Resumo dos textos de Alina Villalva, Inês Sim-Sim, Inês Duarte e Maria Helena
                                    Mira Mateus



   A espécie humana possui uma disposição natural para a aquisição da linguagem,
através de um mecanismo cognitivo universal e genético, adquirindo, de um modo
natural e espontâneo, um sistema linguístico inserido numa dada comunidade
linguística (língua materna). Esta aquisição compreende um conjunto de regras
específicas desse sistema, tais como, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e
pragmática.

  A capacidade que o homem possui para compreender inúmeras expressões
linguísticas (faculdade da linguagem) torna-o proficiente na actividade de receber
transformar e transmitir informação através da linguagem. Todavia, é necessária a sua
compreensão, decifrando a cadeia fónica, e a sua capacidade de produção de
mensagens linguísticas.

  As línguas naturais desenvolvem-se de um modo espontâneo no interior de uma
comunidade enquanto as línguas artificiais são traçadas por uma pessoa ou por um
grupo restrito, num curto espaço de tempo e têm um propósito aquando da sua
construção.

  O acto de trocas de informação entre dois ou mais interlocutores (comunicação)
surge por intermédio de várias formas, não sendo este processo equivalente à
linguagem, ou seja, a linguagem utiliza mecanismos de suporte, quer extralinguísticos
ou paralinguístico, e abarca um sistema complexo de símbolos convencionados pela
comunidade linguística a que pertence. Para comunicar é necessário conhecer o
código/sistema linguístico comum aos interlocutores e utilizar o canal de comunicação
adequado.

   Os processos de aquisição e aprendizagem, apesar de diferentes, relacionam-se
entre si em diversas situações, nomeadamente no desenvolvimento do indivíduo, por
isso, é essencial o conhecimento, por parte dos docentes, de processos inerentes à
aquisição da linguagem, principalmente para os educadores que de alguma forma
contactam com crianças de faixas etárias em que o desenvolvimento da linguagem
está a decorrer.

  Um educador/professor deverá ser proficiente em língua portuguesa, uma vez que
será o docente um dos responsáveis pelo imput linguístico transmitido às crianças e,
ainda, porque possuirá as competências necessárias à identificação do nível de



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desenvolvimento linguístico, podendo ainda providenciar estratégias para um
progressivo desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento do aluno face à sua língua.

  Um profissional na área da língua portuguesa deverá apropriar-se de um conjunto
de competências inerentes à sua orientação e intervenção educativa, de modo a que a
sua função de leccionar seja bem sucedida.




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Resumo textos idp

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    Resumo dos textosde Alina Villalva, Inês Sim-Sim, Inês Duarte e Maria Helena Mira Mateus A espécie humana possui uma disposição natural para a aquisição da linguagem, através de um mecanismo cognitivo universal e genético, adquirindo, de um modo natural e espontâneo, um sistema linguístico inserido numa dada comunidade linguística (língua materna). Esta aquisição compreende um conjunto de regras específicas desse sistema, tais como, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática. A capacidade que o homem possui para compreender inúmeras expressões linguísticas (faculdade da linguagem) torna-o proficiente na actividade de receber transformar e transmitir informação através da linguagem. Todavia, é necessária a sua compreensão, decifrando a cadeia fónica, e a sua capacidade de produção de mensagens linguísticas. As línguas naturais desenvolvem-se de um modo espontâneo no interior de uma comunidade enquanto as línguas artificiais são traçadas por uma pessoa ou por um grupo restrito, num curto espaço de tempo e têm um propósito aquando da sua construção. O acto de trocas de informação entre dois ou mais interlocutores (comunicação) surge por intermédio de várias formas, não sendo este processo equivalente à linguagem, ou seja, a linguagem utiliza mecanismos de suporte, quer extralinguísticos ou paralinguístico, e abarca um sistema complexo de símbolos convencionados pela comunidade linguística a que pertence. Para comunicar é necessário conhecer o código/sistema linguístico comum aos interlocutores e utilizar o canal de comunicação adequado. Os processos de aquisição e aprendizagem, apesar de diferentes, relacionam-se entre si em diversas situações, nomeadamente no desenvolvimento do indivíduo, por isso, é essencial o conhecimento, por parte dos docentes, de processos inerentes à aquisição da linguagem, principalmente para os educadores que de alguma forma contactam com crianças de faixas etárias em que o desenvolvimento da linguagem está a decorrer. Um educador/professor deverá ser proficiente em língua portuguesa, uma vez que será o docente um dos responsáveis pelo imput linguístico transmitido às crianças e, ainda, porque possuirá as competências necessárias à identificação do nível de 1
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    desenvolvimento linguístico, podendoainda providenciar estratégias para um progressivo desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento do aluno face à sua língua. Um profissional na área da língua portuguesa deverá apropriar-se de um conjunto de competências inerentes à sua orientação e intervenção educativa, de modo a que a sua função de leccionar seja bem sucedida. 2