SlideShare uma empresa Scribd logo
A EDUCAÇÃO COLONIAL EM MOÇAMBIQUE
(1930 – 1974)
Educação Colonial em Moçambique (1930-1974)
O período em referência (1930-1974) inicia com o decreto de
João Belo datado de 13 de Outubro de 1926. Este decreto
veio revigorar a intervenção das missões católicas a nível
das colónias Portuguesas extinguindo, desse modo, as
missões laicas ou as missões civilizadoras.
É neste período em que regista-se uma estreita ligação entre
o Estado e a Igreja no que concerne à educação dos
indígenas, ou seja, as populações negras, iletradas e
incivilizadas no entender do colonizador.
O acasalamento entre o Estado e a Igreja foi reforçado
através de dois instrumentos oficiais nomeadamente o
Acordo Missionário (de acordo com o qual as missões eram
corporações religiosas e instâncias ou entidades económicas
para a moralização dos indígenas e preparação dos futuros
trabalhadores rurais) e o Estatuto Missionário (que
considerava as missões católicas Portuguesas como
instituições de utilidade imperial e sentido eminentemente
civilizador).
12/07/2017 2
Objectivos da educação colonial
Várias reformas e estratégias de intervenção político-religiosa
foram postas em prática com o intuito de:
 Inculcar no indígena a ideologia colonial através das
escolas-missões;
 Transmitir no indígena a consciência de cidadão Português
e difundir a língua e os costumes Portugueses;
 Enfraquecer e destruir as estruturas sócias, culturais e
económicas indígenas;
 Moralizar os indígenas, ou seja, prepará-los para
futuramente tornarem-se trabalhadores rurais e artífices,
contribuindo, desse modo, para as receitas do Estado
Português bem assim tornarem-se cada vez mais úteis
para si próprios e suas famílias;
 Formar cidadãos capazes de prestar serviços relevantes na
máquina administrativa Portuguesa.
12/07/2017 3
Cont…
A Educação Colonial (Política Educativa Colonial)
visava, fundamentalmente, assegurar a hegemonia
Política e a direcção cultural da classe colonial
dominante sobre as sociedades ditas tradicionais,
primitivas, incivilizadas, rudes, e estagnadas no grau
zero da temperatura da História.
Para a materialização dos objectivos acima, o Governo
Colonial muniu os Missionários Católicos de uma vasta
torrente de preconceitos racistas e etnocêntricos (o que
levava o indígena a sentir-se inferior ao branco). Desse
modo, os indígenas eram oprimidos das mais variadas
formas.
12/07/2017 4
Organização do Sistema de Educação Colonial
A organização escolar de Moçambique e os respectivos programas
curriculares obedeciam ao plano de ensino nacional seguido em
todos os territórios de Portugal na época. Assim, o Sistema de
Educação Colonial organizava-se em dois subsistemas:
 Ensino oficial, destinado aos filhos dos colonos ou assimilados,
predominava nas cidades e vilas e era supervisionada pelo
Estado; e
 Ensino rudimentar, reservado aos “indígena”/nativos, e
desenvolvia-se nas zonas rurais, em escolas das missões
controladas pela igreja. Este ensino foi engenhosamente
concebido para a opressão, dominação, humilhação,
descriminação dos povos autóctones de Moçambique.
O Governo Colonial advoga, de facto, uma separação cada vez
mais acentuada entre o ensino das crianças indígenas e o das
(crianças) civilizadas. O Diploma Legislativo n° 238, de 17 de Maio
de 1930 torna isso evidente, ele justificava a separação dos
objectivos de cada ensino. Enquanto o ensino indígena visava
"elevar gradualmente da vida selvagem à vida civilizada dos povos
cultos, o ensino elementar para os "não-indígenas" tinha como fim
dar a criança os instrumentos fundamentais de todo o saber e as
base de uma cultura geral preparando-a para a vida a social".
12/07/2017 5
Cont…
Foi em 1930 que se estabeleceu a primeira escola de formação de
Professores para as escolas primárias rudimentares e foram
introduzidas varias reformas a nível do ensino. O sistema de ensino
indígena passou, então, a organizar-se em:
I. Ensino Primário Rudimentar, era destinado aos moçambicanos
não assimilados, estava virado à civilização e nacionalização dos
indígenas, e consistia em 3 classes sendo as idades de ingresso
sete, oito e nove anos respectivamente; tinha o Catecismo como
disciplina nuclear, a partir do estatuto missionário de 1941, passou
a cargo das missões católicas, e o Estado intervinha na
concessão de programas e de certificados de exames.
II. Ensino Profissional Indígena, direccionado à formação técnico-
profissional, Ensino normal: com vista a habilitar professores
indígenas para as escolas rudimentares e, por sua vez,
subdividia-se em:
a) Escola de Artes e Ofícios, com 4 classes, destinadas para rapazes
e previa a permanência de dois a três anos em cada uma das três
primeiras classes, sendo ilimitado o tempo de permanência na
quarta e última classe;
b) Escolas Profissionais femininas com apenas duas classes.12/07/2017 6
Características da Pedagogia Colonial
 Discriminação aos indígenas e existência de dois tipos de
educação: um para indígenas e outro para brancos e
assimilados;
 Unidade entre a Igreja e o Ensino e destinava-se a exploração e
participação activa no desenvolvimento da metrópole-Portugal;
 Limitação de acesso na escola na base da idade;
 A diversificação de escolas, uns estudavam para trabalhar como
subalternos e outros, como dirigentes, e desse modo garantir, a
partir da escola, a organização da actividade do sector industrial
e comercial, e a unidade linguística e social na colónia;
 Complexo de superioridade do branco em relação ao negro
patente em livros de leitura usados nas escolas.
 Emprego do catecismo como disciplina nuclear;
Para Belchior, as características principais do ensino no período em
referência eram a "feição nacionalista e prática", que se traduzia na
obrigatoriedade nas escolas do uso e do ensino da língua portuguesa,
tolerando o uso da "língua indígena" somente no ensino da religião, e na
obrigatoriedade do pessoal docente, quando africano, ser todo de
nacionalidade portuguesa através da política de assimilação.12/07/2017 7
Consequência do sistema para Moçambique
 Para Dias Belchior os resultados obtidos nas escolas
oficializadas eram os mais baixos em relação a outros
tipos de ensino.
 A educação colonial não era abrangente, a título
meramente exemplificativo, em 1954 a taxa de
analfabetismo em Moçambique era a mais alta a nível
do continente africano chegando a atingir 95% da
população indígena e cerca de 25% da população
portuguesa estabelecida em Moçambique.
 A identificação do Estado português com a igreja
Católica impediu o desenvolvimento da educação em
Moçambique.
12/07/2017 8
8. Conclusão
Em todo período da história de Moçambique não fica claro a
implementação de um sistema educativo na qual o nativo
(Moçambicano) esteve directamente envolvido em defesa dos seus
interesses, sua cultura e acima de tudo uma educação para o
benefício da sua sociedade.
Os programas de educação levados a cabo pelo colono nos anos
1930 sob a responsabilidade da igreja (através do estatuto do
missionário) serviam para assegurar objectivos económicos de
exploração das riquezas das colónias que era a base real do mito e
para a materialização deste objectivo foram abertas escolas de arte e
ofício a vários níveis.
O sistema educativo colonial era discriminatório de tal sorte que
limitava os povos indígenas em termos progressão académico-
profissional comparativamente aos filhos dos colonos;
Porém, ainda que a escola colonial fosse uma instituição nova para a
maioria do povo vivendo em zonas rurais, a educação tradicional
nunca perdeu seu espaço na educação de gerações, sobretudo nas
comunidades rurais. Essa educação sempre desenvolveu, preservou
e veiculou a cultura do povo, aqui entendida como afirmação de
identidade e de poder. Pela educação tradicional o povo afirmou a
sua personalidade e suas visões de mundo, através dela o povo
mantém a sua identidade profunda e o respeito de ser
assumidamente ele mesmo, pelo menos nas zonas rurais.
9
Bibliografia
Mazula, B. (1995). Educação, Cultura e Ideologia em
Moçambique: 1975-1985. Portugal, Porto:
Edições Afrontamento
A Educação Colonial de 1930 a 1974. Disponível em:
http://www.macua.org/livros/Aeducacaocolonialde1930a
1974.htm.
12/07/2017 10

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

HistóRia Da EducaçãO No Brasil Da Colonia Ao ImpéRio
HistóRia Da  EducaçãO No  Brasil  Da Colonia Ao ImpéRioHistóRia Da  EducaçãO No  Brasil  Da Colonia Ao ImpéRio
HistóRia Da EducaçãO No Brasil Da Colonia Ao ImpéRio
Nila Michele Bastos Santos
 
Slide história da educação - pdf
Slide   história da educação - pdfSlide   história da educação - pdf
Slide história da educação - pdf
Prof. Antônio Martins de Almeida Filho
 
História da Educação: Conceito histórico
História da Educação: Conceito históricoHistória da Educação: Conceito histórico
História da Educação: Conceito histórico
Vadeilza Castilho
 
Modelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de PesquisaModelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de Pesquisa
José Antonio Ferreira da Silva
 
Projeto de pesquisa exemplo
Projeto de pesquisa   exemploProjeto de pesquisa   exemplo
Projeto de pesquisa exemplo
Felipe Pereira
 
Objetivos didáticos slides de didática
Objetivos didáticos  slides de didáticaObjetivos didáticos  slides de didática
Objetivos didáticos slides de didática
Wellinton Prestes
 
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escritoComo redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
Biblioteca Escolar Ourique
 
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento pptIntrodução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
Daniela Barroso
 
Modelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leituraModelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leitura
Sérgio Lagoa
 
Objetivos de ensino
Objetivos de ensinoObjetivos de ensino
Objetivos de ensino
Naysa Taboada
 
Projeto de pesquia em língua Portuguesa
Projeto de pesquia em língua PortuguesaProjeto de pesquia em língua Portuguesa
Projeto de pesquia em língua Portuguesa
Jose Arnaldo Silva
 
Programas 2º ciclo
Programas 2º cicloProgramas 2º ciclo
Programas 2º ciclo
Alberto Nhatirre
 
Didática
DidáticaDidática
Didática
gadea
 
Projecto de pesquisa
Projecto de pesquisaProjecto de pesquisa
Projecto de pesquisa
Bruno Gurué
 
Relação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciênciasRelação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciências
Joao Papelo
 
Textos expositivos explicativos
Textos expositivos explicativosTextos expositivos explicativos
Textos expositivos explicativos
Patricio Armando Sando
 
História da educação no Brasil
História da educação no BrasilHistória da educação no Brasil
História da educação no Brasil
Gisele Finatti Baraglio
 
carta escolar
carta escolarcarta escolar
carta escolar
germano tomas
 
As Funções Didácticas
As Funções DidácticasAs Funções Didácticas
As Funções Didácticas
Joao Papelo
 
Conhecendo a didática
Conhecendo a didáticaConhecendo a didática

Mais procurados (20)

HistóRia Da EducaçãO No Brasil Da Colonia Ao ImpéRio
HistóRia Da  EducaçãO No  Brasil  Da Colonia Ao ImpéRioHistóRia Da  EducaçãO No  Brasil  Da Colonia Ao ImpéRio
HistóRia Da EducaçãO No Brasil Da Colonia Ao ImpéRio
 
Slide história da educação - pdf
Slide   história da educação - pdfSlide   história da educação - pdf
Slide história da educação - pdf
 
História da Educação: Conceito histórico
História da Educação: Conceito históricoHistória da Educação: Conceito histórico
História da Educação: Conceito histórico
 
Modelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de PesquisaModelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de Pesquisa
 
Projeto de pesquisa exemplo
Projeto de pesquisa   exemploProjeto de pesquisa   exemplo
Projeto de pesquisa exemplo
 
Objetivos didáticos slides de didática
Objetivos didáticos  slides de didáticaObjetivos didáticos  slides de didática
Objetivos didáticos slides de didática
 
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escritoComo redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
Como redigir a introdução e a conclusão de um trabalho escrito
 
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento pptIntrodução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
Introdução ao ensino superior. estrutura e funcionamento ppt
 
Modelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leituraModelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leitura
 
Objetivos de ensino
Objetivos de ensinoObjetivos de ensino
Objetivos de ensino
 
Projeto de pesquia em língua Portuguesa
Projeto de pesquia em língua PortuguesaProjeto de pesquia em língua Portuguesa
Projeto de pesquia em língua Portuguesa
 
Programas 2º ciclo
Programas 2º cicloProgramas 2º ciclo
Programas 2º ciclo
 
Didática
DidáticaDidática
Didática
 
Projecto de pesquisa
Projecto de pesquisaProjecto de pesquisa
Projecto de pesquisa
 
Relação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciênciasRelação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciências
 
Textos expositivos explicativos
Textos expositivos explicativosTextos expositivos explicativos
Textos expositivos explicativos
 
História da educação no Brasil
História da educação no BrasilHistória da educação no Brasil
História da educação no Brasil
 
carta escolar
carta escolarcarta escolar
carta escolar
 
As Funções Didácticas
As Funções DidácticasAs Funções Didácticas
As Funções Didácticas
 
Conhecendo a didática
Conhecendo a didáticaConhecendo a didática
Conhecendo a didática
 

Semelhante a Educacao colonial em mocambique

8069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
8069 texto do artigo-22770-1-10-201512218069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
8069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
Nuro Manjate
 
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe AssunçãoPOLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
Prof. Noe Assunção
 
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educaçãoFundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
Káttia Gonçalves
 
Artigo de Educação do Campo
Artigo de Educação do CampoArtigo de Educação do Campo
Artigo de Educação do Campo
Dudetistt
 
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦duloC+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
Dudetistt
 
Artigo Educação do campo
Artigo Educação do campoArtigo Educação do campo
Artigo Educação do campo
Dudetistt
 
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdfEducacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
Bonfim Queiroz Lima
 
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
Igor Sampaio Pinho
 
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃOATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
leledepaula
 
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
Klicia Souza
 
Educação Comparada - Bolívia
Educação Comparada - BolíviaEducação Comparada - Bolívia
Educação Comparada - Bolívia
Jocimar Araujo
 
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdfAPRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
AndrezaCristinaMorai
 
Educação no Campo
Educação no CampoEducação no Campo
Educação no Campo
leonelebrao
 
Corpo do trabalho kangwe
Corpo do trabalho kangweCorpo do trabalho kangwe
Corpo do trabalho kangwe
Evonaldo Gonçalves Vanny
 
Características do ensino jesuítico no Brasil Colônia
Características do ensino jesuítico no Brasil ColôniaCaracterísticas do ensino jesuítico no Brasil Colônia
Características do ensino jesuítico no Brasil Colônia
Phrancisco Domiciano
 
A história da educação no brasi1
A história da educação no brasi1A história da educação no brasi1
A história da educação no brasi1
Marcia Alves de Oliveira
 
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMA
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMAProcesso histórico da EJA no Brasil - IFMA
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMA
Leandro Marques
 
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologiaaula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
antoniocarlosim35
 
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
Faga1939
 
Educação um salto para o futuro
Educação    um salto para o futuroEducação    um salto para o futuro
Educação um salto para o futuro
CIRINEU COSTA
 

Semelhante a Educacao colonial em mocambique (20)

8069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
8069 texto do artigo-22770-1-10-201512218069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
8069 texto do artigo-22770-1-10-20151221
 
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe AssunçãoPOLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - Prof. Noe Assunção
 
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educaçãoFundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
Fundamentos históricos sociológicos e filosóficos da educação
 
Artigo de Educação do Campo
Artigo de Educação do CampoArtigo de Educação do Campo
Artigo de Educação do Campo
 
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦duloC+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
C+¦pia de artigo ed do campo.m+¦dulo
 
Artigo Educação do campo
Artigo Educação do campoArtigo Educação do campo
Artigo Educação do campo
 
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdfEducacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
Educacao do campo - um olhar panoramico (1).pdf
 
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
_ciencia__tecnologia_e_educacao_no_brasil-ppt.ppt
 
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃOATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
ATPS HISTORIA DA EDUCAÇÃO
 
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
2 abordagem histórica do ensino religioso no brasil
 
Educação Comparada - Bolívia
Educação Comparada - BolíviaEducação Comparada - Bolívia
Educação Comparada - Bolívia
 
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdfAPRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
APRESENTAÇÃO EJA PRONTO.pdf
 
Educação no Campo
Educação no CampoEducação no Campo
Educação no Campo
 
Corpo do trabalho kangwe
Corpo do trabalho kangweCorpo do trabalho kangwe
Corpo do trabalho kangwe
 
Características do ensino jesuítico no Brasil Colônia
Características do ensino jesuítico no Brasil ColôniaCaracterísticas do ensino jesuítico no Brasil Colônia
Características do ensino jesuítico no Brasil Colônia
 
A história da educação no brasi1
A história da educação no brasi1A história da educação no brasi1
A história da educação no brasi1
 
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMA
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMAProcesso histórico da EJA no Brasil - IFMA
Processo histórico da EJA no Brasil - IFMA
 
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologiaaula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
aula dia 17.ppt Ensino brasileiro , tecnologia
 
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL AO LONGO DA HISTÓRIA E OS REQUISITOS PARA SE...
 
Educação um salto para o futuro
Educação    um salto para o futuroEducação    um salto para o futuro
Educação um salto para o futuro
 

Último

planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
HelenStefany
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Mauricio Alexandre Silva
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
AdrianoMontagna1
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
TiagoLouro8
 
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidadeAula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
AlessandraRibas7
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
Manuais Formação
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
ARIADNEMARTINSDACRUZ
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
Manuais Formação
 
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdfConcurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
TathyLopes1
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃOAUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
FernandaOliveira758273
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
katbrochier1
 
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologiaPedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Nertan Dias
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
sjcelsorocha
 
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junhoATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
Crisnaiara
 
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
samucajaime015
 
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdfAula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
Marília Pacheco
 

Último (20)

planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
 
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidadeAula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
Aula de filosofia sobre Sexo, Gênero e sexualidade
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
 
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdfConcurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
Concurso FEMAR Resultado Final Etapa1-EmpregoscomEtapaII.pdf
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
 
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃOAUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologiaPedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
 
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junhoATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
ATIVIDADES de alfabetização do mês de junho
 
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
Aula de fundamentos de Programação Orientada a Objeto na linguagem de program...
 
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdfAula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
Aula Aberta_Avaliação Digital no ensino basico e secundário.pdf
 

Educacao colonial em mocambique

  • 1. A EDUCAÇÃO COLONIAL EM MOÇAMBIQUE (1930 – 1974)
  • 2. Educação Colonial em Moçambique (1930-1974) O período em referência (1930-1974) inicia com o decreto de João Belo datado de 13 de Outubro de 1926. Este decreto veio revigorar a intervenção das missões católicas a nível das colónias Portuguesas extinguindo, desse modo, as missões laicas ou as missões civilizadoras. É neste período em que regista-se uma estreita ligação entre o Estado e a Igreja no que concerne à educação dos indígenas, ou seja, as populações negras, iletradas e incivilizadas no entender do colonizador. O acasalamento entre o Estado e a Igreja foi reforçado através de dois instrumentos oficiais nomeadamente o Acordo Missionário (de acordo com o qual as missões eram corporações religiosas e instâncias ou entidades económicas para a moralização dos indígenas e preparação dos futuros trabalhadores rurais) e o Estatuto Missionário (que considerava as missões católicas Portuguesas como instituições de utilidade imperial e sentido eminentemente civilizador). 12/07/2017 2
  • 3. Objectivos da educação colonial Várias reformas e estratégias de intervenção político-religiosa foram postas em prática com o intuito de:  Inculcar no indígena a ideologia colonial através das escolas-missões;  Transmitir no indígena a consciência de cidadão Português e difundir a língua e os costumes Portugueses;  Enfraquecer e destruir as estruturas sócias, culturais e económicas indígenas;  Moralizar os indígenas, ou seja, prepará-los para futuramente tornarem-se trabalhadores rurais e artífices, contribuindo, desse modo, para as receitas do Estado Português bem assim tornarem-se cada vez mais úteis para si próprios e suas famílias;  Formar cidadãos capazes de prestar serviços relevantes na máquina administrativa Portuguesa. 12/07/2017 3
  • 4. Cont… A Educação Colonial (Política Educativa Colonial) visava, fundamentalmente, assegurar a hegemonia Política e a direcção cultural da classe colonial dominante sobre as sociedades ditas tradicionais, primitivas, incivilizadas, rudes, e estagnadas no grau zero da temperatura da História. Para a materialização dos objectivos acima, o Governo Colonial muniu os Missionários Católicos de uma vasta torrente de preconceitos racistas e etnocêntricos (o que levava o indígena a sentir-se inferior ao branco). Desse modo, os indígenas eram oprimidos das mais variadas formas. 12/07/2017 4
  • 5. Organização do Sistema de Educação Colonial A organização escolar de Moçambique e os respectivos programas curriculares obedeciam ao plano de ensino nacional seguido em todos os territórios de Portugal na época. Assim, o Sistema de Educação Colonial organizava-se em dois subsistemas:  Ensino oficial, destinado aos filhos dos colonos ou assimilados, predominava nas cidades e vilas e era supervisionada pelo Estado; e  Ensino rudimentar, reservado aos “indígena”/nativos, e desenvolvia-se nas zonas rurais, em escolas das missões controladas pela igreja. Este ensino foi engenhosamente concebido para a opressão, dominação, humilhação, descriminação dos povos autóctones de Moçambique. O Governo Colonial advoga, de facto, uma separação cada vez mais acentuada entre o ensino das crianças indígenas e o das (crianças) civilizadas. O Diploma Legislativo n° 238, de 17 de Maio de 1930 torna isso evidente, ele justificava a separação dos objectivos de cada ensino. Enquanto o ensino indígena visava "elevar gradualmente da vida selvagem à vida civilizada dos povos cultos, o ensino elementar para os "não-indígenas" tinha como fim dar a criança os instrumentos fundamentais de todo o saber e as base de uma cultura geral preparando-a para a vida a social". 12/07/2017 5
  • 6. Cont… Foi em 1930 que se estabeleceu a primeira escola de formação de Professores para as escolas primárias rudimentares e foram introduzidas varias reformas a nível do ensino. O sistema de ensino indígena passou, então, a organizar-se em: I. Ensino Primário Rudimentar, era destinado aos moçambicanos não assimilados, estava virado à civilização e nacionalização dos indígenas, e consistia em 3 classes sendo as idades de ingresso sete, oito e nove anos respectivamente; tinha o Catecismo como disciplina nuclear, a partir do estatuto missionário de 1941, passou a cargo das missões católicas, e o Estado intervinha na concessão de programas e de certificados de exames. II. Ensino Profissional Indígena, direccionado à formação técnico- profissional, Ensino normal: com vista a habilitar professores indígenas para as escolas rudimentares e, por sua vez, subdividia-se em: a) Escola de Artes e Ofícios, com 4 classes, destinadas para rapazes e previa a permanência de dois a três anos em cada uma das três primeiras classes, sendo ilimitado o tempo de permanência na quarta e última classe; b) Escolas Profissionais femininas com apenas duas classes.12/07/2017 6
  • 7. Características da Pedagogia Colonial  Discriminação aos indígenas e existência de dois tipos de educação: um para indígenas e outro para brancos e assimilados;  Unidade entre a Igreja e o Ensino e destinava-se a exploração e participação activa no desenvolvimento da metrópole-Portugal;  Limitação de acesso na escola na base da idade;  A diversificação de escolas, uns estudavam para trabalhar como subalternos e outros, como dirigentes, e desse modo garantir, a partir da escola, a organização da actividade do sector industrial e comercial, e a unidade linguística e social na colónia;  Complexo de superioridade do branco em relação ao negro patente em livros de leitura usados nas escolas.  Emprego do catecismo como disciplina nuclear; Para Belchior, as características principais do ensino no período em referência eram a "feição nacionalista e prática", que se traduzia na obrigatoriedade nas escolas do uso e do ensino da língua portuguesa, tolerando o uso da "língua indígena" somente no ensino da religião, e na obrigatoriedade do pessoal docente, quando africano, ser todo de nacionalidade portuguesa através da política de assimilação.12/07/2017 7
  • 8. Consequência do sistema para Moçambique  Para Dias Belchior os resultados obtidos nas escolas oficializadas eram os mais baixos em relação a outros tipos de ensino.  A educação colonial não era abrangente, a título meramente exemplificativo, em 1954 a taxa de analfabetismo em Moçambique era a mais alta a nível do continente africano chegando a atingir 95% da população indígena e cerca de 25% da população portuguesa estabelecida em Moçambique.  A identificação do Estado português com a igreja Católica impediu o desenvolvimento da educação em Moçambique. 12/07/2017 8
  • 9. 8. Conclusão Em todo período da história de Moçambique não fica claro a implementação de um sistema educativo na qual o nativo (Moçambicano) esteve directamente envolvido em defesa dos seus interesses, sua cultura e acima de tudo uma educação para o benefício da sua sociedade. Os programas de educação levados a cabo pelo colono nos anos 1930 sob a responsabilidade da igreja (através do estatuto do missionário) serviam para assegurar objectivos económicos de exploração das riquezas das colónias que era a base real do mito e para a materialização deste objectivo foram abertas escolas de arte e ofício a vários níveis. O sistema educativo colonial era discriminatório de tal sorte que limitava os povos indígenas em termos progressão académico- profissional comparativamente aos filhos dos colonos; Porém, ainda que a escola colonial fosse uma instituição nova para a maioria do povo vivendo em zonas rurais, a educação tradicional nunca perdeu seu espaço na educação de gerações, sobretudo nas comunidades rurais. Essa educação sempre desenvolveu, preservou e veiculou a cultura do povo, aqui entendida como afirmação de identidade e de poder. Pela educação tradicional o povo afirmou a sua personalidade e suas visões de mundo, através dela o povo mantém a sua identidade profunda e o respeito de ser assumidamente ele mesmo, pelo menos nas zonas rurais. 9
  • 10. Bibliografia Mazula, B. (1995). Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique: 1975-1985. Portugal, Porto: Edições Afrontamento A Educação Colonial de 1930 a 1974. Disponível em: http://www.macua.org/livros/Aeducacaocolonialde1930a 1974.htm. 12/07/2017 10