugir e voltar para o Brasil. Mas já estava grávida de nós dois. “Passou a beber e nos obrigava a pedir esmolas nas ruas, para manter seu vício de bebidas e drogas. Quando eu voltava e tinha trazido pouca grana, ela me batia. Meu irmão sempre foi mais esperto e conseguia dinheiro. Então, para que eu não apanhasse de minha mãe, vestia-se como eu. Le- vava a surra por mim, pois somos tão parecidos que minha mãe não conseguia distinguir um do outro. Depois, houve um tempo em que ele só vivia vestido com minhas roupas. Dessa forma, mamãe não conseguia saber quem era quem. Aí, ela morreu de tanta cachaça e drogas. Meu irmão prometeu vingá-la, e até hoje odeia grin- gos.” - É, Bruna me contou. Ele continua te protegendo? - Sim. Cada vez mais. Principalmente, quando estamos em alguma missão perigosa. - Disse ela, ingerindo quase a metade da dose. O negrão bebia seu Campari com parcimô- nia. - Não vai ligar para ele, contando-lhe as novidades? Ela demorou a responder. Depois, disse: - Não. Pretendo me virar sozinha. É minha chance de mostrar a ele que sou capaz. - Entendo. Se precisar de ajuda, pode contar comigo. Mas terá que me soltar desta prisão. Ela sorriu. Depois, afirmou:
  • 86.
    O HOMEM QUEMATOU MONA86 - Não há mais necessidade de você estar preso neste quarto. Por pouco não fomos mortos. O padre é muito inte- ligente, como te disse. Acharia outra forma de nos matar, se continuarmos trancafiados aqui. Não. Quero lutar com ele em campo aberto. - Não acredito que ele vá reaparecer. A menos que não permita a médica de trabalhar com vocês. - Tem razão. Pode dar-lhe o recado que eu aceito a tré- gua. Perto da meia-noite, o negro estava em seu barraco, abandonado pela PF depois que roubaram o “peixe”. Tinham lhe dado um bom dinheiro, pelo tempo que passou sem po- der pescar. A noite não tinha lua. Ficou sentado num banco de madeira, na frente do barraco. Aí a médica apareceu do nada: - Então, o que decidiram? Ela estava muito jovem. Sem rugas, aparentando ter uns quarenta anos. Sentou-se ao lado dele. - O acordo está aceito. E você está muito bonita. - Obrigada. Infelizmente, tive que gastar quase todo o estoque de Sangue de Cristo de Lázaro. Preciso do que te dei. Ainda tem? - Claro. Mas posso ficar com uma ampola para mim? - Para que a quer? Para sexo? - Não. Nunca te disse, mas achei um outro uso para o composto. Quer ver? - Claro. Ele a levou até um barco de pesca. Pertencia a ele. A médica estava cismada: - Não me diga que pretende me levar a uma armadi- lha… - Por que acha isso?
  • 87.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 87 - Seria fácil me jogar ao mar e acabar com a minha vida. E receber a recompensa da Polícia Federal. - Esteja tranquila. Não pretendo te fazer mal. Pouco depois, estavam em alto-mar. Ele parou o barco e retirou do bolso uma ampola do líquido esverdeado. Pin- gou um pouco na água. - Observe… E, quase que imediatamente, vários peixes se acerca- ram da área onde ele havia derramado o composto. Ela ficou admirada: - Sacre Bleu. Os peixes correm para a rede, não é mes- mo? Como descobriu isso? - Por acaso. Quando não mais te vi, quis derramar o conteúdo que me deu no mar. Ainda bem que só derramei uma ampola, naquele dia. Foi quando capturei a criatura, além de levar dezenas de peixes para a aldeia. Depois, desco- bri que dois pingos bastam. - Muito bem, garoto. Eu não sabia desse detalhe. Não preciso mais me entregar aos federais. Vou explorar as be- nesses desse líquido. Quem sabe, não capturo minha própria criatura? - Então, agora vai me dizer quem matou a minha ami- ga, dona do bar? - Isso é fácil: quem está com o “peixe”, matou os três. - Mas, quem está com o peixe? - Descubram por vocês mesmos. Já falei demais. Dê- me as ampolas, que eu quero ir-me embora. - Só dou se disser quem é o assassino, ou assassinos. Ela olhou demoradamente para ele. Depois, sussurrou um nome em seu ouvido. - Não acredito. Você está me enrolando. Claro que não foi essa pessoa. - Quem mais teria interesse?
  • 88.
    O HOMEM QUEMATOU MONA88 Ele entregou-lhe as ampolas. Mas não estava convenci- do da identidade do assassino. Na verdade, não queria acre- ditar. Levou-a de volta às areias de praia. Ela se foi. Ele esteve pensativo. Aí, viu alguém se aproximar. Era o vulto feminino. Continuava nua e seus longos cabelos eram movidos pelo vento. Ela falou: - A médica tem toda razão. Ela sabe, mesmo, quem ma- tou aquelas pessoas. Creia nela. - Como conseguiu ouvir nossa conversa, se estávamos em mar aberto? - Uma brisa me contou. E eu passei um tempo com vo- cês. - Mentira. Você não existe. - Enquanto você existir, existo também. Ele fechou os olhos, cansado de vê-la. Quando os abriu, ela tinha sumido. Aí, viu se aproximar outro vulto feminino. Era a prostituta Sandra. - Oi, minha filhinha dorme e eu vim ver se você estava acordado. - Tão cedo, não vou dormir. Cadê o teu amante? - Ele não mais me procurou. Me deu uma boa grana e sumiu. Ceio que não gosta mais de mim. - Talvez, não queira te dividir com outros. - Se é por isso, não posso fazer nada. Preciso comer, e aqui não tem trabalho. - Sabe pescar? - Vixe. Sei nada, seu Vadinho. Quem dera… - Se eu te ensinar, você deixa essa vida de prostituição? Ela arregalou os olhos, de contentamento. Disse, eufó- rica: - Deixo, sim. E só foderei com o senhor. Aliás, vim aqui para isso…
  • 89.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 89 Foi dizendo e tentando abrir a braguilha dele. Libertou seu enorme caralho. Ele estava mole. - Não adianta, menina. Estou pregado. Não conseguiria ter ereção. - Disso, cuido eu. Relaxe, que eu faço teu pau subir. Primeiro, ela ficou arrodeando a língua na cabeçorra do caralho. Depois, engolia um terço dele, com suavidade, e corria a boca até a glande, novamente. Quase não tocava com a língua nem os dentes na pica dele. Tremulou a língua no buraquinho da pica e sentiu seu pau aumentar de tamanho. Sorriu e disse: - Está gostando, meu nego? Quer que esta mocinha te faça gozar, quer? Depois, parou os movimentos da cabeça e ficou lhe pu- nhetando a pica, fazendo a glande entrar e sair da sua boca. De vez em quando, lambia o cu dele, mas logo voltava a ma- mar-lhe o cacete. O caralho já tinha atingido sua extensão total. - Não goze agora, tá moço? Tem uma bilola muito gos- tosa. Quero me demorar a tirar o leitinho dela… Lambeu-lhe o saco, enquanto o masturbava lentamen- te. Ele gemeu. - Tá bom, não está? Essa menininha entende das coisas. Vai ser uma pena ter que parar de fazer os homens gozarem nessa minha mão e na minha boca… Começou a fazer movimentos girando o punho, en- quanto chupava devagar só a cabeçorra. A vontade de gozar aflorou lá dentro dele. Mas não disse a ela. Só gemeu mais alto. Ela fez um anel com os dedos e corria com ele toda a extensão do membro, da glande para o talo. A sensação era a de que uma xoxota se estrepada devagar no caralho dele.
  • 90.
    O HOMEM QUEMATOU MONA90 Em seguida, bateu-lhe uma punheta apressada, enquanto lhe massageava os testículos. Ele virou o rosto para cima, es- perando a hora de gozar naquelas mãos macias. Continuou com a massagem, apertando e afrouxando o punho no mem- bro dele. De repente, ela lhe engoliu quase todo o caralho, se en- gasgando algumas vezes. Mas logo se acostumou e continuou a felação, engolindo o enorme cacete até o talo. Movimentou a cabeça, e ele sentiu a glande na goela apertada dela. - Vou gozar. Estou já gozando, puta. Ela não respondeu. Tirou todo o seu pau da goela e ficou batendo com ele no rosto. - Não, engole ele de novo. Estou para gozar, e quero gozar na tua boca. Ela o engoliu até o talo. Depois, ficou tirando e intro- duzindo a pica na goela, e a sensação era a de que ele lhe estivesse fodendo a xana, até bem profundo. A goela dela era quente, e lhe dava um enorme prazer estar fodendo-a. Pegou a cabeça dela com as duas mãos e se preparou para gozar. Ele gozou, finalmente, mas ela não parou de lhe chupar. Era uma agonia, para ele, por conta da glande muito sensível, mas ele não pediu para que ela parasse. Então, ela apertou o caralho dele com o punho e chupou com gula a cabeçorra, só na pontinha dela. Lambia e chupava. Menos de dois minutos depois, ele gozou demora- damente, até que ela se sentiu satisfeita de engolir seu leite quente.
  • 91.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 91 12. Quer casar comigo, gostosa? Aprostituta Sandra voltava para casa, quan- do encontrou o funcionário do ho- tel. Ele perguntou, cismado, de onde ela vinha. - Vim da casa do seu Vadinho. Fui ver se ele precisava de alguma coisa. - Eu dei uma fugida do hotel e vim dar uma rapidinha contigo. - Não. Eu prometi a seu Vadinho que não mais seria puta. Ele vai me ensinar a pescar. - Ora, eu te ensino… - Você não sabe pescar. Se soubesse, não se sujeitaria a trabalhar no hotel por uma mixaria. - E onde eu encontraria outro trabalho aqui? - Pescando, oras. - Está bem. Não sei mesmo pescar. Posso te acompa- nhar até em casa?
  • 92.
    O HOMEM QUEMATOU MONA92 - Sim. Mas vamos rápido, pois é capaz de minha filhi- nha ter acordado. O casal não percebeu, mas estava sendo seguido de perto por alguém todo vestido de preto. Essa pessoa já seguia a prostituta desde o barraco do negrão. Escondeu-se, quando os dois entraram na casa da jovem. Depois, esgueirou-se mais para perto da janela. Viu quando a mocinha tirou do berço a menina de quatro braços, que estava chorando. A mãe a ama- mentou e ela calou-se. Também viu quando o recepcionista tentou beijar a jovem a pulso. Ela se negava a transar com ele. Dizia estar satisfeita de ter fodido bem muito com o negrão. Aí, o rapaz, enciumado, bateu nela. ******************** Era quase oito horas da manhã, quando a morena bateu no quarto onde dormia a ruiva, policial federal. Esta abriu a porta ainda sonolenta. Perguntou: - O que houve, chefe? - Mais um crime. Uma mulher, conhecida como a fofo- queira da aldeia, veio me dizer que haviam assassinado uma jovem prostituta. E que a filha desta tinha sumido. É coisa do maldito padre Lázaro, pois o crime tem as mesmas caracte- rísticas dos outros três: ela foi degolada, quase decapitada. - Minha nossa. Esse filho da puta ainda está matando o povo? Precisamos impedi-lo. - Falar é fácil. Vista-se e venha interrogar a velha fofo- queira. Ela disse ter visto alguém rondando a casa da puta. Talvez saiba de mais coisas. Pouco depois, estavam diante da mulher. Ela disse logo: - Foi aquele jovem que trabalha aqui, que a matou. Só pode. Tanto que nem veio trabalhar hoje. - Você o viu por perto da casa?
  • 93.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 93 - Sim, mas estava todo vestido de preto. Não tenho cer- teza de que era ele. - Lembra de mais algum detalhe? - Não, senhora. - Como soube que a jovem havia sido assassinada? - A menina costuma chorar a noite toda. Como não ouvi mais seu choro, fui olhar pela fresta da janela. Aí, vi a putinha safada caída no chão. Como a porta estava aberta, entrei querendo socorrê-la. Mas ela já estava morta. A filha tinha desaparecido. Procurem na casa do jovem tarado. Ela deve estar lá. - Está bem. Vou procurá-lo. Mas, se lembrar de mais alguma coisa, venha nos dizer. Pouco depois, a dupla de policiais federais chegava à casa do jovem. A irmã dele veio atendê-las. Disse que o rapaz estava doente, gripado, por isso, não fora trabalhar. A more- na insistiu para que ela o fizesse vir à sala. Quando o jovem apareceu, demonstrando estar realmente doente, Cassandra perguntou: - Onde estava hoje de madrugada, por volta das duas horas? - Estava aqui dormindo. Por quê? - Há uma testemunha que te viu rondando a casa da prostituta assassinada. - Como é que é? Do que vocês estão falando? - Uma tal Sandra, prostituta, foi barbaramente assas- sinada de madrugada, na própria casa. Nega ter estado com ela? - Porra, Sandrinha foi assassinada? E a filhinha dela? - Diga você. - Não sei de nada. - Nega ter estado com ela? - Não, eu estive com ela. Mas foi antes do horário que você disse. Deixei-a em casa e vim embora, pois não estava
  • 94.
    O HOMEM QUEMATOU MONA94 me sentindo muito bem. Tanto que cheguei aqui ardendo em febre. - Você está preso. Leve-o para o hotel e tranque-o no meu quarto. Depois, veremos onde instalá-lo melhor. Bruna levou o cara algemado. Só então, Cassandra se dirigiu à casa da prostituta. Encontrou o cadáver lá. Exami- nou-o. Ela tinha um dos punhos cerrados. Abriu-o e encon- trou uma mecha de cabelos. Estreitou os olhos. Aí, ouviu pas- sos. Era o sujeito que se passava por xerife, que havia entrado na casinha. Cumprimentou a policial. - Bom dia, senhor. Vou precisar de você. Reúna todas as pessoas de cabelos desta cor, aqui na frente. Vou querer falar com elas. Antes, chame a policial Bruna, e peça para ela vir logo. ******************** O negrão havia dormido mais do que costumava, pois acordou com batidas na porta. Armou-se com a pistola que recebera da morena, caso precisasse salvar sua vida, e foi ver quem era. Surpreendeu-se, ao ver a policial Bruna. Ela estava sorridente. - Bom dia, dorminhoco. Vim dar uma rapidinha, pois estou em horário de trabalho. - Só se trouxe o líquido esverdeado, pois estou pregado, pregado. - O que andou fazendo ontem? - Nada demais. Por quê? – Perguntou ele, deixando a arma sobre um móvel. Ela pegou a arma e apontou para ele. Ele ficou descon- fiado. - Eu quero foder de qualquer jeito. Não trouxe o “Via- gra”, mas quero trepar contigo. Trate logo de ficar de pau duro. - Sem acordo. Já disse que estou esgotado.
  • 95.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 95 - Esteve com alguém, de madrugada? É por isso que está cansado? - E se eu estive? - Você está preso pela morte da prostituta Sandra. - Ela disse, ainda lhe apontando a arma. - Que história é essa? Não matei ninguém. - Mas você, sim, rapariga safada. Largue a arma ou ati- ro. - Ouviu-se uma voz feminina. A policial virou-se e disparou a arma. A morena esqui- vou-se rápido, livrando-se de ser atingida. Atirou. A agente Bruna dobrou-se sobre si mesma e caiu no chão. O negrão ficou sem ação. Depois, perguntou: - Como descobriu? - Você já sabia? - Sim. A médica me disse. Mas eu não acreditei. Ela não tinha motivos para os crimes. - Matou mais uma. A prostituta que você andou aju- dando. - Puta merda. Eu devia ter acreditado na doutora. Teria salvo a vida da jovem. E a filhinha dela? - Não sei. Mas ela vai dizer. - Falou Cassandra, abai- xando-se perto da ruiva. Tinha ainda a mecha de cabelos na mão. Comparou-a com as madeixas da policial. Esta ainda estava viva. Perguntou para a chefe: - Como descobriu? - Você deve ter lutado com a pobre prostituta. Deixou que ela te subtraísse um tufo de cabelos. Ruivos. Reuni o povo do lugar e ninguém tinha cabeleira dessa cor. Agora, sou eu quem pergunto, Bruna: por quê? - Fiquei doida, quando vi a criatura. Depois, vi a crian- ça com quatro braços. Eu queria pesquisar ambos. Para não ser descoberta, matei nossos companheiros da mesma forma como o padre assassina suas vítimas. - Isso te traiu. O padre tem mais classe e não fazia um
  • 96.
    O HOMEM QUEMATOU MONA96 corte muito profundo, quando usava a arma: um punhal, e não um bisturi médico, como você usou. Mas, por que matou a dona do bar? - Para roubar o “peixe”, claro. Ela me viu. Tinha que ser eliminada. A puta também, pois tinha me visto. E tinha fodido com esse galinha aí. Fiquei com ciúmes. E ela ainda disse que sabia do líquido esverdeado. Era preciso silenciá-la. - Você foi longe demais. - Mate-me. Não quero ser presa. - Não vou fazer isso, te matar. E você vai me dizer onde estão a menininha e a criatura. De repente, o padre surgiu por trás da policial e a de- sarmou com um golpe. Tinha uma pistola na mão e o braço esquerdo estava enfaixado. Tomasini jogou-se, rápido, apa- nhou a pistola do chão e atirou. O padre foi atingido na bar- riga. Ele soltou a arma. A morena deu-lhe um pontapé, que o pegou em cheio, no rosto. Um novo golpe, em forma de coi- ce, acertou-lhe o ferimento na barriga. O cara desmoronou. Quando ela tentou algemá-lo, o padre reagiu. Deu um murro na policial, e ela soltou a arma. Ele pegou-a no ar e apontou-a para o escritor. Atirou. Tomasini recebeu a bala no peito. Foi jogado para trás. O padre voltou a arma para a ruiva e atirou duas vezes. Ela morreu no ato. Então, ele encostou a pistola no crânio da morena e falou: - Não quero você. Quero teu irmão. Diga isso a ele. Prometi à médica não te matar. Deve isso a ela. E o negro, também. Salve-o. - Cadê a menininha e a criatura? - Agora, estão com Maria. Estive seguindo tua policial e vi quando ela se dirigiu a uma casinha escondida, longe daqui. Lá, encontrei a criatura. Também vi quando ela matou a prostituta, com ciúmes. Levou a menina para essa mesma casa. Vamos cuidar de ambos, não se preocupe. Mas você precisa escolher agentes melhores.
  • 97.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 97 - Filho da puta. Eu vou… Cassandra levou um murro no rosto que a fez perder os sentidos. Quando acordou, o negrão agonizava. Ligou para o “Xerife”. Pediu que ele trouxesse algo parecido com uma ambulância. Depois, desmaiou novamente. Quando acordou, o negrão estava deitado numa cama confortável. Viu a jornalista, sentada perto dele. Perguntou- lhe: - Onde estou? - Na casa da policial, em Olinda. Não se preocupe. - Onde está ela? - Trabalhando. O irmão chegou. Estão atrás do para- deiro da doutora e do padre. - Duvido que consigam achá-los. E você, como está? - Maravilhosa. Fiz a cobertura do caso para o jornal e conquistei o meu primeiro emprego. - Vai continuar com a minha entrevista? - Claro. Estou aqui para isso. Pode-me falar sobre a tua primeira trepada, já adulto? “ Não foi lá algo muito especial. Eu costumava ir a um clube de bairro, no Recife, chamado Bandeirantes. Era uma gafieira, na verdade. Eu acabara de completar 18 anos de ida- de. Como nunca fui de muitos amigos, resolvi bebemorar a data sozinho. Cheguei cedo e peguei uma mesa bem próxima ao bar. Uma mulata gostosa aproximou-se de mim e ficou encostada a uma pilastra, bem perto da minha mesa. Fiquei esperando tocar uma música lenta para chamá-la para dan- çar. Como demorei, ela veio até mim, pegou na minha mão e convidou: - Vamos? Eu fui, claro. Dançamos enfiados umas três músicas, e já estávamos suados quando a chamei para a minha mesa.
  • 98.
    O HOMEM QUEMATOU MONA98 Nos apresentamos, mas não lembro mais o nome dela. Bebe- mos muito, dançamos mais ainda. No final da festa, ela me perguntou por que eu bebia tanto. Disse-lhe que era meu ani- versário. Ela ficou contente: - Mesmo? Pois, então, merece um presente. O que gos- taria de ganhar? Eu não pensei muito. Disse-lhe: - Uma grande trepada. Ela riu. Também já estava bêbada. Respondeu: - Então, vamos providenciar. Quem das mulheres do clube você escolhe? Se eu a conhecer, ajeito-a pra ti. Olhei bem para ela e disse: - Escolho você. Ela esteve olhando para mim, depois baixou a cabeça. Disse que era casada, e que nunca ia ao clube. Se o marido soubesse que ela tinha estado ali, era bem capaz de matá-la de cacete. - E por que veio? - Perguntei. - Estava a fim de dançar. Ele não gosta. Então, vim sozi- nha. Mas tenho que voltar já para casa, pois está na hora dele largar. É policial. - Não podemos dar uma rapidinha? Ela esteve pensativa. Depois me pegou pela mão. - Vamos. Mas tem que ser o mais próximo de casa pos- sível. - Onde você mora? - Perto daqui. - Mas, por aqui não tem motel. - Não gosto de motel. Vamos lá para casa. - Está doida? E se teu marido aparecer? - Levo uma surra. Tudo bem, já estou acostumada. Fiquei cismado. Se o marido dela era policial, eu estava fodido, se ele me flagrasse com ela. - Vou andando na frente. Você me segue. Mas procure
  • 99.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 99 não dar “bandeira”. Chegamos à casa dela, um barraco pobre, de taipa. Ela entrou, viu se ele tinha chegado e logo me botou para den- tro. Havia três crianças deitadas num colchão, no chão. Ela as afastou, deixando um espaço apertado para nós. Disse, ao meu ouvido: - Não podemos fazer barulho, para não acordá-las. O maior tem cinco anos e, se te ver, me denunciaria ao pai, en- tende? Tirou a roupa, botou um vestido leve e depois tirou a calcinha. O ambiente era iluminado por um candeeiro. Nem deu para lhe ver direito o corpo. Deitou-se, com cuidado, en- tre as crianças, e me chamou. Fui já de pau duro. Não deixou que eu tirasse a roupa, apenas abrisse o fecho e baixasse a calça com a cueca. Deitei-me sobre ela e fodi-lhe a tabaca. Era afolozada demais. Pedi-lhe a bundinha. Ela resistiu, mas virou-se de costas. Fiquei feliz. Meti minha pica toda ali, sem cuspe e sem nada, e ela gemeu chorosa. Uma das crianças, justamente o mais velho, acordou. Olhou para mim, deu-me um beijo no rosto e disse: - A bênção, papai? - E virou-se para o outro lado. Estávamos tensos, mas sorrimos, quase gargalhamos. Voltei a foder-lhe o cu. Era muito apertado. Acho que, na- quele dia, rompi meu cabresto. Ardeu muito. E, para piorar a situação, ela não tinha feito a lavagem do reto. Enquanto metia, eu sentia o cheiro ruim de fezes. Assim que gozei, doi- do para me livrar daquela situação, ouvimos um barulho de chave rodando na fechadura. Ela deu um pulo, abriu uma ja- nela do quarto que dava para o quintal e me mandou sair por ali. Bêbado e fraco das pernas, por causa da recente gozada, quase não consegui. Escondi-me rápido, por trás de umas tralhas que tinha
  • 100.
    O HOMEM QUEMATOU MONA100 no quintal, e fiquei quietinho. Ouvi ele reclamar do cheiro de merda na casa, de chamá-la de imunda e bater no rosto dela. Dei um tempo e fugi. Quando cheguei em casa, corri para tomar um banho. Havia bem meio quilo de bosta grudada ao meu pau. Deu trabalho para mim, com nojo, limpar tudo ali. Tive que jogar a cueca no lixo, pois estava podre. Fiquei com o cheiro nauseabundo entranhado nas narinas. Por um longo período, não consegui mais foder um cu.” - Eca, até eu fiquei com asco agora. Ia te dar uma chu- pada, pois ainda estou menstruada, mas desisto. Sinto muito. Aí, bateram à porta do quarto transformado em hospi- tal, onde ele estava. Uma morena belíssima entrou. - Bom dia. - É a minha editora de Variedades. Fez questão de te conhecer. O negrão estava embasbacado. A coroa tinha as feições e o corpo do seu personagem do livro. E da mulher de cabe- los compridíssimos que lhe vivia assombrando. - Bom dia, Mona. Por onde andou? Está linda, com esse cabelo cortado curto. A mulher estranhou as suas palavras. - Mas eu sempre o uso curto, senhor. Queria tanto co- nhecê-lo. Li todos os seus livros. Estendeu-lhe a mão e se apresentou: - Sou Mona Tomasini, editora de Variedades do jornal que te enviou a jornalista Badhia, para fazer uma entrevista contigo. Ela me falou do livro em branco. Emprestou-me ele por uns dias. - Também se chama Tomasini? Quer dizer que somos parentes? - Quisera eu. Mas são apenas essas coincidências que existem na vida. Talvez, por isso, tenha tanto me identificado com a tua personagem.
  • 101.
    O HOMEM QUEMATOU MONA 101 Ele esteve sorrindo, observando-a. A jovem jornalista disse: - Vou deixá-los a sós, pois devem ter muito o que con- versar. Até mais tarde, amor… Os dois nem perceberam a saída da repórter. Continua- ram se mirando, embevecidos. O escritor quebrou o silêncio: - Quer se casar comigo, Mona? FIM DA SÉRIE