SEXO DO FUTURO 1
LIVRO ERÓTICO
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SEXO DO FUTURO – Parte 01
Ocontêiner localizado na zona portuária do Recife estava
iluminado àquela hora da madrugada, mas sua porta de
entrada estava fechada. Apenas dava para ver a luz vazan-
do pelas frestas. Dentro, oito mulheres participavam de uma
reunião no mínimo suspeita. A que parecia ser a líder de to-
das vestia um uniforme de couro fosco totalmente branco,
colado ao corpo e com design futurista. Não aparentava ter
maior idade que as demais. Tinha um bisturi na mão direi-
ta e manipulava uma gerigonça com uma lupa, que de vez
em quando ela usava para visualizar detalhes. Parecia estar
prestes a dissecar dois cadáveres, dispostos sobre uma mesa
cirúrgica. As outras pessoas ali reunidas eram todas do sexo
feminino e usavam uniformes idênticos, só que de cores di-
ferentes: duas usavam de couro vermelho, três de couro fos-
co preto e duas de couro verde claro. Estas auxiliavam a que
parecia líder. À primeira vista, se teria a impressão de que
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seriam enfermeiras. A líder disse, finalmente:
- Bem, parece que não têm anatomia muito diferen-
tes dos nossos espécimes contemporâneos. O órgão sexual é
deveras maior do que o que vemos usualmente, mas não dá
para saber se têm função diversificada dos que conhecemos.
Alguém se habilita a testar as funções eréteis do espécime?
As mulheres olharam umas para as outras sem, no en-
tanto, tomarem nenhuma iniciativa. Só depois de alguns mi-
nutos, uma falou:
- Nossa líder é quem deve fazer as honras. Nós, apenas
assistiremos.
A de uniforme branco depositou o bisturi em uma va-
silha metálica, tirou as luvas e aproximou o rosto de um dos
corpos nus. Este aparentava ter o pênis maior. Tocou o sexo
dele com cuidado, com dois dedos, como se temesse desper-
tá-lo. Mas sabia que o indivíduo estava sob forte letargia, cau-
sada por uma dose cavalar de anestésicos. Cheirou o membro
em repouso e disse:
- Tem um cheiro acre, como se não fizesse a higiene do
corpo regularmente. Mas não é um odor desagradável. Exci-
ta-me a libido. Vamos ver que gosto tem...
Dito isso, aproximou os lábios do sexo em descanso
e tocou-o com a língua. O membro pareceu mover-se leve-
mente. Atraiu olhares mais curiosos das espectadoras. Uma
delas passou a língua nos lábios, com se estivessem resseca-
dos. E estavam.
- Também não tem sabor ruim. Mas está muito resse-
cado.
- Umedeça mais a coroa, talvez até melhore o gosto.
- Sugeriu uma das de vestimenta verde-claro. Uma das que
vestiam preto, no entanto, deu um passo à frente, oferecendo
um pequeno tubo metálico à líder:
- Tente este spray. Tem sabor artificial de morango.
A mulher recebeu o recipiente, pulverizou a cabeçorra
do pau em descanso e, em seguida, a própria boca. Nova-
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mente, levou o pênis murcho aos lábios. Desta vez, o peda-
ço de carne pareceu dar um pinote. As mulheres tinham os
olhos arregalados.
A líder, mais uma vez, levou o sexo masculino à boca.
Seu dono gemeu, quando ela engoliu-o até à metade. O sujei-
to despertou e olhou em volta, mas não parecia estar enxer-
gando ninguém. Revirou os olhos, como se estivesse sentin-
do prazer naquela carícia, mas depois permaneceu imóvel e
calado. Seu membro, no entanto, pulsava teso.
- O nervo pulsa e começa a expelir uma secreção inco-
lor e inodora. - anunciou a mulher que manuseava o pênis.
- Talvez, friccionando o artefato, ele reaja de forma desco-
nhecida para nós.
E a mulher manipulou o enorme caralho, de forma um
tanto insegura, como se nunca tivesse feito aquilo. O cara ge-
meu de novo, desta vez mais alto. A mulher que havia entre-
gue o spray avisou:
- Ele deve estar sentindo dores terríveis. Não seria o
caso de parar com essa terrível tortura?
- Capturamos os espécimes para estudar suas reações.
Nossa líder deve ir até o fim! - Assegurou uma das mulheres
vestidas de vermelho.
Nesse instante, a de uniforme branco punhetava a pica
com mais vigor. Afastara o rosto do colo do sujeito, agora
atenta a suas reações faciais. O homem abriu desmesurada-
mente a boca e depois os olhos. Mirou-a por um instante,
mas logo revirou os olhos. Gritou com todos os pulmões:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, porra...
- Está matando-o! Vamos perder o espécime. - Gritou
alguém.
Nesse momento, o pau jorrou uma quantidade cavalar
de sêmen. O sujeito estremeceu por uns segundos, depois ar-
regalou muito os olhos. Tentou se libertar das amarras metá-
licas que o prendiam mas, em seguida, tombou a cabeça para
um lado, com os olhos esbugalhados e a boca crispada. Baba-
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va de forma constante, até que ficou imóvel. A líder colocou
um estranho aparelho sobre o seu peito e confirmou:
- Infelizmente, a cobaia está morta. Isso significa que
estávamos erradas: esses seres não suportam muita tortura
por muito tempo. São mais frágeis do que pensávamos.
- Então, perdemos nosso tempo e viagem? - Perguntou
uma delas.
- Talvez resistam, se extirparmos seus sêmens natural-
mente, sem forçar a masturbação - Sugeriu outra.
- Alguém quer tentar com o próximo? - Perguntou a
líder.
- Antes, não seria bom verificarmos que gosto tem o
líquido esbranquiçado que saiu da ferramenta do espécime?
- quis saber uma das que vestiam de vermelho.
- Eu também quero experimentar - Disse uma que se
vestia de verde-claro.
- Todas devem experimentar! Poderemos não ter outra
oportunidade. - Sugeriu alguém.
Fizeram fila. Cada uma que lambesse um pouco de
porra. Algumas aprovaram o sabor, outras acharam o chei-
ro enjoado, como algum produto químico que conhecessem,
mas não sabiam precisar qual. Num breve espaço de tempo,
não havia restado nem mais um pingo de esperma no colo do
defunto. O pau do sujeito foi murchando aos poucos, até vol-
tar ao seu estado inicial: medindo cerca de doze centímetros.
- Será que a peça não fica erétil de novo, se for nova-
mente estimulada? - Perguntou a líder.
Todas abriram muito os olhos, espantadas por não ha-
verem tido tal ideia. Uma das vestidas de verde perguntou:
- Eu gostaria de tentar. Tenho permissão de vocês?
- Tem coragem de botar a boca nisso? Agora tem um
cheiro diferente, como se já estivesse em decomposição...
- É pelo bem do nosso conhecimento. Eu me arrisco.
- Não vou permitir que nenhuma de vocês corra esse
perigo. Sou a líder, cabe a mim arriscar.
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- Mas, se algo vos acontecer, ficaremos sem liderança. -
Lembrou uma delas.
Mas a líder já abocanhava o membro flácido. Estimu-
lou-o com as mãos, com os lábios e até com a garganta, sem
obter nenhum resultado. Frustrada, anunciou:
- Vou dissecar o outro espécime. Quem sabe não des-
cubro a causa do óbito deste?
Porém, o outro espécime estava morto. Aparentava
bem mais idade que o que acabara de falecer e já tinha che-
gado com sintomas de ataque cardíaco. Entretidas com o su-
jeito mais jovem, não deram a devida atenção ao enfermo.
A líder usou novamente o estranho aparelho para atestar o
óbito. Disse, depois, num fio de voz:
- Sugiro, da próxima vez, trazerem amostras ainda mais
jovens. Ao menos uma, para que possamos comparar às que
temos no depósito criogênico.
Algumas das mulheres resmungaram algo, e deram a
sessão por encerrada. As que vestiam preto armaram-se do
que pareciam artefatos futurísticos e se despediram das ou-
tras. Afirmaram que logo estariam de volta com, pelo menos,
um espécime vivo. Saíram do contêiner e caminharam a pé
em direção às luzes que brilhavam ao longe. Ali, estavam lo-
calizados alguns dos puteiros da zona portuária da cidade.
Fim da Primeira Parte
SEXO DO FUTURO8
SEXO DO FUTURO - Parte dois
Aviatura parou em frente a um “inferninho”, situado na
mesma zona portuária para onde se dirigiam as mulhe-
res. Um sujeito negro, de quase dois metros de altura, metido
num uniforme policial que parecia ter sido feito para alguém
de estatura menor e mais franzina que a dele, desceu do car-
ro e correu escadas acima, denotando a enorme vontade de
esvaziar a bexiga. Disse aos companheiros, que se riam do
seu vexame:
- Não demoro. Mas, se quiserem, podem descer tam-
bém e esticar as pernas. Só não podem beber em serviço.
- Certo, sargento. Mas esperaremos aqui mesmo. Vá
logo, para não mijar nas calças – disse o motorista, um sujei-
to jovem com cara de gozador. - Na volta, traga uns refrige-
rantes pra gente.
O sargento não ouviu a última frase, subindo escadaria
acima, em direção aonde se ouvia uma música brega tocan-
SEXO DO FUTURO 9
do numa radiola de fichas, numa altura que decerto incomo-
daria os vizinhos, se o bar não fosse estabelecido numa área
de comércio. Àquela hora, as lojas estavam todas fechadas.
Só funcionavam os inferninhos e lanchonetes, normalmente
frequentados por putas e sua clientela. O motorista resolveu-
se a descer do veículo, dizendo que iria dar uma olhada no
movimento do puteiro. Os outros permaneceram no carro.
Estavam em final de turno e sentiam-se sem ânimo naquela
noite calorenta. Não haviam atendido nenhuma ocorrência,
o que era raro naqueles dias da semana. Tratava-se de uma
sexta-feira.
O recinto estava lotado e fedia a suor e nicotina. Os
clientes pareciam nem ligar para o uniforme policial, apesar
de alguns serem mal-encarados. Algumas putas cumprimen-
taram o policial e este respondia nuns resmungos. Caminhou
até uma das janelas em estilo colonial, do puteiro, e olhou
para baixo. Sorriu ao ver um dos policiais mijando num can-
to de parede, perto da viatura. Pensou que o sargento bem
que poderia ter feito o mesmo. Pouparia uns pingos na cueca.
Aí, viu as três mulheres que se aproximavam do veículo poli-
cial. Frangiu a testa. Sempre fazia ronda naquela área e nunca
tinha visto nenhuma das três por ali. Todas vestiam roupas
pretas, de um tipo de tecido fosco que mais parecia uma ca-
muflagem noturna. Viu quando uma delas sacou da cintu-
ra um objeto muito parecido com uma mini metralhadora.
Mais que depressa, desceu as escadas, saltando de dois em
dois degraus. Mesmo assim, chegou atrasado para avisar aos
companheiros. Viu vários clarões azulados saindo do cano
da estranha arma, que não produziu nenhum som aparente,
e seus companheiros tombaram sem vida: um dentro e outro
fora da viatura. O motorista já havia sacado seu revólver, mas
não conseguiu disparar. Uma das mulheres de preto foi mais
rápida e lhe apontou um objeto brilhante, que parecia mais
uma soqueira. Dele, saíram quatro petardos que perfuraram
o corpo do militar, liberando o que parecia uma forte des-
SEXO DO FUTURO10
carga elétrica. O policial foi sacudido por fortes convulsões,
antes de tombar sem vida. A figura feminina acionou algum
mecanismo que fez os petardos recolherem-se para o inte-
rior da estranha arma, como se esta tivesse algum forte ímã
embutido. As mulheres se aproximaram dos corpos como se
quisessem atestar suas mortes. A que parecia a líder fez um
aceno de cabeça, confirmando o óbito. Com um movimento
ensaiado, as três guardaram ao mesmo tempo suas armas e
caminharam em direção à escada que dava no inferninho.
Ninguém parecia ter se dado conta do que havia acon-
tecido lá embaixo. Alguns clientes olharam em direção às
desconhecidas, estranhando suas vestes futurísticas, mas não
teceram nenhum comentário. As três se sentaram à uma mesa
desocupada e chamaram uma garçonete que atendia carran-
cuda, quando era requisitada. As três pediram garrafinhas de
água mineral. A atendente pareceu mais abusada ainda com
aquele pedido. Naquele momento, o sargento saiu do banhei-
ro imundo da pensão, ainda guardando o membro dentro
das calças, e desceu as escadas, sem ser visto pelas recém-
chegadas. Teve uma surpresa enorme, quando viu sua equipe
assassinada. Sacou sua arma e ficou tenso, vasculhando os
arredores com o olhar atento. Estranhou que os seus compa-
nheiros estivessem ainda de posse de suas armas. Se tivessem
sido surpreendidos por malfeitores comuns, decerto estes
lhes teriam alijado das pistolas. Ainda tenso, esgueirou-se até
a viatura e, sem perder a atenção, passou um rádio pedindo
socorro. Logo apareceu outra viatura para auxiliá-lo. Esteve
se reportando a um tenente e era visível o seu embaraço. Por
fim, concordou em subirem até o bar onde estivera mijando.
Dariam uma batida ali. Quem sabe, o assassino ou os assassi-
nos, estariam lá encima?
No entanto, os policiais cometeram o erro de revistar
todos os homens do recinto, negligenciando as mulheres.
Principalmente as que estavam vestidas em estranhos uni-
formes negros. Uma delas levantou-se da mesa e se postou
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estrategicamente ao lado da garçonete que atendia a clientela.
Isso, pouco antes do tenente se dirigir à atendente, pergun-
tando:
- Quem foram as últimas pessoas a entrar neste putei-
ro?
- Homem ou mulher?
- Homem, claro. Não creio que alguma mulher tivesse
sangue frio o bastante para cometer aquela chacina lá embai-
xo – Disse o tenente, para o espanto da garçonete que ainda
não sabia do ocorrido.
A mulher vestida de negro relaxou. Estava pronta para
ameaçar a pobre garçonete, encostando-lhe uma arma no
flanco. A atendente apontou dois sujeitos mal-encarados que
haviam subido por último, mas estes não estavam armados
e nem pareciam culpados. Uma das putas que estavam com
eles jurou que estiveram o tempo todo consigo. Por fim, os
policiais chegaram à conclusão de que estavam perdendo
tempo ali. O tenente deu a ordem para descerem e aguarda-
rem pela perícia junto aos corpos. Aí, o sargento ousou con-
trariar seu superior:
- Desculpe, tenente, mas não acho que devamos negli-
genciar a batida nas mulheres. Talvez, quem atacou os nossos
companheiros tenham passado as armas para elas, aqui em
cima. – Falou com convicção o negrão.
As mulheres vestidas de preto ficaram tensas, olhando
uma para as outras. Seriam, fatalmente, descobertas. A um
sinal da que parecia a líder, todas sacaram, ao mesmo tempo,
suas armas ocultas entre as vestes. Apenas o sargento perce-
beu o movimento suspeito delas. Gritou:
- Atenção: armas escondidas!
O aviso chegou tarde. As mulheres atiraram, pegando o
tenente e os outros policiais de surpresa. O sargento jogou-se
ao chão e revidou ao ataque. Atingiu uma delas com um tiro
na barriga. O tenente, mesmo ferido, também atirou. Teve
mais sorte. Acertou a líder com um balaço certeiro na testa.
SEXO DO FUTURO12
A única das mulheres que não fora atingida usou a estranha
arma que mais parecia uma soqueira para derrubar de vez
o jovem tenente. Mas deu tempo ao negrão, demonstrando
incrível agilidade, a derrubá-la com um murro certeiro na
nuca. Ela caiu pesadamente no chão imundo do puteiro. O
pandemônio estava formado no local. Teve cliente descendo
as escadas às carreiras, tropeçando nos degraus e se esborra-
chando no chão. Uma das putas foi empurrada janela abaixo
por outra em fuga. Nem bem findaram os disparos, não havia
mais ninguém no recinto, afora os policiais e as mulheres de
preto. Uma morta, uma mortalmente ferida na barriga e ou-
tra desmaiada. O negrão ainda estava atônito, sem saber se
atirava novamente na mulher ferida ou se socorria os com-
panheiros. Preferiu a segunda opção. Infelizmente, pela se-
gunda vez naquela madrugada, perdeu mais companheiros.
Todos os policiais estavam mortos. Aí, ouviu a sirene de uma
viatura policial que alardeava a sua aproximação. Deviam ser
os peritos chegando. Um deles sacou o celular do bolso e fez
uma ligação.
O comissário Abelardo tinha os olhos revirados, mãos
espalmadas sobre o birô. Àquela hora da madrugada, ficavam
poucos policiais na delegacia. Na verdade, ordenava que to-
dos saíssem para a ronda, e permanecia com ele só uma es-
crivã. Era ela que o estava chupando, ajoelhada sob o tampo
da mesa, entre as pernas do policial.
A mulher magra e sem grandes atrativos de beleza re-
clamou:
- Assim, me doem os joelhos. Vamos para um dos ca-
tres, lá estaremos mais à vontade...
- Termine a chupada, mulher. Estou adorando. E você
sabe que em uma das camas da cadeia fica mais fácil de ser-
mos flagrados. Algum dos presos pode nos alcaguetar, ou
alguma viatura pode chegar de repente. Isso, sem falar de al-
guém que venha prestar alguma queixa na madrugada, possa
SEXO DO FUTURO 13
nos flagrar no ato. Então, mame esse cacete com gula que eu
estou já gozando!
- Mas eu também quero gozar!
O delegado fez uma cara de irritação, mas resolveu-se
a atender a reclamação da subalterna. Levantou-se, puxou-a
de baixo do birô e obrigou-a debruçar-se sobre o tampo. Ela
sorriu, quando ele lhe levantou a saia curta que ela usava.
Estava já sem calcinha.
- Pois já que estou quase gozando, vamos passar para os
“finalmentes”, catraia.
Dito isso, apontou o caralho babado para as pregas da
policial e empurrou tudo de uma só vez. Ela tentou gritar,
mas ele tinha lhe tapado a boca com uma das mãos.
- Sem alarde, puta safada. Quer que nos ouçam?
- Não. Quero que enfie sem pena na minha bunda, meu
delegado. É assim que eu adoro... - ela grunhiu de forma aba-
fada, tendo a boca pressionada pela mão do amante.
Aí o telefone tocou. A princípio, o delegado não quis
atender. Mas sabia que telefonema para delegacia àquela hora
significava bronca pesada. Então, sem tirar a peia de dentro,
levou o aparelho telefônico ao ouvido.
Fim da Segunda parte
SEXO DO FUTURO14
SEXO DO FUTURO - Parte três
Ela gemeu, massageou a nuca com a mão e movimentou
o pescoço. Constatou que o nervo estava ok e, só então,
percebeu que estava sendo observada pelo policial. Depressa,
agachou-se e manipulou as algemas que lhe prendiam os pés.
O sargento correu até as suas roupas entulhadas encima de
uma mesa, catou seu revólver e apontou para ela:
- Pare. Mais um movimento e eu atiro em você!
Ela parou, mas fez uma cara de raiva, antes de dizer:
- Se você quisesse atirar em mim, já teria feito isso. Não
sei porque poupou minha vida e me trouxe para cá. Está tra-
mando algo e não pretendo esperar para ver o que é...
- Eu quero apenas lhe fazer umas perguntas. - Disse ele,
ainda de arma em punho.
- E porque não fez isso lá, já que eu era sua prisioneira?
- Meu superior a teria assassinado, como fez com tua
parceira. Ele está furioso por vocês haverem matado o filho
SEXO DO FUTURO 15
dele. Não daria para interroga-la lá.
A mulher esteve olhando bem nos olhos do negrão, de-
pois relaxou. Mesmo assim, terminou de retirar as algemas.
Disse que não gostava de estar prisioneira. Pediu, no entanto,
que ele baixasse o revólver. Também não apreciava estar na
mira de uma arma. O sargento, porém, ainda não confiava
nela. Afirmou que continuaria apontando-lhe o trabuco, até
que se sentisse menos ameaçado.
- Devo-lhe minha vida. Dou-lhe minha palavra de que
não tentarei fugir. Mas, se continuar me apontando a arma,
terei que alijar você dela.
O sargento riu. Ela estava sentada no sofá, quase do ou-
tro lado da pequena sala, tendo um móvel de centro separan-
do os dois. O negrão também havia sentado numa cadeira da
sala, ainda de cuecas. Disse para a bela mulher:
- Você fala como se fosse fácil me desarmar, principal-
mente eu sabendo das tuas inten...
Não completou a frase. A mulher levantou-se de um
salto, deu uma cambalhota no ar, demonstrando incrível agi-
lidade, e caiu com os dois joelhos sobre as coxas do policial.
Ele gritou de dor, pois o impacto causou-lhe a distensão dos
músculos. Rapidamente, ela tomou-lhe a arma das mãos. Ele
achou que ela iria atirar. A bela morena, no entanto, retirou
todas as balas do tambor da arma com um movimento rá-
pido e entregou-lhe o revólver de volta. Depois voltou a se
acomodar no sofá, no mesmo canto onde estivera sentada,
e despejou as balas sobre o móvel. O negrão continuava ge-
mendo de dor. Os músculos das coxas estavam muito dolori-
dos. Então, ela afirmou:
- Logo essa dor passará. Agora, faça as perguntas que
quiser. Terá suas respostas. E eu te garanto que não minto.
- Ninguém é capaz de viver sem mentir. – Discordou o
negrão – por mais que se tente evitar.
- Nós não mentimos. Nunca. Nossos valores são muito
diferentes dos de vocês, nossos antepassados.
SEXO DO FUTURO16
O negrão esteve um tempo observando-a, cismado
com aquela afirmativa. Depois perguntou:
- Está querendo me dizer que vocês são do futuro? Por-
que, se é assim, eu não acredito nessas histórias fantásticas de
viagem no tempo.
- Nós descobrimos recentemente que há um curto es-
paço de tempo onde presente, passado e futuro se alinham
perfeitamente, abrindo uma brecha na linha temporal. Ape-
nas isso. Estamos aproveitando essa brecha para resolver um
problema recorrente à nossa época. Disso, depende o futuro
da Humanidade.
- Balelas. Não vai me convencer contando essas menti-
ras. Se bem que fico balançado a pensar que você vem mes-
mo de algum lugar que não seja o Brasil. Você fala português
com um sotaque estranho, que não é de nenhum pais de lín-
gua lusa que eu conheça. As roupas também são estranhas e
aquelas armas que usaram em nós não parecem deste mun-
do. Mas os filmes de ficção científica estão aí para provar o
contrário. Então, vai ter que inventar outra história mais acei-
tável, se quiser que eu acredite em você. Outra coisa: por que
aquela violência toda contra nós, policiais?
Ela ajeitou-se melhor no sofá. Depois, explicou:
- De onde venho, os policiais são os maiores vilões. E
nosso grupo é o maior adversário desses assassinos. Eles ma-
tam mulheres apenas pelo prazer de matar. Na verdade, que-
rem exterminar a população feminina do planeta!
- Porra, isso é sério? E como irão preservar a espécie,
sem as mulheres para procriar?
- Há séculos que a Humanidade perdeu o tesão por seus
semelhantes. Não existe mais sexo entre homens e mulheres,
nem entre gênero nenhum. A genitália masculina e feminina,
por conta disso, atrofiou. As mulheres não geram mais óvulos
nem os homens produzem espermatozoides. Isso, desde que
instituíram a inseminação in vitro. Na verdade, houve uma
época em que a população mundial passou a se interessar
SEXO DO FUTURO 17
apenas por pessoas do mesmo sexo. Família tornou-se coisa
do passado.
O policial estava abismado com as palavras da mulher.
Ela pareceu ler seus pensamentos. Levantou-se do sofá e co-
meçou a se despir, sem nenhum pudor. Descobriu um corpo
curvilíneo e digno de uma atleta, mas a sua vulva era minús-
cula e deformada. Quase não havia lábios vaginais. O clitóris
era do tamanho de uma cabeça de alfinete. A entrada daqui-
lo que deveria ser uma vulva parecia mais um cu, cheio de
pregas. E não. Ela não tinha ânus, apesar de possuir nádegas
redondas. Virou-se de costas para ele, para mostrar que tinha
regada da bunda, mas nada de buraquinho rosado culminan-
do ali. A surpresa, no entanto, provocou uma imediata ereção
ao sargento. Ele cobriu a parte da frente da cueca, para que
ela não percebesse que estava excitado. Porém, já era tarde.
Ela pediu, sem nenhuma cerimônia:
- Pode me mostrar seus órgãos genitais?
Ele levantou-se para tirar a cueca e ela saiu do sofá e
se aproximou do negrão. Ficou embasbacada quando ele li-
bertou o caralho enorme, de aproximadamente trinta cen-
tímetros, duro como uma rocha. Ela abriu muito os olhos.
Exclamou:
- Uau! Preciso te mostrar às minhas irmãs. Elas vão fi-
car muito impressionadas!!!
- Você tem irmãs por perto? Quantas são? – Quis saber
o sargento.
- Agora, somos seis. Mas logo seremos centenas. Plane-
jamos uma invasão em massa à esta época.
- Pretendem nos matar a todos? É isso?
- Não, não. Existe um grupo, do qual faço parte, que
quer recuperar a capacidade do ser humano de se manifestar
sexualmente. Na verdade, queremos voltar a praticar sexo.
Mas, para isso, os homens do nosso século têm que voltar a
se interessar pelo coito natural, novamente.
- E como pretendem conseguir isso? Torturando-os?
SEXO DO FUTURO18
- Claro que não. Mas essa parte cabe às minhas supe-
rioras. Elas têm um plano e até um aliado masculino. Um dos
únicos espécimes da nossa época capaz de demonstrar tesão.
Volto a dizer: gostaria muito de te apresentar às minhas supe-
rioras. Elas precisam ver este teu caralho enorme e excitado!
A linda mulher dizia isso acariciando o enorme falo do
negrão. Os seios dela possuíam mamilos, mas minúsculos. O
peito arfava, como se estivesse excitada. Antes que o policial
dissesse alguma coisa, ela pediu:
- Posso tentar fazer sexo contigo? Talvez não consiga
aguentar teu falo enorme dentro de mim, mas gostaria muito
de tentar.
- Está bem, – Disse o sargento – Mas dê-me uma chu-
padinha, primeiro.
- Uma o quê? Não sei do que está falando.
- Está bem, aja como souber. Faça de conta que sou
todo teu...
Ela sentou-se de costas no colo dele. O negrão sentiu
ela esfregar sua glande no minúsculo pinguelo, mas não per-
cebeu nenhuma lubrificação ali. Só quando ela lhe tocou o
pau com aquela abertura que parecia mais um ânus é que
sentiu o quanto ela estava excitada. Pingava em abundância,
por ali. Ela apontou seu pênis para aquela entrada e as pre-
gas se movimentaram, como se fossem lábios vorazes. Ele
quis empurrar a glande reentrância adentro, mas ela pare-
ceu incomodada, como se estivesse engasgada. Ele desistiu
de tomar a iniciativa do coito. Ela voltou a engolir o membro
com voracidade, mas sem muita penetração. Era como se lhe
chupasse só a cabecinha. Então, de repente, ela estremeceu
e se enfiou toda ali. O negrão sentiu um líquido jorrar em
suas pernas, como um esguicho de ejaculação. Ela começou
a gemer alto. Ficou toda se tremendo no colo dele. Então, ele
experimentou uma sensação como se as pregas dela lhe esti-
vessem mamando o pau. Ele sentia nitidamente cada chupa-
da que lhe davam no pênis. Quando estava disposto a liberar
SEXO DO FUTURO 19
uma golfada de porra, eis que aquele túnel se estreitou em
torno do falo dele. Não conseguiu fazer os movimentos tra-
dicionais do coito. Era como se estivessem encangados, como
caninos. Ele tentou retirar seu falo daquele túnel estreito, mas
ela gemeu de dor. O negrão relaxou. Mas aí, bateu-lhe uma
enorme vontade de mijar. Aperreou-se. Tentou se livrar no-
vamente daquela pressão, mas ela gemeu de dor novamente.
Sua bexiga estava cheíssima, apesar de saber que isso seria
impossível num coito.
- Goze, meu homem. Goze. Estou sentindo teu gozo se
aproximar.
Então, o negrão relaxou e fez um esforço enorme para
urinar. Para o seu espanto, conseguiu. Ela gritou alto e ar-
rastado, também tendo um orgasmo. Foi uma sensação de-
morada para ambos e só assim ele conseguiu libertar o pau
daquele orifício dela. Para seu espanto, continuou mijando.
No entanto, o líquido que saia do seu pau, em profusão, era
esbranquiçado como uma gozada. Imediatamente após, o ne-
grão sentiu uma enorme fraqueza nas pernas e a cabeça girar.
Viu a mulher se levantar do seu colo com um sorriso maravi-
lhoso nos lábios. Depois, não viu mais nada.
Fim da terceira Parte
SEXO DO FUTURO20
SEXO DO FUTURO - Parte quatro
Quando recuperou os sentidos, viu o velho perito caído
ao solo. Tentou socorrer o cara, mas ele estava morto.
Aperreou-se. Onde estaria a bela mulher?
Levantou-se do chão onde estivera deitado e correu
toda a casa. Nada de achar a criatura que dizia vir do futuro.
Voltou-se para o cadáver do velho perito. O dono do apar-
tamento jazia com um profundo ferimento na têmpora, de
onde havia saído muito sangue. Tinha uma pistola ao alcance
da sua mão. Decerto tinha sido surpreendido por alguém que
também havia levado a mulher dali. Eram visíveis os traços
de violência dentro do apê. Os móveis estavam revirados,
como se tivesse passado por ali um pequeno furacão. Não
sentia nenhuma dor, portanto não haviam tocado nele. Só
então, percebeu que a tevê da residência estava ligada. Antes
de desmaiar, não estava.
Vestiu suas roupas depressa e saiu às ruas. Tinha a níti-
SEXO DO FUTURO 21
da impressão de que o delegado havia estado ali. Ou sozinho,
ou acompanhado de policiais. Não teria sido levado pelo pró-
prio perito, que sabia ele estar com a mulher assassina? Mas,
se era assim, por que não o haviam socorrido? Teria a mulher
fugido e agora estavam em seu encalço?
Não quis pensar muito. Como não achou seu celular, o
primeiro lugar onde procuraria seria na delegacia. A viatu-
ra que decerto usaram para chegar ali, no entanto, não mais
estava por perto do prédio. Não viu o porteiro, para pergun-
tar-lhe. Então, do telefone da portaria, ligou para a delega-
cia. Uma voz feminina o atendeu. Informou ao sargento que
o delegado havia saído para atender um chamado e já fazia
tempos. Ela queria saber o que o policial desejava falar com o
delegado, mas o negrão desconversou. Por isso, ficou sem sa-
ber a quanto tempo o sujeito estava fora. As pernas ainda lhe
doíam, terrivelmente. Então, ligou para uma agência de táxis.
Logo, seguia de volta ao puteiro onde tudo havia começado
ruim naquela noite.
- Soube do que houve lá no puteiro para onde estamos
indo? - Perguntou o taxista e, sem esperar resposta do negrão
fardado, completou: - ouvi dizer que mataram vários poli-
ciais ali. Mas já pegaram as assassinas dos caras. Deu agora
mesmo no rádio.
- Como é? Já pegaram as assassinas? Como assim? - Es-
pantou-se o militar.
- É, a notícia dizia que o delegado invadiu um contê-
iner no porto e matou várias mulheres. Está cheio de policiais
por lá, inclusive gente de fora.
- Toca para lá - ordenou o sargento.
Pouco depois, o negrão parava perto de um aglomera-
do de gente. Quando invadiu o contêiner, viu corpos femini-
nos espalhado pelo chão. Estavam todas metralhadas. Porém,
não viu a mulher que estivera consigo. Relaxou. Mas aí um
cara vestido de paletó preto o interpelou:
SEXO DO FUTURO22
- Não devia ter entrado, sargento. Mas, já que entrou,
cuidado para não pisar em provas espalhadas pelo chão.
Quem é você?
- Este é o sargento Brizola. Foi bom ter aparecido. Esta-
va querendo saber que fim levou.
- Fui nocauteado por uma das assassinas, delegado. -
Mentiu o sargento - estive desacordado lá perto do puteiro.
- E onde está o velho perito que estava contigo?
- Não sei, senhor. Depois que fui surpreendido, não
mais soube dele - mentiu novamente o policial. Agora tinha
certeza de que o velho amigo não o havia alcaguetado. Po-
rém, precisava desvendar o desaparecimento da mulher. Per-
guntou o que havia acontecido ali.
- Recebi uma denúncia anônima dizendo que o resto
do grupo que havia assassinado meu filho estava reunido
aqui. Requisitei mais homens e vim imediatamente. Conse-
gui encontrá-las. Mas, reagiram à ordem de prisão e morre-
ram no tiroteio.
O delegado olhava fixamente para o sargento. Este ti-
nha certeza de que as mulheres haviam sido surpreendidas
sem direito a defesa. Havia algumas alvejadas pelas costas.
Mas o negrão ficou calado. O delegado continuou:
- Agora, esses nobres senhores de preto são responsá-
veis pela investigação. São Federais. Portanto, dê toda a in-
formação que precisarem - e o delegado piscou um olho. O
negrão entendeu o recado.
O sargento respondeu algumas perguntas dos Federais,
mas não disse nada que já não soubessem. Pediu licença e
disse que voltaria para casa. O motorista de táxi ainda estava
por perto, esperando-o. Claro que estava doido por mais in-
formações, mas o negrão disse que não podia adiantar nada
para não atrapalhar as investigações.
O sargento Brizola voltou para a casa do perito assassi-
nado. Supunha que, se ainda estivesse viva, a jovem voltaria
a procurá-lo lá. E estava certo. Cerca de duas horas depois,
SEXO DO FUTURO 23
quando já era dia claro, a mulher vestida de couro fosco preto
apareceu. Estava ferida e sangrava no flanco esquerdo. Des-
maiou assim que o sargento a atendeu à porta do apê. Ele a
pegou nos braços e depositou-a numa cama com lençóis lim-
pos. O esforço provocou uma dor lancinante num dos lados
do rosto, justamente onde existia um dente cariado. O nervo
começou a latejar e ele maldisse a hora em que não tratou da
enfermidade. O dente já doera várias vezes, mas ele não se
apressou em fazer um tratamento. Mesmo assim, cuidou do
ferimento da moça, desinfetando-o e aplicando-lhe uma po-
mada cicatrizante. Por sorte, a bala atravessara a carne e saíra
por trás. Conseguiu parar a hemorragia. Não usara anestési-
cos, mas ela dormia a sono solto.
Procurou alguma coisa que lhe fizesse passar a dor de
dente, inutilmente. Então, deitou-se no sofá e ficou pensando
nos últimos acontecimentos. Ali, pegou no sono.
Acordou tendo o pênis lambido. Assustou-se, mas logo
reconheceu a mocinha de preto. Ela alijara-o das calças e ma-
mava seu pau com carinho. O dente, porém, doía de forma
insuportável. Sentiu o rosto inchado. Ela, no entanto, não ti-
nha mais o curativo no flanco. Apenas uma marquinha quase
invisível restava no local. Perguntou:
- O que houve com o seu ferimento?
- Tratei. Havia deixado a química aqui, pois saí apres-
sada.
- O que te fez sair apressada? - Quis saber o sargento.
- Um intruso. Entrou armado de pistola. Apontou-a
para mim. Fui mais rápida e o derrubei com um golpe de
Avandwá. Mas ele se recuperou rápido e atracou-se comigo.
Acertou-me um tiro. Mas eu consegui vencê-lo no combate.
Claro que o matei. Está estendido lá no chão.
- Porra, mulher, aquele era meu amigo e dono deste
apê.
- E por que atirou em mim? - Perguntou-me ela, es-
pantada.
SEXO DO FUTURO24
O sargento pensou um pouco, antes de responder:
- Talvez não quisesse atirar. Entrou armado para se
proteger. O tiro pode ter sido acidental.
- Pois não era o que parecia. Ele tinha a expressão de
um homicida no rosto.
O sargento calou-se. Achou que tudo não passou de
uma fatalidade. Mas o dente doía demais. Gemeu. Só então
ela pareceu ter percebido o inchaço:
- O que foi isso no rosto? Levou uma contusão?
- Não, é um maldito dente inflamado. Você não teria
algum remédio?
- Uaaaaaaaauu, vocês ainda sofrem disso? Nossa arcada
dentária é perfeita, além de estarmos sempre cuidando dela.
Talvez o nosso dentifrício resolva. Deixe-me ir buscá-lo.
Ela voltou pouco depois e vaporizou algo na boca do
negrão, demorando-se na região interna da gengiva atingida.
O spray tinha um gosto amargo quase insuportável. Ela, no
entanto, pediu para que ele não cuspisse. Pouco depois ele
sentiu o dente esfarelar-se totalmente em sua boca, de forma
indolor. Algumas outras placas se soltaram, também se es-
farelando em sua língua. Só então, ela pediu para ele cuspir.
Incrivelmente, era como se o spray tivesse removido
toda a cárie e toda a placa bacteriana de todos os dentes, de
uma só vez. O rosto ainda estava inchado, mas ela garantiu
que, livre do dente podre, logo desapareceria o inchaço. O
negrão estava atônito.
- É, eu sei que é quase incrível. Mas já usamos essa tec-
nologia há mais de um século. - Afirmou ela.
O negrão correu para o banheiro. Postou-se perante ao
espelho e comprovou que seus dentes estavam alvíssimos e
sem traços de cárie. Sorriu satisfeito. Então, ela veio até ele
e o abraçou por trás. Beijou-o num ponto das costas que ele
se arrepiou imediatamente. Virou-se de frente para ela e a
abraçou ternamente. Ela libertou, imediatamente, um forte
cheiro de fêmea. Parecia que havia tido um orgasmo naquele
SEXO DO FUTURO 25
momento. Um filete de um líquido branco escapou do seu
atrofiado sexo. Ela começou a se tremer toda. Pediu que ele
a penetrasse.
O pau do sargento já estava duríssimo. Em pé mesmo,
ali dentro do banheiro, ela encaixou o sexo no dele. Mais uma
vez, o negrão sentiu claramente que seu sexo era engolido
por aquela vulva estranha. Levou o dedo em riste às costas
dela, procurando-lhe o orifício anal. Não encontrou. Então,
ato contínuo, ela “cuspiu” seu pau de dentro de si, enquan-
to lançava um forte jato de líquido branquíssimo. O negrão
ficou frustrado, pois não gozara ainda. Ela estremeceu forte-
mente e depois ficou estática. De repente, desabou no chão,
sem dar tempo do policial a proteger da queda.
Fim da quarta parte
SEXO DO FUTURO26
SEXO DO FUTURO - Parte seis
Por sorte, a mulher do futuro não se machucou no baque.
O negrão carregou-a nos braços e depositou-a na cama.
O perito, dono do apê, ainda jazia no chão. Era preciso dar
um destino ao corpo. Nunca soube se ele tinha algum paren-
te próximo, mas também estava na dúvida se devia avisar a
polícia da sua morte ou não. Pensou em esconder o cadáver
por uns tempos, até conseguir um lugar onde a moça ficar.
Porém, quando achou que a jovem iria continuar desacorda-
da, eis que ela desperta. Depois de confirmar que ela estava
bem, perguntou onde estivera antes de chegar ferida ao apar-
tamento. A mulher lhe respondeu de forma tristonha:
- Fui até minhas irmãs, para saber quais eram os no-
vos planos, já que o nosso comunicador ficara com uma das
que foram assassinadas. Mas cheguei tarde. A polícia já havia
atacado o local e dizimado todas. Então, voltei para cá. Mas
havia perdido muito líquido vital. Então acho que desmaiei.
SEXO DO FUTURO 27
- E agora, o que pretende fazer? Continuar tua missão?
- Não posso. Minhas superioras não discutiam seus
planos com a gente. Só me resta esperar que um novo grupo
de mulheres seja enviado para essa época, o quanto antes.
Isso, se a fenda no tempo já não se extinguiu. Se já aconteceu,
não tenho mais como voltar.
- Isso não te apavora? - Perguntou o negrão, ao perce-
ber que ela não parecia nem um pouco incomodada com o
fato.
- Qualquer coisa é melhor do que estar lá no futuro.
Você não sabe o quanto meu tempo é violento e sem graça.
Depois, ela olhou toda dengosa para o sargento e com-
pletou:
- E eu acho que você cuidaria muito bem de mim, não?
O homem esteve um tanto pensativo, depois respon-
deu:
- Olha, confesso que não esperava por mais essa res-
ponsabilidade. Sou casado, dona. Minha esposa é ciumenta e
não aceitaria o meu relacionamento com você.
Ela ficou triste, mas não estava disposta a abrir mão
da companhia do sargento. Por isso, abraçou-se a ele quase
chorando. Implorou:
- Deixe-me ficar contigo. Não tenho mais ninguém
neste mundo. Prometo não atrapalhar o teu relacionamento
conjugal.
- Não sei se poderia te esconder por muito tempo, prin-
cipalmente dos meus amigos policiais. O delegado também
pode se lembrar de ti, já que te viu desmaiada. Pensa que você
está morta. Eu afirmei isso a ele. Se te ver aparecer viva, po-
derá acabar comigo. Eu teria que dar adeus ao meu emprego
e à minha carreira militar.
- Se é por isso, eu posso mudar a minha aparência, quer
ver?
E antes que o negrão respondesse, os músculos do ros-
to da mulher começaram a se mover, como se estivessem
SEXO DO FUTURO28
sofrendo uma mutação. Ela gemeu, como se o esforço lhe
causasse dor. No entanto, logo tinha as feições totalmente di-
fererentes da anterior. Em seguida, seus cabelos cresceram e
mudaram de cor. Agora eram alvíssimos, sem nenhum fio
colorido. E triplicaram de tamanho: chegavam até o meio das
costas dela. O sargento estava assombrado com tal transfor-
mação. Mas tinha que confessar que ela estava linda!
- Porra, agora é que minha mulher teria mesmo mais
ciúmes de você. Ficou bem mais bonita. Como consegue fa-
zer isso?
- Anos de treino. Muita vezes, trabalhamos disfarçadas
e precisamos mudar de aparência. Mas ainda me doem os
músculos faciais, quando me transformo.
- Também consegue mudar o formato do resto do cor-
po? - Perguntou o policial.
- Não. Na verdade, nunca tentei. Nem conheço nin-
guém que tenha conseguido.
- Uau. É impressionante. Estou perplexo.
- E então, agora posso ficar contigo? - Perguntou a ga-
rota do futuro.
O policial pensou um pouco e depois concordou em
cuidar dela. Mas não poderiam ser visto juntos o tempo todo.
Sua esposa logo desconfiaria de que tinham um caso.
- Você tem filhos? Poderia me candidatar a ser babá
deles...
- Tá louca? Eu não iria conseguir me conter com você
por perto. E não, eu e minha esposa nunca tivemos filhos.
- Por que?
- Ela é estéril. Não consegue engravidar. Já fizemos vá-
rios tratamentos e nada.
A moça esteve pensativa, depois afirmou com todas as
letras:
- Eu posso curá-la. E, se eu fizer isso, com certeza a tor-
narei minha amiga. Então, poderemos ser vistos juntos. Acho
que ela não teria mais ciúmes de mim.
SEXO DO FUTURO 29
- Tenho cá minhas dúvidas, mas ela certamente ficaria
para sempre agradecida. E eu também. Adoro crianças.
- Se eu pudesse, te daria uma nascida de mim. Mas a
minha estrutura física não me permite engravidar. No entan-
to, eu ficaria felicíssima em conceber uma semente tua.
O policial não sabia o que dizer. Tudo aquilo era muito
estranho para ele. Era um sujeito que se considerava bem ca-
sado. Amava a esposa. Mas sentia uma enorme atração pela
criatura do futuro.
Era preciso achar um lugar para ela ficar. Pagaria-lhe
um hotel modesto, até que ela tivesse condições de se auto-
sustentar. Estava decidido. Conhecia um amigo que adminis-
trava uma pequena pousada à beira-mar. Levaria a mulher
para lá. Depois ligaria para a polícia e faria uma denúncia
anônima: havia um corpo num apê sito naquele endereço
onde estavam.
Não queria ser visto saindo junto com a jovem de cabe-
los brancos do apartamento do perito. Por isso, pediu que ela
seguisse para os fundos do prédio e o esperasse por perto. Ele
trataria de achar uma oportunidade para não ser visto pelo
porteiro. No entanto, pode sair sem problemas pois a porta-
ria já havia feito a troca dos turnos. O funcionário que estava
no balcão não o tinha visto estrar. Esperou um momento de
distração e escapuliu furtivamente. Pouco depois, encontra-
va-se com a jovem. Havia pego um par de peças masculinas,
do guarda-roupas do perito, já que o uniforme da moça es-
tava sujo de sangue. A vestimenta ficou grande nela, mas o
importante era que a mancha rubra não fosse vista. Ela tro-
cou de roupas na rua mesmo, sem nenhum pudor, jogando as
que usara num cesto de lixo. Depois seguiram para a pousada
gerenciada pelo amigo.
Brizola não queria ser visto por ninguém do estabele-
cimento, por isso lhe deu uma grana e aguardou no táxi en-
quanto ela fazia a inscrição. Foi um martírio para ela mentir
pela primeira vez. Alegou ter perdido todos os documentos,
SEXO DO FUTURO30
mesmo assim facilitaram sua estadia sob promessa de apre-
sentar depois sua identificação. Perguntaram quem a tinha
indicado o estabelecimento e ela não soube mentir novamen-
te: disse que havia sido o sargento Brizola. O gerente ficou
ansioso para abraçar o amigo e saiu da pousada à sua procu-
ra. O negrão pensou em se esconder, mas percebeu que já era
muito tarde para isso. Saiu do táxi e abraçou o cara. Explicou
que estava com pressa, porisso não entrara. O gerente per-
guntou o nome da mulher. Só então, o negrão percebeu que
nunca havia perguntado isso a ela. Desconversou.
Pouco tempo depois o sargento se despedia de ambos.
Ela, no entanto, disse que antes precisava falar com ele. Que-
ria uma conversa particular. Brizola foi até o quarto onde ela
estava hospedada e seu amigo voltou para os seus afazeres da
pousada. No entanto, assim que chegaram diante da porta,
ela o puxou urgente e trancou-se com ele. Disse que estava
muito excitada e queria se despedir. Ele tentou dizer alguma
coisa, mas ela já havia lhe livrado das calças e tinha seu enor-
me caralho na boca. Chupava com uma gula até ameaçadora.
Ele temeu que ela lhe cravasse os dentes na peia. Mesmo as-
sim, não disse o que estava pensando naquele momento. Ao
invés disso, confessou:
- Pena que você não tenha cu. Adoro meter num ânus
gostoso...
Ela parou de repente de lhe chupar o caralho. O negrão
sentiu a garganta dela apertando seu membro. Ela o tinha en-
golido até o talo. Então, ela revirou os olhos e uma baba vis-
guenta começou a sair da sua boca. A mulher começou a ter
espasmos sem, porém, libertar sua pica da garganta. Quando
o sargento pensou que ela estivesse engasgando, seu pênis
duro foi cuspido da boca dela, de repente, envolto por uma
espécie de bolsa de carne, vermelha e palpitante. O policial fi-
cou horrorizado. Ela continuava revirando os olhos. Quando
ele quis retirar-se daquela deformidade, eis que ela o impediu
com gestos resolutos. O negrão entendeu que ela estava lhe
SEXO DO FUTURO 31
preparando nova surpresa. Mas a visão daquele bolo de carne
era aterradora. Mesmo assim, relaxou.
Então, aquelas carnes, que mais pareciam uma bolsa
disforme, foram se amoldando. Pouco depois, parecia um cu
quando é puxado para fora da bunda. Com pregas e tudo,
além das veias rubras e salientes. Ela cuspiu de novo uma
gosma pegajosa por ali. Só então, ele percebeu que a moça
começava a gozar. A pressão afrouxou, o túnel ficou lubrifi-
cado como uma vagina, e ela começou a fazer movimentos
de vai-e-vem com a cabeça. De vez em quando, cuspia uma
golfada daquela baba um pouco ácida, que dava uma enor-
me sensação de prazer ao sargento. Ele tinha a impressão de
que estava metendo num cu bem gostoso. Ela continuava de
olhos vidrados. Então, bateu-lhe a vontade de ejacular. Avi-
sou-a. Ela pareceu nem ter ouvido, mas seu corpo começou
imediatamente a se tremer. Ele apertou seu rosto com ambas
as mãos e meteu como se estivesse fodendo um apetitoso cu.
Quando, finalmente, gozou, foi a vez dela fazer os movimen-
tos de cópula com a garganta. A pressão daquele bolo de car-
ne aumentou em seu pau, como se estivessem engatados. Aí,
o negrão percebeu que não tinha mais controle do seu gozo.
Continuava ejaculando, mesmo depois de uns cinco minutos
de cópula. Começou a ficar agoniado, mas não conseguia se
desprender da goela dela. A massa de carne inflou como uma
bexiga de festas. Parecia que ia explodir. E nada dele parar de
ejacular. Foi-lhe batendo uma fraqueza nas pernas e o negrão
tombou de vez, desmaiado.
Fim da sexta parte
SEXO DO FUTURO32
SEXO DO FUTURO - Parte Sete
Otáxi parou bem na frente de sua casa, em Olinda. O
sargento não precisou dar o intinerário, pois pegara o
veículo da sua amiga taxista. Gastara todo o seu dinheiro re-
servando o quarto por um mês, para a mulher que veio do
futuro. Seu amigo lhe fez um bom desconto. Mesmo assim,
o deixou liso. Então, ligou para a taxista e contou-lhe a situa-
ção. Ela não fez nenhum “arrodeio” para apanhá-lo na pousa-
da e levá-lo para casa. Também não fez perguntas, apesar de
ter visto o negrão com uma jovem de cabelos branquíssimos.
Uma negra bonita e rabuda veio até o portão da residência,
quando ouviu o barulho do motor. Estava preocupada.
- O que houve, amor? Você nunca demorou tanto a vol-
tar para casa...
- Alguns amigos meus, da polícia, foram assassinados,
preta. Eu não podia sair da delegacia.
- Mas eu liguei para lá. Disseram que não sabiam de ti.
SEXO DO FUTURO 33
O sargento abraçou-se a ela, enquanto o taxi fazia o re-
torno. Ele gritou:
- Depois acertamos a corrida!
A taxista botou o braço para fora do carro e lhe esticou
um dedo. Continuou seu percurso.
- Desaforada, essa taxista. Eu já não o vi com ela outras
vezes? - Perguntou, cismada, a negrona.
- Sim, de vez em quando ela me transporta para casa. É
uma amiga de longas datas...
- Tá, me engana que eu gosto! Percebo os olhares tara-
dos dela pra você. E da última vez que você chegou bêbado,
estava com o rosto sujo de batom. Só hoje eu vi que ela usa
da mesma cor. Mas não estou afim de arengar. Estava preo-
cupada contigo. Só não me diga que estava esse tempo todo
com ela!!!
- Não, minha preta. Estive investigando a morte dos
meus companheiros. Por isso não sabiam de mim.
- E quem foi assassinado, posso saber?
O sargento Brizola narrou os últimos acontecimen-
tos sem, claro, contar a parte em que esteve envolvido com
a criatura do futuro. Enquanto ele falava, ela ia dando-lhe
um banho morno, debaixo de um chuveiro elétrico. O ne-
grão demonstrava um enorme cansaço. Eram pouco mais de
oito horas da manhã. Ele estava com sono, pois não dormira
quase nada na noite anterior. Quando acordou do desmaio,
a mulher o chupava novamente, com a disforme carnosidade
que lhe saía da goela e se projetava por uns vinte ou trinta
centímetros afora da boca. Parecia disposta a drenar-lhe toda
a energia, pois ele despertou novamente gozando com aquela
estranha e louca felação. Afastou-a de si, com determinação.
Ela cuspiu seu sexo ainda jorrando sêmen. Tinha os olhos re-
virados, como antes. Pareceu frustrada, ao ser rejeitada. Mas
não reclamou.
Então, o sargento chamou o táxi, vestiu-se e foi embo-
ra, sem nem se despedir. Ela lhe perguntou quando o veria
SEXO DO FUTURO34
novamente, mas ele saiu sem responder. Parecia querer fugir
dela o mais rápido possível. A mulher do futuro estava cho-
rando.
Não conseguiu dormir por muito tempo. A bela negra
o acordou, dizendo que o estavam chamando na delegacia.
Ainda sonolento, o sargento vestiu um uniforme limpo e
saiu, depois de uma breve despedida da esposa. Perguntou
para ela:
- Não vai trabalhar hoje?
- Ela sorriu e respondeu que haviam mudado seu horá-
rio de expediente, na cafeteria onde era funcionária. Agora,
só trabalharia no turno da noite.
Ele foi embora sem perguntar se isso havia sido bom
ou ruim para ela. Para ele era melhor pois costumava traba-
lhar por toda a madrugada. Agora, poderiam estar juntos por
mais tempo.
Quando chegou à delegacia, o delegado já o esperava
em seu próprio gabinete. Não fez rodeios. Perguntou na bu-
cha:
- Onde estão as armas confiscadas das mulheres que
matamos lá no puteiro?
- Não sei, senhor. - Disse o sargento, espantado - Achei
que estavam com os peritos...
- Eu também. Mas elas desapareceram e ninguém pa-
rece saber delas. Até as que estavam com as outras mulheres,
do contêiner, sumiram. A Polícia Federal está achando que
nós demos um fim a elas. Contava com você para esclarecer
esse mistério.
- Posso investigar, mas é um caso difícil. Na verdade,
acho que isso seria mesmo um trabalho para a PF.
- Se descobrirmos antes o paradeiro dessas armas, es-
taremos bem na fita com os federais. Portanto, quero você
investigando esse caso. E só se reporte comigo, entendeu?
Minutos depois, o sargento estava na rua, sem saber
SEXO DO FUTURO 35
por onde começar. Primeiro, pensou que o perito poderia
ter roubado as armas, antes de ir para o próprio apê onde
fora abatido. Mas não vira nenhum objeto estranho por lá. A
menos que a criatura do futuro tivesse recuperado as armas
perdidas pela companheiras. Então, seria o caso de voltar à
pousada.
Não encontrou a mulher na hospedaria. O amigo lhe
disse que ela havia saído fazia pouco tempo. Aproveitou para
procurar as armas no quarto dela. Nada. Resolveu-se a espe-
rá-la. Ela só chegou cerca de três horas depois, de indumen-
tária nova e com uma sacola cheia de roupas. Quando o viu,
abraçou-se a ele deveras contente. Ele disse:
- Achei que não tinha dinheiro. Como conseguiu essas
roupas?
- Infelizmente, tive que roubá-las de uma loja, que fica
num aglomerado mercantil. Shopping Tacaruna, se não me
engano...
- Achei que, se não mentia, logo não roubava. - disse o
sargento.
- Sim. Se eu tivesse sido flagrada, teria que dizer a ver-
dade. Mas ninguém me viu sair da loja.
E como pagou a condução para ir e voltar de lá?
- Fui e vim a pé. Por isso, demorei.
- A pé? Mas a distância é longa daqui para lá!!!
- Por isso fui e vim usando toda a minha velocidade
possível. As pessoas me aplaudiam pela rua, sabe? Diziam
que nenhuma atleta conseguiria correr tão rápido quanto eu.
- Porra, mulher, isso vai dar muito na vista. Teve sorte
de não encontrar nenhuma equipe de reportagem pelas ruas.
- Eu encontrei, amor. Porém, não parei para dar en-
trevista. Disse que estava muito apressada. E eles não con-
seguiram acompanhar minha velocidade. E eu sabia que iria
encontrá-lo, quando voltasse. Então, quis vir rápido.
- Sabia que eu queria falar contigo? Como assim?
- As nossas armas desapareceram, não? Achei que teu
SEXO DO FUTURO36
superior fosse questioná-lo sobre isso.
- Como sabe do desaparecimento das armas? - Pergun-
tou o negrão, desconfiado.
- Relaxe, amor. Havia um mecanismo de autodestrui-
ção em todas as armas. Elas se desintegram no ar, sem deixar
vestígios, algum tempo depois de não ser mais detectado os
sinais vitais dos seus donos. Desse modo, só quem pode pos-
suir o arsenal é quem estiver vivo e cadastrado para usar os
objetos.
O negrão Brizola suspirou. Estava explicado o mistério.
Porém, não poderia usar essa explicação para convencer o
delegado, sem expor que a mulher sobrevivera à chacina do
puteiro. Teria que bolar uma bela desculpa que convencesse
o superior. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz
da mulher:
- Pensei que havia ficado com raiva de mim. Interrom-
peu o coito, hoje cedo, quando foi embora...
- Porra, você tem drenado todas as minhas forças. Con-
fesso que estou com medo de ti.
- Não fique. Passei muitos anos sem ter sexo. É natural
que queira recuperar o tempo perdido.
- Mas, para que precisa de tanto esperma?
- Eu quero engravidar de você. Decidi isso assim que
tivemos o primeiro orgasmo. Mas, confesso que não sei como
gerir um filho teu. Então, estou tentando de todas as manei-
ras, amor.
- Cacete, mulher. Eu fico destruído a cada sessão de
sexo que temos. Pareço a ponto de morrer, de tão exausto!!!
Ela riu gostosamente, e naquele momento ele a achou
linda. Então, ela disse:
- Ainda falta uma maneira a tentar, mas eu acho que
você não irá concordar comigo. - disse ela, de forma mali-
ciosa.
- E qual seria? - quis saber o negão.
Dali a pouco, estavam ambos nus. Ela o deitou sua-
SEXO DO FUTURO 37
vemente na cama e começou a acariciá-lo dos pés à cabeça.
Ia perguntando onde deveria beijá-lo, e ele ia indicando as
partes mais sensíveis do corpo. Finalmente, ela acomodou-se
sobre ele. Sua boceta deformada engoliu seu pênis até que
ficasse totalmente lubrificada. Quando ele pensou que ela iria
chupá-lo com aquela estranha vulva, eis que ela cuspiu seu
sexo de dentro de si. Babava com profusão, que escorria da
deformidade. Então, de repente, o negrão sentiu algo invadir
o buraquinho da sua pica. Doía. Ele tentou afastá-la, mas ela
pegou seu enorme pau com uma das mãos, imobilizando-o.
O negrão esticou a cabeça e viu o pinguelo da mulher alon-
gado, adentrando a sua peia. Tentou afasta-la mais uma vez
e ela tocou-lhe um nervo do pescoço, deixando-o totalmente
imobilizado. O negrão sentiu aquele estranho e enorme pin-
guelo lhe invadindo o canal da uretra, rasgando-o todo, do-
endo-lhe terrivelmente. Mas não conseguia nem gritar, imo-
bilizado. Então, aquele pinguelo começou a inchar, forçando
o canal. E continuava invadindo suas entranhas. Ele o sentia
cada vez mais profundo, e essa era uma invasão dolorida. Em
seguida, foi como se a xereca dela se transformasse num cu.
Engoliu o pênis dele, sem deixar de introduzir-se, também,
no seu canal de mijar. Aquele pedaço de carne se movimen-
tava, como se estivesse deglutindo-o ao mesmo tempo que
o masturbava. No entanto, sentiu como se o estranho e ex-
tenso pinguelo estivesse ejaculando dentro dele. Olhou para
a mulher e ela tinha os olhos revirados. De repente, aquele
pinguelo foi extraído de uma vez de dentro dele. O movi-
mento brusco lhe causou uma vontade enorme de ejacular.
Quis se prender, mas pegou-se gozando intensamente dentro
da estranha vulva da mulher. Ainda não conseguia se mover.
Então, sua cabeça rodou vertiginosamente e ele mais uma vez
perdeu os sentidos.
Fim da sétima parte
SEXO DO FUTURO38
SEXO DO FUTURO – Parte oito
Quando recuperou os sentidos, cerca de meia hora depois
de ter desmaiado, a primeira coisa que o negrão viu foi
a mulher do futuro com seus documentos espalhados sobre
um pequeno móvel de cabeceira que havia no quarto. Ela es-
ticou-se para dar-lhe um beijo na boca, saudando-o. O cara
sentou-se na cama e perguntou:
- O que está fazendo com meus documentos?
- Conhecendo um pouco mais da vida do meu futuro
marido. Também queria saber teu nome, já que não nos apre-
sentamos ainda...
- É verdade. Agora, você leva vantagem sobre mim.
Como se chama?
- Oh, amor, no futuro nós não temos nome, apenas um
número de identificação. E o meu é muito extenso. Costuma-
mos dar apelidos a nós mesmos, conforme a situação. E teu
nome é difícil de decorar. Como é o meu primeiro homem,
SEXO DO FUTURO 39
vou te chamar de Adão. Gosta?
- Tanto faz. Nesse caso, passarei a te chamar de Eva. Por
falar nisso, vocês ainda acreditam em Deus, no futuro?
- Não. – Afirmou ela, sem qualquer constrangimento.
– A humanidade conscientizou-se de que Deus, se realmen-
te existiu, deve estar morto. Apenas algumas poucas pessoas
continuam adorando-o, mas só como uma espécie de folclo-
re. São chamados de Adoradores do Deus Antigo. Mas não
existem mais templos. Oram em suas residências, sozinhos
ou em grupos.
- Interessante, Eva. Eu, que achava que os evangélicos,
um dia, dominariam o mundo.
- Passaram a ser perseguidos. Taxaram-nos de merce-
nários. Mataram pastores e fiéis. Confiscaram todos os bens
da Igreja. Acabaram com todas as gerações de um antigo pas-
tor da era de vocês.
- Uau. Minha esposa é protestante. Queria poder-lhe
contar isso. Mas ela jamais acreditaria nessa história.
- Por falar em tua esposa, quando poderei falar com
ela? – A mulher estava curiosa.
- Deixe quieto. Quando for um bom momento, eu mes-
mo te apresento a ela. Quem sabe quando você conseguir um
emprego, de preferência na área de Medicina, já que você pa-
rece saber lidar com a saúde.
- Todos nós, do futuro, somos experts em biologia e
medicina. Aprendemos desde crianças, com os cursos à dis-
tância. Também já não existem mais escolas, pois Educação
era a mina de ouro dos políticos safados.
A mulher perdeu o interesse pelos documentos e ani-
nhou-se nos braços do negrão. Ronronou:
- Mas eu não quero falar sobre isso. Quero saber de nós
dois. Quando poderemos nos casar?
- Ora, eu já disse que sou casado. E amo minha esposa.
- No futuro, podemos ter quantos parceiros quisermos.
Há muito, dominamos esse sentimento mesquinho chamado
SEXO DO FUTURO40
ciúme. Seremos amantes, então. Dessa forma, você não pre-
cisa deixar tua esposa, amor.
O sargento não respondeu. Deu-lhe um rápido beijo
nos lábios e foi tomar banho. Logo, estava vestido para voltar
à delegacia. Ela lembrou-se:
- Ah, quando você estava repousando, vi um comuni-
cado na tevê. Um homem apresentou-se à Polícia, dizendo
que precisava localizar um sargento chamado Brizola. Achei
que ele queria falar com você, por isso fui dar uma olhada
nos teus documentos para conferir teu nome.
- Ele disse como se chamava? – Perguntou o negrão,
todo desconfiado.
- Não. Nem vi sua imagem. Melhor você seguir para a
tua delegacia, já que eu acredito que ele esteja lá. Mas man-
tenha contato comigo. É que me interessa ter mais notícias
desse homem. Se for quem estou pensando, minha missão
não estará pedida...
Pouco depois, o policial chegava à delegacia. O delega-
do veio furioso ao seu encontro:
- Onde, diabos, você estava? Não atendeu o celular e
tua esposa disse que já tinha saído de casa fazia tempos!
O sargento botou a mão no bolso e retirou de lá seu
aparelho celular. Estava descarregado. Pediu desculpas. Disse
que estava nas ruas, em busca de pistas sobre as armas. O seu
superior afirmou:
- Um doido veio te procurar aqui, dizendo ter um re-
cado, mas que só falaria se fosse contigo. Não há registro das
digitais dele. Aliás, o cara tem todas as digitais apagadas das
mãos, como se tivesse sofrido queimaduras. Está no xilindró,
te esperando.
O sargento não quis estender a conversa. Quase correu
até a cela onde o cara se encontrava. Era um jovem negro
e musculoso, com os cabelos totalmente brancos. Abriu um
sorriso nos lábios, quando viu o negrão.
SEXO DO FUTURO 41
- Finalmente, me encontro contigo. É uma grande hon-
ra. – Afirmou ele.
- Quem é você e como me conhece? Desembuche logo,
antes que eu perca a paciência.
- Não posso dizer quem sou, por enquanto. Mas precisa
alertar tua parceira de que estamos todos em perigo extremo.
- Do que, diabos, está falando? Como conhece minha
esposa? – Ralhou o negrão, mais desconfiado ainda.
- Tire-me daqui e conversaremos. Mas terá que ser
uma conversa a sós. Eu não conseguiria comprovar o que te-
nho para te dizer.
Pouco depois, ambos estavam em um barzinho. Mas o
jovem pediu apenas uma garrafinha de água mineral. O sar-
gento pediu um refrigerante.
- Pronto. Já pode falar. E faça valer a pena eu ter con-
frontado meu superior para poder te soltar. – Inqueriu o po-
licial.
- Está bem. Sei que o que vou dizer não vai te espantar.
Não mais. Então, serei curto e grosso: vai começar a invasão.
Talvez, já estejam aqui. Então, precisaremos ser espertos.
- De que está falando, homem? Não pode ser mais cla-
ro?
- Quer dizer que as mulheres do futuro ainda não se fi-
zeram notar? Não é possível! Meus dados indicam que vocês
até já transaram!!!
- Puta que me pariu, agora fodeu... – impacientou-se o
policial - De que porra está...
Aí o militar estancou. Compreendeu tudo naquele ins-
tante:
- Cacete, você também é do futuro, porra. – Exclamou
e depois olhou para todos os lados, temendo ter sido ouvido.
- Depois, continuou, só que em tom mais baixo:
- Então, diz aí: qual é o recado que tem para mim? E
quem é você?
SEXO DO FUTURO42
O jovem estendeu-lhe a mão. Apresentou-se:
- Eu sou 062 quinhentos e quatro 87. É um prazer co-
nhece-lo.
- Ok. Ok. Não tem um nome que eu possa te chamar,
que seja mais fácil de decorar? – Quis saber o policial.
- Dê-me o nome que quiser. Para mim, será uma gran-
de honra ser apelidado por você.
- Pois vou te chamar de Caim. É mais fácil de eu deco-
rar e de você pronunciar. Agora, diga-me o recado.
- Há um exército vindo do futuro para cá. Seu líder é
um dos assassinos mais sanguinários que nosso mundo já
conheceu. Precisamos pará-los. Eu vim para te ajudar. Está
escrito que, sem mim, você não terá chances de triunfar.
O sargento estava muito sério. Perguntou ao jovem:
- Não seria o caso de denunciar essa invasão às forças
armadas? Eles têm muito mais recursos que nós dois.
- Não acreditariam em mim. E eu temo que fiquem com
as armas do inimigo. Então, estaríamos realmente perdidos.
Nem os federais devem saber dessas armas. Infelizmente, te-
remos que vencer essa guerra sozinhos. – Disse tristemente o
rapaz de cabelos totalmente brancos.
- Pois diga sinceramente: acha que apenas nós dois
conseguiríamos?
- Eu tenho certeza!!! Só não posso dizer ainda o porquê.
- Ok, vou embarcar nessa tua loucura. O que devemos
fazer?
- Primeiro, eu gostaria de conhecer a tua amante. Para
mim, será uma grande honra me encontrar com uma perso-
nagem tão importante para a humanidade. – Alegrou-se o
cara que veio do futuro.
Pouco depois, o negrão estava de volta à pousada. Eva,
no entanto, não conhecia o jovem. Fez perguntas. Ele afir-
mou:
- Sabemos que a senhora perdeu as irmãs e ficou presa
SEXO DO FUTURO 43
nessa era. Estou aqui com a missão de te resgatar.
- E quem é você?
- Agora, tenho a honra de me chamar de Caim. Mas
precisamos ser rápidos. A grande invasão já começou.
- Minhas outras irmãs estão aqui?
- Não. O inimigo está aqui. Com mais de cem homens.
O dobro do que necessitariam para dominar este mundo.
- Só cem homens? Pensei que fossem muitos mais, por-
ra... – Espantou-se o negrão.
- Pois eu reafirmo que metade desse número seria su-
ficiente. Virão armados e são muito perigosos. – Insistiu o
jovem.
- Ok, primeiro temos que encontrar um lugar onde
você possa ficar mais perto de mim. Portanto, vou te levar
na minha casa e te apresentar à minha esposa. Mas esta tua
roupa é muito estranha e fora do contexto. Não tem uma me-
lhor? – Disse o negrão, referindo-se à indumentária do cara,
de couro negro, como a que usava a mulher do futuro.
- Infelizmente, só tenho esta roupa...
- Vamos. Em casa, tenho roupas que devem caber em
você. Tem quase a minha estatura. Mas advirto: minha es-
posa não pode saber quem você é. Jamais acreditaria nessa
história de gente vinda do futuro!
Quando chegaram na casa do sargento, ele apenas disse
à mulher:
- Este é um amigo meu, amor. Ficará uns tempos co-
nosco, até arranjar um local para morar. Vou deixa-lo aqui e
voltar ao trabalho. Amanhã, estarei de volta.
E, virando-se para o negrão, arrematou:
- Você me aguarda aqui, como combinamos no cami-
nho. Vou pôr em prática o plano que engendramos. E esperar
para ver o que acontece...
Mas o jovem parecia não ter ouvido o que o policial
disse, encantado pela mulher. Na verdade, ele nunca havia
SEXO DO FUTURO44
visto uma fêmea de corpo tão sinuoso quanto o dela. As mu-
lheres do futuro eram todas magras, se bem que algumas ti-
nham compleição musculosa. Mas, uma bundinha empinada
e redonda como a dela, ele nunca havia visto. Só então, caiu
em si:
- O que você disse? Desculpe, estava absorto.
- Deixa para lá. Depois conversamos. – E, virando-se
para a esposa, disse:
- Querida, cuide bem dele. É um amigo muito querido
e irá me prestar ajuda num grande problema. Dê-lhe uma de
minhas roupas, mas ele precisa tomar um banho antes. Pro-
videncie tudo. Vou ter que sair.
Quando o sargento foi embora, a negra olhava cismada
para o jovem. Perguntou:
- O que meu marido anda tramando? Lógico que está
me escondendo algo. Ele nunca trouxe nenhum de seus ami-
gos aqui em casa. Nem os com quem ele já trabalha há anos.
E ainda diz que você resolverá um grande problema nosso? A
que problema ele se refere?
- Não sei, senhora – falou o negrão, lutando contra a
vontade de dizer a verdade – Seria melhor perguntar a ele.
- Você é um mentiroso. Claro que sabe do nosso pro-
blema. Para te trazer aqui, ele deve ter te contado.
- E o que ele teria para me contar, madame?
Ela pensou um pouco, antes de responder. Quando o
fez, estava amargurada:
- Eu não posso ter filhos. Mas meu marido adora crian-
ças. Já fizemos todo tipo de tratamento, gastamos todas a
nossas economias e nada. Ele deve estar muito desesperado
para chegar a um ponto desse...
- Não estou entendendo onde quer chegar, senhora.
Seu marido e eu não...
- Mentira! – Gritou ela, veementemente. – Mentira e
mentira! Ele quer que eu engravide e apela agora para os ami-
gos. Amigos, não. Você tem toda a pinta de garoto de aluguel.
SEXO DO FUTURO 45
Deve estar aqui para tentar me emprenhar. Então, acabemos
logo com essa farsa!
Dito isso, a bela negra despiu-se totalmente ali mesmo.
O negrão estava embasbacado com aquela situação. Queria
sinceramente demover a mulher daquela ideia. Tentou:
- Senhora, está equivocada. Eu não...
Mas ela já o beijava ardentemente na boca, colando os
seios duros nos peitos dele. O pau do cara ficou teso, imedia-
tamente.
- Por outro lado, eu e ele quase não fodemos mais. Ele
tenta, mas eu perdi o tesão, por não poder dar-lhe um bebê.
Mas neste momento eu estou excitada. – Disse ela, num fogo
danado, sem desencostar a boca, nem o corpo, da dele.
Ela levou uma das mãos entre as pernas do jovem. En-
controu lá um pênis curto, com cerca de cinco ou seis cen-
tímetros, apesar de ser razoavelmente grosso. Agachou-se
entre as pernas dele e levou a estranha glande à boca. Ela era
vermelhíssima e pontuda, como a de um cachorro. Mas não
falou da sua frustração. Com a fome de sexo que estava, gos-
taria de ter encontrado ali uma rola enorme, como a do seu
marido. Mesmo assim, chupou a cabecinha fina com gosto.
Para a sua surpresa, aquele pedaço de carne cresceu mais do
triplo, e foi ficando cada vez mais encorpado. Ela levantou-se
de repente e jogou-o no sofá da sala. Ainda atônito, ele não
reagiu. Ela montou sobre seu corpo e direcionou o estranho
membro à vulva. Ele adentrou-a rápido e certeiro, como um
bote de uma serpente. Pouco depois, a mulher sentia aquele
pinguelo invadir-lhe a entrada do útero e continuar sendo
introduzido cada vez mais. Então, começou a se assustar.
Aquilo não era normal. Perguntou-se se não estava sonhan-
do, mas a sensação era muito nítida dentro dela. Aperreou-
se. Evangélica, começou a pensar que estava sendo possuída
pelo Diabo.
Percebeu claramente uma golfada, como se ele tivesse
ejaculado. Em seguida, uma leve acidez ardeu em suas entra-
SEXO DO FUTURO46
nhas. Sentiu também o membro dele inchar exageradamente
dentro da sua vulva. Ao ponto de ficarem engatados, como
caninos na foda. Quando olhou em seu rosto, ele tinha os
olhos arregalados e totalmente revirados. Foi quando ela, fi-
nalmente, resolveu-se a agir.
Tentou sair de cima daquela criatura demoníaca, mas
não conseguia. A disforme carnosidade inchada já lhe havia
tomado todo o espaço entre a entrada da vagina e o útero.
Começou a entrar em pânico. Fez força para abortar aquela
trolha. Mas doía demais. Tomou coragem e forçou a separa-
ção dos corpos. Os dois gemeram de dor ao mesmo tempo.
No entanto, o impensável estava para acontecer.
Um mar de substância esbranquiçada e pegajosa inun-
dou-a por dentro. Aquele estranho pinguelo recolheu-se de
repente, e vazou uma quantidade enorme daquele líquido.
Parecia um cavalo esporrando. Conseguiu, finalmente, de
desvencilhar dele. Quase que se jogou sofá abaixo. Quando
se ajoelhou no chão disposta a fugir de perto do estranho,
teve uma visão aterradora: o estranho pedaço de carne que
antes parecia um pinguelo agora parecia um rabo de lagar-
tixa quando se desprende do corpo. Chicoteava em todas as
direções, como se estivesse em enorme agonia. Media cerca
de um metro de comprimento, saindo de um rebolo de carne
que antes tinha a forma de um pênis. Agora estava roxo, in-
chadíssimo, cheio de veias salientes. Ela, por fim, teve forças
para gritar:
- VALEI-ME MEU SENHOR JESUS CRISTO. FUI
POSSUÍDA PELO CAPETA. ESTOU AMALDIÇOADA!
Fim da oitava parte
SEXO DO FUTURO 47
SEXO DO FUTURO – Parte nove
Anegra lembrou-se que o marido guardava uma pistola
carregada, lá no guarda-roupas. Correu para o quar-
to. Nunca concordara com ele guardar uma arma dentro de
casa, apesar de sabe-lo policial. Ela detestava armas e o que
elas representavam, principalmente por causa da sua religião.
Mas, naquele momento, estava contente por Deus ter inspira-
do o marido a contraria-la. Ela iria destruir Satanás!
Demorou um pouco a achar a pistola escondida no
fundo de uma das gavetas do móvel, de tão nervosa que esta-
va. Finalmente, empunhou firmemente a arma e voltou reso-
luta para a sala. O jovem, porém, não se encontrava mais lá.
A porta do apê estava aberta e ela correu para fora. Desceu
as escadas de arma em punho, mas o negro dos cabelos total-
mente brancos havia desaparecido.
O sargento Brizola chegou ao prédio da emissora de
SEXO DO FUTURO48
tevê localizado em Olinda e perguntou pela repórter Maria
Libório. Indicaram-lhe uma sala e ele se dirigiu para lá. En-
controu-a ao computador, editando uma matéria. A jovem
manipulava um vídeo, fazendo os cortes que achava necessá-
rio. Quando viu o negrão, abriu um largo sorriso.
- Meu Deus, você aqui? A que devo a honra da tua ilus-
tre visita? Finalmente veio me pedir para voltar?
- Não brinque, continuo casado.
- E eu continuo descasada, querido. E ainda amando
você!
Beijou apaixonadamente os lábios do negro, que não
ofereceu resistência. Quando, enfim, se largou dele, o sargen-
to disse:
- Vim te dar um furo de reportagem, e acho que che-
guei bem na hora.
Ela espantou-se. Puxou uma cadeira e pediu que ele se
sentasse junto a ela. O policial apontou para o vídeo:
- Vim te oferecer a chance de entrevistar essa mulher
que aparece nessa imagem, que tal?
- Uau! Quando você diz algo, eu acredito. Como fare-
mos?
- Antes, porém, vou querer um favor teu. – E, antes que
ela perguntasse: - Quero também que faça uma entrevista co-
migo. É muito importante.
- Você pedindo, eu atendo. Mas teria de convencer meu
editor de que o que tem pra dizer vale a pena a trabalheira...
- Vim denunciar uma invasão militar em breve, que
mudará o curso da história. Mas só posso dizer isso.
- Porra, meu, isso é sério? Não está de sacanagem co-
migo? Tuas fontes são confiáveis?
- Sim, são fontes confiáveis. Mas não podem ir a públi-
co ainda. Por isso, mandam um recado por mim.
A repórter esteve pensativa. Confiava no ex-amante.
Ele nunca lhe tinha mentido. Não seria agora que iria dei-
xa-la em apuros. Haviam sido namorados, antes de ambos
SEXO DO FUTURO 49
seguirem suas vidas. Culpa dela, não terem casado. Ela o dei-
xou para ficar com um jornalista famoso. Mas seu casamento
não durou nem três meses. Quando quis voltar para o ne-
grão, este já namorava uma negra rabuda e linda, com quem
contraiu matrimônio menos de um ano depois. Ainda quis
tê-lo como amante, mas foi rejeitada pelo homem. Aquietou-
se e curtiu sua decepção. Nunca mais o havia encontrado.
Agora, ele lhe chegava com aquela notícia bombástica. Daria
um jeito de fazer o que ele queria.
- Deixa eu te preparar para a filmagem. Vou pegar o kit
de maquiagem. Espere-me aqui. Volto já...
Pouco depois, o negrão terminava a gravação:
- ... Pois eu estou sabendo dos teus planos medonhos e
pode apostar que te impedirei. Nem que eu tenha que morrer
tentando. Mas essa guerra deverá ser entre mim e você. Se
tentar envolver outras pessoas, serei obrigado a contatar as
Forças Armadas deste País. Você não terá nenhuma chance
de vencer.
- Muito dramático, mas não entendi nadinha de nada.
– Confessou a jornalista – Não pode me dar nenhuma dica
do que está acontecendo? Prometo não publicar nada até
você me autorizar.
- Você acharia que eu estou louco. Também não quero
comprometer você. Estaria tão em perigo quanto eu. Estou
querendo fazer dessa guerra algo particular, para não envol-
ver mais pessoas. Se eu triunfar você será a primeira a publi-
car essa história.
- Infelizmente, não posso levar ao ar esse recado. Meu
chefe não autorizaria. É muito vago. Precisaria de algo mais
consistente.
- Bem, então terei de apelar para um repórter amigo
meu, que é muito mercenário. Com certeza publicaria a re-
portagem, mesmo sem saber de que se trata, mediante algu-
ma quantia em dinheiro...
Ela esteve mais uma vez pensativa, até afirmar:
SEXO DO FUTURO50
- Está bem. Darei um jeito de convencer meu editor.
Mas vou te cobrar algo por isso, também.
- Fechado. Quanto pretende me cobrar? – O negrão es-
tava curioso.
- Ainda não sei. Mas não será nada que você não pos-
sa pagar. Agora, me dê o endereço da incrível corredora. Eu
mesma filmei essas imagens que vemos no vídeo e garanto
que fiquei impressionada. Ela é muito veloz. Com certeza
vencerá a competição para a qual deve estar treinando.
- Vamos, eu te levo até ela. Verá por que eu não posso
te contar muita coisa, por enquanto...
Pouco depois, as duas mulheres estavam frente a frente.
Com um pequeno gravador, a repórter registrava a entrevis-
ta:
- A senhorita está se preparando para alguma compe-
tição?
- Não, não. Eu não posso competir. Estaria sendo deso-
nesta com os meus adversários.
- Como assim? Numa competição, vence o melhor ou o
mais bem preparado. E parece que você está preparadíssima.
– Insistiu a repórter.
- Sim, mas eu sei que ninguém conseguiria me vencer.
E meu código moral não me permite levar esse tipo de van-
tagem.
- Que estranho. Outro competidor até usaria métodos
espúrios para vencer. De que adianta ter treinado tanto, al-
cançado a perfeição, para depois não competir? – Continuou
insistindo a jornalista.
- Você não entenderia. Eu me sentiria fraudando a
competição, já que tenho certeza de que venceria.
- Continuo sem entender. O que te faz de tão especial?
A jovem olhou para o negrão, que estava bem próximo.
Ele assentiu com um gesto de cabeça. Ela então, disse:
- Eu venho do futuro. Lá, atingi meu auge em veloci-
SEXO DO FUTURO 51
dade. Meu código moral não me permite enganar as pessoas.
A repórter arregalou os olhos. Depois, deu uma sonora
risada:
- Vocês dois estão de gozação comigo. Claro que não
acredito nessa história de vir do futuro. Que coisa. Qual o
sentido de estar querendo me empurrar essa história tão ab-
surda? Estão querendo que eu perca meu emprego, que fique
desacreditada pela mídia?
- Se ela te provar, você nos promete não publicar nada
da matéria?
A jornalista ficou séria. Ajeitou-se na cadeira. Estava
curiosíssima.
- Vocês têm como provar? Aí eu prometo, sim, calar o
bico...
A jovem despiu-se totalmente. Aproximou-se da re-
pórter e quase encostou a vulva deformada em seu rosto. De-
pois, fez o mesmo com a goela, botando um enorme pedaço
de carne deformada para fora da boca. A jornalista estava
enojada, principalmente quando aquela deformidade se mo-
veu como se tivesse vida própria. Mesmo assim, não estava
ainda convencida:
- Ora, você pode ter alguma anomalia. Desse modo,
consegue fazer essa coisa nojenta.
- Você acha que alguém conseguiria viver sem um
ânus? – Perguntou o policial.
A profissional ficou embasbacada quando a jovem de
cabelos branquíssimos se virou de costas e mostrou que não
tinha um cu entre as nádegas.
- Meu Deus. Sem cu não dá para sobreviver nem foden-
do, que me desculpem o trocadilho. Puta que me pariu! Por
essa eu não esperava. Não dá para esconder um fato desses...
- Você prometeu! – O negrão falou em uníssono com a
criatura do futuro.
A jornalista levou ambas as mãos ao rosto. Estava im-
pressionada e arrependida da sua promessa. Ponderou:
SEXO DO FUTURO52
- Tudo bem, eu poderia faltar com a minha palavra,
mas não vou fazer isso. Garanto. Mas posso divulgar quando
for o momento propício, não posso?
- Sim, assim que eu vencer essa guerra.
- Quem é o inimigo, alguém também do futuro?
- Mais de uma centena de soldados do mal, também
vindos do futuro. E com armas poderosíssimas, sem páreo
para o aparato militar dessa era. – Respondeu a loiríssima.
A jornalista arfava:
- Caracas. Preciso dos meus sais e não os trouxe. Puta
que me pariu. Estou fodida e mal paga.
A jovem do futuro foi até o guarda roupa e pegou um
frasco diminuto. Pingou umas gotas nos olhos da jovem, que
logo se recuperou.
- Pelo jeito, deve ser remédio do futuro, para fazer eu
me sentir bem tão rapidamente. Me deixa um frasco?
- Não posso. Além de só ter esse, o recipiente não pode
se afastar de mim por muito tempo. Se desintegraria no ar.
- Porra, meu. É muita informação para eu processar. E
parece que esse líquido tem propriedades afrodisíacas, pois
estou me sentindo cada vez mais excitada. – Confessou a re-
pórter. A outra concordou:
- Sim, é uma substância muito erógena. E essa sensa-
ção vai aumentar, quando mais tempo a senhorita passe sem
sexo.
- Merda, você devia ter me avisado. O que é que eu faço
agora? Já estou há uma caralhada de tempo sem foder, acho
que vou enlouquecer.
E, virando-se para o negrão:
- Você vai me socorrer! Vá botando logo esse caralho
enorme para fora. E nem ouse me frustrar desse prazer.
O negrão estendeu o pau ainda mole para ela. Sentada
na cadeira, a jornalista manuseou com gula seu caralho, até
que ele ficou em ponto de bala. Levou-o à boca, enquanto
metia os dedos na xereca. Pingava gozo dali. A outra mão
SEXO DO FUTURO 53
masturbava o policial, enquanto a boca deglutia a chapeleta.
Ela engasgou-se algumas vezes, com a grossura e extensão do
cacete. Mas não desistiu.
- Meu negrão continua muito gostoso.
E logo teve o primeiro orgasmo. Seguiu-se outros sem
o jovem nem ter tocado em sua vulva. O sargento Brizola
teve a curiosidade de olhar para a mulher do futuro. A cria-
tura tinha os olhos revirados e se tremia toda. Ele enfiou-lhe
um dedo entre as pernas e ela urrou que queria mais. Que
ele lhe enfiasse o punho inteiro. Estava de pé ao lado dele e
o negrão fez um esforço para atende-la. Aí a jornalista ajoe-
lhou-se sobre o assento da cadeira e virou-se de costas para
ele. Implorou que lhe comesse a bunda. O negrão ficou em
dúvida se dava atenção a ela ou à outra. A loira decidiu por
ele. Agachou-se e apontou o pau do macho para o rego da
fêmea. Ele acunhou aquele rabo quente, enquanto ela lhe
lambia o ânus. Inesperadamente, o negrão sentiu novamente
aquele pinguelo enorme invadi-lo, só que desta vez por trás.
Segurou a vontade de gozar e continuou socando a pica. Mas
aí, aquele bolo de carne foi inchando dentro do seu rego de
um modo que parecia que ia arrebentando-lhe as pregas.
Mesmo incomodado, continuou fodendo a outra. Aí, sentiu
uma enxurrada gosmenta inundar suas entranhas e o rebolo
foi recolhido com violência do seu ânus.
Gozou pela frente e por trás ao mesmo tempo.
Fim da nona parte
SEXO DO FUTURO54
SEXO DO FUTURO – Parte dez
- ... Pois eu estou sabendo dos teus planos medonhos e
pode apostar que te impedirei. Nem que eu tenha que morrer
tentando. Mas essa guerra deverá ser entre mim e você. Se
tentar envolver outras pessoas, serei obrigado a contatar as
Forças Armadas deste País. Aí você não terá nenhuma chan-
ce de vencer.
O homem musculoso, metido em roupas futurísticas,
demonstrava ódio no olhar. Estava sentado diante de um
aparelho de tevê com imagem digital. Talvez, fosse a única
coisa que funcionava naquele antigo quartel militar, abando-
nado e cheio de poeira e entulhos. À sua volta, cerca de cem
homens assistiam ao comunicado na tela de 52 polegadas,
impassíveis. O sujeito musculoso levantou-se da velha pol-
trona esburacada e, sem dizer uma única palavra, acoplou
um estranho artefato à mão direita. Finalmente, falou:
- Vamos à guerra, soldados. Acabou a moleza.
SEXO DO FUTURO 55
E os sujeitos, todos vestidos com roupas de couro pre-
to, armados até os dentes com artilharia futurísticas, entra-
ram imediatamente em formação militar, com movimentos
perfeitamente sincronizados. Gritaram uníssonos:
- Prontos para a guerra, seeeenhor!
E seguiram em coluna de três, tendo o que parecia seu
comandante à frente do grupo. Marcharam por quase um
quilômetro, em meio a vegetação escassa e ressequida, no
solo de alguma cidade do sertão de Pernambuco. Não se via
vivalma por perto. Então, avistaram os trilhos sobre terreno
hostil da estrada de ferro. Estancaram a marcha de repente,
sem sair da formação. Esperaram.
Naquele momento, o sargento Brizola estava diante do
seu superior. Tentava explicar ao delegado que aquele comu-
nicado televisado fazia parte de um plano para recuperar as
armas perdidas. No entanto, não podia dar mais detalhes, se-
não corria o risco de seu estratagema não dar certo. O militar
estava furioso com sua insistência em manter sigilo da sua
estratégia. E prometeu:
- Ok, não vou mais insistir. Mas, se essa porra de plano
não der certo, pode crer que tua cabeça vai rolar imediata-
mente!
O negrão aquiesceu com um gesto de cabeça e pediu
permissão para sair do gabinete. Pouco depois, chegava em
sua casa em Olinda, curioso para saber se o jovem hóspede
havia visto o comunicado na tevê. Foi surpreendido pela au-
sência de sua esposa e do jovem na residência. Viu um bilhete
sobre a mesinha da sala e pegou-o para ler. Ficou espanta-
do. Nele, sua esposa o acusava de haver trazido Satanás para
dentro de casa e tinha ido se refugiar na residência de uma
irmã. Achou que a negra rabuda estava ficando doida. Como
ainda era cedo, tinha certeza de que ela ainda não tinha ido
trabalhar. Trocou de roupas e rumou para a casa da cunhada.
Queria saber que história era aquela. Será que ela tinha leva-
SEXO DO FUTURO56
do consigo o jovem de cabelos brancos?
No entanto, nem bem saiu de seu prédio, o rapaz do fu-
turo o chamou. Estava visivelmente inquieto. Denunciou que
a esposa do policial estava sofrendo das faculdades mentais e
havia tentado alvejá-lo com uma arma. Incrédulo, o sargento
pediu que ele fosse mais específico. O rapaz contou todo o
acontecido, desde que o negrão o deixara em casa, sem omitir
nenhum detalhe. Brizola se negou a acreditar no que ouviu.
Achou que o outro havia tentado estuprar sua companheira.
Deu uns sopapos no cara, mas ele não ofereceu nenhuma re-
sistência. Parecia, realmente, assustado com a reação da ne-
gra rabuda. Quando se acalmou, o negrão perguntou:
- E depois, para onde ela foi?
- Não sei. Fugi da moradia e me escondi. Ela passou
por mim ainda armada, mas não me viu. Gritava para todo
mundo ouvir que havia expulsado o Capeta de sua casa.
Aglomerou-se uma pequena multidão para escutar o que
ela dizia. Tua consorte, com certeza, está louca e as pessoas
perceberam isso. Quiseram leva-la para um hospital, mas ela
pegou uma condução de aluguel e sumiu.
- Tome. Pegue a chave do apê e me espere lá. Acho que
sei aonde ela está. Volto já.
Quando chegou à casa da cunhada, o negrão encon-
trou a esposa repousando. Havia sido fortemente sedada.
A irmã dela estava aperreada. Repetiu a história do jovem
de cabelos brancos e a suspeita de que a negra estava louca.
O sargento ainda não conseguia crer que tudo aquilo esta-
va acontecendo. Deixou-se cair numa poltrona, arrasado. A
cunhada abraçou-se a ele, consternada. Disse:
- Ela te acusa de arranjar macho para engravidá-la, já
que vocês não conseguem gerar um filho...
- Loucura, meu Deus. Atacou um pobre rapaz amigo
meu, antes de cismar que ele era Satanás. Confesso que não
sei o que fazer. E tenho coisas muito importantes para resol-
SEXO DO FUTURO 57
ver.
- Vá resolver suas coisas. Eu cuido dela. Deixe-a pas-
sando uns dias comigo, até melhorar...
O negrão voltou para a sua própria residência. Encon-
trou o jovem de cabelos brancos diante da tevê. Ele disse:
- A sorte está lançada. Vi o anúncio que você fez para o
líder dos invasores. A guerra, agora, é iminente. Pode acredi-
tar que, estejam onde estiverem, logo estarão nos noticiários,
meu amigo. E aí, conseguiu localizar tua companheira?
- Sim, mas ela estava sedada. Passará uns tempos com
a irmã. Melhor, pois assim estarei afastando-a de qualquer
perigo.
- E agora, simplesmente esperamos?
- Sim. Simplesmente, esperamos. Porém, enquanto es-
peramos, temos que nos equipar para a guerra. E eu não pos-
so pedir armamentos ao meu chefe. Ele não os daria. Você
não tem como conseguir aquelas armas sofisticadas que as
mulheres usaram?
- No futuro, não existem mais nenhuma arma. Houve
um acordo mundial e todas foram destruídas.
- Ora, eu pensei que você tivesse vindo da mesma épo-
ca das mulheres que conheci...
- Não, meu amigo. Vim de décadas após. O que sei so-
bre armamentos, aprendi nos livros sobre velhas tecnologias.
- Puta merda, estou fodido e mal pago! Então, que dia-
bos está fazendo aqui?
- Eu queria conhece-lo. Li muito sobre os teus feitos.
Mas ainda não posso falar sobre isso.
- Tá, tá, já aceitei essa situação. Só não sei com que aju-
da posso contar, vinda de você...
- Não se preocupe. Você saberá me orientar nesse sen-
tido. Isso já foi escrito. – Finalizou o jovem negro.
O policial viu que o cara já havia localizado seu guar-
da-roupa e trocado a indumentária. Também havia tomado
banho. E a vestimenta do sargento havia se ajustado perfei-
SEXO DO FUTURO58
tamente ao corpo dele. Perguntou se o cara estava com fome.
- Eu trouxe minhas cápsulas –, respondeu o jovem –
não me adaptaria à comida deste século. E não se preocupe:
posso passar dias sem me alimentar, sem consequências ime-
diatas. Mas, me perdoe a ousadia, pois preciso confessar: tua
esposa me estimulou a libido e me deixou afim de foder...
O sargento olhou para o cara com ódio. Mas controlou
o ciúme e estava resolvido a satisfazer o jovem. Pensou em
leva-lo de volta a Eva. No entanto, antes de sugerir tal ação, o
rapaz pareceu adivinhar-lhe os pensamentos:
- Não, não devo usar o corpo da sobrevivente. Eu me
nego a isso. Pode ser qualquer uma, menos ela, por favor.
Brizola aquiesceu com a cabeça. Até se sentiu aliviado
pelo cara não ter tarado também sua amante de cabelos bran-
quíssimos. Pediu licença e saiu do apartamento, teclando um
número no celular. Pouco depois, a taxista sua amiga apare-
ceu. Os dois estiveram conversando, até que ela disse:
- Está bem. Tenho uma sobrinha ninfomaníaca e sol-
teira. Com certeza iria se interessar por teu amigo. Mas acho
que ela irá pedir alguma ajuda financeira, e o cara parece ser
um “Eliseu”. Como resolveremos isso?
- Bem, nesse caso empreste-me alguma grana que seja
suficiente. Prometo te pagar somado ao que estou te devendo.
- Puta que te pariu, caralho. E eu ainda tenho que ban-
car foda dos outros? E fico na mão???
- Vá, nega. Ajeite aí que nos ajeitamos nós. Sei que ain-
da está doida pra trepar comigo...
- Sujeitinho convencido! Mas tem toda razão. Teu apar-
tamento tem dois quartos?
- Tem três. De vez em quando minha cunhada dorme
aqui. E o outro quarto é o de empregadas. Mas é espaçoso e
bem mobiliado. Vá buscar tua sobrinha...
A tal sobrinha era um arraso. Morena linda e toda
gostosona, muito mais do que a esposa do sargento. O jo-
SEXO DO FUTURO 59
vem negro mostrou-se tarado nela, e ela pareceu também ter
apreciado ele. Os dois trancaram-se em um dos quartos e o
policial e a taxista ficaram na sala. Quando a coroa tirou a
roupa, o fundo da sua calcinha estava molhadíssimo. Ela aju-
dou o negrão a se despir e abocanhou seu cacete antes mes-
mo dele se livrar totalmente das calças. Ela estava sentada
no sofá e o sargento em pé, diante dela. O caralho do cara
pulsava teso. Ela gemeu:
- Só goze quando eu disser, meu anjo. Quero foder bem
muito.
Puxou o negrão pela cintura e engoliu quase todo o
enorme caralho dele. Engasgou várias vezes, mas não desis-
tiu. Punhetava, lambia e chupava a rola do cara como uma
profissional do sexo. Brizola fechou os olhos e concentrou-se
na foda, afastando a vontade de ejacular.
- Isso, seu danado. Segure o gozo. Mas, se não conse-
guir, me avise. Quero sentir tua gozada bem dentro de mim,
então paro de te chupar e engulo tua vara com a boceta.
Pouco depois, o negrão parecia que tinha o pau ador-
mecido. Quase não sentia o contato da boca gulosa dela. Ela
levou uma das mãos ao próprio sexo e friccionou o grelo.
Logo, começou a gozar. Sua xereca babava gozo. Ela começou
a ter espasmos de prazer. Gemeu arrastado:
- Agora, meu caralhudo. Mete esse cacete na minha
perseguida! Com força, vai...
Ela parou de chupar, deitou-se no sofá e levantou bem
as pernas. Ele, ao invés de fazer o que ela pediu, enfiou a tro-
lha no rabo dela, sem cuspe.
- Por aí não, seu tarado safado...
Mas não conseguiu conter a primeira sequência de or-
gasmos contínuos. Seu corpo tremia que só vara verde e o
ânus se elasteceu de forma surpreendente. O negrão aprovei-
tou introduziu a vara até o talo e começou a socar com vigor.
A cada estocada, ela peidava de prazer. Ele enfiou-lhe dois
dedos ao mesmo tempo na racha dela, sem tirar seu pau do
SEXO DO FUTURO60
cuzinho da taxista. Ela pediu que ele introduzisse todo o pu-
nho na sua tabaca. Ele fez o que lhe foi pedido e ainda girou
o punho dentro. Ela arregalou muito a boca e os olhos, de
onde escorriam lágrimas de prazer. Então, inadvertidamen-
te, ele puxou a mão cerrada das entranhas dela. Um forte e
demorado jato de gozo foi lançado da xereca. Ele arrancou,
também bruscamente, seu enorme caralho do cu dela. Quan-
do a mulher se desesperou, querendo o membro de volta, ele
introduziu o punho com os dedos em forma de bico em seu
ânus elastecido, sem dó nem piedade. Forçou a introdução e
o antebraço invadiu o reto profundamente. Então, ouviu-se o
grito medonho:
- SAI DE CIMA DE MIM, SEU MONSTRO!
Fim da décima parte
SEXO DO FUTURO 61
SEXO DO FUTURO - Parte onze
Asobrinha da taxista saiu do quarto apavorada, ainda to-
talmente nua. Tinha o terror estampado no rosto. Re-
petia:
- Ele é monstruoso. Meu Deus, eu nunca vi algo nem ao
menos parecido, tia!
- Que foi, menina? – Espantou-se a chofer – Ele tem o
pênis exagerado?
- Não, tia. Ele é deformado. É medonho. Não quero
mais ele perto de mim. Por favor...
O rapaz veio logo atrás dela, e a coroa pode ver do que
a sobrinha estava falando. O caralho do cara era bem grosso,
mas o que apavorou a mocinha foi a sua glande ser enorme e
delgada, e parecer estar viva: serpenteava entre as pernas do
cara. O policial também ficou espantado. Aí, entendeu por
que a esposa tinha ficado à beira da loucura. O negrão de
cabelos totalmente brancos tentava explicar, mas a mulher
SEXO DO FUTURO62
não queria acordo. A taxista também apoiou a sobrinha. O
sargento Brizola não sabia o que fazer. A jovem correu para
o taxi nua do jeito que estava, chamando a atenção de todos
no prédio. Era a segunda vez que causava escândalo alguém
oriundo daquele apartamento. A taxista vestiu-se apressada-
mente e juntou-se à sobrinha. O negrão pediu que o rapaz
de cabelos branquíssimos ficasse no apê e saiu atrás das mu-
lheres. Conseguiu entrar no veículo, antes que a motorista
arrancasse dali. Ela perguntou o que estava havendo.
- Meu amigo tem, realmente, uma deformidade cor-
poral. Mas eu achei que ele iria conversar com tua sobrinha
antes de se expor... – Começou a dizer o negrão.
- Não, ele foi logo tirando a roupa e me atacando. Pa-
recia que fazia anos que não deitava com uma mulher. Além
de deformado, o cara é tarado. Porra, que medo dele!!! Nem
me chame para estar com ele de novo. Aquilo é nojento, que
Deus me perdoe – Berrou a mocinha.
- Bem, vocês me desculpem. Não sei o que dizer. Não
achei que ele fosse te tarar. Porém, meu acordo com tua tia
está valendo: depois acertamos mais esse favor. E mais uma
vez me perdoem.
O sargento desceu do taxi e voltou ao apê, sob os olha-
res curiosos de alguns moradores do prédio. Disse ao por-
teiro que depois conversava com ele. Quando reencontrou
o jovem do futuro, este estava muito envergonhado. Pediu
desculpas. O negrão disse, com o semblante cansado:
- Puta que pariu. Espero que as duas não espalhem o
ocorrido. Se isso chegar aos ouvidos do meu superior, estou
fodido. Já bastavam os problemas que tenho...
- Prometo não te aperrear mais para foder com alguém,
apesar da enorme vontade que sinto. Vamos nos concentrar
nos nossos inimigos.
Aí a campainha do apartamento soou insistente. O jo-
vem voltou ao quarto, para não ser flagrado nu. O sargento
deu um tempinho e foi abrir a porta. Deu de cara com o de-
SEXO DO FUTURO 63
legado e mais três policiais.
- Está preso, sargento -, disse de supetão o policial – le-
vem-no imediatamente para a delegacia.
- Ué, o que foi que houve?
- Estamos vindo da casa do perito que te emprestou a
chave do apê dele. Achamos seu corpo. E o porteiro me disse
que você esteve lá com uma mulher. – Informou o delegado.
- E não adianta tentar nos enrolar –, disse um dos poli-
ciais – achamos teu celular perto do cadáver. É uma prova de
que você esteve lá.
O sargento gelou. Esquecera, realmente, de procurar
melhor seu aparelho. Se continuasse mentindo, estaria mais
em apuros ainda. Também não queria que o jovem fosse des-
coberto dentro do apartamento. Então, fez uma manobra de-
sesperada: deu uma gravata no seu superior e arrebatou-lhe
a arma do coldre preso ao cinturão, que o policial levava na
cintura:
- Desculpe, delegado, mas não posso ser preso agora.
Há uma batalha a ser travada. Depois, te dou todas as infor-
mações necessárias. Se ainda estiver vivo...
O Delegado não se alterou. Disse ao militar:
- Veja lá o que está fazendo. Não piore tua situação.
Sequestrar um delegado é um crime grave.
- Não pretendo sequestra-lo, senhor. Mas, detido, não
poderei provar minha inocência. Porém, logo terá notícias
minhas.
Os policiais estavam apontando suas armas para o sar-
gento. Não estavam dispostos a perder o prisioneiro. O dele-
gado, no entanto, disse:
- Deixem-no ir. Não quero que ninguém saia ferido.
Depois o pegamos.
- Devolvam meu celular – exigiu o negrão – vou pre-
cisar dele.
O delegado fez um sinal mudo e um dos policiais ti-
rou o aparelho do bolso e entregou-o ao sargento Brizola. Ele
SEXO DO FUTURO64
agradeceu e saiu do apartamento, batendo a porta atrás de si.
Jogou a arma do delegado escadaria abaixo, pois sabia que
logo seria encontrada pelos companheiros do departamento.
Imediatamente, os policiais desceram as escadas correndo,
não querendo perde-lo de vista. O sargento, no entanto, ao
invés de descer os degraus, havia subido em direção à cober-
tura do prédio. Trancou a porta atrás de si à chave, pois tinha
uma cópia, e simplesmente deu um tempo. Depois, assomou
ao parapeito da cobertura. De lá, avistou os policiais doidos
à sua procura. Esperaria até que desistissem de acha-lo. No
mais, era torcer para que não tivessem visto o jovem de ca-
belos brancos.
Esperou mais ou menos meia hora e ligou para o telefo-
ne de casa. Ninguém atendeu, mas ele continuou insistindo.
Deixava cair na caixa postal e desligava antes de deixar men-
sagem. Fez isso várias vezes, até que finalmente atenderam:
- Alô?
- Oi, sou eu, Caim. Desça até o térreo e veja se ainda há
policiais à minha espera. Depois, volte ao telefone.
Mas a Polícia já havia ido. Adivinhou o próximo passo
do delegado. Como sua mulher não se encontrava em casa,
seu chefe deve ter ido com os policiais até a cafeteria onde
ela trabalhava. Como estava sem dinheiro suficiente para pe-
gar um táxi, foram de ônibus, ele e o jovem, até onde estava
hospedada a mulher do futuro. Mas havia um mistério no
ar: quem havia dado o telefonema anônimo denunciando as
mulheres do contêiner? Teria sido a própria Eva? Mas, por
que trairia as próprias irmãs?
Não falou de suas suspeitas ao jovem. Temia que ele,
por não conseguir mentir, não fosse capaz de guardar sigilo
da sua desconfiança da mulher. Ela ficou muito feliz em re-
vê-lo. Também cumprimentou efusivamente o rapaz. O sar-
gento lembrou-se de que ele ainda deveria estar doido para
foder. Pediu que ele o deixasse a sós com Eva e o cara foi
SEXO DO FUTURO 65
sentar-se numa das poltronas da sala de espera da pousada e
o negrão pode ter uma longa conversa com ela. Perguntou se
a mulher não podia satisfazer o sujeito, já que ambos tinham
anomalias. E ambos pareciam insaciáveis. Ele, por sua vez,
estava esgotado de tanto sexo. Ela concordou em fazer amor
com o rapaz. Qual não foi a surpresa de ambos ao ouvir do
jovem:
- Não, eu prefiro gozar pelas minhas próprias mãos. A
mulher é tua. Basta o que aconteceu com tua esposa.
A mulher sorriu e aproveitou a deixa:
- Pois agora quem ficou carente fui eu. Eu quero, eu
preciso de sexo. Se você aceitar, prometo não te cansar como
das outras vezes – disse ela se voltando para o policial.
Ele suspirou, esteve indeciso, mas finalmente concor-
dou em contentá-la. O rapaz deixou os dois a sós. No entanto,
aproveitando que não havia ninguém nas dependências da
pousada, pois os hóspedes haviam fretado um micro-ônibus
para ir a algum passeio por alguma praia, o negro de cabelos
alvíssimos ficou brechando o casal pelo buraco da fechadura.
A mulher começou botando aquela estranha carnosi-
dade goela afora, enquanto acariciava o negrão. Aos poucos,
foi tirando toda a roupa dele. A cada peça subtraída, uma
nova sessão de carícias. Percebeu que o policial afastou a
boca, quando ela tentou tocar-lhe com aquela deformidade.
Porém, apenas fechou os olhos quando ela engoliu seu enor-
me caralho latejante com aquela carnosidade característica.
Ela o deitou na cama e continuou a felação. Pouco depois,
aquele rebolo de carne que lhe saía da garganta começou a
inchar e a se mover, como se estivesse deglutindo a rola do
negrão. Ele gemia arrastado. Devia estar ejaculando dentro
dela.
O jovem manuseava seu estranho pênis numa punheta
apressada. Seu curto caralho também inchou exageradamen-
te e a glande começou a lhe chicotear o próprio corpo. Aquele
disforme pinguelo cresceu, até alcançar a extensão de quase
SEXO DO FUTURO66
um metro. Estava vermelho como sangue. De repente, aquela
carnosidade invadiu a boca do cara. Primeiro ele ficou chu-
pando aquilo. Depois, o pinguelo enorme inchou e ficou todo
cheio de veias. Ele abriu desmesuradamente a boca e os olhos
ficaram revirados. De repente, começou a estremecer todo o
corpo, até que aquela peça disforme lhe escapuliu da goela.
Então, ele verteu uma enorme quantidade de gosma esbran-
quiçada, como se fosse uma esporrada de cavalo.
Fim da décima primeira parte
SEXO DO FUTURO 67
SEXO DO FUTURO – Parte doze
Quando o negrão saiu do quarto da pousada, depois de
mais uma sessão de sexo, o rapaz de cabelos brancos es-
tava lavando o corredor. O policial sorriu. Havia ouvido uns
grunhidos quando fodia a mulher que denominara de Eva e
logo adivinhou que o jovem estava se masturbando. Devia
ter esporrado o chão todo, por isso estava jogando água nele.
A mulher permaneceu descansando na cama, aí ele não quis
constranger o garoto. Não fez perguntas indiscretas. Então,
foram surpreendidos por um comunicado na tevê. Dessa vez
era um sujeito com cara de mau, dizendo que não recebia
ordens de ninguém. Portanto, iria guerrear do jeito que bem
quisesse. O jovem de cabelos brancos alertou:
- Pronto, nossos problemas começaram. Esse é o líder
dos soldados do futuro...
Aí, a câmera apontou para uma jovem apavorada. Ela
SEXO DO FUTURO68
estava sob a mira dos comparsas do sujeito que aparecera no
vídeo. Brizola reconheceu-a de pronto: era a jornalista, sua
ex-namorada, que lhe havia gravado o vídeo conclamando o
sujeito para o confronto. Este dizia:
- ... Então, você tem exatamente uma hora para resga-
tar essa sujeita que gravou aquele vídeo. Nós a sequestramos.
Neste momento, estamos num conglomerado comercial
denominado de Shopping Tacaruna. Você deve saber onde
fica...
O sargento gelou. Torceu para que a esposa estivesse
ainda dopada e não tivesse ido trabalhar. Pegou seu aparelho
celular e ligou para a casa da cunhada. Uma voz grave aten-
deu:
- Alô?
O negrão reconheceu aquela voz, mesmo assim falou:
- Eu gostaria de falar com a senhora Margarida...
- Fale, sargento. A tua cunhada está proibida de atender
telefone. Estávamos esperando tua ligação.
- Eu queria apenas saber se minha esposa já saiu para
trabalhar, senhor. Se sim, ela está em perigo.
- Acabo de ver o comunicado na tevê. Adivinhei logo
que a bronca era contigo. Infelizmente, quando chegamos
aqui, ela já havia saído. A irmã disse que ela não estava se
sentindo bem. O que está havendo, sargento?
- Uma pequena discussão que tivemos, delegado. –
Mentiu o negrão – mas repito que ela está em perigo, senhor.
- Entregue-se e eu mando alguém protegê-la.
O militar esteve mudo ao telefone. Depois, decidiu:
- Sinto muito, senhor. Não posso me entregar, logo ago-
ra que a guerra da qual lhe falei está para estourar. Darei um
jeito de tirar minha esposa de lá.
- Meus homens têm ordem para prende-lo assim que
você aparecer...
Mas o sargento não ouviu essa frase. Havia desligado
o telefone. Arrependeu-se de não ter ficado com a arma do
SEXO DO FUTURO 69
delegado, mas isso só faria piorar a sua situação. No entanto,
precisava urgente de uma arma. E não tinha nenhuma. O jo-
vem pareceu ter-lhe adivinhado os pensamentos, pois disse:
- Não deve ir desarmado. Seria suicídio. Precisa con-
seguir algo para se defender. As armas deles são de grosso
calibre.
- No momento, só a minha amiga jornalista está em
perigo. Eu tenho uma pistola em casa, mas a Polícia está me
esperando lá...
- Lembre-se que tua esposa quis atirar em mim com
uma pistola. Se é essa arma a qual se refere, neste momento
deve estar com ela. Saiu da tua casa armada e pegou um táxi.
Com certeza, irá querer continuar armada, caso eu apareça
novamente. – Rebateu o jovem.
- É, você tem razão. Mas os “tiras” não te conhecem.
Você não conseguiria pegar a pistola com ela? É só mudar tua
fisionomia, como faz Eva...
- Eu teria que mentir, e você sabe que eu não consegui-
ria fazer isso. – Falou o rapaz, após pensar um pouco – Mas
posso tentar.
Pouco tempo depois, ambos desciam do ônibus numa
das paradas perto do shopping. O sargento usava óculos es-
curos e estava metido num casaco que lhe escondia as fei-
ções. O jovem repetiu:
- Lembre-se do que eu disse. Eles possuem equipamen-
tos, tipo scanner, que são capazes de te identificar, já que você
apareceu naquele comunicado. Portanto, não se aproxime do
conglomerado comercial de jeito nenhum. Deixe que eu ten-
te resgatar a jornalista e trazer tua esposa até aqui.
- Cuidado. Conheço bem a negrona. Ela vai atirar em
você, assim que te avistar.
Mas o rapaz já caminhava em direção à entrada e talvez
não tenha ouvido a sua advertência. O policial resignou-se a
esperar. Então, ouviu uma tremenda explosão e parte do sho-
SEXO DO FUTURO70
pping foi abaixo. Justamente onde ficava a cafeteria onde a es-
posa trabalhava. O negrão aperreou-se. Não dava para saber
se o jovem de cabelos brancos havia alcançado seu objetivo.
A gritaria, seguida da correria de pessoas, era inevitável. Bri-
zola pensou em aproveitar o momento para entrar também,
mas lembrou-se das palavras do rapaz. Não convinha arris-
car. Então, mesmo apreensivo, esperou.
Logo, um pandemônio estava formado. Como não ou-
viu nenhum disparo, o negrão esteve tranquilo. Não sabia ele
que as armas do futuro não faziam barulho semelhante ao
que ele imaginava.
A espera foi angustiante. Num instante, vários carros
de polícia cercaram a área e começaram a aparecer as ambu-
lâncias e as viaturas de bombeiros. Então, ele viu o jovem se
aproximar com uma mulher nos braços. Suspirou, aliviado.
Reconheceu sua esposa, pelas roupas que usava. No entanto,
ela estava desacordada e toda ensanguentada. O rapaz falou:
- Precisamos de um médico, urgente. Ela foi atingida
pela explosão. Mas estava com a bolsa, e dentro dela está a
arma que você queria.
O sargento levou a mulher para o quartel da Marinha,
sito quase defronte ao shopping, enquanto muita gente cor-
ria para ser atendido no Hospital do Câncer, também perto
do conglomerado comercial. Não foi difícil conseguir que a
esposa tivesse seus primeiros socorros, depois que se iden-
tificou como militar. Aí, começaram a trazer os primeiros
policiais desacordados. Estavam todos em coma profundo.
Haviam sido atingidos por rajadas disparadas pelos soldados
do futuro.
- Que houve com esses homens? – Perguntou o tenente
médico ao oficial que socorria os militares.
- Não sei, de repente foram caindo como moscas. Os
caras que destruíram o shopping estão usando armas desco-
nhecidas, mas de poder bélico terrível.
- São armas jamais vistas por nós, senhor –, introme-
SEXO DO FUTURO 71
teu-se o sargento na conversa – nós temos que atacar com
igual poderio.
- Quem é você?
- Sou aquele a quem foi dirigido aquele ultimato na te-
levisão, quase ainda agora. – Respondeu o militar.
- E o jovem de cabelos brancos?
- Está comigo, senhor. Acabou de salvar minha esposa,
que estava lá dentro do shopping. Mas tem uma jornalista
que está em poder dos agressores, e também precisa ser res-
gatada.
O tenente da Marinha, que aparentava uns quarenta
anos de idade, esteve um tempo pensativo. Depois, falou:
- Aguardo ordens superiores, sargento – disse após Bri-
zola ter se identificado como militar – mas vou querer mais
detalhes dessa história.
- Pode ficar muito tarde para agir, senhor. Precisamos
ser rápidos. Os pulhas me deram pouco tempo para salvar a
jornalista que está refém deles.
Mais uma vez o tenente esteve pensativo. Depois disse:
- Está bem. O que sugere?
Dessa vez foi o jovem de cabelos brancos quem falou:
- Depende do que tenham em termos de parafernália
bélica. Eles jogam pesado. Nós temos que mostrar um pode-
rio maior ainda.
- Poderíamos bombardear o shopping. No entanto,
correremos o risco de ferir civis. Então, nem pensar.
- Não temos armas químicas, senhor? Algum gás que
apenas desacorde as pessoas? – Perguntou o negrão.
- Teríamos que pedir ao exército. Isso levaria um tem-
po precioso. E, segundo você me diz, o tempo urge!
O rapaz meteu-se na discussão:
- Vi válvulas de gás butano, que apontam em direção
ao conglomerado. De onde esses homens vieram, quase não
existe poluição do ar. O gás se tornaria tóxico para eles. Pode
ser uma alternativa...
SEXO DO FUTURO72
- Sei o que está pensando, mas é muito arriscado. Uma
faísca lá e o shopping seria totalmente destruído, com todos
que estivessem dentro.
- Estamos perdendo tempo com essa discussão -, disse
o sargento – é preciso fazer alguma coisa.
O negrão chamou o rapaz até um canto. Havia tido
uma ideia. Só não sabia se era possível concretizá-la.
- Você, que veio do futuro, deve saber como tudo isso
termina –, disse o sargento, baixinho - bem que poderia me
dar uma dica.
- Infelizmente, não posso. Tem que ser você a resolver
esse impasse. Mas não se preocupe: pelo que sei, logo terá
uma excelente ideia.
De repente, o semblante do negrão pareceu iluminar-
se. Perguntou:
- Há alguma possibilidade de irmos ao futuro?
O rapaz deu um sorriso maravilhoso. Colocou ambas
as mãos nos ombros do sargento e, mostrando seus dentes
alvíssimos, disse:
- Estava esperando que me perguntasse isso. Sim, acho
que a porta temporal ainda está aberta. Está pensando em
quê?
- Se é assim, vamos embora sem demora. Explico no
caminho. Vamos precisar de Eva, pois ela é do mesmo perío-
do temporal dos soldados maus.
O jovem continuava sorrindo. Estava contente. O sar-
gento estava para entrar para a história, e ele também. Aí,
avistaram a taxista, amiga do sargento. Ela chorava sobre o
corpo ensanguentado da sobrinha. Quando viu o negrão,
agarrou-se a ele:
- Ela veio fazer umas compras no shopping. Fiquei aqui
fora, a espera-la. Veja o seu estado. Eles não querem socorrê
-la. Os hospitais mais próximos estão lotados.
- Vamos coloca-la no teu táxi, senhora. Ainda dá tem-
po salvá-la – disse o rapaz.
SEXO DO FUTURO 73
Pouco depois, estavam na pousada. No caminho, pas-
saram por outros hospitais, mas o jovem de cabelos brancos
não quis parar o carro. Continuava afirmando que daria tem-
po de salvar a mocinha. Nem deixaram Eva vestir uma rou-
pa, arrastaram-na nua. Mesmo assim, carregou consigo a sua
vestimenta do futuro. O jovem disse:
- Temos menos de vinte minutos para chegarmos onde
a porta dimensional se encontra.
- Você sabe onde ela está?
- Sim. Vim, justamente, para te levar comigo através
dela. Mas não contava transportar tanta gente.
Não disseram mais nada. A coroa dirigia o táxi a toda
velocidade, seguindo as instruções do jovem. Logo estavam
diante de um terreno baldio, cheio de lixo. O jovem tirou do
bolso um objeto parecendo um bracelete de ouro branco e
colocou no pulso. Retirou a camisa emprestada pelo sargento
e deixou à mostra uma espécie de cinturão estreito, do mes-
mo metal da pulseira, de onde piscava uma luzinha azul. Co-
locou também uns óculos estreitos do mesmo material, de
desenho bem futurista, e perscrutou o terreno. Disse, segu-
rando na mão da coroa e de Eva, caminhando para o centro
do entulho:
- Você, segure-se em mim ou em qualquer um dos de-
mais. E prepare-se para uma viagem ao futuro...
O sargento Brizola sentiu uma estranha letargia no
corpo. Tentou lembrar-se quando havia sentido algo pare-
cido. Mãos tocavam seu tórax, acariciando-o. Lençóis chei-
rosos e macios roçavam sua pele. A mente estava confusa.
Será que estivera o tempo todo sonhando e acordara naquele
momento, ao lado da esposa? Tentou abrir os olhos, mas não
conseguiu. Era como se estivessem vendados. Então, fez um
esforço e levantou-se de repente, levando a mão àquilo que
SEXO DO FUTURO74
lhe tapava a visão. Era algo metálico. Apavorou-se e arrancou
o objeto. Então, viu.
Estava deitado numa cama redonda, com várias mu-
lheres ao seu lado. Cinco, para ser mais exato. Todas sorriam.
Pararam de acaricia-lo, embevecidas com ele. Uma luz muito
forte e azulada iluminava o ambiente, quase cegando-o.
- Quem são vocês? O que estão fazendo comigo?
Uma daquelas desconhecidas, no entanto, tocou-lhe
um tendão do pescoço e ele foi forçado a deitar-se novamen-
te. Na verdade, caiu na cama com todo o corpo. Sentiu-se
totalmente paralisado. Mas percebeu algo parecido com uma
boca em seu cacete. Depois, algo inchar dentro do seu cu.
Em seguida, um pinguelo serpenteou em seu rosto, antes
de invadir sua goela. Tentou afastar tudo aquilo de si, mas
o corpo não obedecia sua vontade. Algo também invadiu o
buraquinho da sua glande, doendo-lhe terrivelmente. Então,
lembrou-se.
Havia sido projetado para o futuro. No entanto, a últi-
ma coisa que sentiu foi um calor intenso, acompanhado de
uma luminosidade fortíssima. A cabeça rodou, deu-lhe ân-
sias de vômito, e achou que havia desmaiado. Agora, acordou
sendo atacado por aqueles seres medonhos. Porra, estavam
fazendo uma suruba com ele!
Uma voz conhecida soou, como se viesse do seu pró-
prio cérebro:
- Não resista, amor. Deixe que minhas irmãs matem
um pouco da sua curiosidade. Ao mesmo tempo, estamos
inoculando um soro que te fará adaptar-se à gravidade do
planeta.
O negrão fez enorme esforço, até que conseguiu pro-
nunciar:
- Onde, diabos, estou?
- Num laboratório científico, no futuro. Quer dizer: no
meu tempo. Você sofreu o choque temporal. Com isso, aca-
bou perdendo os sentidos. Minhas irmãs estão te curando,
SEXO DO FUTURO 75
enquanto se aproveitam do teu corpo. Tenha um pouco de
paciência. Logo, tudo isso acaba.
Então, o sargento sentiu uma enorme vontade de eja-
cular. Não conseguiu se conter. Esporrou uma quantidade
enorme de esperma. Depois, desmaiou imediatamente.
Fim da décima segunda parte
SEXO DO FUTURO76
SEXO DO FUTURO – Parte treze
Quando acordou, não havia mais ninguém a molestá-lo.
Então, novamente uma voz familiar lhe falou:
- Descanse mais um pouco, amor. Trate de recuperar
as energias.
Reconheceu Eva. Ela estava sentada ao seu lado. Vestia
uma daquelas roupas de couro, de quando a conheceu, só que
de uma cor diferente: agora era lilás. Seus cabelos estavam do
mesmo tom.
Ela acariciou seu rosto e o sargento relaxou. Perguntou
novamente:
- O que houve? Lembro de ter sentido um enjoo tre-
mendo, antes de desmaiar.
- Normal. O corpo reage assim, quando fazemos uma
viagem no tempo. Depois, nos acostumamos.
- E cadê o resto do povo?
SEXO DO FUTURO 77
- A garota está na sala de tratamento intensivo. Mas suas
feridas estão quase todas cicatrizadas. O rapaz, assim como
você, teve problemas para se adaptar à viagem no tempo. Está
ainda desacordado. A coroa que veio com vocês, bem...
A taxista invadiu a ampla sala nua. Estava zangada.
Quando viu o sargento acordado, reclamou:
- Puta que pariu, eu gosto é de homem, caralho! Acor-
dei com três donzelas me tarando, querendo foder comigo.
Porra. Ainda bem que você acordou.
- O que fizeram contigo? - perguntou o negrão.
- Me chuparam, me beijaram na boca e até me aplica-
ram uma injeção no bumbum. O pior é que a tal injeção me
deu um tesão do caralho. Estou aqui subindo pelas paredes.
- É um estimulante da libido. Queríamos saber se, esti-
mulada, você aceitaria transar conosco... - Disse Eva.
- Porra nenhuma, caralho. Repito que só gosto de ma-
cho. Adoro uma bilola grossa e enorme, como a desse negrão.
Dito isso, a taxista se aproximou de Brizola e engo-
liu seu enorme caralho. Ainda estava mole, mas ela saberia
como excitá-lo. O negrão, no entanto, se esquivou:
- Desculpe, minha linda, mas estou destruído. Fize-
ram-me gozar adoidado. Eu não aguentaria transar contigo
neste momento.
- Ah, não. Você tem que me dar, ao menos, uma chupa-
dinha. Estou doida de tesão.
- Vem. Uma chupadinha, dá pra dar, sim. - O policial
estendeu a mão para a coroa.
- E você, nem ouse estragar a minha foda. - Disse ela,
apontando para a mulher de cabelos lilás.
Realmente, a coroa estava excitadíssima. De sua xana,
escorria um líquido abundante, pernas abaixo. Era um néctar
adocicado, que o negrão fez questão de lamber, antes de abo-
canhar a vulva. No início, a mulher ficou de pé diante dele.
Mas depois, resolveu-se a se deitar na enorme cama redonda.
Ficou mais fácil para o policial acariciá-la, enquanto lambia
SEXO DO FUTURO78
entre as suas pernas. Ela parecia tomar um choque, cada vez
que a boca dele lhe tocava a vulva. Imprensou a cara dele
contra a xereca, sufocando-o. Ele pediu que ela apenas acei-
tasse suas carícias. Ela fechou os olhos e abriu bem as pernas.
Ele tremulou a língua em seu pinguelo, levando-a ao delí-
rio. Ela mordeu os lençóis da cama, se tremendo de gozo. Ele
abriu-lhe a boceta com ambas as mãos e lambeu lá dentro.
Ela peidou em seu rosto. Aquilo fez com que ele percebesse
que seu pau começava a se animar.
O sargento olhou para Eva. Ela também estava com
muito tesão estampado no rosto. Piscou-lhe um olho. O ne-
grão fez um sinal imperceptível com a cabeça e em seguida
puxou a coroa para cima de si. Quando ela tocou em seu ca-
cete, percebeu-o duro. Baixou a cabeça entre as pernas do
policial. Desse modo, ficou com a bunda empinada e exposta
à visão de Eva. Esta não perdeu a oportunidade de lambê-la
bem entre as nádegas.
Primeiro, a taxista quis empurrá-la de perto de si. Mas
estava num cio tão grande que terminou aceitando que a ou-
tra lhe acariciasse. Concentrou-se em masturbar o militar,
cujo pau estava cada vez mais rijo. Deitou-se sobre ele, ten-
tando encaixar sua peia na racha. Conseguiu. Imediatamen-
te, sentiu o primeiro orgasmo. Quis prolongar aquela sensa-
ção e enfiou-se no cara até o talo. Depois, ficou fazendo os
movimentos de cópula, alucinada, gemendo alto e arrastado.
O negrão levantou o púbis, querendo uma penetração mais
profunda. A taxista estava de bunda empinada. Então, ela
sentiu algo lhe chicotear as nádegas. Mas não doeu. Então,
algo enorme, em forma de pinguelo, lhe invadiu o ânus. A
taxista interrompeu a trepada para olhar para trás de si. Deu
um grito medonho quando viu aquela aberração invadindo
suas carnes.
- Não ligue, minha linda. Concentre-se na foda. Estou
quase gozando -, pediu o negrão.
Mesmo apavorada, a taxista conseguiu relaxar. Aquele
SEXO DO FUTURO 79
pinguelo inchou dentro de si, enquanto lhe adentrava cada
vez mais profundo. Então, começou a gozar pelo ânus. Apres-
sou os movimentos de cópula, se enfiando cada vez mais no
cacete grosso do negrão. Começou a urrar de prazer. Agar-
rou-se ao amante, tendo orgasmos múltiplos. Brizola, porém,
não tinha mais esperma para jorrar. Gozou numa golfada de
porra tão pequena que ficou frustrado. A taxista nem per-
cebeu seu gozo, adorando aquela aberração enfiada em seu
rabo.
Fim da décima terceira parte
SEXO DO FUTURO80
SEXO DO FUTURO - Parte quatorze
- Mas, onde caralhos eu estou?
- Não se lembra? - quis saber o negrão - Nós fizemos
uma viagem ao futuro!
- Ah, porra, tu deve estar zonando com minha cara.
Fala sério!
- Pois estou falando sério. Mas Eva disse que a gente
costuma perder a memória quando faz uma viagem no tem-
po...
- Caralho! E eu vou ficar sem lembrar de nada a vida
toda???
Eva, no entanto, estava de volta ao dormitório onde es-
tivera antes, transando com o casal. Foi ela quem respondeu
a pergunta da taxista:
- Não, não, você não vai ficar desmemoriada para sem-
pre. Logo estará lembrando de tudo sobre a tua vida. Mas
gostaria de convidar ambos para assistirem uma das mais
SEXO DO FUTURO 81
bonitas imagens dos nossos dias. Eu gosto muito. Venham
comigo...
Antes de saírem do amplo quarto onde estavam, a
mulher do futuro retirou um par de roupas de couro, da cor
branca, e entregou a ambos.
- Como sabe qual tamanho vestimos?
- Ah, essas vestimentas são adaptáveis a qualquer ta-
manho. Vistam. Poderiam vir do jeito que estão, ambos nus,
mas iriam chamar muito à atenção.
O casal vestiu as indumentárias de couro e logo se-
guiam Eva por um longo corredor cheio de portas, todas fe-
chadas. A taxista perguntou novamente:
- Onde estamos?
- Aqui é o laboratório de pesquisas, único no Brazil,
que agora é escrito com “z”. É um país superdesenvolvido,
graças à sua parceria industrial com os States. Aqui são fabri-
cados quase todos os produtos vendidos no mercado: de ali-
mentos a armas. E quanto a elas, apenas nossos laboratórios
têm essa autorização.
Depois de caminharem por quase dez minutos sem ver
uma única pessoa, avistaram uma sacada iluminada.
- Preparem-se para vislumbrar o futuro. Tenho certeza
de que ficarão chocados. - Afirmou a mulher.
A primeira coisa que passou pela cabeça do sargento
Brizola foi o mau pensamento de que a Terra teria sido des-
truída. Reflexos dos filmes de ficção científica que ele tanto
gostava de assistir. Preparou-se para uma imagem desolado-
ra, mas foi totalmente surpreendido pelo que viu.
A taxista estava maravilhada. A visão era belíssima. No
entanto, todas as construções eram formadas por prédios al-
tíssimos, ligados uns aos outros por estradas que passavam
por dentro dos edifícios. Milhares de carros pequenos, onde
só cabiam duas pessoas, voavam entre os espaços sem estra-
das, circundando os espigões que pareciam ultrapassar a al-
turas das nuvens branquíssimas. Não havia poluição do ar.
SEXO DO FUTURO82
Todas as pessoas vestiam uniformes como aqueles em que
estavam metidos, de cores diversas. O céu formava uma abó-
bada linda, de tão azulada. As pessoas pareciam felizes. Mas
a taxista não conseguiu avistar nenhuma criança. Viu apenas
alguns rapazes aparentando pouco mais de quinze anos de
idade. Porém, nenhum era bebê. Ficou curiosa.
- Cadê o povo infantil? Não existe?
- Existe, sim, amiga. Mas as pessoas são criadas em uma
espécie de laboratório, depois da inseminação in vitro. Ficam
aos cuidados dos técnicos que trabalham em engenharia ge-
nética, e só são entregues aos seus pais depois que aprendem
a ler, escrever, e e uma série de coisas úteis à sua nova vida. -,
respondeu a mulher de cabeleira lilás.
- Porra, vocês não fodem, não têm filhos como todo
mundo???
- Nossa genética mudou com o tempo. As mulheres
não têm mais útero. Coletamos sêmen do macho para gerar
novos filhos in vitro. A maioria dos casais preferem ter dois,
no máximo. Na verdade, um casal, já que conseguimos saber
o sexo do futuro bebê, graças a análises em laboratório dos
espermatozóides.
- Puta que pariu, ô meu. Isso é vida de corno e rapariga.
Prefiro minha época.
Brizola não dizia nada, admirado com tanta beleza. Aí,
a mulher do futuro alertou-o para o espetáculo que viria a
seguir:
- Preparem-se. Hoje é noite de Ano Novo. Em poucos
minutos, vocês verão uma imagem inesquecível.
Não mentia. De repente, a imensa claridade deu lugar
a uma escuridão profunda. Então, o céu ficou iluminado por
milhões de estrelas e planetas distantes. Apenas uma luz se
movia naquele lindo firmamento. Eva disse:
- A estrela natalina. Conseguimos capturar uma ima-
gem dela através dos tempos, anunciando o nascimento de
Jesus. Acho que é o único vestígio religioso que temos, por
SEXO DO FUTURO 83
causa da sua beleza. Observem agora:
Inesperadamente, começou uma queima de fogos. O
espetáculo era lindo, porém barulhento. Cada pipoco dos fo-
gos de artifícios fazia o peito do sargento tremer. A taxista
estava admirada, mas também assustada. Brizola olhou para
baixo. Deveriam estar numa altura de mais de duzentos an-
dares. Uma explosão de luz aconteceu a pouco metros deles.
A taxista se jogou no chão, temendo ser atingida.
- Não precisam ter medo. Esses fogos são inofensivos.
Apenas apreciem o espetáculo.
- Alguém deve gastar uma fortuna com esses fogos.
Quanto tempo dura a queima? - Perguntou o negrão.
- Dura exatamente doze horas. E, atualmente, não é
gasto nem um centavo dos cofres públicos. Tudo isso é virtu-
al. Usamos a imensidão do céu para projetar essas imagens,
como se fosse um cinema.
- Caralho! Isso é maravilhoso. O que o homem quer, o
homem consegue. O que mais tem para nos surpreender? -
Perguntou o policial.
- Não quer continuar assistindo o espetáculo? Eu ado-
ro...
- Não é muito diferente do que costumamos ver, só que
numa dimensão centenas de vezes maior. Mas confesso que
já cansei de ver fogos de artifícios. Preferia resolver primeiro
o que viemos resolver aqui.
- Ah, agora estou lembrada. - Exultou a taxista - Vie-
mos foder uns caras que explodiram um shopping, não foi?
- Sim, é verdade. Mas, neste momento, tem uma equipe
nossa tentando localizar os sujeitos. Então, relaxem e deixem
esse trabalho com a gente. Você só precisará matá-los, a to-
dos, para poder passar à História, querido.
Brizola esteve um tempo pensativo. Depois, perguntou:
- Não é crime matar, no futuro? Confesso que não sou
muito chegado à mortes. Prefiro resolver as coisas de um jei-
to mais pacífico.
SEXO DO FUTURO84
- Infelizmente, matar é a única maneira de evitar que
eles visitem a tua época. E não. Pra você, que é policial, existe
uma permissão para matar.
- Como assim?
A mulher de cabelos lilazes chamou o casal a se senta-
rem em poltronas de formatos futurísticos, que havia perto.
Quando se acomodaram, ela explicou:
- Deixe eu contar uma longa história, tentando resu-
mi-la ao máximo. O crime no mundo chegou a ficar tão sem
controle que uma equipe mundial de policiais se reuniu em
seminários para achar uma solução. Depois de muita discus-
são, foi instituída a pena de morte universal. A ordem era
matar quem cometesse crimes graves, já que não teria cadeia
suficiente para acomodar tanta gente. Cada país formou seu
exército de policiais especiais. O objetivo era acabar com a
criminalidade em cada cidade do mundo. A primeira esco-
lhida foi Nova Iorque. Policiais escolhidos de todo o mundo
rumaram para lá, formando uma espécie de força-tarefa. Fi-
zeram uma lista de condenados por crimes hediondos que
se encontravam foragidos. À medida em que esses policiais
iam achando um criminoso americano procurado, este era
eliminado sumariamente. Fazia-se valer a pena de morte uni-
versal.
- Isso deu certo? - Perguntou o sargento.
- Sim, deu certo. Mas o passo principal foi o desarma-
mento mundial. Armas foram destruídas em comum acor-
do e nenhuma mais poderia ser fabricada em nenhum país
do mundo. Deram um prazo para que se entregasse as que
possuíssem. Claro que, quem era bandido, se recusou a cum-
prir a ordem. Foram caçados, assassinados e suas armas des-
truídas. Mesmo assim, os marginais resistiram. Passaram a
fabricar, clandestinamente, armas cada vez mais possantes.
Foi quando foi criado nosso laboratório de pesquisas. Inven-
tamos um artifício que localizava armas em qualquer parte
do Globo. Uma espécie de radar mundial. Quando aciona-
SEXO DO FUTURO 85
do, fazia a arma explodir, principalmente se estivesse tocada
por mãos humanas. Criamos um mecanismo que passou a
ser usado em todas as armas fabricadas pela gente. Porém, se
seu usuário fosse a óbito, a arma se desintegraria logo depois.
- Bem bolado. Porém, acho que me lembro de você ter
me dito que os policiais se tornaram bandidos...
- É verdade. Com o tempo, ninguém mais ousava come-
ter crimes passíveis de punição severa. Porém, espancamen-
tos e pequenos furtos não eram nem considerados crimes.
Acabaram-se as prisões. Os governos não precisavam mais
gastar com cárcere. Apenas com unidades de recuperação
de infratores. Estes tinham que pagar por suas estadias em
unidades recuperadoras. Se não tivessem dinheiro, a família,
parentes ou até amigos, pagariam pela alimentação, pelos sa-
lários dos profissionais que tratariam desses delinquentes etc.
Se o indivíduo se mostrasse irrecuperável, aplicavam nele a
pena de morte.
- Nossa, que cruel. - Disse a taxista.
- Cruel, é verdade. Mas funcionou. O crime grave foi
erradicado da face da terra. Por longos e longos anos. Infeliz-
mente, voltou com tudo.
- Como assim? - Dessa vez quem fez a pergunta foi o
negrão.
A mulher do futuro fez uma cara triste. Continuou:
- Únicos donos de armas no planeta, os policiais co-
meçaram a agir como bandidos. Espancavam mulheres, ma-
tavam quem quisessem, pois usufruíam do direito de matar.
Acharam uma maneira de neutralizar a destruição das armas
fabricadas pelos nossos laboratórios e criaram seu próprio
rastreador de armas. Não conseguimos mais destruir as ar-
mas que fabricamos para eles. Elas agora só se autodestroem
quando seus donos perecem.
- Entendi. - Disse o sargento, enquanto a taxista estava
embasbacada com o que ouvia - Mas como vou poder en-
frentá-los sem armas?
SEXO DO FUTURO86
A mulher do futuro sorriu. Disse como se tivesse em
mãos um grande trunfo:
- Reza a lenda que você criou uma arma que não pode
ser detectada por eles, e isso os derrotou. Só temos de locali-
zar onde se formou aquele grupo que atacou tua época. Isso,
o laboratório pode conseguir.
O sargento levantou-se e caminhou de volta à varanda.
A belíssima queima de fogos de artifícios continuava lá fora.
A taxista foi atrás dele. Abraçou-o pelas costas, pegando em
seu pau.
- Dê um tempo nessa história, amor. Estou com vonta-
de de trepar novamente.
Ele não respondeu. Parecia absorto. Ela continuou
apalpando sua rola por cima das vestes. A mulher do futuro
se aproximou de ambos. Apertou uma espécie de botãozi-
nho contido um pouco acima da linha da cintura do negrão,
perto do umbigo, e o uniforme do cara pareceu se desman-
char por completo, deixando-o totalmente nu. O negrão con-
tinuou pensativo, sem dar a mínima atenção ao que estava
acontecendo.
A taxista agachou-se entre suas pernas e abocanhou-lhe
a cabeçorra da glande. O cacete permanecia inerte. Enquanto
a coroa o acariciava pela frente, a mulher de cabelos lilazes
o lambia nas costas. Brizola sentiu um arrepio na espinha,
mas não se moveu. Estava, realmente, quase que totalmente
tomado por seus pensamentos. Uma pergunta martelava sua
mente: que arma iria inventar para poder vencer a guerra que
era iminente?
Então, sentiu o pau dar sinais de vida. A taxista tam-
bém deve ter percebido, pois passou a mamá-lo com mais
voracidade. Eva tocou-lhe entre as nádegas, pedindo verbal-
mente que ele abrisse mais as pernas. Sentiu-se abraçado por
trás. Aí, aquela coisa, novamente, invadiu seu ânus. Quando
ele espremeu as nádegas, impedindo a invasão do seu bura-
quinho, a mulher tocou um nervo em seu pescoço, deixando
SEXO DO FUTURO 87
-o paralisado. Quis empurrá-la para longe de si, mas o corpo
não atendeu as suas vontades. Eva levou uma das mãos ao
seu pau e apertou um nervo entre o ânus e o saco escrotal.
O cacete enorme do negrão ficou ereto no mesmo instante.
A taxista deu um brado de alegria. Masturbou-o com mais
ênfase e ficou esperando uma esporrada na cara. Esta não
veio. Levantou-se, pegou no pau do cara e apontou-o para o
seu buraquinho, depois de ficar de costas para ele. Pincelou
o ânus com a cabeçorra, até se sentir lubrificada. Ela mesma
invadiu-se com o caralho do cara. Sentiu o negrão estreme-
cer. Em seguida, o membro dele inchou, anunciando o gozo.
Ela gritou:
- Não, agora não. Deixa eu gozar também.
Avisou tarde. Sentiu-se inundada por um jato de porra
do negrão, tão intenso que lhe deu a impressão de que ele
havia depositado um barril de esperma dentro da sua bunda.
Fim da décima quarta parte
SEXO DO FUTURO88
SEXO DO FUTURO – Parte quinze
Adão invadiu o dormitório onde Brizola e a taxista des-
cansavam, depois de mais uma sessão de sexo. Eva havia
sido chamada por um dos técnicos e estava ausente. O jovem
negro veio abraçado com a sobrinha da taxista, que estava
dormindo. Disse:
- Bom dia, sargento. Mandaram-me te dizer que já lo-
calizaram onde os soldados que atacaram teu tempo se reú-
nem para traçar planos. É bom se apressar, se quiser voltar
para a tua época. Há sinais de que a fenda temporal está se
desfazendo.
- Caralho. Mas acho que tive uma ideia que acredito
dar certo. Eles estão reunidos em alguma sala ampla, sem di-
visórias, como as daqui?
- Exato. Nossas construções são formadas, normal-
mente, de um só ambiente. Por quê?
- Veneno. A mesma ideia que tive lá no shopping.
SEXO DO FUTURO 89
Como este laboratório produz armas, deve produzir algum
gás que mate ou desacorde o grupo, todos de uma vez.
- Bem pensado – disse o rapaz, após raciocinar um
pouco. Vou chamar Eva. Ela se encarregará de produzir o tal
gás.
Pouco depois, a mulher entrava nas dependências do
dormitório. Seus cabelos voltaram a estar totalmente brancos.
A notícia que trouxe, no entanto, não agradou a ninguém:
- Há décadas que abominamos qualquer coisa que ve-
nha prejudicar a saúde humana. Tudo que é tóxico, inclusive
qualquer tipo de droga, foi abolido dos costumes da huma-
nidade. Claro que poderíamos produzir uma quantidade que
desse para satisfazer teu objetivo. No entanto, toda constru-
ção tem um dispositivo que bloqueia qualquer tipo de gás
nocivo à saúde. Até a fumaça de um simples cigarro. Terá que
pensar em outra coisa, infelizmente.
O negrão impacientou-se. Teria que ter outra ideia, ur-
gente, se não quisesse ficar preso àquele tempo. Insistiu:
- Não existe algum tipo de veneno, que eu possa inocu-
lar nos nossos inimigos?
A mulher esteve um tempo pensativa. Depois, falou:
- Sim, acho que o laboratório deve ter algum animal
peçonhento em cativeiro, com o objetivo de preservar a es-
pécie para estudos. Há anos que foi erradicado da face da
terra quaisquer bicho que pudesse fazer mal ao ser humano,
preservando apenas alguns como amostras. Com isso, eco-
nomizamos em tratamentos de saúde. Salvo engano, há uma
divisão de pesquisas com répteis e insetos venenosos, mas é
tudo mantido em sigilo.
- Temos uma ótima desculpa: salvar a humanidade. –
Disse o negrão -, não acredito que irão me negar a produzir
esse veneno.
- Vou falar com minhas superioras e ver o que podem
fazer. Está pensando em algum veneno específico?
SEXO DO FUTURO90
- O mais letal que tiverem.
Mais de uma hora depois, entraram três mulheres no
quarto. O casal já estava recomposto das vestes e esperavam
numa confortável poltrona de design futurista. A que parecia
mais idosa e líder das outras falou:
- Sim, andamos fazendo pesquisas com misturas de
venenos e criamos um muito poderoso. Mas é um segredo
guardado a sete chaves. Se a polícia descobrir, seremos fatal-
mente executadas.
- Por mim, não saberão. – Afirmou o negrão.
- Mesmo assim, ainda há o problema de inocular tal
veneno em mais de cem soldados. Como pretende fazer isso?
- Estive pensando. Vocês conhecem um peixe chamado
baiacu?
- Está extinto. Seria muito arriscado mantermos um
aquário para pesquisas. Logo seria descoberto.
- Imaginei. Então, acho que tenho uma ideia. Mas vo-
cês teriam que fabricar uma geringonça para um determina-
do fim.
- No que está pensando? – Perguntou a líder.
Pouco depois, o sargento Brizola terminava de explicar
seu plano. Estavam todos sorridentes e esperançosos. Podia
dar certo. Ao fim da explanação, o negrão disse:
- Vocês só terão que chegar a tempo de me aplicar o
antídoto, que deve estar pronto assim que me entregarem a
geringonça.
- Não se preocupe. Produziremos o antídoto ao mes-
mo tempo que construímos o artefato necessário. Mas ain-
da temos um problema: quem o levará até onde se esconde
o grupo? Eles têm um scanner que denuncia a presença de
qualquer membro estranho ao prédio. Principalmente se per-
tencer a este laboratório, pois somos fichados. Só consegui-
mos saber o paradeiro deles usando espiões desconhecidos,
SEXO DO FUTURO 91
com implante de camuflagem eletrônica. Mas esse pessoal é
muito caro e, infelizmente, não temos mais verba para pagar
seus serviços.
- Poderiam me emprestar um de seus veículos?
Sim, mas eles são registrados. Num instante, eles inter-
ceptariam quem estivesse dirigindo.
- Então, teremos que roubar um que não seja suspeito.
– Afirmou o negrão.
- E quem dirigiria? – Quis saber a velha senhora – Você
não tem intimidade com a tecnologia do nosso tempo.
- Eu gostaria de tentar – falou por fim a taxista, que até
então apenas ouvia com atenção o que era dito.
A sobrinha, no entanto, mostrou-se preocupada:
- Não, tia, um erro e vocês serão descobertos. É muito
perigoso.
- Se eu não gostasse de perigo, não teria a profissão que
tenho. E o meu negrão é policial, decerto saberá livrar meu
cu da reta, se por acaso formos surpreendidos. Estamos con-
versados. Eu quero esta missão e garanto que vou cumpri-la
à risca.
- Então, tem algumas coisas que vocês precisam saber.
– Disse a moça de cabelos branquíssimos. Venham comigo.
Dou a reunião por encerrada, com a autorização da minha
superiora, claro.
As mulheres foram embora sem responder, mas não
estavam zangadas. Era a maneira de agirem, sem dar nenhu-
ma satisfação dos seus atos. O casal foi passear no extenso
corredor com a mulher do futuro e o rapaz deitou-se na cama
com a mocinha.
- E então, estamos em paz? – Perguntou ele.
- Claro que sim, meu anjo. A princípio, confesso que
me aterrorizei com o formato diferente do teu sexo. Mas você
faz um amor tão gostoso que me dá vontade de estar trepan-
do contigo o tempo todo.
- Está excitada agora?
SEXO DO FUTURO92
- Sim, estou sim. Mas quero que você repita o que fez
comigo da última vez...
Ele beijou-a na boca, depois foi descendo sua boca pelo
corpo dela. Mamou-lhe os seios, lambeu os biquinhos duros
dos peitos, até abocanhar a vulva dela. Ela serpenteava o cor-
po, no cio, antegozando seu próximo movimento. Pedia:
- Aiiii, faz. Faz de novo. Eu me derreti de gozo da últi-
ma vez...
Então, ele abriu muito a boca. E dela, saiu uma carnosi-
dade deformada, como se seu intestino estivesse se evadindo
pela goela. Ela gemeu com aquele toque em seu pinguelo. Ele
apontou aquela deformidade para a vagina dela e adentrou-a
num movimento rápido. Ela deu um gemido mais alto e de-
morado. Ele sugou a entrada do útero dela com aquela massa
disforme e a garota revirou os olhinhos. Estava começando a
gozar. Então, um enorme talo de ponta fina invadiu o útero
dela e se alojou ali, serpenteando por dentro. Ela delirou de
prazer, num orgasmo estranho provocado por aquela inva-
são. Quis gritar, mas algo parecendo um polvo vivo invadiu-a
por trás. Pouco depois, aquela coisa monstruosa depositava
uma enorme quantidade de uma gosma esbranquiçada den-
tro de si. Ela teve o maior orgasmo de sua vida.
Fim da décima quinta parte
SEXO DO FUTURO 93
SEXO DO FUTURO – Parte dezesseis
Eva caminhou em silêncio com o casal, pelo amplo corre-
dor do laboratório, até se decidir a falar:
- Vocês devem chegar ao local onde se reúnem os sol-
dados de manhã bem cedo. Terão que dominar o vigilante
que toma conta do lugar. Isso tem que ser feito rápido, antes
que ele dê o alarme de invasão.
- Não encontraremos mais ninguém no tal prédio? –
Perguntou o negrão.
- Não. É proibido a permanência de funcionários antes
e depois do expediente. A hora-extra foi abolida dos contra-
tos trabalhistas há quase um século. Quem quiser fazer seus
trabalhos autônomos, tem que pagar à companhia pelo uso
da energia e equipamentos da empresa.
- Nossa. Espero que essa lei não demore a ser aplicada
no meu tempo: costumamos nos matar de trabalhar só para
ter uns trocados a mais no fim do mês.
SEXO DO FUTURO94
- Vamos precisar matar o vigia? – Perguntou a taxista.
- Não é preciso. Basta nocauteá-lo e escondê-lo em al-
gum lugar fora das vistas dos soldados. E esperar escondido
até que estejam todos reunidos. E torcer para que o seu arte-
fato dê certo.
- Eu não tenho dúvidas. Só preciso me aproveitar do
elemento surpresa.
- Muito bem. Tem um veículo à disposição da tua ami-
ga taxista. Ela deve treinar bastante para dirigi-lo sem pro-
blemas. Na verdade, basta não abalroar outros veículos. Isso
traria a Polícia até vocês. Podemos traçar um plano de voo
ida e volta até o esconderijo dos soldados, mas você deve sa-
ber manobrar bem a nave, caso sejam descobertos antes do
tempo. Então, teriam que desligar o plano de voo, para não
ser seguidos pelo radar deles.
- Deixa comigo. O ideal é que tivessem alguém para me
dar umas aulas.
- Bem pensado –, afirmou a mulher do futuro – conse-
guirei alguém para isso o quanto antes.
Pouco depois, uma técnica do laboratório se dispunha
a dar umas aulas de direção à taxista. O veículo era pequeno,
apenas com dois lugares. Tinha três rodas: uma na frente e
duas atrás. Era todo acolchoado para prevenir que motorista
e passageiro se machucasse, caso houvesse impacto. A dire-
ção parecia muito com as de um pequeno avião da era do
casal. Enquanto a taxista tinha suas aulas, Eva falou baixinho
para o negrão:
- Estou novamente excitada. Gostaria muito de fazer
amor contigo.
Ele pareceu não apreciar as palavras dela. Mesmo
quando ela apalpou seu cacete.
- Estou muito tenso com tudo isso, minha bela. Eu não
conseguiria ter uma ereção satisfatória. Te deixaria frustra-
da...
- Se é por isso, posso te aplicar um estimulante sexual.
SEXO DO FUTURO 95
Isso te faria recuperar as forças.
- Se vocês perderam o interesse por sexo, como ainda
precisam do estimulante?
- Só o homem precisa dele. Principalmente quando
pretendem ter filhos. Coletamos seu esperma e criamos vá-
rios clones. O mais perfeito vai viver com o casal, hétero ou
homo.
- E os não tão perfeitos? – Quis saber o negrão.
- Estes são mantidos em laboratório, para o caso de a
matriz ser avariada nalgum acidente. Implante de membros
e órgãos, entende?
- Porra, isso é cruel. Os pobres clones têm uma vida,
como qualquer ser humano. Não importa se foram criados
em laboratórios...
- Talvez, mas essa história de clones, nesta época, é per-
feitamente legal. – Respondeu a mulher.
- Ok. Cadê o estimulante sexual?
- Jura que quer fazer sexo comigo? – Espantou-se a mu-
lher, que já havia perdido a esperança de mais uma trepada.
Estava sorridente. Mexeu em um dos bolsos do seu uniforme
negro e tirou de lá uma seringa.
- Já vim preparada – sorriu ela, misturando agilmente o
líquido para injetar no bumbum do sargento.
- Muito bem. Mas advirto que não vou tolerar você me
invadindo o cu. Não gosto de ser penetrado. – Falou em tom
grave o negrão.
Ela ficou triste. Rebateu:
- Está bem, amor. Mas deixa eu te dizer uma coisa:
Quando eu te invado é coletando teu DNA. Já disse que que-
ro engravidar de você.
- Não importa. Não gosto de ser estuprado. E não sinto
nenhum prazer em ter meu cu deflorado.
- Você não está sendo sincero. Todas as vezes que te
invadi, você ejaculou uma enorme quantidade de porra. No
entanto, é muito machão e isso te impede de gozar mais in-
SEXO DO FUTURO96
tensamente.
- Que seja. Mas não quero que me invada as entranhas.
Ou não teremos...
Não completou a frase. Ela aplicou-lhe um líquido na
bunda, através da seringa, e ele quase que imediatamente fi-
cou de pau duro. Ela levou-o para um outro cômodo do la-
boratório. Era decorado de maneira bem feminina, apesar de
ter poucos móveis. Eva explicou:
- Aqui é o meu dormitório e minha casa. Desde pe-
quena fui criada neste cubículo. Não sei quem são meus pais.
Acho que sou um daqueles clones que não deram certo. Mas
me requisitaram para missões de alto risco, pois sei tudo de
artes marciais.
O negrão não prestava atenção ao que ela dizia. Mama-
va-lhe os seios, causando nela um arrepio de prazer. Ela quis
devolver-lhe a carícia, mas ele foi incisivo:
- Não, agora eu quero te dar prazer. Quero saber em
quais partes do corpo tu gostas mais de ser estimulada.
- Oh, eu agradeço, amor. Nem eu mesma conheço meu
corpo.
Ele começou lambendo a estranha xoxota dela. Arro-
deou a língua por todo o sexo e depois tentou introduzi-la
naquilo que parecia mais um ânus do que uma vulva. Ela
abriu mais as pernas, adorando as carícias. Depois ele subiu
com a boca e lambeu-a da cabeça aos pés. Palpava-lhes os
seios, enquanto corria a mão por todas as partes do seu cor-
po, demorando-se nas regiões onde havia mais sensibilidade
da pele. Ela revirou os olhos de prazer. O pinguelo saiu de
dentro da vagina deformada dela e começou a chicotear o
abdome do negrão. Ele pegou aquela lingueta com dois de-
dos e, sem pressa, masturbou-a. Ela deu um gritinho e seu
corpo tremeu-se todo. O estranho falo aumentou de exten-
são e grossura, enquanto ele continuava massageando-o com
cuidado para não a machucar. Então, da goela da mulher saiu
aquela carnosidade já conhecida dele. Ele arriscou-se a bei-
SEXO DO FUTURO 97
jar aquilo e seu odor era suave e seu gosto adocicado. O falo
ficou tão inchado que ele podia comparar à grossura do seu
próprio cacete. Ele passou a massagear o estranho pingue-
lo ao mesmo tempo em que masturbava a carnosidade saída
da boca dela. Ela deu um urro demorado. Então, começou a
ter convulsões. De repente, lançou uma enorme quantidade
de um líquido amarelado pela boca. Fazia enorme esforço,
como se estivesse vomitando. Mas ele não parou. Continuou
masturbando-a em cima e embaixo. Ela abriu desmesurada-
mente os olhos e, numa agonia danada, pediu que ele parasse.
E desta vez foi ela quem desmaiou em pleno ato sexual.
Fim da décima sexta parte
SEXO DO FUTURO98
SEXO DO FUTURO – Parte dezessete
- Não, eu nunca a vi desmaiar fazendo sexo. Esta é a
primeira vez.
A coroa de uniforme branco, todo de couro, auscultou
a mulher que Brizola chamava de Eva com um estranho apa-
relho que parecia mais um relógio. Havia colocado o objeto
no pulso da mulher de cabelos brancos e ele media os bati-
mentos cardíacos dela. Estava preocupada. Aquela situação
também era nova para ela. Preferiu dizer:
- É melhor que tenhamos paciência e deixemos que ela
acorde. Se disser os sintomas, saberei o mal que a acomete.
Deixemo-la descansar. Saiamos daqui.
- Não tem nem ideia do que tenha acontecido a ela? –
Perguntou o negrão.
- Confesso que não. Pelo que você disse, parece um ata-
que de epilepsia. Mas essa doença está banida, há tempos, da
face da terra. Choques dirigidos a determinados órgãos do
SEXO DO FUTURO 99
paciente inibe os sintomas. – Falou a coroa enquanto andava
pelo corredor, ao lado do policial.
Depois de estar calada por um momento, a médica pa-
receu ter criado coragem para perguntar:
- É verdade que vocês estão transando?
- Sim. Por quê?
- Curiosidade. Eu nunca pratiquei sexo. Gostaria de sa-
ber como é...
- Apesar de ter tomado uma injeção estimulante, não
gozei ainda. O desmaio de Eva me cortou o barato. Confesso
que ainda estou excitado. Não quer me aliviar?
- Cortou teu barato? Aliviar? Não sei que vocabulário
sexual é esse. Pode me explicar?
- Voltemos ao dormitório onde estive instalado. Lá, te
darei uma demonstração.
Pouco tempo depois, a médica estava nua diante do po-
licial. Apesar de aparentar bem mais idade que Eva, a mulher
não tinha uma única ruga nem estria no corpo. Possuía uma
silhueta esbelta, como uma mocinha de uns vinte anos. O
policial se despiu também, deixando à mostra seu enorme
cacete. A bela senhora estava espantada com o tamanho e a
grossura do bicho. Perguntou:
- Ele engrossa e cresce mais que isso, como o órgão
masculino que conhecemos?
- Não, senhora. Está em seu tamanho máximo.
- Posso provar-lhe o sabor?
- Esteja à vontade. Só não gosto de ser penetrado.
- Não sei do que fala. Como disse, não sei nada sobre
sexo, apenas algumas coisas mais didáticas. – Disse ela, se
agachando perante o negrão.
A médica, primeiro, lambeu a glande e aprovou o gos-
to. Passou a masturbar vagarosamente o macho, mamando
seu cacete de vez em quando. Brizola acariciou seus seios e
ela logo ficou excitada. Percebeu o líquido viscoso que saia da
pica do negrão. Tremulou a língua em seu furinho, enquanto
SEXO DO FUTURO100
o masturbava com mais vigor. Ele segurou sua cabeça com
as duas mãos, adorando a chupada. Então, ela botou da boca
pra fora aquela carnosidade disforme que ele tanto conhe-
cia. Adivinhou que ela estava para gozar. A mulher revirou os
olhos e começou a gemer alto. A deformidade cresceu e en-
goliu todo o falo do negrão. Criou um êmbolo e ficou sugan-
do o pouco líquido que ele deixava escapar através da glande.
Em pé, perante ela, o sargento passou a masturbar aquele falo
que lhe abocanhava o caralho. Então, veio-lhe a vontade de
ejacular. Avisou-a. Ela sugou com mais eficácia e ele sentiu
que não iria conseguir prender o gozo. Antes de esporrar,
olhou para a coroa. Ela tinha os olhos vidrados e o pingue-
lo chicoteava os joelhos dele. Com uma das mãos, Brizola
agarrou aquele enorme pinguelo e masturbou-o, enquanto
também friccionava o falo que saia da boca da mulher. Ela
deu um grito terrível, como se estivesse sentindo uma dor
atroz. Mas, quando ele fez menção de parar, ela implorou que
ele continuasse. Então o negrão ejaculou na goela dela. Uma
quantidade de porra tão grande como nunca vira antes. A
bolsa disforme que saía da goela da coroa inchou, como se
não quisesse derramar nem um pingo de porra. Ele sentiu as
pernas fraquejarem, mas lutou para não desmaiar. Apertou o
“pênis” dela e sentiu que seu corpo todo estremecia. Ela lar-
gou seu cacete e jogou o corpo para trás, ficando deitada de
costas no chão liso, com a esquisita carnosidade que lhe saia
da boca inflada, como um balão de festas. Mas a deformidade
foi murchando, até se recolher para dentro da goela dela.
Então, os olhos da mulher voltaram ao normal. Ela fi-
cou imóvel, como se estivesse pensativa. Depois, começou a
chorar. Dizia, em prantos:
- Eu nunca pensei que fosse tão bom. E não queria fa-
lecer antes de conhecer o sexo com um homem. Muito obri-
gada.
Fim da décima sétima parte
SEXO DO FUTURO 101
SEXO DO FUTURO - Penúltima Parte
- Eva acordou. A doutora chefe quer que vocês venham
até o dormitório dela - Disse uma morena de uniforme verde
claro que havia invadido o quarto onde a médica e o policial
negro estiveram transando. Pediu desculpas por não ter bati-
do à porta, mas era necessário urgência. A mulher de cabelos
descoloridos voltara a vomitar o líquido gosmento, só que
desta vez ele estava esverdeado. O casal vestiu-se apressado
e, pouco depois, estavam com a mulher de cabelos branquís-
simos.
- O que você está sentindo? - Perguntou a médica.
Eva levou uns minutos para poder responder. Continu-
ava vomitando muito.
- Um mal estar terrível. Parece que vou botar todos os
meus órgãos internos para fora. E estou zonza.
A coroa colocou uma espécie de medidor de pressão
no pulso dela, mais parecendo um relógio digital de pulseira
SEXO DO FUTURO102
metálica estreita. Ao cabo de alguns minutos, diagnosticou:
- Parece impossível, mas você está com todos os sinto-
mas de gravidez. Estou pasma. - Falou a médica.
Todos na sala estavam. Além da doutora, da enfermei-
ra e do negrão, havia mais três cientistas no dormitório. To-
dos receberam a afirmativa com surpresa, mas logo estavam
contentes. Pela primeira vez em mais de um século, podiam
acompanhar a gestação de uma criança que não foi gerada in
vitro. Para o sargento Brizola, era o filho que ele sempre quis
ter. Estava feliz.
- Depressa, levem-na para a sala de estudos científicos.
Não quero perder um segundo sequer para fazer os testes ne-
cessários! - Disse a doutora.
Mas Eva foi incisiva. Não queria servir de cobaia para
as cientistas. Também temia perder o bebê. E todos os argu-
mentos da técnica se perderam na teimosia da mulher de ca-
belos brancos. Foi preciso a intervenção do sargento Brizola
para dar fim à discussão:
- O filho é nosso. Também não admito que corra ris-
cos com os testes de vocês. Estão proibidas de usar Eva ou a
criança como cobaia.
- Não podemos fazer nada, sem a autorização dos pais.
É a Lei, não? - Argumentou uma das enfermeiras. A médica
concordou com um aceno de cabeça. Mas estava pesarosa por
não poder investigar como havia conseguido se gerar aquele
bebê. Mesmo assim, pediu que a mãe fosse transportada para
o laboratório de pesquisas. Teriam que interromper aquelas
crises de vômitos e ali naquele dormitório não havia os ins-
trumentos necessários.
- Quer que eu vá com você, linda?
- Não, amor, você só atrapalharia. Não se preocupe: se
a doutora disse que desistiu de me fazer de cobaia, podemos
confiar nela. Como eu já disse, não mentimos.
- Sim, ela deu sua palavra. Mas eu sei lá se outras a res-
peitarão? - duvidou o negrão.
SEXO DO FUTURO 103
- Ela daria a vida para me defender. Não me acontecerá
nada de ruim.
Eva dizia isso já transportada às pressas em uma pran-
cha metálica que flutuava no ar, manipulada por controle
remoto por enfermeiras. Adão apareceu afobado, acompa-
nhado da sobrinha da taxista. Perguntou o que estava acon-
tecendo. Num instante, Brizola o pôs ao par da situação. O
jovem tranquilizou o policial. Afirmou que tinha certeza de
que tudo correria bem. Só não podia dizer por que tinha tan-
ta certeza. Pediu que o negrão fosse descansar, pois no outro
dia sairiam logo cedo: ele, a taxista e o policial. Mesmo aper-
reado, o sargento voltou para o seu quarto. Trancou-se lá.
Não queria ser importunado por nenhuma mulher carente
de sexo. E logo dormiu.
Acordou de pau duríssimo. Atribuiu a ereção ao efeito
da injeção que lhe fora aplicada no bumbum. Estava doido
para transar. O caralho até doía, de tão excitado. Havia dor-
mido vestindo apenas uma espécie de bermuda de um tecido
parecendo náilon. Retirou-a e levou a mão ao sexo. Começou
uma punheta, mas estava meio sem graça. Não costumava se
masturbar, mesmo quando estava carente. Viu um aparelho
ao lado da cama parecido com um celular. Estudou-o, até se
resolver a apertar a tecla “visual contact”. Uma imagem apa-
receu na pequena tela:
- Pois não, senhor? - Era uma moça belíssima, parecen-
do uma dessas modelos de cinema.
- Eu quero falar com a médica responsável por este la-
boratório. Que tecla devo pressionar?
Rapidamente, a imagem da médica que dormira com
ele e agora cuidava de Eva apareceu na telinha.
- Bom dia, dormiu bem?
- Sim, obrigado. Mas acordei com uma imensa vontade
de fornicar. Quanto tempo irá durar o efeito da injeção que
me aplicou?
SEXO DO FUTURO104
Ela sorriu maravilhosamente. Perguntou se ele queria
que ela fosse ao quarto. Ele declinou da ideia. Alegou querer
estar em forma, para cumprir sua missão. Ela insistiu. Afir-
mou que a única forma de passar o efeito do estimulante se-
xual era ele fazer sexo até se fartar. Só então ela poderia lhe
inocular um revigorante. Estaria em forma em pouco tempo.
Pouco depois, a médica entrava no dormitório onde o
sargento estava. Vinha com uma caixinha metálica na mão.
O sargento perguntou:
- Desta vez não vai me aplicar uma injeção?
- Não, meu anjo. O revigorante é uma pílula, que deve
ser ingerida após eu te aliviar desse tesão.
- E como pretende fazer isso?
Ela sorriu. Despiu-se, mostrando um corpo ainda in-
vejável para a idade que ele julgava que tivesse. Manuseou o
cacete do negrão, começando uma suave punheta.
- Descobri que serei capaz de fazê-lo gozar apenas ma-
nipulando teu órgão reprodutivo. Só relaxe, meu anjo. Vou
aliviar tua vontade de copular.
O negrão reclamou que a pica doía terrivelmente, como
se ele estivesse com priaprismo. Ela, então, pressionou um
nervo que ficava entre os testículos e o ânus. Imediatamente,
ele sentiu o corpo todo dormente. Tentou se mover para ver o
que ela lhe fazia e a médica lhe pressionou outro nervo, desta
feita no pescoço. Brizola ficou imobilizado. Temeu ter o cu
molestado, mas já não conseguia nem falar.
Mas não teve pelo que temer. A médica iniciou uma
bronha suave e ele logo sentiu aflorar a vontade de gozar. Per-
cebendo o pênis inchar, ela suavizou mais ainda o movimen-
to do punho. Mas colocou a boca na chapeleta, fazendo com
que o negrão não aguentasse prender o orgasmo. Ele espor-
rou com gosto na boca dela, que saboreou a porra. O pau do
cara, porém, não murchou, e ela continuou a masturbação
e a felação. Nova gozada. Uma gozada curta, mas poderosa.
Ela continuou seu trabalho, já que o negrão permanecia ex-
SEXO DO FUTURO 105
citado. Só três gozadas depois é que o pau murchou, quando
o policial já não aguentava mais o toque da boca dela em sua
glande sensível. A cabeça rodou e ele achou que ia desmaiar.
Ela, imediatamente, colocou uma pequena cápsula em sua
boca. Pediu que ele chupasse sem mastigar. Aos poucos, o ne-
grão sentiu-se em forma de novo, como se a pílula contivesse
um enorme complexo de vitaminas. Então ela foi embora,
deixando-o de novo sozinho.
Uma voz ecoou no interfone. Era Adão dizendo que
estava na hora de ir ao encontro dos soldados. Brizola abriu
a porta, mas disse que precisaria tomar um banho, antes.
Quando a taxista chegou, ele já estava de saída do banheiro.
Não havia água para o banho. Assim que ele ligou o chuvei-
ro, uma fumaça densa tomou todo o cubículo. Compreendeu
que essa era a maneira que o povo do futuro se banhava. O
vapor tinha cheiro de remédio. Decerto desinfetava seu cor-
po. Só depois a fumaça adquiriu um forte e enjoado odor de
perfume francês. O negrão desligou o “chuveiro”. Percebeu
sua pele perfeitamente hidratada, como se tivesse tomado
uma demorada ducha. Saiu do box se sentindo revigorado.
- Podemos ir? - Perguntou a taxista, quando ele termi-
nou de vestir um uniforme futurista.
- Sim, podemos. Mas, se não me engano, o carro só dá
para dois...
- É verdade. Mas eu irei no porta bagagens, que é bem
amplo. Estarei levando o antídoto do veneno para aplicar em
você assim que estiverem todos os soldados reunidos.
- E como você saberá o momento? - Quis saber o ne-
grão.
- Você vai engolir esta cápsula. Ela serve de rastreador
e também transmitirá som para um aparelho que levarei co-
migo. Tudo que for dito, eu estarei na escuta.
- Ah, bom. Trouxe a gerigonça que eu pedi?
- Já está no carro - Afirmou a taxista - Eu te deixo lá
SEXO DO FUTURO106
e depois fico circulando com o rapaz até você cumprir tua
missão.
- Então, vamo-nos embora.
A taxista dirigia a pequena nave muito bem. Em me-
nos de meia hora, chegavam na base de um espigão de mais
de cento e cinquenta andares. O elevador ficava de lado de
fora da construção. Brizola saltou do pequeno veículo com
uma caixa em forma de cubo, mas mãos, e apertou o botão
de chamada do elevador. Pouco depois, um vigilante des-
confiado abria a porta para perguntar o que o negrão queria.
Não chegou a terminar a frase. Levou um tremendo murro
no nariz que o fez cair desacordado. Imediatamente, Brizola
depositou a o cubo num canto qualquer do elevador e deitou
o vigia no chão. Disse:
- Estou dentro. Tenho que ir para qual andar?
Uma voz que parecia vir do seu estômago respondeu:
- Quinquasésimo segundo andar. É uma sala ampla,
com uma mesa de vidro enorme no centro. As estantes es-
condem armas poderosíssimas, caso você precise se defen-
der. Mas apresse-se, pois logo estarão chegando os primeiros
soldados.
O sargento subiu até o andar indicado, com o cubo em
mãos. Não encontrou ninguém nas dependências do imenso
prédio. Tirou o ascensorista de dentro do elevador e procu-
rou um local para escondê-lo. Naquele andar, as salas esta-
vam todas fechadas. Desceu com o cara nos ombros uns dois
andares e encontrou uma espécie de armário de limpeza que
dava para escondê-lo. Por via das dúvidas, deu um segundo
murro no sujeito, dessa vez na ponta do queixo, para evitar
que ele acordasse antes do tempo. Retirou-lhe toda a roupa
e trocou pela que estava vestindo. Depois, voltou para a sala
onde deveria encontrar os soldados, vestido com o uniforme
do cara. Estava fechada. Disse em voz alta:
- A sala do objetivo está fechada. Como vou fazer para
SEXO DO FUTURO 107
entrar?
- Deixa comigo. Aguarde um pouco - ouviu novamente
a voz de Adão.
Pouco depois, soou um barulho seco e notou que a
porta havia sido aberta. Perguntou:
- Como conseguiu? Já posso entrar.
- Estou de posse de um mapa de sistemas. Posso abrir
qualquer porta ou armário que quiser. - Disse o rapaz. - Pre-
cisa de mais alguma coisa?
O sargento não respondeu. Entrou na sala e depositou
o cubo bem no centro da mesa. Retirou a proteção que pare-
cia feita de isopor e descobriu uma esfera metálica cheia de
pequenos furos. Jogou a caixa pela janela, e essa caiu flutuan-
do, se afastando do prédio. Perguntou:
- Pronto. Como armo a geringonça?
- Quer armar agora? Não é melhor esperar os soldados
chegarem?
- Não. Se ela for armada depois, pode deixá-los em aler-
ta e dar tempo de se defenderem. Tem que estar logo pronta
para funcionar.
- Okey. - E um novo ruído metálico foi ouvido. Em se-
guida, mais de trezentas agulhas saíram pelos pequenos bu-
racos, deixando a esfera com aspecto parecido com um ouri-
ço feito de aço. Brizola sorriu:
- Eis meu baiacu. Espero que funcione.
- Baiacu? Que danado é isso? - Ouviu a voz do jovem
saída do seu estômago.
- O baiacu é um peixe de água doce da minha época.
Infla-se e lança espinhos venenosos pra todo lado.
- Ah, entendi - riu o rapaz - Por isso misturaram vene-
nos de vários animais peçonhentos e pincelaram as agulhas,
uma a uma. Uma mistura letal para quem for atingido. Terei
que ser rápido em te aplicar o antídoto.
- Estou contando com isso. Quiseram me aplicar o rea-
gente antes mas, se algo desse errado, poderia passar do tem-
SEXO DO FUTURO108
po e eu me lascar. Portanto, dependo de você.
- Tranquilo. Atenção: um veículo se aproxima da entra-
da. Chegou a hora da ação.
Brizola correu para o elevador. Sabia que iriam precisar
dele para chegar à sala. Chegou à porta em tempo de ouvir o
primeiro chamado. Entrou no cubículo e dirigiu-se ao térreo.
Enquanto descia, admirou a paisagem de arranha-céus.
Cinco homens esperavam o elevador, no térreo. O mi-
litar que havia destruído parte do shopping estava á frente do
grupo. Estranhou quando viu o sargento. Perguntou:
- Cadê o vigia? E quem é você?
- Ele não pôde vir trabalhar. Enviaram-me em seu lu-
gar - Disse o negrão, que não esperava por essa pergunta. - E
meu nome é Brizola.
O militar olhou demoradamente para ele. Depois, ines-
peradamente, deu um potente murro no estômago do negrão.
O sargento dobrou as pernas e apagou. O homem vestido de
preto, com algumas insígnias militares, ordenou:
- Algemem o cara e traga-o pra cima. Não sei como
conseguiu burlar os sistemas de segurança e ingressar no pré-
dio. Deve ser um maldito espião.
Quando recobrou os sentidos, já havia muitos soldados
naquela sala. Estavam todos curiosos, olhando para o estra-
nho artefato encima da mesa. Quando percebeu que ele esta-
va acordado o líder perguntou:
- Repito: quem é você? E não adianta querer negar que
invadiu o complexo. Vimos as imagens de você nocauteando
o vigia e já o localizamos onde você o deixou desacordado.
Ele está doido para ir à forra dos murros que levou.
O vigia olhava para ele com cara de mau. Primeiro,
massageou o estômago. Depois preparou os punhos. Era cla-
ro que iriam torturá-lo.
- Pagaram-me para trazer esta geringonça que está em
cima da mesa. Mas eu não deveria entregar para ninguém
SEXO DO FUTURO 109
que não fosse o líder de vocês. - Mentiu o sargento.
- Geringonça? - estranhou o militar - que linguajar é
esse? E que máquina primitiva é essa que nos trouxe?
- É uma arma poderosa, de última geração. Mata mais
de cem com um único disparo.
Os homens se entreolharam. Um deles, que parecia
técnico em armamentos, aproximou-se da esfera. Afirmou:
- Eu nunca vi nada igual, senhor coronel. Mas seu po-
der não deve ser letal. Essas pequenas agulhas não consegui-
riam matar ninguém.
- É aí que você se engana. Essa é uma ama do futuro -,
mentiu novamente o sargento - e foi criada por alguém do
próximo século, que viajou no tempo para esta época.
O coronel fechou a cara. Acenou com a cabeça e o as-
censorista deu um tremendo murro no rosto do negrão. De-
pois, o militar perguntou:
- Você é cientista? O que sabe da fenda temporal?
- Sei pouco. Apenas que vocês pretendem voltar anos
ao passado, para dominar a terra daquela época. Isso foi só o
que meu empregador disse. Além de que essa arma facilitaria
muito a vida de vocês. - Falou o negrão, gemendo de dor.
Novamente, os homens trocaram um olhar entre si.
Brizola recebeu outro murro poderoso, dessa vez no estôma-
go. O coronel quis saber:
- Quem é teu empregador? E demonstre como usar
essa arma. Se nos convencer, te damos a liberdade.
Era o que o negrão queria ouvir. Teria o maior prazer
em fazer a demonstração que eles tanto queriam. No entanto,
perguntou:
- Respondo a pergunta e faço uma demonstração com
a arma, se me disserem como descobriram que eu era um
espião.
- Isso é fácil. Você pronunciou teu nome. Aqui, todos
atendemos pelo número de registro.
O negrão estava arrependido da merda que havia dito.
SEXO DO FUTURO110
Não se lembrou que, no futuro, não usavam nomes. A mu-
lher de cabelos brancos havia dito isso, mas ele não prestou a
devida atenção.
- Muito bem. Preciso das mãos livres para poder mos-
trar como funciona a arma...
- Não. Você diz como fazer e nós testamos. E lembre-
se: disso depende tua vida! - Ameaçou o coronel.
- É justo. - Concordou o negrão - Só preciso de um
alvo. Onde quer que eu atire?
Foram interrompidos pela entrada de um soldado tra-
zendo uma mulher que se esperneava, demostrando muito
bem que era feita prisioneira. Brizola reconheceu a taxista.
- Encontrei-a subindo pelo elevador. Parece que sabe
bem o que procura, pois veio direto para esta sala, senhor!
- O que aconteceu, bela? - Perguntou o sargento, antes
que alguém a inquerisse.
- Perdemos o contato contigo. Aí, vim ver se precisava
de ajuda.
- Quem é ela? - Perguntou o coronel.
- É minha parceira. Trabalhamos juntos - Disse o ne-
grão, para espanto da taxista.
Depois, voltando-se para a mulher, falou:
- O trato era que você me esperasse lá fora. Não devia
ter entrado.
- Já disse. Algo aconteceu, que perdemos o contato
contigo.
O negrão compreendeu a situação: os murros que re-
cebera no estômago havia interferido na comunicação com
Adão. O jovem ficou sem saber quando disparar o artefato.
Agora, o microfone devia estar implantado no estômago
dela. Era uma boa jogada. No entanto, sem aviso, o coronel
sacou uma arma minúscula e atirou na mulher. Ela pareceu
ter levado uma grande descarga elétrica e depois desmoro-
nou no chão.
- PORRA! POR QUE FÊZ ISSO?
SEXO DO FUTURO 111
- Detestamos mulheres. Principalmente as espiãs. E, as-
sim, você sabe que não estamos brincando...
Aí, ouviu-se um estalido seco. Depois, um zumbido no
ar. Em seguida, todos os espinhos da esfera se recolheram. Os
soldados ficaram em alerta, mas era tarde. Ouviu-se um som
parecido com uma metralhadora e os sujeitos foram caindo,
um por um, atingidos pelos petardos envenenados. Brizola,
no entanto, também foi alvejado pela máquina. Sentiu ânsias
de vômito e uma agonia atroz. Era o poderoso veneno fazen-
do efeito. O negrão olhou em volta, antes de desmaiar. Dois
soldados que não haviam sido atingidos correram em dire-
ção ao artefato. Um abriu a porta, enquanto o outro envolveu
a geringonça com o uniforme, que havia despido às pressas.
Pretendiam livrar-se da terrível arma. Mas, antes que pudes-
sem sair do recinto, a esfera explodiu, ferindo gravemente
ambos. Aí, o negrão apagou.
Fim da décima oitava parte
SEXO DO FUTURO112
SEXO DO FUTURO - Parte Final
- Acorde, dorminhoco. Já é quase meio-dia.
O negrão tentou abrir os olhos, mas a luz ambiente era
muito intensa e a claridade incomodava. Mesmo assim, fez
um esforço, protegendo as vistas com a mão. Aos poucos, sua
visão foi se ajustando. Viu várias pessoas no dormitório, a
maioria vestida de verde claro, todas com taças de bebidas
nas mãos. Ouviu uma voz conhecida dizer:
- Uma saudação ao nosso herói. Todos juntos:
- VIVA O SARGENTO BRIZOLA. VIVAAAAAAAA-
AAAAAA...
A taxista parecia a mais feliz das várias pessoas que
estavam ali. Tinha o braço imobilizado por uma espécie de
tala, mas não parecia ferida. O negrão, ainda meio grogue,
perguntou:
- O que aconteceu? A última coisa que me lembro é de
você ter sido baleada...
SEXO DO FUTURO 113
- Não foi bala, amor. Apenas uma forte descarga elétri-
ca. Doeu e eu desmaiei. Foi a minha sorte. Não fui atingida
pelos dardos venenosos.
Adão aproximou-se da cama onde o policial estava dei-
tado e fez um brinde a ele. Depois, falou:
- Você levou dois socos potentes no estômago. Por isso,
o pequeno transístor que te fiz engolir parou de funcionar.
Tivemos que improvisar. Por sorte, eu tinha outro rastrea-
dor. Ela topou ir até a sala onde te faziam prisioneiro - disse
apontando para a taxista -, depois de engolir uma cópia do
minúsculo chip. Só assim, pude acionar o explosivo por con-
trole remoto.
- Você se arriscou muito, bela. - Podia ter dado tudo
errado. - Disse o negrão.
- Mas deu certo. Graças ao rapagão, que conseguiu nos
socorrer a tempo. Aplicou-te o antídoto. Agora, é só come-
morar. - Respondeu a taxista.
Deram uma taça de bebida e o sargento a deglutiu de-
vagar. O gosto era maravilhoso, um verdadeiro néctar dos
deuses. Ele perguntou que bebida era aquela.
- Um vinho produzido neste laboratório, adicionado de
uma mistura de frutas tropicais. Frutas brasileiras, no caso.
Estamos testando-o para exportação. - Falou a médica, tam-
bém fazendo um brinde ao herói.
- Delicioso. Vai ser um sucesso.
- Resolvemos batizá-lo de Brizollo, em tua homena-
gem. - Completou a doutora.
- Para mim, é uma honra - falou o negrão -, mas logo
mudou de assunto:
- Onde está Eva?
A médica sorriu. Em seguida, informou que ela estava
bem, porém de repouso absoluto. Não deveria fazer nenhum
esforço que pudesse por em risco a vida do feto. Por isso, não
fora convidada para aquela festa. O sargento disse que depois
queria fazer-lhe uma visita. Tentou se levantar da cama e sen-
SEXO DO FUTURO114
tiu todo o corpo dolorido. Gemeu. A médica informou:
- Você está sentindo ainda os efeitos do veneno. Mas
logo estará bem. Sente alguma outra coisa mais, além das do-
res no corpo?
Ele parou um pouco para pensar. Depois falou sem ne-
nhuma vergonha:
- Ainda continuo com vontade de foder. Mais do que
antes.
Dessa vez foi o jovem negro quem informou:
- Infelizmente, não vai dar tempo. Estávamos só es-
perando que você recuperasse os sentidos para podermos
partir. A fenda temporal está quase fechada. Temos apenas
menos de uma hora para voltarmos ao teu tempo e depois eu
retornar ao meu. Nem vai dar para você falar com Eva. Ela
está sedada.
- É um pena. Gostaria de me despedir dela. Quem irá
comigo? - Quis saber o negrão.
A taxista baixou a cabeça. A sobrinha abraçou-se ao
rapaz. Este respondeu:
- Só iremos nós dois. Deixo-te lá e volto. As duas mu-
lheres resolveram viajar no tempo comigo e conhecer o futu-
ro. Não pretendem voltar.
O negrão esteve pensativo. Depois, perguntou:
- Isso não vai causar problemas? Nós somos de outra
realidade, pode haver interferência na história...
- Sim, deve haver algumas. Mesmo assim, vamos arris-
car. Infelizmente, você vai esquecer que existimos...
- Como assim? - Quis saber o sargento.
- Não conseguimos lembrar de algo futuro. Só nos lem-
bramos do que já aconteceu. Então, você não conseguirá se
lembrar de nós, pois não existimos na tua época.
O negrão olhou em volta. Só então, percebeu que todos
da sala tinham ido embora. Só ficaram a taxista, sua sobrinha
e o jovem negro.
- Puxa, eu gostaria de ter, ao menos, uma pequena lem-
SEXO DO FUTURO 115
brança de vocês.
- Verei o que posso fazer. Mas acho que será impossível.
Porém, vista as roupas que estavas ao chegar aqui. Precisa-
mos nos apressar.
As mulheres se abraçaram com o sargento. A taxista
tinha lágrimas nos olhos, mas não quis dizer nada como des-
pedida. A emoção a fazia ficar calada. O jovem falou ao ne-
grão, depois que este se vestiu:
- Vamos embora -, disse olhando para um bracelete
que parecia mais um relógio, só que sem ponteiros - resta-
nos pouco tempo.
- Eu gostaria de me despedir da médica...
- Impossível. Precisamos ir.
A mocinha colocou um papel dobrado no bolso do sar-
gento. Disse para ele só abrir o bilhete quando voltasse no
tempo. Ele concordou, com um aceno de cabeça.
Depois, os dois homens correram por um extenso cor-
redor, até adentrar uma sala no laboratório. Esta estava vazia.
O jovem disse apressado, enquanto uma luz branquíssima
invadia o recinto:
- Não se preocupe com Eva. Agora já posso dizer, pois
você jamais se lembrará disso: ela terá um filho e dará a ele
o nome de Adão. Ainda não sabe, mas esse filho sou eu, no
futuro. Vocês são meus pais. Por isso, telefonei para o delega-
do e denunciei as companheiras dela. Se eu não fizesse isso,
ela teria sido morta no assalto ao contêiner. E nós ainda nos
encontraremos outra vez, papai...
- O que você disse?
Mas aí tudo em volta rodou vertiginosamente e o sar-
gento perdeu os sentidos.
********************
A viatura estacionou em frente a um “inferninho”, si-
tuado na zona portuária do Recife. O policial, de quase dois
metros de altura, desceu do carro e correu escadas acima, de-
SEXO DO FUTURO116
notando a enorme vontade de esvaziar a bexiga. Disse aos
companheiros, que se riam do seu vexame:
- Não demoro. Mas, se quiserem, podem descer tam-
bém e esticar as pernas. Só não podem beber em serviço.
- Certo, sargento. Mas esperaremos aqui mesmo. Vá
logo, para não mijar nas calças – disse o motorista, um sujeito
jovem com cara de gozador. - Na volta, traga uns refrigeran-
tes pra gente.
O sargento não ouviu a última frase, subindo escadaria
acima, em direção aonde se ouvia uma música brega tocando
numa radiola de fichas, numa altura que decerto incomoda-
ria os vizinhos, se o bar não fosse estabelecido numa área
de comércio. Àquela hora, as lojas estavam todas fechadas.
Só funcionavam os inferninhos e lanchonetes, normalmente
frequentados por putas e sua clientela. O motorista resolveu-
se a descer do veículo, dizendo que iria dar uma olhada no
movimento do puteiro. Os outros permaneceram no carro.
Estavam em final de turno e sentiam-se sem ânimo, naquela
noite calorenta. Não haviam atendido nenhuma ocorrência,
o que era raro naqueles dias da semana. Tratava-se de uma
sexta-feira.
O motorista esteve observando o movimento do putei-
ro, depois olhou em direção aos banheiros. Estranhava a de-
mora do sargento em dar sua mijadinha. Resolveu averiguar
se ele estava bem. Bateu com os nós dos dedos na madeira da
porta do banheiro masculino.
- Sargento, o senhor está okay?
Nenhuma resposta. O motorista puxou sua arma do
coldre e meteu o pé na porta. O sargento levou um susto,
sentado no imundo vaso sanitário.
- Porra, senhor, dormindo nesse banheiro imundo e
fedorento???
O sargento ajeitou-se ainda sonolento e respondeu:
- Sei lá o que houve comigo. De repente, caí no sono.
Vamos embora. Deixem-me em casa e podem recolher a via-
SEXO DO FUTURO 117
tura. Acabou a nossa ronda.
- Vamos levar uns refrigerantes pros rapazes, primeiro.
Eu pago - disse o motorista.
- Não, eu faço questão de pagar. - Insistiu o sargento,
botando a mão no bolso de cima da farda militar. Mas só
encontrou ali um pedaço de papel dobrado. Leu:
NÃO PRECISA PROCURAR A GENTE. MINHA TIA
DISSE QUE O TAXI DELA AGORA É SEU. ESTÁ ESTA-
CIONADO BEM PERTO DO SHOPPING TACARUNA.
UM BEIJO CARINHOSO.
Estranhou o bilhete. Não estava assinado. Mas lem-
brou-se da única taxista que conhecia, porém não sabia se ela
tinha alguma sobrinha. O motorista perguntou:
- Tudo bem, sargento? Está com uma cara estranha...
- Não lembro de ter recebido este bilhete. E faz tempos
que não vejo minha amiga taxista. Antes de me levar para
casa, quero passar no shopping. Estou com um terrível pres-
sentimento. E pague os refrigerantes. Achei que estava com
grana, mas parece que deixei em casa...
Pouco depois, a viatura deixava o negrão no local in-
dicado no bilhete. O motorista emprestou algum dinheiro,
caso ele precisasse para voltar pra casa, e foi embora. Brizo-
la olhou em volta e avistou o táxi estacionado nas cercanias
do complexo comercial. Conhecia bem a placa do carro e ela
correspondia ao número da taxista, sua amiga. O prédio esta-
va intacto, sem vestígios da explosão que ocorrera antes dele
viajar no tempo. Mas ele não se lembrava dela. Acercou-se do
veículo, que estava abandonado. As chaves estavam no painel
e a porta estava apenas encostada. Entrou no táxi e sentou-se
ao volante. Aí uma coroa bateu no vidro da janela:
- Está desocupado? Estou precisando de um táxi.
- Desculpe, senhora. Mas não sei onde está a motorista.
Se quiser, pode aguardar sentada aí, pois ela deve estar por
perto. Aí, levará a senhora ao teu destino e me dará uma ca-
rona - sorriu o militar.
SEXO DO FUTURO118
A coroa sentou-se ao seu lado, com uma sacola no colo.
Olhou para ele com um belo sorriso no rosto. Ele ficou em-
pulhado.
- Conheço-a de algum lugar, senhora?
- Sim, conhece. Mas não se lembra de mim. Bem que
Adão nos disse que quem viaja no tempo em direção ao futu-
ro, não consegue se lembrar onde esteve.
- Desculpe, mas não estou entendendo nada do que me
diz, senhora. Poderia me explicar melhor?
Ela ajeitou-se na cadeira do carona, mas não disse nada.
Inesperadamente, apertou um nervo no pescoço do sargento.
Ele perdeu o domínio dos movimentos. Então ela, tranquila-
mente, abriu o fecho da sua calça, libertando o enorme cacete
ainda bambo. Começou um gostosa felação e o pênis do cara
logo ficou duríssimo. O policial achou que conhecia aquela
louca não sabia de onde, pois sua fisionomia não lhe era to-
talmente estranha. Tentou repeli-la, pois se alguém o flagras-
se fodendo estando fardado, e em lugar público, certamente
perderia a farda. Aperreou-se, pois não conseguiu mover um
músculo sequer. Então, ela meteu a boca em seu caralho e sua
goela pareceu engolir todo o membro. Da posição em que
se encontrava, o militar não podia ver a enorme deformação
da mulher. Mas a chupada estava maravilhosa. A vontade de
foder também era incontrolável. Então, ele sucumbiu às carí-
cias dela e teve o primeiro orgasmo, depositando uma enor-
me quantidade de porra naquela goela.
Depois, a mulher limpou os lábios e abriu a sacola que
estava agora no tapete do carro. Tirou de dentro um estranho
apetrecho e acoplou na mão esquerda do negrão.
- Um presentinho que trouxe do futuro para você.
Ele ainda não conseguia se mover, principalmente
depois de uma gozada extrema. A coroa beijou-lhe a boca
ardentemente e disse que ainda se encontrariam novamen-
te. Saiu do veículo e caminhou em direção a um outro táxi
estacionado perto. Só então o negrão perdeu, finalmente, a
SEXO DO FUTURO 119
consciência. Sonhou que viajava ao futuro e conhecia uma
médica muito fogosa. A doutora tinha as feições da mulher
que acabara de chupá-lo.
FIM DA SÉRIE
SEXO DO FUTURO120

SEXO DO FUTURO

  • 1.
    SEXO DO FUTURO1 LIVRO ERÓTICO
  • 2.
  • 3.
    SEXO DO FUTURO3 SEXO DO FUTURO – Parte 01 Ocontêiner localizado na zona portuária do Recife estava iluminado àquela hora da madrugada, mas sua porta de entrada estava fechada. Apenas dava para ver a luz vazan- do pelas frestas. Dentro, oito mulheres participavam de uma reunião no mínimo suspeita. A que parecia ser a líder de to- das vestia um uniforme de couro fosco totalmente branco, colado ao corpo e com design futurista. Não aparentava ter maior idade que as demais. Tinha um bisturi na mão direi- ta e manipulava uma gerigonça com uma lupa, que de vez em quando ela usava para visualizar detalhes. Parecia estar prestes a dissecar dois cadáveres, dispostos sobre uma mesa cirúrgica. As outras pessoas ali reunidas eram todas do sexo feminino e usavam uniformes idênticos, só que de cores di- ferentes: duas usavam de couro vermelho, três de couro fos- co preto e duas de couro verde claro. Estas auxiliavam a que parecia líder. À primeira vista, se teria a impressão de que
  • 4.
    SEXO DO FUTURO4 seriamenfermeiras. A líder disse, finalmente: - Bem, parece que não têm anatomia muito diferen- tes dos nossos espécimes contemporâneos. O órgão sexual é deveras maior do que o que vemos usualmente, mas não dá para saber se têm função diversificada dos que conhecemos. Alguém se habilita a testar as funções eréteis do espécime? As mulheres olharam umas para as outras sem, no en- tanto, tomarem nenhuma iniciativa. Só depois de alguns mi- nutos, uma falou: - Nossa líder é quem deve fazer as honras. Nós, apenas assistiremos. A de uniforme branco depositou o bisturi em uma va- silha metálica, tirou as luvas e aproximou o rosto de um dos corpos nus. Este aparentava ter o pênis maior. Tocou o sexo dele com cuidado, com dois dedos, como se temesse desper- tá-lo. Mas sabia que o indivíduo estava sob forte letargia, cau- sada por uma dose cavalar de anestésicos. Cheirou o membro em repouso e disse: - Tem um cheiro acre, como se não fizesse a higiene do corpo regularmente. Mas não é um odor desagradável. Exci- ta-me a libido. Vamos ver que gosto tem... Dito isso, aproximou os lábios do sexo em descanso e tocou-o com a língua. O membro pareceu mover-se leve- mente. Atraiu olhares mais curiosos das espectadoras. Uma delas passou a língua nos lábios, com se estivessem resseca- dos. E estavam. - Também não tem sabor ruim. Mas está muito resse- cado. - Umedeça mais a coroa, talvez até melhore o gosto. - Sugeriu uma das de vestimenta verde-claro. Uma das que vestiam preto, no entanto, deu um passo à frente, oferecendo um pequeno tubo metálico à líder: - Tente este spray. Tem sabor artificial de morango. A mulher recebeu o recipiente, pulverizou a cabeçorra do pau em descanso e, em seguida, a própria boca. Nova-
  • 5.
    SEXO DO FUTURO5 mente, levou o pênis murcho aos lábios. Desta vez, o peda- ço de carne pareceu dar um pinote. As mulheres tinham os olhos arregalados. A líder, mais uma vez, levou o sexo masculino à boca. Seu dono gemeu, quando ela engoliu-o até à metade. O sujei- to despertou e olhou em volta, mas não parecia estar enxer- gando ninguém. Revirou os olhos, como se estivesse sentin- do prazer naquela carícia, mas depois permaneceu imóvel e calado. Seu membro, no entanto, pulsava teso. - O nervo pulsa e começa a expelir uma secreção inco- lor e inodora. - anunciou a mulher que manuseava o pênis. - Talvez, friccionando o artefato, ele reaja de forma desco- nhecida para nós. E a mulher manipulou o enorme caralho, de forma um tanto insegura, como se nunca tivesse feito aquilo. O cara ge- meu de novo, desta vez mais alto. A mulher que havia entre- gue o spray avisou: - Ele deve estar sentindo dores terríveis. Não seria o caso de parar com essa terrível tortura? - Capturamos os espécimes para estudar suas reações. Nossa líder deve ir até o fim! - Assegurou uma das mulheres vestidas de vermelho. Nesse instante, a de uniforme branco punhetava a pica com mais vigor. Afastara o rosto do colo do sujeito, agora atenta a suas reações faciais. O homem abriu desmesurada- mente a boca e depois os olhos. Mirou-a por um instante, mas logo revirou os olhos. Gritou com todos os pulmões: - Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, porra... - Está matando-o! Vamos perder o espécime. - Gritou alguém. Nesse momento, o pau jorrou uma quantidade cavalar de sêmen. O sujeito estremeceu por uns segundos, depois ar- regalou muito os olhos. Tentou se libertar das amarras metá- licas que o prendiam mas, em seguida, tombou a cabeça para um lado, com os olhos esbugalhados e a boca crispada. Baba-
  • 6.
    SEXO DO FUTURO6 vade forma constante, até que ficou imóvel. A líder colocou um estranho aparelho sobre o seu peito e confirmou: - Infelizmente, a cobaia está morta. Isso significa que estávamos erradas: esses seres não suportam muita tortura por muito tempo. São mais frágeis do que pensávamos. - Então, perdemos nosso tempo e viagem? - Perguntou uma delas. - Talvez resistam, se extirparmos seus sêmens natural- mente, sem forçar a masturbação - Sugeriu outra. - Alguém quer tentar com o próximo? - Perguntou a líder. - Antes, não seria bom verificarmos que gosto tem o líquido esbranquiçado que saiu da ferramenta do espécime? - quis saber uma das que vestiam de vermelho. - Eu também quero experimentar - Disse uma que se vestia de verde-claro. - Todas devem experimentar! Poderemos não ter outra oportunidade. - Sugeriu alguém. Fizeram fila. Cada uma que lambesse um pouco de porra. Algumas aprovaram o sabor, outras acharam o chei- ro enjoado, como algum produto químico que conhecessem, mas não sabiam precisar qual. Num breve espaço de tempo, não havia restado nem mais um pingo de esperma no colo do defunto. O pau do sujeito foi murchando aos poucos, até vol- tar ao seu estado inicial: medindo cerca de doze centímetros. - Será que a peça não fica erétil de novo, se for nova- mente estimulada? - Perguntou a líder. Todas abriram muito os olhos, espantadas por não ha- verem tido tal ideia. Uma das vestidas de verde perguntou: - Eu gostaria de tentar. Tenho permissão de vocês? - Tem coragem de botar a boca nisso? Agora tem um cheiro diferente, como se já estivesse em decomposição... - É pelo bem do nosso conhecimento. Eu me arrisco. - Não vou permitir que nenhuma de vocês corra esse perigo. Sou a líder, cabe a mim arriscar.
  • 7.
    SEXO DO FUTURO7 - Mas, se algo vos acontecer, ficaremos sem liderança. - Lembrou uma delas. Mas a líder já abocanhava o membro flácido. Estimu- lou-o com as mãos, com os lábios e até com a garganta, sem obter nenhum resultado. Frustrada, anunciou: - Vou dissecar o outro espécime. Quem sabe não des- cubro a causa do óbito deste? Porém, o outro espécime estava morto. Aparentava bem mais idade que o que acabara de falecer e já tinha che- gado com sintomas de ataque cardíaco. Entretidas com o su- jeito mais jovem, não deram a devida atenção ao enfermo. A líder usou novamente o estranho aparelho para atestar o óbito. Disse, depois, num fio de voz: - Sugiro, da próxima vez, trazerem amostras ainda mais jovens. Ao menos uma, para que possamos comparar às que temos no depósito criogênico. Algumas das mulheres resmungaram algo, e deram a sessão por encerrada. As que vestiam preto armaram-se do que pareciam artefatos futurísticos e se despediram das ou- tras. Afirmaram que logo estariam de volta com, pelo menos, um espécime vivo. Saíram do contêiner e caminharam a pé em direção às luzes que brilhavam ao longe. Ali, estavam lo- calizados alguns dos puteiros da zona portuária da cidade. Fim da Primeira Parte
  • 8.
    SEXO DO FUTURO8 SEXODO FUTURO - Parte dois Aviatura parou em frente a um “inferninho”, situado na mesma zona portuária para onde se dirigiam as mulhe- res. Um sujeito negro, de quase dois metros de altura, metido num uniforme policial que parecia ter sido feito para alguém de estatura menor e mais franzina que a dele, desceu do car- ro e correu escadas acima, denotando a enorme vontade de esvaziar a bexiga. Disse aos companheiros, que se riam do seu vexame: - Não demoro. Mas, se quiserem, podem descer tam- bém e esticar as pernas. Só não podem beber em serviço. - Certo, sargento. Mas esperaremos aqui mesmo. Vá logo, para não mijar nas calças – disse o motorista, um sujei- to jovem com cara de gozador. - Na volta, traga uns refrige- rantes pra gente. O sargento não ouviu a última frase, subindo escadaria acima, em direção aonde se ouvia uma música brega tocan-
  • 9.
    SEXO DO FUTURO9 do numa radiola de fichas, numa altura que decerto incomo- daria os vizinhos, se o bar não fosse estabelecido numa área de comércio. Àquela hora, as lojas estavam todas fechadas. Só funcionavam os inferninhos e lanchonetes, normalmente frequentados por putas e sua clientela. O motorista resolveu- se a descer do veículo, dizendo que iria dar uma olhada no movimento do puteiro. Os outros permaneceram no carro. Estavam em final de turno e sentiam-se sem ânimo naquela noite calorenta. Não haviam atendido nenhuma ocorrência, o que era raro naqueles dias da semana. Tratava-se de uma sexta-feira. O recinto estava lotado e fedia a suor e nicotina. Os clientes pareciam nem ligar para o uniforme policial, apesar de alguns serem mal-encarados. Algumas putas cumprimen- taram o policial e este respondia nuns resmungos. Caminhou até uma das janelas em estilo colonial, do puteiro, e olhou para baixo. Sorriu ao ver um dos policiais mijando num can- to de parede, perto da viatura. Pensou que o sargento bem que poderia ter feito o mesmo. Pouparia uns pingos na cueca. Aí, viu as três mulheres que se aproximavam do veículo poli- cial. Frangiu a testa. Sempre fazia ronda naquela área e nunca tinha visto nenhuma das três por ali. Todas vestiam roupas pretas, de um tipo de tecido fosco que mais parecia uma ca- muflagem noturna. Viu quando uma delas sacou da cintu- ra um objeto muito parecido com uma mini metralhadora. Mais que depressa, desceu as escadas, saltando de dois em dois degraus. Mesmo assim, chegou atrasado para avisar aos companheiros. Viu vários clarões azulados saindo do cano da estranha arma, que não produziu nenhum som aparente, e seus companheiros tombaram sem vida: um dentro e outro fora da viatura. O motorista já havia sacado seu revólver, mas não conseguiu disparar. Uma das mulheres de preto foi mais rápida e lhe apontou um objeto brilhante, que parecia mais uma soqueira. Dele, saíram quatro petardos que perfuraram o corpo do militar, liberando o que parecia uma forte des-
  • 10.
    SEXO DO FUTURO10 cargaelétrica. O policial foi sacudido por fortes convulsões, antes de tombar sem vida. A figura feminina acionou algum mecanismo que fez os petardos recolherem-se para o inte- rior da estranha arma, como se esta tivesse algum forte ímã embutido. As mulheres se aproximaram dos corpos como se quisessem atestar suas mortes. A que parecia a líder fez um aceno de cabeça, confirmando o óbito. Com um movimento ensaiado, as três guardaram ao mesmo tempo suas armas e caminharam em direção à escada que dava no inferninho. Ninguém parecia ter se dado conta do que havia acon- tecido lá embaixo. Alguns clientes olharam em direção às desconhecidas, estranhando suas vestes futurísticas, mas não teceram nenhum comentário. As três se sentaram à uma mesa desocupada e chamaram uma garçonete que atendia carran- cuda, quando era requisitada. As três pediram garrafinhas de água mineral. A atendente pareceu mais abusada ainda com aquele pedido. Naquele momento, o sargento saiu do banhei- ro imundo da pensão, ainda guardando o membro dentro das calças, e desceu as escadas, sem ser visto pelas recém- chegadas. Teve uma surpresa enorme, quando viu sua equipe assassinada. Sacou sua arma e ficou tenso, vasculhando os arredores com o olhar atento. Estranhou que os seus compa- nheiros estivessem ainda de posse de suas armas. Se tivessem sido surpreendidos por malfeitores comuns, decerto estes lhes teriam alijado das pistolas. Ainda tenso, esgueirou-se até a viatura e, sem perder a atenção, passou um rádio pedindo socorro. Logo apareceu outra viatura para auxiliá-lo. Esteve se reportando a um tenente e era visível o seu embaraço. Por fim, concordou em subirem até o bar onde estivera mijando. Dariam uma batida ali. Quem sabe, o assassino ou os assassi- nos, estariam lá encima? No entanto, os policiais cometeram o erro de revistar todos os homens do recinto, negligenciando as mulheres. Principalmente as que estavam vestidas em estranhos uni- formes negros. Uma delas levantou-se da mesa e se postou
  • 11.
    SEXO DO FUTURO11 estrategicamente ao lado da garçonete que atendia a clientela. Isso, pouco antes do tenente se dirigir à atendente, pergun- tando: - Quem foram as últimas pessoas a entrar neste putei- ro? - Homem ou mulher? - Homem, claro. Não creio que alguma mulher tivesse sangue frio o bastante para cometer aquela chacina lá embai- xo – Disse o tenente, para o espanto da garçonete que ainda não sabia do ocorrido. A mulher vestida de negro relaxou. Estava pronta para ameaçar a pobre garçonete, encostando-lhe uma arma no flanco. A atendente apontou dois sujeitos mal-encarados que haviam subido por último, mas estes não estavam armados e nem pareciam culpados. Uma das putas que estavam com eles jurou que estiveram o tempo todo consigo. Por fim, os policiais chegaram à conclusão de que estavam perdendo tempo ali. O tenente deu a ordem para descerem e aguarda- rem pela perícia junto aos corpos. Aí, o sargento ousou con- trariar seu superior: - Desculpe, tenente, mas não acho que devamos negli- genciar a batida nas mulheres. Talvez, quem atacou os nossos companheiros tenham passado as armas para elas, aqui em cima. – Falou com convicção o negrão. As mulheres vestidas de preto ficaram tensas, olhando uma para as outras. Seriam, fatalmente, descobertas. A um sinal da que parecia a líder, todas sacaram, ao mesmo tempo, suas armas ocultas entre as vestes. Apenas o sargento perce- beu o movimento suspeito delas. Gritou: - Atenção: armas escondidas! O aviso chegou tarde. As mulheres atiraram, pegando o tenente e os outros policiais de surpresa. O sargento jogou-se ao chão e revidou ao ataque. Atingiu uma delas com um tiro na barriga. O tenente, mesmo ferido, também atirou. Teve mais sorte. Acertou a líder com um balaço certeiro na testa.
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    SEXO DO FUTURO12 Aúnica das mulheres que não fora atingida usou a estranha arma que mais parecia uma soqueira para derrubar de vez o jovem tenente. Mas deu tempo ao negrão, demonstrando incrível agilidade, a derrubá-la com um murro certeiro na nuca. Ela caiu pesadamente no chão imundo do puteiro. O pandemônio estava formado no local. Teve cliente descendo as escadas às carreiras, tropeçando nos degraus e se esborra- chando no chão. Uma das putas foi empurrada janela abaixo por outra em fuga. Nem bem findaram os disparos, não havia mais ninguém no recinto, afora os policiais e as mulheres de preto. Uma morta, uma mortalmente ferida na barriga e ou- tra desmaiada. O negrão ainda estava atônito, sem saber se atirava novamente na mulher ferida ou se socorria os com- panheiros. Preferiu a segunda opção. Infelizmente, pela se- gunda vez naquela madrugada, perdeu mais companheiros. Todos os policiais estavam mortos. Aí, ouviu a sirene de uma viatura policial que alardeava a sua aproximação. Deviam ser os peritos chegando. Um deles sacou o celular do bolso e fez uma ligação. O comissário Abelardo tinha os olhos revirados, mãos espalmadas sobre o birô. Àquela hora da madrugada, ficavam poucos policiais na delegacia. Na verdade, ordenava que to- dos saíssem para a ronda, e permanecia com ele só uma es- crivã. Era ela que o estava chupando, ajoelhada sob o tampo da mesa, entre as pernas do policial. A mulher magra e sem grandes atrativos de beleza re- clamou: - Assim, me doem os joelhos. Vamos para um dos ca- tres, lá estaremos mais à vontade... - Termine a chupada, mulher. Estou adorando. E você sabe que em uma das camas da cadeia fica mais fácil de ser- mos flagrados. Algum dos presos pode nos alcaguetar, ou alguma viatura pode chegar de repente. Isso, sem falar de al- guém que venha prestar alguma queixa na madrugada, possa
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    SEXO DO FUTURO13 nos flagrar no ato. Então, mame esse cacete com gula que eu estou já gozando! - Mas eu também quero gozar! O delegado fez uma cara de irritação, mas resolveu-se a atender a reclamação da subalterna. Levantou-se, puxou-a de baixo do birô e obrigou-a debruçar-se sobre o tampo. Ela sorriu, quando ele lhe levantou a saia curta que ela usava. Estava já sem calcinha. - Pois já que estou quase gozando, vamos passar para os “finalmentes”, catraia. Dito isso, apontou o caralho babado para as pregas da policial e empurrou tudo de uma só vez. Ela tentou gritar, mas ele tinha lhe tapado a boca com uma das mãos. - Sem alarde, puta safada. Quer que nos ouçam? - Não. Quero que enfie sem pena na minha bunda, meu delegado. É assim que eu adoro... - ela grunhiu de forma aba- fada, tendo a boca pressionada pela mão do amante. Aí o telefone tocou. A princípio, o delegado não quis atender. Mas sabia que telefonema para delegacia àquela hora significava bronca pesada. Então, sem tirar a peia de dentro, levou o aparelho telefônico ao ouvido. Fim da Segunda parte
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    SEXO DO FUTURO14 SEXODO FUTURO - Parte três Ela gemeu, massageou a nuca com a mão e movimentou o pescoço. Constatou que o nervo estava ok e, só então, percebeu que estava sendo observada pelo policial. Depressa, agachou-se e manipulou as algemas que lhe prendiam os pés. O sargento correu até as suas roupas entulhadas encima de uma mesa, catou seu revólver e apontou para ela: - Pare. Mais um movimento e eu atiro em você! Ela parou, mas fez uma cara de raiva, antes de dizer: - Se você quisesse atirar em mim, já teria feito isso. Não sei porque poupou minha vida e me trouxe para cá. Está tra- mando algo e não pretendo esperar para ver o que é... - Eu quero apenas lhe fazer umas perguntas. - Disse ele, ainda de arma em punho. - E porque não fez isso lá, já que eu era sua prisioneira? - Meu superior a teria assassinado, como fez com tua parceira. Ele está furioso por vocês haverem matado o filho
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    SEXO DO FUTURO15 dele. Não daria para interroga-la lá. A mulher esteve olhando bem nos olhos do negrão, de- pois relaxou. Mesmo assim, terminou de retirar as algemas. Disse que não gostava de estar prisioneira. Pediu, no entanto, que ele baixasse o revólver. Também não apreciava estar na mira de uma arma. O sargento, porém, ainda não confiava nela. Afirmou que continuaria apontando-lhe o trabuco, até que se sentisse menos ameaçado. - Devo-lhe minha vida. Dou-lhe minha palavra de que não tentarei fugir. Mas, se continuar me apontando a arma, terei que alijar você dela. O sargento riu. Ela estava sentada no sofá, quase do ou- tro lado da pequena sala, tendo um móvel de centro separan- do os dois. O negrão também havia sentado numa cadeira da sala, ainda de cuecas. Disse para a bela mulher: - Você fala como se fosse fácil me desarmar, principal- mente eu sabendo das tuas inten... Não completou a frase. A mulher levantou-se de um salto, deu uma cambalhota no ar, demonstrando incrível agi- lidade, e caiu com os dois joelhos sobre as coxas do policial. Ele gritou de dor, pois o impacto causou-lhe a distensão dos músculos. Rapidamente, ela tomou-lhe a arma das mãos. Ele achou que ela iria atirar. A bela morena, no entanto, retirou todas as balas do tambor da arma com um movimento rá- pido e entregou-lhe o revólver de volta. Depois voltou a se acomodar no sofá, no mesmo canto onde estivera sentada, e despejou as balas sobre o móvel. O negrão continuava ge- mendo de dor. Os músculos das coxas estavam muito dolori- dos. Então, ela afirmou: - Logo essa dor passará. Agora, faça as perguntas que quiser. Terá suas respostas. E eu te garanto que não minto. - Ninguém é capaz de viver sem mentir. – Discordou o negrão – por mais que se tente evitar. - Nós não mentimos. Nunca. Nossos valores são muito diferentes dos de vocês, nossos antepassados.
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    SEXO DO FUTURO16 Onegrão esteve um tempo observando-a, cismado com aquela afirmativa. Depois perguntou: - Está querendo me dizer que vocês são do futuro? Por- que, se é assim, eu não acredito nessas histórias fantásticas de viagem no tempo. - Nós descobrimos recentemente que há um curto es- paço de tempo onde presente, passado e futuro se alinham perfeitamente, abrindo uma brecha na linha temporal. Ape- nas isso. Estamos aproveitando essa brecha para resolver um problema recorrente à nossa época. Disso, depende o futuro da Humanidade. - Balelas. Não vai me convencer contando essas menti- ras. Se bem que fico balançado a pensar que você vem mes- mo de algum lugar que não seja o Brasil. Você fala português com um sotaque estranho, que não é de nenhum pais de lín- gua lusa que eu conheça. As roupas também são estranhas e aquelas armas que usaram em nós não parecem deste mun- do. Mas os filmes de ficção científica estão aí para provar o contrário. Então, vai ter que inventar outra história mais acei- tável, se quiser que eu acredite em você. Outra coisa: por que aquela violência toda contra nós, policiais? Ela ajeitou-se melhor no sofá. Depois, explicou: - De onde venho, os policiais são os maiores vilões. E nosso grupo é o maior adversário desses assassinos. Eles ma- tam mulheres apenas pelo prazer de matar. Na verdade, que- rem exterminar a população feminina do planeta! - Porra, isso é sério? E como irão preservar a espécie, sem as mulheres para procriar? - Há séculos que a Humanidade perdeu o tesão por seus semelhantes. Não existe mais sexo entre homens e mulheres, nem entre gênero nenhum. A genitália masculina e feminina, por conta disso, atrofiou. As mulheres não geram mais óvulos nem os homens produzem espermatozoides. Isso, desde que instituíram a inseminação in vitro. Na verdade, houve uma época em que a população mundial passou a se interessar
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    SEXO DO FUTURO17 apenas por pessoas do mesmo sexo. Família tornou-se coisa do passado. O policial estava abismado com as palavras da mulher. Ela pareceu ler seus pensamentos. Levantou-se do sofá e co- meçou a se despir, sem nenhum pudor. Descobriu um corpo curvilíneo e digno de uma atleta, mas a sua vulva era minús- cula e deformada. Quase não havia lábios vaginais. O clitóris era do tamanho de uma cabeça de alfinete. A entrada daqui- lo que deveria ser uma vulva parecia mais um cu, cheio de pregas. E não. Ela não tinha ânus, apesar de possuir nádegas redondas. Virou-se de costas para ele, para mostrar que tinha regada da bunda, mas nada de buraquinho rosado culminan- do ali. A surpresa, no entanto, provocou uma imediata ereção ao sargento. Ele cobriu a parte da frente da cueca, para que ela não percebesse que estava excitado. Porém, já era tarde. Ela pediu, sem nenhuma cerimônia: - Pode me mostrar seus órgãos genitais? Ele levantou-se para tirar a cueca e ela saiu do sofá e se aproximou do negrão. Ficou embasbacada quando ele li- bertou o caralho enorme, de aproximadamente trinta cen- tímetros, duro como uma rocha. Ela abriu muito os olhos. Exclamou: - Uau! Preciso te mostrar às minhas irmãs. Elas vão fi- car muito impressionadas!!! - Você tem irmãs por perto? Quantas são? – Quis saber o sargento. - Agora, somos seis. Mas logo seremos centenas. Plane- jamos uma invasão em massa à esta época. - Pretendem nos matar a todos? É isso? - Não, não. Existe um grupo, do qual faço parte, que quer recuperar a capacidade do ser humano de se manifestar sexualmente. Na verdade, queremos voltar a praticar sexo. Mas, para isso, os homens do nosso século têm que voltar a se interessar pelo coito natural, novamente. - E como pretendem conseguir isso? Torturando-os?
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    SEXO DO FUTURO18 -Claro que não. Mas essa parte cabe às minhas supe- rioras. Elas têm um plano e até um aliado masculino. Um dos únicos espécimes da nossa época capaz de demonstrar tesão. Volto a dizer: gostaria muito de te apresentar às minhas supe- rioras. Elas precisam ver este teu caralho enorme e excitado! A linda mulher dizia isso acariciando o enorme falo do negrão. Os seios dela possuíam mamilos, mas minúsculos. O peito arfava, como se estivesse excitada. Antes que o policial dissesse alguma coisa, ela pediu: - Posso tentar fazer sexo contigo? Talvez não consiga aguentar teu falo enorme dentro de mim, mas gostaria muito de tentar. - Está bem, – Disse o sargento – Mas dê-me uma chu- padinha, primeiro. - Uma o quê? Não sei do que está falando. - Está bem, aja como souber. Faça de conta que sou todo teu... Ela sentou-se de costas no colo dele. O negrão sentiu ela esfregar sua glande no minúsculo pinguelo, mas não per- cebeu nenhuma lubrificação ali. Só quando ela lhe tocou o pau com aquela abertura que parecia mais um ânus é que sentiu o quanto ela estava excitada. Pingava em abundância, por ali. Ela apontou seu pênis para aquela entrada e as pre- gas se movimentaram, como se fossem lábios vorazes. Ele quis empurrar a glande reentrância adentro, mas ela pare- ceu incomodada, como se estivesse engasgada. Ele desistiu de tomar a iniciativa do coito. Ela voltou a engolir o membro com voracidade, mas sem muita penetração. Era como se lhe chupasse só a cabecinha. Então, de repente, ela estremeceu e se enfiou toda ali. O negrão sentiu um líquido jorrar em suas pernas, como um esguicho de ejaculação. Ela começou a gemer alto. Ficou toda se tremendo no colo dele. Então, ele experimentou uma sensação como se as pregas dela lhe esti- vessem mamando o pau. Ele sentia nitidamente cada chupa- da que lhe davam no pênis. Quando estava disposto a liberar
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    SEXO DO FUTURO19 uma golfada de porra, eis que aquele túnel se estreitou em torno do falo dele. Não conseguiu fazer os movimentos tra- dicionais do coito. Era como se estivessem encangados, como caninos. Ele tentou retirar seu falo daquele túnel estreito, mas ela gemeu de dor. O negrão relaxou. Mas aí, bateu-lhe uma enorme vontade de mijar. Aperreou-se. Tentou se livrar no- vamente daquela pressão, mas ela gemeu de dor novamente. Sua bexiga estava cheíssima, apesar de saber que isso seria impossível num coito. - Goze, meu homem. Goze. Estou sentindo teu gozo se aproximar. Então, o negrão relaxou e fez um esforço enorme para urinar. Para o seu espanto, conseguiu. Ela gritou alto e ar- rastado, também tendo um orgasmo. Foi uma sensação de- morada para ambos e só assim ele conseguiu libertar o pau daquele orifício dela. Para seu espanto, continuou mijando. No entanto, o líquido que saia do seu pau, em profusão, era esbranquiçado como uma gozada. Imediatamente após, o ne- grão sentiu uma enorme fraqueza nas pernas e a cabeça girar. Viu a mulher se levantar do seu colo com um sorriso maravi- lhoso nos lábios. Depois, não viu mais nada. Fim da terceira Parte
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    SEXO DO FUTURO20 SEXODO FUTURO - Parte quatro Quando recuperou os sentidos, viu o velho perito caído ao solo. Tentou socorrer o cara, mas ele estava morto. Aperreou-se. Onde estaria a bela mulher? Levantou-se do chão onde estivera deitado e correu toda a casa. Nada de achar a criatura que dizia vir do futuro. Voltou-se para o cadáver do velho perito. O dono do apar- tamento jazia com um profundo ferimento na têmpora, de onde havia saído muito sangue. Tinha uma pistola ao alcance da sua mão. Decerto tinha sido surpreendido por alguém que também havia levado a mulher dali. Eram visíveis os traços de violência dentro do apê. Os móveis estavam revirados, como se tivesse passado por ali um pequeno furacão. Não sentia nenhuma dor, portanto não haviam tocado nele. Só então, percebeu que a tevê da residência estava ligada. Antes de desmaiar, não estava. Vestiu suas roupas depressa e saiu às ruas. Tinha a níti-
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    SEXO DO FUTURO21 da impressão de que o delegado havia estado ali. Ou sozinho, ou acompanhado de policiais. Não teria sido levado pelo pró- prio perito, que sabia ele estar com a mulher assassina? Mas, se era assim, por que não o haviam socorrido? Teria a mulher fugido e agora estavam em seu encalço? Não quis pensar muito. Como não achou seu celular, o primeiro lugar onde procuraria seria na delegacia. A viatu- ra que decerto usaram para chegar ali, no entanto, não mais estava por perto do prédio. Não viu o porteiro, para pergun- tar-lhe. Então, do telefone da portaria, ligou para a delega- cia. Uma voz feminina o atendeu. Informou ao sargento que o delegado havia saído para atender um chamado e já fazia tempos. Ela queria saber o que o policial desejava falar com o delegado, mas o negrão desconversou. Por isso, ficou sem sa- ber a quanto tempo o sujeito estava fora. As pernas ainda lhe doíam, terrivelmente. Então, ligou para uma agência de táxis. Logo, seguia de volta ao puteiro onde tudo havia começado ruim naquela noite. - Soube do que houve lá no puteiro para onde estamos indo? - Perguntou o taxista e, sem esperar resposta do negrão fardado, completou: - ouvi dizer que mataram vários poli- ciais ali. Mas já pegaram as assassinas dos caras. Deu agora mesmo no rádio. - Como é? Já pegaram as assassinas? Como assim? - Es- pantou-se o militar. - É, a notícia dizia que o delegado invadiu um contê- iner no porto e matou várias mulheres. Está cheio de policiais por lá, inclusive gente de fora. - Toca para lá - ordenou o sargento. Pouco depois, o negrão parava perto de um aglomera- do de gente. Quando invadiu o contêiner, viu corpos femini- nos espalhado pelo chão. Estavam todas metralhadas. Porém, não viu a mulher que estivera consigo. Relaxou. Mas aí um cara vestido de paletó preto o interpelou:
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    SEXO DO FUTURO22 -Não devia ter entrado, sargento. Mas, já que entrou, cuidado para não pisar em provas espalhadas pelo chão. Quem é você? - Este é o sargento Brizola. Foi bom ter aparecido. Esta- va querendo saber que fim levou. - Fui nocauteado por uma das assassinas, delegado. - Mentiu o sargento - estive desacordado lá perto do puteiro. - E onde está o velho perito que estava contigo? - Não sei, senhor. Depois que fui surpreendido, não mais soube dele - mentiu novamente o policial. Agora tinha certeza de que o velho amigo não o havia alcaguetado. Po- rém, precisava desvendar o desaparecimento da mulher. Per- guntou o que havia acontecido ali. - Recebi uma denúncia anônima dizendo que o resto do grupo que havia assassinado meu filho estava reunido aqui. Requisitei mais homens e vim imediatamente. Conse- gui encontrá-las. Mas, reagiram à ordem de prisão e morre- ram no tiroteio. O delegado olhava fixamente para o sargento. Este ti- nha certeza de que as mulheres haviam sido surpreendidas sem direito a defesa. Havia algumas alvejadas pelas costas. Mas o negrão ficou calado. O delegado continuou: - Agora, esses nobres senhores de preto são responsá- veis pela investigação. São Federais. Portanto, dê toda a in- formação que precisarem - e o delegado piscou um olho. O negrão entendeu o recado. O sargento respondeu algumas perguntas dos Federais, mas não disse nada que já não soubessem. Pediu licença e disse que voltaria para casa. O motorista de táxi ainda estava por perto, esperando-o. Claro que estava doido por mais in- formações, mas o negrão disse que não podia adiantar nada para não atrapalhar as investigações. O sargento Brizola voltou para a casa do perito assassi- nado. Supunha que, se ainda estivesse viva, a jovem voltaria a procurá-lo lá. E estava certo. Cerca de duas horas depois,
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    SEXO DO FUTURO23 quando já era dia claro, a mulher vestida de couro fosco preto apareceu. Estava ferida e sangrava no flanco esquerdo. Des- maiou assim que o sargento a atendeu à porta do apê. Ele a pegou nos braços e depositou-a numa cama com lençóis lim- pos. O esforço provocou uma dor lancinante num dos lados do rosto, justamente onde existia um dente cariado. O nervo começou a latejar e ele maldisse a hora em que não tratou da enfermidade. O dente já doera várias vezes, mas ele não se apressou em fazer um tratamento. Mesmo assim, cuidou do ferimento da moça, desinfetando-o e aplicando-lhe uma po- mada cicatrizante. Por sorte, a bala atravessara a carne e saíra por trás. Conseguiu parar a hemorragia. Não usara anestési- cos, mas ela dormia a sono solto. Procurou alguma coisa que lhe fizesse passar a dor de dente, inutilmente. Então, deitou-se no sofá e ficou pensando nos últimos acontecimentos. Ali, pegou no sono. Acordou tendo o pênis lambido. Assustou-se, mas logo reconheceu a mocinha de preto. Ela alijara-o das calças e ma- mava seu pau com carinho. O dente, porém, doía de forma insuportável. Sentiu o rosto inchado. Ela, no entanto, não ti- nha mais o curativo no flanco. Apenas uma marquinha quase invisível restava no local. Perguntou: - O que houve com o seu ferimento? - Tratei. Havia deixado a química aqui, pois saí apres- sada. - O que te fez sair apressada? - Quis saber o sargento. - Um intruso. Entrou armado de pistola. Apontou-a para mim. Fui mais rápida e o derrubei com um golpe de Avandwá. Mas ele se recuperou rápido e atracou-se comigo. Acertou-me um tiro. Mas eu consegui vencê-lo no combate. Claro que o matei. Está estendido lá no chão. - Porra, mulher, aquele era meu amigo e dono deste apê. - E por que atirou em mim? - Perguntou-me ela, es- pantada.
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    SEXO DO FUTURO24 Osargento pensou um pouco, antes de responder: - Talvez não quisesse atirar. Entrou armado para se proteger. O tiro pode ter sido acidental. - Pois não era o que parecia. Ele tinha a expressão de um homicida no rosto. O sargento calou-se. Achou que tudo não passou de uma fatalidade. Mas o dente doía demais. Gemeu. Só então ela pareceu ter percebido o inchaço: - O que foi isso no rosto? Levou uma contusão? - Não, é um maldito dente inflamado. Você não teria algum remédio? - Uaaaaaaaauu, vocês ainda sofrem disso? Nossa arcada dentária é perfeita, além de estarmos sempre cuidando dela. Talvez o nosso dentifrício resolva. Deixe-me ir buscá-lo. Ela voltou pouco depois e vaporizou algo na boca do negrão, demorando-se na região interna da gengiva atingida. O spray tinha um gosto amargo quase insuportável. Ela, no entanto, pediu para que ele não cuspisse. Pouco depois ele sentiu o dente esfarelar-se totalmente em sua boca, de forma indolor. Algumas outras placas se soltaram, também se es- farelando em sua língua. Só então, ela pediu para ele cuspir. Incrivelmente, era como se o spray tivesse removido toda a cárie e toda a placa bacteriana de todos os dentes, de uma só vez. O rosto ainda estava inchado, mas ela garantiu que, livre do dente podre, logo desapareceria o inchaço. O negrão estava atônito. - É, eu sei que é quase incrível. Mas já usamos essa tec- nologia há mais de um século. - Afirmou ela. O negrão correu para o banheiro. Postou-se perante ao espelho e comprovou que seus dentes estavam alvíssimos e sem traços de cárie. Sorriu satisfeito. Então, ela veio até ele e o abraçou por trás. Beijou-o num ponto das costas que ele se arrepiou imediatamente. Virou-se de frente para ela e a abraçou ternamente. Ela libertou, imediatamente, um forte cheiro de fêmea. Parecia que havia tido um orgasmo naquele
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    SEXO DO FUTURO25 momento. Um filete de um líquido branco escapou do seu atrofiado sexo. Ela começou a se tremer toda. Pediu que ele a penetrasse. O pau do sargento já estava duríssimo. Em pé mesmo, ali dentro do banheiro, ela encaixou o sexo no dele. Mais uma vez, o negrão sentiu claramente que seu sexo era engolido por aquela vulva estranha. Levou o dedo em riste às costas dela, procurando-lhe o orifício anal. Não encontrou. Então, ato contínuo, ela “cuspiu” seu pau de dentro de si, enquan- to lançava um forte jato de líquido branquíssimo. O negrão ficou frustrado, pois não gozara ainda. Ela estremeceu forte- mente e depois ficou estática. De repente, desabou no chão, sem dar tempo do policial a proteger da queda. Fim da quarta parte
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    SEXO DO FUTURO26 SEXODO FUTURO - Parte seis Por sorte, a mulher do futuro não se machucou no baque. O negrão carregou-a nos braços e depositou-a na cama. O perito, dono do apê, ainda jazia no chão. Era preciso dar um destino ao corpo. Nunca soube se ele tinha algum paren- te próximo, mas também estava na dúvida se devia avisar a polícia da sua morte ou não. Pensou em esconder o cadáver por uns tempos, até conseguir um lugar onde a moça ficar. Porém, quando achou que a jovem iria continuar desacorda- da, eis que ela desperta. Depois de confirmar que ela estava bem, perguntou onde estivera antes de chegar ferida ao apar- tamento. A mulher lhe respondeu de forma tristonha: - Fui até minhas irmãs, para saber quais eram os no- vos planos, já que o nosso comunicador ficara com uma das que foram assassinadas. Mas cheguei tarde. A polícia já havia atacado o local e dizimado todas. Então, voltei para cá. Mas havia perdido muito líquido vital. Então acho que desmaiei.
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    SEXO DO FUTURO27 - E agora, o que pretende fazer? Continuar tua missão? - Não posso. Minhas superioras não discutiam seus planos com a gente. Só me resta esperar que um novo grupo de mulheres seja enviado para essa época, o quanto antes. Isso, se a fenda no tempo já não se extinguiu. Se já aconteceu, não tenho mais como voltar. - Isso não te apavora? - Perguntou o negrão, ao perce- ber que ela não parecia nem um pouco incomodada com o fato. - Qualquer coisa é melhor do que estar lá no futuro. Você não sabe o quanto meu tempo é violento e sem graça. Depois, ela olhou toda dengosa para o sargento e com- pletou: - E eu acho que você cuidaria muito bem de mim, não? O homem esteve um tanto pensativo, depois respon- deu: - Olha, confesso que não esperava por mais essa res- ponsabilidade. Sou casado, dona. Minha esposa é ciumenta e não aceitaria o meu relacionamento com você. Ela ficou triste, mas não estava disposta a abrir mão da companhia do sargento. Por isso, abraçou-se a ele quase chorando. Implorou: - Deixe-me ficar contigo. Não tenho mais ninguém neste mundo. Prometo não atrapalhar o teu relacionamento conjugal. - Não sei se poderia te esconder por muito tempo, prin- cipalmente dos meus amigos policiais. O delegado também pode se lembrar de ti, já que te viu desmaiada. Pensa que você está morta. Eu afirmei isso a ele. Se te ver aparecer viva, po- derá acabar comigo. Eu teria que dar adeus ao meu emprego e à minha carreira militar. - Se é por isso, eu posso mudar a minha aparência, quer ver? E antes que o negrão respondesse, os músculos do ros- to da mulher começaram a se mover, como se estivessem
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    SEXO DO FUTURO28 sofrendouma mutação. Ela gemeu, como se o esforço lhe causasse dor. No entanto, logo tinha as feições totalmente di- fererentes da anterior. Em seguida, seus cabelos cresceram e mudaram de cor. Agora eram alvíssimos, sem nenhum fio colorido. E triplicaram de tamanho: chegavam até o meio das costas dela. O sargento estava assombrado com tal transfor- mação. Mas tinha que confessar que ela estava linda! - Porra, agora é que minha mulher teria mesmo mais ciúmes de você. Ficou bem mais bonita. Como consegue fa- zer isso? - Anos de treino. Muita vezes, trabalhamos disfarçadas e precisamos mudar de aparência. Mas ainda me doem os músculos faciais, quando me transformo. - Também consegue mudar o formato do resto do cor- po? - Perguntou o policial. - Não. Na verdade, nunca tentei. Nem conheço nin- guém que tenha conseguido. - Uau. É impressionante. Estou perplexo. - E então, agora posso ficar contigo? - Perguntou a ga- rota do futuro. O policial pensou um pouco e depois concordou em cuidar dela. Mas não poderiam ser visto juntos o tempo todo. Sua esposa logo desconfiaria de que tinham um caso. - Você tem filhos? Poderia me candidatar a ser babá deles... - Tá louca? Eu não iria conseguir me conter com você por perto. E não, eu e minha esposa nunca tivemos filhos. - Por que? - Ela é estéril. Não consegue engravidar. Já fizemos vá- rios tratamentos e nada. A moça esteve pensativa, depois afirmou com todas as letras: - Eu posso curá-la. E, se eu fizer isso, com certeza a tor- narei minha amiga. Então, poderemos ser vistos juntos. Acho que ela não teria mais ciúmes de mim.
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    SEXO DO FUTURO29 - Tenho cá minhas dúvidas, mas ela certamente ficaria para sempre agradecida. E eu também. Adoro crianças. - Se eu pudesse, te daria uma nascida de mim. Mas a minha estrutura física não me permite engravidar. No entan- to, eu ficaria felicíssima em conceber uma semente tua. O policial não sabia o que dizer. Tudo aquilo era muito estranho para ele. Era um sujeito que se considerava bem ca- sado. Amava a esposa. Mas sentia uma enorme atração pela criatura do futuro. Era preciso achar um lugar para ela ficar. Pagaria-lhe um hotel modesto, até que ela tivesse condições de se auto- sustentar. Estava decidido. Conhecia um amigo que adminis- trava uma pequena pousada à beira-mar. Levaria a mulher para lá. Depois ligaria para a polícia e faria uma denúncia anônima: havia um corpo num apê sito naquele endereço onde estavam. Não queria ser visto saindo junto com a jovem de cabe- los brancos do apartamento do perito. Por isso, pediu que ela seguisse para os fundos do prédio e o esperasse por perto. Ele trataria de achar uma oportunidade para não ser visto pelo porteiro. No entanto, pode sair sem problemas pois a porta- ria já havia feito a troca dos turnos. O funcionário que estava no balcão não o tinha visto estrar. Esperou um momento de distração e escapuliu furtivamente. Pouco depois, encontra- va-se com a jovem. Havia pego um par de peças masculinas, do guarda-roupas do perito, já que o uniforme da moça es- tava sujo de sangue. A vestimenta ficou grande nela, mas o importante era que a mancha rubra não fosse vista. Ela tro- cou de roupas na rua mesmo, sem nenhum pudor, jogando as que usara num cesto de lixo. Depois seguiram para a pousada gerenciada pelo amigo. Brizola não queria ser visto por ninguém do estabele- cimento, por isso lhe deu uma grana e aguardou no táxi en- quanto ela fazia a inscrição. Foi um martírio para ela mentir pela primeira vez. Alegou ter perdido todos os documentos,
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    SEXO DO FUTURO30 mesmoassim facilitaram sua estadia sob promessa de apre- sentar depois sua identificação. Perguntaram quem a tinha indicado o estabelecimento e ela não soube mentir novamen- te: disse que havia sido o sargento Brizola. O gerente ficou ansioso para abraçar o amigo e saiu da pousada à sua procu- ra. O negrão pensou em se esconder, mas percebeu que já era muito tarde para isso. Saiu do táxi e abraçou o cara. Explicou que estava com pressa, porisso não entrara. O gerente per- guntou o nome da mulher. Só então, o negrão percebeu que nunca havia perguntado isso a ela. Desconversou. Pouco tempo depois o sargento se despedia de ambos. Ela, no entanto, disse que antes precisava falar com ele. Que- ria uma conversa particular. Brizola foi até o quarto onde ela estava hospedada e seu amigo voltou para os seus afazeres da pousada. No entanto, assim que chegaram diante da porta, ela o puxou urgente e trancou-se com ele. Disse que estava muito excitada e queria se despedir. Ele tentou dizer alguma coisa, mas ela já havia lhe livrado das calças e tinha seu enor- me caralho na boca. Chupava com uma gula até ameaçadora. Ele temeu que ela lhe cravasse os dentes na peia. Mesmo as- sim, não disse o que estava pensando naquele momento. Ao invés disso, confessou: - Pena que você não tenha cu. Adoro meter num ânus gostoso... Ela parou de repente de lhe chupar o caralho. O negrão sentiu a garganta dela apertando seu membro. Ela o tinha en- golido até o talo. Então, ela revirou os olhos e uma baba vis- guenta começou a sair da sua boca. A mulher começou a ter espasmos sem, porém, libertar sua pica da garganta. Quando o sargento pensou que ela estivesse engasgando, seu pênis duro foi cuspido da boca dela, de repente, envolto por uma espécie de bolsa de carne, vermelha e palpitante. O policial fi- cou horrorizado. Ela continuava revirando os olhos. Quando ele quis retirar-se daquela deformidade, eis que ela o impediu com gestos resolutos. O negrão entendeu que ela estava lhe
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    SEXO DO FUTURO31 preparando nova surpresa. Mas a visão daquele bolo de carne era aterradora. Mesmo assim, relaxou. Então, aquelas carnes, que mais pareciam uma bolsa disforme, foram se amoldando. Pouco depois, parecia um cu quando é puxado para fora da bunda. Com pregas e tudo, além das veias rubras e salientes. Ela cuspiu de novo uma gosma pegajosa por ali. Só então, ele percebeu que a moça começava a gozar. A pressão afrouxou, o túnel ficou lubrifi- cado como uma vagina, e ela começou a fazer movimentos de vai-e-vem com a cabeça. De vez em quando, cuspia uma golfada daquela baba um pouco ácida, que dava uma enor- me sensação de prazer ao sargento. Ele tinha a impressão de que estava metendo num cu bem gostoso. Ela continuava de olhos vidrados. Então, bateu-lhe a vontade de ejacular. Avi- sou-a. Ela pareceu nem ter ouvido, mas seu corpo começou imediatamente a se tremer. Ele apertou seu rosto com ambas as mãos e meteu como se estivesse fodendo um apetitoso cu. Quando, finalmente, gozou, foi a vez dela fazer os movimen- tos de cópula com a garganta. A pressão daquele bolo de car- ne aumentou em seu pau, como se estivessem engatados. Aí, o negrão percebeu que não tinha mais controle do seu gozo. Continuava ejaculando, mesmo depois de uns cinco minutos de cópula. Começou a ficar agoniado, mas não conseguia se desprender da goela dela. A massa de carne inflou como uma bexiga de festas. Parecia que ia explodir. E nada dele parar de ejacular. Foi-lhe batendo uma fraqueza nas pernas e o negrão tombou de vez, desmaiado. Fim da sexta parte
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    SEXO DO FUTURO32 SEXODO FUTURO - Parte Sete Otáxi parou bem na frente de sua casa, em Olinda. O sargento não precisou dar o intinerário, pois pegara o veículo da sua amiga taxista. Gastara todo o seu dinheiro re- servando o quarto por um mês, para a mulher que veio do futuro. Seu amigo lhe fez um bom desconto. Mesmo assim, o deixou liso. Então, ligou para a taxista e contou-lhe a situa- ção. Ela não fez nenhum “arrodeio” para apanhá-lo na pousa- da e levá-lo para casa. Também não fez perguntas, apesar de ter visto o negrão com uma jovem de cabelos branquíssimos. Uma negra bonita e rabuda veio até o portão da residência, quando ouviu o barulho do motor. Estava preocupada. - O que houve, amor? Você nunca demorou tanto a vol- tar para casa... - Alguns amigos meus, da polícia, foram assassinados, preta. Eu não podia sair da delegacia. - Mas eu liguei para lá. Disseram que não sabiam de ti.
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    SEXO DO FUTURO33 O sargento abraçou-se a ela, enquanto o taxi fazia o re- torno. Ele gritou: - Depois acertamos a corrida! A taxista botou o braço para fora do carro e lhe esticou um dedo. Continuou seu percurso. - Desaforada, essa taxista. Eu já não o vi com ela outras vezes? - Perguntou, cismada, a negrona. - Sim, de vez em quando ela me transporta para casa. É uma amiga de longas datas... - Tá, me engana que eu gosto! Percebo os olhares tara- dos dela pra você. E da última vez que você chegou bêbado, estava com o rosto sujo de batom. Só hoje eu vi que ela usa da mesma cor. Mas não estou afim de arengar. Estava preo- cupada contigo. Só não me diga que estava esse tempo todo com ela!!! - Não, minha preta. Estive investigando a morte dos meus companheiros. Por isso não sabiam de mim. - E quem foi assassinado, posso saber? O sargento Brizola narrou os últimos acontecimen- tos sem, claro, contar a parte em que esteve envolvido com a criatura do futuro. Enquanto ele falava, ela ia dando-lhe um banho morno, debaixo de um chuveiro elétrico. O ne- grão demonstrava um enorme cansaço. Eram pouco mais de oito horas da manhã. Ele estava com sono, pois não dormira quase nada na noite anterior. Quando acordou do desmaio, a mulher o chupava novamente, com a disforme carnosidade que lhe saía da goela e se projetava por uns vinte ou trinta centímetros afora da boca. Parecia disposta a drenar-lhe toda a energia, pois ele despertou novamente gozando com aquela estranha e louca felação. Afastou-a de si, com determinação. Ela cuspiu seu sexo ainda jorrando sêmen. Tinha os olhos re- virados, como antes. Pareceu frustrada, ao ser rejeitada. Mas não reclamou. Então, o sargento chamou o táxi, vestiu-se e foi embo- ra, sem nem se despedir. Ela lhe perguntou quando o veria
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    SEXO DO FUTURO34 novamente,mas ele saiu sem responder. Parecia querer fugir dela o mais rápido possível. A mulher do futuro estava cho- rando. Não conseguiu dormir por muito tempo. A bela negra o acordou, dizendo que o estavam chamando na delegacia. Ainda sonolento, o sargento vestiu um uniforme limpo e saiu, depois de uma breve despedida da esposa. Perguntou para ela: - Não vai trabalhar hoje? - Ela sorriu e respondeu que haviam mudado seu horá- rio de expediente, na cafeteria onde era funcionária. Agora, só trabalharia no turno da noite. Ele foi embora sem perguntar se isso havia sido bom ou ruim para ela. Para ele era melhor pois costumava traba- lhar por toda a madrugada. Agora, poderiam estar juntos por mais tempo. Quando chegou à delegacia, o delegado já o esperava em seu próprio gabinete. Não fez rodeios. Perguntou na bu- cha: - Onde estão as armas confiscadas das mulheres que matamos lá no puteiro? - Não sei, senhor. - Disse o sargento, espantado - Achei que estavam com os peritos... - Eu também. Mas elas desapareceram e ninguém pa- rece saber delas. Até as que estavam com as outras mulheres, do contêiner, sumiram. A Polícia Federal está achando que nós demos um fim a elas. Contava com você para esclarecer esse mistério. - Posso investigar, mas é um caso difícil. Na verdade, acho que isso seria mesmo um trabalho para a PF. - Se descobrirmos antes o paradeiro dessas armas, es- taremos bem na fita com os federais. Portanto, quero você investigando esse caso. E só se reporte comigo, entendeu? Minutos depois, o sargento estava na rua, sem saber
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    SEXO DO FUTURO35 por onde começar. Primeiro, pensou que o perito poderia ter roubado as armas, antes de ir para o próprio apê onde fora abatido. Mas não vira nenhum objeto estranho por lá. A menos que a criatura do futuro tivesse recuperado as armas perdidas pela companheiras. Então, seria o caso de voltar à pousada. Não encontrou a mulher na hospedaria. O amigo lhe disse que ela havia saído fazia pouco tempo. Aproveitou para procurar as armas no quarto dela. Nada. Resolveu-se a espe- rá-la. Ela só chegou cerca de três horas depois, de indumen- tária nova e com uma sacola cheia de roupas. Quando o viu, abraçou-se a ele deveras contente. Ele disse: - Achei que não tinha dinheiro. Como conseguiu essas roupas? - Infelizmente, tive que roubá-las de uma loja, que fica num aglomerado mercantil. Shopping Tacaruna, se não me engano... - Achei que, se não mentia, logo não roubava. - disse o sargento. - Sim. Se eu tivesse sido flagrada, teria que dizer a ver- dade. Mas ninguém me viu sair da loja. E como pagou a condução para ir e voltar de lá? - Fui e vim a pé. Por isso, demorei. - A pé? Mas a distância é longa daqui para lá!!! - Por isso fui e vim usando toda a minha velocidade possível. As pessoas me aplaudiam pela rua, sabe? Diziam que nenhuma atleta conseguiria correr tão rápido quanto eu. - Porra, mulher, isso vai dar muito na vista. Teve sorte de não encontrar nenhuma equipe de reportagem pelas ruas. - Eu encontrei, amor. Porém, não parei para dar en- trevista. Disse que estava muito apressada. E eles não con- seguiram acompanhar minha velocidade. E eu sabia que iria encontrá-lo, quando voltasse. Então, quis vir rápido. - Sabia que eu queria falar contigo? Como assim? - As nossas armas desapareceram, não? Achei que teu
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    SEXO DO FUTURO36 superiorfosse questioná-lo sobre isso. - Como sabe do desaparecimento das armas? - Pergun- tou o negrão, desconfiado. - Relaxe, amor. Havia um mecanismo de autodestrui- ção em todas as armas. Elas se desintegram no ar, sem deixar vestígios, algum tempo depois de não ser mais detectado os sinais vitais dos seus donos. Desse modo, só quem pode pos- suir o arsenal é quem estiver vivo e cadastrado para usar os objetos. O negrão Brizola suspirou. Estava explicado o mistério. Porém, não poderia usar essa explicação para convencer o delegado, sem expor que a mulher sobrevivera à chacina do puteiro. Teria que bolar uma bela desculpa que convencesse o superior. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz da mulher: - Pensei que havia ficado com raiva de mim. Interrom- peu o coito, hoje cedo, quando foi embora... - Porra, você tem drenado todas as minhas forças. Con- fesso que estou com medo de ti. - Não fique. Passei muitos anos sem ter sexo. É natural que queira recuperar o tempo perdido. - Mas, para que precisa de tanto esperma? - Eu quero engravidar de você. Decidi isso assim que tivemos o primeiro orgasmo. Mas, confesso que não sei como gerir um filho teu. Então, estou tentando de todas as manei- ras, amor. - Cacete, mulher. Eu fico destruído a cada sessão de sexo que temos. Pareço a ponto de morrer, de tão exausto!!! Ela riu gostosamente, e naquele momento ele a achou linda. Então, ela disse: - Ainda falta uma maneira a tentar, mas eu acho que você não irá concordar comigo. - disse ela, de forma mali- ciosa. - E qual seria? - quis saber o negão. Dali a pouco, estavam ambos nus. Ela o deitou sua-
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    SEXO DO FUTURO37 vemente na cama e começou a acariciá-lo dos pés à cabeça. Ia perguntando onde deveria beijá-lo, e ele ia indicando as partes mais sensíveis do corpo. Finalmente, ela acomodou-se sobre ele. Sua boceta deformada engoliu seu pênis até que ficasse totalmente lubrificada. Quando ele pensou que ela iria chupá-lo com aquela estranha vulva, eis que ela cuspiu seu sexo de dentro de si. Babava com profusão, que escorria da deformidade. Então, de repente, o negrão sentiu algo invadir o buraquinho da sua pica. Doía. Ele tentou afastá-la, mas ela pegou seu enorme pau com uma das mãos, imobilizando-o. O negrão esticou a cabeça e viu o pinguelo da mulher alon- gado, adentrando a sua peia. Tentou afasta-la mais uma vez e ela tocou-lhe um nervo do pescoço, deixando-o totalmente imobilizado. O negrão sentiu aquele estranho e enorme pin- guelo lhe invadindo o canal da uretra, rasgando-o todo, do- endo-lhe terrivelmente. Mas não conseguia nem gritar, imo- bilizado. Então, aquele pinguelo começou a inchar, forçando o canal. E continuava invadindo suas entranhas. Ele o sentia cada vez mais profundo, e essa era uma invasão dolorida. Em seguida, foi como se a xereca dela se transformasse num cu. Engoliu o pênis dele, sem deixar de introduzir-se, também, no seu canal de mijar. Aquele pedaço de carne se movimen- tava, como se estivesse deglutindo-o ao mesmo tempo que o masturbava. No entanto, sentiu como se o estranho e ex- tenso pinguelo estivesse ejaculando dentro dele. Olhou para a mulher e ela tinha os olhos revirados. De repente, aquele pinguelo foi extraído de uma vez de dentro dele. O movi- mento brusco lhe causou uma vontade enorme de ejacular. Quis se prender, mas pegou-se gozando intensamente dentro da estranha vulva da mulher. Ainda não conseguia se mover. Então, sua cabeça rodou vertiginosamente e ele mais uma vez perdeu os sentidos. Fim da sétima parte
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    SEXO DO FUTURO38 SEXODO FUTURO – Parte oito Quando recuperou os sentidos, cerca de meia hora depois de ter desmaiado, a primeira coisa que o negrão viu foi a mulher do futuro com seus documentos espalhados sobre um pequeno móvel de cabeceira que havia no quarto. Ela es- ticou-se para dar-lhe um beijo na boca, saudando-o. O cara sentou-se na cama e perguntou: - O que está fazendo com meus documentos? - Conhecendo um pouco mais da vida do meu futuro marido. Também queria saber teu nome, já que não nos apre- sentamos ainda... - É verdade. Agora, você leva vantagem sobre mim. Como se chama? - Oh, amor, no futuro nós não temos nome, apenas um número de identificação. E o meu é muito extenso. Costuma- mos dar apelidos a nós mesmos, conforme a situação. E teu nome é difícil de decorar. Como é o meu primeiro homem,
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    SEXO DO FUTURO39 vou te chamar de Adão. Gosta? - Tanto faz. Nesse caso, passarei a te chamar de Eva. Por falar nisso, vocês ainda acreditam em Deus, no futuro? - Não. – Afirmou ela, sem qualquer constrangimento. – A humanidade conscientizou-se de que Deus, se realmen- te existiu, deve estar morto. Apenas algumas poucas pessoas continuam adorando-o, mas só como uma espécie de folclo- re. São chamados de Adoradores do Deus Antigo. Mas não existem mais templos. Oram em suas residências, sozinhos ou em grupos. - Interessante, Eva. Eu, que achava que os evangélicos, um dia, dominariam o mundo. - Passaram a ser perseguidos. Taxaram-nos de merce- nários. Mataram pastores e fiéis. Confiscaram todos os bens da Igreja. Acabaram com todas as gerações de um antigo pas- tor da era de vocês. - Uau. Minha esposa é protestante. Queria poder-lhe contar isso. Mas ela jamais acreditaria nessa história. - Por falar em tua esposa, quando poderei falar com ela? – A mulher estava curiosa. - Deixe quieto. Quando for um bom momento, eu mes- mo te apresento a ela. Quem sabe quando você conseguir um emprego, de preferência na área de Medicina, já que você pa- rece saber lidar com a saúde. - Todos nós, do futuro, somos experts em biologia e medicina. Aprendemos desde crianças, com os cursos à dis- tância. Também já não existem mais escolas, pois Educação era a mina de ouro dos políticos safados. A mulher perdeu o interesse pelos documentos e ani- nhou-se nos braços do negrão. Ronronou: - Mas eu não quero falar sobre isso. Quero saber de nós dois. Quando poderemos nos casar? - Ora, eu já disse que sou casado. E amo minha esposa. - No futuro, podemos ter quantos parceiros quisermos. Há muito, dominamos esse sentimento mesquinho chamado
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    SEXO DO FUTURO40 ciúme.Seremos amantes, então. Dessa forma, você não pre- cisa deixar tua esposa, amor. O sargento não respondeu. Deu-lhe um rápido beijo nos lábios e foi tomar banho. Logo, estava vestido para voltar à delegacia. Ela lembrou-se: - Ah, quando você estava repousando, vi um comuni- cado na tevê. Um homem apresentou-se à Polícia, dizendo que precisava localizar um sargento chamado Brizola. Achei que ele queria falar com você, por isso fui dar uma olhada nos teus documentos para conferir teu nome. - Ele disse como se chamava? – Perguntou o negrão, todo desconfiado. - Não. Nem vi sua imagem. Melhor você seguir para a tua delegacia, já que eu acredito que ele esteja lá. Mas man- tenha contato comigo. É que me interessa ter mais notícias desse homem. Se for quem estou pensando, minha missão não estará pedida... Pouco depois, o policial chegava à delegacia. O delega- do veio furioso ao seu encontro: - Onde, diabos, você estava? Não atendeu o celular e tua esposa disse que já tinha saído de casa fazia tempos! O sargento botou a mão no bolso e retirou de lá seu aparelho celular. Estava descarregado. Pediu desculpas. Disse que estava nas ruas, em busca de pistas sobre as armas. O seu superior afirmou: - Um doido veio te procurar aqui, dizendo ter um re- cado, mas que só falaria se fosse contigo. Não há registro das digitais dele. Aliás, o cara tem todas as digitais apagadas das mãos, como se tivesse sofrido queimaduras. Está no xilindró, te esperando. O sargento não quis estender a conversa. Quase correu até a cela onde o cara se encontrava. Era um jovem negro e musculoso, com os cabelos totalmente brancos. Abriu um sorriso nos lábios, quando viu o negrão.
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    SEXO DO FUTURO41 - Finalmente, me encontro contigo. É uma grande hon- ra. – Afirmou ele. - Quem é você e como me conhece? Desembuche logo, antes que eu perca a paciência. - Não posso dizer quem sou, por enquanto. Mas precisa alertar tua parceira de que estamos todos em perigo extremo. - Do que, diabos, está falando? Como conhece minha esposa? – Ralhou o negrão, mais desconfiado ainda. - Tire-me daqui e conversaremos. Mas terá que ser uma conversa a sós. Eu não conseguiria comprovar o que te- nho para te dizer. Pouco depois, ambos estavam em um barzinho. Mas o jovem pediu apenas uma garrafinha de água mineral. O sar- gento pediu um refrigerante. - Pronto. Já pode falar. E faça valer a pena eu ter con- frontado meu superior para poder te soltar. – Inqueriu o po- licial. - Está bem. Sei que o que vou dizer não vai te espantar. Não mais. Então, serei curto e grosso: vai começar a invasão. Talvez, já estejam aqui. Então, precisaremos ser espertos. - De que está falando, homem? Não pode ser mais cla- ro? - Quer dizer que as mulheres do futuro ainda não se fi- zeram notar? Não é possível! Meus dados indicam que vocês até já transaram!!! - Puta que me pariu, agora fodeu... – impacientou-se o policial - De que porra está... Aí o militar estancou. Compreendeu tudo naquele ins- tante: - Cacete, você também é do futuro, porra. – Exclamou e depois olhou para todos os lados, temendo ter sido ouvido. - Depois, continuou, só que em tom mais baixo: - Então, diz aí: qual é o recado que tem para mim? E quem é você?
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    SEXO DO FUTURO42 Ojovem estendeu-lhe a mão. Apresentou-se: - Eu sou 062 quinhentos e quatro 87. É um prazer co- nhece-lo. - Ok. Ok. Não tem um nome que eu possa te chamar, que seja mais fácil de decorar? – Quis saber o policial. - Dê-me o nome que quiser. Para mim, será uma gran- de honra ser apelidado por você. - Pois vou te chamar de Caim. É mais fácil de eu deco- rar e de você pronunciar. Agora, diga-me o recado. - Há um exército vindo do futuro para cá. Seu líder é um dos assassinos mais sanguinários que nosso mundo já conheceu. Precisamos pará-los. Eu vim para te ajudar. Está escrito que, sem mim, você não terá chances de triunfar. O sargento estava muito sério. Perguntou ao jovem: - Não seria o caso de denunciar essa invasão às forças armadas? Eles têm muito mais recursos que nós dois. - Não acreditariam em mim. E eu temo que fiquem com as armas do inimigo. Então, estaríamos realmente perdidos. Nem os federais devem saber dessas armas. Infelizmente, te- remos que vencer essa guerra sozinhos. – Disse tristemente o rapaz de cabelos totalmente brancos. - Pois diga sinceramente: acha que apenas nós dois conseguiríamos? - Eu tenho certeza!!! Só não posso dizer ainda o porquê. - Ok, vou embarcar nessa tua loucura. O que devemos fazer? - Primeiro, eu gostaria de conhecer a tua amante. Para mim, será uma grande honra me encontrar com uma perso- nagem tão importante para a humanidade. – Alegrou-se o cara que veio do futuro. Pouco depois, o negrão estava de volta à pousada. Eva, no entanto, não conhecia o jovem. Fez perguntas. Ele afir- mou: - Sabemos que a senhora perdeu as irmãs e ficou presa
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    SEXO DO FUTURO43 nessa era. Estou aqui com a missão de te resgatar. - E quem é você? - Agora, tenho a honra de me chamar de Caim. Mas precisamos ser rápidos. A grande invasão já começou. - Minhas outras irmãs estão aqui? - Não. O inimigo está aqui. Com mais de cem homens. O dobro do que necessitariam para dominar este mundo. - Só cem homens? Pensei que fossem muitos mais, por- ra... – Espantou-se o negrão. - Pois eu reafirmo que metade desse número seria su- ficiente. Virão armados e são muito perigosos. – Insistiu o jovem. - Ok, primeiro temos que encontrar um lugar onde você possa ficar mais perto de mim. Portanto, vou te levar na minha casa e te apresentar à minha esposa. Mas esta tua roupa é muito estranha e fora do contexto. Não tem uma me- lhor? – Disse o negrão, referindo-se à indumentária do cara, de couro negro, como a que usava a mulher do futuro. - Infelizmente, só tenho esta roupa... - Vamos. Em casa, tenho roupas que devem caber em você. Tem quase a minha estatura. Mas advirto: minha es- posa não pode saber quem você é. Jamais acreditaria nessa história de gente vinda do futuro! Quando chegaram na casa do sargento, ele apenas disse à mulher: - Este é um amigo meu, amor. Ficará uns tempos co- nosco, até arranjar um local para morar. Vou deixa-lo aqui e voltar ao trabalho. Amanhã, estarei de volta. E, virando-se para o negrão, arrematou: - Você me aguarda aqui, como combinamos no cami- nho. Vou pôr em prática o plano que engendramos. E esperar para ver o que acontece... Mas o jovem parecia não ter ouvido o que o policial disse, encantado pela mulher. Na verdade, ele nunca havia
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    SEXO DO FUTURO44 vistouma fêmea de corpo tão sinuoso quanto o dela. As mu- lheres do futuro eram todas magras, se bem que algumas ti- nham compleição musculosa. Mas, uma bundinha empinada e redonda como a dela, ele nunca havia visto. Só então, caiu em si: - O que você disse? Desculpe, estava absorto. - Deixa para lá. Depois conversamos. – E, virando-se para a esposa, disse: - Querida, cuide bem dele. É um amigo muito querido e irá me prestar ajuda num grande problema. Dê-lhe uma de minhas roupas, mas ele precisa tomar um banho antes. Pro- videncie tudo. Vou ter que sair. Quando o sargento foi embora, a negra olhava cismada para o jovem. Perguntou: - O que meu marido anda tramando? Lógico que está me escondendo algo. Ele nunca trouxe nenhum de seus ami- gos aqui em casa. Nem os com quem ele já trabalha há anos. E ainda diz que você resolverá um grande problema nosso? A que problema ele se refere? - Não sei, senhora – falou o negrão, lutando contra a vontade de dizer a verdade – Seria melhor perguntar a ele. - Você é um mentiroso. Claro que sabe do nosso pro- blema. Para te trazer aqui, ele deve ter te contado. - E o que ele teria para me contar, madame? Ela pensou um pouco, antes de responder. Quando o fez, estava amargurada: - Eu não posso ter filhos. Mas meu marido adora crian- ças. Já fizemos todo tipo de tratamento, gastamos todas a nossas economias e nada. Ele deve estar muito desesperado para chegar a um ponto desse... - Não estou entendendo onde quer chegar, senhora. Seu marido e eu não... - Mentira! – Gritou ela, veementemente. – Mentira e mentira! Ele quer que eu engravide e apela agora para os ami- gos. Amigos, não. Você tem toda a pinta de garoto de aluguel.
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    SEXO DO FUTURO45 Deve estar aqui para tentar me emprenhar. Então, acabemos logo com essa farsa! Dito isso, a bela negra despiu-se totalmente ali mesmo. O negrão estava embasbacado com aquela situação. Queria sinceramente demover a mulher daquela ideia. Tentou: - Senhora, está equivocada. Eu não... Mas ela já o beijava ardentemente na boca, colando os seios duros nos peitos dele. O pau do cara ficou teso, imedia- tamente. - Por outro lado, eu e ele quase não fodemos mais. Ele tenta, mas eu perdi o tesão, por não poder dar-lhe um bebê. Mas neste momento eu estou excitada. – Disse ela, num fogo danado, sem desencostar a boca, nem o corpo, da dele. Ela levou uma das mãos entre as pernas do jovem. En- controu lá um pênis curto, com cerca de cinco ou seis cen- tímetros, apesar de ser razoavelmente grosso. Agachou-se entre as pernas dele e levou a estranha glande à boca. Ela era vermelhíssima e pontuda, como a de um cachorro. Mas não falou da sua frustração. Com a fome de sexo que estava, gos- taria de ter encontrado ali uma rola enorme, como a do seu marido. Mesmo assim, chupou a cabecinha fina com gosto. Para a sua surpresa, aquele pedaço de carne cresceu mais do triplo, e foi ficando cada vez mais encorpado. Ela levantou-se de repente e jogou-o no sofá da sala. Ainda atônito, ele não reagiu. Ela montou sobre seu corpo e direcionou o estranho membro à vulva. Ele adentrou-a rápido e certeiro, como um bote de uma serpente. Pouco depois, a mulher sentia aquele pinguelo invadir-lhe a entrada do útero e continuar sendo introduzido cada vez mais. Então, começou a se assustar. Aquilo não era normal. Perguntou-se se não estava sonhan- do, mas a sensação era muito nítida dentro dela. Aperreou- se. Evangélica, começou a pensar que estava sendo possuída pelo Diabo. Percebeu claramente uma golfada, como se ele tivesse ejaculado. Em seguida, uma leve acidez ardeu em suas entra-
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    SEXO DO FUTURO46 nhas.Sentiu também o membro dele inchar exageradamente dentro da sua vulva. Ao ponto de ficarem engatados, como caninos na foda. Quando olhou em seu rosto, ele tinha os olhos arregalados e totalmente revirados. Foi quando ela, fi- nalmente, resolveu-se a agir. Tentou sair de cima daquela criatura demoníaca, mas não conseguia. A disforme carnosidade inchada já lhe havia tomado todo o espaço entre a entrada da vagina e o útero. Começou a entrar em pânico. Fez força para abortar aquela trolha. Mas doía demais. Tomou coragem e forçou a separa- ção dos corpos. Os dois gemeram de dor ao mesmo tempo. No entanto, o impensável estava para acontecer. Um mar de substância esbranquiçada e pegajosa inun- dou-a por dentro. Aquele estranho pinguelo recolheu-se de repente, e vazou uma quantidade enorme daquele líquido. Parecia um cavalo esporrando. Conseguiu, finalmente, de desvencilhar dele. Quase que se jogou sofá abaixo. Quando se ajoelhou no chão disposta a fugir de perto do estranho, teve uma visão aterradora: o estranho pedaço de carne que antes parecia um pinguelo agora parecia um rabo de lagar- tixa quando se desprende do corpo. Chicoteava em todas as direções, como se estivesse em enorme agonia. Media cerca de um metro de comprimento, saindo de um rebolo de carne que antes tinha a forma de um pênis. Agora estava roxo, in- chadíssimo, cheio de veias salientes. Ela, por fim, teve forças para gritar: - VALEI-ME MEU SENHOR JESUS CRISTO. FUI POSSUÍDA PELO CAPETA. ESTOU AMALDIÇOADA! Fim da oitava parte
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    SEXO DO FUTURO47 SEXO DO FUTURO – Parte nove Anegra lembrou-se que o marido guardava uma pistola carregada, lá no guarda-roupas. Correu para o quar- to. Nunca concordara com ele guardar uma arma dentro de casa, apesar de sabe-lo policial. Ela detestava armas e o que elas representavam, principalmente por causa da sua religião. Mas, naquele momento, estava contente por Deus ter inspira- do o marido a contraria-la. Ela iria destruir Satanás! Demorou um pouco a achar a pistola escondida no fundo de uma das gavetas do móvel, de tão nervosa que esta- va. Finalmente, empunhou firmemente a arma e voltou reso- luta para a sala. O jovem, porém, não se encontrava mais lá. A porta do apê estava aberta e ela correu para fora. Desceu as escadas de arma em punho, mas o negro dos cabelos total- mente brancos havia desaparecido. O sargento Brizola chegou ao prédio da emissora de
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    SEXO DO FUTURO48 tevêlocalizado em Olinda e perguntou pela repórter Maria Libório. Indicaram-lhe uma sala e ele se dirigiu para lá. En- controu-a ao computador, editando uma matéria. A jovem manipulava um vídeo, fazendo os cortes que achava necessá- rio. Quando viu o negrão, abriu um largo sorriso. - Meu Deus, você aqui? A que devo a honra da tua ilus- tre visita? Finalmente veio me pedir para voltar? - Não brinque, continuo casado. - E eu continuo descasada, querido. E ainda amando você! Beijou apaixonadamente os lábios do negro, que não ofereceu resistência. Quando, enfim, se largou dele, o sargen- to disse: - Vim te dar um furo de reportagem, e acho que che- guei bem na hora. Ela espantou-se. Puxou uma cadeira e pediu que ele se sentasse junto a ela. O policial apontou para o vídeo: - Vim te oferecer a chance de entrevistar essa mulher que aparece nessa imagem, que tal? - Uau! Quando você diz algo, eu acredito. Como fare- mos? - Antes, porém, vou querer um favor teu. – E, antes que ela perguntasse: - Quero também que faça uma entrevista co- migo. É muito importante. - Você pedindo, eu atendo. Mas teria de convencer meu editor de que o que tem pra dizer vale a pena a trabalheira... - Vim denunciar uma invasão militar em breve, que mudará o curso da história. Mas só posso dizer isso. - Porra, meu, isso é sério? Não está de sacanagem co- migo? Tuas fontes são confiáveis? - Sim, são fontes confiáveis. Mas não podem ir a públi- co ainda. Por isso, mandam um recado por mim. A repórter esteve pensativa. Confiava no ex-amante. Ele nunca lhe tinha mentido. Não seria agora que iria dei- xa-la em apuros. Haviam sido namorados, antes de ambos
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    SEXO DO FUTURO49 seguirem suas vidas. Culpa dela, não terem casado. Ela o dei- xou para ficar com um jornalista famoso. Mas seu casamento não durou nem três meses. Quando quis voltar para o ne- grão, este já namorava uma negra rabuda e linda, com quem contraiu matrimônio menos de um ano depois. Ainda quis tê-lo como amante, mas foi rejeitada pelo homem. Aquietou- se e curtiu sua decepção. Nunca mais o havia encontrado. Agora, ele lhe chegava com aquela notícia bombástica. Daria um jeito de fazer o que ele queria. - Deixa eu te preparar para a filmagem. Vou pegar o kit de maquiagem. Espere-me aqui. Volto já... Pouco depois, o negrão terminava a gravação: - ... Pois eu estou sabendo dos teus planos medonhos e pode apostar que te impedirei. Nem que eu tenha que morrer tentando. Mas essa guerra deverá ser entre mim e você. Se tentar envolver outras pessoas, serei obrigado a contatar as Forças Armadas deste País. Você não terá nenhuma chance de vencer. - Muito dramático, mas não entendi nadinha de nada. – Confessou a jornalista – Não pode me dar nenhuma dica do que está acontecendo? Prometo não publicar nada até você me autorizar. - Você acharia que eu estou louco. Também não quero comprometer você. Estaria tão em perigo quanto eu. Estou querendo fazer dessa guerra algo particular, para não envol- ver mais pessoas. Se eu triunfar você será a primeira a publi- car essa história. - Infelizmente, não posso levar ao ar esse recado. Meu chefe não autorizaria. É muito vago. Precisaria de algo mais consistente. - Bem, então terei de apelar para um repórter amigo meu, que é muito mercenário. Com certeza publicaria a re- portagem, mesmo sem saber de que se trata, mediante algu- ma quantia em dinheiro... Ela esteve mais uma vez pensativa, até afirmar:
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    SEXO DO FUTURO50 -Está bem. Darei um jeito de convencer meu editor. Mas vou te cobrar algo por isso, também. - Fechado. Quanto pretende me cobrar? – O negrão es- tava curioso. - Ainda não sei. Mas não será nada que você não pos- sa pagar. Agora, me dê o endereço da incrível corredora. Eu mesma filmei essas imagens que vemos no vídeo e garanto que fiquei impressionada. Ela é muito veloz. Com certeza vencerá a competição para a qual deve estar treinando. - Vamos, eu te levo até ela. Verá por que eu não posso te contar muita coisa, por enquanto... Pouco depois, as duas mulheres estavam frente a frente. Com um pequeno gravador, a repórter registrava a entrevis- ta: - A senhorita está se preparando para alguma compe- tição? - Não, não. Eu não posso competir. Estaria sendo deso- nesta com os meus adversários. - Como assim? Numa competição, vence o melhor ou o mais bem preparado. E parece que você está preparadíssima. – Insistiu a repórter. - Sim, mas eu sei que ninguém conseguiria me vencer. E meu código moral não me permite levar esse tipo de van- tagem. - Que estranho. Outro competidor até usaria métodos espúrios para vencer. De que adianta ter treinado tanto, al- cançado a perfeição, para depois não competir? – Continuou insistindo a jornalista. - Você não entenderia. Eu me sentiria fraudando a competição, já que tenho certeza de que venceria. - Continuo sem entender. O que te faz de tão especial? A jovem olhou para o negrão, que estava bem próximo. Ele assentiu com um gesto de cabeça. Ela então, disse: - Eu venho do futuro. Lá, atingi meu auge em veloci-
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    SEXO DO FUTURO51 dade. Meu código moral não me permite enganar as pessoas. A repórter arregalou os olhos. Depois, deu uma sonora risada: - Vocês dois estão de gozação comigo. Claro que não acredito nessa história de vir do futuro. Que coisa. Qual o sentido de estar querendo me empurrar essa história tão ab- surda? Estão querendo que eu perca meu emprego, que fique desacreditada pela mídia? - Se ela te provar, você nos promete não publicar nada da matéria? A jornalista ficou séria. Ajeitou-se na cadeira. Estava curiosíssima. - Vocês têm como provar? Aí eu prometo, sim, calar o bico... A jovem despiu-se totalmente. Aproximou-se da re- pórter e quase encostou a vulva deformada em seu rosto. De- pois, fez o mesmo com a goela, botando um enorme pedaço de carne deformada para fora da boca. A jornalista estava enojada, principalmente quando aquela deformidade se mo- veu como se tivesse vida própria. Mesmo assim, não estava ainda convencida: - Ora, você pode ter alguma anomalia. Desse modo, consegue fazer essa coisa nojenta. - Você acha que alguém conseguiria viver sem um ânus? – Perguntou o policial. A profissional ficou embasbacada quando a jovem de cabelos branquíssimos se virou de costas e mostrou que não tinha um cu entre as nádegas. - Meu Deus. Sem cu não dá para sobreviver nem foden- do, que me desculpem o trocadilho. Puta que me pariu! Por essa eu não esperava. Não dá para esconder um fato desses... - Você prometeu! – O negrão falou em uníssono com a criatura do futuro. A jornalista levou ambas as mãos ao rosto. Estava im- pressionada e arrependida da sua promessa. Ponderou:
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    SEXO DO FUTURO52 -Tudo bem, eu poderia faltar com a minha palavra, mas não vou fazer isso. Garanto. Mas posso divulgar quando for o momento propício, não posso? - Sim, assim que eu vencer essa guerra. - Quem é o inimigo, alguém também do futuro? - Mais de uma centena de soldados do mal, também vindos do futuro. E com armas poderosíssimas, sem páreo para o aparato militar dessa era. – Respondeu a loiríssima. A jornalista arfava: - Caracas. Preciso dos meus sais e não os trouxe. Puta que me pariu. Estou fodida e mal paga. A jovem do futuro foi até o guarda roupa e pegou um frasco diminuto. Pingou umas gotas nos olhos da jovem, que logo se recuperou. - Pelo jeito, deve ser remédio do futuro, para fazer eu me sentir bem tão rapidamente. Me deixa um frasco? - Não posso. Além de só ter esse, o recipiente não pode se afastar de mim por muito tempo. Se desintegraria no ar. - Porra, meu. É muita informação para eu processar. E parece que esse líquido tem propriedades afrodisíacas, pois estou me sentindo cada vez mais excitada. – Confessou a re- pórter. A outra concordou: - Sim, é uma substância muito erógena. E essa sensa- ção vai aumentar, quando mais tempo a senhorita passe sem sexo. - Merda, você devia ter me avisado. O que é que eu faço agora? Já estou há uma caralhada de tempo sem foder, acho que vou enlouquecer. E, virando-se para o negrão: - Você vai me socorrer! Vá botando logo esse caralho enorme para fora. E nem ouse me frustrar desse prazer. O negrão estendeu o pau ainda mole para ela. Sentada na cadeira, a jornalista manuseou com gula seu caralho, até que ele ficou em ponto de bala. Levou-o à boca, enquanto metia os dedos na xereca. Pingava gozo dali. A outra mão
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    SEXO DO FUTURO53 masturbava o policial, enquanto a boca deglutia a chapeleta. Ela engasgou-se algumas vezes, com a grossura e extensão do cacete. Mas não desistiu. - Meu negrão continua muito gostoso. E logo teve o primeiro orgasmo. Seguiu-se outros sem o jovem nem ter tocado em sua vulva. O sargento Brizola teve a curiosidade de olhar para a mulher do futuro. A cria- tura tinha os olhos revirados e se tremia toda. Ele enfiou-lhe um dedo entre as pernas e ela urrou que queria mais. Que ele lhe enfiasse o punho inteiro. Estava de pé ao lado dele e o negrão fez um esforço para atende-la. Aí a jornalista ajoe- lhou-se sobre o assento da cadeira e virou-se de costas para ele. Implorou que lhe comesse a bunda. O negrão ficou em dúvida se dava atenção a ela ou à outra. A loira decidiu por ele. Agachou-se e apontou o pau do macho para o rego da fêmea. Ele acunhou aquele rabo quente, enquanto ela lhe lambia o ânus. Inesperadamente, o negrão sentiu novamente aquele pinguelo enorme invadi-lo, só que desta vez por trás. Segurou a vontade de gozar e continuou socando a pica. Mas aí, aquele bolo de carne foi inchando dentro do seu rego de um modo que parecia que ia arrebentando-lhe as pregas. Mesmo incomodado, continuou fodendo a outra. Aí, sentiu uma enxurrada gosmenta inundar suas entranhas e o rebolo foi recolhido com violência do seu ânus. Gozou pela frente e por trás ao mesmo tempo. Fim da nona parte
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    SEXO DO FUTURO54 SEXODO FUTURO – Parte dez - ... Pois eu estou sabendo dos teus planos medonhos e pode apostar que te impedirei. Nem que eu tenha que morrer tentando. Mas essa guerra deverá ser entre mim e você. Se tentar envolver outras pessoas, serei obrigado a contatar as Forças Armadas deste País. Aí você não terá nenhuma chan- ce de vencer. O homem musculoso, metido em roupas futurísticas, demonstrava ódio no olhar. Estava sentado diante de um aparelho de tevê com imagem digital. Talvez, fosse a única coisa que funcionava naquele antigo quartel militar, abando- nado e cheio de poeira e entulhos. À sua volta, cerca de cem homens assistiam ao comunicado na tela de 52 polegadas, impassíveis. O sujeito musculoso levantou-se da velha pol- trona esburacada e, sem dizer uma única palavra, acoplou um estranho artefato à mão direita. Finalmente, falou: - Vamos à guerra, soldados. Acabou a moleza.
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    SEXO DO FUTURO55 E os sujeitos, todos vestidos com roupas de couro pre- to, armados até os dentes com artilharia futurísticas, entra- ram imediatamente em formação militar, com movimentos perfeitamente sincronizados. Gritaram uníssonos: - Prontos para a guerra, seeeenhor! E seguiram em coluna de três, tendo o que parecia seu comandante à frente do grupo. Marcharam por quase um quilômetro, em meio a vegetação escassa e ressequida, no solo de alguma cidade do sertão de Pernambuco. Não se via vivalma por perto. Então, avistaram os trilhos sobre terreno hostil da estrada de ferro. Estancaram a marcha de repente, sem sair da formação. Esperaram. Naquele momento, o sargento Brizola estava diante do seu superior. Tentava explicar ao delegado que aquele comu- nicado televisado fazia parte de um plano para recuperar as armas perdidas. No entanto, não podia dar mais detalhes, se- não corria o risco de seu estratagema não dar certo. O militar estava furioso com sua insistência em manter sigilo da sua estratégia. E prometeu: - Ok, não vou mais insistir. Mas, se essa porra de plano não der certo, pode crer que tua cabeça vai rolar imediata- mente! O negrão aquiesceu com um gesto de cabeça e pediu permissão para sair do gabinete. Pouco depois, chegava em sua casa em Olinda, curioso para saber se o jovem hóspede havia visto o comunicado na tevê. Foi surpreendido pela au- sência de sua esposa e do jovem na residência. Viu um bilhete sobre a mesinha da sala e pegou-o para ler. Ficou espanta- do. Nele, sua esposa o acusava de haver trazido Satanás para dentro de casa e tinha ido se refugiar na residência de uma irmã. Achou que a negra rabuda estava ficando doida. Como ainda era cedo, tinha certeza de que ela ainda não tinha ido trabalhar. Trocou de roupas e rumou para a casa da cunhada. Queria saber que história era aquela. Será que ela tinha leva-
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    SEXO DO FUTURO56 doconsigo o jovem de cabelos brancos? No entanto, nem bem saiu de seu prédio, o rapaz do fu- turo o chamou. Estava visivelmente inquieto. Denunciou que a esposa do policial estava sofrendo das faculdades mentais e havia tentado alvejá-lo com uma arma. Incrédulo, o sargento pediu que ele fosse mais específico. O rapaz contou todo o acontecido, desde que o negrão o deixara em casa, sem omitir nenhum detalhe. Brizola se negou a acreditar no que ouviu. Achou que o outro havia tentado estuprar sua companheira. Deu uns sopapos no cara, mas ele não ofereceu nenhuma re- sistência. Parecia, realmente, assustado com a reação da ne- gra rabuda. Quando se acalmou, o negrão perguntou: - E depois, para onde ela foi? - Não sei. Fugi da moradia e me escondi. Ela passou por mim ainda armada, mas não me viu. Gritava para todo mundo ouvir que havia expulsado o Capeta de sua casa. Aglomerou-se uma pequena multidão para escutar o que ela dizia. Tua consorte, com certeza, está louca e as pessoas perceberam isso. Quiseram leva-la para um hospital, mas ela pegou uma condução de aluguel e sumiu. - Tome. Pegue a chave do apê e me espere lá. Acho que sei aonde ela está. Volto já. Quando chegou à casa da cunhada, o negrão encon- trou a esposa repousando. Havia sido fortemente sedada. A irmã dela estava aperreada. Repetiu a história do jovem de cabelos brancos e a suspeita de que a negra estava louca. O sargento ainda não conseguia crer que tudo aquilo esta- va acontecendo. Deixou-se cair numa poltrona, arrasado. A cunhada abraçou-se a ele, consternada. Disse: - Ela te acusa de arranjar macho para engravidá-la, já que vocês não conseguem gerar um filho... - Loucura, meu Deus. Atacou um pobre rapaz amigo meu, antes de cismar que ele era Satanás. Confesso que não sei o que fazer. E tenho coisas muito importantes para resol-
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    SEXO DO FUTURO57 ver. - Vá resolver suas coisas. Eu cuido dela. Deixe-a pas- sando uns dias comigo, até melhorar... O negrão voltou para a sua própria residência. Encon- trou o jovem de cabelos brancos diante da tevê. Ele disse: - A sorte está lançada. Vi o anúncio que você fez para o líder dos invasores. A guerra, agora, é iminente. Pode acredi- tar que, estejam onde estiverem, logo estarão nos noticiários, meu amigo. E aí, conseguiu localizar tua companheira? - Sim, mas ela estava sedada. Passará uns tempos com a irmã. Melhor, pois assim estarei afastando-a de qualquer perigo. - E agora, simplesmente esperamos? - Sim. Simplesmente, esperamos. Porém, enquanto es- peramos, temos que nos equipar para a guerra. E eu não pos- so pedir armamentos ao meu chefe. Ele não os daria. Você não tem como conseguir aquelas armas sofisticadas que as mulheres usaram? - No futuro, não existem mais nenhuma arma. Houve um acordo mundial e todas foram destruídas. - Ora, eu pensei que você tivesse vindo da mesma épo- ca das mulheres que conheci... - Não, meu amigo. Vim de décadas após. O que sei so- bre armamentos, aprendi nos livros sobre velhas tecnologias. - Puta merda, estou fodido e mal pago! Então, que dia- bos está fazendo aqui? - Eu queria conhece-lo. Li muito sobre os teus feitos. Mas ainda não posso falar sobre isso. - Tá, tá, já aceitei essa situação. Só não sei com que aju- da posso contar, vinda de você... - Não se preocupe. Você saberá me orientar nesse sen- tido. Isso já foi escrito. – Finalizou o jovem negro. O policial viu que o cara já havia localizado seu guar- da-roupa e trocado a indumentária. Também havia tomado banho. E a vestimenta do sargento havia se ajustado perfei-
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    SEXO DO FUTURO58 tamenteao corpo dele. Perguntou se o cara estava com fome. - Eu trouxe minhas cápsulas –, respondeu o jovem – não me adaptaria à comida deste século. E não se preocupe: posso passar dias sem me alimentar, sem consequências ime- diatas. Mas, me perdoe a ousadia, pois preciso confessar: tua esposa me estimulou a libido e me deixou afim de foder... O sargento olhou para o cara com ódio. Mas controlou o ciúme e estava resolvido a satisfazer o jovem. Pensou em leva-lo de volta a Eva. No entanto, antes de sugerir tal ação, o rapaz pareceu adivinhar-lhe os pensamentos: - Não, não devo usar o corpo da sobrevivente. Eu me nego a isso. Pode ser qualquer uma, menos ela, por favor. Brizola aquiesceu com a cabeça. Até se sentiu aliviado pelo cara não ter tarado também sua amante de cabelos bran- quíssimos. Pediu licença e saiu do apartamento, teclando um número no celular. Pouco depois, a taxista sua amiga apare- ceu. Os dois estiveram conversando, até que ela disse: - Está bem. Tenho uma sobrinha ninfomaníaca e sol- teira. Com certeza iria se interessar por teu amigo. Mas acho que ela irá pedir alguma ajuda financeira, e o cara parece ser um “Eliseu”. Como resolveremos isso? - Bem, nesse caso empreste-me alguma grana que seja suficiente. Prometo te pagar somado ao que estou te devendo. - Puta que te pariu, caralho. E eu ainda tenho que ban- car foda dos outros? E fico na mão??? - Vá, nega. Ajeite aí que nos ajeitamos nós. Sei que ain- da está doida pra trepar comigo... - Sujeitinho convencido! Mas tem toda razão. Teu apar- tamento tem dois quartos? - Tem três. De vez em quando minha cunhada dorme aqui. E o outro quarto é o de empregadas. Mas é espaçoso e bem mobiliado. Vá buscar tua sobrinha... A tal sobrinha era um arraso. Morena linda e toda gostosona, muito mais do que a esposa do sargento. O jo-
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    SEXO DO FUTURO59 vem negro mostrou-se tarado nela, e ela pareceu também ter apreciado ele. Os dois trancaram-se em um dos quartos e o policial e a taxista ficaram na sala. Quando a coroa tirou a roupa, o fundo da sua calcinha estava molhadíssimo. Ela aju- dou o negrão a se despir e abocanhou seu cacete antes mes- mo dele se livrar totalmente das calças. Ela estava sentada no sofá e o sargento em pé, diante dela. O caralho do cara pulsava teso. Ela gemeu: - Só goze quando eu disser, meu anjo. Quero foder bem muito. Puxou o negrão pela cintura e engoliu quase todo o enorme caralho dele. Engasgou várias vezes, mas não desis- tiu. Punhetava, lambia e chupava a rola do cara como uma profissional do sexo. Brizola fechou os olhos e concentrou-se na foda, afastando a vontade de ejacular. - Isso, seu danado. Segure o gozo. Mas, se não conse- guir, me avise. Quero sentir tua gozada bem dentro de mim, então paro de te chupar e engulo tua vara com a boceta. Pouco depois, o negrão parecia que tinha o pau ador- mecido. Quase não sentia o contato da boca gulosa dela. Ela levou uma das mãos ao próprio sexo e friccionou o grelo. Logo, começou a gozar. Sua xereca babava gozo. Ela começou a ter espasmos de prazer. Gemeu arrastado: - Agora, meu caralhudo. Mete esse cacete na minha perseguida! Com força, vai... Ela parou de chupar, deitou-se no sofá e levantou bem as pernas. Ele, ao invés de fazer o que ela pediu, enfiou a tro- lha no rabo dela, sem cuspe. - Por aí não, seu tarado safado... Mas não conseguiu conter a primeira sequência de or- gasmos contínuos. Seu corpo tremia que só vara verde e o ânus se elasteceu de forma surpreendente. O negrão aprovei- tou introduziu a vara até o talo e começou a socar com vigor. A cada estocada, ela peidava de prazer. Ele enfiou-lhe dois dedos ao mesmo tempo na racha dela, sem tirar seu pau do
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    SEXO DO FUTURO60 cuzinhoda taxista. Ela pediu que ele introduzisse todo o pu- nho na sua tabaca. Ele fez o que lhe foi pedido e ainda girou o punho dentro. Ela arregalou muito a boca e os olhos, de onde escorriam lágrimas de prazer. Então, inadvertidamen- te, ele puxou a mão cerrada das entranhas dela. Um forte e demorado jato de gozo foi lançado da xereca. Ele arrancou, também bruscamente, seu enorme caralho do cu dela. Quan- do a mulher se desesperou, querendo o membro de volta, ele introduziu o punho com os dedos em forma de bico em seu ânus elastecido, sem dó nem piedade. Forçou a introdução e o antebraço invadiu o reto profundamente. Então, ouviu-se o grito medonho: - SAI DE CIMA DE MIM, SEU MONSTRO! Fim da décima parte
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    SEXO DO FUTURO61 SEXO DO FUTURO - Parte onze Asobrinha da taxista saiu do quarto apavorada, ainda to- talmente nua. Tinha o terror estampado no rosto. Re- petia: - Ele é monstruoso. Meu Deus, eu nunca vi algo nem ao menos parecido, tia! - Que foi, menina? – Espantou-se a chofer – Ele tem o pênis exagerado? - Não, tia. Ele é deformado. É medonho. Não quero mais ele perto de mim. Por favor... O rapaz veio logo atrás dela, e a coroa pode ver do que a sobrinha estava falando. O caralho do cara era bem grosso, mas o que apavorou a mocinha foi a sua glande ser enorme e delgada, e parecer estar viva: serpenteava entre as pernas do cara. O policial também ficou espantado. Aí, entendeu por que a esposa tinha ficado à beira da loucura. O negrão de cabelos totalmente brancos tentava explicar, mas a mulher
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    SEXO DO FUTURO62 nãoqueria acordo. A taxista também apoiou a sobrinha. O sargento Brizola não sabia o que fazer. A jovem correu para o taxi nua do jeito que estava, chamando a atenção de todos no prédio. Era a segunda vez que causava escândalo alguém oriundo daquele apartamento. A taxista vestiu-se apressada- mente e juntou-se à sobrinha. O negrão pediu que o rapaz de cabelos branquíssimos ficasse no apê e saiu atrás das mu- lheres. Conseguiu entrar no veículo, antes que a motorista arrancasse dali. Ela perguntou o que estava havendo. - Meu amigo tem, realmente, uma deformidade cor- poral. Mas eu achei que ele iria conversar com tua sobrinha antes de se expor... – Começou a dizer o negrão. - Não, ele foi logo tirando a roupa e me atacando. Pa- recia que fazia anos que não deitava com uma mulher. Além de deformado, o cara é tarado. Porra, que medo dele!!! Nem me chame para estar com ele de novo. Aquilo é nojento, que Deus me perdoe – Berrou a mocinha. - Bem, vocês me desculpem. Não sei o que dizer. Não achei que ele fosse te tarar. Porém, meu acordo com tua tia está valendo: depois acertamos mais esse favor. E mais uma vez me perdoem. O sargento desceu do taxi e voltou ao apê, sob os olha- res curiosos de alguns moradores do prédio. Disse ao por- teiro que depois conversava com ele. Quando reencontrou o jovem do futuro, este estava muito envergonhado. Pediu desculpas. O negrão disse, com o semblante cansado: - Puta que pariu. Espero que as duas não espalhem o ocorrido. Se isso chegar aos ouvidos do meu superior, estou fodido. Já bastavam os problemas que tenho... - Prometo não te aperrear mais para foder com alguém, apesar da enorme vontade que sinto. Vamos nos concentrar nos nossos inimigos. Aí a campainha do apartamento soou insistente. O jo- vem voltou ao quarto, para não ser flagrado nu. O sargento deu um tempinho e foi abrir a porta. Deu de cara com o de-
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    SEXO DO FUTURO63 legado e mais três policiais. - Está preso, sargento -, disse de supetão o policial – le- vem-no imediatamente para a delegacia. - Ué, o que foi que houve? - Estamos vindo da casa do perito que te emprestou a chave do apê dele. Achamos seu corpo. E o porteiro me disse que você esteve lá com uma mulher. – Informou o delegado. - E não adianta tentar nos enrolar –, disse um dos poli- ciais – achamos teu celular perto do cadáver. É uma prova de que você esteve lá. O sargento gelou. Esquecera, realmente, de procurar melhor seu aparelho. Se continuasse mentindo, estaria mais em apuros ainda. Também não queria que o jovem fosse des- coberto dentro do apartamento. Então, fez uma manobra de- sesperada: deu uma gravata no seu superior e arrebatou-lhe a arma do coldre preso ao cinturão, que o policial levava na cintura: - Desculpe, delegado, mas não posso ser preso agora. Há uma batalha a ser travada. Depois, te dou todas as infor- mações necessárias. Se ainda estiver vivo... O Delegado não se alterou. Disse ao militar: - Veja lá o que está fazendo. Não piore tua situação. Sequestrar um delegado é um crime grave. - Não pretendo sequestra-lo, senhor. Mas, detido, não poderei provar minha inocência. Porém, logo terá notícias minhas. Os policiais estavam apontando suas armas para o sar- gento. Não estavam dispostos a perder o prisioneiro. O dele- gado, no entanto, disse: - Deixem-no ir. Não quero que ninguém saia ferido. Depois o pegamos. - Devolvam meu celular – exigiu o negrão – vou pre- cisar dele. O delegado fez um sinal mudo e um dos policiais ti- rou o aparelho do bolso e entregou-o ao sargento Brizola. Ele
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    SEXO DO FUTURO64 agradeceue saiu do apartamento, batendo a porta atrás de si. Jogou a arma do delegado escadaria abaixo, pois sabia que logo seria encontrada pelos companheiros do departamento. Imediatamente, os policiais desceram as escadas correndo, não querendo perde-lo de vista. O sargento, no entanto, ao invés de descer os degraus, havia subido em direção à cober- tura do prédio. Trancou a porta atrás de si à chave, pois tinha uma cópia, e simplesmente deu um tempo. Depois, assomou ao parapeito da cobertura. De lá, avistou os policiais doidos à sua procura. Esperaria até que desistissem de acha-lo. No mais, era torcer para que não tivessem visto o jovem de ca- belos brancos. Esperou mais ou menos meia hora e ligou para o telefo- ne de casa. Ninguém atendeu, mas ele continuou insistindo. Deixava cair na caixa postal e desligava antes de deixar men- sagem. Fez isso várias vezes, até que finalmente atenderam: - Alô? - Oi, sou eu, Caim. Desça até o térreo e veja se ainda há policiais à minha espera. Depois, volte ao telefone. Mas a Polícia já havia ido. Adivinhou o próximo passo do delegado. Como sua mulher não se encontrava em casa, seu chefe deve ter ido com os policiais até a cafeteria onde ela trabalhava. Como estava sem dinheiro suficiente para pe- gar um táxi, foram de ônibus, ele e o jovem, até onde estava hospedada a mulher do futuro. Mas havia um mistério no ar: quem havia dado o telefonema anônimo denunciando as mulheres do contêiner? Teria sido a própria Eva? Mas, por que trairia as próprias irmãs? Não falou de suas suspeitas ao jovem. Temia que ele, por não conseguir mentir, não fosse capaz de guardar sigilo da sua desconfiança da mulher. Ela ficou muito feliz em re- vê-lo. Também cumprimentou efusivamente o rapaz. O sar- gento lembrou-se de que ele ainda deveria estar doido para foder. Pediu que ele o deixasse a sós com Eva e o cara foi
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    SEXO DO FUTURO65 sentar-se numa das poltronas da sala de espera da pousada e o negrão pode ter uma longa conversa com ela. Perguntou se a mulher não podia satisfazer o sujeito, já que ambos tinham anomalias. E ambos pareciam insaciáveis. Ele, por sua vez, estava esgotado de tanto sexo. Ela concordou em fazer amor com o rapaz. Qual não foi a surpresa de ambos ao ouvir do jovem: - Não, eu prefiro gozar pelas minhas próprias mãos. A mulher é tua. Basta o que aconteceu com tua esposa. A mulher sorriu e aproveitou a deixa: - Pois agora quem ficou carente fui eu. Eu quero, eu preciso de sexo. Se você aceitar, prometo não te cansar como das outras vezes – disse ela se voltando para o policial. Ele suspirou, esteve indeciso, mas finalmente concor- dou em contentá-la. O rapaz deixou os dois a sós. No entanto, aproveitando que não havia ninguém nas dependências da pousada, pois os hóspedes haviam fretado um micro-ônibus para ir a algum passeio por alguma praia, o negro de cabelos alvíssimos ficou brechando o casal pelo buraco da fechadura. A mulher começou botando aquela estranha carnosi- dade goela afora, enquanto acariciava o negrão. Aos poucos, foi tirando toda a roupa dele. A cada peça subtraída, uma nova sessão de carícias. Percebeu que o policial afastou a boca, quando ela tentou tocar-lhe com aquela deformidade. Porém, apenas fechou os olhos quando ela engoliu seu enor- me caralho latejante com aquela carnosidade característica. Ela o deitou na cama e continuou a felação. Pouco depois, aquele rebolo de carne que lhe saía da garganta começou a inchar e a se mover, como se estivesse deglutindo a rola do negrão. Ele gemia arrastado. Devia estar ejaculando dentro dela. O jovem manuseava seu estranho pênis numa punheta apressada. Seu curto caralho também inchou exageradamen- te e a glande começou a lhe chicotear o próprio corpo. Aquele disforme pinguelo cresceu, até alcançar a extensão de quase
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    SEXO DO FUTURO66 ummetro. Estava vermelho como sangue. De repente, aquela carnosidade invadiu a boca do cara. Primeiro ele ficou chu- pando aquilo. Depois, o pinguelo enorme inchou e ficou todo cheio de veias. Ele abriu desmesuradamente a boca e os olhos ficaram revirados. De repente, começou a estremecer todo o corpo, até que aquela peça disforme lhe escapuliu da goela. Então, ele verteu uma enorme quantidade de gosma esbran- quiçada, como se fosse uma esporrada de cavalo. Fim da décima primeira parte
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    SEXO DO FUTURO67 SEXO DO FUTURO – Parte doze Quando o negrão saiu do quarto da pousada, depois de mais uma sessão de sexo, o rapaz de cabelos brancos es- tava lavando o corredor. O policial sorriu. Havia ouvido uns grunhidos quando fodia a mulher que denominara de Eva e logo adivinhou que o jovem estava se masturbando. Devia ter esporrado o chão todo, por isso estava jogando água nele. A mulher permaneceu descansando na cama, aí ele não quis constranger o garoto. Não fez perguntas indiscretas. Então, foram surpreendidos por um comunicado na tevê. Dessa vez era um sujeito com cara de mau, dizendo que não recebia ordens de ninguém. Portanto, iria guerrear do jeito que bem quisesse. O jovem de cabelos brancos alertou: - Pronto, nossos problemas começaram. Esse é o líder dos soldados do futuro... Aí, a câmera apontou para uma jovem apavorada. Ela
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    SEXO DO FUTURO68 estavasob a mira dos comparsas do sujeito que aparecera no vídeo. Brizola reconheceu-a de pronto: era a jornalista, sua ex-namorada, que lhe havia gravado o vídeo conclamando o sujeito para o confronto. Este dizia: - ... Então, você tem exatamente uma hora para resga- tar essa sujeita que gravou aquele vídeo. Nós a sequestramos. Neste momento, estamos num conglomerado comercial denominado de Shopping Tacaruna. Você deve saber onde fica... O sargento gelou. Torceu para que a esposa estivesse ainda dopada e não tivesse ido trabalhar. Pegou seu aparelho celular e ligou para a casa da cunhada. Uma voz grave aten- deu: - Alô? O negrão reconheceu aquela voz, mesmo assim falou: - Eu gostaria de falar com a senhora Margarida... - Fale, sargento. A tua cunhada está proibida de atender telefone. Estávamos esperando tua ligação. - Eu queria apenas saber se minha esposa já saiu para trabalhar, senhor. Se sim, ela está em perigo. - Acabo de ver o comunicado na tevê. Adivinhei logo que a bronca era contigo. Infelizmente, quando chegamos aqui, ela já havia saído. A irmã disse que ela não estava se sentindo bem. O que está havendo, sargento? - Uma pequena discussão que tivemos, delegado. – Mentiu o negrão – mas repito que ela está em perigo, senhor. - Entregue-se e eu mando alguém protegê-la. O militar esteve mudo ao telefone. Depois, decidiu: - Sinto muito, senhor. Não posso me entregar, logo ago- ra que a guerra da qual lhe falei está para estourar. Darei um jeito de tirar minha esposa de lá. - Meus homens têm ordem para prende-lo assim que você aparecer... Mas o sargento não ouviu essa frase. Havia desligado o telefone. Arrependeu-se de não ter ficado com a arma do
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    SEXO DO FUTURO69 delegado, mas isso só faria piorar a sua situação. No entanto, precisava urgente de uma arma. E não tinha nenhuma. O jo- vem pareceu ter-lhe adivinhado os pensamentos, pois disse: - Não deve ir desarmado. Seria suicídio. Precisa con- seguir algo para se defender. As armas deles são de grosso calibre. - No momento, só a minha amiga jornalista está em perigo. Eu tenho uma pistola em casa, mas a Polícia está me esperando lá... - Lembre-se que tua esposa quis atirar em mim com uma pistola. Se é essa arma a qual se refere, neste momento deve estar com ela. Saiu da tua casa armada e pegou um táxi. Com certeza, irá querer continuar armada, caso eu apareça novamente. – Rebateu o jovem. - É, você tem razão. Mas os “tiras” não te conhecem. Você não conseguiria pegar a pistola com ela? É só mudar tua fisionomia, como faz Eva... - Eu teria que mentir, e você sabe que eu não consegui- ria fazer isso. – Falou o rapaz, após pensar um pouco – Mas posso tentar. Pouco tempo depois, ambos desciam do ônibus numa das paradas perto do shopping. O sargento usava óculos es- curos e estava metido num casaco que lhe escondia as fei- ções. O jovem repetiu: - Lembre-se do que eu disse. Eles possuem equipamen- tos, tipo scanner, que são capazes de te identificar, já que você apareceu naquele comunicado. Portanto, não se aproxime do conglomerado comercial de jeito nenhum. Deixe que eu ten- te resgatar a jornalista e trazer tua esposa até aqui. - Cuidado. Conheço bem a negrona. Ela vai atirar em você, assim que te avistar. Mas o rapaz já caminhava em direção à entrada e talvez não tenha ouvido a sua advertência. O policial resignou-se a esperar. Então, ouviu uma tremenda explosão e parte do sho-
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    SEXO DO FUTURO70 ppingfoi abaixo. Justamente onde ficava a cafeteria onde a es- posa trabalhava. O negrão aperreou-se. Não dava para saber se o jovem de cabelos brancos havia alcançado seu objetivo. A gritaria, seguida da correria de pessoas, era inevitável. Bri- zola pensou em aproveitar o momento para entrar também, mas lembrou-se das palavras do rapaz. Não convinha arris- car. Então, mesmo apreensivo, esperou. Logo, um pandemônio estava formado. Como não ou- viu nenhum disparo, o negrão esteve tranquilo. Não sabia ele que as armas do futuro não faziam barulho semelhante ao que ele imaginava. A espera foi angustiante. Num instante, vários carros de polícia cercaram a área e começaram a aparecer as ambu- lâncias e as viaturas de bombeiros. Então, ele viu o jovem se aproximar com uma mulher nos braços. Suspirou, aliviado. Reconheceu sua esposa, pelas roupas que usava. No entanto, ela estava desacordada e toda ensanguentada. O rapaz falou: - Precisamos de um médico, urgente. Ela foi atingida pela explosão. Mas estava com a bolsa, e dentro dela está a arma que você queria. O sargento levou a mulher para o quartel da Marinha, sito quase defronte ao shopping, enquanto muita gente cor- ria para ser atendido no Hospital do Câncer, também perto do conglomerado comercial. Não foi difícil conseguir que a esposa tivesse seus primeiros socorros, depois que se iden- tificou como militar. Aí, começaram a trazer os primeiros policiais desacordados. Estavam todos em coma profundo. Haviam sido atingidos por rajadas disparadas pelos soldados do futuro. - Que houve com esses homens? – Perguntou o tenente médico ao oficial que socorria os militares. - Não sei, de repente foram caindo como moscas. Os caras que destruíram o shopping estão usando armas desco- nhecidas, mas de poder bélico terrível. - São armas jamais vistas por nós, senhor –, introme-
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    SEXO DO FUTURO71 teu-se o sargento na conversa – nós temos que atacar com igual poderio. - Quem é você? - Sou aquele a quem foi dirigido aquele ultimato na te- levisão, quase ainda agora. – Respondeu o militar. - E o jovem de cabelos brancos? - Está comigo, senhor. Acabou de salvar minha esposa, que estava lá dentro do shopping. Mas tem uma jornalista que está em poder dos agressores, e também precisa ser res- gatada. O tenente da Marinha, que aparentava uns quarenta anos de idade, esteve um tempo pensativo. Depois, falou: - Aguardo ordens superiores, sargento – disse após Bri- zola ter se identificado como militar – mas vou querer mais detalhes dessa história. - Pode ficar muito tarde para agir, senhor. Precisamos ser rápidos. Os pulhas me deram pouco tempo para salvar a jornalista que está refém deles. Mais uma vez o tenente esteve pensativo. Depois disse: - Está bem. O que sugere? Dessa vez foi o jovem de cabelos brancos quem falou: - Depende do que tenham em termos de parafernália bélica. Eles jogam pesado. Nós temos que mostrar um pode- rio maior ainda. - Poderíamos bombardear o shopping. No entanto, correremos o risco de ferir civis. Então, nem pensar. - Não temos armas químicas, senhor? Algum gás que apenas desacorde as pessoas? – Perguntou o negrão. - Teríamos que pedir ao exército. Isso levaria um tem- po precioso. E, segundo você me diz, o tempo urge! O rapaz meteu-se na discussão: - Vi válvulas de gás butano, que apontam em direção ao conglomerado. De onde esses homens vieram, quase não existe poluição do ar. O gás se tornaria tóxico para eles. Pode ser uma alternativa...
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    SEXO DO FUTURO72 -Sei o que está pensando, mas é muito arriscado. Uma faísca lá e o shopping seria totalmente destruído, com todos que estivessem dentro. - Estamos perdendo tempo com essa discussão -, disse o sargento – é preciso fazer alguma coisa. O negrão chamou o rapaz até um canto. Havia tido uma ideia. Só não sabia se era possível concretizá-la. - Você, que veio do futuro, deve saber como tudo isso termina –, disse o sargento, baixinho - bem que poderia me dar uma dica. - Infelizmente, não posso. Tem que ser você a resolver esse impasse. Mas não se preocupe: pelo que sei, logo terá uma excelente ideia. De repente, o semblante do negrão pareceu iluminar- se. Perguntou: - Há alguma possibilidade de irmos ao futuro? O rapaz deu um sorriso maravilhoso. Colocou ambas as mãos nos ombros do sargento e, mostrando seus dentes alvíssimos, disse: - Estava esperando que me perguntasse isso. Sim, acho que a porta temporal ainda está aberta. Está pensando em quê? - Se é assim, vamos embora sem demora. Explico no caminho. Vamos precisar de Eva, pois ela é do mesmo perío- do temporal dos soldados maus. O jovem continuava sorrindo. Estava contente. O sar- gento estava para entrar para a história, e ele também. Aí, avistaram a taxista, amiga do sargento. Ela chorava sobre o corpo ensanguentado da sobrinha. Quando viu o negrão, agarrou-se a ele: - Ela veio fazer umas compras no shopping. Fiquei aqui fora, a espera-la. Veja o seu estado. Eles não querem socorrê -la. Os hospitais mais próximos estão lotados. - Vamos coloca-la no teu táxi, senhora. Ainda dá tem- po salvá-la – disse o rapaz.
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    SEXO DO FUTURO73 Pouco depois, estavam na pousada. No caminho, pas- saram por outros hospitais, mas o jovem de cabelos brancos não quis parar o carro. Continuava afirmando que daria tem- po de salvar a mocinha. Nem deixaram Eva vestir uma rou- pa, arrastaram-na nua. Mesmo assim, carregou consigo a sua vestimenta do futuro. O jovem disse: - Temos menos de vinte minutos para chegarmos onde a porta dimensional se encontra. - Você sabe onde ela está? - Sim. Vim, justamente, para te levar comigo através dela. Mas não contava transportar tanta gente. Não disseram mais nada. A coroa dirigia o táxi a toda velocidade, seguindo as instruções do jovem. Logo estavam diante de um terreno baldio, cheio de lixo. O jovem tirou do bolso um objeto parecendo um bracelete de ouro branco e colocou no pulso. Retirou a camisa emprestada pelo sargento e deixou à mostra uma espécie de cinturão estreito, do mes- mo metal da pulseira, de onde piscava uma luzinha azul. Co- locou também uns óculos estreitos do mesmo material, de desenho bem futurista, e perscrutou o terreno. Disse, segu- rando na mão da coroa e de Eva, caminhando para o centro do entulho: - Você, segure-se em mim ou em qualquer um dos de- mais. E prepare-se para uma viagem ao futuro... O sargento Brizola sentiu uma estranha letargia no corpo. Tentou lembrar-se quando havia sentido algo pare- cido. Mãos tocavam seu tórax, acariciando-o. Lençóis chei- rosos e macios roçavam sua pele. A mente estava confusa. Será que estivera o tempo todo sonhando e acordara naquele momento, ao lado da esposa? Tentou abrir os olhos, mas não conseguiu. Era como se estivessem vendados. Então, fez um esforço e levantou-se de repente, levando a mão àquilo que
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    SEXO DO FUTURO74 lhetapava a visão. Era algo metálico. Apavorou-se e arrancou o objeto. Então, viu. Estava deitado numa cama redonda, com várias mu- lheres ao seu lado. Cinco, para ser mais exato. Todas sorriam. Pararam de acaricia-lo, embevecidas com ele. Uma luz muito forte e azulada iluminava o ambiente, quase cegando-o. - Quem são vocês? O que estão fazendo comigo? Uma daquelas desconhecidas, no entanto, tocou-lhe um tendão do pescoço e ele foi forçado a deitar-se novamen- te. Na verdade, caiu na cama com todo o corpo. Sentiu-se totalmente paralisado. Mas percebeu algo parecido com uma boca em seu cacete. Depois, algo inchar dentro do seu cu. Em seguida, um pinguelo serpenteou em seu rosto, antes de invadir sua goela. Tentou afastar tudo aquilo de si, mas o corpo não obedecia sua vontade. Algo também invadiu o buraquinho da sua glande, doendo-lhe terrivelmente. Então, lembrou-se. Havia sido projetado para o futuro. No entanto, a últi- ma coisa que sentiu foi um calor intenso, acompanhado de uma luminosidade fortíssima. A cabeça rodou, deu-lhe ân- sias de vômito, e achou que havia desmaiado. Agora, acordou sendo atacado por aqueles seres medonhos. Porra, estavam fazendo uma suruba com ele! Uma voz conhecida soou, como se viesse do seu pró- prio cérebro: - Não resista, amor. Deixe que minhas irmãs matem um pouco da sua curiosidade. Ao mesmo tempo, estamos inoculando um soro que te fará adaptar-se à gravidade do planeta. O negrão fez enorme esforço, até que conseguiu pro- nunciar: - Onde, diabos, estou? - Num laboratório científico, no futuro. Quer dizer: no meu tempo. Você sofreu o choque temporal. Com isso, aca- bou perdendo os sentidos. Minhas irmãs estão te curando,
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    SEXO DO FUTURO75 enquanto se aproveitam do teu corpo. Tenha um pouco de paciência. Logo, tudo isso acaba. Então, o sargento sentiu uma enorme vontade de eja- cular. Não conseguiu se conter. Esporrou uma quantidade enorme de esperma. Depois, desmaiou imediatamente. Fim da décima segunda parte
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    SEXO DO FUTURO76 SEXODO FUTURO – Parte treze Quando acordou, não havia mais ninguém a molestá-lo. Então, novamente uma voz familiar lhe falou: - Descanse mais um pouco, amor. Trate de recuperar as energias. Reconheceu Eva. Ela estava sentada ao seu lado. Vestia uma daquelas roupas de couro, de quando a conheceu, só que de uma cor diferente: agora era lilás. Seus cabelos estavam do mesmo tom. Ela acariciou seu rosto e o sargento relaxou. Perguntou novamente: - O que houve? Lembro de ter sentido um enjoo tre- mendo, antes de desmaiar. - Normal. O corpo reage assim, quando fazemos uma viagem no tempo. Depois, nos acostumamos. - E cadê o resto do povo?
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    SEXO DO FUTURO77 - A garota está na sala de tratamento intensivo. Mas suas feridas estão quase todas cicatrizadas. O rapaz, assim como você, teve problemas para se adaptar à viagem no tempo. Está ainda desacordado. A coroa que veio com vocês, bem... A taxista invadiu a ampla sala nua. Estava zangada. Quando viu o sargento acordado, reclamou: - Puta que pariu, eu gosto é de homem, caralho! Acor- dei com três donzelas me tarando, querendo foder comigo. Porra. Ainda bem que você acordou. - O que fizeram contigo? - perguntou o negrão. - Me chuparam, me beijaram na boca e até me aplica- ram uma injeção no bumbum. O pior é que a tal injeção me deu um tesão do caralho. Estou aqui subindo pelas paredes. - É um estimulante da libido. Queríamos saber se, esti- mulada, você aceitaria transar conosco... - Disse Eva. - Porra nenhuma, caralho. Repito que só gosto de ma- cho. Adoro uma bilola grossa e enorme, como a desse negrão. Dito isso, a taxista se aproximou de Brizola e engo- liu seu enorme caralho. Ainda estava mole, mas ela saberia como excitá-lo. O negrão, no entanto, se esquivou: - Desculpe, minha linda, mas estou destruído. Fize- ram-me gozar adoidado. Eu não aguentaria transar contigo neste momento. - Ah, não. Você tem que me dar, ao menos, uma chupa- dinha. Estou doida de tesão. - Vem. Uma chupadinha, dá pra dar, sim. - O policial estendeu a mão para a coroa. - E você, nem ouse estragar a minha foda. - Disse ela, apontando para a mulher de cabelos lilás. Realmente, a coroa estava excitadíssima. De sua xana, escorria um líquido abundante, pernas abaixo. Era um néctar adocicado, que o negrão fez questão de lamber, antes de abo- canhar a vulva. No início, a mulher ficou de pé diante dele. Mas depois, resolveu-se a se deitar na enorme cama redonda. Ficou mais fácil para o policial acariciá-la, enquanto lambia
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    SEXO DO FUTURO78 entreas suas pernas. Ela parecia tomar um choque, cada vez que a boca dele lhe tocava a vulva. Imprensou a cara dele contra a xereca, sufocando-o. Ele pediu que ela apenas acei- tasse suas carícias. Ela fechou os olhos e abriu bem as pernas. Ele tremulou a língua em seu pinguelo, levando-a ao delí- rio. Ela mordeu os lençóis da cama, se tremendo de gozo. Ele abriu-lhe a boceta com ambas as mãos e lambeu lá dentro. Ela peidou em seu rosto. Aquilo fez com que ele percebesse que seu pau começava a se animar. O sargento olhou para Eva. Ela também estava com muito tesão estampado no rosto. Piscou-lhe um olho. O ne- grão fez um sinal imperceptível com a cabeça e em seguida puxou a coroa para cima de si. Quando ela tocou em seu ca- cete, percebeu-o duro. Baixou a cabeça entre as pernas do policial. Desse modo, ficou com a bunda empinada e exposta à visão de Eva. Esta não perdeu a oportunidade de lambê-la bem entre as nádegas. Primeiro, a taxista quis empurrá-la de perto de si. Mas estava num cio tão grande que terminou aceitando que a ou- tra lhe acariciasse. Concentrou-se em masturbar o militar, cujo pau estava cada vez mais rijo. Deitou-se sobre ele, ten- tando encaixar sua peia na racha. Conseguiu. Imediatamen- te, sentiu o primeiro orgasmo. Quis prolongar aquela sensa- ção e enfiou-se no cara até o talo. Depois, ficou fazendo os movimentos de cópula, alucinada, gemendo alto e arrastado. O negrão levantou o púbis, querendo uma penetração mais profunda. A taxista estava de bunda empinada. Então, ela sentiu algo lhe chicotear as nádegas. Mas não doeu. Então, algo enorme, em forma de pinguelo, lhe invadiu o ânus. A taxista interrompeu a trepada para olhar para trás de si. Deu um grito medonho quando viu aquela aberração invadindo suas carnes. - Não ligue, minha linda. Concentre-se na foda. Estou quase gozando -, pediu o negrão. Mesmo apavorada, a taxista conseguiu relaxar. Aquele
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    SEXO DO FUTURO79 pinguelo inchou dentro de si, enquanto lhe adentrava cada vez mais profundo. Então, começou a gozar pelo ânus. Apres- sou os movimentos de cópula, se enfiando cada vez mais no cacete grosso do negrão. Começou a urrar de prazer. Agar- rou-se ao amante, tendo orgasmos múltiplos. Brizola, porém, não tinha mais esperma para jorrar. Gozou numa golfada de porra tão pequena que ficou frustrado. A taxista nem per- cebeu seu gozo, adorando aquela aberração enfiada em seu rabo. Fim da décima terceira parte
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    SEXO DO FUTURO80 SEXODO FUTURO - Parte quatorze - Mas, onde caralhos eu estou? - Não se lembra? - quis saber o negrão - Nós fizemos uma viagem ao futuro! - Ah, porra, tu deve estar zonando com minha cara. Fala sério! - Pois estou falando sério. Mas Eva disse que a gente costuma perder a memória quando faz uma viagem no tem- po... - Caralho! E eu vou ficar sem lembrar de nada a vida toda??? Eva, no entanto, estava de volta ao dormitório onde es- tivera antes, transando com o casal. Foi ela quem respondeu a pergunta da taxista: - Não, não, você não vai ficar desmemoriada para sem- pre. Logo estará lembrando de tudo sobre a tua vida. Mas gostaria de convidar ambos para assistirem uma das mais
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    SEXO DO FUTURO81 bonitas imagens dos nossos dias. Eu gosto muito. Venham comigo... Antes de saírem do amplo quarto onde estavam, a mulher do futuro retirou um par de roupas de couro, da cor branca, e entregou a ambos. - Como sabe qual tamanho vestimos? - Ah, essas vestimentas são adaptáveis a qualquer ta- manho. Vistam. Poderiam vir do jeito que estão, ambos nus, mas iriam chamar muito à atenção. O casal vestiu as indumentárias de couro e logo se- guiam Eva por um longo corredor cheio de portas, todas fe- chadas. A taxista perguntou novamente: - Onde estamos? - Aqui é o laboratório de pesquisas, único no Brazil, que agora é escrito com “z”. É um país superdesenvolvido, graças à sua parceria industrial com os States. Aqui são fabri- cados quase todos os produtos vendidos no mercado: de ali- mentos a armas. E quanto a elas, apenas nossos laboratórios têm essa autorização. Depois de caminharem por quase dez minutos sem ver uma única pessoa, avistaram uma sacada iluminada. - Preparem-se para vislumbrar o futuro. Tenho certeza de que ficarão chocados. - Afirmou a mulher. A primeira coisa que passou pela cabeça do sargento Brizola foi o mau pensamento de que a Terra teria sido des- truída. Reflexos dos filmes de ficção científica que ele tanto gostava de assistir. Preparou-se para uma imagem desolado- ra, mas foi totalmente surpreendido pelo que viu. A taxista estava maravilhada. A visão era belíssima. No entanto, todas as construções eram formadas por prédios al- tíssimos, ligados uns aos outros por estradas que passavam por dentro dos edifícios. Milhares de carros pequenos, onde só cabiam duas pessoas, voavam entre os espaços sem estra- das, circundando os espigões que pareciam ultrapassar a al- turas das nuvens branquíssimas. Não havia poluição do ar.
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    SEXO DO FUTURO82 Todasas pessoas vestiam uniformes como aqueles em que estavam metidos, de cores diversas. O céu formava uma abó- bada linda, de tão azulada. As pessoas pareciam felizes. Mas a taxista não conseguiu avistar nenhuma criança. Viu apenas alguns rapazes aparentando pouco mais de quinze anos de idade. Porém, nenhum era bebê. Ficou curiosa. - Cadê o povo infantil? Não existe? - Existe, sim, amiga. Mas as pessoas são criadas em uma espécie de laboratório, depois da inseminação in vitro. Ficam aos cuidados dos técnicos que trabalham em engenharia ge- nética, e só são entregues aos seus pais depois que aprendem a ler, escrever, e e uma série de coisas úteis à sua nova vida. -, respondeu a mulher de cabeleira lilás. - Porra, vocês não fodem, não têm filhos como todo mundo??? - Nossa genética mudou com o tempo. As mulheres não têm mais útero. Coletamos sêmen do macho para gerar novos filhos in vitro. A maioria dos casais preferem ter dois, no máximo. Na verdade, um casal, já que conseguimos saber o sexo do futuro bebê, graças a análises em laboratório dos espermatozóides. - Puta que pariu, ô meu. Isso é vida de corno e rapariga. Prefiro minha época. Brizola não dizia nada, admirado com tanta beleza. Aí, a mulher do futuro alertou-o para o espetáculo que viria a seguir: - Preparem-se. Hoje é noite de Ano Novo. Em poucos minutos, vocês verão uma imagem inesquecível. Não mentia. De repente, a imensa claridade deu lugar a uma escuridão profunda. Então, o céu ficou iluminado por milhões de estrelas e planetas distantes. Apenas uma luz se movia naquele lindo firmamento. Eva disse: - A estrela natalina. Conseguimos capturar uma ima- gem dela através dos tempos, anunciando o nascimento de Jesus. Acho que é o único vestígio religioso que temos, por
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    SEXO DO FUTURO83 causa da sua beleza. Observem agora: Inesperadamente, começou uma queima de fogos. O espetáculo era lindo, porém barulhento. Cada pipoco dos fo- gos de artifícios fazia o peito do sargento tremer. A taxista estava admirada, mas também assustada. Brizola olhou para baixo. Deveriam estar numa altura de mais de duzentos an- dares. Uma explosão de luz aconteceu a pouco metros deles. A taxista se jogou no chão, temendo ser atingida. - Não precisam ter medo. Esses fogos são inofensivos. Apenas apreciem o espetáculo. - Alguém deve gastar uma fortuna com esses fogos. Quanto tempo dura a queima? - Perguntou o negrão. - Dura exatamente doze horas. E, atualmente, não é gasto nem um centavo dos cofres públicos. Tudo isso é virtu- al. Usamos a imensidão do céu para projetar essas imagens, como se fosse um cinema. - Caralho! Isso é maravilhoso. O que o homem quer, o homem consegue. O que mais tem para nos surpreender? - Perguntou o policial. - Não quer continuar assistindo o espetáculo? Eu ado- ro... - Não é muito diferente do que costumamos ver, só que numa dimensão centenas de vezes maior. Mas confesso que já cansei de ver fogos de artifícios. Preferia resolver primeiro o que viemos resolver aqui. - Ah, agora estou lembrada. - Exultou a taxista - Vie- mos foder uns caras que explodiram um shopping, não foi? - Sim, é verdade. Mas, neste momento, tem uma equipe nossa tentando localizar os sujeitos. Então, relaxem e deixem esse trabalho com a gente. Você só precisará matá-los, a to- dos, para poder passar à História, querido. Brizola esteve um tempo pensativo. Depois, perguntou: - Não é crime matar, no futuro? Confesso que não sou muito chegado à mortes. Prefiro resolver as coisas de um jei- to mais pacífico.
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    SEXO DO FUTURO84 -Infelizmente, matar é a única maneira de evitar que eles visitem a tua época. E não. Pra você, que é policial, existe uma permissão para matar. - Como assim? A mulher de cabelos lilazes chamou o casal a se senta- rem em poltronas de formatos futurísticos, que havia perto. Quando se acomodaram, ela explicou: - Deixe eu contar uma longa história, tentando resu- mi-la ao máximo. O crime no mundo chegou a ficar tão sem controle que uma equipe mundial de policiais se reuniu em seminários para achar uma solução. Depois de muita discus- são, foi instituída a pena de morte universal. A ordem era matar quem cometesse crimes graves, já que não teria cadeia suficiente para acomodar tanta gente. Cada país formou seu exército de policiais especiais. O objetivo era acabar com a criminalidade em cada cidade do mundo. A primeira esco- lhida foi Nova Iorque. Policiais escolhidos de todo o mundo rumaram para lá, formando uma espécie de força-tarefa. Fi- zeram uma lista de condenados por crimes hediondos que se encontravam foragidos. À medida em que esses policiais iam achando um criminoso americano procurado, este era eliminado sumariamente. Fazia-se valer a pena de morte uni- versal. - Isso deu certo? - Perguntou o sargento. - Sim, deu certo. Mas o passo principal foi o desarma- mento mundial. Armas foram destruídas em comum acor- do e nenhuma mais poderia ser fabricada em nenhum país do mundo. Deram um prazo para que se entregasse as que possuíssem. Claro que, quem era bandido, se recusou a cum- prir a ordem. Foram caçados, assassinados e suas armas des- truídas. Mesmo assim, os marginais resistiram. Passaram a fabricar, clandestinamente, armas cada vez mais possantes. Foi quando foi criado nosso laboratório de pesquisas. Inven- tamos um artifício que localizava armas em qualquer parte do Globo. Uma espécie de radar mundial. Quando aciona-
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    SEXO DO FUTURO85 do, fazia a arma explodir, principalmente se estivesse tocada por mãos humanas. Criamos um mecanismo que passou a ser usado em todas as armas fabricadas pela gente. Porém, se seu usuário fosse a óbito, a arma se desintegraria logo depois. - Bem bolado. Porém, acho que me lembro de você ter me dito que os policiais se tornaram bandidos... - É verdade. Com o tempo, ninguém mais ousava come- ter crimes passíveis de punição severa. Porém, espancamen- tos e pequenos furtos não eram nem considerados crimes. Acabaram-se as prisões. Os governos não precisavam mais gastar com cárcere. Apenas com unidades de recuperação de infratores. Estes tinham que pagar por suas estadias em unidades recuperadoras. Se não tivessem dinheiro, a família, parentes ou até amigos, pagariam pela alimentação, pelos sa- lários dos profissionais que tratariam desses delinquentes etc. Se o indivíduo se mostrasse irrecuperável, aplicavam nele a pena de morte. - Nossa, que cruel. - Disse a taxista. - Cruel, é verdade. Mas funcionou. O crime grave foi erradicado da face da terra. Por longos e longos anos. Infeliz- mente, voltou com tudo. - Como assim? - Dessa vez quem fez a pergunta foi o negrão. A mulher do futuro fez uma cara triste. Continuou: - Únicos donos de armas no planeta, os policiais co- meçaram a agir como bandidos. Espancavam mulheres, ma- tavam quem quisessem, pois usufruíam do direito de matar. Acharam uma maneira de neutralizar a destruição das armas fabricadas pelos nossos laboratórios e criaram seu próprio rastreador de armas. Não conseguimos mais destruir as ar- mas que fabricamos para eles. Elas agora só se autodestroem quando seus donos perecem. - Entendi. - Disse o sargento, enquanto a taxista estava embasbacada com o que ouvia - Mas como vou poder en- frentá-los sem armas?
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    SEXO DO FUTURO86 Amulher do futuro sorriu. Disse como se tivesse em mãos um grande trunfo: - Reza a lenda que você criou uma arma que não pode ser detectada por eles, e isso os derrotou. Só temos de locali- zar onde se formou aquele grupo que atacou tua época. Isso, o laboratório pode conseguir. O sargento levantou-se e caminhou de volta à varanda. A belíssima queima de fogos de artifícios continuava lá fora. A taxista foi atrás dele. Abraçou-o pelas costas, pegando em seu pau. - Dê um tempo nessa história, amor. Estou com vonta- de de trepar novamente. Ele não respondeu. Parecia absorto. Ela continuou apalpando sua rola por cima das vestes. A mulher do futuro se aproximou de ambos. Apertou uma espécie de botãozi- nho contido um pouco acima da linha da cintura do negrão, perto do umbigo, e o uniforme do cara pareceu se desman- char por completo, deixando-o totalmente nu. O negrão con- tinuou pensativo, sem dar a mínima atenção ao que estava acontecendo. A taxista agachou-se entre suas pernas e abocanhou-lhe a cabeçorra da glande. O cacete permanecia inerte. Enquanto a coroa o acariciava pela frente, a mulher de cabelos lilazes o lambia nas costas. Brizola sentiu um arrepio na espinha, mas não se moveu. Estava, realmente, quase que totalmente tomado por seus pensamentos. Uma pergunta martelava sua mente: que arma iria inventar para poder vencer a guerra que era iminente? Então, sentiu o pau dar sinais de vida. A taxista tam- bém deve ter percebido, pois passou a mamá-lo com mais voracidade. Eva tocou-lhe entre as nádegas, pedindo verbal- mente que ele abrisse mais as pernas. Sentiu-se abraçado por trás. Aí, aquela coisa, novamente, invadiu seu ânus. Quando ele espremeu as nádegas, impedindo a invasão do seu bura- quinho, a mulher tocou um nervo em seu pescoço, deixando
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    SEXO DO FUTURO87 -o paralisado. Quis empurrá-la para longe de si, mas o corpo não atendeu as suas vontades. Eva levou uma das mãos ao seu pau e apertou um nervo entre o ânus e o saco escrotal. O cacete enorme do negrão ficou ereto no mesmo instante. A taxista deu um brado de alegria. Masturbou-o com mais ênfase e ficou esperando uma esporrada na cara. Esta não veio. Levantou-se, pegou no pau do cara e apontou-o para o seu buraquinho, depois de ficar de costas para ele. Pincelou o ânus com a cabeçorra, até se sentir lubrificada. Ela mesma invadiu-se com o caralho do cara. Sentiu o negrão estreme- cer. Em seguida, o membro dele inchou, anunciando o gozo. Ela gritou: - Não, agora não. Deixa eu gozar também. Avisou tarde. Sentiu-se inundada por um jato de porra do negrão, tão intenso que lhe deu a impressão de que ele havia depositado um barril de esperma dentro da sua bunda. Fim da décima quarta parte
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    SEXO DO FUTURO88 SEXODO FUTURO – Parte quinze Adão invadiu o dormitório onde Brizola e a taxista des- cansavam, depois de mais uma sessão de sexo. Eva havia sido chamada por um dos técnicos e estava ausente. O jovem negro veio abraçado com a sobrinha da taxista, que estava dormindo. Disse: - Bom dia, sargento. Mandaram-me te dizer que já lo- calizaram onde os soldados que atacaram teu tempo se reú- nem para traçar planos. É bom se apressar, se quiser voltar para a tua época. Há sinais de que a fenda temporal está se desfazendo. - Caralho. Mas acho que tive uma ideia que acredito dar certo. Eles estão reunidos em alguma sala ampla, sem di- visórias, como as daqui? - Exato. Nossas construções são formadas, normal- mente, de um só ambiente. Por quê? - Veneno. A mesma ideia que tive lá no shopping.
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    SEXO DO FUTURO89 Como este laboratório produz armas, deve produzir algum gás que mate ou desacorde o grupo, todos de uma vez. - Bem pensado – disse o rapaz, após raciocinar um pouco. Vou chamar Eva. Ela se encarregará de produzir o tal gás. Pouco depois, a mulher entrava nas dependências do dormitório. Seus cabelos voltaram a estar totalmente brancos. A notícia que trouxe, no entanto, não agradou a ninguém: - Há décadas que abominamos qualquer coisa que ve- nha prejudicar a saúde humana. Tudo que é tóxico, inclusive qualquer tipo de droga, foi abolido dos costumes da huma- nidade. Claro que poderíamos produzir uma quantidade que desse para satisfazer teu objetivo. No entanto, toda constru- ção tem um dispositivo que bloqueia qualquer tipo de gás nocivo à saúde. Até a fumaça de um simples cigarro. Terá que pensar em outra coisa, infelizmente. O negrão impacientou-se. Teria que ter outra ideia, ur- gente, se não quisesse ficar preso àquele tempo. Insistiu: - Não existe algum tipo de veneno, que eu possa inocu- lar nos nossos inimigos? A mulher esteve um tempo pensativa. Depois, falou: - Sim, acho que o laboratório deve ter algum animal peçonhento em cativeiro, com o objetivo de preservar a es- pécie para estudos. Há anos que foi erradicado da face da terra quaisquer bicho que pudesse fazer mal ao ser humano, preservando apenas alguns como amostras. Com isso, eco- nomizamos em tratamentos de saúde. Salvo engano, há uma divisão de pesquisas com répteis e insetos venenosos, mas é tudo mantido em sigilo. - Temos uma ótima desculpa: salvar a humanidade. – Disse o negrão -, não acredito que irão me negar a produzir esse veneno. - Vou falar com minhas superioras e ver o que podem fazer. Está pensando em algum veneno específico?
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    SEXO DO FUTURO90 -O mais letal que tiverem. Mais de uma hora depois, entraram três mulheres no quarto. O casal já estava recomposto das vestes e esperavam numa confortável poltrona de design futurista. A que parecia mais idosa e líder das outras falou: - Sim, andamos fazendo pesquisas com misturas de venenos e criamos um muito poderoso. Mas é um segredo guardado a sete chaves. Se a polícia descobrir, seremos fatal- mente executadas. - Por mim, não saberão. – Afirmou o negrão. - Mesmo assim, ainda há o problema de inocular tal veneno em mais de cem soldados. Como pretende fazer isso? - Estive pensando. Vocês conhecem um peixe chamado baiacu? - Está extinto. Seria muito arriscado mantermos um aquário para pesquisas. Logo seria descoberto. - Imaginei. Então, acho que tenho uma ideia. Mas vo- cês teriam que fabricar uma geringonça para um determina- do fim. - No que está pensando? – Perguntou a líder. Pouco depois, o sargento Brizola terminava de explicar seu plano. Estavam todos sorridentes e esperançosos. Podia dar certo. Ao fim da explanação, o negrão disse: - Vocês só terão que chegar a tempo de me aplicar o antídoto, que deve estar pronto assim que me entregarem a geringonça. - Não se preocupe. Produziremos o antídoto ao mes- mo tempo que construímos o artefato necessário. Mas ain- da temos um problema: quem o levará até onde se esconde o grupo? Eles têm um scanner que denuncia a presença de qualquer membro estranho ao prédio. Principalmente se per- tencer a este laboratório, pois somos fichados. Só consegui- mos saber o paradeiro deles usando espiões desconhecidos,
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    SEXO DO FUTURO91 com implante de camuflagem eletrônica. Mas esse pessoal é muito caro e, infelizmente, não temos mais verba para pagar seus serviços. - Poderiam me emprestar um de seus veículos? Sim, mas eles são registrados. Num instante, eles inter- ceptariam quem estivesse dirigindo. - Então, teremos que roubar um que não seja suspeito. – Afirmou o negrão. - E quem dirigiria? – Quis saber a velha senhora – Você não tem intimidade com a tecnologia do nosso tempo. - Eu gostaria de tentar – falou por fim a taxista, que até então apenas ouvia com atenção o que era dito. A sobrinha, no entanto, mostrou-se preocupada: - Não, tia, um erro e vocês serão descobertos. É muito perigoso. - Se eu não gostasse de perigo, não teria a profissão que tenho. E o meu negrão é policial, decerto saberá livrar meu cu da reta, se por acaso formos surpreendidos. Estamos con- versados. Eu quero esta missão e garanto que vou cumpri-la à risca. - Então, tem algumas coisas que vocês precisam saber. – Disse a moça de cabelos branquíssimos. Venham comigo. Dou a reunião por encerrada, com a autorização da minha superiora, claro. As mulheres foram embora sem responder, mas não estavam zangadas. Era a maneira de agirem, sem dar nenhu- ma satisfação dos seus atos. O casal foi passear no extenso corredor com a mulher do futuro e o rapaz deitou-se na cama com a mocinha. - E então, estamos em paz? – Perguntou ele. - Claro que sim, meu anjo. A princípio, confesso que me aterrorizei com o formato diferente do teu sexo. Mas você faz um amor tão gostoso que me dá vontade de estar trepan- do contigo o tempo todo. - Está excitada agora?
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    SEXO DO FUTURO92 -Sim, estou sim. Mas quero que você repita o que fez comigo da última vez... Ele beijou-a na boca, depois foi descendo sua boca pelo corpo dela. Mamou-lhe os seios, lambeu os biquinhos duros dos peitos, até abocanhar a vulva dela. Ela serpenteava o cor- po, no cio, antegozando seu próximo movimento. Pedia: - Aiiii, faz. Faz de novo. Eu me derreti de gozo da últi- ma vez... Então, ele abriu muito a boca. E dela, saiu uma carnosi- dade deformada, como se seu intestino estivesse se evadindo pela goela. Ela gemeu com aquele toque em seu pinguelo. Ele apontou aquela deformidade para a vagina dela e adentrou-a num movimento rápido. Ela deu um gemido mais alto e de- morado. Ele sugou a entrada do útero dela com aquela massa disforme e a garota revirou os olhinhos. Estava começando a gozar. Então, um enorme talo de ponta fina invadiu o útero dela e se alojou ali, serpenteando por dentro. Ela delirou de prazer, num orgasmo estranho provocado por aquela inva- são. Quis gritar, mas algo parecendo um polvo vivo invadiu-a por trás. Pouco depois, aquela coisa monstruosa depositava uma enorme quantidade de uma gosma esbranquiçada den- tro de si. Ela teve o maior orgasmo de sua vida. Fim da décima quinta parte
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    SEXO DO FUTURO93 SEXO DO FUTURO – Parte dezesseis Eva caminhou em silêncio com o casal, pelo amplo corre- dor do laboratório, até se decidir a falar: - Vocês devem chegar ao local onde se reúnem os sol- dados de manhã bem cedo. Terão que dominar o vigilante que toma conta do lugar. Isso tem que ser feito rápido, antes que ele dê o alarme de invasão. - Não encontraremos mais ninguém no tal prédio? – Perguntou o negrão. - Não. É proibido a permanência de funcionários antes e depois do expediente. A hora-extra foi abolida dos contra- tos trabalhistas há quase um século. Quem quiser fazer seus trabalhos autônomos, tem que pagar à companhia pelo uso da energia e equipamentos da empresa. - Nossa. Espero que essa lei não demore a ser aplicada no meu tempo: costumamos nos matar de trabalhar só para ter uns trocados a mais no fim do mês.
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    SEXO DO FUTURO94 -Vamos precisar matar o vigia? – Perguntou a taxista. - Não é preciso. Basta nocauteá-lo e escondê-lo em al- gum lugar fora das vistas dos soldados. E esperar escondido até que estejam todos reunidos. E torcer para que o seu arte- fato dê certo. - Eu não tenho dúvidas. Só preciso me aproveitar do elemento surpresa. - Muito bem. Tem um veículo à disposição da tua ami- ga taxista. Ela deve treinar bastante para dirigi-lo sem pro- blemas. Na verdade, basta não abalroar outros veículos. Isso traria a Polícia até vocês. Podemos traçar um plano de voo ida e volta até o esconderijo dos soldados, mas você deve sa- ber manobrar bem a nave, caso sejam descobertos antes do tempo. Então, teriam que desligar o plano de voo, para não ser seguidos pelo radar deles. - Deixa comigo. O ideal é que tivessem alguém para me dar umas aulas. - Bem pensado –, afirmou a mulher do futuro – conse- guirei alguém para isso o quanto antes. Pouco depois, uma técnica do laboratório se dispunha a dar umas aulas de direção à taxista. O veículo era pequeno, apenas com dois lugares. Tinha três rodas: uma na frente e duas atrás. Era todo acolchoado para prevenir que motorista e passageiro se machucasse, caso houvesse impacto. A dire- ção parecia muito com as de um pequeno avião da era do casal. Enquanto a taxista tinha suas aulas, Eva falou baixinho para o negrão: - Estou novamente excitada. Gostaria muito de fazer amor contigo. Ele pareceu não apreciar as palavras dela. Mesmo quando ela apalpou seu cacete. - Estou muito tenso com tudo isso, minha bela. Eu não conseguiria ter uma ereção satisfatória. Te deixaria frustra- da... - Se é por isso, posso te aplicar um estimulante sexual.
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    SEXO DO FUTURO95 Isso te faria recuperar as forças. - Se vocês perderam o interesse por sexo, como ainda precisam do estimulante? - Só o homem precisa dele. Principalmente quando pretendem ter filhos. Coletamos seu esperma e criamos vá- rios clones. O mais perfeito vai viver com o casal, hétero ou homo. - E os não tão perfeitos? – Quis saber o negrão. - Estes são mantidos em laboratório, para o caso de a matriz ser avariada nalgum acidente. Implante de membros e órgãos, entende? - Porra, isso é cruel. Os pobres clones têm uma vida, como qualquer ser humano. Não importa se foram criados em laboratórios... - Talvez, mas essa história de clones, nesta época, é per- feitamente legal. – Respondeu a mulher. - Ok. Cadê o estimulante sexual? - Jura que quer fazer sexo comigo? – Espantou-se a mu- lher, que já havia perdido a esperança de mais uma trepada. Estava sorridente. Mexeu em um dos bolsos do seu uniforme negro e tirou de lá uma seringa. - Já vim preparada – sorriu ela, misturando agilmente o líquido para injetar no bumbum do sargento. - Muito bem. Mas advirto que não vou tolerar você me invadindo o cu. Não gosto de ser penetrado. – Falou em tom grave o negrão. Ela ficou triste. Rebateu: - Está bem, amor. Mas deixa eu te dizer uma coisa: Quando eu te invado é coletando teu DNA. Já disse que que- ro engravidar de você. - Não importa. Não gosto de ser estuprado. E não sinto nenhum prazer em ter meu cu deflorado. - Você não está sendo sincero. Todas as vezes que te invadi, você ejaculou uma enorme quantidade de porra. No entanto, é muito machão e isso te impede de gozar mais in-
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    SEXO DO FUTURO96 tensamente. -Que seja. Mas não quero que me invada as entranhas. Ou não teremos... Não completou a frase. Ela aplicou-lhe um líquido na bunda, através da seringa, e ele quase que imediatamente fi- cou de pau duro. Ela levou-o para um outro cômodo do la- boratório. Era decorado de maneira bem feminina, apesar de ter poucos móveis. Eva explicou: - Aqui é o meu dormitório e minha casa. Desde pe- quena fui criada neste cubículo. Não sei quem são meus pais. Acho que sou um daqueles clones que não deram certo. Mas me requisitaram para missões de alto risco, pois sei tudo de artes marciais. O negrão não prestava atenção ao que ela dizia. Mama- va-lhe os seios, causando nela um arrepio de prazer. Ela quis devolver-lhe a carícia, mas ele foi incisivo: - Não, agora eu quero te dar prazer. Quero saber em quais partes do corpo tu gostas mais de ser estimulada. - Oh, eu agradeço, amor. Nem eu mesma conheço meu corpo. Ele começou lambendo a estranha xoxota dela. Arro- deou a língua por todo o sexo e depois tentou introduzi-la naquilo que parecia mais um ânus do que uma vulva. Ela abriu mais as pernas, adorando as carícias. Depois ele subiu com a boca e lambeu-a da cabeça aos pés. Palpava-lhes os seios, enquanto corria a mão por todas as partes do seu cor- po, demorando-se nas regiões onde havia mais sensibilidade da pele. Ela revirou os olhos de prazer. O pinguelo saiu de dentro da vagina deformada dela e começou a chicotear o abdome do negrão. Ele pegou aquela lingueta com dois de- dos e, sem pressa, masturbou-a. Ela deu um gritinho e seu corpo tremeu-se todo. O estranho falo aumentou de exten- são e grossura, enquanto ele continuava massageando-o com cuidado para não a machucar. Então, da goela da mulher saiu aquela carnosidade já conhecida dele. Ele arriscou-se a bei-
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    SEXO DO FUTURO97 jar aquilo e seu odor era suave e seu gosto adocicado. O falo ficou tão inchado que ele podia comparar à grossura do seu próprio cacete. Ele passou a massagear o estranho pingue- lo ao mesmo tempo em que masturbava a carnosidade saída da boca dela. Ela deu um urro demorado. Então, começou a ter convulsões. De repente, lançou uma enorme quantidade de um líquido amarelado pela boca. Fazia enorme esforço, como se estivesse vomitando. Mas ele não parou. Continuou masturbando-a em cima e embaixo. Ela abriu desmesurada- mente os olhos e, numa agonia danada, pediu que ele parasse. E desta vez foi ela quem desmaiou em pleno ato sexual. Fim da décima sexta parte
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    SEXO DO FUTURO98 SEXODO FUTURO – Parte dezessete - Não, eu nunca a vi desmaiar fazendo sexo. Esta é a primeira vez. A coroa de uniforme branco, todo de couro, auscultou a mulher que Brizola chamava de Eva com um estranho apa- relho que parecia mais um relógio. Havia colocado o objeto no pulso da mulher de cabelos brancos e ele media os bati- mentos cardíacos dela. Estava preocupada. Aquela situação também era nova para ela. Preferiu dizer: - É melhor que tenhamos paciência e deixemos que ela acorde. Se disser os sintomas, saberei o mal que a acomete. Deixemo-la descansar. Saiamos daqui. - Não tem nem ideia do que tenha acontecido a ela? – Perguntou o negrão. - Confesso que não. Pelo que você disse, parece um ata- que de epilepsia. Mas essa doença está banida, há tempos, da face da terra. Choques dirigidos a determinados órgãos do
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    SEXO DO FUTURO99 paciente inibe os sintomas. – Falou a coroa enquanto andava pelo corredor, ao lado do policial. Depois de estar calada por um momento, a médica pa- receu ter criado coragem para perguntar: - É verdade que vocês estão transando? - Sim. Por quê? - Curiosidade. Eu nunca pratiquei sexo. Gostaria de sa- ber como é... - Apesar de ter tomado uma injeção estimulante, não gozei ainda. O desmaio de Eva me cortou o barato. Confesso que ainda estou excitado. Não quer me aliviar? - Cortou teu barato? Aliviar? Não sei que vocabulário sexual é esse. Pode me explicar? - Voltemos ao dormitório onde estive instalado. Lá, te darei uma demonstração. Pouco tempo depois, a médica estava nua diante do po- licial. Apesar de aparentar bem mais idade que Eva, a mulher não tinha uma única ruga nem estria no corpo. Possuía uma silhueta esbelta, como uma mocinha de uns vinte anos. O policial se despiu também, deixando à mostra seu enorme cacete. A bela senhora estava espantada com o tamanho e a grossura do bicho. Perguntou: - Ele engrossa e cresce mais que isso, como o órgão masculino que conhecemos? - Não, senhora. Está em seu tamanho máximo. - Posso provar-lhe o sabor? - Esteja à vontade. Só não gosto de ser penetrado. - Não sei do que fala. Como disse, não sei nada sobre sexo, apenas algumas coisas mais didáticas. – Disse ela, se agachando perante o negrão. A médica, primeiro, lambeu a glande e aprovou o gos- to. Passou a masturbar vagarosamente o macho, mamando seu cacete de vez em quando. Brizola acariciou seus seios e ela logo ficou excitada. Percebeu o líquido viscoso que saia da pica do negrão. Tremulou a língua em seu furinho, enquanto
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    SEXO DO FUTURO100 omasturbava com mais vigor. Ele segurou sua cabeça com as duas mãos, adorando a chupada. Então, ela botou da boca pra fora aquela carnosidade disforme que ele tanto conhe- cia. Adivinhou que ela estava para gozar. A mulher revirou os olhos e começou a gemer alto. A deformidade cresceu e en- goliu todo o falo do negrão. Criou um êmbolo e ficou sugan- do o pouco líquido que ele deixava escapar através da glande. Em pé, perante ela, o sargento passou a masturbar aquele falo que lhe abocanhava o caralho. Então, veio-lhe a vontade de ejacular. Avisou-a. Ela sugou com mais eficácia e ele sentiu que não iria conseguir prender o gozo. Antes de esporrar, olhou para a coroa. Ela tinha os olhos vidrados e o pingue- lo chicoteava os joelhos dele. Com uma das mãos, Brizola agarrou aquele enorme pinguelo e masturbou-o, enquanto também friccionava o falo que saia da boca da mulher. Ela deu um grito terrível, como se estivesse sentindo uma dor atroz. Mas, quando ele fez menção de parar, ela implorou que ele continuasse. Então o negrão ejaculou na goela dela. Uma quantidade de porra tão grande como nunca vira antes. A bolsa disforme que saía da goela da coroa inchou, como se não quisesse derramar nem um pingo de porra. Ele sentiu as pernas fraquejarem, mas lutou para não desmaiar. Apertou o “pênis” dela e sentiu que seu corpo todo estremecia. Ela lar- gou seu cacete e jogou o corpo para trás, ficando deitada de costas no chão liso, com a esquisita carnosidade que lhe saia da boca inflada, como um balão de festas. Mas a deformidade foi murchando, até se recolher para dentro da goela dela. Então, os olhos da mulher voltaram ao normal. Ela fi- cou imóvel, como se estivesse pensativa. Depois, começou a chorar. Dizia, em prantos: - Eu nunca pensei que fosse tão bom. E não queria fa- lecer antes de conhecer o sexo com um homem. Muito obri- gada. Fim da décima sétima parte
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    SEXO DO FUTURO101 SEXO DO FUTURO - Penúltima Parte - Eva acordou. A doutora chefe quer que vocês venham até o dormitório dela - Disse uma morena de uniforme verde claro que havia invadido o quarto onde a médica e o policial negro estiveram transando. Pediu desculpas por não ter bati- do à porta, mas era necessário urgência. A mulher de cabelos descoloridos voltara a vomitar o líquido gosmento, só que desta vez ele estava esverdeado. O casal vestiu-se apressado e, pouco depois, estavam com a mulher de cabelos branquís- simos. - O que você está sentindo? - Perguntou a médica. Eva levou uns minutos para poder responder. Continu- ava vomitando muito. - Um mal estar terrível. Parece que vou botar todos os meus órgãos internos para fora. E estou zonza. A coroa colocou uma espécie de medidor de pressão no pulso dela, mais parecendo um relógio digital de pulseira
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    SEXO DO FUTURO102 metálicaestreita. Ao cabo de alguns minutos, diagnosticou: - Parece impossível, mas você está com todos os sinto- mas de gravidez. Estou pasma. - Falou a médica. Todos na sala estavam. Além da doutora, da enfermei- ra e do negrão, havia mais três cientistas no dormitório. To- dos receberam a afirmativa com surpresa, mas logo estavam contentes. Pela primeira vez em mais de um século, podiam acompanhar a gestação de uma criança que não foi gerada in vitro. Para o sargento Brizola, era o filho que ele sempre quis ter. Estava feliz. - Depressa, levem-na para a sala de estudos científicos. Não quero perder um segundo sequer para fazer os testes ne- cessários! - Disse a doutora. Mas Eva foi incisiva. Não queria servir de cobaia para as cientistas. Também temia perder o bebê. E todos os argu- mentos da técnica se perderam na teimosia da mulher de ca- belos brancos. Foi preciso a intervenção do sargento Brizola para dar fim à discussão: - O filho é nosso. Também não admito que corra ris- cos com os testes de vocês. Estão proibidas de usar Eva ou a criança como cobaia. - Não podemos fazer nada, sem a autorização dos pais. É a Lei, não? - Argumentou uma das enfermeiras. A médica concordou com um aceno de cabeça. Mas estava pesarosa por não poder investigar como havia conseguido se gerar aquele bebê. Mesmo assim, pediu que a mãe fosse transportada para o laboratório de pesquisas. Teriam que interromper aquelas crises de vômitos e ali naquele dormitório não havia os ins- trumentos necessários. - Quer que eu vá com você, linda? - Não, amor, você só atrapalharia. Não se preocupe: se a doutora disse que desistiu de me fazer de cobaia, podemos confiar nela. Como eu já disse, não mentimos. - Sim, ela deu sua palavra. Mas eu sei lá se outras a res- peitarão? - duvidou o negrão.
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    SEXO DO FUTURO103 - Ela daria a vida para me defender. Não me acontecerá nada de ruim. Eva dizia isso já transportada às pressas em uma pran- cha metálica que flutuava no ar, manipulada por controle remoto por enfermeiras. Adão apareceu afobado, acompa- nhado da sobrinha da taxista. Perguntou o que estava acon- tecendo. Num instante, Brizola o pôs ao par da situação. O jovem tranquilizou o policial. Afirmou que tinha certeza de que tudo correria bem. Só não podia dizer por que tinha tan- ta certeza. Pediu que o negrão fosse descansar, pois no outro dia sairiam logo cedo: ele, a taxista e o policial. Mesmo aper- reado, o sargento voltou para o seu quarto. Trancou-se lá. Não queria ser importunado por nenhuma mulher carente de sexo. E logo dormiu. Acordou de pau duríssimo. Atribuiu a ereção ao efeito da injeção que lhe fora aplicada no bumbum. Estava doido para transar. O caralho até doía, de tão excitado. Havia dor- mido vestindo apenas uma espécie de bermuda de um tecido parecendo náilon. Retirou-a e levou a mão ao sexo. Começou uma punheta, mas estava meio sem graça. Não costumava se masturbar, mesmo quando estava carente. Viu um aparelho ao lado da cama parecido com um celular. Estudou-o, até se resolver a apertar a tecla “visual contact”. Uma imagem apa- receu na pequena tela: - Pois não, senhor? - Era uma moça belíssima, parecen- do uma dessas modelos de cinema. - Eu quero falar com a médica responsável por este la- boratório. Que tecla devo pressionar? Rapidamente, a imagem da médica que dormira com ele e agora cuidava de Eva apareceu na telinha. - Bom dia, dormiu bem? - Sim, obrigado. Mas acordei com uma imensa vontade de fornicar. Quanto tempo irá durar o efeito da injeção que me aplicou?
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    SEXO DO FUTURO104 Elasorriu maravilhosamente. Perguntou se ele queria que ela fosse ao quarto. Ele declinou da ideia. Alegou querer estar em forma, para cumprir sua missão. Ela insistiu. Afir- mou que a única forma de passar o efeito do estimulante se- xual era ele fazer sexo até se fartar. Só então ela poderia lhe inocular um revigorante. Estaria em forma em pouco tempo. Pouco depois, a médica entrava no dormitório onde o sargento estava. Vinha com uma caixinha metálica na mão. O sargento perguntou: - Desta vez não vai me aplicar uma injeção? - Não, meu anjo. O revigorante é uma pílula, que deve ser ingerida após eu te aliviar desse tesão. - E como pretende fazer isso? Ela sorriu. Despiu-se, mostrando um corpo ainda in- vejável para a idade que ele julgava que tivesse. Manuseou o cacete do negrão, começando uma suave punheta. - Descobri que serei capaz de fazê-lo gozar apenas ma- nipulando teu órgão reprodutivo. Só relaxe, meu anjo. Vou aliviar tua vontade de copular. O negrão reclamou que a pica doía terrivelmente, como se ele estivesse com priaprismo. Ela, então, pressionou um nervo que ficava entre os testículos e o ânus. Imediatamente, ele sentiu o corpo todo dormente. Tentou se mover para ver o que ela lhe fazia e a médica lhe pressionou outro nervo, desta feita no pescoço. Brizola ficou imobilizado. Temeu ter o cu molestado, mas já não conseguia nem falar. Mas não teve pelo que temer. A médica iniciou uma bronha suave e ele logo sentiu aflorar a vontade de gozar. Per- cebendo o pênis inchar, ela suavizou mais ainda o movimen- to do punho. Mas colocou a boca na chapeleta, fazendo com que o negrão não aguentasse prender o orgasmo. Ele espor- rou com gosto na boca dela, que saboreou a porra. O pau do cara, porém, não murchou, e ela continuou a masturbação e a felação. Nova gozada. Uma gozada curta, mas poderosa. Ela continuou seu trabalho, já que o negrão permanecia ex-
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    SEXO DO FUTURO105 citado. Só três gozadas depois é que o pau murchou, quando o policial já não aguentava mais o toque da boca dela em sua glande sensível. A cabeça rodou e ele achou que ia desmaiar. Ela, imediatamente, colocou uma pequena cápsula em sua boca. Pediu que ele chupasse sem mastigar. Aos poucos, o ne- grão sentiu-se em forma de novo, como se a pílula contivesse um enorme complexo de vitaminas. Então ela foi embora, deixando-o de novo sozinho. Uma voz ecoou no interfone. Era Adão dizendo que estava na hora de ir ao encontro dos soldados. Brizola abriu a porta, mas disse que precisaria tomar um banho, antes. Quando a taxista chegou, ele já estava de saída do banheiro. Não havia água para o banho. Assim que ele ligou o chuvei- ro, uma fumaça densa tomou todo o cubículo. Compreendeu que essa era a maneira que o povo do futuro se banhava. O vapor tinha cheiro de remédio. Decerto desinfetava seu cor- po. Só depois a fumaça adquiriu um forte e enjoado odor de perfume francês. O negrão desligou o “chuveiro”. Percebeu sua pele perfeitamente hidratada, como se tivesse tomado uma demorada ducha. Saiu do box se sentindo revigorado. - Podemos ir? - Perguntou a taxista, quando ele termi- nou de vestir um uniforme futurista. - Sim, podemos. Mas, se não me engano, o carro só dá para dois... - É verdade. Mas eu irei no porta bagagens, que é bem amplo. Estarei levando o antídoto do veneno para aplicar em você assim que estiverem todos os soldados reunidos. - E como você saberá o momento? - Quis saber o ne- grão. - Você vai engolir esta cápsula. Ela serve de rastreador e também transmitirá som para um aparelho que levarei co- migo. Tudo que for dito, eu estarei na escuta. - Ah, bom. Trouxe a gerigonça que eu pedi? - Já está no carro - Afirmou a taxista - Eu te deixo lá
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    SEXO DO FUTURO106 edepois fico circulando com o rapaz até você cumprir tua missão. - Então, vamo-nos embora. A taxista dirigia a pequena nave muito bem. Em me- nos de meia hora, chegavam na base de um espigão de mais de cento e cinquenta andares. O elevador ficava de lado de fora da construção. Brizola saltou do pequeno veículo com uma caixa em forma de cubo, mas mãos, e apertou o botão de chamada do elevador. Pouco depois, um vigilante des- confiado abria a porta para perguntar o que o negrão queria. Não chegou a terminar a frase. Levou um tremendo murro no nariz que o fez cair desacordado. Imediatamente, Brizola depositou a o cubo num canto qualquer do elevador e deitou o vigia no chão. Disse: - Estou dentro. Tenho que ir para qual andar? Uma voz que parecia vir do seu estômago respondeu: - Quinquasésimo segundo andar. É uma sala ampla, com uma mesa de vidro enorme no centro. As estantes es- condem armas poderosíssimas, caso você precise se defen- der. Mas apresse-se, pois logo estarão chegando os primeiros soldados. O sargento subiu até o andar indicado, com o cubo em mãos. Não encontrou ninguém nas dependências do imenso prédio. Tirou o ascensorista de dentro do elevador e procu- rou um local para escondê-lo. Naquele andar, as salas esta- vam todas fechadas. Desceu com o cara nos ombros uns dois andares e encontrou uma espécie de armário de limpeza que dava para escondê-lo. Por via das dúvidas, deu um segundo murro no sujeito, dessa vez na ponta do queixo, para evitar que ele acordasse antes do tempo. Retirou-lhe toda a roupa e trocou pela que estava vestindo. Depois, voltou para a sala onde deveria encontrar os soldados, vestido com o uniforme do cara. Estava fechada. Disse em voz alta: - A sala do objetivo está fechada. Como vou fazer para
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    SEXO DO FUTURO107 entrar? - Deixa comigo. Aguarde um pouco - ouviu novamente a voz de Adão. Pouco depois, soou um barulho seco e notou que a porta havia sido aberta. Perguntou: - Como conseguiu? Já posso entrar. - Estou de posse de um mapa de sistemas. Posso abrir qualquer porta ou armário que quiser. - Disse o rapaz. - Pre- cisa de mais alguma coisa? O sargento não respondeu. Entrou na sala e depositou o cubo bem no centro da mesa. Retirou a proteção que pare- cia feita de isopor e descobriu uma esfera metálica cheia de pequenos furos. Jogou a caixa pela janela, e essa caiu flutuan- do, se afastando do prédio. Perguntou: - Pronto. Como armo a geringonça? - Quer armar agora? Não é melhor esperar os soldados chegarem? - Não. Se ela for armada depois, pode deixá-los em aler- ta e dar tempo de se defenderem. Tem que estar logo pronta para funcionar. - Okey. - E um novo ruído metálico foi ouvido. Em se- guida, mais de trezentas agulhas saíram pelos pequenos bu- racos, deixando a esfera com aspecto parecido com um ouri- ço feito de aço. Brizola sorriu: - Eis meu baiacu. Espero que funcione. - Baiacu? Que danado é isso? - Ouviu a voz do jovem saída do seu estômago. - O baiacu é um peixe de água doce da minha época. Infla-se e lança espinhos venenosos pra todo lado. - Ah, entendi - riu o rapaz - Por isso misturaram vene- nos de vários animais peçonhentos e pincelaram as agulhas, uma a uma. Uma mistura letal para quem for atingido. Terei que ser rápido em te aplicar o antídoto. - Estou contando com isso. Quiseram me aplicar o rea- gente antes mas, se algo desse errado, poderia passar do tem-
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    SEXO DO FUTURO108 poe eu me lascar. Portanto, dependo de você. - Tranquilo. Atenção: um veículo se aproxima da entra- da. Chegou a hora da ação. Brizola correu para o elevador. Sabia que iriam precisar dele para chegar à sala. Chegou à porta em tempo de ouvir o primeiro chamado. Entrou no cubículo e dirigiu-se ao térreo. Enquanto descia, admirou a paisagem de arranha-céus. Cinco homens esperavam o elevador, no térreo. O mi- litar que havia destruído parte do shopping estava á frente do grupo. Estranhou quando viu o sargento. Perguntou: - Cadê o vigia? E quem é você? - Ele não pôde vir trabalhar. Enviaram-me em seu lu- gar - Disse o negrão, que não esperava por essa pergunta. - E meu nome é Brizola. O militar olhou demoradamente para ele. Depois, ines- peradamente, deu um potente murro no estômago do negrão. O sargento dobrou as pernas e apagou. O homem vestido de preto, com algumas insígnias militares, ordenou: - Algemem o cara e traga-o pra cima. Não sei como conseguiu burlar os sistemas de segurança e ingressar no pré- dio. Deve ser um maldito espião. Quando recobrou os sentidos, já havia muitos soldados naquela sala. Estavam todos curiosos, olhando para o estra- nho artefato encima da mesa. Quando percebeu que ele esta- va acordado o líder perguntou: - Repito: quem é você? E não adianta querer negar que invadiu o complexo. Vimos as imagens de você nocauteando o vigia e já o localizamos onde você o deixou desacordado. Ele está doido para ir à forra dos murros que levou. O vigia olhava para ele com cara de mau. Primeiro, massageou o estômago. Depois preparou os punhos. Era cla- ro que iriam torturá-lo. - Pagaram-me para trazer esta geringonça que está em cima da mesa. Mas eu não deveria entregar para ninguém
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    SEXO DO FUTURO109 que não fosse o líder de vocês. - Mentiu o sargento. - Geringonça? - estranhou o militar - que linguajar é esse? E que máquina primitiva é essa que nos trouxe? - É uma arma poderosa, de última geração. Mata mais de cem com um único disparo. Os homens se entreolharam. Um deles, que parecia técnico em armamentos, aproximou-se da esfera. Afirmou: - Eu nunca vi nada igual, senhor coronel. Mas seu po- der não deve ser letal. Essas pequenas agulhas não consegui- riam matar ninguém. - É aí que você se engana. Essa é uma ama do futuro -, mentiu novamente o sargento - e foi criada por alguém do próximo século, que viajou no tempo para esta época. O coronel fechou a cara. Acenou com a cabeça e o as- censorista deu um tremendo murro no rosto do negrão. De- pois, o militar perguntou: - Você é cientista? O que sabe da fenda temporal? - Sei pouco. Apenas que vocês pretendem voltar anos ao passado, para dominar a terra daquela época. Isso foi só o que meu empregador disse. Além de que essa arma facilitaria muito a vida de vocês. - Falou o negrão, gemendo de dor. Novamente, os homens trocaram um olhar entre si. Brizola recebeu outro murro poderoso, dessa vez no estôma- go. O coronel quis saber: - Quem é teu empregador? E demonstre como usar essa arma. Se nos convencer, te damos a liberdade. Era o que o negrão queria ouvir. Teria o maior prazer em fazer a demonstração que eles tanto queriam. No entanto, perguntou: - Respondo a pergunta e faço uma demonstração com a arma, se me disserem como descobriram que eu era um espião. - Isso é fácil. Você pronunciou teu nome. Aqui, todos atendemos pelo número de registro. O negrão estava arrependido da merda que havia dito.
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    SEXO DO FUTURO110 Nãose lembrou que, no futuro, não usavam nomes. A mu- lher de cabelos brancos havia dito isso, mas ele não prestou a devida atenção. - Muito bem. Preciso das mãos livres para poder mos- trar como funciona a arma... - Não. Você diz como fazer e nós testamos. E lembre- se: disso depende tua vida! - Ameaçou o coronel. - É justo. - Concordou o negrão - Só preciso de um alvo. Onde quer que eu atire? Foram interrompidos pela entrada de um soldado tra- zendo uma mulher que se esperneava, demostrando muito bem que era feita prisioneira. Brizola reconheceu a taxista. - Encontrei-a subindo pelo elevador. Parece que sabe bem o que procura, pois veio direto para esta sala, senhor! - O que aconteceu, bela? - Perguntou o sargento, antes que alguém a inquerisse. - Perdemos o contato contigo. Aí, vim ver se precisava de ajuda. - Quem é ela? - Perguntou o coronel. - É minha parceira. Trabalhamos juntos - Disse o ne- grão, para espanto da taxista. Depois, voltando-se para a mulher, falou: - O trato era que você me esperasse lá fora. Não devia ter entrado. - Já disse. Algo aconteceu, que perdemos o contato contigo. O negrão compreendeu a situação: os murros que re- cebera no estômago havia interferido na comunicação com Adão. O jovem ficou sem saber quando disparar o artefato. Agora, o microfone devia estar implantado no estômago dela. Era uma boa jogada. No entanto, sem aviso, o coronel sacou uma arma minúscula e atirou na mulher. Ela pareceu ter levado uma grande descarga elétrica e depois desmoro- nou no chão. - PORRA! POR QUE FÊZ ISSO?
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    SEXO DO FUTURO111 - Detestamos mulheres. Principalmente as espiãs. E, as- sim, você sabe que não estamos brincando... Aí, ouviu-se um estalido seco. Depois, um zumbido no ar. Em seguida, todos os espinhos da esfera se recolheram. Os soldados ficaram em alerta, mas era tarde. Ouviu-se um som parecido com uma metralhadora e os sujeitos foram caindo, um por um, atingidos pelos petardos envenenados. Brizola, no entanto, também foi alvejado pela máquina. Sentiu ânsias de vômito e uma agonia atroz. Era o poderoso veneno fazen- do efeito. O negrão olhou em volta, antes de desmaiar. Dois soldados que não haviam sido atingidos correram em dire- ção ao artefato. Um abriu a porta, enquanto o outro envolveu a geringonça com o uniforme, que havia despido às pressas. Pretendiam livrar-se da terrível arma. Mas, antes que pudes- sem sair do recinto, a esfera explodiu, ferindo gravemente ambos. Aí, o negrão apagou. Fim da décima oitava parte
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    SEXO DO FUTURO112 SEXODO FUTURO - Parte Final - Acorde, dorminhoco. Já é quase meio-dia. O negrão tentou abrir os olhos, mas a luz ambiente era muito intensa e a claridade incomodava. Mesmo assim, fez um esforço, protegendo as vistas com a mão. Aos poucos, sua visão foi se ajustando. Viu várias pessoas no dormitório, a maioria vestida de verde claro, todas com taças de bebidas nas mãos. Ouviu uma voz conhecida dizer: - Uma saudação ao nosso herói. Todos juntos: - VIVA O SARGENTO BRIZOLA. VIVAAAAAAAA- AAAAAA... A taxista parecia a mais feliz das várias pessoas que estavam ali. Tinha o braço imobilizado por uma espécie de tala, mas não parecia ferida. O negrão, ainda meio grogue, perguntou: - O que aconteceu? A última coisa que me lembro é de você ter sido baleada...
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    SEXO DO FUTURO113 - Não foi bala, amor. Apenas uma forte descarga elétri- ca. Doeu e eu desmaiei. Foi a minha sorte. Não fui atingida pelos dardos venenosos. Adão aproximou-se da cama onde o policial estava dei- tado e fez um brinde a ele. Depois, falou: - Você levou dois socos potentes no estômago. Por isso, o pequeno transístor que te fiz engolir parou de funcionar. Tivemos que improvisar. Por sorte, eu tinha outro rastrea- dor. Ela topou ir até a sala onde te faziam prisioneiro - disse apontando para a taxista -, depois de engolir uma cópia do minúsculo chip. Só assim, pude acionar o explosivo por con- trole remoto. - Você se arriscou muito, bela. - Podia ter dado tudo errado. - Disse o negrão. - Mas deu certo. Graças ao rapagão, que conseguiu nos socorrer a tempo. Aplicou-te o antídoto. Agora, é só come- morar. - Respondeu a taxista. Deram uma taça de bebida e o sargento a deglutiu de- vagar. O gosto era maravilhoso, um verdadeiro néctar dos deuses. Ele perguntou que bebida era aquela. - Um vinho produzido neste laboratório, adicionado de uma mistura de frutas tropicais. Frutas brasileiras, no caso. Estamos testando-o para exportação. - Falou a médica, tam- bém fazendo um brinde ao herói. - Delicioso. Vai ser um sucesso. - Resolvemos batizá-lo de Brizollo, em tua homena- gem. - Completou a doutora. - Para mim, é uma honra - falou o negrão -, mas logo mudou de assunto: - Onde está Eva? A médica sorriu. Em seguida, informou que ela estava bem, porém de repouso absoluto. Não deveria fazer nenhum esforço que pudesse por em risco a vida do feto. Por isso, não fora convidada para aquela festa. O sargento disse que depois queria fazer-lhe uma visita. Tentou se levantar da cama e sen-
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    SEXO DO FUTURO114 tiutodo o corpo dolorido. Gemeu. A médica informou: - Você está sentindo ainda os efeitos do veneno. Mas logo estará bem. Sente alguma outra coisa mais, além das do- res no corpo? Ele parou um pouco para pensar. Depois falou sem ne- nhuma vergonha: - Ainda continuo com vontade de foder. Mais do que antes. Dessa vez foi o jovem negro quem informou: - Infelizmente, não vai dar tempo. Estávamos só es- perando que você recuperasse os sentidos para podermos partir. A fenda temporal está quase fechada. Temos apenas menos de uma hora para voltarmos ao teu tempo e depois eu retornar ao meu. Nem vai dar para você falar com Eva. Ela está sedada. - É um pena. Gostaria de me despedir dela. Quem irá comigo? - Quis saber o negrão. A taxista baixou a cabeça. A sobrinha abraçou-se ao rapaz. Este respondeu: - Só iremos nós dois. Deixo-te lá e volto. As duas mu- lheres resolveram viajar no tempo comigo e conhecer o futu- ro. Não pretendem voltar. O negrão esteve pensativo. Depois, perguntou: - Isso não vai causar problemas? Nós somos de outra realidade, pode haver interferência na história... - Sim, deve haver algumas. Mesmo assim, vamos arris- car. Infelizmente, você vai esquecer que existimos... - Como assim? - Quis saber o sargento. - Não conseguimos lembrar de algo futuro. Só nos lem- bramos do que já aconteceu. Então, você não conseguirá se lembrar de nós, pois não existimos na tua época. O negrão olhou em volta. Só então, percebeu que todos da sala tinham ido embora. Só ficaram a taxista, sua sobrinha e o jovem negro. - Puxa, eu gostaria de ter, ao menos, uma pequena lem-
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    SEXO DO FUTURO115 brança de vocês. - Verei o que posso fazer. Mas acho que será impossível. Porém, vista as roupas que estavas ao chegar aqui. Precisa- mos nos apressar. As mulheres se abraçaram com o sargento. A taxista tinha lágrimas nos olhos, mas não quis dizer nada como des- pedida. A emoção a fazia ficar calada. O jovem falou ao ne- grão, depois que este se vestiu: - Vamos embora -, disse olhando para um bracelete que parecia mais um relógio, só que sem ponteiros - resta- nos pouco tempo. - Eu gostaria de me despedir da médica... - Impossível. Precisamos ir. A mocinha colocou um papel dobrado no bolso do sar- gento. Disse para ele só abrir o bilhete quando voltasse no tempo. Ele concordou, com um aceno de cabeça. Depois, os dois homens correram por um extenso cor- redor, até adentrar uma sala no laboratório. Esta estava vazia. O jovem disse apressado, enquanto uma luz branquíssima invadia o recinto: - Não se preocupe com Eva. Agora já posso dizer, pois você jamais se lembrará disso: ela terá um filho e dará a ele o nome de Adão. Ainda não sabe, mas esse filho sou eu, no futuro. Vocês são meus pais. Por isso, telefonei para o delega- do e denunciei as companheiras dela. Se eu não fizesse isso, ela teria sido morta no assalto ao contêiner. E nós ainda nos encontraremos outra vez, papai... - O que você disse? Mas aí tudo em volta rodou vertiginosamente e o sar- gento perdeu os sentidos. ******************** A viatura estacionou em frente a um “inferninho”, si- tuado na zona portuária do Recife. O policial, de quase dois metros de altura, desceu do carro e correu escadas acima, de-
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    SEXO DO FUTURO116 notandoa enorme vontade de esvaziar a bexiga. Disse aos companheiros, que se riam do seu vexame: - Não demoro. Mas, se quiserem, podem descer tam- bém e esticar as pernas. Só não podem beber em serviço. - Certo, sargento. Mas esperaremos aqui mesmo. Vá logo, para não mijar nas calças – disse o motorista, um sujeito jovem com cara de gozador. - Na volta, traga uns refrigeran- tes pra gente. O sargento não ouviu a última frase, subindo escadaria acima, em direção aonde se ouvia uma música brega tocando numa radiola de fichas, numa altura que decerto incomoda- ria os vizinhos, se o bar não fosse estabelecido numa área de comércio. Àquela hora, as lojas estavam todas fechadas. Só funcionavam os inferninhos e lanchonetes, normalmente frequentados por putas e sua clientela. O motorista resolveu- se a descer do veículo, dizendo que iria dar uma olhada no movimento do puteiro. Os outros permaneceram no carro. Estavam em final de turno e sentiam-se sem ânimo, naquela noite calorenta. Não haviam atendido nenhuma ocorrência, o que era raro naqueles dias da semana. Tratava-se de uma sexta-feira. O motorista esteve observando o movimento do putei- ro, depois olhou em direção aos banheiros. Estranhava a de- mora do sargento em dar sua mijadinha. Resolveu averiguar se ele estava bem. Bateu com os nós dos dedos na madeira da porta do banheiro masculino. - Sargento, o senhor está okay? Nenhuma resposta. O motorista puxou sua arma do coldre e meteu o pé na porta. O sargento levou um susto, sentado no imundo vaso sanitário. - Porra, senhor, dormindo nesse banheiro imundo e fedorento??? O sargento ajeitou-se ainda sonolento e respondeu: - Sei lá o que houve comigo. De repente, caí no sono. Vamos embora. Deixem-me em casa e podem recolher a via-
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    SEXO DO FUTURO117 tura. Acabou a nossa ronda. - Vamos levar uns refrigerantes pros rapazes, primeiro. Eu pago - disse o motorista. - Não, eu faço questão de pagar. - Insistiu o sargento, botando a mão no bolso de cima da farda militar. Mas só encontrou ali um pedaço de papel dobrado. Leu: NÃO PRECISA PROCURAR A GENTE. MINHA TIA DISSE QUE O TAXI DELA AGORA É SEU. ESTÁ ESTA- CIONADO BEM PERTO DO SHOPPING TACARUNA. UM BEIJO CARINHOSO. Estranhou o bilhete. Não estava assinado. Mas lem- brou-se da única taxista que conhecia, porém não sabia se ela tinha alguma sobrinha. O motorista perguntou: - Tudo bem, sargento? Está com uma cara estranha... - Não lembro de ter recebido este bilhete. E faz tempos que não vejo minha amiga taxista. Antes de me levar para casa, quero passar no shopping. Estou com um terrível pres- sentimento. E pague os refrigerantes. Achei que estava com grana, mas parece que deixei em casa... Pouco depois, a viatura deixava o negrão no local in- dicado no bilhete. O motorista emprestou algum dinheiro, caso ele precisasse para voltar pra casa, e foi embora. Brizo- la olhou em volta e avistou o táxi estacionado nas cercanias do complexo comercial. Conhecia bem a placa do carro e ela correspondia ao número da taxista, sua amiga. O prédio esta- va intacto, sem vestígios da explosão que ocorrera antes dele viajar no tempo. Mas ele não se lembrava dela. Acercou-se do veículo, que estava abandonado. As chaves estavam no painel e a porta estava apenas encostada. Entrou no táxi e sentou-se ao volante. Aí uma coroa bateu no vidro da janela: - Está desocupado? Estou precisando de um táxi. - Desculpe, senhora. Mas não sei onde está a motorista. Se quiser, pode aguardar sentada aí, pois ela deve estar por perto. Aí, levará a senhora ao teu destino e me dará uma ca- rona - sorriu o militar.
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    SEXO DO FUTURO118 Acoroa sentou-se ao seu lado, com uma sacola no colo. Olhou para ele com um belo sorriso no rosto. Ele ficou em- pulhado. - Conheço-a de algum lugar, senhora? - Sim, conhece. Mas não se lembra de mim. Bem que Adão nos disse que quem viaja no tempo em direção ao futu- ro, não consegue se lembrar onde esteve. - Desculpe, mas não estou entendendo nada do que me diz, senhora. Poderia me explicar melhor? Ela ajeitou-se na cadeira do carona, mas não disse nada. Inesperadamente, apertou um nervo no pescoço do sargento. Ele perdeu o domínio dos movimentos. Então ela, tranquila- mente, abriu o fecho da sua calça, libertando o enorme cacete ainda bambo. Começou um gostosa felação e o pênis do cara logo ficou duríssimo. O policial achou que conhecia aquela louca não sabia de onde, pois sua fisionomia não lhe era to- talmente estranha. Tentou repeli-la, pois se alguém o flagras- se fodendo estando fardado, e em lugar público, certamente perderia a farda. Aperreou-se, pois não conseguiu mover um músculo sequer. Então, ela meteu a boca em seu caralho e sua goela pareceu engolir todo o membro. Da posição em que se encontrava, o militar não podia ver a enorme deformação da mulher. Mas a chupada estava maravilhosa. A vontade de foder também era incontrolável. Então, ele sucumbiu às carí- cias dela e teve o primeiro orgasmo, depositando uma enor- me quantidade de porra naquela goela. Depois, a mulher limpou os lábios e abriu a sacola que estava agora no tapete do carro. Tirou de dentro um estranho apetrecho e acoplou na mão esquerda do negrão. - Um presentinho que trouxe do futuro para você. Ele ainda não conseguia se mover, principalmente depois de uma gozada extrema. A coroa beijou-lhe a boca ardentemente e disse que ainda se encontrariam novamen- te. Saiu do veículo e caminhou em direção a um outro táxi estacionado perto. Só então o negrão perdeu, finalmente, a
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    SEXO DO FUTURO119 consciência. Sonhou que viajava ao futuro e conhecia uma médica muito fogosa. A doutora tinha as feições da mulher que acabara de chupá-lo. FIM DA SÉRIE
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