Profª Lígia Bou Karim
Faculdades Alves de Faria
Motivação e Aprendizagem
MEMÓRIA
(HUBNER & MOREIRA,
2012)
Teste RAVLT
Rey Auditory Verbal Learning Test
Conceito: capacidade de armazenamento e de
resgate das vivências e experiências.
MEMÓRIA
A memória se aprimora ao longo da infância e
adolescência, se estabiliza ao longo da vida
adulta e passa a declinar ao longo do
envelhecimento.
TRÊS ESTÁGIOS DA MEMÓRIA
CODIFICAÇÃO ARMAZENAMENTO RECUPERAÇÃO
Colocar na
memória
Manter na
memória
Recuperar
da
memória
Codificação: Transformação de um estímulo
físico em um tipo de código ou representação
aceita pela memória.
TRÊS ESTÁGIOS DA MEMÓRIA
Armazenamento: manter na memória o
conteúdo que foi codificado.
Recuperação: recuperar o conteúdo que uma vez
foi armazenado na memória .
Corresponde ao armazenamento de
informações de todo tipo que chegam até os
nossos sentidos. Podem ser estímulos
visuais, auditivos, tácteis, olfativos,
gustativos. Uma vez processadas, as
informações são transferidas para memória
de curto prazo. O traço de memória sensorial
permanecerá no sistema se receber atenção
e interpretação.
MEMÓRIA SENSORIAL
 É um tipo de memória defina pela sua função.
Também é conhecida como memória operacional,
ela equivale a um sistema para a manutenção
temporária e a manipulação de informações
necessárias ao desempenho de uma série de
funções cognitivas.
MEMÓRIA DE TRABALHO
 É aquela memória que usamos quando estamos
realizando alguma tarefa e que nos possibilita
acessar dados, conhecimentos e habilidades já
aprendidos.
É o estágio da memória em que a informação
reconhecida da memória sensorial e “entra”
na consciência.
MEMÓRIA DE CURTO PRAZO
Sistema de capacidade limitado.
Apta a estocar e também usar as
informações, permitindo a realização de
tarefas cognitivas diversas.
São habilidades ou informações que levam um
longo tempo para serem consolidadas , e que
permanecerão por mais tempo no repertório do
organismo.
MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
É o estágio da memória em que a informação é
armazenada por um longo período (talvez
permanentemente) e cuja capacidade é
ilimitada.
MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
Existem dois tipos de memória de longo prazo:
Memória Explícita (saber sobre);
Memória Implícita (saber como).
 Experimento:
Dois grupos diferentes;
Eram apresentado a cada grupo uma lista de palavras
diferentes: primeira lista – camisa, botão, carro e
barco; segunda lista – caneta, maça, uva e papel.
Definição da palavra manga.
Saber relatar o que fez – memória explícita.
Saber fazer o procedimento – memória implícita.
MEMÓRIA IMPLÍCITA E EXPLÍCITA
Memória Explícita: envolve recordação consciente
do passado.
Memória Implícita: recordação de habilidades e
aperfeiçoamento no desempenho de alguma
tarefa perceptiva, motora ou cognitiva, sem
recordação consciente das experiências que
levaram ao aperfeiçoamento.
MEMÓRIA
Maggie Meier entrou em coma em 2008, depois de uma
convulsão. A adolescente sofria de um tipo de meningite que
causa inchaço no cérebro e ficou adormecida por quase três
meses. Durante esse tempo, as enfermeiras a moviam a cada
duas ou três horas, para evitar o endurecimento dos membros.
De acordo com informações do jornal “Daily Mail”, a família de
Maggie deixou uma bola de basquete nas mãos da adolescente,
enquanto ela estava sentada em uma cadeira de rodas - mesmo
em coma - já que a jovem era uma entusiasta do esporte. Para a
surpresa de todos, os reflexos de Maggie retornaram e ela
começou a fazer arremessos com a bola.
Extra. Globo. Com (27/02/12).
Memória implícita
TEORIAS SOBRE O ESQUECIMENTO
 Curvas do esquecimento: a
maior parte do
esquecimento do conteúdo
aprendido começa apenas
alguns instantes após a
aprendizagem e aumenta
de modo bastante
acentuado com a
passagem do tempo.
Estudo de Ebbinghaus – tentativa de explicar o
fenômeno do esquecimento. Sílabas sem sentido.
TEORIAS SOBRE O ESQUECIMENTO
Existem dois tipos de interferência:
Proativa;
Retroativa.
 Fonte de esquecimento frequente é a interferência.
 Interferência proativa: interferência das
aprendizagens antigas sobre as novas.
 Interferência retroativa: interferência de novas
aprendizagens sobre as antigas.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA
MEMÓRIA
Amnésia anterógrada:
 O indivíduo não consegue mais fixar elementos
mnêmicos a partir do evento que lhe causou o dano
cerebral.
Amnésia retrógrada:
O indivíduo perde a memória para fatos ocorridos
antes do início da doença (ou trauma).
Amnésia
retroanterógradas
Teste RAVLT – Fase 2
Rey Auditory Verbal Learning Test
TESTE RAVLT
 Do A1 ao A5 tem uma curva de aprendizado.
 A lista B1 é distratora – interferência.
 A6 lista de memória imediata -> Memória de trabalho
ou curto prazo.
 Testes que envolvem aprendizado, isto é, a repetida
exposição ao material a ser recordado, são mais
sensíveis para detectar prejuízos de memória do que
testes apresentados somente uma vez
0
2
4
6
8
10
12
14
16
A1 A2 A3 A4 A5 B1 A6 A7
Cliente
Média
Teste RAVLT
TESTE RAVLT
TESTE RAVLT
 Efeitos da posição serial na tarefa de recordação livre.
MEMÓRIA
VARIÁVEIS QUE CONTROLAM OS
COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER
 Na presença de determinados estímulos, algumas
respostas tem maior probabilidade de serem
reforçadas. Quando essa relação entre estímulo e
resposta é reforçada, diz-se que ela é selecionada.
 Por exemplo: ouvir a palavra “faculdade” é passível
de evocar uma série de lembranças: lembrar do
primeiro dia de aula, de um professor específico, ou
de uma paquera, de um amigo.
 O mesmo não aconteceria ao ouvir a expressão:
“granulomatose broncocêntrica”.
VARIÁVEIS QUE CONTROLAM OS
COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER
 Por exemplo a palavras familiares são mas
facilmente relembradas que palavras estranhas, isso
ocorre porque elas têm maior probabilidade inicial de
evocar respostas devido à história anterior de
controle de estímulos já exercido por aquela palavra.
 Processo de memória para Análise do
comportamento é explicado a partir da compreensão
das relações de controle entre o estímulo e o
ambiente que são selecionados por meio de
reforçamento.
VARIÁVEIS QUE CONTROLAM OS
COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER
 Comportamentos de lembrar e esquecer podem ser
comportamentos analisados do ponto de vista de
estudo de eventos privados.
 Comportamentos privados (ou encobertos) são
aqueles que estão sob controle de estímulos aos
quais apenas a pessoa que se comporta tem acesso.
 O que acontece dentro do organismo no intervalo de
tempo que se dá entra a aprendizagem de uma
resposta e a retomada desse comportamento pode
estar sob controle de eventos não observados
publicamente.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 Aprendizagem pode ser definida como alteração
relativamente permanente no comportamento do
indivíduo resultante da experiência.
 No nível fisiológico, pode-se dizer que a aprendizagem
produz alterações no nosso sistema nervoso devido à
ocorrência de determinadas experiências, e essas
alterações também pode ser denominadas memória.
 Para análise do comportamento as experiências não
são armazenadas: elas mudam o modo de perceber,
executar comportamentos, pensar e planejar.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 Lembrar – resposta operante regida pelas mesmas
propriedades como qualquer outro operante.
 Três diferentes momentos:
 Aprendizagem inicial: onde ocorre o armazenamento de
informações;
 Passagem do tempo;
 Oportunidade de recordar – recuperar o material
armazenado.
 Por se tratar de um operante o lembrar pode ser
aprendido.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
Técnicas de repetição e técnicas mnemônicas
auxiliam o organismo na direção de lembrar-se
de eventos que ocorreram no passado.
Por exemplo: dar sentido a um conjunto de
letras isoladas, agrupando-as de modo a dar
valor semântico a elas.
Fórmulas de física.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 A capacidade de lembrar da sequência de letras após
o uso de uma determinada técnica mnemônica
depende da sua história de reforçamento.
 Todos os indivíduos tem histórias muito mais
significativas com palavras familiares do que com
palavras desconhecidas.
 O que é lembrado não é necessariamente o estímulo,
mas recordamos do controle que determinado
estímulo exerceu sobre uma resposta particular.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 A capacidade de lembrar da sequência de letras após
o uso de uma determinada técnica mnemônica
depende da sua história de reforçamento.
 Todos os indivíduos tem histórias muito mais
significativas com palavras familiares do que com
palavras desconhecidas.
 O que é lembrado não é necessariamente o estímulo,
mas recordamos do controle que determinado
estímulo exerceu sobre uma resposta particular.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 Quanto mais nos lembrarmos da nossa resposta ao
estímulo, maiores e mais chances teremos de nos
lembrar daqueles estímulos que controlaram repostas
de modo diferenciado.
 Portanto não existe nenhuma probabilidade de
lembrar-se de um evento ou objeto na ausência total
de estímulos correlacionados com algumas
propriedades do estímulo ou evento a ser lembrado.
 Alguma estimulação ambiental precisa estar
disponível e acessível para que as lembranças
surjam, mesmo que não tenhamos consciência da
presença desses estímulos.
MEMÓRIA E APRENDIZAGEM: APRENDER A
LEMBRAR
 Aprender um conteúdo no mesmo ambiente no qual o
conteúdo será testado, teoricamente, aumenta a
probabilidade de que o conteúdo seja lembrado.
 Quando se tenta lembrar a última vez em que um
determinado objeto perdido foi visto, procura-se
construir pistas para auxiliar o lembrar.
 O conteúdo lembrado não é reprodução, mas sim uma
reconstrução do conteúdo armazenado.
DISTORÇÕES DA MEMÓRIA
Duas categorias de falhas:
Esquecimento
Distorção
 Esquecimento:
Transitoriedade: esquecimento pela passagem do
tempo.
Desatenção: a informação talvez não tenha sido
codificada, não permitindo o armazenamento.
Bloqueio: impossibilidade temporária de lembrar-se
de algo já esquecido.
DISTORÇÕES DA MEMÓRIA
 Distorções:
Má distribuição: atribuição de informações a fontes
erradas.
Sugestionabilidade: alteração de memória devido à
obtenção de dados enganosos sobre determinados
acontecimentos.
Viés: influencia de acontecimentos ocorridos no
momento presente sobre a memória de eventos
ocorridos no passado.
DISTORÇÕES DA MEMÓRIA
Experimento Loftus e Palmer
Apresentação da cena de um filme.
Questionário sobre o que os participantes
lembravam da cena.
Experimento Loftus e Palmer
Carros que bateram vs carros que se
arrebentaram.
Celeiro.

Aula 5 memória

  • 1.
    Profª Lígia BouKarim Faculdades Alves de Faria Motivação e Aprendizagem MEMÓRIA (HUBNER & MOREIRA, 2012)
  • 2.
    Teste RAVLT Rey AuditoryVerbal Learning Test
  • 3.
    Conceito: capacidade dearmazenamento e de resgate das vivências e experiências. MEMÓRIA A memória se aprimora ao longo da infância e adolescência, se estabiliza ao longo da vida adulta e passa a declinar ao longo do envelhecimento.
  • 4.
    TRÊS ESTÁGIOS DAMEMÓRIA CODIFICAÇÃO ARMAZENAMENTO RECUPERAÇÃO Colocar na memória Manter na memória Recuperar da memória
  • 5.
    Codificação: Transformação deum estímulo físico em um tipo de código ou representação aceita pela memória. TRÊS ESTÁGIOS DA MEMÓRIA Armazenamento: manter na memória o conteúdo que foi codificado. Recuperação: recuperar o conteúdo que uma vez foi armazenado na memória .
  • 6.
    Corresponde ao armazenamentode informações de todo tipo que chegam até os nossos sentidos. Podem ser estímulos visuais, auditivos, tácteis, olfativos, gustativos. Uma vez processadas, as informações são transferidas para memória de curto prazo. O traço de memória sensorial permanecerá no sistema se receber atenção e interpretação. MEMÓRIA SENSORIAL
  • 7.
     É umtipo de memória defina pela sua função. Também é conhecida como memória operacional, ela equivale a um sistema para a manutenção temporária e a manipulação de informações necessárias ao desempenho de uma série de funções cognitivas. MEMÓRIA DE TRABALHO  É aquela memória que usamos quando estamos realizando alguma tarefa e que nos possibilita acessar dados, conhecimentos e habilidades já aprendidos.
  • 8.
    É o estágioda memória em que a informação reconhecida da memória sensorial e “entra” na consciência. MEMÓRIA DE CURTO PRAZO Sistema de capacidade limitado. Apta a estocar e também usar as informações, permitindo a realização de tarefas cognitivas diversas.
  • 9.
    São habilidades ouinformações que levam um longo tempo para serem consolidadas , e que permanecerão por mais tempo no repertório do organismo. MEMÓRIA DE LONGO PRAZO É o estágio da memória em que a informação é armazenada por um longo período (talvez permanentemente) e cuja capacidade é ilimitada.
  • 10.
    MEMÓRIA DE LONGOPRAZO Existem dois tipos de memória de longo prazo: Memória Explícita (saber sobre); Memória Implícita (saber como).  Experimento: Dois grupos diferentes; Eram apresentado a cada grupo uma lista de palavras diferentes: primeira lista – camisa, botão, carro e barco; segunda lista – caneta, maça, uva e papel. Definição da palavra manga. Saber relatar o que fez – memória explícita. Saber fazer o procedimento – memória implícita.
  • 11.
    MEMÓRIA IMPLÍCITA EEXPLÍCITA Memória Explícita: envolve recordação consciente do passado. Memória Implícita: recordação de habilidades e aperfeiçoamento no desempenho de alguma tarefa perceptiva, motora ou cognitiva, sem recordação consciente das experiências que levaram ao aperfeiçoamento.
  • 12.
    MEMÓRIA Maggie Meier entrouem coma em 2008, depois de uma convulsão. A adolescente sofria de um tipo de meningite que causa inchaço no cérebro e ficou adormecida por quase três meses. Durante esse tempo, as enfermeiras a moviam a cada duas ou três horas, para evitar o endurecimento dos membros. De acordo com informações do jornal “Daily Mail”, a família de Maggie deixou uma bola de basquete nas mãos da adolescente, enquanto ela estava sentada em uma cadeira de rodas - mesmo em coma - já que a jovem era uma entusiasta do esporte. Para a surpresa de todos, os reflexos de Maggie retornaram e ela começou a fazer arremessos com a bola. Extra. Globo. Com (27/02/12). Memória implícita
  • 13.
    TEORIAS SOBRE OESQUECIMENTO  Curvas do esquecimento: a maior parte do esquecimento do conteúdo aprendido começa apenas alguns instantes após a aprendizagem e aumenta de modo bastante acentuado com a passagem do tempo. Estudo de Ebbinghaus – tentativa de explicar o fenômeno do esquecimento. Sílabas sem sentido.
  • 14.
    TEORIAS SOBRE OESQUECIMENTO Existem dois tipos de interferência: Proativa; Retroativa.  Fonte de esquecimento frequente é a interferência.  Interferência proativa: interferência das aprendizagens antigas sobre as novas.  Interferência retroativa: interferência de novas aprendizagens sobre as antigas.
  • 15.
    ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA Amnésiaanterógrada:  O indivíduo não consegue mais fixar elementos mnêmicos a partir do evento que lhe causou o dano cerebral. Amnésia retrógrada: O indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início da doença (ou trauma). Amnésia retroanterógradas
  • 16.
    Teste RAVLT –Fase 2 Rey Auditory Verbal Learning Test
  • 17.
    TESTE RAVLT  DoA1 ao A5 tem uma curva de aprendizado.  A lista B1 é distratora – interferência.  A6 lista de memória imediata -> Memória de trabalho ou curto prazo.  Testes que envolvem aprendizado, isto é, a repetida exposição ao material a ser recordado, são mais sensíveis para detectar prejuízos de memória do que testes apresentados somente uma vez
  • 18.
    0 2 4 6 8 10 12 14 16 A1 A2 A3A4 A5 B1 A6 A7 Cliente Média Teste RAVLT TESTE RAVLT
  • 19.
    TESTE RAVLT  Efeitosda posição serial na tarefa de recordação livre.
  • 20.
  • 21.
    VARIÁVEIS QUE CONTROLAMOS COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER  Na presença de determinados estímulos, algumas respostas tem maior probabilidade de serem reforçadas. Quando essa relação entre estímulo e resposta é reforçada, diz-se que ela é selecionada.  Por exemplo: ouvir a palavra “faculdade” é passível de evocar uma série de lembranças: lembrar do primeiro dia de aula, de um professor específico, ou de uma paquera, de um amigo.  O mesmo não aconteceria ao ouvir a expressão: “granulomatose broncocêntrica”.
  • 22.
    VARIÁVEIS QUE CONTROLAMOS COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER  Por exemplo a palavras familiares são mas facilmente relembradas que palavras estranhas, isso ocorre porque elas têm maior probabilidade inicial de evocar respostas devido à história anterior de controle de estímulos já exercido por aquela palavra.  Processo de memória para Análise do comportamento é explicado a partir da compreensão das relações de controle entre o estímulo e o ambiente que são selecionados por meio de reforçamento.
  • 23.
    VARIÁVEIS QUE CONTROLAMOS COMPORTAMENTOS DE LEMBRAR E ESQUECER  Comportamentos de lembrar e esquecer podem ser comportamentos analisados do ponto de vista de estudo de eventos privados.  Comportamentos privados (ou encobertos) são aqueles que estão sob controle de estímulos aos quais apenas a pessoa que se comporta tem acesso.  O que acontece dentro do organismo no intervalo de tempo que se dá entra a aprendizagem de uma resposta e a retomada desse comportamento pode estar sob controle de eventos não observados publicamente.
  • 24.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  Aprendizagem pode ser definida como alteração relativamente permanente no comportamento do indivíduo resultante da experiência.  No nível fisiológico, pode-se dizer que a aprendizagem produz alterações no nosso sistema nervoso devido à ocorrência de determinadas experiências, e essas alterações também pode ser denominadas memória.  Para análise do comportamento as experiências não são armazenadas: elas mudam o modo de perceber, executar comportamentos, pensar e planejar.
  • 25.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  Lembrar – resposta operante regida pelas mesmas propriedades como qualquer outro operante.  Três diferentes momentos:  Aprendizagem inicial: onde ocorre o armazenamento de informações;  Passagem do tempo;  Oportunidade de recordar – recuperar o material armazenado.  Por se tratar de um operante o lembrar pode ser aprendido.
  • 26.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR Técnicas de repetição e técnicas mnemônicas auxiliam o organismo na direção de lembrar-se de eventos que ocorreram no passado. Por exemplo: dar sentido a um conjunto de letras isoladas, agrupando-as de modo a dar valor semântico a elas. Fórmulas de física.
  • 27.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  A capacidade de lembrar da sequência de letras após o uso de uma determinada técnica mnemônica depende da sua história de reforçamento.  Todos os indivíduos tem histórias muito mais significativas com palavras familiares do que com palavras desconhecidas.  O que é lembrado não é necessariamente o estímulo, mas recordamos do controle que determinado estímulo exerceu sobre uma resposta particular.
  • 28.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  A capacidade de lembrar da sequência de letras após o uso de uma determinada técnica mnemônica depende da sua história de reforçamento.  Todos os indivíduos tem histórias muito mais significativas com palavras familiares do que com palavras desconhecidas.  O que é lembrado não é necessariamente o estímulo, mas recordamos do controle que determinado estímulo exerceu sobre uma resposta particular.
  • 29.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  Quanto mais nos lembrarmos da nossa resposta ao estímulo, maiores e mais chances teremos de nos lembrar daqueles estímulos que controlaram repostas de modo diferenciado.  Portanto não existe nenhuma probabilidade de lembrar-se de um evento ou objeto na ausência total de estímulos correlacionados com algumas propriedades do estímulo ou evento a ser lembrado.  Alguma estimulação ambiental precisa estar disponível e acessível para que as lembranças surjam, mesmo que não tenhamos consciência da presença desses estímulos.
  • 30.
    MEMÓRIA E APRENDIZAGEM:APRENDER A LEMBRAR  Aprender um conteúdo no mesmo ambiente no qual o conteúdo será testado, teoricamente, aumenta a probabilidade de que o conteúdo seja lembrado.  Quando se tenta lembrar a última vez em que um determinado objeto perdido foi visto, procura-se construir pistas para auxiliar o lembrar.  O conteúdo lembrado não é reprodução, mas sim uma reconstrução do conteúdo armazenado.
  • 31.
    DISTORÇÕES DA MEMÓRIA Duascategorias de falhas: Esquecimento Distorção  Esquecimento: Transitoriedade: esquecimento pela passagem do tempo. Desatenção: a informação talvez não tenha sido codificada, não permitindo o armazenamento. Bloqueio: impossibilidade temporária de lembrar-se de algo já esquecido.
  • 32.
    DISTORÇÕES DA MEMÓRIA Distorções: Má distribuição: atribuição de informações a fontes erradas. Sugestionabilidade: alteração de memória devido à obtenção de dados enganosos sobre determinados acontecimentos. Viés: influencia de acontecimentos ocorridos no momento presente sobre a memória de eventos ocorridos no passado.
  • 33.
    DISTORÇÕES DA MEMÓRIA ExperimentoLoftus e Palmer Apresentação da cena de um filme. Questionário sobre o que os participantes lembravam da cena. Experimento Loftus e Palmer Carros que bateram vs carros que se arrebentaram. Celeiro.