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Suturas:
Tipos
Princípios básicos
Objetivos
Técnicas
Fios
Suturas
• Suturas - são o conjunto de manobras
realizadas para unir tecidos com a finalidade de
restituir a anatomia funcional.
• Laqueação – Atar em volta de um vaso
sanguíneo afim de ocluir o seu lúmen
• Laqueacao transfixiva – Laqueação enfiada
em agulha e usada atraves de um pedaço de
tecido, assim como na extremidade de um vaso.
Isso elimina qualquer possibilidade da
laqueação se deslizar.
• Laqueção montada - O fio e fixo numa
extremidade da ponta da pinça, com a finalidade de
ajudar a passar o fio por baixo de um vaso..
• Rolo de laqueamento – Fio continuo enrolado num
rolo, tubo de borracha ou bobine próprio e que o
cirurgião normalmente segure na mão enquanto faz
diversas laqueações.
• Força tensional - É a quantidade de tração
necessária para quebrar o material de sutura
• Quanto maior a sua força tensional, maior é a sua
capacidade de manter os tecidos unidos por mais
tempo.
Principios básicos
o Assepsia adequada: Infecções podem fazer
deiscência de sutura, por que enfraquecem e
destroem os tecidos.
o Bordas regulares: Facilita a exposição das
suturas e sua execução.
o Boa captação das bordas: Bordas bem
alinhadas e coaptadas facilitam o processo de
cicatrização, reduz formação de queloides e
contribui para uma melhor estética
o Hemostasia: Hematomas dificultam a
cicatrização e favorece infecções. Excesso de
hemostasia pode fazer isquemia e promover
necrose tecidual.
o Evitar espaço morto: Pode haver acúmulo de
líquidos e afastar os tecidos.
• Realizar por planos: Promove bom
confrontamento das bordas e evita o espaço
morto.
o Realizar a técnica adequadamente: adequar a
sutura ao tecido, com relação a tensão, tipo de
fio e espaçamento correto entre os pontos.
básicos de uma sutura
o Garantir uma boa coaptaço dos tecidos
infecção da ferida;
o Promover a hemostasia;
o Diminuir o tempo de cicatrização;
o Favorecer um resultado estético.
Qualidade de um material de sutura
• Deve ser esterilizado;
• Deve ter uma velocidade de absorção defenida e
medida;
• Esta velocidade de absorção deve corresponder
ão tempo de cicatrização do tecido;
• Deve ter calibre fino, com adequada força
tensional;
• Deve ser uniforme em força, tamanho e
velocidade de absorção;
• Não deve deslizar de modo a manter os nós
fixos;
• Se não for absovível, não deve agir como
corpo estranho na ferida.
Factores que influencia a escolha do fio
de sutura:
• Presença ou não de infecção;
• Presença ou não de secreções;
• Tipo de tecido (pele, tendão, nervo, vaso
sanguíneo .....)
• Idade do paciente;
• Estado nutricional do paciente;
• Escolha do cirurgião e tipo de material
disponível.
Classificação dos Fios
• Monofilamentar: Único filamento;
• Multifilamentar: Possui várias fibras
trançadas ou intercaladas, compondo um
único fio.
• Quanto ao Calibre:
Maior diâmetro Menor diâmetro
3-2–1–0–2.0–3.0–4.0–5.0–6.0–7.0–8.0– 9.0–10.0–11.0–12.0
Quanto á sua absorção:
Asorvível e não Absorvível
• Fios Absorvível é aquele produzido com material
que pode ser digerido pelas celulas e fluidos
corpurais durante e após a cicatrização dos tecidos.
• É submetido de tal forma a processos de tratamento
que o tempo de absorção coincide com o tempo de
cicatrização dos tecidos.
Origem animal: Catgut simples e cromado
Origem sintética: Vycril, Dexon, Monocryl, Vycril
Rapid e PDS II
• Fio não absorvível é aquele que não é
absorvido, nem digerido pelos tecidos durante a
cicatrização. Com o tempo, torna se encapsulado
por tecido fibroso.
• Quando usado na pele ou em pontos de retenção,
este tipo de fio é retirado.
Origem animal: seda
Origem vegetal: Linho e Algodão
Origem sintética: Nylon, Prolene
 Origem mineral, como fios de sutura
metalica: Fios de prata, aco, aluminio e de
ouro
Tempo de absorção
• Presença de infecção ;
• Tipo de tecido: - O catgut é absorvido com
muita facilidade em qualquer membrana serosa
ou mucosa. E absorvido lentamente na gordura
subcutânea;
• Condições patológicas: - Podem igualmente
retardar o tempo de reabsorção, por exemplo.
Doentes com insuficiencia renal, diabetes, etc
• Estado nutricional do paciente
O estado nutricional influencia grandemente a
reabsorção e regenerção dos tecidos. Deste
modo nos desnutridos, e velhos ou debilitados a
absorção é mais lenta.
Tipos comuns de pontos
• Continuos: Pontos conscutivos, amarados
apenas na extrmidade da incisão
• Ponto Simples ou separados: É um dos mais
utilizados, sendo considerado ponto universal. É
ótimo para sutura de pele.
• Ponto simples invertido: Variação do ponto
simples, onde o nó fica oculto dentro do tecido.
É um ponto de sustentação permanente que tem
a finalidade de reduzir a tensão na linha de
sutura.
• Donatti ou U vertical: É a associação de dois
pontos simples. Cada lado da borda é perfurado
duas vezes. A primeira transfixação ocorre há até
10mm da borda e inclui pele e camada superior
do subcutâneo. A segunda perfuração é
transepidérmica, há cerca de 2mm da borda.
• Esse ponto é também conhecido como um ponto
que promove boa hemostasia, sendo mais
utilizado quando há hemorragia subdérmica e
dérmica. Reduz tensão e promove boa coaptação
das bordas, evitando sua invaginação.
• Intradérmica: É um tipo de sutura que tem um
ótimo resultado estético. Nessa técnica a agulha
passa horizontalmente através da derme
superficial, paralelo à superfície da pele,
aproximando as bordas. Por isso não deixa
impressões de sutura no tecido externo. Deve
ser usado em feridas com pouca tensão.
Os drenos cirúrgicos - são dispositivos cuja
finalidade é retirar a presença de ar ou
secreções de espaços ocos, sejam eles
anatômicos (tórax e abdômen) ou em
feridas. Eles permitem a saída de sangue e
líquidos serosos decorrentes de
procedimentos cirúrgicos, entre outros
tipos de efluentes (secreções do trato
digestivo, exsudato purulento).
DRENOS
Os drenos cirúrgicos são dispositivos cuja
finalidade é retirar a presença de ar ou
secreções de espaços ocos, sejam eles
anatômicos (tórax e abdômen) ou em
feridas. Eles permitem a saída de sangue e
líquidos serosos decorrentes de
procedimentos cirúrgicos, entre outros
tipos de efluentes (secreções do trato
digestivo, exsudato purulento).
Os tipos de drenos cirúrgicos mais
utilizados são:
• Drenos de Penrose: é um sistema de
drenagem aberto, com composição à base
de borracha tipo látex, utilizado em
procedimentos cirúrgicos com potencial
para o acúmulo de líquidos, infectados
ou não;
• Drenos de Sucção Portovac: Sistema
fechado de drenagem por sucção contínua e
suave. É composto de um reservatório com
mecanismo de abertura para remoção do
conteúdo a ser drenado, um tubo longo com
múltiplos orifícios na extremidade distal
que fica inserida na cavidade cirúrgica. A
remoção do ar do interior do reservatório
cria uma condição de vácuo, promovendo
uma aspiração activa do acúmulo de
secreções;
• Dreno de tórax : Os sistemas coletores
de drenagem pleural ou mediastinal são
empregados em cirurgias torácicas ou
cardíacas, destinando-se à retirada de
conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade
torácica. São constituídos de um dreno
tubular, geralmente com mais de um
orifício na extremidade distal que fica
inserida na cavidade.

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  • 2. Suturas • Suturas - são o conjunto de manobras realizadas para unir tecidos com a finalidade de restituir a anatomia funcional. • Laqueação – Atar em volta de um vaso sanguíneo afim de ocluir o seu lúmen • Laqueacao transfixiva – Laqueação enfiada em agulha e usada atraves de um pedaço de tecido, assim como na extremidade de um vaso. Isso elimina qualquer possibilidade da laqueação se deslizar.
  • 3. • Laqueção montada - O fio e fixo numa extremidade da ponta da pinça, com a finalidade de ajudar a passar o fio por baixo de um vaso.. • Rolo de laqueamento – Fio continuo enrolado num rolo, tubo de borracha ou bobine próprio e que o cirurgião normalmente segure na mão enquanto faz diversas laqueações. • Força tensional - É a quantidade de tração necessária para quebrar o material de sutura • Quanto maior a sua força tensional, maior é a sua capacidade de manter os tecidos unidos por mais tempo.
  • 4. Principios básicos o Assepsia adequada: Infecções podem fazer deiscência de sutura, por que enfraquecem e destroem os tecidos. o Bordas regulares: Facilita a exposição das suturas e sua execução. o Boa captação das bordas: Bordas bem alinhadas e coaptadas facilitam o processo de cicatrização, reduz formação de queloides e contribui para uma melhor estética
  • 5. o Hemostasia: Hematomas dificultam a cicatrização e favorece infecções. Excesso de hemostasia pode fazer isquemia e promover necrose tecidual. o Evitar espaço morto: Pode haver acúmulo de líquidos e afastar os tecidos. • Realizar por planos: Promove bom confrontamento das bordas e evita o espaço morto.
  • 6. o Realizar a técnica adequadamente: adequar a sutura ao tecido, com relação a tensão, tipo de fio e espaçamento correto entre os pontos.
  • 7. básicos de uma sutura o Garantir uma boa coaptaço dos tecidos infecção da ferida; o Promover a hemostasia; o Diminuir o tempo de cicatrização; o Favorecer um resultado estético.
  • 8. Qualidade de um material de sutura • Deve ser esterilizado; • Deve ter uma velocidade de absorção defenida e medida; • Esta velocidade de absorção deve corresponder ão tempo de cicatrização do tecido; • Deve ter calibre fino, com adequada força tensional;
  • 9. • Deve ser uniforme em força, tamanho e velocidade de absorção; • Não deve deslizar de modo a manter os nós fixos; • Se não for absovível, não deve agir como corpo estranho na ferida.
  • 10. Factores que influencia a escolha do fio de sutura: • Presença ou não de infecção; • Presença ou não de secreções; • Tipo de tecido (pele, tendão, nervo, vaso sanguíneo .....) • Idade do paciente; • Estado nutricional do paciente; • Escolha do cirurgião e tipo de material disponível.
  • 11. Classificação dos Fios • Monofilamentar: Único filamento; • Multifilamentar: Possui várias fibras trançadas ou intercaladas, compondo um único fio. • Quanto ao Calibre: Maior diâmetro Menor diâmetro 3-2–1–0–2.0–3.0–4.0–5.0–6.0–7.0–8.0– 9.0–10.0–11.0–12.0
  • 12. Quanto á sua absorção: Asorvível e não Absorvível • Fios Absorvível é aquele produzido com material que pode ser digerido pelas celulas e fluidos corpurais durante e após a cicatrização dos tecidos. • É submetido de tal forma a processos de tratamento que o tempo de absorção coincide com o tempo de cicatrização dos tecidos. Origem animal: Catgut simples e cromado Origem sintética: Vycril, Dexon, Monocryl, Vycril Rapid e PDS II
  • 13. • Fio não absorvível é aquele que não é absorvido, nem digerido pelos tecidos durante a cicatrização. Com o tempo, torna se encapsulado por tecido fibroso. • Quando usado na pele ou em pontos de retenção, este tipo de fio é retirado. Origem animal: seda Origem vegetal: Linho e Algodão Origem sintética: Nylon, Prolene  Origem mineral, como fios de sutura metalica: Fios de prata, aco, aluminio e de ouro
  • 14. Tempo de absorção • Presença de infecção ; • Tipo de tecido: - O catgut é absorvido com muita facilidade em qualquer membrana serosa ou mucosa. E absorvido lentamente na gordura subcutânea; • Condições patológicas: - Podem igualmente retardar o tempo de reabsorção, por exemplo. Doentes com insuficiencia renal, diabetes, etc
  • 15. • Estado nutricional do paciente O estado nutricional influencia grandemente a reabsorção e regenerção dos tecidos. Deste modo nos desnutridos, e velhos ou debilitados a absorção é mais lenta.
  • 16. Tipos comuns de pontos • Continuos: Pontos conscutivos, amarados apenas na extrmidade da incisão • Ponto Simples ou separados: É um dos mais utilizados, sendo considerado ponto universal. É ótimo para sutura de pele. • Ponto simples invertido: Variação do ponto simples, onde o nó fica oculto dentro do tecido. É um ponto de sustentação permanente que tem a finalidade de reduzir a tensão na linha de sutura.
  • 17. • Donatti ou U vertical: É a associação de dois pontos simples. Cada lado da borda é perfurado duas vezes. A primeira transfixação ocorre há até 10mm da borda e inclui pele e camada superior do subcutâneo. A segunda perfuração é transepidérmica, há cerca de 2mm da borda. • Esse ponto é também conhecido como um ponto que promove boa hemostasia, sendo mais utilizado quando há hemorragia subdérmica e dérmica. Reduz tensão e promove boa coaptação das bordas, evitando sua invaginação.
  • 18. • Intradérmica: É um tipo de sutura que tem um ótimo resultado estético. Nessa técnica a agulha passa horizontalmente através da derme superficial, paralelo à superfície da pele, aproximando as bordas. Por isso não deixa impressões de sutura no tecido externo. Deve ser usado em feridas com pouca tensão.
  • 19. Os drenos cirúrgicos - são dispositivos cuja finalidade é retirar a presença de ar ou secreções de espaços ocos, sejam eles anatômicos (tórax e abdômen) ou em feridas. Eles permitem a saída de sangue e líquidos serosos decorrentes de procedimentos cirúrgicos, entre outros tipos de efluentes (secreções do trato digestivo, exsudato purulento).
  • 20. DRENOS Os drenos cirúrgicos são dispositivos cuja finalidade é retirar a presença de ar ou secreções de espaços ocos, sejam eles anatômicos (tórax e abdômen) ou em feridas. Eles permitem a saída de sangue e líquidos serosos decorrentes de procedimentos cirúrgicos, entre outros tipos de efluentes (secreções do trato digestivo, exsudato purulento).
  • 21. Os tipos de drenos cirúrgicos mais utilizados são: • Drenos de Penrose: é um sistema de drenagem aberto, com composição à base de borracha tipo látex, utilizado em procedimentos cirúrgicos com potencial para o acúmulo de líquidos, infectados ou não;
  • 22. • Drenos de Sucção Portovac: Sistema fechado de drenagem por sucção contínua e suave. É composto de um reservatório com mecanismo de abertura para remoção do conteúdo a ser drenado, um tubo longo com múltiplos orifícios na extremidade distal que fica inserida na cavidade cirúrgica. A remoção do ar do interior do reservatório cria uma condição de vácuo, promovendo uma aspiração activa do acúmulo de secreções;
  • 23. • Dreno de tórax : Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas, destinando-se à retirada de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica. São constituídos de um dreno tubular, geralmente com mais de um orifício na extremidade distal que fica inserida na cavidade.