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NATALE OLIVEIRA DE SOUZA
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de Souza, Natale Oliveira
Legislação do SUS Para Concursos / Série Concursos Públicos / Salvador: Concursos
PSI Empreendimentos Editoriais, 2015.
244 p.
Bibliografia
1. Saúde Pública – concursos. I. Concursos PSI II. Série Concursos Públicos.
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
Natale Oliveira de Souza
1ª Edição
© 2015 – Concursos PSI Empreendimentos Editoriais Ltda.
Editor
Anthonyoni Assis Tavares Lima
Revisão técnica
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Editoração
Editora Jardim Objeto
Preparação de originais e revisão
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Projeto Gráfico e Capa
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Diagramação
Claudio Frota
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NATALE OLIVEIRA DE SOUZA
E D I T R AE D I T R A
2015
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Dedicatória
A Deus, por me dar forças a cada amanhecer
Aos meus pais, que com as lutas da vida me fizeram ser o que sou
Ao meu filho, minha razão maior
Ao meu amor, pelo companheirismo, dedicação e cuidado
Aos meus pupilos, pela confiança no meu trabalho.
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Sumário
PREFÁCIO......................................................................................................................11
INTRODUÇÃO – História das políticas de saúde no Brasil para concursos públicos...13
CAPÍTULO 1– Como era antes do SUS.........................................................................15
A saúde na Colônia e no Império..................................................................... 15
Início da República (1889) até 1930 (República Velha)..................................... 16
O nascimento da Previdência Social................................................................. 15
Era Vargas (1930 a 1964)................................................................................ 16
Autoritarismo (1964 a 1984)........................................................................... 20
Fim da ditadura e Nova República (1985 a 1988)............................................. 22
Simulado: História........................................................................................... 26
CAPÍTULO 2  Constituição Federal de 1988 | Arts. 194 ao 200................................37
Artigos constitucionais.................................................................................... 38
Simulado: Constituição Federal de 1988.......................................................... 48
CAPÍTULO 3  Leis Orgânicas de Saúde (LOS) e suas particularidades
nos concursos públicos.............63
LOS nº 8.080/90.............................................................................................. 64
Simulado: LOS nº 8.080/90............................................................................. 96
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História das políticas de saúde
no Brasil para concursos públicos
AConstituição Federal de 1988 deu nova forma à saúde no Brasil, estabelecendo-a
como direito universal. A saúde passou a ser dever constitucional de todas as
esferas de governo – antes era apenas da União – e relativo ao trabalhador segurado.
O conceito de saúde foi ampliado e vinculado às políticas sociais e econômicas. A
assistência é concebida integralmente (preventiva e curativa). Definiu-se a gestão
participativa como importante inovação, assim como comando e fundos financeiros
únicos para cada esfera de governo. (BRASIL, 1988)
Antes da Constituição Federal de 1988, o Brasil não possuía política de saúde.
A saúde era excludente e contributiva, ou seja, apenas quem podia pagar
a medicina privada e quem contribua com a Previdência Social (Instituto
Nacional da Previdência Social – INPS) tinham acesso. À outra parte da
população cabia o atendimento nas Santas Casas de Misericórdia.
Ainda que a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) costume ser relacionada
diretamente ao movimento sanitário, o SUS só nasce com a promulgação da
Constituição Federal de 1988. O movimento sanitário traz os ideais da reforma e
solicita mudanças no setor saúde, tendo como marco a VIII Conferência Nacional
de Saúde (a primeira com participação popular).
INTRODUÇÃO
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Legislação do SUS | História das políticas de saúde no Brasil para concursos públicos
14
Para que possamos analisar o momento atual, é necessário conhecer os
determinantes históricos envolvidos nesse processo. Assim como somos frutos
do nosso passado e da nossa história, o setor saúde também sofreu as influências
de todo o contexto político-social pelo qual o Brasil passou ao longo do tempo.
(POLIGNANO, 2001)
Não há como entender o SUS que temos sem voltar no tempo. Para
compreendermos o nosso sistema de saúde, suas dificuldades e avanços, precisamos
viajar ao passado e perceber como as ações e os serviços de saúde eram ofertados
antes da criação de um sistema para todos.
Faz-se necessário o conhecimento de fatos históricos do Brasil, pois as bancas
cobram datas, períodos e fatos marcantes.
Para facilitar o entendimento, trataremos dos contextos político e social de cada
período histórico, descrevendo a situação sanitária, as ações e os serviços de cada
época, dando destaque aos fatos e temas constantes em provas.
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licos
Como era antes do SUS
A saúde na Colônia e no Império
A vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 determinou mudanças na
administração pública colonial, inclusive na área da saúde. Como sede provisória do
império português e principal porto do país, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se
centro das ações sanitárias. Fez-se necessário criar rapidamente centros de formação
de médicos – até então quase inexistentes, em razão, em parte, da proibição do ensino
superior nas colônias. Assim, por ordem real, foram fundadas, na primeira década
do século XIX, as academias médico-cirúrgicas, no Rio de Janeiro e na Bahia, logo
transformadas nas duas primeiras escolas de medicina do país. (BRASIL, 2011)
A vinda da família real para o Brasil tornou necessária uma estrutura sanitária
mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava na cidade do Rio de
Janeiro. Verifica-se que o interesse primordial estava limitado ao estabelecimento
do controle sanitário mínimo da capital do Império, tendência que se alongou por
quase um século.
Até 1850 as atividades de saúde pública limitavam-se:
•	 à delegação das atribuições sanitárias às juntas municipais;
•	 ao controle de navios e saúde dos portos.
Nesse período, não eram os problemas de saúde da população que demandavam
ações de saúde, mas aqueles diretamente ligados ao interesse econômico. Emerge
o modelo assistencial sanitarista/campanhista, considerado o primeiro modelo
de atenção no Brasil, com ações voltadas para grupos específicos e ações pontuais.
CAPÍTULO 1
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Legislação do SUS | Como era antes do SUS
16
Início da República (1889) até 1930 (República Velha)
A proclamação da República, em 1889, foi embalada pela ideia de modernização
do Brasil. A necessidade urgente de atualizar a economia e a sociedade, escravistas
até pouco antes, com o mundo capitalista mais avançado favoreceu a redefinição
dos trabalhadores brasileiros como capital humano.
O cenário político-econômico girava em torno da instalação do modo de produção
capitalista, com o surgimento das primeiras indústrias. Ainda assim, o modelo
predominante era agrário-exportador (café, borracha e açúcar). As condições de
trabalho e de vida das populações urbanas eram precárias; surgiam movimentos
operários–queresultaramemembriõesdeLegislaçãoTrabalhistaePrevidenciária.
Aliado a tudo isso, o quadro sanitário era caótico, devido à inexistência de
modelo sanitário, deixando as cidades à mercê das epidemias. Predominavam
as doenças transmissíveis, grandes epidemias e doenças pestilenciais – febre
amarela; varíola; tuberculose; sífilis; endemias rurais –, frutos dos processos
imigratórios e migratórios, da formação de aglomerados e das precárias
condições de saneamento básico.
Rodrigues Alves, então presidente do Brasil, nomeou Oswaldo Cruz diretor do
Departamento Federal de Saúde Pública; este se propôs a erradicar a epidemia de
febre amarela na cidade do Rio de Janeiro.
Verdadeiro exército de 1.500 pessoas passou a exercer atividades de desinfecção
no combate ao mosquito, vetor da febre amarela. A falta de esclarecimento e as
arbitrariedades cometidas pelos “guardas sanitários” revoltaram a população.
Esse modelo de intervenção ficou conhecido como campanhista, e foi concebido
dentro de uma visão militar em que os fins justificam os meios, e que considerava
o uso da força e da autoridade instrumentos preferenciais de ação.
Nesse mesmo período, deu-se a Revolta da Vacina, desencadeada pela Lei Federal
nº 1.261/1904, que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola.
Apesar das arbitrariedades e dos abusos cometidos, o modelo campanhista obteve
importantes vitórias no controle das doenças epidêmicas, conseguindo inclusive
erradicar a febre amarela da cidade do Rio de Janeiro, o que fortaleceu o modelo
proposto e o tornou hegemônico como proposta de intervenção na área da saúde
coletiva durante décadas.
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CAPÍTULO1
17
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
Atente para o movimento da Revolta da Vacina e o impacto causado no contexto
da saúde pela vacinação obrigatória contra a varíola.
O nascimento da Previdência Social
A acumulação capitalista advinda do comércio exterior possibilitou o início do
processo de industrialização no país, que se deu principalmente no eixo Rio de
Janeiro-São Paulo.
Tal processo foi acompanhado de urbanização crescente e da utilização de
imigrantes, principalmente europeus (italianos, portugueses), como mão de obra
nas indústrias, visto que os mesmos já possuíam grande experiência nesse setor,
muito desenvolvido na Europa.
Na época, os operários não tinham quaisquer garantias trabalhistas – férias;
jornada de trabalho definida; pensão; aposentadoria.
Osimigrantes,especialmenteositalianos(anarquistas),traziamconsigoahistória
do movimento operário na Europa e dos direitos trabalhistas, já conquistados pelos
trabalhadores europeus. Procuraram, então, mobilizar e organizar a classe operária
no Brasil na luta pela conquista dos seus direitos.
Em função das péssimas condições de trabalho existentes e da falta de garantias de
direitos trabalhistas, o movimento operário organizou e realizou duas greves gerais
no país, uma em 1917 e outra em 1919. Por meio destas, os operários começaram a
conquistar alguns direitos sociais.
Em 24 de janeiro de 1923, o Congresso Nacional aprovou a Lei Elói Chaves,
marco inicial da Previdência Social no Brasil. Por intermédio dessa lei
foram instituídas as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAPs).
O avanço do capitalismo no Brasil fez com que a classe trabalhadora exigisse
melhores condições de trabalho. Os primeiros movimentos grevistas, em 1917
e 1919, foram marcantes na nossa história, por resultarem na intervenção do
Estado frente às condições de trabalho. Podemos afirmar que a Lei Elói Chaves,
em1923,éomarcodaPrevidênciaSocialnoBrasil,ouseja,oprimeiromomento
em que o Estado faz a assunção de ações específicas para este grupo, por meio
da instituição das CAPs.
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Legislação do SUS | Como era antes do SUS
18
Características das CAPs:
•	 por instituição ou empresa;
•	 aposentadorias e pensões;
•	 serviços funerários, socorro médico para a família, medicamento
por preço especial;
•	 assistência por acidente de trabalho;
•	 financiamento e gestão: trabalhador e empregador;
•	 assistência médica para o empregado e a família.
Vale ressaltar que a primeira CAP foi a dos ferroviários, e a segunda a dos
marítimos; que as CAPs eram por empresa e que o Estado não participava do
financiamento das CAPs, logo, o financiamento era bipartite.
Sempre que questionado qual o marco inicial da Previdência no Brasil ou
em que momento o Estado assume a responsabilidade com os trabalhadores,
deve-se lembrar da Lei Elói Chaves e das CAPs. O fato de o Estado não
participar do financiamento não nega a primeira assertiva.
Era Vargas (1930 a 1964)
As crises do café e da política da República Velha desencadearam golpe de
Estado conhecido como Revolução de 30. A indústria, então, passou a ser a maior
responsável pelo acúmulo de capital.
O primeiro governo Vargas é reconhecido pela literatura como marco na
configuração de políticas sociais no Brasil. As mudanças institucionais a partir
de 1930 moldaram a política pública brasileira, estabelecendo arcabouço jurídico
e material que conformaria o sistema de proteção social até período recente.
(CAMPOS; FERREIRA, acesso em 07/05/14)
Em1933,asCAPssãounificadasesãocriadososInstitutosdeAposentadorias
e Pensões (IAPs), garantindo benefícios assegurados aos associados:
•	 aposentadoria;
•	 pensão, em caso de morte, para os familiares ou beneficiários;
•	 assistência médica e hospitalar;
•	 socorro farmacêutico, mediante indenização pelo preço do custo
acrescido das despesas de administração.
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CAPÍTULO1
19
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
Os IAPs surgem da necessidade de a política do Estado estender a todas as
categorias do operariado urbano organizado os benefícios da Previdência. O
primeiro IAP foi o dos marítimos (IAPM), e seu financiamento era tripartite (o
governo assumiu a gestão financeira).
Em 1941, acontece a I Conferência Nacional de Saúde (I CNS). A criação do
Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) ocorreu durante a 2ª Guerra Mundial,
como consequência do convênio firmado entre os governos brasileiro e norte-
americano, em 1942.
A Fundação de Serviços Especiais de Saúde Pública (FSESP) tinha como
atribuições centrais, naquele momento, sanear a Amazônia e a região do Vale do Rio
Doce, onde se produziam borracha e minério de ferro, matérias-primas estratégicas
para o esforço de guerra americano, tendo em vista os altos índices de malária e
febre amarela que atingiam os trabalhadores da região. Além disso, teve importante
papel no declínio da mortalidade infantil, devido a doenças imunopreveníveis.
A unificação das CAPs em IAPs é um dos fatos mais importantes da história da
Previdência no país. Com a criação dos IAPs, o governo assume a gestão financeira,
e as contribuições passam a ser por categoria profissional do operariado urbano.
O acesso aos serviços de saúde continua contributivo e excludente, e ainda
predomina o modelo sanitarista/campanhista.
São fatos marcantes do período:
•	 Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP).
•	 Criação da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAN)
•	 Ações concentradas na área de campanhas sanitárias (materno-infantil,
tuberculose, hanseníase, imunização).
•	 Manutenção de Postos e Centros de Saúde para os não previdenciários.
•	 Regulamentação das Leis Sindicais e surgimento dos IAPs por categorias.
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Legislação do SUS | Como era antes do SUS
20
Autoritarismo (1964 a 1984)
A partir de 1964, instala-se o regime militar, de caráter ditatorial e repressivo, que
procura utilizar-se de forças policiais, militares e dos atos de exceção para se impor.
O governo militar implantou reformas institucionais que afetaram
profundamente a saúde pública e a medicina previdenciária. A unificação
dos IAPs no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966,
concentrou todas as contribuições previdenciárias, ao mesmo tempo em que o
novo órgão passou a gerir as aposentadorias, as pensões e a assistência médica
de todos os trabalhadores formais, embora se excluíssem dos benefícios os
trabalhadores rurais e uma gama de trabalhadores urbanos informais.
Na década de 1970, a assistência médica financiada pela Previdência Social
conheceu seu período de maior expansão em número de leitos disponíveis,
cobertura e volume de recursos arrecadados, além de dispor do maior orçamento
de sua história. (CAMPOS; FERREIRA, acesso em 07/05/14)
Fragmentação do acesso aos serviços de saúde
Serviços de
saúde
filantrópicos
Consultórios e
clínicas privados
Centros e postos
de saúde pública
Perfil dos
programas (TB,
materno-infantil)
Atenção à saúde
aos que não
contribuíam
Esse sistema foi se tornando cada vez mais complexo, tanto do ponto de vista
administrativoquantofinanceiro,dentrodaestruturadoINPS,oqueacaboulevando
à criação de estrutura própria administrativa, o Instituto Nacional de Assistência
Médica da Previdência Social (INAMPS), em 1978. (POLIGNANO, 2001)
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CAPÍTULO1
21
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
Nesse contexto, o modelo médico privatista/curativo surge e se torna
hegemônico. Vale ressaltar que este modelo tem como foco a doença e o doente,
não atuando sobre as necessidades reais da população. Grandes hospitais são
criados para atendimento daqueles que contribuíam, fortalecendo o caráter
excludente das ações e serviços de saúde e ratificando o perfil contributivo. O
modelo sanitarista, porém, não deixa de existir.
A Conferência Internacional sobre a Atenção Primária à Saúde, realizada
em Alma-Ata (localizada no atual Cazaquistão) em 1978, foi o ponto
culminante na discussão contra a elitização da prática médica, bem como
contra a inacessibilidade dos serviços médicos às grandes massas populacionais.
Na Conferência, reafirmou-se ser a saúde um dos direitos fundamentais do
homem, sob a responsabilidade política dos governos, e reconheceu-se a sua
determinação intersetorial. (BRASIL, 2011)
A população com baixos salários, contidos pela política econômica e pela
repressão, passou a conviver com o desemprego e suas graves consequências sociais,
como o aumento da marginalidade, das favelas e da mortalidade infantil. O modelo
previdenciário de saúde começa a mostrar as suas mazelas:
•	 Por ter priorizado a medicina curativa, o modelo proposto foi incapaz de
solucionar os principais problemas de saúde coletiva, como as endemias,
epidemias e os indicadores de saúde (p. ex., mortalidade infantil).
•	 Aumentos constantes dos custos da medicina curativa, centrada na atenção
médico-hospitalar de complexidade crescente.
•	 Diminuição do crescimento econômico com a respectiva repercussão na
arrecadação do sistema previdenciário, reduzindo as suas receitas.
•	 Incapacidade do sistema em atender população cada vez maior de
marginalizados que, sem carteira assinada e contribuição previdenciária,
via-se excluída do sistema.
•	 Desvios de verba do sistema previdenciário para cobrir despesas de outros
setores e para a realização de obras por parte do Governo Federal.
•	 O não repasse pela União de recursos do Tesouro Nacional para o sistema
previdenciário, visto ser este tripartite (empregador, empregado e União).
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Legislação do SUS | Como era antes do SUS
22
Na tentativa de conter custos e combater fraudes, o governo criou, em 1981, o
Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária (CONASP)
ligado ao INAMPS. (POLIGNANO, 2001)
Segundo Polignano, o CONASP passa a absorver em postos de importância
alguns técnicos ligados ao movimento sanitário, o que dá início à ruptura, por
dentro, da dominância dos anéis burocráticos previdenciários. O plano inicia-se
pela fiscalização mais rigorosa da prestação de contas dos prestadores de serviços
credenciados, combatendo-se as fraudes.
O CONASP foi criado com o intuito de aumentar a produtividade, melhorar
a qualidade da assistência e equilibrar as ações ofertadas às populações urbana
e rural. Essas ações estão ligadas à formação desse conselho, que contava com
técnicos integrantes do movimento sanitário, que já estava se articulando.
AConferênciadeAlma-Atafoiaprimeiraconferênciaquetrouxeparadiscussão
a atenção primária, e o resultado de suas discussões disparou no mundo olhar
diferenciado para a maneira de ofertar ações e serviços de saúde. Podemos dizer que
as primeiras ações descentralizadas no Brasil, as Ações Integradas em Saúde (AIS),
que nascem entre 1983/84, são o marco inicial da atenção primária no Brasil.
Em 1983, foram criadas as AIS, projeto interministerial (Previdência-saúde-
educação), visando a novo modelo assistencial que incorporava o setor público,
procurando integrar ações curativas-preventivas e educativas. Assim, a Previdência
passa a comprar e pagar serviços prestados por estados, municípios, hospitais
filantrópicos, públicos e universitários. (POLIGNANO, 2001)
Fim da ditadura e Nova República (1985 a 1988)
O movimento das Diretas Já (1985) e a eleição de Tancredo Neves marcaram o
fim do Regime Militar, gerando diversos movimentos sociais, inclusive na área
de saúde, que culminaram na criação das Associações dos Secretários de Saúde
Estaduais (CONASS) ou Municipais (CONASEMS) e na grande mobilização
nacional por ocasião da realização da VIII Conferência Nacional de Saúde
(Congresso Nacional, 1986), que lançou as bases da reforma sanitária e do
Sistema Único Descentralizado de Saúde (SUDS).
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CAPÍTULO1
23
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
A VIII Conferência Nacional de Saúde (VIII CNS) foi o marco da reforma
sanitária do Brasil. Aconteceu em 1986 e foi a primeira conferência com
participação popular. Mas não podemos relacionar a VIII CNS, com a
institucionalização do SUS. Na CNS, são discutidos os ideais do SUS e a população
solicita mudanças nas ações e serviços. O SUS é institucionalizado em 1988, com
a promulgação da Constituição Federal (CF).
VIII CNS e a Constituição de 1988
A VIII CNS foi o marco da reforma sanitária, e esta foi mais do que uma reforma
setorial. O movimento sanitário emergia juntamente com outros, todos solicitando
o resgate da dívida social do período da ditadura militar.
Sobre a VIII CNS, é essencial saber que:
•	 Foi o grande marco da reforma sanitária brasileira.
•	 Contou pela primeira vez com a participação da população.
•	 Discutiu e aprovou a unificação do sistema de saúde.
•	 Contou com conceito ampliado de saúde.
•	 Entendeu saúde como direito de cidadania e dever do Estado.
•	 Instituiu um Sistema Único de Saúde.
•	 A partir dela se modificaram as bases de organização, deliberação e
representação das CNS.
A Constituição de 1988, no capítulo VIII da Ordem Social e na Seção II, Da
Saúde, define no Art. 196 que:
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
O SUS é definido pelo Art. 198 do seguinte modo:
As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada, e
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I. descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II. atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos
serviços assistenciais;
III. participação da comunidade.
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Legislação do SUS | Como era antes do SUS
24
Parágrafo único. O sistema único de saúde será financiado, com recursos do orçamento da
seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de
outras fontes.
Discorreremos melhor sobre os artigos constitucionais em capítulos futuros.
Até aqui, é importante correlacionar o movimento sanitário à conquista da
saúde na agenda política, por intermédio da inclusão dos Arts. 196 ao 200 na
CF de 1988, que foi a primeira Constituição a contemplar este tema.
Relembrando...
CAP (1923 - 1933)
IAP (1933 - 1966)
INPS (1966 - 1977)
INAMPS (1977 - 1993)
SUS (1988 - Atualidade)
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CAPÍTULO1
25
Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos
Para não esquecer:
1.	 Atentar para a Lei Elói Chaves, que cria as Caixas de Aposentadorias
e Pensões (CAPs), em 1923 – por grandes empresas; pode-se afirmar que
estas foram o marco inicial da Previdência no Brasil.
2.	 As CAPs foram unificadas em 1933, instituindo-se os Institutos de
Aposentadorias e Pensões (IAPs), por categoria profissional.
3.	 Em 1966, os IAPs são unificados e nasce o Instituto Nacional de
Previdência Social (INPS). Em 1978 é instituido o Instituto Nacional de
Assistência Médica da Previdência (INAMPS), ao qual só tinham acesso
os contribuintes. Era, portanto, sistema excludente.
4.	 A Conferência Internacional de Alma-Ata, em 1978, foi a primeira
a discutir cuidados primários na saúde, sendo a maior responsável
pelas primeiras ações no Brasil, que aconteceram em 1983/84 – Ações
Integradas em Saúde (AIS) –, Marco inicial da Atenção Primária e das
ações intersetoriais no Brasil.
•	 A VIII CNS, em 1986, foi o marco do movimento da reforma sanitária,
sendo a primeira com participação da sociedade civil.
•	 No período de 1987/89 surgiu o Sistema Único Descentralizado de Saúde
(SUDS), conhecido como estratégia ponte ou estadualização da saúde.
Em 1988 nasce o SUS, juntamente com a CF nos Arts. 196 ao 200.
•	 Em1990,osartigosconstitucionaissãoregulamentadospelasLeisOrgânicas
da Saúde (LOS): LOS nº 8.080/90 e LOS nº 8.142/90.
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Legislação do SUS para Concursos

  • 1. NATALE OLIVEIRA DE SOUZA Miolo SUS.indd 1 18/07/2015 01:23:12
  • 2. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/02/98. Proibida a reprodução de qualquer parte deste livro, sem autorização prévia, expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos, fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráficas. de Souza, Natale Oliveira Legislação do SUS Para Concursos / Série Concursos Públicos / Salvador: Concursos PSI Empreendimentos Editoriais, 2015. 244 p. Bibliografia 1. Saúde Pública – concursos. I. Concursos PSI II. Série Concursos Públicos. Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos Natale Oliveira de Souza 1ª Edição © 2015 – Concursos PSI Empreendimentos Editoriais Ltda. Editor Anthonyoni Assis Tavares Lima Revisão técnica Ana Vanessa de Medeiros Neves Editoração Editora Jardim Objeto Preparação de originais e revisão Leonardo Portella Projeto Gráfico e Capa Sergio Cabral Diagramação Claudio Frota Miolo SUS.indd 2 18/07/2015 01:23:12
  • 3. NATALE OLIVEIRA DE SOUZA E D I T R AE D I T R A 2015 Miolo SUS.indd 3 18/07/2015 01:23:13
  • 4. Dedicatória A Deus, por me dar forças a cada amanhecer Aos meus pais, que com as lutas da vida me fizeram ser o que sou Ao meu filho, minha razão maior Ao meu amor, pelo companheirismo, dedicação e cuidado Aos meus pupilos, pela confiança no meu trabalho. Miolo SUS.indd 5 18/07/2015 01:23:13
  • 5. Este livro conta com tecnologia de visualização de videoaulas, a partir do escaneamento de QR Code. Conforme avança em sua leitura, você encontrará, no final de cada capítulo, um QR Code, indicando a possibilidade de acessar, por meio de seu Smartphone ou Tablet, uma videoaula abrangendo o conteúdo em questão. Para tanto, siga as seguintes instruções: 1º) acesse a sua Loja de Aplicativos (Play Store, App Store, OVI, etc.); 2º) busque e instale um APP leitor de QR Code; 3º) abra o APP e posicione a câmara do Smartphone ou Tablet, conforme a figura abaixo; 4º) assista ao conteúdo da videoaula*. *Requer conexão à internet QR Codes Miolo SUS.indd 7 18/07/2015 01:23:13
  • 6. Sumário PREFÁCIO......................................................................................................................11 INTRODUÇÃO – História das políticas de saúde no Brasil para concursos públicos...13 CAPÍTULO 1– Como era antes do SUS.........................................................................15 A saúde na Colônia e no Império..................................................................... 15 Início da República (1889) até 1930 (República Velha)..................................... 16 O nascimento da Previdência Social................................................................. 15 Era Vargas (1930 a 1964)................................................................................ 16 Autoritarismo (1964 a 1984)........................................................................... 20 Fim da ditadura e Nova República (1985 a 1988)............................................. 22 Simulado: História........................................................................................... 26 CAPÍTULO 2  Constituição Federal de 1988 | Arts. 194 ao 200................................37 Artigos constitucionais.................................................................................... 38 Simulado: Constituição Federal de 1988.......................................................... 48 CAPÍTULO 3  Leis Orgânicas de Saúde (LOS) e suas particularidades nos concursos públicos.............63 LOS nº 8.080/90.............................................................................................. 64 Simulado: LOS nº 8.080/90............................................................................. 96 Miolo SUS.indd 9 18/07/2015 01:23:13
  • 7. História das políticas de saúde no Brasil para concursos públicos AConstituição Federal de 1988 deu nova forma à saúde no Brasil, estabelecendo-a como direito universal. A saúde passou a ser dever constitucional de todas as esferas de governo – antes era apenas da União – e relativo ao trabalhador segurado. O conceito de saúde foi ampliado e vinculado às políticas sociais e econômicas. A assistência é concebida integralmente (preventiva e curativa). Definiu-se a gestão participativa como importante inovação, assim como comando e fundos financeiros únicos para cada esfera de governo. (BRASIL, 1988) Antes da Constituição Federal de 1988, o Brasil não possuía política de saúde. A saúde era excludente e contributiva, ou seja, apenas quem podia pagar a medicina privada e quem contribua com a Previdência Social (Instituto Nacional da Previdência Social – INPS) tinham acesso. À outra parte da população cabia o atendimento nas Santas Casas de Misericórdia. Ainda que a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) costume ser relacionada diretamente ao movimento sanitário, o SUS só nasce com a promulgação da Constituição Federal de 1988. O movimento sanitário traz os ideais da reforma e solicita mudanças no setor saúde, tendo como marco a VIII Conferência Nacional de Saúde (a primeira com participação popular). INTRODUÇÃO Miolo SUS.indd 13 18/07/2015 01:23:14
  • 8. Legislação do SUS | História das políticas de saúde no Brasil para concursos públicos 14 Para que possamos analisar o momento atual, é necessário conhecer os determinantes históricos envolvidos nesse processo. Assim como somos frutos do nosso passado e da nossa história, o setor saúde também sofreu as influências de todo o contexto político-social pelo qual o Brasil passou ao longo do tempo. (POLIGNANO, 2001) Não há como entender o SUS que temos sem voltar no tempo. Para compreendermos o nosso sistema de saúde, suas dificuldades e avanços, precisamos viajar ao passado e perceber como as ações e os serviços de saúde eram ofertados antes da criação de um sistema para todos. Faz-se necessário o conhecimento de fatos históricos do Brasil, pois as bancas cobram datas, períodos e fatos marcantes. Para facilitar o entendimento, trataremos dos contextos político e social de cada período histórico, descrevendo a situação sanitária, as ações e os serviços de cada época, dando destaque aos fatos e temas constantes em provas. Miolo SUS.indd 14 18/07/2015 01:23:14
  • 9. licos Como era antes do SUS A saúde na Colônia e no Império A vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 determinou mudanças na administração pública colonial, inclusive na área da saúde. Como sede provisória do império português e principal porto do país, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se centro das ações sanitárias. Fez-se necessário criar rapidamente centros de formação de médicos – até então quase inexistentes, em razão, em parte, da proibição do ensino superior nas colônias. Assim, por ordem real, foram fundadas, na primeira década do século XIX, as academias médico-cirúrgicas, no Rio de Janeiro e na Bahia, logo transformadas nas duas primeiras escolas de medicina do país. (BRASIL, 2011) A vinda da família real para o Brasil tornou necessária uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava na cidade do Rio de Janeiro. Verifica-se que o interesse primordial estava limitado ao estabelecimento do controle sanitário mínimo da capital do Império, tendência que se alongou por quase um século. Até 1850 as atividades de saúde pública limitavam-se: • à delegação das atribuições sanitárias às juntas municipais; • ao controle de navios e saúde dos portos. Nesse período, não eram os problemas de saúde da população que demandavam ações de saúde, mas aqueles diretamente ligados ao interesse econômico. Emerge o modelo assistencial sanitarista/campanhista, considerado o primeiro modelo de atenção no Brasil, com ações voltadas para grupos específicos e ações pontuais. CAPÍTULO 1 Miolo SUS.indd 15 18/07/2015 01:23:14
  • 10. Legislação do SUS | Como era antes do SUS 16 Início da República (1889) até 1930 (República Velha) A proclamação da República, em 1889, foi embalada pela ideia de modernização do Brasil. A necessidade urgente de atualizar a economia e a sociedade, escravistas até pouco antes, com o mundo capitalista mais avançado favoreceu a redefinição dos trabalhadores brasileiros como capital humano. O cenário político-econômico girava em torno da instalação do modo de produção capitalista, com o surgimento das primeiras indústrias. Ainda assim, o modelo predominante era agrário-exportador (café, borracha e açúcar). As condições de trabalho e de vida das populações urbanas eram precárias; surgiam movimentos operários–queresultaramemembriõesdeLegislaçãoTrabalhistaePrevidenciária. Aliado a tudo isso, o quadro sanitário era caótico, devido à inexistência de modelo sanitário, deixando as cidades à mercê das epidemias. Predominavam as doenças transmissíveis, grandes epidemias e doenças pestilenciais – febre amarela; varíola; tuberculose; sífilis; endemias rurais –, frutos dos processos imigratórios e migratórios, da formação de aglomerados e das precárias condições de saneamento básico. Rodrigues Alves, então presidente do Brasil, nomeou Oswaldo Cruz diretor do Departamento Federal de Saúde Pública; este se propôs a erradicar a epidemia de febre amarela na cidade do Rio de Janeiro. Verdadeiro exército de 1.500 pessoas passou a exercer atividades de desinfecção no combate ao mosquito, vetor da febre amarela. A falta de esclarecimento e as arbitrariedades cometidas pelos “guardas sanitários” revoltaram a população. Esse modelo de intervenção ficou conhecido como campanhista, e foi concebido dentro de uma visão militar em que os fins justificam os meios, e que considerava o uso da força e da autoridade instrumentos preferenciais de ação. Nesse mesmo período, deu-se a Revolta da Vacina, desencadeada pela Lei Federal nº 1.261/1904, que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola. Apesar das arbitrariedades e dos abusos cometidos, o modelo campanhista obteve importantes vitórias no controle das doenças epidêmicas, conseguindo inclusive erradicar a febre amarela da cidade do Rio de Janeiro, o que fortaleceu o modelo proposto e o tornou hegemônico como proposta de intervenção na área da saúde coletiva durante décadas. Miolo SUS.indd 16 18/07/2015 01:23:14
  • 11. CAPÍTULO1 17 Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos Atente para o movimento da Revolta da Vacina e o impacto causado no contexto da saúde pela vacinação obrigatória contra a varíola. O nascimento da Previdência Social A acumulação capitalista advinda do comércio exterior possibilitou o início do processo de industrialização no país, que se deu principalmente no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Tal processo foi acompanhado de urbanização crescente e da utilização de imigrantes, principalmente europeus (italianos, portugueses), como mão de obra nas indústrias, visto que os mesmos já possuíam grande experiência nesse setor, muito desenvolvido na Europa. Na época, os operários não tinham quaisquer garantias trabalhistas – férias; jornada de trabalho definida; pensão; aposentadoria. Osimigrantes,especialmenteositalianos(anarquistas),traziamconsigoahistória do movimento operário na Europa e dos direitos trabalhistas, já conquistados pelos trabalhadores europeus. Procuraram, então, mobilizar e organizar a classe operária no Brasil na luta pela conquista dos seus direitos. Em função das péssimas condições de trabalho existentes e da falta de garantias de direitos trabalhistas, o movimento operário organizou e realizou duas greves gerais no país, uma em 1917 e outra em 1919. Por meio destas, os operários começaram a conquistar alguns direitos sociais. Em 24 de janeiro de 1923, o Congresso Nacional aprovou a Lei Elói Chaves, marco inicial da Previdência Social no Brasil. Por intermédio dessa lei foram instituídas as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAPs). O avanço do capitalismo no Brasil fez com que a classe trabalhadora exigisse melhores condições de trabalho. Os primeiros movimentos grevistas, em 1917 e 1919, foram marcantes na nossa história, por resultarem na intervenção do Estado frente às condições de trabalho. Podemos afirmar que a Lei Elói Chaves, em1923,éomarcodaPrevidênciaSocialnoBrasil,ouseja,oprimeiromomento em que o Estado faz a assunção de ações específicas para este grupo, por meio da instituição das CAPs. Miolo SUS.indd 17 18/07/2015 01:23:14
  • 12. Legislação do SUS | Como era antes do SUS 18 Características das CAPs: • por instituição ou empresa; • aposentadorias e pensões; • serviços funerários, socorro médico para a família, medicamento por preço especial; • assistência por acidente de trabalho; • financiamento e gestão: trabalhador e empregador; • assistência médica para o empregado e a família. Vale ressaltar que a primeira CAP foi a dos ferroviários, e a segunda a dos marítimos; que as CAPs eram por empresa e que o Estado não participava do financiamento das CAPs, logo, o financiamento era bipartite. Sempre que questionado qual o marco inicial da Previdência no Brasil ou em que momento o Estado assume a responsabilidade com os trabalhadores, deve-se lembrar da Lei Elói Chaves e das CAPs. O fato de o Estado não participar do financiamento não nega a primeira assertiva. Era Vargas (1930 a 1964) As crises do café e da política da República Velha desencadearam golpe de Estado conhecido como Revolução de 30. A indústria, então, passou a ser a maior responsável pelo acúmulo de capital. O primeiro governo Vargas é reconhecido pela literatura como marco na configuração de políticas sociais no Brasil. As mudanças institucionais a partir de 1930 moldaram a política pública brasileira, estabelecendo arcabouço jurídico e material que conformaria o sistema de proteção social até período recente. (CAMPOS; FERREIRA, acesso em 07/05/14) Em1933,asCAPssãounificadasesãocriadososInstitutosdeAposentadorias e Pensões (IAPs), garantindo benefícios assegurados aos associados: • aposentadoria; • pensão, em caso de morte, para os familiares ou beneficiários; • assistência médica e hospitalar; • socorro farmacêutico, mediante indenização pelo preço do custo acrescido das despesas de administração. Miolo SUS.indd 18 18/07/2015 01:23:15
  • 13. CAPÍTULO1 19 Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos Os IAPs surgem da necessidade de a política do Estado estender a todas as categorias do operariado urbano organizado os benefícios da Previdência. O primeiro IAP foi o dos marítimos (IAPM), e seu financiamento era tripartite (o governo assumiu a gestão financeira). Em 1941, acontece a I Conferência Nacional de Saúde (I CNS). A criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) ocorreu durante a 2ª Guerra Mundial, como consequência do convênio firmado entre os governos brasileiro e norte- americano, em 1942. A Fundação de Serviços Especiais de Saúde Pública (FSESP) tinha como atribuições centrais, naquele momento, sanear a Amazônia e a região do Vale do Rio Doce, onde se produziam borracha e minério de ferro, matérias-primas estratégicas para o esforço de guerra americano, tendo em vista os altos índices de malária e febre amarela que atingiam os trabalhadores da região. Além disso, teve importante papel no declínio da mortalidade infantil, devido a doenças imunopreveníveis. A unificação das CAPs em IAPs é um dos fatos mais importantes da história da Previdência no país. Com a criação dos IAPs, o governo assume a gestão financeira, e as contribuições passam a ser por categoria profissional do operariado urbano. O acesso aos serviços de saúde continua contributivo e excludente, e ainda predomina o modelo sanitarista/campanhista. São fatos marcantes do período: • Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP). • Criação da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAN) • Ações concentradas na área de campanhas sanitárias (materno-infantil, tuberculose, hanseníase, imunização). • Manutenção de Postos e Centros de Saúde para os não previdenciários. • Regulamentação das Leis Sindicais e surgimento dos IAPs por categorias. Miolo SUS.indd 19 18/07/2015 01:23:15
  • 14. Legislação do SUS | Como era antes do SUS 20 Autoritarismo (1964 a 1984) A partir de 1964, instala-se o regime militar, de caráter ditatorial e repressivo, que procura utilizar-se de forças policiais, militares e dos atos de exceção para se impor. O governo militar implantou reformas institucionais que afetaram profundamente a saúde pública e a medicina previdenciária. A unificação dos IAPs no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966, concentrou todas as contribuições previdenciárias, ao mesmo tempo em que o novo órgão passou a gerir as aposentadorias, as pensões e a assistência médica de todos os trabalhadores formais, embora se excluíssem dos benefícios os trabalhadores rurais e uma gama de trabalhadores urbanos informais. Na década de 1970, a assistência médica financiada pela Previdência Social conheceu seu período de maior expansão em número de leitos disponíveis, cobertura e volume de recursos arrecadados, além de dispor do maior orçamento de sua história. (CAMPOS; FERREIRA, acesso em 07/05/14) Fragmentação do acesso aos serviços de saúde Serviços de saúde filantrópicos Consultórios e clínicas privados Centros e postos de saúde pública Perfil dos programas (TB, materno-infantil) Atenção à saúde aos que não contribuíam Esse sistema foi se tornando cada vez mais complexo, tanto do ponto de vista administrativoquantofinanceiro,dentrodaestruturadoINPS,oqueacaboulevando à criação de estrutura própria administrativa, o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), em 1978. (POLIGNANO, 2001) Miolo SUS.indd 20 18/07/2015 01:23:15
  • 15. CAPÍTULO1 21 Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos Nesse contexto, o modelo médico privatista/curativo surge e se torna hegemônico. Vale ressaltar que este modelo tem como foco a doença e o doente, não atuando sobre as necessidades reais da população. Grandes hospitais são criados para atendimento daqueles que contribuíam, fortalecendo o caráter excludente das ações e serviços de saúde e ratificando o perfil contributivo. O modelo sanitarista, porém, não deixa de existir. A Conferência Internacional sobre a Atenção Primária à Saúde, realizada em Alma-Ata (localizada no atual Cazaquistão) em 1978, foi o ponto culminante na discussão contra a elitização da prática médica, bem como contra a inacessibilidade dos serviços médicos às grandes massas populacionais. Na Conferência, reafirmou-se ser a saúde um dos direitos fundamentais do homem, sob a responsabilidade política dos governos, e reconheceu-se a sua determinação intersetorial. (BRASIL, 2011) A população com baixos salários, contidos pela política econômica e pela repressão, passou a conviver com o desemprego e suas graves consequências sociais, como o aumento da marginalidade, das favelas e da mortalidade infantil. O modelo previdenciário de saúde começa a mostrar as suas mazelas: • Por ter priorizado a medicina curativa, o modelo proposto foi incapaz de solucionar os principais problemas de saúde coletiva, como as endemias, epidemias e os indicadores de saúde (p. ex., mortalidade infantil). • Aumentos constantes dos custos da medicina curativa, centrada na atenção médico-hospitalar de complexidade crescente. • Diminuição do crescimento econômico com a respectiva repercussão na arrecadação do sistema previdenciário, reduzindo as suas receitas. • Incapacidade do sistema em atender população cada vez maior de marginalizados que, sem carteira assinada e contribuição previdenciária, via-se excluída do sistema. • Desvios de verba do sistema previdenciário para cobrir despesas de outros setores e para a realização de obras por parte do Governo Federal. • O não repasse pela União de recursos do Tesouro Nacional para o sistema previdenciário, visto ser este tripartite (empregador, empregado e União). Miolo SUS.indd 21 18/07/2015 01:23:15
  • 16. Legislação do SUS | Como era antes do SUS 22 Na tentativa de conter custos e combater fraudes, o governo criou, em 1981, o Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária (CONASP) ligado ao INAMPS. (POLIGNANO, 2001) Segundo Polignano, o CONASP passa a absorver em postos de importância alguns técnicos ligados ao movimento sanitário, o que dá início à ruptura, por dentro, da dominância dos anéis burocráticos previdenciários. O plano inicia-se pela fiscalização mais rigorosa da prestação de contas dos prestadores de serviços credenciados, combatendo-se as fraudes. O CONASP foi criado com o intuito de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade da assistência e equilibrar as ações ofertadas às populações urbana e rural. Essas ações estão ligadas à formação desse conselho, que contava com técnicos integrantes do movimento sanitário, que já estava se articulando. AConferênciadeAlma-Atafoiaprimeiraconferênciaquetrouxeparadiscussão a atenção primária, e o resultado de suas discussões disparou no mundo olhar diferenciado para a maneira de ofertar ações e serviços de saúde. Podemos dizer que as primeiras ações descentralizadas no Brasil, as Ações Integradas em Saúde (AIS), que nascem entre 1983/84, são o marco inicial da atenção primária no Brasil. Em 1983, foram criadas as AIS, projeto interministerial (Previdência-saúde- educação), visando a novo modelo assistencial que incorporava o setor público, procurando integrar ações curativas-preventivas e educativas. Assim, a Previdência passa a comprar e pagar serviços prestados por estados, municípios, hospitais filantrópicos, públicos e universitários. (POLIGNANO, 2001) Fim da ditadura e Nova República (1985 a 1988) O movimento das Diretas Já (1985) e a eleição de Tancredo Neves marcaram o fim do Regime Militar, gerando diversos movimentos sociais, inclusive na área de saúde, que culminaram na criação das Associações dos Secretários de Saúde Estaduais (CONASS) ou Municipais (CONASEMS) e na grande mobilização nacional por ocasião da realização da VIII Conferência Nacional de Saúde (Congresso Nacional, 1986), que lançou as bases da reforma sanitária e do Sistema Único Descentralizado de Saúde (SUDS). Miolo SUS.indd 22 18/07/2015 01:23:16
  • 17. CAPÍTULO1 23 Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos A VIII Conferência Nacional de Saúde (VIII CNS) foi o marco da reforma sanitária do Brasil. Aconteceu em 1986 e foi a primeira conferência com participação popular. Mas não podemos relacionar a VIII CNS, com a institucionalização do SUS. Na CNS, são discutidos os ideais do SUS e a população solicita mudanças nas ações e serviços. O SUS é institucionalizado em 1988, com a promulgação da Constituição Federal (CF). VIII CNS e a Constituição de 1988 A VIII CNS foi o marco da reforma sanitária, e esta foi mais do que uma reforma setorial. O movimento sanitário emergia juntamente com outros, todos solicitando o resgate da dívida social do período da ditadura militar. Sobre a VIII CNS, é essencial saber que: • Foi o grande marco da reforma sanitária brasileira. • Contou pela primeira vez com a participação da população. • Discutiu e aprovou a unificação do sistema de saúde. • Contou com conceito ampliado de saúde. • Entendeu saúde como direito de cidadania e dever do Estado. • Instituiu um Sistema Único de Saúde. • A partir dela se modificaram as bases de organização, deliberação e representação das CNS. A Constituição de 1988, no capítulo VIII da Ordem Social e na Seção II, Da Saúde, define no Art. 196 que: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. O SUS é definido pelo Art. 198 do seguinte modo: As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada, e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I. descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II. atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III. participação da comunidade. Miolo SUS.indd 23 18/07/2015 01:23:16
  • 18. Legislação do SUS | Como era antes do SUS 24 Parágrafo único. O sistema único de saúde será financiado, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. Discorreremos melhor sobre os artigos constitucionais em capítulos futuros. Até aqui, é importante correlacionar o movimento sanitário à conquista da saúde na agenda política, por intermédio da inclusão dos Arts. 196 ao 200 na CF de 1988, que foi a primeira Constituição a contemplar este tema. Relembrando... CAP (1923 - 1933) IAP (1933 - 1966) INPS (1966 - 1977) INAMPS (1977 - 1993) SUS (1988 - Atualidade) Miolo SUS.indd 24 18/07/2015 01:23:16
  • 19. CAPÍTULO1 25 Legislação do SUS para Concursos - Série Concursos Públicos Para não esquecer: 1. Atentar para a Lei Elói Chaves, que cria as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs), em 1923 – por grandes empresas; pode-se afirmar que estas foram o marco inicial da Previdência no Brasil. 2. As CAPs foram unificadas em 1933, instituindo-se os Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), por categoria profissional. 3. Em 1966, os IAPs são unificados e nasce o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Em 1978 é instituido o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência (INAMPS), ao qual só tinham acesso os contribuintes. Era, portanto, sistema excludente. 4. A Conferência Internacional de Alma-Ata, em 1978, foi a primeira a discutir cuidados primários na saúde, sendo a maior responsável pelas primeiras ações no Brasil, que aconteceram em 1983/84 – Ações Integradas em Saúde (AIS) –, Marco inicial da Atenção Primária e das ações intersetoriais no Brasil. • A VIII CNS, em 1986, foi o marco do movimento da reforma sanitária, sendo a primeira com participação da sociedade civil. • No período de 1987/89 surgiu o Sistema Único Descentralizado de Saúde (SUDS), conhecido como estratégia ponte ou estadualização da saúde. Em 1988 nasce o SUS, juntamente com a CF nos Arts. 196 ao 200. • Em1990,osartigosconstitucionaissãoregulamentadospelasLeisOrgânicas da Saúde (LOS): LOS nº 8.080/90 e LOS nº 8.142/90. Miolo SUS.indd 25 18/07/2015 01:23:16