Gestão Socioambiental Estratégica

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Análise do Livro : Gestão Socioambiental Estratégica

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  • Colchetes são uma inserção dos autores com base nas teorias mais modernas.
  • Ambiente simples/estável: no qual as organizações são afetadas por um número relativamente pequeno de fatores-chave, com pouca mudança entre eles;
    Ambiente complexo/estável: no qual as organizações interagem com muitos fatores importantes e diferentes, que não costumam mudar com frequência ou drasticamente;
    Ambiente simples/dinâmico: no qual a organização interage com poucos fatores-chave, porém os que a afetam são dinâmicos e estão sempre mudando;
    Ambiente complexo/dinâmico: no qual a organização está inserida num ambiente composto de fatores complexos e numerosos, que mudam constantemente.
  • Nikolai Kondratieff, economista russo, que os descreveu pela primeira vez em 1926 esse fenômeno.
    Esses ciclos são provocados por invenções significativas, conhecidas como tecnologias-chave ou inovações básicas.
  • Conhecimentos, que surgem a partir da investigação científica e evolução da ciência-é o logos, know-why ou conhecimento científico;
    Meios, que são os equipamentos;
    Know-how, que se baseia nas pessoas e suas habilidades (é o “saber como fazer as coisas”, a techne, o conhecimento empírico). Estes componentes devem ser organizados com vistas a uma produção (resultado).
  • Público-Alvo
  • O conceito da triple bottom line, ou seja, um modelo que tem como base não apenas o plano económico (visão da single bottom line), mas também os aspectos sociais e ambientais, todos de forma integrada.
  • - É uma teoria da Motivação
  • - É uma teoria da Motivação
  • - É uma teoria da Motivação
  • Housekeeping, ou boas práticas, são alterações simples nos processos ou nas matérias-primas, incluindo mudanças no nível organizacional.
  • Gestão Socioambiental Estratégica

    1. 1. UNIRUNIR Análise do Livro Gestão Socioambiental Estratégica PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO Mestrado 2014 Docente Carlos André Da Silva Müller, Dr Disciplina Organização da Produção Sustentável Discentes Daiane Oliveira Medeiros Fernando Alves da Silva Maximiliano Barroso Bonfá Paulo Roberto Meloni Monteiro
    2. 2. UNIRUNIR GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA
    3. 3. UNIR Nos últimos anos, as organizações têm sofrido pressões de todas as ordens. A concorrência está cada vez mais acirrada, as margens de lucro estão diminuindo, o nível de exigência dos clientes está aumentando e, dependendo da condição econômica da organização, o acesso a tecnologias de ponta está se tornando muito oneroso. PREFÁCIO
    4. 4. UNIR INTRODUÇÃO • Até quase o final do século XX, a gestão ambiental e a gestão social eram vistas como custo: despesas necessárias para que as organizações atendessem à legislação. • Em 1998, cerca de 60 representantes dos mais diversos grupos de interesse de cinco continentes, reunidos sob os auspícios do Conselho Organizacional Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), lançaram, na Holanda, as bases do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC).
    5. 5. UNIR INTRODUÇÃO • Responsabilidade Social Corporativa (RSC) – O foco é a promoção da atuação organizacional ética. – Necessidade de mostrar ao empresário a importância de seu papel na promoção da qualidade de vida da comunidade que o cerca. – É importante integrar a RSC ao planejamento estratégico das organizações pois iniciativas ligadas à prática de voluntariado, gestão ambiental, marketing verde, respeito aos empregados, fornecedores e clientes, dentre outras práticas, indicam uma tendência em direção à cidadania corporativa. Responsabilidade social [socioambiental] corporativa é o comprometimento permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento económico, melhorando, simultaneamente, [a qualidade ambiental] e a qualidade de vida de seus empregados, de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo. (WBCSD)
    6. 6. UNIRUNIR PARTE I A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E O MACROAMBIENTE
    7. 7. UNIRUNIR PARTE I - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E 0 MACROAMBIENTE Capitulo 1 - O Macroambiente E Suas Variáveis
    8. 8. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Macroambiente A gestão socioambiental estratégica (GSE) de uma organização consiste na inserção da variável socioambiental ao longo de todo o processo gerencial de planejar, organizar, dirigir e controlar, utilizando-se das funções que compõem esse processo gerencial, bem como das interações que ocorrem no ecossistema do mercado, visando a atingir seus objetivos e metas da forma mais sustentável possível.
    9. 9. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Macroambiente não é possível analisar a poluição de um rio apenas do ponto de vista ambiental, pois a poluição do rio causa também problemas sociais e econômicos quando mata o peixe que alimenta o pescador, afasta o turista que usufruía daquela área, provoca doenças nas comunidades que se abastecem daquela água, etc.
    10. 10. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Macroambiente O macroambiente é um sistema aberto, que se comunica com o ambiente externo, e suas variáveis (económica, tecnológica, ambiente natural, demográfica, sociocultural, político-legal e competitiva) interagem a todo momento e geram novas oportunidades e ameaças para pessoas e organizações. • Enfrentar a constante mutação dos diversos ambientes ou variáveis. • Quanto mais rápida for a adaptação das organizações ao seu ambiente externo, melhor para sua sobrevivência.
    11. 11. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Macroambiente O macroambiente é o retrato de uma economia globalizada, na qual determinadas variáveis não atuam de forma independente Variáveis Econômica Tecnológica Ambiente Natural Demográfica Sociocultural Político-Legal Competitiva
    12. 12. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Análise Ambiental Grau de Complexidade Simples Complexo GraudeMudança Dinâmico Poucos fatores ambientais Fatores Semelhantes Fatores em mudanças constante Muitos fatores ambientais Fatores diferentes Fatores em mudança constante Estável Poucos fatores ambientais Fatores semelhantes Fatores mudando raramente Muitos fatores ambientais Fatores diferentes Fatores mudando raramente
    13. 13. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Análise Ambiental Tendências São as variações no ambiente externo, lentas ou rápidas, mas persistentes, que podem afetar de forma leve ou profunda os negócios ou atividades da organização, de seus clientes, dos fornecedores ou da sociedade em geral. Descontinuidade São mudanças bruscas no ambiente da organização que ocorrem em curtíssimo espaço de tempo.
    14. 14. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Análise Ambiental Os ciclos de Kondratieff As inovações tecnológicas satisfazem as necessidades humanas e incrementam a economia
    15. 15. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Análise Ambiental Oportunidades, Ameaças, Forças e Fraquezas • Análise SWOT Oportunidades: oferecem um potencial favorável à organização e são fatores externos previsíveis que poderão afetar positivamente as suas atividades. Ameaças: são as principais circunstâncias desfavoráveis ou impedimentos à posição atual ou futura da organização. São fatores externos previsíveis, que poderão afetar negativamente as atividades. Forças: são os recursos ou aptidões que fazem com que a organização suplante os concorrentes. São todas as características positivas que favorecem a organização no cumprimento dos seus propósitos. Fraquezas: são características negativas que prejudicam a organização no cumprimento de seus propósitos.
    16. 16. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Econômica O ambiente econômico trata da economia em geral, incluindo os ciclos de negócios, renda do consumidor e padrões de consumo Ciclos de negócios e padrões de gastos Convém pesquisar se os clientes perceberão a implementação dessas medidas como um valor agregado para os produtos ou serviços que estão adquirindo, e também se os clientes aceitarão pagar um preço maior por tais produtos ou serviços, produzidos com um apelo socioambiental estabelecido e forte.
    17. 17. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Tecnológica O conhecimento científico, a pesquisa, as invenções e as inovações que resultam em bens e serviços novos ou aperfeiçoados constituem o ambiente tecnológico, que deve ser alvo da análise ambiental Tecnologia É um conjunto de meios criados pelas pessoas para facilitar o esforço humano, devendo ser vista como capacidades criadas. Conhecimentos / Meios / Know-how
    18. 18. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Tecnológica Tecnologias mais limpas (TML) são definidas como um conjunto de soluções que começam a ser estabelecidas e disseminadas, por sua ampla utilização, a fim de prevenir e resolver problemas ambientais. As tecnologias mais limpas dependem de novas maneiras de pensar e agir sobre os processos, produtos, serviços e formas gerenciais, em uma abordagem mais holística
    19. 19. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Ambiente Natural O ambiente natural e seus recursos constituem um dos chamados fatores de produção Meio ambiente ou ambiente natural é condição sine qua non para a existência da vida no planeta, salientamos que todos os seus elementos devem ser considerados como recursos naturais. • Renováveis (RNR) - é aquele que pode ser obtido de forma indefinida a partir de uma mesma fonte. Os RNR podem não se alterar com o uso (energia direta solar, ventos, marés), mas também podem esgotar-se, manter-se ou aumentar. • Não-renováveis (RNNR) - possui uma quantidade finita, que poderá se esgotar se este for continuamente explorado. Alguns RNNR podem se esgotar com o uso, mas podem ser mais facilmente reutilizados e reciclados.
    20. 20. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Ambiente Natural Entende-se, assim, que o ambiente natural envolve recursos naturais disponíveis para a organização ou que são afetados por ela em uma perspectiva organizacional. O ar, a água, o solo, os minerais, as plantas e os animais podem fazer parte do ambiente natural de uma organização, sendo ou não utilizados por ela para produzir bens ou serviços. A capacidade de fornecer bens e serviços pode ser influenciada também pelo clima. Além disso, as atividades da organização podem afetar o ambiente natural, gastando ou repondo recursos, ou ainda aumentando ou reduzindo a poluição.
    21. 21. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Ambiente Natural Disponibilidade de recursos O preço cobrado por um produto pode estar relacionado à disponibilidade de determinados recursos naturais. Quando a oferta de recursos é limitada, vender uma quantidade menor do produto, mas por um preço mais alto. 0 demarketing, ou antimarketing, constitui-se na manipulação do marketing mix para desmotivar, e não para estimular a demanda por determinado produto ou serviço.
    22. 22. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Ambiente Natural Responsabilidade com o ambiente natural e o marketing verde O marketing verde ou ambiental não se limita à promoção de produtos que tenham alguns atributos verdes, como aqueles que são recicláveis, naturais e com baixo consumo de energia, pois, para ser ambientalmente responsável, a organização deve, antes de tudo, organizar-se para ser socioambientalmente responsável em todas as suas atividades. As organizações que praticam o marketing verde procuram mostrar que seus produtos causam menor ou nenhum dano ao meio ambiente
    23. 23. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Ambiente Natural Dada a demanda por produtos “verdes”, é tentador anunciar que os produtos de uma organização são benéficos ao ambiente natural. Porém, alegações exageradas ou vagas, que podem em um primeiro momento iludir os clientes, tornam-se desastrosas a médio e longo prazo. Um exemplo disso são as declarações publicadas em algumas embalagens, que apresentam os produtos como “amigos da natureza” ou afirmam que estes “protegem o meio ambiente” sem quaisquer justificativas. Esses anúncios estão sendo denunciados como “lavagem verde”, e podem ser enquadrados como propaganda enganosa, caso estejam infringindo alguma regulamentação.
    24. 24. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Demográfica O tamanho e o crescimento da população, sua distribuição geográfica e densidade são fatores que afetam o ambiente natural. A demografia ajuda a identificar padrões de diversidade e lida com variáveis como localização geográfica, idade, raça, sexo e níveis de renda e de instrução, entre outras. Alertamos que as questões relacionadas ao ambiente demográfico não devem ser vistas apenas como um mercado em potencial, e sim como uma oportunidade de despertar o consumidor para o consumo consciente, ou seja, sustentável.
    25. 25. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Sociocultural Está relacionado com o conjunto de manifestações culturais, valores, costumes e crenças que se refletem no comportamento e no modo de vida das comunidades Os valores centrais são altamente persistentes, já os valores secundários são mais suscetíveis a mudar e forçar mudanças nos planejamentos estratégicos das organizações.
    26. 26. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Sociocultural Responsabilidade socioambiental empresarial (RSE) É o conjunto de ações socioambientais desenvolvidas por uma determinada empresa, que visam a identificar e minimizar os possíveis impactos negativos resultantes de sua atuação, bem como desenvolver ações para construir uma imagem positiva, fortalecendo as condições favoráveis aos negócios da empresa. É a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e também pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. (Instituto Ethos).
    27. 27. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Sociocultural Questões éticas Ética refere-se aos princípios e valores morais que governam o modo como um indivíduo ou grupo conduz suas atividades. A decisão de adaptar-se ao chamado “padrão de conduta local” custou caro para algumas empresas multinacionais
    28. 28. UNIR CAPÍTULO 1 - 0 MACROAMBIENTE E SUAS VARIÁVEIS Variável Político-Legal Esse ambiente influencia as estratégias organizacionais por meio de leis, regulamentações e pressões políticas O organização deve servir seus clientes e atender às exigências dos governos federal, estadual e municipal, assim como dos grupos de interesse especiais. Juntos esses componentes constituem o ambiente político-legal. O ambiente político-legal, portanto, envolve todo o processo legislativo de uma circunscrição administrativa (blocos económicos, país, estado, município), cujas leis podem beneficiar ou desfavorecer a implementação de programas como a GSE, dependendo das prioridades estabelecidas em cada local.
    29. 29. UNIRUNIR PARTE I - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E 0 MACROAMBIENTE Capitulo 2 - Abordagens Relacionadas ao Macroambiente
    30. 30. UNIR Abordagens Relacionadas ao Macroambiente • Apresentamos abordagens relacionadas ao macroambiente. • Nele existem forças chamadas de variáveis “incontroláveis” • Por exemplo, na variável ambiente natural, as empresas estão à mercê de furacões, tsunamis, terremotos etc. • O que as organizações podem fazer é reagir contra essas circunstâncias não instalando empresas em lugares sujeitos a esse tipo de calamidade ou fazer investimentos elevados em apólices de seguros.
    31. 31. UNIR Abordagens Relacionadas ao Macroambiente • Entretanto, se a calamidade chegar, nada mais poderá ser feito. • Porém, existem variáveis que podem ser controladas e que dependem mais do grau de conscientização da organização em relação às questões ambientais.
    32. 32. UNIR Evolução histórica das questões ambientais 1950 Queda da qualidade de vida 1962 Raquel Carson lançou Silent Spring (Primavera Silenciosa) 1972 Clube de Roma lança o Relatório Limits to Growth – Sugeria o crescimento zero. I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente - Estocolmo Década de 1970 Década do Controle ambiental 1978 1º Selo Ecológico – Anjo Azul. Lançado na Alemanha
    33. 33. UNIR Evolução histórica das questões ambientais Década de 1980 Legislações de Controle da poluição – Final do tubo 1987 Protocolo de Montreal – Bane uso de CFC Relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - Relatório Brundtland 1989 Convenção da Basiléia Proíbe o envio de resíduos 1992 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Cúpula da Terra ou Rio 92 1997 Protocolo de Kyoto Redução de emissão de gazes
    34. 34. UNIR Década de 1990 Percebeu-se uma mudança de enfoque em relação à gestão ambiental ou gestão ecoeficiente. Otimização do Processo produtivo. Entrada em vigor das normas britânicas BS 7750- Specification for Environmental Management Systems (Especificação para Sistemas de Gestão Ambiental), Base para a elaboração de um sistema de normas ambientais em nível mundial. Constituem a série ISO 14000. Difundiu-se o conceito de ecodesign. Produção mais sustentável. Para as organizações, a questão ambiental deixava de ser um tema problemático para se tornar parte de uma solução maior: a credibilidade da organização em relação à sociedade por meio da qualidade e da competitividade de seus produtos.
    35. 35. UNIR Evolução histórica das questões ambientais • No século XXI, mais precisamente em 2002, ocorreu a Cúpula Rio+10, em Joanesburgo, na África do Sul, que procurou fazer uma avaliação dos resultados obtidos nos dez anos que sucederam a Conferência Rio 92.
    36. 36. UNIR Desenvolvimento sustentável • O relatório Nosso Futuro Comum é um marco no debate sobre a interligação entre as questões ambientais e o desenvolvimento. • O relatório afirma que o crescimento econômico sem a melhoria da qualidade de vida das pessoas e das sociedades não pode ser considerado desenvolvimento. • Mostra também que é possível alcançar maior desenvolvimento sem destruir os recursos naturais, conciliando o crescimento econômico com a conservação ambiental.
    37. 37. UNIR Desenvolvimento sustentável • Nesse relatório, desenvolvimento sustentável é definido como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. • O conceito de desenvolvimento sustentável é composto por três dimensões: – Econômica – Social – Ambiental.
    38. 38. UNIR O Relatório Brundtland procurou capturar os dois lados do desenvolvimento econômico: Seres humanos e a Natureza. Sistema político que assegure a efetiva participação dos cidadãos no processo decisório e que estimule a atuação responsável; Sistema econômico que seja capaz de gerar excedentes e know-how em bases confiáveis, de forma a possibilitar o desenvolvimento sem degradação; sistema social que possa resolver as tensões causadas por um desenvolvimento não-equilibrado e, que estabeleça critérios para o crescimento populacional; Sistema de produção que vise a preservar a origem dos recursos naturais, com aproveitamento mais eficiente destes e dos resíduos gerados; Sistema tecnológico que busque constantemente novas soluções, voltadas para a ecoeficiência dos processos e produtos; Sistema internacional que estimule cada vez mais padrões sustentáveis de comércio e financiamento, gerando vantagens para as empresas; Sistema administrativo que seja flexível e capaz de se auto-avaliar, em um processo de melhoria contínua.
    39. 39. UNIR Desenvolvimento sustentável • A partir da definição de desenvolvimento sustentável pelo Relatório Brundtland, em 1987, percebe-se que tal conceito não diz respeito apenas ao impacto da atividade econômica no meio ambiente, mas refere- se, principalmente, às consequências dessa relação na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade, tanto presente quanto futura.
    40. 40. UNIR Críticas à proposta de desenvolvimento sustentável • A proposta do desenvolvimento sustentável refere-se ao desenvolvimento econômico, diferenciando-o de crescimento econômico.
    41. 41. UNIR Críticas à proposta de desenvolvimento sustentável • Enrique Rattner, por sua vez, defende a ideia de que com o crescimento econômico não há redução de pobreza, sobretudo quando se combina uma distribuição desigual do produto social com um uso predatório e devastador dos recursos naturais.
    42. 42. UNIR Visões das correntes do pensamento econômico sobre a questão ambiental • Ignacy Sachs desenvolveu o conceito de desenvolvimento ecologicamente sustentado ou ecodesenvolvimento. – “processo criativo de transformação do meio com a ajuda de técnicas ecologicamente prudentes, concebidas em função das potencialidades deste meio, impedindo o desperdício dos recursos e cuidando para que estes sejam empregados na satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade, dada a diversidade dos meios naturais e dos contextos culturais”.
    43. 43. UNIR • Consideram que a poluição é uma consequência do estilo de desenvolvimento econômico da nossa sociedade e que existe a necessidade de uma relação harmônica e interativa entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, sob pena de haver o comprometimento dos recursos não renováveis do planeta. Ecodesenvolvimentistas • A poluição ambiental tem origem em uma falha no sistema de preços, que não reflete de forma correta os danos causados a terceiros e ao meio ambiente quando da implantação de uma indústria ou do aumento da produção, o que deveria ser resolvido por meio da introdução de um mecanismo que possibilitasse a internalização monetária dessa externalidade – a poluição. Pigouvianos • O estudo do meio ambiente está associado à incorporação das externalidades, que aparecem porque certos tipos de recursos (o meio ambiente ou ambiente natural) têm propriedade indefinida, permanecendo fora do mercado de fatores e não tendo preço definido. Isso provoca sua não-consideração como recurso escasso e sua superutilização pelos usuários. Neoclássicos • Pode ser definida como um campo transdisciplinar que estabelece relações entre os ecossistemas e o sistema econômico. Agrega os estudos de ecologia e de economia, viabilizando a extrapolação de suas concepções convencionais e procurando tratar a questão ambiental de forma sistêmica e harmoniosa, com o objetivo de formular novos paradigmas. É dinâmica, sistêmica e evolucionista. Foco é a relação do homem com a natureza e a compatibilidade entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos. Economistas ecológicos
    44. 44. UNIR • Historicamente, as teorias econômicas e de gestão ignoram as limitações • do ambiente natural. • Uma visão econômica bem mais recente é a resource based view, ou teoria dos recursos internos, que pretende aliar a prevenção da poluição ao desenvolvimento sustentável. • O enfoque principal dessa teoria é a crença de que a vantagem competitiva pode ser sustentada somente se as capacidades criadoras de vantagens estiverem apoiadas em recursos que não podem ser facilmente copiados pelos competidores. • “barreiras para imitação”. Visões das correntes do pensamento econômico sobre a questão ambiental
    45. 45. UNIR Valor econômico do meio ambiente
    46. 46. UNIR A relação homem-natureza segundo diferentes visões de mundo • As três principais análises do relacionamento homem-natureza são o paradigma social dominante, o ambientalismo radical e o ambientalismo renovado.
    47. 47. UNIR •Representa a visão tradicional de mundo da sociedade industrializada e do paradigma econômico - o status quo. •Expressa os princípios e objetivos econômicos neoclássicos - crescimento econômico e lucro. •Também sua relação com os fatores naturais, tratados como externalidades. Paradigma Social Dominante •Representa a visão de mundo daqueles que se opõem radicalmente ao paradigma social dominante. O ambientalismo radical promove uma visão da biosfera e da sociedade humana baseada nos princípios ecológicos do holismo, da abordagem integrada, do equilíbrio da natureza, da diversidade, dos limites finitos e das mudanças dinâmicas. Ambientalismo Radical •Representa aqueles que se colocam em uma faixa intermediária entre a filosofia e a prática ambiental. •Uma modificação de valores antropocêntricos, a fim de incluir valores biocêntricos. •É contrário à perspectiva do paradigma social dominante, e propõe uma abordagem sistêmica, bem como a adoção de leis de conservação e de entropia da termodinâmica nos cálculos da sustentabilidade ambiental Ambientalismo Renovado Dentro do ambientalismo radical existem quatro filosofias proeminentes: a ecologia profunda, a ecologia espiritual, a ecologia social e o ecofeminismo, Diferem principalmente em termos de ênfases e meios, em vez de fins. Ecofeminismo Ecologia social Ecologia espiritual Ecologia profunda A ecologia espiritual ou transpessoal enfatiza, assim como a ecologia profunda, a necessidade de mudanças transformacionais na consciência humana como pré- requisito para mudanças nos níveis físicos da existência. ecologia profunda é uma perspectiva holística que integra as dimensões biológica, psicológica e espiritual, buscando a essência e os princípios de interdependência e interação do ecossistema. Existe um imperativo moral e ético de que os homens têm uma obrigação de implementar (pelo exemplo e pela ação direta) estas mudanças na sociedade. Fritjof Capra pode ser considerado um dos principais pensadores desta filosofia. A ecologia social oferece a visão de uma ordem sociopolítica reconstruída, baseada no “municipalismo libertário”, o que implica um planejamento e um governo popular descentralizado e biorregionalmente baseado em assentamentos humanos que espelhem ecossistemas locais. O ecofeminismo tem como questão central pôr fim a todas as formas de Opressão. O antídoto ecofeminista às estruturas e processos sociais exploradores é a justiça social, baseada nos princípios do igualitarismo, inclusividade, comunitarismo, tomada de decisão consensual, cuidados recíprocos e responsabilidade.
    48. 48. UNIR Conservação x preservação ambiental • Para que se compreenda a questão ambiental, é necessário conhecer duas atitudes e posturas que dividem, filosoficamente, os que se preocupam com o meio ambiente: a conservação e a preservação ambiental. • Preservação Ambiental é a proteção de um ecossistema da destruição e de qualquer forma de dano ou degradação, assim como de uma área geográfica ou de espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção, por meio de medidas legalmente necessárias e de vigilância adequadas. • Conservação Ambiental, é o aproveitamento controlado de bens e recursos que constituem o ecossistema, em extensão e ritmo que permitam sua recomposição, de forma induzida ou inteiramente natural.
    49. 49. UNIR Conservação x Preservação ambiental • Há, ainda, o termo proteção ambiental, que significa o ato de proteger. • Esse termo tem sido utilizado por vários especialistas englobando os demais termos, como preservação, conservação, recuperação, etc. Portanto, conservar implica manejar, usar com cuidado, e preservar é mais restritivo, significa não usar ou não permitir qualquer intervenção humana que tenha repercussões no ambiente.
    50. 50. UNIR Agenda 21 • Agenda 21 – Global – Nacional – Local
    51. 51. UNIR Agenda 21 Global • Este é um plano de ação global que se estende aos âmbitos nacional e local, envolvendo governos e sociedade civil em todas as áreas em que a ação humana exerce impacto sobre o meio ambiente
    52. 52. UNIR Agenda 21 Global • A Agenda 21 buscou reunir e articular propostas para iniciar a transição dos modelos de desenvolvimento convencionais para modelos de sociedades sustentáveis. • É a mais abrangente tentativa já realizada de orientar um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social e econômica, perpassando por todas as suas ações propostas.
    53. 53. UNIR Agenda 21 Global • 0 enfoque do processo de planejamento apresentado com o nome de Agenda 21 não é restrito às questões ligadas à preservação e conservação da natureza. • É uma proposta que rompe com o desenvolvimento dominante • Dessa forma, a Agenda 21 considera estratégica a geração de emprego e renda, a diminuição das disparidades regionais e interpessoais de renda, as mudanças nos padrões de produção e consumo, a construção de cidades sustentáveis e a adoção de novos modelos e instrumentos de gestão.
    54. 54. UNIR Agenda 21 Brasileira • Contempla a participação de diferentes níveis do governo, do setor produtivo e da sociedade civil organizada. • No Brasil, foi criada por decreto do presidente da República, em fevereiro de 1997, a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS) e da Agenda 21 • Incluindo representantes: – Governo e da – Sociedade civil
    55. 55. UNIR Linhas estratégicas estruturadoras da Agenda 21 Brasileira, segundo as diferentes dimensões da sustentabilidade
    56. 56. UNIR Agenda 21 local • A Agenda 21 local é um instrumento de planejamento de políticas públicas. • Envolve a sociedade civil e o governo em um processo amplo e participativo de consulta sobre os problemas ambientais, sociais e econômicos locais. • Devem ser considerados os seguintes princípios: – 1. participação e cidadania; – 2. respeito às comunidades e diferenças culturais; – 3. integração; – 4. melhoria do padrão de vida das comunidades; – 5. diminuição das desigualdades sociais; – 6. mudança de mentalidades.
    57. 57. UNIR Rio+10 • As decisões tomadas na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+10, em Johanesburgo visaram a reforçar os compromissos de todas as partes para que os objetivos da Agenda 21 Global sejam alcançados. • O principal resultado da Rio+10 foi a geração de um plano de implementação da Agenda 21 Global.
    58. 58. UNIR Rio+10 1. Reduzir à metade a proporção das pessoas que não têm acesso a água potável ou saneamento básico até 2015; 2. Recuperação das áreas pesqueiras até 2015; 3. Reduzir a perda de biodiversidade até 2010; 4. Para 2020, usar e produzir produtos químicos de forma que não agridam a saúde humana e o ambiente natural.
    59. 59. UNIR Educação ambiental • Assume um caráter mais amplo • Embasada na busca de um equilíbrio entre o homem e o ambiente, com vistas à construção de um futuro planejado sob uma lógica de desenvolvimento e progresso (pensamento positivista). • E a é ferramenta de educação para o desenvolvimento sustentável. • É importante salientar que a EA também deve fazer parte do mundo organizacional
    60. 60. UNIR Capitalismo natural • Procura diminuir a lacuna que existe entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade • Muitas vezes aparecem como aspectos dicotômicos • Esta proposta desenvolve-se dentro dos marcos do capitalismo, mas questiona o modelo de produção capitalista. • Trata-se de um conceito que deve ser conhecido e analisado por quem está interessado em aumentar a produtividade de uma organização e reduzir os respectivos impactos ambientais.
    61. 61. UNIR Capitalismo Natural • É uma extensão da noção econômica de capital (meios de produção) para a produção de bens e serviços ambientais. • É um estoque – Uma floresta • Produz um fluxo de bens – Árvores novas • Serviços – Sequestro de carbono, controle de erosão, habitat, fotossíntese, manutenção da umidade e da vida do solo, manutenção do clima, etc.).
    62. 62. UNIR Capital Natural • O capital natural pode ser dividido • Renovável • Não-renovável – Combustíveis fósseis • Compreende todos os recursos individuais conhecidos e usados pela humanidade – Água, os minérios, o petróleo, as árvores, os peixes, o solo, o ar, etc. • Envolve os chamados sistemas vivos – Savanas, os mangues, os estuários, os oceanos, os recifes de coral, as áreas ribeirinhas, as tundras e as florestas tropicais,etc.
    63. 63. UNIR Capitalismo • O capitalismo é um sistema econômico, e não um sistema político. • O capitalismo tradicional se define como a riqueza acumulada na forma de investimentos, fábricas e equipamentos. • Uma economia requer quatro tipos de capital para funcionar adequadamente: – Capital humano, na forma de trabalho e inteligência, cultura e organização; – Capital financeiro, que consiste em dinheiro, investimentos e instrumentos monetários; – Capital manufaturado, inclusive infra-estrutura, máquinas, ferramentas e fábricas; – Capital natural, constituído de recursos, sistemas vivos e os serviços do ecossistema.
    64. 64. UNIR Pressupostos do capitalismo natural • O ambiente natural não é um fator de produção sem importância, mas “um invólucro que contém, abastece e sustenta o conjunto da economia”. • Os fatores limitantes do desenvolvimento econômico futuro são a disponibilidade e a funcionalidade do capital natural. • Os sistemas de negócio e de crescimento populacional mal concebidos ou mal projetados, assim como os padrões dissipadores de consumo, são as causas primárias da perda do capital natural. • O progresso econômico futuro tem melhores condições de ocorrer nos sistemas de produção e distribuição democráticos baseados no mercado, nos quais todas as formas de capital sejam plenamente valorizadas, inclusive o humano, o industrial, o financeiro e o natural. • Uma das chaves do emprego mais eficaz das pessoas, do dinheiro e do ambiente natural é o crescimento radical da produtividade dos recursos. • O bem-estar humano é mais favorecido pela melhoria da qualidade e do fluxo da prestação de serviços desejáveis do que pelo mero aumento do fluxo total de dólares. • A sustentabilidade econômica e ambiental depende da superação das desigualdades globais de renda e bem-estar material. • Em longo prazo, o melhor ambiente para o comércio é oferecido pelos sistemas de governo verdadeiramente democráticos.
    65. 65. UNIR As Quatro Estratégias Do Capitalismo Natural • O capitalismo natural pode evitar a escassez, perpetuar a abundância e estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento social – Produtividade radical dos recursos; – Biomimetismo; – Economia de serviço e de fluxo; – Investimento no capital natural. A produtividade radical dos recursos O uso mais efetivo dos recursos oferece três significativas vantagens: em uma das extremidades da cadeia de valor, desacelera seu esgotamento, na outra extremidade da cadeia de valor, diminui a poluição e fornece as bases para o crescimento do emprego em atividades significativas em todo o mundo. O estabelecimento de indicadores de performance, baseados em padrões mundiais e adaptados à realidade local, fomentariam a busca de novos procedimentos, incentivando a inovação. 0 biomimetismo A redução do uso dissipador de material - ou seja, a eliminação da própria ideia de desperdício pode ser obtida redesenhando-se os sistemas industriais em linhas biológicas que modifiquem a natureza dos processos industriais e materiais, possibilitando a reciclagem constante do material em ciclos fechados contínuos e, com muita frequência, a eliminação da toxicidade. Uma economia de serviço e de fluxo Alteração fundamental na relação entre produtor e consumidor, ou seja, uma transformação da economia de bens e aquisições em uma economia de serviço e de fluxo. Essencialmente, a economia baseada em fluxo de serviços econômicos pode proteger melhor os serviços do ecossistema do qual depende. Isso acarretará uma nova percepção do valor: uma mudança da aquisição de bens como medida de riqueza para uma economia em que a recepção contínua de qualidade, utilidade e desempenho promova o bem- estar. Investimento no capital natural Investir no capital natural é evitar a destruição do planeta, mediante reinvestimentos na sustentação, na restauração e na expansão dos estoques de capital natural. Dessa forma, é possível que a biosfera possa produzir mais recursos naturais e, por consequência, serviços ambientais mais abundantes.
    66. 66. UNIRUNIR PARTE II A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E O MICROAMBIENTE
    67. 67. UNIRUNIR PARTE II - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E 0 MICROAMBIENTE Capitulo 3 - 0 Microambiente e Seus Atores
    68. 68. UNIRUNIR PARTE II - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E 0 MICROAMBIENTE Capitulo 4 – Abordagens Relacionadas ao Microambiente
    69. 69. UNIRUNIR PARTE III A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E O AMBIENTE INTERNO
    70. 70. UNIRUNIR PARTE III - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E O AMBIENTE INTERNO Capitulo 5 - 0 Ambiente Interno e Suas Funções
    71. 71. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Relembramos que a GSE consiste na inserção da variável socioambiental ao longo de todo o processo gerencial de planejar, organizar, dirigir e controlar, visando a que a organização atinja seus objetivos e metas da maneira mais sustentável possível, por meio de todas as funções que a compõem.
    72. 72. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica O AMBIENTE INTERNO E SUAS FUNÇÕES E no ambiente interno que a alta administração tem o poder para implantar medidas, alterar processos e desenvolver produtos. As funções descritas neste capítulo poderão variar de uma organização para outra, dependendo da complexidade de sua estrutura.
    73. 73. UNIR Gestão Socioambiental Estratégia Fonte: Kotler e Armstrong, 1998
    74. 74. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica •O Planejamento Estratégico tem como objetivo primordial proporcionar as bases necessárias para as manobras que permitem que as organizações naveguem e perpetuem, mesmo dentro de condições mutáveis e cada vez mais adversas em seu contexto de negócios; •Além de ter essa capacidade de adaptação ao “ecossistema do mercado”, é necessário que a organização seja proativa, que se antecipe ao futuro. •É possível encontrar uma forma de “antecipar-se ao futuro”... “ter uma bola de cristal”... A resposta está no planejamento estratégico... O autor relata que concorda com essa opinião e apresenta a GSE..
    75. 75. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica A Gestão Socioambiental Estratégica (GSE) é apresentada como uma ferramenta oriunda do planejamento estratégico com o objetivo de inserir a variável socioambiental como tema central no momento da elaboração de uma planejamento estratégico organizacional.
    76. 76. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica As estratégias desenvolvidas na elaboração do planejamento estratégico organizacional devem contemplar as questões sociais e ambiental. Isto proporcionará a organização  Ter maior coerência e coesão;  Desenvolver objetivos claros;  Inspiração para realizar mudanças profundas e significativas;  Valorização do mercado e pelos colaboradores;  Atingir sustentabilidade e sucesso a longo prazo;
    77. 77. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica O papel dos profissionais, independentemente da área funcional que esteja atuando, é de definir, cumprir e aperfeiçoar esse planejamento.
    78. 78. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Como resultado a organização terá maior clareza sobre as oportunidades e ameaças e devem identificar suas forças e fraquezas. Análise do Macroambiente Análise de Microambiente Análise do Ambiente Interno
    79. 79. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica • Pelo conhecimento das forças e fraquezas da organização que são construídas as estratégias corporativas e competitivas. “Conhece-te a ti mesmo” Sócrates • Pessoas com os quais convivemos conseguem perceber mais facilmente nossos problemas e nossas folhas. “Observe seus inimigos” Aristóteles
    80. 80. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica A primeira tarefa para uma análise do ambiente interno é elaborar uma lista ampla de forças e fraquezas da organização e também dos pontos que precisam ser melhorados.
    81. 81. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Não devemos esquecer que a variável socioambiental deve ser uma driving force (força direcionadora) das intenções estratégicas organizacionais, ou seja, uma força que orienta para que a gestão socioambiental estratégica (GSE) seja efetivamente implementada na organização.
    82. 82. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica A GSE inicia com um diagnóstico de toda a organização, avaliando-a globalmente. Dessa forma, a organização é analisada, tendo em vista as entradas de matérias-primas e insumos em geral, os processos realizados, as saídas (resíduos, emissões e efluentes) e as relações com seus stakeholders, tanto internos como externos, a fim de configurar a questão social.
    83. 83. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Em seguida, é feita uma avaliação dos aspectos e impactos ambientais e sociais mais significativos que a organização gera, priorizando os setores ou processos que apresentaram os maiores problemas...
    84. 84. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Para que a GSE seja efetivamente incorporada à estratégia da organização, é importante analisar os diferentes papéis desempenhados pelos departamentos e setores dessa organização, buscando identificar as fontes dos problemas.
    85. 85. UNIR Áreas ou funções organizacionais Finanças Pesquisa e Desenvolvimento Compras Custos Contabilidade Produção Qualidade Recursos Humanos Marketing
    86. 86. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Todos esses grupos inter-relacionados formam o ambiente interno e cada um deles tem papel importante no alcance dos objetivos organizacionais.
    87. 87. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica Alta administração Missão Objetivos Organizacionais Decisões Estratégias mais amplas
    88. 88. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica As políticas da organização podem ser discutidas nas diversas instâncias da organização, mas a decisão final é do nível mais alto da administração.
    89. 89. UNIR Gestão Socioambiental Estratégica As políticas da organização podem ser discutidas nas diversas instâncias da organização, mas a decisão final é do nível mais alto da administração. A inter-relação entre os setores devem ser harmônicos, a comunicação e a cooperação entre as funções.
    90. 90. UNIR ALTA ADMINISTRAÇÃO ORGANIZAÇÕES • As organizações têm entendido a importância de uma atuação mais responsável e preocupada com as questões socioambientais e, paulatinamente, começam a assumir seu papel nesse âmbito. MUDANÇA.. • Mudamos nossa forma de pensar e agir se estivermos certos de que isso é necessário. Só assim podemos começar a falar em mudança, que é uma palavra chave no processo de implementação de algo novo, como a GSE, dentro de uma organização.
    91. 91. UNIR A implementação de algo novo necessita de começar pela alta administração ou ter o aval desta. Alta Administração
    92. 92. UNIR Alta Administração Sabemos que resistências sempre ocorrem nas organizações quando as rotinas e os métodos de trabalho são alterados. Cabe à alta administração desencadear o processo de motivação dos funcionários para a importância da preservação e conservação ambiental, bem como dos aspectos sociais.
    93. 93. UNIR Alta Administração assumindo a Liderança em um processo de implementação de Gestão Ambiental. Demonstrar vontade de mudar Partilhar metas com os colaboradores Analisar com os colaboradores os principais riscos ambientais Implementar programas- pilotos Reconhecer os esforços dos colaboradores Colocar a frente das mudanças os colaboradores
    94. 94. UNIR Alta Administração Estratégico Tático Operacional A gestão socioambiental precisa ser integrada à missão das organizações e perpassar os planejamentos estratégico, tático e operacional, a fim de que deixe de ser apenas uma filosofia bonita, mas sem aplicabilidade interna.
    95. 95. UNIR Alta Administração Estratégico Tático Operacional Quando a questão socioambiental é inserida na gestão administrativa, atingindo as mais altas esferas de decisão, ela passa a fazer parte do planejamento estratégico, do desenvolvimento das atividades de rotinas, da discussão dos cenários alternativos e, consequentemente, da análise de sua evolução, gerando políticas, metas e planos de ação.
    96. 96. UNIR A Função do Marketing e a GSE
    97. 97. UNIR A Função do e a GSE O marketing tem como função identificar as necessidades e desejos do consumidor, determinar que mercados-alvo a organização pode atender melhor, planejar produtos, serviços e programas adequados para satisfazer a esses mercados, convocando todos que participam da organização a pensar e servir aos consumidores. Philip Kotler
    98. 98. UNIR FONTE: Kotler, 1998, p. 3.
    99. 99. UNIR e a GSE • Pressupõe a satisfação das necessidades e desejos, mantendo ou melhorando o bem- estar do consumidor e da sociedade.Marketing Social • O marketing social é o pressuposto do marketing verde. O campo de atuação do marketing verde diz respeito a organizações que buscam associara sua imagem corporativa ou de marca a uma ética socioambiental. Marketing Social
    100. 100. UNIR Marketing Social Bem-estar do ser humano (Sociedade) Satisfação dos Consumidores Lucro
    101. 101. UNIR Ambiental O marketing ambiental é o processo administrativo holístico responsável por antecipar e satisfazer as necessidades dos consumidores e da sociedade de uma maneira lucrativa e sustentável. Peattie
    102. 102. UNIR Ambiental Principais objetivos • Desenvolver produtos que equilibrem as necessidades dos consumidores entre performance, preço, conveniência e compatibilidade ambiental, isto é, que exerçam um impacto mínimo sobre o ambiente natural; • Projetar uma imagem de alta qualidade, incluindo sensibilidade ambiental relacionada tanto aos atributos do produto quanto a sua trajetória produtiva.
    103. 103. UNIR As organizações que adotarem uma postura estratégica de marketing verde terão mais facilidades em implementar a GSE. Pois o marketing e considerado ponta inicial de todo esse processo
    104. 104. UNIR
    105. 105. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE Quando a área de marketing identifica a necessidade de inserção de um novo produto no mercado, aciona a área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para que o projeto desse produto seja transformado em algo físico, concreto, pois até então é algo apenas hipotético.
    106. 106. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE Protótipo Disposição Custos do projetos Fabricação, distribuição.
    107. 107. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE Espera-se, então, que nesse protótipo os consumidores possam ver os atributos-chave descritos no conceito do produto, que ele possa ser utilizado com segurança sob condições normais de uso e que possa ser produzido dentro dos custos de produção orçados.
    108. 108. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE Considerando que os temas de proteção ambiental estão se tornando cada vez mais importantes. Os projetistas precisam passar a considerar as questões ambientais e sociais em seu trabalho. Ou seja, quando começam a desenvolver conceitos e ideias de novos produtos e serviços, estas questões precisam ser inseridas.
    109. 109. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE Considerando que os temas de proteção ambiental estão se tornando cada vez mais importantes. Os projetistas precisam passar a considerar as questões ambientais e sociais em seu trabalho. Ou seja, quando começam a desenvolver conceitos e ideias de novos produtos e serviços, estas questões precisam ser inseridas.
    110. 110. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE As fontes de materiais usadas em um produto, as quantidades e as fontes de energia consumidas no processo, a quantidade e o tipo de material rejeitado que é gerado nos processos de manufatura, o tempo de vida do produto e o seu descarte após sua vida útil. Há alguns assuntos que são fundamentais no momento da realização do projeto
    111. 111. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE A implementação da GSE pode muitas vezes sinalizar a necessidade de se alterar um produto em função de seu design. Ou seja, o design atual pode estar em desacordo com os novos princípios adotados pela organização.
    112. 112. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE • A GSE entra na organização norteando a estratégia para a pesquisa e para o desenvolvimento de produtos. Fazer produto ambientalmente corretos, que consumam menos matérias-primas e insumos, que sejam produzidos por processos mais eficientes e que gerem uma menor quantidade de resíduos e emissões pode colocar a organização em uma posição de vantagem competitiva, que se refletirá em ganhos económicos.
    113. 113. UNIR Pesquisa e Desenvolvimento e a GSE A GSE é uma ferramenta que busca inovações... O surgimento de inovações pode ser uma consequência natural do processo de implementação da GSE nas organizações, seja incremental, como uma medida de housekeeping (organização da casa), seja radical, com o desenvolvimento de uma nova tecnologia, mais adequada aos princípios socioambientais.
    114. 114. UNIR Organizações Inovadoras x GSE . Atentas as oportunidadesTecnologia Vantagem competitiva Inserção de novos produtos. Resolução de problemas no processo Valor estratégico para organização
    115. 115. UNIR Função Compras e a GSE Além da questão da certificação ambiental, representada pela ISO 14000, aspectos ligados a questões estratégicas de competitividade, oportunidades em novos mercados, inovações em produtos e serviços estão provando para a indústria que a proteção ambiental também pode ser considerada uma estratégia para os negócios.
    116. 116. UNIR Função Compras e a GSE A “compra verde” (green procurement) esta sendo conduzida em diversos níveis e lugares. A elaboração de guias sobre como incluir a “compra verde” nas políticas públicas está sendo discutida, os quais estão sendo estabelecidos definitivamente em países como o Canadá e os Estados Unidos e na Comunidade Européia.
    117. 117. UNIR Função Compras e a GSE A “compra verde” (green procurement) esta sendo conduzida em diversos níveis e lugares. A elaboração de guias sobre como incluir a “compra verde” nas políticas públicas está sendo discutida, os quais estão sendo estabelecidos definitivamente em países como o Canadá e os Estados Unidos e na Comunidade Européia.
    118. 118. UNIR Função Compras e a GSE Com isso, podemos deduzir o quanto a função de compras é importante para a efetiva implementação da GSE em uma organização. A área de compras é crucial para o sucesso organizacional.
    119. 119. UNIR Função Compras e a GSE “comprar é até mais importante do que vender pelos melhores preços” Francesco Matazzaro
    120. 120. UNIR Função Compras e a GSE A qualidade ambiental do produto terá repercussões nos custos durante o processo produtivo, bem como durante o uso e o descarte do produto comercializado.
    121. 121. UNIR Função Compras e a GSE O responsável pelas compras pode buscar um fornecedor de insumos que reduza ou elimine a toxicidade do seu produto final. Se não existir no mercado o insumo desejado, poderá fazer uma parceria com um fornecedor para desenvolvê-lo.
    122. 122. UNIR Função Compras e a GSE Salienta-se a importância do setor de compras, pois o mesmo é responsável pela maior fatia do capital de giro de uma organização, comprar bem e tão importante quanto produzir e vender.
    123. 123. UNIR Função Compras e a GSE Se o comprador organizacional não estiver integrado com as demais funções da organização, não perceberá que o insumo de menor preço poderá representar um custo maior para a organização. Portanto, a organização precisa valorizar o responsável pelas compras e treiná-lo para inserir a preocupação ambiental nos procedimentos tradicionais.
    124. 124. UNIR Função Compras e a GSE Se o comprador organizacional não estiver integrado com as demais funções da organização, não perceberá que o insumo de menor preço poderá representar um custo maior para a organização. Portanto, a organização precisa valorizar o responsável pelas compras e treiná-lo para inserir a preocupação ambiental nos procedimentos tradicionais.
    125. 125. UNIR A Função da Produção e a GSE A função produção representa a reunião de recursos destinados à produção de bens e serviços. Administração da produção e operações é o termo usado para as atividades, decisões e responsabilidades dos gerentes de produção.
    126. 126. UNIR A Função da Produção e a GSE Quanto mais eficaz for a função produção de uma organização, mais eficiente será o uso dos seus recursos, produzindo bens e serviços de maneira que satisfaça os clientes, com menor custo ou obtendo maior lucro.
    127. 127. UNIR A Função da Produção e a GSE A função produção está intimamente ligada ao sucesso da implementação da GSE na organização, pois acreditamos que a área de produção é uma das mais atingidas quando a GSE é implementada.
    128. 128. UNIR A Função da Produção e a GSE Na função produção podem ser encontradas muitas oportunidades de melhoria ambiental, pois esta função é a transformadora dos insumos em produtos ou serviços e, em consequência, é a geradora da maior parte dos resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas encontradas nas organizações.
    129. 129. UNIR A Função da Produção e a GSE
    130. 130. UNIR A Função da Produção e a GSE A GSE invariavelmente afeta a função produção e exige padrões de eficiência, eficácia e efetividade por parte das organizações que estão atuando neste novo milénio.
    131. 131. UNIR A Função da Produção e a GSE Uma organização com um excelente produto, mas cuja produção cause impactos socioambientais negativos significativos, pode ter sua posição no mercado afetada, pois concorrentes, órgãos governamentais, não- governamentais e a comunidade atingida podem vir a exercer pressões para que o problema seja eliminado.
    132. 132. UNIR A função da finanças e GSE Administrar as finanças de uma organização é estar atento a três questões básicas: pagamentos e investimentos de curto prazo, pagamentos e investimentos de longo prazo e como financiar esses investimentos. Administrar as finanças é gerenciar os investimentos feitos em ativos (estoques, máquinas, terrenos, mão-de-obra, etc.) e o passivo (obrigações) da organização.
    133. 133. UNIR A área de finanças é fundamental para a implementação da GSE por ser a responsável em responder às três questões iniciais: • Em que ativos a organização deve investir? • De que modo a organização pode obter os recursos para custear os dispêndios de capital necessários? • Como gerir os fluxos de caixa no curto prazo?
    134. 134. UNIR A função da finanças e a GSE Devido à responsabilidade socioambiental atribuída às organizações em relação aos seus processos e produtos, um novo tipo de balanço começa a ser visualizado: É o balanço social (BS), o qual precisa apresentar demonstrações de quanto a empresa está investindo, tanto na área social quanto na área ambiental.
    135. 135. UNIR A função da finanças e a GSE A Bovespa trabalha com um índice de sustentabilidade empresarial (ISE). Atribuído as empresas mais eficientes em gestão ambiental. Considera três fatores: O desenvolvimento econômico, a consciência ambienta e a responsabilidade social.
    136. 136. UNIR A função da finanças e a GSE As organizações preocupadas em atuar de forma ética no mercado com relação às questões sociais e ambientais devem demonstrar, via contabilidade ambiental e balanço social, os resultados obtidos com os investimentos nessas áreas.
    137. 137. UNIR A função do RH e a GSE - (Histórico) Foco nos resultados Foco processos e tarefas 1980 – Rec;/ Sel, desenvolvimento e avaliação. Desenvolvimento Organizacional e Comunicação. Foco nas atividades e não nos resultados Aumento das práticas dos RH (19)
    138. 138. UNIR A função do RH e a GSE • As organizações preocupadas em atuar de forma ética no mercado com relação às questões sociais e ambientais devem demonstrar, via contabilidade ambiental e balanço social, os resultados obtidos com os investimentos nessas áreas. • concordam que as pessoas precisam de certas competências técnicas ou funcionais para ajudar suas organizações a atingir suas necessidades de negócios. • As três capacidades genéricas essenciais como resultados do trabalho de RH são: (1) criar clareza estratégica; (2) fazer com que as mudanças aconteçam; (3) gerar capital intelectual.
    139. 139. UNIR A função do RH e a GSE • CLAREZA ESTRATÉGICA - Uma organização revela capacidade de clareza estratégica quando sua estratégia enfatiza objetivos tanto de curto quanto de longo prazo. • AGENTE DE MUDANÇA - Os profissionais de RH devem propiciar as condições de mudança, gerenciando para o futuro, expressando desconforto com o status quo. • CAPITAL INTELICTUAL: Alta competência da empresa e alto comprometimento dos colaboradores.
    140. 140. UNIR A função do RH e a GSE • Á mudança de foco para o ser humano e tudo o que a ele se relaciona. A função básica de RH está em propiciar essas mudanças e formar essa nova realidade. • Quando a organização decide implementar a GSE, ou qualquer programa que envolva suas competências internas, observa-se uma grande resistência a mudanças, tanto por parte dos colaboradores quanto por parte dos empregadores. • Obter a adesão de todos que fazem parte da organização e participam, tanto operacionalmente quanto em nível decisório, é a premissa básica para o sucesso da GSE.
    141. 141. UNIR A função do RH e a GSE A aprendizagem tem um grande valor analítico no sentido de criar uma nova linguagem capaz de tratar as mudanças que estão ocorrendo nas empresas. Para a GSE, a aprendizagem é fundamental para o desenvolvimento de uma nova cultura organizacional. O grande desafio é encontrar a forma de manter os colaboradores constantemente motivados. A cultura não é algo imposto sobre uma situação social. Ao contrário, ela se desenvolve durante o curso da interação social. Para que a GSE tenha sucesso nas organizações, é importante que seja desenvolvida ou que já exista uma cultura socioambiental impregnada na organização.
    142. 142. UNIR A função do RH e a GSE O gestor dessa organização deve ter a noção clara do que existe e do que é possível obter a partir da nova mentalidade a ser introduzida, reunindo todas as culturas e subculturas em direção à mudança e à evolução organizacional. A abordagem da GSE passa pela cultura organizacional e pela capacidade de mudar da organização. A forte influência gerada por esses fatores pode levar ao sucesso ou ao fracasso na implementação da GSE. A organização tem que estar disposta a mudar, a alterar seus paradigmas e, até mesmo, sua identidade.
    143. 143. UNIR Normas relacionadas a função RH Norma OHSA 18001 A Norma OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) cerifica a gestão da Segurança e da Saúde no Trabalho. Para obter essa certificação a empresa deve apresentar um compromisso com a redução dos riscos ambientais e com a melhoria contínua de seu desempenho em relação à saúde ocupacional e segurança de seus colaboradores. Requisitos AS 8000 A norma de responsabilidade social SA 8000, desenvolvida em 1997 e revisada em 2001 pela Social Accountability International (SAI). Requisitos: Trabalho Infantil, trabalho forçado, saúde e segurança....
    144. 144. UNIRUNIR Capitulo 6 – Abordagens Relacionadas ao Ambiente Interno PARTE III - A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E O AMBIENTE INTERNO
    145. 145. UNIR Abordagens Relacionadas ao Ambiente Interno • Destacamos as abordagens do ecomanagement e da responsabilidade social corporativa, as quais se relacionam com todas as funções da organização. Com menor interação com as funções do ambiente interno, citamos o ecodesign, que tem, no entanto, grande relevância no desenvolvimento de produtos e serviços.
    146. 146. UNIR Gestão ecológica (ecomanagement) • Foi desenvolvida por Ernest Callenbach com o objetivo de mudar a forma de pensar e agir dos gestores, visando à redução do impacto que suas organizações causam no ambiente. Sua proposta é mostrar como estabelecer prioridades e como criar um plano de ação para implementar melhorias de forma sistemática. • A distinção entre gestão ambiental e gestão ecológica implica o uso do termo “ecológico” em um sentido mais amplo e profundo.
    147. 147. UNIR Distinção entre ambientalismo superficial e ecologia profunda
    148. 148. UNIR Ecomanagement • O ponto de partida para a transformação da gestão ambiental em gestão ecológica é o reconhecimento de que os problemas ecológicos do mundo não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos e sua compreensão e solução requerem um novo tipo de pensamento sistêmico ou ecológico.
    149. 149. UNIR Comparação entre gestão ambiental e gestão ecológica GESTÃO AMBIENTAL "Superficial” •PARADIGMA MECANICISTA •A auditoria ambiental e outras práticas administrativas ambientais não questionam o paradigma organizacional dominante. •Estas ferramentas ambientais vêem a organização como uma máquina que pode ser controlada e adotam o quadro de referência da economia tradicional. •Na auditoria de cumprimento podem ser aplicados métodos baseados unicamente na quantificação, já que as regulamentações e normas governamentais são quantificadas. Isto reforça o status quo e não fornece orientação alguma para a solução de problemas ambientais urgentes, não contemplados nas medidas governamentais. GESTÃO ECOLÓGICA "Profunda” •VISÃO HOLÍSTICA E SISTÉMICA •A ecoauditoria questiona o paradigma organizacional dominante e envolve a passagem do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico. •A gestão ecológica percebe o mundo, a natureza, o organismo humano, a sociedade e as organizações como sistemas vivos, cuja compreensão não é possível apenas sob o prisma econômico. •Como a organização é vista como um sistema vivo, ela não pode ser rigidamente controlada por meio de intervenção direta. Porém, pode ser influenciada pela transmissão de orientações e emissão de impulsos. Esse novo estilo de administração é conhecido como administração sistêmica.
    150. 150. UNIR Comparação entre gestão ambiental e gestão ecológica GESTÃO AMBIENTAL "Superficial” •VISÃO ANTROPOCÊNTRICA •Está associada à ideia de resolver problemas ambientais em benefício da organização. •Carece de uma dimensão ética e suas principais motivações são a observância das leis e a melhoria da imagem da organização. •IDEOLOGIA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO •A gestão ambiental não questiona a ideologia do crescimento econômico, que é a principal força motriz das atuais políticas econômicas e, tragicamente, da destruição do ambiente global. •Busca incessantemente o crescimento econômico irrestrito, entendido em termos puramente quantitativos como a maximização dos lucros ou do PNB. GESTÃO ECOLÓGICA "Profunda” •VISÃO NÃO-ANTROPOCÊNTRICA •É motivada por uma ética ecológica e por uma preocupação com o bem-estar das futuras gerações. •Seu ponto de partida é uma mudança de valores na cultura organizacional (mudança no pensar e agir dos gestores). •SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA •A gestão ecológica implica o reconhecimento de que o crescimento econômico ilimitado num planeta finito só pode levar ao desastre. •A gestão ecológica faz uma restrição ao conceito de crescimento, introduzindo a questão da sustentabilidade ecológica como critério fundamental de todas as atividades de negócios.
    151. 151. UNIR Responsabilidade Socioambiental Corporativa (RSC) • RSC e o comportamento ético dos gestores encontram-se entre as mais importantes tendências que hoje influenciam a teoria e a prática da administração. • Contudo existem diferentes entendimentos sobre esse conceito, o que torna a teoria frágil e mal fundamentada, abrindo espaços para várias práticas equivocadas. • O conceito de responsabilidade socioambiental tem sido reduzido à responsabilidade corporativa
    152. 152. UNIR Responsabilidade Socioambiental Corporativa (RSC) • Responsabilidade social corporativa dos gestores é a obrigação de estabelecer diretrizes, tomar decisões e seguir rumos de ação que são importantes em termos de valores e objetivos da sociedade. • Algumas organizações têm demonstrado que é possível desenvolver um sistema produtivo mais sustentável e ainda obter lucro.
    153. 153. UNIR Níveis de sensibilidade social das organizações Abordagem da Obrigação Social •Assume que as únicas obrigações de RSC da empresa são aquelas exigidas por lei. •Uma empresa que assume esta postura se satisfaz apenas cumprindo as obrigações sociais, ou seja, não realiza nenhuma ação voluntária na área socioambiental. Abordagem da responsabilidade social •Reconhece que a empresa tem responsabilidades econômicas (RE) e sociais (RS). • As responsabilidades econômicas são a otimização dos lucros e o aumento do patrimônio líquido dos acionistas. •As RS consistem em lidar com os problemas sociais atuais, mas somente até o ponto em que o bem-estar econômico da empresa não é afetado de forma negativa. Abordagem da sensibilidade social •Esta abordagem enfatiza que a empresa não tem apenas responsabilidades econômicas e sociais. •Ela também precisa se antecipar aos futuros problemas sociais e destinar recursos organizacionais para lidar com esses problemas. Isso é feito pela adaptação proativa, ou seja, prevendo problemas futuros e lidando com eles agora. •Esses problemas podem não estar diretamente ligados à empresa, mas sua solução beneficiará a sociedade como um todo.
    154. 154. UNIR Princípio da Atuação Responsável (Responsible Care) • Foi criado em 1984, no Canadá, pelas indústrias químicas, com o apoio da Chemical Manufactures Association (CMA). • O programa enfoca saúde, segurança e meio ambiente, conhecidos internacionalmente pela sigla SHE (safety, health and environment). • As empresas que aderem ao programa comprometem-se a adotar um código de práticas gerenciais, formar um conselho comunitário consultivo, participar de fóruns de discussão e trocas de experiência, utilizar indicadores de verificação do andamento dos processos e difundir o programa para a cadeia produtiva, incluindo clientes e fornecedores.
    155. 155. UNIR Gestão sustentável da cadeia de suprimentos ( Green supply chain management) • O foco tradicional dos gerentes de empresas de manufatura sempre foi diminuir custos na compra de insumos e em gastos operacionais. • No momento em que as empresas passam a adotar o conceito de cadeia de valor, privilegiando o core business, o foco se transfere para as atividades que a empresa tem competência para desempenhar, seja pela produtividade de suas operações, seja porque a tecnologia utilizada é própria e ainda não dominada pelos concorrentes. • As demais atividades são terceirizadas, sendo da responsabilidade de parceiros de negócios, cujas operações ficam sob a coordenação daquele que tem poder para isso. Esses parceiros, por sua vez, têm competência para atuar nessas atividades, essenciais para eles, considerando a cadeia de valor estendida de seus produtos.
    156. 156. UNIR Gestão sustentável da cadeia de suprimentos ( Green supply chain management) • A gestão sustentável da cadeia de suprimentos ainda é um tema pouco explorado no Brasil • Tem se mostrado como uma grande oportunidade para agregar valor ao produto, minimizar os impactos no processo de produção, gerar inovações de produto e processo e aumentar a competitividade dos elos dessa cadeia. • Esse processo geralmente ocorre por iniciativa da empresa que coordena a cadeia, a qual pode fazer exigências visando a atender determinado padrão e/ou criar condições para que seus fornecedores atinjam o padrão desejado num determinado período de tempo.
    157. 157. UNIR Análise do ciclo de vida na gestão da cadeia de suprimentos. A análise do ciclo de vida deve ser incorporada à gestão da cadeia de suprimentos, pois na concepção e no desenvolvimento dos projetos de produtos e insumos está a grande oportunidade de minimizar impactos socioambientais ao longo da cadeia.
    158. 158. UNIR THE NATURAL STEP TNS A The Natural Step (TNS) metodologia para atingir a sustentabilidade empresarial, onde a alta direção, os colaboradores e os stakeholders devem ter o conceito de sustentabilidade alinhado. A criação de uma visão e de um plano estratégico, com a participação de todos os envolvidos no processo, bem como dos públicos interessados, sempre pensando no longo prazo. O TNS trabalha com o alinhamento de objetivos nos níveis estratégicos da organização, mas não trabalha com indicadores. Seu grande desafio é transpor a visão em resultados práticos que tragam resultados efetivos na busca pela sustentabilidade.
    159. 159. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Conceituando A P+L é a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva e integrada nos processos produtivos, nos produtos e nos serviços para reduzir os riscos relevantes aos seres humanos e ao ambiente natural. Praticar a P+L é realizar ajustes no processo produtivo que permitam a redução da emissão/geração de resíduos diversos. A P+L busca direcionar o design para a redução dos impactos negativos do ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima até a disposição final.
    160. 160. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L)
    161. 161. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) P+L definida recentemente A aplicação contínua de uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia pela não-geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em um processo produtivo. Esta abordagem induz inovação nas empresas, dando um passo em direção ao desenvolvimento económico sustentado e competitivo, não apenas para elas, mas para toda a região que abrangem.
    162. 162. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Conceitos Produção mais limpa = prevenção à poluição: técnicas utilizadas para prevenir a geração de resíduos, efluentes e emissões. Trata-se de uma comparação entre duas ou mais formas de produção. A implementação das técnicas de P+L deve sensibilizar e mobilizar toda a organização, e não apenas o setor de produção. Produção limpa: sistema de produção que busca as condições ideais e exige transparência e forte participação dos stakeholders. Trata-se de uma meta a ser perseguida, mas que dificilmente será atingida na sua plenitude, pois sempre haverá algum tipo de impacto, de falta de transparência, de não-aplicação dos princípios da precaução, de uma visão holística, etc.
    163. 163. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Conceitos Tecnologia mais limpa: tecnologia que causa menor impacto ambiental, quando comparada com outras tecnologias. Tecnologia limpa: tecnologia que não causa impacto ambiental. Da mesma forma que no caso da produção limpa, trata-se de uma meta a ser perseguida. Tecnologia fim-de-tubo: tecnologia utilizada para remediar os impactos ambientais decorrentes dos processos produtivos. Visa a evitar que a poluição gerada seja diluída no ambiente natural. Enquanto existirem resíduos, será necessário utilizar as tecnologias fim-de-tubo.
    164. 164. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Benefícios do Investimento em P+L Investir em P+L é lucrativo, pois, na maioria das vezes, o retorno do investimento ocorre em poucos meses. Os programas de P+L têm como foco o potencial de ganhos diretos no mesmo processo de produção e de ganho indireto pela eliminação de custos associados ao tratamento e à disposição final de resíduos, desde a fonte, ao menor custo, e com períodos curtos de amortização dos investimentos. Um econegócio ou ecobusiness é todo e qualquer empreendimento que se preocupa com as variáveis ambiental, social e económica e que seja proativo em criar mecanismos de proteção (preservação ou conservação) dos recursos, tanto naturais quanto culturais, desde a concepção dos produtos até a sua disposição final.
    165. 165. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Barreiras à implementação da P+L Investir em P+L exige uma mudança de mentalidade em todos os níveis da organização. A P+L oferece oportunidades para uma relação ambiental do tipo “ganha-ganha”. Tipos de Barreiras Internas à Organização Externas à Organização Organizacionais • Alto turnover dos empregados • Falta de participação dos trabalhadores • Falta poder de tomada de decisão • Ênfase na produção • Falta de reconhecimento • Falta de pessoal qualificado
    166. 166. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Barreiras à implementação da P+L Tipos de Barreiras Internas à Organização Externas à Organização Sistémicas • Falta de documentação confiável da produção • Falta de um sistema contábil • Falta de planejamento • Insuficiente pressão de políticas ambientais • Informação ambiental não- disponibilizada (substitutos mais seguros, tecnologias limpas, etc.) Comportamentais • Atitude de baixo risco do empreendedor • Indiferença à proteção ambiental • Nenhuma orientação para a manufatura • Falta uma cultura de housekeeping • Resistência à mudança • Falta de liderança • Falta de supervisão efetiva • Medo do fracasso • Limitada consciência ambiental pública
    167. 167. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Barreiras à implementação da P+L Tipos de Barreiras Internas à Organização Externas à Organização Econômicas • Critério de investimento ad hoc (eventual) • Sem disponibilidade de fundos • Plano de investimentos inadequado • Custos ambientais baixos ou mesmo inexistentes • Falta de políticas de impostos preferenciais para as indústrias de pequeno porte • Ocorrência de impostos de importação para a tecnologia mais limpa • Diferenciação em impostos de importação Tecnológicas • Equipamento obsoleto • Falta de infra-estrutura adequada na organização • Falta de pessoal técnico treinado • Gap tecnológico • Informação limitada sobre tecnologias disponíveis localmente • Falta de acesso à informação técnica orientada para o desenho de produto
    168. 168. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Barreiras à implementação da P+L Tipos de Barreiras Internas à Organização Externas à Organização Governamentais • Inadequada política de preços para a água • Ênfase na abordagem fim-de-tubo • Falta de uma política industrial • Falta de incentivos para esforços de redução de resíduos e emissões Outras barreiras • Limitação de espaço • Variações sazonais • Falta de apoio institucional • Falta de pressão pública para controlar a poluição (ONGs)
    169. 169. UNIR PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) Implementação da P+L- rotina usada no Brasil Em julho de 1995 foi inaugurado o NCPC brasileiro, denominado Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL/Brasil), localizado em Porto Alegre (RS), no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Entendemos que, além das barreiras já elencadas anteriormente, falta uma gestão voltada para a eliminação dos desperdícios, para a minimização do uso de insumos e geração de resíduos, para a crítica e análise dos produtos, processos e serviços. Acreditamos que a metodologia de P+L pode ser uma ferramenta importante no processo de mudança a ser inserido nas organizações. As diferenças culturais, económicas, de clima, etc. existentes no Brasil exigem adaptações das metodologias ou programas às especificidades regionais.
    170. 170. UNIR QUESTIONAMENTOS
    171. 171. UNIRUNIR Obrigado!

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