Distúrbios do movimento 
Marcus Petindá 
Estagiário 
Neurologia infantil 
HBDF
Tipos de movimentos involuntários 
 Tremores – movimentos involuntários 
rítmicos, oscilantes devido a contrações 
musculares e antagonistas de qualquer parte 
do corpo 
 Repouso ou estático 
 Cinético ou de ação 
 Postural
Tipos de movimentos involuntários 
 Distonia – contrações musculares 
sustentadas, causando abalos lentos, 
tremores, movimentos de torção e posturas 
anormais 
 Coréia – movimentos de início abrupto, de 
curta duração, com intensidade e topografia 
variáveis
Tipos de movimentos involuntários 
 Atetose – mais lentos, sinuosos, 
frequentemente contínuos, acometendo 
predominantemente extremidades distais, 
com contorção dos membros, hiperextensão 
e flexão dos dedos
Tipos de movimentos involuntários 
 Balismo – amplos, de início e fim abruptos, 
envolvendo frequentemente os segmentos 
proximais dos membros e também tronco e 
segmento cefálico. Deslocamentos bruscos, 
violentos envolvendo grandes massas 
musculares 
 Hemibalismo 
 Hemicoréia
Tipos de movimentos involuntários 
 Mioclonias – súbitas, breves, semelhantes a 
pequenos solavancos, (choques, sustos), 
envolvendo face, tronco ou extremidades 
 Positiva 
 Negativa 
 Tiques – movimentos estereotipados breves, 
repetitivos, rápidos, sem propósito, envolvendo 
múltiplos grupos musculares 
 Motores 
 Vocais 
 Simples 
 Complexos
Vias extrapiramidais 
 Movimentos automáticos; regulação do tônus 
e postura 
 Tratos que não passam pelas pirâmides 
bulbares 
 Rubro-espinhal 
 Tecto-espinhal 
 Vestíbulo-espinhal 
 Retículo-espinhal
 Núcleo rubro 
 Tecto-mesencefálico 
 Núcleos vestibulares 
 Formação reticular 
 Vias córtico-rubro-espinhal 
 Córtico-tecto-espinhal 
 Córtico-retículo-espinhal
Trato rubro-espinhal 
 Controla a 
motricidade 
voluntária dos 
músculos distais 
dos membros 
juntamente com 
o trato córtico-espinhal 
lateral
Trato tecto-espinhal 
 Origina-se no colículo superior; recebe fibras 
da retina e do córtex visual 
 Termina nos segmentos mais altos da 
medula. Origina-se no colículo superior; 
recebe fibras da retina e do córtex visual 
 Termina nos segmentos mais altos da 
medula cervical
Trato vestíbulo-espinhal 
 Origina-se nos núcleos 
vestibulares 
 Equilíbrio corporal
Trato retículo-espinhal 
 Córtex motor e 
cerebelo 
 Controle de 
movimentos 
voluntários e 
automáticos(musculatu 
ra axial e proximal dos 
membros) 
 Suporte postural 
básico 
 Controle da marcha
Síndromes extrapiramidais 
 Aspectos anatômicos 
 Gânglios da base 
 Papel crucial no controle 
da motricidade, 
relacionando-se com 
áreas motoras corticais, 
cerebelo e tronco 
 Núcleo caudado 
 Putâmen 
 Globo pálido 
 Núcleo subtalâmico de 
Luys 
 Substância negra
Aspectos anatômicos 
 Núcleo caudado e putâmen(neoestriado ou 
striatum) 
 Derivam do telencéfalo 
 Aferência 
 Córtex cerebral(motor, sensorial e de associação) 
 Tálamo(núcleos intralaminares) 
 Substância negra compacta
Aspectos anatômicos 
 Globo pálido(pallidum) 
 Deriva do diencéfalo 
 Situa-se medialmente 
ao putâmen e 
lateralmente à cápsula 
interna 
 Segmentos 
 Interno/medial 
 Externo/lateral
Aspectos anatômicos 
 Substância negra 
 Mesencéfalo 
 Zonas 
 Ventral/pálida/reticulata 
 Dorsal/escura/compacta
Aspectos anatômicos 
 Núcleo subtalâmico de 
Luys 
 Fica abaixo do tálamo, 
na sua junção com o 
mesencéfalo
Aspectos fisiopatológicos e semiológicos 
 Disfunção dos núcleos da base 
 Movimentos voluntários prejudicados 
 Tônus muscular anormal 
 Movimentos involuntários espontâneos anormais 
 Posturas e reflexos posturais anormais 
 Síndromes hipocinéticas 
 Síndromes hipercinéticas
Síndrome hipocinética 
Síndrome parkinsoniana 
 Pobreza e lentidão da iniciação e execução 
de movimentos voluntários 
 Dificuldade na mudança de padrão motor – 
acinesia 
 Inabilidade em realizar atos motores 
simultâneos 
 Fatigabilidade rápida
Síndrome hipocinética 
Síndrome parkinsoniana 
 Acinesia – correlatos clínicos 
 Marcha - festinação 
 Diminuição do volume da voz 
 Perda da melodia 
 Micrografia 
 Hipomimia ou fácies congelada 
 Bradicinesia 
 Hipertonia plástica/cérea ou rigidez 
 Global – musculatura proximal e flexora 
 Sinal da roda dentada
Síndrome hipocinética 
Síndrome parkinsoniana 
 Movimento involuntário anormal 
 Tremor de repouso 
 Extensão e flexão do índex em contato com o polegar 
 Braço, pernas e segmento cefálico 
 Piora com estresse 
 Melhora com a ação 
 Desaparece com o sono
Síndrome hipocinética 
Síndrome parkinsoniana 
 Alterações posturais 
 Postura fletida 
 Instabilidade postural 
 Reação paradoxal de Wesphal ou reflexo 
local de postura de Foix-Thévenard
Síndrome hipercinética 
 Doenças que cursam com movimentos 
involuntários espontâneos anormais, 
(hipercinesias), ou a combinação entre eles 
 Coréia, balismo, distonia, atetose, mioclonias, 
tiques 
 Graus variáveis de tônus 
 Hipotonia. Ex.: coréia 
 Hipertonia. Ex.: distonia 
 Paracinesia/maneirismo 
 Posturas fixas
Diagnóstico diferencial das síndromes 
extrapiramidais 
 Síndrome hipocinética=síndrome 
parkinsoniana=parkinsonismo 
 Primário ou idiopático(doença de Parkinson) 
 80% das síndromes 
 Secundário(adquirido ou sintomático) 
 Parkinson plus 
 Heredodegenerativo
Parkinsonismo secundário 
 Infeccioso: pós-encefalítico, vírus lento 
 Drogas: antipsicóticos, antieméticos, alfametildopa, 
lítio, flunarizina, cinarizina 
 Toxinas: MPTP, CO, Mn, Hg, metanol, etanol, óxido 
de etileno 
 Vascular: multiinfarto 
 Trauma:encefalopatia do pugilista 
 Outros: anormalidades da paratireóide, 
hipotireoidismo, tumores, hidrocefalia de pressão 
normal, etc.
Parkinsonismo heredodegenerativo 
 Doença de Huntington(variante rígida de Westphal) 
 Doença de Wilson(degeneração hepatolenticular) 
 Doença de Hallervorden-Spatz 
 Degeneração olivopontocerebelar familiar 
 Calcificação familiar dos gânglios da base 
 Parkinsonismo familiar com neuropatia periférica 
 Neuroacantocitose
Parkinsonismo plus 
Atrofia ou degeneração de múltiplos sistemas 
 Paralisia supranuclear progressiva 
 Síndrome de Shy-Drager 
 Degeneração estriatonigral 
 Atrofia olivopontocerebelar 
 Complexo Parkinson-demência-ELA 
 Degeneração gangliônica córtico-basal 
 Doença difusa dos corpos de Lewy, 
autossômica dominante
Sinais e sintomas atípicos na doença de 
Parkinson 
 Quedas precoces 
 Doença simétrica 
 Progressão muito rápida 
 “parkinsonismo da metade inferior” 
 Desfalecimento pós-hipotensão postural 
 Sinais piramidais ou cerebelares 
 Estridor laríngeo 
 Incontinência emocional 
 Palilalia 
 Demência precoce 
 “apraxia da abertura dos olhos”
Diagnóstico diferencial:síndromes 
parkinsonianas X condições não parkinsonianas 
 Tremor essencial 
 Tremores sintomáticos 
 Depressão 
 Artropatias
Tipos de tremores e suas características 
Tipo de tremor Frequencia Ativado por 
Fisiológico Alta Postura/ação 
Fisiológico 
Alta Postura/ação 
exacerbado 
Essencial Média/alta Repouso/postura/açã 
o 
Ortostático Muito alta Postura/ação 
Distônico Média/alta Repouso/postura/açã 
o 
Cerebelar Baixa Postura/ação 
Parkinsoniano média Repouso/postura/açã 
o
Diagnóstico diferencial dos tremores 
 Tremor fisiológico 
 Presente em todos os indivíduos – hiperextensão 
das mãos 
 Exacerbado – psíquico; metabólico; uso de 
drogas; dieta(cafeína) 
 Tremor essencial 
 50% familiar 
 Piora estresse, fadiga e avançar da idade 
 Melhora com álcool, betabloqueador 
 Distúrbio do movimento mais comum na 
população em geral
Diagnóstico diferencial dos tremores 
 Tremor cerebelar 
 Lento, grosseiro, de grande amplitude 
 Induzido pela ação 
 Associado a disartria e nistagmo 
 Ex.: doenças desmielinizantes 
 Tremor distônico 
 Tremor ortostático 
 Variação de tremor essencial 
 Predomina nos membros inferiores quando o 
paciente se levanta
Diagnóstico diferencial dos tremores 
 Verificar sempre em presença de tremores o 
uso de drogas e distúrbios metabólicos: 
 Antagonistas dopaminérgicos(metoclopramida) 
 Vasodilatadores 
 Agonistas beta-adrenérgicos(propranolol) 
 Antidepressivos 
 Hipertireoidismo 
 Hipoglicemia
Diagnóstico diferencial das síndromes 
coreicas 
 Neurodegenerativas – doença de Huntington, 
 Neuroacantocitose, doença de Wilson, atrofia 
olivopontocerebelar, atrofia dentato-rubro-palido-luysiana 
 Drogas/metabólicas/tóxicas – anticonvulsivantes, 
antiparkinsonianos, antagonistas de dopamina, 
anfetaminas; hipertireoidismo, gravidez; CO 
 Coréias secundárias – doença vascular, lupus 
eritematoso sistêmico, policitemia, Sydenham, 
paraneoplásica 
 Discinesias paroxísticas
Diagnóstico diferencial das síndromes 
distônicas 
 Classificação 
 Idade de início 
 Infância 
 Adultos 
 Etiologia 
 Idiopática 
 Sintomática 
 Distribuição focal 
 Segmentar 
 Multifocal 
 Generalizada
Diagnóstico diferencial das síndromes 
distônicas 
 Infância 
 Inicia-se pelo 
acometimento do pé 
 Progressiva 
 Frequentemente 
generalizam-se 
 Ex.: distonia de torção 
 Adulta 
 Raramente 
progressivas e/ou 
generalizadas
Diagnóstico diferencial das síndromes distônicas 
 Focal 
 Acometimento de uma 
só parte do corpo 
 Segmentar 
 Acomete partes 
adjacentes 
 Multifocal 
 Mais de uma área 
afetada em regiões não 
adjacentes 
 Generalizada 
 Acometimento dos 
membros bilateralmente 
e tronco
Diagnóstico diferencial das síndromes 
distônicas 
 Idiopáticas 
 Primárias 
 Distonias hereditárias da infância 
 Secundárias 
 Doenças heredodegenerativas 
 Sintomáticas 
 Induzidas por drogas 
 Alterações metabólicas 
 Traumatismos 
 Infecções
Diagnóstico diferencial dos tiques 
 Transitórios em 20% das crianças 
 Simples 
 Complexos 
 Vocalização 
 Pigarrear; fungar; sons de animais; palavras 
obscenas
Diagnóstico diferencial dos tiques 
 Classificação 
 Desordem transitória de tiques 
 Infância ou adolescência 
 Motores 
 Duração: Mais de um mês menos de um ano 
 Intensidade flutuante 
 Desordem transitória de tiques motores 
 Infância e vida adulta 
 Motores – menos de 3 grupos musculares 
 Fixos 
 Duração: mais de um ano
Diagnóstico diferencial dos tiques 
 Síndrome de Gilles de La Tourette 
 2 e 15 anos 
 Motores e vocais 
 Flutuação na intensidade 
 Duração: superior a um ano 
 Tiques secundários 
 Podem ocorrer em doenças neurológicas e 
psiquiátricas
Diagnóstico diferencial das mioclonias 
 Classificação fisiopatológica 
 Cortical: mioclonia cortical espontânea, mioclonia 
cortical reflexa; epilepsia parcial contínua 
 Mais frequentes; mais incapacitantes 
 Ex.: epilepsias mioclônicas progressivas; doença de 
Creutzfeldt-Jacob 
 Subcortical: mioclonia essencial; mioclonia 
periódica; mioclonia distônica. Mioclonia reticular 
reflexa, síndromes “startle” 
 Ex.: encefalopatias tóxico-metabólicas difusas 
 Espinal
Distúrbios do movimento

Distúrbios do movimento

  • 1.
    Distúrbios do movimento Marcus Petindá Estagiário Neurologia infantil HBDF
  • 2.
    Tipos de movimentosinvoluntários  Tremores – movimentos involuntários rítmicos, oscilantes devido a contrações musculares e antagonistas de qualquer parte do corpo  Repouso ou estático  Cinético ou de ação  Postural
  • 3.
    Tipos de movimentosinvoluntários  Distonia – contrações musculares sustentadas, causando abalos lentos, tremores, movimentos de torção e posturas anormais  Coréia – movimentos de início abrupto, de curta duração, com intensidade e topografia variáveis
  • 4.
    Tipos de movimentosinvoluntários  Atetose – mais lentos, sinuosos, frequentemente contínuos, acometendo predominantemente extremidades distais, com contorção dos membros, hiperextensão e flexão dos dedos
  • 5.
    Tipos de movimentosinvoluntários  Balismo – amplos, de início e fim abruptos, envolvendo frequentemente os segmentos proximais dos membros e também tronco e segmento cefálico. Deslocamentos bruscos, violentos envolvendo grandes massas musculares  Hemibalismo  Hemicoréia
  • 6.
    Tipos de movimentosinvoluntários  Mioclonias – súbitas, breves, semelhantes a pequenos solavancos, (choques, sustos), envolvendo face, tronco ou extremidades  Positiva  Negativa  Tiques – movimentos estereotipados breves, repetitivos, rápidos, sem propósito, envolvendo múltiplos grupos musculares  Motores  Vocais  Simples  Complexos
  • 7.
    Vias extrapiramidais Movimentos automáticos; regulação do tônus e postura  Tratos que não passam pelas pirâmides bulbares  Rubro-espinhal  Tecto-espinhal  Vestíbulo-espinhal  Retículo-espinhal
  • 9.
     Núcleo rubro  Tecto-mesencefálico  Núcleos vestibulares  Formação reticular  Vias córtico-rubro-espinhal  Córtico-tecto-espinhal  Córtico-retículo-espinhal
  • 10.
    Trato rubro-espinhal Controla a motricidade voluntária dos músculos distais dos membros juntamente com o trato córtico-espinhal lateral
  • 11.
    Trato tecto-espinhal Origina-se no colículo superior; recebe fibras da retina e do córtex visual  Termina nos segmentos mais altos da medula. Origina-se no colículo superior; recebe fibras da retina e do córtex visual  Termina nos segmentos mais altos da medula cervical
  • 12.
    Trato vestíbulo-espinhal Origina-se nos núcleos vestibulares  Equilíbrio corporal
  • 13.
    Trato retículo-espinhal Córtex motor e cerebelo  Controle de movimentos voluntários e automáticos(musculatu ra axial e proximal dos membros)  Suporte postural básico  Controle da marcha
  • 14.
    Síndromes extrapiramidais Aspectos anatômicos  Gânglios da base  Papel crucial no controle da motricidade, relacionando-se com áreas motoras corticais, cerebelo e tronco  Núcleo caudado  Putâmen  Globo pálido  Núcleo subtalâmico de Luys  Substância negra
  • 15.
    Aspectos anatômicos Núcleo caudado e putâmen(neoestriado ou striatum)  Derivam do telencéfalo  Aferência  Córtex cerebral(motor, sensorial e de associação)  Tálamo(núcleos intralaminares)  Substância negra compacta
  • 16.
    Aspectos anatômicos Globo pálido(pallidum)  Deriva do diencéfalo  Situa-se medialmente ao putâmen e lateralmente à cápsula interna  Segmentos  Interno/medial  Externo/lateral
  • 17.
    Aspectos anatômicos Substância negra  Mesencéfalo  Zonas  Ventral/pálida/reticulata  Dorsal/escura/compacta
  • 18.
    Aspectos anatômicos Núcleo subtalâmico de Luys  Fica abaixo do tálamo, na sua junção com o mesencéfalo
  • 19.
    Aspectos fisiopatológicos esemiológicos  Disfunção dos núcleos da base  Movimentos voluntários prejudicados  Tônus muscular anormal  Movimentos involuntários espontâneos anormais  Posturas e reflexos posturais anormais  Síndromes hipocinéticas  Síndromes hipercinéticas
  • 20.
    Síndrome hipocinética Síndromeparkinsoniana  Pobreza e lentidão da iniciação e execução de movimentos voluntários  Dificuldade na mudança de padrão motor – acinesia  Inabilidade em realizar atos motores simultâneos  Fatigabilidade rápida
  • 21.
    Síndrome hipocinética Síndromeparkinsoniana  Acinesia – correlatos clínicos  Marcha - festinação  Diminuição do volume da voz  Perda da melodia  Micrografia  Hipomimia ou fácies congelada  Bradicinesia  Hipertonia plástica/cérea ou rigidez  Global – musculatura proximal e flexora  Sinal da roda dentada
  • 22.
    Síndrome hipocinética Síndromeparkinsoniana  Movimento involuntário anormal  Tremor de repouso  Extensão e flexão do índex em contato com o polegar  Braço, pernas e segmento cefálico  Piora com estresse  Melhora com a ação  Desaparece com o sono
  • 23.
    Síndrome hipocinética Síndromeparkinsoniana  Alterações posturais  Postura fletida  Instabilidade postural  Reação paradoxal de Wesphal ou reflexo local de postura de Foix-Thévenard
  • 24.
    Síndrome hipercinética Doenças que cursam com movimentos involuntários espontâneos anormais, (hipercinesias), ou a combinação entre eles  Coréia, balismo, distonia, atetose, mioclonias, tiques  Graus variáveis de tônus  Hipotonia. Ex.: coréia  Hipertonia. Ex.: distonia  Paracinesia/maneirismo  Posturas fixas
  • 25.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes extrapiramidais  Síndrome hipocinética=síndrome parkinsoniana=parkinsonismo  Primário ou idiopático(doença de Parkinson)  80% das síndromes  Secundário(adquirido ou sintomático)  Parkinson plus  Heredodegenerativo
  • 26.
    Parkinsonismo secundário Infeccioso: pós-encefalítico, vírus lento  Drogas: antipsicóticos, antieméticos, alfametildopa, lítio, flunarizina, cinarizina  Toxinas: MPTP, CO, Mn, Hg, metanol, etanol, óxido de etileno  Vascular: multiinfarto  Trauma:encefalopatia do pugilista  Outros: anormalidades da paratireóide, hipotireoidismo, tumores, hidrocefalia de pressão normal, etc.
  • 27.
    Parkinsonismo heredodegenerativo Doença de Huntington(variante rígida de Westphal)  Doença de Wilson(degeneração hepatolenticular)  Doença de Hallervorden-Spatz  Degeneração olivopontocerebelar familiar  Calcificação familiar dos gânglios da base  Parkinsonismo familiar com neuropatia periférica  Neuroacantocitose
  • 28.
    Parkinsonismo plus Atrofiaou degeneração de múltiplos sistemas  Paralisia supranuclear progressiva  Síndrome de Shy-Drager  Degeneração estriatonigral  Atrofia olivopontocerebelar  Complexo Parkinson-demência-ELA  Degeneração gangliônica córtico-basal  Doença difusa dos corpos de Lewy, autossômica dominante
  • 29.
    Sinais e sintomasatípicos na doença de Parkinson  Quedas precoces  Doença simétrica  Progressão muito rápida  “parkinsonismo da metade inferior”  Desfalecimento pós-hipotensão postural  Sinais piramidais ou cerebelares  Estridor laríngeo  Incontinência emocional  Palilalia  Demência precoce  “apraxia da abertura dos olhos”
  • 30.
    Diagnóstico diferencial:síndromes parkinsonianasX condições não parkinsonianas  Tremor essencial  Tremores sintomáticos  Depressão  Artropatias
  • 31.
    Tipos de tremorese suas características Tipo de tremor Frequencia Ativado por Fisiológico Alta Postura/ação Fisiológico Alta Postura/ação exacerbado Essencial Média/alta Repouso/postura/açã o Ortostático Muito alta Postura/ação Distônico Média/alta Repouso/postura/açã o Cerebelar Baixa Postura/ação Parkinsoniano média Repouso/postura/açã o
  • 32.
    Diagnóstico diferencial dostremores  Tremor fisiológico  Presente em todos os indivíduos – hiperextensão das mãos  Exacerbado – psíquico; metabólico; uso de drogas; dieta(cafeína)  Tremor essencial  50% familiar  Piora estresse, fadiga e avançar da idade  Melhora com álcool, betabloqueador  Distúrbio do movimento mais comum na população em geral
  • 33.
    Diagnóstico diferencial dostremores  Tremor cerebelar  Lento, grosseiro, de grande amplitude  Induzido pela ação  Associado a disartria e nistagmo  Ex.: doenças desmielinizantes  Tremor distônico  Tremor ortostático  Variação de tremor essencial  Predomina nos membros inferiores quando o paciente se levanta
  • 34.
    Diagnóstico diferencial dostremores  Verificar sempre em presença de tremores o uso de drogas e distúrbios metabólicos:  Antagonistas dopaminérgicos(metoclopramida)  Vasodilatadores  Agonistas beta-adrenérgicos(propranolol)  Antidepressivos  Hipertireoidismo  Hipoglicemia
  • 35.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes coreicas  Neurodegenerativas – doença de Huntington,  Neuroacantocitose, doença de Wilson, atrofia olivopontocerebelar, atrofia dentato-rubro-palido-luysiana  Drogas/metabólicas/tóxicas – anticonvulsivantes, antiparkinsonianos, antagonistas de dopamina, anfetaminas; hipertireoidismo, gravidez; CO  Coréias secundárias – doença vascular, lupus eritematoso sistêmico, policitemia, Sydenham, paraneoplásica  Discinesias paroxísticas
  • 36.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes distônicas  Classificação  Idade de início  Infância  Adultos  Etiologia  Idiopática  Sintomática  Distribuição focal  Segmentar  Multifocal  Generalizada
  • 37.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes distônicas  Infância  Inicia-se pelo acometimento do pé  Progressiva  Frequentemente generalizam-se  Ex.: distonia de torção  Adulta  Raramente progressivas e/ou generalizadas
  • 38.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes distônicas  Focal  Acometimento de uma só parte do corpo  Segmentar  Acomete partes adjacentes  Multifocal  Mais de uma área afetada em regiões não adjacentes  Generalizada  Acometimento dos membros bilateralmente e tronco
  • 39.
    Diagnóstico diferencial dassíndromes distônicas  Idiopáticas  Primárias  Distonias hereditárias da infância  Secundárias  Doenças heredodegenerativas  Sintomáticas  Induzidas por drogas  Alterações metabólicas  Traumatismos  Infecções
  • 40.
    Diagnóstico diferencial dostiques  Transitórios em 20% das crianças  Simples  Complexos  Vocalização  Pigarrear; fungar; sons de animais; palavras obscenas
  • 41.
    Diagnóstico diferencial dostiques  Classificação  Desordem transitória de tiques  Infância ou adolescência  Motores  Duração: Mais de um mês menos de um ano  Intensidade flutuante  Desordem transitória de tiques motores  Infância e vida adulta  Motores – menos de 3 grupos musculares  Fixos  Duração: mais de um ano
  • 42.
    Diagnóstico diferencial dostiques  Síndrome de Gilles de La Tourette  2 e 15 anos  Motores e vocais  Flutuação na intensidade  Duração: superior a um ano  Tiques secundários  Podem ocorrer em doenças neurológicas e psiquiátricas
  • 43.
    Diagnóstico diferencial dasmioclonias  Classificação fisiopatológica  Cortical: mioclonia cortical espontânea, mioclonia cortical reflexa; epilepsia parcial contínua  Mais frequentes; mais incapacitantes  Ex.: epilepsias mioclônicas progressivas; doença de Creutzfeldt-Jacob  Subcortical: mioclonia essencial; mioclonia periódica; mioclonia distônica. Mioclonia reticular reflexa, síndromes “startle”  Ex.: encefalopatias tóxico-metabólicas difusas  Espinal