UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICSDEPARTAMENTO DE BIOINTERAÇÃODISCIPLINA: IMUNOLOGIA I – I...
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br />
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /> A validade de um teste refere-se a quanto, em termos quantitativos, um teste é útil para dia...
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /><ul><li>DIAGNÓSTICO VERDADEIRO
 Isolamento do agente, associado a apresentação clínica de sintomas.
 Padrão OURO – pode ser constituído pelo diagnóstico verdadeiro, ou mesmo por um teste confiável e já utilizado para o dia...
O teste diagnóstico ideal deveria fornecer, sempre, a resposta correta, ou seja, um resultado positivo dos indivíduos infe...
Rápido de ser executado, seguro, simples, inócuo, confiável e de baixo custo.</li></li></ul><li>CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br...
Quando pesquisamos o status infeccioso de uma pessoa/animal, estes podem ou não ter a infecção e o resultado do teste diag...
CONCEITOS<br />
VALIDADE INTRÍNSECA<br />É o desempenho do teste quando <br />comparado a um teste de referência.<br /><ul><li>Característ...
Fornecem resultados consistentes independente da prevalência da doença</li></ul>Sensibilidade<br />Especificidade<br />Efi...
VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li> SENSIBILIDADE
 É a porcentagem de pacientes com determinada condição/doença para os quais, se o teste é utilizado, se obtém resultados p...
 Quanto maior a sensibilidade, maior o poder do teste de detectar a condição ou doença</li></ul>Sensibilidade =<br /> VP  ...
VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li> Existem casos em que os pacientes estão coma determinada infecção, o teste é utilizado e...
 É a porcentagem dos indivíduos que não tem a condição/doença e ao utilizar-se o teste apresenta resultados negativos.
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VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li>Podem ocorrer casos em que o indivíduo NÃO possuI determinada infecção, mas apresenta res...
Quanto mais alta a especificidade, menor será a taxa de falso positivos e menor será a proporção das pessoas desnecessaria...
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VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li>EFICIÊNCIA
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 Em economia da saúde, ao comparar produtos, eficiência inclui a variável custo, indicando o mesmo ou maior efeito pelo me...
VALOR PREDITIVO POSITIVO<br />	É a probabilidade que um paciente com um teste positivo tenha efetivamente a condição ou do...
VALOR PREDITIVO NEGATIVO<br /><ul><li>Mede a probabilidade de obter "verdadeiros negativos": sem a condição ou doença nos ...
 Enquanto a sensibilidade  e a especificidade de um teste são constantes na população em estudo sempre que testadas, o val...
VALIDADE EXTRÍNSECA<br />É a capacidade do teste em detectar a real situação da população em relação à doença que está sen...
VALIDADE EXTRÍNSECA<br /><ul><li> PRECISÃO
É um parâmetro que determina existir concordância dos  resultados obtidos quando um mesmo teste é feito várias vezes.
  Mede o erro acidental do método, que corresponde ao erro experimental acumulado (erro aleatório).
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É um parâmetro que determina a capacidade do teste em fornecer resultados muito próximos ao verdadeiro valor do que se est...
 Mede o erro sistemático ou a tendência dos resultados de se desviarem em uma dada direção e proporção em relação ao valor...
 É a habilidade o teste de obter resultados similares ao teste padrão (Padrão OURO).</li></li></ul><li>VALIDADE EXTRÍNSECA...
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Aula prática de Imunologia ICS - UFBA: Critérios de Validação

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C R I T E R I O S D E V A L I D A Ç Ã O

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICSDEPARTAMENTO DE BIOINTERAÇÃODISCIPLINA: IMUNOLOGIA I – ICS 045<br />CRITÉRIOS DE VALIDAÇÃO DE TESTES DE IMUNODIAGNÓSTICO<br />Trabalho realizado pelo Doutorando de Imunologia da UFBA Bruno Lopes Bastos sob orientação dos Professores Robert Schaer, Roberto Meyer, Cláudia Brodskin e Ricardo Portela. Atualizado em Fevereiro de 2010.<br />
  2. 2. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br />
  3. 3. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /> A validade de um teste refere-se a quanto, em termos quantitativos, um teste é útil para diagnosticar um evento ou predizê-lo (validade preditiva).<br /> Para tal, compara-se os resultados do teste com os de um padrão: o estado clínico do paciente (se a informação está disponível), um conjunto de exames julgados mais adequados, ou um ensaio de diagnóstico que sirva de referência (Padrão ouro).<br />
  4. 4. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /><ul><li>DIAGNÓSTICO VERDADEIRO
  5. 5. Isolamento do agente, associado a apresentação clínica de sintomas.
  6. 6. Padrão OURO – pode ser constituído pelo diagnóstico verdadeiro, ou mesmo por um teste confiável e já utilizado para o diagnóstico de determinada enfermidade, geralmente predito como “gold standard” pela Organização Mundial de Saúde, por exemplo.</li></li></ul><li>CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /><ul><li> PROPRIEDADES DOS TESTES DE DIAGNÓSTICO
  7. 7. O teste diagnóstico ideal deveria fornecer, sempre, a resposta correta, ou seja, um resultado positivo dos indivíduos infectados e um resultado negativo nos indivíduos sem infecção.
  8. 8. Rápido de ser executado, seguro, simples, inócuo, confiável e de baixo custo.</li></li></ul><li>CARACTERÍSTICAS BÁSICAS<br /><ul><li>AVALIAÇÃO DA VALIDADE DE UM TESTE
  9. 9. Quando pesquisamos o status infeccioso de uma pessoa/animal, estes podem ou não ter a infecção e o resultado do teste diagnóstico pode ser positivo ou negativo. Assim, podemos encontrar as seguintes situações: </li></li></ul><li>... uma combinação binária entre os resultados prováveis obtidos em um determinado teste e o diagnóstico verdadeiro da doença<br />
  10. 10. CONCEITOS<br />
  11. 11. VALIDADE INTRÍNSECA<br />É o desempenho do teste quando <br />comparado a um teste de referência.<br /><ul><li>Característicos do teste e não da população em estudo
  12. 12. Fornecem resultados consistentes independente da prevalência da doença</li></ul>Sensibilidade<br />Especificidade<br />Eficiência<br />
  13. 13. VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li> SENSIBILIDADE
  14. 14. É a porcentagem de pacientes com determinada condição/doença para os quais, se o teste é utilizado, se obtém resultados positivos.
  15. 15. Quanto maior a sensibilidade, maior o poder do teste de detectar a condição ou doença</li></ul>Sensibilidade =<br /> VP VP + FN<br />________<br />
  16. 16. VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li> Existem casos em que os pacientes estão coma determinada infecção, o teste é utilizado e apresenta resultado negativo. Estes casos denominam- se falsos negativos, e são interpretados como uma falha na sensibilidade do ensaio. </li></li></ul><li>VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li> ESPECIFICIDADE
  17. 17. É a porcentagem dos indivíduos que não tem a condição/doença e ao utilizar-se o teste apresenta resultados negativos.
  18. 18. Os testes com alta especificidade ( 99%) e que são negativos em indivíduos sadios ou que apresentam sintomas similares mas não apresentam a infecção/doença, são muito úteis para confirmação o diagnóstico.</li></ul>Especificidade =<br /> VN VN + FP<br />_______<br />
  19. 19. VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li>Podem ocorrer casos em que o indivíduo NÃO possuI determinada infecção, mas apresenta resultado positivo em um ensaio de diagnóstico. Esse resultado é visto como “falso-positivo” e é relacionado a falhas na especificidade do ensaio.
  20. 20. Quanto mais alta a especificidade, menor será a taxa de falso positivos e menor será a proporção das pessoas desnecessariamente preocupadas ou expostas a tratamentos indevidos.
  21. 21. Em algumas situações ou condições em que há riscos de omitir ou retardar tratamentos necessários, a proporção de falso negativos pode ser inaceitável. </li></li></ul><li>VALIDADE INTRÍNSECA<br />Combinação binária entre os resultados prováveis obtidos em um determinado teste e o diagnóstico verdadeiro da doença<br />SENSIBILIDADE<br />ESPECIFICIDADE<br />
  22. 22. VALIDADE INTRÍNSECA<br /><ul><li>EFICIÊNCIA
  23. 23. É a porcentagem correta de resultados do testes, verdadeiros positivos e negativos.
  24. 24. Em economia da saúde, ao comparar produtos, eficiência inclui a variável custo, indicando o mesmo ou maior efeito pelo menor custo.</li></ul>Eficiência = <br /> VP + VP <br />VP + VN + FP + FN<br />________________<br />
  25. 25. VALOR PREDITIVO POSITIVO<br /> É a probabilidade que um paciente com um teste positivo tenha efetivamente a condição ou doença, baseada na PREVALÊNCIA da infecção ou doença na população estudada.<br />VPP = <br /> VP <br />VP + FP<br />________<br />Probabilidade da doença se o teste<br />é positivo.<br />
  26. 26. VALOR PREDITIVO NEGATIVO<br /><ul><li>Mede a probabilidade de obter "verdadeiros negativos": sem a condição ou doença nos quais se obtém resultados negativos, baseado na PREVALÊNCIA desta infecção nesta população.
  27. 27. Enquanto a sensibilidade e a especificidade de um teste são constantes na população em estudo sempre que testadas, o valor predito varia com a sensibilidade e com a prevalência. </li></ul>VPN = <br /> VN <br />VN + FN<br />________<br />Probabilidade da doença se o teste<br />é negativo.<br />
  28. 28. VALIDADE EXTRÍNSECA<br />É a capacidade do teste em detectar a real situação da população em relação à doença que está sendo estudada. Também avalia o desempenho do teste em uma dada população.<br />Precisão<br />Acurácia ou <br />exatidão<br />Reprodutibilidade<br />
  29. 29. VALIDADE EXTRÍNSECA<br /><ul><li> PRECISÃO
  30. 30. É um parâmetro que determina existir concordância dos resultados obtidos quando um mesmo teste é feito várias vezes.
  31. 31. Mede o erro acidental do método, que corresponde ao erro experimental acumulado (erro aleatório).
  32. 32. É a repepetitividadedos resultados ao repetir o teste várias vezes em circunstâncias similares. A precisão não implica acurácia!</li></li></ul><li>VALIDADE EXTRÍNSECA<br /><ul><li> ACURÁCIA OU EXATIDÃO
  33. 33. É um parâmetro que determina a capacidade do teste em fornecer resultados muito próximos ao verdadeiro valor do que se está medindo.
  34. 34. Mede o erro sistemático ou a tendência dos resultados de se desviarem em uma dada direção e proporção em relação ao valor real.
  35. 35. É a habilidade o teste de obter resultados similares ao teste padrão (Padrão OURO).</li></li></ul><li>VALIDADE EXTRÍNSECA<br /><ul><li> REPRODUTIBILIDADE
  36. 36. É a obtenção de resultados iguais em testes realizados com a mesma amostra de material biológico, quando feitos por pessoas diferentes em locais variados e se garante quando a precisão e a exatidão são sempre avaliadas.
  37. 37. Desvio padrão
  38. 38. Coeficiente de variação
  39. 39. Coeficientes de correlação (Pearson, Spearman)
  40. 40. Variância entre medidas</li></li></ul><li>APLICAÇÃO DOS TESTES DE DIAGNÓSTICO<br />
  41. 41.
  42. 42.
  43. 43.
  44. 44.
  45. 45.
  46. 46.
  47. 47. LIMIAR DE REATIVIDADE OU CUT-OFF<br /><ul><li>Limiar de reatividade ou cut-offé a região de corte do teste sorológico.
  48. 48. Ou seja, é um valor acima do qual temos menos resultados falso-positivos, e abaixo do qual temos menos resultados falso-negativos, ou seja, é um valor de referência para termos uma mellhor discriminação entre infectados e não infectados.</li></li></ul><li>LIMIAR DE REATIVIDADE OU CUT OFF<br />Curva de distribuição da freqüência de títulos normalmente observada na população<br />Cut-offou <br />limiar de reatividade<br />Falso-Positivos<br />Falso-Negativos<br />
  49. 49. LIMIAR DE REATIVIDADE OU CUT OFF<br />Imagine que você trabalha num banco de sangue e precisa<br />selecionar um teste para detectar determinado antígeno...<br />Este teste não pode apresentar resultados falso-positivos<br />Então deverá ter máxima....<br />SENSIBILIDADE !!! Portanto:<br />Onde seria o limiar de reatividade ou cut off?<br />Ponto de máxima sensibilidade<br />Pode aumentar o número de resultados FALSO-POSITIVOS!!<br />
  50. 50. LIMIAR DE REATIVIDADE OU CUT OFF<br />Imagine que você trabalha num laboratório de análises clínicas e precisa selecionar um teste para detectar determinado antígeno...<br />Este teste deverá ter máxima....<br />ESPECIFICIDADE!!! Portanto:<br />Onde seria o limiar de reatividade ou cut off?<br />Ponto de máxima especificidade<br />Pode aumentar o número de resultados FALSO-NEGATIVOS!!<br />
  51. 51. CHECKLIST PARA AVALIAÇÃO DA VALIDADE DE UM TESTE <br />
  52. 52. CHECKLIST PARA AVALIAÇÃO DA VALIDAÇÃO DE UM TESTE<br /><ul><li> Houve comparação independente com um padrão de referência?
  53. 53. A amostra de indivíduos estudados incluiu um espectro apropriado de pacientes, semelhante ao da prática clínica?
  54. 54. Os resultados do teste sob avaliação influenciaram a decisão do teste tido como padrão de referência?</li></li></ul><li>CHECKLIST PARA AVALIAÇÃO DA VALIDAÇÃO DE UM TESTE<br /><ul><li> Os métodos para a realização do teste foram detalhados o suficiente para permitir reprodução?
  55. 55. As propriedades do teste foram apresentadas e sua precisão determinada?
  56. 56. A reprodutibilidade do teste e sua interpretação poderão satisfazer à prática clínica?
  57. 57. Os resultados são aplicáveis e mudam a conduta clínica?
  58. 58. Os pacientes ganharão com o resultado do teste?</li>

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