Nestas dissertações (grupo III), não
esquecer de retomar (embora brevemente)
a citação no enunciado.
Tema (não lhe fugir demasiado).
dia a dia
antissocial
projeto
objetivo
Cotação dos itens 1.1-1.7 = 2 valores
(14 valores)
Cotação da pergunta 2:
5 correspondências certas = 6 valores
4 = 4
3 = 3
2 = 2
1 = 1
(20 valores)
No item 1.2 dei metade da cotação a
«antítese» (1 valor) e a cotação toda a
«paradoxo» (2 valores).
1.1 O uso das aspas em «desaprender» (l.
6) assinala
a) o uso denotativo do verbo.
b) a ironia do autor.
c) a frequência da ação.
d) a invulgaridade da ação.
Tratava-se ainda de uma nova aprendizagem que
consistia em «desaprender» tudo quanto fora
convencionalmente aprendido.
1.2 O recurso estilístico concretizado na
expressão «complexa ‘simplicidade’» (l.
7) é
a) a antítese.
b) a hipérbole.
c) o paradoxo. (oxímoro) cfr. p. 351
d) a metáfora.
1.3 No segmento «o intérprete sensível
das grandes depressões nervosas» (ll.
12-13) possui/possuem valor restritivo
a) apenas o adjetivo «grandes».
b) a expressão «grandes depressões».
c) os adjetivos «sensível» e «nervosas».
d) apenas o adjetivo «sensível».
1.4 O constituinte sublinhado em
«Alberto Caeiro, desejando-se um
simples homem da natureza» (ll. 26-27)
desempenha a função sintática de
a) predicativo do complemento direto.
b) predicativo do sujeito.
c) complemento do nome.
d) complemento direto.
Alberto Caeiro, desejando-se um simples
homem da natureza, inteiramente desligado
dos valores da cultura, pretendeu …
Suj V CD Predicativo do complemento direto
Eu desejo-me um simples homem da natureza
Eu quero-o um simples homem da natureza
[Caeiro] deseja-se um simples homem da natureza
Ele considera-o um simples homem da natureza
1.5 O elemento linguístico «que»
sublinhado na passagem «Ricardo Reis,
por seu turno, não mais desejou que viver
segundo o ensinamento de todas as
culturas, sinteticamente recolhidas numa
sabedoria que vem de longe» (ll. 32-34) é
a) uma conjunção subordinativa completiva.
b) uma conjunção subordinativa causal.
c) uma conjunção subordinativa consecutiva.
d) um pronome relativo.
Ricardo Reis, por seu turno, não mais
desejou que viver segundo o ensinamento
[conjunção comparativa]
de todas as culturas, sinteticamente
recolhidas numa sabedoria que vem de
[pronome relativo]
longe.
pronome relativo
numa sabedoria que vem de longe.
antecedente
oração sub. adjetiva relativa restritiva
Pronomes relativos
Variáveis
Singular Plural
Masculino Feminino Masculino Feminino
o qual a qual os quais as quais
Invariáveis
que
quem
Outras palavras relativas
Advérbio relativo
onde
Determinantes relativos
cujo, cuja, cujos, cujas
Quantificadores relativos
quanto, quanta, quantos, quantas
Orações subordinadas relativas
Adjetivas relativas
A amiga a quem dei uma prenda está ali.
A aldeia onde moraste afundou-se.
Gosto de casas cujas paredes sejam azuis.
Substantivas relativas (sem antecedente)
Quem mora ali é sortudo.
Onde vives não há pirâmides.
Dou-te quantas estaladas queiras.
1.6 O conector «Em suma» (l. 34), introduz,
no contexto, um nexo
a) comparativo.
b) conclusivo.
c) consecutivo.
d) causal.
1.7 O termo «ininterrupto» (l. 40) é usado
com o sentido de
a) breve.
b) contínuo.
c) interrupto. (= ‘interrompido’)
d) profícuo. (= ‘proveitoso, útil’)
2. Faz corresponder a cada segmento
textual da coluna A um único segmento
textual da coluna B, de modo a obteres
uma afirmação adequada ao sentido do
texto. Utiliza cada letra e cada número
apenas uma vez.
a.= 1; b. = 8; c. = 4; d. 3; e. 2.
a. = 2; b. = 1; c. = 5; d. 4; e. 3.
a. Com o uso do pronome «Isto» (l. 3),
1. o enunciador recupera sinteticamente
o processo anteriormente descrito.
Isto = recusar toda a metafísica e cantar
a natureza de modo mais objetivo, sem
ver nas coisas senão o que aparentam
b. Com o recurso ao conector «por sua
vez» (ll. 15-16),
8. o enunciador introduz uma
sequencialização.
Enquanto, Álvaro de Campos…
Ricardo Reis, por sua vez, …
c. Com a utilização da expressão «o
Horácio do nosso tempo» (ll. 18-19),
4. o enunciador predica algo sobre o
sujeito.
[Ricardo Reis] é o Horácio do nosso tempo
d. Com o recurso ao pronome «as» (l. 37),
3. o enunciador serve-se de um
correferente para evitar a repetição do
nome.
«a arte de» é sempre assumida como uma
espécie de «máscara»; e, quanto aos
figurantes que as ostentam,
e. Com o uso do advérbio conectivo
«todavia» (l. 40),
2. o enunciador insere uma ligação
adversativa.
Conjunção
vs.
Advérbio conectivo
Fui lá, / apanhei chuva, / mas gostei da peça.
* Fui lá, / apanhei chuva, / gostei mas da peça.
Fui lá, / apanhei chuva, / todavia gostei da peça.
Fui lá, / apanhei chuva, / gostei, todavia, da peça.
Fui lá, / apanhei chuva, / porém gostei da peça.
Fui lá, / apanhei chuva, / gostei, porém, da peça.
Conectores adversativos
Conjunção — mas
Advérbios conectivos (e locução
adverbial conectiva) — porém, todavia,
contudo, no entanto
Conectores conclusivos
Conjunção — logo
Advérbios conectivos (e locuções
adverbiais conectivas) — portanto, assim,
por isso, por consequência, por
conseguinte, em suma
2-3
«Em tom que facilmente dava a entender
não ser essa a matéria importante que ali
se iria tratar»
Num estilo pelo qual se percebia não ser
aquele o assunto principal
Scarlatti tinha outro objetivo
(inconfessado).
5-6
«Com que a mim não me distinguiu nunca,
mas não o digo por qualquer sentimento
de inveja, antes me louvo de ver honrada
num seu filho a nação italiana»
Nunca tive eu a sua sorte, mas até fico
contente de o rei dar esse privilégio a um
italiano.
Bartolomeu talvez tenha ficado ciumento,
mas recompõe-se e disfarça muito bem.
7-8
«Dizem-me que el-rei é grande edificador, será
por causa disso este seu gosto de levantar com
as suas próprias mãos a cabeça arquitetural da
Santa Igreja, ainda que em escala reduzida»
O rei gosta muito de fazer construir
(monumentos); talvez por isso também
goste de construções em miniatura.
Scarlatti talvez esteja a ser crítico do
despesismo e da discricionariedade do rei.
10-11
«Como se mostram variadas as obras das
mãos do homem, são de som as minhas»
Cada um tem a sua arte, a minha é a
música.
Scarlatti identifica-se como músico.
14-16
«Parece apenas um gracioso jogo de palavras,
um brincar com os sentidos que elas têm, como
nesta época se usa, sem que extremamente
importe o entendimento ou propositadamente o
escurecendo»
O diálogo anterior parece um jogo de linguagem
(com quiasmos, metáforas, ...), mais elegante
que claro, como é de uso nesta época.
O narrador lembra que estamos na época
barroca.
18-19
«Disseram a verdade do que então viram,
depois ficaram cegos para a verdade que
a primeira escondeu»
O que ouviu quanto à primeira
experiência é verdadeiro mas, desde aí,
tenho sido menosprezado.
Bartolomeu mostra-se ressentido por
não acreditarem em si.
20-21
«Há doze anos que isso foi, desde então
a verdade mudou muito»
Nestes doze anos, a situação alterou-se.
Bartolomeu insinua já ser capaz de voar.
21-22
«A essa pergunta responderei que,
quanto imagino, só a música é aérea»
Para mim, só a música se levanta no ar.
Scarlatti diz não acreditar que o padre
consiga voar (para o acicatar a revelar-
lhe mais).
24-26
«Domenico Scarlatti aproximou-se da máquina,
que se equilibrava sobre uns espeques laterais,
pousou as mãos numa das asas como se ela fosse
um teclado, e, singularmente, toda a ave vibrou
apesar do seu grande peso»
Scarlatti tocou na passarola como se estivesse a
tocar cravo, e esta, estranhamente, vibrou.
A música e a arte têm faculdades poderosas.
33
«Baltasar e Bartolomeu olharam-se
perplexos»
Baltasar e Bartolomeu ficaram sem saber
como responder.
Ambos eram bastante ingénuos /
voluntaristas.
34-35
«Há um tempo para construir e um tempo para
destruir, umas mãos assentaram as telhas deste
telhado, outras o deitarão abaixo, e todas as
paredes, se for preciso»
Quando for necessário, destroem-se
telhas e paredes para a passarola poder
sair.
Blimunda é decidida / a mais sabedora.
38-39
«É Vénus e Vulcano, pensou o músico,
perdoemos-lhe a óbvia comparação clássica»
A Scarlatti, que tem cultura clássica, Blimunda
e Baltasar sugerem Vénus e Vulcano.
Baltasar, por trabalhar na forja, é como o deus
do Fogo (que era casado com a deusa do Amor
e, que, como Baltasar tinha uma deficiência:
era coxo).
61-63
«e Domenico Scarlatti ouviu ressoar
dentro de si a corda mais grave duma
harpa»
Scarlatti ficou emocionado ao ver os olhos
de Blimunda.
Os poderes mágicos de Blimunda tiveram
algum reflexo em quem ela olhava ou
Scarlatti foi atraído pela sua beleza.
63-65
«Ostensivamente Baltasar levantou o
cesto quase vazio com o seu gancho, e
disse, Acabou a merenda, vamos
trabalhar»
Baltasar, com alguma irritação,
interrompeu a conversa.
Baltasar ficou ciumento (ou desconfiado).
70-72
«Senhor Scarlatti, quando o enfadar o
paço, lembre-se deste lugar»
Apareça sempre que quiser.
Bartolomeu confia em Scarlatti.
75-78
«Senhor Escarlate, disse Baltasar, tomando
bruscamente a palavra, venha quando quiser, se
o senhor padre Bartolomeu Lourenço autoriza,
mas, Mas, No lugar da minha mão esquerda
tenho este gancho, ou um espigão em vez dele,
sobre o coração uma cruz de sangue»
Acato as decisões do Padre Bartolomeu, mas
poderei não ser simpático consigo, Senhor
Scarlatti.
Baltasar, talvez ciumento (ou com medo de que o
músico os traia), pretende atemorizar Scarlatti.
78-79
«Sou o irmão de todos, disse Scarlatti,
se me aceitarem»
Se permitirem, farei parte deste vosso
grupo, como membro amigo (convidado).
Scarlatti procura afiançar a sua boa
intenção.
80
«Senhor Escarlate, querendo que eu
ajude a trazer o cravo, não tem mais que
dizer»
Senhor Scarlatti, se quiser, ajudá-lo-ei a
transportar o cravo.
Baltasar já confia no músico.
a) Os nomes «italiano» (l. 1) e «Domenico
Scarlatti» (l. 3) concretizam o processo
de correferência não anafórica. [cfr. p.
345]
Dias passados, estando Bartolomeu de
Gusmão na capela real, veio o italiano
falar-lhe. Em tom que facilmente dava a
entender não ser essa a matéria
importante que ali se iria tratar, disse
Domenico Scarlatti ao padre, que olhou
atentamente o músico, curioso com o
Referente (antecedente) Anáfora
Scarlatti chegou. Este estava cada vez
mais na mesma.
b) O complexo verbal «está a ser» (l. 9)
apresenta um valor aspetual perfetivo.
imperfetivo
c) O advérbio «Ostensivamente» (l. 63)
desempenha a função sintática de
modificador frásico. / modificador do
grupo verbal
Ostensivamente Baltasar levantou o cesto
quase vazio com o seu gancho
Foi ostensivamente que Baltasar levantou o
cesto
Que fez Baltasar ostensivamente? Levantou
o cesto...
Não ostensivamente, Baltasar levantou o
cesto...
Modificador de frase
Lamentavelmente, Baltasar levantou o
cesto quase vazio com o seu gancho
Evidentemente, Baltasar levantou o
cesto quase vazio com o seu gancho
*Foi evidentemente que…
*Não lamentavelmente, …
*Que fez Baltasar lamentavelmente? …
d) A forma verbal «aceitarem» (l.79) está
conjugada no futuro do conjuntivo.
(se eu / quando eu) aceitar
(se tu / quando tu) aceitares
….
…
…
(se eles / quando eles) aceitarem
O padre Bartolomeu mostra-se animado
e exultante, rindo e gritando. Baltasar e
Blimunda, por seu turno, estavam
inicialmente «assustados» e nervosos
mas, com o decorrer da viagem, ficaram
também entusiasmados e emocionados.
Resolve o ponto 2 da p. 314
2.
Ao ver a passarola, em que não pôde
seguir, o músico «acena com o chapéu,
uma vez só» (l. 16), disfarça e finge não
conhecer os que nela viajam para não
denunciar a sua ligação ao projeto. Caso
algo corra mal, não levantaria suspeitas
sobre si próprio.
TPC — Escreve o texto que
corresponde ao grupo III de exame na p.
324 do manual.
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 92-93
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 92-93

Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 92-93

  • 2.
    Nestas dissertações (grupoIII), não esquecer de retomar (embora brevemente) a citação no enunciado. Tema (não lhe fugir demasiado). dia a dia antissocial projeto objetivo
  • 5.
    Cotação dos itens1.1-1.7 = 2 valores (14 valores) Cotação da pergunta 2: 5 correspondências certas = 6 valores 4 = 4 3 = 3 2 = 2 1 = 1 (20 valores)
  • 6.
    No item 1.2dei metade da cotação a «antítese» (1 valor) e a cotação toda a «paradoxo» (2 valores).
  • 8.
    1.1 O usodas aspas em «desaprender» (l. 6) assinala a) o uso denotativo do verbo. b) a ironia do autor. c) a frequência da ação. d) a invulgaridade da ação.
  • 9.
    Tratava-se ainda deuma nova aprendizagem que consistia em «desaprender» tudo quanto fora convencionalmente aprendido.
  • 10.
    1.2 O recursoestilístico concretizado na expressão «complexa ‘simplicidade’» (l. 7) é a) a antítese. b) a hipérbole. c) o paradoxo. (oxímoro) cfr. p. 351 d) a metáfora.
  • 11.
    1.3 No segmento«o intérprete sensível das grandes depressões nervosas» (ll. 12-13) possui/possuem valor restritivo a) apenas o adjetivo «grandes». b) a expressão «grandes depressões». c) os adjetivos «sensível» e «nervosas». d) apenas o adjetivo «sensível».
  • 12.
    1.4 O constituintesublinhado em «Alberto Caeiro, desejando-se um simples homem da natureza» (ll. 26-27) desempenha a função sintática de a) predicativo do complemento direto. b) predicativo do sujeito. c) complemento do nome. d) complemento direto.
  • 13.
    Alberto Caeiro, desejando-seum simples homem da natureza, inteiramente desligado dos valores da cultura, pretendeu … Suj V CD Predicativo do complemento direto Eu desejo-me um simples homem da natureza Eu quero-o um simples homem da natureza [Caeiro] deseja-se um simples homem da natureza Ele considera-o um simples homem da natureza
  • 14.
    1.5 O elementolinguístico «que» sublinhado na passagem «Ricardo Reis, por seu turno, não mais desejou que viver segundo o ensinamento de todas as culturas, sinteticamente recolhidas numa sabedoria que vem de longe» (ll. 32-34) é a) uma conjunção subordinativa completiva. b) uma conjunção subordinativa causal. c) uma conjunção subordinativa consecutiva. d) um pronome relativo.
  • 15.
    Ricardo Reis, porseu turno, não mais desejou que viver segundo o ensinamento [conjunção comparativa] de todas as culturas, sinteticamente recolhidas numa sabedoria que vem de [pronome relativo] longe.
  • 16.
    pronome relativo numa sabedoriaque vem de longe. antecedente oração sub. adjetiva relativa restritiva
  • 17.
    Pronomes relativos Variáveis Singular Plural MasculinoFeminino Masculino Feminino o qual a qual os quais as quais Invariáveis que quem
  • 18.
    Outras palavras relativas Advérbiorelativo onde Determinantes relativos cujo, cuja, cujos, cujas Quantificadores relativos quanto, quanta, quantos, quantas
  • 19.
    Orações subordinadas relativas Adjetivasrelativas A amiga a quem dei uma prenda está ali. A aldeia onde moraste afundou-se. Gosto de casas cujas paredes sejam azuis. Substantivas relativas (sem antecedente) Quem mora ali é sortudo. Onde vives não há pirâmides. Dou-te quantas estaladas queiras.
  • 20.
    1.6 O conector«Em suma» (l. 34), introduz, no contexto, um nexo a) comparativo. b) conclusivo. c) consecutivo. d) causal.
  • 21.
    1.7 O termo«ininterrupto» (l. 40) é usado com o sentido de a) breve. b) contínuo. c) interrupto. (= ‘interrompido’) d) profícuo. (= ‘proveitoso, útil’)
  • 22.
    2. Faz correspondera cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B, de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. a.= 1; b. = 8; c. = 4; d. 3; e. 2. a. = 2; b. = 1; c. = 5; d. 4; e. 3.
  • 23.
    a. Com ouso do pronome «Isto» (l. 3), 1. o enunciador recupera sinteticamente o processo anteriormente descrito. Isto = recusar toda a metafísica e cantar a natureza de modo mais objetivo, sem ver nas coisas senão o que aparentam
  • 24.
    b. Com orecurso ao conector «por sua vez» (ll. 15-16), 8. o enunciador introduz uma sequencialização. Enquanto, Álvaro de Campos… Ricardo Reis, por sua vez, …
  • 25.
    c. Com autilização da expressão «o Horácio do nosso tempo» (ll. 18-19), 4. o enunciador predica algo sobre o sujeito. [Ricardo Reis] é o Horácio do nosso tempo
  • 26.
    d. Com orecurso ao pronome «as» (l. 37), 3. o enunciador serve-se de um correferente para evitar a repetição do nome. «a arte de» é sempre assumida como uma espécie de «máscara»; e, quanto aos figurantes que as ostentam,
  • 27.
    e. Com ouso do advérbio conectivo «todavia» (l. 40), 2. o enunciador insere uma ligação adversativa.
  • 28.
    Conjunção vs. Advérbio conectivo Fui lá,/ apanhei chuva, / mas gostei da peça. * Fui lá, / apanhei chuva, / gostei mas da peça. Fui lá, / apanhei chuva, / todavia gostei da peça. Fui lá, / apanhei chuva, / gostei, todavia, da peça. Fui lá, / apanhei chuva, / porém gostei da peça. Fui lá, / apanhei chuva, / gostei, porém, da peça.
  • 29.
    Conectores adversativos Conjunção —mas Advérbios conectivos (e locução adverbial conectiva) — porém, todavia, contudo, no entanto
  • 30.
    Conectores conclusivos Conjunção —logo Advérbios conectivos (e locuções adverbiais conectivas) — portanto, assim, por isso, por consequência, por conseguinte, em suma
  • 34.
    2-3 «Em tom quefacilmente dava a entender não ser essa a matéria importante que ali se iria tratar» Num estilo pelo qual se percebia não ser aquele o assunto principal Scarlatti tinha outro objetivo (inconfessado).
  • 35.
    5-6 «Com que amim não me distinguiu nunca, mas não o digo por qualquer sentimento de inveja, antes me louvo de ver honrada num seu filho a nação italiana» Nunca tive eu a sua sorte, mas até fico contente de o rei dar esse privilégio a um italiano. Bartolomeu talvez tenha ficado ciumento, mas recompõe-se e disfarça muito bem.
  • 36.
    7-8 «Dizem-me que el-reié grande edificador, será por causa disso este seu gosto de levantar com as suas próprias mãos a cabeça arquitetural da Santa Igreja, ainda que em escala reduzida» O rei gosta muito de fazer construir (monumentos); talvez por isso também goste de construções em miniatura. Scarlatti talvez esteja a ser crítico do despesismo e da discricionariedade do rei.
  • 37.
    10-11 «Como se mostramvariadas as obras das mãos do homem, são de som as minhas» Cada um tem a sua arte, a minha é a música. Scarlatti identifica-se como músico.
  • 38.
    14-16 «Parece apenas umgracioso jogo de palavras, um brincar com os sentidos que elas têm, como nesta época se usa, sem que extremamente importe o entendimento ou propositadamente o escurecendo» O diálogo anterior parece um jogo de linguagem (com quiasmos, metáforas, ...), mais elegante que claro, como é de uso nesta época. O narrador lembra que estamos na época barroca.
  • 39.
    18-19 «Disseram a verdadedo que então viram, depois ficaram cegos para a verdade que a primeira escondeu» O que ouviu quanto à primeira experiência é verdadeiro mas, desde aí, tenho sido menosprezado. Bartolomeu mostra-se ressentido por não acreditarem em si.
  • 40.
    20-21 «Há doze anosque isso foi, desde então a verdade mudou muito» Nestes doze anos, a situação alterou-se. Bartolomeu insinua já ser capaz de voar.
  • 41.
    21-22 «A essa perguntaresponderei que, quanto imagino, só a música é aérea» Para mim, só a música se levanta no ar. Scarlatti diz não acreditar que o padre consiga voar (para o acicatar a revelar- lhe mais).
  • 42.
    24-26 «Domenico Scarlatti aproximou-seda máquina, que se equilibrava sobre uns espeques laterais, pousou as mãos numa das asas como se ela fosse um teclado, e, singularmente, toda a ave vibrou apesar do seu grande peso» Scarlatti tocou na passarola como se estivesse a tocar cravo, e esta, estranhamente, vibrou. A música e a arte têm faculdades poderosas.
  • 43.
    33 «Baltasar e Bartolomeuolharam-se perplexos» Baltasar e Bartolomeu ficaram sem saber como responder. Ambos eram bastante ingénuos / voluntaristas.
  • 44.
    34-35 «Há um tempopara construir e um tempo para destruir, umas mãos assentaram as telhas deste telhado, outras o deitarão abaixo, e todas as paredes, se for preciso» Quando for necessário, destroem-se telhas e paredes para a passarola poder sair. Blimunda é decidida / a mais sabedora.
  • 45.
    38-39 «É Vénus eVulcano, pensou o músico, perdoemos-lhe a óbvia comparação clássica» A Scarlatti, que tem cultura clássica, Blimunda e Baltasar sugerem Vénus e Vulcano. Baltasar, por trabalhar na forja, é como o deus do Fogo (que era casado com a deusa do Amor e, que, como Baltasar tinha uma deficiência: era coxo).
  • 46.
    61-63 «e Domenico Scarlattiouviu ressoar dentro de si a corda mais grave duma harpa» Scarlatti ficou emocionado ao ver os olhos de Blimunda. Os poderes mágicos de Blimunda tiveram algum reflexo em quem ela olhava ou Scarlatti foi atraído pela sua beleza.
  • 47.
    63-65 «Ostensivamente Baltasar levantouo cesto quase vazio com o seu gancho, e disse, Acabou a merenda, vamos trabalhar» Baltasar, com alguma irritação, interrompeu a conversa. Baltasar ficou ciumento (ou desconfiado).
  • 48.
    70-72 «Senhor Scarlatti, quandoo enfadar o paço, lembre-se deste lugar» Apareça sempre que quiser. Bartolomeu confia em Scarlatti.
  • 49.
    75-78 «Senhor Escarlate, disseBaltasar, tomando bruscamente a palavra, venha quando quiser, se o senhor padre Bartolomeu Lourenço autoriza, mas, Mas, No lugar da minha mão esquerda tenho este gancho, ou um espigão em vez dele, sobre o coração uma cruz de sangue» Acato as decisões do Padre Bartolomeu, mas poderei não ser simpático consigo, Senhor Scarlatti. Baltasar, talvez ciumento (ou com medo de que o músico os traia), pretende atemorizar Scarlatti.
  • 50.
    78-79 «Sou o irmãode todos, disse Scarlatti, se me aceitarem» Se permitirem, farei parte deste vosso grupo, como membro amigo (convidado). Scarlatti procura afiançar a sua boa intenção.
  • 51.
    80 «Senhor Escarlate, querendoque eu ajude a trazer o cravo, não tem mais que dizer» Senhor Scarlatti, se quiser, ajudá-lo-ei a transportar o cravo. Baltasar já confia no músico.
  • 53.
    a) Os nomes«italiano» (l. 1) e «Domenico Scarlatti» (l. 3) concretizam o processo de correferência não anafórica. [cfr. p. 345] Dias passados, estando Bartolomeu de Gusmão na capela real, veio o italiano falar-lhe. Em tom que facilmente dava a entender não ser essa a matéria importante que ali se iria tratar, disse Domenico Scarlatti ao padre, que olhou atentamente o músico, curioso com o
  • 54.
    Referente (antecedente) Anáfora Scarlattichegou. Este estava cada vez mais na mesma.
  • 55.
    b) O complexoverbal «está a ser» (l. 9) apresenta um valor aspetual perfetivo. imperfetivo
  • 56.
    c) O advérbio«Ostensivamente» (l. 63) desempenha a função sintática de modificador frásico. / modificador do grupo verbal Ostensivamente Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho Foi ostensivamente que Baltasar levantou o cesto Que fez Baltasar ostensivamente? Levantou o cesto... Não ostensivamente, Baltasar levantou o cesto...
  • 57.
    Modificador de frase Lamentavelmente,Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho Evidentemente, Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho *Foi evidentemente que… *Não lamentavelmente, … *Que fez Baltasar lamentavelmente? …
  • 58.
    d) A formaverbal «aceitarem» (l.79) está conjugada no futuro do conjuntivo. (se eu / quando eu) aceitar (se tu / quando tu) aceitares …. … … (se eles / quando eles) aceitarem
  • 61.
    O padre Bartolomeumostra-se animado e exultante, rindo e gritando. Baltasar e Blimunda, por seu turno, estavam inicialmente «assustados» e nervosos mas, com o decorrer da viagem, ficaram também entusiasmados e emocionados.
  • 64.
    Resolve o ponto2 da p. 314
  • 66.
    2. Ao ver apassarola, em que não pôde seguir, o músico «acena com o chapéu, uma vez só» (l. 16), disfarça e finge não conhecer os que nela viajam para não denunciar a sua ligação ao projeto. Caso algo corra mal, não levantaria suspeitas sobre si próprio.
  • 67.
    TPC — Escreveo texto que corresponde ao grupo III de exame na p. 324 do manual.