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Medicina
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2014/1
Paula Brustolin Xavier
Epidemiologia
O que é EPIDEMIOLOGIA?
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 A epidemiologia originou-se das observações de
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crônicas não transmissíveis tais como
doença cardíaca e câncer, sobretudo nos
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medicina e epidemiologia)
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Epidemiologistas - Século XIX
Cientistas Franceses
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clínica.
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dos determinantes
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sistemáticas. Aplicação da
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de cólera.
Século XX
Primeira metade
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Carlos Chagas, Adolfo Lutz,
Emílio Ribas destacaram-se
como sanitaristas com
medidas saneadoras e
preventivas.
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Pilares da Epidemiologia Atual
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da interação do social com o biológico na produção
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 Estatística – Arte de coletar, resumir e analisar dados
sujeitos a variações como a aleatoriedade dos
eventos e o controle de variáveis que dificultam a
interpretação dos resultados.
Premissas Básicas
agravos à saúde não ocorrem ao acaso
distribuição desigual dos agravos na população
distribuição desigual dos fatores de risco
conhecimento destas situações orienta aplicação
de medidas preventivas e curativas direcionadas
FUNDAMENTOS BÁSICOS DE EPIDEMIOLOGIA
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 Definições de saúde e doença: causa versus
determinantes
 Abordagens epidemiológicas/método
epidemiológico – natureza da informação, tipos de
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FUNDAMENTOS BÁSICOS DE EPIDEMIOLOGIA
Objetivos da Epidemiologia
 Descrever a distribuição e a magnitude dos
problemas de saúde nas populações humanas;
 Conhecer dados essenciais para o planejamento,
execução e avaliação das ações de prevenção e
promoção da saúde, controle e tratamento das
doenças;
 Estabelecer prioridades para melhorar cada vez mais
o nível de saúde da população;
 Identificar os fatores etiológicos das doenças.
Problema Epidemiológico
Em epidemiologia, o problema tem origem
quando doenças acometem grupos
humanos.
É a necessidade de remover fatores
ambientais contrários à saúde ou de criar
condições que a promovam, que determina
a problemática própria da epidemiologia.
Alvo do estudo epidemiológico
O alvo de um estudo epidemiológico é sempre
uma população humana, que pode ser definida
em termos geográficos ou outro qualquer.
Por exemplo, um grupo específico de pacientes
hospitalizados ou trabalhadores de uma
indústria.
 Em geral, a população utilizada em um estudo
epidemiológico é aquela localizada em uma
determinada área ou país em um certo momento
do tempo.
Epidemiologia clínica
 A epidemiologia está, também,
preocupada com a evolução e o desfecho
(história natural) das doenças nos
indivíduos e nos grupos populacionais.
 A aplicação dos princípios e métodos
epidemiológicos no manejo de
problemas encontrados na prática
médica com pacientes, levou ao
desenvolvimento da epidemiologia
clínica.
Epidemiologia
Tradicionalmente dividida:
Descritiva: estuda a frequência e a
distribuição dos parâmetros de saúde
ou de fatores de risco das doenças nas
populações.
Analítica: testa hipóteses de relações
causais
Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades
humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes
das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde
coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle,
ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que
sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação
das ações de saúde.
Epidemiologia
(ROUQUAYROL; GOLDBAUM, 2003)
Conceito
CONCEITO
 A epidemiologia pode ser definida como “o estudo da
distribuição e dos determinantes de eventos ou estados
relacionados à saúde-doença, em populações
específicas, e a aplicação deste estudo para o
controle de problemas de saúde”.
Last, 1995
Médico
 Investigar alterações no organismo
 Exame clínico
 Solicita exames complementares
 Chega a um diagnóstico
 Indica prescrição
• Epidemiologista
– Investigar o agravo na
população
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doença
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determinantes
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– Profilaxia
Compreendendo o conceito
de epidemiologia!
• Aspectos teóricos e conceituais das
explicações do processo saúde-doença nas
populações.
Entendimento,
origens e
implicações para
saúde pública
Complexa relação
dos fatores de risco
Questões
metodológicas
EPIDEMIOLOGIA MODERNA
Estado de saúde das populações
 A epidemiologia é frequentemente utilizada para descrever o estado de saúde
de grupos populacionais.
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para as autoridades em saúde.
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identificação de programas curativos e preventivos prioritários à população.
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Medir saúde e doença
 Medir saúde e doença é fundamental para a prática da
epidemiologia.
 Diversas medidas são utilizadas para caracterizar a saúde das
populações.
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em muitas partes do mundo, e essa falta de informações
constitui um grande desafio para os epidemiologistas.
Dados
 Existe a necessidade de dados fidedignos e completos para
gerar as informações.
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de notificação obrigatória;
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população;
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Dados
 Dados relevantes à saúde:
- População: número de habitantes, idade, sexo, etc;
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trabalho, condições de moradia e alimentação;
- Ambientais: poluição, abastecimento de água, tratamento de
esgoto, coleta e disposição de lixo;
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saúde, acesso aos serviços;
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 Esses dados refletem a saúde – ou ausência dela – da
população que se deseja estudar.
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- Refere-se a uma característica desses dados, ou seja, tanto
morbidade quanto a mortalidade (especialmente a última)
representam apenas uma parcela da população, a que morre
ou a que chega ao serviço de saúde e tem seu diagnóstico feito
e registrado corretamente.
Ponta do iceberg
Conceitos em Epidemiologia
 Surto – Epidemia de proporções reduzidas, atingindo uma
pequena comunidade humana, restrita a instituições fechadas.
 Endemia – Ocorrência coletiva de uma determinada doença,
que no decorrer de um longo período histórico, acometendo
sistematicamente grupos humanos distribuídos em espaços
delimitados, mantém sua incidência constante.
 Epidemia – Se caracteriza pela incidência, em um curto
período de tempo, de grande número de casos de uma doença.
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Estuda os atributos
(dados), que são
Sistematicamente
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Levanta pistas que permitirão elucidar as
causas (determinação) das doenças
DESCRITIVO ANALÍTICO
Comprova as
associações
causais
Aplicações da Epidemiologia
1. Supervisão de Doenças
• Epidemia: Um rápido e dramático aumento na frequência
de uma doença dentro de uma população.
• Taxa de Incidência de uma doença: mede a rapidez
com que novos casos da doença aparecem.
2. Procurando as causas da doença
• Estudo Caso-Controle: presença (casos) ou ausência
(controle) da doença de interesse.
• Estudo de Coorte: baseados na presença (exposição) ou
ausência (não exposição) de um fator de risco de
interesse.
Aplicações da Epidemiologia
3. Testando o Diagnóstico
Verificação dos resultados dos testes:
• Um bom teste deve ter: um baixo percentual de falsos
positivos ou uma alta especificidade e um baixo percentual de
falsos negativos ou uma alta sensibilidade
• Sensibilidade = P(Teste + | Doença Presente)
Ex: VDRL (78% a 100%)
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• Análise de secreção da técnica de Gram 98%
O que fazem os
epidemiologistas
então?
Ms Paula Brustolin
Piada da Hora
Ms Paula Brustolin
Dois epidemiologistas se
encontram, e um pergunta para
o outro: como está sua mulher?
O outro responde: comparando
com quem?
•Classificar e caracterizar a doença.
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freqüência das doenças nas populações.
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Ms Paula Brustolin
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• Identificação da ÁGUA como o maior
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muitas doenças – malária, febre amarela,
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• Identificação do portador assintomático como
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Ms Paula Brustolin
• TABAGISMO encontrado como a causa principal
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Ms Paula Brustolin
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introduçao epidemio

  • 2. O que é EPIDEMIOLOGIA? EPI=SOBRE DEMO=POPULAÇÃO LOGIA=ESTUDO DOENÇAS CAUSAS
  • 3. História da epidemiologia  A epidemiologia originou-se das observações de Hipócrates feitas há mais de 2000 anos de que fatores ambientais influenciam a ocorrência de doenças. Entretanto, foi somente no século XIX que a distribuição das doenças em grupos humanos específicos passou a ser medida em larga escala.
  • 4. História da Epidemiologia  A abordagem epidemiológica que compara os coeficientes (ou taxas) de doenças em subgrupos populacionais tornou-se uma prática comum no final do século XIX e início do século XX. A sua aplicação foi inicialmente feita visando o controle de doenças transmissíveis e, posteriormente, no estudo das relações entre condições ou agentes ambientais e doenças específicas.
  • 5. História da Epidemiologia Na segunda metade do século XX, esses métodos foram aplicados para doenças crônicas não transmissíveis tais como doença cardíaca e câncer, sobretudo nos países industrializados.
  • 6. Evolução da Epidemiologia até o Século XIX  Hipócrates – Grécia antiga (Médico grego, pai da medicina e epidemiologia)  Galeno – Século XVII (Roma antiga)  John Graunt (1620 – 1674)  Orientação para avaliar os fatores como clima, maneira de viver, hábitos de comer e beber.  Teoria dos Miasmas (má qualidade do ar, decomposição de animais e plantas).  Pai da demografia ou estatísticas vitais (estimou % de crianças nv e morriam antes dos 6 anos de idade).
  • 7. Epidemiologistas - Século XIX Cientistas Franceses  Pierre Louis – Uso da estatística na pesquisa clínica.  Louis Villermé – Estudo dos determinantes sociais das doenças.  Louis Pasteur – Pai da bacteriologia. Investigações no campo da microbiologia, Cientistas Ingleses  William Farr – Produção de informações sistemáticas. Aplicação da estatística no estudo da mortalidade.  John Snow – Trabalho de campo, voltado à elucidação da epidemia de cólera.
  • 8. Século XX Primeira metade  Influência da microbiologia – Diagnóstico etiológico.  No Brasil – Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Adolfo Lutz, Emílio Ribas destacaram-se como sanitaristas com medidas saneadoras e preventivas.  Lind, Takaki e Goldberger – Estudo das doenças não infecciosas (prevenção do escoburto, beribéri e pelagra) Segunda metade (pós Segunda Guerra Mundial) Desenvolvimento da epidemiologia  Ênfase das pesquisas – mudança de perfil das doenças prevalentes. a. Determinação das condições de saúde da população. b. Investigações etiológicas  Estudos de Coorte (Fatores de risco em doenças crônicas).  Estudos de Caso-controle (Tabagismo x Câncer de pulmão). c. Avaliação de intervenções (doenças cardiovasculares).
  • 9. Situação Atual Pilares da Epidemiologia Atual  Ciências Biológicas – Clínica, patologia, microbiologia, parasitologia e a imunologia.  Ciências Sociais – A busca de melhor conhecimento da interação do social com o biológico na produção da doença.  Estatística – Arte de coletar, resumir e analisar dados sujeitos a variações como a aleatoriedade dos eventos e o controle de variáveis que dificultam a interpretação dos resultados.
  • 10. Premissas Básicas agravos à saúde não ocorrem ao acaso distribuição desigual dos agravos na população distribuição desigual dos fatores de risco conhecimento destas situações orienta aplicação de medidas preventivas e curativas direcionadas FUNDAMENTOS BÁSICOS DE EPIDEMIOLOGIA
  • 11. O propósito da epidemiologia – o que investigar  Definições de saúde e doença: causa versus determinantes  Abordagens epidemiológicas/método epidemiológico – natureza da informação, tipos de estudo FUNDAMENTOS BÁSICOS DE EPIDEMIOLOGIA
  • 12. Objetivos da Epidemiologia  Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas;  Conhecer dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção e promoção da saúde, controle e tratamento das doenças;  Estabelecer prioridades para melhorar cada vez mais o nível de saúde da população;  Identificar os fatores etiológicos das doenças.
  • 13. Problema Epidemiológico Em epidemiologia, o problema tem origem quando doenças acometem grupos humanos. É a necessidade de remover fatores ambientais contrários à saúde ou de criar condições que a promovam, que determina a problemática própria da epidemiologia.
  • 14. Alvo do estudo epidemiológico O alvo de um estudo epidemiológico é sempre uma população humana, que pode ser definida em termos geográficos ou outro qualquer. Por exemplo, um grupo específico de pacientes hospitalizados ou trabalhadores de uma indústria.  Em geral, a população utilizada em um estudo epidemiológico é aquela localizada em uma determinada área ou país em um certo momento do tempo.
  • 15. Epidemiologia clínica  A epidemiologia está, também, preocupada com a evolução e o desfecho (história natural) das doenças nos indivíduos e nos grupos populacionais.  A aplicação dos princípios e métodos epidemiológicos no manejo de problemas encontrados na prática médica com pacientes, levou ao desenvolvimento da epidemiologia clínica.
  • 16. Epidemiologia Tradicionalmente dividida: Descritiva: estuda a frequência e a distribuição dos parâmetros de saúde ou de fatores de risco das doenças nas populações. Analítica: testa hipóteses de relações causais
  • 17. Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde. Epidemiologia (ROUQUAYROL; GOLDBAUM, 2003) Conceito
  • 18. CONCEITO  A epidemiologia pode ser definida como “o estudo da distribuição e dos determinantes de eventos ou estados relacionados à saúde-doença, em populações específicas, e a aplicação deste estudo para o controle de problemas de saúde”. Last, 1995
  • 19. Médico  Investigar alterações no organismo  Exame clínico  Solicita exames complementares  Chega a um diagnóstico  Indica prescrição • Epidemiologista – Investigar o agravo na população – Freqüência e distribuição da doença – Informações - dados – Hipóteses de fatores determinantes – Associação fator-doença – Profilaxia Compreendendo o conceito de epidemiologia!
  • 20. • Aspectos teóricos e conceituais das explicações do processo saúde-doença nas populações. Entendimento, origens e implicações para saúde pública Complexa relação dos fatores de risco Questões metodológicas EPIDEMIOLOGIA MODERNA
  • 21. Estado de saúde das populações  A epidemiologia é frequentemente utilizada para descrever o estado de saúde de grupos populacionais.  O conhecimento da carga de doenças que subsiste na população é essencial para as autoridades em saúde.  Esse conhecimento permite melhor utilização de recursos através da identificação de programas curativos e preventivos prioritários à população.
  • 22. Estado de saúde da população
  • 23. Medir saúde e doença  Medir saúde e doença é fundamental para a prática da epidemiologia.  Diversas medidas são utilizadas para caracterizar a saúde das populações.  O estado de saúde da população não é totalmente medido em muitas partes do mundo, e essa falta de informações constitui um grande desafio para os epidemiologistas.
  • 24. Dados  Existe a necessidade de dados fidedignos e completos para gerar as informações.  Registro dos dados: - Forma contínua: óbitos, nascimentos, doenças de notificação obrigatória; - Forma periódica: recenseamento da população; - Forma ocasional: pesquisas realizadas com fins específicos: conhecer a prevalência da hipertensão arterial em uma comunidade, em determinado momento.
  • 25. Dados  Dados relevantes à saúde: - População: número de habitantes, idade, sexo, etc; - Sócio-econômicos: renda, ocupação, classe social, tipo de trabalho, condições de moradia e alimentação; - Ambientais: poluição, abastecimento de água, tratamento de esgoto, coleta e disposição de lixo; - Serviços de saúde: hospitais, ambulatórios, unidades de saúde, acesso aos serviços; - Morbidade: doenças que ocorrem na comunidade e; - Eventos vitais: óbitos, nascidos vivos e mortos.  Esses dados refletem a saúde – ou ausência dela – da população que se deseja estudar.
  • 26. Limitações  “Ponta do iceberg” - Refere-se a uma característica desses dados, ou seja, tanto morbidade quanto a mortalidade (especialmente a última) representam apenas uma parcela da população, a que morre ou a que chega ao serviço de saúde e tem seu diagnóstico feito e registrado corretamente.
  • 28. Conceitos em Epidemiologia  Surto – Epidemia de proporções reduzidas, atingindo uma pequena comunidade humana, restrita a instituições fechadas.  Endemia – Ocorrência coletiva de uma determinada doença, que no decorrer de um longo período histórico, acometendo sistematicamente grupos humanos distribuídos em espaços delimitados, mantém sua incidência constante.  Epidemia – Se caracteriza pela incidência, em um curto período de tempo, de grande número de casos de uma doença.  Pandemia – Ocorrência epidêmica em várias nações.
  • 29. Estuda os atributos (dados), que são Sistematicamente Analisados Método Epidemiológico Levanta pistas que permitirão elucidar as causas (determinação) das doenças DESCRITIVO ANALÍTICO Comprova as associações causais
  • 30. Aplicações da Epidemiologia 1. Supervisão de Doenças • Epidemia: Um rápido e dramático aumento na frequência de uma doença dentro de uma população. • Taxa de Incidência de uma doença: mede a rapidez com que novos casos da doença aparecem. 2. Procurando as causas da doença • Estudo Caso-Controle: presença (casos) ou ausência (controle) da doença de interesse. • Estudo de Coorte: baseados na presença (exposição) ou ausência (não exposição) de um fator de risco de interesse.
  • 31. Aplicações da Epidemiologia 3. Testando o Diagnóstico Verificação dos resultados dos testes: • Um bom teste deve ter: um baixo percentual de falsos positivos ou uma alta especificidade e um baixo percentual de falsos negativos ou uma alta sensibilidade • Sensibilidade = P(Teste + | Doença Presente) Ex: VDRL (78% a 100%) Análise de secreção da técnica de Gram 90% • Especificidade = P(Teste - | Doença Ausente) • TPHA (98% a 100%) • Análise de secreção da técnica de Gram 98%
  • 32. O que fazem os epidemiologistas então? Ms Paula Brustolin
  • 33. Piada da Hora Ms Paula Brustolin Dois epidemiologistas se encontram, e um pergunta para o outro: como está sua mulher? O outro responde: comparando com quem?
  • 34. •Classificar e caracterizar a doença. •Saber qual o componente de um caso de uma doença. •Encontrar uma fonte para busca de casos. •Definir a população de risco da doença. •Definir o período de tempo do risco da doença. •Obter permissão para estudar a pessoa. •Fazer medidas das freqüências da doença. • Relacionar casos à probabilidade na população e tempo de risco. Os epidemiologistas medem a freqüência das doenças nas populações. Geralmente as medidas envolvidas são: Ms Paula Brustolin
  • 36. • Identificação da ÁGUA como o maior reservatório e veículo das doenças comunicáveis, tais como: cólera e febre tifóide (1849 – 1856). • Identificação de ARTROPODES vetores de muitas doenças – malária, febre amarela, doença do sono, tifo (1895 – 1909). • Identificação do portador assintomático como um importante vetor da febre tifóide, difteria e poliomielite (1893 – 1905). Trunfos da Epidemiologia Ms Paula Brustolin
  • 37. • TABAGISMO encontrado como a causa principal do câncer pulmonar, enfisema e doença cardiovascular. • Erradicação da VARÍOLA (1978). •Infecção perinatal do HBV como causa de carcinoma hepatocelular (câncer comum na China e África Meridional (1970 – anos 80) • Identificação da AIDS, prognóstico das causas por um vírus transmitido via sexual (1981 – 3), e desenvolvimento das medidas preventivas ANTES da identificação do vírus. Trunfos da Epidemiologia Ms Paula Brustolin
  • 38. Bibliografia  Epidemiologia – Teoria e Prática de Maurício Gomes Pereira  Epidemiologia e Saúde de Maria Zélia Rouquayrol  Epidemiologia e Saúde Pública Ms Paula Brustolin