SlideShare uma empresa Scribd logo
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
As crenças são ideias ou entendimento mais profundos 
frequentemente desarticulados que os pacientes têm 
sobre si mesmos, os outros e seus mundos pessoais 
que dão lugar apensamentos automáticos específicos. 
Essas ideias não são, em geral, expressadas antes da 
terapia, mas podem facilmente ser extraídas do 
paciente e testadas.
• A crenças podem ser classificadas em crenças 
intermediárias (compostas por regras, 
atitudes, e suposições) e crenças centrais 
(ideias absolutistas, rígidas e globais sobre si 
próprio e o outro). 
• As crenças intermediárias, embora não seja 
tão facilmente modificáveis quanto os 
pensamentos automático, são ainda mais 
maleáveis do que as crenças centrais.
Conceituação Cognitiva 
Geralmente, o terapeuta e o paciente 
começam trabalhando os pensamentos 
automáticos antes de abordarem as crenças. 
No entanto, desde o início o terapeuta 
começa formulando uma conceituação que 
conecta logicamente os pensamentos 
automáticos as crenças de nível mais profundo.
Conceituação Cognitiva 
O terapeuta deve começar preenchendo um 
Diagrama de conceituação cognitiva assim que 
tiver reunido dados sobre os pensamentos 
automáticos, emoções, comportamentos e/ou 
crenças típicas do paciente. Este diagrama retrata, 
entre outras coisas, o relacionamento entre as 
crenças centrais, intermediárias e os pensamentos 
automáticos atuais.
Conceituação Cognitiva 
Inicialmente, o terapeuta pode ter dados para 
preencher apenas uma parte do diagrama, deixando 
em branco os outros espaços ou preenchendo os 
itens que ele concluiu com um ponto de interrogação 
para indicar seu estado experimental. Ele verifica 
com o paciente itens que faltam ou que serão 
deduzidos em sessões futuras. O terapeuta em 
algum momento compartilha com o paciente o 
diagrama.
Conceituação Cognitiva 
O terapeuta anota três situações típica nas 
quais o paciente se tornou aflito. Assim, 
para cada situação, a emoção subsequente 
do paciente e o comportamento 
relevante(se houver). Se não houve a 
pergunta diretamente ao paciente pelo 
significado do pensamento, é levantado 
hipóteses com a interrogação, ou se realiza 
a técnica da flecha descendente.
Conceituação Cognitiva 
Para preencher a parte superior do diagrama, o 
terapeuta pergunta a si mesmo(e ao paciente): 
• Como a crença central se originou e foi mantida? 
• Que eventos da vida(principalmente na infância) o 
paciente experimentou que poderiam estar 
relacionados ao desenvolvimento e manutenção da 
crença? 
Dados relevantes da infância: Conflitos contínuos 
ou periódicos com pai, mãe, professores, divórcio, 
doença, morte significativa, auso sexual, físico...
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Conceituação Cognitiva 
Para completar as estratégias compensatórias, o 
terapeuta se pergunta: 
• Que estratégias comportamentais o paciente 
desenvolveu para enfrentar a aflitiva crença 
central? 
Observe que as amplas suposições do paciente com 
frequência ligam as estratégias compensatórias à 
crença central: “Se eu (me engajo na estratégia 
compensatória), então (minha crença central pode 
não tornar-se verdadeira). No entanto, se eu (não me 
engajo na minha estratégia compensatória), então 
(minha crença pode se tornar verdadeira).
Conceituação Cognitiva 
As estratégias compensatórias são comportamentos 
normais nos quais todo, às vezes, engajam-se. A 
dificuldade dos pacientes em estado de aflição 
reside no excesso dessas estratégias às custas de 
estratégias mais funcionais.
Conceituação Cognitiva 
O diagrama deve ser continuamente 
reavaliado e refinado, à medida que dados 
são colhidos. O terapeuta de início pode 
apresentar a metade inferior do quadro, 
deixando a parte superior para um momento 
que o terapeuta julgar que o paciente se 
beneficiará mais.
Identificando as Crenças Intermediárias 
1. Reconhecendo quando uma crença é expressa 
com um pensamento automático 
2. Organizando a primeira parte de uma 
suposição 
3. Obtendo diretamente uma regra ou atitude 
4. Usando a técnica da flecha descendente 
5. Examinando os pensamentos automáticos do 
paciente e procurando temas comuns 
6. Revisando um questionário de crença 
preenchido pelo paciente
Decidindo quanto a modificar uma 
crença 
Tendo identificado uma crença, o terapeuta 
determina se a crença intermediária é central ou 
mais periférica e, geralmente, a fim de conduzir a 
terapia tão eficientemente quanto possível, ele se 
focaliza nas crenças intermediárias mais 
importantes.
Decidindo quanto a modificar uma 
crença
Decidindo quanto a modificar uma 
crença 
• Geralmente, o terapeuta 
se abstém de 
modificações da crença 
até que o paciente tenha 
aprendido as ferramentas 
par identificar e modificar 
seus pensamentos 
automáticos e tenha 
obtido algum alívio de 
sintomas. 
• Nessa atividade de 
modificação de crenças 
com alguns pacientes é 
relativamente fácil e com 
outros mas difíceis.
Educando os pacientes sobre as 
crenças 
É necessário enfatizar aos pacientes que as 
crenças não são inatas e sim aprendidas, 
podendo, então, ser revisada.
Mudando regras e atitudes em Forma 
de Suposições
Examinando as vantagens e 
desvantagens das Crenças
Formulando uma nova Crença 
Afim de decidir que estratégias usar para modificar 
uma determinada crença, o terapeuta formula 
claramente para si, qual seria uma crença mais 
adaptativa. (Que crença seria mais funcional para o 
paciente?)
Modificando as Crenças 
1. Questionamento Socrático 
2. Experimentos comportamentais 
3. Continuum cognitivo 
4. Role-Plays racional-emocional 
5. Usar outros como um ponto de referência 
6. Dramatizar o “como se” 
7. Auto-revelação
Modificando as Crenças
Nenhuma técnica psicológica funcionará, se o amor não 
funcionar! 
Sarah Karenina 
Psicóloga – CRP 15/3785

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia CognitivaConceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Marcelo da Rocha Carvalho
 
Questionamento socrático
Questionamento socráticoQuestionamento socrático
Questionamento socrático
edgardcandrade
 
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutas
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutasPsicoterapia orientações aos psicoterapeutas
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutas
Marcelo da Rocha Carvalho
 
Método Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
Método Socrático em Terapia Cognitiva-ComportamentalMétodo Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
Método Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
Marcelo da Rocha Carvalho
 
Principais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivoPrincipais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivo
Luiz Herminio Lagoa Santa
 
Palestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadePalestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e Ansiedade
Renata Pimentel
 
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia CognitivaAcompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
Marcelo da Rocha Carvalho
 
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamentalDesenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
Sarah Karenina
 
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
Marcelo da Rocha Carvalho
 
Comunicação Não Violenta
Comunicação Não ViolentaComunicação Não Violenta
Comunicação Não Violenta
jorge luiz dos santos de souza
 
Carl Ransom Rogers
Carl Ransom RogersCarl Ransom Rogers
Carl Ransom Rogers
Gracieli Henicka
 
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudoO relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
Ana Cristina Balthazar
 
Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?
Vida Mental Consultoria de Saúde Mental e Nutricional
 
Os mecanismos de defesa
Os mecanismos de defesa Os mecanismos de defesa
Os mecanismos de defesa
MandyNeres7
 
Exercícios de Crenças
Exercícios de CrençasExercícios de Crenças
Exercícios de Crenças
psimais
 
ESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICA
ESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICAESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICA
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCCA estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
Vida Mental Consultoria de Saúde Mental e Nutricional
 
Dicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocionalDicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocional
Bruno Carrasco
 
Slide apresentação carl rogers
Slide apresentação carl rogersSlide apresentação carl rogers
Slide apresentação carl rogers
Jemuel Araújo da Silva
 
Modelo cognitivo de beck
Modelo cognitivo de beckModelo cognitivo de beck
Modelo cognitivo de beck
Matheus Cheibub
 

Mais procurados (20)

Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia CognitivaConceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
 
Questionamento socrático
Questionamento socráticoQuestionamento socrático
Questionamento socrático
 
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutas
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutasPsicoterapia orientações aos psicoterapeutas
Psicoterapia orientações aos psicoterapeutas
 
Método Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
Método Socrático em Terapia Cognitiva-ComportamentalMétodo Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
Método Socrático em Terapia Cognitiva-Comportamental
 
Principais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivoPrincipais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivo
 
Palestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadePalestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e Ansiedade
 
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia CognitivaAcompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
Acompanhamento Terapêutico, Transtornos Alimentares e Terapia Cognitiva
 
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamentalDesenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
Desenvolvendo competência em terapia cognitivo comportamental
 
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
Terapia Comportamental e Cognitiva, uma introdução.
 
Comunicação Não Violenta
Comunicação Não ViolentaComunicação Não Violenta
Comunicação Não Violenta
 
Carl Ransom Rogers
Carl Ransom RogersCarl Ransom Rogers
Carl Ransom Rogers
 
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudoO relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
O relatório psicológico deve conter, modelo de laudo
 
Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?Como cuidar da minha saúde mental?
Como cuidar da minha saúde mental?
 
Os mecanismos de defesa
Os mecanismos de defesa Os mecanismos de defesa
Os mecanismos de defesa
 
Exercícios de Crenças
Exercícios de CrençasExercícios de Crenças
Exercícios de Crenças
 
ESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICA
ESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICAESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICA
ESTUDO DIRIGIDO - PSICOSSOMÁTICA
 
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCCA estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
A estrutura da Primeira Sessão Padrão na TCC
 
Dicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocionalDicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocional
 
Slide apresentação carl rogers
Slide apresentação carl rogersSlide apresentação carl rogers
Slide apresentação carl rogers
 
Modelo cognitivo de beck
Modelo cognitivo de beckModelo cognitivo de beck
Modelo cognitivo de beck
 

Semelhante a Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC

1-História da Terapia Cognitiva.pptx
1-História da Terapia Cognitiva.pptx1-História da Terapia Cognitiva.pptx
1-História da Terapia Cognitiva.pptx
Julianamarciafonseca
 
Principais Técnicas - TCC.pdf
Principais Técnicas - TCC.pdfPrincipais Técnicas - TCC.pdf
Principais Técnicas - TCC.pdf
ssmxmnx8gj
 
e-book cognitivo.pdf
e-book cognitivo.pdfe-book cognitivo.pdf
e-book cognitivo.pdf
Marcio Amoedo
 
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo ComportamentalContratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
Paulo Cesar Bozza Júnior (Jaú e Bauru)
 
Terapia metacognitiva
Terapia metacognitivaTerapia metacognitiva
Terapia metacognitiva
Letícia Chagas Faria
 
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
Lina Sue
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
Aroldo Gavioli
 
Métodos Comportamentais
Métodos Comportamentais Métodos Comportamentais
Métodos Comportamentais
Sarah Karenina
 
Avaliação cognitivo comportamental
Avaliação cognitivo comportamentalAvaliação cognitivo comportamental
Avaliação cognitivo comportamental
Elizabeth Barbosa
 
Conceitualização.pptx
Conceitualização.pptxConceitualização.pptx
Conceitualização.pptx
laurinhaas
 
A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL.pptx
A TERAPIA COGNITIVO  COMPORTAMENTAL.pptxA TERAPIA COGNITIVO  COMPORTAMENTAL.pptx
A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL.pptx
Rodolpho21
 
Alves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacionalAlves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacional
Flora Couto
 
Tcc para nutri
Tcc para nutriTcc para nutri
Tcc para nutri
Tereza Cristina Thomazin
 
1290103121[1]
1290103121[1]1290103121[1]
1290103121[1]
mariainesmachado
 
Aula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de copingAula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de coping
Futuros Medicos
 
trabalho psicologia.pdf
 trabalho psicologia.pdf trabalho psicologia.pdf
trabalho psicologia.pdf
LauriAvellar1
 
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptxAula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
Reverendo Celiomar Tiago Freitas
 
Auto Hipnose Aula04
Auto Hipnose Aula04Auto Hipnose Aula04
Auto Hipnose Aula04
Jeferson Ridao
 
Introducao-a-psicoterapia para quem gosta
Introducao-a-psicoterapia para quem gostaIntroducao-a-psicoterapia para quem gosta
Introducao-a-psicoterapia para quem gosta
valdemar caumo
 
Tcc: Emagrecimento e psicologia positiva
Tcc: Emagrecimento e psicologia positivaTcc: Emagrecimento e psicologia positiva
Tcc: Emagrecimento e psicologia positiva
Fábio Munhoz
 

Semelhante a Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC (20)

1-História da Terapia Cognitiva.pptx
1-História da Terapia Cognitiva.pptx1-História da Terapia Cognitiva.pptx
1-História da Terapia Cognitiva.pptx
 
Principais Técnicas - TCC.pdf
Principais Técnicas - TCC.pdfPrincipais Técnicas - TCC.pdf
Principais Técnicas - TCC.pdf
 
e-book cognitivo.pdf
e-book cognitivo.pdfe-book cognitivo.pdf
e-book cognitivo.pdf
 
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo ComportamentalContratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
Contratransferência em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
 
Terapia metacognitiva
Terapia metacognitivaTerapia metacognitiva
Terapia metacognitiva
 
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
AULA J.BECK I - Profª Lina - 2010
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
 
Métodos Comportamentais
Métodos Comportamentais Métodos Comportamentais
Métodos Comportamentais
 
Avaliação cognitivo comportamental
Avaliação cognitivo comportamentalAvaliação cognitivo comportamental
Avaliação cognitivo comportamental
 
Conceitualização.pptx
Conceitualização.pptxConceitualização.pptx
Conceitualização.pptx
 
A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL.pptx
A TERAPIA COGNITIVO  COMPORTAMENTAL.pptxA TERAPIA COGNITIVO  COMPORTAMENTAL.pptx
A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL.pptx
 
Alves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacionalAlves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacional
 
Tcc para nutri
Tcc para nutriTcc para nutri
Tcc para nutri
 
1290103121[1]
1290103121[1]1290103121[1]
1290103121[1]
 
Aula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de copingAula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de coping
 
trabalho psicologia.pdf
 trabalho psicologia.pdf trabalho psicologia.pdf
trabalho psicologia.pdf
 
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptxAula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
Aula Pós - APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO CLÍNICO.pptx
 
Auto Hipnose Aula04
Auto Hipnose Aula04Auto Hipnose Aula04
Auto Hipnose Aula04
 
Introducao-a-psicoterapia para quem gosta
Introducao-a-psicoterapia para quem gostaIntroducao-a-psicoterapia para quem gosta
Introducao-a-psicoterapia para quem gosta
 
Tcc: Emagrecimento e psicologia positiva
Tcc: Emagrecimento e psicologia positivaTcc: Emagrecimento e psicologia positiva
Tcc: Emagrecimento e psicologia positiva
 

Último

Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptxSlide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
LeilaVilasboas
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
felipescherner
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Centro Jacques Delors
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
marcos oliveira
 
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdfoficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
marcos oliveira
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
Ligia Galvão
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Mary Alvarenga
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
felipescherner
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
jetroescola
 
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Falcão Brasil
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Mary Alvarenga
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 

Último (20)

Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptxSlide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
 
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdfoficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
oficia de construção de recursos para aluno DI.pdf
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
 
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docxreconquista sobre a guerra de ibérica.docx
reconquista sobre a guerra de ibérica.docx
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
 
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
Relatório de Atividades 2009 CENSIPAM
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.Texto e atividade -  O que fazemos com a água que usamos.
Texto e atividade - O que fazemos com a água que usamos.
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
 
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2016 CENSIPAM.pdf
 

Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC

  • 2. As crenças são ideias ou entendimento mais profundos frequentemente desarticulados que os pacientes têm sobre si mesmos, os outros e seus mundos pessoais que dão lugar apensamentos automáticos específicos. Essas ideias não são, em geral, expressadas antes da terapia, mas podem facilmente ser extraídas do paciente e testadas.
  • 3. • A crenças podem ser classificadas em crenças intermediárias (compostas por regras, atitudes, e suposições) e crenças centrais (ideias absolutistas, rígidas e globais sobre si próprio e o outro). • As crenças intermediárias, embora não seja tão facilmente modificáveis quanto os pensamentos automático, são ainda mais maleáveis do que as crenças centrais.
  • 4. Conceituação Cognitiva Geralmente, o terapeuta e o paciente começam trabalhando os pensamentos automáticos antes de abordarem as crenças. No entanto, desde o início o terapeuta começa formulando uma conceituação que conecta logicamente os pensamentos automáticos as crenças de nível mais profundo.
  • 5. Conceituação Cognitiva O terapeuta deve começar preenchendo um Diagrama de conceituação cognitiva assim que tiver reunido dados sobre os pensamentos automáticos, emoções, comportamentos e/ou crenças típicas do paciente. Este diagrama retrata, entre outras coisas, o relacionamento entre as crenças centrais, intermediárias e os pensamentos automáticos atuais.
  • 6. Conceituação Cognitiva Inicialmente, o terapeuta pode ter dados para preencher apenas uma parte do diagrama, deixando em branco os outros espaços ou preenchendo os itens que ele concluiu com um ponto de interrogação para indicar seu estado experimental. Ele verifica com o paciente itens que faltam ou que serão deduzidos em sessões futuras. O terapeuta em algum momento compartilha com o paciente o diagrama.
  • 7. Conceituação Cognitiva O terapeuta anota três situações típica nas quais o paciente se tornou aflito. Assim, para cada situação, a emoção subsequente do paciente e o comportamento relevante(se houver). Se não houve a pergunta diretamente ao paciente pelo significado do pensamento, é levantado hipóteses com a interrogação, ou se realiza a técnica da flecha descendente.
  • 8. Conceituação Cognitiva Para preencher a parte superior do diagrama, o terapeuta pergunta a si mesmo(e ao paciente): • Como a crença central se originou e foi mantida? • Que eventos da vida(principalmente na infância) o paciente experimentou que poderiam estar relacionados ao desenvolvimento e manutenção da crença? Dados relevantes da infância: Conflitos contínuos ou periódicos com pai, mãe, professores, divórcio, doença, morte significativa, auso sexual, físico...
  • 12. Conceituação Cognitiva Para completar as estratégias compensatórias, o terapeuta se pergunta: • Que estratégias comportamentais o paciente desenvolveu para enfrentar a aflitiva crença central? Observe que as amplas suposições do paciente com frequência ligam as estratégias compensatórias à crença central: “Se eu (me engajo na estratégia compensatória), então (minha crença central pode não tornar-se verdadeira). No entanto, se eu (não me engajo na minha estratégia compensatória), então (minha crença pode se tornar verdadeira).
  • 13. Conceituação Cognitiva As estratégias compensatórias são comportamentos normais nos quais todo, às vezes, engajam-se. A dificuldade dos pacientes em estado de aflição reside no excesso dessas estratégias às custas de estratégias mais funcionais.
  • 14. Conceituação Cognitiva O diagrama deve ser continuamente reavaliado e refinado, à medida que dados são colhidos. O terapeuta de início pode apresentar a metade inferior do quadro, deixando a parte superior para um momento que o terapeuta julgar que o paciente se beneficiará mais.
  • 15. Identificando as Crenças Intermediárias 1. Reconhecendo quando uma crença é expressa com um pensamento automático 2. Organizando a primeira parte de uma suposição 3. Obtendo diretamente uma regra ou atitude 4. Usando a técnica da flecha descendente 5. Examinando os pensamentos automáticos do paciente e procurando temas comuns 6. Revisando um questionário de crença preenchido pelo paciente
  • 16. Decidindo quanto a modificar uma crença Tendo identificado uma crença, o terapeuta determina se a crença intermediária é central ou mais periférica e, geralmente, a fim de conduzir a terapia tão eficientemente quanto possível, ele se focaliza nas crenças intermediárias mais importantes.
  • 17. Decidindo quanto a modificar uma crença
  • 18. Decidindo quanto a modificar uma crença • Geralmente, o terapeuta se abstém de modificações da crença até que o paciente tenha aprendido as ferramentas par identificar e modificar seus pensamentos automáticos e tenha obtido algum alívio de sintomas. • Nessa atividade de modificação de crenças com alguns pacientes é relativamente fácil e com outros mas difíceis.
  • 19. Educando os pacientes sobre as crenças É necessário enfatizar aos pacientes que as crenças não são inatas e sim aprendidas, podendo, então, ser revisada.
  • 20. Mudando regras e atitudes em Forma de Suposições
  • 21. Examinando as vantagens e desvantagens das Crenças
  • 22. Formulando uma nova Crença Afim de decidir que estratégias usar para modificar uma determinada crença, o terapeuta formula claramente para si, qual seria uma crença mais adaptativa. (Que crença seria mais funcional para o paciente?)
  • 23. Modificando as Crenças 1. Questionamento Socrático 2. Experimentos comportamentais 3. Continuum cognitivo 4. Role-Plays racional-emocional 5. Usar outros como um ponto de referência 6. Dramatizar o “como se” 7. Auto-revelação
  • 25. Nenhuma técnica psicológica funcionará, se o amor não funcionar! Sarah Karenina Psicóloga – CRP 15/3785