Vigilância em Saúde
Elizabeth Monteiro
Elaine Monteiro
Conceito de Epidemiologia
“É a ciência que estuda o processo saúde-doença em
coletividades humanas, analisando a distribuição e os
fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e
eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas
específicas de prevenção, controle ou erradicação de
doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte
ao planejamento, administração e avaliação das ações de
saúde”.
(Rouquayrol, 1994)
O que estuda a Epidemiologia?
 Determinantes: causas ou fatores associados ao risco
aumentado da doença/agravo.
Estados relacionados à saúde: doenças infecciosas,
doenças crônicas, causas externas, problemas
ambientais, entre outros.
Populações: trabalha com grupo de pessoas e não com
indivíduos isolados.
Controle: orientam decisões de saúde pública,
desenvolvimento e intervenções para o controle e
prevenção de problemas de saúde.
Epidemiologia
Estuda a
distribuição
dos problemas
em saúde da
população
Aponta fatores
de risco e
vulnerabilidades
Investiga as
causas dos
problemas
identificados
O conhecimento epidemiológico é
essencial para a prevenção de
doenças/agravos à saúde.
O uso da epidemiologia está diretamente
ligado às ações de saúde, planejamento,
gerenciamento e avaliação dos serviços
de saúde.
 Primária: intercepção dos fatores pré-
patogênicos;
(Promoção da saúde e Proteção Específica)
Secundária: ação no indivíduo, ao nível do estado
da doença – patogênese;
(Diagnóstico, tratamento precoce, limitação do dano)
Terciária: prevenção da incapacidade.
(Reabilitação/Recuperação)
Níveis de Prevenção
Como medir a ocorrência das
Doenças/Agravos?
As medidas de ocorrências expressam a
frequência de ocorrências das doenças/agravos,
incluindo os óbitos.
Medidas de Morbidade (incidência e prevalência)
e Mortalidade.
Incidência
 Equivale ao número de casos novos de uma
doença/agravo que ocorrem em um determinado período
de tempo, em uma população exposta ao risco de adoecer.
Taxa ou
coeficiente
de
incidência
=
nº de casos novos de uma doença, ocorridos em determinada
comunidade, em certo período de tempo
nº de pessoas expostas ao risco de adquirir a
doença no referido período
x 10n
Prevalência
 Equivale ao número de casos existentes de uma
doença/agravo (novos + antigos), que ocorrem em uma
população em um determinado período de tempo.
Taxa ou
coeficiente
de
prevalência
=
nº de casos existentes
população
x 10n
Refere-se às modificações, a longo prazo, dos padrões de
morbidade, invalidez e morte que caracterizam uma
população e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras
transformações demográficas, sociais e econômicas.
Transição epidemiológica
No Brasil, ocorreram três mudanças relevantes:
1.Substituição das doenças transmissíveis por
doenças/agravos não transmissíveis entre as primeiras
causas de morte;
2.Maior morbimortalidade nos idosos;
3.Predomínio da morbidade (doenças crônicas) frente à
mortalidade.
Que fatores interferem a saúde das pessoas?
Com as mudanças no perfil
epidemiológico de doenças/agravos que
acometem a população, torna-se
necessário ampliar a análise dos
determinantes sociais da saúde.
Importância da Vigilância em Saúde
Vigilância em Saúde
Tem como objetivo a análise permanente da situação de
saúde da população, articulando-se num conjunto de
ações que se destinam a controlar determinantes, riscos
e danos à saúde de populações que vivem em
determinados territórios, garantindo a integralidade da
atenção, o que inclui tanto a abordagem individual
como coletiva dos problemas de saúde.
(Portaria 3.252, de 22/12/2009, Art. 1º).
A Vigilância em Saúde constitui-se de ações de
promoção da saúde da população, vigilância, proteção,
prevenção e controle das doenças e agravos à saúde,
abrangendo:
I - Vigilância epidemiológica
II - Promoção da saúde
III -Vigilância da situação de saúde
IV - Vigilância em saúde ambiental
V - Vigilância sanitária
VI – Vigilância da saúde do trabalhador
(Portaria 3.252, de 22/12/2009, Art. 2º).
Vigilância em Saúde
Vigilância em Saúde
A produção de informações e análises da situação de
saúde, com o planejamento de ações vinculadas a
determinado cenário e população específica busca a
redução dos fatores de risco e da prevalência de
doenças, consistindo, deste modo em um importante
instrumento de gestão.
Vigilância em Saúde x Promoção da Saúde
A promoção da saúde é um dos eixos centrais
estabelecidos pelo SUS para a construção de uma
abordagem integral do processo saúde-doença, e está
diretamente ligada à vigilância em saúde .
É fundamental desenvolver estratégias de
intervenção em situações de vulnerabilidade que
visem modificar os determinantes sociais, tornando-
os mais favoráveis à saúde.
Política Nacional de Promoção da Saúde
Tem como objetivo promover a qualidade de vida e
reduzir vulnerabilidades e risco à saúde relacionados
aos seus determinantes e condicionantes – modos de
viver, condições de trabalho, habitação, ambiente,
educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços
essenciais.
(Portaria 687, de 30/03/2006)
OBRIGADA

Vigilancia em saude

  • 1.
    Vigilância em Saúde ElizabethMonteiro Elaine Monteiro
  • 2.
    Conceito de Epidemiologia “Éa ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde”. (Rouquayrol, 1994)
  • 3.
    O que estudaa Epidemiologia?  Determinantes: causas ou fatores associados ao risco aumentado da doença/agravo. Estados relacionados à saúde: doenças infecciosas, doenças crônicas, causas externas, problemas ambientais, entre outros. Populações: trabalha com grupo de pessoas e não com indivíduos isolados. Controle: orientam decisões de saúde pública, desenvolvimento e intervenções para o controle e prevenção de problemas de saúde.
  • 4.
    Epidemiologia Estuda a distribuição dos problemas emsaúde da população Aponta fatores de risco e vulnerabilidades Investiga as causas dos problemas identificados
  • 5.
    O conhecimento epidemiológicoé essencial para a prevenção de doenças/agravos à saúde. O uso da epidemiologia está diretamente ligado às ações de saúde, planejamento, gerenciamento e avaliação dos serviços de saúde.
  • 6.
     Primária: intercepçãodos fatores pré- patogênicos; (Promoção da saúde e Proteção Específica) Secundária: ação no indivíduo, ao nível do estado da doença – patogênese; (Diagnóstico, tratamento precoce, limitação do dano) Terciária: prevenção da incapacidade. (Reabilitação/Recuperação) Níveis de Prevenção
  • 7.
    Como medir aocorrência das Doenças/Agravos? As medidas de ocorrências expressam a frequência de ocorrências das doenças/agravos, incluindo os óbitos. Medidas de Morbidade (incidência e prevalência) e Mortalidade.
  • 8.
    Incidência  Equivale aonúmero de casos novos de uma doença/agravo que ocorrem em um determinado período de tempo, em uma população exposta ao risco de adoecer. Taxa ou coeficiente de incidência = nº de casos novos de uma doença, ocorridos em determinada comunidade, em certo período de tempo nº de pessoas expostas ao risco de adquirir a doença no referido período x 10n
  • 9.
    Prevalência  Equivale aonúmero de casos existentes de uma doença/agravo (novos + antigos), que ocorrem em uma população em um determinado período de tempo. Taxa ou coeficiente de prevalência = nº de casos existentes população x 10n
  • 10.
    Refere-se às modificações,a longo prazo, dos padrões de morbidade, invalidez e morte que caracterizam uma população e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras transformações demográficas, sociais e econômicas. Transição epidemiológica No Brasil, ocorreram três mudanças relevantes: 1.Substituição das doenças transmissíveis por doenças/agravos não transmissíveis entre as primeiras causas de morte; 2.Maior morbimortalidade nos idosos; 3.Predomínio da morbidade (doenças crônicas) frente à mortalidade.
  • 11.
    Que fatores interferema saúde das pessoas?
  • 12.
    Com as mudançasno perfil epidemiológico de doenças/agravos que acometem a população, torna-se necessário ampliar a análise dos determinantes sociais da saúde. Importância da Vigilância em Saúde
  • 13.
    Vigilância em Saúde Temcomo objetivo a análise permanente da situação de saúde da população, articulando-se num conjunto de ações que se destinam a controlar determinantes, riscos e danos à saúde de populações que vivem em determinados territórios, garantindo a integralidade da atenção, o que inclui tanto a abordagem individual como coletiva dos problemas de saúde. (Portaria 3.252, de 22/12/2009, Art. 1º).
  • 14.
    A Vigilância emSaúde constitui-se de ações de promoção da saúde da população, vigilância, proteção, prevenção e controle das doenças e agravos à saúde, abrangendo: I - Vigilância epidemiológica II - Promoção da saúde III -Vigilância da situação de saúde IV - Vigilância em saúde ambiental V - Vigilância sanitária VI – Vigilância da saúde do trabalhador (Portaria 3.252, de 22/12/2009, Art. 2º). Vigilância em Saúde
  • 15.
    Vigilância em Saúde Aprodução de informações e análises da situação de saúde, com o planejamento de ações vinculadas a determinado cenário e população específica busca a redução dos fatores de risco e da prevalência de doenças, consistindo, deste modo em um importante instrumento de gestão.
  • 16.
    Vigilância em Saúdex Promoção da Saúde A promoção da saúde é um dos eixos centrais estabelecidos pelo SUS para a construção de uma abordagem integral do processo saúde-doença, e está diretamente ligada à vigilância em saúde . É fundamental desenvolver estratégias de intervenção em situações de vulnerabilidade que visem modificar os determinantes sociais, tornando- os mais favoráveis à saúde.
  • 17.
    Política Nacional dePromoção da Saúde Tem como objetivo promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidades e risco à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais. (Portaria 687, de 30/03/2006)
  • 18.