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MULATA NOTA 10 1
MULATA NOTA 102
MULATA NOTA 10 3
1. Uma foda com um gringo
Da varanda do pequeno hotel onde estava, dava para ver,
com binóculos, uma das entradas da Favela da Rocinha,
considerada a maior do País. O homem loiríssimo estava
atento a todas as mulheres que desciam o morro. Até então,
nenhuma lhe havia chamado à atenção. Pousou o binóculo
sobre uma mesinha de vidro e pegou uma pequena garrafa
de uísque. Ela já estava pela metade. No entanto, não tinha
rótulo.
O homem bebeu um grande gole da boca da garrafinha
e esteve pensativo. Pretendia entrar na favela e inspecioná-la,
mas sua missão parecia muito difícil. Se ousasse se aproximar
do morro, poderia ser parado pelo crime organizado. Logo,
descobririam que ele era estrangeiro e dificilmente teria chan-
ce de sair vivo de lá. Não. Precisava de um bom plano. Ele já
tinha engendrado um mas, para que este desse certo, teria
MULATA NOTA 104
que ter a cumplicidade de alguma moradora da favela. Esta-
va difícil descobrir qual. Não poderia errar na escolha, pois
assim botaria tudo a perder. Sentia-se entediado com o calor
do Rio de Janeiro. Não podia estar na rua, ao ar livre, porque
logo denotaria não ser brasileiro. Sua tez ficaria facilmente
avermelhada, se fosse exposta ao sol quente. Queria terminar
a sua missão e ir embora de volta a sua terra, os States.
Foi ao banheiro da pequena suíte, deu uma demorada
mijada, depois voltou para a varanda. Quando levou o bi-
nóculo, novamente, à face, sorriu. Lá estava seu bilhete de
entrada na favela. Sim, tinha que ser ela.
Ela era uma mulata bonita e muito gostosa, conheci-
da por todos na Rocinha por sua simpatia e beleza. Por isso,
todos a cumprimentavam, por onde passava. De mulher a
criança. Aos marmanjos, jogava um beijo na ponta dos de-
dos. Percebia-se que os homens pareciam estar nas nuvens,
talvez imaginando uma série de sacanagens que poderiam
fazer com aquele corpo maravilhoso. Ela, no entanto, pare-
cia alheia aos pensamentos deles. Saía rebolando, com uma
graça divina.
O americano a seguia com o binóculo, para saber onde
ela iria. Nunca a tinha visto, nos quase dez dias que esteve de
tocaia. Aí, a viu entrar num bar, nas cercanias da favela. Ele
estava vestido com uma camisa colorida e leve, e um bermu-
dão que o fazia parecer mais jovem. Na verdade, beirava os
quarenta anos, mas tinha um rosto tão jovial que ninguém
acertaria a sua idade, logo de primeira. Pegou uma pequena
pistola de cabo de madrepérola e enfiou-a nas costas, à altura
da cintura, e saiu.
Pouco depois, estava na frente do bar. Não entrou. Sen-
tou-se a uma cadeira ao ar livre, à sombra do alpendre. Dali,
dava para ouvir as brincadeiras dos clientes, no interior do
bar. Todos elogiavam o corpão da mulata, e ela ficava feliz em
MULATA NOTA 10 5
ouvir os galanteios. O americano sorriu. Alguém lhe disse-
ra que, quando uma mulher carioca sai às ruas e não recebe
uma única cantada, fica deprimida. Aquela mulata devia ser
muito feliz. Pediu uma cerveja geladíssima a uma garçonete
que o veio atender. A moça era gostosona, mas não muito
bonita de rosto. O americano sorriu de novo. Lembrou-se de
que os brasileiros costumavam chamar mulheres assim de
Raimunda: feia de cara e boa de bunda.
De onde estava, viu a atendente falar com a mulata. En-
tregou-lhe uma garrafa de cerveja e esta saiu do bar com ela
na mão. Logo avistou o galego e se aproximou dele.
- A cerveja é tua?
- Sim, eu a pedi.
- Qual é tua graça?
- Não entendi. - Empulhou-se o sujeito.
- Ah, desculpe. Galego desse jeito, só pode ser estran-
geiro. Perguntei teu nome.
- Oh, meu nome... Meu nome é Johnny.
- Como o Johnny Deep? Uau. Adoro aquele cara.
- Você o conhece? - Perguntou o cara, um tanto sur-
preso.
- E qual mulher não conhece o Johnny Deep? - Espan-
tou-se ela - Do cinema, é claro.
- Ah, sim. Pensei que o conhecia pessoalmente.
- Você o conhece pessoalmente?
- Sim, algumas vezes nos falamos. Mas não posso dizer
que somos grandes amigos...
Ela entregou-lhe a cerveja. Depois, sentou-se à sua
mesa, sem pedir licença. Sorria, curiosa.
- Me conta: como é ele? Muito estrela?
- Como?
- É metido a besta, ou é um cara legal?
- Oh, é um cara legal. Muito simples. E brincalhão.
Ela fez uma pose sonhadora. Confessou:
MULATA NOTA 106
- Eu gostaria de conhecê-lo, dar um monte de beijos
nele.
O americano sorriu. Tudo caminhava bem para onde
ele queria. Disse:
- Voltarei para os States dentro de alguns dias. Não
quer ir comigo?
Ela ficou surpresa. Mas, num instante, seu rosto ilumi-
nou-se.
- Jura que está me convidando? Oh, meu Deus. Quem
me dera poder ir...
- E por que não vai?
- Oh, moço... Primeiro, porque não tenho dinheiro...
- Eu te financio, claro.
- Depois, porque meu namorado não deixaria.
- Se isso for o problema, posso falar com ele.
Ela esteve pensativa. Depois, falou:
- Melhor, não. Ele é muito ciumento. Claro que não
deixaria eu viajar sozinha com um macho.
- Não custa nada tentar.
Ela esteve olhando para ele, muito séria. Tirou um ce-
lular do bolso da saia curta que usava e aproximou o rosto
da face do americano. Tirou uma foto, com ambos sorrin-
do. Imediatamente, teclou uma mensagem. Ficou à espera de
resposta. O celular emitiu um bip e ela pediu licença. Levan-
tou-se e foi atender uma ligação, pois o aparelho começou
a tocar. Esteve um tempo falando, depois voltou sorridente
para a mesa. Disse, contente:
- Meu namorado vem aqui, falar contigo. Pode espe-
rá-lo?
- Claro. Esperarei todo o tempo que for preciso. Não
tenho nada pra fazer, mesmo...
- Pode pagar uma dose para mim? - Pediu ela, meio
encabulada, mas com uma carinha bem sapeca.
- Você não bebe cervejas? - Perguntou o cara. Alguém
já lhe tinha dito que as mulheres costumam pedir doses de
MULATA NOTA 10 7
uísque caro a turistas, mas que, na verdade, bebem apenas
refrigerantes com gelo. O cara paga uma fortuna por tão sim-
ples bebida. Ficou contente quando ela disse:
- Bebo, sim. Mas você terá que pegar lá no balcão. Não
me dariam, achando que eu estou te explorando.
- Sem problemas. - Disse ele, se levantando.
Pouco depois, voltou com uma cerveja geladíssima. Ela
pediu:
- Posso beber do gargalo?
- Um brinde ao nosso feliz encontro. - Disse ele, levan-
tando o seu próprio copo e tocando com ele a garrafa que
estava na mão da mulata. Ela repetiu as suas palavras, depois
deu um grande gole. Ele a imitou, tomando todo o copo de
uma vez. Aí, ela olhou para o pequeno relógio feminino que
tinha em um dos pulsos.
- Acha que teu namorado está demorando? Você aca-
bou de falar com ele. Dê-lhe mais um tempo...
Ela sorriu. Deixou de olhar para o relógio e acercou-se
mais dele. Tocou-lhe abaixo do queixo, com as pontas dos
dedos, olhando para os seus olhos. Depois, perguntou:
- De onde você é e o que faz aqui? Conte-me um pou-
quinho de você...
- Sou corretor imobiliário. Deram-me a missão de
comprar umas casas na favela. Pagam bem. Mas eu não co-
nheço ninguém na Rocinha, então...
- Que foi, não está se sentindo bem?
- Você... você... pôs algo... na minha... bebida.
O cara estava zonzo. Ela sorria. Ele não demorou muito
a tombar sobre a mesa.
********************
- Ei, moço. Estamos fechando. Pague a sua conta, por
favor.
Ainda grogue, o americano olhou em direção à voz.
Era um cara bigodudo quem falava. O galego sacudiu a cabe-
MULATA NOTA 108
ça, querendo afastar a tontura. Perguntou:
- O que houve? Não sou de adormecer na mesa...
- Então, alguém deve ter misturado Rupinol na tua cer-
veja. Já tentamos te acordar várias vezes, em vão. Ainda bem
que melhorou. Estamos querendo fechar.
- Que hora é essa?
- Ainda é cedo, mas o clima por aqui está violento. Mui-
tos assaltos. É melhor o senhor ir embora. Pague a cerveja
que consumiu e volte amanhã. Se quiser, pode levar algumas,
mas terá que pagar os vasilhames.
- Quanto devo? - Perguntou o loiro, botando a mão no
bolso da bermuda. Mas, para seu espanto, sua carteira não
estava lá. Tomou um susto, quando não sentiu a sua pistola
na cintura. Disse:
- Fuck you, eu fui roubado.
- Não tenho nada com isso, senhor. Pague-me, ou cha-
mo a Polícia.
O americano aperreou-se. Não podia ser encarcerado.
Temia que descobrissem quem ele era e o que estava fazendo
no País. Apelou:
- Tenho dinheiro no hotel onde estou hospedado. É só
pedir que alguém vá comigo e eu pago minha conta.
- Eu irei com ele. - Disse uma voz feminina.
O homem olhou em sua direção. Tratava-se da garço-
nete feiosa que o havia atendido antes da mulata. O garçom
disse:
- Quem sabe é você. Mas é perigoso andar por aí a essa
hora...
Pouco depois, chegavam ao hotel. Fizeram o percurso
sem trocar uma única palavra. O loiro ainda estava lerdo, por
causa da droga ingerida. Mas, não estava preocupado. Tinha
um antídoto para esse tipo de coisa, numa valise, no quarto.
Diante deste, disse para a garçonete:
MULATA NOTA 10 9
- Espere aqui, já trago o dinheiro...
Quando tentou fechar a porta, no entanto, a mulher co-
locou o pé na abertura, impedindo-o de deixá-la do lado de
fora. Ela disse:
- Não feche a porta. Como vou saber se não vai me dei-
xar plantada do lado de fora? Entro com você.
- Desculpe, tem razão... - Disse ele, afastando-se para
dar-lhe passagem.
Ela entrou. Olhou em volta, admirada com o luxo do
pequeno aposento. Ele caminhou, ainda grogue, em direção
a um cofre escondido atrás de um quadro, na parede, e tirou
algum dinheiro. Quando voltou-se, ela estava quase nua.
- O que está fazendo?
- É tarde da noite, loiro. Muito perigoso andar por aí
a essa hora. Vi que andou olhando para mim, com desejo
no olhar. Então, vou dormir por aqui. Amanhã cedinho, vou
embora.
- Okay, pode dormir no sofá.
- E por que não contigo, na cama? Acho que ficou ta-
rado na Zezinha. Deve ter ficado frustrado por perder uma
foda com ela.
- Zezinha é a mulata boazuda?
- Quem mais poderia ser?
- Aquela prostituta ladra! Levou todo o meu dinheiro...
E a minha pistola.
- Não foi ela. Foi o namorado. Mas é melhor você dei-
xar quieto. O cara é capitão do tráfico, na Rocinha.
O americano esteve pensativo. Não podia deixar a arma
com o traficante. Melaria sua operação na favela. Tinha que
recuperar o objeto.
- Você o conhece bem?
- E quem não o conhece? É temido até pela Polícia!
- Como posso encontrá-lo?
- Tá doido, é? Se ele quiser, será ele a se encontrar con-
MULATA NOTA 1010
tigo. Mas eu não contaria com isso. - Disse ela, se acercando
do loiro de forma insinuante. Levou a mão ao caralho dele.
Sentiu-o, por fora das calças:
- Huuuuuuuuuuuuum, grande e grosso, do jeito que eu
gosto...
Tirou-lhe as roupas, uma a uma, até que o deixou to-
talmente nu. Ele soltou o dinheiro que tinha na mão no chão,
quando ela lhe abocanhou o pau.
- Uau, tem um cheiro diferente. O gosto, também. Você
mete bem?
- Nunca reclamaram. Só não chupo mulher que não
conheço.
- Verônica, muito prazer. - Disse ela, apertando-lhe a
mão, sem tirar o caralho da boca. Este ainda estava mole.
- Olha, Verônica... Eu te pago bem, se me levar até o
traficante.
- E eu te devolvo a grana que me pagar, se der uma foda
prazerosa comigo. Tem que me fazer gozar bem muito. Que
tal?
Ele a levantou até a altura da cintura, pois ela era baixi-
nha. Ela abraçou o corpo dele com as pernas. Ele a levou até
a varanda e encostou-a no parapeito.
- Eh, não vá me deixar cair...
O americano abriu-lhe mais as pernas e apontou o ca-
ralho para a boceta dela. Ela agarrou-se ao seu pescoço.
- Vai botar na minha bocetinha sem cuspe?
- Cale-se, puta. Só fale quando gozar...
- Uau, gostei. Macho todo.
Ele enfiou a pica de vez.
- Aaaaaaah, graúdo. Me fode. Me fode...
- Cale essa boca. Só fale quando estiver gozando.
Ela calou-se.
Ele meteu com força, até que o pau entrou totalmente.
Ela parecia sentir dor. Agarrou-se mais a ele. O loiro apressou
MULATA NOTA 10 11
as estocadas, até que a boceta dela começou a escorrer mel.
Pingava no chão da varanda. Ela estava de dentes trincados,
para não gemer. Tinha os olhos fechados, por isso ela não viu
quando ele umedeceu o dedo maior, depois o meteu em seu
cuzinho.
- Uuuuuuuuuuuuuuuuhn...
Ele socou com mais força, sem tirar-lhe o dedo do cu.
Aí, ela começou a gemer. Logo, urrava de prazer, chorando
na pica dele.
- Goza... eu também vou gozar. Goza,
pooooooooooooooorra...
Ele retirou-se, de repente, de dentro dela, afastando-se.
Ela teve que se equilibrar na mureta da varanda, para não
cair. Conseguiu pular para o chão. Imediatamente, gozou,
lançando esperma em abundância. Gritou:
- Puto safado... Malvado... Filho da puta...
E correu para chupar o caralho do loiro, deixando um
rastro de esperma atrás de si. Masturbou-o, com urgência:
- Goza. Goza na minha cara. Quero me lambuzar com
a tua porra.
O americano tirou a mão dela do cacete e ele mesmo
bateu uma bronha. Não custou a esporrar na cara da mulher.
Ela deu um longo gemido, depois se lambuzou de sêmen. Es-
tava ajoelhada perante ele. Masturbou a perereca, até gozar
novamente.
MULATA NOTA 1012
2. Estuprada numa praia deserta
Depois da segunda bimbada, o gringo estava exausto.
Talvez estivesse ainda sob efeito do sonífero que mis-
turaram à sua cerveja. O fato é que quase não conseguiu go-
zar pela segunda vez. A garçonete, no entanto, parecia ainda
querer mais. Estava deitada sobre o braço dele, cheirando de
vez em quando seu rosto, alisando sempre o seu cacete. Mas
o bicho estava bambo. Mesmo assim, ela insistia:
- Não durma, meu gostoso. Ainda quero dar uma sai-
deira com você. Aí, depois, acertamos os detalhes de como
eu vou fazer para conseguir um encontro entre ti e o capitão
do tráfico.
- Ele tem nome?
- Tem, claro. Mas prefere ser chamado de AK-47. Des-
de criança, usa esse apelido. Até esquecemos seu nome ver-
dadeiro.
- Interessante. Mas não vou conseguir permanecer
MULATA NOTA 10 13
acordado. Melhor que você vá para tua casa. Amanhã a gente
conversa.
- A essa hora da madrugada é muito perigoso, amor.
O tráfico já determinou o toque de recolher. Eu só posso ir
amanhã. E ainda não acertamos os meus honorários para te
levar até o malandro.
- Ora, você não disse que faria isso de graça, se eu te
fizesse gozar?
- Estava brincando, querido. Até porque vou ter que
molhar a mão de várias pessoas, para chegar até AK-47. Sem
dinheiro, não me deixarão nem me aproximar dele.
- Quanto você quer?
- Quanto pode pagar?
- Ah, isso quem diz é você. Se me cobrar caro, procuro
outra forma de chegar até ele.
Ela deu um preço. Ele pechinchou. Não demoraram
muito a chegar a um acordo. Ele deixou que ela ficasse dor-
mindo consigo, contanto que não o incomodasse. Ele queria
pegar no sono o quanto antes, para se livrar daquela leseira
na cabeça. Logo, ambos estavam dormindo.
Quando ele acordou, ela não estava mais no quarto.
Procurou e não viu o dinheiro que havia largado no chão,
quando ela o chupou. Foi até o banheiro e tomou um demo-
rado banho. A rabuda fodia bem, mas exalava um cheiro en-
joado de comida do corpo, como se passasse nele óleo vegetal
e não sabonete. Vestiu-se e estava prestes a descer, para fazer
o desjejum, quando bateram à porta.
- Quem é?
- Sou eu.
Ele reconheceu a voz da mulata, mas ficou em alerta.
Mesmo cismado, abriu a porta. Ela tinha uma sacolinha de
loja em uma das mãos. Entregou-a a ele.
- Tome, trouxe-te teus documentos e o dinheiro que
tinha no bolso.
MULATA NOTA 1014
- E minha arma?
- Meu namorado ficou com ela. Disse que não iria te
devolver.
Ele esteve pensativo, depois perguntou:
- Por que me roubou?
- Eu não te roubei, bobo. Evitei que fosse roubado.
- Como assim?
A garçonete me entregou uma cerveja já “batizada”,
para que eu te desse. Iria te furtar na certa. Então, quando
você desmoronou, tirei tudo quanto tinha no teu bolso, para
que ela ou qualquer outro não pudesse te roubar. Mas meu
namorado chegou bem na hora em que eu examinava tua
pistola. Obrigou-me a entregá-la para ele.
- Quer dizer que a garçonete é que é a ladra?
- Sim. Todo mundo sabe que ela rouba clientes. Mas
aqui, cada um cuida da própria vida.
O galego ficou amuado. Temia que a garçonete se eva-
disse com o seu dinheiro. Dera-lhe uma boa soma como
adiantamento. Mas não quis tocar no assunto com a mulata.
Perguntou:
- Quando poderei falar com o teu namorado? Tenho
negócios a propor a ele.
- A proposta que você me fez está de pé? Vai mesmo me
levar para passear nos Estados Unidos?
- Se eu conseguir falar com ele, sim.
- Está bem. Vou tentar convencê-lo a se encontrar con-
tigo. Mas ele vai querer algo em troca, viu?
- Tudo bem. Podemos negociar. Você já vai?
- Sim, não posso me demorar. Vim com dois lacaios do
meu namorado. Estão lá embaixo, me esperando.
- Não vai me dar nem um beijo de despedida?
Ela aperreou-se. Olhou para todos os lados, como se
temesse terem sido ouvidos. Retrucou:
MULATA NOTA 10 15
- Tá doido, é? Se ele souber que me propôs isso, te mata
e depois me mata. E eu tenho amor à minha vida. Se você está
tentando me seduzir, é melhor desistir. Não quero que você
morra por causa de mim...
Ela parecia sincera. Ele ficou ainda mais encantado com
ela. Deixou-a ir-se. Antes, ela pediu o número do seu celular.
Disse que era para ligar para ele, avisando-o do resultado da
conversa com AK-47. Ele também pediu o número dela.
Quando ela foi embora, ele deu um tempo para depois
sair do hotel. Pretendia ir até o bar onde a encontrara. No
entanto, quando olhou da varanda, o local estava fechado.
Pouco depois, viu a mulata entrar num carro que devia estar
estacionado na frente do hotel. Estava acompanhada de dois
sujeitos mal-encarados. Quando ela se foi, o loiro desceu ao
térreo e fez o desjejum. Tomou um café preto e esteve um
tempo pensativo. Aos trancos e barrancos, seu plano come-
çava a dar certo. Mas estava se tornando perigoso. Se não re-
cuperasse sua arma por bem, teria que ser a pulso. E não seria
fácil enfrentar os traficantes sozinho. Precisaria de ajuda. Fez
uma ligação.
- Hello, are you Rebeka?
- Fale em português. Tem gente ao meu redor. - Ouviu
a voz de quem recebeu o telefonema.
- Preciso da tua ajuda.
Dito isso, o loiro desligou.
Esteve esperando, por vinte longos minutos. Aí, seu ce-
lular tocou. Atendeu:
- Oi. Estou no Brazil. Anote aí o nome e endereço do
hotel. Sei que deve estar por perto. Te aguardo num barzinho
que fica bem em frente. - Finalizou ele.
********************
Rebeka era uma loira belíssima, bem ao gosto dos nor-
MULATA NOTA 1016
te-americanos: peituda, atlética, com as carnes do corpo bem
durinhas. Trabalhava como personnal trainer mas, na verda-
de, era uma agente da CIA, que atuava em países da América
Latina. Era agitadora política por profissão. O Brasil, depois
do Impeachment da sua presidenta, tornara-se um cenário
propício ao seu trabalho. Ela desceu do táxi defronte ao hotel
onde Johnny estava hospedado e caminhou resoluta para o
bar. Já havia avistado o conterrâneo.
- Oi, falamos em inglês ou em português? – Perguntou
ela, sentando-se à mesa do loiro.
- Tanto faz. Todos sabem que sou estrangeiro, aqui.
- Prefiro falar em português. Treino mais a língua.
- Você já domina perfeitamente o idioma. E não tem
sotaque, como eu. Como conseguiu esse bronze maravilhoso
na pele? Eu fico logo parecendo um pimentão.
- Foi um tratamento através de luzes artificiais. Durou
mais de três anos. De vez em quando, preciso continuá-lo por
mais um tempo. Mas, vamos ao que interessa. Disse que está
precisando da minha ajuda? Também está em missão aqui?
Não recebi nenhum comunicado da Agência.
- Estou incógnito. Missão especial e sigilosa. Mas, perdi
a minha pistola.
- Filho de uma cadela. Você não toma jeito, não é?
Quando vai aprender a trabalhar direito?
- O povo daqui é muito truculento. Fui dopado. Aí,
roubaram a minha arma. Preciso recuperá-la. É aí que você
entra.
- Olha lá o que quer de mim. Não posso me expor. Es-
tou numa missão muito sigilosa, e não posso ser presa de gra-
ça, sacou?
Ele riu. Ela havia, inclusive, se adaptado ao linguajar
nativo.
- É muito importante para a minha missão, Rebeka. E
estou sozinho, entende?
- Qual é tua missão?
MULATA NOTA 10 17
- Sabe que não posso dizer.
- Então, nada feito. – Disse ela, se levantando da mesa.
- Não, não, espere. Desculpa. Não deveria haver essa
frescura entre nós, é verdade. Senta aí, por favor.
- Se é uma conversa sigilosa, melhor irmos para um lu-
gar mais tranquilo, onde não possamos ser ouvidos. Conheço
uma praia deserta, maravilhosa.
- Praia deserta, aqui no Rio? Uau. Vamos já para lá.
- Chame um táxi. Vou até à toalete. Vai precisar de ou-
tra arma?
Pouco depois, estavam num heliporto. Um helicóptero
estava pousado, quando apontaram na cobertura de um pré-
dio. Um senhor setentão os saudou. Logo entraram na aero-
nave, e ela levantou voo.
- Para o mesmo lugar de sempre, madame?
- Sim, Charlie. Voe direto para lá. Nosso amigo aqui
está precisando de ajuda urgente.
Dito isso, a mulher agarrou-se com o loiro e deu-lhe
um demorado beijo. Depois, falou:
- Hummmmmmmm, você está cada vez beijando me-
lhor. Chegou a me dar um arrepio.
Ele lhe deu outro beijo, dessa vez apalpando a sua volu-
mosa xoxota. Ela estava de calça comprida, e não fugiu do seu
toque. Sua pele arrepiou-se. Depois do beijo, ele perguntou:
- Podemos falar agora?
- Não, meu anjo. Se tua missão é sigilosa, significa que
o piloto não pode saber.
- Podem conversar à vontade, madame. Vou colocar o
head fone.
- Melhor não, Charlie. Conversaremos lá. – Retrucou
o loiro.
Pouco depois, sobrevoavam um trecho de mata fecha-
da, margeando a praia. Mais à frente, viram uma clareira. O
helicóptero começou a pousar.
MULATA NOTA 1018
- Como é possível esse lugar deserto, tão perto da ci-
dade?
- Compramos todo esse trecho da praia, com o aval do
novo governo. Os EUA gastaram uma fortuna cercando toda
a área e apontando satélites para cá. Quem ousar invadir, será
morto pelos nossos guardiões, que estão o tempo todo de
olho, através de câmeras escondidas, além dos satélites.
- E pra que tudo isso?
- Esse é um ponto de desova da CIA. Enterramos aqui
todo cadáver que não pode ser encontrado. Além de guardar-
mos um arsenal aqui, claro.
A aeronave pousou, e demorou lá só o tempo dos dois
colocarem os pés em terra. Logo decolou. Então, ela começou
a tirar a roupa. Descobriu um corpo bem ao gosto do loiro,
que ficou de pau duro.
- Não vai se despir? Estou com saudade de teu pau
enorme.
- Quer fornicar já? – Perguntou ele, também tirando
a roupa. – Mas teremos que encontrar um lugar à sombra.
Minha pele fica ardendo muito, exposta ao sol.
Ela esperou ele ficar nu, depois aplicou-lhe um golpe
rasteiro. O loiro foi ao solo.
- Que porra foi isso?
- Capoeira –, disse ela. – uma arte nativa. Muito útil.
Depois, jogou-se sobre o cara, beijando-o todo. Ele
apalpava seu corpo quase com violência. Apertou seus seios
e levou uma joelhada nos bagos. Enquanto gemia, ela aboca-
nhava o seu caralho duro. Ele sabia que ela gostava de sexo
selvagem e violento, por isso a tinha deixado, anos antes,
assim que entraram para a CIA. A mulher era taradona, e
ele era de cansar rápido. E detestava essas pancadas nos co-
lhões. Quis levar as mãos aos testículos, mas ela o impediu.
Então ele lhe deu um murro na testa, fazendo-a sair de cima
de si. Virou-a de costas, imobilizou-a com um golpe de judô,
e abriu mais suas pernas. Ela se debateu. Além de preferir
MULATA NOTA 10 19
tomar as rédeas do coito, ela detestava ser invadida por ali.
Mas não houve jeito de escapar. Ele era mais forte, e lutava
melhor que ela.
Então, ela sentiu a cabeça da pica dele tocar-lhe as pre-
gas. Fechou o cu. Inútil. Quando cansou, ele a invadiu de vez.
Ela urrou de dor.
- Chega. Chega. Você me venceu. Mas por aí, não. Dói.
Ao invés de desistir, ele empurrou-lhe a pica com mais
vigor. Ela deu um grito arrastado. Golpeou com a mão livre,
mas ele se protegeu bem. Num instante, ela tinha todo o cara-
lho dele metido no cu. Parou de reagir. Estava vencida.
Ele a soltou devagar. Depois, também devagarzinho,
começou os movimentos de cópula. Os bagos doíam, mas ele
continuou firme. Rebeka não demorou muito a começar a
gozar, rebolando na pica dele.
MULATA NOTA 1020
3. A magricela boa de foda
Duas horas de sexo depois, o casal parecia satisfeito. Cor-
reram até a praia, banharam-se e depois voltaram para
a areia. Ele reclamava do sol escaldante do Rio. Ela dizia já
estar acostumada. Estavam deitados à sombra, quando ela
perguntou:
- E aí, qual é a tua missão aqui no Brasil?
- Especulação imobiliária. A agência me enviou para
comprar a maior quantidade possível de barracos na Favela
da Rocinha.
- Só isso? Qual o interesse de Washington nessa histó-
ria?
- Não percebe? Depois da vinda do finado Michael
Jackson ao país, cresceu o interesse dos americanos em co-
nhecer as favelas brasileiras. Mas são impedidos de fazê-lo
por causa do rígido controle do narcotráfico. Então, a CIA
planejou fazer do morro um pandemônio. Tem financiado e
MULATA NOTA 10 21
até cedido armas de graça ao crime organizado dos morros,
para tornar a vida nas comunidades um inferno. Com isso,
pretendem que a população apavorada abandone suas casas.
Desse modo, poderemos comprar os imóveis muito barato.
- Entendo. Nossas missões são parecidas. Washington
está quase convencendo o governo brasileiro a fazer uma in-
tervenção militar no Rio. Isso dará condições dos militares
voltarem ao poder. Era mais fácil para os EUA negociarem
armas e estratégias antipopulares nos tempos da Ditadura.
Esperam que o povo se revolte contra as Forças Armadas,
para eles poderem usar da força e tomar o poder de volta.
Seriam novos tempos de ditadura militar.
- Um plano ousado, mas que pode dar certo. Eu ainda
não botei o que engendrei para funcionar. Precisava de uma
estratégia para ser aceito nos morros, mas acho que encontrei
o caminho. Estou prestes a fazer amizade com um capitão do
tráfico. Mas ele está com a minha arma. Se ele for pego com
minha pistola, terão a prova de que há americanos envolvi-
dos com o tráfico. Preciso, portanto, recuperá-la.
- E onde eu entro nessa história?
- Quero ser monitorado por ti, até conseguir reaver mi-
nha pistola. Também desconfio que o traficante vai querer
me eliminar, para ficar com ela. Para ele, seria um grande
souvenir possuir uma arma usada pela CIA. Nossas armas
são as mais perfeitas do mundo por não costumarem falhar.
- Não terei que intervir? - Perguntou ela.
- Só se tentarem me matar. Então, terei dificuldades de
sair da favela e precisarei de ajuda.
- Não é melhor chamar uma equipe nossa, para garan-
tir tua vida?
- Não. Vários americanos juntos dariam muito na vista.
Se não tiver medo, prefiro que esteja sozinha.
- Não tenho medo. Mas, claro que vai ser um jogo mui-
to perigoso. Talvez precisemos de armas pesadas.
- Quem sabe é você.
MULATA NOTA 1022
- Vai querer outra pistola?
- Não. Eu não conseguiria esconder deles. São espertos.
E, se eu for pego armado, complicarei minha situação.
- Tem razão. Quer ir embora? Chamo algum agente
para te levar de carro...
Duas horas depois, o americano estava de volta ao ho-
tel. Subiu ao seu quarto, tomou um banho - já que estava fe-
dendo a maresia - e deitou-se. Ficou pensando na mulata.
Havia, realmente, gostado dela. Então, deu-lhe vontade de
tomar umas cervejas geladas. Olhou da varanda e o bar perto
da entrada da favela estava aberto. Vestiu uma camisa preta e
um bermudão branco e se dirigiu para lá. Assim que sentou-
se, o garçom da noite anterior veio atendê-lo.
- Boa tarde, gringo. Cadê minha garçonete?
- Não sei. Paguei-lhe o que devia e não mais a vi.
- Pois ela não apareceu por aqui. Seu expediente come-
ça bem cedo, antes da hora do almoço. Até agora, não che-
gou. Também não atende telefone.
Johnny já esperava ouvir isso. De posse da grana, a mu-
lher tinha se escafedido, claro. Não iria se dar ao trabalho de
procurá-la. Agora, podia contar apenas com a namorada do
traficante, para falar com este.
- Vai querer beber alguma coisa?
- Sim. Uma cerveja bem gelada, por favor.
O garçom trouxe a cerveja e ele ficou bebericando, pen-
sativo. Os dias se passavam e ele ainda não tinha conseguido
entrar na favela. Era bem capaz da CIA enviar outro agente
para cumprir a missão que lhe fora ordenada. Era conside-
rado um agente medíocre pela Agência. Rebeka era muito
melhor do que ele. Aí, dois carros da Polícia pararam junto
ao bar. Cerca de dez policiais saltaram das viaturas, armados
até os dentes. Subiram o morro, atentos. O loiro levou a mão
ao bolso e fez uma ligação. Quando atenderam, ele disse:
- Oi, Zezinha. Avisa ao teu namorado que os meganhas
MULATA NOTA 10 23
estão subindo o morro, e estão armados para confronto.
- Sim, já sabemos. Alguém nos avisou. Mesmo assim,
vou dizer a meu benzinho que você ligou.
- Você já falou com ele sobre o meu desejo de encon-
trá-lo?
- Não. Farei isso mais tarde, quando estivermos deita-
dos. Agora vou desligar, pois ele está me chamando.
- Está bem. Um beijo bem gostoso pra ti.
- Para com isso, moço. Se ele cismar, pode te matar. Ele
é muito violento.
- Ok. Teremos chance de nos beijarmos, quando viajar-
mos pros States.
Mas ela já havia desligado o telefone. Ele sorriu. Ima-
ginou seu corpo desnudo e ficou com tesão. Os bagos ainda
doíam por causa da pancada recebida da ex-namorada, mas
bem que a foderia de novo. Sorria, quando o garçom se apro-
ximou dele.
- Desculpe, mas vou ter que fechar. Já, já vai ter bala pra
todo lado. Se quiser, pode continuar bebendo lá dentro, mas
de portas fechadas.
Johnny agradeceu, pegou a garrafa e o copo e entrou. O
atendente arriou a porta levadiça. Pouco depois, começaram
a ouvir os disparos.
- Eu não disse? - Falou o garçom.
O americano voltou a bebericar, sem se importar com
o que acontecia lá fora. Mas, pouco depois, bateram apressa-
damente na porta.
- Seu Valdo, abra pelo amor de Deus. É muita bala.
O homem correu e levantou um pouco a porta. Uma
jovem de cerca de dezesseis anos entrou apavorada. O gar-
çom disse:
- Entre, mas não vá incomodar o cliente. Você sabe que
eu não gosto de putas no meu bar.
Ela concordou com um ligeiro aceno de cabeça. Mas
olhou demoradamente para o gringo. Achou-o bonito. Per-
MULATA NOTA 1024
guntou ao atendente:
- Posso, ao menos, tomar um gole da cerveja dele?
O homem esteve indeciso, depois concordou:
- Se ele te convidar, tudo bem. Mas não peça a ele.
Johnny havia ouvido a conversa, mas não olhou ime-
diatamente em direção à jovem. Só quando o garçom se en-
caminhou para trás do balcão, deu um olhada nela. Era uma
morena bonita, se bem que um tanto maltrapilha. Era magra
e não tinha peitões, como ele apreciava. Mas tinha as pernas
grossas, como a maioria das cariocas. Ao vê-lo admirando-a,
a jovem lhe fez um sinal mudo. Ele disse, em voz alta:
- Se quiser tomar uns goles, pode se chegar, moça.
O garçom fechou a cara, mas não disse nada. Ela correu
para pegar um copo. Depois, sentou-se feliz ao lado do loiro.
- Disseram-me que um gringo bonito esteve aqui. Já vi
que foi você. Se soubesse, teria vindo ontem. Estava precisan-
do comprar meu botijão de gás...
- E aqui vende?
Ela riu:
- Não, bobo. Mas eu teria feito qualquer coisa para que
você me emprestasse o dinheiro.
- E você acha que eu faria isso? Eu não te conheço...
- Vitória. Muito prazer - Ela disse, estendendo-lhe a
mão.
- Johnny. E não sei se será um prazer. Você se prostitui?
- Não. Eu sobrevivo, meu senhor. Tenho dois filhos
para criar.
Então, ouviram a sirene da Polícia uivando. O som foi
se afastando. Haviam cessados os estampidos e o garçom er-
gueu a porta. Ficou olhando em direção ao morro. Aí, a mo-
rena aproveitou que o americano estava distraído para rou-
bar-lhe um rápido beijo.
- O senhor é muito bonito. Eu até transaria de graça
MULATA NOTA 10 25
contigo.
O loiro sorriu. Achava muito interessante a espontanei-
dade do povo brasileiro. Tirou uns trocados do bolso e deu
para ela, dizendo:
- Tome, acho que dá para comprar o teu gás.
Ela deu-lhe outro beijo, contente, e correu para fora do
bar. Logo, tinha sumido de vista. O garçom alertou:
- É mulher de bandido. O cara está preso, mas um dia
vai se soltar. Eu é que não queria uma nega dessa.
O americano não respondeu. Voltou a bebericar sua
cerveja e depois pediu outra.
Havia bebido cinco, quando voltou para o hotel. Um
recepcionista jovem lhe cochichou:
- Tem alguém esperando-o lá encima.
- Homem ou mulher?
- Mulher, senhor.
O loiro estranhou. Seria a agente Rebeka? E, se fosse,
o que estava acontecendo para ela vir até ele? Nem esperou
pelo elevador. Subiu as escadas agilmente. Logo, estava dian-
te da porta de sua suíte. Quando forçou a maçaneta, a porta
estava aberta. Agora, tinha certeza de que era a agente loira.
Mas não era. Quem o esperava, deitada na cama, era
a jovem prostituta que conheceu no bar. Ela sorriu, quando
o viu. Levantou-se depressa e se atirou nos braços dele. Ele
perguntou:
- Como entrou aqui? Deixei a porta fechada.
- O cara da recepção é doido pra trepar comigo. Pro-
meti dar uma foda com ele, se me deixasse entrar. Contei-lhe
que o senhor havia me dado dinheiro sem querer nada em
troca. Isso é raro nos homens. Então, comprei meu gás e corri
para cá.
- Como sabia que eu me hospedo aqui?
- Todo mundo sabe que americanos costumam se hos-
MULATA NOTA 1026
pedar neste hotel. E, para estar bebendo naquele bar, é claro
que você estava hospedado por perto.
- Muito esperta, você. Mas faça-me o favor de ir embo-
ra. Senão, denuncio o cara que te deixou entrar à adminis-
tração.
Ela ficou triste. Baixou a cabeça. Depois, perguntou?
- Você não me quer? Eu te vi me olhando dos pés à ca-
beça, aí pensei que estava afim de mim.
- Pensou errado. Não costumo me envolver com putas.
- Por favor, moço. Meu homem está preso, e eu não
tenho fodido há muito tempo. Ninguém me quer, pois tem
medo dele. Eu não quero dinheiro, pois já me deu. Mas quero
foder com um americano, pois nunca fiz isso.
- Você deve ser doida. Não há diferença entre uma rola
americana e uma brasileira.
- Pode ser, mas fiquei afim do senhor. Por favor...
Ele olhou de novo para o corpo dela. A morena estava
de short bem curtinho, aparecendo as papadas da bunda. Ao
perceber que ele lhe avaliava novamente, ela deu a volta, para
que ele a visse também por trás. Ele aprovou seu rabão.
Disse, finalmente:
- Está bem. Tome um banho e vá para a cama. Mas não
tente me beijar novamente.
Ela correu contente em direção ao banheiro, deixando
peças de roupa largadas pelo chão. Ele riu da birutice dela.
Deitou-se na cama, de roupa e tudo. Seu cacete, no entanto,
estava duríssimo. Botou as mãos à altura da cabeça, sob o
travesseiro, e fechou os olhos. Sentiu o cheiro de sabonete
perto de si, mas permaneceu de olhos fechados. Ela tirou-lhe
a bermuda, com cuidado, deixando-o só de cueca e camisa.
Depois, mordeu carinhosamente seu caralho, por fora do te-
cido. Em seguida, puxou a cueca e libertou o pau enorme.
Ela lambeu toda a extensão do mastro, antes de abocanhar a
chapeleta. Depois o chupou com uma suavidade tão grande
MULATA NOTA 10 27
que ele logo sentiu vontade de ejacular.
Ela, percebendo o caralho inchar, pediu:
- Se prenda mais um pouco, senhor. Depois, quando
não aguentar mais, pode gozar na minha boca. Eu engulo
tudo. Dizem que porra é bom para o estômago, e eu tenho
gastrite.
Ele não respondeu. Aí ela parou de chupar o cacete e
ficou lambendo o escroto dele. Massageava os bagos de leve,
com os lábios. Ele começou sentindo uma dormência no lo-
cal, que foi se espalhando por toda a genitália. Quando ela
voltou a lhe chupar a cabeçorra, ele quase já não sentiu seus
lábios. Só então, ela começou a lhe punhetar. Aí, sim, despon-
tou-lhe a vontade de gozar novamente. Avisou:
- Aaaaaaaaaaaaah, vou gozar...
Ela não disse nada. Continuou a punheta, bem suave,
enquanto o chupava com a boca cheia de saliva. Ele sentiu
a gosma escorrer entre suas pernas, em direção à regada da
bunda.
Aí, não conseguiu se prender mais.
MULATA NOTA 1028
4. Visita ao quarto na madrugada
Vitória levantou-se da cama de repente. Nem tomou ba-
nho, vestiu-se apressada. O americano não estava en-
tendendo o porquê da pressa. Não foi preciso perguntar. Ela
disse:
- Tenho que ir. Está na hora de minha filhinha novinha
mamar. Ainda tenho que comprar o leite dela, pois já não
tenho no peito.
Antes de sair, porém, ela perguntou:
- Quer mais alguma coisa de mim? Posso fazer algo
pelo senhor?
Ele pensou um pouco, depois disse:
- Preciso falar com um tal de AK-47, menina. Você tem
como conseguir um encontro dele comigo?
Ela nem pensou, para dizer:
- Deus me livre ter contato com aquele bicho, seu John-
ny. Aquilo é peça ruim. Nem queira aproximação com ele. É
MULATA NOTA 10 29
bem capaz de matar o senhor.
- Não tenho medo dele. Se você me conseguir um en-
contro com a fera, te dou uma boa grana.
- Não. Nem por todo dinheiro do mundo eu quero con-
versa com ele. Tenha um bom dia, pois estou apressada.
- Não quer dinheiro para comprar o leite da tua filha?
- Do senhor, não. O que me deu para comprar o gás
deu muito bem para eu também comprar o leite. Muito obri-
gada. Mas deixe-me ir que estou apressada.
O loiro tomou um demorado banho, depois sentiu a
barriga roncar. Havia perdido a hora do almoço. Não haveria
mais comida no restaurante do hotel, àquela hora. Então, re-
solveu-se a ir almoçar num restaurante qualquer. Pensou em
ir para o bar onde conhecera a mulata, mas desistiu. Achou
que a comida dali era muito gordurosa. Então, perguntou na
portaria onde poderia encontrar um bom restaurante ali per-
to. Sugeriram que ele pegasse um táxi. O motorista saberia
levá-lo a algum mais adequado. Foi o que ele fez.
Pouco depois, o táxi lhe deixava num restaurante acon-
chegante, não muito luxuoso. Não viu nenhuma placa indi-
cando o nome do estabelecimento. Perguntou ao garçom e
ele lhe indicou uma feijoada, servida com laranjas. Ele quis
experimentar o prato. Pediu uma cerveja bem gelada. Veio.
Na metade da cerveja, veio o almoço. De cara, ele não
gostou do prato. Perguntou os ingredientes. Feijão preto,
charque, paio, toucinho e pé de porco. Ele ficou repugnado.
Mas a fome que sentia o fez experimentar a comida. Adorou.
Porém, veio muita feijoada. Comeu o suficiente, de-
pois pediu para embrulhar pra viagem. Pouco depois, voltava
para o hotel. O mesmo jovem recepcionista veio cochichar
ao seu ouvido:
- Tem uma garota esperando pelo senhor, cavalheiro.
MULATA NOTA 1030
Ele espantou-se:
- Mais uma? Son of a bitch! Outra prostituta? Assim tá
demais.
- Está no saguão principal, senhor. Há quase uma hora.
A mulher de cabelos longos e negros estava lendo dis-
traidamente uma revista de notícias. Olhou sorridente para o
loiro, quando o viu se aproximar. Ele suspirou aliviado. Era
Rebeka, sua ex-namorada e companheira da CIA. Mas devia
estar com uma peruca, tornando-a morena.
- Não vou perguntar, mas estou curioso para saber o
que faz aqui.
- Podemos conversar no seu quarto?
Pouco depois, estavam na suíte ocupada pelo ameri-
cano. Assim que entrou, ela tirou um pequeno aparelho da
bolsa feminina que usava e apontou-o para várias direções.
- Está limpo. Fiz isso várias vezes, depois de alugar este
quarto.
- Sim, mas você esteve fora. Podem ter colocado espias
neste lugar, quando saiu. - E continuou monitorando o local.
Depois, já satisfeita, guardou o aparelho e tirou da bol-
sa uma caixa contendo pílulas. Entregou uma para ele:
- Engula-a. É um transmissor em miniatura. Com ele,
posso te achar onde estiver, e também ouvir tua voz e a de
quem estiver por perto.
- Nunca vi dessas pílulas. Como conseguiu?
- Pedi à Central. Contei que você está em apuros e que
preciso monitorá-lo.
- Não devia ter feito isso. Se eu quisesse alarde, teria eu
mesmo requisitado uma equipe, sem procurar você.
- Verdade. Mas, se eu omitisse essa informação, pode-
ria ter problemas com a CIA mais tarde.
- Entendi. Você quer ganhar louros às custas de minha
situação.
Ela o beijou carinhosamente. Depois, falou:
MULATA NOTA 10 31
- Você tem feito muita merda. E eu não quero que seja
morto. Fiquei responsável por tua vida. Vou continuar te
dando cobertura sozinha, meu anjo.
Ele ficou amuado. Sabia que não era bem assim. Ela
sempre se mostrou ambiciosa e já lhe tinha passado a perna
algumas vezes. Mas estava realmente precisando de ajuda.
Engoliu a pílula. Ela o beijou novamente e fez menção de ir
embora. Ele perguntou:
- Já vai? Não vamos nem dar uma foda?
Ela esteve indecisa, depois disse:
- Cumpra primeiro a tua missão. Depois, teremos tem-
po para nós dois. - E saiu do quarto.
O americano sentiu um leve queimor na barriga, que
logo passou. Atribuiu o incômodo ao efeito da pílula engoli-
da. Depositou a marmita com feijoada no frigobar e depois
sentou-se num sofá que havia no quarto. Ficou matutando:
quem seria o capitão do tráfico, que metia medo em tanta
gente? Queria, sinceramente, conhecê-lo. Esteve armando
estratégias, mas a feijoada começou a lhe pesar no estôma-
go. Foi ao banheiro e esteve defecando por vários minutos.
Saiu do gabinete mole, da diarreia. Deitou-se na cama e logo
adormeceu.
Já era noite, quando acordou com a campainha do in-
terfone gritando. Levantou-se lerdo e atendeu. A voz do re-
cepcionista se fez ouvir:
- Tem umas pessoas querendo falar com o senhor aqui
na recepção, cavalheiro. Digo que vai descer?
- De quem se trata?
- Não quiseram ser anunciados. Sinto muito.
- Chego já aí.
Assim que desceu, viu três sujeitos de pé, perto da
MULATA NOTA 1032
portaria. Um deles estava muito bem vestido, com um terno
cortado sob medida. O cara era bonitão. Os dois que o acom-
panhavam era um careca fortíssimo e um jovem de vinte e
poucos anos. Estes, vestiam-se de forma esportiva. Só o care-
ca tinha cara de mau.
- Posso saber quem são vocês? - Perguntou o america-
no.
O bonitão estendeu-lhe a mão. Disse, com um vozeirão
impressionante:
- Soube que queria falar comigo. Vim ver o que quer.
- Não estou entendendo, cavalheiro...
O bonitão abriu um pouco o paletó, mostrando o cabo
de madrepérola de uma pistola. O loiro gelou. Reconheceu
sua arma. Sabia que estava em apuros. Mas jamais esperou
que o traficante fosse até ele ali, em público, na frente de vá-
rios hóspedes que estavam no saguão.
- Pode nos acompanhar? - Perguntou o careca com
cara de mau.
Não havia alternativa para o agente da CIA. Seguiu na
frente, acompanhado dos três caras. Um táxi os esperava na
frente do hotel. O mais jovem sentou-se na cadeira do moto-
rista e o bonitão sentou-se ao seu lado. O grandalhão careca
pediu que o loiro entrasse no carro e sentou-se ao lado dele.
Disse:
- Vou ter que encobrir tua visão. Não queremos que
saiba aonde vamos te levar. - Disse, colocando um capuz na
cabeça do sequestrado. Logo, o táxi se movimentava. Mas
não rodou muito. De repente, parou em algum lugar. Aí,
alguém com cheiro de óleo de comida no corpo entrou no
carro. Chorava baixinho. Johnny logo adivinhou ser a feiosa
Raimunda que fugiu com seu dinheiro. O carro voltou a an-
dar, desta vez em maior velocidade.
- O que vocês vão fazer conosco? - Arriscou perguntar
o agente.
MULATA NOTA 10 33
- Cale-se. Estamos prestes a acertar tuas contas com a
gente. - Ouviu a voz do careca.
O americano calou-se. A mulher continuava a chorar
baixinho. Aí, finalmente, o carro parou e retiraram seu ca-
puz. Era mesmo a atendente do bar quem estava ao seu lado.
Mandaram ambos descer. Aí, o agente viu logo que estavam
num local ermo, talvez na Baixada Fluminense, com o céu
negro todo estrelado sobre eles. Sentiu um arrepio no corpo.
Esperava que a agente Rebeka estivesse ouvindo tudo e viesse
socorrê-lo. Mas achava difícil ela ter se movimentado em seu
auxílio em tão pouco tempo.
- O que ela faz aqui? Teu negócio é comigo. - Arriscou-
se mais ainda o gringo.
- Soube que essa catraia havia te roubado. Antes, bati-
zou a tua bebida com droga. Então, a capturamos e queremos
ver o que vai fazer com ela. Se nos convencer, fazemos negó-
cios. - Disse o bonitão, sacando a pistola e entregando-a ao
americano.
- Quer que eu a mate? Não vou fazer isso.
- Se não matá-la, nós te matamos. Depois a matamos,
claro. Pegue a arma!
Johnny estava ajoelhado diante dos três homens. A
mulher fedia a óleo de comida ao seu lado. Estava toda se
tremendo. Mas já não chorava. O loiro olhou detidamente
para ela, depois perguntou:
- Ia fugir com o dinheiro que te dei?
- Sim. Sempre quis sair daquele lugar infernal, que é a
favela. Ia para o Recife, onde tenho parentes.
Ele apontou-lhe a arma para a testa e ela fechou os
olhos. Parecia que não mais temia a morte. Parara de chorar
e até de se tremer.
- Atire. Acabe logo com tudo isso... - Disse resoluta, a
mulher.
MULATA NOTA 1034
Inesperadamente, o loiro jogou a arma longe. Os ho-
mens se entreolharam. O bonitão falou:
- Muito bem. Então, faremos negócios. O que tem para
me propor?
O americano falou da sua missão como corretor. Ofe-
receu polpudos dividendos, para que o traficante lhe indicas-
se as melhores casa. Mas, claro, não falou que era agente da
CIA. Apenas da especulação imobiliária.
O bonitão esteve analisando a proposta, depois per-
guntou:
- E o que você pretende fazer por Zezinha? Não acre-
dito que iria levá-la ao Estados Unidos, sem querer nada em
troca. Você também é metido com tráfico de mulheres?
- Deus me livre. A proposta que fiz foi antes de saber
que ela era comprometida. Agora, não tenho mais interesse.
- Mentira. Ela me disse que você ficou tentando fodê
-la, mesmo sabendo que ela era minha namorada.
- Pois é mentira dela. Eu não ousaria. Soube que você
é violento com quem se mete com tua namorada. Porém, sei
também que tem várias garotas, então não sei porque se im-
portaria em perdê-la. Liberte-a e te pago uma boa grana.
- Malditos americanos -, Vociferou o bonitão - tudo
para vocês é dinheiro, dinheiro...
Johnny temeu ter dito merda, mas logo o sujeito aquie-
tou-se. Esteve pensando, depois falou:
- Okay. Vou ver o que posso fazer. Você fica aqui e pro-
cura tua arma nesse escuro. Nós vamos embora levando a
puta ladra.
- Pretendem matá-la?
- Não é de tua conta. Cuide da tua própria vida e será
feliz. Boa noite.
O táxi se afastou, na escuridão. O americano mediu a
MULATA NOTA 10 35
força do arremesso e supôs onde estaria sua pistola. Não de-
morou muito a encontrá-la no mato, ajudado pela luz das es-
trelas. Examinou o pente de balas e viu que este estava vazio,
como supunha ao jogar a arma longe. Aí, lembrou-se de que
estava monitorado pela amiga Rebeka. Falou em voz alta:
- Rebeka, se está me ouvindo, venha me buscar, por fa-
vor. Não há mais perigo.
Pouco depois, um carro apareceu. Piscou os faróis e ele
caminhou até lá. A moça agarrou-se a ele.
- Temi tanto por tua vida. As pílulas não funcionam
muito bem. Demorei muito a te localizar, meu amor.
Beijaram-se longamente. Depois, ela o levou até o ho-
tel. Quis ficar com ele, mas o cara disse:
- Melhor, não. Devem estar me vigiando. Se te virem,
irão te investigar, aí pode comprometer a tua identidade.
- Tem razão. Vou embora. Boa noite. Depois, achamos
um jeito de nos encontrar.
- Como me livro da pílula no estômago?
- Da forma mais tradicional, querido.
Quando entrou no hotel, ele viu uma morena belíssima
e gostosa sentada em um sofá, lendo uns jornais velhos espa-
lhados sobre uma mesa de centro. Na posição em que estava,
quase dava para se ver os biquinhos dos seios dela escapando
da blusa decotada. Mas o americano estava tenso. Queria to-
mar um banho e dar uma cagadinha, para se livrar do incô-
modo comprimido ingerido. Também não queria continuar
sendo monitorado. Pegou o elevador e subiu ao seu quarto.
Estava tomando banho, depois de se descartar do transmis-
sor, quando tocaram a campainha do quarto. Enrolou-se na
toalha e foi ver quem era. Surpreendeu-se, quando avistou
pelo olho mágico a morena que vira no saguão, lendo velhos
jornais. Abriu a porta.
- Sim?
MULATA NOTA 1036
- Alguém que você acabou de conhecer me mandou
aqui, para te entreter, enquanto ele se decide a te ajudar ou
não.
- Quem é você?
- Isso importa?
- Não gosto de prostitutas. Principalmente, se forem
ladras.
Ela deu um sorriso maravilhoso. Entrou, antes que ele
pudesse impedi-la. Despiu-se totalmente, deixando as roupas
espalhadas pelo chão. Caminhou com uma graça incontestá-
vel em direção ao banheiro. Não fechou a porta. Gritou de lá:
- Você não vem? A água está ótima...
Ele foi. Ela estava de costas, lavando-se entre as náde-
gas. Seu corpo era maravilhoso. Seus longos cabelos molha-
dos lhe davam o maior tesão. Então, ele deixou cair a toalha
e atracou-se com ela. Ela empinou o bundão, e ele meteu-lhe
a pica. Ela gemeu arrastado, mas não correu do pau. Levou a
mão atrás e ficou massageando a parte do caralho que ainda
não entrara em seu cu. Depois, retirou-se dele e abraçou o
gringo de frente. Apontou ela mesma a cabeçorra para a ra-
cha e levantou uma das pernas.
Aí, o loiro gozou precocemente.
MULATA NOTA 10 37
5. Uma foda a três
Um mulherão daqueles e o gringo sequer conseguiu dar
uma única foda com ela. Depois que gozou precoce-
mente, não conseguiu mais ter ereção. Estava meio enca-
bulado, deitado ao lado da bela morena de corpo perfeito,
quando o celular dela tocou. Ela levantou-se, pegou-o entre
suas roupas espalhadas no chão e atendeu. Esteve falando ao
aparelho, depois desligou. Disse para o gringo:
- Vista-se. Estão querendo falar novamente contigo.
- À essa hora? Já passam das três da madrugada, porra.
- Ele é madrugador.
Pouco depois, saiam do hotel. O mesmo táxi de antes
os aguardava na frente. O casal sentou-se na poltrona de trás.
A morena cumprimentou o chofer:
- Oi, amor. Tudo bem?
- Comigo, sim. Mas você está com cara de quem comeu
MULATA NOTA 1038
e não gostou.
- Deixa quieto.
Não se falaram mais. O taxista encetou a marcha e es-
tiveram rodando por uns tempos. Depois, pararam na frente
do Copacabana Palace, um hotel tradicional do Rio de Ja-
neiro. Subiram, os três, pelo elevador, até um determinado
andar. A mulher tirou uma chave da bolsa e abriu a porta.
Dentro, o careca os esperava, sentado a uma poltrona, assis-
tindo TV. Não cumprimentou o americano. A mulher disse:
- Senta aí. Ele deve estar tomando banho. Sinto o cheiro
do seu sabonete especial.
O gringo olhou em volta. O quarto parecia mais um
apartamento completo, com vários cômodos. Não entendia
como um traficante preferia pagar por todo aquele luxo, ao
invés de construir algo próprio, mesmo se fosse na favela,
ao lado dos seus. O cara devia ser um gastador. Mas, o que
mais lhe chamou a atenção foi um grande plástico forrando
o chão. Teve um arrepio na espinha. A CIA usava desse arti-
fício, quando não queria deixar rastro de um assassinato em
um aposento, principalmente em um hotel. O som alto da
tevê indicava que a intenção era mesmo aquela. Mas o loiro
manteve o sangue-frio. Se tinha escapado da primeira tenta-
tiva de morte, também tinha certeza de que escaparia nova-
mente. Só lamentava ter expulsado a pílula do estômago. Sua
parceira poderia salvá-lo, se ainda o estivesse monitorando.
Azar o dele.
O bonitão saiu do banheiro nu, se enxugando com uma
toalha. Johnny ficou de queixo caído, quando percebeu a sua
anomalia: um par de seios belíssimos e um enorme caralho
entre as pernas. Uma pica mais grossa e bem maior do que
a sua.
- Divertiu-se com a minha assistente?
MULATA NOTA 10 39
- Sim. Muito. - Falou o gringo, escondendo o fato de
ter brochado.
- Okay. Agora é a minha vez de me divertir. Chupa!
- Como é que é?
- Eu disse: chupa!
- Ah, porra, eu não vou chupar teu caralho.
Os dois homens na sala sacaram, cada um, uma pistola,
e apontaram para o americano.
- Sacanagem, cara. Eu gosto é de fêmea, porra.
- E eu gosto de macho. Quanto mais macho, melhor.
Costumo comer-lhe o cu. Mas hoje eu só quero uma chupa-
da.
A contragosto, o americano resolveu-se a fazer o jogo
do marginal. Depois, mataria os três sem piedade, e com re-
quinte de crueldade. Ajoelhou-se e botou o caralho ainda
mole na boca.
- Se ele morder, matem-no. Sem pena. Mas cuidado
para não acertar em mim.
Os dois se posicionam melhor na sala. Usavam pistolas
com silenciadores. A mulher parecia alheia à cena, assistindo
a tevê.
O loiro chupou, punhetando o homenina enquanto o
fazia, torcendo para que ele gozasse logo. Demorou, mas con-
seguiu que ejaculasse. Engasgou-se com a enorme quantida-
de de porra lançada pela aberração. Cuspiu no plástico que
cobria o assoalho e passou a mão nos lábios. Estava enojado.
Só então, a morena levantou-se, agachou-se entre as
pernas do bonitão e mamou o leitinho que escorria, até que
não sobrou nem um pingo. Voltou ao seu lugar no sofá. O
sujeito agradeceu, pegou cinco copos e encheu-os de uísque,
oferecendo a todos. O americano pegou um, querendo se li-
MULATA NOTA 1040
vrar do gosto de porra na boca. Só então, percebeu que o
traveco era uma cópia fiel da morena, ou vice-versa. Se usasse
uma peruca de cabelos longos, poderia muito bem se passar
por ela.
O vozeirão do homenina se fez ouvir:
- Pra teu azar, você foi enganado, puto. Não sou o trafi-
cante que você queria se encontrar.
O loiro engasgou-se com a bebida, tossindo-a fora. Fi-
cou furioso. Quis esganar o travesti, mas a morena o domi-
nou com facilidade, com uma chave de braço e pescoço.
- Fique quieto, senão vai ser pior pra você. - Disse ela.
O cara aquietou-se. Ela o largou. Arquejante, ele per-
guntou:
- Para que a farsa? O que querem de mim, porras?
- Chegou aonde eu queria. Pela arma que usa, logo vi
que era da CIA. Pensei na tua proposta e percebi que a coisa
é bem maior do que me contou. À CIA, não interessa uma
simples especulação imobiliária. Tem coisa grande aí, escon-
dida. Mas não me interessa. Quero que me ajude a pegar o
traficante, ou nós te denunciamos ao serviço secreto brasilei-
ro. Garanto que eles te fariam cantar igual a um passarinho.
São uns sádicos.
- E você, o que é, porra? Vai tomar no teu cu!
- Todos riram. Mas guardaram as armas. O homenina
vestiu-se.
- E aí, topa ou não topa?
- Não. Podem me denunciar ao serviço secreto. Fui
treinado para resistir à tortura. Não direi nada. - Falou o
americano, achando que, se fosse preso, a CIA negociaria sua
soltura.
O homenina esteve pensativo, depois perguntou à mo-
rena:
MULATA NOTA 10 41
- Ele está armado?
- Não. Confisquei-lhe novamente a pistola, e ele nem
percebeu.
O loiro gelou. Tinha que matar aqueles quatro. De re-
pente, lançou-se sobre o careca. Acreditava que era o mais
difícil de ser dominado. Tiraria sua pistola e atiraria nele. Os
outros, inclusive a morena, pareciam menos perigosos. Ati-
raria neles depois. A aberração estava desarmada. Ele só teria
que ter um pouco de sorte.
Não teve. Justamente a morena atirou nele, pelas cos-
tas, quando se atracou com o careca. Depois, o loiro levou
um chute na cara, dado pelo homenina. Apagou.
- Americano burro. E agora, o que faremos, Cassandra?
- Perguntou a morena.
Cassandra, o homenina, disse:
- Agora, chamem Zezinha para cuidar dele. Ainda va-
mos precisar desse imbecil. Depois que ela tratá-lo, retirem
suas coisas e paguem a conta do hotel. Não iremos mais ficar
instalados aqui. Mas a operação continua.
********************
Rebeka havia apenas fingido ir-se embora. Afastou-se
de carro, depois voltou com ele e estacionou-o do outro lado
da rua. Ficou de tocaia. Sabia que quem raptou o ex-namora-
do iria mandar alguém ficar por perto, vigilante. Estranhou
quando o loiro saiu do hotel de madrugada, acompanhado
de uma mulher. Primeiro, ficou com ciúmes. Depois, resol-
veu seguir o táxi que tinha pego o casal. Passou pelo veícu-
lo e continuou seguindo-o, só que à frente do táxi. Quando
este parou, ela estacionou mais adiante. Viu quando o trio
pegou o elevador e estranhou o taxista entrar no hotel com
os passageiros. Havia algo errado ali. O loiro devia ter sido
sequestrado, novamente. Ainda traçava um plano de assalto,
MULATA NOTA 1042
quando viu o motorista do táxi sair do hotel com a morena,
acompanhada agora de dois sujeitos: um moreno lindo e um
careca. Mas nada do seu ex-namorado sair com eles. Prepa-
rava-se para entrar no estabelecimento, quando uma mulata
chegou afobada, com uma valise médica nas mãos. Rebeka
deu um tempo.
O americano acordou sendo tratado pela mulata. Sor-
riu e disse:
- Estou no céu?
- Deixe de brincadeiras. Por pouco você não morreu. O
tiro foi mortal. Vai ter que ficar de repouso, por uns tempos.
E fique quieto.
- Você é enfermeira?
- Não. Sou médica. Fui contratada pelo capitão do trá-
fico para cuidar de seus homens, caso fossem feridos à bala
ou padecessem de doença grave, já que não podem ir a um
hospital. Assim, não são pegos pela Polícia.
- E teu namorado é o homenina?
- Claro que não. Ele só gosta de foder cu de macho. AK-
47 se apaixonou por mim, e me mantém perto dele à pulso.
Eu o detesto. Ele é muito violento. Mas aí, conheci os irmãos
agentes federais e passei a colaborar com eles, às escondidas
do traficante.
- Agentes federais? Bem que desconfiei. Son of a bitch.
Tô fodido e mal pago.
- Não. Colabore com eles e eu me responsabilizo por
você. Não irão te prender, se eu pedir. Mas, em troca, terá
que me levar mesmo para os Estados Unidos, quando acabar
tudo isso.
- Por que se envolveu nessa história, mulata?
- Terminei meus estudos e fiquei sem trabalho, lá no
Recife, onde eu morava. O Açougueiro me convidou para vir
para cá. Aí, eu...
- O Açougueiro é o careca?
MULATA NOTA 10 43
- Isso mesmo. Ele já trabalhava junto com o casal de
gêmeos, policiais federais. O taxista foi, ou é, namorado da
morena. Sempre trabalharam juntos. Aí, eu consegui um em-
prego num hospital daqui. Mas, no início, como não tinha
onde morar, aluguei um casebre na Rocinha. O marginal des-
cobriu que eu sou médica, então me obrigou a sair do empre-
go. Ele me pagava uma bolada para cuidar dos seus asseclas
feridos. Depois, se apaixonou por mim. Aí, minha vida virou
um inferno.
- Não se preocupe. Quando tudo isso acabar, te levo
comigo.
Rebeka invadiu o apê, que estava com a porta apenas
encostada, justamente no momento em que o ex-namorado
proferia essas palavras. Estava irada. O ciúme a estava corro-
endo. Entrou armada com uma pistola com silenciador. Gol-
peou a mulata com ela. A jovem caiu, desmaiada. Então, ela
apontou o revólver para o loiro.
- Você veio me salvar novamente, minha...
PLOP! PLOP! PLOP!
Os três tiros acertaram o corpo do agente da CIA, que
estremeceu. Ela colocou a própria arma na mão direita da
mulata. Estava usando luvas, portanto não deixou digitais.
Depois, retirou de uma bolsa uma pequena câmera digital
e fotografou várias vezes a cena. Em seguida, saiu, deixando
a porta do quarto escancarada. Logo alguém descobriria o
crime. A mulata não a tinha visto se aproximar por trás. Não
poderia dizer quem a atacou. Isso, se conseguisse convencer
a polícia de que não cometera o assassinato. Tinha lágrimas
nos olhos. Gostava do cara. Mas havia sido decretada a elimi-
nação do agente, pela CIA, se fizesse mais merda na missão.
E ele fez. Ela foi incumbida de matá-lo. Por isso, tinha que
enviar-lhes as fotos do agente morto.
MULATA NOTA 1044
Quando a mulata despertou, a Polícia já estava no
quarto, examinando o cadáver. Uma paramédica pediu para
examiná-la e Zezinha deixou. Um policial perguntou o que
tinha acontecido, mas ouviu um vozeirão atrás de si:
- Deixe que eu cuido dela.
Era o homenina. Mostrou o distintivo da Polícia Fe-
deral. O policial afastou-se. O agente federal estava acompa-
nhado do careca, que perguntou a Zezinha:
- Você está bem?
- Sim, mas menstruei de repente.
Ele deu um sorriso. Ela entendeu muito bem o signi-
ficado daquilo. Baixou a cabeça, envergonhada. Não queria
repetir a sua vida devassa, de antes de sair do Recife e ir mo-
rar no Rio. Na época, para pagar seus estudos, fazia progra-
mas com o Açougueiro, sempre que estava menstruada. Ia
se negar a ter sexo com o careca, depois voltou atrás. Disse,
baixinho:
- Está bem, mas só se for a três.
O careca sorriu mais ainda. Pediu licença. Saiu e foi fa-
zer uma ligação, do lado de fora do quarto.
********************
Não era preciso mais fazer cerimônias. Os três entra-
ram no quarto de um motel modesto da zona oeste do Rio
e foram logo tirando a roupa. O mais animado era o careca.
O taxista, no entanto, já estava de pau duro. Repetira aquela
cena várias vezes: o Açougueiro se deitava, a mulata o chupa-
va e empinava a bunda para ele. Ela passava o sangue mens-
trual no cu e depois estrepava a boceta no pau do careca.
Quando este começava a gozar, o taxista apontava o caralho
para o cu menstruado.
Ela gemia arrastado, todas as vezes que ele a penetrava.
Depois, ele tirava toda a rola fora. Enfiava de novo.
MULATA NOTA 10 45
- Aaaaaaaaaaahh... Confesso que estava com saudades
disso. Não posso fazê-lo com o traficante. Ele não me dividi-
ria com ninguém.
O taxista enfiou até o talo, depois ficou fazendo os mo-
vimentos de coito. O careca gemeu:
- Porra, estou sentindo teu caralho roçar no meu, por
dentro dela.
Ela pediu:
- Fodam-me com força e deixem de falar, se bem que
essas palavras me excitam. Mas só quero ouvi-las quando es-
tiver trepando com apenas um de vocês. Quem se habilita?
- Se não estiver menstruada, deixo que o garotão aí te
encha de pica.
E continuaram a meter, até que a mulata começou a
gozar pela frente e por trás. Ficou alucinada, rebolando sem
parar. Até que ambos gozaram dentro dela, quase ao mesmo
tempo. Ela, ao sentir-se inundada de porra pelos dois lados,
gozou também.
MULATA NOTA 1046
6. Sexo selvagem no quarto alheio
Rebeka esperava num bar, na orla de Ipanema. Tomava
uma dose de uísque Shivas Royal Salute, de uma garrafa
que custava cerca de 800 reais. Aí, avistou o senhor de paletó
surrado que se aproximava.
- Boa tarde, chefe. O que é que manda?
- Deixe de usar esse linguajar horrível. Às vezes, não sei
o que está dizendo.
- Desculpe-me. É que eu tenho que falar assim, para
me entrosar com o povo daqui.
- Ok. Vou ser rápido. Vá ao hotel onde o falecido estava
hospedado e recupere o dinheiro que ele tinha no cofre. A
missão dele agora é tua.
- Vou cuidar, então, de duas missões ao mesmo tempo,
chefe?
- Não. A tua outra missão está concluída. Washington
convenceu o governo brasileiro a fazer uma intervenção no
MULATA NOTA 10 47
Rio de Janeiro. Logo, as Forças Armadas ocuparão as favelas.
Portanto, urge que você faça contato com o tal AK-47. Tem
que se infiltrar no bando dele o quanto antes.
- Vou ter cobertura? – Perguntou a loira, depois de to-
mar um largo trago.
- Estará sozinha. Nós só agiremos se você estiver em
apuros. Então, use o número de telefone específico para esses
casos.
- Okay, eu já formulei um plano. Acho que hoje à noite
farei contato com o traficante.
- Então, boa sorte. Espero notícias. – Disse o senhor
de cerca de sessenta anos, de cabeleira farta e paletó surrado,
levantando-se da mesa. Antes de ir, no entanto, ele tomou de
uma vez o resto da bebida que estava no copo de Rebeka.
Pouco depois que o sujeito desapareceu de vistas, a loi-
ra olhou para o relógio. Ia dar cinco e meia da tarde. Pediu
outra dose. Dupla.
********************
- Tem certeza de que não foi a mulata quem atirou no
gringo, senhor? – Perguntou o policial, que estava perto de
Cassandra.
- Sim, Júlio. Zezinha é canhota. E nunca usaria uma
arma com silenciador, se eu não a desse a ela. Quem matou
o americano foi gente profissional. Acho que, talvez, os pró-
prios companheiros da CIA.
- O hotel tem câmeras de vigilância, senhor. Podemos
dar uma olhada nas gravações.
- Já mandei pedir as fitas. Devem estar chegando.
Pouco depois, o homenina ligava para a irmã:
- Quem matou o loiro foi uma mulher. Temos sua
imagem saindo do hotel. Segundo os recepcionistas, ela não
passou pela portaria. Vão até o hotel onde estava hospedado
MULATA NOTA 1048
o gringo e deem uma vasculhada. Ele deve ter deixado algo
interessante por lá, talvez em algum cofre.
- Okay. Eu mesma vou lá. Depois te dou notícias.
A morena desligou e teclou imediatamente um número
no celular. Atendeu o taxista:
- Oi, amor – Disse ela –, vou precisar de você. Apanhe-
me na portaria do hotel onde estou hospedada. Temos o que
fazer.
Pouco depois, saltava defronte ao hotel perto da Ro-
cinha, onde estava hospedado o defunto. A morena, agora,
usava uma peruca ruiva, de cabelos médios, escondendo a
sua longa cabeleira. Foi direto ao recepcionista e mostrou seu
distintivo. Disse:
- Leve-me ao quarto onde estava hospedado o gringo.
- Ele não está, senhorita. – Retrucou o recepcionista
jovem – Se quiser aguardá-lo, esteja à vontade.
- Ele não mais virá. Está morto, e bem morto. Quanto
ele devia?
- Só a diária de hoje, senhorita. - Disse o cara, surpreso
pela notícia da morte do hóspede - Ele pagava todos os dias,
como se esperasse ter que sair às pressas.
Ótimo. Dê-me a chave do seu quarto.
- Do meu, senhorita?
- Não, rapaz. Do dele. E depressa, que o tempo urge.
- Eu teria que pedir permissão a meus superiores. Mas
vou dá-la para a senhora, sem precisar de burocracia...
Ela pegou as chaves e deu um beijinho na boca do ra-
paz. Ele exultou de alegria. Ela saiu com seu andar provocan-
te, em direção ao elevador. Não demorou muito e voltou com
uma valise nas mãos. Agradeceu ao rapaz, pagou a diária do
gringo e ia saindo, quando cruzou com a americana loira.
Mas não deu atenção a ela, achando que era uma hóspede
do hotel. A agente da CIA também não se deu ao trabalho de
MULATA NOTA 10 49
observá-la. Foi direto para a recepção, e esteve falando com o
rapaz. Depois, correu em direção à saída. O táxi, no entanto,
já havia dobrado uma esquina e ia longe. A gringa voltou à
recepção.
- Não os vi mais. Tem certeza de que não entraram no
quarto de Johnny?
- Sim, senhora – Mentiu o rapaz sem nem saber por
que – Perguntaram por ele e eu disse que não o tinha visto
desde ontem. Mas ela ficou de voltar.
- Ela, quem?
- A ruiva bonita que cruzou com a senhora, quase ain-
da agora.
- Puta que me pariu. Eu estava distraída, nem vi seu
rosto. Estou precisando das chaves do apartamento do meu
conterrâneo. Ele me pediu para pegar uns documentos lá,
com urgência.
O jovem esteve indeciso, depois entregou-lhe o molho
de chaves, que ainda estava em sua mão. Mas disse:
- Eu não deveria estar fazendo isso, entregando-te as
chaves. Então, vou querer algo em troca.
- O que quer?
- Sexo. – Afirmou o rapaz, que ainda estava de pau
duro, depois do beijo recebido da agente federal.
Ela o olhou de cima a baixo, como se o estivesse ava-
liando. Depois perguntou:
- Tem o caralho grande? É disso que gosto.
Ele sorriu, malicioso. Pediu para subirem até o quarto.
Lá ela veria por si mesma.
Assim que o rapaz baixou as calças, mostrando um pau
de tamanho considerável, ela fechou a porta atrás de si e co-
meçou tirando a blusa, libertando um par de seios enormes,
mas rijos. Quando o cara se aproximou para mamá-los, rece-
beu uma joelhada nos bagos.
MULATA NOTA 1050
- Gosto de sexo violento, garoto. Se me aguentar, tran-
saremos outras vezes.
Derrubou o recepcionista no chão, que gemia com as
mãos nos colhões. Terminou de tirar-lhe as calças e caiu de
boca no caralho do cara. Ele ficou com medo que ela o mor-
desse. Mas a chupada foi ótima, e ele quase esqueceu a dor
nos bagos. Aí ela tirou o resto do uniforme dele e mordeu-o
no peito. Ele gritou:
- Pare, dona. Assim eu não gosto.
- Mas eu gosto. Então, deixe de reclamar, senão não te
fodo mais.
Ele acalmou-se. Ela continuou chupando-o, até que ele
começou a gemer:
- Ahhhhhhhhhhhh, tá muito gostoso. Não pare, dona...
De repente, a mulher ficou alucinada. Subiu sobre ele, e
ficou de cócoras sobre o seu corpo. Pegou o caralho do jovem
com uma das mãos e se enfiou nele. Sua boceta era quentís-
sima, e o cara quase goza rápido. Ela levou as mãos para trás,
apoiando-se nas coxas dele, e empreendeu um ritmo frené-
tico à foda. Ele abriu muito os olhos, bem perto de gozar.
Mas ela gozou primeiro. Retirou-se do pau do cara e soltou
um esguicho fortíssimo, que o atingiu no rosto. Ele botou a
língua para fora, querendo provar aquele gosto.
Então, ela urrou e se enfiou de novo no cacete dele. Ele
inundou a tabaca dela de porra.
MULATA NOTA 10 51
7. A jornalista boa de foda
Aloira ofegou um pouco, depois levantou-se. Caminhou
em direção ao cofre dentro do quarto. O recepcionista
continuou deitado no chão, com as mãos sob a cabeça. Estava
satisfeito do sexo. Ela, sem dificuldade, abriu o cofre, após ter
ficado com o ouvido colado nele enquanto girava o botão. O
rapaz perguntou:
- Como conseguiu abri-lo?
- Anos de prática, garoto.
- A senhora é alguma ladra?
- No momento, sim.
Mas ela espantou-se ao ver o cofre limpo. Não havia
nem dinheiro nem documentos dentro. Ela perguntou:
- Viu se a ruiva levava alguma valise?
Ele não queria dar essa informação. Principalmente
que agora sabia que a loira era ladra.
- Não, ela estava de mãos vazias. Por quê?
MULATA NOTA 1052
- O dinheiro que o gringo deveria guardar neste cofre
sumiu. Alguém o pegou. Só pode ter sido ela. Tem certeza de
que não a viu subir?
- Tenho, claro. Eu estive na portaria o tempo todo.
A mulher esteve pensativa. Depois, falou:
- Eu vou esperar aqui. Talvez, quem pegou a grana vol-
te.
- Não acho que o gringo vá gostar de ver que alguém
está no seu quarto. Posso perder meu emprego por causa dis-
so. Então, terá que aguardar lá embaixo. - Disse o jovem, sem
querer informar que já sabia que o americano tinha morrido.
Acreditava no que a ruiva policial tinha dito a ele.
- Está bem. Fico aqui até o tempo de procurar em ou-
tros lugares do quarto. Ele pode ter escondido o que me pe-
diu em algum canto.
- Por que não liga para ele e pergunta?
Ela ficou calada. Pensou que o sujeito era muito curio-
so e poderia ter problemas com ele mais tarde. Ordenou:
- Agora, você volta para a recepção. Vou ligar sim, para
ele. Mas não quero que você escute o que tenho para lhe di-
zer.
O sujeito ficou frustrado. Esperava dar outra peiada
com a mulher. Vestiu as roupas de má vontade. Antes de sair,
falou:
- Não se demore muito. E prefiro você de cabelos ne-
gros, como te vi na primeira vez que esteve aqui.
- Como é que é?
- Você já esteve aqui com o gringo. Mudar a cor dos
cabelos não me confunde. Teus peitões são facilmente reco-
nhecíveis...
Ela estreitou um olho. Estava cismada com o jovem.
Ele era muito perspicaz. Talvez a pudesse delatar, se alguém a
procurasse ali. Era preciso se livrar dele. Disse:
- Ei, vai sair sem nem me dar um beijo?
Ele sorriu. Voltou para junto dela. Foi seu erro.
MULATA NOTA 10 53
A loira, de um só golpe, quebrou o pescoço do re-
cepcionista. Ele morreu de olhos arregalados, como se não
acreditasse no que lhe estava acontecendo. Ela abriu a porta,
olhou para todos os lados, depois pegou o cara pelos pés e o
arrastou até a escadaria. Levantou-o com algum esforço, só
para largá-lo. O cara caiu escada abaixo, batendo com a ca-
beça várias vezes no chão. Ela voltou para o quarto e fechou
a porta. Continuou as buscas pelos documentos e dinheiro
ali dentro. Mas não achou nada. Deitou-se na cama e se pôs
a matutar.
********************
A magricela Vitória voltou ao hotel querendo ter sexo,
novamente, com o gringo. Não encontrou ninguém na por-
taria. Então, resolveu subir, usando o elevador. Desceu no
andar do quarto do americano. Ia caminhar até ele quando
viu a porta se abrir. Quando a loira botou a cara do lado de
fora, ela rapidamente se escondeu. Foi quando viu o jovem
ser arrastado pelos pés e ser jogado escadaria abaixo. Qua-
se grita do susto. Mas permaneceu escondida, até que ouviu
o barulho da porta se fechando. Apressou-se a ver onde o
rapaz tinha caído e se estava vivo. Logo percebeu que ele ha-
via quebrado o pescoço. Ficou com raiva da mulher. Aproxi-
mou-se pé-ante-pé da porta e forçou lentamente a maçaneta,
para não fazer barulho. A porta estava destrancada. Abriu-a
e espiou dentro do cômodo. A loira parecia estar no banhei-
ro. Ouviu um barulho, como se a caixa da descarga tivesse
sido aberta. Então, percebeu que a mulher havia deixado a
chave na fechadura. Com cuidado, retirou-a e fechou a porta
por fora, usando a chave. Depois, correu para baixo, pelas
escadas, para chamar alguém do hotel. Porém, demoraram a
acreditar no que ela estava dizendo. Só depois de um tempo
é que o gerente mandou alguém dar uma olhada. O funcio-
nário deu de cara com o cadáver do jovem, na escada. Voltou
apavorado.
- A assassina está dentro do quarto. Eu a tranquei lá. -
MULATA NOTA 1054
Afirmou Vitória.
- Chamem a Polícia -, ordenou o gerente - e ninguém
se aproxime de lá.
Cerca de meia hora depois, Cassandra apareceu jun-
to com uma viatura da Polícia. Subiu pelas escadas, ao invés
de esperar o elevador. Encontrou o cadáver do jovem. Sacou
uma pistola - a que pertencera ao gringo - e se aproximou
da porta. Esta estava arrombada a tiros, certamente por uma
arma com silenciador. Coisa da CIA, obviamente. Quem
estava no quarto já havia fugido, sem passar pela recepção.
Desceu ao térreo. Uns policiais estavam interrogando a ma-
gricela. Ele perguntou à jovem:
- Disseram-me que você viu a assassina. Como era ela?
- Eu a prendi no quarto. Era loira, dos peitões.
- A mesma que matou o gringo. - Disse o homenina a
Júlio, o policial.
- O americano está morto? - Espantou-se Vitória, co-
meçando a chorar. - Eu quero que vocês prendam aquela des-
graçada. Eu mesmo quero dar uma surra nela.
- Ela conseguiu fugir. Mas vamos pegá-la.
O homenina sacou o celular do bolso e fez uma ligação.
Quando atenderam, ele falou:
- Diga à minha irmã para ela impedir a volta de Zezi-
nha para a favela. Desconfio que AK-47 vai estar aguardan-
do-a para acabar com a vida dela. A mesma loira que matou
o gringo deu cabo da vida de um funcionário do hotel. Deem
essa notícia para a Imprensa. Precisamos de uma foto dela.
Quem pode consegui-la?
- Não seria melhor localizar onde ela está hospedada?
Uma gringa, com certeza, seria de fácil localização. - Respon-
deu a voz do outro lado.
- Dificilmente voltará para onde estava. Deve estar sem
grana, pois minha irmã surrupiou a maleta do gringo cheia
de dinheiro. Só lhe resta fazer contato com o traficante. Você
MULATA NOTA 10 55
pode ficar de olho?
- Posso sim.
O taxista desligou e discou um número. Era o de uma
jornalista que ele já havia fodido várias vezes, depois que ela
o entrevistou quando ele ganhou uma bolada de um coroa
rico. Agora, não precisava mais trabalhar. Mas tinha se re-
solvido a ajudar o casal de irmãos, quando estes precisassem.
Isso o levou ao Rio de Janeiro. A jornalista morava ali. Quan-
do ela atendeu, ele se identificou e disse:
- Tenho uma notícia exclusiva para você.
- Oi, amor. Estava com saudades. Do que se trata?
- Um crime da CIA. Encontre-se comigo e a gente con-
versa.
Pouco depois, os dois se encontravam no hotel. Cas-
sandra ainda estava lá.
- Cadê a Imprensa?
O taxista apontou para a jornalista.
- Só uma? Te pedi para avisar toda a Imprensa.
- Eu devo favores a ela. Por isso a trouxe.
- Eu publico a notícia e depois chamo meus amigos re-
pórteres. Dá no mesmo. Eu só pego o furo de reportagem
antes deles.
- Está bem. Faça o seu trabalho, moça. - Disse Cassan-
dra.
Depois, o homenina chamou o taxista para subirem até
o quarto do americano. Lá, mostrou:
- Veja, daqui você pode controlar a entrada do morro
da Rocinha. Acho que era isso que o gringo fazia deste quar-
to. Vou alugá-lo. Você fica de tocaia. Combinado?
- Claro. Mas preciso de um binóculo.
Cassandra logo encontrou, dentro de uma gaveta, o ob-
jeto que o loiro usava. Entregou-o ao amigo.
- Tome. E esteja atento. Acho que ela vai se esconder
MULATA NOTA 1056
no morro. E não deve demorar muito. Isso, se já não correu
para lá.
- Espero que não. E essa porta arrombada? Não quero
ser surpreendido de costas para ela.
- Não se preocupe. Logo, o hotel a terá consertado. Por
enquanto, estou lá embaixo. Até eles fazerem isso.
- Obrigado. Ah, por favor, diga à jornalista que quero
falar com ela.
Pouco depois, a repórter apareceu. Beijou-o longamen-
te e depois agradeceu-lhe o furo de reportagem. Estava só es-
perando um cinegrafista para dar a notícia da frente do hotel.
Ele perguntou:
- E depois?
- Em seguida, nós matamos a saudade um do outro.
O taxista havia ligado a tevê do quarto. Viu a jornalis-
ta dando a notícia ao vivo. Entrou no banheiro e tomou um
banho demorado. Saiu do box quando ela entrava no quarto.
Estava ainda se enxugando, quando ela se agachou aos pés
dele. Pegou seu caralho e levou ao nariz.
- Huuuuuuummmmmmm, cheiroso.
Ele largou a toalha no chão. Alisou os cabelos dela. Ela
levou o pinto, ainda mole, à boca:
- Mmmmmmmmmm, gostoso...
Masturbou e lambeu a cabeçorra, até que o caralho
acordou.
- Uau, crescido de dar gosto...
Ele alertou:
- Ajoelhou, tem que rezar. Mas podemos ser interrom-
pidos por alguém que venha consertar a porta.
- E daí? Tem vergonha de ser flagrado fodendo?
- Tenho, sim.
- Pois eu não. Acho até mais excitante. - Ela disse, pu-
xando-o para a cama.
MULATA NOTA 10 57
Dessa vez foi ele quem a beijou dos pés à cabeça, pa-
rando de vez em quando nos seios e na boceta. Mas, quando
a virou de costas intencionado a beijar-lhe a bunda, ela pro-
testou:
- Já? Que pressa é essa?
Ele rebateu:
- Estou na seca já faz algum tempo.
- E aquela tua namorada?
- Já foi. Agora, somos apenas bons amigos.
- Não acredito que vocês não trepem.
- Trepamos, sim. Mas não mais com a mesma frequên-
cia de antigamente.
- Mas eu quero, primeiro, dar de comer à minha boce-
tinha...
Era verdade. A jornalista tinha um corpão, mas uma
vulva minúscula. E muito apertada. Ela dizia que trabalhava
muito e às vezes nem tinha tempo para namorar. Ele a virou
de frente, novamente.
- Aaaaaaaaaaaagora, sim. Mas vai com calma. Ainda
estou seca.
Ele ficou esfregando a cabeça da pica na racha, até que
esta ficou molhadinha.
- Mete. Mete agora, mete. Me fode. Me fode.
Ele empurrou um pouco a pica. Ela gemeu. Ele retirou
tudo, depois tornou a botar. Ela reclamou:
- Não. Não tira. Mete de novo. De novo...
Ele, então, socou devagar e sempre. Ela deu um urro
medonho:
- Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, me rasga toda, caralhu-
doooooooooooooooo...
Nem foi preciso que ela pedisse. Ele já bombeava em
sua xana, levando-a ao delírio. Não demorou muito para que
ela gozasse.
MULATA NOTA 1058
8. Estuprada por vários homens
Ajornalista se preparava para ir embora. Havia tomado
um banho e agora ajeitava o cabelo diante de um espe-
lho. Perguntou ao taxista:
- Nos veremos novamente?
- Sim, claro. É só querer. Mas advirto que estou aqui a
trabalho.
- Sei. Te ligo depois. Ainda vai precisar de mim?
- Gostaria que você nos ajudasse a localizar a assassi-
na. Mas, se conseguir uma foto recente dela, não precisa se
envolver.
- Assim fica mais fácil. Tenho amigos no Serviço Secre-
to Brasileiro. Vou ver se consigo algo.
- Eu te agradeço, já de antemão.
Pouco depois, a irmã de Cassandra ligava para o taxis-
ta. Disse que o homenina havia pedido para que ela levasse
MULATA NOTA 10 59
a médica para o hotel onde ele estava de tocaia. Ficaria mais
fácil do grupo protegê-la. Haviam destruído o celular de Ze-
zinha, para que este não fosse localizado pelo tráfico, e lhe
tinham dado um novo. Ela lamentou perder todos os seus
contatos, mas era o jeito. O homenina prometeu recuperar
sua agenda, mas só depois de pegar AK-47.
A mulata estava temerosa da proximidade com o mor-
ro. Mas confiava no grupo. Principalmente em Cassandra.
Abraçou-se com o taxista. O jovem pediu que ela tomasse
um banho e descansasse. A morena, gêmea do homenina,
também ficaria no aposento. O travesti e o careca ficariam
no quarto vizinho. Já haviam consertado a porta do quarto
onde o loiro assassinado estava hospedado. O profissional do
volante não tirava os olhos do binóculo. Anoitecera já havia
algum tempo. A irmã de Cassandra o revezou, enquanto ele
tirava um cochilo. Deitou-se ao lado da mulata. Ela o pres-
sentiu na cama e abraçou-se a ele.
********************
Rebeka estivera hospedada em um motel barato, perto
da Rocinha. Não lhe convinha procurar um de maior confor-
to, pois estavam à sua procura. Vira a reportagem na tevê do
quarto. Queria saber quem a trancara no dormitório do con-
terrâneo, mas isso era o que menos importava agora. Acre-
ditava ter sido um dos funcionários do hotel onde matara o
ex-namorado. Depois de tudo acabado, voltaria lá para inves-
tigar isso. No momento, tinha um plano ousado na cabeça,
mas era preciso sorte para executá-lo. Já estava na segunda
garrafa de uísque Shivas. Começava a sentir-se embriagada.
Olhou para o relógio. Já passava de meia-noite. Ligou para o
seu chefe da CIA:
- Oi, chefe. Estou prestes a entrar na favela. Mas quero
ser monitorada pelos nossos homens. Já tomei a pílula trans-
missora. Apontem o satélite para a minha localização. Mas só
MULATA NOTA 1060
interfiram se eu pedir socorro.
- Boa sorte.
Ela abriu a terceira garrafa de uísque e tomou um gran-
de gole do gargalo. Arrotou. Tomou mais um gole, deixando
a garrafa pela metade. Depois, pediu um táxi pelo interfo-
ne. Havia tingido os cabelos de negro intenso. Quando o táxi
chegou, ela desceu com a garrafa na mão. Entrou no veículo
e disse:
- Me leva pra favela da Rocinha.
- Deve estar muito bêbada, madame. Ali não é lugar
para a senhora. E não vou arriscar entrar na favela. Sinto
muito.
- Me deixa na entrada e depois pode ir-se embora - dis-
se ela, começando a tirar a roupa. O taxista estranhou sua
atitude, mas apenas disse:
- Quero pagamento adiantado, dona.
Ela tirou algumas cédulas do bolso da saia curta que
usava e ele contou. Tinha mais do que o necessário. Quis de-
volver o troco, mas ela pediu que ele ficasse com o dinheiro.
Logo, estava nua dentro do táxi. O motorista lambeu os lá-
bios, cheio de tesão pelo corpanzil dela.
Quando o carro parou na entrada da favela, ia dar uma
hora da madruga. Ela saltou do veículo, com a garrafa de uís-
que na mão, e caminhou trôpega morro acima. Estava real-
mente bêbada, mas isso era necessário para o seu plano dar
certo. Não demorou muito a encontrar um sujeito armado.
- Eh, dona. Onde pensa que vai?
- Vou falar com teu chefe. Tenho uma proposta para
ele. - Disse ela, de voz já arrastada.
O cara tirou um rádio preso às costas e falou:
- Uma dona bicada e errada deseja falar com o chefe.
Deixo passar?
MULATA NOTA 10 61
Escutou-se um chiado do aparelho e uma voz se fez ou-
vir:
- Já a revistou, para ver se não está armada?
O cara riu. Disse que não seria preciso, pois ela estava
totalmente nua.
- Deixe-a vir. Se tentar algo, nós a matamos no ato.
Por onde passava, homens armados até os dentes a
aplaudiam. Ela desequilibrou-se e caiu. Deu trabalho para se
levantar. Um negro forte, apenas com uma pistola moderna
na mão, a ajudou a erguer-se.
- Me larga. Quero falar com o chefe de vocês.
- O que quer com ele?
- Não te interessa. Foda-se. Só falo com ele.
Levou um tapa violento no rosto, que a fez beijar o solo.
Mas não soltou a garrafa. Levantou-se penosamente e, com
uma rapidez incrível, soltou um pontapé que atingiu os co-
lhões do cara. Este vergou-se sobre si mesmo. Levou mais um
chute, desta vez num lado do rosto.
Num instante, a mulher de cabelos pintados de preto
foi cercada por vários homens armados.
- Deixem-na comigo. - Disse o negro forte - eu cuido
dela.
E deu um murro na mulher que ela rodopiou no ar e
caiu com todo o corpo. Desta vez, deixou cair a garrafa. Um
dos homens a apanhou depressa, antes que se perdesse mais
líquido.
- Uísque caro, chefe.
A mulher não reagiu. Tinha perdido os sentidos. O ne-
grão ordenou que ela fosse levada ao seu barraco. Mas o que
ele chamava de barraco era um enorme duplex. Jogaram-na
sobre uma cama e ela ficou lá, sangrando e roncando. Fedia
a bebida.
- É alguma maluca. Mas é uma maluca corajosa. - Disse
MULATA NOTA 1062
o chefe.
********************
O taxista viu quando o carro parou na entrada do mor-
ro. Chamou a irmã de Cassandra, que assistia a tevê. Ela le-
vantou-se de um pulo e foi para junto dele. Ele lhe entregou
o binóculo:
- Aquela mulher está bêbada. Ou mora no morro, ou é
a nossa gringa. Tem peitões mas não tem cabelos loiros.
- Nem precisa. Ou pintou a cabeleira, ou usa uma peru-
ca. Fique de olho nela que vou chamar Cassandra.
Pouco depois, era o homenina quem observava pelo
binóculo. Comentou:
- Só pode ser ela. Já foi dado o toque de recolher. Uma
moradora do morro já estaria trancada em casa. Notem que
não há quase ninguém nas ruas.
- Eu vi alguns traficantes armados. Mas parece que sa-
bem que vigiamos, pois se escondem rápidos.
- Temem que a polícia esteja de tocaia. Se tivéssemos
uma boa arma, poderíamos derrubá-los daqui. - Disse Cas-
sandra.
- Não seria uma boa, mano. Haveria represálias. Os tra-
ficantes poderiam tomar esse hotel de assalto. Decerto sabe-
riam que o tiro partiu daqui.
- Tem razão. Mas precisamos agir. Acorde o Açouguei-
ro. Vamos entrar atrás dela.
- Tá louco? Espere reforços. É uma operação de guerra.
- Falou o taxista.
O homenina esteve pensando. Mas aí, a morena disse:
- Os traficantes já a barraram. Vejam: levou umas por-
radas. Agora, a levam para algum lugar.
- Aquele é AK-47. Sigam-no com o binóculo. Logo,
saberemos onde está escondido. - Completou o homenina,
devolvendo o binóculo para a irmã.
MULATA NOTA 10 63
********************
Rebeka acordou com um crioulo sobre ela. Ele lhe me-
tia a pica na xoxota. Ela ainda estava um tanto bêbada. Res-
mungou:
- Sai de cima de mim, seu puto, antes que eu me irrite.
O cara já estava quase gozando. Olhou para ela com os
olhos revirados, e continuou metendo o caralho grosso em
sua boceta. Ela sentiu um ardor estranho na vulva. Deu um
golpe de caratê no cara, deixando-o semidesacordado. Em-
purrou-o de cima de si. Olhou para a tabaca e dela escorria
sangue. Só então, quando correu o olhar em volta, foi que viu
vários sujeitos nus, armados de metralhadoras e cacete duro,
como se aguardassem por sua vez.
- Mato quem se aproximar de mim!
Mas aí, todos ao mesmo tempo se acercaram dela, e
logo a americana estava dominada. Amarraram-na com fios
de varal, tendo os braços e pernas bem abertos. Ela se deba-
teu, mas não houve jeito de se livrar deles.
- Fique quieta, puta, senão vai ser pior para você. - Dis-
se um sujeito branquela, com a garrafa de uísque na mão. Foi
o que apanhou a garrafa rápido pouco antes , não deixando o
líquido se perder.
Ele tomou um grande gole, antes de subir na cama. Ti-
nha um caralho enorme. A gringa se debateu, mas não conse-
guiu impedir que o cara lhe fodesse a xana. Tentou mordê-lo
e levou uma pancada na cabeça com a coronha de um fuzil,
dada por um dos asseclas. Ela sentiu o sangue fluir da ferida.
Então, resolveu-se a ficar quieta. Fez que tinha desmaiado.
O branquela gozou rápido. Rebeka sentiu sua xoxota
ser inundada de porra. Outro substituiu o traficante, mas ti-
nha um caralho menor. A periquita ardia, mas a gringa con-
seguiu continuar fingindo que dormia. Este demorou mais a
gozar. Então, ouviu uma voz conhecida:
MULATA NOTA 1064
- Se já se fartaram, agora é a minha vez.
A americana abriu os olhos. Era mesmo o chefe do
bando quem acabava de entrar no quarto.
- Tragam-me um travesseiro alto. E coloquem-no sob
as costas dela.
Quando o fizeram, a coluna da mulher doeu. O negro
já tirava a roupa. Deixou à mostra um caralho grande e gros-
so, já duro. Ela gemeu, prevendo que iria ser sodomizada:
- Se enfiar esse cacete na minha bunda, eu não falo o
motivo de vir aqui.
O homem de cerca de quarenta anos parou. Disse:
- Posso te foder o cu, depois te obrigo a falar.
- Eu fui treinada para aguentar tortura. Não falaria,
nem se me ameaçasse de morte.
Ele esteve pensativo, observando-a. Depois, perguntou:
- CIA?
- Sim. Trouxe um recado do governo americano para
você. Estou sendo monitorada. Se continuarem me fodendo,
peço para bombardearem essa casa.
O cara demorou a dizer:
- Soltem-na. Mas fiquem comigo.
Pouco depois, a gringa dizia, sentada à cama, molhan-
do-a de sangue:
- Preciso de alguém que possa estancar essa hemorra-
gia. E tratar do meu rosto inchado.
- Diga primeiro a que veio e vejo o que posso fazer por
você. É o tempo de encontrarem a médica que cuida da gente
da favela.
- Dizem que ela foi vista com o americano que mata-
ram, chefe. - Informou um dos bandidos.
- Como é essa médica? - Perguntou a gringa.
- É uma mulata bonita. Você a viu? - Perguntou AK-47.
MULATA NOTA 10 65
- Sim, estava com o gringo quando o matei. Parece que
ia fugir do Brasil com ele.
O negrão semicerrou os olhos. Ordenou:
- Achem Zezinha. Quero tirar essa história a limpo.
Dois homens se vestiram e saíram para cumprir a or-
dem. Dois ficaram com o chefe e a americana.
- Você é a loira que procuram, por ter assassinado um
cara num hotel? Vi a notícia na tevê.
- Sim, mas pintei meus cabelos de preto, pouco antes de
vir para cá. Podem descolori-lo e verão que não minto.
- E o que tem para me vender?
- Informações com provas.
- Pois chute...
- Primeiro, o Exército vai invadir a favela com grande
poderio armado. Dentro de alguns dias. Estão apenas se or-
ganizando.
- Nossas armas são mais modernas e poderosas do que
a deles. Não temos medo das Forças Armadas.
- Eles pretendem, justamente, tomar essas armas de
vocês. Para depois vendê-las clandestinamente para vocês
mesmos. Tem gente do Exército, da Polícia e até empresários
envolvidos nessa maracutaia, como dizia um ex presidente de
vocês, hoje acusado de corrupção.
- Esqueceu-se de dizer que há políticos e até ricaços que
ganham com este comércio. Nós somos apenas bodes expia-
tórios. Alimentamos essa escória com drogas. É uma forma
de lucrarmos e nos vingarmos deles. Não é fácil ter alguém
viciado na família, sei disso. - Disse o negrão. - E ainda não
sei o que veio me propor...
- Armas. Armas poderosas. De graça.
- Como é que é?
- Nós perdemos a concorrência da venda de armas e
drogas para os colombianos. Washington quer recuperar essa
fatia. Por isso, está investindo alto. Fornece armas para você
MULATA NOTA 1066
sem que precisem se preocupar com a Polícia Federal. Tem
maiorais da entidade que comem da nossa mão.
- Interessante. Mas o que vocês querem em troca? - O
negrão ouvia com atenção.
- Pouco. Só que nos indiquem umas casas na favela
para comprarmos. E que nos forneçam passe livre para tu-
ristas americanos que quiserem visitar o morro. Podem até
cobrar uma taxa de proteção. Não nos importamos.
- Proposta muito suspeita. Não vejo com bons olhos
o interesse do EUA em nossa favela. Mas vou pensar sobre
isso. Agora, vire esse cu pra cá que quero fodê-lo.
MULATA NOTA 10 67
9. Quando o ato de foder
é um pé no saco
Cassandra e o Açougueiro estavam, naquele momento, na
sede da PF do Rio de Janeiro. Examinava atentamente
uns mapas. O careca perguntou-lhe:
- O que espera encontrar aí? Quando disse que inva-
diríamos a favela, pensei que teríamos um pouco de ação. E
não acredito que vá achá-la nalgum mapa do lugar.
- Não é isso que procuro, e sim onde se localizam os
transformadores que alimentam de energia elétrica as casas
de lá.
- Puta que pariu! Um plano do caralho. Achou algo?
- Sim. Enquanto você foi ao banheiro, falei com um dos
diretores daqui. Ele ficou de entrar em contato com a compa-
nhia elétrica para provocar um apagão só na favela. Aí, com
roupas pretas, aproveitamos para resgatar a gringa e matar o
MULATA NOTA 1068
traficante. Eu me encarrego dela e você de AK-47. Alguma
pergunta?
- Não. Vamos botar pra foder. Mas, como vamos sair
de lá?
- Assim que invadirmos, a Polícia sobe o morro. Vou
conseguir, com o chefe da PF, cerca de cinquenta óculos in-
fravermelhos, para que possam ver no escuro. Também, eu
e você os usaremos. Quando começarem os primeiros tiros,
atacamos o reduto do traficante.
- Pretende pegar a gringa viva? Por que não a matamos?
- Fiquei de entregá-la ao Serviço Secreto. Eles querem
interrogá-la. Mas lembre-se de que teremos pouco tempo
para o resgate. Não poderemos falhar.
Já ia dar três horas da madrugada, quando os dois che-
garam na entrada do morro. O homenina olhava para o reló-
gio. Contou em voz alta:
- Dez, nove oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois...
E as luzes se apagaram. Ambos afixaram os óculos es-
peciais no rosto e correram morro acima. Cada um portava
uma metralhadora leve e um fuzil preso às costas. Algumas
granadas penduradas pelo corpo. Além dessas armas, o ho-
menina carregava uma pistola com silenciador na mão es-
querda. Não poderiam fazer barulho, a não ser quando a
Polícia invadisse. Passaram por alguns sentinelas, mas se es-
conderam e não mexeram com os comparsas do traficante.
Estes ficariam ao encargo dos policiais. Não demorou muito,
e começou o tiroteio. Cassandra disse baixinho:
- Depressa. Agora é a nossa vez. Fogo à vontade. E este-
jamos preparados para o caso de terem geradores de reserva.
Aí, nós os destruiremos com as granadas.
- Okay.
Em menos de dez minutos, estavam defronte ao duplex
MULATA NOTA 10 69
do traficante. Não era noite de lua, e reinava uma escuridão
quase total. Os policiais federais deram rajadas de metralha-
doras e derrubaram vários traficantes. Limparam a frente da
casa do chefão do tráfico. Mas ele não apareceu. O Açouguei-
ro adiantou-se ao homenina e entrou na residência. Jogou-se
no chão bem na hora que o sujeito atirou com seu fuzil AK-
47. O careca rolou sobre si mesmo e atirou. O cara, que ainda
estava nu, foi alvejado na barriga. Caiu e não se levantou. O
homenina entrou imediatamente atrás do careca. Gritou:
- Parada! Você está presa.
A mulher, porém, tinha ouvido o barulho da arma do
traficante quando esta tocou o chão. Pulou para ela, e conse-
guiu alcançá-la. No entanto, levou um murro do homenina
que a jogou longe. Quebrou alguns dentes e desmaiou.
- Vamo-nos. - Disse o agente federal, jogando a mulher
sobre o ombro.
- Atiro de novo no safado, chefe?
- Não. Mesmo que ele sobreviva ao tiro, estará inope-
rante para comandar os asseclas. Vamos embora que já, já
isso aqui vai virar um inferno.
Mesmo assim, o careca tomou a pistola com silencia-
dor do homenina e atirou outra vez no negrão. Só então se-
guiu seu chefe, devolvendo-lhe a arma.
- Fique com ela. E proteja-me, pois estou com peso e
não conseguiria ter mobilidade. Agora, fogo à vontade. Mas
cuidado para não atingir civis.
- E você acha que vão botar as caras do lado de fora, à
essa hora da madruga e com um tiroteio desses?
Não tiveram que dar muitos tiros para sair da favela.
Encontraram alguns policiais perto das viaturas, mas o ho-
menina se identificou. Recolheram a mulher dos ombros dele
e a colocaram em uma viatura. Ela estava nua e sangrava na
MULATA NOTA 1070
xoxota, no cu e na boca. Ali, por causa dos dentes quebrados.
- Alguém nos leve à sede da Polícia Federal. Não vie-
mos motorizados. - Disse o agente, com seu vozeirão. Dois
policiais correram para pegar a viatura, mas um tenente dis-
se:
- Não podem sair com a viatura. Iremos precisar delas
para vazar desse inferno.
Mas aí, a irmã de Cassandra apareceu com o taxista.
Gritou:
- Venham para cá. Tragam a espiã.
Mais que depressa, o careca retirou a gringa da viatura
e colocou-a no táxi. Quando o jovem motorista fez a volta, o
homenina disse:
- Vamos levá-la para o hotel. Não confio na Polícia Fe-
deral, muito menos na Militar. Mas confio no Serviço Secre-
to. Ficaremos com a gringa até eles a resgatarem de nós.
O tenente havia ouvido a conversa. Assim que o táxi
se afastou, ligou para um número, do seu celular. Quando
atenderam, ele disse:
- O boiola está levando a americana para algum lugar.
Estão de tocaia?
Uma voz respondeu:
- Sim, acabam de passar pela gente. Vamos atrás deles.
- Ótimo. Não deixem nenhum deles vivo. A não ser a
gringa. Vamos precisar amaciá-la, para que diga onde estão
as armas que prometeu ao traficante. Aí, vocês já sabem o que
fazer com elas.
- Ok.
********************
Quando as luzes voltaram, o taxista olhava pelo retro-
visor. Alertou:
- Estamos sendo seguidos, desde que saímos de lá.
- Tudo bem. Então, não passe pelo hotel. Leve-nos para
MULATA NOTA 10 71
um local mais ermo. - Disse Cassandra.
- Tem um lugar assim logo adiante. É um campo de
futebol. Fica logo ali, duas quadras depois.
- Entre em alguma rua transversal e dê uma parada.
Quero surpreendê-los. Quando eu descer, você continua até
o campo. - Disse a irmã do homenina.
Pouco depois, o carro passava por uma moita onde a
agente estava escondida. Ela deu um tempo, depois correu
atrás dele. Estava toda vestida de preto, como seus compa-
nheiros. Colocou um capuz da mesma cor e continuou a cor-
rer atrás dos carros. Alguns postes ainda não estavam com
suas luzes acesas e isso facilitou a vida da policial. Logo, avis-
tou o campo. Ele tinha um muro alto, protegendo o local.
Por uma das entradas, dava para passar um carro. Quando
viu três sujeitos saírem de uma Hilux, apontou-lhes uma
metranca. Eles não a viram. Entraram cautelosos e armados
pela abertura no muro do campo. Foram surpreendido pelos
agentes, que lhes apontavam uma arma, cada um.
- Olá, estão nos procurando?
Os caras se assustaram, mas reagiram rápidos. Um de-
les gritou:
- Metam bala.
Pro azar deles, nem chegaram a atirar. A irmã de Cas-
sandra alvejou-os, mesmo pelas costas. Tiveram mortes ime-
diatas. A mulher cuspiu em um deles.
- Malditos meganhas corruptos. Ainda bem que meu
amor os viu.
- Vamos embora. Antes, peguem os celulares deles.
Quero ver para quem ligaram, ou se atenderam recentemente
alguma ligação. Rastrearemos os números.
********************
A doutora Zezinha acordou com o barulho do tiroteio.
Estava no escuro. Percebeu que houvera um apagão naquela
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MULATA NOTA DEZ

  • 3. MULATA NOTA 10 3 1. Uma foda com um gringo Da varanda do pequeno hotel onde estava, dava para ver, com binóculos, uma das entradas da Favela da Rocinha, considerada a maior do País. O homem loiríssimo estava atento a todas as mulheres que desciam o morro. Até então, nenhuma lhe havia chamado à atenção. Pousou o binóculo sobre uma mesinha de vidro e pegou uma pequena garrafa de uísque. Ela já estava pela metade. No entanto, não tinha rótulo. O homem bebeu um grande gole da boca da garrafinha e esteve pensativo. Pretendia entrar na favela e inspecioná-la, mas sua missão parecia muito difícil. Se ousasse se aproximar do morro, poderia ser parado pelo crime organizado. Logo, descobririam que ele era estrangeiro e dificilmente teria chan- ce de sair vivo de lá. Não. Precisava de um bom plano. Ele já tinha engendrado um mas, para que este desse certo, teria
  • 4. MULATA NOTA 104 que ter a cumplicidade de alguma moradora da favela. Esta- va difícil descobrir qual. Não poderia errar na escolha, pois assim botaria tudo a perder. Sentia-se entediado com o calor do Rio de Janeiro. Não podia estar na rua, ao ar livre, porque logo denotaria não ser brasileiro. Sua tez ficaria facilmente avermelhada, se fosse exposta ao sol quente. Queria terminar a sua missão e ir embora de volta a sua terra, os States. Foi ao banheiro da pequena suíte, deu uma demorada mijada, depois voltou para a varanda. Quando levou o bi- nóculo, novamente, à face, sorriu. Lá estava seu bilhete de entrada na favela. Sim, tinha que ser ela. Ela era uma mulata bonita e muito gostosa, conheci- da por todos na Rocinha por sua simpatia e beleza. Por isso, todos a cumprimentavam, por onde passava. De mulher a criança. Aos marmanjos, jogava um beijo na ponta dos de- dos. Percebia-se que os homens pareciam estar nas nuvens, talvez imaginando uma série de sacanagens que poderiam fazer com aquele corpo maravilhoso. Ela, no entanto, pare- cia alheia aos pensamentos deles. Saía rebolando, com uma graça divina. O americano a seguia com o binóculo, para saber onde ela iria. Nunca a tinha visto, nos quase dez dias que esteve de tocaia. Aí, a viu entrar num bar, nas cercanias da favela. Ele estava vestido com uma camisa colorida e leve, e um bermu- dão que o fazia parecer mais jovem. Na verdade, beirava os quarenta anos, mas tinha um rosto tão jovial que ninguém acertaria a sua idade, logo de primeira. Pegou uma pequena pistola de cabo de madrepérola e enfiou-a nas costas, à altura da cintura, e saiu. Pouco depois, estava na frente do bar. Não entrou. Sen- tou-se a uma cadeira ao ar livre, à sombra do alpendre. Dali, dava para ouvir as brincadeiras dos clientes, no interior do bar. Todos elogiavam o corpão da mulata, e ela ficava feliz em
  • 5. MULATA NOTA 10 5 ouvir os galanteios. O americano sorriu. Alguém lhe disse- ra que, quando uma mulher carioca sai às ruas e não recebe uma única cantada, fica deprimida. Aquela mulata devia ser muito feliz. Pediu uma cerveja geladíssima a uma garçonete que o veio atender. A moça era gostosona, mas não muito bonita de rosto. O americano sorriu de novo. Lembrou-se de que os brasileiros costumavam chamar mulheres assim de Raimunda: feia de cara e boa de bunda. De onde estava, viu a atendente falar com a mulata. En- tregou-lhe uma garrafa de cerveja e esta saiu do bar com ela na mão. Logo avistou o galego e se aproximou dele. - A cerveja é tua? - Sim, eu a pedi. - Qual é tua graça? - Não entendi. - Empulhou-se o sujeito. - Ah, desculpe. Galego desse jeito, só pode ser estran- geiro. Perguntei teu nome. - Oh, meu nome... Meu nome é Johnny. - Como o Johnny Deep? Uau. Adoro aquele cara. - Você o conhece? - Perguntou o cara, um tanto sur- preso. - E qual mulher não conhece o Johnny Deep? - Espan- tou-se ela - Do cinema, é claro. - Ah, sim. Pensei que o conhecia pessoalmente. - Você o conhece pessoalmente? - Sim, algumas vezes nos falamos. Mas não posso dizer que somos grandes amigos... Ela entregou-lhe a cerveja. Depois, sentou-se à sua mesa, sem pedir licença. Sorria, curiosa. - Me conta: como é ele? Muito estrela? - Como? - É metido a besta, ou é um cara legal? - Oh, é um cara legal. Muito simples. E brincalhão. Ela fez uma pose sonhadora. Confessou:
  • 6. MULATA NOTA 106 - Eu gostaria de conhecê-lo, dar um monte de beijos nele. O americano sorriu. Tudo caminhava bem para onde ele queria. Disse: - Voltarei para os States dentro de alguns dias. Não quer ir comigo? Ela ficou surpresa. Mas, num instante, seu rosto ilumi- nou-se. - Jura que está me convidando? Oh, meu Deus. Quem me dera poder ir... - E por que não vai? - Oh, moço... Primeiro, porque não tenho dinheiro... - Eu te financio, claro. - Depois, porque meu namorado não deixaria. - Se isso for o problema, posso falar com ele. Ela esteve pensativa. Depois, falou: - Melhor, não. Ele é muito ciumento. Claro que não deixaria eu viajar sozinha com um macho. - Não custa nada tentar. Ela esteve olhando para ele, muito séria. Tirou um ce- lular do bolso da saia curta que usava e aproximou o rosto da face do americano. Tirou uma foto, com ambos sorrin- do. Imediatamente, teclou uma mensagem. Ficou à espera de resposta. O celular emitiu um bip e ela pediu licença. Levan- tou-se e foi atender uma ligação, pois o aparelho começou a tocar. Esteve um tempo falando, depois voltou sorridente para a mesa. Disse, contente: - Meu namorado vem aqui, falar contigo. Pode espe- rá-lo? - Claro. Esperarei todo o tempo que for preciso. Não tenho nada pra fazer, mesmo... - Pode pagar uma dose para mim? - Pediu ela, meio encabulada, mas com uma carinha bem sapeca. - Você não bebe cervejas? - Perguntou o cara. Alguém já lhe tinha dito que as mulheres costumam pedir doses de
  • 7. MULATA NOTA 10 7 uísque caro a turistas, mas que, na verdade, bebem apenas refrigerantes com gelo. O cara paga uma fortuna por tão sim- ples bebida. Ficou contente quando ela disse: - Bebo, sim. Mas você terá que pegar lá no balcão. Não me dariam, achando que eu estou te explorando. - Sem problemas. - Disse ele, se levantando. Pouco depois, voltou com uma cerveja geladíssima. Ela pediu: - Posso beber do gargalo? - Um brinde ao nosso feliz encontro. - Disse ele, levan- tando o seu próprio copo e tocando com ele a garrafa que estava na mão da mulata. Ela repetiu as suas palavras, depois deu um grande gole. Ele a imitou, tomando todo o copo de uma vez. Aí, ela olhou para o pequeno relógio feminino que tinha em um dos pulsos. - Acha que teu namorado está demorando? Você aca- bou de falar com ele. Dê-lhe mais um tempo... Ela sorriu. Deixou de olhar para o relógio e acercou-se mais dele. Tocou-lhe abaixo do queixo, com as pontas dos dedos, olhando para os seus olhos. Depois, perguntou: - De onde você é e o que faz aqui? Conte-me um pou- quinho de você... - Sou corretor imobiliário. Deram-me a missão de comprar umas casas na favela. Pagam bem. Mas eu não co- nheço ninguém na Rocinha, então... - Que foi, não está se sentindo bem? - Você... você... pôs algo... na minha... bebida. O cara estava zonzo. Ela sorria. Ele não demorou muito a tombar sobre a mesa. ******************** - Ei, moço. Estamos fechando. Pague a sua conta, por favor. Ainda grogue, o americano olhou em direção à voz. Era um cara bigodudo quem falava. O galego sacudiu a cabe-
  • 8. MULATA NOTA 108 ça, querendo afastar a tontura. Perguntou: - O que houve? Não sou de adormecer na mesa... - Então, alguém deve ter misturado Rupinol na tua cer- veja. Já tentamos te acordar várias vezes, em vão. Ainda bem que melhorou. Estamos querendo fechar. - Que hora é essa? - Ainda é cedo, mas o clima por aqui está violento. Mui- tos assaltos. É melhor o senhor ir embora. Pague a cerveja que consumiu e volte amanhã. Se quiser, pode levar algumas, mas terá que pagar os vasilhames. - Quanto devo? - Perguntou o loiro, botando a mão no bolso da bermuda. Mas, para seu espanto, sua carteira não estava lá. Tomou um susto, quando não sentiu a sua pistola na cintura. Disse: - Fuck you, eu fui roubado. - Não tenho nada com isso, senhor. Pague-me, ou cha- mo a Polícia. O americano aperreou-se. Não podia ser encarcerado. Temia que descobrissem quem ele era e o que estava fazendo no País. Apelou: - Tenho dinheiro no hotel onde estou hospedado. É só pedir que alguém vá comigo e eu pago minha conta. - Eu irei com ele. - Disse uma voz feminina. O homem olhou em sua direção. Tratava-se da garço- nete feiosa que o havia atendido antes da mulata. O garçom disse: - Quem sabe é você. Mas é perigoso andar por aí a essa hora... Pouco depois, chegavam ao hotel. Fizeram o percurso sem trocar uma única palavra. O loiro ainda estava lerdo, por causa da droga ingerida. Mas, não estava preocupado. Tinha um antídoto para esse tipo de coisa, numa valise, no quarto. Diante deste, disse para a garçonete:
  • 9. MULATA NOTA 10 9 - Espere aqui, já trago o dinheiro... Quando tentou fechar a porta, no entanto, a mulher co- locou o pé na abertura, impedindo-o de deixá-la do lado de fora. Ela disse: - Não feche a porta. Como vou saber se não vai me dei- xar plantada do lado de fora? Entro com você. - Desculpe, tem razão... - Disse ele, afastando-se para dar-lhe passagem. Ela entrou. Olhou em volta, admirada com o luxo do pequeno aposento. Ele caminhou, ainda grogue, em direção a um cofre escondido atrás de um quadro, na parede, e tirou algum dinheiro. Quando voltou-se, ela estava quase nua. - O que está fazendo? - É tarde da noite, loiro. Muito perigoso andar por aí a essa hora. Vi que andou olhando para mim, com desejo no olhar. Então, vou dormir por aqui. Amanhã cedinho, vou embora. - Okay, pode dormir no sofá. - E por que não contigo, na cama? Acho que ficou ta- rado na Zezinha. Deve ter ficado frustrado por perder uma foda com ela. - Zezinha é a mulata boazuda? - Quem mais poderia ser? - Aquela prostituta ladra! Levou todo o meu dinheiro... E a minha pistola. - Não foi ela. Foi o namorado. Mas é melhor você dei- xar quieto. O cara é capitão do tráfico, na Rocinha. O americano esteve pensativo. Não podia deixar a arma com o traficante. Melaria sua operação na favela. Tinha que recuperar o objeto. - Você o conhece bem? - E quem não o conhece? É temido até pela Polícia! - Como posso encontrá-lo? - Tá doido, é? Se ele quiser, será ele a se encontrar con-
  • 10. MULATA NOTA 1010 tigo. Mas eu não contaria com isso. - Disse ela, se acercando do loiro de forma insinuante. Levou a mão ao caralho dele. Sentiu-o, por fora das calças: - Huuuuuuuuuuuuum, grande e grosso, do jeito que eu gosto... Tirou-lhe as roupas, uma a uma, até que o deixou to- talmente nu. Ele soltou o dinheiro que tinha na mão no chão, quando ela lhe abocanhou o pau. - Uau, tem um cheiro diferente. O gosto, também. Você mete bem? - Nunca reclamaram. Só não chupo mulher que não conheço. - Verônica, muito prazer. - Disse ela, apertando-lhe a mão, sem tirar o caralho da boca. Este ainda estava mole. - Olha, Verônica... Eu te pago bem, se me levar até o traficante. - E eu te devolvo a grana que me pagar, se der uma foda prazerosa comigo. Tem que me fazer gozar bem muito. Que tal? Ele a levantou até a altura da cintura, pois ela era baixi- nha. Ela abraçou o corpo dele com as pernas. Ele a levou até a varanda e encostou-a no parapeito. - Eh, não vá me deixar cair... O americano abriu-lhe mais as pernas e apontou o ca- ralho para a boceta dela. Ela agarrou-se ao seu pescoço. - Vai botar na minha bocetinha sem cuspe? - Cale-se, puta. Só fale quando gozar... - Uau, gostei. Macho todo. Ele enfiou a pica de vez. - Aaaaaaah, graúdo. Me fode. Me fode... - Cale essa boca. Só fale quando estiver gozando. Ela calou-se. Ele meteu com força, até que o pau entrou totalmente. Ela parecia sentir dor. Agarrou-se mais a ele. O loiro apressou
  • 11. MULATA NOTA 10 11 as estocadas, até que a boceta dela começou a escorrer mel. Pingava no chão da varanda. Ela estava de dentes trincados, para não gemer. Tinha os olhos fechados, por isso ela não viu quando ele umedeceu o dedo maior, depois o meteu em seu cuzinho. - Uuuuuuuuuuuuuuuuhn... Ele socou com mais força, sem tirar-lhe o dedo do cu. Aí, ela começou a gemer. Logo, urrava de prazer, chorando na pica dele. - Goza... eu também vou gozar. Goza, pooooooooooooooorra... Ele retirou-se, de repente, de dentro dela, afastando-se. Ela teve que se equilibrar na mureta da varanda, para não cair. Conseguiu pular para o chão. Imediatamente, gozou, lançando esperma em abundância. Gritou: - Puto safado... Malvado... Filho da puta... E correu para chupar o caralho do loiro, deixando um rastro de esperma atrás de si. Masturbou-o, com urgência: - Goza. Goza na minha cara. Quero me lambuzar com a tua porra. O americano tirou a mão dela do cacete e ele mesmo bateu uma bronha. Não custou a esporrar na cara da mulher. Ela deu um longo gemido, depois se lambuzou de sêmen. Es- tava ajoelhada perante ele. Masturbou a perereca, até gozar novamente.
  • 12. MULATA NOTA 1012 2. Estuprada numa praia deserta Depois da segunda bimbada, o gringo estava exausto. Talvez estivesse ainda sob efeito do sonífero que mis- turaram à sua cerveja. O fato é que quase não conseguiu go- zar pela segunda vez. A garçonete, no entanto, parecia ainda querer mais. Estava deitada sobre o braço dele, cheirando de vez em quando seu rosto, alisando sempre o seu cacete. Mas o bicho estava bambo. Mesmo assim, ela insistia: - Não durma, meu gostoso. Ainda quero dar uma sai- deira com você. Aí, depois, acertamos os detalhes de como eu vou fazer para conseguir um encontro entre ti e o capitão do tráfico. - Ele tem nome? - Tem, claro. Mas prefere ser chamado de AK-47. Des- de criança, usa esse apelido. Até esquecemos seu nome ver- dadeiro. - Interessante. Mas não vou conseguir permanecer
  • 13. MULATA NOTA 10 13 acordado. Melhor que você vá para tua casa. Amanhã a gente conversa. - A essa hora da madrugada é muito perigoso, amor. O tráfico já determinou o toque de recolher. Eu só posso ir amanhã. E ainda não acertamos os meus honorários para te levar até o malandro. - Ora, você não disse que faria isso de graça, se eu te fizesse gozar? - Estava brincando, querido. Até porque vou ter que molhar a mão de várias pessoas, para chegar até AK-47. Sem dinheiro, não me deixarão nem me aproximar dele. - Quanto você quer? - Quanto pode pagar? - Ah, isso quem diz é você. Se me cobrar caro, procuro outra forma de chegar até ele. Ela deu um preço. Ele pechinchou. Não demoraram muito a chegar a um acordo. Ele deixou que ela ficasse dor- mindo consigo, contanto que não o incomodasse. Ele queria pegar no sono o quanto antes, para se livrar daquela leseira na cabeça. Logo, ambos estavam dormindo. Quando ele acordou, ela não estava mais no quarto. Procurou e não viu o dinheiro que havia largado no chão, quando ela o chupou. Foi até o banheiro e tomou um demo- rado banho. A rabuda fodia bem, mas exalava um cheiro en- joado de comida do corpo, como se passasse nele óleo vegetal e não sabonete. Vestiu-se e estava prestes a descer, para fazer o desjejum, quando bateram à porta. - Quem é? - Sou eu. Ele reconheceu a voz da mulata, mas ficou em alerta. Mesmo cismado, abriu a porta. Ela tinha uma sacolinha de loja em uma das mãos. Entregou-a a ele. - Tome, trouxe-te teus documentos e o dinheiro que tinha no bolso.
  • 14. MULATA NOTA 1014 - E minha arma? - Meu namorado ficou com ela. Disse que não iria te devolver. Ele esteve pensativo, depois perguntou: - Por que me roubou? - Eu não te roubei, bobo. Evitei que fosse roubado. - Como assim? A garçonete me entregou uma cerveja já “batizada”, para que eu te desse. Iria te furtar na certa. Então, quando você desmoronou, tirei tudo quanto tinha no teu bolso, para que ela ou qualquer outro não pudesse te roubar. Mas meu namorado chegou bem na hora em que eu examinava tua pistola. Obrigou-me a entregá-la para ele. - Quer dizer que a garçonete é que é a ladra? - Sim. Todo mundo sabe que ela rouba clientes. Mas aqui, cada um cuida da própria vida. O galego ficou amuado. Temia que a garçonete se eva- disse com o seu dinheiro. Dera-lhe uma boa soma como adiantamento. Mas não quis tocar no assunto com a mulata. Perguntou: - Quando poderei falar com o teu namorado? Tenho negócios a propor a ele. - A proposta que você me fez está de pé? Vai mesmo me levar para passear nos Estados Unidos? - Se eu conseguir falar com ele, sim. - Está bem. Vou tentar convencê-lo a se encontrar con- tigo. Mas ele vai querer algo em troca, viu? - Tudo bem. Podemos negociar. Você já vai? - Sim, não posso me demorar. Vim com dois lacaios do meu namorado. Estão lá embaixo, me esperando. - Não vai me dar nem um beijo de despedida? Ela aperreou-se. Olhou para todos os lados, como se temesse terem sido ouvidos. Retrucou:
  • 15. MULATA NOTA 10 15 - Tá doido, é? Se ele souber que me propôs isso, te mata e depois me mata. E eu tenho amor à minha vida. Se você está tentando me seduzir, é melhor desistir. Não quero que você morra por causa de mim... Ela parecia sincera. Ele ficou ainda mais encantado com ela. Deixou-a ir-se. Antes, ela pediu o número do seu celular. Disse que era para ligar para ele, avisando-o do resultado da conversa com AK-47. Ele também pediu o número dela. Quando ela foi embora, ele deu um tempo para depois sair do hotel. Pretendia ir até o bar onde a encontrara. No entanto, quando olhou da varanda, o local estava fechado. Pouco depois, viu a mulata entrar num carro que devia estar estacionado na frente do hotel. Estava acompanhada de dois sujeitos mal-encarados. Quando ela se foi, o loiro desceu ao térreo e fez o desjejum. Tomou um café preto e esteve um tempo pensativo. Aos trancos e barrancos, seu plano come- çava a dar certo. Mas estava se tornando perigoso. Se não re- cuperasse sua arma por bem, teria que ser a pulso. E não seria fácil enfrentar os traficantes sozinho. Precisaria de ajuda. Fez uma ligação. - Hello, are you Rebeka? - Fale em português. Tem gente ao meu redor. - Ouviu a voz de quem recebeu o telefonema. - Preciso da tua ajuda. Dito isso, o loiro desligou. Esteve esperando, por vinte longos minutos. Aí, seu ce- lular tocou. Atendeu: - Oi. Estou no Brazil. Anote aí o nome e endereço do hotel. Sei que deve estar por perto. Te aguardo num barzinho que fica bem em frente. - Finalizou ele. ******************** Rebeka era uma loira belíssima, bem ao gosto dos nor-
  • 16. MULATA NOTA 1016 te-americanos: peituda, atlética, com as carnes do corpo bem durinhas. Trabalhava como personnal trainer mas, na verda- de, era uma agente da CIA, que atuava em países da América Latina. Era agitadora política por profissão. O Brasil, depois do Impeachment da sua presidenta, tornara-se um cenário propício ao seu trabalho. Ela desceu do táxi defronte ao hotel onde Johnny estava hospedado e caminhou resoluta para o bar. Já havia avistado o conterrâneo. - Oi, falamos em inglês ou em português? – Perguntou ela, sentando-se à mesa do loiro. - Tanto faz. Todos sabem que sou estrangeiro, aqui. - Prefiro falar em português. Treino mais a língua. - Você já domina perfeitamente o idioma. E não tem sotaque, como eu. Como conseguiu esse bronze maravilhoso na pele? Eu fico logo parecendo um pimentão. - Foi um tratamento através de luzes artificiais. Durou mais de três anos. De vez em quando, preciso continuá-lo por mais um tempo. Mas, vamos ao que interessa. Disse que está precisando da minha ajuda? Também está em missão aqui? Não recebi nenhum comunicado da Agência. - Estou incógnito. Missão especial e sigilosa. Mas, perdi a minha pistola. - Filho de uma cadela. Você não toma jeito, não é? Quando vai aprender a trabalhar direito? - O povo daqui é muito truculento. Fui dopado. Aí, roubaram a minha arma. Preciso recuperá-la. É aí que você entra. - Olha lá o que quer de mim. Não posso me expor. Es- tou numa missão muito sigilosa, e não posso ser presa de gra- ça, sacou? Ele riu. Ela havia, inclusive, se adaptado ao linguajar nativo. - É muito importante para a minha missão, Rebeka. E estou sozinho, entende? - Qual é tua missão?
  • 17. MULATA NOTA 10 17 - Sabe que não posso dizer. - Então, nada feito. – Disse ela, se levantando da mesa. - Não, não, espere. Desculpa. Não deveria haver essa frescura entre nós, é verdade. Senta aí, por favor. - Se é uma conversa sigilosa, melhor irmos para um lu- gar mais tranquilo, onde não possamos ser ouvidos. Conheço uma praia deserta, maravilhosa. - Praia deserta, aqui no Rio? Uau. Vamos já para lá. - Chame um táxi. Vou até à toalete. Vai precisar de ou- tra arma? Pouco depois, estavam num heliporto. Um helicóptero estava pousado, quando apontaram na cobertura de um pré- dio. Um senhor setentão os saudou. Logo entraram na aero- nave, e ela levantou voo. - Para o mesmo lugar de sempre, madame? - Sim, Charlie. Voe direto para lá. Nosso amigo aqui está precisando de ajuda urgente. Dito isso, a mulher agarrou-se com o loiro e deu-lhe um demorado beijo. Depois, falou: - Hummmmmmmm, você está cada vez beijando me- lhor. Chegou a me dar um arrepio. Ele lhe deu outro beijo, dessa vez apalpando a sua volu- mosa xoxota. Ela estava de calça comprida, e não fugiu do seu toque. Sua pele arrepiou-se. Depois do beijo, ele perguntou: - Podemos falar agora? - Não, meu anjo. Se tua missão é sigilosa, significa que o piloto não pode saber. - Podem conversar à vontade, madame. Vou colocar o head fone. - Melhor não, Charlie. Conversaremos lá. – Retrucou o loiro. Pouco depois, sobrevoavam um trecho de mata fecha- da, margeando a praia. Mais à frente, viram uma clareira. O helicóptero começou a pousar.
  • 18. MULATA NOTA 1018 - Como é possível esse lugar deserto, tão perto da ci- dade? - Compramos todo esse trecho da praia, com o aval do novo governo. Os EUA gastaram uma fortuna cercando toda a área e apontando satélites para cá. Quem ousar invadir, será morto pelos nossos guardiões, que estão o tempo todo de olho, através de câmeras escondidas, além dos satélites. - E pra que tudo isso? - Esse é um ponto de desova da CIA. Enterramos aqui todo cadáver que não pode ser encontrado. Além de guardar- mos um arsenal aqui, claro. A aeronave pousou, e demorou lá só o tempo dos dois colocarem os pés em terra. Logo decolou. Então, ela começou a tirar a roupa. Descobriu um corpo bem ao gosto do loiro, que ficou de pau duro. - Não vai se despir? Estou com saudade de teu pau enorme. - Quer fornicar já? – Perguntou ele, também tirando a roupa. – Mas teremos que encontrar um lugar à sombra. Minha pele fica ardendo muito, exposta ao sol. Ela esperou ele ficar nu, depois aplicou-lhe um golpe rasteiro. O loiro foi ao solo. - Que porra foi isso? - Capoeira –, disse ela. – uma arte nativa. Muito útil. Depois, jogou-se sobre o cara, beijando-o todo. Ele apalpava seu corpo quase com violência. Apertou seus seios e levou uma joelhada nos bagos. Enquanto gemia, ela aboca- nhava o seu caralho duro. Ele sabia que ela gostava de sexo selvagem e violento, por isso a tinha deixado, anos antes, assim que entraram para a CIA. A mulher era taradona, e ele era de cansar rápido. E detestava essas pancadas nos co- lhões. Quis levar as mãos aos testículos, mas ela o impediu. Então ele lhe deu um murro na testa, fazendo-a sair de cima de si. Virou-a de costas, imobilizou-a com um golpe de judô, e abriu mais suas pernas. Ela se debateu. Além de preferir
  • 19. MULATA NOTA 10 19 tomar as rédeas do coito, ela detestava ser invadida por ali. Mas não houve jeito de escapar. Ele era mais forte, e lutava melhor que ela. Então, ela sentiu a cabeça da pica dele tocar-lhe as pre- gas. Fechou o cu. Inútil. Quando cansou, ele a invadiu de vez. Ela urrou de dor. - Chega. Chega. Você me venceu. Mas por aí, não. Dói. Ao invés de desistir, ele empurrou-lhe a pica com mais vigor. Ela deu um grito arrastado. Golpeou com a mão livre, mas ele se protegeu bem. Num instante, ela tinha todo o cara- lho dele metido no cu. Parou de reagir. Estava vencida. Ele a soltou devagar. Depois, também devagarzinho, começou os movimentos de cópula. Os bagos doíam, mas ele continuou firme. Rebeka não demorou muito a começar a gozar, rebolando na pica dele.
  • 20. MULATA NOTA 1020 3. A magricela boa de foda Duas horas de sexo depois, o casal parecia satisfeito. Cor- reram até a praia, banharam-se e depois voltaram para a areia. Ele reclamava do sol escaldante do Rio. Ela dizia já estar acostumada. Estavam deitados à sombra, quando ela perguntou: - E aí, qual é a tua missão aqui no Brasil? - Especulação imobiliária. A agência me enviou para comprar a maior quantidade possível de barracos na Favela da Rocinha. - Só isso? Qual o interesse de Washington nessa histó- ria? - Não percebe? Depois da vinda do finado Michael Jackson ao país, cresceu o interesse dos americanos em co- nhecer as favelas brasileiras. Mas são impedidos de fazê-lo por causa do rígido controle do narcotráfico. Então, a CIA planejou fazer do morro um pandemônio. Tem financiado e
  • 21. MULATA NOTA 10 21 até cedido armas de graça ao crime organizado dos morros, para tornar a vida nas comunidades um inferno. Com isso, pretendem que a população apavorada abandone suas casas. Desse modo, poderemos comprar os imóveis muito barato. - Entendo. Nossas missões são parecidas. Washington está quase convencendo o governo brasileiro a fazer uma in- tervenção militar no Rio. Isso dará condições dos militares voltarem ao poder. Era mais fácil para os EUA negociarem armas e estratégias antipopulares nos tempos da Ditadura. Esperam que o povo se revolte contra as Forças Armadas, para eles poderem usar da força e tomar o poder de volta. Seriam novos tempos de ditadura militar. - Um plano ousado, mas que pode dar certo. Eu ainda não botei o que engendrei para funcionar. Precisava de uma estratégia para ser aceito nos morros, mas acho que encontrei o caminho. Estou prestes a fazer amizade com um capitão do tráfico. Mas ele está com a minha arma. Se ele for pego com minha pistola, terão a prova de que há americanos envolvi- dos com o tráfico. Preciso, portanto, recuperá-la. - E onde eu entro nessa história? - Quero ser monitorado por ti, até conseguir reaver mi- nha pistola. Também desconfio que o traficante vai querer me eliminar, para ficar com ela. Para ele, seria um grande souvenir possuir uma arma usada pela CIA. Nossas armas são as mais perfeitas do mundo por não costumarem falhar. - Não terei que intervir? - Perguntou ela. - Só se tentarem me matar. Então, terei dificuldades de sair da favela e precisarei de ajuda. - Não é melhor chamar uma equipe nossa, para garan- tir tua vida? - Não. Vários americanos juntos dariam muito na vista. Se não tiver medo, prefiro que esteja sozinha. - Não tenho medo. Mas, claro que vai ser um jogo mui- to perigoso. Talvez precisemos de armas pesadas. - Quem sabe é você.
  • 22. MULATA NOTA 1022 - Vai querer outra pistola? - Não. Eu não conseguiria esconder deles. São espertos. E, se eu for pego armado, complicarei minha situação. - Tem razão. Quer ir embora? Chamo algum agente para te levar de carro... Duas horas depois, o americano estava de volta ao ho- tel. Subiu ao seu quarto, tomou um banho - já que estava fe- dendo a maresia - e deitou-se. Ficou pensando na mulata. Havia, realmente, gostado dela. Então, deu-lhe vontade de tomar umas cervejas geladas. Olhou da varanda e o bar perto da entrada da favela estava aberto. Vestiu uma camisa preta e um bermudão branco e se dirigiu para lá. Assim que sentou- se, o garçom da noite anterior veio atendê-lo. - Boa tarde, gringo. Cadê minha garçonete? - Não sei. Paguei-lhe o que devia e não mais a vi. - Pois ela não apareceu por aqui. Seu expediente come- ça bem cedo, antes da hora do almoço. Até agora, não che- gou. Também não atende telefone. Johnny já esperava ouvir isso. De posse da grana, a mu- lher tinha se escafedido, claro. Não iria se dar ao trabalho de procurá-la. Agora, podia contar apenas com a namorada do traficante, para falar com este. - Vai querer beber alguma coisa? - Sim. Uma cerveja bem gelada, por favor. O garçom trouxe a cerveja e ele ficou bebericando, pen- sativo. Os dias se passavam e ele ainda não tinha conseguido entrar na favela. Era bem capaz da CIA enviar outro agente para cumprir a missão que lhe fora ordenada. Era conside- rado um agente medíocre pela Agência. Rebeka era muito melhor do que ele. Aí, dois carros da Polícia pararam junto ao bar. Cerca de dez policiais saltaram das viaturas, armados até os dentes. Subiram o morro, atentos. O loiro levou a mão ao bolso e fez uma ligação. Quando atenderam, ele disse: - Oi, Zezinha. Avisa ao teu namorado que os meganhas
  • 23. MULATA NOTA 10 23 estão subindo o morro, e estão armados para confronto. - Sim, já sabemos. Alguém nos avisou. Mesmo assim, vou dizer a meu benzinho que você ligou. - Você já falou com ele sobre o meu desejo de encon- trá-lo? - Não. Farei isso mais tarde, quando estivermos deita- dos. Agora vou desligar, pois ele está me chamando. - Está bem. Um beijo bem gostoso pra ti. - Para com isso, moço. Se ele cismar, pode te matar. Ele é muito violento. - Ok. Teremos chance de nos beijarmos, quando viajar- mos pros States. Mas ela já havia desligado o telefone. Ele sorriu. Ima- ginou seu corpo desnudo e ficou com tesão. Os bagos ainda doíam por causa da pancada recebida da ex-namorada, mas bem que a foderia de novo. Sorria, quando o garçom se apro- ximou dele. - Desculpe, mas vou ter que fechar. Já, já vai ter bala pra todo lado. Se quiser, pode continuar bebendo lá dentro, mas de portas fechadas. Johnny agradeceu, pegou a garrafa e o copo e entrou. O atendente arriou a porta levadiça. Pouco depois, começaram a ouvir os disparos. - Eu não disse? - Falou o garçom. O americano voltou a bebericar, sem se importar com o que acontecia lá fora. Mas, pouco depois, bateram apressa- damente na porta. - Seu Valdo, abra pelo amor de Deus. É muita bala. O homem correu e levantou um pouco a porta. Uma jovem de cerca de dezesseis anos entrou apavorada. O gar- çom disse: - Entre, mas não vá incomodar o cliente. Você sabe que eu não gosto de putas no meu bar. Ela concordou com um ligeiro aceno de cabeça. Mas olhou demoradamente para o gringo. Achou-o bonito. Per-
  • 24. MULATA NOTA 1024 guntou ao atendente: - Posso, ao menos, tomar um gole da cerveja dele? O homem esteve indeciso, depois concordou: - Se ele te convidar, tudo bem. Mas não peça a ele. Johnny havia ouvido a conversa, mas não olhou ime- diatamente em direção à jovem. Só quando o garçom se en- caminhou para trás do balcão, deu um olhada nela. Era uma morena bonita, se bem que um tanto maltrapilha. Era magra e não tinha peitões, como ele apreciava. Mas tinha as pernas grossas, como a maioria das cariocas. Ao vê-lo admirando-a, a jovem lhe fez um sinal mudo. Ele disse, em voz alta: - Se quiser tomar uns goles, pode se chegar, moça. O garçom fechou a cara, mas não disse nada. Ela correu para pegar um copo. Depois, sentou-se feliz ao lado do loiro. - Disseram-me que um gringo bonito esteve aqui. Já vi que foi você. Se soubesse, teria vindo ontem. Estava precisan- do comprar meu botijão de gás... - E aqui vende? Ela riu: - Não, bobo. Mas eu teria feito qualquer coisa para que você me emprestasse o dinheiro. - E você acha que eu faria isso? Eu não te conheço... - Vitória. Muito prazer - Ela disse, estendendo-lhe a mão. - Johnny. E não sei se será um prazer. Você se prostitui? - Não. Eu sobrevivo, meu senhor. Tenho dois filhos para criar. Então, ouviram a sirene da Polícia uivando. O som foi se afastando. Haviam cessados os estampidos e o garçom er- gueu a porta. Ficou olhando em direção ao morro. Aí, a mo- rena aproveitou que o americano estava distraído para rou- bar-lhe um rápido beijo. - O senhor é muito bonito. Eu até transaria de graça
  • 25. MULATA NOTA 10 25 contigo. O loiro sorriu. Achava muito interessante a espontanei- dade do povo brasileiro. Tirou uns trocados do bolso e deu para ela, dizendo: - Tome, acho que dá para comprar o teu gás. Ela deu-lhe outro beijo, contente, e correu para fora do bar. Logo, tinha sumido de vista. O garçom alertou: - É mulher de bandido. O cara está preso, mas um dia vai se soltar. Eu é que não queria uma nega dessa. O americano não respondeu. Voltou a bebericar sua cerveja e depois pediu outra. Havia bebido cinco, quando voltou para o hotel. Um recepcionista jovem lhe cochichou: - Tem alguém esperando-o lá encima. - Homem ou mulher? - Mulher, senhor. O loiro estranhou. Seria a agente Rebeka? E, se fosse, o que estava acontecendo para ela vir até ele? Nem esperou pelo elevador. Subiu as escadas agilmente. Logo, estava dian- te da porta de sua suíte. Quando forçou a maçaneta, a porta estava aberta. Agora, tinha certeza de que era a agente loira. Mas não era. Quem o esperava, deitada na cama, era a jovem prostituta que conheceu no bar. Ela sorriu, quando o viu. Levantou-se depressa e se atirou nos braços dele. Ele perguntou: - Como entrou aqui? Deixei a porta fechada. - O cara da recepção é doido pra trepar comigo. Pro- meti dar uma foda com ele, se me deixasse entrar. Contei-lhe que o senhor havia me dado dinheiro sem querer nada em troca. Isso é raro nos homens. Então, comprei meu gás e corri para cá. - Como sabia que eu me hospedo aqui? - Todo mundo sabe que americanos costumam se hos-
  • 26. MULATA NOTA 1026 pedar neste hotel. E, para estar bebendo naquele bar, é claro que você estava hospedado por perto. - Muito esperta, você. Mas faça-me o favor de ir embo- ra. Senão, denuncio o cara que te deixou entrar à adminis- tração. Ela ficou triste. Baixou a cabeça. Depois, perguntou? - Você não me quer? Eu te vi me olhando dos pés à ca- beça, aí pensei que estava afim de mim. - Pensou errado. Não costumo me envolver com putas. - Por favor, moço. Meu homem está preso, e eu não tenho fodido há muito tempo. Ninguém me quer, pois tem medo dele. Eu não quero dinheiro, pois já me deu. Mas quero foder com um americano, pois nunca fiz isso. - Você deve ser doida. Não há diferença entre uma rola americana e uma brasileira. - Pode ser, mas fiquei afim do senhor. Por favor... Ele olhou de novo para o corpo dela. A morena estava de short bem curtinho, aparecendo as papadas da bunda. Ao perceber que ele lhe avaliava novamente, ela deu a volta, para que ele a visse também por trás. Ele aprovou seu rabão. Disse, finalmente: - Está bem. Tome um banho e vá para a cama. Mas não tente me beijar novamente. Ela correu contente em direção ao banheiro, deixando peças de roupa largadas pelo chão. Ele riu da birutice dela. Deitou-se na cama, de roupa e tudo. Seu cacete, no entanto, estava duríssimo. Botou as mãos à altura da cabeça, sob o travesseiro, e fechou os olhos. Sentiu o cheiro de sabonete perto de si, mas permaneceu de olhos fechados. Ela tirou-lhe a bermuda, com cuidado, deixando-o só de cueca e camisa. Depois, mordeu carinhosamente seu caralho, por fora do te- cido. Em seguida, puxou a cueca e libertou o pau enorme. Ela lambeu toda a extensão do mastro, antes de abocanhar a chapeleta. Depois o chupou com uma suavidade tão grande
  • 27. MULATA NOTA 10 27 que ele logo sentiu vontade de ejacular. Ela, percebendo o caralho inchar, pediu: - Se prenda mais um pouco, senhor. Depois, quando não aguentar mais, pode gozar na minha boca. Eu engulo tudo. Dizem que porra é bom para o estômago, e eu tenho gastrite. Ele não respondeu. Aí ela parou de chupar o cacete e ficou lambendo o escroto dele. Massageava os bagos de leve, com os lábios. Ele começou sentindo uma dormência no lo- cal, que foi se espalhando por toda a genitália. Quando ela voltou a lhe chupar a cabeçorra, ele quase já não sentiu seus lábios. Só então, ela começou a lhe punhetar. Aí, sim, despon- tou-lhe a vontade de gozar novamente. Avisou: - Aaaaaaaaaaaaah, vou gozar... Ela não disse nada. Continuou a punheta, bem suave, enquanto o chupava com a boca cheia de saliva. Ele sentiu a gosma escorrer entre suas pernas, em direção à regada da bunda. Aí, não conseguiu se prender mais.
  • 28. MULATA NOTA 1028 4. Visita ao quarto na madrugada Vitória levantou-se da cama de repente. Nem tomou ba- nho, vestiu-se apressada. O americano não estava en- tendendo o porquê da pressa. Não foi preciso perguntar. Ela disse: - Tenho que ir. Está na hora de minha filhinha novinha mamar. Ainda tenho que comprar o leite dela, pois já não tenho no peito. Antes de sair, porém, ela perguntou: - Quer mais alguma coisa de mim? Posso fazer algo pelo senhor? Ele pensou um pouco, depois disse: - Preciso falar com um tal de AK-47, menina. Você tem como conseguir um encontro dele comigo? Ela nem pensou, para dizer: - Deus me livre ter contato com aquele bicho, seu John- ny. Aquilo é peça ruim. Nem queira aproximação com ele. É
  • 29. MULATA NOTA 10 29 bem capaz de matar o senhor. - Não tenho medo dele. Se você me conseguir um en- contro com a fera, te dou uma boa grana. - Não. Nem por todo dinheiro do mundo eu quero con- versa com ele. Tenha um bom dia, pois estou apressada. - Não quer dinheiro para comprar o leite da tua filha? - Do senhor, não. O que me deu para comprar o gás deu muito bem para eu também comprar o leite. Muito obri- gada. Mas deixe-me ir que estou apressada. O loiro tomou um demorado banho, depois sentiu a barriga roncar. Havia perdido a hora do almoço. Não haveria mais comida no restaurante do hotel, àquela hora. Então, re- solveu-se a ir almoçar num restaurante qualquer. Pensou em ir para o bar onde conhecera a mulata, mas desistiu. Achou que a comida dali era muito gordurosa. Então, perguntou na portaria onde poderia encontrar um bom restaurante ali per- to. Sugeriram que ele pegasse um táxi. O motorista saberia levá-lo a algum mais adequado. Foi o que ele fez. Pouco depois, o táxi lhe deixava num restaurante acon- chegante, não muito luxuoso. Não viu nenhuma placa indi- cando o nome do estabelecimento. Perguntou ao garçom e ele lhe indicou uma feijoada, servida com laranjas. Ele quis experimentar o prato. Pediu uma cerveja bem gelada. Veio. Na metade da cerveja, veio o almoço. De cara, ele não gostou do prato. Perguntou os ingredientes. Feijão preto, charque, paio, toucinho e pé de porco. Ele ficou repugnado. Mas a fome que sentia o fez experimentar a comida. Adorou. Porém, veio muita feijoada. Comeu o suficiente, de- pois pediu para embrulhar pra viagem. Pouco depois, voltava para o hotel. O mesmo jovem recepcionista veio cochichar ao seu ouvido: - Tem uma garota esperando pelo senhor, cavalheiro.
  • 30. MULATA NOTA 1030 Ele espantou-se: - Mais uma? Son of a bitch! Outra prostituta? Assim tá demais. - Está no saguão principal, senhor. Há quase uma hora. A mulher de cabelos longos e negros estava lendo dis- traidamente uma revista de notícias. Olhou sorridente para o loiro, quando o viu se aproximar. Ele suspirou aliviado. Era Rebeka, sua ex-namorada e companheira da CIA. Mas devia estar com uma peruca, tornando-a morena. - Não vou perguntar, mas estou curioso para saber o que faz aqui. - Podemos conversar no seu quarto? Pouco depois, estavam na suíte ocupada pelo ameri- cano. Assim que entrou, ela tirou um pequeno aparelho da bolsa feminina que usava e apontou-o para várias direções. - Está limpo. Fiz isso várias vezes, depois de alugar este quarto. - Sim, mas você esteve fora. Podem ter colocado espias neste lugar, quando saiu. - E continuou monitorando o local. Depois, já satisfeita, guardou o aparelho e tirou da bol- sa uma caixa contendo pílulas. Entregou uma para ele: - Engula-a. É um transmissor em miniatura. Com ele, posso te achar onde estiver, e também ouvir tua voz e a de quem estiver por perto. - Nunca vi dessas pílulas. Como conseguiu? - Pedi à Central. Contei que você está em apuros e que preciso monitorá-lo. - Não devia ter feito isso. Se eu quisesse alarde, teria eu mesmo requisitado uma equipe, sem procurar você. - Verdade. Mas, se eu omitisse essa informação, pode- ria ter problemas com a CIA mais tarde. - Entendi. Você quer ganhar louros às custas de minha situação. Ela o beijou carinhosamente. Depois, falou:
  • 31. MULATA NOTA 10 31 - Você tem feito muita merda. E eu não quero que seja morto. Fiquei responsável por tua vida. Vou continuar te dando cobertura sozinha, meu anjo. Ele ficou amuado. Sabia que não era bem assim. Ela sempre se mostrou ambiciosa e já lhe tinha passado a perna algumas vezes. Mas estava realmente precisando de ajuda. Engoliu a pílula. Ela o beijou novamente e fez menção de ir embora. Ele perguntou: - Já vai? Não vamos nem dar uma foda? Ela esteve indecisa, depois disse: - Cumpra primeiro a tua missão. Depois, teremos tem- po para nós dois. - E saiu do quarto. O americano sentiu um leve queimor na barriga, que logo passou. Atribuiu o incômodo ao efeito da pílula engoli- da. Depositou a marmita com feijoada no frigobar e depois sentou-se num sofá que havia no quarto. Ficou matutando: quem seria o capitão do tráfico, que metia medo em tanta gente? Queria, sinceramente, conhecê-lo. Esteve armando estratégias, mas a feijoada começou a lhe pesar no estôma- go. Foi ao banheiro e esteve defecando por vários minutos. Saiu do gabinete mole, da diarreia. Deitou-se na cama e logo adormeceu. Já era noite, quando acordou com a campainha do in- terfone gritando. Levantou-se lerdo e atendeu. A voz do re- cepcionista se fez ouvir: - Tem umas pessoas querendo falar com o senhor aqui na recepção, cavalheiro. Digo que vai descer? - De quem se trata? - Não quiseram ser anunciados. Sinto muito. - Chego já aí. Assim que desceu, viu três sujeitos de pé, perto da
  • 32. MULATA NOTA 1032 portaria. Um deles estava muito bem vestido, com um terno cortado sob medida. O cara era bonitão. Os dois que o acom- panhavam era um careca fortíssimo e um jovem de vinte e poucos anos. Estes, vestiam-se de forma esportiva. Só o care- ca tinha cara de mau. - Posso saber quem são vocês? - Perguntou o america- no. O bonitão estendeu-lhe a mão. Disse, com um vozeirão impressionante: - Soube que queria falar comigo. Vim ver o que quer. - Não estou entendendo, cavalheiro... O bonitão abriu um pouco o paletó, mostrando o cabo de madrepérola de uma pistola. O loiro gelou. Reconheceu sua arma. Sabia que estava em apuros. Mas jamais esperou que o traficante fosse até ele ali, em público, na frente de vá- rios hóspedes que estavam no saguão. - Pode nos acompanhar? - Perguntou o careca com cara de mau. Não havia alternativa para o agente da CIA. Seguiu na frente, acompanhado dos três caras. Um táxi os esperava na frente do hotel. O mais jovem sentou-se na cadeira do moto- rista e o bonitão sentou-se ao seu lado. O grandalhão careca pediu que o loiro entrasse no carro e sentou-se ao lado dele. Disse: - Vou ter que encobrir tua visão. Não queremos que saiba aonde vamos te levar. - Disse, colocando um capuz na cabeça do sequestrado. Logo, o táxi se movimentava. Mas não rodou muito. De repente, parou em algum lugar. Aí, alguém com cheiro de óleo de comida no corpo entrou no carro. Chorava baixinho. Johnny logo adivinhou ser a feiosa Raimunda que fugiu com seu dinheiro. O carro voltou a an- dar, desta vez em maior velocidade. - O que vocês vão fazer conosco? - Arriscou perguntar o agente.
  • 33. MULATA NOTA 10 33 - Cale-se. Estamos prestes a acertar tuas contas com a gente. - Ouviu a voz do careca. O americano calou-se. A mulher continuava a chorar baixinho. Aí, finalmente, o carro parou e retiraram seu ca- puz. Era mesmo a atendente do bar quem estava ao seu lado. Mandaram ambos descer. Aí, o agente viu logo que estavam num local ermo, talvez na Baixada Fluminense, com o céu negro todo estrelado sobre eles. Sentiu um arrepio no corpo. Esperava que a agente Rebeka estivesse ouvindo tudo e viesse socorrê-lo. Mas achava difícil ela ter se movimentado em seu auxílio em tão pouco tempo. - O que ela faz aqui? Teu negócio é comigo. - Arriscou- se mais ainda o gringo. - Soube que essa catraia havia te roubado. Antes, bati- zou a tua bebida com droga. Então, a capturamos e queremos ver o que vai fazer com ela. Se nos convencer, fazemos negó- cios. - Disse o bonitão, sacando a pistola e entregando-a ao americano. - Quer que eu a mate? Não vou fazer isso. - Se não matá-la, nós te matamos. Depois a matamos, claro. Pegue a arma! Johnny estava ajoelhado diante dos três homens. A mulher fedia a óleo de comida ao seu lado. Estava toda se tremendo. Mas já não chorava. O loiro olhou detidamente para ela, depois perguntou: - Ia fugir com o dinheiro que te dei? - Sim. Sempre quis sair daquele lugar infernal, que é a favela. Ia para o Recife, onde tenho parentes. Ele apontou-lhe a arma para a testa e ela fechou os olhos. Parecia que não mais temia a morte. Parara de chorar e até de se tremer. - Atire. Acabe logo com tudo isso... - Disse resoluta, a mulher.
  • 34. MULATA NOTA 1034 Inesperadamente, o loiro jogou a arma longe. Os ho- mens se entreolharam. O bonitão falou: - Muito bem. Então, faremos negócios. O que tem para me propor? O americano falou da sua missão como corretor. Ofe- receu polpudos dividendos, para que o traficante lhe indicas- se as melhores casa. Mas, claro, não falou que era agente da CIA. Apenas da especulação imobiliária. O bonitão esteve analisando a proposta, depois per- guntou: - E o que você pretende fazer por Zezinha? Não acre- dito que iria levá-la ao Estados Unidos, sem querer nada em troca. Você também é metido com tráfico de mulheres? - Deus me livre. A proposta que fiz foi antes de saber que ela era comprometida. Agora, não tenho mais interesse. - Mentira. Ela me disse que você ficou tentando fodê -la, mesmo sabendo que ela era minha namorada. - Pois é mentira dela. Eu não ousaria. Soube que você é violento com quem se mete com tua namorada. Porém, sei também que tem várias garotas, então não sei porque se im- portaria em perdê-la. Liberte-a e te pago uma boa grana. - Malditos americanos -, Vociferou o bonitão - tudo para vocês é dinheiro, dinheiro... Johnny temeu ter dito merda, mas logo o sujeito aquie- tou-se. Esteve pensando, depois falou: - Okay. Vou ver o que posso fazer. Você fica aqui e pro- cura tua arma nesse escuro. Nós vamos embora levando a puta ladra. - Pretendem matá-la? - Não é de tua conta. Cuide da tua própria vida e será feliz. Boa noite. O táxi se afastou, na escuridão. O americano mediu a
  • 35. MULATA NOTA 10 35 força do arremesso e supôs onde estaria sua pistola. Não de- morou muito a encontrá-la no mato, ajudado pela luz das es- trelas. Examinou o pente de balas e viu que este estava vazio, como supunha ao jogar a arma longe. Aí, lembrou-se de que estava monitorado pela amiga Rebeka. Falou em voz alta: - Rebeka, se está me ouvindo, venha me buscar, por fa- vor. Não há mais perigo. Pouco depois, um carro apareceu. Piscou os faróis e ele caminhou até lá. A moça agarrou-se a ele. - Temi tanto por tua vida. As pílulas não funcionam muito bem. Demorei muito a te localizar, meu amor. Beijaram-se longamente. Depois, ela o levou até o ho- tel. Quis ficar com ele, mas o cara disse: - Melhor, não. Devem estar me vigiando. Se te virem, irão te investigar, aí pode comprometer a tua identidade. - Tem razão. Vou embora. Boa noite. Depois, achamos um jeito de nos encontrar. - Como me livro da pílula no estômago? - Da forma mais tradicional, querido. Quando entrou no hotel, ele viu uma morena belíssima e gostosa sentada em um sofá, lendo uns jornais velhos espa- lhados sobre uma mesa de centro. Na posição em que estava, quase dava para se ver os biquinhos dos seios dela escapando da blusa decotada. Mas o americano estava tenso. Queria to- mar um banho e dar uma cagadinha, para se livrar do incô- modo comprimido ingerido. Também não queria continuar sendo monitorado. Pegou o elevador e subiu ao seu quarto. Estava tomando banho, depois de se descartar do transmis- sor, quando tocaram a campainha do quarto. Enrolou-se na toalha e foi ver quem era. Surpreendeu-se, quando avistou pelo olho mágico a morena que vira no saguão, lendo velhos jornais. Abriu a porta. - Sim?
  • 36. MULATA NOTA 1036 - Alguém que você acabou de conhecer me mandou aqui, para te entreter, enquanto ele se decide a te ajudar ou não. - Quem é você? - Isso importa? - Não gosto de prostitutas. Principalmente, se forem ladras. Ela deu um sorriso maravilhoso. Entrou, antes que ele pudesse impedi-la. Despiu-se totalmente, deixando as roupas espalhadas pelo chão. Caminhou com uma graça incontestá- vel em direção ao banheiro. Não fechou a porta. Gritou de lá: - Você não vem? A água está ótima... Ele foi. Ela estava de costas, lavando-se entre as náde- gas. Seu corpo era maravilhoso. Seus longos cabelos molha- dos lhe davam o maior tesão. Então, ele deixou cair a toalha e atracou-se com ela. Ela empinou o bundão, e ele meteu-lhe a pica. Ela gemeu arrastado, mas não correu do pau. Levou a mão atrás e ficou massageando a parte do caralho que ainda não entrara em seu cu. Depois, retirou-se dele e abraçou o gringo de frente. Apontou ela mesma a cabeçorra para a ra- cha e levantou uma das pernas. Aí, o loiro gozou precocemente.
  • 37. MULATA NOTA 10 37 5. Uma foda a três Um mulherão daqueles e o gringo sequer conseguiu dar uma única foda com ela. Depois que gozou precoce- mente, não conseguiu mais ter ereção. Estava meio enca- bulado, deitado ao lado da bela morena de corpo perfeito, quando o celular dela tocou. Ela levantou-se, pegou-o entre suas roupas espalhadas no chão e atendeu. Esteve falando ao aparelho, depois desligou. Disse para o gringo: - Vista-se. Estão querendo falar novamente contigo. - À essa hora? Já passam das três da madrugada, porra. - Ele é madrugador. Pouco depois, saiam do hotel. O mesmo táxi de antes os aguardava na frente. O casal sentou-se na poltrona de trás. A morena cumprimentou o chofer: - Oi, amor. Tudo bem? - Comigo, sim. Mas você está com cara de quem comeu
  • 38. MULATA NOTA 1038 e não gostou. - Deixa quieto. Não se falaram mais. O taxista encetou a marcha e es- tiveram rodando por uns tempos. Depois, pararam na frente do Copacabana Palace, um hotel tradicional do Rio de Ja- neiro. Subiram, os três, pelo elevador, até um determinado andar. A mulher tirou uma chave da bolsa e abriu a porta. Dentro, o careca os esperava, sentado a uma poltrona, assis- tindo TV. Não cumprimentou o americano. A mulher disse: - Senta aí. Ele deve estar tomando banho. Sinto o cheiro do seu sabonete especial. O gringo olhou em volta. O quarto parecia mais um apartamento completo, com vários cômodos. Não entendia como um traficante preferia pagar por todo aquele luxo, ao invés de construir algo próprio, mesmo se fosse na favela, ao lado dos seus. O cara devia ser um gastador. Mas, o que mais lhe chamou a atenção foi um grande plástico forrando o chão. Teve um arrepio na espinha. A CIA usava desse arti- fício, quando não queria deixar rastro de um assassinato em um aposento, principalmente em um hotel. O som alto da tevê indicava que a intenção era mesmo aquela. Mas o loiro manteve o sangue-frio. Se tinha escapado da primeira tenta- tiva de morte, também tinha certeza de que escaparia nova- mente. Só lamentava ter expulsado a pílula do estômago. Sua parceira poderia salvá-lo, se ainda o estivesse monitorando. Azar o dele. O bonitão saiu do banheiro nu, se enxugando com uma toalha. Johnny ficou de queixo caído, quando percebeu a sua anomalia: um par de seios belíssimos e um enorme caralho entre as pernas. Uma pica mais grossa e bem maior do que a sua. - Divertiu-se com a minha assistente?
  • 39. MULATA NOTA 10 39 - Sim. Muito. - Falou o gringo, escondendo o fato de ter brochado. - Okay. Agora é a minha vez de me divertir. Chupa! - Como é que é? - Eu disse: chupa! - Ah, porra, eu não vou chupar teu caralho. Os dois homens na sala sacaram, cada um, uma pistola, e apontaram para o americano. - Sacanagem, cara. Eu gosto é de fêmea, porra. - E eu gosto de macho. Quanto mais macho, melhor. Costumo comer-lhe o cu. Mas hoje eu só quero uma chupa- da. A contragosto, o americano resolveu-se a fazer o jogo do marginal. Depois, mataria os três sem piedade, e com re- quinte de crueldade. Ajoelhou-se e botou o caralho ainda mole na boca. - Se ele morder, matem-no. Sem pena. Mas cuidado para não acertar em mim. Os dois se posicionam melhor na sala. Usavam pistolas com silenciadores. A mulher parecia alheia à cena, assistindo a tevê. O loiro chupou, punhetando o homenina enquanto o fazia, torcendo para que ele gozasse logo. Demorou, mas con- seguiu que ejaculasse. Engasgou-se com a enorme quantida- de de porra lançada pela aberração. Cuspiu no plástico que cobria o assoalho e passou a mão nos lábios. Estava enojado. Só então, a morena levantou-se, agachou-se entre as pernas do bonitão e mamou o leitinho que escorria, até que não sobrou nem um pingo. Voltou ao seu lugar no sofá. O sujeito agradeceu, pegou cinco copos e encheu-os de uísque, oferecendo a todos. O americano pegou um, querendo se li-
  • 40. MULATA NOTA 1040 vrar do gosto de porra na boca. Só então, percebeu que o traveco era uma cópia fiel da morena, ou vice-versa. Se usasse uma peruca de cabelos longos, poderia muito bem se passar por ela. O vozeirão do homenina se fez ouvir: - Pra teu azar, você foi enganado, puto. Não sou o trafi- cante que você queria se encontrar. O loiro engasgou-se com a bebida, tossindo-a fora. Fi- cou furioso. Quis esganar o travesti, mas a morena o domi- nou com facilidade, com uma chave de braço e pescoço. - Fique quieto, senão vai ser pior pra você. - Disse ela. O cara aquietou-se. Ela o largou. Arquejante, ele per- guntou: - Para que a farsa? O que querem de mim, porras? - Chegou aonde eu queria. Pela arma que usa, logo vi que era da CIA. Pensei na tua proposta e percebi que a coisa é bem maior do que me contou. À CIA, não interessa uma simples especulação imobiliária. Tem coisa grande aí, escon- dida. Mas não me interessa. Quero que me ajude a pegar o traficante, ou nós te denunciamos ao serviço secreto brasilei- ro. Garanto que eles te fariam cantar igual a um passarinho. São uns sádicos. - E você, o que é, porra? Vai tomar no teu cu! - Todos riram. Mas guardaram as armas. O homenina vestiu-se. - E aí, topa ou não topa? - Não. Podem me denunciar ao serviço secreto. Fui treinado para resistir à tortura. Não direi nada. - Falou o americano, achando que, se fosse preso, a CIA negociaria sua soltura. O homenina esteve pensativo, depois perguntou à mo- rena:
  • 41. MULATA NOTA 10 41 - Ele está armado? - Não. Confisquei-lhe novamente a pistola, e ele nem percebeu. O loiro gelou. Tinha que matar aqueles quatro. De re- pente, lançou-se sobre o careca. Acreditava que era o mais difícil de ser dominado. Tiraria sua pistola e atiraria nele. Os outros, inclusive a morena, pareciam menos perigosos. Ati- raria neles depois. A aberração estava desarmada. Ele só teria que ter um pouco de sorte. Não teve. Justamente a morena atirou nele, pelas cos- tas, quando se atracou com o careca. Depois, o loiro levou um chute na cara, dado pelo homenina. Apagou. - Americano burro. E agora, o que faremos, Cassandra? - Perguntou a morena. Cassandra, o homenina, disse: - Agora, chamem Zezinha para cuidar dele. Ainda va- mos precisar desse imbecil. Depois que ela tratá-lo, retirem suas coisas e paguem a conta do hotel. Não iremos mais ficar instalados aqui. Mas a operação continua. ******************** Rebeka havia apenas fingido ir-se embora. Afastou-se de carro, depois voltou com ele e estacionou-o do outro lado da rua. Ficou de tocaia. Sabia que quem raptou o ex-namora- do iria mandar alguém ficar por perto, vigilante. Estranhou quando o loiro saiu do hotel de madrugada, acompanhado de uma mulher. Primeiro, ficou com ciúmes. Depois, resol- veu seguir o táxi que tinha pego o casal. Passou pelo veícu- lo e continuou seguindo-o, só que à frente do táxi. Quando este parou, ela estacionou mais adiante. Viu quando o trio pegou o elevador e estranhou o taxista entrar no hotel com os passageiros. Havia algo errado ali. O loiro devia ter sido sequestrado, novamente. Ainda traçava um plano de assalto,
  • 42. MULATA NOTA 1042 quando viu o motorista do táxi sair do hotel com a morena, acompanhada agora de dois sujeitos: um moreno lindo e um careca. Mas nada do seu ex-namorado sair com eles. Prepa- rava-se para entrar no estabelecimento, quando uma mulata chegou afobada, com uma valise médica nas mãos. Rebeka deu um tempo. O americano acordou sendo tratado pela mulata. Sor- riu e disse: - Estou no céu? - Deixe de brincadeiras. Por pouco você não morreu. O tiro foi mortal. Vai ter que ficar de repouso, por uns tempos. E fique quieto. - Você é enfermeira? - Não. Sou médica. Fui contratada pelo capitão do trá- fico para cuidar de seus homens, caso fossem feridos à bala ou padecessem de doença grave, já que não podem ir a um hospital. Assim, não são pegos pela Polícia. - E teu namorado é o homenina? - Claro que não. Ele só gosta de foder cu de macho. AK- 47 se apaixonou por mim, e me mantém perto dele à pulso. Eu o detesto. Ele é muito violento. Mas aí, conheci os irmãos agentes federais e passei a colaborar com eles, às escondidas do traficante. - Agentes federais? Bem que desconfiei. Son of a bitch. Tô fodido e mal pago. - Não. Colabore com eles e eu me responsabilizo por você. Não irão te prender, se eu pedir. Mas, em troca, terá que me levar mesmo para os Estados Unidos, quando acabar tudo isso. - Por que se envolveu nessa história, mulata? - Terminei meus estudos e fiquei sem trabalho, lá no Recife, onde eu morava. O Açougueiro me convidou para vir para cá. Aí, eu... - O Açougueiro é o careca?
  • 43. MULATA NOTA 10 43 - Isso mesmo. Ele já trabalhava junto com o casal de gêmeos, policiais federais. O taxista foi, ou é, namorado da morena. Sempre trabalharam juntos. Aí, eu consegui um em- prego num hospital daqui. Mas, no início, como não tinha onde morar, aluguei um casebre na Rocinha. O marginal des- cobriu que eu sou médica, então me obrigou a sair do empre- go. Ele me pagava uma bolada para cuidar dos seus asseclas feridos. Depois, se apaixonou por mim. Aí, minha vida virou um inferno. - Não se preocupe. Quando tudo isso acabar, te levo comigo. Rebeka invadiu o apê, que estava com a porta apenas encostada, justamente no momento em que o ex-namorado proferia essas palavras. Estava irada. O ciúme a estava corro- endo. Entrou armada com uma pistola com silenciador. Gol- peou a mulata com ela. A jovem caiu, desmaiada. Então, ela apontou o revólver para o loiro. - Você veio me salvar novamente, minha... PLOP! PLOP! PLOP! Os três tiros acertaram o corpo do agente da CIA, que estremeceu. Ela colocou a própria arma na mão direita da mulata. Estava usando luvas, portanto não deixou digitais. Depois, retirou de uma bolsa uma pequena câmera digital e fotografou várias vezes a cena. Em seguida, saiu, deixando a porta do quarto escancarada. Logo alguém descobriria o crime. A mulata não a tinha visto se aproximar por trás. Não poderia dizer quem a atacou. Isso, se conseguisse convencer a polícia de que não cometera o assassinato. Tinha lágrimas nos olhos. Gostava do cara. Mas havia sido decretada a elimi- nação do agente, pela CIA, se fizesse mais merda na missão. E ele fez. Ela foi incumbida de matá-lo. Por isso, tinha que enviar-lhes as fotos do agente morto.
  • 44. MULATA NOTA 1044 Quando a mulata despertou, a Polícia já estava no quarto, examinando o cadáver. Uma paramédica pediu para examiná-la e Zezinha deixou. Um policial perguntou o que tinha acontecido, mas ouviu um vozeirão atrás de si: - Deixe que eu cuido dela. Era o homenina. Mostrou o distintivo da Polícia Fe- deral. O policial afastou-se. O agente federal estava acompa- nhado do careca, que perguntou a Zezinha: - Você está bem? - Sim, mas menstruei de repente. Ele deu um sorriso. Ela entendeu muito bem o signi- ficado daquilo. Baixou a cabeça, envergonhada. Não queria repetir a sua vida devassa, de antes de sair do Recife e ir mo- rar no Rio. Na época, para pagar seus estudos, fazia progra- mas com o Açougueiro, sempre que estava menstruada. Ia se negar a ter sexo com o careca, depois voltou atrás. Disse, baixinho: - Está bem, mas só se for a três. O careca sorriu mais ainda. Pediu licença. Saiu e foi fa- zer uma ligação, do lado de fora do quarto. ******************** Não era preciso mais fazer cerimônias. Os três entra- ram no quarto de um motel modesto da zona oeste do Rio e foram logo tirando a roupa. O mais animado era o careca. O taxista, no entanto, já estava de pau duro. Repetira aquela cena várias vezes: o Açougueiro se deitava, a mulata o chupa- va e empinava a bunda para ele. Ela passava o sangue mens- trual no cu e depois estrepava a boceta no pau do careca. Quando este começava a gozar, o taxista apontava o caralho para o cu menstruado. Ela gemia arrastado, todas as vezes que ele a penetrava. Depois, ele tirava toda a rola fora. Enfiava de novo.
  • 45. MULATA NOTA 10 45 - Aaaaaaaaaaahh... Confesso que estava com saudades disso. Não posso fazê-lo com o traficante. Ele não me dividi- ria com ninguém. O taxista enfiou até o talo, depois ficou fazendo os mo- vimentos de coito. O careca gemeu: - Porra, estou sentindo teu caralho roçar no meu, por dentro dela. Ela pediu: - Fodam-me com força e deixem de falar, se bem que essas palavras me excitam. Mas só quero ouvi-las quando es- tiver trepando com apenas um de vocês. Quem se habilita? - Se não estiver menstruada, deixo que o garotão aí te encha de pica. E continuaram a meter, até que a mulata começou a gozar pela frente e por trás. Ficou alucinada, rebolando sem parar. Até que ambos gozaram dentro dela, quase ao mesmo tempo. Ela, ao sentir-se inundada de porra pelos dois lados, gozou também.
  • 46. MULATA NOTA 1046 6. Sexo selvagem no quarto alheio Rebeka esperava num bar, na orla de Ipanema. Tomava uma dose de uísque Shivas Royal Salute, de uma garrafa que custava cerca de 800 reais. Aí, avistou o senhor de paletó surrado que se aproximava. - Boa tarde, chefe. O que é que manda? - Deixe de usar esse linguajar horrível. Às vezes, não sei o que está dizendo. - Desculpe-me. É que eu tenho que falar assim, para me entrosar com o povo daqui. - Ok. Vou ser rápido. Vá ao hotel onde o falecido estava hospedado e recupere o dinheiro que ele tinha no cofre. A missão dele agora é tua. - Vou cuidar, então, de duas missões ao mesmo tempo, chefe? - Não. A tua outra missão está concluída. Washington convenceu o governo brasileiro a fazer uma intervenção no
  • 47. MULATA NOTA 10 47 Rio de Janeiro. Logo, as Forças Armadas ocuparão as favelas. Portanto, urge que você faça contato com o tal AK-47. Tem que se infiltrar no bando dele o quanto antes. - Vou ter cobertura? – Perguntou a loira, depois de to- mar um largo trago. - Estará sozinha. Nós só agiremos se você estiver em apuros. Então, use o número de telefone específico para esses casos. - Okay, eu já formulei um plano. Acho que hoje à noite farei contato com o traficante. - Então, boa sorte. Espero notícias. – Disse o senhor de cerca de sessenta anos, de cabeleira farta e paletó surrado, levantando-se da mesa. Antes de ir, no entanto, ele tomou de uma vez o resto da bebida que estava no copo de Rebeka. Pouco depois que o sujeito desapareceu de vistas, a loi- ra olhou para o relógio. Ia dar cinco e meia da tarde. Pediu outra dose. Dupla. ******************** - Tem certeza de que não foi a mulata quem atirou no gringo, senhor? – Perguntou o policial, que estava perto de Cassandra. - Sim, Júlio. Zezinha é canhota. E nunca usaria uma arma com silenciador, se eu não a desse a ela. Quem matou o americano foi gente profissional. Acho que, talvez, os pró- prios companheiros da CIA. - O hotel tem câmeras de vigilância, senhor. Podemos dar uma olhada nas gravações. - Já mandei pedir as fitas. Devem estar chegando. Pouco depois, o homenina ligava para a irmã: - Quem matou o loiro foi uma mulher. Temos sua imagem saindo do hotel. Segundo os recepcionistas, ela não passou pela portaria. Vão até o hotel onde estava hospedado
  • 48. MULATA NOTA 1048 o gringo e deem uma vasculhada. Ele deve ter deixado algo interessante por lá, talvez em algum cofre. - Okay. Eu mesma vou lá. Depois te dou notícias. A morena desligou e teclou imediatamente um número no celular. Atendeu o taxista: - Oi, amor – Disse ela –, vou precisar de você. Apanhe- me na portaria do hotel onde estou hospedada. Temos o que fazer. Pouco depois, saltava defronte ao hotel perto da Ro- cinha, onde estava hospedado o defunto. A morena, agora, usava uma peruca ruiva, de cabelos médios, escondendo a sua longa cabeleira. Foi direto ao recepcionista e mostrou seu distintivo. Disse: - Leve-me ao quarto onde estava hospedado o gringo. - Ele não está, senhorita. – Retrucou o recepcionista jovem – Se quiser aguardá-lo, esteja à vontade. - Ele não mais virá. Está morto, e bem morto. Quanto ele devia? - Só a diária de hoje, senhorita. - Disse o cara, surpreso pela notícia da morte do hóspede - Ele pagava todos os dias, como se esperasse ter que sair às pressas. Ótimo. Dê-me a chave do seu quarto. - Do meu, senhorita? - Não, rapaz. Do dele. E depressa, que o tempo urge. - Eu teria que pedir permissão a meus superiores. Mas vou dá-la para a senhora, sem precisar de burocracia... Ela pegou as chaves e deu um beijinho na boca do ra- paz. Ele exultou de alegria. Ela saiu com seu andar provocan- te, em direção ao elevador. Não demorou muito e voltou com uma valise nas mãos. Agradeceu ao rapaz, pagou a diária do gringo e ia saindo, quando cruzou com a americana loira. Mas não deu atenção a ela, achando que era uma hóspede do hotel. A agente da CIA também não se deu ao trabalho de
  • 49. MULATA NOTA 10 49 observá-la. Foi direto para a recepção, e esteve falando com o rapaz. Depois, correu em direção à saída. O táxi, no entanto, já havia dobrado uma esquina e ia longe. A gringa voltou à recepção. - Não os vi mais. Tem certeza de que não entraram no quarto de Johnny? - Sim, senhora – Mentiu o rapaz sem nem saber por que – Perguntaram por ele e eu disse que não o tinha visto desde ontem. Mas ela ficou de voltar. - Ela, quem? - A ruiva bonita que cruzou com a senhora, quase ain- da agora. - Puta que me pariu. Eu estava distraída, nem vi seu rosto. Estou precisando das chaves do apartamento do meu conterrâneo. Ele me pediu para pegar uns documentos lá, com urgência. O jovem esteve indeciso, depois entregou-lhe o molho de chaves, que ainda estava em sua mão. Mas disse: - Eu não deveria estar fazendo isso, entregando-te as chaves. Então, vou querer algo em troca. - O que quer? - Sexo. – Afirmou o rapaz, que ainda estava de pau duro, depois do beijo recebido da agente federal. Ela o olhou de cima a baixo, como se o estivesse ava- liando. Depois perguntou: - Tem o caralho grande? É disso que gosto. Ele sorriu, malicioso. Pediu para subirem até o quarto. Lá ela veria por si mesma. Assim que o rapaz baixou as calças, mostrando um pau de tamanho considerável, ela fechou a porta atrás de si e co- meçou tirando a blusa, libertando um par de seios enormes, mas rijos. Quando o cara se aproximou para mamá-los, rece- beu uma joelhada nos bagos.
  • 50. MULATA NOTA 1050 - Gosto de sexo violento, garoto. Se me aguentar, tran- saremos outras vezes. Derrubou o recepcionista no chão, que gemia com as mãos nos colhões. Terminou de tirar-lhe as calças e caiu de boca no caralho do cara. Ele ficou com medo que ela o mor- desse. Mas a chupada foi ótima, e ele quase esqueceu a dor nos bagos. Aí ela tirou o resto do uniforme dele e mordeu-o no peito. Ele gritou: - Pare, dona. Assim eu não gosto. - Mas eu gosto. Então, deixe de reclamar, senão não te fodo mais. Ele acalmou-se. Ela continuou chupando-o, até que ele começou a gemer: - Ahhhhhhhhhhhh, tá muito gostoso. Não pare, dona... De repente, a mulher ficou alucinada. Subiu sobre ele, e ficou de cócoras sobre o seu corpo. Pegou o caralho do jovem com uma das mãos e se enfiou nele. Sua boceta era quentís- sima, e o cara quase goza rápido. Ela levou as mãos para trás, apoiando-se nas coxas dele, e empreendeu um ritmo frené- tico à foda. Ele abriu muito os olhos, bem perto de gozar. Mas ela gozou primeiro. Retirou-se do pau do cara e soltou um esguicho fortíssimo, que o atingiu no rosto. Ele botou a língua para fora, querendo provar aquele gosto. Então, ela urrou e se enfiou de novo no cacete dele. Ele inundou a tabaca dela de porra.
  • 51. MULATA NOTA 10 51 7. A jornalista boa de foda Aloira ofegou um pouco, depois levantou-se. Caminhou em direção ao cofre dentro do quarto. O recepcionista continuou deitado no chão, com as mãos sob a cabeça. Estava satisfeito do sexo. Ela, sem dificuldade, abriu o cofre, após ter ficado com o ouvido colado nele enquanto girava o botão. O rapaz perguntou: - Como conseguiu abri-lo? - Anos de prática, garoto. - A senhora é alguma ladra? - No momento, sim. Mas ela espantou-se ao ver o cofre limpo. Não havia nem dinheiro nem documentos dentro. Ela perguntou: - Viu se a ruiva levava alguma valise? Ele não queria dar essa informação. Principalmente que agora sabia que a loira era ladra. - Não, ela estava de mãos vazias. Por quê?
  • 52. MULATA NOTA 1052 - O dinheiro que o gringo deveria guardar neste cofre sumiu. Alguém o pegou. Só pode ter sido ela. Tem certeza de que não a viu subir? - Tenho, claro. Eu estive na portaria o tempo todo. A mulher esteve pensativa. Depois, falou: - Eu vou esperar aqui. Talvez, quem pegou a grana vol- te. - Não acho que o gringo vá gostar de ver que alguém está no seu quarto. Posso perder meu emprego por causa dis- so. Então, terá que aguardar lá embaixo. - Disse o jovem, sem querer informar que já sabia que o americano tinha morrido. Acreditava no que a ruiva policial tinha dito a ele. - Está bem. Fico aqui até o tempo de procurar em ou- tros lugares do quarto. Ele pode ter escondido o que me pe- diu em algum canto. - Por que não liga para ele e pergunta? Ela ficou calada. Pensou que o sujeito era muito curio- so e poderia ter problemas com ele mais tarde. Ordenou: - Agora, você volta para a recepção. Vou ligar sim, para ele. Mas não quero que você escute o que tenho para lhe di- zer. O sujeito ficou frustrado. Esperava dar outra peiada com a mulher. Vestiu as roupas de má vontade. Antes de sair, falou: - Não se demore muito. E prefiro você de cabelos ne- gros, como te vi na primeira vez que esteve aqui. - Como é que é? - Você já esteve aqui com o gringo. Mudar a cor dos cabelos não me confunde. Teus peitões são facilmente reco- nhecíveis... Ela estreitou um olho. Estava cismada com o jovem. Ele era muito perspicaz. Talvez a pudesse delatar, se alguém a procurasse ali. Era preciso se livrar dele. Disse: - Ei, vai sair sem nem me dar um beijo? Ele sorriu. Voltou para junto dela. Foi seu erro.
  • 53. MULATA NOTA 10 53 A loira, de um só golpe, quebrou o pescoço do re- cepcionista. Ele morreu de olhos arregalados, como se não acreditasse no que lhe estava acontecendo. Ela abriu a porta, olhou para todos os lados, depois pegou o cara pelos pés e o arrastou até a escadaria. Levantou-o com algum esforço, só para largá-lo. O cara caiu escada abaixo, batendo com a ca- beça várias vezes no chão. Ela voltou para o quarto e fechou a porta. Continuou as buscas pelos documentos e dinheiro ali dentro. Mas não achou nada. Deitou-se na cama e se pôs a matutar. ******************** A magricela Vitória voltou ao hotel querendo ter sexo, novamente, com o gringo. Não encontrou ninguém na por- taria. Então, resolveu subir, usando o elevador. Desceu no andar do quarto do americano. Ia caminhar até ele quando viu a porta se abrir. Quando a loira botou a cara do lado de fora, ela rapidamente se escondeu. Foi quando viu o jovem ser arrastado pelos pés e ser jogado escadaria abaixo. Qua- se grita do susto. Mas permaneceu escondida, até que ouviu o barulho da porta se fechando. Apressou-se a ver onde o rapaz tinha caído e se estava vivo. Logo percebeu que ele ha- via quebrado o pescoço. Ficou com raiva da mulher. Aproxi- mou-se pé-ante-pé da porta e forçou lentamente a maçaneta, para não fazer barulho. A porta estava destrancada. Abriu-a e espiou dentro do cômodo. A loira parecia estar no banhei- ro. Ouviu um barulho, como se a caixa da descarga tivesse sido aberta. Então, percebeu que a mulher havia deixado a chave na fechadura. Com cuidado, retirou-a e fechou a porta por fora, usando a chave. Depois, correu para baixo, pelas escadas, para chamar alguém do hotel. Porém, demoraram a acreditar no que ela estava dizendo. Só depois de um tempo é que o gerente mandou alguém dar uma olhada. O funcio- nário deu de cara com o cadáver do jovem, na escada. Voltou apavorado. - A assassina está dentro do quarto. Eu a tranquei lá. -
  • 54. MULATA NOTA 1054 Afirmou Vitória. - Chamem a Polícia -, ordenou o gerente - e ninguém se aproxime de lá. Cerca de meia hora depois, Cassandra apareceu jun- to com uma viatura da Polícia. Subiu pelas escadas, ao invés de esperar o elevador. Encontrou o cadáver do jovem. Sacou uma pistola - a que pertencera ao gringo - e se aproximou da porta. Esta estava arrombada a tiros, certamente por uma arma com silenciador. Coisa da CIA, obviamente. Quem estava no quarto já havia fugido, sem passar pela recepção. Desceu ao térreo. Uns policiais estavam interrogando a ma- gricela. Ele perguntou à jovem: - Disseram-me que você viu a assassina. Como era ela? - Eu a prendi no quarto. Era loira, dos peitões. - A mesma que matou o gringo. - Disse o homenina a Júlio, o policial. - O americano está morto? - Espantou-se Vitória, co- meçando a chorar. - Eu quero que vocês prendam aquela des- graçada. Eu mesmo quero dar uma surra nela. - Ela conseguiu fugir. Mas vamos pegá-la. O homenina sacou o celular do bolso e fez uma ligação. Quando atenderam, ele falou: - Diga à minha irmã para ela impedir a volta de Zezi- nha para a favela. Desconfio que AK-47 vai estar aguardan- do-a para acabar com a vida dela. A mesma loira que matou o gringo deu cabo da vida de um funcionário do hotel. Deem essa notícia para a Imprensa. Precisamos de uma foto dela. Quem pode consegui-la? - Não seria melhor localizar onde ela está hospedada? Uma gringa, com certeza, seria de fácil localização. - Respon- deu a voz do outro lado. - Dificilmente voltará para onde estava. Deve estar sem grana, pois minha irmã surrupiou a maleta do gringo cheia de dinheiro. Só lhe resta fazer contato com o traficante. Você
  • 55. MULATA NOTA 10 55 pode ficar de olho? - Posso sim. O taxista desligou e discou um número. Era o de uma jornalista que ele já havia fodido várias vezes, depois que ela o entrevistou quando ele ganhou uma bolada de um coroa rico. Agora, não precisava mais trabalhar. Mas tinha se re- solvido a ajudar o casal de irmãos, quando estes precisassem. Isso o levou ao Rio de Janeiro. A jornalista morava ali. Quan- do ela atendeu, ele se identificou e disse: - Tenho uma notícia exclusiva para você. - Oi, amor. Estava com saudades. Do que se trata? - Um crime da CIA. Encontre-se comigo e a gente con- versa. Pouco depois, os dois se encontravam no hotel. Cas- sandra ainda estava lá. - Cadê a Imprensa? O taxista apontou para a jornalista. - Só uma? Te pedi para avisar toda a Imprensa. - Eu devo favores a ela. Por isso a trouxe. - Eu publico a notícia e depois chamo meus amigos re- pórteres. Dá no mesmo. Eu só pego o furo de reportagem antes deles. - Está bem. Faça o seu trabalho, moça. - Disse Cassan- dra. Depois, o homenina chamou o taxista para subirem até o quarto do americano. Lá, mostrou: - Veja, daqui você pode controlar a entrada do morro da Rocinha. Acho que era isso que o gringo fazia deste quar- to. Vou alugá-lo. Você fica de tocaia. Combinado? - Claro. Mas preciso de um binóculo. Cassandra logo encontrou, dentro de uma gaveta, o ob- jeto que o loiro usava. Entregou-o ao amigo. - Tome. E esteja atento. Acho que ela vai se esconder
  • 56. MULATA NOTA 1056 no morro. E não deve demorar muito. Isso, se já não correu para lá. - Espero que não. E essa porta arrombada? Não quero ser surpreendido de costas para ela. - Não se preocupe. Logo, o hotel a terá consertado. Por enquanto, estou lá embaixo. Até eles fazerem isso. - Obrigado. Ah, por favor, diga à jornalista que quero falar com ela. Pouco depois, a repórter apareceu. Beijou-o longamen- te e depois agradeceu-lhe o furo de reportagem. Estava só es- perando um cinegrafista para dar a notícia da frente do hotel. Ele perguntou: - E depois? - Em seguida, nós matamos a saudade um do outro. O taxista havia ligado a tevê do quarto. Viu a jornalis- ta dando a notícia ao vivo. Entrou no banheiro e tomou um banho demorado. Saiu do box quando ela entrava no quarto. Estava ainda se enxugando, quando ela se agachou aos pés dele. Pegou seu caralho e levou ao nariz. - Huuuuuuummmmmmm, cheiroso. Ele largou a toalha no chão. Alisou os cabelos dela. Ela levou o pinto, ainda mole, à boca: - Mmmmmmmmmm, gostoso... Masturbou e lambeu a cabeçorra, até que o caralho acordou. - Uau, crescido de dar gosto... Ele alertou: - Ajoelhou, tem que rezar. Mas podemos ser interrom- pidos por alguém que venha consertar a porta. - E daí? Tem vergonha de ser flagrado fodendo? - Tenho, sim. - Pois eu não. Acho até mais excitante. - Ela disse, pu- xando-o para a cama.
  • 57. MULATA NOTA 10 57 Dessa vez foi ele quem a beijou dos pés à cabeça, pa- rando de vez em quando nos seios e na boceta. Mas, quando a virou de costas intencionado a beijar-lhe a bunda, ela pro- testou: - Já? Que pressa é essa? Ele rebateu: - Estou na seca já faz algum tempo. - E aquela tua namorada? - Já foi. Agora, somos apenas bons amigos. - Não acredito que vocês não trepem. - Trepamos, sim. Mas não mais com a mesma frequên- cia de antigamente. - Mas eu quero, primeiro, dar de comer à minha boce- tinha... Era verdade. A jornalista tinha um corpão, mas uma vulva minúscula. E muito apertada. Ela dizia que trabalhava muito e às vezes nem tinha tempo para namorar. Ele a virou de frente, novamente. - Aaaaaaaaaaaagora, sim. Mas vai com calma. Ainda estou seca. Ele ficou esfregando a cabeça da pica na racha, até que esta ficou molhadinha. - Mete. Mete agora, mete. Me fode. Me fode. Ele empurrou um pouco a pica. Ela gemeu. Ele retirou tudo, depois tornou a botar. Ela reclamou: - Não. Não tira. Mete de novo. De novo... Ele, então, socou devagar e sempre. Ela deu um urro medonho: - Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, me rasga toda, caralhu- doooooooooooooooo... Nem foi preciso que ela pedisse. Ele já bombeava em sua xana, levando-a ao delírio. Não demorou muito para que ela gozasse.
  • 58. MULATA NOTA 1058 8. Estuprada por vários homens Ajornalista se preparava para ir embora. Havia tomado um banho e agora ajeitava o cabelo diante de um espe- lho. Perguntou ao taxista: - Nos veremos novamente? - Sim, claro. É só querer. Mas advirto que estou aqui a trabalho. - Sei. Te ligo depois. Ainda vai precisar de mim? - Gostaria que você nos ajudasse a localizar a assassi- na. Mas, se conseguir uma foto recente dela, não precisa se envolver. - Assim fica mais fácil. Tenho amigos no Serviço Secre- to Brasileiro. Vou ver se consigo algo. - Eu te agradeço, já de antemão. Pouco depois, a irmã de Cassandra ligava para o taxis- ta. Disse que o homenina havia pedido para que ela levasse
  • 59. MULATA NOTA 10 59 a médica para o hotel onde ele estava de tocaia. Ficaria mais fácil do grupo protegê-la. Haviam destruído o celular de Ze- zinha, para que este não fosse localizado pelo tráfico, e lhe tinham dado um novo. Ela lamentou perder todos os seus contatos, mas era o jeito. O homenina prometeu recuperar sua agenda, mas só depois de pegar AK-47. A mulata estava temerosa da proximidade com o mor- ro. Mas confiava no grupo. Principalmente em Cassandra. Abraçou-se com o taxista. O jovem pediu que ela tomasse um banho e descansasse. A morena, gêmea do homenina, também ficaria no aposento. O travesti e o careca ficariam no quarto vizinho. Já haviam consertado a porta do quarto onde o loiro assassinado estava hospedado. O profissional do volante não tirava os olhos do binóculo. Anoitecera já havia algum tempo. A irmã de Cassandra o revezou, enquanto ele tirava um cochilo. Deitou-se ao lado da mulata. Ela o pres- sentiu na cama e abraçou-se a ele. ******************** Rebeka estivera hospedada em um motel barato, perto da Rocinha. Não lhe convinha procurar um de maior confor- to, pois estavam à sua procura. Vira a reportagem na tevê do quarto. Queria saber quem a trancara no dormitório do con- terrâneo, mas isso era o que menos importava agora. Acre- ditava ter sido um dos funcionários do hotel onde matara o ex-namorado. Depois de tudo acabado, voltaria lá para inves- tigar isso. No momento, tinha um plano ousado na cabeça, mas era preciso sorte para executá-lo. Já estava na segunda garrafa de uísque Shivas. Começava a sentir-se embriagada. Olhou para o relógio. Já passava de meia-noite. Ligou para o seu chefe da CIA: - Oi, chefe. Estou prestes a entrar na favela. Mas quero ser monitorada pelos nossos homens. Já tomei a pílula trans- missora. Apontem o satélite para a minha localização. Mas só
  • 60. MULATA NOTA 1060 interfiram se eu pedir socorro. - Boa sorte. Ela abriu a terceira garrafa de uísque e tomou um gran- de gole do gargalo. Arrotou. Tomou mais um gole, deixando a garrafa pela metade. Depois, pediu um táxi pelo interfo- ne. Havia tingido os cabelos de negro intenso. Quando o táxi chegou, ela desceu com a garrafa na mão. Entrou no veículo e disse: - Me leva pra favela da Rocinha. - Deve estar muito bêbada, madame. Ali não é lugar para a senhora. E não vou arriscar entrar na favela. Sinto muito. - Me deixa na entrada e depois pode ir-se embora - dis- se ela, começando a tirar a roupa. O taxista estranhou sua atitude, mas apenas disse: - Quero pagamento adiantado, dona. Ela tirou algumas cédulas do bolso da saia curta que usava e ele contou. Tinha mais do que o necessário. Quis de- volver o troco, mas ela pediu que ele ficasse com o dinheiro. Logo, estava nua dentro do táxi. O motorista lambeu os lá- bios, cheio de tesão pelo corpanzil dela. Quando o carro parou na entrada da favela, ia dar uma hora da madruga. Ela saltou do veículo, com a garrafa de uís- que na mão, e caminhou trôpega morro acima. Estava real- mente bêbada, mas isso era necessário para o seu plano dar certo. Não demorou muito a encontrar um sujeito armado. - Eh, dona. Onde pensa que vai? - Vou falar com teu chefe. Tenho uma proposta para ele. - Disse ela, de voz já arrastada. O cara tirou um rádio preso às costas e falou: - Uma dona bicada e errada deseja falar com o chefe. Deixo passar?
  • 61. MULATA NOTA 10 61 Escutou-se um chiado do aparelho e uma voz se fez ou- vir: - Já a revistou, para ver se não está armada? O cara riu. Disse que não seria preciso, pois ela estava totalmente nua. - Deixe-a vir. Se tentar algo, nós a matamos no ato. Por onde passava, homens armados até os dentes a aplaudiam. Ela desequilibrou-se e caiu. Deu trabalho para se levantar. Um negro forte, apenas com uma pistola moderna na mão, a ajudou a erguer-se. - Me larga. Quero falar com o chefe de vocês. - O que quer com ele? - Não te interessa. Foda-se. Só falo com ele. Levou um tapa violento no rosto, que a fez beijar o solo. Mas não soltou a garrafa. Levantou-se penosamente e, com uma rapidez incrível, soltou um pontapé que atingiu os co- lhões do cara. Este vergou-se sobre si mesmo. Levou mais um chute, desta vez num lado do rosto. Num instante, a mulher de cabelos pintados de preto foi cercada por vários homens armados. - Deixem-na comigo. - Disse o negro forte - eu cuido dela. E deu um murro na mulher que ela rodopiou no ar e caiu com todo o corpo. Desta vez, deixou cair a garrafa. Um dos homens a apanhou depressa, antes que se perdesse mais líquido. - Uísque caro, chefe. A mulher não reagiu. Tinha perdido os sentidos. O ne- grão ordenou que ela fosse levada ao seu barraco. Mas o que ele chamava de barraco era um enorme duplex. Jogaram-na sobre uma cama e ela ficou lá, sangrando e roncando. Fedia a bebida. - É alguma maluca. Mas é uma maluca corajosa. - Disse
  • 62. MULATA NOTA 1062 o chefe. ******************** O taxista viu quando o carro parou na entrada do mor- ro. Chamou a irmã de Cassandra, que assistia a tevê. Ela le- vantou-se de um pulo e foi para junto dele. Ele lhe entregou o binóculo: - Aquela mulher está bêbada. Ou mora no morro, ou é a nossa gringa. Tem peitões mas não tem cabelos loiros. - Nem precisa. Ou pintou a cabeleira, ou usa uma peru- ca. Fique de olho nela que vou chamar Cassandra. Pouco depois, era o homenina quem observava pelo binóculo. Comentou: - Só pode ser ela. Já foi dado o toque de recolher. Uma moradora do morro já estaria trancada em casa. Notem que não há quase ninguém nas ruas. - Eu vi alguns traficantes armados. Mas parece que sa- bem que vigiamos, pois se escondem rápidos. - Temem que a polícia esteja de tocaia. Se tivéssemos uma boa arma, poderíamos derrubá-los daqui. - Disse Cas- sandra. - Não seria uma boa, mano. Haveria represálias. Os tra- ficantes poderiam tomar esse hotel de assalto. Decerto sabe- riam que o tiro partiu daqui. - Tem razão. Mas precisamos agir. Acorde o Açouguei- ro. Vamos entrar atrás dela. - Tá louco? Espere reforços. É uma operação de guerra. - Falou o taxista. O homenina esteve pensando. Mas aí, a morena disse: - Os traficantes já a barraram. Vejam: levou umas por- radas. Agora, a levam para algum lugar. - Aquele é AK-47. Sigam-no com o binóculo. Logo, saberemos onde está escondido. - Completou o homenina, devolvendo o binóculo para a irmã.
  • 63. MULATA NOTA 10 63 ******************** Rebeka acordou com um crioulo sobre ela. Ele lhe me- tia a pica na xoxota. Ela ainda estava um tanto bêbada. Res- mungou: - Sai de cima de mim, seu puto, antes que eu me irrite. O cara já estava quase gozando. Olhou para ela com os olhos revirados, e continuou metendo o caralho grosso em sua boceta. Ela sentiu um ardor estranho na vulva. Deu um golpe de caratê no cara, deixando-o semidesacordado. Em- purrou-o de cima de si. Olhou para a tabaca e dela escorria sangue. Só então, quando correu o olhar em volta, foi que viu vários sujeitos nus, armados de metralhadoras e cacete duro, como se aguardassem por sua vez. - Mato quem se aproximar de mim! Mas aí, todos ao mesmo tempo se acercaram dela, e logo a americana estava dominada. Amarraram-na com fios de varal, tendo os braços e pernas bem abertos. Ela se deba- teu, mas não houve jeito de se livrar deles. - Fique quieta, puta, senão vai ser pior para você. - Dis- se um sujeito branquela, com a garrafa de uísque na mão. Foi o que apanhou a garrafa rápido pouco antes , não deixando o líquido se perder. Ele tomou um grande gole, antes de subir na cama. Ti- nha um caralho enorme. A gringa se debateu, mas não conse- guiu impedir que o cara lhe fodesse a xana. Tentou mordê-lo e levou uma pancada na cabeça com a coronha de um fuzil, dada por um dos asseclas. Ela sentiu o sangue fluir da ferida. Então, resolveu-se a ficar quieta. Fez que tinha desmaiado. O branquela gozou rápido. Rebeka sentiu sua xoxota ser inundada de porra. Outro substituiu o traficante, mas ti- nha um caralho menor. A periquita ardia, mas a gringa con- seguiu continuar fingindo que dormia. Este demorou mais a gozar. Então, ouviu uma voz conhecida:
  • 64. MULATA NOTA 1064 - Se já se fartaram, agora é a minha vez. A americana abriu os olhos. Era mesmo o chefe do bando quem acabava de entrar no quarto. - Tragam-me um travesseiro alto. E coloquem-no sob as costas dela. Quando o fizeram, a coluna da mulher doeu. O negro já tirava a roupa. Deixou à mostra um caralho grande e gros- so, já duro. Ela gemeu, prevendo que iria ser sodomizada: - Se enfiar esse cacete na minha bunda, eu não falo o motivo de vir aqui. O homem de cerca de quarenta anos parou. Disse: - Posso te foder o cu, depois te obrigo a falar. - Eu fui treinada para aguentar tortura. Não falaria, nem se me ameaçasse de morte. Ele esteve pensativo, observando-a. Depois, perguntou: - CIA? - Sim. Trouxe um recado do governo americano para você. Estou sendo monitorada. Se continuarem me fodendo, peço para bombardearem essa casa. O cara demorou a dizer: - Soltem-na. Mas fiquem comigo. Pouco depois, a gringa dizia, sentada à cama, molhan- do-a de sangue: - Preciso de alguém que possa estancar essa hemorra- gia. E tratar do meu rosto inchado. - Diga primeiro a que veio e vejo o que posso fazer por você. É o tempo de encontrarem a médica que cuida da gente da favela. - Dizem que ela foi vista com o americano que mata- ram, chefe. - Informou um dos bandidos. - Como é essa médica? - Perguntou a gringa. - É uma mulata bonita. Você a viu? - Perguntou AK-47.
  • 65. MULATA NOTA 10 65 - Sim, estava com o gringo quando o matei. Parece que ia fugir do Brasil com ele. O negrão semicerrou os olhos. Ordenou: - Achem Zezinha. Quero tirar essa história a limpo. Dois homens se vestiram e saíram para cumprir a or- dem. Dois ficaram com o chefe e a americana. - Você é a loira que procuram, por ter assassinado um cara num hotel? Vi a notícia na tevê. - Sim, mas pintei meus cabelos de preto, pouco antes de vir para cá. Podem descolori-lo e verão que não minto. - E o que tem para me vender? - Informações com provas. - Pois chute... - Primeiro, o Exército vai invadir a favela com grande poderio armado. Dentro de alguns dias. Estão apenas se or- ganizando. - Nossas armas são mais modernas e poderosas do que a deles. Não temos medo das Forças Armadas. - Eles pretendem, justamente, tomar essas armas de vocês. Para depois vendê-las clandestinamente para vocês mesmos. Tem gente do Exército, da Polícia e até empresários envolvidos nessa maracutaia, como dizia um ex presidente de vocês, hoje acusado de corrupção. - Esqueceu-se de dizer que há políticos e até ricaços que ganham com este comércio. Nós somos apenas bodes expia- tórios. Alimentamos essa escória com drogas. É uma forma de lucrarmos e nos vingarmos deles. Não é fácil ter alguém viciado na família, sei disso. - Disse o negrão. - E ainda não sei o que veio me propor... - Armas. Armas poderosas. De graça. - Como é que é? - Nós perdemos a concorrência da venda de armas e drogas para os colombianos. Washington quer recuperar essa fatia. Por isso, está investindo alto. Fornece armas para você
  • 66. MULATA NOTA 1066 sem que precisem se preocupar com a Polícia Federal. Tem maiorais da entidade que comem da nossa mão. - Interessante. Mas o que vocês querem em troca? - O negrão ouvia com atenção. - Pouco. Só que nos indiquem umas casas na favela para comprarmos. E que nos forneçam passe livre para tu- ristas americanos que quiserem visitar o morro. Podem até cobrar uma taxa de proteção. Não nos importamos. - Proposta muito suspeita. Não vejo com bons olhos o interesse do EUA em nossa favela. Mas vou pensar sobre isso. Agora, vire esse cu pra cá que quero fodê-lo.
  • 67. MULATA NOTA 10 67 9. Quando o ato de foder é um pé no saco Cassandra e o Açougueiro estavam, naquele momento, na sede da PF do Rio de Janeiro. Examinava atentamente uns mapas. O careca perguntou-lhe: - O que espera encontrar aí? Quando disse que inva- diríamos a favela, pensei que teríamos um pouco de ação. E não acredito que vá achá-la nalgum mapa do lugar. - Não é isso que procuro, e sim onde se localizam os transformadores que alimentam de energia elétrica as casas de lá. - Puta que pariu! Um plano do caralho. Achou algo? - Sim. Enquanto você foi ao banheiro, falei com um dos diretores daqui. Ele ficou de entrar em contato com a compa- nhia elétrica para provocar um apagão só na favela. Aí, com roupas pretas, aproveitamos para resgatar a gringa e matar o
  • 68. MULATA NOTA 1068 traficante. Eu me encarrego dela e você de AK-47. Alguma pergunta? - Não. Vamos botar pra foder. Mas, como vamos sair de lá? - Assim que invadirmos, a Polícia sobe o morro. Vou conseguir, com o chefe da PF, cerca de cinquenta óculos in- fravermelhos, para que possam ver no escuro. Também, eu e você os usaremos. Quando começarem os primeiros tiros, atacamos o reduto do traficante. - Pretende pegar a gringa viva? Por que não a matamos? - Fiquei de entregá-la ao Serviço Secreto. Eles querem interrogá-la. Mas lembre-se de que teremos pouco tempo para o resgate. Não poderemos falhar. Já ia dar três horas da madrugada, quando os dois che- garam na entrada do morro. O homenina olhava para o reló- gio. Contou em voz alta: - Dez, nove oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois... E as luzes se apagaram. Ambos afixaram os óculos es- peciais no rosto e correram morro acima. Cada um portava uma metralhadora leve e um fuzil preso às costas. Algumas granadas penduradas pelo corpo. Além dessas armas, o ho- menina carregava uma pistola com silenciador na mão es- querda. Não poderiam fazer barulho, a não ser quando a Polícia invadisse. Passaram por alguns sentinelas, mas se es- conderam e não mexeram com os comparsas do traficante. Estes ficariam ao encargo dos policiais. Não demorou muito, e começou o tiroteio. Cassandra disse baixinho: - Depressa. Agora é a nossa vez. Fogo à vontade. E este- jamos preparados para o caso de terem geradores de reserva. Aí, nós os destruiremos com as granadas. - Okay. Em menos de dez minutos, estavam defronte ao duplex
  • 69. MULATA NOTA 10 69 do traficante. Não era noite de lua, e reinava uma escuridão quase total. Os policiais federais deram rajadas de metralha- doras e derrubaram vários traficantes. Limparam a frente da casa do chefão do tráfico. Mas ele não apareceu. O Açouguei- ro adiantou-se ao homenina e entrou na residência. Jogou-se no chão bem na hora que o sujeito atirou com seu fuzil AK- 47. O careca rolou sobre si mesmo e atirou. O cara, que ainda estava nu, foi alvejado na barriga. Caiu e não se levantou. O homenina entrou imediatamente atrás do careca. Gritou: - Parada! Você está presa. A mulher, porém, tinha ouvido o barulho da arma do traficante quando esta tocou o chão. Pulou para ela, e conse- guiu alcançá-la. No entanto, levou um murro do homenina que a jogou longe. Quebrou alguns dentes e desmaiou. - Vamo-nos. - Disse o agente federal, jogando a mulher sobre o ombro. - Atiro de novo no safado, chefe? - Não. Mesmo que ele sobreviva ao tiro, estará inope- rante para comandar os asseclas. Vamos embora que já, já isso aqui vai virar um inferno. Mesmo assim, o careca tomou a pistola com silencia- dor do homenina e atirou outra vez no negrão. Só então se- guiu seu chefe, devolvendo-lhe a arma. - Fique com ela. E proteja-me, pois estou com peso e não conseguiria ter mobilidade. Agora, fogo à vontade. Mas cuidado para não atingir civis. - E você acha que vão botar as caras do lado de fora, à essa hora da madruga e com um tiroteio desses? Não tiveram que dar muitos tiros para sair da favela. Encontraram alguns policiais perto das viaturas, mas o ho- menina se identificou. Recolheram a mulher dos ombros dele e a colocaram em uma viatura. Ela estava nua e sangrava na
  • 70. MULATA NOTA 1070 xoxota, no cu e na boca. Ali, por causa dos dentes quebrados. - Alguém nos leve à sede da Polícia Federal. Não vie- mos motorizados. - Disse o agente, com seu vozeirão. Dois policiais correram para pegar a viatura, mas um tenente dis- se: - Não podem sair com a viatura. Iremos precisar delas para vazar desse inferno. Mas aí, a irmã de Cassandra apareceu com o taxista. Gritou: - Venham para cá. Tragam a espiã. Mais que depressa, o careca retirou a gringa da viatura e colocou-a no táxi. Quando o jovem motorista fez a volta, o homenina disse: - Vamos levá-la para o hotel. Não confio na Polícia Fe- deral, muito menos na Militar. Mas confio no Serviço Secre- to. Ficaremos com a gringa até eles a resgatarem de nós. O tenente havia ouvido a conversa. Assim que o táxi se afastou, ligou para um número, do seu celular. Quando atenderam, ele disse: - O boiola está levando a americana para algum lugar. Estão de tocaia? Uma voz respondeu: - Sim, acabam de passar pela gente. Vamos atrás deles. - Ótimo. Não deixem nenhum deles vivo. A não ser a gringa. Vamos precisar amaciá-la, para que diga onde estão as armas que prometeu ao traficante. Aí, vocês já sabem o que fazer com elas. - Ok. ******************** Quando as luzes voltaram, o taxista olhava pelo retro- visor. Alertou: - Estamos sendo seguidos, desde que saímos de lá. - Tudo bem. Então, não passe pelo hotel. Leve-nos para
  • 71. MULATA NOTA 10 71 um local mais ermo. - Disse Cassandra. - Tem um lugar assim logo adiante. É um campo de futebol. Fica logo ali, duas quadras depois. - Entre em alguma rua transversal e dê uma parada. Quero surpreendê-los. Quando eu descer, você continua até o campo. - Disse a irmã do homenina. Pouco depois, o carro passava por uma moita onde a agente estava escondida. Ela deu um tempo, depois correu atrás dele. Estava toda vestida de preto, como seus compa- nheiros. Colocou um capuz da mesma cor e continuou a cor- rer atrás dos carros. Alguns postes ainda não estavam com suas luzes acesas e isso facilitou a vida da policial. Logo, avis- tou o campo. Ele tinha um muro alto, protegendo o local. Por uma das entradas, dava para passar um carro. Quando viu três sujeitos saírem de uma Hilux, apontou-lhes uma metranca. Eles não a viram. Entraram cautelosos e armados pela abertura no muro do campo. Foram surpreendido pelos agentes, que lhes apontavam uma arma, cada um. - Olá, estão nos procurando? Os caras se assustaram, mas reagiram rápidos. Um de- les gritou: - Metam bala. Pro azar deles, nem chegaram a atirar. A irmã de Cas- sandra alvejou-os, mesmo pelas costas. Tiveram mortes ime- diatas. A mulher cuspiu em um deles. - Malditos meganhas corruptos. Ainda bem que meu amor os viu. - Vamos embora. Antes, peguem os celulares deles. Quero ver para quem ligaram, ou se atenderam recentemente alguma ligação. Rastrearemos os números. ******************** A doutora Zezinha acordou com o barulho do tiroteio. Estava no escuro. Percebeu que houvera um apagão naquela