HISTÓRIA DAS POLÍTICAS DE
    SAÚDE NO BRASIL
  Primórdios e origens do SUS
Prof. Ismael Costa



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Políticas de Saúde x Conjunturas
• Aspectos   econômicos,      políticos   e
  culturais
• Identificação de fatos (discursos, leis,
  documentos,     intervenções,    notícias,
  manifestações de entidades e grupos,etc)
• Posição dos atores
Desenvolvimento das políticas de saúde
no Brasil
• República Velha (1889 -1930)
• “Era Vargas” (1930 – 1964)
• Autoritarismo (1964 – 1984)
• “Nova república” (1985 – 1988)
• Pós-Constituinte (1989 – 2002)
• Atual (2003 – 2008)
Política de saúde no Brasil
REPÚBLICA VELHA (ATÉ
1930)
Doenças        transmissíveis,
epidemias       e      doenças
pestilenciais:            febre
amarela,varíola,
tuberculose, sífilis, etc
Política de saúde no Brasil
A saúde como uma questão
social: ameaça ao modelo
agro-exportador, resposta do
Estado,       emergência da
política nacional de saúde
(org. de serviços de saúde
pública      e    campanhas
sanitárias);
Conjuntura
• Economia:      agro-exportadora,
  movida pelo capital comercial
• Superestrutura          político-
  ideológica:    Estado    liberal-
  oligárquico(interesses de São
  Paulo e Minas / politica café
  c/leite)
• Aparecimento das indústrias,
  precárias condições de trabalho
  e de vida das populações
  urbanas
Conjuntura
• Reação       do    Estado       aos
  movimentos operários: embriões
  de      legislação       trabalhista
  (jornada,acidentes,menor)          e
  previdenciária      (caixas      de
  aposentadoria e pensão)
• Reação do Estado às condições
  de    saúde      da     população:
  combate as epidemias
Conjuntura
• Oswaldo Cruz: combate a febre amarela, vacina
  contra a varíola, ações sanitárias;
• Objeto de atenção do Estado: a insalubridade
  dos portos, a atração e retenção da força de
  trabalho, as endemias rurais e o saneamento
  urbano (interesses da economia de exportação)
Conjuntura
• Enfretamento do problema: como “caso de polícia” e
  posteriormente como “questão social”
• Previdência: lei Eloi Chaves (organizando as CAPs-
  caixas de aposentadorias e pensões )
• Saúde Pública: Reforma Carlos Chagas (implantando o
  Depto. Nacional de Saúde Pública)
“Era Vargas” (1930 – 1964)
Transição demográfica (redução mortalidade e
envelhecimento da população.)
Predomínio das doenças da pobreza e
aparecimento      da    morbidade   moderna
(doenças do coração, neoplasias, acidentes e
violências)
Crise da Velha República (frações da
burguesia lutavam pela hegemonia)
“Revolução de 30” golpe de estado
Industrialização, urbanização e mudanças nas
condições de vida e saúde
“Era Vargas” (1930 – 1964)
• Crise do café + Crise Política da Velha
  República (frações da burguesia lutavam
  pela hegemonia)
• “Revolução de 30” golpe de estado
• Industrialização,    urbanização      e
  mudanças nas condições de vida e
  saúde
“Era Vargas”
Âmbito estatal: forma trifurcada (saúde
  pública, medicina previdenciária e
  saúde do trabalhador)
• Institucionalização da saúde pública:
  Ministério da Educação e Saúde
• Medicina Previdenciária e Saúde
  ocupacional: Ministério do Trabalho
“Era Vargas”
Âmbito privado: forma fracionada:
• Medicina liberal
• Hospitais     beneficentes   ou
  filantrópicos
• Empresas médicas (hospitais
  lucrativos)
“Era Vargas”
• 1941:   Serviço de Combate às
  endemias
• 1953: Ministério da Saúde
• 1956: Criação do Serviço Especial
  de Saúde Pública (SESP) e
  instalação do Depto. Nacional de
  Endemias Rurais (depois SUCAM)
“Era Vargas”
• Ações do Ministério da Saúde,
 SES e SMS: concentradas nas
 campanhas         sanitárias,    nos
 programas especiais (materno-
 infantil, tuberculose, endemias
 rurais, hanseníase, etc) e na
 manutenção de centros, postos de
 saúde,       maternidades,hospitais
 específicos       de      psiquiatria,
 tisiologia, etc para os pobres
“Era Vargas”
• Trabalhadores       urbanos/Previdência
  Social: organização dos IAP por
  categorias:      marítimos        (IAPM),
  comerciários (IAPC), bancários (IAPB),
  transportes    e   cargas     (IAPETEC),
  servidores do Estado (IPASE), etc.
• Assistência médico-hospitalar começa a
  fornecer as bases para a capitalização do
  setor saúde
Regime Autoritário (1964-1984)
1964: Golpe Militar
• Desenvolvimento              via
  internacionalização da economia
  assentada no tripé: capital
  nacional, Estado(financiador da
  previdência social) e capital
  multinacional.
• Modelo econômico: concentrou
  renda, reforçou migrações e
  acelerou a urbanização sem os
  investimentos necessários.
Regime autoritário
• Capitalização      da     medicina:
  privilegiou   o    setor   privado,
  comprando serviços médicos,
  apoio     aos    investimentos    e
  empréstimos       com     subsídios
  (unificação dos IAP/ 1966 – INPS)
• 1973: FUNRURAL (extensão da
  med.previdenciária              aos
  trabalhadores rurais)
INPS e a conformação do modelo
médico-assistencial privatista
 A extensão da cobertura previdenciária de
 forma a abranger a quase totalidade da
 população urbana e rural
 O privilegiamento da prática médica
 curativa, individual, assistencialista e
 especializada
 A criação, através da intervenção estatal,
 de um complexo médico-industrial
 O desenvolvimento de um padrão de
 organização da prática médica orientada
 em termos de lucratividade, propiciando a
 capitalização da medicina e do produtor
 privado de serviços de saúde
Regime autoritário
1974: Reformulações adotadas:
• Separação área previdenciária e área do
  trabalho - MPAS
• Implantação do (PPA) Plano de Pronta
  Ação (atendimento de urgência para
  qualquer indivíduo)
• Instituição do Fundo de Apoio ao
  Desenvolvimento Social (FAS)
• Criação do DATAPREV: controle e
  avaliação
Regime autoritário
• A ação combinada PPA (mercado
  cativo) e FAS(expansão com
  recursos       subsidiados)     =
  alavancagem do setor privado/
  cresc.de 465% entre 69 a 84
• Setor    privado:    capital fixo
  subsidiado, reserva de mercado,
  baixíssimo risco empresarial e
  nenhuma competitividade
Regime autoritário
• 1975: V Conferência Nacional de
  Saúde
• Crise do setor saúde: insuficiência,
  descoordenação, má distribuição e
  ineficácia
Regime autoritário
• 1975: Sistema Nacional de Saúde (Lei
  6229/75)     x     Oposição        pelos
  empresários da saúde
• Inicio pelas universidades movimento
  contra-Hegemônico- Dep. Medicina
  preventiva
• Intervenção         política        nos
  programas:materno       –infantil,    de
  imunização, de Interiorização das
  Ações de Saúde e Saneamento
  (PIASS), PRONAN, etc
Regime autoritário
• 1977:    Lei 6.439 cria o SINPAS
  (garantir a expansão da população
  previdenciária e a centralização
  administrativa)
• 1977: INAMPS- Instituto Nacional de
  Assistência Médica Previdenciária
  (base para a hegemonia do modelo
  privatista)
Regime autoritário
Tripé desse modelo:
• Estado como grande financiador
  via previdência
• Setor privado nacional como
  maior prestador
• Setor privado internacional como
  produtor de insumos
Movimento contra-hegemônico da saúde
• Universidades,OPS,Abrasco,
  CEBES, etc
• Inserção de técnicos do movimento
  sanitário no Estado
• Programa de Interiorização das
  Ações de Saúde e Saneamento no
  Nordeste:expansão        da     rede
  ambulatorial pública
• Carreiras de Sanitarista e Agente de
  Saúde Pública (p/dar suporte ao
  programa)
• Penetração do tema saúde no
  legislativo.
Regime autoritário
• 1980: período recessivo e explosão da
 crise financeira da previdência social
• Governo Figueiredo / VII Conferência
 Nacional     de    Saúde:     PREV-SAÚDE
 (reorientação do sistema de saúde,
 mediante a integração dos ministérios da
 saúde e previdência)
Diretrizes do Programa não implantado
• Reforço a atenção primária
• Participação da comunidade
• Regionalização e hierarquização
  de serviços
• Sistema de referência e contra-
  referência
• Integração das ações preventivas
  e curativas
Regime autoritário
• 1982: Plano do CONASP(Conselho Consultivo
  de Administração de Saúde Previdenciária )-
  Tomar medidas de curto prazo e caráter
  emergencial (implantou AIH e possibilitou via
  AIS- Ações Integradas da Saúde- o acesso aos
  serviços previdenciários e de saúde pública para
  população não segurada)
• Ações não suficientes para alterar as condições
  de saúde da população.
Inadequações do modelo privatista
adotado
• A prática médica dominante não era capaz de
  alterar os perfis de morbimortalidade
• Os custos do modelo inviabilizaram sua
  expansão
• A ausência de critérios para compra de serviços
  aos hospitais privados
• O modelo gerava superposições,
  descoordenações e descontroles
Política de saúde no Brasil
• TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA         /Nova
  República (1979 - 1988)
• Redemocratização do país
• Democracia é saúde: a politização da
  saúde e o movimento pela Reforma
  Sanitária
Situação de saúde
• Redução da mortalidade infantil e das
  doenças imunopreveníveis
• Manutenção      das   doenças    do
  aparelho circulatório e neoplasias
  como principais causas de morte
• Aumento das mortes por violência
• AIDS e DENGUE
Contexto político
• Conquista da democracia, demanda
  pelo resgate da “dívida social”
• Saúde na agenda política da “Nova
  República”
• 8a Conferência Nacional de Saúde:
  5000 participantes representantes dos
  movimentos       sociais,   intelectuais,
  sindicatos, conselhos regionais e
  federais de profissionais da saúde, etc
Reforma Sanitária
• Crítica ao modelo baseado no paradigma
  clínico, individualista e nas práticas
  curativista e hospitalocêntrica
• Conceito ampliado de saúde
• Saúde como direito de todos e dever do
  Estado
• Criação do SUS
• Participação popular (controle social)
• Constituição e ampliação do orçamento
  social
Processo Constituinte
• Comissão Nacional de Reforma
  Sanitária:     sistematizou      as
  proposições
• Legislação básica incorporada na
  Constituição Federal
• Incorporação dos princípios e
  diretrizes do movimento sanitário
  no capítulo da Seguridade Social
Reforma sanitária: imagem - objetivo
• Formulação   que coincidia com a
 experiência     social-democrata    do
 “Estado de Bem-estar” dos países
 europeus        (Suécia,     Noruega,
 Dinamarca) e com a proposta de
 “democratização” das relações sociais
 em     uma     perspectiva   socialista
 (consciência sanitária)
Modelo adotado
• Implantação      dos      Distritos
 Sanitários     como      estratégia
 organizacional e gerencial
Pós – Constituinte (1989 – 2002)
• 89: mudança no cenário político e
  ideológico (no mundo e no Brasil)
• Ajuste neoliberal e reformas
• Participação e democratização       x
  Racionalização e eficiência
• Retrocessos na Gestão Collor
Pós-Constituinte/situação de saúde
• Epidemia de cólera
• Agravamento da mortalidade por causas
  externas
• Erradicação da poliomielite
• Decréscimo da mortalidade infantil
• Persistência da tuberculose
• Estabilização das taxas de AIDS
• Expansão da Dengue
Contexto político
• Promulgação da “Constituição Cidadã”
  e    instabilidade    econômica      com
  hiperinflação e crise fiscal do Estado
• Obstáculos      a implementação da
  Reforma Sanitária
• Recuo      dos movimentos sociais,
  disseminação da ideologia neoliberal e
  a perda de poder aquisitivo dos
  trabalhadores de saúde
O SUS CONSTITUCIONAL
O ESTADO
Estado = poder público
3 poderes:
Executivo – Governos
Legislativo – Presidente e Congresso Nacional
Judiciário – Fóruns e tribunais
Constituição


Decreto - Lei


 Portarias
Constituição – Assembléia Nacional Constituinte
Decreto/Medida provisória – Presidente da
 República.
Lei – Poder legislativo – Deputados e Senadores
Portarias – Ministros de Estado
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do
Estado(...).
Da Saúde
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que
visem à redução do risco de doença e de outros agravos e
ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação.
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de
saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei,
sobre sua regulamentação, fiscalização e controle,
devendo sua execução ser feita diretamente ou através
de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
direito privado.
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma
rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema
único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de
governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
Parágrafo Único. O Sistema Único de Saúde será financiado,
nos termos do art. 195, com recurso do orçamento da
seguridade social da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, além de outras fontes.
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
§ 1º - As instituições privadas poderão participar de forma
complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes
deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo
preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
§2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou
subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
§3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos
previstos em lei.
§4º - A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a
remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de
transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta,
processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo
vedado todo o tipo de comercialização.
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de
outras atribuições, nos termos da lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e
substâncias de interesse para a saúde e participar da
produção         de       medicamentos,     equipamentos,
imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;
II - executar as ações de vigilância sanitária e
epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de
saúde;
• §4° participar da formulação da política e da execução
  das ações de saneamento básico;
• §5° incrementar em sua área de atuação o
  desenvolvimento científico e tecnológico;
• §6° fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o
  controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e
  águas para o consumo humano;
• §7° participar do controle e fiscalização da produção,
  transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos
  psicoativos, tóxicos e radioativos;
• §8° colaborar na proteção do meio ambiente, nele
  compreendido o do trabalho.
Emenda constitucional 29/2000
• Governo federal – despesas do ano anterior + variação
  anual nominal do PIB
• Governos Estaduais – 12%
• Governos municipais – 15%
Contexto
• Operação descrédito contra o SUS: pelos
  dirigentes e mídia, pelas ações políticas
  predominantemente     corporativas    dos
  trabalhadores de saúde
• Aprovação da Lei Orgânica da Saúde (lei
  8080/90) vetos presidenciais
Contexto
• Lei 8142/90: complementa a primeira,
  recupera artigos vetados e regula a
  participação da comunidade no SUS
  através de instâncias colegiadas.
• Orienta          as          transferências
  intergovernamentais       de       recursos
  financeiros, exige a formulação de planos
  de saúde e a criação de fundos de saúde
Obstáculos a concretização dos direitos
promulgados
• Collor: redução dos recursos para a
  saúde
• Reforço    ao   modelo     conservador:
  expansão     da   assistência    médica
  supletiva; reforço a centralização
  decisória e ao controle burocrático;
  municipalização          discriminatória
  (“presente de grego”); lógica da
  produtividade nos serviços públicos SIH
  e SIA - SUS
Em contrapartida...
• Constituições  estaduais  e   leis
  orgânicas   dos municípios foram
  elaboradas
• Conselho Nacional de Saúde instalado
• Organização de serviços através dos
  distritos sanitários
• Após o impeachment alguns aspectos
  da reforma foram retomados: NOBs
Outros ganhos...
• NOB 96: preocupação em estabelecer as bases
  para que o SUS fosse transformado em um
  modelo de atenção centrado na qualidade de vida
  das pessoas e no meio ambiente, bem como da
  equipe de saúde com a comunidade. PACS e PSF
• Financiamento da atenção básica de saúde (PAB
  e PAB variável)
• Regulação da assistência médica supletiva (ANS)
Fatos político-institucionais
• Criação da ANVISA
• Implantação do SIOPS
• Cartão SUS
• Implementação do Programa de Interiorização do
  Trabalho em Saúde
• Atualização da relação nacional de medicamentos
  essenciais
• Aprovação da Lei dos Medicamentos Genéricos
• Emenda Constitucional (EC-29)
Síntese das características das políticas
 de saúde do Brasil
• Incorporação     lenta e gradual da população
  brasileira ao sistema de serviços de saúde
• Participação      ambivalente   do     Estado   no
  financiamento, distribuição, prestação e regulação
  dos serviços de saúde
• Fragmentação institucional entre a assistência
  médico-hospitalar, a saúde pública e a saúde
  ocupacional
Síntese
• Centralização da Gestão
• Restrições   à participação do cidadão e das
  organizações da sociedade civil no controle público
  do Estado, dos seus aparelhos e da sua burocracia
• Segmentação do sistema com a conformação
  contraditória de 2 subsistemas : o público (SUS) e
  o privado (SAMS e outros)
Síntese
• Formas diferenciadas de financiamento e de
  remuneração      dos    serviços;    universal e
  “excludente”; “hospitalocêntrico” e curativo
• Ainda competem no espaço da formulação e
  implementação de políticas de saúde distintas
  concepções de SUS:
Síntese
O SUS democrático: desenhado pela reforma
sanitária
O SUS formal : juridicamente estabelecido pela
Constituição, leis, decretos, etc
O SUS real: refém dos desígnios da “área
econômica”, do clientelismo e da inércia
burocrática que favorece o mercado para o
seguro-saúde
O SUS para pobres: centrado numa medicina
simplificada para gente simples,focalização
Projetos em Disputa

               REFORMA SANITÁRIA            PRIVATISTA
Base          Estado democrático de     Estado Mínimo
              direito
Premissas     Saúde: direito social e   Parcerias e
              dever do Estado           Privatizações
Temas         -Ampliação   das          -Crise financeira
              conquistas sociais        -Dicotomia entre
              -Democratização do        universalização e
              acesso                    focalização
              -Déficit Social           -Diminuição dos

              -Financiamento efetivo    gastos sociais
                                        -Déficit público

Estratégias   Descentralização com      Re- filantropização
de Ação       controle social
Entender Política de Saúde
• Como campo científico
• Como técnica de análise e formulação de
  políticas
• Como práxis: ação política dos atores sociais

Política de saúde no Brasil

  • 1.
    HISTÓRIA DAS POLÍTICASDE SAÚDE NO BRASIL Primórdios e origens do SUS
  • 2.
  • 4.
    Políticas de Saúdex Conjunturas • Aspectos econômicos, políticos e culturais • Identificação de fatos (discursos, leis, documentos, intervenções, notícias, manifestações de entidades e grupos,etc) • Posição dos atores
  • 5.
    Desenvolvimento das políticasde saúde no Brasil • República Velha (1889 -1930) • “Era Vargas” (1930 – 1964) • Autoritarismo (1964 – 1984) • “Nova república” (1985 – 1988) • Pós-Constituinte (1989 – 2002) • Atual (2003 – 2008)
  • 6.
    Política de saúdeno Brasil REPÚBLICA VELHA (ATÉ 1930) Doenças transmissíveis, epidemias e doenças pestilenciais: febre amarela,varíola, tuberculose, sífilis, etc
  • 7.
    Política de saúdeno Brasil A saúde como uma questão social: ameaça ao modelo agro-exportador, resposta do Estado, emergência da política nacional de saúde (org. de serviços de saúde pública e campanhas sanitárias);
  • 8.
    Conjuntura • Economia: agro-exportadora, movida pelo capital comercial • Superestrutura político- ideológica: Estado liberal- oligárquico(interesses de São Paulo e Minas / politica café c/leite) • Aparecimento das indústrias, precárias condições de trabalho e de vida das populações urbanas
  • 9.
    Conjuntura • Reação do Estado aos movimentos operários: embriões de legislação trabalhista (jornada,acidentes,menor) e previdenciária (caixas de aposentadoria e pensão) • Reação do Estado às condições de saúde da população: combate as epidemias
  • 10.
    Conjuntura • Oswaldo Cruz:combate a febre amarela, vacina contra a varíola, ações sanitárias; • Objeto de atenção do Estado: a insalubridade dos portos, a atração e retenção da força de trabalho, as endemias rurais e o saneamento urbano (interesses da economia de exportação)
  • 11.
    Conjuntura • Enfretamento doproblema: como “caso de polícia” e posteriormente como “questão social” • Previdência: lei Eloi Chaves (organizando as CAPs- caixas de aposentadorias e pensões ) • Saúde Pública: Reforma Carlos Chagas (implantando o Depto. Nacional de Saúde Pública)
  • 12.
    “Era Vargas” (1930– 1964) Transição demográfica (redução mortalidade e envelhecimento da população.) Predomínio das doenças da pobreza e aparecimento da morbidade moderna (doenças do coração, neoplasias, acidentes e violências) Crise da Velha República (frações da burguesia lutavam pela hegemonia) “Revolução de 30” golpe de estado Industrialização, urbanização e mudanças nas condições de vida e saúde
  • 13.
    “Era Vargas” (1930– 1964) • Crise do café + Crise Política da Velha República (frações da burguesia lutavam pela hegemonia) • “Revolução de 30” golpe de estado • Industrialização, urbanização e mudanças nas condições de vida e saúde
  • 14.
    “Era Vargas” Âmbito estatal:forma trifurcada (saúde pública, medicina previdenciária e saúde do trabalhador) • Institucionalização da saúde pública: Ministério da Educação e Saúde • Medicina Previdenciária e Saúde ocupacional: Ministério do Trabalho
  • 15.
    “Era Vargas” Âmbito privado:forma fracionada: • Medicina liberal • Hospitais beneficentes ou filantrópicos • Empresas médicas (hospitais lucrativos)
  • 16.
    “Era Vargas” • 1941: Serviço de Combate às endemias • 1953: Ministério da Saúde • 1956: Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) e instalação do Depto. Nacional de Endemias Rurais (depois SUCAM)
  • 17.
    “Era Vargas” • Açõesdo Ministério da Saúde, SES e SMS: concentradas nas campanhas sanitárias, nos programas especiais (materno- infantil, tuberculose, endemias rurais, hanseníase, etc) e na manutenção de centros, postos de saúde, maternidades,hospitais específicos de psiquiatria, tisiologia, etc para os pobres
  • 18.
    “Era Vargas” • Trabalhadores urbanos/Previdência Social: organização dos IAP por categorias: marítimos (IAPM), comerciários (IAPC), bancários (IAPB), transportes e cargas (IAPETEC), servidores do Estado (IPASE), etc. • Assistência médico-hospitalar começa a fornecer as bases para a capitalização do setor saúde
  • 19.
    Regime Autoritário (1964-1984) 1964:Golpe Militar • Desenvolvimento via internacionalização da economia assentada no tripé: capital nacional, Estado(financiador da previdência social) e capital multinacional. • Modelo econômico: concentrou renda, reforçou migrações e acelerou a urbanização sem os investimentos necessários.
  • 20.
    Regime autoritário • Capitalização da medicina: privilegiou o setor privado, comprando serviços médicos, apoio aos investimentos e empréstimos com subsídios (unificação dos IAP/ 1966 – INPS) • 1973: FUNRURAL (extensão da med.previdenciária aos trabalhadores rurais)
  • 21.
    INPS e aconformação do modelo médico-assistencial privatista A extensão da cobertura previdenciária de forma a abranger a quase totalidade da população urbana e rural O privilegiamento da prática médica curativa, individual, assistencialista e especializada A criação, através da intervenção estatal, de um complexo médico-industrial O desenvolvimento de um padrão de organização da prática médica orientada em termos de lucratividade, propiciando a capitalização da medicina e do produtor privado de serviços de saúde
  • 22.
    Regime autoritário 1974: Reformulaçõesadotadas: • Separação área previdenciária e área do trabalho - MPAS • Implantação do (PPA) Plano de Pronta Ação (atendimento de urgência para qualquer indivíduo) • Instituição do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS) • Criação do DATAPREV: controle e avaliação
  • 23.
    Regime autoritário • Aação combinada PPA (mercado cativo) e FAS(expansão com recursos subsidiados) = alavancagem do setor privado/ cresc.de 465% entre 69 a 84 • Setor privado: capital fixo subsidiado, reserva de mercado, baixíssimo risco empresarial e nenhuma competitividade
  • 24.
    Regime autoritário • 1975:V Conferência Nacional de Saúde • Crise do setor saúde: insuficiência, descoordenação, má distribuição e ineficácia
  • 25.
    Regime autoritário • 1975:Sistema Nacional de Saúde (Lei 6229/75) x Oposição pelos empresários da saúde • Inicio pelas universidades movimento contra-Hegemônico- Dep. Medicina preventiva • Intervenção política nos programas:materno –infantil, de imunização, de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento (PIASS), PRONAN, etc
  • 26.
    Regime autoritário • 1977: Lei 6.439 cria o SINPAS (garantir a expansão da população previdenciária e a centralização administrativa) • 1977: INAMPS- Instituto Nacional de Assistência Médica Previdenciária (base para a hegemonia do modelo privatista)
  • 27.
    Regime autoritário Tripé dessemodelo: • Estado como grande financiador via previdência • Setor privado nacional como maior prestador • Setor privado internacional como produtor de insumos
  • 28.
    Movimento contra-hegemônico dasaúde • Universidades,OPS,Abrasco, CEBES, etc • Inserção de técnicos do movimento sanitário no Estado • Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento no Nordeste:expansão da rede ambulatorial pública • Carreiras de Sanitarista e Agente de Saúde Pública (p/dar suporte ao programa) • Penetração do tema saúde no legislativo.
  • 29.
    Regime autoritário • 1980:período recessivo e explosão da crise financeira da previdência social • Governo Figueiredo / VII Conferência Nacional de Saúde: PREV-SAÚDE (reorientação do sistema de saúde, mediante a integração dos ministérios da saúde e previdência)
  • 30.
    Diretrizes do Programanão implantado • Reforço a atenção primária • Participação da comunidade • Regionalização e hierarquização de serviços • Sistema de referência e contra- referência • Integração das ações preventivas e curativas
  • 31.
    Regime autoritário • 1982:Plano do CONASP(Conselho Consultivo de Administração de Saúde Previdenciária )- Tomar medidas de curto prazo e caráter emergencial (implantou AIH e possibilitou via AIS- Ações Integradas da Saúde- o acesso aos serviços previdenciários e de saúde pública para população não segurada) • Ações não suficientes para alterar as condições de saúde da população.
  • 32.
    Inadequações do modeloprivatista adotado • A prática médica dominante não era capaz de alterar os perfis de morbimortalidade • Os custos do modelo inviabilizaram sua expansão • A ausência de critérios para compra de serviços aos hospitais privados • O modelo gerava superposições, descoordenações e descontroles
  • 33.
    Política de saúdeno Brasil • TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA /Nova República (1979 - 1988) • Redemocratização do país • Democracia é saúde: a politização da saúde e o movimento pela Reforma Sanitária
  • 34.
    Situação de saúde •Redução da mortalidade infantil e das doenças imunopreveníveis • Manutenção das doenças do aparelho circulatório e neoplasias como principais causas de morte • Aumento das mortes por violência • AIDS e DENGUE
  • 35.
    Contexto político • Conquistada democracia, demanda pelo resgate da “dívida social” • Saúde na agenda política da “Nova República” • 8a Conferência Nacional de Saúde: 5000 participantes representantes dos movimentos sociais, intelectuais, sindicatos, conselhos regionais e federais de profissionais da saúde, etc
  • 36.
    Reforma Sanitária • Críticaao modelo baseado no paradigma clínico, individualista e nas práticas curativista e hospitalocêntrica • Conceito ampliado de saúde • Saúde como direito de todos e dever do Estado • Criação do SUS • Participação popular (controle social) • Constituição e ampliação do orçamento social
  • 37.
    Processo Constituinte • ComissãoNacional de Reforma Sanitária: sistematizou as proposições • Legislação básica incorporada na Constituição Federal • Incorporação dos princípios e diretrizes do movimento sanitário no capítulo da Seguridade Social
  • 38.
    Reforma sanitária: imagem- objetivo • Formulação que coincidia com a experiência social-democrata do “Estado de Bem-estar” dos países europeus (Suécia, Noruega, Dinamarca) e com a proposta de “democratização” das relações sociais em uma perspectiva socialista (consciência sanitária)
  • 39.
    Modelo adotado • Implantação dos Distritos Sanitários como estratégia organizacional e gerencial
  • 40.
    Pós – Constituinte(1989 – 2002) • 89: mudança no cenário político e ideológico (no mundo e no Brasil) • Ajuste neoliberal e reformas • Participação e democratização x Racionalização e eficiência • Retrocessos na Gestão Collor
  • 41.
    Pós-Constituinte/situação de saúde •Epidemia de cólera • Agravamento da mortalidade por causas externas • Erradicação da poliomielite • Decréscimo da mortalidade infantil • Persistência da tuberculose • Estabilização das taxas de AIDS • Expansão da Dengue
  • 42.
    Contexto político • Promulgaçãoda “Constituição Cidadã” e instabilidade econômica com hiperinflação e crise fiscal do Estado • Obstáculos a implementação da Reforma Sanitária • Recuo dos movimentos sociais, disseminação da ideologia neoliberal e a perda de poder aquisitivo dos trabalhadores de saúde
  • 43.
  • 44.
    O ESTADO Estado =poder público 3 poderes: Executivo – Governos Legislativo – Presidente e Congresso Nacional Judiciário – Fóruns e tribunais
  • 45.
  • 46.
    Constituição – AssembléiaNacional Constituinte Decreto/Medida provisória – Presidente da República. Lei – Poder legislativo – Deputados e Senadores Portarias – Ministros de Estado
  • 47.
    Art. 196. Asaúde é direito de todos e dever do Estado(...).
  • 48.
    Da Saúde Art. 196.A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
  • 49.
    Art. 198. Asações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade. Parágrafo Único. O Sistema Único de Saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recurso do orçamento da seguridade social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes.
  • 50.
    Art. 199. Aassistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. §2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. §3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. §4º - A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo o tipo de comercialização.
  • 51.
    Art. 200. Aosistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
  • 52.
    • §4° participarda formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; • §5° incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico; • §6° fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para o consumo humano;
  • 53.
    • §7° participardo controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; • §8° colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.
  • 54.
    Emenda constitucional 29/2000 •Governo federal – despesas do ano anterior + variação anual nominal do PIB • Governos Estaduais – 12% • Governos municipais – 15%
  • 55.
    Contexto • Operação descréditocontra o SUS: pelos dirigentes e mídia, pelas ações políticas predominantemente corporativas dos trabalhadores de saúde • Aprovação da Lei Orgânica da Saúde (lei 8080/90) vetos presidenciais
  • 56.
    Contexto • Lei 8142/90:complementa a primeira, recupera artigos vetados e regula a participação da comunidade no SUS através de instâncias colegiadas. • Orienta as transferências intergovernamentais de recursos financeiros, exige a formulação de planos de saúde e a criação de fundos de saúde
  • 57.
    Obstáculos a concretizaçãodos direitos promulgados • Collor: redução dos recursos para a saúde • Reforço ao modelo conservador: expansão da assistência médica supletiva; reforço a centralização decisória e ao controle burocrático; municipalização discriminatória (“presente de grego”); lógica da produtividade nos serviços públicos SIH e SIA - SUS
  • 58.
    Em contrapartida... • Constituições estaduais e leis orgânicas dos municípios foram elaboradas • Conselho Nacional de Saúde instalado • Organização de serviços através dos distritos sanitários • Após o impeachment alguns aspectos da reforma foram retomados: NOBs
  • 59.
    Outros ganhos... • NOB96: preocupação em estabelecer as bases para que o SUS fosse transformado em um modelo de atenção centrado na qualidade de vida das pessoas e no meio ambiente, bem como da equipe de saúde com a comunidade. PACS e PSF • Financiamento da atenção básica de saúde (PAB e PAB variável) • Regulação da assistência médica supletiva (ANS)
  • 60.
    Fatos político-institucionais • Criaçãoda ANVISA • Implantação do SIOPS • Cartão SUS • Implementação do Programa de Interiorização do Trabalho em Saúde • Atualização da relação nacional de medicamentos essenciais • Aprovação da Lei dos Medicamentos Genéricos • Emenda Constitucional (EC-29)
  • 61.
    Síntese das característicasdas políticas de saúde do Brasil • Incorporação lenta e gradual da população brasileira ao sistema de serviços de saúde • Participação ambivalente do Estado no financiamento, distribuição, prestação e regulação dos serviços de saúde • Fragmentação institucional entre a assistência médico-hospitalar, a saúde pública e a saúde ocupacional
  • 62.
    Síntese • Centralização daGestão • Restrições à participação do cidadão e das organizações da sociedade civil no controle público do Estado, dos seus aparelhos e da sua burocracia • Segmentação do sistema com a conformação contraditória de 2 subsistemas : o público (SUS) e o privado (SAMS e outros)
  • 63.
    Síntese • Formas diferenciadasde financiamento e de remuneração dos serviços; universal e “excludente”; “hospitalocêntrico” e curativo • Ainda competem no espaço da formulação e implementação de políticas de saúde distintas concepções de SUS:
  • 64.
    Síntese O SUS democrático:desenhado pela reforma sanitária O SUS formal : juridicamente estabelecido pela Constituição, leis, decretos, etc O SUS real: refém dos desígnios da “área econômica”, do clientelismo e da inércia burocrática que favorece o mercado para o seguro-saúde O SUS para pobres: centrado numa medicina simplificada para gente simples,focalização
  • 65.
    Projetos em Disputa REFORMA SANITÁRIA PRIVATISTA Base Estado democrático de Estado Mínimo direito Premissas Saúde: direito social e Parcerias e dever do Estado Privatizações Temas -Ampliação das -Crise financeira conquistas sociais -Dicotomia entre -Democratização do universalização e acesso focalização -Déficit Social -Diminuição dos -Financiamento efetivo gastos sociais -Déficit público Estratégias Descentralização com Re- filantropização de Ação controle social
  • 66.
    Entender Política deSaúde • Como campo científico • Como técnica de análise e formulação de políticas • Como práxis: ação política dos atores sociais