SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 20
UTI – UNIDADE DE TERAPIA
INTENSIVA
DEFINIÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma área
hospitalar destinada a clientes em estado crítico, que
necessitam de cuidados altamente complexos e
controles estritos, com centralização de esforços e
coordenação de atividades.
OBJETIVO
CONFORME O MS:
Segundo a Portaria n.466 do Ministério da Saúde, os
serviços de tratamento intensivo têm o objetivo de
prestar atendimento a clientes graves e de risco que
exijam assistência médica e de enfermagem
ininterruptas, equipamentos e recursos humanos
especializados, definindo a UTI como o local que reúne
um conjunto de elementos destinados a este propósito.
TIPOS ETÁRIOS E FÍSICOS
1. SEMI INTENSIVA;
2. UNIDADE CORONARIANA;
3. NEO;
4. PEDIÁTRICA;
5. ADULTO GERAL;
6. ADULTO CARDIOLÓGICA.
De acordo com a Faixa Etária
Neonatal - destinado ao atendimento de pacientes com
idade de 0 a 28 dias.
Pediátrico - destinado ao atendimento de pacientes com
idade de 29 dias a 18 anos incompletos.
Adulto - destinado ao atendimento de pacientes com
idade acima de 14 anos.
Obs. : Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos
incompletos podem ser atendidos nos Serviços de
Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com
o manual de rotinas do Serviço.
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A
ESPECIALIDADE
Denomina-se UTI Especializada aquela destinada ao
atendimento de pacientes em uma especialidade médica ou
selecionados por grupos de patologias, podendo
compreender:
Cardiológica
Coronariana
Neurológica
Respiratória
Trauma
Queimados
PLANTA FÍSICA
Toda UTI deve ocupar área física própria, de acesso restrito, possuir
acesso fácil às unidades correlacionadas (Centro Cirúrgico,
Emergência, Unidade Semi-intensiva).
Quanto ao ambiente, as UTIs devem possuir no mínimo:
1. Área coletiva de tratamento com boxers;
2. Quarto de isolamento; posto de enfermagem;
3. Área de prescrição médica;
4. Sala de utilidades;
5. Copa;
6. Rouparia;
7. Sala de preparo de materiais e de equipamentos;
8. Depósito de equipamentos e de material de limpeza;
9. Banheiro para clientes;
10. Área administrativa;
11. Sala de estar para a equipe.
DIVISÃO DA UTI
A disposição dos leitos de UTI podem ser em área
comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista;
A área comum proporciona observação contínua do
paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias
laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos
pacientes;
As unidades com leitos dispostos em quartos fechados,
devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a
observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é
necessário uma central de monitorização no posto de
enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa
e frequência cardíaca.
SEUS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Materiais e equipamentos são utilizados na UTI
ambos devem ser dimensionados e selecionados de
acordo com o tipo de assistência prestada.
Uma dessas e a existência de carro de emergência
com monitor e desfibrilador, gerador de marca passo,
ventilador mecânico, monitor de beira de leito bomba
de infusão, entre outros.
LEITO OU BOX
EQUIPE E PROFISSIONAIS
A UTI deve dispor, no mínimo, da seguinte equipe básica:
Médico com título de especialista em Medicina Intensiva
divididos em:
1. Médico diarista 2. Médico plantonista
Enfermeiro Administrativo;
Enfermeiro assistencial;
Técnico de enfermagem;
Fisioterapeuta;
Secretária;
Auxiliar de serviços.
ATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM
Enfermeiro
Especialização em UTI – Especialista em atendimento de
pacientes de alta complexidade.
Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de
enfermagem, como a higienização, controle das
medicações e prescrições, tendo papel assistencial
fundamental.
ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE
ENFERMAGEM
Prestar assistência segura, humanizada e individualizada
aos clientes;
Preparar clientes para consultas e exames, orientando-os
sobre as condições de realização dos mesmos;
Prepara e administrar medicações por via oral, tópica,
intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa e
retal s médicas ou de enfermagem;
Verificar os sinais vitais e as condições gerais dos
clientes;
Executar atividades de limpeza, desinfecção,
esterilização de materiais e equipamentos, bem como
seu armazenamento;
Realizar atividades na promoção de campanhas do
aleitamento materno bem como a coleta no domicílio;
Propor a aquisição de novos instrumentos para a
reposição daqueles que estão avariados;
Auxiliar na preparação do corpo após o óbito entre
outras.
CRITÉRIOS PARA INTERNAÇÃO E ALTA
Enfermeiro da Clínica de Origem
 Passar o caso por telefone à enfermeira da UTI e confirmar o horário para
transferência;
 Providenciar o transporte de suporte avançado para o paciente;
 Acompanhar o transporte do paciente até a unidade e passar o caso e
possíveis intercorrências do transporte.
Equipe de Enfermagem da Clínica de Origem
 Acomodar adequadamente o paciente na maca ou isolete de transporte;
 Auxiliar o médico e enfermeiro no transporte;
 Ajudar a transferir o paciente para o leito na UTI;
 Passar o caso para a equipe de enfermagem da UTI;
 Entregar o prontuário completo, medicamentos e pertences.
EQUIPE MÉDICA INTENSIVA
Ceder a vaga na unidade e confirmar horário com
enfermeiro da unidade;
Checar o respirador mecânico;
Enfermeiro da UTI deve estar presente Obrigatoriamente
no momento da admissão e fazer a avaliação do
paciente com o preenchimento do impresso de avaliação
admissional do paciente na unidade (impresso de
histórico e exame físico);
Verificar junto ao funcionário da clínica de origem, se a
documentação de internação do paciente está completa:
prescrição médica do dia e folha de controle de
enfermagem, medicações e os pertences do paciente;
Identificar (se houver) pertences e entregar para a família
se estiver presente, ou obrigatoriamente no próximo
horário de visitas - anotar no livro de ocorrências;
Realizar anotação de admissão no livro de ocorrências
e/ou admissão, onde deverão constar: data, horário,
número do prontuário, nome completo, clínica de origem,
diagnóstico e número do leito;
EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVA
 Montar a unidade, receber o paciente e transferir da maca
para o leito em segurança;
Promover oxigenação adequada, monitorização, manutenção
de acessos e infusões, proteção para evitar perda de tubos,
sondas e drenos, checar drenos de tórax e sonda vesical
quanto à permeabilidade (se aberto ou fechado);
 Observar nível de consciência, sinais vitais, presença de
próteses, talas, próteses, integridade da pele;
Identificar grau de dependência (deficiência visual,
mobilidade, comunicação).
Proceder a rotina de controles e medicações conforme
prescrições médicas e de enfermagem, priorizar as
atividades conforme gravidade do paciente;
Anotar todas as observações no prontuário devidamente
assinado e carimbado;
 Orientar o paciente e os familiares sobre rotinas do
setor: visitas, pertences, informações, lista de materiais
de higiene.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005Rodrigo Abreu
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Aline Bandeira
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentosJanaína Lassala
 
Paciente em fase terminal
Paciente em fase terminalPaciente em fase terminal
Paciente em fase terminalRodrigo Abreu
 
Aula 7 posições cirúrgicas
Aula 7 posições cirúrgicasAula 7 posições cirúrgicas
Aula 7 posições cirúrgicasMarci Oliveira
 
Central de Material e esterelização
 Central de Material e esterelização Central de Material e esterelização
Central de Material e esterelizaçãoGilson Betta Sevilha
 
Carro de Emergência
Carro de EmergênciaCarro de Emergência
Carro de Emergênciaresenfe2013
 
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfAula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfThiagoCunha93
 
Aula Central de material Esterilizado
Aula Central de material EsterilizadoAula Central de material Esterilizado
Aula Central de material EsterilizadoConceição Quirino
 
Paciente oncológico - Assistência de Enfermagem
Paciente oncológico - Assistência de EnfermagemPaciente oncológico - Assistência de Enfermagem
Paciente oncológico - Assistência de EnfermagemBruna Guimarães
 
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticos
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticosAula de Artigos críticos, semi críticos e não críticos
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticosSMS - Petrópolis
 
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.ppt
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.pptImportância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.ppt
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.pptValdemilsonVieira
 
Apostila completa uti
Apostila completa   utiApostila completa   uti
Apostila completa utiElisama Cruz
 
Aula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaAula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaRicardo Augusto
 
1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagemElter Alves
 

Mais procurados (20)

Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentos
 
Aula acessos venosos
Aula acessos venososAula acessos venosos
Aula acessos venosos
 
Punção venosa.
Punção venosa.Punção venosa.
Punção venosa.
 
Paciente em fase terminal
Paciente em fase terminalPaciente em fase terminal
Paciente em fase terminal
 
Anotaçoes de enfermagem
Anotaçoes de enfermagemAnotaçoes de enfermagem
Anotaçoes de enfermagem
 
Aula 7 posições cirúrgicas
Aula 7 posições cirúrgicasAula 7 posições cirúrgicas
Aula 7 posições cirúrgicas
 
Central de Material e esterelização
 Central de Material e esterelização Central de Material e esterelização
Central de Material e esterelização
 
Carro de Emergência
Carro de EmergênciaCarro de Emergência
Carro de Emergência
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
 
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfAula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
 
Aula Central de material Esterilizado
Aula Central de material EsterilizadoAula Central de material Esterilizado
Aula Central de material Esterilizado
 
Paciente oncológico - Assistência de Enfermagem
Paciente oncológico - Assistência de EnfermagemPaciente oncológico - Assistência de Enfermagem
Paciente oncológico - Assistência de Enfermagem
 
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticos
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticosAula de Artigos críticos, semi críticos e não críticos
Aula de Artigos críticos, semi críticos e não críticos
 
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.ppt
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.pptImportância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.ppt
Importância do Uso dos Termos Técnicos em Enfermagem.ppt
 
Apostila completa uti
Apostila completa   utiApostila completa   uti
Apostila completa uti
 
Aula 01 O Hospital
Aula 01 O HospitalAula 01 O Hospital
Aula 01 O Hospital
 
Aula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergênciaAula 1 - Urgência e emergência
Aula 1 - Urgência e emergência
 
1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem1ª aula introducao de-enfermagem
1ª aula introducao de-enfermagem
 

Semelhante a Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)

1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptxssuser51d27c1
 
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjAULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjElainneChrisFerreira
 
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxAula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxNaraLcia2
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioKarolina Azevedo
 
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxAULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxRenata Sousa
 
Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptgizaraposo
 
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341voceduardomscsousa
 
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdf
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdfAula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdf
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdfGiza Carla Nitz
 
Rotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemRotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemAline R Louro
 
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfAula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfGiza Carla Nitz
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaAroldo Gavioli
 
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFUPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFCaroBatista3
 
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfUE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfEducareEnsinoeFormao
 

Semelhante a Unidade de Terapia Intensiva (parte 1) (20)

Uti
UtiUti
Uti
 
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
 
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjAULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
 
AULA UTI.pptx
AULA UTI.pptxAULA UTI.pptx
AULA UTI.pptx
 
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxAula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
 
Recepção
RecepçãoRecepção
Recepção
 
Recepção
RecepçãoRecepção
Recepção
 
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxAULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
 
Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.ppt
 
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
 
Urgencia-e-Emergencia.pptx
Urgencia-e-Emergencia.pptxUrgencia-e-Emergencia.pptx
Urgencia-e-Emergencia.pptx
 
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdf
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdfAula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdf
Aula 6 - Rotina Enfermagem no Centro Cirúrgico.pdf
 
Rotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemRotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagem
 
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfAula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgência
 
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFUPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
 
Pacientes Graves - 1.pptx
Pacientes Graves - 1.pptxPacientes Graves - 1.pptx
Pacientes Graves - 1.pptx
 
Apostila
 Apostila Apostila
Apostila
 
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfUE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
 

Último

Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...Astrid Mühle Moreira Ferreira
 
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptxanemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptxnarayaskara215
 
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...quelenfermeira
 
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...TaniaN8
 
Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01perfilnovo3rich
 
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptxAULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptxLanaMonteiro8
 
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptxSlides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptxsaraferraz09
 
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfWendelldaLuz
 
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismoEscala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismoJose Ribamar
 
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoFarmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoPAULOVINICIUSDOSSANT1
 

Último (10)

Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
 
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptxanemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
 
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
 
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
 
Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01
 
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptxAULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
 
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptxSlides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
 
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
 
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismoEscala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
 
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoFarmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
 

Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)

  • 1. UTI – UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
  • 2. DEFINIÇÃO A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma área hospitalar destinada a clientes em estado crítico, que necessitam de cuidados altamente complexos e controles estritos, com centralização de esforços e coordenação de atividades.
  • 3. OBJETIVO CONFORME O MS: Segundo a Portaria n.466 do Ministério da Saúde, os serviços de tratamento intensivo têm o objetivo de prestar atendimento a clientes graves e de risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptas, equipamentos e recursos humanos especializados, definindo a UTI como o local que reúne um conjunto de elementos destinados a este propósito.
  • 4. TIPOS ETÁRIOS E FÍSICOS 1. SEMI INTENSIVA; 2. UNIDADE CORONARIANA; 3. NEO; 4. PEDIÁTRICA; 5. ADULTO GERAL; 6. ADULTO CARDIOLÓGICA.
  • 5. De acordo com a Faixa Etária Neonatal - destinado ao atendimento de pacientes com idade de 0 a 28 dias. Pediátrico - destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29 dias a 18 anos incompletos. Adulto - destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos. Obs. : Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos podem ser atendidos nos Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o manual de rotinas do Serviço.
  • 6. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A ESPECIALIDADE
  • 7. Denomina-se UTI Especializada aquela destinada ao atendimento de pacientes em uma especialidade médica ou selecionados por grupos de patologias, podendo compreender: Cardiológica Coronariana Neurológica Respiratória Trauma Queimados
  • 8. PLANTA FÍSICA Toda UTI deve ocupar área física própria, de acesso restrito, possuir acesso fácil às unidades correlacionadas (Centro Cirúrgico, Emergência, Unidade Semi-intensiva). Quanto ao ambiente, as UTIs devem possuir no mínimo: 1. Área coletiva de tratamento com boxers; 2. Quarto de isolamento; posto de enfermagem; 3. Área de prescrição médica; 4. Sala de utilidades; 5. Copa; 6. Rouparia; 7. Sala de preparo de materiais e de equipamentos; 8. Depósito de equipamentos e de material de limpeza; 9. Banheiro para clientes; 10. Área administrativa; 11. Sala de estar para a equipe.
  • 9. DIVISÃO DA UTI A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista; A área comum proporciona observação contínua do paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes; As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa e frequência cardíaca.
  • 10. SEUS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Materiais e equipamentos são utilizados na UTI ambos devem ser dimensionados e selecionados de acordo com o tipo de assistência prestada. Uma dessas e a existência de carro de emergência com monitor e desfibrilador, gerador de marca passo, ventilador mecânico, monitor de beira de leito bomba de infusão, entre outros.
  • 12. EQUIPE E PROFISSIONAIS A UTI deve dispor, no mínimo, da seguinte equipe básica: Médico com título de especialista em Medicina Intensiva divididos em: 1. Médico diarista 2. Médico plantonista Enfermeiro Administrativo; Enfermeiro assistencial; Técnico de enfermagem; Fisioterapeuta; Secretária; Auxiliar de serviços.
  • 13. ATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM Enfermeiro Especialização em UTI – Especialista em atendimento de pacientes de alta complexidade. Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de enfermagem, como a higienização, controle das medicações e prescrições, tendo papel assistencial fundamental.
  • 14. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM Prestar assistência segura, humanizada e individualizada aos clientes; Preparar clientes para consultas e exames, orientando-os sobre as condições de realização dos mesmos; Prepara e administrar medicações por via oral, tópica, intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa e retal s médicas ou de enfermagem; Verificar os sinais vitais e as condições gerais dos clientes;
  • 15. Executar atividades de limpeza, desinfecção, esterilização de materiais e equipamentos, bem como seu armazenamento; Realizar atividades na promoção de campanhas do aleitamento materno bem como a coleta no domicílio; Propor a aquisição de novos instrumentos para a reposição daqueles que estão avariados; Auxiliar na preparação do corpo após o óbito entre outras.
  • 16. CRITÉRIOS PARA INTERNAÇÃO E ALTA Enfermeiro da Clínica de Origem  Passar o caso por telefone à enfermeira da UTI e confirmar o horário para transferência;  Providenciar o transporte de suporte avançado para o paciente;  Acompanhar o transporte do paciente até a unidade e passar o caso e possíveis intercorrências do transporte. Equipe de Enfermagem da Clínica de Origem  Acomodar adequadamente o paciente na maca ou isolete de transporte;  Auxiliar o médico e enfermeiro no transporte;  Ajudar a transferir o paciente para o leito na UTI;  Passar o caso para a equipe de enfermagem da UTI;  Entregar o prontuário completo, medicamentos e pertences.
  • 17. EQUIPE MÉDICA INTENSIVA Ceder a vaga na unidade e confirmar horário com enfermeiro da unidade; Checar o respirador mecânico; Enfermeiro da UTI deve estar presente Obrigatoriamente no momento da admissão e fazer a avaliação do paciente com o preenchimento do impresso de avaliação admissional do paciente na unidade (impresso de histórico e exame físico);
  • 18. Verificar junto ao funcionário da clínica de origem, se a documentação de internação do paciente está completa: prescrição médica do dia e folha de controle de enfermagem, medicações e os pertences do paciente; Identificar (se houver) pertences e entregar para a família se estiver presente, ou obrigatoriamente no próximo horário de visitas - anotar no livro de ocorrências; Realizar anotação de admissão no livro de ocorrências e/ou admissão, onde deverão constar: data, horário, número do prontuário, nome completo, clínica de origem, diagnóstico e número do leito;
  • 19. EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVA  Montar a unidade, receber o paciente e transferir da maca para o leito em segurança; Promover oxigenação adequada, monitorização, manutenção de acessos e infusões, proteção para evitar perda de tubos, sondas e drenos, checar drenos de tórax e sonda vesical quanto à permeabilidade (se aberto ou fechado);  Observar nível de consciência, sinais vitais, presença de próteses, talas, próteses, integridade da pele;
  • 20. Identificar grau de dependência (deficiência visual, mobilidade, comunicação). Proceder a rotina de controles e medicações conforme prescrições médicas e de enfermagem, priorizar as atividades conforme gravidade do paciente; Anotar todas as observações no prontuário devidamente assinado e carimbado;  Orientar o paciente e os familiares sobre rotinas do setor: visitas, pertences, informações, lista de materiais de higiene.