Causas da Obesidade Elisabeth Meyer
Predisposição genética  ( Halpern A.) Pai + Mãe obesos = 80 % Pai  ou Mãe obeso = 50 % Ambos peso adequado = 15 % Univitelinos separados Bivitelinos na mesma casa Filhos adotivos
Gêmeos monozigóticos Coorte -  Finlândia, 1990 N= 1453 Nascidos entre 1932 e 1957 50 pares discordantes -  ≠ 4 / 16 kg 23 pares – 3% IMC    27
Índios Pima México: n = 600   208 = IMC  ± 25,9 mulheres   ± 23,6 homens (18,5 – 24,9) Arizona: 75% obesidade   diabetes tipo II
Fatores raciais  (McArdle W., Katch F., Katch V.) Mulheres:  negras ( quase a metade) brancas ( cerca de 1/3)   Estudo: mulheres obesas M = 110 kg metabolismo em repouso - 100 kcal/ dia   0,453 g de gordura corporal / mês
Meio ambiente, hábitos, comportamentos e crenças Como, quanto e o quê  Dietas ricas em gorduras Dietas de lancherias Dietas da moda
Inatividade Física Sedentarismo Incapacidade obrigatória Idade avançada
Aumento da Prevalência 3 situações isoladas ou combinadas consumo calórico em relação às gerações passadas; = gasto habitual de energia = ingestão calórica;  gasto energético diário ingestão calórica; maior  gasto energético diário
Estudos prospectivos Relação significativa e inversa entre atividade física e ganho de peso Atividade física é melhor preditor para ganho de peso do que as estimativas de ingestão calórica ou gorduras
Relação consumo calórico e atividade física EUA – nos últimos 15 anos    300 kcal redução da energia diária  per capita  entre  dois levantamentos do IBGE (1988 e 1996) = 1.919,0kcal para 1.711,2kcal nas regiões metropolitanas brasileiras  Monteiro et al.
Metabolismo lento/ rápido dieta restritiva = peso “ efeito rebatida”  peso
Exemplos Síndromes hipotalâmicas Síndrome de Cushing Hipotireoidismo Ovários Policísticos Pseudo-hipoparatireoidismo Hipogonadismo Déficit de hormônio de crescimento Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina
Secundária à medicações Psicotrópicos; Corticóides; Antidepressivos tricíclicos;  Lítio; Fenotiazinas;  Ciproheptadina;  Medroxiprogesterona.
Desencadeadores da obesidade Frustrações Álcool Divórcio Dietas Reuniões Raiva Cirurgia Publicidade Tristeza Doenças Viagens Tédio Medicamentos Festas Estresse Menopausa Trabalho Morte Gravidez Econômica Nascimento Menarca sociais psicológicos físicos
Halpern, 1994 100 941 total 8,4 79 Outros 2,0 19 Cirurgia 4,1 39 Drogas 8,1 77 Parar exercício 2,9 27 Parar de fumar 2,9 28 Menopausa 13,4 126 Gravidez 9,4 89 Casamento 10,3 96 Puberdade 38,5 361 Nascimento % n Época do início
Correlação entre sobrepeso e a obesidade ou entre o peso corporal e o ganho de gordura corporal ao longo do tempo  (Bouchard C., 2000)
Idade obesidade infantil é fator de risco; conteúdo da gordura corporal    na  vida adulta; taxas máx. de sobrepeso e obesidade são atingidas entre 55 e 65 anos.
Sexo  Mulheres apresentam + gordura corporal; As ≠ sexuais na prevalência da obesidade variam entre populações ou entre grupos étnicos.
Condição socioeconômica  + obesos nas classes de CSE alta dos países pobres; + obesos nas classes de CSE baixa dos países ricos.
Ingestão de energia A superalimentação provoca    de peso e leva a obesidade.
Ingestão de gordura A gordura está relacionada com a prevalência de sobrepeso em estudos ecológicos; Dieta rica em gorduras causa    de peso; Dieta pobre em gordura  ↓  o ganho de peso
Taxa metabólica basal Baixa massa corporal e TMB ajustada à composição, são fatores de risco para o    de peso, mas foram encontrados dados contraditórios; Pessoas com sobrepeso e obesas têm TMB absoluta + alta.
Resposta térmica aos alimentos Obesos apresentam uma resposta deprimida em alguns estudos, mas os resultados contraditórios são abundantes.
Nível de atividade física Baixo nível de AF é fator de risco para o   de peso; Nível de sedentarismo é mais alto em pessoas obesas; A AF regular altera a composição corporal; Níveis altos de AF     a atividade do SNS e da TMB; A AF regular contribui para a  ↓ e manutenção do peso.
Taxa de oxidação lipídica A gordura corporal  ↓ o QR; QR  alto é fator de risco para o    de peso, mas há resultados contraditórios; Ex-obesos tem QR mais alto do que aqueles que nunca foram obesos.
Nível sangüíneo de leptina Níveis baixos de leptina são francamente relacionados ao     de peso, mas há resultados contraditórios; A maioria dos obesos têm níveis de leptina altos.
Atividade do SNS Atividade baixa do SNS pode ser fator de risco para     de peso; Atividade do SNS    com a superalimentação e do ganho de peso.
Nível de hormônio do crescimento HC baixo é fator de risco para     de peso; Maioria dos obesos tem nível de HC baixo.
Sensibilidade à insulina Obesos são geralmente resistentes à insulina e hiperinsulinêmicos; A resistência à insulina protege contra o de peso, mas há resultados contraditórios.
Eixo Hipotalâmico-pituitário-adrenal e níveis de cortisol Obesos têm geralmente um eixo HPA hiper-responsivo e hiperativo; Obesos têm taxas de produção de cortisol elevadas, mas também têm degradação acelerada.
Níveis de esteróides sexuais Homens obesos têm, freqüentemente, baixos níveis de androgênios; Mulheres obesas têm, freqüentemente, altos níveis de androgênios com posterior  do estímulo do hormônio adrenocorticotrópico.
Metabolismo do tecido adiposo A lipólise induzida pelas catecolaminas está reduzida na obesidade; A lipogênese a partir da glicose está     nas células gordurosas de pessoas obesas; O tecido adiposo com lipase lipoprotéica está    na obesidade; A atividade elevada de LLP adiposa permanece alta em obesos com peso reduzido; A LLP do tecido adiposo alta é fator de risco para o     de peso.
Metabolismo do músculo esquelético A proporção de fibras do tipo I do ME não é afetada pela obesidade; A proporção de fibras do tipo IIb do ME está freqüentemente    na obesidade; Os marcadores de enzimas oxidativas do ME são inversamente relacionados à obesidade; A atividade da lipase lipoprotéica do ME é baixa na obesidade.
Participação de energia e de nutrientes Sob condições de balanço energético  +,  algumas pessoas canalizam mais carbonos originados dos alimentos para as proteínas; Taxas altas de acréscimo de lipídeos podem ser um risco para o    de peso posterior.
Fumo  O hábito de fumar está associado a um menor ganho de peso; A interrupção do hábito    o peso corporal na maioria das pessoas.
EPIDEMIOLOGIA  DA OBESIDADE   Fonte: International Obesity Task Force
Prevalência  Varia com a idade, sexo, raça e classe socioeconômica; EUA, Canadá, Europa Ocidental: 50% adultos IMC    25;
Prevalência mundial estimada  de obesidade
3.616 Mundial 5 - 10 300 Oriente Médio Islâmico 5 – 10 280 América Latina e Caribe 0,5 – 1,0 276 África subsaariana 1 – 3 430 Ásia e ilhas 0,5 – 1,0 825 China 0,5 – 1,0 535 Índia 20 – 25 330 Socialismo 15 – 20 640 Capitalismo % OBESIDADE + DE 15 ANOS/ EM MILHÕES REGIÃO
Sobrepeso/ obesidade na população brasileira  Cad. Saúde Pública v.20 n.3 Rio de Janeiro maio/ jun. 2004
Peso ao longo do tempo Estudo com recrutas do serviço militar EUA;     em 1863 =  66,8 kg H = 170 cm   em 1963  = 76,3 kg
 
 
Prevalência crianças e adolescentes IMC no nível 95 percentil ou + 11 11 1988-1991 6 8 1976-1980 6 5 1971-1974 5 5 1963-1970 12 – 17 anos 6 – 11 anos período
Mortalidade  “   A MORTE SÚBITA É MAIS COMUM NAQUELES INDIVÍDUOS QUE SÃO NATURALMENTE GORDOS DO QUE NOS MAGROS     ”   Hipócrates
Mortalidade   Depois do tabagismo é a segunda causa evitável de morte na América Seguros de vida
Longitudinal, 35 anos IMC > 31 Período de vida inferior quando comparados à faixa normal do IMC Exército Dinamarquês
Sjostrom, 1992 Análise de 40 estudos – efeito do sobrepeso na mortalidade + 10.000 participantes + 15 anos Provaram relação entre IMC e mortalidade
Harvard 19.292 ex-alunos, homens Longitudinal, 27 anos Idade média 46,6 anos IMC > 26,    1,67 x mortalidade vs IMC < 22,5 < tx mortalidade entre homens pesando 20% abaixo normal, controlando idade
Em 1980 Estudos confirmam a relação entre distribuição de gordura corporal e risco de mortalidade excessiva.
Gotemburgo, 1984 Avaliação obesidade central RCQ homens e mulheres Grau + alto de obesidade andróide    tx mortalidade + elevada que gordura central mais baixa Mulheres dentro do tercil + alto de obesidade central    tx mortalidade igual homens de tercil + baixo de obesidade central
Idade Ganho peso após 18-20 anos prediz mortalidade   gradual da mortalidade por doenças cardíacas associadas ao    peso   + 10 kg é linha divisória do    risco
Sedentarismo  Possui só    taxas de mortalidade quando relacionado ao    gordura e suas comorbidades
Perda de peso intencional Sociedade americana de câncer Mulheres, 40-64 anos Perda intencional de peso ↓  20 a 25% mortalidade ↓  PA Melhora níveis lipídios anormais ↓  risco DM Cirurgia gástrica (tratados e não tratados)
Estudo Sueco da obesidade Grau de perda de peso necessário p/  ↓ fator de risco: PA e TGL  ↓  5 a 10% HDL- colesterol  ↓  + 20% Outras morbidades  ↓  10%  melhora significativa
Longevidade  ( Menezes O.) 60 anos = 90 % magras =   60 % obesos 70 anos = 50 % magras  = 30 % obesos 80 anos = 30 % magros  = 10 % obesos
Condições associadas à obesidade obesidade Doença cardíaca Hiperlipidemia Diabetes tipo II AVC Osteoartrite Hipertensão Alguns tipos  de câncer Distúrbios  alimentares Distúrbios do sono  Distúrbios  menstruais Intolerância à glicose Distúrbios do humor
Sjostrom  et al , 1997 Taxa de incidência em 2 anos Grupo controle, não tratado Pacientes com IMC = 38 15% HAS 7,8% DM 5,8% hiperinsulinemia 27,8% hipertrigliceridemia 15,9% HDL aumentado
Problemas de saúde associados à obesidade, em países desenvolvidos Anomalia fetal por obesidade materna Apnéia do sono    Risco anestésico Respiração ofegante Dor lombar Resistência à insulina Fertilidade prejudicada Dislipidemia Ovário policístico Hiperuricemia e gota HAS Anormalidade hormônios reprodutivos Osteoartrite (joelhos) Doença vesícula biliar Câncer Doença cardíaca DM levemente   Moderadamente   Fortemente aumentado
Perfil do obeso classe III do ambulatório de obesidade de um hospital universitário de Salvador, Bahia  Retrospectivo, durante oito anos, ambulatório 316 obesos classe III (91% mulheres), consecutivamente  Idade ( M ± DP) =  37 ± 10 anos  IMC 47± 6 kg/ m  2 .  50% = obesidade desde a infância ou puberdade  82% = história familiar de obesidade  Hipertensão arterial = 66%  Diabetes mellitus = 13,9% Intolerância à glicose = 16,8%    níveis de colesterol total = 33,5%    triglicérides 8% HDL-colesterol baixo (<40mg/dl) em 39,9%  LDL-colesterol elevado ( 100mg/dl) em 66,7%.
Estudo (cont.) Tratamento com dieta hipocalórica e  da atividade física  Aderência = 225 pacientes Duração =  20 ±17 meses (M; ± DP)  ↓   peso    5 = 60 (26,6%)  ↓   peso 10% em relação ao PI = 28 (12,4%) Concluindo, a  obesidade classe III  é uma doença de  difícil tratamento  e elevada freqüência de fatores de  risco cardiovascular  mesmo em pacientes  jovens .    (Arq Bras Endocrinol Metab 2002;46/6:668-673)
Ambulatório de obesidade, Salvador Arq Bras Endocrinol Metab, 2002
Fisiopatologia do excesso de gordura Alterações metabólicas DM Doença vesícula biliar HAS Doenças CV Algumas formas de câncer Aumento massa gorda Osteoartrite Apnéia do sono Estigmatização
Diabete tipo II IMC = 35, RR    40 x (4.000%) IMC > 35, RR    60,9 (6.000%) 80% casos devido    peso Sobrepeso 2/3 mortes    20 kg,    risco em 15x Ex.: homem com 18 anos ↓  20 kg, risco quase zero
DM II – tempo sobrepeso Estudos longitudinais Relação tempo  X  alteração glicose plasmática < 10 anos = não    glicose Até 45 anos =    linear
DM II – estudo Sueco obesidade 13 a 16% com DM Casos: Controles:  mesmo peso = 16% cura 7,8% de novos casos CIRURGIA GÁSTRICA REDUÇÃO DE PESO 69% DE CURA = +
Doença vesícula biliar IMC < 24 = incidência cálculos, tx 250/100.000 pessoas/ ano IMC = 30 =    gradual IMC > 30 =    pronunciado
Ossos, articulações, músculos, tecido conectivo e pele Osteoartrite em tornozelos e joelhos > mulheres que homens Estrias de pele
Hipertensão Estudo Sueco: linha de base 51% casos Após controle de peso foram eliminados 48% hipertensos brancos 28% hipertensos negros
Ambulatório de obesidade da UNIFESP Rev. Assoc. Med. Bras. 2003
Doença cardíaca IMC > 29 risco 3,3 vezes maior, quando comparado com IMC < 21 IMC entre 25 e 29 risco 1,8 vezes maior
Sistema respiratório Somente importante se    peso atingiu de forma significativa a função pulmonar Apnéia do sono =    circunferência do pescoço e depósito gordura na área faringe
Anormalidades hormonais comuns associadas à obesidade    produção cortisol Resistência à insulina Redução globulina ligada ao hormônio sexual em mulheres Redução níveis de progesterona mulheres Redução níveis testosterona homens Redução produção hormônio crescimento
Aspectos psicossocias 0,38 33,6 32,4 AUTO-ESTIMA 0,21 21% 9% SUPERIOR COMPLETO < 0.009 13,1 a 12,1 a EDUCAÇÃO (ANOS) < 0.001 $ 30.586 $ 18.372 RENDA (US $) < 0.001 56% 28% CASADO P S/ SOBREPESO (n= 4.943) SOBREPESO (n= 195) VARIÁVEL
Obesidade em Idosos: Prevalência,   Distribuição e Associação Com Hábitos e Co-Morbidades   Identificar a prevalência de obesidade global e central através do IMC e RCQ Associações como DM, HAS, hipercolesterolemia, baixos níveis  de HDL-c, hipertrigliceridemia, nível social, AF e tabagismo  Estudo transversal  847 idosos ambulatoriais com 60 anos ou + IMC > 30: 9,3% dos homens e 23,8% das mulheres  (p< 0,001) 80 anos ou +, ambos os sexos p< 0,05 Homens obesos X IMC< 30:    DM, HDL-c  ↓  hipertrigliceridemia Mulheres obesas:    apenas HA RCQ percentil 75/ RCQ > 1,01 para homens:    HA, DM, HDL-c baixo e hipertrigliceridemia  RCQ percentil 75/ RCQ > 0,96 para mulheres:    HA e DM
Estudo (cont.) Diferenças em relação ao sexo Homens:  <  prevalência de obesidade e  >  associações entre IMC ou RCQ com os fatores de riscos relacionados à gordura corpórea Este estudo contribui para a ampliação do referencial antropométrico dos idosos, além de identificar as correlações entre indicadores antropométricos e alterações metabólicas associadas à obesidade.   Arq Bras Endocrinol Metab 2001;45/5:494-501
Engordar X aumento de peso Terça Sentindo sem barriga Leve Bonita Calça entrou bem e fechou normal Quinta Sentindo + volume na barriga Pesada Gorda e feia Queria me esconder Colocar roupa frouxa Calça fechou, mas não  tão bem

Causas da obesidade

  • 1.
    Causas da ObesidadeElisabeth Meyer
  • 2.
    Predisposição genética ( Halpern A.) Pai + Mãe obesos = 80 % Pai ou Mãe obeso = 50 % Ambos peso adequado = 15 % Univitelinos separados Bivitelinos na mesma casa Filhos adotivos
  • 3.
    Gêmeos monozigóticos Coorte- Finlândia, 1990 N= 1453 Nascidos entre 1932 e 1957 50 pares discordantes - ≠ 4 / 16 kg 23 pares – 3% IMC  27
  • 4.
    Índios Pima México:n = 600 208 = IMC ± 25,9 mulheres ± 23,6 homens (18,5 – 24,9) Arizona: 75% obesidade diabetes tipo II
  • 5.
    Fatores raciais (McArdle W., Katch F., Katch V.) Mulheres: negras ( quase a metade) brancas ( cerca de 1/3) Estudo: mulheres obesas M = 110 kg metabolismo em repouso - 100 kcal/ dia 0,453 g de gordura corporal / mês
  • 6.
    Meio ambiente, hábitos,comportamentos e crenças Como, quanto e o quê Dietas ricas em gorduras Dietas de lancherias Dietas da moda
  • 7.
    Inatividade Física SedentarismoIncapacidade obrigatória Idade avançada
  • 8.
    Aumento da Prevalência3 situações isoladas ou combinadas consumo calórico em relação às gerações passadas; = gasto habitual de energia = ingestão calórica; gasto energético diário ingestão calórica; maior gasto energético diário
  • 9.
    Estudos prospectivos Relaçãosignificativa e inversa entre atividade física e ganho de peso Atividade física é melhor preditor para ganho de peso do que as estimativas de ingestão calórica ou gorduras
  • 10.
    Relação consumo calóricoe atividade física EUA – nos últimos 15 anos  300 kcal redução da energia diária per capita entre dois levantamentos do IBGE (1988 e 1996) = 1.919,0kcal para 1.711,2kcal nas regiões metropolitanas brasileiras Monteiro et al.
  • 11.
    Metabolismo lento/ rápidodieta restritiva = peso “ efeito rebatida” peso
  • 12.
    Exemplos Síndromes hipotalâmicasSíndrome de Cushing Hipotireoidismo Ovários Policísticos Pseudo-hipoparatireoidismo Hipogonadismo Déficit de hormônio de crescimento Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina
  • 13.
    Secundária à medicaçõesPsicotrópicos; Corticóides; Antidepressivos tricíclicos; Lítio; Fenotiazinas; Ciproheptadina; Medroxiprogesterona.
  • 14.
    Desencadeadores da obesidadeFrustrações Álcool Divórcio Dietas Reuniões Raiva Cirurgia Publicidade Tristeza Doenças Viagens Tédio Medicamentos Festas Estresse Menopausa Trabalho Morte Gravidez Econômica Nascimento Menarca sociais psicológicos físicos
  • 15.
    Halpern, 1994 100941 total 8,4 79 Outros 2,0 19 Cirurgia 4,1 39 Drogas 8,1 77 Parar exercício 2,9 27 Parar de fumar 2,9 28 Menopausa 13,4 126 Gravidez 9,4 89 Casamento 10,3 96 Puberdade 38,5 361 Nascimento % n Época do início
  • 16.
    Correlação entre sobrepesoe a obesidade ou entre o peso corporal e o ganho de gordura corporal ao longo do tempo (Bouchard C., 2000)
  • 17.
    Idade obesidade infantilé fator de risco; conteúdo da gordura corporal  na vida adulta; taxas máx. de sobrepeso e obesidade são atingidas entre 55 e 65 anos.
  • 18.
    Sexo Mulheresapresentam + gordura corporal; As ≠ sexuais na prevalência da obesidade variam entre populações ou entre grupos étnicos.
  • 19.
    Condição socioeconômica + obesos nas classes de CSE alta dos países pobres; + obesos nas classes de CSE baixa dos países ricos.
  • 20.
    Ingestão de energiaA superalimentação provoca  de peso e leva a obesidade.
  • 21.
    Ingestão de gorduraA gordura está relacionada com a prevalência de sobrepeso em estudos ecológicos; Dieta rica em gorduras causa  de peso; Dieta pobre em gordura ↓ o ganho de peso
  • 22.
    Taxa metabólica basalBaixa massa corporal e TMB ajustada à composição, são fatores de risco para o  de peso, mas foram encontrados dados contraditórios; Pessoas com sobrepeso e obesas têm TMB absoluta + alta.
  • 23.
    Resposta térmica aosalimentos Obesos apresentam uma resposta deprimida em alguns estudos, mas os resultados contraditórios são abundantes.
  • 24.
    Nível de atividadefísica Baixo nível de AF é fator de risco para o  de peso; Nível de sedentarismo é mais alto em pessoas obesas; A AF regular altera a composição corporal; Níveis altos de AF  a atividade do SNS e da TMB; A AF regular contribui para a ↓ e manutenção do peso.
  • 25.
    Taxa de oxidaçãolipídica A gordura corporal ↓ o QR; QR alto é fator de risco para o  de peso, mas há resultados contraditórios; Ex-obesos tem QR mais alto do que aqueles que nunca foram obesos.
  • 26.
    Nível sangüíneo deleptina Níveis baixos de leptina são francamente relacionados ao  de peso, mas há resultados contraditórios; A maioria dos obesos têm níveis de leptina altos.
  • 27.
    Atividade do SNSAtividade baixa do SNS pode ser fator de risco para  de peso; Atividade do SNS  com a superalimentação e do ganho de peso.
  • 28.
    Nível de hormôniodo crescimento HC baixo é fator de risco para  de peso; Maioria dos obesos tem nível de HC baixo.
  • 29.
    Sensibilidade à insulinaObesos são geralmente resistentes à insulina e hiperinsulinêmicos; A resistência à insulina protege contra o de peso, mas há resultados contraditórios.
  • 30.
    Eixo Hipotalâmico-pituitário-adrenal eníveis de cortisol Obesos têm geralmente um eixo HPA hiper-responsivo e hiperativo; Obesos têm taxas de produção de cortisol elevadas, mas também têm degradação acelerada.
  • 31.
    Níveis de esteróidessexuais Homens obesos têm, freqüentemente, baixos níveis de androgênios; Mulheres obesas têm, freqüentemente, altos níveis de androgênios com posterior do estímulo do hormônio adrenocorticotrópico.
  • 32.
    Metabolismo do tecidoadiposo A lipólise induzida pelas catecolaminas está reduzida na obesidade; A lipogênese a partir da glicose está  nas células gordurosas de pessoas obesas; O tecido adiposo com lipase lipoprotéica está  na obesidade; A atividade elevada de LLP adiposa permanece alta em obesos com peso reduzido; A LLP do tecido adiposo alta é fator de risco para o  de peso.
  • 33.
    Metabolismo do músculoesquelético A proporção de fibras do tipo I do ME não é afetada pela obesidade; A proporção de fibras do tipo IIb do ME está freqüentemente  na obesidade; Os marcadores de enzimas oxidativas do ME são inversamente relacionados à obesidade; A atividade da lipase lipoprotéica do ME é baixa na obesidade.
  • 34.
    Participação de energiae de nutrientes Sob condições de balanço energético +, algumas pessoas canalizam mais carbonos originados dos alimentos para as proteínas; Taxas altas de acréscimo de lipídeos podem ser um risco para o  de peso posterior.
  • 35.
    Fumo Ohábito de fumar está associado a um menor ganho de peso; A interrupção do hábito  o peso corporal na maioria das pessoas.
  • 36.
    EPIDEMIOLOGIA DAOBESIDADE Fonte: International Obesity Task Force
  • 37.
    Prevalência Variacom a idade, sexo, raça e classe socioeconômica; EUA, Canadá, Europa Ocidental: 50% adultos IMC  25;
  • 38.
  • 39.
    3.616 Mundial 5- 10 300 Oriente Médio Islâmico 5 – 10 280 América Latina e Caribe 0,5 – 1,0 276 África subsaariana 1 – 3 430 Ásia e ilhas 0,5 – 1,0 825 China 0,5 – 1,0 535 Índia 20 – 25 330 Socialismo 15 – 20 640 Capitalismo % OBESIDADE + DE 15 ANOS/ EM MILHÕES REGIÃO
  • 40.
    Sobrepeso/ obesidade napopulação brasileira Cad. Saúde Pública v.20 n.3 Rio de Janeiro maio/ jun. 2004
  • 41.
    Peso ao longodo tempo Estudo com recrutas do serviço militar EUA; em 1863 = 66,8 kg H = 170 cm em 1963 = 76,3 kg
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    Prevalência crianças eadolescentes IMC no nível 95 percentil ou + 11 11 1988-1991 6 8 1976-1980 6 5 1971-1974 5 5 1963-1970 12 – 17 anos 6 – 11 anos período
  • 45.
    Mortalidade “ A MORTE SÚBITA É MAIS COMUM NAQUELES INDIVÍDUOS QUE SÃO NATURALMENTE GORDOS DO QUE NOS MAGROS ” Hipócrates
  • 46.
    Mortalidade Depois do tabagismo é a segunda causa evitável de morte na América Seguros de vida
  • 47.
    Longitudinal, 35 anosIMC > 31 Período de vida inferior quando comparados à faixa normal do IMC Exército Dinamarquês
  • 48.
    Sjostrom, 1992 Análisede 40 estudos – efeito do sobrepeso na mortalidade + 10.000 participantes + 15 anos Provaram relação entre IMC e mortalidade
  • 49.
    Harvard 19.292 ex-alunos,homens Longitudinal, 27 anos Idade média 46,6 anos IMC > 26,  1,67 x mortalidade vs IMC < 22,5 < tx mortalidade entre homens pesando 20% abaixo normal, controlando idade
  • 50.
    Em 1980 Estudosconfirmam a relação entre distribuição de gordura corporal e risco de mortalidade excessiva.
  • 51.
    Gotemburgo, 1984 Avaliaçãoobesidade central RCQ homens e mulheres Grau + alto de obesidade andróide  tx mortalidade + elevada que gordura central mais baixa Mulheres dentro do tercil + alto de obesidade central  tx mortalidade igual homens de tercil + baixo de obesidade central
  • 52.
    Idade Ganho pesoapós 18-20 anos prediz mortalidade  gradual da mortalidade por doenças cardíacas associadas ao  peso  + 10 kg é linha divisória do  risco
  • 53.
    Sedentarismo Possuisó  taxas de mortalidade quando relacionado ao  gordura e suas comorbidades
  • 54.
    Perda de pesointencional Sociedade americana de câncer Mulheres, 40-64 anos Perda intencional de peso ↓ 20 a 25% mortalidade ↓ PA Melhora níveis lipídios anormais ↓ risco DM Cirurgia gástrica (tratados e não tratados)
  • 55.
    Estudo Sueco daobesidade Grau de perda de peso necessário p/ ↓ fator de risco: PA e TGL ↓ 5 a 10% HDL- colesterol ↓ + 20% Outras morbidades ↓ 10% melhora significativa
  • 56.
    Longevidade (Menezes O.) 60 anos = 90 % magras = 60 % obesos 70 anos = 50 % magras = 30 % obesos 80 anos = 30 % magros = 10 % obesos
  • 57.
    Condições associadas àobesidade obesidade Doença cardíaca Hiperlipidemia Diabetes tipo II AVC Osteoartrite Hipertensão Alguns tipos de câncer Distúrbios alimentares Distúrbios do sono Distúrbios menstruais Intolerância à glicose Distúrbios do humor
  • 58.
    Sjostrom etal , 1997 Taxa de incidência em 2 anos Grupo controle, não tratado Pacientes com IMC = 38 15% HAS 7,8% DM 5,8% hiperinsulinemia 27,8% hipertrigliceridemia 15,9% HDL aumentado
  • 59.
    Problemas de saúdeassociados à obesidade, em países desenvolvidos Anomalia fetal por obesidade materna Apnéia do sono  Risco anestésico Respiração ofegante Dor lombar Resistência à insulina Fertilidade prejudicada Dislipidemia Ovário policístico Hiperuricemia e gota HAS Anormalidade hormônios reprodutivos Osteoartrite (joelhos) Doença vesícula biliar Câncer Doença cardíaca DM levemente  Moderadamente  Fortemente aumentado
  • 60.
    Perfil do obesoclasse III do ambulatório de obesidade de um hospital universitário de Salvador, Bahia Retrospectivo, durante oito anos, ambulatório 316 obesos classe III (91% mulheres), consecutivamente Idade ( M ± DP) = 37 ± 10 anos IMC 47± 6 kg/ m 2 . 50% = obesidade desde a infância ou puberdade 82% = história familiar de obesidade Hipertensão arterial = 66% Diabetes mellitus = 13,9% Intolerância à glicose = 16,8%  níveis de colesterol total = 33,5%  triglicérides 8% HDL-colesterol baixo (<40mg/dl) em 39,9% LDL-colesterol elevado ( 100mg/dl) em 66,7%.
  • 61.
    Estudo (cont.) Tratamentocom dieta hipocalórica e da atividade física Aderência = 225 pacientes Duração = 20 ±17 meses (M; ± DP) ↓ peso  5 = 60 (26,6%) ↓ peso 10% em relação ao PI = 28 (12,4%) Concluindo, a obesidade classe III é uma doença de difícil tratamento e elevada freqüência de fatores de risco cardiovascular mesmo em pacientes jovens . (Arq Bras Endocrinol Metab 2002;46/6:668-673)
  • 62.
    Ambulatório de obesidade,Salvador Arq Bras Endocrinol Metab, 2002
  • 63.
    Fisiopatologia do excessode gordura Alterações metabólicas DM Doença vesícula biliar HAS Doenças CV Algumas formas de câncer Aumento massa gorda Osteoartrite Apnéia do sono Estigmatização
  • 64.
    Diabete tipo IIIMC = 35, RR  40 x (4.000%) IMC > 35, RR  60,9 (6.000%) 80% casos devido  peso Sobrepeso 2/3 mortes  20 kg,  risco em 15x Ex.: homem com 18 anos ↓ 20 kg, risco quase zero
  • 65.
    DM II –tempo sobrepeso Estudos longitudinais Relação tempo X alteração glicose plasmática < 10 anos = não  glicose Até 45 anos =  linear
  • 66.
    DM II –estudo Sueco obesidade 13 a 16% com DM Casos: Controles: mesmo peso = 16% cura 7,8% de novos casos CIRURGIA GÁSTRICA REDUÇÃO DE PESO 69% DE CURA = +
  • 67.
    Doença vesícula biliarIMC < 24 = incidência cálculos, tx 250/100.000 pessoas/ ano IMC = 30 =  gradual IMC > 30 =  pronunciado
  • 68.
    Ossos, articulações, músculos,tecido conectivo e pele Osteoartrite em tornozelos e joelhos > mulheres que homens Estrias de pele
  • 69.
    Hipertensão Estudo Sueco:linha de base 51% casos Após controle de peso foram eliminados 48% hipertensos brancos 28% hipertensos negros
  • 70.
    Ambulatório de obesidadeda UNIFESP Rev. Assoc. Med. Bras. 2003
  • 71.
    Doença cardíaca IMC> 29 risco 3,3 vezes maior, quando comparado com IMC < 21 IMC entre 25 e 29 risco 1,8 vezes maior
  • 72.
    Sistema respiratório Somenteimportante se  peso atingiu de forma significativa a função pulmonar Apnéia do sono =  circunferência do pescoço e depósito gordura na área faringe
  • 73.
    Anormalidades hormonais comunsassociadas à obesidade  produção cortisol Resistência à insulina Redução globulina ligada ao hormônio sexual em mulheres Redução níveis de progesterona mulheres Redução níveis testosterona homens Redução produção hormônio crescimento
  • 74.
    Aspectos psicossocias 0,3833,6 32,4 AUTO-ESTIMA 0,21 21% 9% SUPERIOR COMPLETO < 0.009 13,1 a 12,1 a EDUCAÇÃO (ANOS) < 0.001 $ 30.586 $ 18.372 RENDA (US $) < 0.001 56% 28% CASADO P S/ SOBREPESO (n= 4.943) SOBREPESO (n= 195) VARIÁVEL
  • 75.
    Obesidade em Idosos:Prevalência, Distribuição e Associação Com Hábitos e Co-Morbidades Identificar a prevalência de obesidade global e central através do IMC e RCQ Associações como DM, HAS, hipercolesterolemia, baixos níveis de HDL-c, hipertrigliceridemia, nível social, AF e tabagismo Estudo transversal 847 idosos ambulatoriais com 60 anos ou + IMC > 30: 9,3% dos homens e 23,8% das mulheres (p< 0,001) 80 anos ou +, ambos os sexos p< 0,05 Homens obesos X IMC< 30:  DM, HDL-c ↓ hipertrigliceridemia Mulheres obesas:  apenas HA RCQ percentil 75/ RCQ > 1,01 para homens:  HA, DM, HDL-c baixo e hipertrigliceridemia RCQ percentil 75/ RCQ > 0,96 para mulheres:  HA e DM
  • 76.
    Estudo (cont.) Diferençasem relação ao sexo Homens: < prevalência de obesidade e > associações entre IMC ou RCQ com os fatores de riscos relacionados à gordura corpórea Este estudo contribui para a ampliação do referencial antropométrico dos idosos, além de identificar as correlações entre indicadores antropométricos e alterações metabólicas associadas à obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab 2001;45/5:494-501
  • 77.
    Engordar X aumentode peso Terça Sentindo sem barriga Leve Bonita Calça entrou bem e fechou normal Quinta Sentindo + volume na barriga Pesada Gorda e feia Queria me esconder Colocar roupa frouxa Calça fechou, mas não tão bem