Propedêutica de abdome II
DISCIPLINA DE CLÍNICA
MÉDICA I
2015
Alambert, PA
Exame Físico de
Fígado,Vesícula Biliar e Baço
PROPEDEUTICA DE ABDOME II
Propedêutica Física do Fígado
• INSPEÇÃO
• PALPAÇÃO
• PERCUSSÃO
• AUSCULTA
INSPEÇÃO
• Abaulamento em toda a área de projeção hepática:
hepatomegalias
• Imobilidade respiratória nas grandes hepatomegalias
Hepatomegalia
Palpação
• 1-Palpação “em garra” ou Processo de Mathieu
• 2-Palpação hepática “bimanual” ou Processo de
Lemos Torres
• Objetivo:descrever as características do limite
inferior:borda fina? granulosa? “em saco de batatas?
Cortante?romba? dura? mole? dolorosa? indolor?
Processo de Mathieu
• As mãos paralelas,no abdome,dispostas com os
dedos “em garra”,pesquisando,desde a fossa ilíaca
direita,a borda inferior do fígado durante as
inspirações.
Processo de Mathieu
Processo de Mathieu
Processo de Lemos Torres
• A mão esquerda do examinador é utilizada na tração
anterior enquanto a direita palpa buscando a borda
hepática.
Processo de Lemos Torres
Percussão do Fígado
 1-Delimita o limite superior do fígado (5º EICD)
 2-A macicez absoluta marca o contato direto do fígado com
a parede torácica.
 3-Timpanismo 1:Sinal de Jobertperfuração gastro-
intestinal ou da vesícula biliar.
 4-Timpanismo 2:Inter-posição de uma porção do colo
transverso entre o fígado e o gradeado costal.
 5-Dor à percussão:hepatomegalias ou abscesso hepático
(Sinal de Torres-Homem)
Percussão do Fígado
Ausculta do Fígado
• AtritoInflamação fibrinosa da cápsula de Glisson e
do peritônio correspondente nos processos
inflamatórios ou neoplásicos do parênquima
hepático,ou fazendo parte da peritonite genealizada.
Propedêutica Física da VesículaPropedêutica Física da Vesícula
BiliarBiliar
• INSPEÇÃO
• PALPAÇÃO
INSPEÇÃO DA VESÍCULA
BILIAR
 Normalmente, a vesícula biliar não é visível à
inspeção da parede anterior do abdome.
 A vesícula em condições patológicas é raramente
visível, somente na distensão pronunciada em casos
de empiema,colecistite aguda.Aparece como tumor
móvel com os movimentos respiratórios,ocupando
a situação da sua projeção anatõmica.
Palpação da Vesícula Biliar
• 1-A vesícula normal é impalpável e somente se torna
palpável quando obstruída e distendida pela bile
• 2-Sinal de Murphy
• 3-Lei de Courvoisier-Terrier
Sinal de Murphy
Após expiração, o examinador aprofunda a mão ou o polegar na junção do
Rebordo costal com o reto abdominal e , na inspiração, observa-se se ocorrerá
a parada na inspiração.
Sinal ou regra de Courvoisier-Terrier
 Ocorre quando em um paciente ictérico,ao
palparmos o hipocôndrio direito encontramos uma
massa ovalada ,que é a vesícula biliar distendida que
se torna palpável por efeito de massa de neoplasia
de vias biliares extra-hepáticas- tumores
periampulares (principalmente câncer de cabeça de
pancreas).
 Portanto,a presença de icterícia associada a vesícula
palpável constitui a regra de Courvoisier-Terrier.
Sinal ou regra de Courvoisier-Terrier
Propedêutica Física do Baço
• INSPEÇÃO
• PALPAÇÃO
• PERCUSSÃO
• AUSCULTA
INSPEÇÃO DO BAÇO
• 1-Em condições normais não há abaulamento na área
esplênica
• 2-Nas esplenomegalias o abaulamento no
hipocondrio esquerdo pode extender-se para
epigástrio,flanco esquerdo,região umbilical e até a
fossa ilíaca esquerda.
INSPEÇÃO DO BAÇO
PALPAÇÃO DO BAÇO
• 1-Palpação “em garra” ou Processo de Mathieu-
Cardarelli
• 2-Processo bimanual
• 3-Posição de Schuster
ObjetivoVerificar se o baço é palpável,borda dura?
lisa?mole? Cortante ou romba?dolorosa?
Processo de Mathieu-Cardarelli
O examinador fica à esquerda do paciente;com as mãos “em garra”,, a cada
Inspiração,e a borda do baço será percebida pelas polpas digitais,quando o
Baço estiver aumentado de volume.
Processo bimanual
Posição de Schuster
Percussão do Baço
• O baço não é percutível
• Todo baço que se mostra percutível está aumentado
de volume, o que nem sempre se identifica pela
palpação.
• Portanto,nem todo baço percutível é palpável,porém
todo baço palpável é percutível
Percussão do Baço
AUSCULTA DO BAÇO
• Atrito nas peri-esplenites
Obrigado pela
Atenção!!!
Propedêutica física renal
• PALPAÇÃO RENAL: Normalmente não são
palpáveis, mas podem ser em condições patológicas
como a hidronefrose, rim policístico (geralmente
aumento bilateral) tumores.
Método de Guyon
 Com o paciente em decúbito dorsal, para se
examinar o rim direito põe-se a mão esquerda na
região dorsal tracionando para frente enquanto a
mão direita entra abaixo do rebordo costal durante a
inspiração ao encontro da mão esquerda, tentando
“pegar” o rim entre as duas mãos. Para o rim
esquerdo deve-se passar para o lado esquerdo e
realizar a mesma manobra.
Método de Guyon
Manobra de Israel
• Paciente em decúbito lateral e membros superiores
por a cabeça e rim tentando ser palpado
anteroposteriormente com as duas mãos em pinça
Manobra de Israel
Método de Goelet
• Com o paciente em ortostase, flete-se o joelho do
lado que deseja-lhe palpar, apoiando-se sobre uma
cadeira. A seguir, faz-se uma tração anterior com uma
das mãos enquanto a outra é usada na tentativa de
palpar o polo inferior do rim
Método de Goelet
Teste da hipersensibilidade renalTeste da hipersensibilidade renal
 Pesquisado através da punho percussão (manobra
de percussão de Murphy) ou da percussão com a
borda ulnar da mão (manobra de
Giordano),realizada na junção do rebordo costal
com a musculatura paravertebral.Neste ponto, põe-
se uma mão espalmada e com a outra se percute em
cima, em um movimento único,firme,sem chicotear
(punho percussão) ou através da percussão direta da
borda ulnar da mão aberta neste ângulo
costovertebral.
Teste da hipersensibilidade renalTeste da hipersensibilidade renal
PALPAÇÃO DA AORTAPALPAÇÃO DA AORTA
ABDOMINALABDOMINAL
A direção da pulsação
indica se ela é
oriunda diretamente
da aorta (acima) ou
se transmitida por
massa localizada
sobre os tecidos
(abaixo)
Terminou!!!Terminou!!!
Obrigado pela atençãoObrigado pela atenção

Abdome ll

  • 1.
    Propedêutica de abdomeII DISCIPLINA DE CLÍNICA MÉDICA I 2015 Alambert, PA
  • 2.
    Exame Físico de Fígado,VesículaBiliar e Baço PROPEDEUTICA DE ABDOME II
  • 3.
    Propedêutica Física doFígado • INSPEÇÃO • PALPAÇÃO • PERCUSSÃO • AUSCULTA
  • 4.
    INSPEÇÃO • Abaulamento emtoda a área de projeção hepática: hepatomegalias • Imobilidade respiratória nas grandes hepatomegalias
  • 5.
  • 6.
    Palpação • 1-Palpação “emgarra” ou Processo de Mathieu • 2-Palpação hepática “bimanual” ou Processo de Lemos Torres • Objetivo:descrever as características do limite inferior:borda fina? granulosa? “em saco de batatas? Cortante?romba? dura? mole? dolorosa? indolor?
  • 7.
    Processo de Mathieu •As mãos paralelas,no abdome,dispostas com os dedos “em garra”,pesquisando,desde a fossa ilíaca direita,a borda inferior do fígado durante as inspirações.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Processo de LemosTorres • A mão esquerda do examinador é utilizada na tração anterior enquanto a direita palpa buscando a borda hepática.
  • 11.
  • 12.
    Percussão do Fígado 1-Delimita o limite superior do fígado (5º EICD)  2-A macicez absoluta marca o contato direto do fígado com a parede torácica.  3-Timpanismo 1:Sinal de Jobertperfuração gastro- intestinal ou da vesícula biliar.  4-Timpanismo 2:Inter-posição de uma porção do colo transverso entre o fígado e o gradeado costal.  5-Dor à percussão:hepatomegalias ou abscesso hepático (Sinal de Torres-Homem)
  • 13.
  • 14.
    Ausculta do Fígado •AtritoInflamação fibrinosa da cápsula de Glisson e do peritônio correspondente nos processos inflamatórios ou neoplásicos do parênquima hepático,ou fazendo parte da peritonite genealizada.
  • 15.
    Propedêutica Física daVesículaPropedêutica Física da Vesícula BiliarBiliar • INSPEÇÃO • PALPAÇÃO
  • 16.
    INSPEÇÃO DA VESÍCULA BILIAR Normalmente, a vesícula biliar não é visível à inspeção da parede anterior do abdome.  A vesícula em condições patológicas é raramente visível, somente na distensão pronunciada em casos de empiema,colecistite aguda.Aparece como tumor móvel com os movimentos respiratórios,ocupando a situação da sua projeção anatõmica.
  • 17.
    Palpação da VesículaBiliar • 1-A vesícula normal é impalpável e somente se torna palpável quando obstruída e distendida pela bile • 2-Sinal de Murphy • 3-Lei de Courvoisier-Terrier
  • 18.
    Sinal de Murphy Apósexpiração, o examinador aprofunda a mão ou o polegar na junção do Rebordo costal com o reto abdominal e , na inspiração, observa-se se ocorrerá a parada na inspiração.
  • 19.
    Sinal ou regrade Courvoisier-Terrier  Ocorre quando em um paciente ictérico,ao palparmos o hipocôndrio direito encontramos uma massa ovalada ,que é a vesícula biliar distendida que se torna palpável por efeito de massa de neoplasia de vias biliares extra-hepáticas- tumores periampulares (principalmente câncer de cabeça de pancreas).  Portanto,a presença de icterícia associada a vesícula palpável constitui a regra de Courvoisier-Terrier.
  • 20.
    Sinal ou regrade Courvoisier-Terrier
  • 21.
    Propedêutica Física doBaço • INSPEÇÃO • PALPAÇÃO • PERCUSSÃO • AUSCULTA
  • 22.
    INSPEÇÃO DO BAÇO •1-Em condições normais não há abaulamento na área esplênica • 2-Nas esplenomegalias o abaulamento no hipocondrio esquerdo pode extender-se para epigástrio,flanco esquerdo,região umbilical e até a fossa ilíaca esquerda.
  • 23.
  • 24.
    PALPAÇÃO DO BAÇO •1-Palpação “em garra” ou Processo de Mathieu- Cardarelli • 2-Processo bimanual • 3-Posição de Schuster ObjetivoVerificar se o baço é palpável,borda dura? lisa?mole? Cortante ou romba?dolorosa?
  • 25.
    Processo de Mathieu-Cardarelli Oexaminador fica à esquerda do paciente;com as mãos “em garra”,, a cada Inspiração,e a borda do baço será percebida pelas polpas digitais,quando o Baço estiver aumentado de volume.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    Percussão do Baço •O baço não é percutível • Todo baço que se mostra percutível está aumentado de volume, o que nem sempre se identifica pela palpação. • Portanto,nem todo baço percutível é palpável,porém todo baço palpável é percutível
  • 29.
  • 30.
    AUSCULTA DO BAÇO •Atrito nas peri-esplenites
  • 31.
  • 32.
    Propedêutica física renal •PALPAÇÃO RENAL: Normalmente não são palpáveis, mas podem ser em condições patológicas como a hidronefrose, rim policístico (geralmente aumento bilateral) tumores.
  • 33.
    Método de Guyon Com o paciente em decúbito dorsal, para se examinar o rim direito põe-se a mão esquerda na região dorsal tracionando para frente enquanto a mão direita entra abaixo do rebordo costal durante a inspiração ao encontro da mão esquerda, tentando “pegar” o rim entre as duas mãos. Para o rim esquerdo deve-se passar para o lado esquerdo e realizar a mesma manobra.
  • 34.
  • 35.
    Manobra de Israel •Paciente em decúbito lateral e membros superiores por a cabeça e rim tentando ser palpado anteroposteriormente com as duas mãos em pinça
  • 36.
  • 37.
    Método de Goelet •Com o paciente em ortostase, flete-se o joelho do lado que deseja-lhe palpar, apoiando-se sobre uma cadeira. A seguir, faz-se uma tração anterior com uma das mãos enquanto a outra é usada na tentativa de palpar o polo inferior do rim
  • 38.
  • 39.
    Teste da hipersensibilidaderenalTeste da hipersensibilidade renal  Pesquisado através da punho percussão (manobra de percussão de Murphy) ou da percussão com a borda ulnar da mão (manobra de Giordano),realizada na junção do rebordo costal com a musculatura paravertebral.Neste ponto, põe- se uma mão espalmada e com a outra se percute em cima, em um movimento único,firme,sem chicotear (punho percussão) ou através da percussão direta da borda ulnar da mão aberta neste ângulo costovertebral.
  • 40.
    Teste da hipersensibilidaderenalTeste da hipersensibilidade renal
  • 41.
    PALPAÇÃO DA AORTAPALPAÇÃODA AORTA ABDOMINALABDOMINAL A direção da pulsação indica se ela é oriunda diretamente da aorta (acima) ou se transmitida por massa localizada sobre os tecidos (abaixo)
  • 42.