Caquexia
Definição, Diagnóstico, Fisiopatologia e Tratamento
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CUIDADOS PALIATIVOS
Consenso Brasileiro de Caquexia/Anorexia em Cuidados Paliativos
Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1

Mariana Eid e Mayara Moreira Rogerio Carvalho
Residente de Nutrição em Envelhecimento – UNIFESP/EPM
Caquexia – Definição e Estágios
• Origem: do grego
 “kakos” má e “hexis” condição
• Atinge pacientes oncológicos, com falência cardíaca
congestiva, moléstias digestivasa, defeitos tubulares renais,
queimaduras, sepsis e AIDS.
• Constitui causa direta da mortalidade em até 40% dos
pacientes, mas é uma síndrome raramente identificada ou
diagnosticada, e ainda com menor frequência, tratada – em
função da ausência de definição apropriada.
Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Definição e Estágios
Caquexia – Definição e Estágios
Caquexia – Fisiopatologia
• Síndrome com múltiplas características, de etiologia
complexa e diretamente relacionada ao prognóstico
adverso e à redução da sobrevida;
• Pacientes caquéticos: de morbidade em tto quimio e
radioterápico;
• Grande compromentimento da qualidade de vida!

Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Fisiopatologia
• Etiologia e terapia efetiva ainda desconhecidas;
• No câncer: mais frequente em pacientes com tumores
sólidos, não apresentando associação evidente com o
tamanho da massa ou a localização;
• Síndrome aparece ainda que em detrimento de ingestão
adequada de energia e proteína.

Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Fisiopatologia

Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento
1
Caquexia – Av. Nutricional
• Importante para:
 triagem de pacientes em risco ou com
diagnóstico de desnutrição,
 planejamento individualizado em conjunto com
avaliação funcional e de qualidade de vida, e
 acompanhamento da eficácia da terapia
nutricional.
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Caquexia – Av. Nutricional
• O que deve ser avaliado:
 Antropometria (peso, estatura, CB, CP e IMC);
 Estado emocional e clínico;
 Velocidade de perda de peso;
 Avaliação dietética;
 Marcadores bioquímicos: albumina (considerar a meia
vida de 20 dias), PCR, hemograma completo, função
renal e hepática.
Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Av. Global
• O tratamento quimioterápico e radioterápico
frequentemente induz anorexia, náusea, vômitos,
diarreia, mucosites, anemia e imunossupressão;
• Excluir dças infeccionas e inflamatórias;
• Avaliar queixas gastroenterológicas;
• Perfil metabólico: av. tireoide, DM, metabolismo de
Ca, creatinofosfoquinase, perfil renal e hepático;

Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Av. Global
• Avaliação da saúde mental: depressão, estresse,
isolamento social;
• Alterações do sono, avaliar a presença de
confusão mental, agitação, dependência ao álcool
e drogas ilícitas;
• Avaliação da intensidade da dor deve ser
monitorada durante todo o trajeto da
enfermidade.
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Caquexia – Av. Global
IMPORTANT
E:

Pacientes idosos apresentam enfermidades associadas
que se somam ao câncer atual. A relação entre perda de
peso e mortalidade do idoso em um ano de doença é
muito significante. No idoso, a recuperação do peso, após
a cura da doença causadora da perda ponderal, é mais
lenta do que em indivíduos jovens e, em alguns casos, o
idoso continua perdendo peso, mesmo após cura.
Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
Caquexia – Av. Global
 Questões simples que devem ser feitas:
• Paciente recebe assistência para se alimentar?
• Paciente consegue mastigar o alimento?
• Qual estado oral e dentário do paciente?
• Paciente consegue deglutir? Apresenta refluxo?
• Paciente mora sozinho?
• Apresenta períodos de confusão mental ou desorientação?
• Paciente é capaz de tomar medicações e realizar auto- cuidado?
• Apresenta regras rígidas para alimentação?
• Paciente gosta da comida ofertada? Quem prepara o alimento?
• Paciente tem condições econômicas suficientes?
• Paciente escuta bem? Enxerga bem?
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Caquexia
Estratégias Dietéticas

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Caquexia – Terapia Nutricional

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Caquexia –
Aspectos Psicológicos
• Sensação de perda do controle sobre a própria vida:
impossibilidade de cumprir obrigações ou eventos sociais
e familiares, dependência de terceiros para comprar,
preparar e ingerir os alimentos;
• Pacientes associam a alteração na imagem corporal à
proximidade da morte, perda da autonomia, fraqueza
física e psicológica.
• Recusa voluntária de alimentação e hidratação
• Tentativa de abreviar a própria vida em casos de
depressão grave
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Caquexia

  • 1.
    Caquexia Definição, Diagnóstico, Fisiopatologiae Tratamento ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CUIDADOS PALIATIVOS Consenso Brasileiro de Caquexia/Anorexia em Cuidados Paliativos Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1 Mariana Eid e Mayara Moreira Rogerio Carvalho Residente de Nutrição em Envelhecimento – UNIFESP/EPM
  • 2.
    Caquexia – Definiçãoe Estágios • Origem: do grego  “kakos” má e “hexis” condição • Atinge pacientes oncológicos, com falência cardíaca congestiva, moléstias digestivasa, defeitos tubulares renais, queimaduras, sepsis e AIDS. • Constitui causa direta da mortalidade em até 40% dos pacientes, mas é uma síndrome raramente identificada ou diagnosticada, e ainda com menor frequência, tratada – em função da ausência de definição apropriada. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 3.
  • 4.
  • 5.
    Caquexia – Fisiopatologia •Síndrome com múltiplas características, de etiologia complexa e diretamente relacionada ao prognóstico adverso e à redução da sobrevida; • Pacientes caquéticos: de morbidade em tto quimio e radioterápico; • Grande compromentimento da qualidade de vida! Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 6.
    Caquexia – Fisiopatologia •Etiologia e terapia efetiva ainda desconhecidas; • No câncer: mais frequente em pacientes com tumores sólidos, não apresentando associação evidente com o tamanho da massa ou a localização; • Síndrome aparece ainda que em detrimento de ingestão adequada de energia e proteína. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 7.
    Caquexia – Fisiopatologia RevistaBrasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 8.
    Caquexia – Av.Nutricional • Importante para:  triagem de pacientes em risco ou com diagnóstico de desnutrição,  planejamento individualizado em conjunto com avaliação funcional e de qualidade de vida, e  acompanhamento da eficácia da terapia nutricional. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 9.
    Caquexia – Av.Nutricional • O que deve ser avaliado:  Antropometria (peso, estatura, CB, CP e IMC);  Estado emocional e clínico;  Velocidade de perda de peso;  Avaliação dietética;  Marcadores bioquímicos: albumina (considerar a meia vida de 20 dias), PCR, hemograma completo, função renal e hepática. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 10.
    Caquexia – Av.Global • O tratamento quimioterápico e radioterápico frequentemente induz anorexia, náusea, vômitos, diarreia, mucosites, anemia e imunossupressão; • Excluir dças infeccionas e inflamatórias; • Avaliar queixas gastroenterológicas; • Perfil metabólico: av. tireoide, DM, metabolismo de Ca, creatinofosfoquinase, perfil renal e hepático; Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 11.
    Caquexia – Av.Global • Avaliação da saúde mental: depressão, estresse, isolamento social; • Alterações do sono, avaliar a presença de confusão mental, agitação, dependência ao álcool e drogas ilícitas; • Avaliação da intensidade da dor deve ser monitorada durante todo o trajeto da enfermidade. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 12.
    Caquexia – Av.Global IMPORTANT E: Pacientes idosos apresentam enfermidades associadas que se somam ao câncer atual. A relação entre perda de peso e mortalidade do idoso em um ano de doença é muito significante. No idoso, a recuperação do peso, após a cura da doença causadora da perda ponderal, é mais lenta do que em indivíduos jovens e, em alguns casos, o idoso continua perdendo peso, mesmo após cura. Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 13.
    Caquexia – Av.Global  Questões simples que devem ser feitas: • Paciente recebe assistência para se alimentar? • Paciente consegue mastigar o alimento? • Qual estado oral e dentário do paciente? • Paciente consegue deglutir? Apresenta refluxo? • Paciente mora sozinho? • Apresenta períodos de confusão mental ou desorientação? • Paciente é capaz de tomar medicações e realizar auto- cuidado? • Apresenta regras rígidas para alimentação? • Paciente gosta da comida ofertada? Quem prepara o alimento? • Paciente tem condições econômicas suficientes? • Paciente escuta bem? Enxerga bem? Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
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    Caquexia Estratégias Dietéticas Revista Brasileirade Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 15.
    Caquexia – TerapiaNutricional Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1
  • 16.
    Caquexia – Aspectos Psicológicos •Sensação de perda do controle sobre a própria vida: impossibilidade de cumprir obrigações ou eventos sociais e familiares, dependência de terceiros para comprar, preparar e ingerir os alimentos; • Pacientes associam a alteração na imagem corporal à proximidade da morte, perda da autonomia, fraqueza física e psicológica. • Recusa voluntária de alimentação e hidratação • Tentativa de abreviar a própria vida em casos de depressão grave Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2011, 3 (3) – Suplemento 1