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Profª. Ma.: Helen Lemes
Aula 4: Denotação e Conotação;
Coesão e Coerência; Competência
lexical; Semântica e pragmática e o
processo de formação das palavras.
Estudo das palavras: o
sentido na Linguagem
Jurídica
UNIALFA ABRE AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO
COCA-COLA DE REDAÇÃO
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Coca-Cola de Redação. O objetivo
é incentivar a leitura e a prática em produção de texto entre os alunos
do UNIALFA - Centro Universitário Alves Faria, premiando e divulgando os
melhores trabalhos apresentados. A redação será um texto dissertativo -
argumentativo com, no mínimo, uma lauda, sobre um tema da atualidade,
apresentado aos candidatos no momento da realização. Podem participar todos os
alunos/as matriculados do primeiro ao penúltimo período, nos cursos de
graduação do UNIALFA, desde que estejam em dia com suas mensalidades.
Haverá uma premiação por curso e uma premiação geral, não cumulativas.
Premiação por curso: será premiado com uma mensalidade o autor da melhor
redação de cada curso. Premiação geral: o 1º colocado será premiado com quatro
mensalidades; o 2º com três; e o 3º com duas mensalidades. Atenção às
regras! Elas são muito importantes e podem levar a desclassificação do
participante. Leia o regulamento.
Inscrição do dia 03/03 à 13/04
LINGUAGEM DENOTATIVA E CONOTATIVA
Aquele homem é um cara de pau.
Na empresa onde eu
trabalho,vivo engolindo sapos.
Quando a linguagem está
no sentido denotativo,
significa que ela está sendo
utilizada em seu sentido
literal, ou seja, o sentido que
carrega o significado básico
das palavras, expressões e
enunciados de uma língua.
Em outras palavras, o sentido
denotativo é sentido real.
COESÃO E COERÊNCIA
 O conceito de coerência refere-se ao nexo entre ideias,
acontecimentos, circunstâncias. A coerência é um
resultado da não contradição entre as partes do texto e
do texto em relação ao mundo. É um instrumento que o
autor vai usar para conseguir encaixar as "peças" do texto
e dar sentido completo a ele.
 Todo texto é composto por uma macroestrutura e uma
microestrutura. A macroestrutura refere-se à coerência,
ou seja, à manutenção da mesma referência temática em
toda extensão. Para que ela exista é necessário:
 a) harmonia de sentido de modo a não ter nada ilógico, nada
desconexo;
 b) relação entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido;
 c) as partes devem estar inter-relacionadas;
 d) expor uma informação nova e expandir o texto;
 e) não apresentar contradições entre as ideias;
 f) apresentar um ponto de vista, uma nova visão de mundo
COESÃO E COERÊNCIA
 Mas, a coerência é uma característica textual que depende
da interação do texto, do seu produtor e daquele que
procura compreendê-lo. Muito depende do receptor, de seu
conhecimento de mundo, da situação de produção do texto
e do grau de domínio dos elementos linguísticos
constantes do texto.
 Veja no exemplo:
Eu gosto tanto de frango, mas tenho medo de gripe
aviária.
- Ah, mas só dá na Ásia, responderam.
-Justo na parte de que eu mais gosto!?
(Folha de São Paulo, 18 de março de 2006, p. E13)
COESÃO E COERÊNCIA
 Tipos de Coerência
 Coerência semântica (relação dos significados dos
elementos das frases em sequência)
 Coerência sintática (refere-se a conectivos, pronomes)
Ex: Educação, problema universal que por direito todo
indivíduo deve ter acesso.
COESÃO E COERÊNCIA
 Coerência estilística (mistura de registros linguísticos)
Ex:Uso de gírias em textos acadêmicos.
 Coerência pragmática (sequência de atos de fala) Os atos
da fala devem satisfazer as condições presentes em uma
dada situação comunicativa.
-Você pode me emprestar seu livro do Guimarães Rosa?
- Hoje eu comi um chocolate que é uma delícia.
COESÃO E COERÊNCIA
 Exemplos de textos incoerentes em anúncios.
COESÃO E COERÊNCIA
 A microestrutura refere-se à coesão
 Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os
elementos de um texto.
 Diz respeito às articulações gramaticais existentes entre
as palavras, orações, frases, parágrafos e partes
maiores de um texto que garantem sua conexão
sequencial.
COESÃO E COERÊNCIA
 Para que o texto seja coeso, deve seguir pelo menos
um dos mecanismos de coesão:
 a) Retomada de termos, expressões ou frases já ditas.
 b) Encadeamento de segmentos do texto, feito com
conectores ou operadores discursivos, tais como então,
portanto, mas, já que, porque...
COESÃO E COERÊNCIA
 Tipos de Coesão
 Coesão por referência (são elementos de referência os
pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e os
advérbios de lugar.)
Ex: Foi à Europa e lá foi feliz.
 Coesão lexical:
 1) Por repetição de palavras: não pode ser vista sempre
de forma negativa. Ás vezes, ela cumpre uma função no
texto: produzir efeito de ênfase, de reforço, de
intensificação, e serve sobretudo para marcar a
continuidade do tema.
COESÃO E COERÊNCIA
 2) Por Sinônimos: os sinônimos tem a função de criar
nexos entre as referências, proporcionando-lhe unidade.
Por essa razão, é melhor que a substituição de uma
palavra por outra de sentido equivalente seja vista dentro
de um texto e não isoladamente.
 Em Petrópolis, onde viveu alguns anos, primeiro num
sobradão da Rua Primeiro de Março, depois num
bangalô na Independência, visitei-a muitas vezes, e saía
sempre de sua casa carregado de livros que ela me dava.
 3) Por antônimos: a exploração dos opostos pode dar-se
por:
 Opostos graduáveis: bonito X feio.
 Opostos não graduáveis: masculino X feminino.
 Opostos direcionais: ir X vir.
 Opostos conversos: comprar X vender.
COESÃO E COERÊNCIA
 Até a Academia Brasileira de Letras, que deveria ser um
bastião da liberdade de opinião, censurou há pouco a
transmissão de uma palestra sobre história da arte e sexo.
 4) Por hiperônimo: para estabelecer a progressão textual.
 Machado de Assis escreveu quatro ou cinco romances e
algumas dezenas de contos de grande categoria. São
livros que se tornaram clássicos da literatura.
 5) Por apresentação de termos genéricos (hiperônimos)
para, em seguida, exposição de termos específicos, mais
concretos: hipônimos.
 Depois de 30 anos e 20 espetáculos no currículo, além de
novelas e filmes, é difícil acompanhar o ritmo atual de
vida [a de Vladimir Brichta]. Ele está em cartaz com a peça
Arte, no teatro Renaissance, em São Paulo.
COESÃO E COERÊNCIA
 6) Por descrições caracterizadoras e paráfrases:
 O homem, separado, com dois filhos, recolhe na casa a
nova amante. Mal sabe que a boa-pinta é foragida da
polícia por crime de morte.
 Sabemos que amante não é o mesmo que boa-pinta, mas
no texto essas duas unidades lexicais foram utilizadas com
valor equivalente e proporcionam a continuidade
referencial, porque a informação posterior retoma uma
informação anterior.
COESÃO E COERÊNCIA (DESAFIO)
 Texto sem elementos de coesão
“...É só isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte não tem o
que dizer, são só palavras, saiba que o que eu sinto não
mudará...” (composição: Vanessa Da Mata feat. Ben
Harper)
RESPOSTA AO DESAFIO
 Se é só isso, então não tem mais jeito, por isso acabou,
desejo-lhe boa sorte e não se preocupe não tem nada o
que dizer, isso são só palavras, mas saiba que e o que
eu sinto por você não mudará...”
COESÃO E COERÊNCIA
 Elementos que estabelecem a coesão
 Pronomes relativos - (que, quem, o(s), a(s), qual(is),
cujo(s), onde, como e quanto
 Pronomes possessivos – meu, minha, seu, nosso etc.
 Pronomes pessoais – ele(s), ela(s), lhe etc.
 Pronomes demonstrativos – esse(a), este(s), isso, aquilo,
aqueles.
 Artigos definidos e indefinidos – o(s), a(s), um, uns, umas
 Conjunções – se, mas, e, ou, porque, embora, logo, pois,
portanto, quando etc.
 Preposições – a, até, de, em , para etc.
 Advérbios – ontem, amanhã, aqui, lá, tarde etc.
COMPETÊNCIA LEXICAL
 Em território das palavras, Irandé Antunes (2012, p. 14)
afirma que para conseguir competência em falar, ler,
compreender e escrever, “é necessário conhecer, ampliar e
explorar o território das palavras, tão bem ou melhor do que
o território da gramática”.
 O léxico de uma língua é o repertório de palavras de uma
língua, um conjunto de itens à disposição dos usuários da
língua, para entender às suas necessidades de
comunicação. Ele é a memória dinâmica, que se
movimenta constantemente, que se reformula constante e
paulatinamente.
 A própria língua funciona sob a égide da ambiguidade e da
polissemia. Não podemos lamentar o que faz parte
intrínseca de sua condição de existência.
COMPETÊNCIA LEXICAL
 Hoje, usamos normalmente o pronome você, no nosso
relacionamento diário, com pessoas de nossa faixa etária,
conhecidas, etc., mas nem sempre foi assim. Você
originou-se de vossa mercê que deu vossemecê que deu
vosmecê que deu você. E espero não dar cê :]
 O português veio do latim vulgar (latim falado pelo povo e,
portanto, rico em novidades linguísticas). A língua está em
constante movimento.
 É preciso ter consciência de que o léxico não é etiqueta,
não é rótulo que se põe nos objetos e acontecimentos.
 A língua não é espelho que reflete o mundo.
 Imexível, lacanagem (Lacan e sacanagem), pessoísmo
(Fernando Pessoa), treinabilidade (Tite).
SEMÂNTICA PRAGMÁTICA
 A Pragmática analisa a linguagem considerando a
influência do contexto comunicacional, extrapolando assim
a visão da Semântica e da Sintaxe.
 Trata-se do ramo da linguística que analisa o uso concreto
da linguagem pelos falantes da língua em seus variados
contextos. A Pragmática extrapola a significação dada às
palavras pela semântica e pela sintaxe, observando o
contexto extralinguístico em que estão inscritas; ou seja,
ocupa-se da observação dos atos de fala e suas
implicações culturais e sociais.
 Exemplo o texto “Tragédia brasileira” (pág 89, edição
antiga).
SEMÂNTICA PRAGMÁTICA
 A interpretação pode depender crucialmente da situação
não linguística em que a frase é pronunciada. Essa
dependência se manifesta de dois modos:
1) Condições de felicidade: características de situação.
2) Dêiticos, anafóricos: expressões que variam em função
da situação de fala.
 Neologismo: Podemos dizer que neologismo é toda
palavra que não existia e passou a existir, independente
do tempo de vida.
 Transitória: aparece em um determinado grupo e se
espalha para os demais. Pode tanto ser esquecida, como
pode se tornar parte do vocabulário da língua: mensalão.
 Permanente: surge rapidamente, mas por ser muito
utilizada, acaba por se estabelecer de vez no idioma e se
tornar parte do léxico: deletar.
SOBRE O SEMINÁRIO
 Data: 12/03/2020
 Valor: 2,0
 Grupo 1: classificação dos Estados;
 Fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o
pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das
ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média,
retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o
homem como medida de todas as coisas) presente outrora no
pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual
permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas
aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a
retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade
republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”,
como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do
humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo
político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma
realeza detentora da coroa.
SOBRE O SEMINÁRIO
 Grupo 2: como conquistar e conservar os Estados;
 É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela
convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um
momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais
e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo
um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma
dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite
burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia
de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e
desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades
necessárias, isto é, da virtude, poderia garantir a estabilidade e defesa
de sua cidade contra outras vizinhas. A legitimação do poder seria
algo fundamental para a questão da conquista e preservação do
Estado.
SOBRE O SEMINÁRIO
 Grupo 3: análise do papel dos militares
 Maquiavel abre sua obra clássica acerca da guerra com a frase que
orienta toda a sua exposição: “Muitos, Lorenzo, tiveram e têm esta
opinião: que não há nada que tenha menos relação uma com a outra,
nem que seja tão dessemelhante, quanto a vida civil da militar...
Contudo, se se considerassem as antigas ordens, não se encontrariam
coisas mais unidas, mais conformes e que, necessariamente, uma
amasse tanto a outra quanto estas”(1). A maneira como Maquiavel se
aproxima dos problemas militares não é a de um técnico que descreve
as particularidades da organização e tática militares. Ele observou o
papel decisivo que a atividade militar exerce na política e concluiu disso
que um Estado garante sua existência e grandeza somente se o poder
militar cumpre sua função no poder político: “um Estado só pode fundar
sua segurança nos seus próprios exércitos”
SOBRE O SEMINÁRIO
 Grupo 4: conselhos aos políticos para manutenção
do poder.
 Em suas páginas, o governante poderia aprender como
planejar e meditar sobre seus atos para manter a
estabilidade do Estado, do governo, uma vez que
Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis
para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para
autores especializados em sua vida e obra, Nicolau
Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de
reaproximação do governo Médici, embora não tenha
logrado êxito num primeiro momento.

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Estudo das palavras (aula 5)

  • 1. Profª. Ma.: Helen Lemes Aula 4: Denotação e Conotação; Coesão e Coerência; Competência lexical; Semântica e pragmática e o processo de formação das palavras. Estudo das palavras: o sentido na Linguagem Jurídica
  • 2. UNIALFA ABRE AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO COCA-COLA DE REDAÇÃO Estão abertas as inscrições para o Prêmio Coca-Cola de Redação. O objetivo é incentivar a leitura e a prática em produção de texto entre os alunos do UNIALFA - Centro Universitário Alves Faria, premiando e divulgando os melhores trabalhos apresentados. A redação será um texto dissertativo - argumentativo com, no mínimo, uma lauda, sobre um tema da atualidade, apresentado aos candidatos no momento da realização. Podem participar todos os alunos/as matriculados do primeiro ao penúltimo período, nos cursos de graduação do UNIALFA, desde que estejam em dia com suas mensalidades. Haverá uma premiação por curso e uma premiação geral, não cumulativas. Premiação por curso: será premiado com uma mensalidade o autor da melhor redação de cada curso. Premiação geral: o 1º colocado será premiado com quatro mensalidades; o 2º com três; e o 3º com duas mensalidades. Atenção às regras! Elas são muito importantes e podem levar a desclassificação do participante. Leia o regulamento. Inscrição do dia 03/03 à 13/04
  • 3. LINGUAGEM DENOTATIVA E CONOTATIVA Aquele homem é um cara de pau. Na empresa onde eu trabalho,vivo engolindo sapos. Quando a linguagem está no sentido denotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu sentido literal, ou seja, o sentido que carrega o significado básico das palavras, expressões e enunciados de uma língua. Em outras palavras, o sentido denotativo é sentido real.
  • 4. COESÃO E COERÊNCIA  O conceito de coerência refere-se ao nexo entre ideias, acontecimentos, circunstâncias. A coerência é um resultado da não contradição entre as partes do texto e do texto em relação ao mundo. É um instrumento que o autor vai usar para conseguir encaixar as "peças" do texto e dar sentido completo a ele.  Todo texto é composto por uma macroestrutura e uma microestrutura. A macroestrutura refere-se à coerência, ou seja, à manutenção da mesma referência temática em toda extensão. Para que ela exista é necessário:  a) harmonia de sentido de modo a não ter nada ilógico, nada desconexo;  b) relação entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido;  c) as partes devem estar inter-relacionadas;  d) expor uma informação nova e expandir o texto;  e) não apresentar contradições entre as ideias;  f) apresentar um ponto de vista, uma nova visão de mundo
  • 5. COESÃO E COERÊNCIA  Mas, a coerência é uma característica textual que depende da interação do texto, do seu produtor e daquele que procura compreendê-lo. Muito depende do receptor, de seu conhecimento de mundo, da situação de produção do texto e do grau de domínio dos elementos linguísticos constantes do texto.  Veja no exemplo: Eu gosto tanto de frango, mas tenho medo de gripe aviária. - Ah, mas só dá na Ásia, responderam. -Justo na parte de que eu mais gosto!? (Folha de São Paulo, 18 de março de 2006, p. E13)
  • 6. COESÃO E COERÊNCIA  Tipos de Coerência  Coerência semântica (relação dos significados dos elementos das frases em sequência)  Coerência sintática (refere-se a conectivos, pronomes) Ex: Educação, problema universal que por direito todo indivíduo deve ter acesso.
  • 7. COESÃO E COERÊNCIA  Coerência estilística (mistura de registros linguísticos) Ex:Uso de gírias em textos acadêmicos.  Coerência pragmática (sequência de atos de fala) Os atos da fala devem satisfazer as condições presentes em uma dada situação comunicativa. -Você pode me emprestar seu livro do Guimarães Rosa? - Hoje eu comi um chocolate que é uma delícia.
  • 8. COESÃO E COERÊNCIA  Exemplos de textos incoerentes em anúncios.
  • 9. COESÃO E COERÊNCIA  A microestrutura refere-se à coesão  Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto.  Diz respeito às articulações gramaticais existentes entre as palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto que garantem sua conexão sequencial.
  • 10. COESÃO E COERÊNCIA  Para que o texto seja coeso, deve seguir pelo menos um dos mecanismos de coesão:  a) Retomada de termos, expressões ou frases já ditas.  b) Encadeamento de segmentos do texto, feito com conectores ou operadores discursivos, tais como então, portanto, mas, já que, porque...
  • 11. COESÃO E COERÊNCIA  Tipos de Coesão  Coesão por referência (são elementos de referência os pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e os advérbios de lugar.) Ex: Foi à Europa e lá foi feliz.  Coesão lexical:  1) Por repetição de palavras: não pode ser vista sempre de forma negativa. Ás vezes, ela cumpre uma função no texto: produzir efeito de ênfase, de reforço, de intensificação, e serve sobretudo para marcar a continuidade do tema.
  • 12. COESÃO E COERÊNCIA  2) Por Sinônimos: os sinônimos tem a função de criar nexos entre as referências, proporcionando-lhe unidade. Por essa razão, é melhor que a substituição de uma palavra por outra de sentido equivalente seja vista dentro de um texto e não isoladamente.  Em Petrópolis, onde viveu alguns anos, primeiro num sobradão da Rua Primeiro de Março, depois num bangalô na Independência, visitei-a muitas vezes, e saía sempre de sua casa carregado de livros que ela me dava.  3) Por antônimos: a exploração dos opostos pode dar-se por:  Opostos graduáveis: bonito X feio.  Opostos não graduáveis: masculino X feminino.  Opostos direcionais: ir X vir.  Opostos conversos: comprar X vender.
  • 13. COESÃO E COERÊNCIA  Até a Academia Brasileira de Letras, que deveria ser um bastião da liberdade de opinião, censurou há pouco a transmissão de uma palestra sobre história da arte e sexo.  4) Por hiperônimo: para estabelecer a progressão textual.  Machado de Assis escreveu quatro ou cinco romances e algumas dezenas de contos de grande categoria. São livros que se tornaram clássicos da literatura.  5) Por apresentação de termos genéricos (hiperônimos) para, em seguida, exposição de termos específicos, mais concretos: hipônimos.  Depois de 30 anos e 20 espetáculos no currículo, além de novelas e filmes, é difícil acompanhar o ritmo atual de vida [a de Vladimir Brichta]. Ele está em cartaz com a peça Arte, no teatro Renaissance, em São Paulo.
  • 14. COESÃO E COERÊNCIA  6) Por descrições caracterizadoras e paráfrases:  O homem, separado, com dois filhos, recolhe na casa a nova amante. Mal sabe que a boa-pinta é foragida da polícia por crime de morte.  Sabemos que amante não é o mesmo que boa-pinta, mas no texto essas duas unidades lexicais foram utilizadas com valor equivalente e proporcionam a continuidade referencial, porque a informação posterior retoma uma informação anterior.
  • 15. COESÃO E COERÊNCIA (DESAFIO)  Texto sem elementos de coesão “...É só isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte não tem o que dizer, são só palavras, saiba que o que eu sinto não mudará...” (composição: Vanessa Da Mata feat. Ben Harper)
  • 16. RESPOSTA AO DESAFIO  Se é só isso, então não tem mais jeito, por isso acabou, desejo-lhe boa sorte e não se preocupe não tem nada o que dizer, isso são só palavras, mas saiba que e o que eu sinto por você não mudará...”
  • 17. COESÃO E COERÊNCIA  Elementos que estabelecem a coesão  Pronomes relativos - (que, quem, o(s), a(s), qual(is), cujo(s), onde, como e quanto  Pronomes possessivos – meu, minha, seu, nosso etc.  Pronomes pessoais – ele(s), ela(s), lhe etc.  Pronomes demonstrativos – esse(a), este(s), isso, aquilo, aqueles.  Artigos definidos e indefinidos – o(s), a(s), um, uns, umas  Conjunções – se, mas, e, ou, porque, embora, logo, pois, portanto, quando etc.  Preposições – a, até, de, em , para etc.  Advérbios – ontem, amanhã, aqui, lá, tarde etc.
  • 18. COMPETÊNCIA LEXICAL  Em território das palavras, Irandé Antunes (2012, p. 14) afirma que para conseguir competência em falar, ler, compreender e escrever, “é necessário conhecer, ampliar e explorar o território das palavras, tão bem ou melhor do que o território da gramática”.  O léxico de uma língua é o repertório de palavras de uma língua, um conjunto de itens à disposição dos usuários da língua, para entender às suas necessidades de comunicação. Ele é a memória dinâmica, que se movimenta constantemente, que se reformula constante e paulatinamente.  A própria língua funciona sob a égide da ambiguidade e da polissemia. Não podemos lamentar o que faz parte intrínseca de sua condição de existência.
  • 19. COMPETÊNCIA LEXICAL  Hoje, usamos normalmente o pronome você, no nosso relacionamento diário, com pessoas de nossa faixa etária, conhecidas, etc., mas nem sempre foi assim. Você originou-se de vossa mercê que deu vossemecê que deu vosmecê que deu você. E espero não dar cê :]  O português veio do latim vulgar (latim falado pelo povo e, portanto, rico em novidades linguísticas). A língua está em constante movimento.  É preciso ter consciência de que o léxico não é etiqueta, não é rótulo que se põe nos objetos e acontecimentos.  A língua não é espelho que reflete o mundo.  Imexível, lacanagem (Lacan e sacanagem), pessoísmo (Fernando Pessoa), treinabilidade (Tite).
  • 20. SEMÂNTICA PRAGMÁTICA  A Pragmática analisa a linguagem considerando a influência do contexto comunicacional, extrapolando assim a visão da Semântica e da Sintaxe.  Trata-se do ramo da linguística que analisa o uso concreto da linguagem pelos falantes da língua em seus variados contextos. A Pragmática extrapola a significação dada às palavras pela semântica e pela sintaxe, observando o contexto extralinguístico em que estão inscritas; ou seja, ocupa-se da observação dos atos de fala e suas implicações culturais e sociais.  Exemplo o texto “Tragédia brasileira” (pág 89, edição antiga).
  • 21. SEMÂNTICA PRAGMÁTICA  A interpretação pode depender crucialmente da situação não linguística em que a frase é pronunciada. Essa dependência se manifesta de dois modos: 1) Condições de felicidade: características de situação. 2) Dêiticos, anafóricos: expressões que variam em função da situação de fala.  Neologismo: Podemos dizer que neologismo é toda palavra que não existia e passou a existir, independente do tempo de vida.  Transitória: aparece em um determinado grupo e se espalha para os demais. Pode tanto ser esquecida, como pode se tornar parte do vocabulário da língua: mensalão.  Permanente: surge rapidamente, mas por ser muito utilizada, acaba por se estabelecer de vez no idioma e se tornar parte do léxico: deletar.
  • 22. SOBRE O SEMINÁRIO  Data: 12/03/2020  Valor: 2,0  Grupo 1: classificação dos Estados;  Fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média, retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o homem como medida de todas as coisas) presente outrora no pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”, como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma realeza detentora da coroa.
  • 23. SOBRE O SEMINÁRIO  Grupo 2: como conquistar e conservar os Estados;  É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades necessárias, isto é, da virtude, poderia garantir a estabilidade e defesa de sua cidade contra outras vizinhas. A legitimação do poder seria algo fundamental para a questão da conquista e preservação do Estado.
  • 24. SOBRE O SEMINÁRIO  Grupo 3: análise do papel dos militares  Maquiavel abre sua obra clássica acerca da guerra com a frase que orienta toda a sua exposição: “Muitos, Lorenzo, tiveram e têm esta opinião: que não há nada que tenha menos relação uma com a outra, nem que seja tão dessemelhante, quanto a vida civil da militar... Contudo, se se considerassem as antigas ordens, não se encontrariam coisas mais unidas, mais conformes e que, necessariamente, uma amasse tanto a outra quanto estas”(1). A maneira como Maquiavel se aproxima dos problemas militares não é a de um técnico que descreve as particularidades da organização e tática militares. Ele observou o papel decisivo que a atividade militar exerce na política e concluiu disso que um Estado garante sua existência e grandeza somente se o poder militar cumpre sua função no poder político: “um Estado só pode fundar sua segurança nos seus próprios exércitos”
  • 25. SOBRE O SEMINÁRIO  Grupo 4: conselhos aos políticos para manutenção do poder.  Em suas páginas, o governante poderia aprender como planejar e meditar sobre seus atos para manter a estabilidade do Estado, do governo, uma vez que Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para autores especializados em sua vida e obra, Nicolau Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de reaproximação do governo Médici, embora não tenha logrado êxito num primeiro momento.