da celsa gávea = da gávea alta (superior)
fenecer = terminar
asinha = num instante
finos animais de Moscóvia zebelinos =
marta zibelina, animal usado em
guarnições de vestuário
os peitos generosos = as almas nobres
torpes frios = frios entorpecedores
repousado = ponderado
Os Lusíadas Ls Lusíadas
92 sim
93 sim
95 sim, exceto vv. 7-8
96 não
97 não
98 não
99 sim
manhana = manhã
retumbando = murmurando
gábia = gávea
stranho = melindano
anganho = engano
tuoros = troncos
Assi = Dest’arte
1. Comenta a expressividade dos adjetivos
utilizados nos versos 1 a 4 da estância 95.
Os adjetivos usados servem, por um lado,
para intensificar a dureza e amplitude das
dificuldades («hórridos» e «graves») a que
se sujeitam os que, como os portugueses,
desejam concretizar grandes feitos, e, por
outro lado, para reforçar o valor das
recompensas («imortais» e «maiores»)
que, desse modo, atingem.
2. Analisa a crítica social veiculada nos versos
5 a 8 da estância 95 e na estância 96.
O poeta critica todos os que desejam ser
reconhecidos na vida, apoiados apenas
na genealogia, nos luxos, nos prazeres e
numa vida ociosa, sem praticarem
qualquer «obra heroica de virtude» (est.
96, v. 8).
3. Refere um dos efeitos de sentido produzidos
com a anáfora da estância 96.
A anáfora apresenta, através de uma
formulação negativa, as atitudes típicas
daqueles que não se esforçam para atingir
o mérito e a glória, pelo que contribui para
a enumeração vincada das renúncias a que
devem sujeitar-se os que procuram a
verdadeira fama.
 
 
4. Justifica a utilização do conector discursivo que
introduz o segundo momento do
desenvolvimento.
O segundo momento do desenvolvimento
abre com um conector de valor adversativo
(«Mas»), uma vez que este marca o
momento do discurso em que o poeta muda
o rumo da sua exposição, passando a
apresentar as alternativas aos
comportamentos anteriormente descritos.
 
5. Enumera os atos a praticar por quem deseja
alcançar a fama.
Quem deseja alcançar a fama deve trabalhar
individual e autonomamente, seguindo para
a guerra («o forjado aço», est. 97, v. 3),
sofrendo «tempestades e ondas cruas» e
vencendo «torpes frios» (est. 97, vv. 4-5),
alimentando-se de mantimentos estragados
e resignando-se ao «sofrimento» (est 97, v.
8), muitas vezes tentando manter um rosto
«seguro» (est. 98, v. 2) ao assistir a
acidentes dos companheiros.
5.1. Relaciona-os com a construção da figura
do herói própria da epopeia.
A atuação descrita pelo poeta
corresponde ao protótipo do herói épico,
que se resigna à dureza da vida e
enfrenta com convicção e coragem as
dificuldades que se lhe apresentam.
Desse modo, conseguindo superar todas
as provações, alcança um estatuto
honroso, destacando-se dos restantes
humanos pelo seu caráter grandioso.
6. Menciona os efeitos de uma atuaçao marcada
pelas renúncias e atitudes descritas pelo poeta,
conforme apresentados na conclusão do excerto.
Uma conduta de acordo com os princípios
enunciados pelo poeta levará o verdadeiro herói
a desprezar «honras e dinheiro» (est. 98, v. 6)
advindos da sorte e não do esforço. A sua
experiência dar-lhe-á o conhecimento da
verdadeira virtude e um estatuto superior ao dos
homens de «baixo trato» (est. 99, v. 4). Desse
modo, num mundo justo, «subirá» (est. 99, v. 7) a
posições de poder por mérito pessoal e «não
rogando» (est. 99, v. 8) favores.
7 e 7.1
a. O excerto apresenta regularidade
estrófica.
b. Todas as estâncias são oitavas.
c. O esquema rimático é idêntico em
todas as estrofes.
d. A rima cruzada e interpolada está
presente nas cinco estâncias.
Há rima cruzada (nos seis primeiros
versos) e emparelhada (7-8).
e. O último verso de cada estrofe é solto.
Os dois últimos versos de cada estância
têm rima emparelhada.
f. Os versos são isométricos, possuindo
oito sílabas métricas.
São isométricos, mas têm dez sílabas
métricas (são versos decassilábicos)
1.
a) O Rafael comprou um jogo de
computador, mas não gostou do jogo.
b) A Beatriz fica em casa ou vai à
biblioteca.
c) Choveu, pois o chão está molhado.
d) Sherlock Holmes desvendou muitos
crimes, por isso era um bom detetive.
d) Sherlock Holmes desvendou muitos
crimes, por isso era um bom detetive.
portanto
logo
2.
a) Quando chegaram — oração
subordinada adverbial temporal;
conector — quando.
b) Se o António abrisse a porta — oração
subordinada adverbial condicional;
conector — se.
c) que todos o apreciaram — oração
subordinada adverbial consecutiva;
conector — (tão) que.
d) como esperar por alguém — oração
subordinada adverbial comparativa;
conector — como.
e) porque estava calor — oração
subordinada adverbial causal; conector —
porque.
3.
a) Todos nós gostamos de ver as estrelas
quando levamos um soco na cabeça.
b) Todos nós gostamos de ver as estrelas,
porque são brilhantes.
c) Se o céu estiver limpo, todos nós gostamos
de ver as estrelas.
d) Todos nós gostamos de ver as estrelas,
embora, por vezes, prefiramos o telemóvel.
4.
adjetivas relativas explicativas — 4 e 5;
adjetivas relativas restritivas — 2 e 3.
1 — Espero que faças os trabalhos de casa.
subordinada substantiva completiva
subordinada adjetiva relativa restritiva
2 — O bebé que estava a chorar levou uma
vacina.
subordinada adjetiva relativa restritiva
3 — O escritor que ganhou o Prémio Camões
é português.
subordinada adjetiva relativa explicativa
4 — O prato, que está em cima da mesa, é
antiquíssimo (e a comida já está podre).
subordinada adjetiva relativa explicativa
5 — A Ana, que é uma ótima cientista, foi
para os EUA.
subordinada substantiva completiva
6 — Era bom que lhe desses uma explicação.
5.
a) As pessoas cujos bilhetes estavam
desatualizados perderam o comboio.
b) Os surfistas, que estudavam orações
relativas, não puderam ir ao mar.
c) O António, que é meu amigo de longa
data, ajudou-me muito.
TPC — Prepara a leitura em voz alta
destas estâncias do canto III, bem como a
das estâncias na p. 182 do manual. É
importante também que vás trazendo
agora esta folha.
(Todas as leituras anteriores, ainda
que já aproveitadas em aula, são
suscetíveis de serem de novo pedidas —
porém, sempre aos clubes a que já tinham
sido encomendadas.)
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 121-122

Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 121-122

  • 14.
    da celsa gávea= da gávea alta (superior) fenecer = terminar asinha = num instante finos animais de Moscóvia zebelinos = marta zibelina, animal usado em guarnições de vestuário os peitos generosos = as almas nobres torpes frios = frios entorpecedores repousado = ponderado
  • 16.
    Os Lusíadas LsLusíadas 92 sim 93 sim 95 sim, exceto vv. 7-8 96 não 97 não 98 não 99 sim
  • 17.
    manhana = manhã retumbando= murmurando gábia = gávea stranho = melindano anganho = engano tuoros = troncos Assi = Dest’arte
  • 19.
    1. Comenta aexpressividade dos adjetivos utilizados nos versos 1 a 4 da estância 95. Os adjetivos usados servem, por um lado, para intensificar a dureza e amplitude das dificuldades («hórridos» e «graves») a que se sujeitam os que, como os portugueses, desejam concretizar grandes feitos, e, por outro lado, para reforçar o valor das recompensas («imortais» e «maiores») que, desse modo, atingem.
  • 20.
    2. Analisa acrítica social veiculada nos versos 5 a 8 da estância 95 e na estância 96. O poeta critica todos os que desejam ser reconhecidos na vida, apoiados apenas na genealogia, nos luxos, nos prazeres e numa vida ociosa, sem praticarem qualquer «obra heroica de virtude» (est. 96, v. 8).
  • 21.
    3. Refere umdos efeitos de sentido produzidos com a anáfora da estância 96. A anáfora apresenta, através de uma formulação negativa, as atitudes típicas daqueles que não se esforçam para atingir o mérito e a glória, pelo que contribui para a enumeração vincada das renúncias a que devem sujeitar-se os que procuram a verdadeira fama.    
  • 22.
    4. Justifica autilização do conector discursivo que introduz o segundo momento do desenvolvimento. O segundo momento do desenvolvimento abre com um conector de valor adversativo («Mas»), uma vez que este marca o momento do discurso em que o poeta muda o rumo da sua exposição, passando a apresentar as alternativas aos comportamentos anteriormente descritos.  
  • 23.
    5. Enumera osatos a praticar por quem deseja alcançar a fama. Quem deseja alcançar a fama deve trabalhar individual e autonomamente, seguindo para a guerra («o forjado aço», est. 97, v. 3), sofrendo «tempestades e ondas cruas» e vencendo «torpes frios» (est. 97, vv. 4-5), alimentando-se de mantimentos estragados e resignando-se ao «sofrimento» (est 97, v. 8), muitas vezes tentando manter um rosto «seguro» (est. 98, v. 2) ao assistir a acidentes dos companheiros.
  • 24.
    5.1. Relaciona-os coma construção da figura do herói própria da epopeia. A atuação descrita pelo poeta corresponde ao protótipo do herói épico, que se resigna à dureza da vida e enfrenta com convicção e coragem as dificuldades que se lhe apresentam. Desse modo, conseguindo superar todas as provações, alcança um estatuto honroso, destacando-se dos restantes humanos pelo seu caráter grandioso.
  • 25.
    6. Menciona osefeitos de uma atuaçao marcada pelas renúncias e atitudes descritas pelo poeta, conforme apresentados na conclusão do excerto. Uma conduta de acordo com os princípios enunciados pelo poeta levará o verdadeiro herói a desprezar «honras e dinheiro» (est. 98, v. 6) advindos da sorte e não do esforço. A sua experiência dar-lhe-á o conhecimento da verdadeira virtude e um estatuto superior ao dos homens de «baixo trato» (est. 99, v. 4). Desse modo, num mundo justo, «subirá» (est. 99, v. 7) a posições de poder por mérito pessoal e «não rogando» (est. 99, v. 8) favores.
  • 26.
    7 e 7.1 a.O excerto apresenta regularidade estrófica. b. Todas as estâncias são oitavas. c. O esquema rimático é idêntico em todas as estrofes.
  • 27.
    d. A rimacruzada e interpolada está presente nas cinco estâncias. Há rima cruzada (nos seis primeiros versos) e emparelhada (7-8).
  • 28.
    e. O últimoverso de cada estrofe é solto. Os dois últimos versos de cada estância têm rima emparelhada.
  • 29.
    f. Os versossão isométricos, possuindo oito sílabas métricas. São isométricos, mas têm dez sílabas métricas (são versos decassilábicos)
  • 31.
    1. a) O Rafaelcomprou um jogo de computador, mas não gostou do jogo. b) A Beatriz fica em casa ou vai à biblioteca. c) Choveu, pois o chão está molhado. d) Sherlock Holmes desvendou muitos crimes, por isso era um bom detetive.
  • 32.
    d) Sherlock Holmesdesvendou muitos crimes, por isso era um bom detetive. portanto logo
  • 33.
    2. a) Quando chegaram— oração subordinada adverbial temporal; conector — quando. b) Se o António abrisse a porta — oração subordinada adverbial condicional; conector — se.
  • 34.
    c) que todoso apreciaram — oração subordinada adverbial consecutiva; conector — (tão) que. d) como esperar por alguém — oração subordinada adverbial comparativa; conector — como. e) porque estava calor — oração subordinada adverbial causal; conector — porque.
  • 35.
    3. a) Todos nósgostamos de ver as estrelas quando levamos um soco na cabeça. b) Todos nós gostamos de ver as estrelas, porque são brilhantes. c) Se o céu estiver limpo, todos nós gostamos de ver as estrelas. d) Todos nós gostamos de ver as estrelas, embora, por vezes, prefiramos o telemóvel.
  • 36.
    4. adjetivas relativas explicativas— 4 e 5; adjetivas relativas restritivas — 2 e 3.
  • 37.
    1 — Esperoque faças os trabalhos de casa. subordinada substantiva completiva subordinada adjetiva relativa restritiva 2 — O bebé que estava a chorar levou uma vacina. subordinada adjetiva relativa restritiva 3 — O escritor que ganhou o Prémio Camões é português.
  • 38.
    subordinada adjetiva relativaexplicativa 4 — O prato, que está em cima da mesa, é antiquíssimo (e a comida já está podre). subordinada adjetiva relativa explicativa 5 — A Ana, que é uma ótima cientista, foi para os EUA. subordinada substantiva completiva 6 — Era bom que lhe desses uma explicação.
  • 39.
    5. a) As pessoascujos bilhetes estavam desatualizados perderam o comboio. b) Os surfistas, que estudavam orações relativas, não puderam ir ao mar. c) O António, que é meu amigo de longa data, ajudou-me muito.
  • 42.
    TPC — Preparaa leitura em voz alta destas estâncias do canto III, bem como a das estâncias na p. 182 do manual. É importante também que vás trazendo agora esta folha. (Todas as leituras anteriores, ainda que já aproveitadas em aula, são suscetíveis de serem de novo pedidas — porém, sempre aos clubes a que já tinham sido encomendadas.)