O conhecimento mítico.
Prof. Douglas Gregorio.
Nas sociedades
tribais, o mito era
uma forma de se
explicar a realidade,
e também a própria
cultura.
Como toda forma
de conhecimento,
a função do mito é
GUIAR AS AÇÕES
HUMANAS.
O mito busca afugentar o medo
diante do desconhecido
apresentando uma explicação,
ainda que fantasiosa, para a
realidade.
O ritual é o mito
tornado ação.
Fatos sagrados do passado mítico
são rememorados pelos rituais que
indicam no presente as ações
humanas.
O mito garante a identidade
coletiva de um grupo.
O mito é
dogmático. Não
racional, baseiase na fé, não pode
ser contestado.
A cultura
contemporânea
também produz seus
mitos, outro tipo de
mito.
Sua dança, um transe quase
mágico; sua música, um ritmo
contagiante.
O megastar arrasta multidões
e parece ser mais que um ser
humano comum.
Sua casa é a Terra do Nunca, e
suas esquisitices são aceitas
até como virtudes.
Muitos sonham em ser como
ele, e tentam imitá-lo de
alguma forma.
Fabricando um
mito, hoje!
Omita a sua
história – um
mito deve excluir
seu lado humano,
suas
imperfeições. Por
exemplo, uma
estrela de cinema
que esconde, na
vida real, uma
pessoa deprimida
e antipática.
Identificação – as
pessoas precisam
encontrar valores
com os quais possam
se identificar: beleza,
sensualidade,
riqueza, inteligência,
habilidade...
Dê-lhe muitos
“números”:
multidões,
riquezas, glórias,
fãs, conquistas,
sucessos...
E que ninguém
duvide de seu
poder! Ele não
deve ser
contestado. Ai de
quem desafiá-lo!
O mito nada mais é
que um modo de
atribuir significado ao
mundo.
Convém desenvolver
nossa consciência
crítica para aceitar ou
rejeitar os mitos que
nos são oferecidos.
Produção e texto: prof.
Douglas Gregorio.
Imagens: Corbis e Google.
Grupo de pesquisas
CIBERNÉTICA PEDAGÓGICA.
LLD – Laboratório de
Linguagens Digitais.

Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São
Paulo – ECA – USP.
Maio de 2011.

Conhecimento mítico