Memória, esquecimento e curiosidades Flávia Machado
 
O Cérebro Peso: 1,4 k Consome 25% do oxigênio que respiramos Se o esticássemos mediria 2 metros Se não enrugasse ficaria do tamanho de uma almofada.  Velocidade do impulso elétrico
 
 
Rede neuronal da área visual primária
 
 
 
 
 
 
 
Córtex prefrontal Córtex parietal posterior Amígdala  Córtex entorrinal  Córtex temporal inferior HCP  Cerebelo   Áreas perisilvianas Junção têmporo occipital Área visual superior
Lobos frontais Desenvolvimento filogenético recente; uma das últimas áreas cerebrais a completar a mielinização.
 
Humberto Crivellari Palavra recebida Giro de Heschl ouve
Humberto Crivellari Palavra recebida Área 22 reconhece como palavra
Humberto Crivellari Palavra recebida Área de Wernicke reconhece som BRASIL
Humberto Crivellari Palavra recebida Conceito episódico (O BRASIL é meu pais) e semântico (O BRASIL fica na América do Sul
Humberto Crivellari Palavra recebida Fascículo arqueado transmite BRASIL
Humberto Crivellari Palavra repetida Broca articula BRASIL
Humberto Crivellari Palavra repetida Área premotora e MS: programação muscular necessária para BRASIL
H Palavra auto-gerada O tálamo, então.  autoriza o córtex motor primário
Humberto Crivellari Palavra repetida Área motora primária executa BRASIL
 
 
 
 
 
 
 
Memória
Memória  Função complexa, não unitária, que pode ser testada de várias perspectivas:  Segundo um gradiente temporal((anterógrada e retrógrada) Segundo a modalidade (verbal e não verbal) Segundo as etapas do processo(registro ou aquisição e evocação) Segundo a égide da consciência ou não( memória implícita/explícita)
Memória Classificação por tempo de estocagem Memória operacional (limitada) Memória curto prazo Memória de longo prazo (ilimitada)
Pesquisa Número mágico Capacidade De Aprender:  Memória Recente. Teste: diga 4 palavras desconexas. Ex.: marrom, colírio, honestidade, tulipa: deverá se lembrar das quatro, após 10 minutos, e de três, após 30 minutos. Repetir Historia :  João Pedrosa / de 27 anos / jogador de futebol / de Pedra do Anta / Minas / preparava - se para ser convocado para a seleção / quando sofreu uma pancada no joelho. / foi ao serviço médico / ficando três dias em observação. / recuperou - se bem da contusão / e, para sua alegria / o médico do clube/ e seu técnico / Tonhão / comunicaram - lhe sua convocação Dos quatorze módulos que compõem a historia ele deverá lembrar-se de 5 a 7
 
As 4 Etapas Da Memorização Codificação Impulso elétrico é traduzido em código-associações, a nova informação se integra a outras já conhecidas Consolidação Repetição- gênese-síntese protéica (modificações morfológicas) Estocagem Locais adequados- estantes-prateleiras Recordação Recuperação- processo construtivo
Podemos confiar na nossa memória?
 
 
Estocagem Platina, cobre, diamante, bronze, calcário, ouro, ferro, latão, rubi, ardósia, esmeralda,  mármore, aço, alumínio, prata.
Organização hierárquica para melhor recuperação MINERAIS METAIS PEDRAS RAROS COMUNS LIGAS PRECIOSAS CONSTRUÇÃO (POP)  Platina Ouro Prata (CAF)  Cobre Alumínio Ferro (BAL)  Bronze Aço Latão (DER)  Diamante Esmeralda Rubi (CAM) Calcáreo Ardósia Mármore
Teste de Fluência Verbal - Animais Clustering Switching Switching Switching CACHORRO GATO GALINHA ESCORPIÃO PATO COBRA RINOCERONTE LEÃO ONÇA GIRAFA ELEFANTE MOSCA Clustering Switching
Alguns sugerem que são agrupados como Vivos/ñ-vivos, familiares/ não familiares: aadvarks/gatos ? Mau/bom, pequeno/grande, homogêneo/heterogêneo, maligno/benigno etc ?
Teoria da Unidades de Reconhecimento (URs) Agrupamentos resultantes de sistema como este podem ser similares para muitas pessoas mas não são universais Uma pessoa pode ligar animal a comida porque vaca dispara UR com gosto de bife Vegetarianos  conexões diferentes:   indús mais ainda
Efeito de Priming
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Maria Aparecida morava em Campinas no bairro Bonfim... Efeito de primazia Efeito de recência Gráfico de probabilidade de evocação U
Maria Aparecida morava em Campinas no bairro Bonfim...  nua, usando apenas botas de salto alto ....... Efeito de primazia Efeito de recência Efeito de saliência W
Inferência simples Em um galinheiro havia 10 galinhas. Um sujeito mal encarado e mal vestido levou 2. Quantas ficaram?
Havia um negro muito mal encarado Havia um homem belo, louro, de olhos azuis Um atacava uma criança e o outro tentava salvá-la O estuprador atirou no professor, matou-o e estuprou a criança Pergunta: quem era o professor? Resposta o negro (preconceito) o louro (cínico politicamente correto)  Resposta adequada: não sei
Memória Criativa Efeito da informação tendenciosa: confusão da fonte Tendência a lembrar ou reconhecer algo como familiar mas esquecendo de onde o conheceu/encontrou
Memórias Enganosas Nadean Cool, Wisconsin, 10 anos de “terapia de regressão”  Lembrou-se que: Participou de culto satânico em que se comiam criancinhas Foi estuprada, além de ter feito sexo com animais Viu assassinato de amigo de oito anos de idade Teve 120 personalidades diferentes, inclusive um pato Por conta própria ou despertada por alguém... percebeu que era tudo induzido pelo “terapeuta”. Na justiça: US$ 2 milhões de indenização
Memórias Enganosas É possível lembrar traumas de infância muito antigos, ou as memórias serão sempre falsas?  Ainda existirão, se é que foram realmente gravadas?  Há sempre sugestão desastrada ou mal intencionada? Sabemos que: Algo que vemos, lemos ou ouvimos pode impressionar-nos tanto que depois de algum tempo teremos dúvidas se não foram reais
Lembrança real, memória  enganosa & imagem Falsa memória parece verdadeira para quem vivencia, mas atividade cerebral é diferente na lembrança real e na falsa Daniel Schacter - Universidade de Harvard -  PET em 12 mulheres a quem se mostravam listas de palavras, umas já vistas e outras novas; deviam identificar as já vistas Já vistas: ativaram  hipocampo e áreas da fala As que “pensavam” já ter visto ativaram estas áreas mais o córtex orbitofrontal, que se ativa se algo não está certo
Talvez isto explique o desconforto que sentimos ao mentir Mesmo pessoa inconsciente do engano: o cérebro “sabe” que a “memória” é incorreta e gera suas interrogações Lembrança real, memória  enganosa & imagem
Falsas memórias são comuns Afinal, por que nos enganamos tanto? A memória humana não é um registro mecânico fixo Cria e recria o passado, produz uma versão dos eventos que, no final, pode não ter mais qualquer vestígio do que ocorreu realmente
Mecanismo da memória enganosa  Recepção Maioria das sensações percebida sem registro consciente Das registradas poucas são retidas Destas, a maioria se apaga em poucas horas Resta minúsculo destilado retido na memória de LT Seleção pessoal de destaques da vida: distorcida p/nosso modo de ver as coisas; desapercebemos o que contraria o nosso ponto de vista 2 pessoas vêem cena complexa    2 relatos diferentes, de acordo com a formação e os interesses de cada  Cada 1 perceberá o que lhe chama mais a atenção  Imagens resultantes disparatadas ou até contraditórias
Mecanismo da memória enganosa   Evocação Falseamos ao lembrar: acrescentamos, tiramos, realçamos, distorcemos, menosprezamos, preenchemos lacunas Fantasiamos conscientemente, acrescentando, p.ex. a resposta que gostaríamos de ter dado não hora e que não demos Reedição estocada: difícil distinguir e/genuína e enganosa Assim as memórias sofrem mutações graduais
Mecanismo da memória enganosa  Evocação Memórias falsas implantadas “lembrando” às pessoas fatos que nunca ocorreram: 24 pessoas foram “relembradas” de 4 fatos de infância 3 verdadeiras memórias e 1 falsa Depois de algum tempo, ao serem interrogadas, 1 em 4 lembravam-se dos fatos falsos como sendo verdadeiros Podemos ter como memória o que gostaríamos houvesse acontecido
Confabulações  Falsas historias; preenchem espaços brancos no passado Lesões frontais: tentam unir nossas coisas desconexas Narração compulsiva de historias: Forrest Gump  Mistas: memórias inventadas + memórias reais O detector de mentiras cerebral não funciona e o paciente não sente o mínimo desconforto Informações sensoriais/memórias  coerentes/ plausíveis:  cérebro faz os eventos seguirem o padrão inicio-meio-fim
Esquecimento  Explicações  Falha na codificação  Enfraquecimento do traço de memória Teoria da interferência Material aprendido no passado interfere com nova informação Informação recentemente adquirida interfere com velha informação Esquecimento motivado. Ex: repressão
Esquecimento  Humberto Crivellari 3-letter nonsense syllables (e.g., “ TAV ”)
Recuperação é processo construtivo Reconhecemos melhor do que recordamos Interferência prejudica recuperação Quanto menos associações mais rápida a recuperação Juntam-se memórias estocadas separadas em vários locais A percepção tem ilusões, a recuperação tem distorções Dois fatores da codificação ajudam na recuperação:  1.Quanto mais organizada, mais fácil a recuperação 2.Contexto similar na codificação e na recuperação
Fatores emocionais na recuperação  5 tipos de influências: 1.Pensamos mais em memórias emocionais, negativas ou positivas, que neutras; ensaiamos/organizamos memórias excitantes mais do que as frias; ex. um incêndio no cinema 2.Recordação em flash: Challenger, Kennedy, Getúlio 3.Emoções prejudicam/ampliam a memória; ansiedade causa muitos pensamentos intrusos 4.Efeito do contexto: recuperação de memória reproduz a emoção presente no aprendizado 5.Recalcamento freudiano X dano hipocampal
 

Memória, esquecimento e curiosidades

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    Memória, esquecimento ecuriosidades Flávia Machado
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    O Cérebro Peso:1,4 k Consome 25% do oxigênio que respiramos Se o esticássemos mediria 2 metros Se não enrugasse ficaria do tamanho de uma almofada. Velocidade do impulso elétrico
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    Rede neuronal daárea visual primária
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  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
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  • 14.
    Córtex prefrontal Córtexparietal posterior Amígdala Córtex entorrinal Córtex temporal inferior HCP Cerebelo Áreas perisilvianas Junção têmporo occipital Área visual superior
  • 15.
    Lobos frontais Desenvolvimentofilogenético recente; uma das últimas áreas cerebrais a completar a mielinização.
  • 16.
  • 17.
    Humberto Crivellari Palavrarecebida Giro de Heschl ouve
  • 18.
    Humberto Crivellari Palavrarecebida Área 22 reconhece como palavra
  • 19.
    Humberto Crivellari Palavrarecebida Área de Wernicke reconhece som BRASIL
  • 20.
    Humberto Crivellari Palavrarecebida Conceito episódico (O BRASIL é meu pais) e semântico (O BRASIL fica na América do Sul
  • 21.
    Humberto Crivellari Palavrarecebida Fascículo arqueado transmite BRASIL
  • 22.
    Humberto Crivellari Palavrarepetida Broca articula BRASIL
  • 23.
    Humberto Crivellari Palavrarepetida Área premotora e MS: programação muscular necessária para BRASIL
  • 24.
    H Palavra auto-geradaO tálamo, então. autoriza o córtex motor primário
  • 25.
    Humberto Crivellari Palavrarepetida Área motora primária executa BRASIL
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    Memória Funçãocomplexa, não unitária, que pode ser testada de várias perspectivas: Segundo um gradiente temporal((anterógrada e retrógrada) Segundo a modalidade (verbal e não verbal) Segundo as etapas do processo(registro ou aquisição e evocação) Segundo a égide da consciência ou não( memória implícita/explícita)
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    Memória Classificação portempo de estocagem Memória operacional (limitada) Memória curto prazo Memória de longo prazo (ilimitada)
  • 36.
    Pesquisa Número mágicoCapacidade De Aprender: Memória Recente. Teste: diga 4 palavras desconexas. Ex.: marrom, colírio, honestidade, tulipa: deverá se lembrar das quatro, após 10 minutos, e de três, após 30 minutos. Repetir Historia : João Pedrosa / de 27 anos / jogador de futebol / de Pedra do Anta / Minas / preparava - se para ser convocado para a seleção / quando sofreu uma pancada no joelho. / foi ao serviço médico / ficando três dias em observação. / recuperou - se bem da contusão / e, para sua alegria / o médico do clube/ e seu técnico / Tonhão / comunicaram - lhe sua convocação Dos quatorze módulos que compõem a historia ele deverá lembrar-se de 5 a 7
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    As 4 EtapasDa Memorização Codificação Impulso elétrico é traduzido em código-associações, a nova informação se integra a outras já conhecidas Consolidação Repetição- gênese-síntese protéica (modificações morfológicas) Estocagem Locais adequados- estantes-prateleiras Recordação Recuperação- processo construtivo
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    Podemos confiar nanossa memória?
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    Estocagem Platina, cobre,diamante, bronze, calcário, ouro, ferro, latão, rubi, ardósia, esmeralda, mármore, aço, alumínio, prata.
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    Organização hierárquica paramelhor recuperação MINERAIS METAIS PEDRAS RAROS COMUNS LIGAS PRECIOSAS CONSTRUÇÃO (POP) Platina Ouro Prata (CAF) Cobre Alumínio Ferro (BAL) Bronze Aço Latão (DER) Diamante Esmeralda Rubi (CAM) Calcáreo Ardósia Mármore
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    Teste de FluênciaVerbal - Animais Clustering Switching Switching Switching CACHORRO GATO GALINHA ESCORPIÃO PATO COBRA RINOCERONTE LEÃO ONÇA GIRAFA ELEFANTE MOSCA Clustering Switching
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    Alguns sugerem quesão agrupados como Vivos/ñ-vivos, familiares/ não familiares: aadvarks/gatos ? Mau/bom, pequeno/grande, homogêneo/heterogêneo, maligno/benigno etc ?
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    Teoria da Unidadesde Reconhecimento (URs) Agrupamentos resultantes de sistema como este podem ser similares para muitas pessoas mas não são universais Uma pessoa pode ligar animal a comida porque vaca dispara UR com gosto de bife Vegetarianos  conexões diferentes: indús mais ainda
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    De aorcdo comuma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
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    Maria Aparecida moravaem Campinas no bairro Bonfim... Efeito de primazia Efeito de recência Gráfico de probabilidade de evocação U
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    Maria Aparecida moravaem Campinas no bairro Bonfim... nua, usando apenas botas de salto alto ....... Efeito de primazia Efeito de recência Efeito de saliência W
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    Inferência simples Emum galinheiro havia 10 galinhas. Um sujeito mal encarado e mal vestido levou 2. Quantas ficaram?
  • 52.
    Havia um negromuito mal encarado Havia um homem belo, louro, de olhos azuis Um atacava uma criança e o outro tentava salvá-la O estuprador atirou no professor, matou-o e estuprou a criança Pergunta: quem era o professor? Resposta o negro (preconceito) o louro (cínico politicamente correto) Resposta adequada: não sei
  • 53.
    Memória Criativa Efeitoda informação tendenciosa: confusão da fonte Tendência a lembrar ou reconhecer algo como familiar mas esquecendo de onde o conheceu/encontrou
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    Memórias Enganosas NadeanCool, Wisconsin, 10 anos de “terapia de regressão” Lembrou-se que: Participou de culto satânico em que se comiam criancinhas Foi estuprada, além de ter feito sexo com animais Viu assassinato de amigo de oito anos de idade Teve 120 personalidades diferentes, inclusive um pato Por conta própria ou despertada por alguém... percebeu que era tudo induzido pelo “terapeuta”. Na justiça: US$ 2 milhões de indenização
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    Memórias Enganosas Épossível lembrar traumas de infância muito antigos, ou as memórias serão sempre falsas? Ainda existirão, se é que foram realmente gravadas? Há sempre sugestão desastrada ou mal intencionada? Sabemos que: Algo que vemos, lemos ou ouvimos pode impressionar-nos tanto que depois de algum tempo teremos dúvidas se não foram reais
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    Lembrança real, memória enganosa & imagem Falsa memória parece verdadeira para quem vivencia, mas atividade cerebral é diferente na lembrança real e na falsa Daniel Schacter - Universidade de Harvard - PET em 12 mulheres a quem se mostravam listas de palavras, umas já vistas e outras novas; deviam identificar as já vistas Já vistas: ativaram hipocampo e áreas da fala As que “pensavam” já ter visto ativaram estas áreas mais o córtex orbitofrontal, que se ativa se algo não está certo
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    Talvez isto expliqueo desconforto que sentimos ao mentir Mesmo pessoa inconsciente do engano: o cérebro “sabe” que a “memória” é incorreta e gera suas interrogações Lembrança real, memória enganosa & imagem
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    Falsas memórias sãocomuns Afinal, por que nos enganamos tanto? A memória humana não é um registro mecânico fixo Cria e recria o passado, produz uma versão dos eventos que, no final, pode não ter mais qualquer vestígio do que ocorreu realmente
  • 59.
    Mecanismo da memóriaenganosa Recepção Maioria das sensações percebida sem registro consciente Das registradas poucas são retidas Destas, a maioria se apaga em poucas horas Resta minúsculo destilado retido na memória de LT Seleção pessoal de destaques da vida: distorcida p/nosso modo de ver as coisas; desapercebemos o que contraria o nosso ponto de vista 2 pessoas vêem cena complexa  2 relatos diferentes, de acordo com a formação e os interesses de cada Cada 1 perceberá o que lhe chama mais a atenção Imagens resultantes disparatadas ou até contraditórias
  • 60.
    Mecanismo da memóriaenganosa Evocação Falseamos ao lembrar: acrescentamos, tiramos, realçamos, distorcemos, menosprezamos, preenchemos lacunas Fantasiamos conscientemente, acrescentando, p.ex. a resposta que gostaríamos de ter dado não hora e que não demos Reedição estocada: difícil distinguir e/genuína e enganosa Assim as memórias sofrem mutações graduais
  • 61.
    Mecanismo da memóriaenganosa Evocação Memórias falsas implantadas “lembrando” às pessoas fatos que nunca ocorreram: 24 pessoas foram “relembradas” de 4 fatos de infância 3 verdadeiras memórias e 1 falsa Depois de algum tempo, ao serem interrogadas, 1 em 4 lembravam-se dos fatos falsos como sendo verdadeiros Podemos ter como memória o que gostaríamos houvesse acontecido
  • 62.
    Confabulações Falsashistorias; preenchem espaços brancos no passado Lesões frontais: tentam unir nossas coisas desconexas Narração compulsiva de historias: Forrest Gump Mistas: memórias inventadas + memórias reais O detector de mentiras cerebral não funciona e o paciente não sente o mínimo desconforto Informações sensoriais/memórias  coerentes/ plausíveis: cérebro faz os eventos seguirem o padrão inicio-meio-fim
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    Esquecimento Explicações Falha na codificação Enfraquecimento do traço de memória Teoria da interferência Material aprendido no passado interfere com nova informação Informação recentemente adquirida interfere com velha informação Esquecimento motivado. Ex: repressão
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    Esquecimento HumbertoCrivellari 3-letter nonsense syllables (e.g., “ TAV ”)
  • 65.
    Recuperação é processoconstrutivo Reconhecemos melhor do que recordamos Interferência prejudica recuperação Quanto menos associações mais rápida a recuperação Juntam-se memórias estocadas separadas em vários locais A percepção tem ilusões, a recuperação tem distorções Dois fatores da codificação ajudam na recuperação: 1.Quanto mais organizada, mais fácil a recuperação 2.Contexto similar na codificação e na recuperação
  • 66.
    Fatores emocionais narecuperação 5 tipos de influências: 1.Pensamos mais em memórias emocionais, negativas ou positivas, que neutras; ensaiamos/organizamos memórias excitantes mais do que as frias; ex. um incêndio no cinema 2.Recordação em flash: Challenger, Kennedy, Getúlio 3.Emoções prejudicam/ampliam a memória; ansiedade causa muitos pensamentos intrusos 4.Efeito do contexto: recuperação de memória reproduz a emoção presente no aprendizado 5.Recalcamento freudiano X dano hipocampal
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