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PACIENTE DIABÉTICO E
    HIPOGLICEMIA
PACIENTE DIABÉTICO E
                               HIPOGLICEMIA

UniEVANGÉLICA – Centro Universitário de Anápolis.
FOA – Faculdade de Odontologia de Anápolis
Disciplina: MBV – Emergências Médicas
Professor: Rodolfo
Acadêmicos: Antônio José
            Dennise de Castro
            Frederico de Pina
            Gabriella Lourenço
            Joaquim Ambrósio
            Julyanna Borges
            Lydia Guimarães
            Marcelle Arianne
            Matheus Moreira
            Mayco Rodrigues
O QUE É DIABETES?



É uma desordem metabólica crônica na qual o
 paciente apresenta perda relativa ou absoluta de
 insulina e elevados níveis de glicose no sangue.
 (JESUS, 2011);

As principais características desta doença são:
 hiperglicemia, ou seja, uma elevação da
 quantidade de glicose no sangue e glicosúria
 (presença de açúcar na urina).
TIPOS DE DIABETES




Diabetes tipo 1 (autoimune): nasce com
 ela, acomete jovens;

Diabetes tipo 2 (não autoimune): adquirida
 durante a vida;

Diabetes gestacional: adquirida durante a
 gravidez.
DIABETES TIPO 1 (DM1)


 Apresenta dois picos de incidência que ocorrem entre 5-7 anos de
  idade e na puberdade, acometendo de 5 a 10% dos pacientes com
  DM,          sem          predileção         por         gênero;

 Segundo JESUS (2011), os sintomas da DM1 são:

-   Cefaleia: dor de cabeça;
-   Polifagia: fome excessiva;
-   Poliúria: aumento do volume urinário;
-   Perda de peso;
-   Alterações visuais;
-   Sede ou boca seca;
-   Irritabilidade;
DIABETES TIPO 2 (DM2)


 A forma mais comum da doença, responsável por 90-95% dos
  casos, acometendo principalmente indivíduos com mais de 40 anos;

 Segundo JESUS (2011), os sintomas da DM2 são:

- Parestesia: sensação de frio, calor, formigamento ou
pressão sendo ausente o estimulo;
- Vontade de urinar (principalmente a noite);
- Alterações visuais;
- Ganho ou perda de peso;
- Perda de sensibilidade dolorosa;
- Hipotensão postural: queda súbida da pressão sanguínea provocando visão
   turva e tontura.
DIABETES GESTACIONAL


 Ocorre durante a gravidez e, na maior
 parte dos casos, é provocado pelo aumento
excessivo de peso da mãe;

 A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é
  denominada de Diabetes Gestacional.

 Geralmente a glicose no sangue se normaliza após o parto. No
  entanto as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes
  gestacional, possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2
  tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.
DIAGNÓSTICO DA DM




Estabelecido através da constatação de hiperglicemia
 por exames de sangues (glicemia em jejum e prova de
 intolerância à glicose), associados aos sintomas;
TRATAMENTO DM1 E DM2


 Diabetes mellitus tipo 1: necessitam injeções diárias de insulina para
  manterem a glicose no sangue em valores normais.;

 Diabetes mellitus tipo 2: não depende da aplicação de insulina e
  pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral.
  Exemplos: hipoglicemiantes, meglitinidas. sulfonilureias, inibidores
  da x – glicosidade, biguanidade, metiformina, tiazolidinedionas .

 Diabetes gestacional: Controle da dieta e exercícios físicos;

 É importante lembrar que o controle da dieta, acompanhamento
  nutricional e físico é indispensável no tratamento de todos os tipos
  de diabetes.
MEDICAÇÕES DM2


CLASSE DAS DROGAS                AGENTE             PRINCIPAL AÇÃO

Sulfaniluréias                   Primeira geração   Secretagogo beta-pancreático de
                                 Clorpropamida      ação lenta
                                 Segunda geração
                                 Glibenclamida
                                 Gliclazida
                                 Glipizida
                                 Glimepirida
Glitinidas                       Repaglinida        Secretagogos beta-pancreáticos de
                                 Nateglinida        ação rápida
      Biguanidas                 Metformina         Diminui a produção hepática de
                                                    glicose e aumenta a sensibilidade à
                                                    insulina
Tiazolenedionas                  Rosiglitazona      Aumentam a sensibilidade à insulina
                                 Pioglitazona       e diminuem a produção hepática de
                                                    glicose
Inibidores da alfa-glicosidase   Acarbose           Retarda a absorção intestinal de
                                                    carboidratos
INSULINA


 Insulinas é um antidiabético (insulina exógena);

 De um modo geral: diabetes mellitus tipo I (dependente de insulina);
  diabetes mellitus tipo II (não dependente de insulina mas que não consegue
  o controle através de dieta, exercícios e redução de peso);

 Age diminuindo a glicose sanguínea;

 É de uso injetável por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa;

 As doses depende de paciente para paciente seguindo as orientações
  médicas;
INSULINA
                          RISCOS X BENEFÍCIOS


 Cirugia ou trauma, pode haver hipoglicemia;

 Doença do fígado (pode exigir aumento ou diminuição das doses);

 Doença renal (pode exigir aumento ou diminuição das doses);

 Condições que causam hiperglicemia (como: mudanças hormonais na
  mulher, hiperadrenalismo não controlado, infecção grave, stress
  psicológico, hipertireoidismo não controlado);

 Condições que causam hipoglicemia (como: insuficiência da supra-renal não
  controlada, insuficiência hipofisária não controlada);
MANIFESTAÇÕES BUCAIS



Os pacientes apresentam:
- Xerostomia;
- Diminuição na saliva;
- Dor ou sensibilidade dolorosa na língua;
- Distúrbios de gustação;
- Prevalência da doença periodontal;
- Tendência à candidíase oral e queilite angular.
FATORES DE RISCO


 Algumas situações        predispõem     o    acometimento   da
  DM, exemplos:

- Obesidade (inclusive a obesidade infantil);
- Hereditariedade;
- Falta de atividade física regular;
- Hipertensão;
- Níveis altos de colesterol e triglicérides;
- Medicamentos, como os à base de cortisona;
- Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II);
- Estresse emocional.
HIPOGLICEMIA



Hipoglicemia é um distúrbio provocado pela
 baixa concentração de glicose no sangue, que pode
 afetar pessoas portadoras ou não de diabetes;

Existem dois tipos principais de hipoglicemia: a
 hipoglicemia de jejum e a pós-prandial, ou reativa, que
 ocorre depois das refeições.
CAUSAS DA HIPOGLICEMIA



Produção exagerada de insulina pelo pâncreas;
Medicamentos utilizados no tratamento de diabetes;
Insuficiência hepática, cardíaca ou renal;
Tumores pancreáticos;
Consumo de álcool;
Deficiência dos hormônios que ajudam a liberar
 glicogênio.
SINTOMAS DA HIPOGLICEMIA



   Tremores;
   Tonturas;
   Palidez;
   Suor frio;
   Nervosismo;
   Palpitações;
   Taquicardia;
   Náuseas;
   Vômitos e fome;
   Confusão mental;
   Alterações do nível de consciência;
   Perturbações visuais e de comportamento que podem ser confundidas com
    embriaguez, cansaço, fraqueza, sensação de desmaio e convulsões;
TRATAMENTO DA HIPOGLICEMIA


 Se for diabético, verificar a glicose sempre que apresentar sintomas de
  baixo nível de açúcar no sangue. Se o nível de açúcar estiver baixo (70
  mg/dL), será preciso se tratar imediatamente com:

- 3 pastilhas de glicose;
- Meio copo (120 ml) de suco de fruta ou refrigerante normal;
- 5 ou 6 balas;
- 1 colher de sopa de açúcar puro ou dissolvido em água;
- 1 colher de mel ou xarope.

 Esperar 15 min e verificar a glicose novamente.
TRATAMENTO HIPOGLICEMIA



 Se não se sentir melhor em 15 minutos e a glicose ainda estiver
  baixa (menor que 70 mg/dL), comer algo que tenha em torno
  de 15 gramas de carboidratos novamente;

 Se os procedimentos para aumentar os níveis de glicose no
  sangue não funcionarem consultar o médico imediatamente;

 Pessoas com hipoglicemia aguda são tratadas com injeções de
  glicose ou com o hormônio glucagon. O tratamento imediato é
  necessário para evitar complicações sérias ou morte;
CONDUTA ODONTOLÓGICA


 Consultas rápidas e pela manhã;
 Redução farmacológica do estresse (benzodiazepínicos);
 Controle da dieta e insulina. O paciente pode reforçar o café e
  reduzir a dose de insulina na manhã da cirurgia ou de um
  procedimento mais estressante;
 Uso de anestésico local contendo adrenalina só deve ser
  evitado se o tratamento exigir consultas diárias frequentes.
  O uso em uma única sessão, para um procedimento
  cirúrgico, por exemplo, não é contraindicado;
 Prevenção de infecções. O uso prévio de antibióticos deve ser
  avaliado e usado com cautela;
 Estar atento aos sinais de hipoglicemia.
ATENDIMENTO ODONTOLOGICO



 É importante que o cirurgião dentista, para atender o paciente
  diabético com maior segurança, tenha em seu consultório
  materiais como:

- Glicosímetro / Fitas reagentes / Estilete descartável (determinar
a glicemia a partir do sangue capilar realizadas em fitas contendo
reagentes que permitam leitura instantânea);

- Esfigmomanômetro / Estetoscópio (aferir a pressão arterial);
- Soluções contendo glicose a 20% / Seringas para insulina.
FASE PRÉ OPERATÓRIA DO
                           PACIENTE DIABÉTICO


 Anamnese bem realizada investigando medicamentos de uso do
  paciente, história da doença, história de complicações como
  hipoglicemia, método de controle usado pelo paciente, nome do médico
  responsável;

 Solicitar ao médico do paciente, um parecer do estado geral do
  paciente, contendo o diagnóstico da doença diabetes, o tipo de
  diabetes, resultados dos últimos exames de controle da enfermidade e o laudo
  do fundo de olho realizado;

 Existindo presença de processos infecciosos com controle metabólico pobre e
  risco de infecção secundária, deverá ser feita a antibioticoterapia;

 Relação paciente x profissional, passar segurança para o paciente para diminuir
  a ansiedade.
FASE OPERATÓRIA DO PACIENTE
                               DIABETICO


 Imediatamente antes de cada consulta, alguns cuidados devem ser tomados:

- Aferir a PA do paciente e questioná-lo quanto à glicemia e fazer o teste;

- Os valores da PA e da glicemia deverão ser transcritos para o prontuário
odontológico do paciente;

- O tratamento deve ser realizado sem trauma e sob controle, lembrando que o
uso de anestésico com felipressina é mais indicado;

- Procurar fazer consultas curtas no meio da manhã;

- Em caso de consultas prolongadas, principalmente se a mesma se prolongar pelo
tempo de refeição normal, interromper o trabalho para uma ligeira refeição (um
copo de suco, por exemplo).
FASE PÓS OPERATÓRIA DO
                 PACIENTE DIABÉTICO


Uma avaliação imediata das condições sistêmicas do
 paciente deve ser realizada. Deve-se tomar um
 cuidado especial no que diz respeito à possível
 presença de infecções secundárias e sangramentos;
PACIENTE DIABÉTICO – RISCOS
ANTIBIOTICOTERAPIA DO
                         PACIENTE DIABÉTICO


 O uso de antibióticos para pacientes com bom controle glicêmico é
  semelhante ao de não-diabéticos, ou seja, só deve ser realizada quando
  existirem sinais e sintomas sistêmicos de infecção. Nos pacientes com
  doença mal controlada, mesmo na ausência de sinais e infecção, preconiza-
  se profilaxia antibiótica nos procedimentos que geram bacteremia
  importante.
 Na      prescrição     curativa    podem     ser    usados:      penicilinas
  (amoxicilina, ampicilina), cefalosporinas (cefalexina) ou macrolídeos
  (azitromicina, claritromicina). Não devem ser prescritos antibióticos sob a
  forma de suspensão bucal que contém glicose na sua composição, pois
  podem a agravar a hiperglicemia;
 Os antibióticos, analgésicos ou antiinflamatórios de escolha são os
  metabolizados pelo fígado.
ANALGÉSICO E ANTIINFLAMATÓRIO
                       PARA PACIENTE DIABÉTICO


   Em caso de dor, a mesma pode ser controlada com analgésicos simples
  (acetaminofeno, dipirona) e AINES (nimesulida, ibuprofeno, diclofenaco);

 Nos casos graves, usar preparações com codeína. Já as inflamações podem
  ser controladas com AINES, no entanto devem ser evitados pelo risco de
  hiperglicemia.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


 SOUSA, Renata Rolim; CASTRO, Ricardo Dias; MONTEIRO, Cristine
  Hirsch; SILVA, Severino Celestino; NUNES, Adriana Bezerra. O paciente
  Odontológico Portador de Diabetes Mellitus: Uma revisão de literatura. Pesq
  Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 3, n. 2, p. 71-77, jul./dez. 2003.
 JESUS, Luciano Augusto de. Avaliação pré-operatória e condutas em
  Odontologia. Cap V. Editora AB, 2011.
 YARID, Sérgio Donha; GARBIN, Cléa Adas Saliba; GARBIN, Artênio José
  Íspen; FRANCISCO, Kléryson Martins; SUMIDA, Doris Hissako. Conduta
  Odontológica no atendimento a portadores de diabetes mellitus.
  Rev.Saúde.Com 2010; 6(1): 74-85.
 ASSUNÇÃO, Maria Cecília Formoso; SANTOS, Iná da Silva dos;
  COSTA, Juvenal Soares Dias. Avaliação do processo da atenção médica:
  adequação do tratamento de pacientes com diabetes mellitus. Cad. Saúde
  Pública, Rio de Janeiro, 18 (1): 205-211, jan-fev, 2002.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


 GROSS, Jorge L.; SILVEIRO, Sandra P.; CAMARGO, Joíza L.; REICHELT, Angela J.;
  AZEVEDO, Mirela J. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do
  Controle Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab vol 46 nº 1 Fevereiro 2002.

 KITAMURA, R.K.W; KITAMURA, K.T; NANO, A.C.M; RAITZ, R. Manejo de
  pacientes  diabéticos     no     consultório odontológico. Acessado eim:
  www.odontologia.com.br data: 15/11/2012

 VARELLA, D rauzio. Diabetes. Acessado eim: http://drauziovarella.com.br/doencas-
  e-sintomas/diabetes/diabetes/ data: 15/11/2012
 PALPELBAUM,         Marcelo;       MOREIRA,          Rodrigo;    COUTINHO,            Walmir;
  ELLINGER, Vivian C. M.; SICHIERI, Rosely; COUTINHO, Evandro;
  ZAGURY, Leão; APPOLINARIO, Jose. Diabetes mellitus e transtornos alimentares:
  uma revisão sistemática. J. bras, psiquiatr; 53(3). 163-173, mai-jun. 2004. ilus, tab.

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Paciente diabético e hipoglicemia

  • 1. PACIENTE DIABÉTICO E HIPOGLICEMIA
  • 2. PACIENTE DIABÉTICO E HIPOGLICEMIA UniEVANGÉLICA – Centro Universitário de Anápolis. FOA – Faculdade de Odontologia de Anápolis Disciplina: MBV – Emergências Médicas Professor: Rodolfo Acadêmicos: Antônio José Dennise de Castro Frederico de Pina Gabriella Lourenço Joaquim Ambrósio Julyanna Borges Lydia Guimarães Marcelle Arianne Matheus Moreira Mayco Rodrigues
  • 3. O QUE É DIABETES? É uma desordem metabólica crônica na qual o paciente apresenta perda relativa ou absoluta de insulina e elevados níveis de glicose no sangue. (JESUS, 2011); As principais características desta doença são: hiperglicemia, ou seja, uma elevação da quantidade de glicose no sangue e glicosúria (presença de açúcar na urina).
  • 4. TIPOS DE DIABETES Diabetes tipo 1 (autoimune): nasce com ela, acomete jovens; Diabetes tipo 2 (não autoimune): adquirida durante a vida; Diabetes gestacional: adquirida durante a gravidez.
  • 5. DIABETES TIPO 1 (DM1)  Apresenta dois picos de incidência que ocorrem entre 5-7 anos de idade e na puberdade, acometendo de 5 a 10% dos pacientes com DM, sem predileção por gênero;  Segundo JESUS (2011), os sintomas da DM1 são: - Cefaleia: dor de cabeça; - Polifagia: fome excessiva; - Poliúria: aumento do volume urinário; - Perda de peso; - Alterações visuais; - Sede ou boca seca; - Irritabilidade;
  • 6. DIABETES TIPO 2 (DM2)  A forma mais comum da doença, responsável por 90-95% dos casos, acometendo principalmente indivíduos com mais de 40 anos;  Segundo JESUS (2011), os sintomas da DM2 são: - Parestesia: sensação de frio, calor, formigamento ou pressão sendo ausente o estimulo; - Vontade de urinar (principalmente a noite); - Alterações visuais; - Ganho ou perda de peso; - Perda de sensibilidade dolorosa; - Hipotensão postural: queda súbida da pressão sanguínea provocando visão turva e tontura.
  • 7. DIABETES GESTACIONAL  Ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;  A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de Diabetes Gestacional.  Geralmente a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional, possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.
  • 8. DIAGNÓSTICO DA DM Estabelecido através da constatação de hiperglicemia por exames de sangues (glicemia em jejum e prova de intolerância à glicose), associados aos sintomas;
  • 9. TRATAMENTO DM1 E DM2  Diabetes mellitus tipo 1: necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais.;  Diabetes mellitus tipo 2: não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. Exemplos: hipoglicemiantes, meglitinidas. sulfonilureias, inibidores da x – glicosidade, biguanidade, metiformina, tiazolidinedionas .  Diabetes gestacional: Controle da dieta e exercícios físicos;  É importante lembrar que o controle da dieta, acompanhamento nutricional e físico é indispensável no tratamento de todos os tipos de diabetes.
  • 10. MEDICAÇÕES DM2 CLASSE DAS DROGAS AGENTE PRINCIPAL AÇÃO Sulfaniluréias Primeira geração Secretagogo beta-pancreático de Clorpropamida ação lenta Segunda geração Glibenclamida Gliclazida Glipizida Glimepirida Glitinidas Repaglinida Secretagogos beta-pancreáticos de Nateglinida ação rápida Biguanidas Metformina Diminui a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade à insulina Tiazolenedionas Rosiglitazona Aumentam a sensibilidade à insulina Pioglitazona e diminuem a produção hepática de glicose Inibidores da alfa-glicosidase Acarbose Retarda a absorção intestinal de carboidratos
  • 11. INSULINA  Insulinas é um antidiabético (insulina exógena);  De um modo geral: diabetes mellitus tipo I (dependente de insulina); diabetes mellitus tipo II (não dependente de insulina mas que não consegue o controle através de dieta, exercícios e redução de peso);  Age diminuindo a glicose sanguínea;  É de uso injetável por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa;  As doses depende de paciente para paciente seguindo as orientações médicas;
  • 12. INSULINA RISCOS X BENEFÍCIOS  Cirugia ou trauma, pode haver hipoglicemia;  Doença do fígado (pode exigir aumento ou diminuição das doses);  Doença renal (pode exigir aumento ou diminuição das doses);  Condições que causam hiperglicemia (como: mudanças hormonais na mulher, hiperadrenalismo não controlado, infecção grave, stress psicológico, hipertireoidismo não controlado);  Condições que causam hipoglicemia (como: insuficiência da supra-renal não controlada, insuficiência hipofisária não controlada);
  • 13. MANIFESTAÇÕES BUCAIS Os pacientes apresentam: - Xerostomia; - Diminuição na saliva; - Dor ou sensibilidade dolorosa na língua; - Distúrbios de gustação; - Prevalência da doença periodontal; - Tendência à candidíase oral e queilite angular.
  • 14. FATORES DE RISCO  Algumas situações predispõem o acometimento da DM, exemplos: - Obesidade (inclusive a obesidade infantil); - Hereditariedade; - Falta de atividade física regular; - Hipertensão; - Níveis altos de colesterol e triglicérides; - Medicamentos, como os à base de cortisona; - Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II); - Estresse emocional.
  • 15. HIPOGLICEMIA Hipoglicemia é um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue, que pode afetar pessoas portadoras ou não de diabetes; Existem dois tipos principais de hipoglicemia: a hipoglicemia de jejum e a pós-prandial, ou reativa, que ocorre depois das refeições.
  • 16. CAUSAS DA HIPOGLICEMIA Produção exagerada de insulina pelo pâncreas; Medicamentos utilizados no tratamento de diabetes; Insuficiência hepática, cardíaca ou renal; Tumores pancreáticos; Consumo de álcool; Deficiência dos hormônios que ajudam a liberar glicogênio.
  • 17. SINTOMAS DA HIPOGLICEMIA  Tremores;  Tonturas;  Palidez;  Suor frio;  Nervosismo;  Palpitações;  Taquicardia;  Náuseas;  Vômitos e fome;  Confusão mental;  Alterações do nível de consciência;  Perturbações visuais e de comportamento que podem ser confundidas com embriaguez, cansaço, fraqueza, sensação de desmaio e convulsões;
  • 18. TRATAMENTO DA HIPOGLICEMIA  Se for diabético, verificar a glicose sempre que apresentar sintomas de baixo nível de açúcar no sangue. Se o nível de açúcar estiver baixo (70 mg/dL), será preciso se tratar imediatamente com: - 3 pastilhas de glicose; - Meio copo (120 ml) de suco de fruta ou refrigerante normal; - 5 ou 6 balas; - 1 colher de sopa de açúcar puro ou dissolvido em água; - 1 colher de mel ou xarope.  Esperar 15 min e verificar a glicose novamente.
  • 19. TRATAMENTO HIPOGLICEMIA  Se não se sentir melhor em 15 minutos e a glicose ainda estiver baixa (menor que 70 mg/dL), comer algo que tenha em torno de 15 gramas de carboidratos novamente;  Se os procedimentos para aumentar os níveis de glicose no sangue não funcionarem consultar o médico imediatamente;  Pessoas com hipoglicemia aguda são tratadas com injeções de glicose ou com o hormônio glucagon. O tratamento imediato é necessário para evitar complicações sérias ou morte;
  • 20. CONDUTA ODONTOLÓGICA  Consultas rápidas e pela manhã;  Redução farmacológica do estresse (benzodiazepínicos);  Controle da dieta e insulina. O paciente pode reforçar o café e reduzir a dose de insulina na manhã da cirurgia ou de um procedimento mais estressante;  Uso de anestésico local contendo adrenalina só deve ser evitado se o tratamento exigir consultas diárias frequentes. O uso em uma única sessão, para um procedimento cirúrgico, por exemplo, não é contraindicado;  Prevenção de infecções. O uso prévio de antibióticos deve ser avaliado e usado com cautela;  Estar atento aos sinais de hipoglicemia.
  • 21. ATENDIMENTO ODONTOLOGICO  É importante que o cirurgião dentista, para atender o paciente diabético com maior segurança, tenha em seu consultório materiais como: - Glicosímetro / Fitas reagentes / Estilete descartável (determinar a glicemia a partir do sangue capilar realizadas em fitas contendo reagentes que permitam leitura instantânea); - Esfigmomanômetro / Estetoscópio (aferir a pressão arterial); - Soluções contendo glicose a 20% / Seringas para insulina.
  • 22. FASE PRÉ OPERATÓRIA DO PACIENTE DIABÉTICO  Anamnese bem realizada investigando medicamentos de uso do paciente, história da doença, história de complicações como hipoglicemia, método de controle usado pelo paciente, nome do médico responsável;  Solicitar ao médico do paciente, um parecer do estado geral do paciente, contendo o diagnóstico da doença diabetes, o tipo de diabetes, resultados dos últimos exames de controle da enfermidade e o laudo do fundo de olho realizado;  Existindo presença de processos infecciosos com controle metabólico pobre e risco de infecção secundária, deverá ser feita a antibioticoterapia;  Relação paciente x profissional, passar segurança para o paciente para diminuir a ansiedade.
  • 23. FASE OPERATÓRIA DO PACIENTE DIABETICO  Imediatamente antes de cada consulta, alguns cuidados devem ser tomados: - Aferir a PA do paciente e questioná-lo quanto à glicemia e fazer o teste; - Os valores da PA e da glicemia deverão ser transcritos para o prontuário odontológico do paciente; - O tratamento deve ser realizado sem trauma e sob controle, lembrando que o uso de anestésico com felipressina é mais indicado; - Procurar fazer consultas curtas no meio da manhã; - Em caso de consultas prolongadas, principalmente se a mesma se prolongar pelo tempo de refeição normal, interromper o trabalho para uma ligeira refeição (um copo de suco, por exemplo).
  • 24. FASE PÓS OPERATÓRIA DO PACIENTE DIABÉTICO Uma avaliação imediata das condições sistêmicas do paciente deve ser realizada. Deve-se tomar um cuidado especial no que diz respeito à possível presença de infecções secundárias e sangramentos;
  • 26. ANTIBIOTICOTERAPIA DO PACIENTE DIABÉTICO  O uso de antibióticos para pacientes com bom controle glicêmico é semelhante ao de não-diabéticos, ou seja, só deve ser realizada quando existirem sinais e sintomas sistêmicos de infecção. Nos pacientes com doença mal controlada, mesmo na ausência de sinais e infecção, preconiza- se profilaxia antibiótica nos procedimentos que geram bacteremia importante.  Na prescrição curativa podem ser usados: penicilinas (amoxicilina, ampicilina), cefalosporinas (cefalexina) ou macrolídeos (azitromicina, claritromicina). Não devem ser prescritos antibióticos sob a forma de suspensão bucal que contém glicose na sua composição, pois podem a agravar a hiperglicemia;  Os antibióticos, analgésicos ou antiinflamatórios de escolha são os metabolizados pelo fígado.
  • 27. ANALGÉSICO E ANTIINFLAMATÓRIO PARA PACIENTE DIABÉTICO  Em caso de dor, a mesma pode ser controlada com analgésicos simples (acetaminofeno, dipirona) e AINES (nimesulida, ibuprofeno, diclofenaco);  Nos casos graves, usar preparações com codeína. Já as inflamações podem ser controladas com AINES, no entanto devem ser evitados pelo risco de hiperglicemia.
  • 28. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  SOUSA, Renata Rolim; CASTRO, Ricardo Dias; MONTEIRO, Cristine Hirsch; SILVA, Severino Celestino; NUNES, Adriana Bezerra. O paciente Odontológico Portador de Diabetes Mellitus: Uma revisão de literatura. Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 3, n. 2, p. 71-77, jul./dez. 2003.  JESUS, Luciano Augusto de. Avaliação pré-operatória e condutas em Odontologia. Cap V. Editora AB, 2011.  YARID, Sérgio Donha; GARBIN, Cléa Adas Saliba; GARBIN, Artênio José Íspen; FRANCISCO, Kléryson Martins; SUMIDA, Doris Hissako. Conduta Odontológica no atendimento a portadores de diabetes mellitus. Rev.Saúde.Com 2010; 6(1): 74-85.  ASSUNÇÃO, Maria Cecília Formoso; SANTOS, Iná da Silva dos; COSTA, Juvenal Soares Dias. Avaliação do processo da atenção médica: adequação do tratamento de pacientes com diabetes mellitus. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18 (1): 205-211, jan-fev, 2002.
  • 29. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS  GROSS, Jorge L.; SILVEIRO, Sandra P.; CAMARGO, Joíza L.; REICHELT, Angela J.; AZEVEDO, Mirela J. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab vol 46 nº 1 Fevereiro 2002.  KITAMURA, R.K.W; KITAMURA, K.T; NANO, A.C.M; RAITZ, R. Manejo de pacientes diabéticos no consultório odontológico. Acessado eim: www.odontologia.com.br data: 15/11/2012  VARELLA, D rauzio. Diabetes. Acessado eim: http://drauziovarella.com.br/doencas- e-sintomas/diabetes/diabetes/ data: 15/11/2012  PALPELBAUM, Marcelo; MOREIRA, Rodrigo; COUTINHO, Walmir; ELLINGER, Vivian C. M.; SICHIERI, Rosely; COUTINHO, Evandro; ZAGURY, Leão; APPOLINARIO, Jose. Diabetes mellitus e transtornos alimentares: uma revisão sistemática. J. bras, psiquiatr; 53(3). 163-173, mai-jun. 2004. ilus, tab.