COMO PREVENIR INFECÇÕESCONGÊNITAS?
• NÃO FAZEM PARTE DA ROTINA DO PRÉ-NATAL
• Não há medicação para tratar rubéola e citomegalovírus
• Grande parte das mulheres em idade reprodutiva já foram imunizadas
contra rubéola
• Em casos suspeitos deve-se realizar sorologias para diagnóstico e
orientação (mesmo em presença de malformação não é permitido aborto
legal)
10.
ROTINA DO PRÉ-NATAL
1ºTRIMESTRE
• Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL;
• Teste rápido diagnóstico anti-HIV;
• Sorologia para Toxoplasmose IgM e IgG;
• Sorologia para hepatite B (HbsAg);
2º TRIMESTRE
• VDRL
• Anti-HIV
• Sorologia para hepatite B (HbsAg)
• Repita o exame de toxoplasmose se o IgG não for reagente
PARTO
• VDRL
• Anti-HIV
SOROLOGIA NA GESTAÇÃO
•TRATAMENTO MATERNO
• INVESTIGAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO
• TRATAMENTO DO RECÉM –NASCIDO
• SULFADIAZINA, ESPIRAMICINA,
PIRIMETAMINA E ÁCIDO FÓLICO
14.
• Problema desaúde pública pela elevada morbimortalidade.
• Não é de fácil diagnóstico.
• Gestante cursam oligossintomáticas, passando despercebidas.
• RN a grande maioria é assintomática, com surgimento tardio de
manifestações clinicas ou até mesmo de suas sequelas.
• Os exames sorológicos mais disponíveis para o concepto, nem sempre
contribuem devido a transferência de anticorpos maternos da classe IgG.
• A toxoplasmose congênita resulta de infecção primária da mãe durante a
gestação ou por reagudização de infecção prévia em mães
imunodeprimidas.
• fatores de risco: mãe com história de contato com locais contaminados
com fezes de gatos, ingestão de leite não pasteurizado, ingestão de carne
mal cozida, contato com carne ou ovos crus
15.
EPIDEMIOLOGIA ZICA VIRUS
•O vírus Zika (ZIKV) foi identificado em 1947 em macacos rhesus na África.
• Em 2007 identificaram-se infecções em humanos na África e na Ásia.
• Em 2014 identificou-se infecção em humanos na Ilha de Páscoa-Chile.
• Em 2015, foram identificados surtos da doença no Nordeste brasileiro.
• Observado no segundo semestre daquele ano aumento na prevalência de microcefalia na mesma
região.
• A seguir, o Ministério da Saúde instituiu um sistema de notificação e investigação específico para
infecções pré-natais e microcefalia fetal e neonatal relacionada ao ZIKV
• Após observou-se aumento de casos de defeitos congênitos possivelmente relacionados ao Zica virus.
• Arbovírus da família Flaviviridae, transmitidos por mosquitos (A. aegypti) e carrapatos.
16.
Síndrome congênita dezika
Padrão de defeitos congênitos encontrados entre fetos e bebês infectados com o
zika vírus durante a gravidez. Descrita pelas cinco características seguintes:
• Microcefalia grave.
• Tecido cerebral reduzido com padrão específico de danos ao cérebro.
• Lesão por cicatrização ou alterações de pigmento na parte de trás do olho.
• Movimento de alcance limitado, como pé torto.
• Excesso de tônus muscular, limitando os movimentos corporais após nascimento.
✓Bebês infectados pelo zika antes do nascimento podem ter danos nos olhos e/ou
na parte do cérebro responsável pela visão, o que pode afetar seu
desenvolvimento visual.
✓Bebês com e sem microcefalia podem ter problemas oculares.
19.
A ausência demicrocefalia congênita
não afasta a possibilidade de infecção
antenatal por ZIKA.
A presença de microcefalia no feto
e RN deve levar à investigação de outras
causas possíveis além do ZIKA Virus.
TESTE RÁPIDO NA GESTAÇÃO
DISTRIBUIÇÃO DE REPELENTE PARA AS GESTANTES
NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS
PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO
ACOMPANHAMENTO COM EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
GRUPOS DE APOIO
21.
Sífilis congênita –Sífilis em gestante
• A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível,
causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser
transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão
de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.
• Geralmente assintomática, tratada com Penicilina (benzatina,
procaína ou cristalina).
• Notificação e investigação compulsória.
22.
TRATE A SÍFILISADQUIRIDA E SÍFILIS NA GESTANTE E A SÍFILIS
CONGÊNITA ESTARÁ RESOLVIDA
30.
• A persistênciade resultados reagentes em testes não treponêmico com títulos baixos
(1:1 a 1:4) durante um ano apos o tratamento, quando descartada nova exposição de
risco durante o período analisado, é chamada de “cicatriz sorológica” e não caracteriza
falha terapêutica
31.
25% das gestaçõesresultarão em abortos ou óbito fetal;
11%, em morte fetal a termo;
13%, em partos prematuros ou baixo peso ao nascer;
20% de RN que apresentarão sinais sugestivos de sífilis congênita.
36.
Todas as criançasexpostas de mães que não foram tratadas, ou que receberam
tratamento não adequado, ou, ainda, aquelas com alterações ao exame físico devem
ser submetidas a avaliação adicional:
➢ Amostra de sangue: hemograma, perfil hepático e eletrólitos;
➢ Avaliação neurológica, incluindo punção líquorica: celularidade, proteinorraquia e
teste não treponemico quantitativo;
➢ RX de ossos longos;
➢ Avaliação oftalmológica e audiológica.
Anormalidades hematológicas podem incluir anemia, trombocitopenia e leucopenia ou
leucocitose.
Ate o momento,não há evidências científicas da eficácia do uso da ceftriaxona no
tratamento de sífilis congênita e, portanto, reforça-se que essa medicação poderá
ser utilizada como alternativa somente em situações extremas de indisponibilidade
de penicilina G cristalina e procaina.
➢ Na impossibilidade de realização de punção lombar, tratar o caso como neurossífilis.
➢ Níveis liqúoricos treponemicidas de penicilina não são alcançados em 100% dos
casos quando utilizada a penicilina G procaína. No entanto, em situações extremas, a
penicilina procaína pode ser considerada uma alternativa a penicilina cristalina.
➢ O tratamento com penicilina G procaína por 10 dias em crianças assintomáticas, com
exames complementares normais, não mostrou nenhum beneficio adicional quando
comparado ao esquema de penicilina G benzatina.