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Prof. Nádia R. G. de Andrade
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INTRODUÇÃO PARA UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO
O Centro-cirúrgico (CC) pode ser considerado uma das unidades mais complexas
do hospital, pela constante presença de agente estressores, devido às possibilidades de
risco à saúde que os pacientes estão sujeitos ao serem submetidos à intervenção
cirúrgica. Trata-se de um setor de alto custo, tanto pela construção, que deve ser
executada de acordo com normas técnicas e assépticas. Nele são realizadas técnicas
estéreis para garantir a segurança do cliente quanto ao controle de infecção.
Conceito – Ministério da Saúde Conjunto de elementos destinados às atividades
cirúrgicas, bem como a recuperação anestésica e pós operatória imediata
Conceitos – Lamb (2000) “ É o conjunto de ambientes, devidamente localizados,
dimensionados, inter-relacionados e dotados de instalações e equipamentos, com
pessoal qualificado e treinado para a realização de procedimentos cirúrgicos, de forma a
oferecer o máximo de segurança aos pacientes e às melhores condições de trabalho
para equipe técnica”
FINALIDADE
Sendo um setor de circulação restrita, destacam-se, entre suas finalidades:
 Realizar procedimentos cirúrgicos e devolver os pacientes às suas unidades de
origem nas melhores condições possíveis de integridade;
 Servir de campo de estágio para a formação, treinamento e desenvolvimento de
recursos humanos;
 Servir de local para desenvolver programas e projetos de pesquisa voltados para
o desenvolvimento científico e especialmente para o aprimoramento de novas técnicas
cirúrgicas e assépticas.
LOCALIZAÇÃO
O centro cirúrgico deve estar localizado em área de fácil acesso para pacientes
críticos e próximo às áreas de suporte. ( unidades de internação cirúrgica, pronto
socorro e UTI).
Local de pouco ruído para reduzir os estímulos sonoros que possam interferir na
concentração da equipe cirúrgica e desencadear estresse do paciente;
O CC deve estar localizado em uma área do hospital que ofereça a segurança
necessária às técnicas assépticas, portanto distante de locais de grande circulação de
pessoas, de ruído e de poeira.
O principal e mais importante aspecto físico a ser considerado na localização do
C.C não é o seu local, e sim, a circulação geral interna, que deve ser livre para pessoas
internas e totalmente bloqueada para pessoal de fora.
O acesso ao C.C deve estar interligado de acordo com os profissionais que fazem
parte dele:
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 Pacientes: deve ter acesso pela porta/ entrada principal.
 Pessoal/equipe: deve ter acesso pela entrada dos vestuários que devem estar
interligadas ao C.C.
 Serviço de apoio: devem ter entradas auxiliares para roupas limpas, roupas sujas,
equipamentos, exames, material contaminados.
FLUXO
É de extrema importância que o fluxo interno seja perfeito, evitando que “cruze”
material e/ ou roupas.
Organização do fluxo
Para efeito de controle asséptico, o CC se divide em:
 Área restrita: Tem limites definidos para circulação de pessoal e equipamentos
com rotinas próprias para o controle e manutenção da assepsia; Uso de touca e gorro
além das roupas próprias são obrigatórias; = SO, SRPA, lavabos, CME, corredor interno.
 Área semi-restrita: Permite a circulação de pessoal e equipamentos de modo
a não interferir nas rotinas de controle e manutenção da assepsia; = Expurgo, copa, sala
de estar, sala de preparo de materiais.
 Área não restrita: Área de livre circulação no ambiente interno do CC. Uso de
roupas próprias. = Vestiários, secretaria, e corredor de entrada.
ESTRUTURA DO CENTRO CIRURGICO
Planta Física: Planejamento Físico Deve ser planejada em equipe: arquitetos,
engenheiros, enfermeiros, médicos e administradores Considerar: Número de leitos
Número de cirurgias/dia Horário de utilização Taxa de ocupação especialidades. Um
Centro Cirúrgico deve dispor das seguintes dependências:
Vestiários masculinos e femininos: Devem oferecer acesso externo ( por
fora das instalações do Centro Cirúrgico) e interno ( pelo corredor cirúrgico). É
importante que eles disponham de sanitários e chuveiros ( para uso das equipes) e
armários ( para a guarda de uniformes, roupas e outros pertences).
Posto de enfermagem: Local destinado à chefia e à secretaria, que exercem o
controle administrativo da unidade.
Copa: Área reservada ao pessoal do centro cirúrgico, para lanches rápidos.
Sala de estar: Deve ficar localizada próximo aos vestiários e à copa, sempre
que possível, servindo de área de descanso para a equipe do centro cirúrgico.
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Área de baldeação ou troca-macas: Localizada à entrada do Centro
Cirúrgico, onde se dá a transferência do paciente da maca em que veio para a maca
privativa do centro.
Sala de material cirúrgico ou de estocagem de material
esterilizado: Destina-se à recepção, guarda e redistribuição de todo o material limpo e
esterilizado a ser usado no Centro Cirúrgico.
Lavabos: Destinados à lavagem e anti-sepsia das mãos e ante-braços, antes da
operação. Por isso, devem ser equipados com recipientes para Antissépticos e torneiras
que possam ser manobradas sem o uso das mãos.
Sala de expurgo: Local equipado com tanque para o despejo de sangue,
secreções e outros líquidos provenientes da operação. Na sala de expurgo também de
depositam, inicialmente, instrumentos, roupas usadas e outros materiais, para posterior
lavagem. É considerada, portanto, área suja.
Sala de material de limpeza: Área para a reserva de materiais e de
utensílios usados na limpeza do Centro Cirúrgico.
Sala guarde equipamentos: área usada para guardar aparelhos como os de
anestesia, bisturi elétrico, aspiradores, focos portáteis, suportes de soro, mesas
auxiliares e materiais que, eventualmente, não estejam em uso. O aparelho de raio X
móvel poderá também ser guardado nessa sala, caso não haja local específico para ele.
Rouparia: Local destinado à guarda da roupa limpa não-estéril. Muitas vezes é
representada apenas por um armário.
Posto de enfermagem: Local destinado à chefia e à secretaria, que exercem
o controle administrativo da unidade.
Farmácia: A Farmácia Hospitalar é um órgão de abrangência assistencial,
técnico-científica e administrativa, onde se desenvolvem atividades ligadas à produção,
armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às
unidades hospitalares.
Sala de guarda de materiais estéreis e descartáveis: Local onde se
armazenam materiais descartáveis como seringas e agulhas, equipos de soro, fios de
sutura, frasco de soro, entre outros. Modelo atualizado de farmácia satélite.
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Elementos de apoio técnico ADM.: O Centro-cirúrgico conta com o
apoio imprescindível de alguns setores ligados direta ou indiretamente a ele e que
deve estar prontamente preparados para atendê-lo para seu funcionamento, tais
como: banco de sangue, raio-x, laboratório e anatomia patológica, serviço de
engenharia clínica e de manutenção, farmácia, segurança e secretaria, e
agendamento.
Sala DML: Área para a reserva de materiais e de utensílios usados na limpeza
do Centro Cirúrgico.
Portas: As portas das salas de cirurgia devem ser largas para facilitar a
passagem de macas e equipamentos cirúrgicos. Devem possuir metal na altura da maca
para evitar seu estrago, ser lavável. É indicado o uso de portas do tipo vaivém que
impeçam o uso das mãos para abrila. Que tenha visor de separação dos ambientes.
Piso: Deve ser de superfície lisa, não porosa, resistentes a agentes químicos,
sem fendas ou fissuras, realçar a sujeira, não refletir a luz, impermeável.
Paredes: Devem ser revestidas de material liso, resistente, lavável, antiacústico e
não refletor de luz. É proibido o uso de cimento sem nenhum aditivo antiabsorvente para
rejunte de peças cerâmicas ou similares tanto nas paredes quanto nos pisos. Devem ser
utilizados cantos arredondados nas paredes.
Teto: Deve ser de material resistente, lavável, não deve conter ranhuras e não
deve ser poroso, para facilitar a limpeza e impedir a retenção de microorganismos. Deve
ser contínuo, não sendo permitido a utilização de forro falso-removível. É recomendado
um espaço útil de no mínimo 80 cm de altura livre entre a laje do forro e o piso do
pavimento superior, possibilitando assim a instalação de novos equipamentos e a
entrada do pessoal do serviço de manutenção.
Devido ao grande risco de incêndio, pelo elevado número de materiais de fácil
combustão, a sala cirúrgica, além de contar com os equipamentos de combate a
incêndio do centro-cirúrgico (extintores e mangueiras) a sala de cirurgia deve contar com
um sistema de segurança que, através da elevação da temperatura, produz fortes
borrifos de água no ambiente.
SALA OPERATÓRIA
Sala operatória: Dependência do Centro Cirúrgico destinada à realização das
intervenções cirúrgicas. Por isso, o trânsito a ela é restrito e a limpeza é feita com o
máximo rigor, pois deve ser a área mais limpa do centro.
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 Tamanho da sala: Depende dos equipamentos necessários aos tipos de
cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval.
 Número de Salas: Portaria 1884/94:
Uma sala para cada 50 leitos gerais
Uma sala para cada 25 leitos clínica cirúrgica
uma sala para cada 15 leitos cirúrgicos
 Dimensionamento das Salas: Segundo a RDC 307/2002,
Cirurgias Cirurgia Geral: mínimo de 25m²
Cirurgia especializada (neurocirurgia, cirurgia ortopédica, cardiovascular): mínimo de
36m²
Cirurgia de pequeno porte: Oftalmo, OTR, endoscopia: 20m²
EQUIPAMENTOS FIXOS E MÓVEL
Os equipamentos podem ser classificados em: fixos e moveis.
Fixos: são aquelas adaptadas à estrutura da sala cirúrgica. São eles:
 Interruptores e tomadas elétricas de 110 e 220V
 Negatoscopío
 Oxigênio e vácuo centralizado
 Foco central fixo ao teto
 Ar condicionado
Moveis: são os que podem ser deslocados ou acrescidos na sala cirúrgica.
 Mesa cirúrgica e acessórios tais como: perneiras, suporte de ombro, estofado de
espuma, porta coxa.
 Mesas auxiliares como a mesa de mayo
 Mesa para instrumental cirúrgico com rodas
 Mesa fixa para lap, ou roupas estéreis
 Suporte de bacia
 Suporte de soro e alças
 Tala de suporte para braço
 Banco giratório
 Balde para lixo com suporte de rodinhas
 Suporte de hamper
 Foco auxiliar
 Escadinha com dois degraus
 Estrado
 Aparelho de anestesia / monitores
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 Aspirador portátil
 Eletrotermocauterio
 Coxins
 Extensão
ILUMINAÇÃO
A iluminação do ambiente hospitalar é tratada legalmente pela NR-17 da portaria
n°3214/78, e através da NBR 5413/92 da Associação Brasileira de Normas técnicas
(ABNT) recomenda os níveis ideais de iluminação para o ambiente de trabalho.
Na sala de operação, o objetivo da iluminação é minimizar a tarefa visual das
equipes médicas e enfermagem e oferecer condições para que a operação se processe
com precisão, rapidez e segurança.
Iluminação de emergência: Devem existir sistemas interligados e
automáticos, para acionarem geradores reserva de imediato na eventualidade de uma
interrupção do fornecimento de força para o Centro-cirúrgico.
O foco cirúrgico: Deve-se levar em consideração os seguintes aspectos:
 Eliminação de sombras e reflexos;
 Eliminação do excesso de calor no campo operatório;
 Proteção contra ocasional interrupção devido a falta de energia elétrica.
VENTILAÇÃO/ AR CONDICIONADO
Deve atingir as exigências da NBR n°7256/82 tais como:
Prover o ambiente de aeração em condições adequadas de higiene e saúde:
99,9% de eficiência na retenção de partículas de até 5 micra de diâmetro.
Remover partículas potencialmente contaminadas liberadas no interior das salas
sem acarretar turbulência aérea: recomenda-se de 20 a 25 renovações completas do ar
da sala, no espaço de uma hora.
Impedir a entrada no Centro-cirúrgico de partículas potencialmente
contaminantes, oriundas de áreas adjacentes: a pressão do ambiente da sala deve ser
discretamente mais elevada que nos demais compartimentos do centro-cirúrgico.
Proporcionar umidade relativa adequada e temperatura ambiente de conforto e
segurança para o paciente e para a equipe que o assiste: temperatura entre 22 e 23°C.
A umidade deve permanecer entre 55 a 60%. No entanto, não deve ultrapassar 70%
para não se tornar ambiente propício ao des envolvimento de microorganismos.
 Manter nível sonoro mínimo de instalação e utilização do sistema de ventilação:
não devem ultrapassar os previstos pela norma brasileira NBR n° 6401/80.
 Sistema energético alternativo para o sistema de ventilação na falta do sistema
elétrico principal.
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RUIDOS: Os ruídos no centro cirúrgico podem ser provenientes de diferentes fontes -
desde aqueles decorrentes das conversas das pessoas até os produzidos pelos
instrumentais utilizados em determinadas cirurgias, como as ortopédicas e algumas
plásticas. Estes se caracterizam não pela intensidade, mas pela frequência. Assim, os
trabalhadores ficam muito expostos, tornando-se vulneráveis a desenvolver estresse,
entre outros distúrbios.
SALA GASES / REDE DE GASES:
 Oxigênio: O sistema de abastecimento pode ser descentralizado (utilização de
cilindros avulsos, transportados até o local de utilização) ou centralizado (conduzido por
tubulação central até os pontos de utilização).
 Ar comprimido: Também pode advir de um sistema descentralizado (cilindros
com pressões entre 120 e 190 Kgf/cm , como o oxigênio) ou centralizado (compressor
com 100% de consumo máximo provável, que funcione automaticamente ou
manualmente).
 Vácuo clínico: Produzido por bombas, que devem ter capacidade de 100% do
consumo máximo provável, que funcione alternadamente ou em paralelo em caso de
emergência. É importante manter outro tipo de sistema de suprimento autônomo de
emergência, para manutenção da rede de vácuo ou pane da distribuição convencional.
 Óxido nitroso: O sistema de abastecimento pode ser escentralizado (alto
consumo – conduzido por tubulação dos cilindros até os pontos de utilização) ou
centralizado (utilizado em caso de baixo consumo utilização de cilindros transportáveis
até os pontos de utilização).
 Nitrogênio: É fornecido em cilindros com pressão variando entre 120 e 190
Kgf/cm, e também em forma líquida. Quando misturado com oxigênio medicinal, é
chamado de ar estéril.
De acordo com as normas nacionais e internacionais, os gases medicinais são
distribuídos com as seguintes cores, segundo a NBR nº 6493/94 e NBR nº 12188
Verde: oxigênio.
Azul marinho: óxido nitroso.
Amarela: ar comprimido medicinal.
Cinza claro: vácuo medicinal.
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Cuidados no manuseio, movimentação e armazenamento dos cilindros
de gases medicinais:
 Uso de equipamentos especiais para o transporte de cilindros;
 Manter o cilindro acorrentado durante o transporte;
 Evitar choques mecânicos, inclusive de um cilindro contra o outro;
 Não arrastar o cilindro;
 Armazenados em locais secos, limpos e bem ventilados;
 As etiquetas não devem ser arrancadas ou estragadas;
 Cilindros cheios devem estar separados dos cilindros vazios para evitar erros de
procedimento e sempre com o capacete rosqueado.
 Os cilindros devem ser sempre limpos antes de serem levados ao centro
cirúrgico.
ELETROCAUTÉRIO OU BISTURÍ ELÉTRICO.
É um aparelho eletrônico que tem a capacidade de transformar a corrente
elétrica de alta tensão, mais que apesar da intensidade, não ocasiona alteração
orgânica nem excitação nervosa. Esta corrente de alta freqüência de uma unidade de
eletrocirurgia é usada para cortar e coagular os tecidos.
Com a tecnologia avançada diminui muito a probabilidade de queimaduras e
riscos de choque que eram comuns.
Antes de cada uso a *UEC aspectos de segurança devem ser observados sinais
de perigo testados para saber que está funcionando adequadamente.
Uma unidade eletrocirúrgica (bisturi eletrônico) produz efeitos no tecido biológico
pela concentração de uma corrente elétrica de alta densidade no tecido alvo.
A corrente elétrica é conduzida do gerador eletrocirúrgico através de um circuito
completo constituído de cabos isolados, eletrodos, do paciente e do próprio gerador
eletrocirúrgico. Os efeitos eletrocirúrgicos dependem de fatores como :
Tipo do eletrodo;
Modo de saída;
Técnica cirúrgica.
FUNÇOES:
Eletrodisseção: secção de tecidos feito através de dissolução de estrutura
molecular celular dos tecidos, havendo desidratação e fusão das células próximas ao
eletrodo +.
Eletrocoagulaçâo: a clusão de vasos sanguíneos e linfáticos, através da
solidificação das substâncias protéicas ou retração dos tecidos.
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Eletrofulguraçâo: consiste na oclusão dos vasos e capilares através de
faíscas elétricas a distancia.
OS RISCOS ELETROCIRÚRGICOS
 Choques;
 Queimaduras ;
 Fumaça cirúrgica;
 Incêndios;
 Interferência eletromagnética em outros equipamentos.
 Mau funcionamento do equipamento (operacional);
 Mau funcionamento do equipamento (falta de manutenção e/ou calibração
adequada);
 Mau uso do equipamento (desconhecimento do usuário);
 Desatenção do usuário.
METODOS DE USO:
 Método Direto: aplicação direta do eletrodo ativo sobre a área desejada, é
mais utilizada para hemorragia capilar e pequenos vasos.
 Método indireto: é o pinçamento do vaso com uma pinça hemostática,
tocando 2 a 3 cm acima da ponta da pinça com o eletrodo +, é o método mais usado.
 Método a distância: o eletrodo ativo 2 a 8 cm local a ser coagulado, a
faísca solta esse pequeno espaço e atinge o tecido.
MEDIDAS DE SEGURANÇA:
 A intensidade do paciente no local da placa deve ser avaliada antes e depois
da cirurgia particularmente nos pontos de pressão.
 A placa dispersiva deve ser colocada só depois do paciente já está na posição
definitiva para a cirurgia.
 A placa dispersiva deve ser colocada em área limpa, sem pelos e seca.
 Deve ser colocada (placa) mais perto possível do local da cirurgia e no mesmo
lado da cirurgia.
 Colocar a placa em ampla massa muscular evitando saliências ósseas,
próteses de metal sobre a pele, pontos depressa.
 Também tecidos escarificadas devem ser evitadas quando colocar a placa pois
diminui o contato com o corpo.
 Obs: se precisar de gel, placa, devem estar limpa evitando resíduos.
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 Contato regular e homogênea da placa dispersiva com o corpo do paciente
para permitir a boa distribuição da corrente.
 Observar que não haja deslocamento da placa da região de contato, quando se
fizer necessário mobilizar o paciente durante o ato cirúrgico.
LOCAIS PARA COLOCAÇÃO DA PLACA
 Panturilha;
 Face posterior da coxa;
 Região glútea.
CONTROLE DO PARELHO
 Contato anadequado do paciente com a placa;
 Colocação eficiente da placa;
 Conexão adequada do cabo e placa;
 Conexão adequada da própria unidade.
INTENSIDADE
Quantidade de energia da UEC deve ser tão baixo quanto possível para cada
procedimento determinado pelo cirurgião em conjunto com as recomendações do
fabricante, confirmado pelo circulante. No sistema não isolado uma queda acidental
de energia pode causar queimaduras na área de contato.
VANTAGENS E DESVANTAGENS:
Vantagens:
 A incisão é esterilizante, impossibilitando a propagação de germes ou células
neoplásicas pelo bisturi.
 A obliteração dos capilares com os interstícios linfáticos diminuindo assim a
hemorragia capilar e a secreção pós operatório da ferida.
 A hemostasia é rápida, permitindo melhor visão do campo operatório.
Desvantagens:
 Não serve para obliterar vasos medianos e grandes.
 Necrose de tecido não se consegue evitar a combustão das células mais
próximas a
 incisão, com o risco de haver complicações nas cicatrização.
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COMPLICAÇÕES:
A queimadura é uma conseqüência do uso inadequado do bisturi elétrico.
 Quando ha contato insatisfatório entre a placa e o paciente.
 Quando ha conecção inadequada entre o aparelho e a placa dispersiva com a
UEC e o fio terra.
 Quando há contato do paciente com as partes metálicas da mesa.
OBS: Unidades modernas são capazes de identificar inadequada aplicação e redução
da área de contato do eletrodo, evitando a queimadura, esta segurança representa
aspecto vital para o paciente.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
 Evitar que a placa molhe com os campos cirúrgicos, com anti-sépticos que
poderão tornar-se condutores de eletricidade;
 Lembrar da incompatibilidade do eletrocautério com uso de gazes, anestésicos
explosivos (éter, ciclopropano);
 Conectar a placa no aparelho assinalado: inativo, indiferente, paciente;
 Receber do instrumentador a ponta (estéril) liga-lo no: ativos, activos;
 Aproximar o pedal do bisturi elétrico para perto do cirurgião, se necessário
colocar uma compressa sob o pedal ou tira de esparadrapo para que não deslize no
chão durante o uso.
AGENDAMENTO CIRURGICO:
1º- As cirurgias devem ser agendadas conforme a rotina da instituição, geralmente no
até 24 horas de véspera da operação.
2º- Importante:
 horário previsto para cada cirurgia;
 nome completo do paciente, numero de quarto e leito;
 idade
 convênio
 nome da cirurgia;
 nome do cirurgião;
 tipo de anestesia
 necessidade de material especial
3º- O mapa ou escala diária devem ser produzida cópias, para fixar em alguns pontos
chaves do hospital, como: banco de sangue, na portaria, edital do CC, equipe de
transporte dos pacientes, CME.
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ROTINAS DO CENTRO CIRURGICO
O transporte do paciente da Unidade ou Clinica Cirúrgica para o CC.
o devemos observar alguns cuidados:
 preparar a maca com roupa limpa;
 verificar na escala o nome do paciente, clinica, numero de quarto e leito,
cirurgia que ira realizar, cirurgião responsável;
 verificar se o paciente tem algum cuidado especifico do período pré-operatório
imediato,
 Verificar se o prontuário está completo, incluindo radiografias, exames
laboratoriais, autorizações do convênio.
 Verificar também se foi administrado medicação pré – anestésica e se esta foi
checada na prescrição;
 apresentar-se ao paciente, como funcionário do CC e ou responsável em
transporta-lo para referida Unidade;
 verificar a presença de esmalte e prótese
 Solicitar que esvazie a bexiga, caso não esteja com sonda vesical;
 encostar a maca ao leito e entregar a camisola própria do CC, ajudando-o a
vesti-la se necessário;
 ajudar o paciente a passar da cama para a maca;
 colocar o prontuário sob o colchão da maca;
 transportar o paciente para o CC, empurrando a maca pela cabeceira;
 entregar o paciente aos cuidados da enfermeira da Unidade.
O paciente deve ser recebido na Unidade de CC pela enfermagem.
E observar os seguintes cuidados:
 receber cordialmente, na sala de transferência de macas, identificando-o e
verificando se o prontuário está completo;
 verificar anotações referentes ao pré-operatório tais como:
 medicação pré – anestésica, sinais vitais, tricotomia ampla, retirada de jóias,
próteses e outros;
 proteger os cabelos do paciente com gorro;
 transportar à sala cirúrgica entregando à circulante;
ORGANIZAÇÃO DE PESSOAL
O pessoal que atua na unidade pode ser dividido em 3 equipes: com suas
respectivas funções:
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 Equipe de anestesia
 Equipe de cirurgia
 Equipe de enfermagem
Estas três equipes prestam assistência direta através de um trabalho
harmonioso, visando a segurança do paciente e à eficiência do ato cirúrgico.
1º Equipe de anestesia: compõe-se de anestesiologista
2º Equipe Cirúrgica: formada pelo cirurgião, assistente e instrumentador
3º Equipe de Enfermagem: composta pela enfermeira, técnica de enfermagem e
auxiliar de enfermagem.
ANESTESISTA: é de sua responsabilidade prescrever a medicação pré
anestésica, planejar e executar a anestesia, bem como controlar o paciente no trans e
pós – operatório, até o restabelecimento de seus reflexos.
CIRURGIÃO: é da sua competência planejar e executar o ato cirúrgico,
comandar e manter a ordem no campo operatório.
1º ASSISTENTE: é sua função auxiliar no campo operatório e se
necessário, substituir o cirurgião
INSTRUMENTADOR: é o integrante da equipe que se responsabiliza pelo
preparo da mesa, fornece instrumentais ao cirurgião e assistente, mantém a mesa em
ordem desde o inicio até o termino da cirurgia.
EMFERMEIRA: é o profissional habilitado para coordenar o
desenvolvimento do ato anestésico cirúrgico em todas as suas etapas. Pode ser o
chefe do setor, o supervisor dependendo da organização estrutural adotada.
TECNICO DE ENFERMAGEM: é o profissional habilitado para exercer a
maioria das atividades de enfermagem no Centro Cirúrgico como cuidado direto ao
paciente, sendo subordinado ao enfermeiro. Auxiliar a enfermeira caso seja
necessário;
AUXILIAR DE ENFERMAGEM: Exercer a função de circulante de sala e
outras que foram delegadas pela enfermeira. Revisar e repor diariamente o material
da sala cirúrgica.
ESCRITURÁRIA: Registrar os pedidos de cirurgia; Fazer estatísticas
diariamente das cirurgias realizadas e não realizadas; Executar tarefas solicitadas
pela enfermeira; Digitar diariamente a escala de cirurgia
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SERVIÇO DE LIMPEZA: Executar a limpeza e zelar pela manutenção da ordem
na unidade; Zelar pela ordem e limpeza também de banheiros e vestuários.
FUNÇÕES DO CIRCULANTE DE SALA
O circulante de sala deve estar escalado previamente pela enfermeira
responsável pelo setor, preferencialmente anotado na agenda diária do centro
cirúrgico, para que todos tenham conhecimentos da pessoa que será o “apoio”, a
“referência”, durante todo o ato cirúrgico. O mesmo acontece com o auxiliar do
anestesista, e um ponto importante para ambas equipes, é que todos tenham
afinidades entre si, evitando o estresse entre as equipes.
Geral:
 Ler o mapa de cirurgia, observando atentamente os materiais específicos
descritos pelo médico, bem como o uso de algum equipamento;
 Verificar as reservas de sangue;
 Verificar as condições da sala, checando tomadas e equipamentos fixos;
 Verificar a limpeza dos focos e seu funcionamento.
 Colocar o mobiliário em posição funcional;
 Trazer para a sala todo material e/ou medicamentos especifico solicitado
 Verificar toda a parte de roupas: aventais, campos, compressas e suprir a
 necessidade deles, de acordo com a cirurgia proposta e equipe atuante;
 Checar os medicamentos de sala, como: anestésicos, analgésicos e outros.
 Verificar a anestesia proposta e deixar todo material preparado;
 Verificar condições dos lavabos e materiais para escovação.
 Deve ser feito controle diário das cirurgias realizadas, em livro próprio,
incluindo numero total e observações sobre qualquer ocorrência fora da rotina;
 Na entrada de novo “turno”, de funcionários, deverá ser feita passagem de
plantão, informando o que ocorreu no período anterior.
 Devem ser conferidas todas as “peças” antes de encaminha-las ao setor de
patologia.
 Deve ser realizado controle diário do estoque de material esterilizado e a
respectiva data de esterilização.
 Diariamente, devem ser verificados o estado de conservação dos aparelhos e
equipamentos, solicitando conserto ou troca, se necessário.
 Deve ser feito controle diário de medicação controlada: psicotrópicos e
entorpecentes, através de anotações e guardando frascos vazios.
16
Na admissão do Paciente:
 Verificar sua identificação através do prontuário vindo com ele.
 Verificar condições de tricotomia, ou realiza-la
 Verificar se foram retiradas jóias e próteses, bem como óculos.
 Verificar se o preparo, quando necessário, foi realizado, e o tempo que houve
para finaliza-lo.
 Verificar sondagens e seus efeitos
 Transporta-lo para a sala cirúrgica de acordo com o mapa local de cirurgia e
acomoda-lo na mesa cirúrgica.
 Anotar horário de entrada no CC, e horário de entrada na sala de operação.
Transferência do paciente para a mesa de operação:
Após a apresentação do paciente à equipe da sala de operação, ele deve ser
passado para a mesa cirúrgica, mantendo sua privacidade, segurança física e
emocional e seu conforto. Alguns cuidados devem ser tomados para a
transferência do paciente, como:
 Fazer o nivelamento da altura da mesa cirúrgica com a maca.
 Posicionamento da maca contra as laterais da mesa cirúrgica, evitando assim
 sua movimentação que pode ocasionar a queda do paciente.
 Solicitar ao paciente para que passe para a mesa cirúrgica, se fisicamente
capaz.
 Posicionar confortavelmente o paciente na mesa cirúrgica
Na sala de Cirurgia:
 Puncionar a veia ou auxiliar na instalação dos soros.
 Auxiliar o anestesiologista na indução e manutenção da anestesia.
 Auxiliar a equipe cirúrgica no posicionamento do paciente.
 Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica.
 Colocar o paciente na posição para receber a anestesia
 Em seguida à anestesia, colocar o paciente na posição em que ocorrerá o ato
 cirúrgico.
 Após o paciente ficar em posição, o circulante deve auxiliar a equipe médica
com a colocação dos aventais, deixando abertos os pacotes de luvas e os pacotes de
Lap.
 Solicitar ao instrumentador que lhe seja informado sobre os fios e materiais
extras para a cirurgia.
 Abrir os pacotes de compressas e outros materiais que lhe foram solicitados, e
colocar na mesa do instrumentador, dentro das técnicas de abertura de pacotes.
 Acender o foco.
17
 Colocar o arco
 Realizar na anti-sepsia da área operatória
 Colocar a placa dispersiva do gerador eletro-cirúrgico (placa do bisturi).
 Auxiliar na colocação dos campos cirúrgicos.
 Prover as mesas do instrumentador e de cirurgião assistente com artigos e
equipamentos necessários ao ato operatório.
 Manter o ambiente asséptico.
 Acompanhar a cirurgia provendo ao instrumentador artigos necessários ao ato
operatório.
 Manter boa iluminação da área cirúrgica
 Manter o ambiente calmo.
 Realizar controle de perda sanguínea por meio da pesagem das compressas e
gazes utilizadas.
 Preencher a ficha transoperatória, a fim de fornecer subsídios para
continuidade dos cuidados de enfermagem.
 Prover equipamento para monitoração (cardíaca, oximetria, pressão não-
invasiva, capnografia).
 Verificando seus SSVV.
 Manter a ordem e a limpeza da sala durante todo o tempo em que a cirurgia
estiver ocorrendo.
 Suprir as necessidades de materiais e medicamentos que lhe forem solicitados.
 Após o inicio da cirurgia, anotar o gasto cirurgico, anotando tudo de forma clara
e precisa, com atenção aos códigos e quantidades utilizados.
 Realizar a anotação de enfermagem,
 Encaminhar peças para anátomo, de acordo com a rotina local;
 Estar atento à quantidade de medicamentos utilizados, bem como os gases,
devem anotar inicio e termino deles.
 Anotar possíveis queixas do paciente e avisar a equipe, principalmente o
anestesista.
 Após o termino da cirurgia, o circulante deve retirar os campos de cima do
paciente, cobrindo-o com lençol e encaminhá-lo à SRPA de acordo coma orientação
médica.
 Retirar da sala todo material, equipamento e roupas que foram utilizados,
dando destino a cada um, de acordo com a rotina do local.
 Solicitar ao serviço de apoio ou semelhante, a limpeza terminal/concorrente da
sala.
 Montar a sala para a próxima cirurgia; caso tenha cirurgia especifica, montar a
sala com equipamentos básicos.
18
NO FINAL DA CIRURGIA, O CIRCULANTE DEVE:
 Avisar o paciente do término do procedimento cirúrgico.
 Auxiliar o cirurgião no curativo cirúrgico.
 Retirar equipamentos, campos sujos e molhados que estão sobre o paciente.
 Colocar o paciente em posição dorsal.
 Verificar permeabilidade, fixação e drenagem de sondas, drenos e cateteres.
 Remover a placa dispersiva do gerador eletro-cirúrgico.
 Cobrir, aquecer e promover o conforto do paciente na mesa cirúrgica.
 Ajudar o anestesiologista a manter a permeabilidade das vias aérea superiores.
 Controlar a permeabilidade, fixação e gotejamento das infusões e irrigações.
 Fazer anotações de enfermagem e ordem no prontuário.
 Completar a ficha de débito.
 Avisar o enfermeiro da recuperação pós-anestésica (RPA) ou da unidade de
terapia intensiva das condições em que o paciente se encontra.
 Transportar o paciente à RPA ou à sua unidade de origem de acordo com a
rotina do CC.
FASE DE DESMONTAGEM DA SALA:
 Reunir todos os artigos não usados ( estéreis) e colocar no carrinho para
 devolução ao centro de material e esterilização e farmácia ou central de
suprimentos.
 Calçar luvas de procedimentos.
 Retirar da mesa de instrumentais artigos pérfurocortantes descartando em local
apropriado designado pela instituição.
 Desprezar artigos de uso único não cortantes em recipientes de lixo
apropriados.
 Encaminhar ampolas e frascos vazios de medicamentos controlados ao destino
determinado pela instituição.
 Reunir campo de pano nos “hampers”, revisando-os.
 Retirar instrumental das mesas e colocar em suas caixas apropriadas para
 devolução no CME verificando integridade, número de peças e colocando os
mais delicados sobrepostos aos mais pesados.
 Aspirar com o aspirador da sala todos os líquidos restantes em mesa cirúrgica
e encaminhá-lo para limpeza conforma rotina da instituição.
 Cânulas endotraqueais devem ser desprezadas após o uso.
 Conexões do aspirador de secreções devem ser retiradas, desprezadas ou
levadas ao expurgo.
 Frascos de aspiração devem ser descartados ou trocados e desinfetados antes
do uso da próxima cirurgia.
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 Lâminas de laringoscópios devem sobre processo de limpeza com água e
sabão com pH neutro, utilizando-se uma escova para remoção da sujidade e
desinfecção com álcool a 70%.
 Recolher cubas e avulsos colocando-os no carrinho abastecedor de devolução.
 Retirar luvas de procedimentos.
 Lavar as mãos.
 A roupa e o lixo devem ser retirados da sala de operação em carros fechados,
seguindo a rotina da instituição.
 Após as etapas anteriores, realizar a limpeza da sala de operação conforme
 Preconizado pela instituição.
Deve conter na sala cirúrgica:
 Acessórios para o posicionamento do paciente na mesa cirúrgica
 Soluções anti-sépticas (PVPI tópico e degermante, clorexidina).
 Soluções medicamentosas como Ringer simples e lactato, soro fisiológico e
Glicosado.
 Medicamentos de forma geral e anestésicos.
 Adesivos (micropore, esparadrapo).
 Impressos, tais como: registro de anestesia, débito de sala, requisição de
exames, descrição de cirurgia, prescrição médica, requisição de hemoderivados, etc.
Artigos diversos em relação à equipe médica e à instrumentadora
cirúrgica:
 Controlar e orientar o uso correto do uniforme privativo, visando à segurança
do paciente.
 Auxiliar os elementos da equipe cirúrgica a vestirem o avental e as luvas.
 Iniciar a abertura dos pacotes em seqüência de uso e obediência à técnica
asséptica.
 Luvas de todos os tamanhos (7,0; 7,5; 8,0; 8,5 e 9,0).
 Pacotes de campos cirúrgicos (LAP).
 Pacotes de aventais.
 Pacotes de compressas grandes de pequenas.
 Pacotes de gazes (10 a 20 unidades).
 Fios de sutura comuns e específicos para o procedimento cirúrgico.
 Caixa de instrumental cirúrgico.
 Seringas; agulhas; equipos e artigos para anestesia.
 Sondas; drenos e cateteres.
 Cabo de bisturi elétrico e sistema de aspiração de secreção
 Manoplas.
 Bandejas de anestesia
20
 Artigos específicos de acordo com o procedimento cirúrgico.
 Checar a validade da esterilização e a integridade das embalagens dos artigos.
LIMPEZA DA SALA DE OPERAÇÃO:
É o procedimento de remoção de sujeira, detritos indesejáveis e
microorganismos presentes nas superfícies dos equipamentos e acessórios,
mobiliários, pisos, paredes mediante a aplicação de energia química, mecânica e
térmica. A escolha do procedimento de limpeza deve estar condicionada ao potencial
de contaminação das áreas e artigos e dos riscos inerentes de infecções hospitalares.
São consideradas quatro etapas da limpeza em CC:
Limpeza preparatória: realizada antes do início das cirurgias programadas
do dia. Remover as partículas de poeira nas superfícies dos mobiliários, focos
cirúrgicos e equipamentos com solução de álcool 70%.
Limpeza operatória: realizada durante o procedimento cirúrgico
consistindo apenas na remoção mecânica da sujidade (sangue e secreções)
utilizando um pano comum embebido em agente químico de amplo espectro para que
não ocorra secagem da superfície e disseminação contaminando o ar;
Limpeza concorrente: Executada no término de cada cirurgia. Envolve
procedimentos de retirada dos artigos sujos da sala, limpeza das superfícies
horizontais dos móveis e equipamentos.
 O hamper deve ser fechado e levado ao local de acesso à lavanderia.
 O instrumental cirúrgico deve ser encaminhado ao expurgo da central de
materiais e esterilização (CME) o mais cedo possível para o reprocessamento.
 As conexões do aspirador de secreções devem ser retiradas, desprezadas ou
 levadas ao expurgo da CME.
 Artigos em aço inoxidável, de vidro, de borracha, utilizados na cirurgia recebem
cuidados especiais. O conteúdo do frasco deve ser desprezado em local
apropriado. Os frascos devem ser descartados ou trocados e desinfetados, antes
do uso da próxima cirurgia.
 As cânulas endotraqueais devem ser desprezadas após o uso.
 As superfícies dos mobiliários e dos equipamentos existentes na SO devem ser
 limpas com solução desinfetante, geralmente o álcool 70%.
 Não usar hipoclorito de sódio em superfícies metálicas devido ao risco de
corrosão dos metais.
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O chão deve ser limpo usando máquinas lavadoras e extratoras. Como isso
nem sempre é possível, recomenda-se o uso da um pano de chão seco e limpo a
cada sala de operação e para cada limpeza concorrente, e após isso deve ser
mandado à lavanderia para ser processado.
 As paredes devem ser limpas somente se houver contaminação direta com
material orgânico (secreção, muco, sangue, etc.), assim com o teto.
 A SO pode ser montada para outra cirurgia.
Limpeza terminal: diária e periódica.
A limpeza diária é realizada após a última cirurgia programada do dia. Envolve
todos os procedimentos da limpeza concorrente, acrescentados à limpeza de
todos os equipamentos, acessórios e mobiliários, pisos e paredes da SO.
 As portas devem ser limpas diariamente, especialmente o local próximo
maçaneta.
 O chão deve ser lavado com água e sabão.
 As macas e os carros de transporte também devem ser limpos.
 Os lavabos devem ser limpos, trocar a solução anti-séptica.
ANESTESIA
Sem anestesia, seria impossível a realização da maior parte dos procedimentos
cirúrgicos.(HOFFER,J.L.)
Anestesia (do grego antigo -, AN "ausência"; e ESTESIA, "sensação")
tradicionalmente significa a condição de ter a sensibilidade (incluindo a dor) bloqueada
ou temporariamente removida.
 Michell afirmava “morte da dor”.
 A palavra foi cunhada por Sr. Oliver Wendell Holmes em 1846, “sem sensação”;
 Anestesia é um estado farmacologicamente induzido de amnesia, analgesia,
perda de responsividade, perda de reflexos musculares esqueléticos e diminuída
resposta a estresse.
 Outra definição é uma "ausência de consciência reversível", seja uma ausência
total de consciência (e.g., uma anestesia geral) ou uma ausência de consciência de uma
parte do corpo como causam uma anestesia axial ou outro bloqueio de nervo.
 Isso permite que os pacientes passem por cirurgias e outros procedimentos sem
a angústia e a dor que experienciariam de outra maneira
22
AVALIAÇÃO PRÉ- OPERATÓRIA
 Visita pré operatória;
 Determinação dos diagnósticos efetivos, riscos e probabilidades;
 Entrevista, exame físico, exames diagnósticos, dados laboratoriais, etc.;
O QUE SE AVALIA
 Avaliação do estado atual, processos patológicos, estado nutricional, função
física, cognitiva, emocional;
 Identificação dos fatores de risco cirúrgico, fatores que aumentem os riscos de
complicações intra e pós-operatórias;
 Plano de cuidados que diminua os riscos e aumente as possibilidades de
complicações
FORMAS DE AVALIAÇÃO
ASA é um sistema de avaliação médico do risco anestésico-cirúrgico; É
classificação quanto as condições físicas, desenvolvida pela ASA – American Society of
Anesthesiologists para avaliação da gravidade das disfunções fisiológicas e
anormalidades anatômicas é dada por:
 ASA I – Nenhuma evidencia de distúrbio fisiológico, bioquímico ou psiquiátrico; o
processo patológico que necessita de cirurgia não é sistêmico. Braz e Castiglia
(2000, p16) = paciente sadio
 ASA 2 – presença de distúrbio sistêmico de grau leve ou moderado, resultante ou
do problema que requer a cirurgia ou de outros processos.
 ASA 3 - presença de doença sistêmica graves.
 ASA 4 – Presença de doenças sistêmicas graves com padrões já instalados de
insuficiência e que constituem ameaça a vida, não sendo, necessariamente,
corrigidas com cirurgia.
 ASA 5 – classificação para pacientes moribundos com probabilidade mínima de
sobrevivência. Braz e Castiglia (2000, p16)
 ASA 6 - paciente com morte cerebral declarada cujos órgãos estão sendo
removidos para doação.
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Aspectos da avaliação
 Idade;
 Estado geral de consciência, nutricional e emocional;
 Deformidades ou limitações físicas;
 Histórico de doenças ou complicações anteriores;
Obesidade: Obesidade IMC entre 26 e 29 estaria com excesso de peso; maior
que 30 seriam obeso; acima obesidade mórbida.
No caso deste últimos tem-se alteração fisiológicas severas: pulmonares,
cardíacas, doenças associadas, acúmulo de tecido adiposo em determinadas regiões
dificulta a entubação, punções, etc..
Sistema cardiovascular
 Angina instavel;
 Pacientes com Infarto do Miocárdio; não devem ser submetidos a cirurgia eletiva
nos 6 meses;
 No caso de hipertensão não controlada, aumenta a flutuações da PA e de FC,
com risco de isquemia miocárdica ou acidente vascular cerebral;
Sistema respiratório
 Acúmulo de secreções (atelectesias, pneumonias) e por espasmo brônquico e
bronquite podem levar a insuficiência respiratória;
 A anestesia e a cirurgia vão diminuir os mecanismos de defesa orgânica e alterar
a dinâmica pulmonar;
 As cirurgias superiores e abdominais induzem mais as alterações;
 A posição supina e anestesia geral reduzem a capacidade residual funcional e
contribuem para o fechamento das VA;
Sistema digestivo
 Alterações gastrintestinais predispõem a alterações como desidratação, distúrbios
eletrolíticos, nutricionais e o equilíbrio ácido-base.
 Alcoolismo é uma doença crônica que compromete a recuperação anestésica;
entre 6 a 8 hs inicia a síndrome de abstinência que de 2 a 5 dias evolui para o delirium
tremens.
 Mais predispostos idosos, cirurgias com duração superior 180min;
 Tabagismo;
 Asma, doença obstrutiva crônica;
 Infecção do trato respiratório alto.
24
Sistema urinário
 Identificar pacientes de alto risco, com função real diminuída;
 Implica e dificuldades para excreção de drogas;
 Susceptíveis a insuficiência renal no intra operatório.
Sistema nervoso
 Investigar desmaios, convulsões, paralisias, tremores, cefaléias, alterações de
motricidades, uso de medicações;
Medicação Pré – Operatório
O objetivo da medicação é sedar o paciente para diminuir ansiedade.
Pode ser: sedativos, ansioliticos, tranqüilizantes, analgésicos ou narcóticos,
antieméticos.
Funções exercidas pelo anestesiologista:
• Aliviar a dor,
• Bloquear a consciência,
• Monitorizar o organismo,
• Manter as funções vitais principalmente a respiração,
• Manter a estabilidade cardíaca e vascular,
• Prover reposição de líquidos (soroterapia) e de sangue (transfusão),
• Manter a temperatura corporal,
• Diagnosticar problemas que podem acontecer durante a realização do
procedimento e tratar sempre que necessário, essas são as
ANESTESTESIA LOCAL
Esta anestesia é empregada para procedimentos menores nos quais o local
cirúrgico é infiltrado com um anestésico local como lidocaína ou bupivacaína. Este tipo
de anestesia não envolve perda da consciência e depressão das funções vitais,
produzindo perda da sensibilidade temporária, causada pela inibição da condução
nervosa.
25
ANESTESIA REGIONAL
BLOQUEIOS DE NERVOS PERIFÉRICOS
Através da administração de medicamentos obtemos anestesia de apenas
algumas áreas do corpo.
O anestesiologista administra o anestésico apenas ao redor dos nervos que irão
para o local da cirurgia a ser realizada. Por exemplo, cirurgias sobre a mão podem ser
realizadas com bloqueios dos nervos que inervam a mão, através da administração de
anestésicos próximos a estes, na altura da axila ou do pescoço.
Meninges: Membranas de tecido conjuntivo com função de proteger o encéfalo e
a medula espinha.
Divididas em: Dura-máter, Aracnóide, Pia-máter
 Liquido Cefálo Raquidiano: Esse líquido flui continuamente pelo espaço
subaracnóide (entre a aracnóide e a pia-mater), em torno do encéfalo e medula
espinhal.
 Sendo um meio de proteção, troca de nutrientes e de escórias entre o sangue e o
tecido.
ANESTESIA EPIDURAL / RAQUIANESTESIA
Na epidural o anestésico é administrado no espaço peridural. Neste caso não
há perfuração da duramater e nem perda liquórica. O bloqueio segmentar é produzido
nas fibras sensoriais, espinhais e também nas fibras nervosas, podendo ser
parcialmente bloqueadas.
Na raquianestesia é geralmente administrada ao nível da coluna lombar,
obtida pelo bloqueio dos nervos espinhais do espaço subaracnóide. O anestésico é
depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da duramater.
As diferenças entre raqui e peridural, são as quantidades totais de anestésicos, o
local onde cada anestésico é administrado e o tipo de agulha utilizada.
CATETER EPIDURAL
A analgesia epidural é administração de fármacos, analgésicos / anestésicos, e
que tem por fim o tratamento da dor.
ANESTESIA GERAL
Esse tipo de anestesia é administrado em cirurgias de grande porte.
Cabeça, pescoço abdome superior, entre elas: Gastroplastia, Gastrectomia,
Enterectomia, Abdominoplastia, Mamoplastia, Crianças,
26
A anestesia geral é obtida pela combinação de quatro elementos: hipnose,
analgesia, relaxamento muscular e bloqueio das respostas reflexas do organismo ao
estresse e ao trauma cirúrgico.
Um dos objetivos fundamentais da anestesia geral é conferir ao paciente um
estado de inconsciência de instalação suave e rápida, de maneira adequada, durante
o tempo necessário e, a seguir, permitir uma recuperação rápida da consciência.
TIPOS DE ANESTESIA GERAL
1 – Venosa: Anestesia obtida pela injeção de anestésicos numa veia do paciente.
Atinge diretamente a corrente sangüínea e em seguida alcança o cérebro, onde o
anestésico realiza sua ação principal.
2 – Inalatória: Anestesia feita pela inalação de gases e vapores anestésicos através
das vias aéreas. Nos pulmões, o anestésico é absorvido pela corrente sangüínea e
daí atinge o cérebro.
3 – Balanceada: Anestesia que combina o uso de medicamentos pelas vias inalatória
e venosa. A associação permite reduzir as doses e obter melhores resultados com
menos efeitos colaterais.
Antes mesmo de o paciente entrar na sala de cirurgia, o anestesiologista é
responsável pelo preparo de todos os equipamentos e materiais que serão utilizados na
anestesia.
Esse preparo exige tempo. Os equipamentos hoje utilizados para a realização da
anestesia são complexos e sofisticados.
Durante a cirurgia vários monitores e aparelhos eletrônicos são utilizados: o
aparelho de anestesia, máquina de uso específico pelo anestesiologista; monitores
como o aparelho de pressão (mede a pressão arterial); o estetoscópio (serve para
auscultar as batidas do coração e os sons dos pulmões); eletrocardiógrafo (faz
eletrocardiograma de forma contínua); oxímetro de pulso (mede a oxigenação do
sangue); capnógrafo (mede a eliminação de gás carbônico pelos pulmões), termômetros
(para verificar a temperatura corporal); analisadores de gases (para medir a
concentração de anestésicos inalados).
Profundidade da anestesia:
A profundidade da anestesia é determinada por sinais físicos, sendo classificado em
quatro estágios, cada um dos quais com grupo definido de sinais e sintomas.
Estágio I: estágio inicial da anestesia até a perda da consciência. No primeiro: no
início da anestesia onde o paciente respira a mistura anestésica no qual pode
27
experimentar sensação, calor, tontura, formigamento e movimentar-se. O pulso e a
respiração são irregulares
Estágio II: No segundo estágio, são caracterizados por agitação psicomotora,
gritos, falas, risos, ou mesmo choro, o pulso torna-se rápido e respiração irregular, pode
ser freqüentemente evitado através da administração do anestésico EV. Estágio de
delírio e desaparecimento do reflexo palpebral,pupilas dilatadas e responde ao reflexo
da luz.
Estágio III: anestesia cirúrgica, obtida através da administração contínua de
vapor ou gás, onde o cliente encontra-se inconsciente.
Estágio IV: é atingido quando for administrada uma quantidade excessiva de
anestésico. Com necessidade de intubação.
Manejo de via aéreas: Intubação traqueal é a passagem de um tubo na traquéia
pelo nariz ou boca.
Vantagens da intubação
 Vias aéreas livres e desobstruídas;
 Redução do espaço morto;
 Diminuição do esforço respiratório;
 Não aspiração de corpos estranhos;
 Possibilidade de aspiração;
 Instalação de respiração artificial;
 Controle da pressão intrapulmonar;
 Prevenção de espasmos laríngeos;
 Maior êxito no caso de ressuscitação cardiopulmonar.
EXTUBAÇÃO
 Avaliar a respiração espontânea do paciente;
Realizar uma boa oxigenação do paciente;
Antes da extubação aspirar secreções;
 Retira-se a fixação do tubo;
 Desinsufla o balonete;
 Paciente deve respirar profundo;
 Tracionar a cânula ao final da inspiração –(favorecer a abertura das cordas vocais
evitando seu trauma)
28
PROBLEMAS COMUNS RELACIONADOS A ANESTESIA:
 Dor Laringite,
 Náuseas Vômitos,
 Retenção urinária,
 Flebite
COMPLICAÇÕES
Comumente são decorrentes do traumas e pressão:
Manobras da intubação (traumatismos de dentes, língua , gengiva e lábios);
faringite, laringites, bronquites, etc...
 Pressão do balonete sobre a traquéia (isquemia, necrose, estenose traqueal)
Orientações Gerais
 Não beba ou coma coisa alguma pelo menos oito horas antes da operação. =
Jejum
 Diga ao Anestesiologista os nomes de todos os remédios que você toma ou
tomou regularmente; em especial enumere aqueles a que você tem ALERGIA.
 Você deve remover de sua boca quaisquer trabalhos dentários como dentaduras,
pivôs, pontes, piercing.
 Não use cosméticos ou produtos de beleza no dia da operação, deixe-os em sua
casa.
 Não leve para o hospital e muito menos para a Sala de Operações, jóias pessoais
como anéis, pulseiras, relógios de pulso, brincos, como também piercing, grampos de
cabelo, perucas, cílios postiços e outros objetos desnecessários.
 Não mastigue chicletes ou goma de mascar antes da cirurgia, porque isto provoca
aumento de ar e de sucos no estômago, possibilitando maior incidência de vômitos
durante e após a anestesia.
 Não deixe de tomar os medicamentos que faz uso regularmente, a não ser por
orientação expressa do seu médico assistente ou do médico anestesiologista.
 Leve todos os exames, bem como a ficha de seu convênio autorizada.
SALA RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA
A sala de recuperação pós – anestésica destina-se exclusivamente ao paciente no
pós – operatório imediato. A (SRPA) deve fazer parte do mesmo bloco de centro
cirurgico, ter fácil acesso e contar também com equipe preparada na assistência pós –
operatória.
A unidade deve ser constituída pelos seguintes elementos:
 Área de preparo da medicação;
 Secretaria;
29
 Rouparia;
 Sala de utilidades;
 Área de tratamento do paciente
A fase de recuperação pós – anestésica requer:
 Medicação;
 Pessoal especializado;
 Equipamentos;
 Monitores cardíacos de cabeceira;
 Carro de emergência / Desfibrilador;
 Maquinas de ECG;
 Respiradores;
 Bandeja de traqueostomia
A sala deve conter:
 Camas com grade
 Colchão térmico
 Aparelho de PA não invasivo
 Iluminação indireta
 Material básico para higiene e conforto do paciente
 Material de urgência, preferencialmente um “carrinho de emergência”.
 Medicamentos como analgésico e antitérmicos
 Materiais descartáveis para uso nos procedimentos de enfermagem.
 Bandejas montadas: traqueostomia, dissecção venosa, curativos, passagem de
intracath, drenagens, cateterização e outros.
A SRPA deve ser silenciosa e seguir os mesmos parâmetros das salas de cirurgia,
quanto a paredes e pisos, e a temperatura ideal deve ser em torno de 20 a 22ºC,
ter boa ventilação e possuir luz própria.
Ao receber o paciente na SRPA, o auxiliar ou técnico de enfermagem deve acompanhar
e observar o seguinte:
 Diagnósticos médicos e tipo de cirurgia realizada;
 Histórico médico pregresso e alergias;
 Verificar a cirurgia realizada e a equipe que atuou;
 Idade e condição geral do paciente;
 Permeabilidade das vias aéreas;
 Anestésico e outros medicamentos empregados durante o procedimento;
 Quaisquer problemas que tenham ocorrido na sala de cirurgia que poderiam
influenciar o cuidado; Informações específicas sobre as quais o cirurgião ou
anestesiologista desejam ser notificados. Patologia encontrada;
30
 Líquidos administrados, perda sangüínea estimada e líquidos de reposição;
 verificar nível de consciência,
 SSVV, = Avaliação dos sinais vitais de 15/15 minutos na primeira hora e 30
minutos nas duas horas subsequentes. Depois disso, caso se mantenham
estáveis, serão verificados a cada 4 horas durante as primeiras 24 horas.
 local de incisão cirúrgica,
 tipo de curativo e aspecto,
 locais de dreno e condições dele,
 acesso venoso e tipo de medicamentos infundido.
 Verificar sondas e drenos;
 Controlar diurese;
 Anotar as intercorrências.
 Seguir a prescrição e orientação do anestesista.
O paciente permanece na SRPA até passar o efeito anestésico, ou parte dele, de
acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesiologista. Cada hospital
tem sua rotina própria para liberação do paciente da SRPA, fazendo uso de anotações
em impressos próprios da SRPA ou mesmo na folha de anotação de enfermagem.
Independentemente do local, os critérios de avaliação são os seguintes:
 atividade muscular
 respiração
 circulação
 consciência
 coloração da pele
Durante a permanência do paciente na SRPA, estar atento a
qualquer intercorrência, especificamente quanto a:
 Queda de PA e pulso – pois pode ser sinais de choque
 Náusea e o Vômito: A enfermagem deve intervir no primeiro relato de náusea
do paciente para controlar o problema em lugar de aguardar que ela progrida
até o vômito. (Smeltzer & Bare, 2005)
 Dor intensa:
 Desconforto generalizado
 Distensão abdominal
 Alteração no nível de consciência
 Bradicardia : FC< 60 ( severa <45) e taquicardia: FC> 100 .
 Hipotensão:PA< 90/60 e Hipertensão: PA>140/90
 Dessaturação : satO2 < 90%
31
Sinais clássicos de choque: = PEDIR AJUDA
 Palidez;
 Pele fria e úmida;
 Respiração rápida;
 Cianose dos lábios, gengivas e língua;
 Pulso rápido, fraco e filiforme
 Pressão arterial baixa e urina concentrada.
 Hipotermia e tremores pós-operatórios.
 Sangramentos e drenos.
 queda de PA e pulso – pois pode dizer sinais de choque
 taquicardia
 vômitos
 dor intensa
 desconforto generalizado
 distensão abdominal
 alteração no nível de consciência
 Parada cardio-respiratória
ATENÇÃO!
Toda e qualquer intercorrência deve estar bem anotada, e comunicar
imediatamente ao anestesista, para avaliar o paciente e tomar as medidas
necessárias.
ESCALA DE ALDRETE-KROULIK
A utilização de pontos de uma tabela para avaliar o estado físico do paciente
teve sua origem em 1953, quando Apgar começou a avaliar recém-nascidos e criou a
sua sistemática. Em 1970, Aldrete e Kroulik propuseram um sistema numérico de
avaliação pós-anestésica permitindo uma coleta de dados com critério definido
realizada pela enfermeira da RA. A partir de então, muitas Salas de Recuperação
Pós Anestésicas incorporaram esse sistema de avaliação numérica no exame inicial
de admissão do paciente na RA e em intervalos regulares até o momento da alta,
sendo o mais utilizado atualmente.
O sistema de Aldrete–Kroulik permite avaliação dos seguintes parâmetros:
atividade do paciente, respiração, circulação, consciência e saturação de oxigênio.
Atribui-se uma pontuação que varia de 0 a 2 para cada parâmetro, na qual o 0 indica
condições de maior gravidade, o 1 corresponde a um nível intermediário e o 2
representa a melhor função.
32
COMPLICAÇÕES PÓS – OPERATÓRIAS
Realizar cuidados específicos ao paciente de acordo com os sinais e sintomas que
vão surgindo no período de assistência na SRPA, onde cabe a equipe estar atenta e
saber realizar os cuidados sem dificuldade, evitando atrapalho aos demais membros
da equipe.Onde temos que saber algumas prevenções de complicações:
Complicações Respiratórias: Estão entre as mais freqüentes e sérias que a
equipe de cirurgia enfrenta, pode ser causada por:
 doença respiratória,
 efeitos anestésico,
 broncoaspiração,
 imobilidade PO prolongada,
 cânula endotraqueal,
 aumento da secreção na arvore brônquica =
AS complicações mais comuns são:
 hipoventilação,
 obstruçãoVAS,
 broncoespasmo ,
 pneumotórax ,
 hemotórax
 hipoxemia.
Complicações gastrointestinais:
As alterações digestivas durante a anestesia incluem:
 modificação do volume, conteúdo e motilidade das vísceras, favorecendo o
aparecimento das principais complicações como náuseas e vômitos e
distensão abdominal.
Complicações cardiovasculares: Problemas comuns incluem:
 hipotensão,
 hipertensão,
 arritmias,
 bradicardia,
 taquicardias,
 disritmias,
 parada cardíaca
 hipovolemia.
Complicações urológicas: Alterar a função renal de varias maneiras, a
anestesia geral diminui o fluxo sanguíneo renal, a filtração glomerular e o fluxo
urinário.Os
33
efeitos ocorrem nos bloqueios, principalmente na raqueanestesia, em função da
extensão do bloqueio e da hipotensão resultante. As complicações mais comuns são:
 oligúria
 retenção urinaria.
Complicações metabólicas: Alterações ácido-básico são provocados por déficit
ou excesso de bicarbonato ou acido carbônico no liquido extracelular. Os tipos de
alterações são:
 Acidose Metabólica, / Alcalose Metabólica,
 Acidose Respiratória / Alcalose. Respiratória.
Complicações hematológicas: A equipe deve estar preparada para
reconhecer as complicações hematológicas, entre elas:
 As reações transfunsionais como reações hemolíticas pós- transfusões( os
eritrócitos hemolisados liberam hemoglobina livre, provocando lesão renal).
Causa: transfusão de sangue incompatível.
Complicações neurológicas: Atingem o SNC são as mais temidas, entre elas:
 anoxia cerebral. = agitação, excitação, delírio e convulsões.
Outras complicações: São inúmeras, desde a interações medicamentosas com
os agentes anestésicos, até aqueles inerentes ao ato cirúrgico. Incluem:
 hipotermia,
 hipertermia,
 dor,
 soluços,
 hipertermia maligna,
 calafrios
 tremores e alergias.
ALTA DA SRPA:
O paciente permanece na SRPA até passar o efeito anestésico, ou parte dele, de
acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesiologista.
Só deve liberar o paciente da SRPA prescrita pelo anestesista; deve ser anotado o
horário de saída do paciente, bem como as condições em que ele se encontra, e
também para quem está sendo entregue.
Cada hospital tem sua rotina própria para liberação do paciente da SRPA,
fazendo uso de anotações em impressos próprios da SRPA ou mesmo na folha de
anotação de enfermagem. Independentemente do local, os critérios de avaliação são
os seguintes:
34
 atividade muscular
 respiração
 circulação
 consciência
 coloração da pele
CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE ALTA
 Orientação no tempo e espaço
 Estabilidade dos sinais vitais há mais de 60 minutos
 Ausência de náusea e vômitos
 Ausência de dificuldade respiratória
 Capacidade de ingerir líquidos
 Capacidade de locomoção como antes, se a cirurgia permitir
 Sangramento mínimo ou ausente
 Ausência de dor de grande intensidade
 Ausência de sinais de retenção urinária
 Dar conhecimento ao paciente e ao acompanhante, verbalmente e por escrito,
das instruções relativas aos cuidados pós-anestésicos e no pós-operatório,
bem como a determinação da unidade para atendimento das eventuais
ocorrências
PARTICULARIDADES ESPECÍFICAS DA CRIANÇA QUE DEVEM SER
CONSIDERADAS ANTES DA ALTA
 Sinais vitais e nível de consciência normais para a idade e de acordo com as
condições pré-operatórias
 Reflexos protetores das vias aéreas presentes
 Sem ocorrência de complicações perioperatórias
 Sem complicações cirúrgicas
 Deambulação apropriada para a idade
 Locomoção para casa em veículo próprio (com dois acompanhantes ou táxi)
Pontos importantes
 Avaliação do paciente no momento da recepção e comparação com os dados
obtidos no histórico do paciente pré-cirúrgico;
 Avaliação do local da incisão quanto a sinais de hemorragia visível;
 Aplicação imediata dos índices de Aldrete e Kroulik ou Stward (bromage ou
Saraiva);
 Atenção para o relato cirúrgico quanto a complicações intra-operatórias;
35
 Controle rigoroso dos sinais vitais e da dor;
 Controle rigoroso dos débitos e permeabilidade dos drenos, caso existam;
 Controle rigoroso do débito urinário;
 Controle da entrada e saída de líquidos no paciente;
 Anotar o relato da estada do paciente no prontuário para informação dos
profissionais das unidades.
CENTRAL DE MATERIAL DE ESTERILIZAÇÃO – CME
Trata-se de um setor especifico, com serviço próprio, independente do CC,
com o objetivo de cuidar de todo material inerente à instituição.
Segundo o Ministério da Saúde, “centro de Material Esterilizado é o conjunto de
elementos destinados a lavagem, preparo e esterilização, guarda e distribuição de
material para as unidades do hospital”.
TERMOS:
 Desinfetar:é destruir apenas os germes.
 Desinfetante: substância química usada para esterilizar para realizar
desinfecção.
 Anti-séptico: substância química que impede a proliferação de bactérias.
 Anti-sepsia: conjunto de medidas usadas para evitar a atividade e
proliferação de microorganismos.
 Bactericidas: agentes que destroem, matam as bactérias.
 Bacteriostáticos: agentes que inibem o crescimento das bactérias.
 Degermação: é redução ou remoção das bactérias da pele, seja por meio da
limpeza química ou mecânica.
 Esterilidade: resultado da esterilização
 Viricida: agente que destruí os vírus.
LOCALIZAÇÃO
Pode estar vinculado ou não ao Centro Cirúrgico, respeitando as exigências das
Normas Técnicas.
 Centralizado – quando ocupa-se de todo o material do hospital.
 Parcialmente centralizado – cada unidade prepara o material e envia ao
CME.
 Descentralizado – cada unidade cuida do seu material.
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VANTAGENS:
 Economia de pessoal e material;
 Controle de gastos e suprimentos;
 Controle adequado de todo material;
 Pessoal treinado, possibilitando maior confiabilidade no processo de
esterilização.
ÁREAS QUE COMPÕEM A C.M .E
RECEPÇÃO E EXPURGO: é área que recebe o material “sujo”, vindo do CC e
das outras unidades de interação, com o objetivo de fazer a limpeza, podendo ser por
maquinas ou material. O funcionário deve fazer uso de E.P.I.,bem como touca
descartável.
PREPARO DO MATERIAL: o material, após a lavagem, é passado para essa
área para secagem e preparo do seu acondicionamento, para ser encaminhado à
esterilização. Os pacotes são embalados em material próprio, como: tecido de
algodão cru, papel grau cirúrgico ou caixas metálicas. São identificados por clinica e
tipo de procedimento.
ÁREAS DE ESTERILIZAÇÃO: é o local reservado para esterilização
propriamente dita do material, por processo físico ou químico, com o objetivo de
destruir todas as formas de vida microbiana. Esse local conta com equipamentos
como as autoclaves a vapor.
ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS: é a área destinada
ao armazenamento/acondicionamento dos materiais que já sofreram o processo de
esterilização, é também a área responsável pela distribuição do material entre as
demais unidades.
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS
CRÍTICOS: são os materiais que entram em contato direto com a mucosa íntegra
do paciente. Exemplo: termômetro, endoscópio, material de vídeo. Devem ser
desinfetados a alto nível, ocorrendo a destruição dos germes.
NÃO- CRÍTICOS: são os materiais que entram em contato direto com a pele
íntegra. Exemplo: foco, telefone, mesa cirúrgica, pisos, paredes. Devem ser
desinfetados a baixo nível, inativando algumas formas de germes.
37
LIMPEZA E DESINFECÇÃO
ÁREA DE EXPURGO:
PROCESSO MANUAL DE LIMPEZA DOS INSTRUMENTAIS:
1. colocar as pinças em solução desinfetante / desimática, abertas, por 15 minutos;
2. lavá-las em água corrente com escova;
3. seca-las com compressa
PROCESSO MECÂNICO:
1. lavar os materiais em maquinas próprias, de acordo com orientação do fabricante.
Material de vídeo:
1. colocar as pinças em solução desinfetante, abertas, por 15 minutos;
2. lavá-las em água corrente com escova;
3. seca-la com compressa Material de borracha:
1. colocar as pinças em solução desinfetante, abertas, por 15 minutos;
2. lavá-las em água corrente com escova;
3. seca-la com compressa.
ESTERILIZAÇÃO
Esterilizar: é a processo de destruição de todos os microorganismos
patogênicos e não patogênicos.
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO:
 Calor úmido – vapor saturado sob pressão (autoclave)
 Calor Calor seco – ar quente (estufa)
 Físico Radiação Raio gama de cobalto 60
 Óxido de etileno
 Físico- Químico: Peróxido de hidrogênio, Glutaraldeido aquoso a 2%
 Químico Líquidos: Formaldeido aquoso a 10%, Formaldeido alcoólico a 8%
CONTROLE DE ESTERILIZAÇÃO
É a verificação se os materiais estão realmente esterilizados.
Segundo o Ministério da Saúde, são determinados três mecanismos de controle de
qualidade para esterilização: física, química e biológica.
 Física: através de termômetro e manômetro, que apontam a temperatura e
pressão na execução da esterilização. Não garante se o processo foi seletivo
ou não.
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 Química: através de tiras reagentes à temperatura, que são colocadas no
interior da autoclave, em locais diferentes.
 Biológica: através de indicador biológico: fitas ou ampolas com prazo
determinado para alteração. É a que mais assegura a esterilização.
Fluxo dos Funcionários
Da área de Limpeza (expurgo)
O funcionário que estiver alocado neste ambiente deverá dirigir-se ao vestiário
desta mesma área, paramentar-se com EPIs preconizadas para este ambiente: gorro
e máscaras descartáveis, avental impermeável de manga longa, luvas de borracha
antiderrapante de cano longo, óculos protetores, botas ou protetores de perna e pé
impermeáveis descartáveis e protetor auditivo, por conta da grande exposição a
materiais biológicos, a produtos químicos e pelo ruído das lavadoras.
Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os EPIs e as
vestimentas utilizadas em suas atividades.
Da área de Preparo e Esterilização (limpa)
O funcionário que estiver alocado neste ambiente deverá dirigir-se ao vestiário
desta mesma área, paramentar-se com EPIs preconizadas para este ambiente:
(gorro, máscara, luva de procedimento, sapatos fechados, luvas de amianto p/
carregamento das autoclaves).
Da área de Armazenamento (arsenal)
Por este local ser exclusivo e de acesso restrito, o funcionário que estiver
alocado neste ambiente permanecerá na área de preparo durante sua jornada de
trabalho, somente tendo acesso a esta área nos horário de descarregamento das
autoclaves, guarda e distribuição de materiais.
EPIs preconizadas para este ambiente: luvas de amianto (risco queimaduras) ,
avental de mangas longas e gorro, sapatos fechados.
Observações:
A escala dos funcionários será em forma de rodizio de áreas, pré-
determinado. A escolha da utilização de paramentarão restrita ( pijama) será para
limitar ou restringir o acesso livre .
39
SEQUÊNCIA PARA MONTAR PACOTES DE CAMPOS CIRÚRGICOS =
HOSPITAL MATERNIDADE JARAGUÁ
PACOTE CAMPO GRANDE
2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO)
3 CAMPOS TIPO OPM
1 CAMPO TIPO OPM
1 SACO MESA
2 AVENTAIS
2 COMPRESSAS (P/ SECAR AS MÃOS)
PACOTE CAMPO PEQUENO
2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO)
1 CAMPO TIPO FENESTRADO GRANDE
1 CAMPO TIPO O
1 CAMPO TIPO OPM
1 SACO DE MESA
2 AVENTAIS
2 COMPRESSAS (P/ SECAR AS MÃOS)
PACOTE CAMPOS AVULSOS
2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO)
4 CAMPOS TIPO O
PACOTE CAMPO CURETAGEM
2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO)
4 CAMPOS TIPO OPM
1 AVENTAL
1 COMPRESSA (P/ SECAR AS MÃOS)
PACOTE CAMPO SALA DE PARTO
2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO)
5 CAMPOS
5 COMPRESSAS
1 AVENTAL
10 GAZES
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Instrumentos cirúrgicos
Sabemos que a palavra cirurgia significa operação manual, pois deriva do
grego cheir (mão) e ergon (trabalho). É evidente que um ato cirúrgico requer também
instrumentos para aumentar a destreza do operador e possibilitar a realização de
manobras impossíveis de serem executadas apenas com as mãos.
Usamos os termos instrumento para denominar cada peça, em particular; e
instrumental para o conjunto destas peças. O número de instrumentos cirúrgicos é
incontável; ao longo dos tempos os cirurgiões vêm criando e modificando novos
elementos, que vão são incorporados aos já existentes.
Quase sempre levam o nome de seus idealizadores, muitas vezes diferindo
apenas em detalhes muito pequenos. No rotina da clínica cirúrgica veterinária
utilizamos um universo relativamente reduzido, destas peças, se comparado com a
diversidade estampada nos catálogos dos fabricantes. Estes instrumentos são
divididos em suas diferentes categorias.
CLASSIFICAÇÃO
Instrumentais de diérese:
Constituído pelos bisturis e tesouras, serras, agulhas, trépano, ruginas e
outros, utilizados nas cirurgias gerais, assim como nas especiais.
 Bisturi é um instrumento cirúrgico, usado para fazer incisões, caracterizado por
possuir uma lâmina muito afiada. Há diversos tamanhos de cabo e tipos de lâminas,
para funções específicas
 Cabos: Os tipos mais comumente utilizados na dierése incisional são os de
número 3 e o 7, sendo este último mais longo e fino. São preparados para receber
uma variedade de tipos de lâminas por meio de sua fenda receptora.
 Lâminas: Com relação aos tipos de lâminas podemos citar: lâmina no. 15 é
pequena e utilizada para incisões no mucoperiósteo; no. 10 tem formato semelhante á
anterior, porém um pouco mais longa e utilizada para incisões maiores na pele; no. 11
apresenta ponta bem mais afiada indicada para pequenas incisões como as de
abcessos e por último no. 12 a qual apresenta ponta curva adequada para
procedimentos mucogengivais.
Colocação e remoção da lâmina:
Para conectar a lâmina ao cabo é necessária a utilização de um porta-agulha
de modo a evitar cortes ao manuseá-la. Segura-se a lâmina em sua extremidade
superior com o porta-agulha que possui uma estrutura metálica que assegura
41
apreensão. O cabo é segurado pelo corpo de modo que a face cortante da lâmina
fique apontada para cima. A lâmina é deslizada pelo cabo até que haja um estalido. A
remoção obedece aos mesmos procedimentos, entretanto o porta-agulha deverá
segurar a lâmina em sua porção mais distal e superior levantando-a para desconectá-
la e deslizando-a em sentido oposto ao anterior.
 As tesouras mais utilizadas: reta para o corte de fios, de secção ou
curva (Mayo) e a de dissecção, mais delicada (Metzembaum) tesouras tesouras reta e
curva
Instrumentais para hemostasia:
Esse grupo é constituído por todos aqueles destinados ao pinçamento de
vasos sangrantes. Representados por pinças nas formas retas e curvas, por exemplo,
as pinças Kelly, Halstead, Rochester, preferidas pelo cirurgião devido a
proporcionarem um manuseio mais fácil. As pinças hemostáticas são usadas em
situações que exigem instrumentos mais longos. As pinças atraumáticas são usadas
para hemostasia temporária.
A hemostasia pode ser temporária ou definitiva, preventiva ou corretiva. O
método de hemostasia por pinçamento é cruento e temporário, podendo tranformar-se
em definitivo por ligadura, cauterização ou angiotripsia. Em cirurgia vascular, utilizam-
se pinças hemostáticas atraumáticas para que não se produzam danos na parede dos
vasos quando aplicados, não favorecendo a trombose. As atraumáticas mais
utilizadas são as de Buldogue e Satinsky. As pinças hemostáticas traumáticas quando
aplicadas são substituídas por ligadura ou eletrocoagulação, sendo as mais utilizadas:
Rochester, Kelly e a longa de Mixter.
Instrumentais para preensão:
É o destinado a segurar e suspender as vísceras e órgãos, como as pinças
elásticas e pinças com anéis e cremalheira.
Pinça de preensão intestinal ou de Allis; pinça de preensão aponeurótica ou de
Kocher, pinças de Foerstes e Ballenger e as chamadas pinças de campo ou Backaus
Instrumentais para separação:
Formado por afastadores é destinado à exposição, permitindo a melhor
visualização da cavidade operatória. Os afastadores são divididos em dois grupos:
auto-estáticos e dinâmicos. Os afastadores dinâmicos mais conhecidos são os de
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Farabeuf, as válvulas manuais de Doyen e a válvula supra-púbica. Os estáticos mais
conhecidos são o Gosset e o Balfour
Instrumentais e material para a síntese:
É representado basicamente pelas agulhas de sutura, porta-agulhas e
principalmente pelos fios cirúrgicos, grampos e fitas adesivas de pele.
 AGULHAS - São utilizadas para transfixar os tecidos como guia aos fios de
sutura, podendo ser classificadas como retas ou curvas, podendo ser cilindricas ou
cortantes; as que já vem montadas com o fio, são denominadas agulhas
atraumáticas, proporcionando orifícios de entrada e saída menos traumáticos. As
agulhas curvas, possuem raio de curvatura variável, adaptando-se a cada tipo de
síntese.
 PINÇAS - As utilizadas para a síntese são as pinças de dissecção: anatômica
que não possui dentes na extremidade e portanto são menos traumatizantes ao
apreenderem as bordas, e a pinça dente de rato que possui dentes na sua
extremidade e portanto favorecem melhor apreensão.
 PORTA-AGULHAS - São utilizados para a condução de agulhas curvas, sendo os
mais utilizados: MAYO, HEGAR e MATHIEU.
NOMENCLATURAS / Terminologia Cirúrgica
São Vocábulos e expressões utilizadas na área médico-Cirúrgica
É de fundamental importância que os profissionais de saúde conheçam os termos
cirúrgicos para que não haja nenhum problema na interpretação de prontuários e
prescrições médicas.
As terminologias facilitam, principalmente, o trabalho dos profissionais de saúde
que trabalham: no centro de materiais esterilizados, e Centro Cirúrgico, pois eles podem
preparar os materiais necessários com mais agilidade e facilidade.
Nos setores, para realizar o preparo cirúrgico adequado.
Cabe ao pessoal de enfermagem entender os diversos aspectos que envolvem o
procedimento cirúrgico, em especial a terminologia pertinente.
Essa terminologia é formada por prefixos, que designam a parte do corpo relacionada à
cirurgia, e por sufixos, que indicam o ato cirúrgico referente. Os principais objetivos da
terminologia cirúrgica são:
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 fornecer a definição do termo cirúrgico;
 descrever os tipos de cirurgia;
 facilitar o preparo dos instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados para
cada tipo de cirurgia.
PREFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS:
PREFIXO = RELATIVO A
 Adeno = glândula
 Blefaro = pálpebra
 Cisto = bexiga
 Cole = vesícula
 Colo = colon
 Colpo = vagina
 Entero = intestino delgado
 Gastro = estômago
 Histero = útero
 Nefro = rim
 Oftalmo = olho
 Ooforo = ovário
 Orqui = testículo
 Osteo = osso
 Oto = ouvido
 Proto = reto
 Rino = nariz
 Salpingo = trompa
 Traqueo = traqueia
SUFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS
SUFIXO = SIGNIFICADO
 Ectomia = remoção parcial ou total
 Pexia = fixação de um órgão
 Plastia = alteração de forma e / ou função / plástica
 Rafia = sutura
 Scopia = visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos com
lentes
 (s) tomia = abertura de um órgão ou de uma nova boca
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OPERAÇÕES DE REMOÇÃO (ECTOMIA)
Apendicectomia - remoção do apêndice
Cistectomia- remoção da bexiga
Colecistectomia - remoção da vesícula biliar
Colectomia - remoção do colo
Embolectomia - extração de um êmbolo
Esofagectomia - remoção do esôfago
Esplenectomia - remoção do baço
Fistulectomia - remoção de fístula
Gastrectomia - remoção parcial ou total do estômago
Hemorroidectomia - remoção de hemorróidas
Hepatoectomia - remoção de parte do fígado
Histerectomia- extirpação do útero
Lobectomia - remoção de um lobo de um órgão
Mastectomia - remoção da mama
Miomectomia - remoção de mioma
Nefrectomia - remoção do rim
Ooforectomia - remoção do ovário
Pancreatectomia - remoção do pâncreas
Pneumectomia - remoção do pulmão
Prostatectomia - remoção da próstata
Retossigmoidectomia - remoção do retossigmóide
Salpingectomia - extirpação da trompa
Tireoidectomia - remoção da tireoide
OPERAÇÕES DE ABERTURA (TOMIA)
 Artrotomia - abertura da articulação
 Broncotomia - abertura do brônquio
 Cardiotomia - abertura do cárdia (transição esôfago-gástrica)
 cistostomia - bexiga para drenagem da urina por sonda
 Coledocotomia - abertura e exploração do colédoco
 Duodenotomia - abertura do duodeno
 Flebotomia - dissecção (individualização e cateterismo) de veia
 Laparotomia - abertura da cavidade abdominal
 Papilotomia - abertura da papila duodenal
 Toracotomia - abertura da parede torácica
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CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS BOCAS (STOMIA)
 Cistostomia - abertura da bexiga para drenagem de urina
 Colecistostomia - abertura e colocação de dreno na vesícula biliar
 Coledocostomia - colocação de dreno no colédoco para drenagem
 Colostomia - abertura do colo através da parede abdominal
 Enterostomia - abertura do intestino através da parede abdominal
 Flebotomia - dissecção de veia
 Gastrostomia abertura e colocação de uma sonda no estômago através da parede
abdominal
 Hepatotomia - fígado
 Ileostomia - formação de abertura artificial no íleo e colocação de uma sonda
 Jejunostomia - colocação de sonda no JeJuno para alimentação
 Nefrostomia - colocação de sonda no rim para drenagem de urina
 Toracostomia – parede torácica ( para drenagem)
 Traqueostomia – traqueia ( para facilitar a entrada de ar)
 Ureterolitotomia – ureter ( para retirada de cálculo)
OPERAÇÕES DE FIXAÇÃO ou REPOSICIONAMENTO (PEXIA)
 Histeropexia - suspensão e fixação do útero
 Nefropexia - suspensão e fixação do rim
 Orquiopexia - abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa
 Cistopexia – Fixação da bexiga geralmente á parede abdominal
OPERAÇÕES PARA ALTERAÇÃO DA FORMA E/OU FUNÇÃO
(PLASTIA)
 Piloroplastia - plástica do piloro para aumentar seu diâmetro
 Rinoplastia - plástica do nariz
 Artoplastia – articulação, para restaurar movimentos e função
 Blefaroplastia – pálpebras
 Mamoplastia - mama
 Salpingoplastia - plástica da trompa para sua recanalização
 Toracoplastia - plástica da parede torácica
OPERAÇÕES DE SUTURA (RAFIA)
 Colporrafia - sutura da vagina
 Gastrorrafia - sutura do estômago
 Herniorrafia - sutura da hérnia
 Perineorrafia - sutura do perineo
 Tenorrafia - sutura de tendão
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EXAME PARA OBSERVAÇÃO E EXPLORAÇÃO SOB VISÃO (SCOPIA)
 Artroscopia - das articulação
 Broncoscopia - dos brônquios
 Cistoscopia - da bexiga
 Colposcopia - da vagina
 Colonoscopia - do cólon
 Duodenoscopia – do duodeno
 Esofagoscopia - para esôfago
 Gastroscopia - para estômago
 Laringoscopia - idem para laringe
 Laparoscopia - idem para cavidade abdominal
 Retossigmoidoscopia - idem para retossigmóide
TRATAMENTO CIRÚRGICO
É um método de tratamento de doenças, lesões ou deformidades internas e
externas executado através de técnicas geralmente realizadas com o auxílio de
instrumentos. A cirurgia abrange a abertura ou não do corpo com a finalidade
diagnóstica, terapêutica ou estética. À partir deste conceito, podemos dizer que
enfermagem cirúrgica é aquela que trata dos cuidados globais de enfermagem
prestados aos pacientes nos períodos pré-operatório, trans-operatório e
pósoperatório.
Esses cuidados objetivam minimizar os riscos cirúrgicos, dar maior segurança
ao paciente e reabilitá-lo para se reintegrar à família e à sociedade o mais rápido
possível.
Histórico da cirurgia: escavações demonstram instrumentais sugestivos de
procedimentos cirúrgicos pelos povos primitivos, com técnicas que abrangiam
tratamento de feridas, correção de fraturas, trepanação, circuncisão, etc.
No século VI e V a.C. : Grécia com a Medicina dos Templos. Hipócrates deu o
cunho científico à medicina , onde desenvolveu técnicas cirúrgicas, vindo do grego:
cirurgião (cheir = mão, ergon = trabalho).
História da anestesia: nasce o grande fortalecedor da cirurgia, com os egípcios sendo
os representantes de maior destaque. Uso inicial pela odontologia.
47
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS
 As cirurgias podem ser classificadas quanto à urgência cirúrgica que engloba:
Cirurgia eletiva: Tratamento cirúrgico proposto, mas cuja realização pode aguardar
ocasião mais propícia, ou seja, pode ser programado. Por exemplo: mamoplastia,
gastrectomia.
Cirurgia de urgência: Tratamento cirúrgico que requer pronta atenção e deve ser
realizado dentro de 24 a 48 horas. Por exemplo: apendicectomia, brida intestinal.
Cirurgia de emergência: Tratamento cirúrgico que requer atenção imediata por se
tratar de uma situação crítica. Por exemplo: Ferimento por arma de fogo em região pré-
cordial, hematoma subdural.
 As cirurgias podem ser classificadas de acordo com a finalidade do tratamento
cirúrgico:
Cirurgia Curativa: Tem por objetivo extirpar ou corrigir a causa da doença,
devolvendo a saúde ao paciente. Para essa finalidade é necessário as vezes a retirada
parcial ou total de um órgão. Este tipo de cirurgia tem uma significação menos otimista
quando se trata de câncer, neste caso, a operação curativa é aquela que permite uma
sobrevida de alguns anos.
Cirurgia Paliativa: Tem a finalidade de atenuar ou buscar uma alternativa para
aliviar o mal, mas não cura a doença.
Cirurgia Diagnóstica: Realizada com o objetivo de ajudar no esclarecimento da
doença.
Cirurgia Reparadora: Reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por
enfermidade ou traumatismo.
Cirurgia Reconstrutora / cosmética / plástica: Realizada com objetivos
estéticos ou reparadores, para fins de embelezamento.
Cirurgia limpa: Primariamente fechada, sem a presença de dreno, não traumática.
Realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de
processo infeccioso e inflamatório local. Cirurgias em que não ocorreram penetrações
nos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
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Cirurgia potencialmente contaminada: Realizada em tecidos colonizados
por microbiota pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência
de processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no
transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria.
Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação
significativa.
Cirurgia contaminada: Cirurgia realizada em tecidos abertos e recentemente
traumatizados, colonizados por microbiota bacteriana abundante, de
descontaminação difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenha
ocorrido falha técnica grosseira, na ausência de supuração local; presença de
inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção ou grande
contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se inclui
nesta categoria.
Cirurgia infectada: São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer
tecido ou órgão em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido
necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Por exemplo: cirurgias de reto e
ânus com secreção purulenta.
PORTES E TEMPOS CIRURGICO
As cirurgias podem ainda ser classificadas quanto ao porte cirúrgico ou risco
cardiológico (pequeno, médio ou grande porte), ou seja, a probabilidade de perda de
fluidos e sangue durante sua realização.
Grande porte: Com grande probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo:
cirurgias de emergência, vasculares arteriais.
Médio Porte: Com média probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo:
cabeça e pescoço, ressecção de carcinoma, ortopedia prótese de quadril.
Pequeno porte: Com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue. Por
exemplo: plástica mamoplastia e endoscopia.
Quanto ao tempo de duração as cirurgias ainda podem ser classificadas quanto a:
Porte I: com tempo de duração de até 2 horas.
Porte II: cirurgias que duram de 2 a 4 horas.
Porte III: de 4 a 6 horas de duração.
Porte IV: com tempo de duração acima de 6 horas.
49
POSIÇÕES PARA CIRURGIAS:
Posições Cirúrgicas
É aquela em que o paciente é colocado, depois de anestesiado, para ser
submetido à intervenção cirúrgica, de modo a propiciar acesso fácil ao campo
operatório. As principais posições cirúrgicas são:
 Decúbito dorsal
 Trendelenburg
 Decúbito lateral
 Ginecológica
 Decubito ventral
Posição dorsal - nesta posição, o paciente deve ser mentido em decúbito dorsal
ou supino, tendo as pernas esticadas e os braços estendidos ao longo do corpo. É a
posição mais comumente usada para as cirurgias abdominais supra e infraumbilical,
algumas torácicas, vasculares. De todas as posições cirúrgicas, é a mais utilizada é
que menos Complicações traz ao paciente.
Cuidados de enfermagem :
 braços sob suporte < 90º (longo do corpo)
 pernas: estendidas, descruzada
 coxim sob cabeça e joelhos.
Complicações possíveis: lombalgia, dispnéia, opressão (hipóxia, palidez,)
pressão em proeminências ósseas, queda plantar, curvatura da coluna, contratura do
pescoço, tensão abdominal, rotação externa dos fêmures.
Posição ventral - é a posição em que o paciente é colocado com o abdome para
baixo, tendo a cabeça voltada para um dos lados e apoiada num travesseiro, as
pernas estiradas, os braços ligeiramente flexionados e apoiados em suportes. Esta
posição exige, ainda a colocação, de coxins sob os ombros, para facilitar a expansão
pulmonar, sob a região infra-umbilical e sob a face anterior dos pés, para evitar a
distensão muscular, importante observar expansão pulmonar e liberação das mamas,
50
É indicada para cirurgias para a região posterior do corpo, (dorsal, lombar,
sacrococcígea e occipital ), sendo que, nesta última, a cabeça precisa estar apoiada,
pela região frontal, num suporte acolchoado.
Cuidados de enfermagem :
 travesseiros ou coxins no abdome, nos MMII
Complicações possíveis: deslocamento e superestendidos de ombro, compressão
de nervo radial, tensão abdominal, dispneia.
Posição lateral ou sims- nesta posição, o paciente é colocado sobre um dos
lados, tendo a perna inferior estendida e a superior flexionada, separadas por um
coxim ou travesseiro. Coloca-se também, um coxim sob a linha da cintura e, a seguir,
fixa-se o paciente transversalmente à mesa cirúrgica com uma faixa larga de
esparadrapo, passada sobre o quadril. Esta posição é utilizada para as intervenções
cirúrgicas de acesso aos rins.
Cuidados de enfermagem :
 travesseiros: sob cabeça, entre as pernas (perna de baixa reta de cima
flexionada).
 retorno à posição: lento!
Complicações possíveis: lombalgia, pressão proeminências ósseas (quadril,
ombro).
Posição ginecológica - Nesta posição, o paciente é colocado em decúbito
dorsal, tendo os membros inferiores elevados e colocados em suportes especiais,
51
também chamados perneiras, e fixados com correias. Deve-se ter o cuidado de
envolver-lhe as pernas com campos ou perneiras de tecido para lhe proporcionar
conforto e segurança. Esta posição está indicada para as cirurgias ginecológicas,
proctológicas, algumas urológicas e exames endoscópicos.
Cuidados de enfermagem :
 bandagens, meias
 cirurgias > 2h = atenção com:
 uso de suportes MMII: flexão extrema coxas (função respiratória = pressão
abdominal contra diafragma).
Complicações possíveis: lombalgia, pressão proeminências ósseas (sacro),
maceração, parestesia, cianose, pressão poplítea, rotação externa e estiramento
múscular.
Posição de Trendelemburg - nesta posição a cabeça e o corpo são abaixados;
é usualmente empregada para a cirurgia da parte inferior do abdome e da pelve,
visando obter a boa exposição ao deslocar os intestinos para dentro da parte superiro
do abdome, as coxas flexionadas. A posição é mantida ao se colocar os pés nos
estribos; é empregada em quase todos os procedimentos cirúrgicos perineais, retais e
abdominais.
Cuidados de enfermagem :
 cisalhamento: cintas
 retorno à posição: lento
Complicações possíveis: lombalgia, dispnéia, perfusão periférica, extremidades
frias, cianose de MMII, circulação prejudicada, hipotensão.
52
Posição Trendelemburg Reverso ou Proclive ou Anti Tren: posição
adequada para deixar as alças intestinais na parte inferior do abdômen, reduz
pressão sanguínea cerebral, indicada para cirurgia de abdômen ,crânio, tórax.
Complicações possíveis: Na reversa: estase venosa, edema, sobrecarga
sistema cardiovascular.
Posição da mesa de Ortopedia: Posição utilizada para fratura de quadril ou
luxação femoral fechada, onde o corpo fica em contato com a mesa cirúrgica somente
na região dorsal e os membros inferiores fica fixa a região distal. Objetivo promover a
melhor exposição do sítio cirúrgico, acesso à ventilação e monitorização, manutenção
das funções fisiológicas, do conforto, segurança e da privacidade do paciente.
Cuidados de enfermagem :
As intervenções de enfermagem para o paciente submetido à cirurgia
ortopédica dependem do tipo de posição e a avaliação prévia deve ser realizada para
conhecer as especificidades de cada paciente. Checar se os equipamentos e mesa
operatória estão limpos e seguros, movimentar o paciente com cuidado, colocá-lo na
posição desejada e fixá-lo, ter cuidado com pontos de pressão,
Complicações possíveis: lesões de pele podem ser causadas pela longa
permanência na mesa, por mau posicionamento e/ou movimentação inadequada do
paciente, associados aos fatores como idade, peso, estado nutricional e controle da
temperatura
CUIDADOS COM PACIENTE NA POSIÇÃO CIRURGICA
 Ao se colocar o paciente na posição cirúrgica, alguns
aspectos fundamentais devem ser lembrados:
 Atentar a evitar contato de partes do corpo do paciente com as superfícies
metálicas da mesa cirúrgica;
53
 Posicioná-lo de modo funcional e seguro, a fim de prevenir distensões
musculares, evitar compressão de vasos, nervos e saliências ósseas, e facilitar a
dinâmica respiratória;
 Possibilitar livre fluxo das infusões venosas e a adaptação dos eletrodos para.a
perfeita avaliação intra-operatória.
 Ao se retirar o paciente da posição cirúrgica, alguns pontos
precisam observados:
 Manusear o paciente anestesiado com movimentos firmes e lentos, pois a
mudança repentina de posição pode levar à queda de pressão arterial;
 Ao se retirar o paciente da posição ginecológica, deve-se ter o cuidado de
descer, alternadamente, as pernas, a fim de prevenir o afluxo rápido de sangue para
os membros inferiores, podendo causar hipotensão;
 Manter a cabeça voltada para um dos lados, quando o paciente permanecer
em decúbito dorsal;
 Observar o posicionamento correto das infusões;
 Prevenindo lesão por posicionamento do paciente:
 As articulações em hiperextensão, as artérias comprimidas ou a pressão sobre
nervos e proeminências ósseas geralmente resultam em desconforto apenas porque
a posição deve ser sustentada por um longo período. Os fatores a considerar incluem
os seguintes:
 O paciente deve ficar na posição mais confortável possível, quer dormindo,
quer acordado.
 O campo operatório deve estar adequadamente exposto.
 Uma posição incómoda, pressão indevida sobre uma região do corpo ou uso
de estribos ou tração não devem obstruir o aporte vascular.
 A respiração não deve ser prejudicada por pressão dos braços sobre o tórax ou
por uma camisola que comprime o pescoço ou o tórax.
 Os nervos devem ser protegidos contra a pressão indevida. O posicionamento
inadequado de braços, mãos, pernas ou pés podem provocar lesão grave ou
paralisia.
54
 Os suportes de braço devem ser bem acolchoados para evitar a lesão nervosa
irreparável, principalmente quando é necessária a posição de Trendelenburg.
 As precauções para a segurança do paciente devem ser observadas, em
particular no caso de pacientes magros, idosos ou obesos, ou naqueles com
deformidade física.
 O paciente precisa da contenção suave antes da indução no caso de agitação.
ASSEPSIA CIRÚRGICA
Todo suprimento cirúrgico, como instrumentos, agulhas, luvas, campos e
soluções que entram em contato com a ferida cirúrgica devem ser esterilizados.
A assepsia cirúrgica previne contra infecção dos sítios cirúrgicos.
Medidas de assepsia cirúrgica e controle ambientais:
 Escovação das mãos e antebraços com sabão anti-séptico (medida sendo
avaliada); tem por objetivo promover a eliminação da flora transitória residente e,
ainda, o retardamento da recolonização da flora residente pelo efeito residual.
Estas substâncias, como degermantes e anti-sépticas, devem agir rapidamente,
ter efeito residual e não ser irritantes para a pele. No Brasil, as soluções
degermantes anti-sépticas usadas para degermação das mãos são:
 solução detergente de polivinil-pirrolidona - iqdo a 10% (PVPI) com 1%
de iodo ativo (possui 4 horas de ação residual);
 solução de detergente de clorexidina a 4%, contendo 4% de álcool
etílico (possui ação residual de 6-8 horas), no caso de alergia ao iodo.
 Cabelos e cabeça cobertos com gorro;
 Máscara sobre nariz e boca;
 Utilizar capotes e luvas esterilizadas. Os capotes da equipe cirúrgica são
considerados estéreis na frente do tórax até o nível do campo esterilizado. As mangas
são consideradas esterilizadas a partir de 5 cm do cotovelo até a borda elástica;
 Depois de uma embalagem aberta as bordas são consideradas não estéreis;
 Pele do paciente deve ser limpa, recebendo a aplicação de um agente
ahtimicrobiano;
 Remoção do pêlo imediatamente antes do procedimento para minimizar os
riscos de infecção;
 Cobrir o corpo do paciente com campos esterilizados, que devem colocados o
mais próximo possível da sua utilização;
 Todo material em contato com a ferida cirúrgica deve se manter esterilizado.
55
 Fluxo de ar laminar é desejado para cirurgias com mais possibilidade de
infecção como a de transplante de órgãos
 Restringir movimentos e pessoas na sala de cirurgia.
DEFINIÇÕES DAS FASES PRÉ E PÓS OPERATÓRIAS:
PRÉ-OPERATÓRIO
É o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a
necessidade de uma cirurgia e termina no momento em que o paciente chega à sala
de operação. Subdivide-se em mediato (desde a indicação para a cirurgia até o dia
anterior a ela) e em imediato (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia).
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
 Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas (esclarecimento
de dúvidas);
 Verificar sinais vitais;
 Pesar o paciente;
 Colher material para exames conforme solicitação médica;
 Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o paciente para o centro
 cirúrgico;
 Manter o paciente em jejum, conforme rotina;
 Fazer tricotomia conforme rotina;
 Orientar o paciente a esvaziar a bexiga minutos antes da cirurgia;
 Retirar próteses dentárias, jóias, ornamentos e identificá-los;
 Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico
- Trans-operatório: do momento em que o paciente é recebido no CC até o
momento em que é encaminhado para a sala pós-anestésica;
- Intra-operatório: do início até o final da anestesia;
- Recuperação pós-anestésica: do momento da alta do paciente da sala de
operação até sua alta da sala de recuperação pós-anestésica;
PÓS OPERATÓRIO
É o período que se inicia a partir da saída do paciente da sala de cirurgia e perdura
até a sua total recuperação.
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  • 1. Prof. Nádia R. G. de Andrade
  • 2. 2 INTRODUÇÃO PARA UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO O Centro-cirúrgico (CC) pode ser considerado uma das unidades mais complexas do hospital, pela constante presença de agente estressores, devido às possibilidades de risco à saúde que os pacientes estão sujeitos ao serem submetidos à intervenção cirúrgica. Trata-se de um setor de alto custo, tanto pela construção, que deve ser executada de acordo com normas técnicas e assépticas. Nele são realizadas técnicas estéreis para garantir a segurança do cliente quanto ao controle de infecção. Conceito – Ministério da Saúde Conjunto de elementos destinados às atividades cirúrgicas, bem como a recuperação anestésica e pós operatória imediata Conceitos – Lamb (2000) “ É o conjunto de ambientes, devidamente localizados, dimensionados, inter-relacionados e dotados de instalações e equipamentos, com pessoal qualificado e treinado para a realização de procedimentos cirúrgicos, de forma a oferecer o máximo de segurança aos pacientes e às melhores condições de trabalho para equipe técnica” FINALIDADE Sendo um setor de circulação restrita, destacam-se, entre suas finalidades:  Realizar procedimentos cirúrgicos e devolver os pacientes às suas unidades de origem nas melhores condições possíveis de integridade;  Servir de campo de estágio para a formação, treinamento e desenvolvimento de recursos humanos;  Servir de local para desenvolver programas e projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento científico e especialmente para o aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e assépticas. LOCALIZAÇÃO O centro cirúrgico deve estar localizado em área de fácil acesso para pacientes críticos e próximo às áreas de suporte. ( unidades de internação cirúrgica, pronto socorro e UTI). Local de pouco ruído para reduzir os estímulos sonoros que possam interferir na concentração da equipe cirúrgica e desencadear estresse do paciente; O CC deve estar localizado em uma área do hospital que ofereça a segurança necessária às técnicas assépticas, portanto distante de locais de grande circulação de pessoas, de ruído e de poeira. O principal e mais importante aspecto físico a ser considerado na localização do C.C não é o seu local, e sim, a circulação geral interna, que deve ser livre para pessoas internas e totalmente bloqueada para pessoal de fora. O acesso ao C.C deve estar interligado de acordo com os profissionais que fazem parte dele:
  • 3. 3  Pacientes: deve ter acesso pela porta/ entrada principal.  Pessoal/equipe: deve ter acesso pela entrada dos vestuários que devem estar interligadas ao C.C.  Serviço de apoio: devem ter entradas auxiliares para roupas limpas, roupas sujas, equipamentos, exames, material contaminados. FLUXO É de extrema importância que o fluxo interno seja perfeito, evitando que “cruze” material e/ ou roupas. Organização do fluxo Para efeito de controle asséptico, o CC se divide em:  Área restrita: Tem limites definidos para circulação de pessoal e equipamentos com rotinas próprias para o controle e manutenção da assepsia; Uso de touca e gorro além das roupas próprias são obrigatórias; = SO, SRPA, lavabos, CME, corredor interno.  Área semi-restrita: Permite a circulação de pessoal e equipamentos de modo a não interferir nas rotinas de controle e manutenção da assepsia; = Expurgo, copa, sala de estar, sala de preparo de materiais.  Área não restrita: Área de livre circulação no ambiente interno do CC. Uso de roupas próprias. = Vestiários, secretaria, e corredor de entrada. ESTRUTURA DO CENTRO CIRURGICO Planta Física: Planejamento Físico Deve ser planejada em equipe: arquitetos, engenheiros, enfermeiros, médicos e administradores Considerar: Número de leitos Número de cirurgias/dia Horário de utilização Taxa de ocupação especialidades. Um Centro Cirúrgico deve dispor das seguintes dependências: Vestiários masculinos e femininos: Devem oferecer acesso externo ( por fora das instalações do Centro Cirúrgico) e interno ( pelo corredor cirúrgico). É importante que eles disponham de sanitários e chuveiros ( para uso das equipes) e armários ( para a guarda de uniformes, roupas e outros pertences). Posto de enfermagem: Local destinado à chefia e à secretaria, que exercem o controle administrativo da unidade. Copa: Área reservada ao pessoal do centro cirúrgico, para lanches rápidos. Sala de estar: Deve ficar localizada próximo aos vestiários e à copa, sempre que possível, servindo de área de descanso para a equipe do centro cirúrgico.
  • 4. 4 Área de baldeação ou troca-macas: Localizada à entrada do Centro Cirúrgico, onde se dá a transferência do paciente da maca em que veio para a maca privativa do centro. Sala de material cirúrgico ou de estocagem de material esterilizado: Destina-se à recepção, guarda e redistribuição de todo o material limpo e esterilizado a ser usado no Centro Cirúrgico. Lavabos: Destinados à lavagem e anti-sepsia das mãos e ante-braços, antes da operação. Por isso, devem ser equipados com recipientes para Antissépticos e torneiras que possam ser manobradas sem o uso das mãos. Sala de expurgo: Local equipado com tanque para o despejo de sangue, secreções e outros líquidos provenientes da operação. Na sala de expurgo também de depositam, inicialmente, instrumentos, roupas usadas e outros materiais, para posterior lavagem. É considerada, portanto, área suja. Sala de material de limpeza: Área para a reserva de materiais e de utensílios usados na limpeza do Centro Cirúrgico. Sala guarde equipamentos: área usada para guardar aparelhos como os de anestesia, bisturi elétrico, aspiradores, focos portáteis, suportes de soro, mesas auxiliares e materiais que, eventualmente, não estejam em uso. O aparelho de raio X móvel poderá também ser guardado nessa sala, caso não haja local específico para ele. Rouparia: Local destinado à guarda da roupa limpa não-estéril. Muitas vezes é representada apenas por um armário. Posto de enfermagem: Local destinado à chefia e à secretaria, que exercem o controle administrativo da unidade. Farmácia: A Farmácia Hospitalar é um órgão de abrangência assistencial, técnico-científica e administrativa, onde se desenvolvem atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares. Sala de guarda de materiais estéreis e descartáveis: Local onde se armazenam materiais descartáveis como seringas e agulhas, equipos de soro, fios de sutura, frasco de soro, entre outros. Modelo atualizado de farmácia satélite.
  • 5. 5 Elementos de apoio técnico ADM.: O Centro-cirúrgico conta com o apoio imprescindível de alguns setores ligados direta ou indiretamente a ele e que deve estar prontamente preparados para atendê-lo para seu funcionamento, tais como: banco de sangue, raio-x, laboratório e anatomia patológica, serviço de engenharia clínica e de manutenção, farmácia, segurança e secretaria, e agendamento. Sala DML: Área para a reserva de materiais e de utensílios usados na limpeza do Centro Cirúrgico. Portas: As portas das salas de cirurgia devem ser largas para facilitar a passagem de macas e equipamentos cirúrgicos. Devem possuir metal na altura da maca para evitar seu estrago, ser lavável. É indicado o uso de portas do tipo vaivém que impeçam o uso das mãos para abrila. Que tenha visor de separação dos ambientes. Piso: Deve ser de superfície lisa, não porosa, resistentes a agentes químicos, sem fendas ou fissuras, realçar a sujeira, não refletir a luz, impermeável. Paredes: Devem ser revestidas de material liso, resistente, lavável, antiacústico e não refletor de luz. É proibido o uso de cimento sem nenhum aditivo antiabsorvente para rejunte de peças cerâmicas ou similares tanto nas paredes quanto nos pisos. Devem ser utilizados cantos arredondados nas paredes. Teto: Deve ser de material resistente, lavável, não deve conter ranhuras e não deve ser poroso, para facilitar a limpeza e impedir a retenção de microorganismos. Deve ser contínuo, não sendo permitido a utilização de forro falso-removível. É recomendado um espaço útil de no mínimo 80 cm de altura livre entre a laje do forro e o piso do pavimento superior, possibilitando assim a instalação de novos equipamentos e a entrada do pessoal do serviço de manutenção. Devido ao grande risco de incêndio, pelo elevado número de materiais de fácil combustão, a sala cirúrgica, além de contar com os equipamentos de combate a incêndio do centro-cirúrgico (extintores e mangueiras) a sala de cirurgia deve contar com um sistema de segurança que, através da elevação da temperatura, produz fortes borrifos de água no ambiente. SALA OPERATÓRIA Sala operatória: Dependência do Centro Cirúrgico destinada à realização das intervenções cirúrgicas. Por isso, o trânsito a ela é restrito e a limpeza é feita com o máximo rigor, pois deve ser a área mais limpa do centro.
  • 6. 6  Tamanho da sala: Depende dos equipamentos necessários aos tipos de cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval.  Número de Salas: Portaria 1884/94: Uma sala para cada 50 leitos gerais Uma sala para cada 25 leitos clínica cirúrgica uma sala para cada 15 leitos cirúrgicos  Dimensionamento das Salas: Segundo a RDC 307/2002, Cirurgias Cirurgia Geral: mínimo de 25m² Cirurgia especializada (neurocirurgia, cirurgia ortopédica, cardiovascular): mínimo de 36m² Cirurgia de pequeno porte: Oftalmo, OTR, endoscopia: 20m² EQUIPAMENTOS FIXOS E MÓVEL Os equipamentos podem ser classificados em: fixos e moveis. Fixos: são aquelas adaptadas à estrutura da sala cirúrgica. São eles:  Interruptores e tomadas elétricas de 110 e 220V  Negatoscopío  Oxigênio e vácuo centralizado  Foco central fixo ao teto  Ar condicionado Moveis: são os que podem ser deslocados ou acrescidos na sala cirúrgica.  Mesa cirúrgica e acessórios tais como: perneiras, suporte de ombro, estofado de espuma, porta coxa.  Mesas auxiliares como a mesa de mayo  Mesa para instrumental cirúrgico com rodas  Mesa fixa para lap, ou roupas estéreis  Suporte de bacia  Suporte de soro e alças  Tala de suporte para braço  Banco giratório  Balde para lixo com suporte de rodinhas  Suporte de hamper  Foco auxiliar  Escadinha com dois degraus  Estrado  Aparelho de anestesia / monitores
  • 7. 7  Aspirador portátil  Eletrotermocauterio  Coxins  Extensão ILUMINAÇÃO A iluminação do ambiente hospitalar é tratada legalmente pela NR-17 da portaria n°3214/78, e através da NBR 5413/92 da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT) recomenda os níveis ideais de iluminação para o ambiente de trabalho. Na sala de operação, o objetivo da iluminação é minimizar a tarefa visual das equipes médicas e enfermagem e oferecer condições para que a operação se processe com precisão, rapidez e segurança. Iluminação de emergência: Devem existir sistemas interligados e automáticos, para acionarem geradores reserva de imediato na eventualidade de uma interrupção do fornecimento de força para o Centro-cirúrgico. O foco cirúrgico: Deve-se levar em consideração os seguintes aspectos:  Eliminação de sombras e reflexos;  Eliminação do excesso de calor no campo operatório;  Proteção contra ocasional interrupção devido a falta de energia elétrica. VENTILAÇÃO/ AR CONDICIONADO Deve atingir as exigências da NBR n°7256/82 tais como: Prover o ambiente de aeração em condições adequadas de higiene e saúde: 99,9% de eficiência na retenção de partículas de até 5 micra de diâmetro. Remover partículas potencialmente contaminadas liberadas no interior das salas sem acarretar turbulência aérea: recomenda-se de 20 a 25 renovações completas do ar da sala, no espaço de uma hora. Impedir a entrada no Centro-cirúrgico de partículas potencialmente contaminantes, oriundas de áreas adjacentes: a pressão do ambiente da sala deve ser discretamente mais elevada que nos demais compartimentos do centro-cirúrgico. Proporcionar umidade relativa adequada e temperatura ambiente de conforto e segurança para o paciente e para a equipe que o assiste: temperatura entre 22 e 23°C. A umidade deve permanecer entre 55 a 60%. No entanto, não deve ultrapassar 70% para não se tornar ambiente propício ao des envolvimento de microorganismos.  Manter nível sonoro mínimo de instalação e utilização do sistema de ventilação: não devem ultrapassar os previstos pela norma brasileira NBR n° 6401/80.  Sistema energético alternativo para o sistema de ventilação na falta do sistema elétrico principal.
  • 8. 8 RUIDOS: Os ruídos no centro cirúrgico podem ser provenientes de diferentes fontes - desde aqueles decorrentes das conversas das pessoas até os produzidos pelos instrumentais utilizados em determinadas cirurgias, como as ortopédicas e algumas plásticas. Estes se caracterizam não pela intensidade, mas pela frequência. Assim, os trabalhadores ficam muito expostos, tornando-se vulneráveis a desenvolver estresse, entre outros distúrbios. SALA GASES / REDE DE GASES:  Oxigênio: O sistema de abastecimento pode ser descentralizado (utilização de cilindros avulsos, transportados até o local de utilização) ou centralizado (conduzido por tubulação central até os pontos de utilização).  Ar comprimido: Também pode advir de um sistema descentralizado (cilindros com pressões entre 120 e 190 Kgf/cm , como o oxigênio) ou centralizado (compressor com 100% de consumo máximo provável, que funcione automaticamente ou manualmente).  Vácuo clínico: Produzido por bombas, que devem ter capacidade de 100% do consumo máximo provável, que funcione alternadamente ou em paralelo em caso de emergência. É importante manter outro tipo de sistema de suprimento autônomo de emergência, para manutenção da rede de vácuo ou pane da distribuição convencional.  Óxido nitroso: O sistema de abastecimento pode ser escentralizado (alto consumo – conduzido por tubulação dos cilindros até os pontos de utilização) ou centralizado (utilizado em caso de baixo consumo utilização de cilindros transportáveis até os pontos de utilização).  Nitrogênio: É fornecido em cilindros com pressão variando entre 120 e 190 Kgf/cm, e também em forma líquida. Quando misturado com oxigênio medicinal, é chamado de ar estéril. De acordo com as normas nacionais e internacionais, os gases medicinais são distribuídos com as seguintes cores, segundo a NBR nº 6493/94 e NBR nº 12188 Verde: oxigênio. Azul marinho: óxido nitroso. Amarela: ar comprimido medicinal. Cinza claro: vácuo medicinal.
  • 9. 9 Cuidados no manuseio, movimentação e armazenamento dos cilindros de gases medicinais:  Uso de equipamentos especiais para o transporte de cilindros;  Manter o cilindro acorrentado durante o transporte;  Evitar choques mecânicos, inclusive de um cilindro contra o outro;  Não arrastar o cilindro;  Armazenados em locais secos, limpos e bem ventilados;  As etiquetas não devem ser arrancadas ou estragadas;  Cilindros cheios devem estar separados dos cilindros vazios para evitar erros de procedimento e sempre com o capacete rosqueado.  Os cilindros devem ser sempre limpos antes de serem levados ao centro cirúrgico. ELETROCAUTÉRIO OU BISTURÍ ELÉTRICO. É um aparelho eletrônico que tem a capacidade de transformar a corrente elétrica de alta tensão, mais que apesar da intensidade, não ocasiona alteração orgânica nem excitação nervosa. Esta corrente de alta freqüência de uma unidade de eletrocirurgia é usada para cortar e coagular os tecidos. Com a tecnologia avançada diminui muito a probabilidade de queimaduras e riscos de choque que eram comuns. Antes de cada uso a *UEC aspectos de segurança devem ser observados sinais de perigo testados para saber que está funcionando adequadamente. Uma unidade eletrocirúrgica (bisturi eletrônico) produz efeitos no tecido biológico pela concentração de uma corrente elétrica de alta densidade no tecido alvo. A corrente elétrica é conduzida do gerador eletrocirúrgico através de um circuito completo constituído de cabos isolados, eletrodos, do paciente e do próprio gerador eletrocirúrgico. Os efeitos eletrocirúrgicos dependem de fatores como : Tipo do eletrodo; Modo de saída; Técnica cirúrgica. FUNÇOES: Eletrodisseção: secção de tecidos feito através de dissolução de estrutura molecular celular dos tecidos, havendo desidratação e fusão das células próximas ao eletrodo +. Eletrocoagulaçâo: a clusão de vasos sanguíneos e linfáticos, através da solidificação das substâncias protéicas ou retração dos tecidos.
  • 10. 10 Eletrofulguraçâo: consiste na oclusão dos vasos e capilares através de faíscas elétricas a distancia. OS RISCOS ELETROCIRÚRGICOS  Choques;  Queimaduras ;  Fumaça cirúrgica;  Incêndios;  Interferência eletromagnética em outros equipamentos.  Mau funcionamento do equipamento (operacional);  Mau funcionamento do equipamento (falta de manutenção e/ou calibração adequada);  Mau uso do equipamento (desconhecimento do usuário);  Desatenção do usuário. METODOS DE USO:  Método Direto: aplicação direta do eletrodo ativo sobre a área desejada, é mais utilizada para hemorragia capilar e pequenos vasos.  Método indireto: é o pinçamento do vaso com uma pinça hemostática, tocando 2 a 3 cm acima da ponta da pinça com o eletrodo +, é o método mais usado.  Método a distância: o eletrodo ativo 2 a 8 cm local a ser coagulado, a faísca solta esse pequeno espaço e atinge o tecido. MEDIDAS DE SEGURANÇA:  A intensidade do paciente no local da placa deve ser avaliada antes e depois da cirurgia particularmente nos pontos de pressão.  A placa dispersiva deve ser colocada só depois do paciente já está na posição definitiva para a cirurgia.  A placa dispersiva deve ser colocada em área limpa, sem pelos e seca.  Deve ser colocada (placa) mais perto possível do local da cirurgia e no mesmo lado da cirurgia.  Colocar a placa em ampla massa muscular evitando saliências ósseas, próteses de metal sobre a pele, pontos depressa.  Também tecidos escarificadas devem ser evitadas quando colocar a placa pois diminui o contato com o corpo.  Obs: se precisar de gel, placa, devem estar limpa evitando resíduos.
  • 11. 11  Contato regular e homogênea da placa dispersiva com o corpo do paciente para permitir a boa distribuição da corrente.  Observar que não haja deslocamento da placa da região de contato, quando se fizer necessário mobilizar o paciente durante o ato cirúrgico. LOCAIS PARA COLOCAÇÃO DA PLACA  Panturilha;  Face posterior da coxa;  Região glútea. CONTROLE DO PARELHO  Contato anadequado do paciente com a placa;  Colocação eficiente da placa;  Conexão adequada do cabo e placa;  Conexão adequada da própria unidade. INTENSIDADE Quantidade de energia da UEC deve ser tão baixo quanto possível para cada procedimento determinado pelo cirurgião em conjunto com as recomendações do fabricante, confirmado pelo circulante. No sistema não isolado uma queda acidental de energia pode causar queimaduras na área de contato. VANTAGENS E DESVANTAGENS: Vantagens:  A incisão é esterilizante, impossibilitando a propagação de germes ou células neoplásicas pelo bisturi.  A obliteração dos capilares com os interstícios linfáticos diminuindo assim a hemorragia capilar e a secreção pós operatório da ferida.  A hemostasia é rápida, permitindo melhor visão do campo operatório. Desvantagens:  Não serve para obliterar vasos medianos e grandes.  Necrose de tecido não se consegue evitar a combustão das células mais próximas a  incisão, com o risco de haver complicações nas cicatrização.
  • 12. 12 COMPLICAÇÕES: A queimadura é uma conseqüência do uso inadequado do bisturi elétrico.  Quando ha contato insatisfatório entre a placa e o paciente.  Quando ha conecção inadequada entre o aparelho e a placa dispersiva com a UEC e o fio terra.  Quando há contato do paciente com as partes metálicas da mesa. OBS: Unidades modernas são capazes de identificar inadequada aplicação e redução da área de contato do eletrodo, evitando a queimadura, esta segurança representa aspecto vital para o paciente. CUIDADOS DE ENFERMAGEM:  Evitar que a placa molhe com os campos cirúrgicos, com anti-sépticos que poderão tornar-se condutores de eletricidade;  Lembrar da incompatibilidade do eletrocautério com uso de gazes, anestésicos explosivos (éter, ciclopropano);  Conectar a placa no aparelho assinalado: inativo, indiferente, paciente;  Receber do instrumentador a ponta (estéril) liga-lo no: ativos, activos;  Aproximar o pedal do bisturi elétrico para perto do cirurgião, se necessário colocar uma compressa sob o pedal ou tira de esparadrapo para que não deslize no chão durante o uso. AGENDAMENTO CIRURGICO: 1º- As cirurgias devem ser agendadas conforme a rotina da instituição, geralmente no até 24 horas de véspera da operação. 2º- Importante:  horário previsto para cada cirurgia;  nome completo do paciente, numero de quarto e leito;  idade  convênio  nome da cirurgia;  nome do cirurgião;  tipo de anestesia  necessidade de material especial 3º- O mapa ou escala diária devem ser produzida cópias, para fixar em alguns pontos chaves do hospital, como: banco de sangue, na portaria, edital do CC, equipe de transporte dos pacientes, CME.
  • 13. 13 ROTINAS DO CENTRO CIRURGICO O transporte do paciente da Unidade ou Clinica Cirúrgica para o CC. o devemos observar alguns cuidados:  preparar a maca com roupa limpa;  verificar na escala o nome do paciente, clinica, numero de quarto e leito, cirurgia que ira realizar, cirurgião responsável;  verificar se o paciente tem algum cuidado especifico do período pré-operatório imediato,  Verificar se o prontuário está completo, incluindo radiografias, exames laboratoriais, autorizações do convênio.  Verificar também se foi administrado medicação pré – anestésica e se esta foi checada na prescrição;  apresentar-se ao paciente, como funcionário do CC e ou responsável em transporta-lo para referida Unidade;  verificar a presença de esmalte e prótese  Solicitar que esvazie a bexiga, caso não esteja com sonda vesical;  encostar a maca ao leito e entregar a camisola própria do CC, ajudando-o a vesti-la se necessário;  ajudar o paciente a passar da cama para a maca;  colocar o prontuário sob o colchão da maca;  transportar o paciente para o CC, empurrando a maca pela cabeceira;  entregar o paciente aos cuidados da enfermeira da Unidade. O paciente deve ser recebido na Unidade de CC pela enfermagem. E observar os seguintes cuidados:  receber cordialmente, na sala de transferência de macas, identificando-o e verificando se o prontuário está completo;  verificar anotações referentes ao pré-operatório tais como:  medicação pré – anestésica, sinais vitais, tricotomia ampla, retirada de jóias, próteses e outros;  proteger os cabelos do paciente com gorro;  transportar à sala cirúrgica entregando à circulante; ORGANIZAÇÃO DE PESSOAL O pessoal que atua na unidade pode ser dividido em 3 equipes: com suas respectivas funções:
  • 14. 14  Equipe de anestesia  Equipe de cirurgia  Equipe de enfermagem Estas três equipes prestam assistência direta através de um trabalho harmonioso, visando a segurança do paciente e à eficiência do ato cirúrgico. 1º Equipe de anestesia: compõe-se de anestesiologista 2º Equipe Cirúrgica: formada pelo cirurgião, assistente e instrumentador 3º Equipe de Enfermagem: composta pela enfermeira, técnica de enfermagem e auxiliar de enfermagem. ANESTESISTA: é de sua responsabilidade prescrever a medicação pré anestésica, planejar e executar a anestesia, bem como controlar o paciente no trans e pós – operatório, até o restabelecimento de seus reflexos. CIRURGIÃO: é da sua competência planejar e executar o ato cirúrgico, comandar e manter a ordem no campo operatório. 1º ASSISTENTE: é sua função auxiliar no campo operatório e se necessário, substituir o cirurgião INSTRUMENTADOR: é o integrante da equipe que se responsabiliza pelo preparo da mesa, fornece instrumentais ao cirurgião e assistente, mantém a mesa em ordem desde o inicio até o termino da cirurgia. EMFERMEIRA: é o profissional habilitado para coordenar o desenvolvimento do ato anestésico cirúrgico em todas as suas etapas. Pode ser o chefe do setor, o supervisor dependendo da organização estrutural adotada. TECNICO DE ENFERMAGEM: é o profissional habilitado para exercer a maioria das atividades de enfermagem no Centro Cirúrgico como cuidado direto ao paciente, sendo subordinado ao enfermeiro. Auxiliar a enfermeira caso seja necessário; AUXILIAR DE ENFERMAGEM: Exercer a função de circulante de sala e outras que foram delegadas pela enfermeira. Revisar e repor diariamente o material da sala cirúrgica. ESCRITURÁRIA: Registrar os pedidos de cirurgia; Fazer estatísticas diariamente das cirurgias realizadas e não realizadas; Executar tarefas solicitadas pela enfermeira; Digitar diariamente a escala de cirurgia
  • 15. 15 SERVIÇO DE LIMPEZA: Executar a limpeza e zelar pela manutenção da ordem na unidade; Zelar pela ordem e limpeza também de banheiros e vestuários. FUNÇÕES DO CIRCULANTE DE SALA O circulante de sala deve estar escalado previamente pela enfermeira responsável pelo setor, preferencialmente anotado na agenda diária do centro cirúrgico, para que todos tenham conhecimentos da pessoa que será o “apoio”, a “referência”, durante todo o ato cirúrgico. O mesmo acontece com o auxiliar do anestesista, e um ponto importante para ambas equipes, é que todos tenham afinidades entre si, evitando o estresse entre as equipes. Geral:  Ler o mapa de cirurgia, observando atentamente os materiais específicos descritos pelo médico, bem como o uso de algum equipamento;  Verificar as reservas de sangue;  Verificar as condições da sala, checando tomadas e equipamentos fixos;  Verificar a limpeza dos focos e seu funcionamento.  Colocar o mobiliário em posição funcional;  Trazer para a sala todo material e/ou medicamentos especifico solicitado  Verificar toda a parte de roupas: aventais, campos, compressas e suprir a  necessidade deles, de acordo com a cirurgia proposta e equipe atuante;  Checar os medicamentos de sala, como: anestésicos, analgésicos e outros.  Verificar a anestesia proposta e deixar todo material preparado;  Verificar condições dos lavabos e materiais para escovação.  Deve ser feito controle diário das cirurgias realizadas, em livro próprio, incluindo numero total e observações sobre qualquer ocorrência fora da rotina;  Na entrada de novo “turno”, de funcionários, deverá ser feita passagem de plantão, informando o que ocorreu no período anterior.  Devem ser conferidas todas as “peças” antes de encaminha-las ao setor de patologia.  Deve ser realizado controle diário do estoque de material esterilizado e a respectiva data de esterilização.  Diariamente, devem ser verificados o estado de conservação dos aparelhos e equipamentos, solicitando conserto ou troca, se necessário.  Deve ser feito controle diário de medicação controlada: psicotrópicos e entorpecentes, através de anotações e guardando frascos vazios.
  • 16. 16 Na admissão do Paciente:  Verificar sua identificação através do prontuário vindo com ele.  Verificar condições de tricotomia, ou realiza-la  Verificar se foram retiradas jóias e próteses, bem como óculos.  Verificar se o preparo, quando necessário, foi realizado, e o tempo que houve para finaliza-lo.  Verificar sondagens e seus efeitos  Transporta-lo para a sala cirúrgica de acordo com o mapa local de cirurgia e acomoda-lo na mesa cirúrgica.  Anotar horário de entrada no CC, e horário de entrada na sala de operação. Transferência do paciente para a mesa de operação: Após a apresentação do paciente à equipe da sala de operação, ele deve ser passado para a mesa cirúrgica, mantendo sua privacidade, segurança física e emocional e seu conforto. Alguns cuidados devem ser tomados para a transferência do paciente, como:  Fazer o nivelamento da altura da mesa cirúrgica com a maca.  Posicionamento da maca contra as laterais da mesa cirúrgica, evitando assim  sua movimentação que pode ocasionar a queda do paciente.  Solicitar ao paciente para que passe para a mesa cirúrgica, se fisicamente capaz.  Posicionar confortavelmente o paciente na mesa cirúrgica Na sala de Cirurgia:  Puncionar a veia ou auxiliar na instalação dos soros.  Auxiliar o anestesiologista na indução e manutenção da anestesia.  Auxiliar a equipe cirúrgica no posicionamento do paciente.  Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica.  Colocar o paciente na posição para receber a anestesia  Em seguida à anestesia, colocar o paciente na posição em que ocorrerá o ato  cirúrgico.  Após o paciente ficar em posição, o circulante deve auxiliar a equipe médica com a colocação dos aventais, deixando abertos os pacotes de luvas e os pacotes de Lap.  Solicitar ao instrumentador que lhe seja informado sobre os fios e materiais extras para a cirurgia.  Abrir os pacotes de compressas e outros materiais que lhe foram solicitados, e colocar na mesa do instrumentador, dentro das técnicas de abertura de pacotes.  Acender o foco.
  • 17. 17  Colocar o arco  Realizar na anti-sepsia da área operatória  Colocar a placa dispersiva do gerador eletro-cirúrgico (placa do bisturi).  Auxiliar na colocação dos campos cirúrgicos.  Prover as mesas do instrumentador e de cirurgião assistente com artigos e equipamentos necessários ao ato operatório.  Manter o ambiente asséptico.  Acompanhar a cirurgia provendo ao instrumentador artigos necessários ao ato operatório.  Manter boa iluminação da área cirúrgica  Manter o ambiente calmo.  Realizar controle de perda sanguínea por meio da pesagem das compressas e gazes utilizadas.  Preencher a ficha transoperatória, a fim de fornecer subsídios para continuidade dos cuidados de enfermagem.  Prover equipamento para monitoração (cardíaca, oximetria, pressão não- invasiva, capnografia).  Verificando seus SSVV.  Manter a ordem e a limpeza da sala durante todo o tempo em que a cirurgia estiver ocorrendo.  Suprir as necessidades de materiais e medicamentos que lhe forem solicitados.  Após o inicio da cirurgia, anotar o gasto cirurgico, anotando tudo de forma clara e precisa, com atenção aos códigos e quantidades utilizados.  Realizar a anotação de enfermagem,  Encaminhar peças para anátomo, de acordo com a rotina local;  Estar atento à quantidade de medicamentos utilizados, bem como os gases, devem anotar inicio e termino deles.  Anotar possíveis queixas do paciente e avisar a equipe, principalmente o anestesista.  Após o termino da cirurgia, o circulante deve retirar os campos de cima do paciente, cobrindo-o com lençol e encaminhá-lo à SRPA de acordo coma orientação médica.  Retirar da sala todo material, equipamento e roupas que foram utilizados, dando destino a cada um, de acordo com a rotina do local.  Solicitar ao serviço de apoio ou semelhante, a limpeza terminal/concorrente da sala.  Montar a sala para a próxima cirurgia; caso tenha cirurgia especifica, montar a sala com equipamentos básicos.
  • 18. 18 NO FINAL DA CIRURGIA, O CIRCULANTE DEVE:  Avisar o paciente do término do procedimento cirúrgico.  Auxiliar o cirurgião no curativo cirúrgico.  Retirar equipamentos, campos sujos e molhados que estão sobre o paciente.  Colocar o paciente em posição dorsal.  Verificar permeabilidade, fixação e drenagem de sondas, drenos e cateteres.  Remover a placa dispersiva do gerador eletro-cirúrgico.  Cobrir, aquecer e promover o conforto do paciente na mesa cirúrgica.  Ajudar o anestesiologista a manter a permeabilidade das vias aérea superiores.  Controlar a permeabilidade, fixação e gotejamento das infusões e irrigações.  Fazer anotações de enfermagem e ordem no prontuário.  Completar a ficha de débito.  Avisar o enfermeiro da recuperação pós-anestésica (RPA) ou da unidade de terapia intensiva das condições em que o paciente se encontra.  Transportar o paciente à RPA ou à sua unidade de origem de acordo com a rotina do CC. FASE DE DESMONTAGEM DA SALA:  Reunir todos os artigos não usados ( estéreis) e colocar no carrinho para  devolução ao centro de material e esterilização e farmácia ou central de suprimentos.  Calçar luvas de procedimentos.  Retirar da mesa de instrumentais artigos pérfurocortantes descartando em local apropriado designado pela instituição.  Desprezar artigos de uso único não cortantes em recipientes de lixo apropriados.  Encaminhar ampolas e frascos vazios de medicamentos controlados ao destino determinado pela instituição.  Reunir campo de pano nos “hampers”, revisando-os.  Retirar instrumental das mesas e colocar em suas caixas apropriadas para  devolução no CME verificando integridade, número de peças e colocando os mais delicados sobrepostos aos mais pesados.  Aspirar com o aspirador da sala todos os líquidos restantes em mesa cirúrgica e encaminhá-lo para limpeza conforma rotina da instituição.  Cânulas endotraqueais devem ser desprezadas após o uso.  Conexões do aspirador de secreções devem ser retiradas, desprezadas ou levadas ao expurgo.  Frascos de aspiração devem ser descartados ou trocados e desinfetados antes do uso da próxima cirurgia.
  • 19. 19  Lâminas de laringoscópios devem sobre processo de limpeza com água e sabão com pH neutro, utilizando-se uma escova para remoção da sujidade e desinfecção com álcool a 70%.  Recolher cubas e avulsos colocando-os no carrinho abastecedor de devolução.  Retirar luvas de procedimentos.  Lavar as mãos.  A roupa e o lixo devem ser retirados da sala de operação em carros fechados, seguindo a rotina da instituição.  Após as etapas anteriores, realizar a limpeza da sala de operação conforme  Preconizado pela instituição. Deve conter na sala cirúrgica:  Acessórios para o posicionamento do paciente na mesa cirúrgica  Soluções anti-sépticas (PVPI tópico e degermante, clorexidina).  Soluções medicamentosas como Ringer simples e lactato, soro fisiológico e Glicosado.  Medicamentos de forma geral e anestésicos.  Adesivos (micropore, esparadrapo).  Impressos, tais como: registro de anestesia, débito de sala, requisição de exames, descrição de cirurgia, prescrição médica, requisição de hemoderivados, etc. Artigos diversos em relação à equipe médica e à instrumentadora cirúrgica:  Controlar e orientar o uso correto do uniforme privativo, visando à segurança do paciente.  Auxiliar os elementos da equipe cirúrgica a vestirem o avental e as luvas.  Iniciar a abertura dos pacotes em seqüência de uso e obediência à técnica asséptica.  Luvas de todos os tamanhos (7,0; 7,5; 8,0; 8,5 e 9,0).  Pacotes de campos cirúrgicos (LAP).  Pacotes de aventais.  Pacotes de compressas grandes de pequenas.  Pacotes de gazes (10 a 20 unidades).  Fios de sutura comuns e específicos para o procedimento cirúrgico.  Caixa de instrumental cirúrgico.  Seringas; agulhas; equipos e artigos para anestesia.  Sondas; drenos e cateteres.  Cabo de bisturi elétrico e sistema de aspiração de secreção  Manoplas.  Bandejas de anestesia
  • 20. 20  Artigos específicos de acordo com o procedimento cirúrgico.  Checar a validade da esterilização e a integridade das embalagens dos artigos. LIMPEZA DA SALA DE OPERAÇÃO: É o procedimento de remoção de sujeira, detritos indesejáveis e microorganismos presentes nas superfícies dos equipamentos e acessórios, mobiliários, pisos, paredes mediante a aplicação de energia química, mecânica e térmica. A escolha do procedimento de limpeza deve estar condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e dos riscos inerentes de infecções hospitalares. São consideradas quatro etapas da limpeza em CC: Limpeza preparatória: realizada antes do início das cirurgias programadas do dia. Remover as partículas de poeira nas superfícies dos mobiliários, focos cirúrgicos e equipamentos com solução de álcool 70%. Limpeza operatória: realizada durante o procedimento cirúrgico consistindo apenas na remoção mecânica da sujidade (sangue e secreções) utilizando um pano comum embebido em agente químico de amplo espectro para que não ocorra secagem da superfície e disseminação contaminando o ar; Limpeza concorrente: Executada no término de cada cirurgia. Envolve procedimentos de retirada dos artigos sujos da sala, limpeza das superfícies horizontais dos móveis e equipamentos.  O hamper deve ser fechado e levado ao local de acesso à lavanderia.  O instrumental cirúrgico deve ser encaminhado ao expurgo da central de materiais e esterilização (CME) o mais cedo possível para o reprocessamento.  As conexões do aspirador de secreções devem ser retiradas, desprezadas ou  levadas ao expurgo da CME.  Artigos em aço inoxidável, de vidro, de borracha, utilizados na cirurgia recebem cuidados especiais. O conteúdo do frasco deve ser desprezado em local apropriado. Os frascos devem ser descartados ou trocados e desinfetados, antes do uso da próxima cirurgia.  As cânulas endotraqueais devem ser desprezadas após o uso.  As superfícies dos mobiliários e dos equipamentos existentes na SO devem ser  limpas com solução desinfetante, geralmente o álcool 70%.  Não usar hipoclorito de sódio em superfícies metálicas devido ao risco de corrosão dos metais.
  • 21. 21 O chão deve ser limpo usando máquinas lavadoras e extratoras. Como isso nem sempre é possível, recomenda-se o uso da um pano de chão seco e limpo a cada sala de operação e para cada limpeza concorrente, e após isso deve ser mandado à lavanderia para ser processado.  As paredes devem ser limpas somente se houver contaminação direta com material orgânico (secreção, muco, sangue, etc.), assim com o teto.  A SO pode ser montada para outra cirurgia. Limpeza terminal: diária e periódica. A limpeza diária é realizada após a última cirurgia programada do dia. Envolve todos os procedimentos da limpeza concorrente, acrescentados à limpeza de todos os equipamentos, acessórios e mobiliários, pisos e paredes da SO.  As portas devem ser limpas diariamente, especialmente o local próximo maçaneta.  O chão deve ser lavado com água e sabão.  As macas e os carros de transporte também devem ser limpos.  Os lavabos devem ser limpos, trocar a solução anti-séptica. ANESTESIA Sem anestesia, seria impossível a realização da maior parte dos procedimentos cirúrgicos.(HOFFER,J.L.) Anestesia (do grego antigo -, AN "ausência"; e ESTESIA, "sensação") tradicionalmente significa a condição de ter a sensibilidade (incluindo a dor) bloqueada ou temporariamente removida.  Michell afirmava “morte da dor”.  A palavra foi cunhada por Sr. Oliver Wendell Holmes em 1846, “sem sensação”;  Anestesia é um estado farmacologicamente induzido de amnesia, analgesia, perda de responsividade, perda de reflexos musculares esqueléticos e diminuída resposta a estresse.  Outra definição é uma "ausência de consciência reversível", seja uma ausência total de consciência (e.g., uma anestesia geral) ou uma ausência de consciência de uma parte do corpo como causam uma anestesia axial ou outro bloqueio de nervo.  Isso permite que os pacientes passem por cirurgias e outros procedimentos sem a angústia e a dor que experienciariam de outra maneira
  • 22. 22 AVALIAÇÃO PRÉ- OPERATÓRIA  Visita pré operatória;  Determinação dos diagnósticos efetivos, riscos e probabilidades;  Entrevista, exame físico, exames diagnósticos, dados laboratoriais, etc.; O QUE SE AVALIA  Avaliação do estado atual, processos patológicos, estado nutricional, função física, cognitiva, emocional;  Identificação dos fatores de risco cirúrgico, fatores que aumentem os riscos de complicações intra e pós-operatórias;  Plano de cuidados que diminua os riscos e aumente as possibilidades de complicações FORMAS DE AVALIAÇÃO ASA é um sistema de avaliação médico do risco anestésico-cirúrgico; É classificação quanto as condições físicas, desenvolvida pela ASA – American Society of Anesthesiologists para avaliação da gravidade das disfunções fisiológicas e anormalidades anatômicas é dada por:  ASA I – Nenhuma evidencia de distúrbio fisiológico, bioquímico ou psiquiátrico; o processo patológico que necessita de cirurgia não é sistêmico. Braz e Castiglia (2000, p16) = paciente sadio  ASA 2 – presença de distúrbio sistêmico de grau leve ou moderado, resultante ou do problema que requer a cirurgia ou de outros processos.  ASA 3 - presença de doença sistêmica graves.  ASA 4 – Presença de doenças sistêmicas graves com padrões já instalados de insuficiência e que constituem ameaça a vida, não sendo, necessariamente, corrigidas com cirurgia.  ASA 5 – classificação para pacientes moribundos com probabilidade mínima de sobrevivência. Braz e Castiglia (2000, p16)  ASA 6 - paciente com morte cerebral declarada cujos órgãos estão sendo removidos para doação.
  • 23. 23 Aspectos da avaliação  Idade;  Estado geral de consciência, nutricional e emocional;  Deformidades ou limitações físicas;  Histórico de doenças ou complicações anteriores; Obesidade: Obesidade IMC entre 26 e 29 estaria com excesso de peso; maior que 30 seriam obeso; acima obesidade mórbida. No caso deste últimos tem-se alteração fisiológicas severas: pulmonares, cardíacas, doenças associadas, acúmulo de tecido adiposo em determinadas regiões dificulta a entubação, punções, etc.. Sistema cardiovascular  Angina instavel;  Pacientes com Infarto do Miocárdio; não devem ser submetidos a cirurgia eletiva nos 6 meses;  No caso de hipertensão não controlada, aumenta a flutuações da PA e de FC, com risco de isquemia miocárdica ou acidente vascular cerebral; Sistema respiratório  Acúmulo de secreções (atelectesias, pneumonias) e por espasmo brônquico e bronquite podem levar a insuficiência respiratória;  A anestesia e a cirurgia vão diminuir os mecanismos de defesa orgânica e alterar a dinâmica pulmonar;  As cirurgias superiores e abdominais induzem mais as alterações;  A posição supina e anestesia geral reduzem a capacidade residual funcional e contribuem para o fechamento das VA; Sistema digestivo  Alterações gastrintestinais predispõem a alterações como desidratação, distúrbios eletrolíticos, nutricionais e o equilíbrio ácido-base.  Alcoolismo é uma doença crônica que compromete a recuperação anestésica; entre 6 a 8 hs inicia a síndrome de abstinência que de 2 a 5 dias evolui para o delirium tremens.  Mais predispostos idosos, cirurgias com duração superior 180min;  Tabagismo;  Asma, doença obstrutiva crônica;  Infecção do trato respiratório alto.
  • 24. 24 Sistema urinário  Identificar pacientes de alto risco, com função real diminuída;  Implica e dificuldades para excreção de drogas;  Susceptíveis a insuficiência renal no intra operatório. Sistema nervoso  Investigar desmaios, convulsões, paralisias, tremores, cefaléias, alterações de motricidades, uso de medicações; Medicação Pré – Operatório O objetivo da medicação é sedar o paciente para diminuir ansiedade. Pode ser: sedativos, ansioliticos, tranqüilizantes, analgésicos ou narcóticos, antieméticos. Funções exercidas pelo anestesiologista: • Aliviar a dor, • Bloquear a consciência, • Monitorizar o organismo, • Manter as funções vitais principalmente a respiração, • Manter a estabilidade cardíaca e vascular, • Prover reposição de líquidos (soroterapia) e de sangue (transfusão), • Manter a temperatura corporal, • Diagnosticar problemas que podem acontecer durante a realização do procedimento e tratar sempre que necessário, essas são as ANESTESTESIA LOCAL Esta anestesia é empregada para procedimentos menores nos quais o local cirúrgico é infiltrado com um anestésico local como lidocaína ou bupivacaína. Este tipo de anestesia não envolve perda da consciência e depressão das funções vitais, produzindo perda da sensibilidade temporária, causada pela inibição da condução nervosa.
  • 25. 25 ANESTESIA REGIONAL BLOQUEIOS DE NERVOS PERIFÉRICOS Através da administração de medicamentos obtemos anestesia de apenas algumas áreas do corpo. O anestesiologista administra o anestésico apenas ao redor dos nervos que irão para o local da cirurgia a ser realizada. Por exemplo, cirurgias sobre a mão podem ser realizadas com bloqueios dos nervos que inervam a mão, através da administração de anestésicos próximos a estes, na altura da axila ou do pescoço. Meninges: Membranas de tecido conjuntivo com função de proteger o encéfalo e a medula espinha. Divididas em: Dura-máter, Aracnóide, Pia-máter  Liquido Cefálo Raquidiano: Esse líquido flui continuamente pelo espaço subaracnóide (entre a aracnóide e a pia-mater), em torno do encéfalo e medula espinhal.  Sendo um meio de proteção, troca de nutrientes e de escórias entre o sangue e o tecido. ANESTESIA EPIDURAL / RAQUIANESTESIA Na epidural o anestésico é administrado no espaço peridural. Neste caso não há perfuração da duramater e nem perda liquórica. O bloqueio segmentar é produzido nas fibras sensoriais, espinhais e também nas fibras nervosas, podendo ser parcialmente bloqueadas. Na raquianestesia é geralmente administrada ao nível da coluna lombar, obtida pelo bloqueio dos nervos espinhais do espaço subaracnóide. O anestésico é depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da duramater. As diferenças entre raqui e peridural, são as quantidades totais de anestésicos, o local onde cada anestésico é administrado e o tipo de agulha utilizada. CATETER EPIDURAL A analgesia epidural é administração de fármacos, analgésicos / anestésicos, e que tem por fim o tratamento da dor. ANESTESIA GERAL Esse tipo de anestesia é administrado em cirurgias de grande porte. Cabeça, pescoço abdome superior, entre elas: Gastroplastia, Gastrectomia, Enterectomia, Abdominoplastia, Mamoplastia, Crianças,
  • 26. 26 A anestesia geral é obtida pela combinação de quatro elementos: hipnose, analgesia, relaxamento muscular e bloqueio das respostas reflexas do organismo ao estresse e ao trauma cirúrgico. Um dos objetivos fundamentais da anestesia geral é conferir ao paciente um estado de inconsciência de instalação suave e rápida, de maneira adequada, durante o tempo necessário e, a seguir, permitir uma recuperação rápida da consciência. TIPOS DE ANESTESIA GERAL 1 – Venosa: Anestesia obtida pela injeção de anestésicos numa veia do paciente. Atinge diretamente a corrente sangüínea e em seguida alcança o cérebro, onde o anestésico realiza sua ação principal. 2 – Inalatória: Anestesia feita pela inalação de gases e vapores anestésicos através das vias aéreas. Nos pulmões, o anestésico é absorvido pela corrente sangüínea e daí atinge o cérebro. 3 – Balanceada: Anestesia que combina o uso de medicamentos pelas vias inalatória e venosa. A associação permite reduzir as doses e obter melhores resultados com menos efeitos colaterais. Antes mesmo de o paciente entrar na sala de cirurgia, o anestesiologista é responsável pelo preparo de todos os equipamentos e materiais que serão utilizados na anestesia. Esse preparo exige tempo. Os equipamentos hoje utilizados para a realização da anestesia são complexos e sofisticados. Durante a cirurgia vários monitores e aparelhos eletrônicos são utilizados: o aparelho de anestesia, máquina de uso específico pelo anestesiologista; monitores como o aparelho de pressão (mede a pressão arterial); o estetoscópio (serve para auscultar as batidas do coração e os sons dos pulmões); eletrocardiógrafo (faz eletrocardiograma de forma contínua); oxímetro de pulso (mede a oxigenação do sangue); capnógrafo (mede a eliminação de gás carbônico pelos pulmões), termômetros (para verificar a temperatura corporal); analisadores de gases (para medir a concentração de anestésicos inalados). Profundidade da anestesia: A profundidade da anestesia é determinada por sinais físicos, sendo classificado em quatro estágios, cada um dos quais com grupo definido de sinais e sintomas. Estágio I: estágio inicial da anestesia até a perda da consciência. No primeiro: no início da anestesia onde o paciente respira a mistura anestésica no qual pode
  • 27. 27 experimentar sensação, calor, tontura, formigamento e movimentar-se. O pulso e a respiração são irregulares Estágio II: No segundo estágio, são caracterizados por agitação psicomotora, gritos, falas, risos, ou mesmo choro, o pulso torna-se rápido e respiração irregular, pode ser freqüentemente evitado através da administração do anestésico EV. Estágio de delírio e desaparecimento do reflexo palpebral,pupilas dilatadas e responde ao reflexo da luz. Estágio III: anestesia cirúrgica, obtida através da administração contínua de vapor ou gás, onde o cliente encontra-se inconsciente. Estágio IV: é atingido quando for administrada uma quantidade excessiva de anestésico. Com necessidade de intubação. Manejo de via aéreas: Intubação traqueal é a passagem de um tubo na traquéia pelo nariz ou boca. Vantagens da intubação  Vias aéreas livres e desobstruídas;  Redução do espaço morto;  Diminuição do esforço respiratório;  Não aspiração de corpos estranhos;  Possibilidade de aspiração;  Instalação de respiração artificial;  Controle da pressão intrapulmonar;  Prevenção de espasmos laríngeos;  Maior êxito no caso de ressuscitação cardiopulmonar. EXTUBAÇÃO  Avaliar a respiração espontânea do paciente; Realizar uma boa oxigenação do paciente; Antes da extubação aspirar secreções;  Retira-se a fixação do tubo;  Desinsufla o balonete;  Paciente deve respirar profundo;  Tracionar a cânula ao final da inspiração –(favorecer a abertura das cordas vocais evitando seu trauma)
  • 28. 28 PROBLEMAS COMUNS RELACIONADOS A ANESTESIA:  Dor Laringite,  Náuseas Vômitos,  Retenção urinária,  Flebite COMPLICAÇÕES Comumente são decorrentes do traumas e pressão: Manobras da intubação (traumatismos de dentes, língua , gengiva e lábios); faringite, laringites, bronquites, etc...  Pressão do balonete sobre a traquéia (isquemia, necrose, estenose traqueal) Orientações Gerais  Não beba ou coma coisa alguma pelo menos oito horas antes da operação. = Jejum  Diga ao Anestesiologista os nomes de todos os remédios que você toma ou tomou regularmente; em especial enumere aqueles a que você tem ALERGIA.  Você deve remover de sua boca quaisquer trabalhos dentários como dentaduras, pivôs, pontes, piercing.  Não use cosméticos ou produtos de beleza no dia da operação, deixe-os em sua casa.  Não leve para o hospital e muito menos para a Sala de Operações, jóias pessoais como anéis, pulseiras, relógios de pulso, brincos, como também piercing, grampos de cabelo, perucas, cílios postiços e outros objetos desnecessários.  Não mastigue chicletes ou goma de mascar antes da cirurgia, porque isto provoca aumento de ar e de sucos no estômago, possibilitando maior incidência de vômitos durante e após a anestesia.  Não deixe de tomar os medicamentos que faz uso regularmente, a não ser por orientação expressa do seu médico assistente ou do médico anestesiologista.  Leve todos os exames, bem como a ficha de seu convênio autorizada. SALA RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA A sala de recuperação pós – anestésica destina-se exclusivamente ao paciente no pós – operatório imediato. A (SRPA) deve fazer parte do mesmo bloco de centro cirurgico, ter fácil acesso e contar também com equipe preparada na assistência pós – operatória. A unidade deve ser constituída pelos seguintes elementos:  Área de preparo da medicação;  Secretaria;
  • 29. 29  Rouparia;  Sala de utilidades;  Área de tratamento do paciente A fase de recuperação pós – anestésica requer:  Medicação;  Pessoal especializado;  Equipamentos;  Monitores cardíacos de cabeceira;  Carro de emergência / Desfibrilador;  Maquinas de ECG;  Respiradores;  Bandeja de traqueostomia A sala deve conter:  Camas com grade  Colchão térmico  Aparelho de PA não invasivo  Iluminação indireta  Material básico para higiene e conforto do paciente  Material de urgência, preferencialmente um “carrinho de emergência”.  Medicamentos como analgésico e antitérmicos  Materiais descartáveis para uso nos procedimentos de enfermagem.  Bandejas montadas: traqueostomia, dissecção venosa, curativos, passagem de intracath, drenagens, cateterização e outros. A SRPA deve ser silenciosa e seguir os mesmos parâmetros das salas de cirurgia, quanto a paredes e pisos, e a temperatura ideal deve ser em torno de 20 a 22ºC, ter boa ventilação e possuir luz própria. Ao receber o paciente na SRPA, o auxiliar ou técnico de enfermagem deve acompanhar e observar o seguinte:  Diagnósticos médicos e tipo de cirurgia realizada;  Histórico médico pregresso e alergias;  Verificar a cirurgia realizada e a equipe que atuou;  Idade e condição geral do paciente;  Permeabilidade das vias aéreas;  Anestésico e outros medicamentos empregados durante o procedimento;  Quaisquer problemas que tenham ocorrido na sala de cirurgia que poderiam influenciar o cuidado; Informações específicas sobre as quais o cirurgião ou anestesiologista desejam ser notificados. Patologia encontrada;
  • 30. 30  Líquidos administrados, perda sangüínea estimada e líquidos de reposição;  verificar nível de consciência,  SSVV, = Avaliação dos sinais vitais de 15/15 minutos na primeira hora e 30 minutos nas duas horas subsequentes. Depois disso, caso se mantenham estáveis, serão verificados a cada 4 horas durante as primeiras 24 horas.  local de incisão cirúrgica,  tipo de curativo e aspecto,  locais de dreno e condições dele,  acesso venoso e tipo de medicamentos infundido.  Verificar sondas e drenos;  Controlar diurese;  Anotar as intercorrências.  Seguir a prescrição e orientação do anestesista. O paciente permanece na SRPA até passar o efeito anestésico, ou parte dele, de acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesiologista. Cada hospital tem sua rotina própria para liberação do paciente da SRPA, fazendo uso de anotações em impressos próprios da SRPA ou mesmo na folha de anotação de enfermagem. Independentemente do local, os critérios de avaliação são os seguintes:  atividade muscular  respiração  circulação  consciência  coloração da pele Durante a permanência do paciente na SRPA, estar atento a qualquer intercorrência, especificamente quanto a:  Queda de PA e pulso – pois pode ser sinais de choque  Náusea e o Vômito: A enfermagem deve intervir no primeiro relato de náusea do paciente para controlar o problema em lugar de aguardar que ela progrida até o vômito. (Smeltzer & Bare, 2005)  Dor intensa:  Desconforto generalizado  Distensão abdominal  Alteração no nível de consciência  Bradicardia : FC< 60 ( severa <45) e taquicardia: FC> 100 .  Hipotensão:PA< 90/60 e Hipertensão: PA>140/90  Dessaturação : satO2 < 90%
  • 31. 31 Sinais clássicos de choque: = PEDIR AJUDA  Palidez;  Pele fria e úmida;  Respiração rápida;  Cianose dos lábios, gengivas e língua;  Pulso rápido, fraco e filiforme  Pressão arterial baixa e urina concentrada.  Hipotermia e tremores pós-operatórios.  Sangramentos e drenos.  queda de PA e pulso – pois pode dizer sinais de choque  taquicardia  vômitos  dor intensa  desconforto generalizado  distensão abdominal  alteração no nível de consciência  Parada cardio-respiratória ATENÇÃO! Toda e qualquer intercorrência deve estar bem anotada, e comunicar imediatamente ao anestesista, para avaliar o paciente e tomar as medidas necessárias. ESCALA DE ALDRETE-KROULIK A utilização de pontos de uma tabela para avaliar o estado físico do paciente teve sua origem em 1953, quando Apgar começou a avaliar recém-nascidos e criou a sua sistemática. Em 1970, Aldrete e Kroulik propuseram um sistema numérico de avaliação pós-anestésica permitindo uma coleta de dados com critério definido realizada pela enfermeira da RA. A partir de então, muitas Salas de Recuperação Pós Anestésicas incorporaram esse sistema de avaliação numérica no exame inicial de admissão do paciente na RA e em intervalos regulares até o momento da alta, sendo o mais utilizado atualmente. O sistema de Aldrete–Kroulik permite avaliação dos seguintes parâmetros: atividade do paciente, respiração, circulação, consciência e saturação de oxigênio. Atribui-se uma pontuação que varia de 0 a 2 para cada parâmetro, na qual o 0 indica condições de maior gravidade, o 1 corresponde a um nível intermediário e o 2 representa a melhor função.
  • 32. 32 COMPLICAÇÕES PÓS – OPERATÓRIAS Realizar cuidados específicos ao paciente de acordo com os sinais e sintomas que vão surgindo no período de assistência na SRPA, onde cabe a equipe estar atenta e saber realizar os cuidados sem dificuldade, evitando atrapalho aos demais membros da equipe.Onde temos que saber algumas prevenções de complicações: Complicações Respiratórias: Estão entre as mais freqüentes e sérias que a equipe de cirurgia enfrenta, pode ser causada por:  doença respiratória,  efeitos anestésico,  broncoaspiração,  imobilidade PO prolongada,  cânula endotraqueal,  aumento da secreção na arvore brônquica = AS complicações mais comuns são:  hipoventilação,  obstruçãoVAS,  broncoespasmo ,  pneumotórax ,  hemotórax  hipoxemia. Complicações gastrointestinais: As alterações digestivas durante a anestesia incluem:  modificação do volume, conteúdo e motilidade das vísceras, favorecendo o aparecimento das principais complicações como náuseas e vômitos e distensão abdominal. Complicações cardiovasculares: Problemas comuns incluem:  hipotensão,  hipertensão,  arritmias,  bradicardia,  taquicardias,  disritmias,  parada cardíaca  hipovolemia. Complicações urológicas: Alterar a função renal de varias maneiras, a anestesia geral diminui o fluxo sanguíneo renal, a filtração glomerular e o fluxo urinário.Os
  • 33. 33 efeitos ocorrem nos bloqueios, principalmente na raqueanestesia, em função da extensão do bloqueio e da hipotensão resultante. As complicações mais comuns são:  oligúria  retenção urinaria. Complicações metabólicas: Alterações ácido-básico são provocados por déficit ou excesso de bicarbonato ou acido carbônico no liquido extracelular. Os tipos de alterações são:  Acidose Metabólica, / Alcalose Metabólica,  Acidose Respiratória / Alcalose. Respiratória. Complicações hematológicas: A equipe deve estar preparada para reconhecer as complicações hematológicas, entre elas:  As reações transfunsionais como reações hemolíticas pós- transfusões( os eritrócitos hemolisados liberam hemoglobina livre, provocando lesão renal). Causa: transfusão de sangue incompatível. Complicações neurológicas: Atingem o SNC são as mais temidas, entre elas:  anoxia cerebral. = agitação, excitação, delírio e convulsões. Outras complicações: São inúmeras, desde a interações medicamentosas com os agentes anestésicos, até aqueles inerentes ao ato cirúrgico. Incluem:  hipotermia,  hipertermia,  dor,  soluços,  hipertermia maligna,  calafrios  tremores e alergias. ALTA DA SRPA: O paciente permanece na SRPA até passar o efeito anestésico, ou parte dele, de acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesiologista. Só deve liberar o paciente da SRPA prescrita pelo anestesista; deve ser anotado o horário de saída do paciente, bem como as condições em que ele se encontra, e também para quem está sendo entregue. Cada hospital tem sua rotina própria para liberação do paciente da SRPA, fazendo uso de anotações em impressos próprios da SRPA ou mesmo na folha de anotação de enfermagem. Independentemente do local, os critérios de avaliação são os seguintes:
  • 34. 34  atividade muscular  respiração  circulação  consciência  coloração da pele CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE ALTA  Orientação no tempo e espaço  Estabilidade dos sinais vitais há mais de 60 minutos  Ausência de náusea e vômitos  Ausência de dificuldade respiratória  Capacidade de ingerir líquidos  Capacidade de locomoção como antes, se a cirurgia permitir  Sangramento mínimo ou ausente  Ausência de dor de grande intensidade  Ausência de sinais de retenção urinária  Dar conhecimento ao paciente e ao acompanhante, verbalmente e por escrito, das instruções relativas aos cuidados pós-anestésicos e no pós-operatório, bem como a determinação da unidade para atendimento das eventuais ocorrências PARTICULARIDADES ESPECÍFICAS DA CRIANÇA QUE DEVEM SER CONSIDERADAS ANTES DA ALTA  Sinais vitais e nível de consciência normais para a idade e de acordo com as condições pré-operatórias  Reflexos protetores das vias aéreas presentes  Sem ocorrência de complicações perioperatórias  Sem complicações cirúrgicas  Deambulação apropriada para a idade  Locomoção para casa em veículo próprio (com dois acompanhantes ou táxi) Pontos importantes  Avaliação do paciente no momento da recepção e comparação com os dados obtidos no histórico do paciente pré-cirúrgico;  Avaliação do local da incisão quanto a sinais de hemorragia visível;  Aplicação imediata dos índices de Aldrete e Kroulik ou Stward (bromage ou Saraiva);  Atenção para o relato cirúrgico quanto a complicações intra-operatórias;
  • 35. 35  Controle rigoroso dos sinais vitais e da dor;  Controle rigoroso dos débitos e permeabilidade dos drenos, caso existam;  Controle rigoroso do débito urinário;  Controle da entrada e saída de líquidos no paciente;  Anotar o relato da estada do paciente no prontuário para informação dos profissionais das unidades. CENTRAL DE MATERIAL DE ESTERILIZAÇÃO – CME Trata-se de um setor especifico, com serviço próprio, independente do CC, com o objetivo de cuidar de todo material inerente à instituição. Segundo o Ministério da Saúde, “centro de Material Esterilizado é o conjunto de elementos destinados a lavagem, preparo e esterilização, guarda e distribuição de material para as unidades do hospital”. TERMOS:  Desinfetar:é destruir apenas os germes.  Desinfetante: substância química usada para esterilizar para realizar desinfecção.  Anti-séptico: substância química que impede a proliferação de bactérias.  Anti-sepsia: conjunto de medidas usadas para evitar a atividade e proliferação de microorganismos.  Bactericidas: agentes que destroem, matam as bactérias.  Bacteriostáticos: agentes que inibem o crescimento das bactérias.  Degermação: é redução ou remoção das bactérias da pele, seja por meio da limpeza química ou mecânica.  Esterilidade: resultado da esterilização  Viricida: agente que destruí os vírus. LOCALIZAÇÃO Pode estar vinculado ou não ao Centro Cirúrgico, respeitando as exigências das Normas Técnicas.  Centralizado – quando ocupa-se de todo o material do hospital.  Parcialmente centralizado – cada unidade prepara o material e envia ao CME.  Descentralizado – cada unidade cuida do seu material.
  • 36. 36 VANTAGENS:  Economia de pessoal e material;  Controle de gastos e suprimentos;  Controle adequado de todo material;  Pessoal treinado, possibilitando maior confiabilidade no processo de esterilização. ÁREAS QUE COMPÕEM A C.M .E RECEPÇÃO E EXPURGO: é área que recebe o material “sujo”, vindo do CC e das outras unidades de interação, com o objetivo de fazer a limpeza, podendo ser por maquinas ou material. O funcionário deve fazer uso de E.P.I.,bem como touca descartável. PREPARO DO MATERIAL: o material, após a lavagem, é passado para essa área para secagem e preparo do seu acondicionamento, para ser encaminhado à esterilização. Os pacotes são embalados em material próprio, como: tecido de algodão cru, papel grau cirúrgico ou caixas metálicas. São identificados por clinica e tipo de procedimento. ÁREAS DE ESTERILIZAÇÃO: é o local reservado para esterilização propriamente dita do material, por processo físico ou químico, com o objetivo de destruir todas as formas de vida microbiana. Esse local conta com equipamentos como as autoclaves a vapor. ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS: é a área destinada ao armazenamento/acondicionamento dos materiais que já sofreram o processo de esterilização, é também a área responsável pela distribuição do material entre as demais unidades. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS CRÍTICOS: são os materiais que entram em contato direto com a mucosa íntegra do paciente. Exemplo: termômetro, endoscópio, material de vídeo. Devem ser desinfetados a alto nível, ocorrendo a destruição dos germes. NÃO- CRÍTICOS: são os materiais que entram em contato direto com a pele íntegra. Exemplo: foco, telefone, mesa cirúrgica, pisos, paredes. Devem ser desinfetados a baixo nível, inativando algumas formas de germes.
  • 37. 37 LIMPEZA E DESINFECÇÃO ÁREA DE EXPURGO: PROCESSO MANUAL DE LIMPEZA DOS INSTRUMENTAIS: 1. colocar as pinças em solução desinfetante / desimática, abertas, por 15 minutos; 2. lavá-las em água corrente com escova; 3. seca-las com compressa PROCESSO MECÂNICO: 1. lavar os materiais em maquinas próprias, de acordo com orientação do fabricante. Material de vídeo: 1. colocar as pinças em solução desinfetante, abertas, por 15 minutos; 2. lavá-las em água corrente com escova; 3. seca-la com compressa Material de borracha: 1. colocar as pinças em solução desinfetante, abertas, por 15 minutos; 2. lavá-las em água corrente com escova; 3. seca-la com compressa. ESTERILIZAÇÃO Esterilizar: é a processo de destruição de todos os microorganismos patogênicos e não patogênicos. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO:  Calor úmido – vapor saturado sob pressão (autoclave)  Calor Calor seco – ar quente (estufa)  Físico Radiação Raio gama de cobalto 60  Óxido de etileno  Físico- Químico: Peróxido de hidrogênio, Glutaraldeido aquoso a 2%  Químico Líquidos: Formaldeido aquoso a 10%, Formaldeido alcoólico a 8% CONTROLE DE ESTERILIZAÇÃO É a verificação se os materiais estão realmente esterilizados. Segundo o Ministério da Saúde, são determinados três mecanismos de controle de qualidade para esterilização: física, química e biológica.  Física: através de termômetro e manômetro, que apontam a temperatura e pressão na execução da esterilização. Não garante se o processo foi seletivo ou não.
  • 38. 38  Química: através de tiras reagentes à temperatura, que são colocadas no interior da autoclave, em locais diferentes.  Biológica: através de indicador biológico: fitas ou ampolas com prazo determinado para alteração. É a que mais assegura a esterilização. Fluxo dos Funcionários Da área de Limpeza (expurgo) O funcionário que estiver alocado neste ambiente deverá dirigir-se ao vestiário desta mesma área, paramentar-se com EPIs preconizadas para este ambiente: gorro e máscaras descartáveis, avental impermeável de manga longa, luvas de borracha antiderrapante de cano longo, óculos protetores, botas ou protetores de perna e pé impermeáveis descartáveis e protetor auditivo, por conta da grande exposição a materiais biológicos, a produtos químicos e pelo ruído das lavadoras. Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os EPIs e as vestimentas utilizadas em suas atividades. Da área de Preparo e Esterilização (limpa) O funcionário que estiver alocado neste ambiente deverá dirigir-se ao vestiário desta mesma área, paramentar-se com EPIs preconizadas para este ambiente: (gorro, máscara, luva de procedimento, sapatos fechados, luvas de amianto p/ carregamento das autoclaves). Da área de Armazenamento (arsenal) Por este local ser exclusivo e de acesso restrito, o funcionário que estiver alocado neste ambiente permanecerá na área de preparo durante sua jornada de trabalho, somente tendo acesso a esta área nos horário de descarregamento das autoclaves, guarda e distribuição de materiais. EPIs preconizadas para este ambiente: luvas de amianto (risco queimaduras) , avental de mangas longas e gorro, sapatos fechados. Observações: A escala dos funcionários será em forma de rodizio de áreas, pré- determinado. A escolha da utilização de paramentarão restrita ( pijama) será para limitar ou restringir o acesso livre .
  • 39. 39 SEQUÊNCIA PARA MONTAR PACOTES DE CAMPOS CIRÚRGICOS = HOSPITAL MATERNIDADE JARAGUÁ PACOTE CAMPO GRANDE 2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO) 3 CAMPOS TIPO OPM 1 CAMPO TIPO OPM 1 SACO MESA 2 AVENTAIS 2 COMPRESSAS (P/ SECAR AS MÃOS) PACOTE CAMPO PEQUENO 2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO) 1 CAMPO TIPO FENESTRADO GRANDE 1 CAMPO TIPO O 1 CAMPO TIPO OPM 1 SACO DE MESA 2 AVENTAIS 2 COMPRESSAS (P/ SECAR AS MÃOS) PACOTE CAMPOS AVULSOS 2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO) 4 CAMPOS TIPO O PACOTE CAMPO CURETAGEM 2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO) 4 CAMPOS TIPO OPM 1 AVENTAL 1 COMPRESSA (P/ SECAR AS MÃOS) PACOTE CAMPO SALA DE PARTO 2 CAMPOS ALGODÃO CRÚ (INVÓLUCRO) 5 CAMPOS 5 COMPRESSAS 1 AVENTAL 10 GAZES
  • 40. 40 Instrumentos cirúrgicos Sabemos que a palavra cirurgia significa operação manual, pois deriva do grego cheir (mão) e ergon (trabalho). É evidente que um ato cirúrgico requer também instrumentos para aumentar a destreza do operador e possibilitar a realização de manobras impossíveis de serem executadas apenas com as mãos. Usamos os termos instrumento para denominar cada peça, em particular; e instrumental para o conjunto destas peças. O número de instrumentos cirúrgicos é incontável; ao longo dos tempos os cirurgiões vêm criando e modificando novos elementos, que vão são incorporados aos já existentes. Quase sempre levam o nome de seus idealizadores, muitas vezes diferindo apenas em detalhes muito pequenos. No rotina da clínica cirúrgica veterinária utilizamos um universo relativamente reduzido, destas peças, se comparado com a diversidade estampada nos catálogos dos fabricantes. Estes instrumentos são divididos em suas diferentes categorias. CLASSIFICAÇÃO Instrumentais de diérese: Constituído pelos bisturis e tesouras, serras, agulhas, trépano, ruginas e outros, utilizados nas cirurgias gerais, assim como nas especiais.  Bisturi é um instrumento cirúrgico, usado para fazer incisões, caracterizado por possuir uma lâmina muito afiada. Há diversos tamanhos de cabo e tipos de lâminas, para funções específicas  Cabos: Os tipos mais comumente utilizados na dierése incisional são os de número 3 e o 7, sendo este último mais longo e fino. São preparados para receber uma variedade de tipos de lâminas por meio de sua fenda receptora.  Lâminas: Com relação aos tipos de lâminas podemos citar: lâmina no. 15 é pequena e utilizada para incisões no mucoperiósteo; no. 10 tem formato semelhante á anterior, porém um pouco mais longa e utilizada para incisões maiores na pele; no. 11 apresenta ponta bem mais afiada indicada para pequenas incisões como as de abcessos e por último no. 12 a qual apresenta ponta curva adequada para procedimentos mucogengivais. Colocação e remoção da lâmina: Para conectar a lâmina ao cabo é necessária a utilização de um porta-agulha de modo a evitar cortes ao manuseá-la. Segura-se a lâmina em sua extremidade superior com o porta-agulha que possui uma estrutura metálica que assegura
  • 41. 41 apreensão. O cabo é segurado pelo corpo de modo que a face cortante da lâmina fique apontada para cima. A lâmina é deslizada pelo cabo até que haja um estalido. A remoção obedece aos mesmos procedimentos, entretanto o porta-agulha deverá segurar a lâmina em sua porção mais distal e superior levantando-a para desconectá- la e deslizando-a em sentido oposto ao anterior.  As tesouras mais utilizadas: reta para o corte de fios, de secção ou curva (Mayo) e a de dissecção, mais delicada (Metzembaum) tesouras tesouras reta e curva Instrumentais para hemostasia: Esse grupo é constituído por todos aqueles destinados ao pinçamento de vasos sangrantes. Representados por pinças nas formas retas e curvas, por exemplo, as pinças Kelly, Halstead, Rochester, preferidas pelo cirurgião devido a proporcionarem um manuseio mais fácil. As pinças hemostáticas são usadas em situações que exigem instrumentos mais longos. As pinças atraumáticas são usadas para hemostasia temporária. A hemostasia pode ser temporária ou definitiva, preventiva ou corretiva. O método de hemostasia por pinçamento é cruento e temporário, podendo tranformar-se em definitivo por ligadura, cauterização ou angiotripsia. Em cirurgia vascular, utilizam- se pinças hemostáticas atraumáticas para que não se produzam danos na parede dos vasos quando aplicados, não favorecendo a trombose. As atraumáticas mais utilizadas são as de Buldogue e Satinsky. As pinças hemostáticas traumáticas quando aplicadas são substituídas por ligadura ou eletrocoagulação, sendo as mais utilizadas: Rochester, Kelly e a longa de Mixter. Instrumentais para preensão: É o destinado a segurar e suspender as vísceras e órgãos, como as pinças elásticas e pinças com anéis e cremalheira. Pinça de preensão intestinal ou de Allis; pinça de preensão aponeurótica ou de Kocher, pinças de Foerstes e Ballenger e as chamadas pinças de campo ou Backaus Instrumentais para separação: Formado por afastadores é destinado à exposição, permitindo a melhor visualização da cavidade operatória. Os afastadores são divididos em dois grupos: auto-estáticos e dinâmicos. Os afastadores dinâmicos mais conhecidos são os de
  • 42. 42 Farabeuf, as válvulas manuais de Doyen e a válvula supra-púbica. Os estáticos mais conhecidos são o Gosset e o Balfour Instrumentais e material para a síntese: É representado basicamente pelas agulhas de sutura, porta-agulhas e principalmente pelos fios cirúrgicos, grampos e fitas adesivas de pele.  AGULHAS - São utilizadas para transfixar os tecidos como guia aos fios de sutura, podendo ser classificadas como retas ou curvas, podendo ser cilindricas ou cortantes; as que já vem montadas com o fio, são denominadas agulhas atraumáticas, proporcionando orifícios de entrada e saída menos traumáticos. As agulhas curvas, possuem raio de curvatura variável, adaptando-se a cada tipo de síntese.  PINÇAS - As utilizadas para a síntese são as pinças de dissecção: anatômica que não possui dentes na extremidade e portanto são menos traumatizantes ao apreenderem as bordas, e a pinça dente de rato que possui dentes na sua extremidade e portanto favorecem melhor apreensão.  PORTA-AGULHAS - São utilizados para a condução de agulhas curvas, sendo os mais utilizados: MAYO, HEGAR e MATHIEU. NOMENCLATURAS / Terminologia Cirúrgica São Vocábulos e expressões utilizadas na área médico-Cirúrgica É de fundamental importância que os profissionais de saúde conheçam os termos cirúrgicos para que não haja nenhum problema na interpretação de prontuários e prescrições médicas. As terminologias facilitam, principalmente, o trabalho dos profissionais de saúde que trabalham: no centro de materiais esterilizados, e Centro Cirúrgico, pois eles podem preparar os materiais necessários com mais agilidade e facilidade. Nos setores, para realizar o preparo cirúrgico adequado. Cabe ao pessoal de enfermagem entender os diversos aspectos que envolvem o procedimento cirúrgico, em especial a terminologia pertinente. Essa terminologia é formada por prefixos, que designam a parte do corpo relacionada à cirurgia, e por sufixos, que indicam o ato cirúrgico referente. Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são:
  • 43. 43  fornecer a definição do termo cirúrgico;  descrever os tipos de cirurgia;  facilitar o preparo dos instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados para cada tipo de cirurgia. PREFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS: PREFIXO = RELATIVO A  Adeno = glândula  Blefaro = pálpebra  Cisto = bexiga  Cole = vesícula  Colo = colon  Colpo = vagina  Entero = intestino delgado  Gastro = estômago  Histero = útero  Nefro = rim  Oftalmo = olho  Ooforo = ovário  Orqui = testículo  Osteo = osso  Oto = ouvido  Proto = reto  Rino = nariz  Salpingo = trompa  Traqueo = traqueia SUFIXOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA E SEUS SIGNIFICADOS SUFIXO = SIGNIFICADO  Ectomia = remoção parcial ou total  Pexia = fixação de um órgão  Plastia = alteração de forma e / ou função / plástica  Rafia = sutura  Scopia = visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos com lentes  (s) tomia = abertura de um órgão ou de uma nova boca
  • 44. 44 OPERAÇÕES DE REMOÇÃO (ECTOMIA) Apendicectomia - remoção do apêndice Cistectomia- remoção da bexiga Colecistectomia - remoção da vesícula biliar Colectomia - remoção do colo Embolectomia - extração de um êmbolo Esofagectomia - remoção do esôfago Esplenectomia - remoção do baço Fistulectomia - remoção de fístula Gastrectomia - remoção parcial ou total do estômago Hemorroidectomia - remoção de hemorróidas Hepatoectomia - remoção de parte do fígado Histerectomia- extirpação do útero Lobectomia - remoção de um lobo de um órgão Mastectomia - remoção da mama Miomectomia - remoção de mioma Nefrectomia - remoção do rim Ooforectomia - remoção do ovário Pancreatectomia - remoção do pâncreas Pneumectomia - remoção do pulmão Prostatectomia - remoção da próstata Retossigmoidectomia - remoção do retossigmóide Salpingectomia - extirpação da trompa Tireoidectomia - remoção da tireoide OPERAÇÕES DE ABERTURA (TOMIA)  Artrotomia - abertura da articulação  Broncotomia - abertura do brônquio  Cardiotomia - abertura do cárdia (transição esôfago-gástrica)  cistostomia - bexiga para drenagem da urina por sonda  Coledocotomia - abertura e exploração do colédoco  Duodenotomia - abertura do duodeno  Flebotomia - dissecção (individualização e cateterismo) de veia  Laparotomia - abertura da cavidade abdominal  Papilotomia - abertura da papila duodenal  Toracotomia - abertura da parede torácica
  • 45. 45 CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS BOCAS (STOMIA)  Cistostomia - abertura da bexiga para drenagem de urina  Colecistostomia - abertura e colocação de dreno na vesícula biliar  Coledocostomia - colocação de dreno no colédoco para drenagem  Colostomia - abertura do colo através da parede abdominal  Enterostomia - abertura do intestino através da parede abdominal  Flebotomia - dissecção de veia  Gastrostomia abertura e colocação de uma sonda no estômago através da parede abdominal  Hepatotomia - fígado  Ileostomia - formação de abertura artificial no íleo e colocação de uma sonda  Jejunostomia - colocação de sonda no JeJuno para alimentação  Nefrostomia - colocação de sonda no rim para drenagem de urina  Toracostomia – parede torácica ( para drenagem)  Traqueostomia – traqueia ( para facilitar a entrada de ar)  Ureterolitotomia – ureter ( para retirada de cálculo) OPERAÇÕES DE FIXAÇÃO ou REPOSICIONAMENTO (PEXIA)  Histeropexia - suspensão e fixação do útero  Nefropexia - suspensão e fixação do rim  Orquiopexia - abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa  Cistopexia – Fixação da bexiga geralmente á parede abdominal OPERAÇÕES PARA ALTERAÇÃO DA FORMA E/OU FUNÇÃO (PLASTIA)  Piloroplastia - plástica do piloro para aumentar seu diâmetro  Rinoplastia - plástica do nariz  Artoplastia – articulação, para restaurar movimentos e função  Blefaroplastia – pálpebras  Mamoplastia - mama  Salpingoplastia - plástica da trompa para sua recanalização  Toracoplastia - plástica da parede torácica OPERAÇÕES DE SUTURA (RAFIA)  Colporrafia - sutura da vagina  Gastrorrafia - sutura do estômago  Herniorrafia - sutura da hérnia  Perineorrafia - sutura do perineo  Tenorrafia - sutura de tendão
  • 46. 46 EXAME PARA OBSERVAÇÃO E EXPLORAÇÃO SOB VISÃO (SCOPIA)  Artroscopia - das articulação  Broncoscopia - dos brônquios  Cistoscopia - da bexiga  Colposcopia - da vagina  Colonoscopia - do cólon  Duodenoscopia – do duodeno  Esofagoscopia - para esôfago  Gastroscopia - para estômago  Laringoscopia - idem para laringe  Laparoscopia - idem para cavidade abdominal  Retossigmoidoscopia - idem para retossigmóide TRATAMENTO CIRÚRGICO É um método de tratamento de doenças, lesões ou deformidades internas e externas executado através de técnicas geralmente realizadas com o auxílio de instrumentos. A cirurgia abrange a abertura ou não do corpo com a finalidade diagnóstica, terapêutica ou estética. À partir deste conceito, podemos dizer que enfermagem cirúrgica é aquela que trata dos cuidados globais de enfermagem prestados aos pacientes nos períodos pré-operatório, trans-operatório e pósoperatório. Esses cuidados objetivam minimizar os riscos cirúrgicos, dar maior segurança ao paciente e reabilitá-lo para se reintegrar à família e à sociedade o mais rápido possível. Histórico da cirurgia: escavações demonstram instrumentais sugestivos de procedimentos cirúrgicos pelos povos primitivos, com técnicas que abrangiam tratamento de feridas, correção de fraturas, trepanação, circuncisão, etc. No século VI e V a.C. : Grécia com a Medicina dos Templos. Hipócrates deu o cunho científico à medicina , onde desenvolveu técnicas cirúrgicas, vindo do grego: cirurgião (cheir = mão, ergon = trabalho). História da anestesia: nasce o grande fortalecedor da cirurgia, com os egípcios sendo os representantes de maior destaque. Uso inicial pela odontologia.
  • 47. 47 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS  As cirurgias podem ser classificadas quanto à urgência cirúrgica que engloba: Cirurgia eletiva: Tratamento cirúrgico proposto, mas cuja realização pode aguardar ocasião mais propícia, ou seja, pode ser programado. Por exemplo: mamoplastia, gastrectomia. Cirurgia de urgência: Tratamento cirúrgico que requer pronta atenção e deve ser realizado dentro de 24 a 48 horas. Por exemplo: apendicectomia, brida intestinal. Cirurgia de emergência: Tratamento cirúrgico que requer atenção imediata por se tratar de uma situação crítica. Por exemplo: Ferimento por arma de fogo em região pré- cordial, hematoma subdural.  As cirurgias podem ser classificadas de acordo com a finalidade do tratamento cirúrgico: Cirurgia Curativa: Tem por objetivo extirpar ou corrigir a causa da doença, devolvendo a saúde ao paciente. Para essa finalidade é necessário as vezes a retirada parcial ou total de um órgão. Este tipo de cirurgia tem uma significação menos otimista quando se trata de câncer, neste caso, a operação curativa é aquela que permite uma sobrevida de alguns anos. Cirurgia Paliativa: Tem a finalidade de atenuar ou buscar uma alternativa para aliviar o mal, mas não cura a doença. Cirurgia Diagnóstica: Realizada com o objetivo de ajudar no esclarecimento da doença. Cirurgia Reparadora: Reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por enfermidade ou traumatismo. Cirurgia Reconstrutora / cosmética / plástica: Realizada com objetivos estéticos ou reparadores, para fins de embelezamento. Cirurgia limpa: Primariamente fechada, sem a presença de dreno, não traumática. Realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Cirurgias em que não ocorreram penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
  • 48. 48 Cirurgia potencialmente contaminada: Realizada em tecidos colonizados por microbiota pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Cirurgia contaminada: Cirurgia realizada em tecidos abertos e recentemente traumatizados, colonizados por microbiota bacteriana abundante, de descontaminação difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenha ocorrido falha técnica grosseira, na ausência de supuração local; presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se inclui nesta categoria. Cirurgia infectada: São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Por exemplo: cirurgias de reto e ânus com secreção purulenta. PORTES E TEMPOS CIRURGICO As cirurgias podem ainda ser classificadas quanto ao porte cirúrgico ou risco cardiológico (pequeno, médio ou grande porte), ou seja, a probabilidade de perda de fluidos e sangue durante sua realização. Grande porte: Com grande probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cirurgias de emergência, vasculares arteriais. Médio Porte: Com média probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cabeça e pescoço, ressecção de carcinoma, ortopedia prótese de quadril. Pequeno porte: Com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: plástica mamoplastia e endoscopia. Quanto ao tempo de duração as cirurgias ainda podem ser classificadas quanto a: Porte I: com tempo de duração de até 2 horas. Porte II: cirurgias que duram de 2 a 4 horas. Porte III: de 4 a 6 horas de duração. Porte IV: com tempo de duração acima de 6 horas.
  • 49. 49 POSIÇÕES PARA CIRURGIAS: Posições Cirúrgicas É aquela em que o paciente é colocado, depois de anestesiado, para ser submetido à intervenção cirúrgica, de modo a propiciar acesso fácil ao campo operatório. As principais posições cirúrgicas são:  Decúbito dorsal  Trendelenburg  Decúbito lateral  Ginecológica  Decubito ventral Posição dorsal - nesta posição, o paciente deve ser mentido em decúbito dorsal ou supino, tendo as pernas esticadas e os braços estendidos ao longo do corpo. É a posição mais comumente usada para as cirurgias abdominais supra e infraumbilical, algumas torácicas, vasculares. De todas as posições cirúrgicas, é a mais utilizada é que menos Complicações traz ao paciente. Cuidados de enfermagem :  braços sob suporte < 90º (longo do corpo)  pernas: estendidas, descruzada  coxim sob cabeça e joelhos. Complicações possíveis: lombalgia, dispnéia, opressão (hipóxia, palidez,) pressão em proeminências ósseas, queda plantar, curvatura da coluna, contratura do pescoço, tensão abdominal, rotação externa dos fêmures. Posição ventral - é a posição em que o paciente é colocado com o abdome para baixo, tendo a cabeça voltada para um dos lados e apoiada num travesseiro, as pernas estiradas, os braços ligeiramente flexionados e apoiados em suportes. Esta posição exige, ainda a colocação, de coxins sob os ombros, para facilitar a expansão pulmonar, sob a região infra-umbilical e sob a face anterior dos pés, para evitar a distensão muscular, importante observar expansão pulmonar e liberação das mamas,
  • 50. 50 É indicada para cirurgias para a região posterior do corpo, (dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital ), sendo que, nesta última, a cabeça precisa estar apoiada, pela região frontal, num suporte acolchoado. Cuidados de enfermagem :  travesseiros ou coxins no abdome, nos MMII Complicações possíveis: deslocamento e superestendidos de ombro, compressão de nervo radial, tensão abdominal, dispneia. Posição lateral ou sims- nesta posição, o paciente é colocado sobre um dos lados, tendo a perna inferior estendida e a superior flexionada, separadas por um coxim ou travesseiro. Coloca-se também, um coxim sob a linha da cintura e, a seguir, fixa-se o paciente transversalmente à mesa cirúrgica com uma faixa larga de esparadrapo, passada sobre o quadril. Esta posição é utilizada para as intervenções cirúrgicas de acesso aos rins. Cuidados de enfermagem :  travesseiros: sob cabeça, entre as pernas (perna de baixa reta de cima flexionada).  retorno à posição: lento! Complicações possíveis: lombalgia, pressão proeminências ósseas (quadril, ombro). Posição ginecológica - Nesta posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal, tendo os membros inferiores elevados e colocados em suportes especiais,
  • 51. 51 também chamados perneiras, e fixados com correias. Deve-se ter o cuidado de envolver-lhe as pernas com campos ou perneiras de tecido para lhe proporcionar conforto e segurança. Esta posição está indicada para as cirurgias ginecológicas, proctológicas, algumas urológicas e exames endoscópicos. Cuidados de enfermagem :  bandagens, meias  cirurgias > 2h = atenção com:  uso de suportes MMII: flexão extrema coxas (função respiratória = pressão abdominal contra diafragma). Complicações possíveis: lombalgia, pressão proeminências ósseas (sacro), maceração, parestesia, cianose, pressão poplítea, rotação externa e estiramento múscular. Posição de Trendelemburg - nesta posição a cabeça e o corpo são abaixados; é usualmente empregada para a cirurgia da parte inferior do abdome e da pelve, visando obter a boa exposição ao deslocar os intestinos para dentro da parte superiro do abdome, as coxas flexionadas. A posição é mantida ao se colocar os pés nos estribos; é empregada em quase todos os procedimentos cirúrgicos perineais, retais e abdominais. Cuidados de enfermagem :  cisalhamento: cintas  retorno à posição: lento Complicações possíveis: lombalgia, dispnéia, perfusão periférica, extremidades frias, cianose de MMII, circulação prejudicada, hipotensão.
  • 52. 52 Posição Trendelemburg Reverso ou Proclive ou Anti Tren: posição adequada para deixar as alças intestinais na parte inferior do abdômen, reduz pressão sanguínea cerebral, indicada para cirurgia de abdômen ,crânio, tórax. Complicações possíveis: Na reversa: estase venosa, edema, sobrecarga sistema cardiovascular. Posição da mesa de Ortopedia: Posição utilizada para fratura de quadril ou luxação femoral fechada, onde o corpo fica em contato com a mesa cirúrgica somente na região dorsal e os membros inferiores fica fixa a região distal. Objetivo promover a melhor exposição do sítio cirúrgico, acesso à ventilação e monitorização, manutenção das funções fisiológicas, do conforto, segurança e da privacidade do paciente. Cuidados de enfermagem : As intervenções de enfermagem para o paciente submetido à cirurgia ortopédica dependem do tipo de posição e a avaliação prévia deve ser realizada para conhecer as especificidades de cada paciente. Checar se os equipamentos e mesa operatória estão limpos e seguros, movimentar o paciente com cuidado, colocá-lo na posição desejada e fixá-lo, ter cuidado com pontos de pressão, Complicações possíveis: lesões de pele podem ser causadas pela longa permanência na mesa, por mau posicionamento e/ou movimentação inadequada do paciente, associados aos fatores como idade, peso, estado nutricional e controle da temperatura CUIDADOS COM PACIENTE NA POSIÇÃO CIRURGICA  Ao se colocar o paciente na posição cirúrgica, alguns aspectos fundamentais devem ser lembrados:  Atentar a evitar contato de partes do corpo do paciente com as superfícies metálicas da mesa cirúrgica;
  • 53. 53  Posicioná-lo de modo funcional e seguro, a fim de prevenir distensões musculares, evitar compressão de vasos, nervos e saliências ósseas, e facilitar a dinâmica respiratória;  Possibilitar livre fluxo das infusões venosas e a adaptação dos eletrodos para.a perfeita avaliação intra-operatória.  Ao se retirar o paciente da posição cirúrgica, alguns pontos precisam observados:  Manusear o paciente anestesiado com movimentos firmes e lentos, pois a mudança repentina de posição pode levar à queda de pressão arterial;  Ao se retirar o paciente da posição ginecológica, deve-se ter o cuidado de descer, alternadamente, as pernas, a fim de prevenir o afluxo rápido de sangue para os membros inferiores, podendo causar hipotensão;  Manter a cabeça voltada para um dos lados, quando o paciente permanecer em decúbito dorsal;  Observar o posicionamento correto das infusões;  Prevenindo lesão por posicionamento do paciente:  As articulações em hiperextensão, as artérias comprimidas ou a pressão sobre nervos e proeminências ósseas geralmente resultam em desconforto apenas porque a posição deve ser sustentada por um longo período. Os fatores a considerar incluem os seguintes:  O paciente deve ficar na posição mais confortável possível, quer dormindo, quer acordado.  O campo operatório deve estar adequadamente exposto.  Uma posição incómoda, pressão indevida sobre uma região do corpo ou uso de estribos ou tração não devem obstruir o aporte vascular.  A respiração não deve ser prejudicada por pressão dos braços sobre o tórax ou por uma camisola que comprime o pescoço ou o tórax.  Os nervos devem ser protegidos contra a pressão indevida. O posicionamento inadequado de braços, mãos, pernas ou pés podem provocar lesão grave ou paralisia.
  • 54. 54  Os suportes de braço devem ser bem acolchoados para evitar a lesão nervosa irreparável, principalmente quando é necessária a posição de Trendelenburg.  As precauções para a segurança do paciente devem ser observadas, em particular no caso de pacientes magros, idosos ou obesos, ou naqueles com deformidade física.  O paciente precisa da contenção suave antes da indução no caso de agitação. ASSEPSIA CIRÚRGICA Todo suprimento cirúrgico, como instrumentos, agulhas, luvas, campos e soluções que entram em contato com a ferida cirúrgica devem ser esterilizados. A assepsia cirúrgica previne contra infecção dos sítios cirúrgicos. Medidas de assepsia cirúrgica e controle ambientais:  Escovação das mãos e antebraços com sabão anti-séptico (medida sendo avaliada); tem por objetivo promover a eliminação da flora transitória residente e, ainda, o retardamento da recolonização da flora residente pelo efeito residual. Estas substâncias, como degermantes e anti-sépticas, devem agir rapidamente, ter efeito residual e não ser irritantes para a pele. No Brasil, as soluções degermantes anti-sépticas usadas para degermação das mãos são:  solução detergente de polivinil-pirrolidona - iqdo a 10% (PVPI) com 1% de iodo ativo (possui 4 horas de ação residual);  solução de detergente de clorexidina a 4%, contendo 4% de álcool etílico (possui ação residual de 6-8 horas), no caso de alergia ao iodo.  Cabelos e cabeça cobertos com gorro;  Máscara sobre nariz e boca;  Utilizar capotes e luvas esterilizadas. Os capotes da equipe cirúrgica são considerados estéreis na frente do tórax até o nível do campo esterilizado. As mangas são consideradas esterilizadas a partir de 5 cm do cotovelo até a borda elástica;  Depois de uma embalagem aberta as bordas são consideradas não estéreis;  Pele do paciente deve ser limpa, recebendo a aplicação de um agente ahtimicrobiano;  Remoção do pêlo imediatamente antes do procedimento para minimizar os riscos de infecção;  Cobrir o corpo do paciente com campos esterilizados, que devem colocados o mais próximo possível da sua utilização;  Todo material em contato com a ferida cirúrgica deve se manter esterilizado.
  • 55. 55  Fluxo de ar laminar é desejado para cirurgias com mais possibilidade de infecção como a de transplante de órgãos  Restringir movimentos e pessoas na sala de cirurgia. DEFINIÇÕES DAS FASES PRÉ E PÓS OPERATÓRIAS: PRÉ-OPERATÓRIO É o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia e termina no momento em que o paciente chega à sala de operação. Subdivide-se em mediato (desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela) e em imediato (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia). INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM  Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas (esclarecimento de dúvidas);  Verificar sinais vitais;  Pesar o paciente;  Colher material para exames conforme solicitação médica;  Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o paciente para o centro  cirúrgico;  Manter o paciente em jejum, conforme rotina;  Fazer tricotomia conforme rotina;  Orientar o paciente a esvaziar a bexiga minutos antes da cirurgia;  Retirar próteses dentárias, jóias, ornamentos e identificá-los;  Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico - Trans-operatório: do momento em que o paciente é recebido no CC até o momento em que é encaminhado para a sala pós-anestésica; - Intra-operatório: do início até o final da anestesia; - Recuperação pós-anestésica: do momento da alta do paciente da sala de operação até sua alta da sala de recuperação pós-anestésica; PÓS OPERATÓRIO É o período que se inicia a partir da saída do paciente da sala de cirurgia e perdura até a sua total recuperação.