Sum´ario
APLICAC¸ ˜OES DA INDUC¸ ˜AO
Luciana Santos da Silva Martino
lulismartino.blogspot.com.br
lulismartino@gmail.com
PROFMAT - Col´egio Pedro II
23 de setembro de 2016
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Sum´ario
1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
2 Binˆomio de Newton
3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Outline
1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
2 Binˆomio de Newton
3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
Resultado: Para definir uma express˜ao En para todo n ∈ N
com n ≥ a, basta definirmos Ea e mostrar como obter En+1 a
partir de En, para todo n ∈ N com n ≥ a
Nesse caso, dizemos que En foi definido por recorrˆencia
Algumas vezes, definiremos uma express˜ao En por recorrˆencia
atrav´es de uma dada func¸ ˜ao avaliada em v´arios termos
anteriores, En−1, En−2,..., En−r . Isto definir´a, sem ambiguidade,
En, desde que se conhec¸am as express˜oes de E1,...,Er
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
Exemplo 2.1: Seja (an) uma sequˆencia de elementos de um
conjunto munido de duas operac¸ ˜oes sujeitas `as leis b´asicas da
aritm´etica. Para dar sentido `as somas
Sn = a1 + a2 + ... + an =
n
i=1
ai
basta pˆor S1 = a1 e, supondo Sn definido, definir
Sn+1 = Sn + an+1
Exemplo 2.2: Define-se o fatorial de um n´umero inteiro n ≥ 0,
denotado por n!, como:
0! = 1! = 1 e (n + 1)! = n!.(n + 1), se n ≥ 1
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
Exemplo 2.3: Seja a um elemento de um conjunto A munido
das duas operac¸ ˜oes sujeitas `as leis b´asicas da aritm´etica.
Vamos definir as potˆencias an, com n inteiro, n ≥ 0, por
recorrˆencia.
Ponhamos a1 = a e a0 = 1, se a = 0. Supondo an definido,
defina
an+1
= an
.a
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
Proposic¸ ˜ao 2.4: Sejam a, b ∈ A e m, n ∈ N. Ent˜ao,
i) am.an = am+n
ii) (am)n = amn
iii) (a.b)n = an.bn
Lema 2.5: Sejam a e b dois n´umeros naturais com a > 1.
Ent˜ao existe um n´umero natural n tal que an > b
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Outline
1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
2 Binˆomio de Newton
3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Binˆomio de Newton
Considere a express˜ao (1 + X)n
, onde X ´e uma indeterminada e n um
n´umero natural. O desenvolvimento dessa potˆencia ´e um polinˆomio de grau
n em X cujos coeficientes s˜ao n´umeros naturais:
(1 + X)n
= a0 + a1X + a2X2
+ ... + an−1Xn−1
+ anXn
O coeficiciente ai , i = 0, ..., n, ser´a denotado pelo s´ımbolo ai =
n
i
e
ser´a chamado de n´umero binomial
Se X = 1 temos a identidade das linhas:
2n
=
n
0
+
n
1
+ ... +
n
n
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Binˆomio de Newton
Queremos agora determinar f´ormulas expl´ıcitas para esses n´umeros
binomiais
n
0
=
n
n
= 1
Se i > n, ´e cˆomodo definir
n
i
= 0
Relac¸ ˜ao de Stifel
Lema 2.6: Para todo n ∈ N e todo i ∈ N ∪ {0}, tem-se que
n
i
+
n
i + 1
=
n + 1
i + 1
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Binˆomio de Newton
Lema 2.7: Para todos n, i ∈ N, com 1 ≤ i ≤ n, tem-se que
i!
n
i
= n(n − 1)...(n − i + 1)
Segue-se da´ı que, para n, i ∈ N com 1 ≤ i ≤ n, vale a seguinte f´ormula para
os coeficientes binomiais
n
i
=
n(n − 1)...(n − i + 1)
i!
=
n!
i!(n − i)!
Note que os termos extremos nas igualdades acima tˆem sentido e s˜ao iguais
quando i = 0
Da f´ormula acima, decorre imediatamente, para todo n ∈ N e todo i
com 0 ≤ i ≤ n, a seguinte identidade fundamental:
n
i
=
n
n − i
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Binˆomio de Newton
Binˆomio de Newton
Teorema 2.8: Sejam a e b n´umeros reais e seja n ∈ N. Tem-se que
(a + b)
n
= a
n
+
n
1
a
n−1
b +
n
2
a
n−2
b
2
+ ... +
n
n − 1
ab
n−1
+ b
n
Corol´ario 2.9: Sejam a e b n´umeros reais e seja n ∈ N. Tem-se que
(a − b)
n
= a
n
−
n
1
a
n−1
b +
n
2
a
n−2
b
2
+ ... + (−1)
n−1 n
n − 1
ab
n−1
+ (−1)
n
b
n
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Outline
1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia
2 Binˆomio de Newton
3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
A Torre de Han´oi
Exemplo 2.11: A Torre de Han´oi e o Fim do Mundo
O jogo consiste de n discos de diˆametros distintos com um furo no seu
centro e uma base onde est˜ao fincadas trˆes hastes. Numa das hastes est˜ao
enfiados os discos de modo que nenhum disco esteja sobre um outro de
diˆametro menor
O jogo consiste em transferir a pilha de discos para uma outra haste
deslocando um disco de cada vez, de modo que, a cada passo, seja
observada a regra de que nenhum disco esteja acima de um de raio menor
1 O jogo tem soluc¸ ˜ao para cada n ∈ N?
2 Caso afirmativo, qual ´e o n´umero m´ınimo jn de movimentos para
resolver o problema com n discos?
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
O Enigma do Cavalo de Alexandre, o Grande
Exemplo 2.12: O Enigma do Cavalo de Alexandre, o Grande
Num mosaico romano, Buc´efalo, o cavalo de Alexandre, o
Grande, ´e representado como um fogoso corcel cor de bronze.
Nesse exemplo vamos “provar” que isso ´e uma fal´acia
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
O Problema da Moeda Falsa
Exemplo 2.12: O Problema da Moeda Falsa
Tem-se 2n moedas, sendo uma delas falsa, com peso menor
do que as demais. Disp˜oe-se de uma balanc¸a de dois pratos,
mas sem nenhum peso. Vamos mostrar, por induc¸ ˜ao sobre n,
que ´e poss´ıvel achar a moeda falsa com n pesagens
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Os Coelhos de Fibonacci
Exemplo 2.12: Os Coelhos de Fibonacci
Problema proposto e resolvido por Leonardo de Pisa em seu livro, Liber
Abacci, de 1202: Quot paria coniculorum in uno anno ex uno pario
germinentur
Obra respons´avel pela introduc¸ ˜ao na Europa do sistema de numerac¸ ˜ao
indo-ar´abico e pelo posterior desenvolvimento da ´algebra e da aritm´etica no
ocidente
Um casal de coelhos rec´em-nascidos foi posto em um lugar cercado.
Determinar quantos casais de coelhos ter-se-˜ao ap´os um ano, supondo que,
a cada mˆes, um casal de coelhos produz outro casal e que um casal comec¸a
a procriar dois meses ap´os o seu nascimento
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Os Coelhos de Fibonacci
Se denotarmos o n´umero de coelhos existentes no n-´esimo
mˆes por un, temos, ent˜ao, que
un = un−1 + un−2, u1 = u2 = 1
Tais relac¸ ˜oes definem por recorrˆencia, uma sequˆencia de
n´umeros naturais, chamada de sequˆencia de Fibonacci, cujos
elementos, chamados de n´umeros de Fibonacci, possuem
propriedades aritm´eticas not´aveis
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Quando ´e dada uma recorrˆencia, um problema importante ´e
determinar uma f´ormula para o termo geral da sequˆencia sem
recorrer aos termos anteriores. No caso da sequˆencia de
Fibonacci, existe uma f´ormula chamada f´ormula de Binet, que
apresentamos a seguir
F´ormula de Binet
Proposic¸ ˜ao 2.15: Para todo n ∈ N, tem-se que
un =
1+
√
5
2
n
− 1−
√
5
2
n
√
5
Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas
Aplicac¸ ˜oes L´udicas
A fim de evitar ter que fazer restric¸ ˜oes sobre os ´ındices nas
f´ormulas envolvendo n´umeros de Fibonacci,
convencionaremos que u0 = 0
Proposic¸ ˜ao 2.16: Para todo par de n´umeros n e m, temos que
un+m = unum+1 + un−1um

Aplicações da Indução

  • 1.
    Sum´ario APLICAC¸ ˜OES DAINDUC¸ ˜AO Luciana Santos da Silva Martino lulismartino.blogspot.com.br lulismartino@gmail.com PROFMAT - Col´egio Pedro II 23 de setembro de 2016
  • 2.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Sum´ario 1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia 2 Binˆomio de Newton 3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
  • 3.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Outline 1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia 2 Binˆomio de Newton 3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
  • 4.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Resultado: Para definir uma express˜ao En para todo n ∈ N com n ≥ a, basta definirmos Ea e mostrar como obter En+1 a partir de En, para todo n ∈ N com n ≥ a Nesse caso, dizemos que En foi definido por recorrˆencia Algumas vezes, definiremos uma express˜ao En por recorrˆencia atrav´es de uma dada func¸ ˜ao avaliada em v´arios termos anteriores, En−1, En−2,..., En−r . Isto definir´a, sem ambiguidade, En, desde que se conhec¸am as express˜oes de E1,...,Er
  • 5.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Exemplo 2.1: Seja (an) uma sequˆencia de elementos de um conjunto munido de duas operac¸ ˜oes sujeitas `as leis b´asicas da aritm´etica. Para dar sentido `as somas Sn = a1 + a2 + ... + an = n i=1 ai basta pˆor S1 = a1 e, supondo Sn definido, definir Sn+1 = Sn + an+1 Exemplo 2.2: Define-se o fatorial de um n´umero inteiro n ≥ 0, denotado por n!, como: 0! = 1! = 1 e (n + 1)! = n!.(n + 1), se n ≥ 1
  • 6.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Exemplo 2.3: Seja a um elemento de um conjunto A munido das duas operac¸ ˜oes sujeitas `as leis b´asicas da aritm´etica. Vamos definir as potˆencias an, com n inteiro, n ≥ 0, por recorrˆencia. Ponhamos a1 = a e a0 = 1, se a = 0. Supondo an definido, defina an+1 = an .a
  • 7.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia Proposic¸ ˜ao 2.4: Sejam a, b ∈ A e m, n ∈ N. Ent˜ao, i) am.an = am+n ii) (am)n = amn iii) (a.b)n = an.bn Lema 2.5: Sejam a e b dois n´umeros naturais com a > 1. Ent˜ao existe um n´umero natural n tal que an > b
  • 8.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Outline 1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia 2 Binˆomio de Newton 3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
  • 9.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Binˆomio de Newton Considere a express˜ao (1 + X)n , onde X ´e uma indeterminada e n um n´umero natural. O desenvolvimento dessa potˆencia ´e um polinˆomio de grau n em X cujos coeficientes s˜ao n´umeros naturais: (1 + X)n = a0 + a1X + a2X2 + ... + an−1Xn−1 + anXn O coeficiciente ai , i = 0, ..., n, ser´a denotado pelo s´ımbolo ai = n i e ser´a chamado de n´umero binomial Se X = 1 temos a identidade das linhas: 2n = n 0 + n 1 + ... + n n
  • 10.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Binˆomio de Newton Queremos agora determinar f´ormulas expl´ıcitas para esses n´umeros binomiais n 0 = n n = 1 Se i > n, ´e cˆomodo definir n i = 0 Relac¸ ˜ao de Stifel Lema 2.6: Para todo n ∈ N e todo i ∈ N ∪ {0}, tem-se que n i + n i + 1 = n + 1 i + 1
  • 11.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Binˆomio de Newton Lema 2.7: Para todos n, i ∈ N, com 1 ≤ i ≤ n, tem-se que i! n i = n(n − 1)...(n − i + 1) Segue-se da´ı que, para n, i ∈ N com 1 ≤ i ≤ n, vale a seguinte f´ormula para os coeficientes binomiais n i = n(n − 1)...(n − i + 1) i! = n! i!(n − i)! Note que os termos extremos nas igualdades acima tˆem sentido e s˜ao iguais quando i = 0 Da f´ormula acima, decorre imediatamente, para todo n ∈ N e todo i com 0 ≤ i ≤ n, a seguinte identidade fundamental: n i = n n − i
  • 12.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Binˆomio de Newton Binˆomio de Newton Teorema 2.8: Sejam a e b n´umeros reais e seja n ∈ N. Tem-se que (a + b) n = a n + n 1 a n−1 b + n 2 a n−2 b 2 + ... + n n − 1 ab n−1 + b n Corol´ario 2.9: Sejam a e b n´umeros reais e seja n ∈ N. Tem-se que (a − b) n = a n − n 1 a n−1 b + n 2 a n−2 b 2 + ... + (−1) n−1 n n − 1 ab n−1 + (−1) n b n
  • 13.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Outline 1 Definic¸ ˜ao por Recorrˆencia 2 Binˆomio de Newton 3 Aplicac¸ ˜oes L´udicas
  • 14.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas A Torre de Han´oi Exemplo 2.11: A Torre de Han´oi e o Fim do Mundo O jogo consiste de n discos de diˆametros distintos com um furo no seu centro e uma base onde est˜ao fincadas trˆes hastes. Numa das hastes est˜ao enfiados os discos de modo que nenhum disco esteja sobre um outro de diˆametro menor O jogo consiste em transferir a pilha de discos para uma outra haste deslocando um disco de cada vez, de modo que, a cada passo, seja observada a regra de que nenhum disco esteja acima de um de raio menor 1 O jogo tem soluc¸ ˜ao para cada n ∈ N? 2 Caso afirmativo, qual ´e o n´umero m´ınimo jn de movimentos para resolver o problema com n discos?
  • 15.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas O Enigma do Cavalo de Alexandre, o Grande Exemplo 2.12: O Enigma do Cavalo de Alexandre, o Grande Num mosaico romano, Buc´efalo, o cavalo de Alexandre, o Grande, ´e representado como um fogoso corcel cor de bronze. Nesse exemplo vamos “provar” que isso ´e uma fal´acia
  • 16.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas O Problema da Moeda Falsa Exemplo 2.12: O Problema da Moeda Falsa Tem-se 2n moedas, sendo uma delas falsa, com peso menor do que as demais. Disp˜oe-se de uma balanc¸a de dois pratos, mas sem nenhum peso. Vamos mostrar, por induc¸ ˜ao sobre n, que ´e poss´ıvel achar a moeda falsa com n pesagens
  • 17.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Os Coelhos de Fibonacci Exemplo 2.12: Os Coelhos de Fibonacci Problema proposto e resolvido por Leonardo de Pisa em seu livro, Liber Abacci, de 1202: Quot paria coniculorum in uno anno ex uno pario germinentur Obra respons´avel pela introduc¸ ˜ao na Europa do sistema de numerac¸ ˜ao indo-ar´abico e pelo posterior desenvolvimento da ´algebra e da aritm´etica no ocidente Um casal de coelhos rec´em-nascidos foi posto em um lugar cercado. Determinar quantos casais de coelhos ter-se-˜ao ap´os um ano, supondo que, a cada mˆes, um casal de coelhos produz outro casal e que um casal comec¸a a procriar dois meses ap´os o seu nascimento
  • 18.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Os Coelhos de Fibonacci Se denotarmos o n´umero de coelhos existentes no n-´esimo mˆes por un, temos, ent˜ao, que un = un−1 + un−2, u1 = u2 = 1 Tais relac¸ ˜oes definem por recorrˆencia, uma sequˆencia de n´umeros naturais, chamada de sequˆencia de Fibonacci, cujos elementos, chamados de n´umeros de Fibonacci, possuem propriedades aritm´eticas not´aveis
  • 19.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Aplicac¸ ˜oes L´udicas Quando ´e dada uma recorrˆencia, um problema importante ´e determinar uma f´ormula para o termo geral da sequˆencia sem recorrer aos termos anteriores. No caso da sequˆencia de Fibonacci, existe uma f´ormula chamada f´ormula de Binet, que apresentamos a seguir F´ormula de Binet Proposic¸ ˜ao 2.15: Para todo n ∈ N, tem-se que un = 1+ √ 5 2 n − 1− √ 5 2 n √ 5
  • 20.
    Definic¸ ˜ao porRecorrˆencia Binˆomio de Newton Aplicac¸ ˜oes L´udicas Aplicac¸ ˜oes L´udicas A fim de evitar ter que fazer restric¸ ˜oes sobre os ´ındices nas f´ormulas envolvendo n´umeros de Fibonacci, convencionaremos que u0 = 0 Proposic¸ ˜ao 2.16: Para todo par de n´umeros n e m, temos que un+m = unum+1 + un−1um