Infecções de transmissão
vertical
Enf. Tuanny Sampaio
• Os processos infecciosos graves de origem
bacteriana têm uma elevada incidência no
período neonatal.
• As doenças infecciosas, a asfixia neonatal e a
prematuridade são as principais causas de
óbitos.
• A resistência do neonato a infecção pode se
modificar a depender dos fatores:
- Agente infeccioso
- Dependentes do RN
- Fatores ambientais
- Outros
Toxoplasmose Congênita
• Doença cosmopolita, causada por um
protozoário Toxoplasma gondii.
• Há hospedeiros definitivos e hospedeiros
intermediários.
• Transmissão
• Manifestações:
- Viscerais
- Neurológico
- Oftalmológica
• A sorologia é para todas as gestantes com
repetição na 17° e 25° semana de gestação.
• Quando positivo o resultado, iniciar a
quimioterapia adequada e uso de espiramicina.
Diagnóstico do RN
• Clínico
- Manifestações
- Antecedentes epidemiológicos e obstétricos.
- Está indicado:
* Radiografia simples de crânio
* Tomografia Computadorizada encefálica
* USG de crânio
* Exames: hemograma, bilirrubina total,
enzima hepática, IGm especifico.
Tratamento
• A terapêutica será instituída por um ano
• As drogas utilizadas nos primeiros seis meses:
pirimetamina (saraprim) 2mg/kg/dia, VO, nos
primeiros 2 dias, seguido de 1 ml/kg/dia VO
de 6/6 horas ou 8/8 horas mais ácido folínico
(leucovarim).
• Após o primeiro semestre, acrescenta-se
Espirimicina 100mg/kg/dia, VO, 6/6 horas
alternando mensalmente com esquema tríplice
anterior.
• Corticosteroides para RN acometidos grave do
SNC. Uso de prednisona 1 mg/kg/dia, VO,
12/12 horas. Fazer controle semanal de
hemograma. É necessária a avaliação da
acuidade auditiva.
Prevenção
• A gestação deverá evitar ingerir carne mal
cozida e contato com gatos ou material que
possa estar contaminado com fezes de animal.
HEPATITE B e C
• Pode apresentar forma (as) sintomática com
evolução grave (hepatite fulminante).
• Em 50% não ocorre icterícia e há evolução da
hepatite para cronicidade
• A transmissão do vírus da hepatite B: através
do sangue ou fluido corporal
• Pode ser por transmissão vertical.
• A transmissão do vírus da hepatite C: ocorre
pela transfusão de hemocomponentes nos
transplantes, uso de drogas injetáveis ou
inaladas, exposição em estabelecimentos de
saúde. A transmissão perinatal quase sempre
ocorre.
• O aleitamento materno e a vacinação.
Diagnóstico e prevenção
• Sorologia HB
- Vacinação do RN para HB nas primeiras
semanas ,12 horas após nascimento.
- Uso da imunoglobulina humana especifica para
HB (RN nas primeiras 12 horas ate no máximo
7 dias após o nascimento- 0,5 ml - IM).
INFECÇÃO PELO HIV
• Transmissão sexual, sanguínea e pelo leite
materno.
• A sorologia do HIV é recomendada na 1°
consulta com consentimento para prevenção.
Tratamento
• A partir da 14° semana de gestação, ou antes, do
parto a mulher recebe AZT (Zidovidina 100 mg) de
500 a 600 mg/dia dividido em 2 a 5 tomadas.
• Na parturiente indica AZT injetável (20 ml com
200mg-10mg/ml) dose de ataque: 2 mg/kg na 1° hora
de trabalho de parto diluído em 100 ml de SG a 5%,
infusão continua (35-36 gotas/min). Com dose de
manutenção de 1 mg/kg/hora (também em 100 ml de
SG a 5%).
• Se não tiver AZT, prepara-se dose oral com
comprimido de 300 mg a cada 3 horas ate o
nascimento do bebê.
• No RN a dose xarope é de 2 mg/kg/dose ,VO,
de 6/6 horas, durante 6 meses. Iniciar de 8 a 12
horas pós-nascimento.
PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃO VERTICAL
• O parto vaginal é contraindicado.
• O campleamento do cordão imediato. Aspirar
as vias aéreas do neonato.
• Banhar o RN com água e sabão ou clorexidine
e mantê-lo em isolamento.
• Coletar sangue por punção periférica em vez
de cordão para sorologia.
• A amamentação é contraindicada.
• Obrigatória a notificação da gestante HIV + e
criança, a OMS.
• Observar e tratar osofagite e candidiase oral
SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA.
• Geralmente é grave
• A infecção da placenta e viremia fetal.
• O vírus tem tropismo por células em formação
e quanto mais precoce a IG, mais elevadas são
as taxas de malformação congênita.
Sinais e sintomas:
• Aborto espontâneo
• Glaucoma e catarata
• Deficiência auditiva
• Alteração cardíaca
• Meningoencefalite
• Retardo mental
• Esplenomegalia
• Púrpura.
• Lactentes com SRC podem eliminar o vírus
através da secreção nasofaringea, sangue,
urina, fezes, por ate um ano após o
nascimento.
• O risco de malformação congênita é maior se a
infecção materna ocorreu nas primeiras
semanas de gestação.
Diagnóstico
• Clínico, epidemiológico e laboratorial.
• O feto infectado é capaz de produzir anticorpos
específicos (IgM e IgG) para rubéola, antes mesmo
do nascimento.
• A presença de anticorpos IgM específicos para
rubéola no sangue do RN é a evidencia da infecção
congênita, o IgM raramente são detectados após o 18°
mês.
• O exame laboratorial para investigação de
SRC se faz com uma amostra de sangue do RN
logo após o nascimento
• Se o resultado apresentado tiver anticorpos
IgG no sangue do RN, repetir o exame após 5
meses e na persistência será confirmado o
SRC.
•
Tratamento e prevenção
• Não há tratamento, mas o acompanhamento
deverá ser por um ano.
• Tríplice viral
• O aleitamento pode ser mantido.
Infecção por citomegalovírus (CMV)
• Herpes vírus que causa infecção nos seres
humanos.
• Pode sofrer períodos de latência e de ativação.
• Transmissão fetal.
• Quando a infecção é primária, a chance de
transmissão para o feto e da existência de
sequelas mais graves é maior.
• O CMV está relacionado com o aborto
espontâneo, no inicio da gestação.
• Sinais clínicos: petéquias, anemia,
hepatoesplenomegalia, trombocitopenia,
microcefalia, calcificação intracraniana e
surdez.
Diagnóstico
• - Isolamento do vírus por meio de cultura
(amostra urinária).
• Reação em cadeia para pesquisa do DNA
viral.
Tratamento
• Não há tratamento intrauterino.
• Em RN sintomáticos tem se administrado (
Ganciclair- 7,5 mg/kg/dia de 12/12 horas por 2
semanas e manutenção com 10 mg/kg/dia, 3
vezes por duas semanas , no 1° trimestre.
• Outras drogas podem ser utilizadas –
Valganciclavir, Foscarnet, Cidoforvir).
Cuidados
• Isolamento de contato e medidas preventivas
de higiene.
• Identificação da mãe e diagnóstico precoce.
• A amamentação não é contraindicada.
• O vírus pode ser inativado.
INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HERPES SIMPLES
(VHS)
• Virose transmitida pelo contato sexual.
• Contato direto com lesões, objetos
contaminados.
• Determina quadros benignos ou graves.
• Há dois tipos de vírus:
-Tipo 1: Responsável por infecção na face e
tronco.
-Tipo 2: Mais neurotóxico, relacionado as
infecções na genitália e em transmissão sexual.
Sinais e sintomas
• Febre
• Aparecimento de vesícula com ardência,
prurido na cavidade oral e genital.
• Alteração ocular como vesículas e erosões na
conjuntiva e córnea.
• O herpes simples neonatal ocorre quando a
parturiente apresenta herpes genital com
contaminação do filho durante o parto.
• São vesículas e bolhas que se rompem e são
recobertas por crostas, sendo a maioria
causada pelo VHS 2.
• Realização de cesariana quando houver lesão
hepática ativa.
• A infecção herpética neonatal é grave.
• RN sintomático ao nascimento é raro,
significando transmissão viral transplacentária.
• Manifestações clínicas viscerais e
neurológicas.
Diagnóstico
• A cultura viral é o método mais sensível e
especifico. A detecção do IgM especifico ou o
aumento dos níveis do IgG (4x) em amostra
com intervalos de 2 a 3 semanas também
fecham o diagnóstico.
• Exames laboratoriais:
- Cultura e exame citopatológico
- LC
- Pesquisa de anticorpos específicos anti-VHS
- Ultrassonografia de crânio
- Tomografia computadorizada de crânio
- Eletroencefalograma
- Eletrocardiograma
- Radiografia do tórax.
Tratamento
• Evitar proliferação e recorrências durante a gestação.
• A droga Aciclovir (200mg VO- 5 vezes ao dia por 7 a
10 dias).
• O recém-nascido com infecção herpética deve ser
tratado com a droga na dose de 5mg /dia por IE durante
7 dias.
• Investigar gestante com história de Herpes genital e
parceiros infectados .
Cuidados
• Infecção primária:
* Parto Cesário dentro de 24 horas
* Cultura de olhos, nariz, boca, urina e fezes
nas primeiras 48 horas.
* Tratar com a Aciclovir
* A amamentação é permitida se não tiver lesão
de pele.
Sífilis Congênita
• Treponema Pallidium
• Dois estágios:
- Sífilis congênita recente ( lesões cutâneas -
mucosa, óssea e visceral) logo após o
nascimento ou nos primeiros anos de vida.
-Sífilis congênita tardia (lesões
osteoarticulares do sistema nervoso dos órgãos
dos sentidos como surdez e deformidade
dentária).
Diagnóstico
• Realizar VDRL
• Teste treponêmico como FTA-abs
• O sangue deve ser periférico e não do cordão
umbilical
• O exame do LCR também é indicado para
comprovar o comprometimento do sistema
nervoso.
• Exame radiológico de ossos longos e útil com
apoio ao diagnostico com sífilis congênita.
Tratamento
• Período neonatal: Realizar VDRL do sangue
periférico.
• RN de mãe com sífilis não tratada ou tratada
inadequadamente. Independente do resultado
do VDRL do RN, realizar hemograma,
radiografia de ossos longos e punção lombar.
• Se alteração clinica/sorológica ou
hematológica: Penicilina g cristalina (50 mil
UI/Kg/dose – IV , a cada 12 horas nos
primeiros 7 dias e a cada 8 horas após os 7 dias
durante 10 dias).
• - Penicilina G procaína 50 mil UI/Kg dose
única, IM, durante 10 dias.
• Alteração liquórica: Penicilina G cristalina (50
mil UI/Kg/dose, IV,a cada 12 horas nos
primeiros 7 dias, durante 10 dias.
• Todas as alterações e a sorologia for negativa:
realizar tratamento com Penicilina G
benzantina 50 mil UI/Kg dose única, IM.
• RN de mãe tratada: realizar VDRL em amostra
de sangue periférico do RN;
Cuidados
• Precaução de contato por ate 24 horas pós
inicio da penicilina.
• Equipamentos: EPI’s e isolamento.
• VDRL obrigatório.
• Não há contraindicação para aleitamento.
SARAMPO
• Doença rara durante a gestação .
• Risco maior de parto prematuro.
• O tempo entre o inicio do exantema materno e
do RN varia de 2 a 10 anos.
• A infecção congênita pode variar de simples
exantema a doença generalizada e fatal.
Tratamento e cuidados
• Uso de imunoglobulina (0,25 ml/kg) nas
primeiras 72 horas após a exposição ao vírus
para mulheres e RN susceptíveis.
• Isolamento da mãe e do RN por 72 horas após
o nascimento do exantema.
• A amamentação pode ser suspenso
temporariamente.
INFECÇÃO DO PARVOVÍRUS B19
• Único parvovírus patogênico para o homem.
• Transmissão por contato direto, transfusão de
hemoderivados e via placentária.
• O vírus replica-se no núcleo da célula
precursora da hemácia, causando lise e aplasia
da serie eritróide.
• Achado clínico:
- Hepatomegalia
- Cardiomegalia
- Derrame pleural
- Hidropsia.
- A infecção pode variar desde assintomática ate
o aparecimento de erupção cutânea
acompanhada de sintomas gerais.
Diagnóstico
• Sorologia com dosagem de IgM e IgG e
detecção de antigeno fetal.
• IgM anti-B19: infecção recente.
• IgG : infecção passada e imunidade.
Tratamento
• RN: tratamento de suporte.
• Hidropsia: Exsanguineotransfusão.
• Complicação da infecção: IV-
gamaglobulina.
DOENÇA DE CHAGAS CONGÊNITA
• Infecção generalizada geralmente grave
causada por Triponosoma Cruzi, transmitida
ao homem por meio de um triatamínico
hematófago contaminado.
• Apresenta varias formas. A congênita ocorre
em crianças nascidas de mãe com exame
positivo.
• Pode ocorrer prematuridade e baixo peso.
Diagnóstico
• Laboratorial: sangue ou LCR.
• Diferencial: sífilis, toxoplasmose,
citomegalovírus, rubéola, herpes.
Tratamento e prevenção
• Benzenidazol (Rochagan 100 mg) dose:
5-10 mg/kg/dia. Duas a três tomadas ao
dia durante 45-60 dias.
• Nifurtemox: 20 mg/kg/dia de 8/8 horas
com as mamadas.
• Melhoria de habitação e controle químico
do vetor.
• Identificação da gestante.
• A amamentação deve ser suspensa se a
infecção for aguda ou houver fissura.
INFECÇÃO POR CLAMIDIA E/OU GONOCOCO.
• Bactéria obrigatoriamente intracelular.
• Causa também tracoma conjuntival,
linfogranuloma venérea.
• Transmitida pelo contato social.
• A infecção pode causar: aumento do risco de
prematuridade, ruptura prematura da
membrana, perda fetal, retardo do crescimento
intrauterino e febre puerperal.
• No RN: conjuntivite, septicemia, artrite,
abscesso de couro cabeludo, pneumonia e
meningite.
Diagnóstico
• Esfregaço corado de exsudato conjuntival para
detecção de diplococos intracelular.
• Raspado da conjuntiva pelo Giemsa.
Tratamento e prevenção
• Nitrato de prata a 1% dose única na 1° hora do
nascimento ou colírio de Eritromicina a 0.5% ou
tetraciclina a 1% dose única.
• Profilaxia ocular: Eritromicina a 0.5%
• Conjuntivite: Eritromicina, VO 40mg/kg/dia; 4 doses
por duas semanas.
• Pneumo: Eritromicina 40 mg/kg/dia. 4 doses por 14
dias.
INFECÇÃO PELO VÍRUS DA VARICELA
ZOSTER
• Resultante da infecção primária pelo vírus
Varicela Zoster.
• Benigna na criança.
• Tanto a varicela como a Herpes Zoster são
causadas pelo mesmo bioagente.
• Sinais e sintomas.
• O herpes zoster ocorre em pessoas que já
tiveram varicela e acompanha-se por exantema
vesicular doloroso.
• O vírus VZ causa três tipos de infecções: a
primária, a latente e a recorrente.
• O HZ é raro na gestante.
• A varicela é considerada congênita quando
ocorrem nos primeiros 10 dias de vida da
criança. É incubação de 10 a 21 dias.
• A transmissão e transplacentária durante ou
após o parto.
• Quando a varicela materna ocorre cinco dias
antes e dois dias depois do parto a doença no
RN pode ser disseminada com lesões
hemorrágicas ao óbito.
• Quando a varicela ocorre nos primeiros meses
da gestação pode causar a embriopatia com
síndrome da varicela congênita (atrofia, defeito
cutâneo, cariorretinite bilateral, atrofia cortical,
hidronefrose, reflexo gastroesifagico).
Diagnóstico
• Clínico: Nas primeiras semanas de gestação:
radiografia dos ossos longos e tomografia do
crânio.
• Laboratorial: Anticorpo IgG, IgM do vírus VZ
por imunofluorescência, fixação do
complemento e Elisa.
Tratamento e cuidado
• Imunoglobulina humana antivaricela zoster ate
96 horas pós-contato.
• IM, dose única, 125 UI/10kg.
• Precaução de transmissão via aérea.
• EPI’s
Referência
• SOUZA, Aspásia Basile Gesteira. Enfermagem neonatal cuidado
integral ao recém-nascido. Organizadora – São Paulo-Martinari,
2011

Infecção de transmissão vertical

  • 1.
  • 2.
    • Os processosinfecciosos graves de origem bacteriana têm uma elevada incidência no período neonatal. • As doenças infecciosas, a asfixia neonatal e a prematuridade são as principais causas de óbitos.
  • 3.
    • A resistênciado neonato a infecção pode se modificar a depender dos fatores: - Agente infeccioso - Dependentes do RN - Fatores ambientais - Outros
  • 4.
    Toxoplasmose Congênita • Doençacosmopolita, causada por um protozoário Toxoplasma gondii. • Há hospedeiros definitivos e hospedeiros intermediários. • Transmissão
  • 5.
    • Manifestações: - Viscerais -Neurológico - Oftalmológica • A sorologia é para todas as gestantes com repetição na 17° e 25° semana de gestação. • Quando positivo o resultado, iniciar a quimioterapia adequada e uso de espiramicina.
  • 6.
    Diagnóstico do RN •Clínico - Manifestações - Antecedentes epidemiológicos e obstétricos. - Está indicado: * Radiografia simples de crânio * Tomografia Computadorizada encefálica * USG de crânio * Exames: hemograma, bilirrubina total, enzima hepática, IGm especifico.
  • 7.
    Tratamento • A terapêuticaserá instituída por um ano • As drogas utilizadas nos primeiros seis meses: pirimetamina (saraprim) 2mg/kg/dia, VO, nos primeiros 2 dias, seguido de 1 ml/kg/dia VO de 6/6 horas ou 8/8 horas mais ácido folínico (leucovarim).
  • 8.
    • Após oprimeiro semestre, acrescenta-se Espirimicina 100mg/kg/dia, VO, 6/6 horas alternando mensalmente com esquema tríplice anterior. • Corticosteroides para RN acometidos grave do SNC. Uso de prednisona 1 mg/kg/dia, VO, 12/12 horas. Fazer controle semanal de hemograma. É necessária a avaliação da acuidade auditiva.
  • 9.
    Prevenção • A gestaçãodeverá evitar ingerir carne mal cozida e contato com gatos ou material que possa estar contaminado com fezes de animal.
  • 10.
    HEPATITE B eC • Pode apresentar forma (as) sintomática com evolução grave (hepatite fulminante). • Em 50% não ocorre icterícia e há evolução da hepatite para cronicidade • A transmissão do vírus da hepatite B: através do sangue ou fluido corporal
  • 11.
    • Pode serpor transmissão vertical. • A transmissão do vírus da hepatite C: ocorre pela transfusão de hemocomponentes nos transplantes, uso de drogas injetáveis ou inaladas, exposição em estabelecimentos de saúde. A transmissão perinatal quase sempre ocorre. • O aleitamento materno e a vacinação.
  • 12.
    Diagnóstico e prevenção •Sorologia HB - Vacinação do RN para HB nas primeiras semanas ,12 horas após nascimento. - Uso da imunoglobulina humana especifica para HB (RN nas primeiras 12 horas ate no máximo 7 dias após o nascimento- 0,5 ml - IM).
  • 13.
    INFECÇÃO PELO HIV •Transmissão sexual, sanguínea e pelo leite materno. • A sorologia do HIV é recomendada na 1° consulta com consentimento para prevenção.
  • 14.
    Tratamento • A partirda 14° semana de gestação, ou antes, do parto a mulher recebe AZT (Zidovidina 100 mg) de 500 a 600 mg/dia dividido em 2 a 5 tomadas. • Na parturiente indica AZT injetável (20 ml com 200mg-10mg/ml) dose de ataque: 2 mg/kg na 1° hora de trabalho de parto diluído em 100 ml de SG a 5%, infusão continua (35-36 gotas/min). Com dose de manutenção de 1 mg/kg/hora (também em 100 ml de SG a 5%).
  • 15.
    • Se nãotiver AZT, prepara-se dose oral com comprimido de 300 mg a cada 3 horas ate o nascimento do bebê. • No RN a dose xarope é de 2 mg/kg/dose ,VO, de 6/6 horas, durante 6 meses. Iniciar de 8 a 12 horas pós-nascimento.
  • 16.
    PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃOVERTICAL • O parto vaginal é contraindicado. • O campleamento do cordão imediato. Aspirar as vias aéreas do neonato. • Banhar o RN com água e sabão ou clorexidine e mantê-lo em isolamento.
  • 17.
    • Coletar sanguepor punção periférica em vez de cordão para sorologia. • A amamentação é contraindicada. • Obrigatória a notificação da gestante HIV + e criança, a OMS. • Observar e tratar osofagite e candidiase oral
  • 18.
    SÍNDROME DA RUBÉOLACONGÊNITA. • Geralmente é grave • A infecção da placenta e viremia fetal. • O vírus tem tropismo por células em formação e quanto mais precoce a IG, mais elevadas são as taxas de malformação congênita.
  • 19.
    Sinais e sintomas: •Aborto espontâneo • Glaucoma e catarata • Deficiência auditiva • Alteração cardíaca • Meningoencefalite • Retardo mental • Esplenomegalia • Púrpura.
  • 20.
    • Lactentes comSRC podem eliminar o vírus através da secreção nasofaringea, sangue, urina, fezes, por ate um ano após o nascimento. • O risco de malformação congênita é maior se a infecção materna ocorreu nas primeiras semanas de gestação.
  • 21.
    Diagnóstico • Clínico, epidemiológicoe laboratorial. • O feto infectado é capaz de produzir anticorpos específicos (IgM e IgG) para rubéola, antes mesmo do nascimento. • A presença de anticorpos IgM específicos para rubéola no sangue do RN é a evidencia da infecção congênita, o IgM raramente são detectados após o 18° mês.
  • 22.
    • O examelaboratorial para investigação de SRC se faz com uma amostra de sangue do RN logo após o nascimento • Se o resultado apresentado tiver anticorpos IgG no sangue do RN, repetir o exame após 5 meses e na persistência será confirmado o SRC. •
  • 23.
    Tratamento e prevenção •Não há tratamento, mas o acompanhamento deverá ser por um ano. • Tríplice viral • O aleitamento pode ser mantido.
  • 24.
    Infecção por citomegalovírus(CMV) • Herpes vírus que causa infecção nos seres humanos. • Pode sofrer períodos de latência e de ativação. • Transmissão fetal.
  • 25.
    • Quando ainfecção é primária, a chance de transmissão para o feto e da existência de sequelas mais graves é maior. • O CMV está relacionado com o aborto espontâneo, no inicio da gestação. • Sinais clínicos: petéquias, anemia, hepatoesplenomegalia, trombocitopenia, microcefalia, calcificação intracraniana e surdez.
  • 26.
    Diagnóstico • - Isolamentodo vírus por meio de cultura (amostra urinária). • Reação em cadeia para pesquisa do DNA viral.
  • 27.
    Tratamento • Não hátratamento intrauterino. • Em RN sintomáticos tem se administrado ( Ganciclair- 7,5 mg/kg/dia de 12/12 horas por 2 semanas e manutenção com 10 mg/kg/dia, 3 vezes por duas semanas , no 1° trimestre. • Outras drogas podem ser utilizadas – Valganciclavir, Foscarnet, Cidoforvir).
  • 28.
    Cuidados • Isolamento decontato e medidas preventivas de higiene. • Identificação da mãe e diagnóstico precoce. • A amamentação não é contraindicada. • O vírus pode ser inativado.
  • 29.
    INFECÇÃO PELO VÍRUSDA HERPES SIMPLES (VHS) • Virose transmitida pelo contato sexual. • Contato direto com lesões, objetos contaminados. • Determina quadros benignos ou graves.
  • 30.
    • Há doistipos de vírus: -Tipo 1: Responsável por infecção na face e tronco. -Tipo 2: Mais neurotóxico, relacionado as infecções na genitália e em transmissão sexual.
  • 31.
    Sinais e sintomas •Febre • Aparecimento de vesícula com ardência, prurido na cavidade oral e genital. • Alteração ocular como vesículas e erosões na conjuntiva e córnea.
  • 32.
    • O herpessimples neonatal ocorre quando a parturiente apresenta herpes genital com contaminação do filho durante o parto. • São vesículas e bolhas que se rompem e são recobertas por crostas, sendo a maioria causada pelo VHS 2. • Realização de cesariana quando houver lesão hepática ativa.
  • 33.
    • A infecçãoherpética neonatal é grave. • RN sintomático ao nascimento é raro, significando transmissão viral transplacentária. • Manifestações clínicas viscerais e neurológicas.
  • 34.
    Diagnóstico • A culturaviral é o método mais sensível e especifico. A detecção do IgM especifico ou o aumento dos níveis do IgG (4x) em amostra com intervalos de 2 a 3 semanas também fecham o diagnóstico.
  • 35.
    • Exames laboratoriais: -Cultura e exame citopatológico - LC - Pesquisa de anticorpos específicos anti-VHS - Ultrassonografia de crânio - Tomografia computadorizada de crânio - Eletroencefalograma - Eletrocardiograma - Radiografia do tórax.
  • 36.
    Tratamento • Evitar proliferaçãoe recorrências durante a gestação. • A droga Aciclovir (200mg VO- 5 vezes ao dia por 7 a 10 dias). • O recém-nascido com infecção herpética deve ser tratado com a droga na dose de 5mg /dia por IE durante 7 dias. • Investigar gestante com história de Herpes genital e parceiros infectados .
  • 37.
    Cuidados • Infecção primária: *Parto Cesário dentro de 24 horas * Cultura de olhos, nariz, boca, urina e fezes nas primeiras 48 horas. * Tratar com a Aciclovir * A amamentação é permitida se não tiver lesão de pele.
  • 38.
    Sífilis Congênita • TreponemaPallidium • Dois estágios: - Sífilis congênita recente ( lesões cutâneas - mucosa, óssea e visceral) logo após o nascimento ou nos primeiros anos de vida. -Sífilis congênita tardia (lesões osteoarticulares do sistema nervoso dos órgãos dos sentidos como surdez e deformidade dentária).
  • 39.
    Diagnóstico • Realizar VDRL •Teste treponêmico como FTA-abs • O sangue deve ser periférico e não do cordão umbilical • O exame do LCR também é indicado para comprovar o comprometimento do sistema nervoso. • Exame radiológico de ossos longos e útil com apoio ao diagnostico com sífilis congênita.
  • 40.
    Tratamento • Período neonatal:Realizar VDRL do sangue periférico. • RN de mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente. Independente do resultado do VDRL do RN, realizar hemograma, radiografia de ossos longos e punção lombar.
  • 41.
    • Se alteraçãoclinica/sorológica ou hematológica: Penicilina g cristalina (50 mil UI/Kg/dose – IV , a cada 12 horas nos primeiros 7 dias e a cada 8 horas após os 7 dias durante 10 dias). • - Penicilina G procaína 50 mil UI/Kg dose única, IM, durante 10 dias.
  • 42.
    • Alteração liquórica:Penicilina G cristalina (50 mil UI/Kg/dose, IV,a cada 12 horas nos primeiros 7 dias, durante 10 dias. • Todas as alterações e a sorologia for negativa: realizar tratamento com Penicilina G benzantina 50 mil UI/Kg dose única, IM. • RN de mãe tratada: realizar VDRL em amostra de sangue periférico do RN;
  • 43.
    Cuidados • Precaução decontato por ate 24 horas pós inicio da penicilina. • Equipamentos: EPI’s e isolamento. • VDRL obrigatório. • Não há contraindicação para aleitamento.
  • 44.
    SARAMPO • Doença raradurante a gestação . • Risco maior de parto prematuro. • O tempo entre o inicio do exantema materno e do RN varia de 2 a 10 anos. • A infecção congênita pode variar de simples exantema a doença generalizada e fatal.
  • 45.
    Tratamento e cuidados •Uso de imunoglobulina (0,25 ml/kg) nas primeiras 72 horas após a exposição ao vírus para mulheres e RN susceptíveis. • Isolamento da mãe e do RN por 72 horas após o nascimento do exantema. • A amamentação pode ser suspenso temporariamente.
  • 46.
    INFECÇÃO DO PARVOVÍRUSB19 • Único parvovírus patogênico para o homem. • Transmissão por contato direto, transfusão de hemoderivados e via placentária. • O vírus replica-se no núcleo da célula precursora da hemácia, causando lise e aplasia da serie eritróide.
  • 47.
    • Achado clínico: -Hepatomegalia - Cardiomegalia - Derrame pleural - Hidropsia. - A infecção pode variar desde assintomática ate o aparecimento de erupção cutânea acompanhada de sintomas gerais.
  • 48.
    Diagnóstico • Sorologia comdosagem de IgM e IgG e detecção de antigeno fetal. • IgM anti-B19: infecção recente. • IgG : infecção passada e imunidade.
  • 49.
    Tratamento • RN: tratamentode suporte. • Hidropsia: Exsanguineotransfusão. • Complicação da infecção: IV- gamaglobulina.
  • 50.
    DOENÇA DE CHAGASCONGÊNITA • Infecção generalizada geralmente grave causada por Triponosoma Cruzi, transmitida ao homem por meio de um triatamínico hematófago contaminado. • Apresenta varias formas. A congênita ocorre em crianças nascidas de mãe com exame positivo. • Pode ocorrer prematuridade e baixo peso.
  • 51.
    Diagnóstico • Laboratorial: sangueou LCR. • Diferencial: sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola, herpes.
  • 52.
    Tratamento e prevenção •Benzenidazol (Rochagan 100 mg) dose: 5-10 mg/kg/dia. Duas a três tomadas ao dia durante 45-60 dias. • Nifurtemox: 20 mg/kg/dia de 8/8 horas com as mamadas. • Melhoria de habitação e controle químico do vetor.
  • 53.
    • Identificação dagestante. • A amamentação deve ser suspensa se a infecção for aguda ou houver fissura.
  • 54.
    INFECÇÃO POR CLAMIDIAE/OU GONOCOCO. • Bactéria obrigatoriamente intracelular. • Causa também tracoma conjuntival, linfogranuloma venérea. • Transmitida pelo contato social.
  • 55.
    • A infecçãopode causar: aumento do risco de prematuridade, ruptura prematura da membrana, perda fetal, retardo do crescimento intrauterino e febre puerperal. • No RN: conjuntivite, septicemia, artrite, abscesso de couro cabeludo, pneumonia e meningite.
  • 56.
    Diagnóstico • Esfregaço coradode exsudato conjuntival para detecção de diplococos intracelular. • Raspado da conjuntiva pelo Giemsa.
  • 57.
    Tratamento e prevenção •Nitrato de prata a 1% dose única na 1° hora do nascimento ou colírio de Eritromicina a 0.5% ou tetraciclina a 1% dose única. • Profilaxia ocular: Eritromicina a 0.5% • Conjuntivite: Eritromicina, VO 40mg/kg/dia; 4 doses por duas semanas. • Pneumo: Eritromicina 40 mg/kg/dia. 4 doses por 14 dias.
  • 58.
    INFECÇÃO PELO VÍRUSDA VARICELA ZOSTER • Resultante da infecção primária pelo vírus Varicela Zoster. • Benigna na criança. • Tanto a varicela como a Herpes Zoster são causadas pelo mesmo bioagente.
  • 59.
    • Sinais esintomas. • O herpes zoster ocorre em pessoas que já tiveram varicela e acompanha-se por exantema vesicular doloroso. • O vírus VZ causa três tipos de infecções: a primária, a latente e a recorrente. • O HZ é raro na gestante.
  • 60.
    • A varicelaé considerada congênita quando ocorrem nos primeiros 10 dias de vida da criança. É incubação de 10 a 21 dias. • A transmissão e transplacentária durante ou após o parto. • Quando a varicela materna ocorre cinco dias antes e dois dias depois do parto a doença no RN pode ser disseminada com lesões hemorrágicas ao óbito.
  • 61.
    • Quando avaricela ocorre nos primeiros meses da gestação pode causar a embriopatia com síndrome da varicela congênita (atrofia, defeito cutâneo, cariorretinite bilateral, atrofia cortical, hidronefrose, reflexo gastroesifagico).
  • 62.
    Diagnóstico • Clínico: Nasprimeiras semanas de gestação: radiografia dos ossos longos e tomografia do crânio. • Laboratorial: Anticorpo IgG, IgM do vírus VZ por imunofluorescência, fixação do complemento e Elisa.
  • 63.
    Tratamento e cuidado •Imunoglobulina humana antivaricela zoster ate 96 horas pós-contato. • IM, dose única, 125 UI/10kg. • Precaução de transmissão via aérea. • EPI’s
  • 64.
    Referência • SOUZA, AspásiaBasile Gesteira. Enfermagem neonatal cuidado integral ao recém-nascido. Organizadora – São Paulo-Martinari, 2011