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Posição do paciente para o
procedimento cirúrgico
POSIÇÃO DO PACIENTE PARA O
PROCEDIMENTOS CIRÚRGICO
Posição cirúrgica é aquela na qual o
paciente é colocado depois de
anestesiado, para que possa ser
submetido ao procedimento cirúrgico,
é o modo como está acomodado na
mesa de operações durante o
procedimento cirúrgico. Refere-se à
movimentação do corpo do paciente
pela equipe cirúrgica, com a intenção
de deixá-lo apoiado na mesa em
ângulo que propicie ao cirurgião boa
visão da área operatória. Busca-se, ao
mesmo tempo, garantir conforto,
segurança e respeito aos limites
anatômicos e fisiológicos do paciente.
A posição adequada do paciente é essencial
para que os procedimentos cirúrgicos sejam
bemsucedidos e realizados com segurança.
Colocar o paciente em posição correta para
uma intervenção cirúrgica é uma arte, uma
ciência e também um fator-chave no
desempenho de um procedimento seguro e
eficiente. Para tal, é primordial a aplicação
de conhecimentos relacionados com
anatomia, fisiologia e patologia humanas. O
posicionamento cirúrgico, geralmente, é
visto como um cuidado simples, porém, na
verdade, deve ser encarado como um
procedimento de grande complexidade, que
envolve vários riscos, os quais, se não
observados com responsabilidade e
competência por todos os membros da
equipe, podem comprometer
definitivamente a saúde física e mental do
paciente. Por isso, os cuidados devem ser
individualizados, segundo as características
de cada um e a necessidade pertinente ao
procedimento cirúrgico a ser realizado
Sendo assim, a equipe cirúrgica
desempenha papel fundamental
na garantia do posicionamento
anatômico adequado do paciente,
com segurança e sem
comprometimentos. Por haver
necessidade de conhecimentos
técnico-científicos e prática da
parte dos executores, é
imprescindível que os profissionais
envolvidos conheçam as diferentes
posições cirúrgicas e os aspectos
relacionados a cada uma delas,
bem como os possíveis eventos
adversos relacionados ao
posicionamento inadequado
O posicionamento cirúrgico está relacionado a:
• mesas cirúrgicas;
• treinamento da equipe de enfermagem;
• parceria com a equipe médica.
As metas do posicionamento seguro do paciente, por
sua vez, incluem:
• oferecer exposição e acesso ótimos ao local
operatório;
• proporcionar acesso para a administração de soluções
endovenosas, drogas, agentes
anestésicos, etc.;
• não comprometer a integridade da pele;
• prover o máximo de conforto ao paciente;
• manter alinhamento corporal;
• facilitar o acesso aos equipamentos e suportes de
anestesia.
A satisfação dessas metas, assim como a manutenção
do conforto e da segurança do paciente, é de
responsabilidade de todos os membros da equipe
cirúrgica.
Materiais de suporte para posicionamento
cirúrgico
É de responsabilidade do hospital a aquisição
dos mais diversos acessórios e recursos, de
acordo com as necessidades e as condições
financeiras dos pacientes por ele atendidos.
São os principais materiais:
COLCHONETE DE MESA CIRURGICA
BRAÇADEIRA DE MESA CIRURGICA
FAIXAS DE CONTENÇÃO DE MESA CIRURGICA
PERNEIRA CIRURGICA
COLCHÃO PIRAMIDAL
PROTETOR CALCÂNEO
COXINS DE ESPUMA
Recomendações gerais para o
posicionamento do paciente
• colocar o paciente na posição cirúrgica após devidamente anestesiado;
• proceder às manobras de posicionamento sempre em equipe, com
participação do médico anestesista, cirurgião ou assistente, circulante de
sala e enfermeiro assistencial;
• realizar as mudanças de posição, visando à segurança do paciente e à
ergonomia da equipe, considerando-se a anatomia e a fisiologia do
cliente, bem como a técnica cirúrgica a ser realizada;
• considerar particularidades de cada paciente, como idade, peso,
condições físicas e limitações, de modo que o cuidado prestado durante o
posicionamento seja individualizado;
• manipular, cuidadosamente, o paciente durante todo o posicionamento;
• aplicar movimentos firmes, porém delicados e seguros em quaisquer
partes do corpo, a fim de evitar complicações;
• manter o alinhamento do corpo do paciente (cabeça, tronco/coluna
vertebral, membros superiores e inferiores), independentemente da
posição a ser utilizada;
• evitar contato de partes do corpo do paciente com superfícies metálicas
da mesa, para prevenir queimaduras pelo uso do bisturi elétrico;
• evitar compressão da pele, com o intuito de prevenir lesões locais;
• cuidar para que os membros superiores não fiquem pendentes, apoiando-os ao
longo do corpo ou em suportes tipo braçadeiras, devidamente acolchoados;
• evitar que os membros inferiores fiquem pendentes, oferecendo apoio,
segundo a necessidade imposta pela especificidade da cirurgia;
• proteger proeminências ósseas, a fim de evitar úlcera de pressão, tromboses e
compressões circulatórias;
• evitar posições viciosas, procurando posicionar o paciente da forma mais
funcional, confortável e segura possível;
• adequar a pressão das cintas de segurança ou faixas de contenção, de modo
que não fiquem apertadas, evitando comprometimento de funções vitais e
complicações pós-operatórias;
• cuidar para que não permaneçam sobre o paciente: objetos, materiais,
instrumentais ou mesmo pressão inadvertida dos membros da equipe, que
podem aumentar ainda mais a compressão sobre determinadas áreas;
• manter constante monitoração e acompanhamento do paciente durante todo o
procedimento;
• proceder ao registro das ações realizadas e das possíveis intercorrências, com a
intenção de se permitir continuidade da assistência no período pós-operatório.
Tipos de posições cirúrgicas
• posição decúbito dorsal ou posição supina;
• posição de Trendelenburg;
• posição de Trendelenburg reverso ou proclive;
• posição litotomia ou ginecológica;
• posição Fowler ou sentada;
• posição prona ou decúbito ventral;
• posição de canivete, Kraske, JACK KNIFE ou Depage;
• posição de decúbito lateral.
É aquela em que o paciente fica deitado de costas com braços e pernas estendidos ao
longo da mesa. O dorso do paciente e a coluna vertebral ficam repousados na superfície
do colchão da mesa cirúrgica. A cabeça fica apoiada no travesseiro, retificando a coluna
cervical. Os braços ficam ao longo do corpo ou colocados em apoios laterais, tipo
braçadeiras. É considerada a posição mais próxima da anatômica, sendo utilizada em
diversos tipos de procedimentos.
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• abdominais;
• neurológicas;
• transplantes de órgãos e de tecidos;
• ortopédicas;
• cardíacas;
• vasculares;
• plásticas;
• ginecológicas;
• oftálmicas;
• otorrinolaringológicas;
• de mão;
• de cabeça e pescoço.
Paciente colocado deitado, com cabeça e
tronco em níveis mais baixos que os membros
inferiores. Posição que oferece melhor
visualização dos órgãos pélvicos durante a
abertura ou cirurgia por vídeo no abdome
inferior ou pelve. Nessa posição, com a
inclinação da mesa, o paciente ficará em
posição dorsal com elevação da pelve e dos
membros inferiores, ficando a cabeça mais
baixa que os pés. Pode ser utilizada também
para melhorar a circulação no cérebro quando
a pressão arterial cai repentinamente, pois
aumenta o fluxo sanguíneo arterial para o
crânio.
TRENDELEMBURG
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• abdominais;
• ginecológicas;
• vasculares.
POSIÇÃO DE TRENDELENBURG REVERSO OU PROCLIVE
É o contrário da posição de Trendelenburg,
a cabeceira é elevada e os pés são
abaixados, oferecendo melhor acesso à
cabeça e ao pescoço. Tal posição faz com
que a força da gravidade desloque as
vísceras abdominais para adiante do
diafragma, no sentido caudal, em direção
dos pés. Para diminuir o risco de trombose
e aliviar a pressão, as pernas devem
permanecer abaixadas.
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• de ombro;
• neurocirurgias;
• de cabeça e pescoço;
• cirurgias plásticas na face e no nariz;
• otorrinolaringológicas;
• oftalmológicas;
• de mamas, incluindo prótese.
POSIÇÃO LITOTOMIA OU GINECOLÓGICA
Colocar o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça e os ombros ligeiramente elevados. As
coxas devem estar bem flexionadas sobre o abdome, afastadas uma da outra, e as pernas
ficam sobre as coxas. Normalmente, para se colocar o paciente nessa posição, usam-se
suportes para os joelhos (perneiras).
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• ginecológicas;
• obstétricas;
• de reto;
• de hemorroidas;
• de bexiga.
POSIÇÃO DE FOWLER OU SENTADA
O paciente permanece semissentado na
mesa. Levantando-se a cabeceira, ele
deve ser colocado em decúbito dorsal, de
modo que o tronco atinja um ângulo que
varia de 30 a 90 graus em relação ao
plano horizontal. É comumente chamada
de “cadeira de praia”.
Cirurgias nas quais essa posição é
usada:
• neurocirurgias (a cabeça do paciente
deve ser apoiada com suporte
próprio).
É aquela em que o paciente fica deitado com
abdome para baixo. Essa parte do corpo do
indivíduo deve ficar, assim, em contato com a
superfície do colchão da mesa de cirurgia. A
colocação do paciente nessa posição envolve
vários membros da equipe atuando em
sincronia, uma vez que, depois de anestesiado
em decúbito dorsal, o paciente deve ser
colocado em posição lateral e, depois, na
posição ventral, tomando-se os devidos
cuidados para que tubos e cateteres não sejam
deslocados.
Cirurgias nas quais essa posição é
usada:
• na coluna vertebral;
• neurocirurgias em região posterior;
• de calcâneos.
POSIÇÃO DE CANIVETE, KRASKE OU DEPAGE
Paciente em decúbito ventral em
que os glúteos são levemente
inclinados, ficando braços e pernas
em posição oposta, com os braços
apoiados em telas. Essa posição
também é conhecida como Depage,
Kraske ou posição de “canivete”.
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• na região anal;
• em alguns tipos de cirurgias de coluna.
POSIÇÃO DE DECÚBITO LATERAL OU SIMS
Posição de decúbito lateral
direito: o paciente permanece
deitado para o lado direito,
braço direito flexionado, pernas
levemente fletidas, afastadas,
apoiadas, e o lado esquerdo
para cima.
Posição de decúbito lateral
esquerdo ou Sims: o paciente
fica deitado para o lado
esquerdo, braço esquerdo
flexionado, perna direita
levemente fletida ou
flexionada, e o lado direito para
cima.
Cirurgias nas quais essa posição é usada:
• de tórax;
• renais;
• exames intestinais.
Cuidados com o posicionamento do paciente ao
término da cirurgia
Cuidados com o
posicionamento do
paciente ao
término da cirurgia
Ao término do procedimento cirúrgico, quando a equipe deve
retirar o paciente da posição até então utilizada, são necessários
alguns cuidados básicos, como os listados a seguir:
• manipular lentamente o paciente, utilizando movimentos firmes e
seguros, uma vez que mudanças bruscas no paciente ainda
anestesiado podem provocar alterações cardiovasculares e
respiratórias;
• ao término da cirurgia, retornar o paciente ao decúbito dorsal,
para que seja feita a reversão da anestesia, salvo casos específicos
em que não seja possível sua colocação na posição supina;
• no caso das posições ventral e lateral, retornar o paciente à
posição dorsal, movimentando-o em bloco, com os devidos
cuidados para não deslocar tubos, drenos e cateteres, e mantendo o
alinhamento do corpo, em um resultado de colaboração entre todos
os membros da equipe cirúrgica;
• no caso da posição de litotomia, retirar cuidadosamente os
membros inferiores das perneiras, para prevenir o rápido retorno
de sangue da porção superior do corpo para os membros
inferiores, o que pode causar hipotensão;
• manter, sempre que possível, após a cirurgia e a reversão da
anestesia, o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça
lateralizada, de modo que seja evitada aspiração de secreções e se
previna a pneumonia aspirativa;
• avaliar continuamente as respostas do paciente às mudanças de
decúbito, observar suas reações e manter monitoração até a saída
da sala de cirurgia;
• assegurar ao cliente cirúrgico assistência livre de danos, inclusive
dos inerentes à sua própria condição e ao procedimento
anestésico-cirúrgico;
• registrar, em prontuário, intercorrências e situações de risco, com
o intuito de proporcionar continuidade da assistência no período
pós-operatório.
Apesar de ser uma atividade realizada rotineiramente no centro cirúrgico, o
posicionamento do paciente para a cirurgia não deve ser considerado um ato
mecânico e desvinculado de conhecimento técnico-científico. A posição ótima é
aquela que oferece à equipe cirúrgica as melhores condições de visualização da
área operatória e que, ao mesmo tempo, proporciona conforto e segurança ao
cliente. Porém, atender a essa demanda nem sempre é tarefa fácil.
Muitos são os tipos de posições cirúrgicas que podem ser empregados nos mais
diversos procedimentos, das mais variadas especialidades. Nesse contexto, devem
ser consideradas as individualidades impostas pelas próprias condições dos
pacientes, além dos recursos disponíveis na instituição.
Negligenciar os cuidados com o posicionamento cirúrgico e os riscos inerentes à
posição inadequada pode prejudicar seriamente o paciente. O trabalho em
equipe é a chave para a realização dessa atividade, tendo em vista que exige
competência e participação do anestesiologista, cirurgiões e equipe de
enfermagem. Cabe à instituição oferecer condições as quais propiciem conforto à
equipe cirúrgica durante o ato anestésico-cirúrgico e segurança ao paciente por
todo o período perioperatório. É de grande importância a aquisição de adequados
equipamentos, acessórios, dispositivos e recursos de proteção.
E SEDAÇÃO
ANESTESIAS
A anestesia é uma técnica que antecede
procedimentos cirúrgicos, diagnósticos ou
terapêuticos no qual o objetivo é garantir que o
paciente não sinta dor e/ou desconforto no
decorrer do processo, valorizando o seu bem-
estar. Além disso, a técnica anestésica contribui
para que o médico cirurgião tenha mais
segurança, tranquilidade e eficiência durante a
cirurgia, uma vez que o médico anestesiologista é
o responsável por manter em equilíbrio as
diversas funções do corpo (homeostase).
Os tipos de anestesia que podem ser adotados
são: sedação, anestesia geral e anestesia parcial.
Como funciona a anestesia?
Como funciona a anestesia?
Para entender como funciona a anestesia é
importante compreender como ocorre a
sensação de dor e de que maneira é possível
evitar que esse mecanismo seja ativado
durante uma cirurgia.
A dor é resultado de um conjunto de reações
biológicas que indicam para o indivíduo a
ocorrência de uma agressão física — como ao
sofrer um arranhão — ou psicológica, como
ocorre em situações estressantes. Essa
sensação é desencadeada pelo nociceptor,
receptor sensorial que envia mensagens por
meio de estímulos elétricos para o sistema
nervoso central, fazendo com que a sensação
de dor seja vivenciada pelo paciente.
O princípio da anestesia é, portanto,
impedir a comunicação entre cérebro e
nociceptor. O bloqueio pode ser feito
das seguintes maneiras:
•No cérebro, para que o sistema nervoso
central não reconheça os estímulos
elétricos enviados pelo nociceptor
(técnica anestésica geral);
•Nos nervos receptores que circundam o
local do ferimento (técnica anestésica
local);
•Nos nervos da medula espinhal
(raquianestesia e peridural) e nos
nervos periféricos (bloqueio de nervos
periféricos).
Além de evitar a sensação de dor,
as anestesias possuem outras
funcionalidades. Uma delas é bloquear a
musculatura do indivíduo, facilitando a
técnica de intubação traqueal e
proporcionando um campo cirúrgico
adequado. Também vale a pena citar o
lapso de memória (amnésia), um dos
principais componentes do procedimento,
para impedir que o paciente se lembre
do que ocorreu durante o ato cirúrgico.
Quanto tempo dura uma anestesia?
Quanto tempo dura uma anestesia?
Quanto tempo dura uma anestesia?
A duração da anestesia está diretamente relacionada com a complexidade
da terapia a ser feita. Em média, se o procedimento anestésico for aplicado
na realização de um exame, a duração é de cerca de 30 minutos. Por outro
lado, nos casos de cirurgias de maior porte, esse período aumenta
consideravelmente, alcançando ou ultrapassando a duração de 5 horas.
O período do ato anestésico e as técnicas que serão aplicadas são explicadas
ao paciente com antecedência. Segundo a resolução nº. 2.174/2017 do
Conselho Federal de Medicina (CFM), o anestesiologista deve conhecer as
condições clínicas do paciente antes de decidir qual técnica anestésica será
mais adequada, salvo em casos de urgência e emergência. A resolução
também recomenda o seguinte:
Realização de consulta pré-anestésica para que os detalhes do procedimento
sejam definidos e explicados ao paciente;
Caso a consulta presencial não seja possível, esses esclarecimentos devem
ser feitos antes do paciente entrar no centro cirúrgico.
Quais são os cuidados
antes do procedimento
anestésico?
O principal cuidado que o paciente deve ter antes
de realizar uma anestesia é fazer jejum orientado
pelo médico. Esta medida é de extrema
importância para garantir a segurança do indivíduo
durante a cirurgia.
A função do jejum é evitar quadros de regurgitação
(vômito) e consequente aspiração do conteúdo
presente no estômago. Isso porque o efeito dos
fármacos administrados faz com que o indivíduo
não consiga expelir tais substâncias.
Caso ocorra a regurgitação, o conteúdo pode ficar
alojado nas vias respiratórias e nos pulmões,
gerando quadros mais graves.
Para saber como se preparar para o procedimento
anestésico, é essencial informar ao anestesiologista
todos os detalhes acerca do histórico médico e dos
hábitos de vida (uso de medicamentos específicos,
tabagismo, entre outras informações). Dessa forma,
o anestesista saberá qual é a melhor conduta
médica a ser adotada em cada caso.
O que acontece após a anestesia?
O que acontece após a
anestesia?
Os efeitos físicos depois do ato anestésico dependem de vários
fatores, como a saúde geral do indivíduo e a complexidade da
cirurgia. No entanto, com o avanço das técnicas anestésicas,
são poucos aqueles que sentem algum desconforto intenso depois
da anestesia.
Conforme o paciente recupera a consciência, os principais
efeitos que podem aparecer são:
•Náuseas e vômitos;
•Tremores;
•Coceira;
•Sonolência;
•Dor muscular;
•Rouquidão leve;
•Dor de garganta;
•Sensação de boca seca;
•Dificuldade de urinar.
Quais são os riscos da anestesia?
Quais são os riscos
da anestesia?
No geral, existem alguns fatores que contribuem para um risco
maior de complicação após a anestesia. Os principais são:
•Diabetes;
•Obesidade;
•Histórico de infarto;
•Problemas nos rins;
•Hipertensão arterial;
•Distúrbios neurológicos;
•Apneia obstrutiva do sono;
•Doenças cardiovasculares;
•Episódios recorrentes de asma;
•Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
•Alergia a medicamentos anestésicos.
Considerando esses aspectos, é possível que ocorram algumas
complicações. Apesar de serem raros, os principais riscos
da anestesia são:
•Problemas cardiovasculares: alterações da pressão arterial,
arritmia, infarto agudo do miocárdio;
•Problemas respiratórios: atelectasia (parte do pulmão
colaba), edema agudo de pulmão, descompensação da asma,
aspiração pulmonar;
•Problemas neurológicos: delírio pós-anestésico, disfunção
cognitiva pós-operatória, convulsões, acidente vascular
cerebral, consciência intraoperatória acidental;
•Reações do tipo alérgica: reação de hipersensibilidade,
anafilaxia;
•Hipertermia maligna: condição que pode aparecer durante o ato
cirúrgico e provoca contrações musculares e febre repentina.
Um fator que ajuda a reduzir exponencialmente as chances de
complicação é a consulta pré-anestésica. Nela, o
anestesiologista identifica possíveis reações adversas que
possam gerar uma complicação por meio da anamnese e da
solicitação de exames complementares, caso julgue necessário.
TIPOS DE ANESTESIAS
•Sedação
•Anestesia Geral
•Anestesia Parcial
•Anestesia Local
•Anestesia Peridural
•Raquianestesia
•Bloqueio de Nervos Periféricos
SEDAÇÃO
A sedação é uma técnica anestésica que diminui o nível de
consciência de um indivíduo para reduzir a ansiedade e
melhorar o conforto do paciente em procedimentos
desagradáveis.
Existem três graus de sedação, sendo eles:
•Sedação leve;
•Sedação moderada;
•Sedação profunda.
Essa técnica anestésica em questão não tem o objetivo
principal de promover analgesia (aliviar a dor), por isso,
ela é comumente associada a outras técnicas anestésicas como
a anestesia local, raquianestesia/peridural e bloqueio de
nervos periféricos.
Como cada nível de sedação age no
organismo do paciente
Como cada nível de
sedação age no organismo
do paciente
A sedação leve tem como intuito principal diminuir os níveis
de ansiedade ao colocar o indivíduo em estado de relaxamento.
O paciente se mantém acordado e reage normalmente a estímulos
como uma conversa, por exemplo.
Na administração de uma sedação de nível moderado, o paciente
aparenta estar inconsciente, mas reage a estímulos como o
toque e a fala.
Já a sedação profunda coloca o indivíduo em situação de mínima
consciência, sendo que ele reage apenas a estímulos dolorosos.
Em todos os casos, é importante evidenciar que devido à
determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM),
a sedação só pode ser feita por um médico qualificado, sendo
que o mais indicado é o anestesiologista, uma vez que a
resposta ao sedativo é individual e comum o paciente transitar
rapidamente entre os níveis de sedação.
A orientação da entidade ainda afirma ser fundamental esse
profissional assistir o paciente durante todo o efeito do
medicamento em sedações moderadas ou profundas. Em ambos os
casos é comum a necessidade de auxílio respiratório e
obrigatório o monitoramento dos sinais vitais do paciente.
Como é feita a sedação?
Como é feita a sedação?
O sedativo pode ser por via oral, intramuscular, endovenoso ou
via inalatória. No caso da técnica de sedação via oral, o
paciente recebe um comprimido ou líquido (em caso de crianças).
A via intramuscular é feita através de uma injeção normalmente
no músculo do glúteo. Em ambos os casos, aos poucos vai
diminuindo seu nível de consciência.
Por via endovenosa, a sedação é administrada diretamente na
veia do paciente e sua ação é mais imediata.
Na inalatória, uma máscara com um gás sedativo é posicionada
sobre a face do paciente, sendo que ao inalar esse gás o
indivíduo vai diminuindo seu nível de consciência aos poucos.
Atualmente essa técnica é pouco usada para fins de sedação.
O tipo de sedação a ser administrado dependerá da necessidade
de cada paciente em conjunto com o tipo de procedimento
realizado. O profissional experiente é capaz de administrar a
dosagem correta sem provocar depressão respiratória, assim como
identificar a necessidade de complementar a sedação durante o
procedimento.
A sedação realizada pelos anestesistas normalmente é feita pela
via endovenosa. A sedação pela via oral e intramuscular são
reservadas para os casos de Medicação Pré Anestésica, em que
são administrados esses medicamentos no leito do paciente,
antes dele ser encaminhado ao centro cirúrgico.
Quando é indicado sedar um paciente?
Quando é indicado sedar um paciente?
Diversas situações podem indicar a necessidade de sedação. As
mais comuns, são:
•Em conjunto com a anestesia local para procedimentos como
biópsias, exérese de pequenos tumores de pele, vasectomia,
blefaroplastia, implante de marcapasso.
•Associado à técnica da raquianestesia/peridural e bloqueio de
nervos periféricos;
•Para realização de exames endoscópicos;
•Em procedimentos clínicos como a colocação de Dispositivo
intrauterino (DIU).
•Durantes exames de tomografia em pacientes que não toleram
ficar imóveis, seja pela idade, dor ou alteração do nível de
consciência.
•Pacientes em crises psiquiátricas.
Reação adversa a sedação
Assim como qualquer anestesia, a sedação pode resultar em uma
reação adversa ao paciente. Podem provocar náuseas, vômitos,
labilidade emocional e reações paradoxais como inquietação,
agitação e delírio. São raros os casos de alergia
medicamentosa.
A sedação pode provocar uma depressão respiratória intensa e é
justamente para evitar esse risco grave que as sedações
moderadas e profundas devem ser feitas em um ambiente adequado
e por um profissional preparado para promover uma assistência
com eficiência.
ANESTESIA GERAL
A anestesia geral é uma técnica anestésica que
visa deixar o paciente totalmente
inconsciente, sem sensibilidade e imóvel no
decorrer de um procedimento. O efeito da
anestesia geral é no cérebro, bloqueando os
impulsos nervosos de dor e reduzindo ações
motoras e respostas hormonais.
Quais são os tipos de anestesia geral?
Quais são os tipos de anestesia geral?
A anestesia geral pode ser aplicada de duas maneiras: via
agentes inalatórios ou endovenosos. Existem basicamente três
tipos de anestesia geral: inalatória, venosa e balanceada.
Saiba mais detalhes sobre cada tipo:
Anestesia inalatória
Neste caso, o paciente inala gases que contêm o medicamento
anestésico. Trata-se de uma técnica que necessita de mais
tempo para iniciar seu efeito, visto que o medicamento passará
pelos pulmões, corrente sanguínea e depois chegará ao cérebro
onde bloqueará os sinais de dor.
O anestesiologista determinará a concentração e a quantidade
de gás inalado conforme a complexidade da cirurgia e a
sensibilidade do paciente ao medicamento. Para suspender o
efeito da anestesia, o anestesista interrompe a liberação dos
gases e, assim, o corpo eliminará os anestésicos
gradativamente.
Anestesia endovenosa
Esta técnica é realizada por meio da injeção do anestésico
diretamente na veia do paciente. Ao contrário do que ocorre
na inalação, a anestesia acontece quase instantaneamente (em
poucos segundos).
Neste caso, também são respeitados o estado clínico do
paciente e a necessidade da cirurgia para determinar a
quantidade de anestésico que será administrado. A anestesia
endovenosa proporciona um “despertar” tranquilo e com menos
estresse no período pós-operatório.
Anestesia balanceada
Esta técnica combina o uso da anestesia inalatória e venosa.
Dessa forma, como a dose de cada uma é reduzida, são
aproveitadas as melhores propriedades de cada medicação, com
diminuição dos efeitos deletérios.
Como é feita a anestesia geral?
Como é feita a anestesia geral?
A anestesia geral é realizada em quatro etapas. São elas:
1. Medicação Pré-Anestésica
Esta fase tem por objetivo deixar o paciente mais relaxado
para o procedimento. Geralmente, o anestesiologista
administra um ansiolítico de curta duração para que o
indivíduo entre no centro cirúrgico com um grau leve de
sedação. Porém, nem todos necessitam dessa medicação, e a
redução da ansiedade pode ser obtida com uma boa orientação
pré-anestésica.
2. Indução
Após a aplicação do anestésico através de uma veia
puncionada, o paciente perde a consciência, alcançando um
estado conhecido popularmente como “coma induzido”. A seguir,
é introduzido na via aérea um dispositivo (tubo traqueal ou
máscara laríngea) que será acoplado posteriormente à
ventilação mecânica.
3. Manutenção
Essa manutenção é feita dOs fármacos utilizados na fase de
indução da anestesia geral perdem o efeito no decorrer do
procedimento, por isso, o anestesiologista mantém a anestesia
por meio da administração constante dos anestésicos.
e maneira controlada, pois é preciso se atentar à necessidade
do procedimento — evitando uma dosagem exagerada — e aos
efeitos de uma anestesia demasiadamente profunda — que pode
provocar, por exemplo, hipotensão (pressão baixa).
4. Recuperação
Conforme a cirurgia se aproxima do final, o anestesista
interrompe o uso dos anestésicos administrados para que o
paciente acorde da anestesia logo após o encerramento do ato
cirúrgico. A fase final da recuperação da anestesia pode
ocorrer na Recuperação Pós-Anestésica (RPA) ou na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI).
Quando a anestesia geral é indicada?
A anestesia geral é indicada e pode ser
realizada em qualquer procedimento
cirúrgico, diagnóstico ou terapêutico. Em
cirurgias acima da cicatriz umbilical e
quando não é possível anestesiar apenas
uma região do corpo, a anestesia geral é a
única técnica possível.
Quais são os cuidados antes da anestesia geral?
Quais são os cuidados
antes da anestesia geral?
A maioria das recomendações pré-anestésicas é passada pelo anestesiologista antes do
procedimento ser realizado. A Consulta Anestésica é uma das recomendações feita pelo
Conselho Federal de Medicina (CFM) na resolução n°. 2.174/2017. Caso não seja possível
fazê-la, a indicação é que o anestesista faça a Avaliação Pré-Anestésica e converse com o
paciente antes de ele ir para o centro cirúrgico.
No geral, os cuidados antes da anestesia são simples. É necessário fazer jejum de acordo
com a recomendação médica. A restrição alimentar é fundamental para que o paciente
não corra o risco de regurgitar e broncoaspirar o conteúdo presente no estômago. O uso
dos medicamentos de uso crônico deve ser avaliado individualmente: de uma forma geral,
os medicamentos são mantidos no período pré-operatório, com exceção dos
anticoagulantes, que podem causar sangramento aumentado e, por isso, é solicitado a
descontinuação do uso. O uso de drogas, álcool, medicamentos para perder peso e o
tabagismo também devem ser suspensos.
É importante que o paciente traga seus exames mais recentes e as avaliações médicas
quando solicitadas.
Para diminuir os riscos da anestesia é fundamental que, em procedimentos eletivos, o
paciente otimize o tratamento de doenças descompensadas, como a pressão alta
descontrolada.
Quais os efeitos colaterais de uma anestesia geral?
Quando o paciente se recupera dos efeitos da
anestesia, é comum aparecer algumas reações no
organismo em decorrência do que foi realizado no
período intraoperatório. Os principais efeitos
colaterais da anestesia geral são:
•Náuseas e vômitos;
•Tremores;
•Dor muscular;
•Sensação de tontura;
•Boca seca/ dor na garganta/ rouquidão.
Quais são os riscos da anestesia geral?
A anestesia geral é uma modalidade anestésica bastante segura,
contudo, algumas complicações podem acontecer. A maioria delas
estão relacionadas a interação da anestesia, procedimento
realizado e estado clínico do paciente.
As complicações acontecem principalmente nos indivíduos com
doenças cardiovasculares, pulmonares, idade avançada, entre
outros fatores de risco.
Algumas das possíveis complicações da anestesia geral são:
•Aspiração pulmonar;
•Broncoespasmo e laringosespasmo;
•Edema agudo do pulmão;
•Arritmias cardíacas;
•Parada cardíaca;
•Alergia à medicação;
•Consciência intraoperatória acidental;
•Delirium;
•Hipertermia maligna.
ANESTESIA PARCIAL
A anestesia parcial é uma
técnica que consiste no bloqueio
reversível da sensibilidade de
uma área específica do corpo,
através do uso de anestésicos
locais, sem que o paciente perca
a consciência. Esta metodologia
anestésica é capaz de
proporcionar conforto e
segurança durante a intervenção,
muitas vezes garantindo também
uma analgesia prolongada durante
o pós-operatório.
Existem diferentes tipos
de anestesia parcial tais como a
Anestesia Local, Bloqueio do
Neuroeixo (raquidiana ou
peridural) e Bloqueio de Nervos
Periféricos.
A metodologia escolhida pode ser
combinada com a sedação
ou anestesia geral para que o
paciente durma durante o
Anestesia Local
Na anestesia local, os anestésicos são utilizados exatamente
na região que será realizada a intervenção, para bloquear as
terminações nervosas e impedir que o paciente sinta dor.
Ela pode ser tópica, através do uso de gel ou spray contendo
anestésico local, sendo utilizada para anestesiar a mucosa do
nariz, boca, árvore traqueobrônquica, esôfago e trato
geniturinário; ou por infiltração, na qual é injetado o
anestésico diretamente na pele e subcutâneo.
É uma técnica de anestesia que pode ser realizada por médicos
não especialistas em anestesia. Ela é utilizada em cirurgias
simples, pequenas e superficiais como, por exemplo, a retirada
de uma cicatriz hipertrófica, cirurgias nas pálpebras,
vasectomia, entre outros.
Essa modalidade anestésica é utilizada
pelos anestesiologistas principalmente durante a anestesia
realizada nas costas do paciente (anestesia raquidiana ou
peridural), no qual é realizado um botão anestésico na área
que será introduzida a agulha própria de cada procedimento.
Anestesia Raquidiana
Neste tipo de anestesia parcial, o medicamento é aplicado com
uma agulha de pequeno calibre, que é inserida nas costas do
paciente, entre as vértebras da coluna, em um local após
perfurar a membrana chamada dura-máter, diretamente no espaço
onde circula o líquido cefalorraquidiano (líquor), que envolve
a medula espinhal e as raízes nervosas.
O bloqueio completo da dor, motor e tátil é iniciado
rapidamente. Sua dose é única e o tempo de duração tem um
limite devido à dose máxima de anestésico local que é
permitida, para evitar complicações.
Em cirurgias, a anestesia raquidiana é frequentemente utilizada
após sedação, sendo considerada uma prática indicada para
cirurgias da parede abdominal localizadas abaixo do umbigo,
ginecológicas, urológicas, ortopédicas de membros inferiores,
cesariana, entre outros.
Quando utilizada na cesariana ela é aplicada sem sedação para
que a mãe possa participar ativamente do nascimento do filho.
A anestesia raquidiana pode ter como efeitos colaterais a
chamada cefaleia pós-raqui (dor de cabeça intensa, que pode ser
controlada com repouso e uso de analgésicos), além de pressão
baixa, sensação de não conseguir respirar, formigamento,
coceira e sonolência.
Anestesia Peridural
Também chamada de epidural, esta é uma anestesia
parcial aplicada em um espaço antes da dura-máter e pode ser
introduzido um cateter para administração medicamentosa,
permitindo que o anestésico seja reaplicado, de acordo com a
necessidade do procedimento que está sendo realizado.
A anestesia peridural pode, inclusive, continuar a ser
administrada no pós-operatório para controle da dor após a
intervenção.
O início de ação é mais lento em relação à raquianestesia e,
embora haja a supressão da sensibilidade dolorosa, a
sensibilidade tátil pode não ser total, além de promover um
bloqueio motor menor.
Trata-se de um tipo de anestesia frequentemente usado em partos
normais, justamente por conta desta possibilidade de
administrar anestésicos continuamente pelo cateter ao longo do
dia.
Ela também é muito utilizada combinada com a anestesia geral em
cirurgias de grande porte da região do tronco (tórax, abdome e
pelve) e dos membros inferiores.
Bloqueio dos nervos periféricos
Os bloqueios periféricos promovem um controle da dor mais
duradouro, reduzindo a necessidade do uso de medicamentos
analgésicos sistêmicos, principalmente os opioides.
Esses bloqueios são realizados através de técnicas para
localizar com mais precisão os troncos dos nervos que se
deseja bloquear. O conhecimento exato da anatomia aliado ao
uso do ultrassom e neuroestimuladores, promovem um bloqueio
periférico seguro e efetivo.
Diversas áreas do corpo podem ser bloqueadas com esse tipo
de anestesia: cabeça, pescoço, face, tronco e
membros. Atualmente, ela é muito utilizada em cirurgias
ortopédicas dos membros superiores.
Como é escolhida o tipo de anestesia regional para cada
procedimento?
A escolha da anestesia que será utilizada varia de acordo com a
região que será submetida a intervenção, bem como o tipo de
procedimento a ser realizado e as características clínicas do
paciente.
O anestesiologista, juntamente com o restante da equipe médica
responsável pela intervenção cirúrgica, se responsabiliza por
discutir as necessidades anestésicas de cada indivíduo, levando
em conta aspectos como:
•Controle da dor (antes e após o procedimento);
•Momento esperado para a alta hospitalar;
•Possíveis eventos adversos;
•Manutenção do conforto e bem-estar do paciente;
•Preservação da autonomia e capacidade de decisão do paciente;
•Minimização do tempo de internação;
•Contraindicações ao procedimento (coagulopatias, doença
neurológica em progressão, infecção no local da punção, entre
outros).
ANESTESIA LOCAL
A anestesia local promove
bloqueio da sensibilidade em
determinada região do corpo por
meio do uso de medicações
chamadas de anestésico local. O
uso pode ser tópico (gel, spray
ou pomadas) ou por infiltração
(injeção da medicação na pele e
subcutâneo). Ela é um tipo
de anestesia administrada por
médicos de diversas
especialidades e odontologistas.
A anestesia local não priva a
consciência do indivíduo, sendo
comumente utilizada em
procedimentos pequenos e
superficiais.
Como age a anestesia local?
A anestesia local é um método anestésico que tem como intuito
bloquear reversivelmente as terminações nervosas de determinada
região, mantendo o indivíduo em pleno estado de consciência. A
metodologia bloqueia os receptores para dor em regiões mais
superficiais, impedindo o envio dos sinais de dor para o
cérebro.
Essa anestesia pode ser combinada a outros tipos de anestesias,
como a sedação e anestesia geral, com o intuito de minimizar o
incômodo doloroso da sua infiltração na pele e subcutâneo e
permitir que o paciente fique mais confortável durante o
procedimento cirúrgico.
Ela também é utilizada para auxiliar no controle da dor após o
procedimento cirúrgico.
Quando a anestesia local é indicada?
Diversos procedimentos médicos de pequeno porte e
superficiais, estéticos e até mesmo dentários podem se
beneficiar do uso da anestesia local.
A anestesia local é utilizada frequentemente pelos
anestesistas para fazer um botão anestésico na pele antes de
realizar a anestesia peridural ou raquianestesia, uma vez
que as agulhas desses procedimentos são mais calibrosas e
consequentemente o paciente sente mais dor quando a pele é
perfurada e não está anestesiada.
Quando há a necessidade de entubar um paciente acordado ou
durante a realização de procedimentos endoscópicos, é usado
um spray e gel anestésico na boca e garganta do paciente,
tornando o procedimento menos doloroso e diminuindo os
reflexos do paciente.
Limitações do uso
Há um limite da quantidade de anestésico local que pode ser
administrado, ou seja, quando a dose segura de administração
é atingida não se deve continuar o seu uso devido a
toxicidade sistêmica da medicação.
Tecidos com inflamação e infecção impedem a ação efetiva da
medicação por alteraram o pH do local, portanto a anestesia
local pode não bloquear adequadamente a região.
Outro fator limitante é que embora ela impeça que o paciente
sinta dor, ela não bloqueia a sensação de manuseio no local.
Isso para alguns pacientes pode ser extremamente
desconfortável. Neste caso pode vir ser necessária uma
sedação leve para minimizar o desconforto do paciente ao
longo do procedimento.
Riscos da Anestesia Local
Processos alérgicos ao anestésico local são extremamente
raros.
Quando o anestésico local é administrado nos tecidos, ele é
absorvido pelo sistema circulatório e age nos outros sistemas
do organismo. Devido essa ação sistêmica existe uma dose
máxima segura baseada no peso do paciente.
A intoxicação é a complicação mais temida e pode levar o
indivíduo à distúrbios cardíacos e neurológicos. Alguns
sinais premonitórios indicam esse efeito tóxico como gosto
metálico na boca, distúrbios visuais e auditivos. Distúrbio
na fala, tremores, convulsões, parada respiratória e cardíaca
são os efeitos esperados quando o indivíduo recebe uma dose
exacerbada de anestésico local.
ANESTESIA PERIDURAL
A anestesia peridural, também chamada de
anestesia epidural, é um tipo de anestesia que
bloqueia a dor de apenas uma região do corpo,
geralmente da cintura para baixo que inclui
abdômen, costas e pernas, mas a pessoa ainda
pode sentir o toque e a pressão. Esse tipo de
anestesia é feita de forma que a pessoa possa
se manter acordada durante a cirurgia, pois
não afeta o nível de consciência, e costuma ser
utilizada durante procedimentos cirúrgicos
simples, como a cesariana ou em cirurgias
ginecológicas ou estéticas.
Para realizar a peridural, é aplicado o
medicamento anestésico no espaço vertebral
para atingir os nervos da região, tendo uma
ação temporária, controlada pelo médico. É
feita em qualquer hospital com centro
cirúrgico, pelo anestesista.
Quando é indicada
A anestesia peridural pode ser usada para procedimentos
cirúrgicos como:
•Cesariana;
•Reparo de hérnias;
•Cirurgias gerais na mama, estômago ou fígado;
•Cirurgias ortopédicas de quadril, joelho ou fraturas pélvicas;
•Cirurgias ginecológicas como histerectomia ou pequenas
cirurgias no assoalho pélvico;
•Cirurgias urológicas como remoção da próstata ou de pedras
nos rins;
•Cirurgias vasculares como amputação ou revascularização
de vasos sanguíneos das pernas;
•Cirurgias pediátricas como hérnia inguinal ou cirurgias
ortopédicas.
Além disso, a peridural pode ser feita no parto normal nos
casos em que a mulher tiver muitas horas de trabalho de parto
ou que sinta muitas dores, sendo utilizado um analgésico por
via peridural para aliviar a dor.
A anestesia peridural é considerada segura e
está associada com menor risco de taquicardia,
trombose e complicações pulmonares, no
entanto não deve ser aplicada em pessoas que
possuem infecções ativas ou no local de
aplicação da anestesia e nem em pessoas que
possuem alterações na coluna, sangramentos
sem causa aparente ou que estejam fazendo
uso de medicamentos anticoagulantes. Além
disso, a aplicação dessa anestesia também não
é recomendada nos casos em que o médico
não consegue localizar o espaço epidural.
Como é feita
A anestesia peridural geralmente é utilizada em pequenas cirurgias, sendo muito comum
na cesariana ou durante o parto normal, pois evita a dor durante o trabalho de parto e não
prejudica o bebê.
Durante a anestesia, o paciente permanece sentado e inclinado para a frente ou deitado de
lado, com os joelhos dobrados e encostados ao queixo. Em seguida, o anestesista abre os
espaços entre as vértebras da coluna vertebral com a mão, aplica um anestésico local para
reduzir o desconforto e insere a agulha e um tubo fino de plástico, chamado de cateter,
que passa através do centro da agulha.
Com o cateter inserido, o médico injeta através do tubo o remédio anestésico e, apesar de
não doer, é possível sentir uma ligeira e suave picada quando a agulha é colocada, seguida
de uma pressão e sensação de calor quando o remédio é aplicado. Geralmente, o efeito da
anestesia peridural inicia de 10 a 20 minutos após a aplicação.
Nesse tipo de anestesia, o médico pode controlar a quantidade de anestésico e o tempo de
duração, sendo que, às vezes, é possível combinar a peridural com a raquidiana para se
obter um efeito mais rápido ou fazer a anestesia peridural com sedação em que são
aplicados na veia medicamentos que induzem o sono.
Possíveis riscos
Os riscos da anestesia peridural são muito
raros, no entanto, podem ocorrer queda da
pressão arterial, calafrios, tremores, náuseas,
vômitos, febre, infecção, dano no nervo
próximo do local ou sangramento epidural.
Além disso, é comum sentir dor de cabeça
após anestesia peridural que pode ocorrer
devido ao extravasamento de líquor, que é um
líquido que fica em volta da medula espinhal,
causado pelo furo feito pela agulha.
Cuidados após a anestesia
Quando a peridural é interrompida,
geralmente ocorre uma dormência que dura
algumas horas antes dos efeitos da anestesia
começarem a desaparecer, por isso, é
importante ficar deitado ou sentado até que a
sensação nas pernas volte ao normal.
No caso de sentir alguma dor, deve-se
comunicar ao médico e à enfermagem para
que seja feito tratamento com analgésicos.
Após a peridural, não se deve dirigir ou beber
álcool, pelo menos nas 24 horas após a
anestesia.
Diferenças entre peridural e raquidiana
A anestesia peridural é diferente da anestesia raquidiana, porque são aplicadas em
regiões diferentes:
Peridural: a agulha não perfura todas as meninges, que são membranas que envolvem a
medula espinhal, e o anestésico é colocado ao redor do canal espinhal, em maior
quantidade e por um cateter que fica nas costas, e serve apenas para eliminar a dor e
deixar a região dormente, no entanto, a pessoa ainda pode sentir o toque e a pressão;
Raquidiana: a agulha perfura todas as meninges e o anestésico é aplicado dentro da
coluna espinhal, no líquor que é o líquido que envolve a espinha, e é feita de uma vez
só e em menor quantidade, e serve para deixar a região dormente e paralisada.
A peridural normalmente é usada no parto, porque permite que sejam utilizadas várias
doses ao longo do dia, enquanto que a raquidiana é mais usada para realização de
cirurgias, sendo aplicada apenas uma dose do medicamento anestésico.
RAQUIANESTESIA
A raquianestesia é uma técnica que faz parte das anestesias
parciais. O objetivo deste método é bloquear temporariamente
a sensibilidade de uma parte específica do corpo.
A anestesia raquidiana é aplicada através da região lombar
das costas, entre as vértebras da coluna, em um local abaixo
da medula espinhal. Dessa forma, os nervos que passam por
essa região não transmitirão os estímulos nervosos para o
cérebro.
Como a raquianestesia é aplicada?
A anestesia raquidiana é administrada preferencialmente com o
paciente sentado. Dessa forma, o anestesista vai examinar a
coluna e localizar o melhor espaço entre as vértebras para
conseguir atingir e perfurar a membrana dura-máter, utilizando
uma agulha de pequeno calibre. O objetivo do anestesista é
injetar o medicamento no local onde circula o líquido
cefalorraquidiano (líquor).
A dura-máter compreende todo o comprimento da coluna vertebral e
é a membrana mais externa da meninge, conjunto de membranas que
protegem o cérebro, o cerebelo, o encéfalo e a medula espinal.
O efeito da raquianestesia acontece logo após sua aplicação,
promovendo um bloqueio sensitivo e motor. A perda da
sensibilidade começa de baixo para cima, isto é, dos pés para o
umbigo.
Para reduzir o incômodo e ansiedade causados pela injeção, é
comum que o anestesiologista associe sedação antes do
procedimento e realize uma anestesia local na região da inserção
da agulha da raquianestesia.
Os medicamentos utilizados na raquianestesia são os anestésicos
locais, podendo ser utilizados adjuvantes como os opioides, que
promovem alívio da dor no período pós-cirúrgico.
Após o procedimento cirúrgico, o paciente é conduzido para a
Quando a raquianestesia é indicada?
A anestesia raquidiana pode ser utilizada em vários
procedimentos cirúrgicos. Alguns deles são:
•Cirurgias urológicas;
•Cirurgias ginecológicas;
•Cirurgias infraumbilicais;
•Cirurgias ortopédicas nos membros inferiores;
•Cirurgias obstétricas — como a cesariana, por exemplo;
•Cirurgias na parede abdominal abaixo do umbigo.
É importante ressaltar que a raquianestesia tem um tempo de
duração máxima, devido a quantidade limite que pode ser
administrada de anestésico local. Por esses motivos, a
raquianestesia é recomendada para cirurgias que tenham
duração máxima de 3-4 horas.
Quando a anestesia raquidiana é utilizada durante uma
cesariana é comum aplicá-la sem a sedação. Dessa maneira, a
paciente acompanha o nascimento do filho e não são
transmitidos medicamentos sedativos para o bebê através da
placenta.
Quais são as contraindicações da raquianestesia?
Existem algumas situações nas quais a administração
da raquianestesia não é indicada. As principais delas são:
•Cirurgias com duração não estimada;
•Recusa do paciente;
•Infecção no local de punção;
•Pressão intracraniana elevada;
•Patologia neurológica indeterminada ou em progressão;
•Presença de distúrbio de coagulação;
•Uso de medicamentos que alteram a coagulação;
•Grave comprometimento cardíaco: insuficiência cardíaca grave,
estenose aórtica, estenose mitral.
Quais são as complicações da anestesia raquidiana?
•Bradicardia (diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos);
•Hipotensão arterial (pressão baixa);
•Dificuldade para respirar;
•Cefaleia pós-punção (dor de cabeça intensa, exacerbada quando
o paciente assume a posição sentada associada a náuseas e
vertigens).
Quando são utilizados adjuvantes, como os opioides, os efeitos
colaterais associados a essas medicações são:
•Prurido;
•Retenção urinária;
•Náuseas e Vômitos;
•Sonolência;
•Depressão respiratória.
Quais são as vantagens da raquianestesia?
Além de ser uma técnica anestésica segura, a raquianestesia
possui várias vantagens. Os principais benefícios
da raquianestesia são:
•Rápida recuperação;
•Ação com início rápido;
•Controle da dor pós-cirúrgica;
•Alta intensidade de bloqueio motor e sensitivo;
•Alto controle do nível de anestesia, preservando a consciência
do paciente;
•Possibilidade de utilizar uma quantidade pequena de anestésico
local, diminuindo os riscos provenientes da técnica.
O que é a cefaleia pós punção?
A dor de cabeça ocorre secundária ao orifício que é feito
na dura-máter. Clinicamente, essas cefaleias aparecem e
pioram de intensidade quando o paciente fica sentado e
melhoram quando o paciente fica deitado sem elevação da
cabeça. Podem estar associados sintomas como náuseas e
vertigens.
O tratamento inicial é clínico através do uso de
analgésicos, hidratação e repouso sem elevação da cabeça.
Quando a intensidade é muito elevada e/ou não melhora em
alguns dias, pode ser feito um procedimento chamado Blood
patch, que tem o objetivo de tampar o orifício com coágulo
de sangue do próprio paciente.
É recomendado não levantar a cabeça após receber a
raquianestesia para evitar a cefaleia? O fato de levantar a
cabeça não altera a incidência dessa complicação.
Atualmente, a incidência da cefaleia pós punção é
extremamente baixa devido ao uso de agulhas de
raquianestesia mais finas e com pontas mais apropriadas.
Por isso, não é mais recomendado os pacientes ficarem em
decúbito dorsal e sem elevação da cabeça após o
procedimento.
BLOQUEIO DE NERVOS
PERIFÉRICOS
O bloqueio de nervos periféricos é um tipo de anestesia
parcial que tem por objetivo controlar a dor de uma forma
mais duradora. Com essa técnica anestésica é possível reduzir
a utilização de medicamentos analgésicos sistêmicos potentes
tanto no intraoperatório como no pós-operatório.
O bloqueio de nervos periféricos também pode ser aplicado
juntamente com outra técnica anestésica, como é o caso
da sedação e anestesia geral. Dessa forma, o desconforto do
paciente ficar acordado durante todo o processo cirúrgico é
evitado.
Antes de explicar como funciona essa técnica anestésica, é
importante esclarecer o que são os nervos periféricos. Os
nervos periféricos fazem parte do sistema nervoso e trafegam
fora da medula espinhal e do encéfalo. Eles são responsáveis
pela parte motora e sensitiva de diversas regiões do corpo,
como os membros inferiores e superiores, parede abdominal,
parede torácica, entre outros.
O uso do bloqueio de nervos periféricos permite que a
mensagem de dor provocada pela intervenção cirúrgica não seja
enviada para o cérebro, pois com o uso do anestésico local
essa transmissão é bloqueada.
Como bloquear os nervos periféricos?
O bloqueio de nervos periféricos deve ser feito por um profissional
que tenha um conhecimento aprofundado da anatomia humana para
localizar os nervos mais calibrosos (nervos periféricos). O mais
indicado é que este procedimento seja realizado por
um anestesiologista. cuja formação o permite aplicar a técnica
anestésica com segurança e efetividade.
O procedimento para bloquear os nervos periféricos é considerado
simples, mas exige preparo técnico. A primeira etapa consiste em
fazer a assepsia do local da pele que será puncionada para atingir
as imediações nervosas. Na sequência, o anestesiologista administra
o anestésico local ao redor dos nervos por meio de uma injeção.
A neuro estimulação é uma ferramenta para que o anestesiologista
localize com mais facilidade o nervo que se deseja bloquear. É
importante conhecer a resposta que se quer obter quando se estimula
o nervo, através de uma agulha específica acoplada a um aparelho
chamado de Estimulador de Nervo Periférico. Dependendo da resposta e
intensidade do estímulo nervoso, o anestesista consegue saber se
aquele nervo que ele está estimulando é o responsável pela
sensibilidade da região em que se deseja bloquear.
Atualmente, a anestesia para bloquear os nervos periféricos conta
também com o auxílio do ultrassom para que o profissional visualize
as estruturas neurovasculares com mais clareza e precisão,
melhorando consideravelmente as taxas de sucesso da técnica.
É possível ainda o anestesista manter um cateter peri nervoso para
Onde o bloqueio de nervos periféricos pode ser realizado?
Uma das vantagens do procedimento é que ele pode ser feito
em várias regiões do corpo:
•Membros superiores;
•Membros inferiores;
•Parede torácica;
•Parede abdominal.
Quais são as possíveis complicações do bloqueio de nervos
periféricos?
•Intoxicação ao Anestésico Local;
•Lesão Nervosa.
A complicação é evitada por meio de técnicas que evitam a
lesão do nervo que foi bloqueado para a realização do
procedimento cirúrgico. Por esse motivo, é fundamental que
o profissional que aplicará a anestesia utilize todos os
recursos possíveis para reduzir as chances de complicação —
como é o caso do ultrassom, por exemplo.
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  • 1. Posição do paciente para o procedimento cirúrgico POSIÇÃO DO PACIENTE PARA O PROCEDIMENTOS CIRÚRGICO
  • 2. Posição cirúrgica é aquela na qual o paciente é colocado depois de anestesiado, para que possa ser submetido ao procedimento cirúrgico, é o modo como está acomodado na mesa de operações durante o procedimento cirúrgico. Refere-se à movimentação do corpo do paciente pela equipe cirúrgica, com a intenção de deixá-lo apoiado na mesa em ângulo que propicie ao cirurgião boa visão da área operatória. Busca-se, ao mesmo tempo, garantir conforto, segurança e respeito aos limites anatômicos e fisiológicos do paciente.
  • 3. A posição adequada do paciente é essencial para que os procedimentos cirúrgicos sejam bemsucedidos e realizados com segurança. Colocar o paciente em posição correta para uma intervenção cirúrgica é uma arte, uma ciência e também um fator-chave no desempenho de um procedimento seguro e eficiente. Para tal, é primordial a aplicação de conhecimentos relacionados com anatomia, fisiologia e patologia humanas. O posicionamento cirúrgico, geralmente, é visto como um cuidado simples, porém, na verdade, deve ser encarado como um procedimento de grande complexidade, que envolve vários riscos, os quais, se não observados com responsabilidade e competência por todos os membros da equipe, podem comprometer definitivamente a saúde física e mental do paciente. Por isso, os cuidados devem ser individualizados, segundo as características de cada um e a necessidade pertinente ao procedimento cirúrgico a ser realizado
  • 4. Sendo assim, a equipe cirúrgica desempenha papel fundamental na garantia do posicionamento anatômico adequado do paciente, com segurança e sem comprometimentos. Por haver necessidade de conhecimentos técnico-científicos e prática da parte dos executores, é imprescindível que os profissionais envolvidos conheçam as diferentes posições cirúrgicas e os aspectos relacionados a cada uma delas, bem como os possíveis eventos adversos relacionados ao posicionamento inadequado
  • 5. O posicionamento cirúrgico está relacionado a: • mesas cirúrgicas; • treinamento da equipe de enfermagem; • parceria com a equipe médica. As metas do posicionamento seguro do paciente, por sua vez, incluem: • oferecer exposição e acesso ótimos ao local operatório; • proporcionar acesso para a administração de soluções endovenosas, drogas, agentes anestésicos, etc.; • não comprometer a integridade da pele; • prover o máximo de conforto ao paciente; • manter alinhamento corporal; • facilitar o acesso aos equipamentos e suportes de anestesia. A satisfação dessas metas, assim como a manutenção do conforto e da segurança do paciente, é de responsabilidade de todos os membros da equipe cirúrgica.
  • 6. Materiais de suporte para posicionamento cirúrgico É de responsabilidade do hospital a aquisição dos mais diversos acessórios e recursos, de acordo com as necessidades e as condições financeiras dos pacientes por ele atendidos. São os principais materiais: COLCHONETE DE MESA CIRURGICA BRAÇADEIRA DE MESA CIRURGICA FAIXAS DE CONTENÇÃO DE MESA CIRURGICA
  • 8. Recomendações gerais para o posicionamento do paciente
  • 9. • colocar o paciente na posição cirúrgica após devidamente anestesiado; • proceder às manobras de posicionamento sempre em equipe, com participação do médico anestesista, cirurgião ou assistente, circulante de sala e enfermeiro assistencial; • realizar as mudanças de posição, visando à segurança do paciente e à ergonomia da equipe, considerando-se a anatomia e a fisiologia do cliente, bem como a técnica cirúrgica a ser realizada; • considerar particularidades de cada paciente, como idade, peso, condições físicas e limitações, de modo que o cuidado prestado durante o posicionamento seja individualizado; • manipular, cuidadosamente, o paciente durante todo o posicionamento; • aplicar movimentos firmes, porém delicados e seguros em quaisquer partes do corpo, a fim de evitar complicações; • manter o alinhamento do corpo do paciente (cabeça, tronco/coluna vertebral, membros superiores e inferiores), independentemente da posição a ser utilizada; • evitar contato de partes do corpo do paciente com superfícies metálicas da mesa, para prevenir queimaduras pelo uso do bisturi elétrico;
  • 10. • evitar compressão da pele, com o intuito de prevenir lesões locais; • cuidar para que os membros superiores não fiquem pendentes, apoiando-os ao longo do corpo ou em suportes tipo braçadeiras, devidamente acolchoados; • evitar que os membros inferiores fiquem pendentes, oferecendo apoio, segundo a necessidade imposta pela especificidade da cirurgia; • proteger proeminências ósseas, a fim de evitar úlcera de pressão, tromboses e compressões circulatórias; • evitar posições viciosas, procurando posicionar o paciente da forma mais funcional, confortável e segura possível; • adequar a pressão das cintas de segurança ou faixas de contenção, de modo que não fiquem apertadas, evitando comprometimento de funções vitais e complicações pós-operatórias; • cuidar para que não permaneçam sobre o paciente: objetos, materiais, instrumentais ou mesmo pressão inadvertida dos membros da equipe, que podem aumentar ainda mais a compressão sobre determinadas áreas; • manter constante monitoração e acompanhamento do paciente durante todo o procedimento; • proceder ao registro das ações realizadas e das possíveis intercorrências, com a intenção de se permitir continuidade da assistência no período pós-operatório.
  • 11. Tipos de posições cirúrgicas • posição decúbito dorsal ou posição supina; • posição de Trendelenburg; • posição de Trendelenburg reverso ou proclive; • posição litotomia ou ginecológica; • posição Fowler ou sentada; • posição prona ou decúbito ventral; • posição de canivete, Kraske, JACK KNIFE ou Depage; • posição de decúbito lateral.
  • 12.
  • 13. É aquela em que o paciente fica deitado de costas com braços e pernas estendidos ao longo da mesa. O dorso do paciente e a coluna vertebral ficam repousados na superfície do colchão da mesa cirúrgica. A cabeça fica apoiada no travesseiro, retificando a coluna cervical. Os braços ficam ao longo do corpo ou colocados em apoios laterais, tipo braçadeiras. É considerada a posição mais próxima da anatômica, sendo utilizada em diversos tipos de procedimentos.
  • 14. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • abdominais; • neurológicas; • transplantes de órgãos e de tecidos; • ortopédicas; • cardíacas; • vasculares; • plásticas; • ginecológicas; • oftálmicas; • otorrinolaringológicas; • de mão; • de cabeça e pescoço.
  • 15. Paciente colocado deitado, com cabeça e tronco em níveis mais baixos que os membros inferiores. Posição que oferece melhor visualização dos órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia por vídeo no abdome inferior ou pelve. Nessa posição, com a inclinação da mesa, o paciente ficará em posição dorsal com elevação da pelve e dos membros inferiores, ficando a cabeça mais baixa que os pés. Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no cérebro quando a pressão arterial cai repentinamente, pois aumenta o fluxo sanguíneo arterial para o crânio. TRENDELEMBURG
  • 16. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • abdominais; • ginecológicas; • vasculares.
  • 17. POSIÇÃO DE TRENDELENBURG REVERSO OU PROCLIVE É o contrário da posição de Trendelenburg, a cabeceira é elevada e os pés são abaixados, oferecendo melhor acesso à cabeça e ao pescoço. Tal posição faz com que a força da gravidade desloque as vísceras abdominais para adiante do diafragma, no sentido caudal, em direção dos pés. Para diminuir o risco de trombose e aliviar a pressão, as pernas devem permanecer abaixadas.
  • 18. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • de ombro; • neurocirurgias; • de cabeça e pescoço; • cirurgias plásticas na face e no nariz; • otorrinolaringológicas; • oftalmológicas; • de mamas, incluindo prótese.
  • 19. POSIÇÃO LITOTOMIA OU GINECOLÓGICA Colocar o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça e os ombros ligeiramente elevados. As coxas devem estar bem flexionadas sobre o abdome, afastadas uma da outra, e as pernas ficam sobre as coxas. Normalmente, para se colocar o paciente nessa posição, usam-se suportes para os joelhos (perneiras).
  • 20. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • ginecológicas; • obstétricas; • de reto; • de hemorroidas; • de bexiga.
  • 21. POSIÇÃO DE FOWLER OU SENTADA O paciente permanece semissentado na mesa. Levantando-se a cabeceira, ele deve ser colocado em decúbito dorsal, de modo que o tronco atinja um ângulo que varia de 30 a 90 graus em relação ao plano horizontal. É comumente chamada de “cadeira de praia”. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • neurocirurgias (a cabeça do paciente deve ser apoiada com suporte próprio).
  • 22. É aquela em que o paciente fica deitado com abdome para baixo. Essa parte do corpo do indivíduo deve ficar, assim, em contato com a superfície do colchão da mesa de cirurgia. A colocação do paciente nessa posição envolve vários membros da equipe atuando em sincronia, uma vez que, depois de anestesiado em decúbito dorsal, o paciente deve ser colocado em posição lateral e, depois, na posição ventral, tomando-se os devidos cuidados para que tubos e cateteres não sejam deslocados. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • na coluna vertebral; • neurocirurgias em região posterior; • de calcâneos.
  • 23. POSIÇÃO DE CANIVETE, KRASKE OU DEPAGE Paciente em decúbito ventral em que os glúteos são levemente inclinados, ficando braços e pernas em posição oposta, com os braços apoiados em telas. Essa posição também é conhecida como Depage, Kraske ou posição de “canivete”. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • na região anal; • em alguns tipos de cirurgias de coluna.
  • 24. POSIÇÃO DE DECÚBITO LATERAL OU SIMS Posição de decúbito lateral direito: o paciente permanece deitado para o lado direito, braço direito flexionado, pernas levemente fletidas, afastadas, apoiadas, e o lado esquerdo para cima. Posição de decúbito lateral esquerdo ou Sims: o paciente fica deitado para o lado esquerdo, braço esquerdo flexionado, perna direita levemente fletida ou flexionada, e o lado direito para cima. Cirurgias nas quais essa posição é usada: • de tórax; • renais; • exames intestinais.
  • 25. Cuidados com o posicionamento do paciente ao término da cirurgia Cuidados com o posicionamento do paciente ao término da cirurgia
  • 26. Ao término do procedimento cirúrgico, quando a equipe deve retirar o paciente da posição até então utilizada, são necessários alguns cuidados básicos, como os listados a seguir: • manipular lentamente o paciente, utilizando movimentos firmes e seguros, uma vez que mudanças bruscas no paciente ainda anestesiado podem provocar alterações cardiovasculares e respiratórias; • ao término da cirurgia, retornar o paciente ao decúbito dorsal, para que seja feita a reversão da anestesia, salvo casos específicos em que não seja possível sua colocação na posição supina; • no caso das posições ventral e lateral, retornar o paciente à posição dorsal, movimentando-o em bloco, com os devidos cuidados para não deslocar tubos, drenos e cateteres, e mantendo o alinhamento do corpo, em um resultado de colaboração entre todos os membros da equipe cirúrgica;
  • 27. • no caso da posição de litotomia, retirar cuidadosamente os membros inferiores das perneiras, para prevenir o rápido retorno de sangue da porção superior do corpo para os membros inferiores, o que pode causar hipotensão; • manter, sempre que possível, após a cirurgia e a reversão da anestesia, o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça lateralizada, de modo que seja evitada aspiração de secreções e se previna a pneumonia aspirativa; • avaliar continuamente as respostas do paciente às mudanças de decúbito, observar suas reações e manter monitoração até a saída da sala de cirurgia; • assegurar ao cliente cirúrgico assistência livre de danos, inclusive dos inerentes à sua própria condição e ao procedimento anestésico-cirúrgico; • registrar, em prontuário, intercorrências e situações de risco, com o intuito de proporcionar continuidade da assistência no período pós-operatório.
  • 28. Apesar de ser uma atividade realizada rotineiramente no centro cirúrgico, o posicionamento do paciente para a cirurgia não deve ser considerado um ato mecânico e desvinculado de conhecimento técnico-científico. A posição ótima é aquela que oferece à equipe cirúrgica as melhores condições de visualização da área operatória e que, ao mesmo tempo, proporciona conforto e segurança ao cliente. Porém, atender a essa demanda nem sempre é tarefa fácil. Muitos são os tipos de posições cirúrgicas que podem ser empregados nos mais diversos procedimentos, das mais variadas especialidades. Nesse contexto, devem ser consideradas as individualidades impostas pelas próprias condições dos pacientes, além dos recursos disponíveis na instituição. Negligenciar os cuidados com o posicionamento cirúrgico e os riscos inerentes à posição inadequada pode prejudicar seriamente o paciente. O trabalho em equipe é a chave para a realização dessa atividade, tendo em vista que exige competência e participação do anestesiologista, cirurgiões e equipe de enfermagem. Cabe à instituição oferecer condições as quais propiciem conforto à equipe cirúrgica durante o ato anestésico-cirúrgico e segurança ao paciente por todo o período perioperatório. É de grande importância a aquisição de adequados equipamentos, acessórios, dispositivos e recursos de proteção.
  • 31. A anestesia é uma técnica que antecede procedimentos cirúrgicos, diagnósticos ou terapêuticos no qual o objetivo é garantir que o paciente não sinta dor e/ou desconforto no decorrer do processo, valorizando o seu bem- estar. Além disso, a técnica anestésica contribui para que o médico cirurgião tenha mais segurança, tranquilidade e eficiência durante a cirurgia, uma vez que o médico anestesiologista é o responsável por manter em equilíbrio as diversas funções do corpo (homeostase). Os tipos de anestesia que podem ser adotados são: sedação, anestesia geral e anestesia parcial.
  • 32. Como funciona a anestesia? Como funciona a anestesia?
  • 33. Para entender como funciona a anestesia é importante compreender como ocorre a sensação de dor e de que maneira é possível evitar que esse mecanismo seja ativado durante uma cirurgia. A dor é resultado de um conjunto de reações biológicas que indicam para o indivíduo a ocorrência de uma agressão física — como ao sofrer um arranhão — ou psicológica, como ocorre em situações estressantes. Essa sensação é desencadeada pelo nociceptor, receptor sensorial que envia mensagens por meio de estímulos elétricos para o sistema nervoso central, fazendo com que a sensação de dor seja vivenciada pelo paciente.
  • 34. O princípio da anestesia é, portanto, impedir a comunicação entre cérebro e nociceptor. O bloqueio pode ser feito das seguintes maneiras: •No cérebro, para que o sistema nervoso central não reconheça os estímulos elétricos enviados pelo nociceptor (técnica anestésica geral); •Nos nervos receptores que circundam o local do ferimento (técnica anestésica local); •Nos nervos da medula espinhal (raquianestesia e peridural) e nos nervos periféricos (bloqueio de nervos periféricos). Além de evitar a sensação de dor, as anestesias possuem outras funcionalidades. Uma delas é bloquear a musculatura do indivíduo, facilitando a técnica de intubação traqueal e proporcionando um campo cirúrgico adequado. Também vale a pena citar o lapso de memória (amnésia), um dos principais componentes do procedimento, para impedir que o paciente se lembre do que ocorreu durante o ato cirúrgico.
  • 35. Quanto tempo dura uma anestesia? Quanto tempo dura uma anestesia? Quanto tempo dura uma anestesia?
  • 36. A duração da anestesia está diretamente relacionada com a complexidade da terapia a ser feita. Em média, se o procedimento anestésico for aplicado na realização de um exame, a duração é de cerca de 30 minutos. Por outro lado, nos casos de cirurgias de maior porte, esse período aumenta consideravelmente, alcançando ou ultrapassando a duração de 5 horas. O período do ato anestésico e as técnicas que serão aplicadas são explicadas ao paciente com antecedência. Segundo a resolução nº. 2.174/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o anestesiologista deve conhecer as condições clínicas do paciente antes de decidir qual técnica anestésica será mais adequada, salvo em casos de urgência e emergência. A resolução também recomenda o seguinte: Realização de consulta pré-anestésica para que os detalhes do procedimento sejam definidos e explicados ao paciente; Caso a consulta presencial não seja possível, esses esclarecimentos devem ser feitos antes do paciente entrar no centro cirúrgico.
  • 37. Quais são os cuidados antes do procedimento anestésico?
  • 38. O principal cuidado que o paciente deve ter antes de realizar uma anestesia é fazer jejum orientado pelo médico. Esta medida é de extrema importância para garantir a segurança do indivíduo durante a cirurgia. A função do jejum é evitar quadros de regurgitação (vômito) e consequente aspiração do conteúdo presente no estômago. Isso porque o efeito dos fármacos administrados faz com que o indivíduo não consiga expelir tais substâncias. Caso ocorra a regurgitação, o conteúdo pode ficar alojado nas vias respiratórias e nos pulmões, gerando quadros mais graves. Para saber como se preparar para o procedimento anestésico, é essencial informar ao anestesiologista todos os detalhes acerca do histórico médico e dos hábitos de vida (uso de medicamentos específicos, tabagismo, entre outras informações). Dessa forma, o anestesista saberá qual é a melhor conduta médica a ser adotada em cada caso.
  • 39. O que acontece após a anestesia? O que acontece após a anestesia?
  • 40. Os efeitos físicos depois do ato anestésico dependem de vários fatores, como a saúde geral do indivíduo e a complexidade da cirurgia. No entanto, com o avanço das técnicas anestésicas, são poucos aqueles que sentem algum desconforto intenso depois da anestesia. Conforme o paciente recupera a consciência, os principais efeitos que podem aparecer são: •Náuseas e vômitos; •Tremores; •Coceira; •Sonolência; •Dor muscular; •Rouquidão leve; •Dor de garganta; •Sensação de boca seca; •Dificuldade de urinar.
  • 41. Quais são os riscos da anestesia? Quais são os riscos da anestesia?
  • 42. No geral, existem alguns fatores que contribuem para um risco maior de complicação após a anestesia. Os principais são: •Diabetes; •Obesidade; •Histórico de infarto; •Problemas nos rins; •Hipertensão arterial; •Distúrbios neurológicos; •Apneia obstrutiva do sono; •Doenças cardiovasculares; •Episódios recorrentes de asma; •Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); •Alergia a medicamentos anestésicos.
  • 43. Considerando esses aspectos, é possível que ocorram algumas complicações. Apesar de serem raros, os principais riscos da anestesia são: •Problemas cardiovasculares: alterações da pressão arterial, arritmia, infarto agudo do miocárdio; •Problemas respiratórios: atelectasia (parte do pulmão colaba), edema agudo de pulmão, descompensação da asma, aspiração pulmonar; •Problemas neurológicos: delírio pós-anestésico, disfunção cognitiva pós-operatória, convulsões, acidente vascular cerebral, consciência intraoperatória acidental; •Reações do tipo alérgica: reação de hipersensibilidade, anafilaxia; •Hipertermia maligna: condição que pode aparecer durante o ato cirúrgico e provoca contrações musculares e febre repentina. Um fator que ajuda a reduzir exponencialmente as chances de complicação é a consulta pré-anestésica. Nela, o anestesiologista identifica possíveis reações adversas que possam gerar uma complicação por meio da anamnese e da solicitação de exames complementares, caso julgue necessário.
  • 44. TIPOS DE ANESTESIAS •Sedação •Anestesia Geral •Anestesia Parcial •Anestesia Local •Anestesia Peridural •Raquianestesia •Bloqueio de Nervos Periféricos
  • 46. A sedação é uma técnica anestésica que diminui o nível de consciência de um indivíduo para reduzir a ansiedade e melhorar o conforto do paciente em procedimentos desagradáveis. Existem três graus de sedação, sendo eles: •Sedação leve; •Sedação moderada; •Sedação profunda. Essa técnica anestésica em questão não tem o objetivo principal de promover analgesia (aliviar a dor), por isso, ela é comumente associada a outras técnicas anestésicas como a anestesia local, raquianestesia/peridural e bloqueio de nervos periféricos.
  • 47. Como cada nível de sedação age no organismo do paciente Como cada nível de sedação age no organismo do paciente
  • 48. A sedação leve tem como intuito principal diminuir os níveis de ansiedade ao colocar o indivíduo em estado de relaxamento. O paciente se mantém acordado e reage normalmente a estímulos como uma conversa, por exemplo. Na administração de uma sedação de nível moderado, o paciente aparenta estar inconsciente, mas reage a estímulos como o toque e a fala. Já a sedação profunda coloca o indivíduo em situação de mínima consciência, sendo que ele reage apenas a estímulos dolorosos. Em todos os casos, é importante evidenciar que devido à determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM), a sedação só pode ser feita por um médico qualificado, sendo que o mais indicado é o anestesiologista, uma vez que a resposta ao sedativo é individual e comum o paciente transitar rapidamente entre os níveis de sedação. A orientação da entidade ainda afirma ser fundamental esse profissional assistir o paciente durante todo o efeito do medicamento em sedações moderadas ou profundas. Em ambos os casos é comum a necessidade de auxílio respiratório e obrigatório o monitoramento dos sinais vitais do paciente.
  • 49. Como é feita a sedação? Como é feita a sedação?
  • 50. O sedativo pode ser por via oral, intramuscular, endovenoso ou via inalatória. No caso da técnica de sedação via oral, o paciente recebe um comprimido ou líquido (em caso de crianças). A via intramuscular é feita através de uma injeção normalmente no músculo do glúteo. Em ambos os casos, aos poucos vai diminuindo seu nível de consciência. Por via endovenosa, a sedação é administrada diretamente na veia do paciente e sua ação é mais imediata. Na inalatória, uma máscara com um gás sedativo é posicionada sobre a face do paciente, sendo que ao inalar esse gás o indivíduo vai diminuindo seu nível de consciência aos poucos. Atualmente essa técnica é pouco usada para fins de sedação. O tipo de sedação a ser administrado dependerá da necessidade de cada paciente em conjunto com o tipo de procedimento realizado. O profissional experiente é capaz de administrar a dosagem correta sem provocar depressão respiratória, assim como identificar a necessidade de complementar a sedação durante o procedimento. A sedação realizada pelos anestesistas normalmente é feita pela via endovenosa. A sedação pela via oral e intramuscular são reservadas para os casos de Medicação Pré Anestésica, em que são administrados esses medicamentos no leito do paciente, antes dele ser encaminhado ao centro cirúrgico.
  • 51. Quando é indicado sedar um paciente? Quando é indicado sedar um paciente?
  • 52. Diversas situações podem indicar a necessidade de sedação. As mais comuns, são: •Em conjunto com a anestesia local para procedimentos como biópsias, exérese de pequenos tumores de pele, vasectomia, blefaroplastia, implante de marcapasso. •Associado à técnica da raquianestesia/peridural e bloqueio de nervos periféricos; •Para realização de exames endoscópicos; •Em procedimentos clínicos como a colocação de Dispositivo intrauterino (DIU). •Durantes exames de tomografia em pacientes que não toleram ficar imóveis, seja pela idade, dor ou alteração do nível de consciência. •Pacientes em crises psiquiátricas.
  • 53. Reação adversa a sedação Assim como qualquer anestesia, a sedação pode resultar em uma reação adversa ao paciente. Podem provocar náuseas, vômitos, labilidade emocional e reações paradoxais como inquietação, agitação e delírio. São raros os casos de alergia medicamentosa. A sedação pode provocar uma depressão respiratória intensa e é justamente para evitar esse risco grave que as sedações moderadas e profundas devem ser feitas em um ambiente adequado e por um profissional preparado para promover uma assistência com eficiência.
  • 55. A anestesia geral é uma técnica anestésica que visa deixar o paciente totalmente inconsciente, sem sensibilidade e imóvel no decorrer de um procedimento. O efeito da anestesia geral é no cérebro, bloqueando os impulsos nervosos de dor e reduzindo ações motoras e respostas hormonais.
  • 56. Quais são os tipos de anestesia geral? Quais são os tipos de anestesia geral?
  • 57. A anestesia geral pode ser aplicada de duas maneiras: via agentes inalatórios ou endovenosos. Existem basicamente três tipos de anestesia geral: inalatória, venosa e balanceada. Saiba mais detalhes sobre cada tipo: Anestesia inalatória Neste caso, o paciente inala gases que contêm o medicamento anestésico. Trata-se de uma técnica que necessita de mais tempo para iniciar seu efeito, visto que o medicamento passará pelos pulmões, corrente sanguínea e depois chegará ao cérebro onde bloqueará os sinais de dor. O anestesiologista determinará a concentração e a quantidade de gás inalado conforme a complexidade da cirurgia e a sensibilidade do paciente ao medicamento. Para suspender o efeito da anestesia, o anestesista interrompe a liberação dos gases e, assim, o corpo eliminará os anestésicos gradativamente.
  • 58. Anestesia endovenosa Esta técnica é realizada por meio da injeção do anestésico diretamente na veia do paciente. Ao contrário do que ocorre na inalação, a anestesia acontece quase instantaneamente (em poucos segundos). Neste caso, também são respeitados o estado clínico do paciente e a necessidade da cirurgia para determinar a quantidade de anestésico que será administrado. A anestesia endovenosa proporciona um “despertar” tranquilo e com menos estresse no período pós-operatório. Anestesia balanceada Esta técnica combina o uso da anestesia inalatória e venosa. Dessa forma, como a dose de cada uma é reduzida, são aproveitadas as melhores propriedades de cada medicação, com diminuição dos efeitos deletérios.
  • 59. Como é feita a anestesia geral? Como é feita a anestesia geral?
  • 60. A anestesia geral é realizada em quatro etapas. São elas: 1. Medicação Pré-Anestésica Esta fase tem por objetivo deixar o paciente mais relaxado para o procedimento. Geralmente, o anestesiologista administra um ansiolítico de curta duração para que o indivíduo entre no centro cirúrgico com um grau leve de sedação. Porém, nem todos necessitam dessa medicação, e a redução da ansiedade pode ser obtida com uma boa orientação pré-anestésica. 2. Indução Após a aplicação do anestésico através de uma veia puncionada, o paciente perde a consciência, alcançando um estado conhecido popularmente como “coma induzido”. A seguir, é introduzido na via aérea um dispositivo (tubo traqueal ou máscara laríngea) que será acoplado posteriormente à ventilação mecânica.
  • 61. 3. Manutenção Essa manutenção é feita dOs fármacos utilizados na fase de indução da anestesia geral perdem o efeito no decorrer do procedimento, por isso, o anestesiologista mantém a anestesia por meio da administração constante dos anestésicos. e maneira controlada, pois é preciso se atentar à necessidade do procedimento — evitando uma dosagem exagerada — e aos efeitos de uma anestesia demasiadamente profunda — que pode provocar, por exemplo, hipotensão (pressão baixa). 4. Recuperação Conforme a cirurgia se aproxima do final, o anestesista interrompe o uso dos anestésicos administrados para que o paciente acorde da anestesia logo após o encerramento do ato cirúrgico. A fase final da recuperação da anestesia pode ocorrer na Recuperação Pós-Anestésica (RPA) ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
  • 62. Quando a anestesia geral é indicada? A anestesia geral é indicada e pode ser realizada em qualquer procedimento cirúrgico, diagnóstico ou terapêutico. Em cirurgias acima da cicatriz umbilical e quando não é possível anestesiar apenas uma região do corpo, a anestesia geral é a única técnica possível.
  • 63. Quais são os cuidados antes da anestesia geral? Quais são os cuidados antes da anestesia geral?
  • 64. A maioria das recomendações pré-anestésicas é passada pelo anestesiologista antes do procedimento ser realizado. A Consulta Anestésica é uma das recomendações feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) na resolução n°. 2.174/2017. Caso não seja possível fazê-la, a indicação é que o anestesista faça a Avaliação Pré-Anestésica e converse com o paciente antes de ele ir para o centro cirúrgico. No geral, os cuidados antes da anestesia são simples. É necessário fazer jejum de acordo com a recomendação médica. A restrição alimentar é fundamental para que o paciente não corra o risco de regurgitar e broncoaspirar o conteúdo presente no estômago. O uso dos medicamentos de uso crônico deve ser avaliado individualmente: de uma forma geral, os medicamentos são mantidos no período pré-operatório, com exceção dos anticoagulantes, que podem causar sangramento aumentado e, por isso, é solicitado a descontinuação do uso. O uso de drogas, álcool, medicamentos para perder peso e o tabagismo também devem ser suspensos. É importante que o paciente traga seus exames mais recentes e as avaliações médicas quando solicitadas. Para diminuir os riscos da anestesia é fundamental que, em procedimentos eletivos, o paciente otimize o tratamento de doenças descompensadas, como a pressão alta descontrolada.
  • 65. Quais os efeitos colaterais de uma anestesia geral? Quando o paciente se recupera dos efeitos da anestesia, é comum aparecer algumas reações no organismo em decorrência do que foi realizado no período intraoperatório. Os principais efeitos colaterais da anestesia geral são: •Náuseas e vômitos; •Tremores; •Dor muscular; •Sensação de tontura; •Boca seca/ dor na garganta/ rouquidão.
  • 66. Quais são os riscos da anestesia geral? A anestesia geral é uma modalidade anestésica bastante segura, contudo, algumas complicações podem acontecer. A maioria delas estão relacionadas a interação da anestesia, procedimento realizado e estado clínico do paciente. As complicações acontecem principalmente nos indivíduos com doenças cardiovasculares, pulmonares, idade avançada, entre outros fatores de risco. Algumas das possíveis complicações da anestesia geral são: •Aspiração pulmonar; •Broncoespasmo e laringosespasmo; •Edema agudo do pulmão; •Arritmias cardíacas; •Parada cardíaca; •Alergia à medicação; •Consciência intraoperatória acidental; •Delirium; •Hipertermia maligna.
  • 68. A anestesia parcial é uma técnica que consiste no bloqueio reversível da sensibilidade de uma área específica do corpo, através do uso de anestésicos locais, sem que o paciente perca a consciência. Esta metodologia anestésica é capaz de proporcionar conforto e segurança durante a intervenção, muitas vezes garantindo também uma analgesia prolongada durante o pós-operatório. Existem diferentes tipos de anestesia parcial tais como a Anestesia Local, Bloqueio do Neuroeixo (raquidiana ou peridural) e Bloqueio de Nervos Periféricos. A metodologia escolhida pode ser combinada com a sedação ou anestesia geral para que o paciente durma durante o
  • 69. Anestesia Local Na anestesia local, os anestésicos são utilizados exatamente na região que será realizada a intervenção, para bloquear as terminações nervosas e impedir que o paciente sinta dor. Ela pode ser tópica, através do uso de gel ou spray contendo anestésico local, sendo utilizada para anestesiar a mucosa do nariz, boca, árvore traqueobrônquica, esôfago e trato geniturinário; ou por infiltração, na qual é injetado o anestésico diretamente na pele e subcutâneo. É uma técnica de anestesia que pode ser realizada por médicos não especialistas em anestesia. Ela é utilizada em cirurgias simples, pequenas e superficiais como, por exemplo, a retirada de uma cicatriz hipertrófica, cirurgias nas pálpebras, vasectomia, entre outros. Essa modalidade anestésica é utilizada pelos anestesiologistas principalmente durante a anestesia realizada nas costas do paciente (anestesia raquidiana ou peridural), no qual é realizado um botão anestésico na área que será introduzida a agulha própria de cada procedimento.
  • 70. Anestesia Raquidiana Neste tipo de anestesia parcial, o medicamento é aplicado com uma agulha de pequeno calibre, que é inserida nas costas do paciente, entre as vértebras da coluna, em um local após perfurar a membrana chamada dura-máter, diretamente no espaço onde circula o líquido cefalorraquidiano (líquor), que envolve a medula espinhal e as raízes nervosas. O bloqueio completo da dor, motor e tátil é iniciado rapidamente. Sua dose é única e o tempo de duração tem um limite devido à dose máxima de anestésico local que é permitida, para evitar complicações. Em cirurgias, a anestesia raquidiana é frequentemente utilizada após sedação, sendo considerada uma prática indicada para cirurgias da parede abdominal localizadas abaixo do umbigo, ginecológicas, urológicas, ortopédicas de membros inferiores, cesariana, entre outros. Quando utilizada na cesariana ela é aplicada sem sedação para que a mãe possa participar ativamente do nascimento do filho. A anestesia raquidiana pode ter como efeitos colaterais a chamada cefaleia pós-raqui (dor de cabeça intensa, que pode ser controlada com repouso e uso de analgésicos), além de pressão baixa, sensação de não conseguir respirar, formigamento, coceira e sonolência.
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  • 72. Anestesia Peridural Também chamada de epidural, esta é uma anestesia parcial aplicada em um espaço antes da dura-máter e pode ser introduzido um cateter para administração medicamentosa, permitindo que o anestésico seja reaplicado, de acordo com a necessidade do procedimento que está sendo realizado. A anestesia peridural pode, inclusive, continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da dor após a intervenção. O início de ação é mais lento em relação à raquianestesia e, embora haja a supressão da sensibilidade dolorosa, a sensibilidade tátil pode não ser total, além de promover um bloqueio motor menor. Trata-se de um tipo de anestesia frequentemente usado em partos normais, justamente por conta desta possibilidade de administrar anestésicos continuamente pelo cateter ao longo do dia. Ela também é muito utilizada combinada com a anestesia geral em cirurgias de grande porte da região do tronco (tórax, abdome e pelve) e dos membros inferiores.
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  • 75. Bloqueio dos nervos periféricos Os bloqueios periféricos promovem um controle da dor mais duradouro, reduzindo a necessidade do uso de medicamentos analgésicos sistêmicos, principalmente os opioides. Esses bloqueios são realizados através de técnicas para localizar com mais precisão os troncos dos nervos que se deseja bloquear. O conhecimento exato da anatomia aliado ao uso do ultrassom e neuroestimuladores, promovem um bloqueio periférico seguro e efetivo. Diversas áreas do corpo podem ser bloqueadas com esse tipo de anestesia: cabeça, pescoço, face, tronco e membros. Atualmente, ela é muito utilizada em cirurgias ortopédicas dos membros superiores.
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  • 79. Como é escolhida o tipo de anestesia regional para cada procedimento? A escolha da anestesia que será utilizada varia de acordo com a região que será submetida a intervenção, bem como o tipo de procedimento a ser realizado e as características clínicas do paciente. O anestesiologista, juntamente com o restante da equipe médica responsável pela intervenção cirúrgica, se responsabiliza por discutir as necessidades anestésicas de cada indivíduo, levando em conta aspectos como: •Controle da dor (antes e após o procedimento); •Momento esperado para a alta hospitalar; •Possíveis eventos adversos; •Manutenção do conforto e bem-estar do paciente; •Preservação da autonomia e capacidade de decisão do paciente; •Minimização do tempo de internação; •Contraindicações ao procedimento (coagulopatias, doença neurológica em progressão, infecção no local da punção, entre outros).
  • 81. A anestesia local promove bloqueio da sensibilidade em determinada região do corpo por meio do uso de medicações chamadas de anestésico local. O uso pode ser tópico (gel, spray ou pomadas) ou por infiltração (injeção da medicação na pele e subcutâneo). Ela é um tipo de anestesia administrada por médicos de diversas especialidades e odontologistas. A anestesia local não priva a consciência do indivíduo, sendo comumente utilizada em procedimentos pequenos e superficiais.
  • 82. Como age a anestesia local? A anestesia local é um método anestésico que tem como intuito bloquear reversivelmente as terminações nervosas de determinada região, mantendo o indivíduo em pleno estado de consciência. A metodologia bloqueia os receptores para dor em regiões mais superficiais, impedindo o envio dos sinais de dor para o cérebro. Essa anestesia pode ser combinada a outros tipos de anestesias, como a sedação e anestesia geral, com o intuito de minimizar o incômodo doloroso da sua infiltração na pele e subcutâneo e permitir que o paciente fique mais confortável durante o procedimento cirúrgico. Ela também é utilizada para auxiliar no controle da dor após o procedimento cirúrgico.
  • 83. Quando a anestesia local é indicada? Diversos procedimentos médicos de pequeno porte e superficiais, estéticos e até mesmo dentários podem se beneficiar do uso da anestesia local. A anestesia local é utilizada frequentemente pelos anestesistas para fazer um botão anestésico na pele antes de realizar a anestesia peridural ou raquianestesia, uma vez que as agulhas desses procedimentos são mais calibrosas e consequentemente o paciente sente mais dor quando a pele é perfurada e não está anestesiada. Quando há a necessidade de entubar um paciente acordado ou durante a realização de procedimentos endoscópicos, é usado um spray e gel anestésico na boca e garganta do paciente, tornando o procedimento menos doloroso e diminuindo os reflexos do paciente.
  • 84. Limitações do uso Há um limite da quantidade de anestésico local que pode ser administrado, ou seja, quando a dose segura de administração é atingida não se deve continuar o seu uso devido a toxicidade sistêmica da medicação. Tecidos com inflamação e infecção impedem a ação efetiva da medicação por alteraram o pH do local, portanto a anestesia local pode não bloquear adequadamente a região. Outro fator limitante é que embora ela impeça que o paciente sinta dor, ela não bloqueia a sensação de manuseio no local. Isso para alguns pacientes pode ser extremamente desconfortável. Neste caso pode vir ser necessária uma sedação leve para minimizar o desconforto do paciente ao longo do procedimento.
  • 85. Riscos da Anestesia Local Processos alérgicos ao anestésico local são extremamente raros. Quando o anestésico local é administrado nos tecidos, ele é absorvido pelo sistema circulatório e age nos outros sistemas do organismo. Devido essa ação sistêmica existe uma dose máxima segura baseada no peso do paciente. A intoxicação é a complicação mais temida e pode levar o indivíduo à distúrbios cardíacos e neurológicos. Alguns sinais premonitórios indicam esse efeito tóxico como gosto metálico na boca, distúrbios visuais e auditivos. Distúrbio na fala, tremores, convulsões, parada respiratória e cardíaca são os efeitos esperados quando o indivíduo recebe uma dose exacerbada de anestésico local.
  • 87. A anestesia peridural, também chamada de anestesia epidural, é um tipo de anestesia que bloqueia a dor de apenas uma região do corpo, geralmente da cintura para baixo que inclui abdômen, costas e pernas, mas a pessoa ainda pode sentir o toque e a pressão. Esse tipo de anestesia é feita de forma que a pessoa possa se manter acordada durante a cirurgia, pois não afeta o nível de consciência, e costuma ser utilizada durante procedimentos cirúrgicos simples, como a cesariana ou em cirurgias ginecológicas ou estéticas. Para realizar a peridural, é aplicado o medicamento anestésico no espaço vertebral para atingir os nervos da região, tendo uma ação temporária, controlada pelo médico. É feita em qualquer hospital com centro cirúrgico, pelo anestesista.
  • 88. Quando é indicada A anestesia peridural pode ser usada para procedimentos cirúrgicos como: •Cesariana; •Reparo de hérnias; •Cirurgias gerais na mama, estômago ou fígado; •Cirurgias ortopédicas de quadril, joelho ou fraturas pélvicas; •Cirurgias ginecológicas como histerectomia ou pequenas cirurgias no assoalho pélvico; •Cirurgias urológicas como remoção da próstata ou de pedras nos rins; •Cirurgias vasculares como amputação ou revascularização de vasos sanguíneos das pernas; •Cirurgias pediátricas como hérnia inguinal ou cirurgias ortopédicas. Além disso, a peridural pode ser feita no parto normal nos casos em que a mulher tiver muitas horas de trabalho de parto ou que sinta muitas dores, sendo utilizado um analgésico por via peridural para aliviar a dor.
  • 89. A anestesia peridural é considerada segura e está associada com menor risco de taquicardia, trombose e complicações pulmonares, no entanto não deve ser aplicada em pessoas que possuem infecções ativas ou no local de aplicação da anestesia e nem em pessoas que possuem alterações na coluna, sangramentos sem causa aparente ou que estejam fazendo uso de medicamentos anticoagulantes. Além disso, a aplicação dessa anestesia também não é recomendada nos casos em que o médico não consegue localizar o espaço epidural.
  • 90. Como é feita A anestesia peridural geralmente é utilizada em pequenas cirurgias, sendo muito comum na cesariana ou durante o parto normal, pois evita a dor durante o trabalho de parto e não prejudica o bebê. Durante a anestesia, o paciente permanece sentado e inclinado para a frente ou deitado de lado, com os joelhos dobrados e encostados ao queixo. Em seguida, o anestesista abre os espaços entre as vértebras da coluna vertebral com a mão, aplica um anestésico local para reduzir o desconforto e insere a agulha e um tubo fino de plástico, chamado de cateter, que passa através do centro da agulha. Com o cateter inserido, o médico injeta através do tubo o remédio anestésico e, apesar de não doer, é possível sentir uma ligeira e suave picada quando a agulha é colocada, seguida de uma pressão e sensação de calor quando o remédio é aplicado. Geralmente, o efeito da anestesia peridural inicia de 10 a 20 minutos após a aplicação. Nesse tipo de anestesia, o médico pode controlar a quantidade de anestésico e o tempo de duração, sendo que, às vezes, é possível combinar a peridural com a raquidiana para se obter um efeito mais rápido ou fazer a anestesia peridural com sedação em que são aplicados na veia medicamentos que induzem o sono.
  • 91. Possíveis riscos Os riscos da anestesia peridural são muito raros, no entanto, podem ocorrer queda da pressão arterial, calafrios, tremores, náuseas, vômitos, febre, infecção, dano no nervo próximo do local ou sangramento epidural. Além disso, é comum sentir dor de cabeça após anestesia peridural que pode ocorrer devido ao extravasamento de líquor, que é um líquido que fica em volta da medula espinhal, causado pelo furo feito pela agulha.
  • 92. Cuidados após a anestesia Quando a peridural é interrompida, geralmente ocorre uma dormência que dura algumas horas antes dos efeitos da anestesia começarem a desaparecer, por isso, é importante ficar deitado ou sentado até que a sensação nas pernas volte ao normal. No caso de sentir alguma dor, deve-se comunicar ao médico e à enfermagem para que seja feito tratamento com analgésicos. Após a peridural, não se deve dirigir ou beber álcool, pelo menos nas 24 horas após a anestesia.
  • 93. Diferenças entre peridural e raquidiana A anestesia peridural é diferente da anestesia raquidiana, porque são aplicadas em regiões diferentes: Peridural: a agulha não perfura todas as meninges, que são membranas que envolvem a medula espinhal, e o anestésico é colocado ao redor do canal espinhal, em maior quantidade e por um cateter que fica nas costas, e serve apenas para eliminar a dor e deixar a região dormente, no entanto, a pessoa ainda pode sentir o toque e a pressão; Raquidiana: a agulha perfura todas as meninges e o anestésico é aplicado dentro da coluna espinhal, no líquor que é o líquido que envolve a espinha, e é feita de uma vez só e em menor quantidade, e serve para deixar a região dormente e paralisada. A peridural normalmente é usada no parto, porque permite que sejam utilizadas várias doses ao longo do dia, enquanto que a raquidiana é mais usada para realização de cirurgias, sendo aplicada apenas uma dose do medicamento anestésico.
  • 95. A raquianestesia é uma técnica que faz parte das anestesias parciais. O objetivo deste método é bloquear temporariamente a sensibilidade de uma parte específica do corpo. A anestesia raquidiana é aplicada através da região lombar das costas, entre as vértebras da coluna, em um local abaixo da medula espinhal. Dessa forma, os nervos que passam por essa região não transmitirão os estímulos nervosos para o cérebro.
  • 96. Como a raquianestesia é aplicada? A anestesia raquidiana é administrada preferencialmente com o paciente sentado. Dessa forma, o anestesista vai examinar a coluna e localizar o melhor espaço entre as vértebras para conseguir atingir e perfurar a membrana dura-máter, utilizando uma agulha de pequeno calibre. O objetivo do anestesista é injetar o medicamento no local onde circula o líquido cefalorraquidiano (líquor). A dura-máter compreende todo o comprimento da coluna vertebral e é a membrana mais externa da meninge, conjunto de membranas que protegem o cérebro, o cerebelo, o encéfalo e a medula espinal. O efeito da raquianestesia acontece logo após sua aplicação, promovendo um bloqueio sensitivo e motor. A perda da sensibilidade começa de baixo para cima, isto é, dos pés para o umbigo. Para reduzir o incômodo e ansiedade causados pela injeção, é comum que o anestesiologista associe sedação antes do procedimento e realize uma anestesia local na região da inserção da agulha da raquianestesia. Os medicamentos utilizados na raquianestesia são os anestésicos locais, podendo ser utilizados adjuvantes como os opioides, que promovem alívio da dor no período pós-cirúrgico. Após o procedimento cirúrgico, o paciente é conduzido para a
  • 97. Quando a raquianestesia é indicada? A anestesia raquidiana pode ser utilizada em vários procedimentos cirúrgicos. Alguns deles são: •Cirurgias urológicas; •Cirurgias ginecológicas; •Cirurgias infraumbilicais; •Cirurgias ortopédicas nos membros inferiores; •Cirurgias obstétricas — como a cesariana, por exemplo; •Cirurgias na parede abdominal abaixo do umbigo. É importante ressaltar que a raquianestesia tem um tempo de duração máxima, devido a quantidade limite que pode ser administrada de anestésico local. Por esses motivos, a raquianestesia é recomendada para cirurgias que tenham duração máxima de 3-4 horas. Quando a anestesia raquidiana é utilizada durante uma cesariana é comum aplicá-la sem a sedação. Dessa maneira, a paciente acompanha o nascimento do filho e não são transmitidos medicamentos sedativos para o bebê através da placenta.
  • 98. Quais são as contraindicações da raquianestesia? Existem algumas situações nas quais a administração da raquianestesia não é indicada. As principais delas são: •Cirurgias com duração não estimada; •Recusa do paciente; •Infecção no local de punção; •Pressão intracraniana elevada; •Patologia neurológica indeterminada ou em progressão; •Presença de distúrbio de coagulação; •Uso de medicamentos que alteram a coagulação; •Grave comprometimento cardíaco: insuficiência cardíaca grave, estenose aórtica, estenose mitral.
  • 99. Quais são as complicações da anestesia raquidiana? •Bradicardia (diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos); •Hipotensão arterial (pressão baixa); •Dificuldade para respirar; •Cefaleia pós-punção (dor de cabeça intensa, exacerbada quando o paciente assume a posição sentada associada a náuseas e vertigens). Quando são utilizados adjuvantes, como os opioides, os efeitos colaterais associados a essas medicações são: •Prurido; •Retenção urinária; •Náuseas e Vômitos; •Sonolência; •Depressão respiratória.
  • 100. Quais são as vantagens da raquianestesia? Além de ser uma técnica anestésica segura, a raquianestesia possui várias vantagens. Os principais benefícios da raquianestesia são: •Rápida recuperação; •Ação com início rápido; •Controle da dor pós-cirúrgica; •Alta intensidade de bloqueio motor e sensitivo; •Alto controle do nível de anestesia, preservando a consciência do paciente; •Possibilidade de utilizar uma quantidade pequena de anestésico local, diminuindo os riscos provenientes da técnica.
  • 101. O que é a cefaleia pós punção? A dor de cabeça ocorre secundária ao orifício que é feito na dura-máter. Clinicamente, essas cefaleias aparecem e pioram de intensidade quando o paciente fica sentado e melhoram quando o paciente fica deitado sem elevação da cabeça. Podem estar associados sintomas como náuseas e vertigens. O tratamento inicial é clínico através do uso de analgésicos, hidratação e repouso sem elevação da cabeça. Quando a intensidade é muito elevada e/ou não melhora em alguns dias, pode ser feito um procedimento chamado Blood patch, que tem o objetivo de tampar o orifício com coágulo de sangue do próprio paciente. É recomendado não levantar a cabeça após receber a raquianestesia para evitar a cefaleia? O fato de levantar a cabeça não altera a incidência dessa complicação. Atualmente, a incidência da cefaleia pós punção é extremamente baixa devido ao uso de agulhas de raquianestesia mais finas e com pontas mais apropriadas. Por isso, não é mais recomendado os pacientes ficarem em decúbito dorsal e sem elevação da cabeça após o procedimento.
  • 103. O bloqueio de nervos periféricos é um tipo de anestesia parcial que tem por objetivo controlar a dor de uma forma mais duradora. Com essa técnica anestésica é possível reduzir a utilização de medicamentos analgésicos sistêmicos potentes tanto no intraoperatório como no pós-operatório. O bloqueio de nervos periféricos também pode ser aplicado juntamente com outra técnica anestésica, como é o caso da sedação e anestesia geral. Dessa forma, o desconforto do paciente ficar acordado durante todo o processo cirúrgico é evitado. Antes de explicar como funciona essa técnica anestésica, é importante esclarecer o que são os nervos periféricos. Os nervos periféricos fazem parte do sistema nervoso e trafegam fora da medula espinhal e do encéfalo. Eles são responsáveis pela parte motora e sensitiva de diversas regiões do corpo, como os membros inferiores e superiores, parede abdominal, parede torácica, entre outros. O uso do bloqueio de nervos periféricos permite que a mensagem de dor provocada pela intervenção cirúrgica não seja enviada para o cérebro, pois com o uso do anestésico local essa transmissão é bloqueada.
  • 104. Como bloquear os nervos periféricos? O bloqueio de nervos periféricos deve ser feito por um profissional que tenha um conhecimento aprofundado da anatomia humana para localizar os nervos mais calibrosos (nervos periféricos). O mais indicado é que este procedimento seja realizado por um anestesiologista. cuja formação o permite aplicar a técnica anestésica com segurança e efetividade. O procedimento para bloquear os nervos periféricos é considerado simples, mas exige preparo técnico. A primeira etapa consiste em fazer a assepsia do local da pele que será puncionada para atingir as imediações nervosas. Na sequência, o anestesiologista administra o anestésico local ao redor dos nervos por meio de uma injeção. A neuro estimulação é uma ferramenta para que o anestesiologista localize com mais facilidade o nervo que se deseja bloquear. É importante conhecer a resposta que se quer obter quando se estimula o nervo, através de uma agulha específica acoplada a um aparelho chamado de Estimulador de Nervo Periférico. Dependendo da resposta e intensidade do estímulo nervoso, o anestesista consegue saber se aquele nervo que ele está estimulando é o responsável pela sensibilidade da região em que se deseja bloquear. Atualmente, a anestesia para bloquear os nervos periféricos conta também com o auxílio do ultrassom para que o profissional visualize as estruturas neurovasculares com mais clareza e precisão, melhorando consideravelmente as taxas de sucesso da técnica. É possível ainda o anestesista manter um cateter peri nervoso para
  • 105. Onde o bloqueio de nervos periféricos pode ser realizado? Uma das vantagens do procedimento é que ele pode ser feito em várias regiões do corpo: •Membros superiores; •Membros inferiores; •Parede torácica; •Parede abdominal. Quais são as possíveis complicações do bloqueio de nervos periféricos? •Intoxicação ao Anestésico Local; •Lesão Nervosa. A complicação é evitada por meio de técnicas que evitam a lesão do nervo que foi bloqueado para a realização do procedimento cirúrgico. Por esse motivo, é fundamental que o profissional que aplicará a anestesia utilize todos os recursos possíveis para reduzir as chances de complicação — como é o caso do ultrassom, por exemplo.