SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 56
Maria Helena Mira Mateus Linguísta portuguesa e Professora Catedrática Jubilada de Linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Licenciou-se em Filologia Românica (1954), tendo-se doutorado vinte anos mais tarde (1974) em Linguística. Notabilizou-se na área de Fonologia Portuguesa, sendo a principal responsável por adaptar a Fonologia Generativa (ou gerativa) de Noam Chomsky à língua portuguesa. Foi também co-autora da importante obra de referência nos estudos linguísticos do português, a  Gramática da Língua Portuguesa , Lisboa: Caminho,1983.
Maria Helena Mira Mateus/ Ana Maria Brito/ Inês Duarte/ Isabel Hub Faria:  Gramática da Língua Portuguesa  (5ª edição)
Mecanismos de estruturação textual Conectividade sequencial (coesão textual)
“ Qualquer falante sabe (empiricamente)  que a comunicação verbal não se faz através de palavras isoladas, desligadas umas das outras e do contexto em que são produzidas. De facto, as manifestações naturais da linguagem humana são configurações de uma qualquer  língua natural, dotadas de sentido, e visando um dado objectivo comunicativo. A tais configurações chamamos de Textos ou Discursos”.
Ingredientes presentes, explícitas ou implicitamente no texto: ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
“ TEXTUALIDADE - conjunto de propriedades que uma manifestação da linguagem humana deve possuir para ser um texto (discurso).” ,[object Object],[object Object]
Exemplos: a-  “ Alinhei com a esperança de vencer, mas só se vence quando se corta a linha de chegada”. b-  “(...) gritou, quase implorando para o chefe da banda: _ Música, música mestre Camoesas”! c-  “Se esse animal respira por pulmões, não é peixe”.
Conectividade divide-se em:  ,[object Object],“ A interdependência semântica das ocorrências textuais resulta de processos linguísticos (universais, tipológicos ou particulares) de sequencialização - de ordenação linear - dos elementos linguísticos”. (exemplos  (a)  e  (b) )
Conectividade conceptual ou coerência “ A interdependência semântica das ocorrências textuais resulta dos processos mentais de apropriação do real, e da configuração e conteúdo dos esquemas cognitivos que definem o nosso saber sobre o mundo [...]” (exemplo  (c)  )
Propriedades da Textualidade: Conectividade   – “ Consideramos, portanto,  a conectividade no seu duplo aspecto -  coesão  e  coerência  - a componente linguística essencial da textualidade”. Intencionalidade  – “designa a propriedade que caracteriza a atitude do locutor segundo a qual uma certa configuração de elementos linguísticos é produzida com a  intenção  de ser coesa e a coerente”.
Aceitabilidade  – “designa a atitude do alocutário que consiste em considerar que uma dada configuração de elementos linguísticos que lhe cabe interpretar (ou reconhecer) deve ser coesa ou coerente”. Situacionalidade  – “designa os factores que fazem com que fazem com que um texto seja relevante para uma dada situação, explícita ou recuperável”.
[object Object],[object Object]
Conectividade sequencial (coesão textual) “ Todos os processos de sequencialização que asseguram (ou tornam recuperável) uma ligação linguística significativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual podem ser encarados como instrumentos de coesão”.
Os mecanismos (linguísticos) de coesão textual se agrupam da seguinte forma: Coesão lexical Coesão gramatical Coesão frásica Coesão interfrásica ( ou junção) Coesão temporal Coesão referencial
Coesão frásica ,[object Object]
“ Os que asseguram os nexos sequenciais entre categorias nucleares e os seus especificadores e complementos”:  ,[object Object],[object Object]
“ Os que asseguram a identificação ( ou recuperabilidade) da estrutura de argumentos de um dado predicador, marcando a relação gramatical que cada argumento mantém, na superfície, com o predicador - ou seja, os processos que permitem identificar a relação gramatical de cada argumento. ,[object Object],[object Object],[object Object]
“ Fenómenos de concordância que exprimem, através de marcas idênticas de pessoa e número, ou de género e número, o nexo relacional entre, respectivamente, sujeito e predicador verbal e sujeito e predicador adjectival”.
Coesão interfrásica ( ou junção) ,[object Object],[object Object],[object Object]
Os conectores linguísticos podem exprimir vários valores juntivos. ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
As pausas podem assumir valores diferentes. ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Tipos de junção: Tipos de junção Conjunção (ou junção aditiva) Disjunção (ou junção alternativa ) Contrajunção ( ou junção contrastiva) subordinação
Conjunção ,[object Object],[object Object]
A conjunção linguística não é, de uma maneira geral, comutativa. ,[object Object],[object Object],[object Object]
Disjunção ,[object Object]
As disjunções podem ser inclusivas ou exclusivas ,[object Object],Exemplos: P:  “Queres queijo  ou  preferes fruta”? R:  “Quero as duas coisas”.
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
“ Expressa a relação semântica de oposição entre conteúdos no interior de uma frase”. Contrajunção (ou junção contrastiva)
  ,[object Object],[object Object],[object Object],Exemplos:
Subordinação “ Designa o tipo de junção que conecta sequencialmente frases cujos conteúdos proposicionais mantêm entre si uma relação hierárquica de dependência semântica”.
“ Chamamos antecedente ao membro da sequência de cujo conteúdo proposicional depende semanticamente o conteúdo proposicional do outro membro – o  consequênte ”.
“ Às sequências formadas por subordinação (semântica) chamamos de  condicionais . Numa sequência condicional, o antecedente pode exprimir a  causa  ou a  razão  do estado de coisas descrito pelo conseqüente, ou pode implicar necessariamente o estado de coisas descrito pelo consequente”.
Exemplos: a -  O vinho azedou  porque  não estava rolhado. b -  Formulo essa hipótese  dado   que  ela permite generalizações interessantes. c - S e  ele é viúvo,  então  já foi casado.
Podem distinguir-se três tipos de condicionais: ,[object Object],[object Object],[object Object]
“ Condicionais  factuais  ou  reais  – também designadas  causas  – caracterizam-se semanticamente pelo facto de os conteúdos proposicionais expressos pelo antecedente e pelo consequente deverem ambos verificar-se no (s) I e relevante (s) do mundo real”.
Exemplos: a-  O Pedro não estudou  e  chumbou no exame. b-  O Pedro não estudou;  por isso  chumbou no exame. c-  O Pedro chumbou no exame  porque  não estudou. d-  Foi  por  não ter estudado que o Pedro chumbou no exame.
Exemplo: a -   O Luís foi à exposição  e  comprou o catálogo.
“ Os condicionais  não factuais  ou  hipotéticos  são sequências em que o conteúdo proposicional do antecedente específica o (s) mundo (s) epistemicamente não acessíveis [...]” “em que se verifica o conteúdo proposicional do consequente”.
Exemplos: a -   Se faltar  outra vez a água, queixa-se à EPAL. b -  Vais à rua  e  compra-me cigarros, é? c -  Ou  acabas com essa conversa  ou  zangamo-nos a sério.
“ Os condicionais  contrafactuais  ou  irreais  estabelecem relações iguais entre proposições que se verificam em mundos alternativos ao mundo real”.
Exemplos: a - Se  ele  fosse  simpático, teria mais amigos. b - Tivesse  eu dinheiro  e  compraria um veleiro.
Coesão temporal “ Qualquer sequência textual só é coesa e coerente se a sequencialização dos enunciados satisfizer as condições conceptuais sobre localização temporal e ordenação relativa que sabemos serem características dos estados de coisas no mundo seleccionado pela referida sequência textual”.
Exemplos: ,[object Object],[object Object]
Processos que também asseguram a coesão temporal: ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Exemplos: a -  Ela não contactou conosco.  Mais tarde  soubemos que tinha perdido a nossa morada e o número de telefone. a - Primeiro  vi o automóvel,  depois  reparei no condutor.
Exemplo “ O capítulo  anterior  procurou já sugerir as possibilidades e as finalidades de (...)  Vamos  agora  ocupar-nos da primeira abordagem ao cálculo proposicional (...) E nos capítulos  seguintes  entraremos na análise intra-oracional (...)”. (Óscar Lopes, 71, p. 13)
Coesão referencial Coesão  referencial Exofórica (ou referência) Endofórica  (co-referência) Anáfora Catáfora Elipse
Exofórica (ou referência) ,[object Object],[object Object],[object Object]
Endofórica (co-referência) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Coesão Lexical Este processo de coesão opera por contiguidade semântica. As expressões linguísticas que entram numa relação de coesão lexical caracterizam-se pela co-presença de traços semânticos (total ou parcial) idênticos ou opostos.
COESÃO LEXICAL COESÃO LEXICAL REITERAÇÃO SUBSTITUIÇÃO SINONÍMIA ANTONÍMIA HIPERONÍMIA HIPONÍMIA
Exemplos de Reiteração: “ Elas  são quatro milhões, o dia nasce,  elas  acendem o lume.  Elas  cortam o pão e aquecem o café.  Elas  picam cebolas e descascam batatas.  Elas  migam sêmeas e restos de comida azeda.” (MARIA VELHO DA COSTA, Cravo, Lisboa, Moraes Ed.,1965)
Substituição: sinonímia, antonímia, hiperonímia e hiponímia  Exemplos:  a-   A criança  caiu e desatou a chorar. _  O miúdo  nunca mais aprende a cair!  _ disse a empregada. b-  Disseste a  verdade ? Essa história é uma  mentira pegada .
c-  Gosto imenso de  peixe . Então  salmonetes  adoram. d- O gato  arranhou-te? Ora, o que é que esperavas de  um felino ?
Bibliografia ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Orações subordinadas relativas
Orações subordinadas relativasOrações subordinadas relativas
Orações subordinadas relativasMargarida Tomaz
 
A prova de linguagens do enem
A prova de linguagens do enemA prova de linguagens do enem
A prova de linguagens do enemma.no.el.ne.ves
 
Preconceito linguístico
Preconceito linguísticoPreconceito linguístico
Preconceito linguísticoJamille Rabelo
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaElza Silveira
 
Relação entre as palavras
Relação entre as palavrasRelação entre as palavras
Relação entre as palavrasnelsonalves70
 
Relações lexicais e coesão textual
Relações lexicais e coesão textualRelações lexicais e coesão textual
Relações lexicais e coesão textualMiquéias Vitorino
 
Versificação
VersificaçãoVersificação
VersificaçãoISJ
 
Coerência e coesão textual,matias
Coerência e coesão textual,matiasCoerência e coesão textual,matias
Coerência e coesão textual,matiasAlexandra Gonçalves
 
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEM
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEMComo estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEM
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEMma.no.el.ne.ves
 
Concordancia verbal-slide-adriana
Concordancia verbal-slide-adrianaConcordancia verbal-slide-adriana
Concordancia verbal-slide-adrianaLucilene Barcelos
 
Modulo 01 morfemas
Modulo 01 morfemasModulo 01 morfemas
Modulo 01 morfemasDolores Cruz
 
Os Gêneros Literários
Os Gêneros LiteráriosOs Gêneros Literários
Os Gêneros Literários7 de Setembro
 
Enem competências para a redação
Enem   competências para a redaçãoEnem   competências para a redação
Enem competências para a redaçãoElaine Maia
 

Mais procurados (20)

Orações subordinadas relativas
Orações subordinadas relativasOrações subordinadas relativas
Orações subordinadas relativas
 
A prova de linguagens do enem
A prova de linguagens do enemA prova de linguagens do enem
A prova de linguagens do enem
 
Preconceito linguístico
Preconceito linguísticoPreconceito linguístico
Preconceito linguístico
 
VariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíSticaVariaçãO LinguíStica
VariaçãO LinguíStica
 
Texto e textualidade
Texto e textualidadeTexto e textualidade
Texto e textualidade
 
Relação entre as palavras
Relação entre as palavrasRelação entre as palavras
Relação entre as palavras
 
Relações lexicais e coesão textual
Relações lexicais e coesão textualRelações lexicais e coesão textual
Relações lexicais e coesão textual
 
Versificação
VersificaçãoVersificação
Versificação
 
Coerência e coesão textual,matias
Coerência e coesão textual,matiasCoerência e coesão textual,matias
Coerência e coesão textual,matias
 
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEM
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEMComo estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEM
Como estudar INTERPRETAÇÃO DE TEXTO para o ENEM
 
LINGUAGEM CULTA X COLOQUIAL
LINGUAGEM CULTA X COLOQUIALLINGUAGEM CULTA X COLOQUIAL
LINGUAGEM CULTA X COLOQUIAL
 
O que é Literatura?
O que é Literatura?O que é Literatura?
O que é Literatura?
 
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVADISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
 
Concordancia verbal-slide-adriana
Concordancia verbal-slide-adrianaConcordancia verbal-slide-adriana
Concordancia verbal-slide-adriana
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
Modulo 01 morfemas
Modulo 01 morfemasModulo 01 morfemas
Modulo 01 morfemas
 
Pontuação
PontuaçãoPontuação
Pontuação
 
Os Gêneros Literários
Os Gêneros LiteráriosOs Gêneros Literários
Os Gêneros Literários
 
O Gênero Lírico
O Gênero LíricoO Gênero Lírico
O Gênero Lírico
 
Enem competências para a redação
Enem   competências para a redaçãoEnem   competências para a redação
Enem competências para a redação
 

Destaque

Mecanismos de Coesão
Mecanismos de CoesãoMecanismos de Coesão
Mecanismos de Coesãonelsonalves70
 
Semantica pires de oliveira intro linguistica
Semantica pires de oliveira intro linguisticaSemantica pires de oliveira intro linguistica
Semantica pires de oliveira intro linguisticajefreirocha
 
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuaisOs mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuaisMarcia Oliveira
 
Procedimentos argumentativos
Procedimentos argumentativosProcedimentos argumentativos
Procedimentos argumentativosGedalias .
 
Textualização do discurso argumentativo
Textualização do discurso argumentativoTextualização do discurso argumentativo
Textualização do discurso argumentativoma.no.el.ne.ves
 
Implícitos e compreensão textual
Implícitos e compreensão textualImplícitos e compreensão textual
Implícitos e compreensão textualma.no.el.ne.ves
 
4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidade
4o Dia   Tp5  Os PrincíPios Da Textualidade4o Dia   Tp5  Os PrincíPios Da Textualidade
4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidadecleia
 
Resumo textos idp
Resumo textos idpResumo textos idp
Resumo textos idpanainesbg
 
Verbos transitivos e intransitivos
Verbos transitivos e intransitivos Verbos transitivos e intransitivos
Verbos transitivos e intransitivos Freshia Mendoza
 
Cons deuses-resumo (1)
Cons deuses-resumo (1)Cons deuses-resumo (1)
Cons deuses-resumo (1)olilucia
 
Texto textualidade textualizacao_costa val
Texto textualidade textualizacao_costa valTexto textualidade textualizacao_costa val
Texto textualidade textualizacao_costa valSabrina Dará
 
Generos e tipos textuais
Generos e tipos textuaisGeneros e tipos textuais
Generos e tipos textuaisRogério Souza
 
Textualização do discurso narrativo
Textualização do discurso narrativoTextualização do discurso narrativo
Textualização do discurso narrativoma.no.el.ne.ves
 

Destaque (20)

Mecanismos de Coesão
Mecanismos de CoesãoMecanismos de Coesão
Mecanismos de Coesão
 
Semantica pires de oliveira intro linguistica
Semantica pires de oliveira intro linguisticaSemantica pires de oliveira intro linguistica
Semantica pires de oliveira intro linguistica
 
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuaisOs mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
 
Semantica
SemanticaSemantica
Semantica
 
Repensando A Textualidade
Repensando A TextualidadeRepensando A Textualidade
Repensando A Textualidade
 
Historia de las lingüística
Historia de las lingüísticaHistoria de las lingüística
Historia de las lingüística
 
Procedimentos argumentativos
Procedimentos argumentativosProcedimentos argumentativos
Procedimentos argumentativos
 
Textualização do discurso argumentativo
Textualização do discurso argumentativoTextualização do discurso argumentativo
Textualização do discurso argumentativo
 
Implícitos e compreensão textual
Implícitos e compreensão textualImplícitos e compreensão textual
Implícitos e compreensão textual
 
4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidade
4o Dia   Tp5  Os PrincíPios Da Textualidade4o Dia   Tp5  Os PrincíPios Da Textualidade
4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidade
 
Resumo textos idp
Resumo textos idpResumo textos idp
Resumo textos idp
 
Análise performativa jose luiz braga 03022013
Análise performativa jose luiz braga 03022013Análise performativa jose luiz braga 03022013
Análise performativa jose luiz braga 03022013
 
Predicação verbal
Predicação verbal Predicação verbal
Predicação verbal
 
Verbos transitivos e intransitivos
Verbos transitivos e intransitivos Verbos transitivos e intransitivos
Verbos transitivos e intransitivos
 
Cons deuses-resumo (1)
Cons deuses-resumo (1)Cons deuses-resumo (1)
Cons deuses-resumo (1)
 
Texto textualidade textualizacao_costa val
Texto textualidade textualizacao_costa valTexto textualidade textualizacao_costa val
Texto textualidade textualizacao_costa val
 
Semântica lexical
Semântica lexicalSemântica lexical
Semântica lexical
 
Generos e tipos textuais
Generos e tipos textuaisGeneros e tipos textuais
Generos e tipos textuais
 
A Geração de Orpheu
A Geração de OrpheuA Geração de Orpheu
A Geração de Orpheu
 
Textualização do discurso narrativo
Textualização do discurso narrativoTextualização do discurso narrativo
Textualização do discurso narrativo
 

Semelhante a Mecanismos de estruturação textual.

Conceitos nucleares da linguística textual
Conceitos nucleares da linguística textualConceitos nucleares da linguística textual
Conceitos nucleares da linguística textualDaiana Correia
 
Oficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaOficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaSadiasoares
 
Oficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaOficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaSadiasoares
 
Estudo das palavras (aula 5)
Estudo das palavras (aula 5)Estudo das palavras (aula 5)
Estudo das palavras (aula 5)Helen Cristina
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochmarimidlej
 
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptx
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptxAULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptx
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptxPAULOMOREIRA613632
 
Coesao e coerencia2552009145047
Coesao e coerencia2552009145047Coesao e coerencia2552009145047
Coesao e coerencia2552009145047Gentelli Ifal Ifal
 
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptx
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptxCoerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptx
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptxCarolinaBastos42
 
Coerencia e coesao_textuais
Coerencia e coesao_textuaisCoerencia e coesao_textuais
Coerencia e coesao_textuaisRuth Metelo
 
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceIntertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceEdilson A. Souza
 
Slides coesão e corência
Slides coesão e corênciaSlides coesão e corência
Slides coesão e corênciablogdoalunocefa
 
A ordem do expor em géneros académicos...
A ordem do expor em géneros académicos...A ordem do expor em géneros académicos...
A ordem do expor em géneros académicos...Marisa Paço
 
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...Bernardo Junnior
 

Semelhante a Mecanismos de estruturação textual. (20)

Conceitos nucleares da linguística textual
Conceitos nucleares da linguística textualConceitos nucleares da linguística textual
Conceitos nucleares da linguística textual
 
Coesao textual 1
Coesao textual 1Coesao textual 1
Coesao textual 1
 
Oficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaOficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua Portuguesa
 
Oficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua PortuguesaOficina de Língua Portuguesa
Oficina de Língua Portuguesa
 
Estudo das palavras (aula 5)
Estudo das palavras (aula 5)Estudo das palavras (aula 5)
Estudo das palavras (aula 5)
 
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_kochIntertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
Intertextualidade e polifonia cap 5 parte 1_apresentar_koch
 
A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]
 
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptx
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptxAULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptx
AULA2LinguagemLinguaLinguistica.pptx
 
Coesão Textual
Coesão TextualCoesão Textual
Coesão Textual
 
Resumo Tp5 Unid 19 20
Resumo   Tp5   Unid 19 20Resumo   Tp5   Unid 19 20
Resumo Tp5 Unid 19 20
 
Coesão
CoesãoCoesão
Coesão
 
Coesao e coerencia2552009145047
Coesao e coerencia2552009145047Coesao e coerencia2552009145047
Coesao e coerencia2552009145047
 
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptx
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptxCoerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptx
Coerencia textual, relação de sentido nos textos, interpretação textual.pptx
 
Coerencia e coesao_textuais
Coerencia e coesao_textuaisCoerencia e coesao_textuais
Coerencia e coesao_textuais
 
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdiceIntertextualidade e a importância da leitura valdice
Intertextualidade e a importância da leitura valdice
 
Portugues pmpe
Portugues pmpePortugues pmpe
Portugues pmpe
 
Slides coesão e corência
Slides coesão e corênciaSlides coesão e corência
Slides coesão e corência
 
A ordem do expor em géneros académicos...
A ordem do expor em géneros académicos...A ordem do expor em géneros académicos...
A ordem do expor em géneros académicos...
 
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...
Relações textuais entre orações, períodos, parágrafos ou blocos maiores do te...
 
Semântica pragmática
Semântica pragmáticaSemântica pragmática
Semântica pragmática
 

Mais de LeYa

Catalogo institucional UnYLeYa
Catalogo institucional  UnYLeYaCatalogo institucional  UnYLeYa
Catalogo institucional UnYLeYaLeYa
 
Catalogo dos Cursos da UnYLeYa
Catalogo dos Cursos da UnYLeYaCatalogo dos Cursos da UnYLeYa
Catalogo dos Cursos da UnYLeYaLeYa
 
Cursos de sustentabilidade e meio ambiente
Cursos de sustentabilidade e meio ambienteCursos de sustentabilidade e meio ambiente
Cursos de sustentabilidade e meio ambienteLeYa
 
Lista de cursos online
Lista de cursos onlineLista de cursos online
Lista de cursos onlineLeYa
 
10 caminhos para falar bem
10 caminhos para falar bem10 caminhos para falar bem
10 caminhos para falar bemLeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. 2.ugs.tce.2010
Aula iii. 2.ugs.tce.2010Aula iii. 2.ugs.tce.2010
Aula iii. 2.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010LeYa
 
Aula iii.ugs.tce.2010
Aula iii.ugs.tce.2010Aula iii.ugs.tce.2010
Aula iii.ugs.tce.2010LeYa
 
Material de apoio à aula
Material de apoio à aulaMaterial de apoio à aula
Material de apoio à aulaLeYa
 
Exemplo de texto para dinamica de grupo.
Exemplo de texto para dinamica de grupo.Exemplo de texto para dinamica de grupo.
Exemplo de texto para dinamica de grupo.LeYa
 
18 dicas
18 dicas18 dicas
18 dicasLeYa
 
Funções da linguagem[3]
Funções da linguagem[3]Funções da linguagem[3]
Funções da linguagem[3]LeYa
 
Curso de lingüística geral saussure
Curso de lingüística geral   saussureCurso de lingüística geral   saussure
Curso de lingüística geral saussureLeYa
 
Classes gramaticais
Classes gramaticaisClasses gramaticais
Classes gramaticaisLeYa
 

Mais de LeYa (20)

Catalogo institucional UnYLeYa
Catalogo institucional  UnYLeYaCatalogo institucional  UnYLeYa
Catalogo institucional UnYLeYa
 
Catalogo dos Cursos da UnYLeYa
Catalogo dos Cursos da UnYLeYaCatalogo dos Cursos da UnYLeYa
Catalogo dos Cursos da UnYLeYa
 
Cursos de sustentabilidade e meio ambiente
Cursos de sustentabilidade e meio ambienteCursos de sustentabilidade e meio ambiente
Cursos de sustentabilidade e meio ambiente
 
Lista de cursos online
Lista de cursos onlineLista de cursos online
Lista de cursos online
 
10 caminhos para falar bem
10 caminhos para falar bem10 caminhos para falar bem
10 caminhos para falar bem
 
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação12.ugs.tce.2010
 
Aula iii. 2.ugs.tce.2010
Aula iii. 2.ugs.tce.2010Aula iii. 2.ugs.tce.2010
Aula iii. 2.ugs.tce.2010
 
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010
Aula iii. resposta exercicio pontuação5.ugs.tce.2010
 
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação13.ugs.tce.2010
 
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação8.ugs.tce.2010
 
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação7.ugs.tce.2010
 
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação6.ugs.tce.2010
 
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010
Aula iii. exercicio pontuação4.ugs.tce.2010
 
Aula iii.ugs.tce.2010
Aula iii.ugs.tce.2010Aula iii.ugs.tce.2010
Aula iii.ugs.tce.2010
 
Material de apoio à aula
Material de apoio à aulaMaterial de apoio à aula
Material de apoio à aula
 
Exemplo de texto para dinamica de grupo.
Exemplo de texto para dinamica de grupo.Exemplo de texto para dinamica de grupo.
Exemplo de texto para dinamica de grupo.
 
18 dicas
18 dicas18 dicas
18 dicas
 
Funções da linguagem[3]
Funções da linguagem[3]Funções da linguagem[3]
Funções da linguagem[3]
 
Curso de lingüística geral saussure
Curso de lingüística geral   saussureCurso de lingüística geral   saussure
Curso de lingüística geral saussure
 
Classes gramaticais
Classes gramaticaisClasses gramaticais
Classes gramaticais
 

Último

livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorialNeuroppIsnayaLciaMar
 
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persaConteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persafelipescherner
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfmaria794949
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitlerhabiwo1978
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalcarlaOliveira438
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaHenrique Santos
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxsfwsoficial
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdfdanielagracia9
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAbdLuxemBourg
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxIlda Bicacro
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAElianeAlves383563
 
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfanálise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfMaiteFerreira4
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.HandersonFabio
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...Manuais Formação
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfssuser06ee57
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"Ilda Bicacro
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteLeonel Morgado
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfandreaLisboa7
 

Último (20)

livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorial
 
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persaConteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
 
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdfanálise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
análise obra Nós matamos o cão Tinhoso.pdf
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
 

Mecanismos de estruturação textual.

  • 1. Maria Helena Mira Mateus Linguísta portuguesa e Professora Catedrática Jubilada de Linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Licenciou-se em Filologia Românica (1954), tendo-se doutorado vinte anos mais tarde (1974) em Linguística. Notabilizou-se na área de Fonologia Portuguesa, sendo a principal responsável por adaptar a Fonologia Generativa (ou gerativa) de Noam Chomsky à língua portuguesa. Foi também co-autora da importante obra de referência nos estudos linguísticos do português, a Gramática da Língua Portuguesa , Lisboa: Caminho,1983.
  • 2. Maria Helena Mira Mateus/ Ana Maria Brito/ Inês Duarte/ Isabel Hub Faria: Gramática da Língua Portuguesa (5ª edição)
  • 3. Mecanismos de estruturação textual Conectividade sequencial (coesão textual)
  • 4. “ Qualquer falante sabe (empiricamente) que a comunicação verbal não se faz através de palavras isoladas, desligadas umas das outras e do contexto em que são produzidas. De facto, as manifestações naturais da linguagem humana são configurações de uma qualquer língua natural, dotadas de sentido, e visando um dado objectivo comunicativo. A tais configurações chamamos de Textos ou Discursos”.
  • 5.
  • 6.
  • 7. Exemplos: a- “ Alinhei com a esperança de vencer, mas só se vence quando se corta a linha de chegada”. b- “(...) gritou, quase implorando para o chefe da banda: _ Música, música mestre Camoesas”! c- “Se esse animal respira por pulmões, não é peixe”.
  • 8.
  • 9. Conectividade conceptual ou coerência “ A interdependência semântica das ocorrências textuais resulta dos processos mentais de apropriação do real, e da configuração e conteúdo dos esquemas cognitivos que definem o nosso saber sobre o mundo [...]” (exemplo (c) )
  • 10. Propriedades da Textualidade: Conectividade – “ Consideramos, portanto, a conectividade no seu duplo aspecto - coesão e coerência - a componente linguística essencial da textualidade”. Intencionalidade – “designa a propriedade que caracteriza a atitude do locutor segundo a qual uma certa configuração de elementos linguísticos é produzida com a intenção de ser coesa e a coerente”.
  • 11. Aceitabilidade – “designa a atitude do alocutário que consiste em considerar que uma dada configuração de elementos linguísticos que lhe cabe interpretar (ou reconhecer) deve ser coesa ou coerente”. Situacionalidade – “designa os factores que fazem com que fazem com que um texto seja relevante para uma dada situação, explícita ou recuperável”.
  • 12.
  • 13. Conectividade sequencial (coesão textual) “ Todos os processos de sequencialização que asseguram (ou tornam recuperável) uma ligação linguística significativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual podem ser encarados como instrumentos de coesão”.
  • 14. Os mecanismos (linguísticos) de coesão textual se agrupam da seguinte forma: Coesão lexical Coesão gramatical Coesão frásica Coesão interfrásica ( ou junção) Coesão temporal Coesão referencial
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18. “ Fenómenos de concordância que exprimem, através de marcas idênticas de pessoa e número, ou de género e número, o nexo relacional entre, respectivamente, sujeito e predicador verbal e sujeito e predicador adjectival”.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22. Tipos de junção: Tipos de junção Conjunção (ou junção aditiva) Disjunção (ou junção alternativa ) Contrajunção ( ou junção contrastiva) subordinação
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28. “ Expressa a relação semântica de oposição entre conteúdos no interior de uma frase”. Contrajunção (ou junção contrastiva)
  • 29.
  • 30. Subordinação “ Designa o tipo de junção que conecta sequencialmente frases cujos conteúdos proposicionais mantêm entre si uma relação hierárquica de dependência semântica”.
  • 31. “ Chamamos antecedente ao membro da sequência de cujo conteúdo proposicional depende semanticamente o conteúdo proposicional do outro membro – o consequênte ”.
  • 32. “ Às sequências formadas por subordinação (semântica) chamamos de condicionais . Numa sequência condicional, o antecedente pode exprimir a causa ou a razão do estado de coisas descrito pelo conseqüente, ou pode implicar necessariamente o estado de coisas descrito pelo consequente”.
  • 33. Exemplos: a - O vinho azedou porque não estava rolhado. b - Formulo essa hipótese dado que ela permite generalizações interessantes. c - S e ele é viúvo, então já foi casado.
  • 34.
  • 35. “ Condicionais factuais ou reais – também designadas causas – caracterizam-se semanticamente pelo facto de os conteúdos proposicionais expressos pelo antecedente e pelo consequente deverem ambos verificar-se no (s) I e relevante (s) do mundo real”.
  • 36. Exemplos: a- O Pedro não estudou e chumbou no exame. b- O Pedro não estudou; por isso chumbou no exame. c- O Pedro chumbou no exame porque não estudou. d- Foi por não ter estudado que o Pedro chumbou no exame.
  • 37. Exemplo: a - O Luís foi à exposição e comprou o catálogo.
  • 38. “ Os condicionais não factuais ou hipotéticos são sequências em que o conteúdo proposicional do antecedente específica o (s) mundo (s) epistemicamente não acessíveis [...]” “em que se verifica o conteúdo proposicional do consequente”.
  • 39. Exemplos: a - Se faltar outra vez a água, queixa-se à EPAL. b - Vais à rua e compra-me cigarros, é? c - Ou acabas com essa conversa ou zangamo-nos a sério.
  • 40. “ Os condicionais contrafactuais ou irreais estabelecem relações iguais entre proposições que se verificam em mundos alternativos ao mundo real”.
  • 41. Exemplos: a - Se ele fosse simpático, teria mais amigos. b - Tivesse eu dinheiro e compraria um veleiro.
  • 42. Coesão temporal “ Qualquer sequência textual só é coesa e coerente se a sequencialização dos enunciados satisfizer as condições conceptuais sobre localização temporal e ordenação relativa que sabemos serem características dos estados de coisas no mundo seleccionado pela referida sequência textual”.
  • 43.
  • 44.
  • 45. Exemplos: a - Ela não contactou conosco. Mais tarde soubemos que tinha perdido a nossa morada e o número de telefone. a - Primeiro vi o automóvel, depois reparei no condutor.
  • 46. Exemplo “ O capítulo anterior procurou já sugerir as possibilidades e as finalidades de (...) Vamos agora ocupar-nos da primeira abordagem ao cálculo proposicional (...) E nos capítulos seguintes entraremos na análise intra-oracional (...)”. (Óscar Lopes, 71, p. 13)
  • 47. Coesão referencial Coesão referencial Exofórica (ou referência) Endofórica (co-referência) Anáfora Catáfora Elipse
  • 48.
  • 49.
  • 50.
  • 51. Coesão Lexical Este processo de coesão opera por contiguidade semântica. As expressões linguísticas que entram numa relação de coesão lexical caracterizam-se pela co-presença de traços semânticos (total ou parcial) idênticos ou opostos.
  • 52. COESÃO LEXICAL COESÃO LEXICAL REITERAÇÃO SUBSTITUIÇÃO SINONÍMIA ANTONÍMIA HIPERONÍMIA HIPONÍMIA
  • 53. Exemplos de Reiteração: “ Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda.” (MARIA VELHO DA COSTA, Cravo, Lisboa, Moraes Ed.,1965)
  • 54. Substituição: sinonímia, antonímia, hiperonímia e hiponímia Exemplos: a- A criança caiu e desatou a chorar. _ O miúdo nunca mais aprende a cair! _ disse a empregada. b- Disseste a verdade ? Essa história é uma mentira pegada .
  • 55. c- Gosto imenso de peixe . Então salmonetes adoram. d- O gato arranhou-te? Ora, o que é que esperavas de um felino ?
  • 56.