Gabarito
                              Prova de 3o Ano – 3ª Fase

1.
      a) Colisão entre    A e C perfeitamente inelástica
      (i)       Pela conservação da quantidade de movimento:

                • antes da colisão (em módulo) → Qi = (M A + M B + Barra ) v = 4 × 3

                • depois da colisão (em módulo) →    Q f = (M A + M B + Barra + M C ) v1 = 6v1
Então:
r    r
Qi = Q f → 12 = 6v1 ⇒ v1 = 2 m s .

         Colisão entre C e D perfeitamente elástica

         (ii)   Pela conservação da quantidade de movimento:

                • antes da colisão (em módulo) → Qi    = (M A + M B + Barra + M C ) v1 = 6 × 2

                • depois da colisão (em módulo) → Q f   = Mv2 + M D v3 = 6v 2 + 2v3

com M       = (M A + M B + Barra + M C )

Então:
r    r
Qi = Q f → 12 = 6v 2 + 2v3 ⇒ 6 = 3v 2 + v3 .                                                      (1)


Como há duas velocidades ( v 2 e v3 ) a determinar, é preciso obter uma segunda relação entre v 2 e
v3 . Essa relação é obtida usando a conservação da energia, ou seja:
                                        1         1
             • antes da colisão → E i = M v1 = × 6 × 4 = 12
                                              2

                                        2         2

                                               1        1        1         1
                • depois da colisão →   Ef =     M v 2 + M D v3 = × 6 v 2 + × 2 v3 = 3 v 2 + v3
                                                     2        2         2        2       2    2

                                               2        2        2         2
Assim:

E i = E f ⇒ 12 = 3v 2 + v3
                    2    2
                                                                                                       (2)

Da relação (1) segue que        v3 = 6 − 3v 2 (3). Substituindo (3) em (2), teremos:

12 = 3v 2 + (6 − 3v 2 ) ⇒ 12v 2 − 36v 2 + 24 = 0
        2                  2  2



v 2 − 3v 2 + 2 = 0
  2
                                                                                                       (4)
Resolvendo a equação (4), segue que:

v 2+ = 2 m s e v 2− = 1 m s .                                                                          (5)

Usando o valor de v 2+ em (3), obtém-se

v 3+ = 0                                                                                               (6)

e, para v 2 − , chega-se a

v 3− = 3 m s .                                                                                         (7)

A solução fisicamente aceitável é a (7) uma vez que, após o choque, o carrinho                   D fica em
movimento.


           Colisão entre D e B perfeitamente inelástica
           (iii)    Pela conservação da quantidade de movimento:

                   • antes da colisão (em módulo) → Qi = M v 2− + M D v3− = 6 × 1 + 2 × 3 = 12

                   • depois da colisão (em módulo) → Q f = (M + M D ) v 4 = (6 + 2 ) v 4

Então:
r    r
Qi = Q f → 12 = 8v 4 ⇒ v 4 = 1,5 m s .

Resposta: a velocidade final do sistema é 1,5 m s .

      b) Colisão entre A e C perfeitamente inelástica

         (i)       Esta situação é a mesma do item (i) da parte (a) . Assim, tem-se que v1 , a velocidade

                   de M = (M A + M B + Barra + M C ) = 6kg , é igual a 2 m s .

         Colisão entre C e D também perfeitamente inelástica
         (ii) Pela conservação da quantidade de movimento:


                   • antes da colisão (em módulo) → Qi = M v1 = 6 × 2

                   • depois da colisão (em módulo) → Q f = (M + M D ) v f = (6 + 2 )v f = 8v f

Então:
r    r
Qi = Q f → 12 = 8v f ⇒ v f = 1,5 m s .
Resposta: A velocidade final do sistema é v = 1,5 m s , ou seja, a mesma do item (a).
Explicação: em todas as colisões que ocorrem no processo, há conservação da quantidade de
movimento e o sistema final, nas duas situações analisadas, tem a mesma massa.
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2.
             a) (i) Sabendo que     f é a freqüência de oscilação da onda, tem-se:
             λ f =v    e    ω = 2π f                                                                       (1)
             (ii) Da relação apresentada no enunciado do problema segue que
               βv =ω         ⇒     βλ f = ω      ⇒       βλ f = 2π f
ou seja
                  2π
             λ=
                  β
Usando o valor de          β , obtido da equação que descreve a onda, tem-se:
        2π π
λ=         = m
         4  2
                                                    π
Resposta: O comprimento da onda é              λ=        m = 1,57 m .
                                                     2
b) Em t = t 0 = 0 , tem-se
             y = 10 cos 4 z
Considerando os pontos z = 0 , z = λ 4 , z =              λ 2, 3λ 4, e z = λ   segue que::
     (i)     para z = 0 ,   y = 10 ;
     (ii)    para z =   λ 4 , y = 10 cos(4λ 4)           ⇒     y = 10 cos λ = 10 cos (π 2) = 0 ;
     (iii)   para z =   λ 2 , y = 10 cos(4 λ 2)           ⇒     y = 10 cos 2λ = 10 cos π = −10 ;
     (iv) para z = 3λ 4 , y = 10 cos( 4 × 3λ 4)               ⇒     y = 10 cos(3λ ) = 10 cos(3π 2) = 0 ;
     (v) para z = λ ,        y = 10 cos(4λ )     ⇒        y = 10 cos(4 π 2) = 10 cos 2π = 10




                                           Fig. 1
c) Após um tempo Δ t a onda caminha uma distância:

Δ z = v Δt             ⇒         Δ z = 10 6 × 0,523 × 10 −6 = 0,523 m
π
Como    λ=        m ≈ 1,5707 m , logo
              2
        λ
Δz =
        3
Solução alternativa:
                            −6
Em t = t1 = 0 ,523 × 10          s , tem-se:

          ⎛       2π ⎞
y = 10 cos⎜ 4 z −   t⎟                                                                                       (1)
          ⎝       T ⎠
Como λ f = v , segue que:
 λ         1 v 10 6 2 × 10 6
   =v ⇒ = =                 =
 T         T λ π 2             π
Então, substituindo 1 T em (1), obtém-se:
              (
y = 10 cos 4 z − 4 × 10 6 t ,    )
                                 −6       1,57          λ
e, usando t = 0 ,523 × 10             =        × 10 −6 = × 10 −6 s , chega-se a:
                                            3           3
          ⎛       4λ ⎞
y = 10 cos⎜ 4 z −    ⎟                                                                                             (2)
          ⎝        3 ⎠
Considerando, por exemplo, o ponto A da figura 01(lembre-se que esse ponto corresponde ao

argumento do cosseno nulo), tem-se que ele, no instante t = λ 3 × 10
                                                                                   −6
                                                                                        s , encontrar-se-á em:
        4λ        λ
 4z −      =0 ⇒ z= ,
         3        3
ou seja, a onda terá se deslocado de             λ 3.
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3.
        a) Pela Lei de Coulomb tem-se, em módulo:
        (i) força entre a carga em           A e a carga em a :
                    5kQ 2
            FAa =                                                                                                  (1)
                     D2
        (ii) força entre a carga em           B e a carga em b :
                    6kQ 2
            FBb =                                                                                                  (2)
                     D2
Isolando a haste AB e indicando as forças que atuam sobre ela, tem-se (veja
T



                              A              H                                     B
                                                                   mg

                               F Aa              P = Mg

                                                                             FBb


                                                          Fig. 2


        (iii) Como o sistema está em equilíbrio, o momento resultante é nulo ( M R = 0 ). Calculando o

momento em relação ao ponto O , obtém-se:

        FAa .AO + Mg . HO = FBb .BO ,                                                         (3)

e, substituindo em (3) as expressões (1) e (2), e as distâncias AO = L 2 , HO = L 3 e BO = L 2 ,
chega-se a:

5kQ 2 L      L 6kQ 2 L
     . + Mg . =     .
 D2 2        3  D2 2
    L kQ 2 L
Mg . = 2 .
    3  D 2
        3 kQ 2
M =                                                                                          (4)
       2g D 2
        b) De (4) segue que:

       2 gD 2
Q2 =          M
         3k
e, substituindo as variáveis pelos valores do problema, tem-se:
       0,3072 × 0,1
Q2 =                = 0,1024 × 10 −10 ,
         3 × 10 9

                        −6
ou seja, Q = 3,2 × 10        C . Como 1e = 1,6 ×10 −19 C , obtém-se:
Q = 2 × 1013 cargas elementares.
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4.
        a) O campo gerado pela espira A no ponto P , será:
                           r
        r    μ 0 iR 2      k
        BA =                                                                                        (1)
                2       (
                      z2 + R2         )
                                      3/ 2



O campo gerado pela espira D no ponto P , será:
r
            r    μ 0 iR 2      k
            BD =
                                   [                             ]
                                                                                                                                                       (2)
                    2 (l − z )2 + R 2                            3/ 2



Daí, o campo total no ponto                      P será a superposição dos dois campos, ou seja:
            r r       r   μ iR 2                      ⎧
                                                      ⎪          1                                    1   ⎫r
                                                                                                          ⎪
            B = B A + BD = 0                          ⎨                                  +           3/ 2 ⎬
                                                            [                     ]
                                                                                                            k.                                        (3)
                            2                         ⎪ (l − z )2 + R 2
                                                      ⎩
                                                                                  3/ 2
                                                                                             (
                                                                                             z2 + R2      )
                                                                                                          ⎪
                                                                                                          ⎭
            b) Se l diminui, com P fixo, ou seja, se as duas espiras forem colocadas mais próximas, o

valor do campo total começará a crescer porque o termo                                               [(l − z )   2
                                                                                                                     + R2   ]
                                                                                                                            3/ 2
                                                                                                                                   diminui, atinge um valor

máximo em               l = z e, em seguida, para 0 < l < z , começa a diminuir porque o temo

[(l − z )   2
                + R2   ]3/ 2
                               aumenta. Quando l tende a zero o campo total aproxima-se do campo de uma
bobina com duas espiras, já que:

            r μ iR 2            ⎧
                                ⎪    1                                        1       ⎫r
                                                                                      ⎪      μ 0 iR 2      r
            B= 0                ⎨ 2                             +                3/ 2 ⎬
                                                                                        k=                 k
                 2              ⎪  (
                                ⎩ z +R
                                       2
                                                    )   3/ 2
                                                                     (   z2 + R2  )   ⎪
                                                                                      ⎭          (
                                                                                           z2 + R2
                                                                                                      3/ 2
                                                                                                                     )
            c) (i) Se l = 0 e z ≠ 0 , tem-se:

            r              μ 0 iR 2          r
            B=                               k
                   (z   2
                            + R2   )  3/ 2


            (ii) Se l = 0 e z = 0 tem-se, de (3):

            r μ i R2             ⎧ 1
                                 ⎪           1 ⎫ r μ0 i r
                                                   ⎪
            B= 0                 ⎨ 2 3/ 2 + 2 3/ 2 ⎬ k =   k
                 2               ⎪R
                                 ⎩ ( )     R       ⎪
                                                   ⎭
                                                         R( )
que é duas vezes o campo no centro de uma espira circular de raio                                                        R , percorrida por uma corrente
elétrica    i (lembre-se que o campo no centro de uma espira de raio R , percorrida por uma corrente
                                                 μ0 i           2π ×10 −7 × i
                                                                              , onde μ 0 = 4π × 10 N A )
                                                                                                  −7
elétrica i , tem módulo B =                               =                                           2

                                                 2R                  R
(iii) Se l = z e z ≠ 0 , obtém-se:

            r μ 0 iR 2          ⎧ 1
                                ⎪              1                                ⎫r
                                                                                ⎪
            B=                  ⎨ 2 3/ 2 + 2                               3/ 2 ⎬
                                                                                  k,
                 2              ⎪R
                                ⎩  ( )     z + R2       (                 )     ⎪
                                                                                ⎭
ou,
            r μ 0i r     μ 0iR 2                                r
            B=     k+                                           k,
               2R     2 z2 + R2       (               ) 3/ 2


isto é, tem-se como campo resultante a adição do vetor campo magnético no centro de uma espira
circular de raio R , percorrida por uma corrente elétrica                                        i (no caso a espira D ) e o campo em P
gerado pela espira no plano                      xy , percorrida pela corrente i .
_________________________________________________________________________________
Tf          300
5. O rendimento de uma máquina de Carnot é obtido por               ηC = 1 −        = 1−       , ou seja η C = 0,5 .
                                                                               Tq          600
Como a máquina do problema tem rendimento 20% menor, logo                  η = 0,4 .
a) De acordo com o enunciado, o fluxo de calor proveniente da fonte quente, que penetra na máquina
é numericamente igual ao de uma barra submetida a uma diferença de temperatura de 500 K, ou
seja:
ΔQq             ΔT                ΔQq                     500              ΔQq
        =kA                ⇒                = 50 × 2 ×             ⇒                = 500 kW
 Δt              l                 Δt                     0,1               Δt
                                                                Δτ
O rendimento de uma máquina é definido como               η=         , onde Δτ é o trabalho realizado.
                                                                ΔQ q

          Δτ    ΔQ q
Assim,       =η      , ou seja, a potência da máquina é:
          Δt     Δt
        Δτ
P=         = 200 kW
        Δt

          b) Em uma máquina térmica, o calor rejeitado para a fonte fria é:
                                  ΔQ f          ΔQq       Δτ            ΔQ q
ΔQ f = ΔQq − Δτ            ⇒                =         −      = (1 − η )
                                   Δt            Δt       Δt             Δt
         ΔQ f
Logo,           = 300 kJ / s
          Δt
A quantidade de calor rejeitada em 10 minutos (= 600 s) será:

ΔQ f = 300 × 103 × 600            ⇒             ΔQ f = 1,8 ×108 J

A quantidade de calor necessária para elevar uma massa m de gelo de                   T0 = −20o C até 0 o C e em
seguida derrete-la, é:
ΔQ f = m c g (T − To ) + m L ,

onde    c g = 2100 J /(kg 0C ) é o calor específico do gelo e L = 330 kJ / kg é o calor de fusão do
gelo. Assim,

                (
1,8 × 108 = m 2100 × 20 + 330 ×10 3     )
Resulta   m = 483,9 kg

 Observação: Por engano da comissão de provas, os valores do calor específico cg e do calor de
 fusão L do gelo não foram fornecidos. Desta forma, foi atribuída pontuação total ao aluno que
 resolveu corretamente a questão, mas não apresentou o resultado numérico final.

_________________________________________________________________________________
6.
             a) Se o processo A → B é isobárico, a pressão no estado B é igual ao do estado A, isto é

PB = PA = 32 ×105 N /m 2 . O volume do gás em B, de acordo com o enunciado é VB = 2 m 3 .
                                                                                              1

                                                         γ       γ                       ⎛P  ⎞γ
Como o processo B            → C é adiabático, então PB VB = PC VC ⇒                VC = ⎜ B ⎟ VB .
                                                                                         ⎜P ⎟
                                                                                         ⎝ C⎠
                  cp
                                                  VC = (32)3 / 5 VB ⇒
                                       5
Como         γ=        , então   γ=        ⇒                                VC = 16 m 3
                  cv                   3
O diagrama PV será então:



                       A          B
32




 1                                                                      C      3
                                                                            V(m )
     0             1,0           2,0                               16,0


                                                         Fig. 03

             b) o trabalho na expansão A → C será:

Δτ = Δτ AB + Δτ BC
         •   O trabalho no processo isobárico A → B é

Δτ AB = PA (VB − V A )                     Δτ AB = 32× 10 5 J
         •   No processo adiabático B → C o trabalho é:

Δτ BC =
              1
                  (PC VC − PB VB )
             1− γ

Δτ BC =
               1
                    (1×16 − 32 × 2)×105 = 72 ×105 J
             1− 5 3
         •   O trabalho total será, portanto:

Δτ = 104× 10 5 J


             c) A variação da energia interna total será    ΔU AC = ΔU AB + ΔU BC
Da primeira lei da termodinâmica, teremos:
             ΔU = ΔQ − Δτ                                                    (1)

         •   Como o processo A → B é isobárico, então:
ΔU AB = n C p ΔT − PΔV
Usando a equação dos gases ideais, PV = nRT e usando o fato de que a pressão se mantém

                                P ΔV
constante, teremos:    ΔT =          , de forma que:
                                 nR
        ⎛ Cp ⎞         C
        ⎜
ΔU AB = ⎜   − 1⎟ P ΔV = v P ΔV , pois C p = Cv + R
               ⎟
        ⎝ R    ⎠        R

Mas P ΔV = PA (VB − V A ) = τ AB

                3
Como     Cv =     R , então
                2
       3
ΔU AB = τ AB = 48 ×10 5 J
       2
     •   O processo B → C é adiabático, de forma que            ΔQ = 0 . Assim, de (1) deve-se ter:
ΔU BC = −Δτ BC = −72× 10 5 J
     •   A variação da energia interna em todo processo será:

ΔU AC = −24×10 5 J
_________________________________________________________________________________


7.


                                             α

                                                      x
                                                              h’
                                    n                     α           h
                                                  θ

                                                      x
                                                      Fig. 04
                                        x
Da figura observa-se que      tgα =          ⇒   x = h' tgα
                                        h'
                                x
Temos também que        tgθ =                ⇒            x = h tgθ
                                h
onde h e h’ são respectivamente a profundidade e a profundidade aparente da moeda. Assim
                                                      tgα      senα cosθ
h tgθ = h' tgα                          ⇒    h = h'       = h'
                                                      tgθ      cosα senθ
Usando a lei da refração      n senθ = senα , teremos:
cosθ        1 − sen 2θ                                  n 2 − sen 2α
h = h' n        = h' n                       ⇒           h = h'                     (1)
           cosα         cosα                                          cosα

Quando o carro acelera, a superfície da água inclina de um ângulo φ em relação ao nível horizontal.


                                         α



                                                 θ                 h”        φ
                                n                          h            hi


                                                      Fig. 05


A moeda estará agora a uma profundidade          hi = h cos φ e a profundidade aparente será h" . Como o
ângulo de observação é o mesmo ( α ), então:

            n 2 − sen 2α
hi = h"                                                                                             (2)
               cos α
Dividindo a equação (2) por (1), obtemos:
hi h"                      h cos φ h"
  =               ⇒               =
h h'                          h     h'
Como   h"= 25 3 cm e h'= 50 cm

                       3
obtemos    cos φ =                  ⇒        φ = 30 0
                      2

                                                                    nível inicial
                                         φ                 O
                                                     a
                                                           φ   g
                                                     gef
                                                      Fig. 06
Considere uma pequena porção de água. Como o caminhão acelera para a direita, então, em um
referencial fixo no caminhão, devido à inércia, essa pequena porção de água sofrerá uma aceleração
para a esquerda. Contudo, devido à presença do campo gravitacional, essa massa estará submetida
                          r                                   r r
à uma aceleração total    g ef , que é a soma vetorial entre a e g .
                                                            r
          A superfície da água deve ser perpendicular à g ef , pois se isto não ocorresse, dois pontos à

mesma profundidade (em relação à linha d’água) estariam com pressões diferentes e
consequentemente haveria um fluxo de líquido entre eles. Realmente isto ocorre durante um curto
intervalo de tempo, mas na situação estacionária o fluxo cessa, de modo que as pressões são as
mesmas.
          A nova linha d’água é obtida girando o nível inicial em torno de um eixo que passa pelo
centro deste nível (ponto O da figura), pois a massa de água deslocada abaixo da linha d’água inicial
deve ser igual à massa deslocada acima desta linha. Assim, como a moeda está na parte central do
tanque, sua distancia até o ponto O não é alterada.
                                                            a
          Por fim, da figura podemos ver que       tg φ =     .
                                                            g

Assim   a = g tg30 0

                             3
Resulta            a=          g
                            3
_________________________________________________________________________________


8.
     a) Na região do visível: de        λ f = c , segue que:
     (i) limite inferior (em freqüência):    0,7 × 10 −6 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 4,3 × 1014 Hz

     (ii) limite superior (em freqüência):     0,4 × 10 −6 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 7 ,5 × 1014 Hz
Daí tem-se para a energia dos fótons:

     (i) limite inferior:   Ei = hf = 6,62 × 10 −34 × 4,3 × 1014 = 28,46 × 10 −20 J

Usando que    1 eV = 1,6 × 10 −19 J , obtém-se:
          Ei = 1,80 eV


     (ii) limite superior:    E s = hf = 6 ,62 × 10 −34 × 7 ,5 × 1014 = 49,65 × 10 −20 J ,ou seja,
          E s = 3,1eV .


Assim, a energia dos fótons na região do visível varia da ordem de               1,80 eV a 3,1 eV .
Para uma onda de rádio de comprimento              λ = 310 m , tem-se
310 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 0,968 × 10 6 Hz
e o fóton terá energia:

E = hf = 6,62 × 10 −34 × 0,968 × 10 6 = 6,41×10 −28 J
e, fazendo a mudança de unidade:

E = 4 ,0 × 10 −9 eV .

          b) Como a energia de um fóton de        λ = 310 m                 −9
                                                                  é 4 ,0 × 10 eV , para se ter   40 eV precisa-
se de   1010 fótons.
c) De     λ f = c , segue que:
     hc 6,62 × 10 −34 × 3 × 10 8
λ=      =                        J ×s×m s
     hf          Ef

   1,99 × 10 −25
λ=               J .m                                                                                (1)
        Ef
                                                                                            0
                          −19
Como 1 eV = 1,6 × 10            J , segue que 1J = 6 ,25 × 1018 eV e, sabendo que 1m = 1010 A , tem-se

     1,99 × 10 −25 × 6,25 × 1018 × 1010      o   1,24 × 10 4      o
λ=                                      eV . A =             eV . A
                     Ef                              Ef
ou seja, a expressão que dará o comprimento de onda              λ   em angstroms com a energia E em
elétron-volts é

       1,24 × 10 4
λ ==               .
           E

Obf2007 3 fase_3serie_teorica_gabarito

  • 1.
    Gabarito Prova de 3o Ano – 3ª Fase 1. a) Colisão entre A e C perfeitamente inelástica (i) Pela conservação da quantidade de movimento: • antes da colisão (em módulo) → Qi = (M A + M B + Barra ) v = 4 × 3 • depois da colisão (em módulo) → Q f = (M A + M B + Barra + M C ) v1 = 6v1 Então: r r Qi = Q f → 12 = 6v1 ⇒ v1 = 2 m s . Colisão entre C e D perfeitamente elástica (ii) Pela conservação da quantidade de movimento: • antes da colisão (em módulo) → Qi = (M A + M B + Barra + M C ) v1 = 6 × 2 • depois da colisão (em módulo) → Q f = Mv2 + M D v3 = 6v 2 + 2v3 com M = (M A + M B + Barra + M C ) Então: r r Qi = Q f → 12 = 6v 2 + 2v3 ⇒ 6 = 3v 2 + v3 . (1) Como há duas velocidades ( v 2 e v3 ) a determinar, é preciso obter uma segunda relação entre v 2 e v3 . Essa relação é obtida usando a conservação da energia, ou seja: 1 1 • antes da colisão → E i = M v1 = × 6 × 4 = 12 2 2 2 1 1 1 1 • depois da colisão → Ef = M v 2 + M D v3 = × 6 v 2 + × 2 v3 = 3 v 2 + v3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
  • 2.
    Assim: E i =E f ⇒ 12 = 3v 2 + v3 2 2 (2) Da relação (1) segue que v3 = 6 − 3v 2 (3). Substituindo (3) em (2), teremos: 12 = 3v 2 + (6 − 3v 2 ) ⇒ 12v 2 − 36v 2 + 24 = 0 2 2 2 v 2 − 3v 2 + 2 = 0 2 (4) Resolvendo a equação (4), segue que: v 2+ = 2 m s e v 2− = 1 m s . (5) Usando o valor de v 2+ em (3), obtém-se v 3+ = 0 (6) e, para v 2 − , chega-se a v 3− = 3 m s . (7) A solução fisicamente aceitável é a (7) uma vez que, após o choque, o carrinho D fica em movimento. Colisão entre D e B perfeitamente inelástica (iii) Pela conservação da quantidade de movimento: • antes da colisão (em módulo) → Qi = M v 2− + M D v3− = 6 × 1 + 2 × 3 = 12 • depois da colisão (em módulo) → Q f = (M + M D ) v 4 = (6 + 2 ) v 4 Então: r r Qi = Q f → 12 = 8v 4 ⇒ v 4 = 1,5 m s . Resposta: a velocidade final do sistema é 1,5 m s . b) Colisão entre A e C perfeitamente inelástica (i) Esta situação é a mesma do item (i) da parte (a) . Assim, tem-se que v1 , a velocidade de M = (M A + M B + Barra + M C ) = 6kg , é igual a 2 m s . Colisão entre C e D também perfeitamente inelástica (ii) Pela conservação da quantidade de movimento: • antes da colisão (em módulo) → Qi = M v1 = 6 × 2 • depois da colisão (em módulo) → Q f = (M + M D ) v f = (6 + 2 )v f = 8v f Então: r r Qi = Q f → 12 = 8v f ⇒ v f = 1,5 m s .
  • 3.
    Resposta: A velocidadefinal do sistema é v = 1,5 m s , ou seja, a mesma do item (a). Explicação: em todas as colisões que ocorrem no processo, há conservação da quantidade de movimento e o sistema final, nas duas situações analisadas, tem a mesma massa. _____________________________________________________________________________________________________ 2. a) (i) Sabendo que f é a freqüência de oscilação da onda, tem-se: λ f =v e ω = 2π f (1) (ii) Da relação apresentada no enunciado do problema segue que βv =ω ⇒ βλ f = ω ⇒ βλ f = 2π f ou seja 2π λ= β Usando o valor de β , obtido da equação que descreve a onda, tem-se: 2π π λ= = m 4 2 π Resposta: O comprimento da onda é λ= m = 1,57 m . 2 b) Em t = t 0 = 0 , tem-se y = 10 cos 4 z Considerando os pontos z = 0 , z = λ 4 , z = λ 2, 3λ 4, e z = λ segue que:: (i) para z = 0 , y = 10 ; (ii) para z = λ 4 , y = 10 cos(4λ 4) ⇒ y = 10 cos λ = 10 cos (π 2) = 0 ; (iii) para z = λ 2 , y = 10 cos(4 λ 2) ⇒ y = 10 cos 2λ = 10 cos π = −10 ; (iv) para z = 3λ 4 , y = 10 cos( 4 × 3λ 4) ⇒ y = 10 cos(3λ ) = 10 cos(3π 2) = 0 ; (v) para z = λ , y = 10 cos(4λ ) ⇒ y = 10 cos(4 π 2) = 10 cos 2π = 10 Fig. 1 c) Após um tempo Δ t a onda caminha uma distância: Δ z = v Δt ⇒ Δ z = 10 6 × 0,523 × 10 −6 = 0,523 m
  • 4.
    π Como λ= m ≈ 1,5707 m , logo 2 λ Δz = 3 Solução alternativa: −6 Em t = t1 = 0 ,523 × 10 s , tem-se: ⎛ 2π ⎞ y = 10 cos⎜ 4 z − t⎟ (1) ⎝ T ⎠ Como λ f = v , segue que: λ 1 v 10 6 2 × 10 6 =v ⇒ = = = T T λ π 2 π Então, substituindo 1 T em (1), obtém-se: ( y = 10 cos 4 z − 4 × 10 6 t , ) −6 1,57 λ e, usando t = 0 ,523 × 10 = × 10 −6 = × 10 −6 s , chega-se a: 3 3 ⎛ 4λ ⎞ y = 10 cos⎜ 4 z − ⎟ (2) ⎝ 3 ⎠ Considerando, por exemplo, o ponto A da figura 01(lembre-se que esse ponto corresponde ao argumento do cosseno nulo), tem-se que ele, no instante t = λ 3 × 10 −6 s , encontrar-se-á em: 4λ λ 4z − =0 ⇒ z= , 3 3 ou seja, a onda terá se deslocado de λ 3. _________________________________________________________________________________ 3. a) Pela Lei de Coulomb tem-se, em módulo: (i) força entre a carga em A e a carga em a : 5kQ 2 FAa = (1) D2 (ii) força entre a carga em B e a carga em b : 6kQ 2 FBb = (2) D2 Isolando a haste AB e indicando as forças que atuam sobre ela, tem-se (veja
  • 5.
    T A H B mg F Aa P = Mg FBb Fig. 2 (iii) Como o sistema está em equilíbrio, o momento resultante é nulo ( M R = 0 ). Calculando o momento em relação ao ponto O , obtém-se: FAa .AO + Mg . HO = FBb .BO , (3) e, substituindo em (3) as expressões (1) e (2), e as distâncias AO = L 2 , HO = L 3 e BO = L 2 , chega-se a: 5kQ 2 L L 6kQ 2 L . + Mg . = . D2 2 3 D2 2 L kQ 2 L Mg . = 2 . 3 D 2 3 kQ 2 M = (4) 2g D 2 b) De (4) segue que: 2 gD 2 Q2 = M 3k e, substituindo as variáveis pelos valores do problema, tem-se: 0,3072 × 0,1 Q2 = = 0,1024 × 10 −10 , 3 × 10 9 −6 ou seja, Q = 3,2 × 10 C . Como 1e = 1,6 ×10 −19 C , obtém-se: Q = 2 × 1013 cargas elementares. _________________________________________________________________________________ 4. a) O campo gerado pela espira A no ponto P , será: r r μ 0 iR 2 k BA = (1) 2 ( z2 + R2 ) 3/ 2 O campo gerado pela espira D no ponto P , será:
  • 6.
    r r μ 0 iR 2 k BD = [ ] (2) 2 (l − z )2 + R 2 3/ 2 Daí, o campo total no ponto P será a superposição dos dois campos, ou seja: r r r μ iR 2 ⎧ ⎪ 1 1 ⎫r ⎪ B = B A + BD = 0 ⎨ + 3/ 2 ⎬ [ ] k. (3) 2 ⎪ (l − z )2 + R 2 ⎩ 3/ 2 ( z2 + R2 ) ⎪ ⎭ b) Se l diminui, com P fixo, ou seja, se as duas espiras forem colocadas mais próximas, o valor do campo total começará a crescer porque o termo [(l − z ) 2 + R2 ] 3/ 2 diminui, atinge um valor máximo em l = z e, em seguida, para 0 < l < z , começa a diminuir porque o temo [(l − z ) 2 + R2 ]3/ 2 aumenta. Quando l tende a zero o campo total aproxima-se do campo de uma bobina com duas espiras, já que: r μ iR 2 ⎧ ⎪ 1 1 ⎫r ⎪ μ 0 iR 2 r B= 0 ⎨ 2 + 3/ 2 ⎬ k= k 2 ⎪ ( ⎩ z +R 2 ) 3/ 2 ( z2 + R2 ) ⎪ ⎭ ( z2 + R2 3/ 2 ) c) (i) Se l = 0 e z ≠ 0 , tem-se: r μ 0 iR 2 r B= k (z 2 + R2 ) 3/ 2 (ii) Se l = 0 e z = 0 tem-se, de (3): r μ i R2 ⎧ 1 ⎪ 1 ⎫ r μ0 i r ⎪ B= 0 ⎨ 2 3/ 2 + 2 3/ 2 ⎬ k = k 2 ⎪R ⎩ ( ) R ⎪ ⎭ R( ) que é duas vezes o campo no centro de uma espira circular de raio R , percorrida por uma corrente elétrica i (lembre-se que o campo no centro de uma espira de raio R , percorrida por uma corrente μ0 i 2π ×10 −7 × i , onde μ 0 = 4π × 10 N A ) −7 elétrica i , tem módulo B = = 2 2R R (iii) Se l = z e z ≠ 0 , obtém-se: r μ 0 iR 2 ⎧ 1 ⎪ 1 ⎫r ⎪ B= ⎨ 2 3/ 2 + 2 3/ 2 ⎬ k, 2 ⎪R ⎩ ( ) z + R2 ( ) ⎪ ⎭ ou, r μ 0i r μ 0iR 2 r B= k+ k, 2R 2 z2 + R2 ( ) 3/ 2 isto é, tem-se como campo resultante a adição do vetor campo magnético no centro de uma espira circular de raio R , percorrida por uma corrente elétrica i (no caso a espira D ) e o campo em P gerado pela espira no plano xy , percorrida pela corrente i . _________________________________________________________________________________
  • 7.
    Tf 300 5. O rendimento de uma máquina de Carnot é obtido por ηC = 1 − = 1− , ou seja η C = 0,5 . Tq 600 Como a máquina do problema tem rendimento 20% menor, logo η = 0,4 . a) De acordo com o enunciado, o fluxo de calor proveniente da fonte quente, que penetra na máquina é numericamente igual ao de uma barra submetida a uma diferença de temperatura de 500 K, ou seja: ΔQq ΔT ΔQq 500 ΔQq =kA ⇒ = 50 × 2 × ⇒ = 500 kW Δt l Δt 0,1 Δt Δτ O rendimento de uma máquina é definido como η= , onde Δτ é o trabalho realizado. ΔQ q Δτ ΔQ q Assim, =η , ou seja, a potência da máquina é: Δt Δt Δτ P= = 200 kW Δt b) Em uma máquina térmica, o calor rejeitado para a fonte fria é: ΔQ f ΔQq Δτ ΔQ q ΔQ f = ΔQq − Δτ ⇒ = − = (1 − η ) Δt Δt Δt Δt ΔQ f Logo, = 300 kJ / s Δt A quantidade de calor rejeitada em 10 minutos (= 600 s) será: ΔQ f = 300 × 103 × 600 ⇒ ΔQ f = 1,8 ×108 J A quantidade de calor necessária para elevar uma massa m de gelo de T0 = −20o C até 0 o C e em seguida derrete-la, é: ΔQ f = m c g (T − To ) + m L , onde c g = 2100 J /(kg 0C ) é o calor específico do gelo e L = 330 kJ / kg é o calor de fusão do gelo. Assim, ( 1,8 × 108 = m 2100 × 20 + 330 ×10 3 ) Resulta m = 483,9 kg Observação: Por engano da comissão de provas, os valores do calor específico cg e do calor de fusão L do gelo não foram fornecidos. Desta forma, foi atribuída pontuação total ao aluno que resolveu corretamente a questão, mas não apresentou o resultado numérico final. _________________________________________________________________________________
  • 8.
    6. a) Se o processo A → B é isobárico, a pressão no estado B é igual ao do estado A, isto é PB = PA = 32 ×105 N /m 2 . O volume do gás em B, de acordo com o enunciado é VB = 2 m 3 . 1 γ γ ⎛P ⎞γ Como o processo B → C é adiabático, então PB VB = PC VC ⇒ VC = ⎜ B ⎟ VB . ⎜P ⎟ ⎝ C⎠ cp VC = (32)3 / 5 VB ⇒ 5 Como γ= , então γ= ⇒ VC = 16 m 3 cv 3 O diagrama PV será então: A B 32 1 C 3 V(m ) 0 1,0 2,0 16,0 Fig. 03 b) o trabalho na expansão A → C será: Δτ = Δτ AB + Δτ BC • O trabalho no processo isobárico A → B é Δτ AB = PA (VB − V A ) Δτ AB = 32× 10 5 J • No processo adiabático B → C o trabalho é: Δτ BC = 1 (PC VC − PB VB ) 1− γ Δτ BC = 1 (1×16 − 32 × 2)×105 = 72 ×105 J 1− 5 3 • O trabalho total será, portanto: Δτ = 104× 10 5 J c) A variação da energia interna total será ΔU AC = ΔU AB + ΔU BC Da primeira lei da termodinâmica, teremos: ΔU = ΔQ − Δτ (1) • Como o processo A → B é isobárico, então:
  • 9.
    ΔU AB =n C p ΔT − PΔV Usando a equação dos gases ideais, PV = nRT e usando o fato de que a pressão se mantém P ΔV constante, teremos: ΔT = , de forma que: nR ⎛ Cp ⎞ C ⎜ ΔU AB = ⎜ − 1⎟ P ΔV = v P ΔV , pois C p = Cv + R ⎟ ⎝ R ⎠ R Mas P ΔV = PA (VB − V A ) = τ AB 3 Como Cv = R , então 2 3 ΔU AB = τ AB = 48 ×10 5 J 2 • O processo B → C é adiabático, de forma que ΔQ = 0 . Assim, de (1) deve-se ter: ΔU BC = −Δτ BC = −72× 10 5 J • A variação da energia interna em todo processo será: ΔU AC = −24×10 5 J _________________________________________________________________________________ 7. α x h’ n α h θ x Fig. 04 x Da figura observa-se que tgα = ⇒ x = h' tgα h' x Temos também que tgθ = ⇒ x = h tgθ h onde h e h’ são respectivamente a profundidade e a profundidade aparente da moeda. Assim tgα senα cosθ h tgθ = h' tgα ⇒ h = h' = h' tgθ cosα senθ Usando a lei da refração n senθ = senα , teremos:
  • 10.
    cosθ 1 − sen 2θ n 2 − sen 2α h = h' n = h' n ⇒ h = h' (1) cosα cosα cosα Quando o carro acelera, a superfície da água inclina de um ângulo φ em relação ao nível horizontal. α θ h” φ n h hi Fig. 05 A moeda estará agora a uma profundidade hi = h cos φ e a profundidade aparente será h" . Como o ângulo de observação é o mesmo ( α ), então: n 2 − sen 2α hi = h" (2) cos α Dividindo a equação (2) por (1), obtemos: hi h" h cos φ h" = ⇒ = h h' h h' Como h"= 25 3 cm e h'= 50 cm 3 obtemos cos φ = ⇒ φ = 30 0 2 nível inicial φ O a φ g gef Fig. 06 Considere uma pequena porção de água. Como o caminhão acelera para a direita, então, em um referencial fixo no caminhão, devido à inércia, essa pequena porção de água sofrerá uma aceleração para a esquerda. Contudo, devido à presença do campo gravitacional, essa massa estará submetida r r r à uma aceleração total g ef , que é a soma vetorial entre a e g . r A superfície da água deve ser perpendicular à g ef , pois se isto não ocorresse, dois pontos à mesma profundidade (em relação à linha d’água) estariam com pressões diferentes e consequentemente haveria um fluxo de líquido entre eles. Realmente isto ocorre durante um curto
  • 11.
    intervalo de tempo,mas na situação estacionária o fluxo cessa, de modo que as pressões são as mesmas. A nova linha d’água é obtida girando o nível inicial em torno de um eixo que passa pelo centro deste nível (ponto O da figura), pois a massa de água deslocada abaixo da linha d’água inicial deve ser igual à massa deslocada acima desta linha. Assim, como a moeda está na parte central do tanque, sua distancia até o ponto O não é alterada. a Por fim, da figura podemos ver que tg φ = . g Assim a = g tg30 0 3 Resulta a= g 3 _________________________________________________________________________________ 8. a) Na região do visível: de λ f = c , segue que: (i) limite inferior (em freqüência): 0,7 × 10 −6 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 4,3 × 1014 Hz (ii) limite superior (em freqüência): 0,4 × 10 −6 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 7 ,5 × 1014 Hz Daí tem-se para a energia dos fótons: (i) limite inferior: Ei = hf = 6,62 × 10 −34 × 4,3 × 1014 = 28,46 × 10 −20 J Usando que 1 eV = 1,6 × 10 −19 J , obtém-se: Ei = 1,80 eV (ii) limite superior: E s = hf = 6 ,62 × 10 −34 × 7 ,5 × 1014 = 49,65 × 10 −20 J ,ou seja, E s = 3,1eV . Assim, a energia dos fótons na região do visível varia da ordem de 1,80 eV a 3,1 eV . Para uma onda de rádio de comprimento λ = 310 m , tem-se 310 f = 3 × 10 8 ⇒ f = 0,968 × 10 6 Hz e o fóton terá energia: E = hf = 6,62 × 10 −34 × 0,968 × 10 6 = 6,41×10 −28 J e, fazendo a mudança de unidade: E = 4 ,0 × 10 −9 eV . b) Como a energia de um fóton de λ = 310 m −9 é 4 ,0 × 10 eV , para se ter 40 eV precisa- se de 1010 fótons.
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    c) De λ f = c , segue que: hc 6,62 × 10 −34 × 3 × 10 8 λ= = J ×s×m s hf Ef 1,99 × 10 −25 λ= J .m (1) Ef 0 −19 Como 1 eV = 1,6 × 10 J , segue que 1J = 6 ,25 × 1018 eV e, sabendo que 1m = 1010 A , tem-se 1,99 × 10 −25 × 6,25 × 1018 × 1010 o 1,24 × 10 4 o λ= eV . A = eV . A Ef Ef ou seja, a expressão que dará o comprimento de onda λ em angstroms com a energia E em elétron-volts é 1,24 × 10 4 λ == . E